Coronavírus fortalece o socialismo

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Nova realidade global

A demanda da sociedade por saúde aumentou incalculavelmente com o coronavírus; trata-se de pandemia, como disse a OMS, que eleva a exigência social por mais gastos e não menos com os setores sociais; estes estão congelados com  a emenda constitucional 95/2016, aprovada pelos golpistas neoliberais, que impuseram, sem consultar a população, programa econômico de arrocho total sobre salários e de privatização, para diminuir o tamanho do estado, de modo a favorecer setor privado; conter o PIB público, para expandir o PIB privado, passou a ser a máxima neoliberal que jogou a economia na era glacial; o resultado foi diminuição dos gastos com saúde, que, agora, não tem recursos para enfrentar o coronavírus, cujas expansão é incontrolável; a exigência da sociedade para o social avança na social democracia como ponte do futuro socialista; essa virou demanda fundamental para enfrentar as pandemias da saúde e da economia, incapazes de oferecer serviços públicos, porque o compromisso preferencial do governo neoliberal bolsonarista é com a iniciativa privada; o que fazer, agora, se a iniciativa privada visa, sobretudo, o lucro e não o interesse social?

Na França, por exemplo, o presidente Macron deu tranco no programa de privatizações, que agrava a situação econômica, concentrando renda; defende maior oferta de crédito a custo zero ou negativo para os agentes econômicos e renegociação de dívidas, para aumentar capacidade de consumo, como fator preventivo ao enfrentamento do coronávirus; ele ataca os mais fracos, desnutridos e velhos; os olhos dos governantes se voltam para o social, em primeiro lugar; trata-se de realpolitik; se forem intensificados ajustes fiscais, como Paulo Guedes defende para o Brasil, desestruturando economia e sociedade, os governos conservadores direitistas perderão eleições; Macron, portanto, olha, preferencialmente, o avanço da demanda social e tenta socializar o discurso neoliberal, para enfrentar as batalhas políticas em tempo de pandemia virótica.

O socialismo fortalecido, nesse contexto, potencializa o poder do estado, chamado, pelas pressões políticas emergentes, a exercitar, preferencialmente, tarefas sociais, proteger e preparar a sociedade para circunstâncias novas e novos desafios emergentes; novos paradigmas econômicos e políticos estão sendo forjados pelo novo coronavírius; na economia, a ordem é enterrar o neoliberalismo, veneno que mata demandas sociais, e elevar a oferta de na circulação para puxar o consumo e atividades produtivas que elevam arrecadação e investimentos; na política, a prioridade número é conter o coronavírus com maiores gastos em saúde; o ponto de vista político social emergente exige avanço social democrático como ponte para socialismo, quando mais avançam os debates em ano eleitoral.

Emergência total

O programa emergencial da oposição, lançado esse semana, no fogo da crise, foca supressão do teto neoliberal de gastos; enquanto os governantes mais ricos elevam os gastos, adotando políticas fiscais e monetárias mais flexíveis, por aqui, segue-se o caminho oposto; Guedes quer aprofundar reformas neoliberais, que reduz, ainda mais, poder de compra dos salários; agrava, em vez de minorar a crise; a visão socialista se amplia para o lado oposto:  mais recursos para salvar vidas ameaçadas pelas restrições orçamentárias neoliberais; radicalizar o discurso pela sociedade, educação, segurança, saneamento básico etc, é norte socialista.

 

O programa emergencial da oposição entrou em cena e já começou a fazer efeitos; o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, sob pressão da oposição e da situação capitaneada pelo Centrão, mudou de posição; ataca Guedes de incompetente; significa que a pauta neoliberal do ministro porta voz do mercado financeiro em colapso; o norte dado pelo neoliberal Macron é mudar de posição e aprofundar discurso nacionalista; a Europa segue com pressões sobre Banco Central Europeu para abrir as burras a juro zero ou negativo; nos Estados Unidos, Trump, idem, dobra aposta na proposta nacionalista de barrar entrada, no país, de produto estrangeiro, potencialmente, contaminado.

