Estratégia populista social-eleitoral no DF

Flávia, primeira dama do DF, entra em cena , para tocar, na Band, programa eminentemente social, como alternativa para ajudar o governador Arruda a se popularizar junto à massa com a qual não criou empatia capaz de levá-lo a um confronto, amplamente, favorável com seu maior adversário, Joaquim Roriz, altamente, popular, candidato a voltar ao Buriti(nga)

Flávia, primeira dama do DF, entra em cena , para tocar, na Band, programa eminentemente social, como alternativa para ajudar o governador Arruda a se popularizar junto à massa com a qual não criou empatia capaz de levá-lo a um confronto, amplamente, favorável com seu maior adversário, Joaquim Roriz, altamente, popular, candidato a voltar ao Buriti(nga)

Pouco identificado com o social, por conta de decisões que o tornaram impopular, na medida em que adotou política de enxugamento neoliberal de gastos – o contrário do presidente Lula – , cujos resultados foram demissões em massa de pessoas pobres , anteriormente, empregadas, no Governo, pelo ex-governador Joaquim Roriz, profissional do assistencialismo político, o governador José Roberto Arruda, que faz administração dinâmica de ampliação crescente de obras públicas e institucionalização da chamada Brasília Legal, tenta correr contra o prejuízo, minimizar essa carência empático-governamental, no plano social, lançando mão de estratégia alternativa. Esta está sendo dada pela ação da primeira dama, jovem e bela, Flávia Arruda, por intermédio de programa  jornalístico-assistencial-político-populista, intitulado “Voz da Gente”, que foi ao ar, pela primeira vez, no domingo, 15, na TV Bandeirante.

Flávia , dessa forma, ergue-se como arma do governador Arruda para tentar popularizar seu governo junto à massa dos eleitores, com a qual não criou empatia suficiente, para ir à luta contra o seu mais difícil adversário, na eleiç�%Ao do próximo ano, Joaquim Roriz, campeão de popularidade, graças às políticas sociais que empreendeu ao longo de três mandatos, no Distrito Federal. A estréia pública de Flávia representa o fato político mais importante colocado em cena no contexto da sucessão governamental na Capital da República, com repercussão nacional-internacional inevitável.

A primeira dama estreou com desenvoltura, na Band, demonstrando extroversão , que, certamente, desdobrar-se-á em progressos maiores no dia a dia da realização do trabalho, no aperfeiçoamento, no enfoque social, na empatia popular, dado o conteúdo da pauta programática social-eleitoral-populista. Centra-se na aparência dos problemas, mas não vai fundo na essência.

O reflexo do programa poderá ajudar bastante a imagem do governador, porque os enfoques estarão sendo realizados em obras do governo, como é o caso da cadeia pública feminina brasiliense onde foi realizada a cobertura do concurso de miss presidiária, apresentado pela primeira dama.

O objetivo é a auto-ajuda, elevar o moral das detentas, belas, emocionantes, inteligentes, arrependidas de terem entrado na fria do narcotráfico, pela mão do amor, com os namorados traficantes, que as jogaram em cana, utilizando  o trabalho e a inexperiência ingênua de jovens cuja estrutura familiar está desajustada.

 

Aposta na força da mulher

O eleitorado feminino foi impacto pela estratégia do primeiro programa de Flávia, focalizando as detentas na cadeia feminina do DF, em desfile de moda, jogando a auto-estima delas para cima e vendendo forte programa de auto-ajuda em que o efeito fica, midiatiaticamente, maior do que a causa dos problemas abordados. Mas, o impacto político-social-emocional  marca posição.
O eleitorado feminino foi impacto pela estratégia do primeiro programa de Flávia, focalizando as detentas na cadeia feminina do DF, em desfile de moda, jogando a auto-estima delas para cima e vendendo forte programa de auto-ajuda em que o efeito fica, midiatiaticamente, maior do que a causa dos problemas abordados. Mas, o impacto político-social-emocional marca posição.

Criou-se , no programa , um ambiente agradável no qual vivem as detentas. Corredores limpos, tudo asseado, pensamento positivo delas, para enfrentar os problemas, a partir da força da experiência na criação da desgraça individual. Ou seja, a aparência vendeu uma imagem de competência, gerência, administração, eficiência e proatividade social relativamente ao trabalho que se desenvolve na cadeia feminina pública. Algo , totalmente, diferente das cadeias super-lotadas de gente, qualidade de vida péssima, tratamento desumano etc.

Com a simpática presença de Flávia, a cadeia , produzida para o programa, virou um glamour. Glamour carcerário. O humano – e não o desumano – flui nas imagens da cadeia feminina gerenciada pela administração arrudista, apresentada como programa social pela primeira dama.

As entrevistas comandadas por Flávia Arruda focalizaram os problemas individuais, expondo as consequências, mas não as causas da exclusão social que produz as detentas. O desemprego dos jovens brasilienses e brasileiros, em meio a uma estrutura produtiva e ocupacional , que exclui, em vez de incluir trabalhadores, visto ser poupadora de mão de obra e concentradora de renda, fica ao largo do enfoque, como fator energético principal da produção do desemprego, em meio a uma massa de jovens desqualificados , profissionalmente, mão de obra preferencial a ser arrebanhada pelo narcotráfico.

As bases da formação do exército terrorista do narcotráfico, os jovens desempregados e profissionalmente desqualificados, não foram mencionadas pelo programa, nem apresentados. A desestrutura familiar a partir dessa causa social básica de desajustamento social passou ao largo como pressuposto para abordar a questão central das jovens detentas na cadeia feminina brasiliense.  Pode ser que o tema, que é quentíssimo, venha a ser desdobrado. 

 

Populismo rorizista tenta ressurreição

O populista juscelinista-peronista Joaquim Roriz tenta de novo chegar ao poder com a política social em primeiro lugar, algo que deu certo com Lula que com o social alavancou o econômico e a popularidade eleitoral
O populista juscelinista-peronista Joaquim Roriz tenta de novo chegar ao poder com a política social em primeiro lugar, algo que deu certo com Lula que com o social alavancou o econômico e a popularidade eleitoral

Não há como descolar  o profissional do político, no programa de Flávia Arruda. O papel institucional da primeira da dama, no regime republicano, é o de ser uma contribuidora ativa da política governamental, especialmente, no campo social. Nesse sentido, a maior contribuição dada pela mulher brasileira, no campo social, talvez tenha sido a da socióloga  Ruth Cardoso, com o COMUNIDADE SOLIDÁRIA, na Era FHC. Ou seja, a primeira dama é , essencialmente, um produto governamental, público. Flávia, trabalhando, como primeira dama, no setor privado, profissionalmente, como jornalista, inaugura a era em que a dama primeira usufrui da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de acabar com o diploma de jornalismo, por tratar-se de profissão de cozinheiro.

As donas de casa que forem competentes, extrovertidas, bonitas, inteligentes, primeiras damas, com garra,  como Flávia, que diz ter queda pelo social, desde a experiência de caridade sempre desenvolvida pelo seu pai, com quem se identificou material e espiritualmente, poderão, sem diploma de jornalismo,  habilitar-se. Por que não? Ela ab re experiencia feminina nova no B rasil.

As mulheres, que correspondem a 51% do eleitorado nacional, segundo o IBGE, estão de bola cheia no campo profissional midiático. Pesquisas de marketing das agências de publicidade descobriram que os clientes dos produtos anunciados prestam mais atenção nos programas televisivos comandados pelas mulheres. 

Soma-se a esse atributo feminino de atrair o olhar a possibilidade de exercitar o jornalismo sem precisar ser jornalista, mas, apenas, saber comunicar-se com inteligência e sensibilidade, como parece ser o caminho escolhido por Flávia Arruda, tem-se o objeto necessário para conquistar mercado.

A política, no cenário em que tudo vira mercadoria, tornou-se, fundamentalmente, exercício midiático. O senador Mão Santa(PSC-PI), graças à TV Senado, transformou-se em fenômeno político popular, explorando, inteligentemente, um perfil de comunicação , extrovertidamente abundante.

 

Lula é meu mestre no social

Meu nome é Lula. Meu sobrenome é Lula. No DF, sou a encarnação lulista, para enfrentar o populismo rorizista e o neopopulismo feminista arrudista. Mas a bandeira petista seria somente o social? E a bandeira ética pestista que está no sal, como fica?
Meu nome é Lula. Meu sobrenome é Lula. No DF, sou a encarnação lulista, para enfrentar o populismo rorizista e o neopopulismo feminista arrudista. Mas a bandeira petista seria somente o social? E a bandeira ética pestista que está no sal, como fica?

Flávia tem presença e simpatia, movimenta-se descontraidamente e busca fixar, preferencialmente, sua preocupação com a saúde da instituição FAMÍLIA, desgastada, na periferia, pelos descaminhos dos jovens, atraídos pelo exército do narcotráfico.

Na campanha eleitoral do próximo ano, o trabalho , que começa a ser desenvolvido, preliminarmente, por ela , tenderá a compensar a carência do governador Arruda no plano social?

Ele formará com ela uma dupla governamental populista, tipo Perón-Evita ou o casal Kirchner, na Argentina, sob o manto peronista? Ou casal Rosinha-Garotinho?

A diferença é que Arruda não é peronista, mas liberal, liberal que lança mão da experiência de Perón, que transformou Evita em fenômeno de comunicação. Flávia seria esse repeteco no DF?

