Bolsonaro, escudo de Trump para atacar Jiping e Maduro

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Tio Sam está sem arma contra o inimigo

Em plena crise do novo coronavírus, Trump usa Bolsonaro para confrontar-se com Jiping e Maduro, como tentativa de desviar a atenção da opinião pública, quanto à derrota que os Estados Unidos estão sofrendo diante da China – e, também, em menor escala, da Venezuela, sua aliada, no espaço geopolítico da América do Sul. Correm perigo os americanos diante da recessão global que terão de enfrentar, reduzindo seu poderio econômico e financeiro diante do gigante chinês, numa etapa pós COVID-19. Por terem atacado, radicalmente, o virus desconhecido e mortífero, isolando suas populações, Jiping e Maduro colhem resultados mais satisfatórios do que Trump, dividido entre o isolamento social e sua suspensão, condenada pela Organização Mundial da Saúde. O impasse se aprofunda com divisão da população americana diante do assunto, tendente a discordar da prioridade de Trump, voltada menos à salvação de vidas e mais à preservação dos negócios. Afinal, como se sabe, o negócio dos Estados Unidos, historicamente, são os negócios. O COVID-19 coloca em cena nova prioridade que balança o colosso de Tio Sam. As consequências são fragilização dos Estados Unidos como potência mundial. Sempre que isso ocorreu, os presidentes americanos vão à guerra. O problema é que Tio Sam está sem arma para combater o novo adversário. Não adianta dispor do maior potencial bélico militar espacial frente ao inimigo desconhecido contra o qual não há arma eficaz.

A nova guerra

 

BOLSONARO, ESCUDO DE TRUMP PARA ATACAR CHINA E VENEZUELAPara atenuar a derrota política que está sofrendo contra o…

Posted by Cesar Fonseca on Thursday, March 26, 2020

Apocalipse now

 

China cria república dos governadores

O dirigente chinês, Xi Jinping, e o presidente Jair Bolsonaro durante encontro em Brasília Pá de cal em Paulo Guedes

Está pintando nova federação. Os governadores estão se distanciando do governo federal, ao qual estão dependurados por dívidas impagáveis, das quais tentam fugir. Bolsonaro deu motivos surpreendentes para que pintasse o grito de guerra. O novo coronavírus foi o parteiro do movimento. Sem recursos, os governadores vão à luta por recursos que não encontram no governo federal. Criaram nova geopolítica, optando por aprofundar relações com a China; os chineses são a nova esperança dos falidos governadores; colocaram em xeque a diplomacia de Bolsonaro de rendição total a Trump. O presidente capitão tentou enquadrar os governadores, dentro da relação imperialista que vigora entre tesouro federal e tesouros estaduais. Se os tesouros estaduais não pagam suas contas, o tesouro federal endurece o jogo, para atender seus  credores, nacionais e internacionais. Só que o quadro mudou com o novo coronavírus. O governo federal tenta impor uma ordem, que está seguidamente sendo descumprida. Há, na prática, uma desmembramento federativo regional, dado pela dívida, agravada pelo coronavírus.  O Nordeste tomou posição ousada: ir na contra mão de Bolsonaro.  As demais regiões estão seguindo os nordestinos; emergiu desobediência federativa. Bolsonaro tentou reagir, mas não teve força, para aprofundar regras neoliberais restritivas, como tentou fazer – e não deu, também, conta – com os trabalhadores. A rebelião dos governadores e dos trabalhadores fez o presidente recuar, na crise do novo coronavírus; dançou. Com as asas quebradas, o presidente, politicamente, isolado, ligou para o presidente chinês, para se desculpar dos erros do filho. Sobretudo, rendeu-se à nova diplomacia chinesa dos governadores. Sua barra, no Congresso, está suja, especialmente, depois de tentar massacrar trabalhadores. Está diante do desafio de marchar com as providências neoliberais recomendadas por Guedes, comprovadamente, fracassadas, ou com a nova ordem mundial que determina mais gastos públicos para enfrentar a crise. Os governadores fizeram sua escolha, jogando pá de cal em Paulo Guedes.

Rebelião federativa

 

GOVERNO PARALELO DOS GOVERNADORES PÕE GOVERNO BOLSONARO EM 2º PLANOA incompetência do governo Bolsonaro de adotar…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, March 24, 2020

Nova diplomacia

Na guerra ao coronavírus, China desbanca hegemonia EUA

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Pequim dá as cartas

A China, na esteira do novo coronavírus, já está no comando da política e da economia internacional.

Bastou os chineses anunciarem, na quinta-feira, que não houve, no país, novos afetados pelo novo coronavírus, para a bolsa, em todo o mundo, reagir, positivamente.

