Dilma dá volta por cima

Dilma Rousseff: a primeira mulher a presidir o Brasil — Senado Notícias

Golpistas desmascarados

Hoje completam 4 anos do golpe neoliberal de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff e instalou seu principal mandamento político e econômico: congelamento de gastos sociais, por 20 anos, por meio do teto de gastos, em nome de ajuste fiscal.

Os golpistas, justamente, nesse momento, dividem-se entre si sobre o que fazer, depois dos resultados desastrosos gerados pelo golpe: manter ou romper o teto de gastos, com a economia, por conta dele, no abismo.

A conjuntura vai se tornando cada vez mais cômica, se não fosse trágica.

Tragicômica.

Agora, é Armínio Fraga, discípulo do megaespeculador internacional, George Soros, golpista de primeira hora, tucano de carteirinha, que nega o teto neoliberal determinado pela PEC 95/16.

Como negar que Dilma está dando a volta por cima, quando o seu legado, o PAC keynesiano, Programa de Ação para o Crescimento, está, como prioridade absoluta, na mesa do governo Bolsonaro com o nome de Programa Pró Brasil?

Quatro anos depois, com situação econômica e financeira piorada pelo novo coronavírus, o emérito especulador Armínio Fraga joga a toalha.

O primeiro a pular fora do teto está sendo o presidente Bolsonaro.

O titular do Planalto, político instintivo, percebeu que, com ele, não chega ao segundo mandato.

Repetiria bancarrota política de Henrique Meirelles, PMDB, e Geraldo Alckmim, PSDB, derrotados em 2018, no primeiro turno, com menos de 1,5% dos votos, cada qual.

Por isso, o presidente capitão subiu no cavalo arriado, pelo Congresso, do Auxílio Emergencial de R$ 600, proposto pela esquerda e apoiado pelo centro e direita, para ganhar popularidade.

Experimenta, por isso, o gosto de ser ovacionado pelas massas, como aconteceu, no final de semana, em Caldas Novas, Goiás.

Militares assumem agenda dilmista-petista

A palavra de ordem no governo é tomar a agenda dilmista-petista para si e ir tocando obras iniciadas pelo PT, paralisadas pelos neoliberais Temer e, agora, Paulo Guedes, marginalizado pelos bolsonaristas.

A realidade vai demonstrando que Bolsonaro curte amor e ódio ao PT.

A linha desenvolvimentista petista, que os militares, no Planalto, abraçaram, rachou o governo, como observou Dilma Rousseff à TV 247.

De um lado, rende-se a Dilma a direita fascista, puxada por Bolsonaro e seus aliados fanáticos, adeptos do bonapartismo autoritário, predispostos a fechar o regime.

De outro, a direita liberal, comandada pelo mercado financeiro, cuja estratégia econômica neoliberal, capitaneada por Guedes, perdeu espaço, por ser eleitoralmente inviável.

Nesse contexto, a esquerda – PT e aliados – enfrenta dilema crucial: ficar ao lado do mercado golpista ancorado na direita neoliberal tucana, ou da direita fascista, que, de repente, virou petista, tomando, para si, o PAC keynesiano dilmista?

Heim?

Bolsonaro e os militares optam pelo PT desenvolvimentista para tentar ganhar eleição em 2022!

Nada é estático, tudo é dinâmico, interativo, em movimento, em processo de transformação dialética.

Pragmatismo popular

Para a população, o que lhe interessa, nessa briga entre os que lutam entre si para representa-la, o fundamental, são os R$ 600 no bolso, aprovados pelos congressistas, que Bolsonaro se apropriou.

A decisão do Legislativo para salvar a economia e barrar o desemprego é tão potente que já causa impasses reais.

O aumento da demanda já produz desabastecimento de diversos produtos, especialmente, nos setores de alimentos e de construção, com altas de preços.

Mantidos os R$ 600, haverá pressão de demanda sobre a oferta, cujo resultado é inflação.

Para resolver esse impasse, seria necessário preencher capacidade ociosa da indústria.

Para tanto, faz-se necessária moratória, por longo prazo, das dívidas fiscais e creditícias dos empresários, especialmente, os de pequeno porte.

