Pujol, o novo Lott

Felizmente o Exército falou - Tribuna da Imprensa LivreHenrique Teixeira Lott – Wikipédia, a enciclopédia livre

Golpe no negacionismo bolsonarista

O general Edson Leal Pujol , demissionário comandante do Exército, sai para a história com muito mais hombridade e louvor do que o seu antecessor, general Villas Boas; repetiu o gesto do ex-general Lott, que, em novembro de 1955, reagiu às forças golpistas e antidemocráticas, adeptas da politização das Forças Armadas; estas haviam se levantado contra a posse do ex-presidente JK, aliado de Getúlio Vargas, vitorioso contra a UDN. Mutatis mutantis, ocorre, nesse momento, algo parecido com esse assombração – politização dos militares –  que tenta abalar a democracia fragilizada pelo modelo neoliberal bolsonarista;  Pujol resistiu ao chamamento do presidente Bolsonaro, tendo em causa a democracia ameaçada por propósitos, claramente, golpistas; negou, como Lott, politizar as forças armadas; recusou ordem do presidente de pressionar o STF para não aprovar suspeição do juiz Sérgio Moro na armação jurídica contra Lula; cassaria, outra vez, candidatura dele em 2022; esse tinha sido, em 2018, o comportamento do general Villas Boas de pressionar o STF a não conceder habeas corpus ao ex-presidente petista, impedindo-o disputar eleição; Bolsonaro o agradeceu com uma confissão cujo teor ficou inconfessável para a opinião pública; ele devia, como disse, favor impagável ao general Villas que garantiu sua eleição; o favor decorreu da subordinação do STF às imposições dos militares. comandadas por Villas Boas. Direito da força contra a força do direito.

E agora?

Agora, o comandante Pujol se pôs equidistante da política, contrário, como Lott, à politização das Forças Armadas; resultado: o golpe que Bolsonaro armou não se concretizou, porque Pujol se recusou a seguir o seu antecessor, para agradar o presidente; para ele, ficou explícita a propensão golpista bolsonarista com a qual não concordou; seu gesto a favor da legalidade o alia ao mesmo gesto pela legalidade praticado por Lott, para garantir a democracia com JK, alvo, antes de sua posse, de três tentativas de golpes articulados pela UDN; Pujol se negou a participar das forças antidemocráticas, aliadas de Bolsonaro, empenhadas em politizar os militares em favor do bolsonarismo militante-miliciano; o objetivo, claro, era o de garantir segundo mandato ao capitão presidente em 2022;  Bolsonaro chegou a articular medida parlamentar para legalizar o golpe;  o projeto de lei 1.074/2021, do deputado bolsonarista, major Hugo(PSL-GO), visava transformar Bolsonaro em super-presidente ditatorial; com esse status, enfrentaria o STF, os governadores e prefeitos, contrários ao seu protagonismo negacionista diante da pandemia assustadora; ninguém, no parlamento, topou e ele se esborrachou; derrota bolsonarista acachapante; o titular do Planalto está, politicamente, desmoralizado, sob desconfiança da sua maior base de apoio: as Forças Armadas.

Choque General-capitão presidente

É de se ressaltar que o ex-comandante da força terrestre mostrou suas incompatibilidades com Bolsonaro em 3 ocasiões, a partir do momento em que substituiu o golpista Villas Boas: 1 – descartou, no seu discurso de posse, invasão da Venezuela, como articulava Bolsonaro, a pedido de Trump; 2 – recusou cumprimentar o presidente com aperto de mão, mas, apenas, com toques nos cotovelos, em evento protocolar. Naquele momento, Bolsonaro estimulava abertamente o negacionionismo; ia para as ruas, fazia aglomerações, ironizava quem tomava precauções, desobedecia protocolos científicos e pregava contra distanciamentos e lockdown; feria regras sanitárias, deseducando a população; e, por fim, 3 –  Pujol distanciou-se do governo no trato com a pandemia; cuidou de aplicar nas forças terrestres procedimentos recomendados pela ciência; encarregou dessa tarefa o general Paulo Sérgio Nogueira, que o substitui como novo comandante do Exército; ou seja, duas derrotas impostas a Bolsonaro. Resultado: Pujol, com Paulo Sérgio, reduziu a 0,13% o grau de contaminação no Exército, enquanto, no país, a contaminação atinge 2,5%; Bolsonaro se lixou para o exemplo de cidadania do Exército e radicalizou no negacionismo.