Proteger social virou prioridade total de Trump, para disputar segundo mandato; Bernie Sanders, da mesma forma, reafirma sua pauta nacionalista-socialista, defendendo, para os Estados Unidos, um SUS brasileiro; atender prioritariamente a população incapaz de suportar custos de saúde privada é a arma de Sanders, para ganhar de Joe Binden e disputar com o republicano Trump; a pregação do estado, que Paulo Guedes, insiste em fazer, não ganha eleição; a pregação do estado mínimo, que agrava a situação social, perdeu gás diante da ressurreição do socialismo, bombado pelo coronavírus.

Coronavírus: Socialismo x Neoliberalismo

 

CORONAVIRUS IMPLODE NEOLIBERALISMO E ABRE CAMINHO AO SOCIALISMO

Posted by Cesar Fonseca on Friday, March 13, 2020

 

Mercado pede socorro ao Estado. Neoliberalismo, adeus

Coronavírus ameaça Trump e Bolsonaro em meio ao colapso neoliberal

Bancarrota da financeirização global

Ameaçado pelo coronavírus, o mundo está de olho no pacote que o governo americano promete lançar ainda hoje para acalmar a loucura que tomou conta do mercado financeiro em bancarrota por conta da associação crise capitalista, agravada, exponencialmente, pelo coronavírus; Bolsonaro, também, mandou Guedes seguir Trump; deve sair medidas emergenciais; chegou ou não a hora final do freio neoliberal conhecido como teto de gasto que não deixa PIB crescer?; o fato é que o papo de que o mercado tem capacidade de resolver os problemas da economia em estado de instabilidade é pura mentira; na verdade, a instabilidade é dada pela anarquia do mercado; a superespeculação financeira que tomou conta das bolsas de valores, em particular, a brasileira, é a prova evidente da contradição entre o mercado e a realidade; anunciou-se, estrondosamente, que ela chegaria aos 200 mil pontos, até final de 2020, e, daí, em diante, o céu era o limite; palavra de Paulo Guedes; qual o quê, diria o velho Luiz Gonzaga com seu baião; a bicha caiu para menos de 80 mil pontos, e, se não houver socorro estatal, para recuperar a economia, vai a zero ou negativo; pode repetir o que está acontecendo com a taxa de juros, diante da liquidez excessiva, tanto nos países capitalistas desenvolvidos, como subdesenvolvidos; o coronavírus destrói, a olhos vistos, a financeirização econômica especulativa global como pretensa solução do mercado; vê-se, nesse momento, que o mercado não é solução, é veneno.

Recuo neoliberal

Macron, França, suspende privatizações e demais negócios, tocados em bolsa; vender a Petrobrás, desvalorizando seu patrimônio, tem sido a marca registrada do governo Bolsonaro; liquidar a maior estatal da América do Sul, uma das maiores petroleiras do mundo, que explora, industrializa e distribui, indo do poço ao posto, como se diz, é o grande economicídio neoliberal do século; o desmonte do patrimônio nacionalista pelo governo bolsonarista militarizado, cuja política econômica desaba, espetacularmente, com o coronavírus, aprofunda o caos; idem, o papo de independência do Banco Central, que os neoliberais, puxados, no Congresso, por Rodrigo Maia, prometia para os primeiro trimestre de 2020?; a crise mostra que essa independência é fantasia; se Trump não aciona o estado para imprimir trilhões de dólares para socorrer a economia, os bancos, defensores do BC independente, entram em bancarrota; a tarefa da financeirização econômica global era tensionar ao máximo a especulação na bolsa, para liquidar tudo, estatais, saúde, educação, energia, saneamento, previdência social, tendo como mantra a austeridade fiscal; esvaziar o estado, para sobrar mais recursos ao setor privado, pretensa neo-solução, deu com os burros nágua; inventa-se a fantasia para explicar o desastre com argumento pueril, pura jabuticada, a de que para fazer crescer o PIB nacional tem que anular o PIB público para incrementar o PIB privado; delírio neoliberal; como um corpo pode caminhar com apenas uma perna? Os neoliberais tentaram fazer crer ser possível implementar economia do saci-pererê; para realizar essa mágica, tiveram que dar golpe político parlamentar, jurídico, midiático, inventar impeachment sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo, e, no final, quatro anos, depois, colhem PIBs de 1,1%, candidatos cair abaixo de zero, com emergência do coronavírus; o mercado blefou e não levou.

