Fakeada econômica à vista

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Salve-se quem puder no reino da bancocracia

Primeiro, foram os inativos, no governo Temer; soltaram o FGTS deles; a economia estava naquela base, horror puro; deu uma sacudidela; não mais que isso; agora, quando está tudo piorado, com desemprego saindo pela ladrão, com a fome avançando nas ruas, povão pobre feio e sujo se espalhando pelas praças, esmolambados, dormindo nos bancos sujos etc, vem outra mágica furada; Guedes promete soltar grana do FGTS dos ativos; certamente, está sabendo que o desemprego continuará crescendo; afinal, não haverá mais oferta de trabalho, se a previdência em regime de capitalização passar, à custa, pelo que já se vê, de todas as promessas disfarçadas de compras de votos etc; grana para isso tem; os banqueiros, os mais interessados, estão de burra cheia; os lucros dos bancos crescem 20%, enquanto o PIB tem crescimento negativo de 0,2% no primeiro trimestre. Guedes sabe que liberar dinheiro privado é um viagra insuficiente para sustentar potência por muito tempo; algo, meramente, passageiro; a dose forte, porém, não virá, que é a supressão do congelamento dos gastos sociais, do teto de gasto, a única variável econômica independente, no capitalismo – a demanda estatal -, para girar, sustentavelmente, a produção e o consumo; teria, também, que ser complementada por mecanismo capaz de conter concentração de renda já excessivamente concentrada, tipo reforma tributária, para tentar taxar os  mais ricos, os que não pagam impostos sobre lucros e dividendos, juros sobre capital próprio, os que se beneficiam das elisões fiscais, dos perdões, remissões e anistias de dívidas, para manter constante sua taxa de lucro, enquanto cai o poder de compra dos salários etc. Paulo Guedes sabe que a “reforma” da Previdência é uma jogada para tirar dos pobres para dar aos ricos, como sempre; não vai gerar empregos prometidos; é, na verdade, uma fakeada econômica; por isso, anuncia que outras maldades virão, em doses homeopáticas; o capital especulativo, com Guedes, o especulador, está no poder; com ele, não tem composição social, alianças de classes de interesses antagônicos etc. É o interesse dele e acabou. Financeirização econômica ampla, geral e irrestrita. O resto que se lasque. O capital financeiro impõe sua férrea lei, no Congresso, cuja maioria será, facilmente, cooptada. Restarão as ruas cheias de miseráveis e desempregados revoltados, até o momento, sem voz de comando político partidário para organizá-los; as cúpulas fazem os conchavos, para, apenas, mexer nos móveis da sala, mudando-os de lugar, deixando o conteúdo dramático corrosivo da crise como está. Salve-se quem puder no reinado da bancocracia.

 

GRANDE MÁGICA DE GUEDES Cria, como especulador profissional, competente, clima psicológico de massa para obter dela…

Posted by Cesar Fonseca on Thursday, May 30, 2019

Noel atualíssimo

Eu devo, não quero negar, mas te pagarei quando puder
Se o jogo permitir, se a polícia consentir e se Deus quiser…
Não pensa que eu fui ingrato, nem que fiz triste papel,
Hoje vi que o medo é o fato e eu não quero um pugilato
Com seu velho coronel.

A consciência agora me doeu
E eu evito (detesto a) concorrência, quem gosta de mim sou eu!
Neste momento, saudoso eu me retiro,
Pois teu velho é ciumento e pode me dar um tiro.

Se um dia ficares no mundo, sem ter nesta vida mais ninguém,
Hei de te dar meu carinho,
Onde um tem seu cantinho, dois vivem também…
Tu podes guardar o que eu te digo contando com a gratidão
E com o braço habilidoso de um malandro que é medroso,
Mas que tem bom coração.

