Lula livre desestabiliza Guedes

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Bancarrota neoliberal

Lula em liberdade representará maior perigo para o ministro Paulo Guedes, da Economia, e sua política ultraneoliberal, que mantém desemprego na casa dos 12% da população economicamente ativa, foco de tensão política extraordinária sobre presidente Bolsonaro.

Os generais, no governo, estão de cabelo em pé, com o desastre econômico, como destaca FSP, no domingo, dando conta de que Guedes entrou em ciclo de baixa rotatividade, junto ao chefe do Planalto.

O ministro secretário de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, o chefe do GSI, general Augusto Heleno, e o ministro da Infraestrutura, engenheiro militar Tarcísio Gomes de Freitas, alinham-se entre os maiores críticos da política econômica de austeridade fiscal, que não deixa o país crescer.

Deputados, no Congresso, aliados de Bolsonaro, que têm encontrado com o general Ramos, destacam preocupação dele, especialmente, com o garrote do teto de gastos(PEC 45), que inviabiliza, por vinte anos, gastos públicos, sem os quais o setor privado não investe.

Afinal, não dá para empresários saírem do atoleiro, puxando os próprios cabelos.

Recentemente, o general Rego Barros, da comunicação, ressaltou que o teto de gastos pode levar o governo ao colapso.

Diversos setores teriam que parar, já a partir do próximo ano, se o congelamento neoliberal for rigidamente mantido.

A fala do general se apoiou em posições do presidente Bolsonaro, atento ao que os generais articulam, ao largo do pensamento de Paulo Guedes, sob ataque de prefeitos e governadores, preocupados com eleição municipal de 2020.

Todos eles estão, completamente falidos e sem rumo diante da política econômica restritiva.

As pressões, especialmente, do mercado financeiro, fizeram Bolsonaro voltar atrás, desautorizando o general, em seu posto de alerta contra os estragos provocados pelo teto de gastos, diante do qual a economia se encontra ajoelhada.

Somente se dá bem com o teto o mercado financeiro, já que congelados no orçamento geral da União se encontram os gastos não financeiros (saúde, educação, segurança, previdência, infraestrutura etc), renda disponível para consumo, a fim de engordar gastos financeiros (juros e amortizações da dívida), que não dão retorno algum ao desenvolvimento sustentável.

Desigualdade social destrutiva

O fato é que se Lula, nos próximos dias, ganhar liberdade, seja por ter já cumprido 1/6 da pena, o que lhe garante ir para casa, seja por decisão do STF, em assegurar-lhe habeas corpus, estará propenso a fazer o que mais gosta no dia a dia: política.

E nesse caso, sua flechada já tem rumo: a política macroeconômica neoliberal, hoje, responsável por 12 milhões de desempregados, 30 milhões de desocupados desalentados, desistentes de buscar emprego inexistente, e 60 milhões de inadimplentes, dependurados no SPC.

Mais de 100 milhões de não consumidores, situação que, ao gerar insuficiência crônica de consumo, destrói expectativas de investimentos, no anti-capitalismo nacional.

O BC jogou a tolha: no início do ano, previu crescimento de 2,5%, em 2019; agora, mudou, radicalmente, de rumo; economia deverá ficar na casa dos 0,8%; no próximo ano, ano eleitoral, não chegará a 2%; são previstos 1,8%, nas últimas projeções; se repetir esse ano, mais provável, ficará, de novo, abaixo de 1%, e olhe lá.

Os economistas tucanos, que se aliaram, inicialmente, ao projeto Guedes-Bolsonaro, agora, recuam, conscientes de que está em marcha maior empecilho aos investimentos, ou seja, o avanço inexorável da desigualdade social, fruto do arrocho fiscal ultraneoliberal.

Já a equipe econômica tenta convencer a sociedade da necessidade de manter, a ferro e fogo, a austeridade capaz, segundo ela, de equilibrar dívida/PIB, realizando superávit primário(receita menos despesas, exclusive ajuros), para então diminuir juros, de modo a assegurar retomada econômica de forma sustentável.