Ressurreição social democrata

A humanidade desperta para o óbvio: estado é a construção social poderosa que a sociedade tem a sua disposição para enfrentar os antagonismos entre capital e trabalho na eterna luta de classes; o capitalismo financeiro, em sua volúpia, esqueceu de que o estado, como disse Marx, é o comitê executivo da burguesia; no século 20, a social democracia modernizou o estado com legislações sociais; elas se revelaram relativamente eficazes para combater o maior mal do sistema capitalista, a crônica insuficiência de demanda, que o leva à deflação, o erro eterno, como disse Keynes; destruir a social democracia para restaurar a economia clássica do século 19, de modo a sustentar a sobreacumulação de capital via intensificação, ad infinitum, da mais valia relativa, é opção pelo retorno à barbárie; salário zero ou negativo na sua expressão máxima do termo, aprofundando insuficiência de consumo, é a solução de Guedes que chegou ao fim; ele promete, até segunda, feira, novas medidas; se vier com mais do mesmo, crescem chances de ser defenestrado; o estouro da bolha coloca em xeque a solução do mercado como substituto do estado. Tio Sam, mais uma vez, vai rodar a maquininha de dinheiro, que impulsiona nacionalismo econômico; consequentemente, despontará, ao lado de Xi-Jiping, da China, como candidato imbatível;  os militares de pijama, que estão assessorando o bolsonarismo neoliberal fracassado de Guedes, aprendem dura lição: o nacionalismo, nessa hora crucial, é a arma de proteção não apenas contra coronavírus, mas da destruição econômica, social e política.

Coronavírus bolsonarista bonapartista ataca orçamento impositivo democrático

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Tentação autoritária

Durante 20 anos da ditadura militar(1964-1984), o Congresso não mandava nada, passava a pão e água e tinha que se submeter aos atos institucionais baixados pelos generais, sendo o mais terrível deles o AI-5.
A correlação de forças, favorável ao poder civil, virou com a Constituição de 1988.
A partir dele, o Legislativo iniciou longa batalha parlamentar para dar as cartas, principalmente, na elaboração das leis orçamentárias.
Amparado na Constituição cidadã, de perfil, politicamente, ambíguo, misturando parlamentarismo com presidencialismo, o Legislativo foi ganhando musculatura, para fortalecer relações com suas bases eleitorais.
Deixou, dessa forma, de ser mero figurante no contexto neorepublicano pós-ditadura.
O chamado Orçamento Impositivo, em que parlamentares destinam parte dos recursos do orçamento a essas bases, nasceu nos anos 1990, quando o poder republicano se configurava em governo de coalisão do poder civil.
Tornara-se, afinal, impossível governar sem fazer alianças político-partidárias.
O orçamento, antes imposto pelos generais, foi ganhando perfil civil, quando os parlamentares conquistaram, de forma autorizativa, suas emendas orçamentárias, para atender suas bases.
O passo seguinte, foram as emendas impositivas, agora, contestadas pelos generais(de pijama), que dão as cartas no governo do capitão Bolsonaro, na tentativa bonapartista de voltar ao passado.
Atacam como coronavírus napoleônico mortífero, reagente ao colapso das finanças públicas em frangalhos, submetidas ao modelo econômico neoliberal, que destrói a economia, piorando tudo com a crise global, afetada, ademais, pelo fenômeno virótico.

