Colapso bolsonarista levaria a novo confisco?

Senador Fernando Collor no Senado 30/08/2016 REUTERS/Adriano Machado

Novo calote à vista?
Arrependimento não seria aviso?

30 anos depois, o ex-presidente Collor pede desculpa pelo crime que praticou, levando vários poupadores ao suicídio. Mas estaria essa possibilidade descartada diante do colapso econômico-financeiro-pandemônico bolsonarista? Com a quebradeira geral das empresas e com os bancos se recusando a emprestar o dinheiro que o próprio governo repassa a eles para salvar, principalmente, trabalhadores desempregados, micro e pequenos empresários, ocorre debandada de detentores de ativos em geral para as contas correntes.
Estarão seguros aí?
Nunca.
Fogem da bolsa, dos títulos privados e, até, públicos, das poupanças etc, porque já não acreditam em nada.
Dinheiro no caixa dos bancos está, como diz Paulinho da Viola, no seu grande samba, puro vendaval.
A taxa de juros, caminhando para zero ou negativa, virou inimiga dos poupadores, especuladores e que tais.
Há os que pulam para o ouro e até para o colchão, sacando dinheiro e levando prá casa.
O desespero está batendo, não só por aqui, mas para todo o lado.
Na Europa, diz a mídia, muita gente está preferindo a liquidez, colocando cachorro pitbull prá tomar conta no quintal.
Não há segurança de nada.
A China estaria comprando todo o ouro disponível no mundo.
Por que o governo Bolsonaro não estatiza as minas de ouro, já?
Teria condições ou não de lançar papel ouro ao portador?

Saída desastrosa

As estratégias dos bancos centrais de emitir moeda para salvar os bancos, trocando dívidas velhas por dívidas novas, sem queimar aquelas, exportando inflação do centro para a periferia capitalista etc, colocam em polvorosa todo o mundo capitalista em colapso.
Banqueiro está tendo insônia intermitente.
Febraban se lança em defesa dos seus associados pedindo socorro.
BC, em plena pandemia, deu a eles R$ 1,2 trilhão, para que possam trocar por títulos da dívida pública os títulos privados que têm em carteira, candidatos a apodrecerem.
Sem consumidores para gastar, por conta da estratégia neoliberal de Paulo Guedes em plena bancarrota pandêmica, os bancos se desesperaram com o fantástico volume de títulos nos seus caixas que virarão pó.
A estratégia de salvação dos bancos, porém, mostra-se incoerente e contraditória.
Afinal, se a economia continuar parada, as empresas dependuradas nos bancos vão, sem consumidores, sumir do mapa.

Adeus sistema federativo

Ficarão na mão os trabalhadores, micro e pequenos empresários e o sistema federativo como um todo.
Sem arrecadação, estados e municípios já abrem o bico.
A jogada do BC para salvar bancos com uma baba impressionante de dinheiro representa a condenação do sistema produtivo, que receberá menos de 10% do que é jogado no sistema financeiro.
Os banqueiros percebem a grande armadilha.
Como toda cidadania, instintivamente, foge para a liquidez, como se fosse salvação geral, bem como os banqueiros, também, buscam se safar, resistindo a emprestar, para não tomarem calotes, o horizonte é de pandemia e endemia econômico-financeira.
Salvar os bancos, como faz o BC, deixando na chuva de canivete, trabalhadores, empresas, estados e municípios, é levar os depositantes à boca do caixa, para tirar o que tem lá.
O que lhes espera, se não fizerem isso, é o confisco, repetindo o exemplo collorido.
O pedido de perdão de Collor por ter confiscado há 30 anos a poupança popular é, na verdade, um aviso tenebroso.
Já, já, Bolsonaro, pressionado pela Febraban, pode segurar, no caixa dos banqueiros, o dinheiro da população.
Afinal, esgota-se, rapidamente, a capacidade do tesouro de continuar transferindo a eles o que pedem insistentemente: mais dinheiro, não emprestarem à produção e ao consumo, para girar economia, mas para continuar comprando títulos do governo, jogando-o no endividamento contínuo, suicida.