O liberalismo governamental que Arruda praticou inicialmente no seu governo, caminhando na linha oposta do presidente Lula, que acelerou incremento do mercado interno com poupança pública, elevando o déficit, para girar consumo das massas, capaz de elevar a arrecadação, muda de face. Busca o bombeamento da popularidade por intermédio da mulher comunicadora. Uma neo-Evita? 

O consumo interno transformou-se no instrumento maior para impulsionar a economia depois da derrocada do regime neoliberal sob o qual as prioridades não são dadas ao consumo, mas à produção, como ocorreu durante toda a era desenvolvimentista sul-americana e brasileira depois da segunda guerra mundial sob os auspícios do modelo keynesiano.

 

Equilibrismo cristovista dançou

Cristovam despachou Keynes e adotou Friedaman durante a campanha eleitoral em que se preocupou com o mandamento máximo da era neoliberal fernandocradosista, de lipoaspirar o Estado e as rendas dos servidores em nome do ajuste equilibrista ditado pelo Consenso de Washington. Dançou para Roriz que se lixou para oa mandamentos neoliberais.
Cristovam despachou Keynes e adotou Friedaman durante a campanha eleitoral em que se preocupou com o mandamento máximo da era neoliberal fernandocradosista, de lipoaspirar o Estado e as rendas dos servidores em nome do ajuste equilibrista ditado pelo Consenso de Washington. Dançou para Roriz que se lixou para oa mandamentos neoliberais.

O jogo social de Arruda, comandado pela primeira dama, será arma arrudista para enfrentar a popularidade rorizista, ampliada a partir da Era Sarney, em que o governador Roriz abriu as portas da popularidade com programas sociais. Distribuição rorizista de lotes alavancou o mercado imobiliário, transformando o DF num dos maiores consumidores de cimento, no país, elevando a renda distrital, favorecida pelos fundos de participação dos municipis e dos estados, a que o DF, constitucionalmente, tem direito. Consequentemente, a arrecadação bombou , favorecendo investimentos públicos em infra-estrutura. Equilibrou sua imagem no econômico e no social, simultaneamente, como Lula.

O deficit – de 700 bilhões de reais, deixado por Roriz, ficou para Arruda pagar. Talvez o Arruda tenha pecado no time. Ele tentou liquidar a fatura de uma vez, incomodando categorias sociais socialmente excluídas do modelo de desenvolvimento concentrador de renda. A tese gerou antítese politicamente destrutiva, expressa em impopularidade junto à massa, sem conseguir, com ela, identificar-se, plenamente. Roriz, certamente, vai explorar isso.

Os programas sociais , na crise neoliberal, depois da Era FHC, transformaram-se em fator fundamental do processo econômico. O investimento produtivo não gera demanda social correspondente, porque o capital sobreacumula, excluindo e não integrante. O investimento social cria a demanda para o econômico que acumula e não distribui. Equilibra o processo e evita a revolução. O social, na era lulista,  revelou ser principal fator econômico e vice-versa, no contexto em que constitucionalmente se aponta para a democratização geral das oportunidades que despertam sonhos e reivindicações sociais cada vez mais amplas.

O presidente Lula, ao aumentar a renda interna, via deficit público, para aumentar a oferta monetária para os programas sociais, evitou a histórica formação de excedentes internos, que exigiam desvalorização cambial, para serem exportados, cujo resultado era concentração de renda e inflação, isto é, descapitalização populari, insuficiência global de consumo etc.

Roriz sempre deu banana para as sugestões neoliberais. Ganhou eleição prometendo romper equilíbrio orçamentário que Cristovam Buarque preservava, para atender a política econômica de FHC, subordinada ao Consenso de Washington, enquanto negava, em plena campanha eleitoral, reajuste de salários para os professores. Dançou, espetacularmente. Roriz prometeu conceder o reajuste de 28% e ultrapassou Cristovam na reta de chegada eleitoral, em brilhante vitória.

 

Sucateamento privado da saúde

As bandeiras sociais como as da promoção da saúde foram sucateadas privatizadas , como forma de destruir o SUS por dentro, abrindo espaço para as corrupções nas relações público privadas em escala nacional, incluindo o DF, denotando que o pensamento neoliberal privatizante destroi a segurança social.
As bandeiras sociais como as da promoção da saúde foram sucateadas privatizadas , como forma de destruir o SUS por dentro, abrindo espaço para as corrupções nas relações público privadas em escala nacional, incluindo o DF, denotando que o pensamento neoliberal privatizante destroi a segurança social.

O triunfo anti-neoliberal de Roriz o popularizou junto à massa. Arruda assumiu o governo e , imediatamente, neoliberalizou seu comportamento em nome do enxugamento da máquina, cujos resultados políticos foram perda de votos pelos que foram beneficiados pelas politicas anti-neoliberais de Roriz.

A popularidade rorizista estará em cena na campanha eleitoral em 2010. Arruda, sem  maior identificação com a massa, por  não estar identificado, politicamente, com o social, mas com o econômico, corre atrás do prejuízo com Flávia.

O cenário, como destaca, o deputado Jofran Frejat(PR-DF), é o de que a questão social, no cenário da crise global, vai preponderar, porque a massa está muito mal tratada, por conta da carência de investimentos públicos em saúde, segurança, educação, infra-estrutura etc. Os recursos são contingenciados para esses setores, para que sobre mais recursos ao pagamento dos juros da dívida pública interna, em forma de elevados superavits primários.

A insatisfação social está no ar, principalmente, em cenário de grande crise mundial, cujos desdobramentos são incógnita. Nesse sentido, a disputa eleitoral, no DF, pegará fogo.

O candidato do PT, provavelmente, Agnelo Queiróz, levará para as ruas, a proposta social lulista, sucesso global; Roriz, que não fica atrás de Lula em matéria de política social, sairá, igualmente, bombando promessas, como destacou no programa eleitoral do seu novo partido, o PSC; Arruda, sem bandeira social reconhecidamente popular, busc ará apoio na primeira dama.

Se der certo e ele ganhar, em 2014, Flávia poderia ser canidata ao Buritinga, se sua popularidade, com o progrma “Nossa Gente” virar sucesso. Pode garantir vaga de deputada distrital? O processo politico no DF acelera pela força da mulher.

Blecaute apaga Dilma e Lobão

Lobão e Dilma deixaram Lula em saia justa, porque os argumentos deles de rechassarem a culpa do apagão pela insuficiência de investimentos esbarram, justamente, nos argumentos opostos dos técnicos e especialistas que apontaram falhas técnicas e operacionais cuja superação exige novos investimentos que não foram, ainda, realizados.
Lobão e Dilma deixaram Lula em saia justa, porque os argumentos deles de rechassarem a culpa do apagão pela insuficiência de investimentos esbarram, justamente, nos argumentos opostos dos técnicos e especialistas que apontaram falhas técnicas e operacionais cuja superação exige novos investimentos que não foram, ainda, realizados.

A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, ex-comandante da política do setor elétrico, antes de o presidente Lula mirar nela sua candidata à presidência da República, e o ministro das Minas e Energia, senador Edson Lobão(PMDB-MA), sofreram, na terça , 11, e quarta, 12, noite-dia do apagão energético, tremendo apagão político. Choque político-energético que abalou a relação PT-PMDB dentro da coalizão governamental, abrindo espaço para a oposição, sem discurso, faturar.
A candidata presidencial levou mais de 24 horas para apresentar-se ao público, ela, que, ultimamente, está fazendo tudo para aparecer, a fim de subir na pesquisa eleitoral. Inicialmente, os petistas destacaram que ela não tinha que falar porque o assunto é da área do ministro Édson Lobão, que a subsituiu no cargo, destronando o PT da direção do Ministério. Diante do estrago político, plenamente, explorado pelos oposicionistas, a ministra apareceu. Se apareceu depois, por que não antes? Na hora de faturar, o marketing presidencial coloca ela para ficar sob o spotlight político. Mas, se é para se queimar, mesmo cuidando de uma obrigação pública dela, tentaram escondê-la. Ou seja, medo da verdade.
A titular da Casa Civil surgiu para falar, apenas, trivialmente, que o sistema nacional de energia elétrica não está livre de apagões. Negou falta de investimentos, mas foi desmentida pelas declarações dos técnicos de que o sistema carece de aperfeiçoamento técnico que requer investimentos crescentes em ciência e tecnologia em escala permanente, o que não está sendo feito.
Apenas 38% dos recursos orçamentários destinados à energia, segundo informações do Conselho Nacional de Política Energética(CNPE), foram realizados esse ano. O restante teve que ser contigenciado. Uma parte destinou ao pagamento dos juros da dívida pública aos bancos ; outra, para bancar desonerações fiscais para as empresas industriais enfrentarem a crise internacional, a fim de manterem o nível de emprego, sustentar arrecadação tributária cadente e,consequentemente, evitar colapso do capitalismo nacional.
Já o ministro Lobão desastrou geral, dividindo o governo. Culpou Itaipu pelo desastre, enquanto Itapu repudiou o ataque ministerial de fuga de responsabilidade.  O titular das Minas e Energia, afilhado do ex-presidente Geisel, seu padrinho político no Maranhão a contra gosto do senador José Sarney, que teve de engolir, na ocasião, 1979, a dose política geiseliana ditatorial, pode ser o mais prejudicado na jogada do apagão, que escureceu o país em 18 estados da federação, atingindo mais de 60  milhões de brasileiros.
A queda, por conta de raios, trovoadas e tempestades, de cinco linhas  de transmissão que puxam a geração de Itaipu , na altura de Itaberá, onde ela confluem, representa prejuízo, ainda, incalculável, mas que apontam para estimativas da ordem de R$ 80 bilhões. Ou seja, valor correspondente à arrecadação dupla da extinta CPMF, que, antes, abastecia os cofres da Previdência Social, atualmente, sucateada e falida com o esvaziamento do SUS. Desastre financeiro.
Quem vai pagar a conta? O contribuinte, que está, ao longo dos últimos cinco anos, suportando, sacrificadamente, reajustes no valor da tarifa superiores ao da inflação, principalmente, depois que o sistema foi privatizado, nos anos de 1990,  como aconteceu na Argentina, a partir da neoliberal Era Meném. A forma politicamente desastrada com que o governo manejou o episódio totalmente impopular do apagão, que fez o país relembrar do apagão e do racionamento na Era FHC, demonstrou medo oficial de falar a verdade.
 