Ninguém acredita mais nessa terapia, pura quimera.

Os juros já estão quase no chão, com inflação cadente, por força monetarismo radical do BC, mas os investidores não dão o ar da sua graça, porque falta, no mercado, os consumidores.

Ideologia utilitarista em cena

Vai se configurando, portanto, a máxima de Keynes segundo a qual a única variável econômica realmente independente no capitalismo é a quantidade da oferta de moeda liberada pelo governo, que a emite, para puxar setor privado.

Quando ele faz isso, eleva os preços, reduz os salários, diminui os juros e perdoa dívida contraída a prazo pelo governo, famílias e empresas.

Cria-se, dessa forma, para o investidor, o que o autor da “Teoria Geral do Juro, da Moeda e do Emprego” denominou de Eficiência Marginal do Capital, ou seja, o lucro.

Diante das possibilidades de lucro, então, o empresário se dispõe ao investimento, porque desperta em si o espírito animal investidor.

Lula, certamente, livre defenderá maior oferta de crédito para produzir o silogismo capitalista: consumo, renda, produção, arrecadação e investimento, para tirar economia da recessão.

Os generais, adversários de Lula, antevendo esse passo fundamental a ser dado pelo ex-presidente, apressam-se em puxar o tapete de Guedes, que inviabiliza retomada do desenvolvimento sustentável, se não forem ativados produção e consumo, sem os quais não existe sistema capitalista.

Guedes vai virando material descartável por não seguir a ideologia utilitarista.

“Tudo que útil é verdadeiro. Se deixa de ser útil, deixa de ser verdade.”(John Maynardes Keynes)

Abre as asas sobre nós

 

 

 

 

 

 

 

 

Papo reto ou furado com Bial?

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Verdade ou mentira?

 
Valor Econômico informa hoje que os bancos não estão repassando aos clientes os benefícios da redução da taxa de juro básica(selic).
De 2016 a 2019, ela oscilou entre 16,5% a 5,5%, patamar atual.
Esse é o custo que o governo paga para girar sua dívida pública, que, hoje, representa 70% do PIB, contra 50% há cinco anos.
Descontada a inflação, que está em torno de 3,5%, o juro real fica na casa de 2% anuais.
Nos países capitalistas desenvolvidos, desde o crash de 2008, os juros básicos, descontada inflação, mantêm-se entre zero ou negativos.
Dessa forma, sustentam dívidas superiores a 100% do PIB ou mais, 200%, como caso do Japão, sem maiores problemas.
O capitalismo entrou na era do juro negativo, para não implodir dívidas públicas, que puxam a demanda global, levando a economia às hiperinflações.
O cara coloca no banco 100 reais em janeiro, em dezembro terá na sua conta 70 reais.
E ainda bota mão para o céu, porque com economia mundial em baixa, os lucros ficam abaixo dos juros, por aí.
 

Reino da especulação

 
Já no Brasil, terra da agiotagem, o papo é outro.
As empresas e pessoas físicas, mesmo com queda da selic, têm que suportar taxas de 38,5%, que caíram para 37,9%, de maio a agosto.
O juro básico, para elas, não existe, mas, sim, o spread, abusivo.
Se levar em conta que a economia registra crescimento negativo, com desemprego saindo pelo ladrão, derrubando consumo das famílias, que representa 80% do PIB, vê-se que vigora agiotagem pura.
E a coisa é pior para os consumidores.
No crédito rotativo, de maio a agosto, a taxa subiu de 299,8% para 307,2%.
Roubo descarado.
No crédito rotativo renovado, a ferrada, também, é grossa, de 283,7% pulou para 289%.
E para culminar o pior dos mundos, tem o juro do cheque especial, que até caiu, de 318,7% para 306%.
Sai de baixo!