Com demanda fraca, decorrente da destruição dos salários, pelas reformas neoliberais, estão sem capital de giro para elevar a oferta acelerada pelos R$ 600, que os neoliberais querem reduzir para R$ 300.

A pauta econômica teria que ser, então, não cortes de gastos, na linha ultraneoliberal de Guedes, mas irrigação dos setores produtivos, com aumente da oferta de moeda na circulação capitalista.

Isso somente ocorreria via supressão do Teto de Gastos, como apregoam os desenvolvimentistas, no Palácio do Planalto, repetindo pregação petista.

Se esse impasse não for resolvido, o PAC keynesiano dilmista = Programa Pró Brasil não sairá do papel.

Gastar é prejuízo ou lucro?

O fato concreto é que é falso o argumento neoliberal de que o Estado não pode arcar com o prejuízo de gasto de R$ 50 bilhões/mês por não ter esse dinheiro, se prevalecesse o Auxílio Emergencial de R$ 600.

A experiência de dois meses e meio com liberação dos R$ 600 alavancou o varejo, a indústria, a agricultura e os serviços, cujos resultados foram aumento de arrecadação.

O dinheiro aplicado no consumo tem retorno imediato aos cofres públicos, o que acelera recuperação econômica, criando novas expectativas.

Essa é a consciência súbita que tomou conta de Bolsonaro e militares que o apoiam, de olho na reeleição de 2022.

O mercado financeiro especulativo, porém, não quer saber disso.

O temor do pessoal que ganha na financeirização do capital fictício, que fugiu da produção para a especulação, é que a continuidade do Auxílio Emergencial reduzirá quantidade de recursos orçamentários para gastos financeiros, destinados a servir juros e amortizações da dívida pública.

Financeirização bombeia déficit

Mas, se continuar a financeirização fictícia, que se transformou em principal causa do déficit público, que se aproxima de 100% do PIB, haveria implosão de bolhas especulativas inevitáveis.

Aí iria tudo para o brejo.

É, justamente, por isso, que entra em campo os tucanos neoliberais, como Armínio Fraga, favorável, agora, ao fim do Teto de Gastos.

Seria uma forma de permitir retomada da economia de oferta, para suportar aumento da demanda proporcionada pelos R$ 600.

Caso contrário, vem aí, inevitavelmente, moratória da dívida pública – evitá-la e buscar saídas, é o que Armínio Fraga passou a pregar.

Entregar dedos ou anéis?

Melhor, então, raciocina Armínio, entregar os anéis do que os dedos.

A nova posição dos tucanos, como a de Fraga, é confissão de fracasso da teoria neoliberal, que aplicou a PEC 95/2106.

Reconhece, desse modo, o que já havia sido dito por outro eminente tucano, o economista e banqueiro, André Lara Resende, ideólogo do Plano Real, na Era FHC.

Segundo Lara, o grande erro tucano, no poder, foi fixar a taxa de juro muito além do crescimento do PIB.

Juro alto = inflação alta = pobreza máxima.

Além disso, favoreceu, demasiadamente, os capitalistas ao isentá-los do pagto de IR sobre lucros e dividendos.

Acumulou-se, com essa política suicida, desigualdade social que produz fuga de capital, desindustrialização e crise cambial.

Os tucanos, sem programa social, nunca mais chegaram ao poder, depois que o deixaram em 2002, derrotados pelo PT.

Depois da 4ª derrota, em 2014, partiram para o golpe, que colocou Bolsonaro no poder, depois do fracasso Temer e seu programa neoliberal, “Ponte para o futuro”, puro mergulho em abismo tenebroso.

Enfim, renunciar ao Teto de Gastos, como proclama Fraga, não passa de tentativa de evitar moratória explosiva da dívida.

Liberar o Teto é optar por entregar a rapadura.

O fim do arrocho fiscal neoliberal, portanto, é vitória do PAC-DILMISTA-PETISTA que Bolsonaro e militares da direita fascista apropriam.