Neoliberalismo = Autoritarismo

O neobonapartismo bolsonarista, agora, investe-se contra o chamado Orçamento Impositivo, correspondente a 1,2% das receitas correntes líquidas orçamentárias.
Quer destruir conquista histórica dos parlamentares na elaboração da LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias –, para livre curso da relação entre eles e suas bases.
Metade das receitas, 0,6%, é destinada à saúde e a outra metade fica para negociações paritárias.
Essa definição na distribuição dos recursos é corolário de longa batalha parlamentar, descrita por Ribamar Oliveira, no Valor.
Ela, agora, transforma-se em guerra aberta, generalizada, entre os poderes Executivos e Legislativo.
Esses 1,2%, traduzidos em grana, representam, atualmente, R$ 48,5 bilhões, dos quais R$ 30 bilhões são recursos destinados pelo relator geral da LDO, enquanto R$ 18,5 bilhões correspondem às emendas impositivas de parlamentares federais/estaduais e do conjunto das comissões, compostas, proporcionalmente, pelas bancadas eleitas pelo voto popular.
O governo militarizado de Bolsonaro, numa pindaíba total, rebelou-se contra essa regra do jogo.
Exige, para si, os R$ 30 bilhões destinados pelo relator, mas o Congresso resiste e tenta ficar com R$ 16,3 bi.
O bonapartismo tenta criminalizar o Legislativo que conquistou, na mudança de correlação de forças, na cena republicana, direito do parlamentar indicar qual destinatário, ou melhor, qual Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica(CNPJ), será por ele beneficiado, graças a essa descentralização parcial da execução orçamentária.
A base política bolsonarista, portanto, está insatisfeita, propensa a unir-se à oposição.
Foi o que aconteceu, na quarta-feira, com derrubada do veto presidencial aos recursos para o BPC, destinados aos velhinhos e deficientes físicos.

Corrupção: verdade ou mentira?

Os generais de pijama do Planalto, apoiados pelo capitão presidente, tentam fazer crer que há corrupção nessa relação financeira implícita ao Orçamento Impositivo.
A verdade é outra.
O parlamentar, apenas, indica o rumo do recurso, institucionalmente, estabelecido pela LDO, enquanto a operacionalização impessoal é do Executivo, na distribuição automática das verbas orçamentárias.
O Executivo diz, agora, que o princípio constitucional da impessoalidade está sendo rompido pelo Legislativo, porque parlamentares se transformam em proprietários do orçamento.
Criminalizar parlamentares é o jogo bonapartista bolsonarista, inconformado com o fato de que eles viraram o jogo do presidencialismo centralizado de perfil ditatorial, ao ganharem a batalha do Orçamento Impositivo.
Quer o Executivo a volta do toma lá dá cá em que se transformou o governo de coalisão, construindo status quo da corrupção?
O STF, acionado, vai entrar nessa boa dividida, que pode tornar o país ingovernável, no confronto entre Legislativo e Executivo?

Coronavírus entra no jogo eleitoral e detona neoliberalismo

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Virus politizado

Trump não titubeou em acompanhar o gesto do primeiro ministro da Itália, Giusepe Conte.

Embarcou na dele, ao priorizar proteção à população contra o coronavírus.

Suspender por um mês viagens dos americanos para a Europa e dos europeus para os Estados Unidos representa sentido de urgência e, ao mesmo tempo, esperteza eleitoral tremenda.

Pode ser decisivo para sua reeleição, se houver, né.

Agiu no interesse do eleitor.

Isso mostra a visão de estadista-oportunista para além das posições ideológicas.

Ao lado da América First , sobretudo, ele acrescenta, americano/a first.

Lançou-se, desde já, muitos corpos à frente dos adversários eleitorais, Biden ou Sanders, que poderão disputar com ele esse ano.

Terão que dizer que Trump agiu, sensatamente ou desastradamente?

Num ou noutro caso, dá chances a Trump de polemizar e faturar.

Trata-se de impulso nacionalista que os neoliberais, com seus programas de governo antipopulares, chamam de populismo.

Compreensível; a prioridade dos neoliberais não é o interesse público, mas o privado, para o qual arriam as calças.

O populista-nacionalista titular da Casa Branca, como Shane, mocinho do faroeste, puxou rápido o gatilho contra Wilson, bandido, em “Os brutos também amam”.

Correu para proteger os agricultores do Oeste, ameaçados pelos invasores de terras, que contratam matadores profissionais para exterminá-los.

O mundo ama Shane e detesta Wilson.

