Guedes racha governo e une oposição

Image result for paulo guedes e bolsonaro Bolsonarismo em pânico

Cresce convicção no Congresso de que o projeto Guedes para a Previdência é suicídio político; o bolsonarismo não topa a proposta do ministro ultraneoliberal; amplia-se resistência popular; a base política bolsonarista entra em pânico; ela, aliás, se orienta pelo próprio titular do Planalto, contrário ao que Guedes quer; é o primeiro grande embate entre o presidente e seu principal ministro; em contrapartida, a oposição está se unindo e pode, inclusive, atrair governistas insatisfeitos e sob pressão de suas bases populares; a mobilização oposicionista se amplia no compasso das informações de que o desmonte da previdência prejudica maioria da população; de onde vai sair a economia d R$ 850 bilhões que Guedes quer fazer, em 10 anos?; dos mais fracos, enquanto os mais fortes se mantêm poderosos nas suas articulações e amparadas na burocracia estatal; diante desse cenário, Guedes acusou o golpe e admitiu que se não conseguir passar sua proposta sai do governo etc.

Medo da Câmara

A fuga dele de comparecer à Câmara pegou mal; seria massacrado pelo oposição e não teria apoio da base bolsonarista, que está bombardeando-o; hoje, no Senado,  vende o peixe de que, se a reforma dele passar, desconcentraria recursos da união para estados e municípios;  hoje, ela leva 70% da arrecadação; eles, 30%; além disso, flexibilizaria Lei Kandir que toma receita de ICMS dos governos estaduais, desonerando exportações de produtos primários e semielaborados; a união promete compensar, mas, passados 22 anos de vigência dessa lei, eminentemente, imperialista, não compensou nada; mais de R$ 500 bilhões de colote nas unidades federativas; sem esse dinheiro, executivos estaduais não puderam fazer desenvolvimento sustentável; industrialização regional foi para o sal.

Rebelião federativa

Guedes não tem como atender as unidades federativas quebradas; nem os banqueiros aceitarão descentralização de recursos da União para elas; haveria dispersão e diminuição de pagamento de juros e amortizações da dívida, se os estados gerirem seus recursos de forma autônoma, ocorreria, isso sim, uma repactuação de dívidas; ganharia, também, ressonância auditoria da dívida, porque ela é acumulado de juros sobre juros especulativos ao longo das últimas três décadas; da mesma forma, ganharia força a defesa, que já se faz por parte de tucanos, de juros mais baixos sobre o endividamento público; há conscientização crescente entre os políticos de que o peso dos juros é a maior fonte do déficit, bombeando endividamento insuportável, que paralisa os investimentos, graças ao congelamento dos gastos sociais; afinal, são estes que produzem renda disponível para o consumo, sem o qual o PIB não cresce, como ocorre desde o golpe de 2016.

Governo maluco

Guedes está fugindo desse assunto; Bolsonaro sentiu cheiro de pólvora queimada; começa tomar distância do ultraneoliberal de Chicago; agindo nesse sentido, estimula onda popular contra desmonte da previdência; a boiada poderia estourar; as consequências são incógnitas totais; quem se dá bem, nessa situação, é a oposição; a resistência popular vira oxigênio para união oposicionista engordar movimento Lula livre, quanto mais a crise financeira avança; o mercado, que patrocina Guedes, entra em parafuso; o governo, sem rumo, fica maluco.