Brado retumbante

Peronismo e Petismo taxam + ricos para enfrentar Covid-19

Candidato a presidente da Argentina, Alberto Fernández visita Lula | Partido dos Trabalhadores

Integração na pandemia

Lula e Fernandez orientam o petismo e o peronismo, respectivamente, para melhor distribuir a renda na Argentina e Brasil para enfrentar a maior tragédia sanitária global da história. Orientam-se politicamente contra o neoliberalismo de Jair Bolsonaro, cuja política de saúde é desastre total, que envergonha o mundo e coloca a sociedade brasileira sob depressão econômica. Não fosse o Congresso Nacional votar orçamento de guerra que aprovou Auxílio Emergencial de R$ 600 para que os socialmente excluídos, às portas da miséria total, o país estaria diante de convulsão, ataque aos supermercados, ampliação da violência política em limites etc.

PERONISMO E PETISMO TAXAM FORTUNAS PARA ENFRENTAREM PANDEMIA A pandemia do novo coronavírus está obrigando os…

Posted by Cesar Fonseca on Saturday, August 29, 2020

Gardel eterno!

Congresso puxa consumo e provoca desabastecimento

Consumo interno puxa PIB, mas setor externo prejudica resultado - 28/02/2019 - Mercado - Folha

Efeito coronavírus 

O socorro emergencial de R$ 600, aprovado pelos congressistas, vai mudando, rapidamente, o humor no comércio, na indústria, agricultura, serviços etc. Dinheiro no bolso dos mais pobres vira consumo que puxa as atividades. Para combater escassez de oferta, diante de mais consumidores, é necessário mais crédito à produção, que, por sua vez, eleva arrecadação e investimento. Tudo o que os neoliberais não queriam, para tocar ajuste fiscal que impõe restrição geral. O novo coronavírus está matando gente, de um lado, mas, de outro, obrigando o governo a liberar dinheiro para sustentar os miseráveis que ficam ainda mais miseráveis na crise. Ao fazer isso, a economia reage, a partir do atendimento da demanda básica da pobreza. O pobre faz o nobre capitalista. Comendo e cagando, ele levanta o PIB.

AUXÍLIO EMERGENCIAL ESQUENTA PRODUÇÃO E CONSUMO E SINALIZA DESABASTECIMENTO E INFLAÇÃOConverso com pessoal do…

Posted by Cesar Fonseca on Thursday, August 27, 2020

Amor, rango da alma

Renda Brasil-Pró Brasil aproxima ultradireita da esquerda

Estadão: Bolsonaro e Dilma têm muita coisa em comum Jair Rousseff isola Guedes

A ex-presidente Dilma Rousseff acertou na mosca, em entrevista à TV 247, ao dizer que a crise política se dá no momento com explosão de contradições entre a direita neoliberal e a direita fascista. A primeira, alinhada ao mercado financeiro e à Febraban,  dita a Paulo Guedes, da Fazenda, e Campos Neto, do BC, qual deve ser a RENDA BRASIL e o PRO BRASIL que cabem no  orçamento da União. A segunda, base de sustentação dos bolsonaristas, resiste, pois, agora, quer o programa social do PT para chamar de seu, a fim de enfrentar, competitivamente, as eleições e garantir sucessão ao presidente.

O temor geral, na Fazenda e no BC, é o de que o PAC dilmista, que motivou o golpe neoliberal de 2016, seduz os defensores tanto do Auxílio Emergencial de R$ 600, enquanto durar a pandemia, como a proposta desenvolvimentista constante do programa PRO BRASIL, tocado, no Planalto, à revelia de Guedes, pelos generais e ministros da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Para a turma desenvolvimentista do Planalto, de olho nas eleições, o verdadeiro programa social é acelerar volta do emprego, o que somente será possível, com retomada do crescimento. O empecilho, portanto,  é o teto neoliberal de gastos, imposto pelos golpistas, que derrubaram Dilma. Ao levantar esse discurso, agora, os generais e os desenvolvimentistas agem como se quisessem resgatar Dilma e passar uma borracha por cima do impeachment.