Sentiram?

O mercado, apavorado com perigo da recessão mundial, animou-se, mais ainda, depois que Pequim admitiu que, em 30 dias, no máximo, haverá retomada da produção chinesa, com as indústrias convocando, novamente, os trabalhadores.

O mercado depende do consumo chinês de matérias primas, partes, peças e componentes.

As bolsas, que haviam levado tombos monumentais, respiram aliviadas com as pernas quebradas.

Quem, portanto, está com a bola toda é o império do sol nascente.

Washignton, que se afoga na falta de infraestrutura nacional de saúde, para enfrentar a emergência do coronavírus, perde hegemonia global.

Sem chão, o império americano cuida de espalhar que a China criou o coronavírus em laboratório e o espalhou pelo mundo.

O deputado Eduardo Bolsonaro não faz outra coisa que cornetear a versão de Washington, para criar impasse na relação Brasil-China.

Trump sente que perdeu a guerra para os chineses, ao anunciar que a China é a culpada pela histeria internacional, ao criar o vírus chinês.

Verdade ou mentira?

Suponha-se que tudo foi programado por Pequim!

Teria sido construído todo o processo por etapas.

Primeiro, cria-se o vírus.

Em seguida, o seu antídoto e, por fim, o controle geral do processo.

O laboratório experimental, para não levantar revolta mundial, seria a própria China, por tempo devidamente, controlado, dado desenvolvimento de procedimentos capazes de evitar propagação incontrolável.

Ganhando asas globais

Criadas circunstâncias adequadas ao controle do invento maligno, operativo, geopolítico, maquiavélico, a China, como dá a entender Trump, deixou-o escapar para outros lugares, alcançando o mundo, pego, claro, de surpresa.

Até os povos, em geral, correrem atrás do prejuízo e dominarem a situação, os chineses, de posse de todo o processo, devidamente, protocolado, transformariam em senhores da situação.

Seria isso, mesmo, conforme imaginam os americanos e seus porta-vozes, como os Bolsonaro?

Imaginação diabólica, os chineses, diante das cogitações alardeadas pelo presidente dos Estados Unidos, destruiriam chances de Trump se reeleger em novembro?

Verdade ou mentira, o fato é que a China já controla o desastre e anuncia novos tempos, como senhores da nova situação, sinalizando, consequentemente, nova divisão internacional do trabalho.

Corrida contra tempo

Não há, de forma alguma, expectativa de, no curtíssimo prazo, os Estados Unidos, por exemplo, controlarem a situação e desenvolverem antídotos (vacinas) seguros.

Basta ver como os laboratórios americanos, sob pressão desesperada de Trump, tentam adaptar remédios para curar malária, a fim de servirem, também, para enfrentar o novo coronavírus.

Pura tentativa de acerto e erro, sem garantia de sucesso.

A presunção e a prepotência dos americanos de se posicionarem, sempre, na vanguarda, nessas ocasiões, estão, completamente, desmoralizadas.

Já, no campo comercial, a retomada da economia chinesa, em tempo recorde, se acontecer, mesmo, ocorrerá com amplo domínio da China, na cotação dos preços.

Imagine o desespero dos produtores brasileiros de soja, nesse momento.

Eles estão desesperados para desovar estoques do produto, cujo destino, por conta do coronavírus, é sofrer desvalorização de preços.

Ou seja, os chineses, na retomada do comércio, depois do desastre – ambiental ou artificial? –, comprarão barato, deslocando os concorrentes, especialmente, o maior deles, os americanos.

Supremacia comunista

O controle da macroeconomia chinesa, pelo governo, comandado pelo Partido Comunista, é a novidade que balança ideologicamente o mundo.

Os chineses seguem, na verdade, os conselhos de Marx e Engels, fixados no Manifesto Comunista, redigido, pelos dois, entre final de 1847 e início e 1848.

Trata-se, descrevem, de controlar a moeda, por meio de Banco Central sob domínio estatal(nada de BC independente) e de fixar a taxa de juros abaixo do crescimento da economia, para não impor restrição à ação monetária governamental.

Assegurado o controle estatal da moeda via Banco Central, faz-se necessário, diz o Manifesto, transformado em bíblia pelos herderios de Mao Tse Tung, taxar heranças e fortunas, como mandamentos tributários modernos.

Dessa forma combate-se, eficazmente, concentração de renda e aceleração da desigualdade social, fatores produtores de anarquia econômica, fuga de capital e desastre cambial.

A China, portanto, pós novo coronavírus, sob comando do Partido Comunista, tende a ampliar, ainda mais, sua dominação internacional.

Adeus, hegemonia de Tio Sam, com seu dólar furado, que o FMI, agora, quer espalhar por todos os países, para evitar maiores riscos para Washington.