Sugestão não acatada 

Luz para todos! Luz para a paz! Luz que requer investimentos que faltaram. Luz que sinaliza dores do crescimento e não fracasso do desaquecimento. Por que não assumi-las, reconhecendo que se trata de crítica positiva a uma característica deficitária da política governamental, que tem pontos positivos e negativos? Faltou sinceridade e desprendimento lulista
Luz para todos! Luz para a paz! Luz que requer investimentos que faltaram. Luz que sinaliza dores do crescimento e não fracasso do desaquecimento. Por que não assumi-las, reconhecendo que se trata de crítica positiva a uma característica deficitária da política governamental, que tem pontos positivos e negativos? Faltou sinceridade e desprendimento lulista

Quem deu a dica para o presidente Lula formular argumentação lógica, falando a verdade para a sociedade, foi o presidente de Israel, Simon Peres, experiente político, curtido nas horas dramáticas das guerras, mas o presidente não pegou. No momento em que a repórter Mônica Carvalho,  TV Globo, na entrevista dos dois presidentes, depois de solenidade no Planalto, deixou de perguntar sobre a relação Brasil-Israel, desculpando, para indagar do presidente Lula o que tinha a dizer sobre o apagão, o chefe do governo embaralhou-se. Não conseguiu pegar a sugestão de Simon.
Luz para todos, foi o que o presidente israelense pediu, com humor, ancorando-se na formulação da paz, para ressaltar o programa presidencial lulista – “Luz para todos”” – , que eleva a taxa de consumo de eletricidade no país e exige investimentos cada vez maiores, o que , segundo o governador de São Paulo, José Serra, não ocorreu. Peres sugeriu que os investimentos lulistas na oferta de energia ganharam ressonância internacional,  servindo, portanto, de analogia à iluminação das mentes em prol de roteiro para a paz no Oriente Médio. 
O titular do Planalto, que tem os méritos de aumentar o consumo interno de energia, por meio dos investimentos sociais, responsáveis por elevar a demanda econômica dos mais pobres, não disse o óbvio: faltaram investimentos, porque o jogo desenvolvimentista governamental exige elevados investimentos em setores que puxam a demanda geral e exigem constantes aperfeiçoamentos técnicos e operacionais.
Ou seja, os problemas gerados a partir da opção do governo pelo soc ial, relativamente, ao econômico, dando força mais para o consumo do que para a produção, especialmente, agora, durante a grande crise global, são, simultaneamente, positivos e negativos. Positivos, porque atendem expectativas da sociedade pela divisão mais justa da renda nacional; negativo, porque essa demanda está sendo atendida, insatisfatoriamente, por falta de investimentos. A reclamação da oposição foi, portanto, justa.
O orçamento para os investimentos no setor de energia , a fim de alavancar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), menina político-eleitoral dos olhos de Dilma-Lula, está atrasado. Somente 38% foram aplicados. Certamente, o governo contingenciou parte dos recursos para pagar os juros da dívida pública interna e para bancar exoneração fiscal para as indústrias de bens duráveis, a fim de salvá-las do precipío aberto pela crise financeira internacional.
A escassez de investimentos no setor elétrico foi confirmada pela convocação apressada do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para que acelere aprovação de licença ambiental para investimentos da ordem de R$ 400 milhões, empacados sob critérios ambientalistas, em relação às hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, na Amazõnia. Tentou-se criar fato fictício para apagar fato real.
 

Medo da verdade

 

O relato dos problemas técnicos feito pelo presidente da Eletrobrás denotou necessidade de modernização tecnológica preventiva que implica investimentos que não estão sendo feitos, dando razão aos oposicionistas, como o governador de São Paulo, José Serra, à administração comandada pelo senador Edson Lobão.
O relato dos problemas técnicos feito pelo presidente da Eletrobrás denotou necessidade de modernização tecnológica preventiva que implica investimentos que não estão sendo feitos, dando razão aos oposicionistas, como o governador de São Paulo, José Serra, à administração comandada pelo senador Edson Lobão.

A ministra Dilma Rousseff desdenhou das críticas relativas aos investimentos, para reconhecer, tardiamente, que o sistema elétrico não está imune a apagões. A tergiversação governamental, com a ministra , de um lado, e o ministro, de outro, gerou desconfianças generalizadas quanto à credibilidade governamental  e abriu polêmica, porque técnicos e especialistas do setor energético apontaram falhas técnicas cuja reparação requer investimentos. Fica, dessa forma, comprovada a insuficiência dos investimentos negada pelo governo.
Para o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, o sistema ONS – Operador Nacional de Segurança – que compõe o ERAC – Esquema Regional de Alívio de Carga – falhou. Os escalões intermediários nas subestações não se desligaram escalonadamente mas abruptamente, derrubando as linhas. Se tivessem funcionado os rellés, que modulam a tensão, desligando as subestações mais atingidas com a queda dela, ao mesmo tempo em que preserva as demais, para evitar o efeito dominó, como , efetivametne, ocorreu, o prejuízo não teria sido tão grande, admitiu Muniz. Ou seja, os problemas técnicos terão que ser sanados com modernização e novos investimentos.
Pintou demora na entrada em operação do sistema de proteção – o ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico. Se demorou é porque precisa ser melhorado tecnologicamente, o que implica novos investimentos. O rompimento da proteção do sistema que isola falhas e barra efeito cascata da queda da produção de Itaipu e colapso nas linhas de transmissão de Furnas significa necessidade de trocar o sistema de proteção, que implica novos investimentos.
O curto circuito em 3 das 5 linhas de transmissão anulou o ONS e o ERAC. Ou seja, o sistema não foi isolado da linha de Itaipu,  impondo, portanto, sacrifícios generalizados, quando poderiam ser localizados e, facilmente, superados. O não isolamento do sistema corresponde, igualmente, à necessidade de novos investimentos.
Para onde seguem as explicações técnicas vê-se impecilhos que somente serão removidos por mais investimentos operacionais – pessoal qualificado – e técnicos – modernização tecnológica em elevada escala. Sem essa condição, poderão ocorrer novos desperdícios de recursos públicos investidos nas empresas estatais.
Poderiam ser desperdiçados algo em torno de 6.000 megawats de potencia. Foram jogados fora mais de 18.000, no contexto de uma produção nacional de aproximadamente 60.000 megawats, perto de 30%. . Prejuízo total, que terá que ser reparados com novos investimentos.
O governador José Serra reclamou que não foram seguidas pelo governo federal recomendações que deu relativamente a adotar para São Paulo central de controle da distribuição de energia, para dar maior segurança ao maior parque industrial da América do Sul e à maior metrópole sul-americana, vendida no apagão. Faltaram, segundo Serra, investimentos.
A convocação extraordinária do ministro Carlos Minc, pelo presidente Lula, para acelerar licenças ambientais, capazes de acelerar investimentos que estão parados é mea culpa presidencial diante do apagão e da razão oposicionista de questionar o nível de investimento no setor.
 

Marketing desastrado

O senador e o presidente deverão, rapidamente, buscar um entendimento de cúpula para tentar contornar as desavenças produzidas pelo apagão na relação PT-PMDB, no comando do setor estatal de energia, que padece de investimentos e pode detonar novas notícias desagradáveis, graças às explicações dos especializadas quanto à vulnerabilidade técnica do ONS
O senador e o presidente deverão, rapidamente, buscar um entendimento de cúpula para tentar contornar as desavenças produzidas pelo apagão na relação PT-PMDB, no comando do setor estatal de energia, que padece de investimentos e pode detonar novas notícias desagradáveis, graças às explicações dos especializadas quanto à vulnerabilidade técnica do ONS