Paulo Guedes pode cair

A imagem pode conter: Dirceu Barros, óculos e close-up

Congresso não engole o receituário de Chicago

A principal proposta de Guedes, a da capitalização, está sendo considerada desastre pelo bolsonarismo; não há consenso, também, com supressão dos benefícios sociais; da mesma forma, emergem discordâncias sobre idade de aposentadoria e tempo de contribuição para trabalhadores rurais, professores; do mesmo modo o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para aposentadoria aos 65 anos, aumentando para 20 e 70, encontra barreira intransponível; os parlamentares dos partidos governistas, sem falar nos da oposição, é claro, caminham para considerar inconstitucional a desconstitucionalização de despesas obrigatórias com educação e saúde, para ajudar na economia de gastos que Guedes diz ter que ser de R$ 1 trilhão, para pagar juros de dívida.
Fonte ligada a Guedes diz que não será possível aprovar nada sem diálogo, sem que todas as partes sejam contempladas; Guedes, se mantiver radical, dança; a sua fuga hoje de ir debater com congressistas na CCJ, mais importante comissão, para avaliar a reforma, em seus aspectos constitucionais, revelou fragilidade do governo, cujo presidente, ele, mesmo, diz ser contra, se depender dele.
A insegurança da base política do Planalto é visível; a rejeição da CCJ em ouvir representante de Guedes e insistir na ida dele ao debate, agora, mediante convocação, representou derrota do governo na Comissão; está sendo criado clima favorável ao voto de desconfiança do parlamento contra Guedes, por não atender as demandas, especialmente, em relação aos valores que pretende economizar; de onde sairão os R$ 850 bilhões, em dez anos, que pretende arrecadar?
A convicção da oposição unida é que o desmonte da seguridade social e a desconstitucionalização de direitos são inconstitucionais; ou seja, mesmo se o governo levar, restará recurso ao Supremo Tribunal Federal, para aprovar ou não cassação de direitos constitucionais, sobretudo, com proposta de capitalização; ela derrubaria o alicerce do sistema social democrata nacional, que tem garantido relativa estabilidade política institucional; a guerra ideológica se acirra.

Só pleno emprego salva previdência e economia

Bolsonaro, Maia e Guedes no dia da entrega do texto da reforma: equipe do ministro da Economia vai atuar para apaziguar os ânimos. Foto: Luis Macedo / Agência O Globo

Bancarrota das finanças saudáveis

O papo furado neoliberal de que é preciso cortar gastos, para equilibrar dívida/PIB, de modo a permitir redução dos juros e retomada consequente do consumo, produção, arrecadação e investimento, caducou por deixar de ser útil; o critério da utilidade é o único que interessa ao capitalismo; se deixa de ser útil, deixa de ser verdade, diz a ideologia utilitarista, suprassumo do sistema capitalista.

Insistir nessa batida, como demonstra a realidade, é aprofundar a fragilidade da economia, que está parada, desde o golpe neoliberal de 2016; de lá para cá, o PIB não sai dos 1%, 1,5%, e olhe lá; os gênios resolveram destruir os consumidores; congelaram os gastos sociais, que geram renda disponível para o consumo, enquanto liberaram os gastos com juros e amortizações da dívida; a proposta de Guedes aprofunda o caos; o desmonte da Previdência, para fazer economia de R$ 850 bilhões, como deseja o ultraneoliberal de Chicago, vai, ainda mais, piorar a situação;.

Os capitalistas nacionais ficam sem mercado interno; restava o mercado externo, que sobrevive do tratamento diferenciado que a economia primário exportadora brasileira desfruta na Organização Mundial do Comércio; depois que Bolsonaro, nos Estados Unidos, aceitou a proposta de Trump, de sair da OMC, para entrar na OCDE, clube dos países ricos, sem ter grana para pagar pedágio, as perspectivas para as exportações nacionais pioram; ou seja, cai o mercado interno, por falta de consumidor, e, igualmente, o externo, devido imposição de Tio Sam à economia capitalista periférica tupiniquim, de abrir ao máximo e ao mesmo tempo desestatizar tudo.

Nova macroeconomia

Não é à toa que, desesperados, os capitalistas de São Paulo convocam o vice presidente general Mourão para ver se os militares dão um basta na loucura Bolsonaro/Guedes; essa postura dos capitalistas brasileiros, mais perdidos que cego em tiroteio, se dá no conjunto da discussão que se desenrola nos países capitalistas desenvolvidos sobre como conduzir o capitalismo na crise que se aprofunda; os bancos centrais deixaram de subir taxa de juro como variável econômica válida; descobriram que tem que manter a taxa na casa dos zero ou negativa; caso contrário, as dívidas públicas, que saem pelo ladrão, entram em erupção e jogam tudo para os ares, na especulação.