Ameaça bolsonarista ao Congresso une oposição-centrão

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Tempestade à vista

As manifestações pró-Bolsonaro, tocadas pela direita radical, com ataques ao Congresso, onde as reformas ultra-neoliberais estão perdendo gás, podem aproximar Centrão-Oposição. O diálogo entre o deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), presidente da Câmara, expressão do Centrão, e a Oposição tende a se aprofundar, objetivando fortalecimento do parlamento/parlamentarismo, alvo oculto de Bolsonaro/presidencialismo. Agudiza-se contradição implícita na Constituição em ambiguidade explícita por ser simultaneamente parlamentarista-presidencialista, como disse o ex-presidente Sarney, ao Correio Braziliense.
O discurso do presidente da República, em igreja evangélica, nesse domingo, de que os manifestantes repudiaram o que ele denomina de velha política, é sinal de que resistirá às demandas do Centrão, entendidas como barganhas, que os bolsonaristas repudiam. Diante desse posicionamento de sua base, o titular do Planalto sinalizou que quer distância dos mais de 200 deputados do Centrão, cuja posição é a de que apoio a Bolsonaro requer participação no poder. Como o presidente entende que essa posição é velha política a ser abandonada, o distanciamento do Planalto do Centrão aumentará.
Reforma neoliberal em perigo
De cara, a conclusão é a de que essa conjuntura separatista Bolsonaro-Centrão dificulta aprovação da reforma ultraneoliberal da Previdência como quer o ministro Paulo Guedes, que condicionou sua permanência no governo à aprovação da matéria nos moldes colocados por ele, ou seja, de que é necessário, com ela, economizar R$ 1 trilhão. Seria a potência fiscal que considera indispensável para introduzir o regime de capitalização em substituição ao regime de repartição vigente, fixado na Constituição.
Só que essa potência, para se realizar, prejudica os mais pobres, a fim de beneficiar os mais ricos, Ficariam na chuva os aposentados com rendas entre 1 e 2 salários mínimos, correspondentes a 80% dos trabalhadores inativos. Politicamente, seria suicídio.
Portanto, sem o Centrão não haveria 308 votos necessários para alcançar a potência exigida por Guedes, repudiada pela previsível nova correlação de forças reativa à movimentação radical bolsonarista nas ruas. Abre-se, dessa forma, outro projeto de Previdência, que poderia ser apoiado pela oposição, que defende ajustes pontuais no sistema previdenciário, sem a radicalidade  ultraneoliberalizante exigida pelo mercado financeiro que Paulo Guedes representa. Centrão e oposição, nesse sentido, poderão ir ao diálogo, como forma de fortalecer o Congresso frente à disposição da ala radical bolsonarista.
Paralisia econômica
Recessão e desemprego ajudam viabilizar aliança Centrão-Oposição. O governo fica cada vez mais frágil diante da economia que não reage à insistência governamental de condicionar tudo à aprovação da reforma, conforme quer Guedes. O relatório semanal do BC, apurado pela pesquisa Focus, junto a 100 bancos, sinaliza PIB/2019 de 1,2%, ou seja, queda acentuada em relação aos 2,5% , inicialmente, previstos há um mês. As expectativas negativas levam as empresas a adiarem/desistirem dos investimentos. O desemprego, na casa dos 13 milhões de trabalhadores, o desalento de mais de 30 milhões de desocupados, que desistiram de buscar trabalho, e a inadimplência, que atinge mais de 60 milhões de pessoas, fragilizam Bolsonaro, sem programa para fazer frente a essa catástrofe, como se o projeto governamental fosse a própria catástrofe.
As mobilizações dos estudantes, de volta às ruas, no dia 30, e a preparação de greve geral dos trabalhadores, em 14 de junho, motivariam, ainda mais, movimento de oposição ao Planalto. As ruas estariam falando mais alto do que os partidos no Congresso, prometendo ultrapassá-los, se estes não se sintonizarem com as demandas populares em favor de retomada do desenvolvimento.
Guedes descarável
Bolsonaro já começou semana dando sinais de que pode recuar e jogar Guedes no mar. Destacou que errou ao considerar inúteis os estudantes, defensores da supressão dos cortes de 30% nos orçamentos da educação. Se se render à pregação estudantil, que promete, no dia 30, ser, nas ruas, mais forte do que a anterior, que, por sua vez, foi mais significativa que a mobilização pró-governo da direita radical, no domingo, o presidente estaria jogando a toalha. Evitaria mal maior, isto é,  paralisação dos trabalhadores, no dia 14, com cara de greve geral.
Entregaria os anéis – corte de 30% no orçamento da educação – para não perder os dedos, ou seja, remoção do teto de gastos, essência da política neoliberal, imposta pelo golpe de 2016, cujas consequências são, hoje, recessão e desemprego incontroláveis.
O poder está nas ruas. A massa de direita deu musculatura ao presidente para endurecer com o Centrão. Mas a massa estudantil, apoiada pela oposição, põe pimenta na situação social, criando nova dialética, a obrigar o governo direitista, a contragosto, à flexibilidade política.
 