Os argumentos governamentais centraram a culpa pelo apagão nos raios, nas tempestades, nas oscilações climáticas em geral, de forma sincronizada, como samba de uma nota só. A restrição de técnicos do INPI o CNPE ao argumento para culpar a natureza e não os homens pelo desastre coloca em cena a possibilidade de que o governo teria mentido, desde a primeira hora, em vez de falar, cabalmente, a verdade, com laudos técnicos etc.
O governo teve medo da sua própria verdade. Os investimentos estão faltando porque o país está se desenvolvendo. Isso amplia o gap entre o investimento e o consumo. Dor do crescimento. Seria pior o inverso. A argumentação governamental, no entanto, soou como se tivesse algo a esconder na explicação do apagão.
O marketing governamental se perdeu completamente. Descumpriu, conforme destaca a professora de História do Brasil, da Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte, Hermínia Laura, o mandamento número um da relação governo-comunidade: falar com clareza e sinceridade. Ficou um chove-não-molha interminável.
Medroso em enfrentar o problema com total clareza , o sumiço marqueteiro da ministra caiu em descrédito e revelou faceta ministerial que sinaliza insegurança. Se não era para aparecer, por que apareceu? Se era para aparecer, por que apareceu tão tarde? Teria sido influenciada pela cautela excessiva dos marqueteiros, empenhados em construir  frase de efeito furada,, a de que o país não está livre dos apagões?
O titular do Planalto não se abriu para falar das dores do crescimento, porque ficou acostumado a apenas fazer propaganda favorável das alegrias do crescimento.  Não hora de enfrentar a realidade das dores incômodas, o marketing pulou para trás, preocupado com repercussões político-eleitorais.
Ficou fraturada , dentro do governo, a relação PT-PMDB, que dividem, conflitivamente, o poder no Ministério das Minas e Energia. O poder energético nacional, atrativo ao capital internacional em relação ao pré-sal, sobre o qual o PMDB quer ter mais influência que o PT, no jogo da partilha da riqueza, demonstra estar sob tensões políticas produzidas pelos representantes das duas correntes em confronto.
De um lado, o presidente do Congresso, senador José Sarney, que dá lastro político ao senador ministro Edson Lobão; de outro, a ministra Dilma, que apoia os petistas, que comandam as empresas estatais e os fundos de pensão delas. Os interesses estão à flor da pele, especialmente, porque os fundos de pensão, por nova legislação, poderão ampliar suas aplicações em ações, levantando cobiças fortes e influentes.
Ao longo da próxima semana, certamente, os caciques políticos, Lula e Sarney, deverão articular-se , a fim de evitar prolongamentos das discórdias internas. Se elas persistirem, darão espaço crescente para a oposição.

Multiplicador de empobrecimento nacional agita Congresso de olho na eleição presidencial

O senador gaúcho, que está na vanguarda da defesa dos aposentados e pensionistas, provoca ira dos neoliberais dentro do governo , cuja preoucpação, ainda, sob reinado lulista, é pagar em dia os juros da dívida pública interna, que exigem sacrifícios crescentes dos que vivem de salários, em nome da governabilidade bancocrática
O senador gaúcho, que está na vanguarda da defesa dos aposentados e pensionistas, provoca ira dos neoliberais dentro do governo , cuja preoucpação, ainda, sob reinado lulista, é pagar em dia os juros da dívida pública interna, que exigem sacrifícios crescentes dos que vivem de salários, em nome da governabilidade bancocrática

O Congresso viverá nessa quarta feira 11 um dos dias mais  agitados politicamente dos últimos tempos. Está em pauta reivindicações sociais de grande repercussão. Os políticos estão de cabelo em pé, graças à disposição dos trabalhadores, que vão à luta por duas questões fundamentais. De um lado, os trabalhadores inativos; de outro, os ativos. Os primeiros querem eliminação do chamado FATOR PREVIDENCIÁRIO e vinculação da política de reajuste do salário mínimo para os trabalhadores aposentados, tanto para os que ganham o mínimo , como para os que percebem acima do mínimo, bem como recuperação de perdas acumuladas, desde 1993, quando começa a era neoliberal irracional, na Nova República. Já os indutriários e comerciantes pregam a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, polarizando com os empresários, que prevêem desempregos, se a medida for aprovada pelos congressistas.

Os trabahadores inativos que ganham mais de um salário mínimo querem o reajuste real de 63% dado aos que ganham apenas o mínimo no período de 2003 a 2008, retroativos a partir de 2006.  São 8,5 milhões de aposentados. Ao mesmo tempo, pregam, cada vez mais radicalmente, o fim do FATOR PREVIDENCIÁRIO, que, na prática, representa MULTIPLICADOR DE EMPOBRECIMENTO do trabalhador. Quem se aposentou com 20 salários mínimos há 10 anos, estaria ganhando , hoje, apenas, 5 salários mínimos. Os exemplos abundam nas declarações dos aposentados que lotam os corredores e salões do Congresso , nesses dias, realizando pressão insuportável sobre senadores e deputados, cada qual explicando suas situações singulares.

A grande estrela dos trabalhadores inativos, atualmente, é o senador Paulo Paim(PT-RS), que elaborou projetos de lei para atender as reivindicações deles. Governistas e oposicionistas estão sendo obrigados, para desespero do Palácio do Planalto, a marchar com Paim, todos de olho nos votos dos aposentados , 25 milhões, e de suas famílias, algo próximo de 80 milhões de pessoas, na eleição de 2010, que escolherá o novo ou a nova presidente, os governadores/ras e os e as novas parlamentares, nas Assembléias Legislativas e no Congresso. Ou seja, eleitorado que desequilibra qualquer eleição, para o bem e para o mal. 

 

Roubo descarado

Se o trabalhador economizou sua aposentadoria por um montante x e recebe, agora, x-1, tem que entrar no Supremo Tribunal Federal para recuperar aquilo que colocou e que está sendo surrupiado como forma de compensação pelo roubo executado em nome do ajuste macroeconômico bancocrático neorepublicano
Se o trabalhador economizou sua aposentadoria por um montante x e recebe, agora, x-1, tem que entrar no Supremo Tribunal Federal para recuperar aquilo que colocou e que está sendo surrupiado como forma de compensação pelo roubo executado em nome do ajuste macroeconômico bancocrático neorepublicano

Há uma corrente de parlamentares que já articula, inclusive, buscar o Supremo Tribunal Federal como instância última para proteger os trabalhadores inativos do roubo expresso no FATOR PREVIDENCIÁRIO. Seria o caso de pedir de volta o que os aposentados  pagaram a mais, em forma de recolhimento de aposentadoria, para compensar o que recebem a menos, graças à roubalheira descarada. 

Os governistas, como os deputados Cãndido Vaccarezza(PT-SP) , líder da bancada petista, e Henrique Fontana(PT-SP), líder do governo, na Câmara, estão sendo vaiados em plenário. Argumentam que o governo não tem como bancar o pagamento reivindicado , que alcançaria R$ 130 bilhões, colocando em risco a Previdência Social, cuja situação financeira piorou no último ano com queda no nível de atividade econômica, por conta da bancarrota financeira internacional.

Os oposicionistas contrargumentam que não seria difícil ao governo fazer com os aposentados o que está fazendo com a Petrobrás, capitalizando ela em títulos públicos, ancorados na reserva do pré-sal, na proporção de 5 bilhões de barris, que serão, futuramente, comercializados. Por que não sacar em favor dos aposentados, também, capitalizando-os como compensação do logro produzido pelo FATOR PREVIDENCIÁRIO e pela assimetria na concessão de reajuste real para os que se aposentaram com mais de um mínimo, garantindo, também, os pensionistas, cuja fatura será de R$ 6 bilhões/ano?

 

Capitalistas equivocados

Os capitalistas brasileiros resistem à redução da jornada de trabalho porque estão presos a um padrão de sobreacumulação de capital que impõe insuficiência geral de consumo global e que não percebe que menos horas trabalhadas representam maior renda disponível para o consumo que elevaria demanda para as indústrias. Estão longe da social democracia e perto da escravatura
Os capitalistas brasileiros resistem à redução da jornada de trabalho porque estão presos a um padrão de sobreacumulação de capital que impõe insuficiência geral de consumo global e que não percebe que menos horas trabalhadas representam maior renda disponível para o consumo que elevaria demanda para as indústrias. Estão longe da social democracia e perto da escravatura

Ao lado dos trabalhadores inativos, estarão, também, lotando os corredores do Congresso, ao longo dessa quarta feira, os trabalhadores ativos, da indústria e do comércio, para defenderem a redução de 4 horas na jornada de trabalho. Trata-se de briga histórica dentro do capitalismo.

Quanto mais horas de trabalho, menores são os salários, maiores as explorações, maior o desemprego estrutural, na estrutura produtiva e ocupacional do modelo de desenvolvimento econômico nacional, poupador de mão de obra e concentrador exponencial de renda, responsável por promover, historicamente, no Brasil,  elevada insuficiência relativa de consumo global.

No compasso do desenvolvimento científico e tecnológico aplicado às atividades produtivas, elevando, exponencialmente, a produtividade e a consequente taxa de lucro empresarial, o trabalhador não precisa mais de 40 horas para girar a taxa de lucro do empresário na escala atual. Com menos, até, 30 horas semanais, geraria valor suficiente para tal.

Se se trabalha, hoje, 44, acumula-se 14 horas de TRABALHO NÃO PAGO, como diria Marx, pelos empresários, embolsado em forma de mais valia. Ou seja, redução da jornada de trabalho não seria prejudicial à produtividade. Ocorreria o oposto: haveria aumento de salário real dos trabahadores, porque teriam menos salário roubado do capital. Vale dizer, elevaria a renda disponível para  consumo.

Beneficiaria o próprio capital, como compreendeu a social democracia européia, que assegura melhor padrão de vida aos trabalhadores, responsável, nesse momento, pela resistência da economia européia à bancarrota financeira. 

Os empresários, que não raciocinam do ponto de vista macro, mas micro, para inserir-se na realidade egoista em que se situam, se perdem no mecanicismo, em vez de seguir a dialética. Getúlio Vargas já dizia que os capitalistas brasileiros são burros. 