A tese que ganha força é a variável do keynesianimo desenvolvida pelo economista bessarábico-inglês, Abba Lerner, segundo a qual a saída sustentável do capitalismo é incrementar o pleno emprego mediante ampliação do déficit e manutenção de juro baixo; Lerner destaca que o governo, por ser emissor de moeda, é, essencialmente, capital – poder sobre coisas e pessoas, como dizia Marx; se ele é capital, não precisa de arrecadação de impostos, para sobreviver; os impostos existem para os empresários quitá-los mediante a oferta de dinheiro que o governo lança na circulação capitalista; arrecadar imposto é pressuposto básico para a emissão de moeda, capaz de girar a demanda; cria-se a motivação para aumentar produção e o emprego, porque os empresários veem reduzir seus custos, com queda dos juros e perdão da dívida contratada a prazo.

O pleno emprego, decorrente do aumento do déficit, eleva a arrecadação tributária, que, somada à condição do governo de emitir moeda, produz o reinado da abundância, substituindo o reinado da escassez, mantida, neoliberalmente, para elevar juros que inviabilizam a dívida pública e jogam o sistema na especulação incontrolável; verifica-se na nova economia política capitalista o confronto da teoria das finanças funcionais, desenvolvida por Lerner, e a teoria das finanças saudáveis, produto do receituário neoliberal.

O pleno emprego, assegurado pelo déficit público, controlado por juros baixos, a fim de evitar descontrole do endividamento governamental, produz crescimento com controle da inflação; isso jamais é alcançado pelo controle do déficit mediante cortes nos gastos sociais a qualquer custo, para sustentar pagamento de juros que se elevam no compasso da expansão da dívida do governo; as finanças saudáveis, apenas, resolve o problema dos bancos, dos credores da dívida; as finanças funcionais resolve o problema social; quem não gosta dela, portanto, é o sistema financeiro especulativo, o único que ganha com a dívida pública em ascensão, que se reproduz por si mesma, transformando-se na causa principal do desajuste fiscal do Estado.

Finanças funcionais, a saída

Paulo Guedes, segundo o economista Gustavo Galvão, autor de “Uma releitura da teoria das finanças funcionais”, UFRJ, 2005, base do artigo de André Lara Resende, no Valor Econômica, foge desse assunto, porque, ao propor desmontagem do sistema de seguridade social, colocando em seu lugar sistema de capitalização, trabalha a favor dos banqueiros, maiores beneficiários das finanças saudáveis; os juros sustentados nas alturas é a grande fonte de renda do mercado e a maior fonte de desequilíbrio econômico porque não garante crescimento com controle da inflação; ao contrário, destrói o crescimento e sinaliza deflação, o erro eterno do capitalismo, segundo Keynes.

Guedes mantém, sem convencer ninguém, conversa mole, superada pelos capitalistas desenvolvidos, de que inflação decorre do excesso de consumo, razão pela qual os juros têm que subir para controlar alta de preços etc; na crise de 2008, essa “verdade” caiu po terra porque deixou de ser funcional; os governos ricos, Estados Unidos, Europa, Japão, China, Rússia etc, aumentaram expansão monetária e a inflação não subiu, ao contrário, diminuiu, porque mantiveram na casa dos zero negativo a taxa de juros; por isso, podem manter déficits bem acima do PIB, sem incorrer em implosões hiperinflacionárias; o exemplo do Japão é o mais citado; os japoneses sustentam déficit de mais de 200% relativamente ao PIB, sem ter problema inflacionário; se o juro é zero ou negativo, por que temer a dívida, que, estruturalmente, se desvaloriza?

Quem, evidentemente, não gosta das finanças funcionais, diz Gustavo, são os bancos; o capitalismo vive, depois da crise de 2008, tempo de juros negativos como solução para evitar explosões sociais e renascimento da ideia socialista; o pleno emprego é a razão final das finanças funcionais como arma da economia política para conviver com déficit público expansionista; nesse contexto, a posição dos bancos centrais é a de ficar com um olho na taxa de inflação e outro na taxa de emprego; a convivência entre ambos é possível mediante juro baixíssimo; o pleno emprego sustentaria a retomada da economia brasileira e a manutenção sólida do sistema de seguridade social que depende das contribuições dos empregados, dos capitalistas e do governo; a solução Guedes é perpetuação dos privilégios dos bancos e eternização do empobrecimento nacional.

Xô, Paulo Guedes.