 

Susto político para unir esquerda e rachar direita

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Desprendimento que faltou a Dilma pode faturar?

O grande desafio de Cristina Kirchner será unir as forças progressistas. De saída, sentiu que não alcançaria essa tarefa, jogando como cabeça de chapa, para disputar com Macri, apoiado pelos Estados Unidos e todo o mercado financeiro especulativo; preferiu abrir mão do protagonismo central, para ir de coajuvante; fez como Peron, em 1973, na chapa Câmpora-Peron, vitoriosa e, em seguida, desfeita, mediante anistia política, para o líder assumiu; não se sabe, é claro, se a história se repete ou não, mas é um engenho, cujas possibilidades estão em aberto; Cristina exercitou realismo e desprendimento político; mostrou-se diferente do modo como agiu, por exemplo, Dilma Rousseff; seu segundo mandato dividiu o PT; uns queriam ela; interessavam em descartar Lula, para, com Dilma, alçar outros voos; Rousseff insistiu no seu direito constitucional de disputar segundo mandato; as forças que defendiam Lula preferiram recuar; convenceram-se de que o ex-presidente seria pule de dez, depois de Dilma; erraram; não contaram com o golpe neoliberal de 2016, dado, tanto para derrubar o petismo dilmista, como para inviabilizar novo lulismo; Cristina Kirchner, que carrega vários processos nas costas, com o coro grosso, produzido pela experiência política, pensou e disse: não dá para mim; vou de coadjuvante, em nome da unidade política das forças progressistas, para tentar desalojar o neoliberalismo macrista do poder; dará certo?; sim e não, como é da política; indiscutivelmente, porém, abalou os adversários; estes não previram tamanho desprendimento como arma política; nem os argentinos deixaram de ficar assustados; entrou em cena, na Argentina, o susto como arma política!

 

 

CRISTINA EVITA ERRO QUE DILMA COMETEUNão é para qualquer um sentir que seu nome não soma, mas divide; abrir mão dele,…

Posted by Cesar Fonseca on Sunday, May 19, 2019

 

 

Keynes brasileiro bombardeia FHC e Bolsonaro

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Show de humor, ironia e cinismo do maior economista brasileiro ativo e operante 

Vale muito a pena ouvir, assistir e meditar sobre essa entrevista ao Roda Viva. Delfim está impagável. A começar pelo conselho que dá ao Bolsonaro: para de usar tuiter. Gostaria de ficar no que ele sofisticadamente destrói: o Plano Real. Tratou -se de uma genialidade destrutiva. Combateu a inflação, sim, mas destruiu a indústria nacional pela má utilização da política cambial. Acreditaram os gênios de FHC na virtude infinita do mercado. Desprezaram a eficácia do governo como comandante dos investimentos. Mercado sem governo é receita para o fracasso. Delfim lança seus venenos sobre Paulo Guedes, que vai na mesma linha fernandina, na verdade, submissa, em demasia, a Tio Sam, como foi FHC, relativamente, ao Consenso de Washington.

O chumbo grosso do experiente sábio economista e, sobretudo, político, na medida em que desdenha a economia como ciência, vai naquilo que, agora, um dos pais do Real, André Lara Resende, está criticando, ou seja, a prática abusiva dos juros pelo BC, para compensar as barbeiragens do populismo cambial: sobrevalorizar a moeda para combater inflação e, assim, ganhar eleição. Os gênios do Real foram, isso sim, marqueteiros políticos, como dizia Lauro Campos. Lara Resende rende-se à crítica de Delfim. O BC, desde o Plano Real, trabalhou com taxa de juro acima da taxa de crescimento da economia. O investimento público, por isso, decresce, sistematicamente, há 25 anos. Empresário algum investe, se o gasto/investimento público cai por conta da orientação da política monetária, na qual o juro corre na frente do crescimento do PIB. Vai sobrar mercadoria por falta de consumidor. O juro real, na Era FHC, chegou a 26%, com o PIB crescendo abaixo de 2%. O custo do endividamento público bombeado por câmbio sobrevalorizado, antidesenvolvimento industrial, a exigir juro real estratosférico, rompeu todos os parâmetros de racionalidade.