Prestigio garantido

Os comandantes das Forças Armadas que entregaram seus cargos em solidariedade ao ministro da Defesa,  Fernando Azevedo e Silva, saem com notas altas perante à população; agiram para proteger as tropas do coronavírus e, no caso do comandante do Exército, evitou tentativa de golpe bolsonarista contra a democracia; o novo ministro da Defesa, general Braga Netto, agirá diferente do general Fernando Azevedo, que se recusou punir Pujol por não se render à propensão golpista de Bolsonaro? Pujol, ao evitar possível golpe político bolsonarista,  na pandemia, que vitimou mais de 320 mil pessoas, fortaleceu a democracia e jogou água fria da ditadura, no dia do 57º aniversário do golpe de 64. Os caminhos cruzados da história democrática mostraram que Lott garantiu posse de JK; Pujol garantiu Lula disputar 2022.

Bolsonaro abre espaço para Lula dialogar com militares

Valor econômico: Alas Militares reconhecem que Lula foi quem mais valorizou as Forças Armadas | Luíz Müller Blog

Lula pode ocupar o vácuo

O desastre político e militar que o presidente Bolsonaro produziu às véspera de mais um aniversário do golpe militar de 64, desestabilizando a cúpula das Forças Armadas, pode ser oportunidade para o ex-presidente Lula abrir diálogo os militares; Bolsonaro criou vácuo político com a classe com a qual pensava contar para chegar ao segundo mandato em 2022; em política não existe vácuo; ficou espaço para Lula atuar diante do desrespeito do presidente junto aos chefes das Forças Armadas; o titular do Planalto quebrou a cara ao tentar politizar os quarteis; o ministro da Defesa. general Fernando Azevedo e Silva, abraçou-se à Constituição para defender a missão constitucional das três forças, equidistantes das correntes políticas; não atendeu a demanda presidencial de demitir o comandante do Exército que não atuou contra Lula como fez seu antecessor, general Villas Boas.

2018 não é 2022

Lula não pôde disputar em 2018 porque Villas Boas blefou e levou; forçou ameaça de golpe diante do STF, para negar ao candidato do PT habeas corpus para disputar o poder; a conjuntura mudou em 2021 e o comandante Pujol, agora, se nega repetir novo blefe, para favorecer Bolsonaro ao segundo mandato; o general Fernando Azevedo e Silva postou-se firme e se negou ao desejo de Bolsonaro de punir Pujol; falhou o antogolpe bolsonarista em 2021, para impedir Lula em 2022. Sabe-se, agora, que Bolsonaro criou armadilha para o próprio Congresso, em busca do seu delírio político bonapartista; convocou um dos seus líderes, deputado Major Vitor Hugo(PSL-GO) para apresentar ao plenário PL 1704/2022, monstrengo parlamentar para tentar aprovar GOLPE LEGAL em “tempo de guerra”; de acordo com esse projeto, o presidente ganharia capacidade de intervir nos 3 poderes e, igualmente, enquadrar governadores, prefeitos, juízes etc desobedientes às suas ordens negacionistas na pandemia e outras providências mais etc

