STF libera Lula e abre sucessão 2022

😮 Bolsonaro e Lula entraram numa churrascaria. E daí?

Adeus teto de gasto: 2022 entra em pauta  

Força política de Lula possivelmente liberado pelo STF para disputa presidencial em 2022  balança o Congresso que se arma para discutir supressão do teto de gastos, enquanto O Globo, em mea culpa, diz que o ex-presidente é inocente, vítima do lawfare de Sérgio Moro, que não dá mais para engolir. O social democrata Lula se ergue como solução para o impasse fascista colocado pela governança bolsonarista que alarma o mundo com desleixo relativo à condição humana em plena pandemia. Romper o teto é condição sine qua non para retomada da economia, principalmente, a partir de maiores investimentos em Saúde, Educação e Infraestrutura. É o que os congressistas já colocam em pauta para discutir a partir da próxima semana. Vai para o ralo, portanto, o austericídio fiscal bolsonarista praticado pelo ultraneoliberal Paulo Guedes. Os banqueiros internacionais já estão dando de barato que o teto está indo para o sal. Eles embolsaram, de 2016 a 2020, período de vigência da medida, até agora, cerca de R$ 30 bilhões, só da saúde, resultado do congelamento dos gastos não financeiros(saúde, educação, segurança, infraestrutura etc), para sobrar gastos financeiros na liquidação de juros e amortizações da dívida. Essa é a chamada Bolsa Banqueiro, que custa, no orçamento geral da União, R$ 400 bi/ano. Tornou-se impossível sustentar o teto em decorrência da paralisia econômica que ele provocou, agravada pela emergência do novo coronavírus. As pressões sobre Congresso mudam a situação em tempo de disputa eleitoral, em que o presidente se antecipou à reeleição em 2022.  O neoliberalismo, em tempo de pandemia, perdeu gás. Os generais, que dão sustentação política a Bolsonaro, pregam remoção do garrote neoliberal, para abrir espaço aos investimentos no programa desenvolvimentista Pró Brasil que desenvolvem. Falam, já, a linguagem econômica lulista. Paralelamente, a base política, no Congresso, quer tornar permanente o Auxílio Emergencial de R$ 600, que coloca poder de compra no bolso dos desempregados e informais em geral abatidos pela Covid-19. Se não mantiverem essa válvula de escape, não suportarão as consequências políticas decorrentes das 100 mil mortes pelo corona, aceleradas pela falta insuficiente política de Saúde.  O déficit, que estava em R$ 150 bi ano passado, deve pular para quase R$ 1 trilhão. Bolsonaro sente o calor gostoso da popularidade trazida pelo Auxílio, mas os banqueiros reagem. Entre salvar os dedos, seus lucros, e deixar rolar os anéis, o teto de gasto, já sinalizam conformismo pragmático. Os neoliberais da Fazenda enfurecidos deixam escapar que resistirão. Mas, o fato é que a economia é política e não mero mecanicismo dogmático. Ademais, e este é o fator político emergente, a libertação de Lula e possível autorização do STF para ele disputar eleição presidencial, colocando Moro sob suspeição no seu julgamento arranjado contra o ex-presidente, representa, ao final, o motivo de mudança de postura do presidente capitão em congelar o austericídio fiscal bolsonarista. Fala mais alto a preservação do poder do que as recomendações dos tecnocratas obedientes às receitas ortodoxas politicamente inconvenientes para que a direita fascista possa enfrentar eleição com relativo sucesso.

Bolsonaro se rende a Lula e abandona Guedes?

😮 Bolsonaro e Lula entraram numa churrascaria. E daí?