https://www.terra.com.br/…/collor-pede-desculpas-por-confis…

https://valor.globo.com/…/risco-em-alta-faz-disparar-busca-…

Eleição no Rio: Dória ataca Bolsonaro com suplente de Flávio

Doria nega ser bolsonarista e diz não ter criado o slogan ...Sucessão carioca bombástica 

O governador de São Paulo, João Dória, candidato tucano ao Planalto, em 2022, que se transformou em arquiinimigo do presidente Bolsonaro, em meio à pandemia do novo coronavírus, aprofunda divergências com o titular no Planalto. Depois de desobedecer o presidente, junto com vários governadores, amparados pelo STF, quanto ao isolamento vertical da população, para enfrentar o vírus, Dória abre nova frente de luta, dessa vez, na disputa eleitoral, no Rio de Janeiro. Usa, agora, o empresário Paulo Marinho, suplente tucano do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PSDB à prefeitura do Rio, para expor bastidores da fuga de Queiroz, facilitada pela ação da PF/RJ, às véspera da eleição presidencial de 2018. Agiu, dessa forma, para favorecer vitória eleitoral do capitão que se transformou em presidente da República, cuja marca registrada é a completa militarização de governo republicano. Marinho aprofunda o grande escândalo, ainda, não desvendado, que está por trás do assassinato da vereadora carioca Marielle.

BOMBA! BOMBA!PF ESPANTOU A CAÇA. DÓRIA CERCA BOZO NO RIO COM SUPLENTE TUCANO DO SENADOR DAS RACHADINHASPelo relato…

Posted by Cesar Fonseca on Sunday, May 17, 2020

O sol colorido…

Mourão detona Guedes e viabiliza Centrão na Saúde

Está tudo sob controle, não sabemos de quem”, diz Mourão - Brasil 247

Vice arma novo xadrez político eleitoral 

A luta de classes está no centro do controvertido artigo “Limites e Responsabilidades” do vice-presidente general Hamilton Mourão. Ele elenca quatro problemas que estariam dificultando a governabilidade e o diálogo político: 1 – polarização ideológica; 2 – degradação do conhecimento quanto à constituição do federalismo brasileiro, como se fosse confederalismo; 3 – usurpação das prerrogativas do poder executivo, passado para trás pelos poderes legislativo e judiciário, no auge da crise pandêmica; e 4 – prejuízo à imagem do Brasil, principalmente, à dos militares, que, no poder, estariam descuidando da Amazônia, patrimônio da humanidade, de acordo com ambientalistas. Propositalmente, ou não, o general deixou na penumbra o que seria a causa central das contradições em estágio de explosão com a crise aprofundada pelo novo coronavírus: a política ultraneoliberal de Paulo Guedes. A contradição caminha para sua superação e desdobramento em nova contradição com entrada do Centrão no jogo político, ocupando, previsivelmente, o Ministério da Saúde, o que representa derrota de Guedes.

A queda de Teich é, na prática, a remoção indireta de Guedes para entrada do Centrão no poder, que significará aumento de gastos públicos, somente, possível via superação do teto de gasto neoliberal, que inviabiliza combate ao novo coronavírus. O controvertido artigo de Mourão, essencialmente, é uma chamada ao diálogo com o Congresso, que, aliado aos governadores, pôs em xeque-mate o neoliberalismo ultrarradical pauloguedeseano. Está chegando ao fim a insistência de Guedes de enfrentar o novo coronavírus com terapia neoliberal, pautada na austeridade fiscal, contramão do mundo.