Moratória à vista da dívida para aumentar gasto social contra novo coronavírus

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Tudo ao social contra política neoliberal

Governo vai ter que contratar em massa.

É inimaginável que o setor privado venha manter empregos no clima recessivo em marcha, impulsionado pelo coronavírus, que pára tudo.

Milhões de desempregados, sem renda, invadirão supermercados, já, já.

Casas e prédios vazios serão ocupados.

Esvaziar favelas, nos grandes centros urbanos, focos de transmissão do vírus fatal, para alojá-las nos prédios desocupados, é fundamental.

Sem emprego, renda, consumo, restará ao governo contratar gente em grandes proporções, para garantir sua própria sobrevivência.

Terá que criar emprego improdutivo para garantir consumidor.

Dessa forma, produz arrecadação para si mesmo.

São Francisco de Assis: dar para receber.

É, por exemplo, fundamental disparar Programa Nacional de Varrição de Rua, para empregar milhões de trabalhadores improdutivos, para virarem consumidores e alavancarem, via consumo, arrecadação tributária.

Renda básica universal já, para girar a produção.

O paradigma mudou.

Neoliberalismo colapsou

Até há duas semanas, pensava-se em termos de economia neoliberal, conforme narrativa do mercado financeiro, espalhada pela grande mídia.

Ela disseminava necessidade de diminuição de gastos públicos, como alternativa econômica equilibrista, em que a austeridade fiscal se constituía em prioridade absoluta.

É certo que já não estava dando resultado, como demonstram os pibinhos inferiores a 1,5% ao ano, registrados desde golpe neoliberal de 2016.

O novo tempo, imposto pelo novo coronavírus, requer supressão dos obstáculos ao gasto público, rapidamente.

Por isso, impõe nova prioridade.

Irracionalidade econômica

Criar teto constitucional para gasto público social, como ocorre, desde o golpe, em nome do equilibrismo orçamentário neoliberal, vira algo irracional em face do novo cenário, que todos países capitalistas do mundo expande gastos e joga juros no chão.

Da mesma forma, verifica-se irracionalidade quanto a privilegiar, de forma absoluta, determinação constitucional obrigatória para pagamento de serviço da dívida, como prescreve, como cláusula pétrea, o art. 166, parágrafo 3º, II, b, da Constituição.

Constitucionalizar pagamento do serviço da dívida e teto de gasto social, para garantir lucros crescentes do sistema financeiro em cima do endividamento especulativo estatal, enquanto o povo passa fome, transforma execução da política macroeconômica em pura irracionalizada, especialmente, diante do novo coronavírus.l

Se, nessas novas circunstâncias, o governo perdoa dívida dos assalariados e empresários, adiando receitas tributárias, por que continuar pagando obrigatoriamente juros e amortizações de dívida pública, se as providências para conter o coronavírus reduzem, obrigatoriamente, a arrecadação?

Não chegou, também, a hora de o governo adiar pagamento da dívida como  permite ao contribuinte adiar pagamento de suas dívidas tributárias, para não morrer sufocado por falta de consumidor?

Será possível continuar comprometendo quase 50% do orçamento geral da União para pagamento do serviço da dívida, de modo atender determinação constitucional, que, agora, com o coronavírus, condena sociedade à devastação econômica, financeira e social?

Contrabando constitucional

Salvar vidas, como prioridade absoluta, torna-se incompatível com o art. 166, parágrafo 3º, II, b, contrabandeado, na Constituição, por pressão dos credores, como admitiu o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, deputado constituinte.

Foi ele o próprio contrabandista constitucional, conforme comprovaram os professores da UnB, Adriano Benayon e Pedro Resende, em longa investigação sobre a história do art. 166.

Essa determinação constitucional se completa com o teto de gastos(emenda 95), para engessar a economia brasileira, proibida de crescer, para conferir prioridade número 1 ao interesse privado, especulativo, em prejuízo do interesse social, coletivo.

A pandemia do novo coronavírus vira de ponta cabeça as prioridades da economia política capitalista tupiniquim.

Trata-se, agora, emergencialmente, de salvar vidas, que os limites de gastos, impostos, constitucionalmente, pelos credores, inviabilizam.

A variável independente não é, não pode ser, conter gastos públicos, para dinamizar setor privado.