Lula rompe teto de gasto e sucessão 2022 entra em pauta  

Força política de Lula possivelmente liberado pelo STF para disputa presidencial em 2022  balança o Congresso que se arma para discutir supressão do teto de gastos, enquanto O Globo, em mea culpa, diz que o ex-presidente é inocente, vítima do lawfare de Sérgio Moro, que não dá mais para engolir. O social democrata Lula se ergue como solução para o impasse fascista colocado pela governança bolsonarista que alarma o mundo com desleixo relativo à condição humana em plena pandemia. Romper o teto é condição sine qua non para retomada da economia, principalmente, a partir de maiores investimentos em Saúde, Educação e Infraestrutura. É o que os congressistas já colocam em pauta para discutir a partir da próxima semana. Vai para o ralo, portanto, o austericídio fiscal bolsonarista praticado pelo ultraneoliberal Paulo Guedes. Os banqueiros internacionais já estão dando de barato que o teto está indo para o sal. Eles embolsaram, de 2016 a 2020, período de vigência da medida, até agora, cerca de R$ 30 bilhões, resultado do congelamento dos gastos não financeiros(saúde, educação, segurança, infraestrutura etc), para sobrar gastos financeiros na liquidação de juros e amortizações da dívida. Essa é a chamada Bolsa Banqueiro, que custa, no orçamento geral da União, R$ 400 bi/ano. Tornou-se impossível sustentar o teto em decorrência da paralisia econômica que ele provocou, agravada pela emergência do novo coronavírus. As pressões sobre Congresso mudou a situação em tempo de disputa eleitoral, em que o presidente se antecipou à reeleição em 2022.  O neoliberalismo, em tempo de pandemia, perdeu gás. Os generais, que dão sustentação política a Bolsonaro, pregam a remoção do garrote neoliberal, para abrir espaço aos investimentos no programa desenvolvimentista Pró Brasil que desenvolvem. Paralelamente, a base política, no Congresso, quer tornar permanente o Auxílio Emergencial de R$ 600, que coloca poder de compra no bolso dos desempregados e informais em geral abatidos pela Covid-19. Se não mantiverem essa válvula de escape, não suportarão as consequências políticas decorrentes das 100 mil mortes pelo corona, aceleradas pela falta insuficiente política de Saúde.  O déficit, que estava em R$ 150 bi ano passado, deve pular para quase R$ 1 trilhão. Bolsonaro sente o calor gostoso da popularidade trazida pelo Auxílio, mas os banqueiros reagem. Entre salvar os dedos, seus lucros, e deixar rolar os anéis, o teto de gasto, já sinalizam conformismo pragmático. Os neoliberais da Fazenda enfurecidos deixam escapar que resistirão. Mas, o fato é que a economia é política e não mero mecanicismo dogmático. Ademais, e este é o fator político emergente, a libertação de Lula e possível autorização do STF para ele disputar em 2022, colocando Moro sob suspeição no seu julgamento arranjado contra o ex-presidente, representa, ao final, o motivo de mudança de postura presidencial. Fala mais alto a preservação do poder do que as recomendações dos tecnocratas obedientes às receitas ortodoxas politicamente inconvenientes para que a direita fascista possa enfrentar eleição com relativo sucesso.

LULA FAZ BOLSONARO CONGELAR GUEDES NEOLIBERALO fortalecimento do lulismo com possibilidade cada vez mais firme de o…

Posted by Cesar Fonseca on Friday, August 7, 2020

Parabéns, mestre!

 

Lula-2022 já muda política neoliberal de Guedes

Supremo prepara ofensiva contra Moro e Lava Jato que pode resultar ...

Novo contexto político

A possibilidade, cada vez mais discutida no cenário político, de Lula ganhar direitos políticos, no STF, para disputar eleição presidencial em 2022 muda, rapidamente, a posição do governo Bolsonaro no plano econômico, para tentar se sintonizar com a opinião pública. As sinalizações dadas pelo STF de que deverá aprovar suspeição do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro no julgamento arranjado pela Lavajato que impediu o ex-presidente de disputar eleição de 2018 muda rapidamente o quadro sucessório, empinando candidatura petista.

O efeito disso se mostra imediato, no Congresso. O ministro Paulo Guedes atacou sistema tributário como fonte da desigualdade social e fez várias concessões, de cunho econômico, com reflexos no campo político, ao falar em comissão mista de senadores e deputados. No debate sobre reforma tributária, ele já admite taxar mais quem ganha mais, menos quem ganha menos e não taxar quem nada ganha. Discurso oposicionista na cabeça. Destacou necessidade de cobrar IR sobre lucros e dividendos, algo que rola desde o governo FHC, maior fator de desigualdade social, ao lado da sustentação sistemática de juros bem acima do crescimento do PIB. Os próprios tucanos, em mea culpa, reconhecem que essa política produz tensão social e política, promove fuga de capital e colapso cambial.

Guedes, também, admitiu correção da tabela do imposto de renda dos que ganham até 5 salários mínimos. Há décadas vigora esse massacre sobre os assalariados. Isentar de IR quem ganha até R$ 3 mil implicará colocar mais de R$ 20 bi no bolso dos assalariados. Incrementa mercado interno com mais consumo. E o mais significativo, politicamente, no momento da pandemia: o Auxílio Emergencial de R$ 600, aprovado no Congresso, em maio, previsto para encerrar em agosto, será estendido até dezembro, segundo admite o Palácio do Planalto.