 

 

Bolsonaro, otário, adota geopolítica da dependência

Imagem relacionada

Militares e a neo-dependência nacional

Geopolítica da dependência é reviravolta histórica das forças armadas brasileiras, tradicionalmente, nacionalistas, como foram Getúlio e Geisel; fazem, agora, o contrário, jogando com antinacionalismo, subordinando-se, aceleradamente, a Trump, sem menor resistência.

A pequena burguesia, que apoia os militares, está, por sua vez, entalada com a trolha que o presidente americano empurra no Brasil; teme o desemprego; o acordo Trump-Bolsonaro detona ela, que depende das agências nacionais de desenvolvimento criadas pela relação estado e burguesia nacional; são elas as bases de sustentação dos pequenos burgueses.

Conservadora, a pequena burguesia, com sua posição política equivocada, de apoio econômico ideológico a Bolsonaro/Guedes, mata a galinha dos ovos de ouro;  são a alienação viva na crença de que o receituário que Trump passa a Bolsonaro é o correto para o interesse nacional: desnacionalização e abertura comercial total; nova era Collor, repetida como farsa.

Fracasso neoliberal

As viúvas pequeno burguesas tucanas do Plano Real, inseguras, perdidas, batem palmas para Guedes, que está sendo contestado pelos próprios ideólogos do Real, na Era FHC; mudança de ventos.

André Lara Resende, ex-Plano Real, evidenciou, no Valor Econômico, que Guedes é conceito velho que se desgastou; o norte, para Resende, agora, é outro: pleno emprego.

O tucanato ideologicamente falido escora-se em Bolsonaro/Guedes, mas chega à conclusão de que sua postura neoliberal virou problema; é eleitoralmente inviável; como sobreviver na democracia, sem voto?; só golpe palaciano, como foi o dado em Dilma, e o jurídico, em Lula, não tem fôlego; dá em Bolsonaro, anarquia total.

Lara Resende, guru econômico de FHC, contraria a pequena burguesia descerebrada; caminha em direção oposta a Paulo Guedes; sua tese – pleno emprego -é a do guru dele, Abba Lerner, adepto de Keynes; para Lerner, o governo, com moeda que emite, gira a demanda; o estado é, portanto, capital; ele lança  moeda na circulação para os empresários pagarem tributos; não se trata de aumentar a arrecadação em si; se o governo emite sua própria moeda para que cobrar imposto para arrecadar dinheiro? O imposto é apenas motivação para a emissão e suas consequências desenvolvimentistas.

O pleno emprego se torna alvo da política econômica para manter equilibrados crescimento e inflação; um não sobrevive sem o outro; o endividamento público que caminha pari passu à oferta de moeda passa a ser contido por juro baixo; os governos superendividados não suportam mais juro positivo; os bancos centrais sentaram em cima dos juros, mantendo-os na casa do zero ou negativo; caso contrário, a dívida implode e tudo vai aos ares.

Fuga da realidade

Bolsonaro e Guedes fogem dessa discussão, que é essencial, para resolver o problema do endividamento público e do gargalo que ele produz, gerando desemprego incontrolável; ficam no acessõrio; criam, calculadamente, com a recessão induzida, buraco cada vez maior da previdência, para privatizar, abrindo-se à capitalização, como se fosse a solução, a panaceia geral; pura jogada de banqueiro.

O substantivo é destruição programada do princípio da solidariedade social, que representa o Sistema de Seguridade; o desmonte neoliberal da seguridade, sinônimo da social democracia brasileira, como marca registrada da Constituição de 1988, é que está em jogo.

A mídia privatista faz firula; maneja detalhes técnicos e econômicos, relativamente, ao que se obteria de ganhos numéricos com redução de gastos, mas foge da questão central, eminentemente, política; quem vai pagar R$ 850 bilhões que Guedes quer economizar?; claro, as trabalhadoras rurais, as professoras, os velhinhos etc; terão que trabalhar mais e ganhar menos.

Nesse cenário, a burguesia nacional está entrando em pânico; o mercado interno cai por falta de consumidores e, igualmente, o mercado externo entra em bancarrota, com saída do Brasil da OMC, acertada entre Trump e Bolsonaro; consolida-se estratégia da dependência nacional, com Brasil fazendo papel de otário.