 

Garoto propaganda fantástico

 
É nesse contexto que entra Pedro Bial, garoto propaganda da Federação Brasileira dos Bancos(Febraban).
Fará campanha dominical no Fantástico, para ensinar “Como fazer os juros serem mais baixos no Brasil”.
É caso de polícia, se Brasil fosse país sério.
Essencialmente, a Febraban, no livro que lançou com esse título, conclui que juro só pode realmente cair, se cair, também, o risco dos empréstimos.
Como 60% da população, de acordo com IBGE, estão dependurados no SPC, proibidos de comprar no crediário, os juros, certamente, não cairão, porque o risco se mantém nas estratosferas para o consumidor.
A política econômica neoliberal em vigor é pró-juros e não anti-juro.
Do total do orçamento geral da União, de R$ 2,9 trilhões, em 2018/2019, R$ 1,4 trilhão, 40% destinam-se ao pagamento de juros e amortizações da dívida(despesas financeiras), enquanto o restante, 60%, é despesa não financeira, que está congelada por 20 anos, submetida à PEC do Teto.
É a austeridade fiscal, baixada pelo golpe político de 2016, pelos neoliberais, com Temer e, agora, com Bolsonaro, teleguiados pelos credores, por Wall Street.
 

Consumo achatado

 
Não há, com o congelamento de gastos sociais, renda disponível para o consumo, o que, naturalmente, aprofunda desigualdade social.
Até os economistas tucanos, verdadeiros banqueiros de calça curta, estão apavorados, por temerem aprofundamento da desigualdade social, espantalho dos investidores.
Desigualdade extrema em marcha sinaliza convulsão social, no ambiente da desindexação das despesas sociais e do salário mínimo da correção pela inflação e crescimento do PIB, como vigorou até 2015.
Ora, nesse ambiente, o risco para o credor é cada vez maior diante do devedor inadimplente.
Como derrubar juro, se o risco sobe?
Bial convencerá a população com as mentiras da Febraban?
 

Era uma vez o repórter

 
Luiz Gutemberg, consagrado repórter, autor de “A gata parida”, que desnudou os bastidores da ditadura de 64, irritou, certa vez, a classe dos publicitários ao dizer que se trata de profissionais da mentira.
Pedro Bial, que, um dia, foi excelente repórter, coloca seu prestígio a serviço da enganação da população, em troca, claro, de grana, muita grana.
A Rede Globo, onde Bial trabalha, ganha ou perde credibilidade?
No código de ética da empresa, os profissionais da comunicação são, parece, proibidos de ser garotos-propaganda.
Recentemente, Dony de Nuccio, apresentador do telejornal Hoje, foi despachado, porque confundiu as bolas.
Fazia o jornal e ganhava grana preta servindo-se a banca com sua empresa.
Os repórteres famosos da emissora dão palestras e ganham muito bem por isso.
Fazem pé-de-meia milionário.
Bial é a representação essencial da Rede Globo que a Febraban passa a usar para vender mentira no Fantástico. 
 
 

Raoni estadista no Congresso

A imagem pode conter: 7 pessoas Poder moral

Raoni, sim. Bolsonaro, não!
Os gritos ecoaram pelos corredores do parlamento nacional.
O tiro saiu pela culatra para o presidente capitão.
Sua agressão gratuita ao chefe indígena foi tremendo desrespeito.
Repercutiu, negativamente.
Bolsonaro tratou ele sem a institucionalidade devida segundo entendimento tácito nas relações de poder entre os povos.
Os chefes de estado internacionais entenderam perfeitamente de quem se trata.
O poder é entendimento psicológico entre os que o detém e os que a ele institucionalmente se subordinam.
É dado pela percepção intrínseca das relações humanas entre os povos.
Raoni é venerado pela civilização da mesma forma que o papa o é.
Ambos se impõem diante da comunidade internacional pelo costume, tradição e cultura. Falam pela causa dos seus semelhantes que se relacionam pela lógica da representatividade cultural e política.
Bolsonaro, com sua ignorância política, não só não entendeu a superioridade ética, como tentou subjulga-la, como se fosse um Fernão Cortez, com a missão de massacrar os Astecas, em nome do Rei de Espanha.
No caso de Bolsonaro, em nome daquele diante do qual se ajoelha vergonhosamente, mister Trump.
I Love you, disse o capitão ao Tio Sam de topete ridículo, como contraponto ao “Eu te odeio”, sentimento real que revelou em relação ao grande cacique brasileiro.
Desconsiderar Raoni, considerado pelos chefes de estado do mundo, representou ato de agressão premeditado, irresponsável, grosseiro e ridículo.
Bolsonaro, que reclamou do gesto colonizador da França e da Alemanha, sem ter coragem de nominar seus respetivos chefes de governo, atuou como capitão do mato frente aos escravos na tarefa de puni-los.
Falou grosso com o mais fraco e miou contra os mais fortes.
A grandeza moral de Raoni, no entanto, revelou sua estatura de gigante, enquanto o capitão se apresentou como realmente se tem posto, como anão amoral.
Pobre, Brasil!, lamentam os povos civilizados, nesse momento global da vida nacional.