Austericídio fiscal, fim 

A pregação dos economistas neoliberais da Fazenda, em favor da austeridade fiscal a qualquer custo, está sendo derrotada. Embora Bolsonaro tenha dito que seria bastante difícil continuar bancando R$ 50 bi por mês, para sustentar o Auxílio Emergencial, o que implica desembolso de R$ 600 bi ao ano, se ele tornasse permanente, como defende a oposição, a situação mudou. Os  bolsonaristas informaram que a medida esticará até dezembro. Os empresários do comércio, da indústria, da agricultura e dos serviços, excetuando os banqueiros, estão a favor do Auxílio Emergencial. Perceberam que ele esquentou a demanda global. Com isso, melhoram expectativas de arrecadação. Comprova-se que o gasto social dá lucro ao tesouro, enquanto o gasto financeiro, para pagar dívida sobreacumulada pela especulação, só dá prejuízo e déficit.

O efeito “Lula livre”, com a previsível derrota de Sérgio Moro, no STF, produz consequências políticas fortes nos governistas. O Planalto sente o peso dessa possível decisão do Judiciário, que acelerará antecipação da campanha eleitoral 2022 às véspera das eleições municipais. Por isso, Bolsonaro joga fora o discurso da austeridade fiscal e parte para posição oposta: acelerar gastos públicos. Essa estratégia governista aumentou a popularidade do presidente no Nordeste, território politicamente petista. Cresce, também, no governo, defesa da flexibilização do teto de gastos, que os neoliberais aprovaram como principal medida econômica, assim que deram golpe parlamentar, em 2016, derrubando o governo Dilma.

Desde então, perto de R$ 25 bilhões foram retirados do orçamento da União para garantir pagamento de juros e amortizações da dívida pública, enquanto setores sociais, educação, saúde, segurança, infraestrutura sofrem violentas restrições orçamentárias. O resultado é que de 2016 a 2020, o PIB não passou de 1,5%, apesar de o déficit público ter pulado de R$ 50 bilhões para R$ 134 bi, para pagar juros e amortizações da dívida. Os economistas da oposição calculam que houve um tombo de R$ 27 bilhões nos investimentos, aprofundando pobreza.

Entreguismo em xeque 

O fator Lula 2022, igualmente, frearia o ímpeto privatista bolsonarista para liquidar Eletrobrás, Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, bancos públicos e estatais, principais agentes do desenvolvimento nacional. As pressões sobre Guedes são cada vez mais intensas. Hoje, em entrevista ao O Globo, ao filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, encurralado pela justiça, por conta das rachadinhas, pregou mais gastos públicos. Chutou o austericídio fiscal de Guedes, que, no Congresso, desvestiu o paletó neoliberal, de forma explícita. Parecia um keynesiano de raiz. Ele cede, rapidamente, às novas posições keynesianas que emergem no Planalto, defendidas pelos ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Social; Freitas, da Infraestrurua; general Ramos, coordenado político e general Braga, comandante do programa Pró Brasil, contra o qual Guedes se levantou, mas que, agora, se arrefece diante dele.

Para culminar mudança de discurso governamental, o Banco Central reduziu  0,25 pontos percentuais na taxa de juros, derrubando-o para 2%. Se, ao lado dessa decisão, flexibiliza-se o teto de gasto, como já pregam os generais, que dão sustentação política a Bolsonaro, entra em estresse a política macroeconômica neoliberal. Ou Guedes muda, ou cai.

Receita Guedes leva à hiperinflação e moratória

No Rio, Guedes diz que não há razão para pessimismo no país ...

Descontrole total

O fogaréu impressionante que rola no Líbano nessa tarde como produto de explosão ainda não se sabe bem causada por que motivo pode ser algo a ser comparado com possível explosão da dívida pública brasileira que se aproxima de 100% do PIB por conta do descontrole econômico e financeiro geral. Acumula-se crise capitalista subconsumista acelerada pelos estragos do novo coronavírus que faz governo insistir irracionalmente na austeridade fiscal em vez de mudar logo a política monetária restritiva para acompanhar a expansão monetária, adotada pelos governos dos países capitalistas que enfrentam o mesmo problema. A restrição orçamentária, estrangulada pelo teto de gastos,  faz o deficit, nesse ano, pular de R$ 150 bilhões para R$ 800 bilhões, provavelmente, ultrapassando R$ 1 trilhão e carquerada, sem que se possa prever algo seguro. A economia está totalmente exposta aos humores internacionais, se, de repente, como já se ensaia, o mercado financeiro começar a especular com possível moratória e perigo de implosão hiperinflacionária. Guedes aproveita o momento para passar a boiada e torrar tudo, a preço de ocasião, Eletrobrás, Petrobrás, Banco do Brasil, o que der…

 

HIPERINFLAÇÃO E MORATÓRIA VEM AÍ Essa troca esquizofrênica de títulos de longo prazo, que está pagando 7%, por título…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, August 4, 2020

Agitação bethoveana