Guedes, apoiado, circunstancialmente por Bolsonaro, acirra a luta de classes, inviabiliza o diálogo político e impede vitória eleitoral do centro-direita, enquanto ressuscita a esquerda, o que contraria as forças conservadoras que a removeram em 2016, com o golpe parlamentar, jurídico e midiático. Até o momento, estava sendo possível moderar a luta de classe, evitando explosões sociais, com a supressão dos direitos constitucionais dos trabalhadores, por meio das contrarreformas conservadoras. Estas, fundamentalmente, favorecem os capitalistas, para diminuir salários e elevar a mais valia, taxa de lucro deles. Com a emergência do novo coronavírus, tudo mudou. Aprofundou-se a radicalização da luta de classes via somatório da redução de salários e multiplicação do desemprego. O PIB pode cair 10% e o número de desempregados formais, informais etc deve superar 30% da população economicamente ativa. Situação, portanto, explosiva. Ou seja, lascam-se, tanto o capital quanto o trabalho.

Que fazer? Não é mais possível mandar, em véspera de eleição municipal, proposições neoliberais, para tentar vencer a crise aprofundada pelo vírus. Nenhum país do mundo está fazendo isso. A solução bolsonarista pauloguedeseana de menos Estado para enfrentar emergência social ficou inviável, como se evidenciou no orçamento de guerra encaminhado ao Congresso por Guedes propondo R$ 200 para cada desempregado. Caiu por terra. Os congressistas votaram R$ 600, em caráter temporário, e pode tornar a proposição permanente, como não está descartada possibilidade de ampliar o benefício. Em tempo de deflação, insistir em Paulo Guedes é apostar na guerra civil. Para evitar isso, está entrando no Governo o Centrão, cuja centralidade política é a defesa do aumento de gasto público, ou seja, a queda do teto de gasto e de Guedes, ou a mudança de postura dele, que já diz que vai “chuveirar” dinheiro na circulação.

Com o Centrão, o discurso de Morão ganha conteúdo político, reivindicando o diálogo. Assim, no ambiente de acirramento da luta de classe, a entrada em cena do Centrão, que deverá ocupar o Ministério da Saúde, evita o que Mourão está reclamando, isto é, do excesso de polaridades, que inviabiliza a governabilidade, no ambiente de luta de classes em ascensão, cujo resultado pode ser vitória da esquerda e derrota da direita.

Vômito de dólar no Império à vista

US - tax - saveenergysystems | Inloso

Colapso imperial

Sei não.

Os juros altos, na periferia capitalista, têm sido utilizados, pelos governos periféricos, financeiramente, colonizados, para, como dizem os neoliberais, combater inflação, decorrente de excesso de demanda, como se no Brasil a desigualdade social fosse ficção.

Há, há, há.

Os especuladores vêm de lá, do capitalismo cêntrico, compram os títulos daqui, valorizam o câmbio, que permite o populismo cambial, importar barato, para ganhar eleição, como fizeram os tucanos, para criar o real.

Jogam os preços para baixo, já que as indústrias, por aqui, transformaram-se em meras maquiladoras, especialmente, as automobilísticas, agora, paradas, com a emergência deflacionária potencializada pelo novo coronavírus.

Assim, fabricam – fabricavam – carros, que podem ser exportados, competitivamente.

A contrapartida é o aumento da dívida interna, desindustrialização das indústrias intermediárias, com destruição de cadeias produtivas, desemprego, especulação cambial, deterioração dos balanços de pagamento, até que venha fuga de capital, colapso cambial, o escambau.

Virada de mesa

Se o juro, por aqui, na América Latina em geral, vai a zero ou negativo, ocorre o contrário.

Aumenta a competitividade interna da indústria, a inflação cai por conta da queda dos custos, estimula-se industrialização, exportações.

Mas, sobretudo, para os países ricos, o juro zero ou negativo, por aqui, é caixão e vela preta.

Eles deixam de exportar suas inflações monetárias para a periferia.

Onde os Estados Unidos vão colocar os trilhões de dólares, jogados pelo expansive eise, depois do crash de 2008?

Com os juros, na periferia, vinham para cá, faturar numa boa, sem trabalhar, na especulação.

Fazer o que aqui, agora, com juro negativo?