 

A malandragem de Marshall

O curto prazo marshalliano é uma tremenda malandragem dos economistas neoclássicos do século 19 em cima dos trabalhadores que persistiu no século 20 e prossegue no 21, tirando renda do trabalho em nome da acumulação capitalista, bombando especulação, que, agora, detona o capital na grande crise financeira global
O curto prazo marshalliano é uma tremenda malandragem dos economistas neoclássicos do século 19 em cima dos trabalhadores que persistiu no século 20 e prossegue no 21, tirando renda do trabalho em nome da acumulação capitalista, bombando especulação, que, agora, detona o capital na grande crise financeira global

O FATOR PREVIDENCIÁRIO, que inferniza a vida dos aposentados, por corresponder a  FATOR DE EMPOBRECIMENTO,  ao multiplicar para trás e não para frente o rendimento dos seus salários, significa uma variação a mais dos arranjos conceituais que os economistas desenvolveram para roubar o dinheiro do trabalhador. Guarda relação com as ideologias desenvolvidas pelo economistas neoclássicos, no século 19, com destaque para o mestre Alfred Marshall. Sua façanha foi a de adaptar a teoria dos rendimentos decrescentes de Ricardo, válida para a estrutura de produção agrícola, para a estrutura industrial, onde os rendimentos, dado o desenvolvimento tecnológico, são, fundamentalmente, crescentes. Ou seja, o contrário.

É incrível essa armadilha pregada contra os trabalhadores. Ricardo havia , com sua genialidade, conceituado que o aproveitamento das novas terras, menos férteis, implicava custos mais elevados para os proprietários. Por isso, quanto mais trabalhadores colocados para lavrarem as terras menos férteis, improdutivas,  acrescidas às férteis, produtivas, menores teriam que ser os salários, para compensar essa questão “natural”, “física”.

O arrocho salarial não seria fruto das relações conflitivas entre capital-trabalho, mas decorreria de lógica natural, física, que impõe lucros decrescentes por conta da utilização do solo improdutivo. O que fizeram os neoliberais? Transferiram essa lei, válida para a agricultura, para a indústria. Assim, quanto mais trabalhadores na indústria, assim como na agricultura, menor teriam que ser os salários no processo industrial, em obediência à lei ricardiana dos rendimentos decrescente.

Esse conceito, como explica muito bem Lauro Campos , em “A crise da ideologia keynesiana”(Campus, 1980),  foi trabalhado por Marshall no plano MICROECONÔMICO, no âmbito da empresa, individualizada, condicionada a um determinado MOMENTO DADO , em que vigorasse, de forma congelada, a técnica, o equipamento e a organização empresarial. Ou seja, trata-se de arranjo abstrato adequado ao plano MICROECONÔMICO sobre o qual aplicou a lei de Ricardo dos rendimentos decrescentes, sempre que os empresários empregassem mais gente na produção industrial.

 

Jogo do cinismo capitalista

Keynes inverteu o diagnóstico de Marx segundo o qual a insuficiência no capitalismo é de consumo e não de produção, para priorizar a multiplicação dos investimentos estatais com moeda inconversível, inflacionaria, dinamizando economia de guerra, cujos limites são os deficits públicos que estimulam corrida contra as moedas, jogando o sistema na anarquia deflacionária, exigindo o Estado como interventor salvacionista
Keynes inverteu o diagnóstico de Marx segundo o qual a insuficiência no capitalismo é de consumo e não de produção, para priorizar a multiplicação dos investimentos estatais com moeda inconversível, inflacionaria, dinamizando economia de guerra, cujos limites são os deficits públicos que estimulam corrida contra as moedas, jogando o sistema na anarquia deflacionária, exigindo o Estado como interventor salvacionista

Tal armação marshalliana não seria, por outro lado, adequada à MACROECONOMIA, onde as variações , no tempo e no espaço, sob impacto do desenvolvimento científico e tecnológico, obrigam as empresas a buscarem mais tecnologia, mais ciência, mais produção, para reduzirem custos e aumentarem competição lucrativa, caminhando para o monopolío e oligopólio. A lei de rendimentos decrescentes de Ricardo não caberia, então, na estrutura industrial que trabalha com rendimentos crescentes, alterando, ININTERRUPTAMENTE,   o equipamento, a técnica e a organização. Não há o congelamento de situação a priori dada. Tudo está em movimento, para frente e para o alto, como diria o governador Ademar de Barros.

No entanto, Keynes encaixa a lei de rendimentos decrescentes, formulada por Marshal, para o plano MICROECONÔMICO, no espaço MACROECONÔMICO. Tenta enfiar o MACRO no MICRO. Pé 54 em sapato 22. Inversão da realidade.

Nesse mundo artificial e economicamente invertido, quanto maior o volume de emprego, menores deveriam ser os salários. O genial economista inglês, liberal cínico, utilitarista, aplicou, no plano homogeneizado da produção, em que as categorias sociais são indiferenciadas, como se vivessem no exterior da realidade, sem conflitos antagônicos, a sua TEORIA INVERTIDA.

Mandou ver um FATOR PREVIDENCIÁRIO para arrochar os trabalhadores nas indústrias, como se eles trabalhassem na agricultura, nas terras menos férteis, enquanto ocorre o contrário, já que trabalham com máquinas que elevam constantemente a produtividade.

O capitalismo marshalliano de curto prazo foi estendido por Keynes para o longo prazo. Eterniza a exploração. Esses ardis maquiavélicos dos economistas clássicos e neoclássicos, armados com o concurso da econometria matemática, ciência, que, conforme Hegel, se desenvolve no exterior da realidade, não podendo, pois, determiná-la, se estendem por todo o século 19 e 20. O objetivo é um só: promover a acumulação capitalista global, arrochando salários. Roubo.

O capitalismo arma sua própria armadilha para nela cair: a insuficiência de consumo que leva o capital a descolar-se da produção para a especulação, implodindo nas bolhas. A crise atual é o retrato disso.

 

Controle bancário estatal total

A anarquia financeira que as bolhas especulativas capitalista provocam exige o controle do estado sobre a única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, isto é, a quantidade da oferta de dinheiro na economia. Sem controle estatal sobre os bancos, a bancocracia leva a sociedade ao abismo total da especulação e do empobrecimento. Maior impulsionador do movimento socialista internacional, disse Lênin
A anarquia financeira que as bolhas especulativas capitalista provocam exige o controle do estado sobre a única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, isto é, a quantidade da oferta de dinheiro na economia. Sem controle estatal sobre os bancos, a bancocracia leva a sociedade ao abismo total da especulação e do empobrecimento. Maior impulsionador do movimento socialista internacional, disse Lênin
Brilhante editor e articulista econômico do Financial Times, Martin Wolff, assim como o economista brasileiro, Yoshiaki Nakano, rendem-se ao pensamento de Lênin de que o controle da mercadoria mais importante , sob sistema capitalista, precisa estar sob rigoroso controle do Estado, como fator fundamental de organização da sociedade
Brilhante editor e articulista econômico do Financial Times, Martin Wolff, assim como o economista brasileiro, Yoshiaki Nakano, rendem-se ao pensamento de Lênin de que o controle da mercadoria mais importante , sob sistema capitalista, precisa estar sob rigoroso controle do Estado, como fator fundamental de organização da sociedade

Como cantou a bola Lenin, as bolhas explodem de forma incontrolável, detonando os bancos, colocando-os sob regulação estatal necessária. A pregação leninista é, agora, absorvida, tranquilamente, pelos críticos dos neoliberais, como Martin Wolff. 

O FATOR PREVIDENCIÁRIO, em sua variações infinitas, desenvolvidas pela inteligência mecânica dos economistas,  representa, na verdade, fator de empobrecimento. 

 O MULTIPLICADOR DE IN- VESTIMENTO de Keynes corresponde o seu oposto, o MULTIPLICADOR DE ARROCHO SALARIAL, de  EMPOBRECIMENTO.

Ele considerou o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO de Kahn igual ao seu MULTIPLICADOR DE INVESTIMENTO. Rechaçou-o, no entanto, porque o primeiro, o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO implicaria o reconhecimento de que haveria redução da unidade real de salário na indústria quanto mais aumentasse o volume de ocupação, conforme a lógica do rendimento decrescente de Ricardo.

Como Keynes, espertíssimo, sabia que sua proposta de aquecimento da produção requereria o arrocho salarial, que deveria ser encoberto, ideologicamente, preferiu criar não o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO, mas o MULTIPLICADOR DE INVESTIMENTO, bombado po moeda inconversível, estatal, sem lastro, para gerar consumo estatal em NÃO-MERCADORIAS – produtos bélicos e espaciais, economia de guerra etc. Puxaria a demanda global não por meio da produção de MERCADORIAS, mas da de NÃO-MERCADORIAS – produtos bélicos e espaciais , enfim, economia de guerra – consumida pelo governo. A mágica de Keynes, portanto, é a de aumentar o consumo sem elevar a produção. O consumo estatal entra puxando o consumo privado que historicamente, no crash de 1929, dançou como fator reprodutor do capital. A inflação, “a unidade das soluções”(Keynes), teria que entrar em campo.

Quanto mais investimentos estais, maior volume de ocupação, maiores reduções de salários, sob a mágica fajuta de tentar colocar Ricardo a serviço de Marshal. Grande malandragem. 