Brasil desrespeitado pelo capitão

Armínio puxa tapete de Guedes

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Golpe armado

Os jogadores de pôquer, os compradores de títulos do governo, que vivem de especulação, que aplicam no fundo financeiro internacional de Armínio Fraga, ex-presidente do BC, na Era FHC, discípulo de George Soros, jogaram a toalha.

Estão com medo do que Armínio está falando nesses dias, que a desigualdade social não ajuda os aplicadores, representando alto risco para eles.

Sonham com volta de Lula, que combateu desigualdade e deu tranquilidade ao mercado.

Os jogadores têm pavor da desigualdade virar convulsão social.

Capital especulativo, sem âncora na realidade, é vendaval.

Sua propensão é a fuga, quando a coisa começa a feder borracha queimada.

Quem vai deixar dinheiro no fogo?

O programa ultraneoliberal de Paulo Guedes é fogo puro.

Carrega a mão demais na concentração da renda e na exclusão social.

Olha o lance do salário mínimo!

Ele quer porque quer excluir o mínimo da correção pela inflação.

Isso bota povão na rua!

Coisa mais pavorosa que isso, para especulador, não existe.

Guedes quer, também, desvincular gastos sociais, fixados na Constituição, da mesma correção.

Os mais pobres são, por Guedes, condenados à morte.

A deforma da Previdência é isso aí: tira dos mais pobres R$ 1 trilhão da circulação em dez anos.

Destrói poder de compra dos salários e gastos sociais, em nome de austeridade fiscal a qualquer custo.

Capa renda disponível para o consumo.

Eleva insuficiência de demanda global, cujas consequências são salário zero ou negativo.

Do ponto de vista do empresário, egoísta e individualista, é uma boa, porque reduz seus custos operacionais e aumenta lucros, mais vália etc.

Para economia, como um todo, porém, é uma merda geral.

A insuficiência crônica de consumo leva ao subconsumismo, à deflação, à queda da taxa de lucro, à miséria absoluta.

Os jogadores, aí, começam a temer pelo futuro de suas poupanças.

O incêndio social pode pegar fogo nelas e tudo virar fumaça.

Tucanos pulam do barco

O fato é que Arminio Fraga está puxando o tapete de Guedes.

Considera que exagera no seu ultraliberalismo e espanta a banca internacional.

Só funciona com ditadura, com Pinochet, do qual Guedes é apóstolo.

Os tucanos, como Armínio, estão mudando de posição.

Primeiro foi o economista André Lara Resende, banqueiro de calça curta.

Expoente do tucanato, cérebro do Plano Real, disse que o processo de desigualdade tem origem na fixação, pelo Banco Central, da taxa de juros acima – bem acima – do crescimento do PIB, desde 1996.

Acertou em cheio em Armínio Fraga, ex-titular do BC, que faz, agora, mea culpa.

Propõe o que os BCs dos países desenvolvidos estão fazendo: jogar dinheiro novo em cima de dinheiro velho, podre.

Com isso, derrubam taxa de juros para zero ou negativa.

Evita impacto destrutivo sobre dívidas públicas, que paralisam governo, empresas e famílias endividadas.

Essa estratégia salva, temporariamente, os rentistas e desmentem diagnósticos neoliberais segundo os quais inflação é fenômeno monetário.