Vai pintar, claro, hiperinflação monetária especulativa na terra de Tio Sam e na Europa, se não puderem exportá-la para os bobos do capitalismo periférico, cuja lideranças alimentam o falso discurso de que precisam de dólares porque são carentes de poupança interna.

Acabou mamata

Esse é o medo de Paul Krugman, prêmio nobel de economia.

Por isso, está demandando juro positivo por cá para salvar o dólar de lá.

Nos Estados Unidos, o cara joga 100 na bolsa, em janeiro, e recolhe, 70 ou 80, em dezembro, e olhe lá, no juro negativo americano e, também, europeu, japonês etc.

Pode não dar mais nem crescimento vegetativo da dívida para remunerar o jogador.

Por isso, corriam todos para América do Sul, paraíso fiscal, onde os BCs sustentavam juros extorsivos, para salvar o capitalismo cêntrico dos perigos recorrentes de bancarrota.

O expansive eise no pós-colapso de 2008 acumula dívida pública nos países ricos que agora cresce ainda mais diante da necessidade de gastos públicos impostos pela combinação mortífera de deflação + novo coronavírus.

Explosão do desemprego

Estima-se taxa de desemprego na casa dos 30% na terra de Tio Sam.

Por isso, Trump está em queda de 8% nas pesquisas diante do concorrente Biden, Democrata, favorecido pelo descrédito trumpiano de querer forçar fim do isolamento fiscal(Bolsonaro que segue mesma trilha que se cuide).

O medo do coronavírus aumenta ainda mais o receio popular de voltar a trabalhar e morrer no trabalho.

Mais dívida pública no capitalismo cêntrico combinado com juro zero ou negativo na periferia vai fazer Tio Sam vomitar dólar não mais na Avenida Paulista, mas em Wall Street.

Enxurrada de vômito de dólar no Império à vista.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/05/13/para-krugman-problema-de-juro-perto-de-zero-ameaca-al.ghtml

 

 

Generais se rendem ao Centrão: + grana em circulação

Oficiais-Generais das Forças Armadas participam de encontro com o ...

Cardosão no poder bolsonarista

Dep. Roberto Cardoso Alves(MDB-SP), comandou Centrão na Constituinte e foi Ministro da Indústria e do Comércio, no governo Sarney. Depois dele, nunca mais Centrão saiu do poder nos governos neorepublicanos.

O falso moralismo udenista ultraneoliberal tupiniquim antimaquiavel dançou.

O Centrão(direita e centro direita) maquiavélico, articulado pelo deputado Maia, passou a dar as cartas.

Sem ele, não há governabilidade, e Paulo Guedes balança.

Está em cena articulação do Pró Brasil com apoio do Centrão, em troca de cargos no governo.

Evidentemente, as dezenas de pedidos de impeachment de Bolsonaro vão ficar engavetadas, depois dessa.

Abre-se possibilidade de flexibilizar teto neoliberal de gastos públicos?

O país está entre a moratória geral e irrestrita ou a flexibilização da radicalização ultraneoliberal de Guedes..

Bolsonaro e seus generais se rendem à realpolitik.

Ora, o que é pior, para o interesse nacional, o Centrão ou Paulo Guedes?

Centrão, expressão do conservadorismo interno, que participou de todos os governos neorepublicanos, depois da ditadura, é, como dizia o físico nacionalista criador do Proálcool, Bautista Vidal,  ladrão que rouba para dentro.

Paulo Guedes, voz da oligarquia financeira internacional, o contrário, ladrão que rouba para fora.

Tá certo que quando Centrão, por exemplo, toma conta de um Fundo Nacional de Saúde – Funasa –, poderoso fundo de investimento administrado pelo Ministério da Saúde, fica fortíssimo.

Vai poder, com ele, aumentar seu cacife político dentro do governo.

Paulo Guedes mandou fazer levantamento de todos os fundos financeiros dentro do governo.

Apurou grana preta: R$ 250 bi ou +.

Que pretendia fazer com esse dinheirão o ultraneoliberal liberal de Chicago?