Os neoliberais, na NOVA REPÚBLICA BRASILEIRA, obediente ao Consenso de Washington, a partir dos anos de 1980, em que os Estados Unidos, pressionados por seus déficits, subiram a taxa de juros e transferiram seus pepinos para a periferia capitalista, obrigando-a suportar mais arrochos salariais, seguiram os conselhos de Alfred Marshal, de forma mais realista que o rei. Buscaram matar os trabalhadores inativos com o FATOR PREVIDENCIÁRIO, para formar crescentes superavits primários.

O FATOR PREVIDENCIÁRIO , que aleija os aposentados, assim como a resistência dos empresários à redução da jornada, são movimentos da história econômica brasileira armada para reproduzir o capital às custas dos trabalhadores.

O Congresso que se cuide, se der passo errado em tempo de eleição.

Lula fortalece Dilma e Marina em Copenhague

Copenhague será o palco em que Dilma e Marina estarão frente a frente em meio a uma expectativa geral do mundo relativamente à proposta brasileira, dada a responsabilidade do Brasil por dispor da floresta amazônica, pulmão do mundo, e de uma base industrial, cujo preço de sustentação é permanente agressão contra a natureza, por sustentar-se em cima da concentração da renda e da exclusão social
Copenhague será o palco em que Dilma e Marina estarão frente a frente em meio a uma expectativa geral do mundo relativamente à proposta brasileira, dada a responsabilidade do Brasil por dispor da floresta amazônica, pulmão do mundo, e de uma base industrial, cujo preço de sustentação é permanente agressão contra a natureza, por sustentar-se em cima da concentração da renda e da exclusão social

A posição de Lula em Compenhague o transforma em líder mundial que faz história: redução de 40% da oferta de CO2 na atmosfera e diminuição de 80% do desmatamento da floresta amazônica entre 2009 e 2020.  Isso, compatível com uma estratégia de desenvolvimento econômico, que contempla crescimento médio de 5% a 8% do PIB, nos próximos anos, patamar que contribui para elevação constante da taxa de emprego, enquanto mantém, no limite, equilíbrio tênue da relação economia-meio ambiente. Uma no cravo, outra na ferradura. Ou seja, trata-e de posição que incomoará relativamente o mundo econômico, mas ganhará aplauso global por contribuir, decisivamente, para a sustentabilidade ecológica terrestre. O titular do Planalto vai de encontro à senadorA Marina Silva(PV-AC), que pede garra, em proposta ambiental, mas com Dilma a tiracola, como candidata preferida para sucedê-lo em 2010.

O fato é que os países ricos, até o estouro da grande crise em outubro e 2008, estão dando vexame geral. Estados Unidos e Europa não avançam além de redução de 20% do gás de efeito estufa, que balança a estrutura básica que assegura a sobrevivência humana. Estão sob pressão das ONGs, para que cheguem até 30%. O Congresso americano não deliberou nada. Deixa Barack Obama falando sozinho discurso de sustentabilidade econômica global. Os europeus, igualmente, resistem a avanço ousado. O modelo de desenvolvimento econômico capitalista dispõe de capacidade instalada que acostumou a agredir ao meio ambiente, destituindo as reservas naturais para transformá-las em manufaturas cujos sub-produtos poluem o ar em escala relativamente controlável. Não há saída fácil.

Os emergentes, nos quais a economia global aposta, diante da situação em que os ricos se encontram falidos de joelhos diante do Estado protetor, em meio à bancarrota financeira, dão uma lição. Lula, com a responsabilidade da floresta amazônica sobre as costas, carregando pulmão do mundo, vai , com sua proposição, abalar geral. Propõe o dobro do que tentam fixar os países ricos. Aplausos são o que não faltarão. Tudo isso poderá render votos para Dilma ou para Marina, se a grande seringueira soltar o canto do Uirapuru.

 

Shakespeare na Dinamarca

A retórica ambiental radical de Minc atrai Lula para o palco internacional onde pode ser grande lider, capaz de levá-lo à presidência da ONU, enquanto as resistências políticas explodiriam no Congresso por parte das forças cujos interesses estariam contrariados pela ousadia ambiental carlosminquiana, politicamente, inrteressante ao titular do Planalto , no cenário do reinado shakespeareano da Dinamarca
A retórica ambiental radical de Minc atrai Lula para o palco internacional onde pode ser grande lider, capaz de levá-lo à presidência da ONU, enquanto as resistências políticas explodiriam no Congresso por parte das forças cujos interesses estariam contrariados pela ousadia ambiental carlosminquiana, politicamente, inrteressante ao titular do Planalto , no cenário do reinado shakespeareano da Dinamarca

Celso Minc, ministro do Meio Ambiente, joga no ataque. Sabe que o meio ambiente entrou na campanha eleitoral. Pode faturar o governo do Rio de Janeiro ou o senado federal. Provoca náuseas no agronegócio. A presidente da Confederação Nacional da Agricultura(CNA), senador Kátia Abreu(DEM-TO), considera, em artigo no Estado de São Paulo, nessa segunda,  maluquice a proposta de Minc , que pode emplacar em Copenhague. Ao mesmo tempo faz uma profissão de fé nas anistias aos agricultores como forma recorrente de o Estado conceder perdão a uma categoria social responsável por produzir alimentos e riqueza exportadora para o país. A ética do perdão à degradação ambiental em nome da produção de alimentos parece, no entanto, estar atingindo seus limites. A redução da emissão de CO2 em 40% e em 80% o desmatamento da floresta amazônica repreentaria freio ao avanço da exploração econômica do agronegócio na fronteira agrícola.

O agronegócio teria que intensificar a produtividade para manter sua lucratividade em área constante, menor, nos próximos anos. Acabaria a velha história da desvatação da natureza como carro-chefe da taxa de lucro do agricultor e do pecuarista. Os conceitos de produtividade deles teriam que mudar , conferindo ao capitalismo no campo  nova contabilidade de custos, produtividade e racionalidade, para sustentar o aumento da produção com margem de lucro adequada. Ou seja, investimentos maciços em tecnologia. Os limites territoriais não seriam mais vistos como durante a epópeia lançada por JK, para ampliar as fronteiras nacionais e abrir espaço à construção do mercado interno, com maior oferta de alimentos, evitando pressão inflacionária. 

Nesse sábado, o titular do Planalto e a ministra Dilma Rousseff, que vai representar o Brasil na conferência internacional – para não perder espaço para Marina, que estará lá como estrela de primeira grandeza entre os ambientalistas globais –  baterão o martelo na proposta brasileira. Está em jogo a campanha eleitoral em que o meio ambiente se transforma em motivo de mobilização popular. Afinal, os grandes centros urbanos estão cada vez mais sensíveis aos desastres ambientais, apresentados, diariamente, em escala crescente, pela Michele Loretto, no Bom Dia Brasil, com riqueza de detalhes. As discussões em Copenhague ganharão as manchetes e as consciências gerais. Se a proposta brasileira for chinfrim, Marina fatura. Se for ousada, Dilma ganha um tremendo fluxo de ar nos pulmões.

 

Serra consolida candidatura

Serra antecipou-se a Aécio relativamente a Copenhague, ganhando espaço ao sancionar lei do meio ambiente que rivalirza com a proposta do Planalto, consolidando ação proativa que favorece sua justa ambição de chegar à presidência da República em 2010, conferindo proposta ambiental compatível com o desenvolvimento paulista acelerado na linha lulista. Joga com Dilma , fazendo aparência de oposição
Serra antecipou-se a Aécio relativamente a Copenhague, ganhando espaço ao sancionar lei do meio ambiente que rivalirza com a proposta do Planalto, consolidando ação proativa que favorece sua justa ambição de chegar à presidência da República em 2010, conferindo proposta ambiental compatível com o desenvolvimento paulista acelerado na linha lulista. Joga com Dilma , fazendo aparência de oposição

O governador José Serra, de São Paulo, não deixou passar batido, como aconteceu com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.  O titular do Bandeiras saiu, igualmente, com a proposta, considerada pela sua equipe de meio ambiente ousada, enquanto Aécio Neves ficou na estação, depois de perder o trem. Serra joga no ataque, posicionando sobre o assunto, para o eleitorado paulista, sensível à questão ambiental. Vira exemplo para os demais governadores. Considera que sua proposta de redução de 20% das emissões de CO2 diz respeito a termos absolutos, enquanto a do ministro Carlos Minc corresponderia, apenas, a termos relativos, pois compreende, essencialmente, a uma desaceleração. Haveria diferença de qualidade entre uma desaceleração de emissão de 40% e uma redução absoluta de 20%. Comparativamente, o absoluto representaria maior significado prático que o relativo.

Lula, indisposto a discutir tecnicamente o assunto, como é do gosto do economista e matemático José Serra, que deseja politizar as proporções numéricas das propostas paulista, de um lado, e federal, de outro, joga o resultado final, não na matemática, mas na política. Inicialmente, o titular do Planalto fez gesto de compreensão em favor das pretensões do agronegócio. Recebeu cacetadas de Marina por todos os lados. Na ONU, posicionou-se, timidamente. Se salvou, na ocasião, porque o tema predominante não foi o meio ambiente, mas o golpe jurídico-militar em Honduras, dado por Michelleti e comandos do exército, destituindo Zelaya.