Rola, justamente, o oposto: expansão monetária reduz juros e inflação, em meio à guerra comercial global.

Capitalismo não suporta mais juro positivo.

Os ultraliberais insistem no receituário falido.

Mansueto Almeida, secretário de Política Econômica, prega que o essencial é cortar gasto não financeiro, enxugar dinheiro e deixar solto gasto financeiro, especulativo, para pagar dívida.

Feito isso, garantindo superávit primário, haveria equilíbrio entre dívida/PIB, permitindo redução dos juros e retomada sustentável da economia.

Há três anos, essa receita, ancorada no congelamento de gastos sociais, por vinte anos, está em cena.

O resultado é desastre total: 13 milhões de desempregados, 60 milhões de inadimplentes e 30 milhões de desalentados.

Configurou-se capitalismo sem consumidor.

Cai juro, cai inflação e, como dizem los Hermanos, “todo lo más”, mas desemprego sobe, espetacularmente.

Esse quadro motiva meas-culpas tucanas generalizadas.

Tiro pela culatra

O senador Tasso Jereissati, bilionário empresário do setor de supermercados, relator da deforma da Previdência, na qual não acredita, diz, agora, que o PSDB errou feio ao apoiar o golpe de 2016.

Ao romper o processo democrático, com denúncia vazia do resultado eleitoral de 2014, o PSDB jogou o país no buraco, reconhece o parlamentar cearense.

Reconheceu, também, o golpe, outro dia, no Roda Viva, o ex-presidente golpista, Michel Temer.

Na cara dura, disse que era contra o golpe, que estava conversando com Lula, para ele assumir a Casa Civil, no governo Dilma.

Teria sido surpreendido pela Operação Lavado, comandada por Sério Moro, que virou a mesa, com espionagem criminosa, apoiada pela Rede Globo e o STF.

Tenta tirar o dele fora.

Outra golpista arrependida, a ex-senadora Marta Suplicy, PMDB-SP, passou a defender Lula Livre.

Vai se vendo que o golpe representou tremenda roubada.

Parece, até, que Guedes, também, está dando jeito de pular fora do barco.

Sua estratégia de retirada seria a de insistir com o que Bolsanaro já disse que não aceita: o imposto sobre pagamentos, reedição da CPMF.

Há duas semanas, o secretário da Receita, Marcos Cintra, homem de Guedes, foi, espetacularmente, despachado pelo capitão presidente.

Nessa segunda feira, Guedes, sem se preocupar com a reação do capitão, insiste na mesma estratégia, continuar defendendo a CPMF.

Estaria forçando a barra para ser mandado embora?

Capitalismo ingênuo tupiniquim destrói a si próprio

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Visão prática do engenheiro

Converso com empresário e engenheiro capixaba, no aniversário de sua netinha, sobre bancarrota das empreiteiras nacionais.

Veio de Vitória para se regalar.

É antipetista e votou em Bolsonaro.

Acredita ainda que ele vai colocar o país nos trilhos.

Ele considera Bolsonaro “pros côco”, definindo o estilo presidencial, como o de  jogar prá frente, o que o Brasil precisa.

O problema é que o país, com Bolsonaro, não está indo prá frente, mas para trás.

Ninguém merece desemprego, violência, miséria, pessimismo social crescente, desalento etc, receio dos investidores, paralisia do consumo etc.

Mas, o empresário engenheiro, embora bolsonarista, por conveniência tucana, tem saudade de Lula.

Ligado à economia litorânea, tem, como engenheiro de obras, visão internacionalista das ações diplomáticas e econômicas do governo.

Comunga com os americanos.

Eles, diz, avançam pelo mundo todo e estabelecem relações comerciais.

Levam junto suas empresas, com o poder do dólar, que tem por trás a força militar.

Lula seguiu exemplo americano: nacionalismo

O governo Lula, apesar da corrupção nas estatais, ressalta, jogou certo na área internacional.

Lançou as empresas nacionais para o mundo.

Aumentou competitividade delas, nas relações de trocas globais, apoiadas pelo BNDES.