 

 

Trump usa Bolsonaro para derrotar Putin e Jiping

Estratégia geopolítica de Tio Sam

Jogada de mestre do império americano: usou a colônia Brasil, governada pelo antinacionalista Bolsonaro, para derrotar, na América do Sul, tanto a China como a Rússia, que têm ampliado sua expansão no continente sul-americano.

Bastou a Casa Branca forçar a mão para Bolsonaro sair da OMC, de modo a entrar de gaiato na OCDE, abrindo-se à aliança, o mais breve possível, com OTAN.

Tremenda casca de banana: os Estados Unidos tentam cobrar dos membros da OCDE/OTAN os custos de manutenção que bancam desde pós segunda guerra mundial ; Trump, com dívida elevada, quer parar de pagar; Bolsonaro aceita a participação do Brasil no clube dos ricos tendo que pagar contribuição sem ter dinheiro; vai entregar, claro, patrimônio, Petrobrás, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, tudo à venda.

É a armadilha caracu, que todos conhecem.

Na OMC, Brasil, historicamente, usufrui, como economia emergente, de tratamento de preferências comerciais; pode, dessa forma, competir com economias mais ricas, como Europa, Estados Unidos, Japão etc; fora da OMC, sem tratamento especial, dança; credencia-se a maior enfraquecimento orgânico, no cenário da globalização, salvo na exportação de primários e semielaborados; padece de deterioração nos termos de troca, que o mantém prisioneiro de crise cambiais, déficits crônicos em balanços de pagamento, fuga de capitais etc; tendo que pagar custos de manutenção da OCDE e Otan, como prega Trump, fica, ainda, mais fraco.

A burguesia tupiniquim vai continuar apoiando Bolsonaro se os seus negócios entram em bancarrota, especialmente, o agronegócio, grande exportador para a China?

Bolsonaro repete Collor, que caiu porque prejudicou demais as empresas nacionais, com sua abertura comercial sem freios, como faz, agora, Paulo Guedes, o louco.

Malandragem americana

Entrar na OTAN/OCDE, tratado que protege o mundo ocidental sob as asas do dólar americano, não é lá mais essas coisas; só tem contas a pagar; Trump pula fora do pepino e pede Bolsonaro para segurar; Tio Sam só quer segurar sua despesa; acaba de destinar 750 bilhões de dólares à defesa nacional; ainda vai gastar mais com defesa da Europa, no Atlântico Norte, para enfrentar Russia e a China?

Washington, no cenário da guerra comercial, com China-Rússia, parceria que se fortalece na ampliação comercial da Eurásia, quer bombardear chineses e russos que ampliam presença no quintal americano da América do Sul; primeiro, inventaram os BRICs; depois, ampliam investimentos em energia e petróleo, na região, deslocando fonte de abastecimento americana.

América do Sul transforma-se em mercado consumidor e exportador para China e Rússia num cenário de nova cooperação internacional; trata-se de enfrentar, por meio dos BRICs, estratégia de dominação internacional anglo-americana bancada pelo dólar; a América do Sul entrou nessa geopolítica de ocupação de espaço pelas novas potências.

Tio Sam reagiu, atraindo Bolsonaro e militares antinacionalistas, com propostas de malandragem diplomática, além de intensificar divisões internas sul-americanas, por meio de guerra fria contra a Venezuela.

Bolsonaro foi a Washington sem agenda definida; claro, a agenda lá não era dele, mas de Trump, do império de Tio Sam; item principal da agenda: detonar China e Rússia, de um lado, e Maduro, de outro; Brasil entrou de gaiato diante do canto de sereia de que sairia da condição de pobre, para banquetear com os ricos, pagando, claro, a despesa; Trump, com isso, separa Brasil dos Brics e se fortalece na America do Sul, para tomar petróleo venezuelano, depois de abocanhar o pré sal brasileiro.

Burrice total tupiniquim.

Trump dá rasteira em Putin e Jiping, mas as disputas continuarão, pois estão em jogo poderosos interesses geopolíticos estratégicos global; o titular da Casa Branca, no comando da geopolítica global, usando Bolsonaro e os militares antinacionalistas brasileiros,  jogou genialmente para derrotar russos e chineses, seus principais adversários.