Resistiu o titular do Planalto, nos últimos dias, a uma meta numérica. Nem 20%, nem 30% , nem 40%. Destacou que esperará uma posição internacional, porque seria melhor uma negociação e a obtenção de um consenso. Não gostaria de ser percebido como alguém que está querendo impor uma meta para os outros. A luta política em torno de um consenso seria o resultado razoável e refletiria, consequentemente, as correlações de forças adequadas, unindo todos. Mas, a ministra Dilma Rousseff, em São Paulo, nessa segunda, no mesmo dia e hora em que José Serra sancionava em lei sua proposta ambiental, fazendo barulho, resolveu deixar de fazer segredo em torno do número do governo. Serão, disse, os 40%, podendo variar para mais, ou seja, 42%, ou para menos, 38%, tipo metas inflacionárias do BC, com intervalo para menos e para mais. Evitou que Marina Silva fizesse novas pressões. Segue, portanto, para Copenhague de bola cheia.

 

Jogo de cena necessário

Coutinho fixa investimentos compatível com crescimento econômico acelerado que compatibilizaria o presidente Lula mais com os interesses dos produtores e industriais do que com os dos ambientalistas, em meio a tentativa de conciliação de posições das classes antagônicas em Copenhague
Coutinho fixa investimentos compatível com crescimento econômico acelerado que compatibilizaria o presidente Lula mais com os interesses dos produtores e industriais do que com os dos ambientalistas, em meio a tentativa de conciliação de posições das classes antagônicas em Copenhague

Poderá rolar, também, jogo de cena, necessário, para formar as aparências, porque a essência do modelo de desenvolvimento econômico , poupador de mão de obra, concentrador de renda e ambienalmente incorreto, por ser, intrinsecamente, agressivo à natureza, implicará convivência contraditória do governo com os produtores e industriais, poderosos, no Congresso. A compatibilidade entre a proposta ambiental ousada e os interesses econômicos que ela contrariria, para sustentar crescimento variável de 6% a 8% do PIB, ao ano, representará avanços e recuos , isto é, uma gangorra permanente na relação das categorias sociais em confronto. O jogo radical de Carlos Minc é incompatível com crescimento acelerado destruidor da natureza que a estratégia de desenvolvimento em marcha, em ano eleitoral, prenuncia. Lula destaca que pisará no acelerador, de acordo com as projeções de investimentos, especialmente, da Petrobrás, na camada do pré-sal, e do BNDES.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, anuncia que terá mais R$ 100 bilhões para novos investimentos. Sob pressão do Banco Central, que teme pressão do consumo sobre a capacidade instalada, suscitando alta de preços, que levaria ao aumento dos juros, o BNDES quer emprestar ao máximo para as indústrias. Tal ação sinaliza elevação da oferta que afastaria suposta pressão de demanda a justificar aumento da selic pelo BC. Os grandes investimentos, ampliados pelo BNDES, estariam sendo compatíveis com o crescimento da produção e do consumo, configurando avanço de 6% a 8% do PIB. Tal expansão econômica corresponderia ao avanço do agronegócio sobre os espaços territoriais na fronteira agrícola, tensionando a relação do governo com os ambientalistas.

O Planalto vai preferir essa tensão com os ambientalistas do que com os eleitores, que, desempregados, por falta de investimentos na produção e no consumo, votariam na oposição, enforcando, eleitoralmente, Dilma Rousseff. Da mesma forma, as tensões com os ambientalistas poderão aumentar relativamente ao avanço da exploração de petróleo no mar, afetando o meio ambiente, em ritmo de crescimento econômico acelerado em ano eleitoral. Estão previstos investimentos de 100 bilhões de dólares em atividades exploratórias, isto é, atentados ao meio ambiente. Toda a cadeia produtiva do petróleo será ativada, gerando aumento da renda interna e, consequentemente, do consumo, em escala que coloca em marcha constante agressão à  natureza, incompatível com a sustentabilidade ambiental.

 

Tensões congressuais

A bela senadora e lider do agronegócio no Brasil, como presidente da CNA, posiciona-se pelo perdão permanente aos seus pares pelas áreas degradadas em nome da expansão da fronteira econômica e considera ousada demais a proposta de Lula-Minc, que, no entanto, compatibiliza-se com a defesa katiana de um PIB na casa dos 6% a 8%
A bela senadora e lider do agronegócio no Brasil, como presidente da CNA, posiciona-se pelo perdão permanente aos seus pares pelas áreas degradadas em nome da expansão da fronteira econômica e considera ousada demais a proposta de Lula-Minc, que, no entanto, compatibiliza-se com a defesa katiana de um PIB na casa dos 6% a 8%

No Congresso, evidentemente, ganhará espaço o discurso do desenvolvimento dos ruralistas e dos industriais que pregarão taxa de juro mais baixa, para alavancar os investimentos, quanto mais o governo precisar elevar a oferta de títulos públicos, na escala necessária capaz de bancar aceleração desenvolvimentista anti-ambiental. O boom de investimentos estará, certamente, relacionado, às expectativas abertas pelos eventos desenvolvimentistas da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Ambos elevarão a demanda efetiva global da economia brasileira, que, já, no estado de devastação financeira do dólar, nas esconomias americanas e européias, responsável pelo empoçamento geral do crédito no sistema financeiro falido, atrai ao Brasil grandes investidores internacionais em infra-estrutura.

As tensões cambiais, nesse período , estarão a mil, porque os dólares que não estão rendendo nada na taxa de juros negativa vigente nos países outrora ricos do G-7 tenderão a se deslocarem para a praça sul-americana, onde os investimentos previstos em infra-estrutura garantirão maior retorno do que as aplicações financeiras, especialmente, se forem cumpridas promessas de analistas de que vem aí mais estouros de bolhas financeiras. O dólar em desvalorização busca  encarnar-se em ativos reais nos países emergentes.

Enfim, trata de pressão monetária e cambial que poderá levar o governo brasileiro a permitir abertura de contas em dólar, internacionalizando a base monetária, cujas consequências poderão ser redução drástica da taxa de juros. Como o juro em dólar está negativo, quem vai tomar reais emprestados a juros altos? Talvez, por isso, o esperto ex-presidente do Banco Central, Armínio Fragas, esteja cantando a bola de que o juro vai ter que cair. Estaria se candidato a retornar ao cargo num eventual governo oposicionista, ou poderia ser, também, em governo governista de Dilma, já que tal previsão soa bem aos ouvidos de Dilma e de Lula? O perigo, evidentemente, como alerta o deputado Paulo Maluf, PPS-SP, é, em outro momento, o dólar e os juros subirem, deixando micos e quebradeiras para todo o lado. A economia capitalista, como destaca o empresário Lourival Dantas, é doida demais. Todo cuidado é pouco.

 

 

 

 

 

Estado arma exército terrorista do narcotráfico

 

O narcotráfico arregimenta seu exército junto aos jovens que não podem trabalhar no Brasil onde o Estatudo da Criança e do Adolescente vigora , mas não os protege dos bandidos e da marginalidade absoluta, configurando desperdício total de recursos públicos.
O narcotráfico arregimenta seu exército junto aos jovens que não podem trabalhar no Brasil onde o Estatudo da Criança e do Adolescente vigora , mas não os protege dos bandidos e da marginalidade absoluta, configurando desperdício total de recursos públicos.

O presidente Lula , em debate sobre saúde pública, semana passada, em Olinda, confessou que o Estado está perdendo a luta contra o exército do narcotráfico. Lamentável. De que é formado esse exército? Dos jovens de 14 a 18 que foram expulsos do trabalho, porque nessa idade, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, não podem trabalhar. O espetáculo macabro desse jovens, apreendidos pelos policiais, lotando cadeias,  demonstra a formação básica do exército de terrotistas urbanos, arrebanhados pelo narcotráfico, que tem como aliado, internamente, a legislação social, e, externamente, a indústria armamentista internacional, expressão maior da economia de guerra, indispensável ao desenvolvimento do capitalismo, na sua fase mais evoluída, como demonstrou a história do século 20. Internamente, um dos principais responsáveis por tal escândalo nacional, que coloca a Rede Globo, diariamente, a cobrir os efeitos e não as causas do narcotráfico e a expansão da exclusão social no Brasil – e na América do Sul – é a própria legislação brasileira do menor. Ela tenta proteger, mas prejudica. O Estatuto da Criança e do Adolescente, essencialmente, vê o trabalho do menor como um mal, não como benefício essencial. Criou-se toda uma reação social contra o trabalho do menor. Mas, se o trabalho, como destaca Sócrates, é a escola da vida, desde a infância, por que ter medo dele, por que amaldiçoá-lo? Ignorância histórica. Vamos aos exemplos. 

Por que ter medo do trabalho?

 

Onde estariam , hoje, José Alencar, Lula e dona Mariza, se , desde cedo, crianças, não tivessem começado a trabalhar, para perceber que o trabalho é o gerador essencial de valor que se valoriza e que forma a personalidade, conferindo a ele auto-estima, segurança e confiança para enfrentar as dificuldades do dia a dia, na formação do caráter e da personalidade humana?
Onde estariam , hoje, José Alencar, Lula e dona Mariza, se , desde cedo, crianças, não tivessem começado a trabalhar, para perceber que o trabalho é o gerador essencial de valor que se valoriza e que forma a personalidade, conferindo a ele auto-estima, segurança e confiança para enfrentar as dificuldades do dia a dia, na formação do caráter e da personalidade humana?

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, a primeira dama do Brasil, Dona Mariza, e o vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, começaram  a vida trabalhando desde a mais tenra idade para ajudar seus pais. Onde chegaram? Por que Lula é considerado um dos grandes da pátria? Por que essa energia inquebrantável de Alencar, que abre a discussão sobre as causas do câncer e da necessidade de sua prevenção, no dia a dia dos lares brasileiros? Onde dona Mariza aprendeu a resolver os problemas difíceis enfrentados por sua família socialmente carente, que levaram-na a adquirir grande experiência e visão social? 