O desajuste permanente das contas públicas, impulsionado por juro anti-crescimento, produziu economia doente. Os gênios do Real, em vez de, humildemente, reconhecerem que os juros provocam inflação, deficit, arrocho salarial e subdesenvolvimento crônico, gerado por insuficiência de consumo, engolia o diagnóstico do Consenso de Washington, segundo o qual inflação decorre do excesso de demanda global. Para combatê-la, tome juro e mais juro sobre juro, juros compostos, condenados, inclusive, pelo STF, como crime de Anatocismo, segundo a Súmula 121. O plano Real criou correia de transmissão para carrear renda da população para os bancos. Quanto mais o crescimento da economia fica abaixo do crescimento dos juros, fixados pelo BC, mais o risco do crédito ao consumo aumenta, levando banqueiros à agiotagem em nome do risco. O Brasil virou fábrica de juro que favorece rentista que foge do investimento para ganhar mais com os títulos da dívida, estabelecidos pela especulação jurista.

A dívida se transformou em instrumento de exploração, em vez de funcionar como mecanismo de financiamento do desenvolvimento. Ergueu-se nação de novos escravos. Os gênios inventaram que juro só cai se a relação divida/PIB equilibrar-se, se for cumprido receituário do credor: superávit primário, metas inflacionárias e câmbio flutuante, mandamentos de Washington. Mais de uma geração de repórteres econômicos repetem essa baboseira, diariamente, acriticamente, como se fosse verdade, agora, negada por um dos seus patrocinadores, Lara Resende.

Essa enganação econômica se desmoralizou com a crise capitalista de 2008. Os governos do primeiro mundo, endividados pela prática de juro acima do PIB, inverteram a situação. Jogaram fora a tese de que inflação é fenômeno monetário, decorrente de excesso de oferta de moeda na circulação capitalista, para seguirem outra: expansão da oferta dela, jogando juro para zero ou negativo. A velha teoria foi para lata de lixo. Mais dinheiro em circulação diminui juro e consequentemente peso da dívida. Realmente, Delfim tem razão: economia não é ciência, mas experimentação. Lara Resende fala agora que juro alto é que provoca inflação e desajuste fiscal. Considera blá, blá, blá o que durantes anos pregou, enganando a freguesia. Os juros absurdos cometidos por FHC, portanto, são a fonte do desastre econômico nacional. Por isso, tucano, depois de FHC, não ganhou mais eleição.

O grande erro do PT foi seguir a política monetária de FHC, minimizando seus estragos com política social ativa de melhor distribuição de renda. Por isso, Lula virou um Deus. A outra cagada petista foi a de praticar compra de voto, fantasiada de financiamento privado de campanha eleitoral, com o qual FHC garantiu segundo mandato, para continuar com a política antinacional tucana.

O mea culpa de Lara Resende, no Valor, reconhece o desmonte da economia industrial, que Delfim, no Roda Viva, credita aos juros absurdos praticados pelo BC, comandado pelos próprios banqueiros. O ex-czar da economia, no entanto, cai na esparrela de dizer que o buraco do déficit público está na previdência. Parece que nega sua própria convicção de que os juros são o grande estrago ao bombearem a dívida pública de maneira selvagem. Previdência é consequência, não causa do desajuste das contas públicas, como confirmou CPI realizada pelo Senado. Delfim até deixa a dúvida de que, também, vendeu a alma ao diabo, quando culpa a Previdência e não a agiotagem pela paralisia econômica, agravada pelo congelamento de gastos públicos, que, felizmente, considera loucura, por diminuir a taxa histórica de investimento, que, com exportação, promovem desenvolvimento sustentável. Nem Delfim se mostrou capaz de fazer a crítica da bancocracia toda poderosa que manda e desmanda no estado nacional.

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O Roda Viva recebe o professor e ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, que faz uma análise objetiva do panor