Resgate de Dilma  

O PAC dilmista é o espelho do PRO BRASIL, no qual Bolsonaro, para horror do mercado financeiro, mira para ativar economia. Com o PRO BRASIL, o presidente pretende criar empregos com salários, agora, deteriorados, graças a combinação da reforma trabalhista neoliberal e emergência da Covid-19, mas complementados pelo Auxílio Emergencial de R$ 600, candidato a se tornar RENDA BRASIL.

Sem retomada do emprego e garantia de consumo dos miseráveis que ficaram mais miseráveis, na pandemia, não tem crescimento e nem, claro, possibilidade de Bolsonaro faturar reeleição. Seria a volta da oposição ao poder, possivelmente, com Lula, se o STF condenar suspeição de Sérgio Moro na condução do processo do ex-presidente. O teto de gastos, se não for rompido, condena, politicamente, à morte, Bolsonaro. A ultradireita fascista, portanto, como disse Dilma à 247, tem como principal inimiga não a esquerda – PT e aliados, divididos entre si -, mas a direita neoliberal, adepta de continuidade do que o mundo abandonou: o ultra-arrocho fiscal, puro austericídio neoliberal, na pandemia do novo coronavírus.

A ironia do destino, dessa forma, é a união involuntária da ultradireita fascista com a esquerda centrista, que tem demonizado. Cria-se situação esdrúxula: a direita neoliberal, que bloqueia Bolsonaro, por tentar ressuscitar programa petista, alia-se, contraditoriamente, ao PT, também, adepto do FORA BOLSONARO, embora por motivos diferentes. A direita neoliberal quer Bolsonaro fora, mas com manutenção do programa de Guedes, enquanto a esquerda quer FORA BOLSONARO, juntamente, com remoção do teto de gastos, adequado, por sua vez, ao interesse bolsonarista. Samba do Crioulo Doido.  Ambas  – direita fascista e esquerda centrista – desejam, contraditoriamente, a mesma coisa: fim do garrote do congelamento de gastos públicos que a direita liberal bancocrática quer manter custe o que custar.

Centrão entre Bolsonaro e o mercado

Bolsonaro tentou, mas não conseguiu, até o momento, que o BC apoiasse decididamente o RENDA BRASIL e o PRO BRASIL, fazendo o mesmo que fez com a banca, na emergência da Covid-19. No auge da pandemia, o BC repassou para ela R$ 1,2 trilhão, enquanto manteve as empresas e os trabalhadores desempregados e informais na chuva da depressão econômica. Os banqueiros, capitalizados, não incrementam a economia, depois de trocarem seus títulos privados apodrecidos pela Covid-19 por títulos públicos. O BC, na prática, aprofundou déficit financeiro para ajudar a banca, que sentou em cima do dinheiro, com medo de emprestar e levar calote.

O que Bolsonaro exigiu de Campos Neto, em contrapartida? Que repassasse R$ 400 bi do orçamento do BC para o Tesouro bancar continuidade do Auxílio Emergencial e a RENDA BRASIL. Sem essa grana, morre no nascedouro o PRO BRASIL por falta de consumidores. E Bolsonaro vai para o brejo, politicamente, falando. Campos Neto, há uma semana, havia dito que o BC ajudaria o RENDA BRASIL. Não cumpriu a palavra, porque entrou em cena o Tribunal de Contas da União(TCU) e impediu o repasse da grana ao Tesouro. Argumentou que se estaria praticando pedalada fiscal, passível de produzir impeachment de Bolsonaro.

Hoje, no Correio Braziliense, o presidente do TCU, José Múcio Monteiro, reafirma perigo de pedalada e diz que somente Congresso pode remover teto de gastos, que permitiria o repasse do BC. Portanto, está em cena o confronto direto entre presidente Bolsonaro e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, que se encontraram em café da manhã, no Alvorada. Até o momento, Maia tem se mostrado fiel a sua base de apoio, os banqueiros e sua terapia monetarista neoliberal, que não deixa o país crescer. Porém, a base política bolsonarista, ancorada no Centrão, não sobreviverá, se o austericídio fiscal permanecer. O Centrão apoiará Bolsonaro ou Maia, porta voz da banca no Congresso?