Ao contrário, o novo tempo, emergencial, impõe expansão exponencial da demanda estatal, para evitar tragédia social, já que o setor privado, por si só, não dá conta do recado

Coronavírus fortalece o socialismo

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Nova realidade global

A demanda da sociedade por saúde aumentou incalculavelmente com o coronavírus; trata-se de pandemia, como disse a OMS, que eleva a exigência social por mais gastos e não menos com os setores sociais; estes estão congelados com  a emenda constitucional 95/2016, aprovada pelos golpistas neoliberais, que impuseram, sem consultar a população, programa econômico de arrocho total sobre salários e de privatização, para diminuir o tamanho do estado, de modo a favorecer setor privado; conter o PIB público, para expandir o PIB privado, passou a ser a máxima neoliberal que jogou a economia na era glacial; o resultado foi diminuição dos gastos com saúde, que, agora, não tem recursos para enfrentar o coronavírus, cujas expansão é incontrolável; a exigência da sociedade para o social avança na social democracia como ponte do futuro socialista; essa virou demanda fundamental para enfrentar as pandemias da saúde e da economia, incapazes de oferecer serviços públicos, porque o compromisso preferencial do governo neoliberal bolsonarista é com a iniciativa privada; o que fazer, agora, se a iniciativa privada visa, sobretudo, o lucro e não o interesse social?

Na França, por exemplo, o presidente Macron deu tranco no programa de privatizações, que agrava a situação econômica, concentrando renda; defende maior oferta de crédito a custo zero ou negativo para os agentes econômicos e renegociação de dívidas, para aumentar capacidade de consumo, como fator preventivo ao enfrentamento do coronávirus; ele ataca os mais fracos, desnutridos e velhos; os olhos dos governantes se voltam para o social, em primeiro lugar; trata-se de realpolitik; se forem intensificados ajustes fiscais, como Paulo Guedes defende para o Brasil, desestruturando economia e sociedade, os governos conservadores direitistas perderão eleições; Macron, portanto, olha, preferencialmente, o avanço da demanda social e tenta socializar o discurso neoliberal, para enfrentar as batalhas políticas em tempo de pandemia virótica.

O socialismo fortalecido, nesse contexto, potencializa o poder do estado, chamado, pelas pressões políticas emergentes, a exercitar, preferencialmente, tarefas sociais, proteger e preparar a sociedade para circunstâncias novas e novos desafios emergentes; novos paradigmas econômicos e políticos estão sendo forjados pelo novo coronavírius; na economia, a ordem é enterrar o neoliberalismo, veneno que mata demandas sociais, e elevar a oferta de na circulação para puxar o consumo e atividades produtivas que elevam arrecadação e investimentos; na política, a prioridade número é conter o coronavírus com maiores gastos em saúde; o ponto de vista político social emergente exige avanço social democrático como ponte para socialismo, quando mais avançam os debates em ano eleitoral.

Emergência total

O programa emergencial da oposição, lançado esse semana, no fogo da crise, foca supressão do teto neoliberal de gastos; enquanto os governantes mais ricos elevam os gastos, adotando políticas fiscais e monetárias mais flexíveis, por aqui, segue-se o caminho oposto; Guedes quer aprofundar reformas neoliberais, que reduz, ainda mais, poder de compra dos salários; agrava, em vez de minorar a crise; a visão socialista se amplia para o lado oposto:  mais recursos para salvar vidas ameaçadas pelas restrições orçamentárias neoliberais; radicalizar o discurso pela sociedade, educação, segurança, saneamento básico etc, é norte socialista.

 

O programa emergencial da oposição entrou em cena e já começou a fazer efeitos; o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, sob pressão da oposição e da situação capitaneada pelo Centrão, mudou de posição; ataca Guedes de incompetente; significa que a pauta neoliberal do ministro porta voz do mercado financeiro em colapso; o norte dado pelo neoliberal Macron é mudar de posição e aprofundar discurso nacionalista; a Europa segue com pressões sobre Banco Central Europeu para abrir as burras a juro zero ou negativo; nos Estados Unidos, Trump, idem, dobra aposta na proposta nacionalista de barrar entrada, no país, de produto estrangeiro, potencialmente, contaminado.

Proteger social virou prioridade total de Trump, para disputar segundo mandato; Bernie Sanders, da mesma forma, reafirma sua pauta nacionalista-socialista, defendendo, para os Estados Unidos, um SUS brasileiro; atender prioritariamente a população incapaz de suportar custos de saúde privada é a arma de Sanders, para ganhar de Joe Binden e disputar com o republicano Trump; a pregação do estado, que Paulo Guedes, insiste em fazer, não ganha eleição; a pregação do estado mínimo, que agrava a situação social, perdeu gás diante da ressurreição do socialismo, bombado pelo coronavírus.

Coronavírus: Socialismo x Neoliberalismo

 

CORONAVIRUS IMPLODE NEOLIBERALISMO E ABRE CAMINHO AO SOCIALISMO

Posted by Cesar Fonseca on Friday, March 13, 2020