Armadilha contra Congresso

O Congresso aprovaria essa aberração parlamentar, para ser execrado pela opinião pública por ser o primeiro parlamento do mundo a produzir GOLPE LEGAL? Cômico se não fosse trágico; o STF, defensor da Constituição, aprovaria ou não o GOLPE LEGAL bolsonarista? O presidente conversou com o presidente da Câmara, deputado Arthr Lira(PP-AL) e com o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco(DEM-MG), sobre viabilidade dessa iniciativa parlamentar suicida para a Casa das leis? Por acaso, também, Bolsonaro combinou antes com os militares? Não. Apostou alto e se esborrachou; ou seja, a barra de Bolsonaro sujou junto aos que mais o apoiaram até agora; o presidente se enganou ao pensar que ao atender as demandas históricas dos militares por maior participação no orçamento em termos monetários e assistenciais, garantindo-lhes aposentadorias mais vantajosas do que as garantidas à sociedade civil, teria o apoio deles para as suas aventuras  políticas totalitárias. As manobras do presidente, nessa semana, que poderia ressuscitar um neo-64 bolsonarista, demonstraram que a história, como disse Marx, ocorre, por assim dizer, duas vezes; uma como tragédia, outra como farsa; o golpe bolsonarista encenou uma caricatura fake.

Lula na tragédia fake

Já Lula, diante dessa tragicomedia bolsonarista fake, coloca-se como aquele que realmente atendeu as demandas históricas das Forças Armadas, modernizando-as durante seus dois mandatos; em 2005, aprovou, no Congresso, o Plano Nacional de Defesa(PND), e, em 2007, Estratégia de Defesa Nacional(EDN); Exército, com modernização terrestre logística; Marinha, com renovação de sua frota e o submarino atômico; e a Aeronáutica, com modernização das forças aéreas, ganhou outro status político. Ao  acompanharem a irresponsabilidade governamental bolsonarista, como é o caso da pandemia, os militares são obrigados a um inevitável e rigoroso julgamento histórico entre o governo Lula, que os valorizou, e o governo Bolsonaro, que os desmoraliza.

Militares dão contragolpe em Bolsonaro

O que os generais ganham ao lado de Bolsonaro. Por Moisés Mendes

Dança golpe bolsonarista

Ao colocarem seus cargos à disposição, os chefes militares, implicitamente, dão contragolpe no presidente Bolsonaro, dizendo NÃO ao desejo dele de alinhamento das forças armadas ao seu propósito político de tê-las engajadas na disputa eleitoral de 2022 pela sua reeleição; igualmente, contragolpeiam o presidente na sua cogitação de decretar estado de sítio contra governadores que, autorizados pelo STF, agem com autonomia constitucional para combater a pandemia do novo coronavírus, diante do qual o chefe do governo tem adotado posição negacionista; e, por fim, cruzaram os braços diante da decisão soberana do STF de suspeitar de Moro no julgamento de Lula e, com isso, viabilizar candidatura dele no próximo ano.

Verificam, portanto, dois xeques-mate no capitão presidente que, diante dessa posição dos militares, vê esvaziada de qualquer substância a reforma ministerial que acaba de realizar, mexendo em seis postos de comando no governo; Bolsonaro teve, dessa forma, cortadas suas asas porque violaria a Constituição, se quisesse agir contra os governadores, desautorizando o Supremo Tribunal Federal; ficou, também, sem ação ao tentar impor politização das forças armadas, para se engajarem no movimento político bolsonarista; o ex-ministro da Defesa negou permissão aos militantes bolsonaristas milicianos para se posicionarem nas portas dos quarteis para forçarem as forças armadas a se engajarem no bolsonarismo militante, objetivando luta política sucessória no próximo ano; programações nesse sentido estavam sendo armadas para acontecer amanhã, quando se comemora data do golpe de 31 de março de 1964, quando os militares derrubaram o golpe constitucional nacionalista de Jango Goulart.