É preciso, em nome da salvação das crianças brasileiras, de parar com a hipocrisia. O trabalho não mata ninguém. O que mata é o narcotráfico, é a falta de atenção para as causas dos problemas, em vez de tapar sol com peneira. Dos 14 aos 18 anos, os jovens precisam aprender sua vocação. Onde isso acontece? Nas atividades produtivas, é claro. Por que  não aprender a ser padeiro, mestre de obras, barbeiro, lixeiro, cozinheiro, confeiteiro, mecânico de automóveis. Lee Iacooca, um dos maiores empresários americanos, diz que para entar em sua empresa o trabalhador tem que saber jogar-se debaixo do automóvel , sujar as mãos. Isso é pecado, é degradante?

Nesse periodo, dos 14 aos 18, a juventude, trabalhando, de acordo com seu potencial, aprende sua vocação. Dos 18 em diante, são outros quinhentos. O jovem e a jovem querem fazer sexo, ir às festas, comprar seus tênis novos, seu som, viajarem. Se tiver adquirido qualidades enquanto buscou sua formação vocacional, terá facilidade de encontrar trabalho e dispor do seu dinheiro, de buscar seu sonho, tornando-se empreendedor,  porque a prática o ensinou que o trabalho é gerador de valor e a pessoa é o seu próprio valor potencial.

Trabalho, vida, arte, amor

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Desde criança, no trabalho, aprende-se a agir de forma flexível, racional, atenta à realidade, que é dual, componto os aspectos positivos e negativos que se inteiragem dialeticamente para formar personalidades e caráteres fortes, necessários ao desenvolvimento da pátria
Desde criança, no trabalho, aprende-se a agir de forma flexível, racional, atenta à realidade, que é dual, componto os aspectos positivos e negativos que se inteiragem dialeticamente para formar personalidades e caráteres fortes, necessários ao desenvolvimento da pátria

Dos 14 aos 18, os jovens adquirem a consciência desse valor, cuja perfeição se apura ao longo da vida. Capital  é trabalho e experiência acumulados. No Brasil, esse aprendizado dos jovens não pode ser exercitado, porque toda a legislação tenta proteger e não promover o jovem. Sem esse início, não adquirem autoconfiança na fase em que inicia seu aprendizado. Como realizar os sonhos, que crescem depois dos 18 anos? Não aprendeu a trabalhar, consequante, não aprendeu a pensar. O pensamento é extensão do trabalho. Primeiro trabalho, depois pensamento. Não adquirem, por isso, a verdaeira liberdade que compõe do pensar, do falar e do fazer.  Tornam-se presas fáceis do narcotráfico. O Estatuto da Criança e do Adolescente, feito para país desenvolvido, como a Suíssa, protege a criança do trabalho, mas a entrega ao narcotráfico. Quando as mães gritam, desesperadamente, do lado de fora das cadeias e das febems, pelos seus filhos que estão lá dentro encarcerados, tendo o ensinamento básico do diabo, para comandar , a partir delas, as ações da guerra, o Ministério do Trabalho, que cuida da abstração e da hipocrisia, não chega até lá para ampará-las. Que legislação é essa que está destruindo as crianças por impedi-las de conquistar sua própria capacidade de se autoformar? Trata-se de uma legislação ilegal, absurda. 

Empresas-Oficinas-Escolas

Não há melhor escola técnica do que as empresas, e o governo não precisaria investir nada, apenas recolher o seguro contra acidentes dos jovens, que se encaminhariam para a vida, por meio de uma estrutura produtiva e ocupacional já instalada, orgulho da indústria nacional
Não há melhor escola técnica do que as empresas, e o governo não precisaria investir nada, apenas recolher o seguro contra acidentes dos jovens, que se encaminhariam para a vida, por meio de uma estrutura produtiva e ocupacional já instalada, orgulho da indústria nacional

Todos têm que começar a trabalhar bem cedo, para adquirir equilíbrio e despreendimento. Sócrates destaca que a criança já começa a trabalhar quando colocado em cima do lombo do cavalo para balançar de um lado a outro a fim de adquirir o necessário pensamento dialético dado pela flexibilidade de movimentos, natureza institintiva estimulada. A legislação brasileira do menor veria nesse ensinamento socratiano violência contra a criança. No país onde tudo está por fazer, para onde os capitais internacionais se deslocam, a fim de explorar suas potencialidades extraordinárias, se não forem os jovens preparados desde já, será necessário importar mão de obra. Haverá inflação de marginalizados sociais , mobilizados pelo narcotráfico, exército terrorista em escala incontrolável. Se a solução é o trabalho, o trabalho está nas empresas. São elas, como destacou José Alencar, no programa de Maria Beltrão, na TV Globo, frações do PIB, da riqueza nacional. Nelas estão o capital acumulado indispensável, isto é, o trabalho e a criação prática. São os instrumentos da aprendizagem. Como disse Machado de Assis, a repetição do trabalho é a base da aprendizagem.

Machado de Assis não teria alcançado a glória literária, no Brasil, hoje, se tivesse que obedecer as determinações do Ministério do Trabalho e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proibem os jovens de trabalhar e sequestram eles dos seus país, tornando-os impotentes para darem destinos aos próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho
Machado de Assis não teria alcançado a glória literária, no Brasil, hoje, se tivesse que obedecer as determinações do Ministério do Trabalho e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proibem os jovens de trabalhar e sequestram eles dos seus país, tornando-os impotentes para darem destinos aos próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho

Se ele, que foi filho de escravos , que , ralando desde criança, tornou-se, graças ao desenvolvimento de uma vontade extraordinária, no maior escritor brasileiro, por que haveria de ser dada razão à lei brasileira do menor que busca protegê-lo do trabalho? Nas empresas, os jovens de 14 a 18 anos, têm que trabalhar quatro horas diárias, pagando, apenas, o seguro contra acidentes de trabalho. Não poderiam recolher, claro, aposentadoria. Aposentariam cedo demais e se transformariam, em vez de bônus, em ônus para o país, bombeando custo previdenciario absurdo. As empresas, para os jovens de 14 a 18 anos,  são as escolas práticas. Já estão montadas em todo o país. Não requer investimento público em infra-estrutura escolar. São elas as OFICINAS-ESCOLAS  profissionalizantes. Cada empresa é uma escola que pode dar trabalho aos jovens nessa faixa de idade. O governo não gastaria nada. Seriam as OFICINAS-ESCOLAS criadoras de sujeitos e não de objetos. Fundamental: o acesso às empresas deve ser feito pelos jovens acompanhados dos seus pais. São os país que devem ser responsáveis pela decisão de colocar seus filhos para trabalharem. Essa não é uma tarefa do Ministério do Trabalho. A lei do menor dá essa prioridade ao Ministério do Trabalho, ao mesmo tempo que SEQUESTRA o direito dos país sobre seus próprios filhos. Onde já se viu uma coisa dessa!

Estado totalitário

O Ministério do Trabalho, em relação aos jovens, está na contramão da história, ao impedir que os pais exerçam responsabilidades sobre os filhos, levando-os para trabalhar em OFICINAS-ESCOLAS, o perfil que as empresas precisam adquirir para contribuir com o Brasil, formando jovens, conferindo-lhes personalidade e destino para comandarem o Brasil de amanhã
O Ministério do Trabalho, em relação aos jovens, está na contramão da história, ao impedir que os pais exerçam responsabilidades sobre os filhos, levando-os para trabalhar em OFICINAS-ESCOLAS, o perfil que as empresas precisam adquirir para contribuir com o Brasil, formando jovens, conferindo-lhes personalidade e destino para comandarem o Brasil de amanhã

Vigora  o ESTADO TOTALITÁRIO, que deseja dar destino aos  filhos e filhas da nação, como se seus país fossem idiotas,  irresponsáveis, incapazes de decidirem pelo melhor para seus herdeiros e herdeiras. O direito dos país de encaminharem os jovens ao trabalho é DIREITO DE VIDA. Trata-se de reformular o direito em sua essência. Cabe perguntar: quem faz as leis no Brasil? São os juristas que  estão chegando por concurso público aos poderes executivo, legislativo e judiciário, filhos de quem sempre dispôs de recursos para pagar cursos profissionalizantes. Elaboram as leis sem conhecer o trabalho prático. Legislam para os coitadinhos da Ceilândia, de Samambaia, de Águas Lindas, dos morros das grandes cidades? Onde estes poderão dispor de condições para competir se não podem defender o DIREITO DE TRABALHAR , dado pelo pai e a mãe, impossibilitados de exercerem responsabilidade sobre seus próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho?Lula, José de Alencar e dona Mariza não teriam vez no universo legal dos juristas de gabinete, que herdaram leis elitistas incoerentes , pois configuram igualdade jurídica correspondente a desigualdade social. Depois dos 18 anos, sem trabalho, sem confiança em si, sem preparo, mas disposto a consumir um tênis novo, um sonho de consumo qualquer etc, que farão os jovens senão irem à luta pela violência? Sem o desenvolvimento da sua natureza instintiva, da sua capacidade de formular objetivamente questões, que somente a prática do trabalho permite, os jovens se renderão às promessas dos traficantes de fazer dinheiro sem precisar dar duro na vida.