Trump x presidente-toupeira

Antes, Trump havia se reunido com o pessoal de Wall Street para ver o que fazer.

Não foi, na verdade, rápido no gatilho, anunciandos medidas, porque o coronavírus é variável independente e o presidente dos EUA, nesse caso, é variável dependente.

O mundo virou variável dependente da variável independente coronavírus.

As bolsas que o digam, despencando no oriente e ocidente.

Mas, providências dele vêm aí a galope, para tentar  proteger a economia americana, ameaçada pela fuga dos consumidores, apavorados com a ameaça contra a qual estão expostos em todo o mundo.

Deverá aliviar os empresários e os consumidores devedores, com juros zero ou negativo, nos próximos meses, senão a vaca vai pru brejo.

Lagarde acelera

Nesse particular, Trump perdeu, por enquanto, a corrida para a presidente do Banco Central Europeu(BCE), Christine Lagarde, que determinou liberação de dinheiro “super-barato”, para girar a economia, paralisada pelo medo que tomou conta da população.

Ela, agora, foge das ruas, como mostrou o correspondente internacional, Henrique Motta, que, ontem, saiu de bicicleta, pelas ruas de Bologna, Itália, expondo, no FB, em relato sensacional, o paradeiro e o terror dos comerciantes, diante da falência iminente dos seus negócios.

Trata-se de quadro contrastante em comparação com a falta de ação do presidente-toupeira Bolsonaro, que, em todos os sentidos, mostra-se ir na contramão do mundo.

Em vez de demitir, imediatamente, seu ministro da Economia, que propõe aprofundar reformas neoliberais, que, nessa hora dramática, achatam, ainda mais, o poder de compra da população, financeira e economicamente, esmagada pela recessão, sai com declaração estapafúrdica de que o coronavírus é algo que não levanta preocupação.

Absurdo total.

O Congresso, acertadamente, rechaçou as proposições ultraneoliberais Do Posto Ipiranga de Bolsonaro, ao derrubar veto presidencial que aprofundava miséria social, ao proibir reajustes do BPC aos aposentados velhinhos e deficientes físicos.

Oposição contrataca

Bolsonaro e Guedes se revelaram, completamente, inábeis, despreparados para o momento nacional e mundial, propondo barbaridades.

A oposição não perdeu oportunidade: contrapôs programa econômico emergencial, que comece pela supressão do teto de gastos sociais, por vinte anos, imposto pelo golpe de 2016, que derrubou presidenta eleita sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo.

O neoliberalismo de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro está, pelo mundo afora, sendo destruído, a olhos vistos, pelo coronavírus.

A líder alemã, Ângela Merkel, eliminou todas restrições neoliberais, impostas pela União Europeia, para enfrentar o inimigo, que ameaça arrastar toda a economia mundial.

Bate de frente contra os economistas, tipo Octávio Canuto, que reafirma, em meio ao caos, a necessidade de sustentar, a qualquer custo, a austeridade fiscal, dobrando aposta no congelamento dos gastos sociais.

Economicídio puro.

Todos os países se movem, com seus bancos centrais, para a estratégia antineoliberal, como fator de sobrevivência.

Cegueira midiática

Imprensa vai na contramão, também.

O Valor Econômico, no mais puro neoliberalismo midiático, aquele que se alinhou ao golpe parlamentar e jurídico de 2016, concluiu que a decisão do Congresso de salvar os mais pobres, liberando, para eles, R$ 20 bilhões, para não morrerem de fome, representa perigo fatal para o equilíbrio fiscal.

Falta de visão ao racionar que apertar, ainda mais, o pescoço do afogado em meio ao rio caudaloso da recessão, é a solução, em vez de lançar-lhe corda da salvação.

O governo militarizado do capitão demonstra, nesse instante, estar mais perdido que cego em tiroteio, ao não dialogar com a população e orientá-la à ação comunitária e solidária, como estão fazendo todos os líderes mundo afora.

Trump, na linha oposta ao pensamento neoliberal, que deixa insensível e egoísta os que o adotam, como Bolsonaro e seu ministro da Fazenda, cuja política condena o PIB a rastejar na casa dos 1% ao ano, tenta derrotar o inimigo.