Ao dizer que as forças armadas cumprem função institucional de Estado, o general Fernando e Silva disse NÃO à utilização delas para os propósitos políticos do presidente;  não estaria, portanto, disposto a render-se a ele, tanto na discussão do papel constitucional delas, como, também, na que se refere à decisão do STF de garantir autonomia dos governadores e prefeitos no atendimento à maior demanda social da atualidade, isto é, combate à pandemia como prioridade absoluta.

O presidente, sem o apoio dos militares, teria esse aval do Congresso, nessas duas questões fundamentais? Os líderes congressistas aliados de Bolsonaro estariam ao lado dele na pressão pelo engajamento militar no movimento bolsonarista e no da pressão inconstitucional sobre governadores, autorizados pelo STF, como eventual apoio à decretação do estado de sítio? Seria implausível esse movimento dos militares que aprofundaria desprestígio deles no momento histórico nacional dominado pelo temor popular à pandemia, contra a qual Bolsonaro não providenciou vacinas suficientes para imunizar a população; o isolamento do presidente cresce proporcionalmente à negação popular à vontade imperialista dele de forçar rompimento das regras democráticas.

Milícia bolsonarista racha Forças Armadas

Jair Bolsonaro e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo

Tensão política máxima

A resistência contra transformar portas de quartéis em ponto de concentração política do bolsonarismo militante derrubou o ministro da defesa Fernando Azevedo e Silva; as forças armadas, disse o general, não fugirão de suas funções constitucionais;  ou seja, o ministro não concordou com politização das forças armadas para engajar-se no bolsonarismo que visa conquistar segundo mandato para Bolsonaro em 2022; os bolsonaristas milicianos querem as forças armadas como triunfo para tentar emplacar reeleição; os milicianos, base fundamental do poder bolsonarista, reclamam que os militares, fortalecidos no governo, pelo presidente Bolsonaro, precisam praticar reciprocidade, expressa em alinhamento militar ao projeto político presidencial; Fernando Azevedo e Silva não se engajou no bolsonarismo bonapartista; sem alcançar apoio à unidade das forças armadas, para sua proposição, politicamente, controversa, general renunciou.

Bombeiro contra incêndio

O novo ministro da Defesa, general Braga Netto, alma do governo, no Planalto, coordenará nova unidade no Ministério da Defesa na linha defendida pelas milícias? Fernando Azevedo não conseguiu consenso entre as forças; isso significa que há quem defenda engajamento político das forças armadas objetivando o futuro de Bolsonaro mediante segundo mandato; o preço desse embate, em plena pandemia, ficou caro para Azevedo, contrário ao engajamento político militar no movimento bolsonarista; Braga, novo ministro da Defesa, seria ou não mais flexível em utilizar os quarteis como base de sustentação do bolsonarismo, como defendeum os bolsomínios, para conquistar reeleição em 2022? A nova unidade terá que ser alcançada, portanto, com comandante do Exército, preponderando sobre eventuais divergências com Aeronáutica e Marinha. Historicamente, na hora H, Exército sempre prepondera sobre as duas forças nos embates políticos decisivos; é a afirmação da força terrestre sobre as forças do mar e do ar.

Guerra civil no horizonte?

A militarização cresce, assim na ação emergencial de apagar incêndios dentro das próprias forças armadas diante da radicalidade política crescente dos milicianos bolsonaristas; estes se transformam em poderosos compressores sobre  militares para se comprometerem politicamente com o bolsonarismo; as movimentações milicianas articuladas para ocorrerem no aniversário do golpe de 1964 invertem o papel constitucional das forças armadas; o general Fernando Azevedo renuncia abraçado à Constituição contra o golpe tentado pelas milícias bolsonaristas; a tarefa do general Braga será encontrar meio termo entre forças armadas e milícias, base política bolsonarista sem a qual o presidente não se reelege; se não houver freio à radicalização miliciana, que acaba de rachar as forças armadas, o horizonte de guerra civil poderia ou não pintar como possibilidade? A marginalidade miliciana abala as forças legais e aprofunda crise política; haveria ou não semelhança ao que aconteceu na Colômbia, que culminou com intervenção externa americana contra aliança entre milícia e narcotráfico?