Privatizar, passar o ouro ao bandido, à banca nacional e internacional, roubar para fora, diria Bautista.

Com o Centrão tomando conta do dinheiro, vai ter desvio?

Sem dúvida, vai.

Mudança de rumo

Trata-se de grupo de interesse político que vai administrá-lo, levando sua parte do quinhão.

Mas, vai roubar prá dentro.

O dinheiro da Funasa vai circular na economia.

Já, nas mãos dos banqueiros, o que aconteceria?

Esterilização do cacau.

Seria jogado não na circulação interna, para movimentar produção e consumo, mas nos títulos do governo.

Renderia juros sobre juros, juros compostos, anatocismo, considerado crime financeiro pelo STF, conforme Súmula 121, o que vem acontecendo há décadas.

Superacumulação de capital, de um lado, e desigualdade social, de outro.

Com os lucros fantásticos do giro nos títulos, que não gera emprego, renda, consumo, produção, arrecadação e investimento – o silogismo capitalista –, grande parte é, claro, sonegada.

O dinheiro do Estado, nas mãos de Guedes, não vai girar o silogismo capitalista.

Vai, opostamente, para especulação, fuga para a bolsa, para o dólar etc.

Especulador inveterado

O jogo de Guedes é manjado.

Ele queria dar, apenas, R$ 200 para renda emergencial, em plena pandemia sanitária deflacionária.

R$ 200!

A oposição pediu R$ 1,2 mil, um salário mínimo.

Na circulação, haveria multiplicação de, no mínimo, 4 vezes, percorrendo etapas da produção e consumo.

Resultaria em mais arrecadação, mais investimentos.

Conseguiu, no frigir dos ovos, R$ 600.

Governadores e prefeitos pediram $90 bi.

Ele liberou merreca de R$ 60 bi.

Em contrapartida, Guedes jogou R$ 1,2 trilhão nos bancos, por meio do BC.

Serão utilizados 25% do orçamento do tesouro para banqueiros comprarem papeis podres, confinados em suas carteiras, das empresas que estão entrando em bancarrota.

Onde os bancos enfiarão o dinheiro?

No crédito à produção e ao consumo?

Nadinha.

Comprarão, isso sim, mais títulos do governo, o porto seguro deles.

Centrão ou Guedes?

Se alguém do Centrão, pelo novo acordo político, com os generais de Bolsonaro, ocupa a Petrobrás ou o DNOCS, o que fará?

Usufruirá, financeiramente, da gestão do orçamento dessas duas potentes agências desenvolvimentistas estatais, sem dúvida, graças ao poder de influência a ser adquirido, na barganha política, natural no capitalismo, onde corrupção é institucionalizada.

Mas, uma vez ocupando essa posição, correrá para vender, na bacia das almas, a Petrobrás ou a Usina Hidrelétrica de São Francisco(Chesf)?

Ou vai administrá-la para gerar desenvolvimento, favorecendo a produção e o consumo, por meio de oferta de combustível ou energia mais barata, quando necessário, em vez de repassar preços especulativos aos produtores e consumidores, em obediência à política de preços ditada pelo mercado internacional, como faz Guedes?

O Centrão está no poder, no Brasil, desde que, na Constituinte, em 1987, o deputado Roberto Cardoso Alves(MDB-SP), o famoso Cardosão, articulou sua criação e ação, para barrar avanço da esquerda socialista.

Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma e Temer só conseguiram governar com o Cardosão do lado.

Bolsonaro, mesma coisa, caso contrário dança.

O capitão presidente pensou que, com discurso falso moralista, poderia dispensar Cardosão, patrono do toma lá dá cá.

Deu com os burros nágua, pois, até agora, não conseguiu governar.

Entrando para o poder, o Centrão, gastador keynesiano, ou colocará Guedes para fora ou transformará o ultraneoliberal Guedes no seu oposto: social democrata conservador.

Por via das dúvidas, Guedes já fala em “chuveirar” dinheiro na economia.

É a realpolitik dando as cartas.