Não titubeou: priorizou a população.

Fatura as manchetes, positivamente, somando para sua batalha eleitoral.

Já, o presidente capitão tupiniquim colhe desastre.

Em vez de empenhar-se na educação social, faz, justamente, o contrário: joga o povo no perigo da sua extinção, convocando-o à aglomeração, para defender seus desatinos politicamente irracionais.

Arrisca o povo contra o coronavírus para detonar democracia, demonizando Congresso e Judiciário.

Inacreditável.

Fúria beethoveana coronavirusiana

Veto ao orçamento impositivo favorece corrupção e ameaça democracia

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Neo-corrupção à vista

Grande contradição bolsonarista.
O presidente diz que não tem corrupção no governo dele.
Porém, luta, encarniçadamente, agora, contra as emendas impositivas, que representa conquista parlamentar, substituta do velho e viciado toma lá dá cá, mãe da corrupção na relação legislativo-executivo.
Que estória é essa, então de presidente, dizer que no governo dele não tem corrupção, se se apega, nesse momento, ao mecanismo que mais corrupção gerou ao longo da história neorepublicana, herdeira do regime militar?
Vetar emenda parlamentar impositiva é colocar, novamente, os congressistas a passarem o chapéu, no Palácio, a fim de obter recursos para suas bases.
As relações dos congressistas com elas, em modos republicanos, livraram prefeitos e vereadores de se submeterem, caninamente, ao executivo.

Novo federalismo

O orçamento impositivo virou o jogo a favor da representação parlamentar e de um novo federalismo brasileiro, livre dos vícios da barganha financeira neorepublicana que ganhou dimensões incontroláveis nos governos de coalisão.
As emendas impositivas deram lugar ao fortalecimento do espírito federativo, relação dos representantes do povo(deputados) e dos estados(senadores), lançando germes de uma nova institucionalidade civilizatória.
Quando deputado, por 28 anos, no Congresso, o presidente acusava o toma lá dá cá de fator originário da corrupção.
Quase pediu fuzilamento para presidentes, como foi o caso de FHC, sem falar nos presidentes petistas, totalmente, excomungados por ele, responsáveis, segundo os bolsonaristas, pelo maior fenômeno de corrupção da história brasileira etc e tal.

Militarização do poder 

No executivo, cercado de militares por todos os lados, o que faz ele?
Pratica o que condenou.
Abre o governo dele,no segundo ano de mandato, à corrupção praticada nos velhos tempos, do presidencialismo centralizado, absoluto.
O veto às emendas impositivas desagrada oposicionistas e governistas.
No oposição, os parlamentares, dificilmente, emplacavam suas demandas.
Quando ela vira poder, no caso dos bolsonaristas, maiores defensores do orçamento impositivo, veem-se escravizados pela determinação ditatorial palaciana.
Como dizia Ulisses Guimarães, o senhor Constituição, a ditadura representava a maior fonte de corrupção do poder.

Atualização de Ulisses

A ameaça de Bolsonaro, nesse sentido, agora, voltando atrás na palavra dada, em negociação, com os congressistas, está fazendo, no legislativo, todo mundo lembrar do velho Ulisses.
Enfim, a corrupção está de volta pelas mãos de quem se determinou a combatê-la.
Ninguém, hoje, no plenário, da base governista, quis avançar na discussão sobre o veto presidencial, até que a presidência da Mesa, suspendeu a sessão, deixando parlamentares tontos.
Na verdade, todo mundo está esperando no que vai dar a passeada pró-Bolsonaro, no dia 15, para ver como ficará o quadro político.
Eventual sucesso bolsonarista, cria nova correlação de forças, que pode avalizar impulso bonapartista do presidente, passando o trator sobre o Congresso, para aprovar reformas, que os congressistas resistem em levar adiante, por serem impopulares.
Com elas, não se ganha eleição.
Mas, se o presidente faturar a rua, estará aberta a porta institucional para uma aventura autoritária, cujas consequências, para democracia, são incógnitas totais.