 

 

Bolsonaro não seguiu orientação do Exército na pandemia

 (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Negacionismo calculado

O presidente Bolsonaro desconheceu completamente as orientações do Exército no combate à pandemia, conforme deduz-se de declarações do general Paulo Sérgio, chefe do departamento-geral de pessoal da força, em entrevista ao Correio Braziliense, nesse domingo; desde fevereiro do ano passado, diz ele, o Exército percebeu que o país enfrentaria um dos maiores desafios de saúde do século; os números de mortes e casos que aumentavam rapidamente na Europa alertaram a tropa terrestre mais poderosa da América Latina; ao departamento que dirige foi incumbida missão de aplicar medidas sanitárias, realizar campanhas e proteger o contingente militar da covid-19; além dos militares da ativa, os da reserva e seus dependentes, em torno de 700 mil pessoas, passaram a ser diuturnamente monitorados em 60 unidades de saúde entre hospitais, policlínicas e postos avançados em todo o país; por isso, a taxa de mortalidade, no Exército, pela vírus situou-se em 0,13%, bem abaixo do índice de 2,5% registrado na população em geral do país; por que?

Dois pesos e duas medidas

Trata-se de procedimento inteiramente contrário ao adotado pelo governo federal junto aos 210 milhões de brasileiros e brasileiras; a política de comunicação, dentro do Exército, para conscientização virou, segundo general Paulo Sérgio, obsessão; por que essa estratégia comunicacional não foi adotada por Bolsonaro em relação aos civis, enquanto os militares tiveram tratamento especial, a ponto de registrar resultados tão diferenciados, em prejuízo da população? Dois pesos e duas medidas; as comunicações internas, os protocolos ditados conforme a ciência, expedidos pela Organização Mundial de Saúde, no dia a dia, foram, rigorosamente, obedecidos; as providências do Exército, frente aos ativos e inativos, começaram no momento em que a pandemia começou, ainda, na Europa, no final de 2019; no momento, diz o general, a corporação militar providencia ações visando 3ª onda da covid, como agem os governos nos países europeus e asiáticos, especialmente, China, que se transformou, com a vacina coronavc, referência mundial no combate à pandemia; enquanto isso, no Brasil, o governo Bolsonaro sequer promoveu campanha de conscientização, até o momento; mantem-se, calculadamente, a população ignorante dos efeitos e consequências mortíferas da covid-19 que já matou mais de 310 mil pessoas, derrubando, diariamente, média de 2.000, no momento atual de recidiva do vírus;

Genocídio programado

Trata-se ou não de genocidio programado? Com a terceira onda à vista, não se sabe o que o governo apronta, salvo manter comportamento negacionista, somente, agora, atacado pelas lideranças políticas no Congresso, propensas a autorizar o impeachment do presidente, no compasso de crescente pressão popular; fica claríssimo na entrevista do general Paulo Sérgio que o governo determinou ao general Pazuello, ex-ministro da Saúde, que seguisse comportamento diferenciado do que adota seu colega, como Pazuello, especialista em logística; fica evidente o desconforto de Paulo Sérgio diante das indagações de Renato Souz, repórter do CB, ao questionar por que vigoram orientações diversas entre os dois generais; um, Paulo Sérgio, desconsidera orientações de Bolsonaro, em seu sentido negacionista; o outro, Pazuello, segue o presidente, desobedecendo o comportamento do próprio Exército; por que os generais deixaram a situação catastrófica ir tão longe?

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https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/03/4914583-general-paulo-sergio-diz-que-exercito-ja-espera-3—onda-da-covid.html?fbclid=IwAR1ZpHpNMDjrLlxYltjQ8FnR73gBTdoUxJziIEt0gg1zmAotuCM1U-CH94M