O Eximbank americano, lembra, faz exatamente isso: bombeia as empresas com subsídios internos para reduzir custos de produção e elevar capacidade de concorrência.

É a tônica da nova guerra comercial global.

Destruição das empresas, destruição da soberania

A destruição das empreiteiras nacionais, pela Operação Lavajato, fragiliza Brasil na guerra comercial e afeta soberania nacional, destaca pragmático empresario engenheiro capixaba.

Com apoio estatal, os empresários alavancaram negócios no exterior.

Lula fez como Geisel, dinamizando a indústria de defesa, exportando máquinas para o Oriente Médio.

Usou as armas do BNDES.

Os dividendos do comércio exterior juntam com os do mercado interno para aumentar investimentos, lembra o engenheiro empresário.

Paralelamente, argumenta, o avanço empresarial se dá, no terreno da engenharia, com ampliação do conhecimento tecnológico e científico, colocados a serviço da produção e da produtividade.

Lá fora, com apoio do governo, as empresas ganham musculatura para fazer negócios e ganhar dividendos.

Como dividendo, o empresário capixaba entende ser a economia do conhecimento, para desenvolver engenharia, planejamento, organização e disciplina.

A indústria, diz, é a etapa da maturidade da humanidade em conquistar por si mesma os mecanismos de transformação do mundo.

Sem as empresas, impulsionadas pelo governo, não há avanço, no comércio exterior, mas retrocesso.

Legislação burlada

Tem o negócio da corrupção, que alcançou níveis recordes nos tempos do PT, diz.

Mas a corrupção não é partidária, concorda, está entranhada legalmente no estado por meio da legislação 8666 que coordena concorrências no Brasil.

Vem de longe.

Ninguém respeita a 8666, para adaptá-la aos editais a fim de garantir vitória mediante compra da burocracia estatal.

Quem são os agentes da negociação público-privada?

O estado e as empresas.

Mas não é essa institucionalidade que negocia.

São as pessoas.

Por isso, têm que separadas as coisas: agente privado do agente do estado e empresa do empresário.

A empresa é produto da organização do estado.

A corrupção da empresa é a corrupção do estado e vice-versa.

Corrupção e crescimento econômico

Ela se aprofunda nas relações econômicas competitivas em meio à legislação surreal.

Quanto mais obras o governo toca, mais relações estado-empresas, mais negociações público-privadas, mais corrupção.

Os preços da negociação público privada são necessariamente altos para garantir investimentos cujos retornos são longos e os riscos permanentemente altos, na economia brasileira, eterna dependente de poupança externa a juros flutuantes.

O estado, no regime que fixa e emite moeda, é, essencialmente, capital, poder sobre coisas e pessoas.

Nesse contexto, se pinta a corrupção, imbricada com o desenvolvimento das forças produtivas, qual a saída?

Punir os agentes, pessoas, no processo de negociação, ou destruir as forças institucionais, as empresas, fruto de legislação construída pelo estado?

Estado do cinismo necessário

O Brasil ainda não entrou no cinismo do capitalismo das potências do norte que legaliza tudo, até a corrupção, pela lei do lobby.

Quem muito bateu por essa lei no Brasil foi o ex-vice-presidente da República, Marco Maciel, no governo FHC.

Liberal convicto, Maciel se tornou apóstolo do lobby.

A lei do lobby doura a pílula, evita o epíteto da corrupção que carrega a relação estado-empresa, no capitalismo.

Um dos grandes erros do PT no poder foi o de não seguir o conselho do conservador pernambucano Marco Maciel, gênio da política nacional.

E a lei do Lobby até hoje não saiu.

Católico praticante, Maciel aquietava sua consciência culpada por estar no meio da corrupção com proposição acomodatícia, escapista, malandra, segundo lei de César: não basta a mulher de César ser honesta, tem parecer honesta.

A esquerda, se acompanhasse o genial conservador pernambucano, não estaria sendo, hoje, culpada de corrupta.

O lobby, essencialmente, é uma sabedoria católica.

Sabedoria popular