Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 4 horas ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 1 dia ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 2 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
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Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

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Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

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Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

Vitória de Hollande fortalece Dilma
Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
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JK manda construir a Brasília subterrânea

Cesar Fonseca em 21/abr/2012

Diante do pífio Governo Agnelo, que os críticos chamam de Agnulo, sem criatividade, sem ideias, sem dinamismo, sem ousadia, sem iniciativas arrebatadoras, mero feijão-com-arroz sem sal, tipo comida de hospital, atolado em desconfianças generalizadas, sob investigação por práticas de corrupção, na era da cachoeira, com uma equipe sem nenhuma extroversão, acanhada, apenas, jogando na retranca, para tentar perder de pouco, sem vontade para ganhar o jogo, JK, nessa madrugada de 21 de abril, desceu , de surpresa, no Planalto Central do Brasil não para lamentar o lamentável estado de coisas atual, diante do qual a população se encontra descrente, sem esperança, broxa, mas para lançar um projeto novo, avançado, revolucionário, arrebatador, capaz de mexer com o íntimo da sociedade, abrindo para ela novos horizontes, novas expectativas, novos sonhos: VIM, DE NOVO, PROPOR UMA NOVA CAPITAL, A BRASÍLIA SUBTERRÂNEA. Expôs seu projeto, assinado por Lucio Costa e Oscar Niemeyer, para novamente assombrar o mundo, e pegou sua nave espacial e voltou para as galaxias, sem antes deixar cair uma lágrima de saudade sob o céu luminoso e espetacular de sua filha dileta.

VIM PARA ABALAR OS CONFORMISTAS

Que disse JK aos repórteres que rapidamente o cercaram em sua volta relâmpago para sentir a capital nos seus 52 anos de vida, sua filha agitada que pariu e que foi tombada pela Unesco como patrimônio histórico universal?

Viu, claro, que, se, por conta do tombamento, não poderia crescer mais para cima, como ocorrem com os grandes centros, teria que crescer para baixo.

Nasceu na mente do mestre da ousadia urbana a Brasília subterrânea.

Chamou, novamente, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer: amigos põem suas criatividades para funcionar.

De imediato, traçou, de novo, o avião ou a cruz como sinal do logotipo do cruzamento das grandes estruturais.

Só que com fantástica ampliação do espaço.

Os traços cruzaram os meredianos.

VIM ABRIR NOVOS HORIZONTES

De norte a sul, de leste a oeste.

Uma grande via subterrânea cortaria no sentido Luziânia-Planaltina, o grande metrô leste-oeste.

A outra formaria a cruz, a grande norte-sul, cortando do Paranoá a Samambaia.

Os céticos de sempre, principalmente os saudosos cariocas, como o genial Millor Fernandes, diriam: essa capital não dará certo.

Mas, daria, porque na mente dos obstinados tudo dá certo.

E viriam as grandes máquinas cortando a terra.

Quanto tempo duraria isso?

JK não perguntou nada, deixou a tarefa para Bernardo Sayao.

Assim como o grande construtor rasgou as selvas para construir Belém-Brasília, mais facilmente rasgaria o chão da Brasilia subterrânea.

VIM AJUDAR O MUNDO A SAIR DA CRISE

Se, nos anos de 1950, utilizando a tecnologia da época, JK e sua turma sonhadora construiram o colosso em 5 anos, assombrando o mundo, imagine o que faria com as grandes máquinas roedoras construídas pela moderna indústria de bens de capital!

Em poucas paetadas a cruz subterrânea estaria formada.

Ah!, diriam os chatos e os burros de sempre, acomodados pelo conformismo: não tem dinheiro para essa ousadia.

Mas, não existia, muito menos, em 1955, quando os serviços de terraplenagem foram iniciados no Planalto Central do Brasil.

VIM PARA DANÇAR 

Naquele tempo, o FMI, apoiado pelos resistentes economistas neoliberais, os que sempre dão palpites para que nada seja construído por falta de recursos orçamentários, berrou.

JK mandou-o às favas.

Imagem, caras e caros leitores, se não tivesse mandado.

Imprimiu dinheiro e construiu o progresso.

Ah!, foi aí que nasceu a inflação!

JK se ancoraria no pensamento keynesiano: a inflação é unidade das soluções!

VIM PARA CANTAR SERESTAS

Não é por ela, a inflação, que clamam, agora, quebrados, os paises ricos, atolados em deflação?

Inflação ou deflação?

A inflação aleija o trabalho e potencializa o capital, mas a deflação mata, tanto o capital como o trabalho.

Escolha de Sofia, entre  o pior e o péssimo.

Imediatamente, diante das opiniões contrárias, JK chamou Guido Mantega, nacional desenvolvimentista, e Alexandre Tombini, dilmista de primeira hora, e determinou:

- QUERO 100 BILHÕES DESSAS RESERVAS AÍ QUE SOMAM QUASE 400 BILHÕES DE DÓLARES PARA TOCAR O PROJETO.

- SE VIREM!

Tombini, naturalmente, disse: mas, presidente, essa é nossa âncora contra eventuais crises cambiais.

- Tombini – reagiu enérgico JK – , o que essas reservas estão rendendo ao Brasil?

Nada, meu caro.

- Nós estamos acumulando moeda sobredesvalorizada para aplicá-las em títulos americanos que rendem nada, taxa de juro negativa!

- Grande negócio: só aumenta a dívida e impulsiona juros, alimento dos agiotas!

VIM PARA COMER FEIJOADA

- E se aplicássemos parte desse dinheiro na produção, o que aconteceria?

- Garanto a vocês que com 30 bilhões de dólares construo a moderníssima Brasilia Subterrânea em DOIS ANOS.

- As novíssimas tecnologias estão ai e podemos comprar barato.

- Afinal, com essa crise, inventada pelos ricos, encalacrados em dívidas e deflações, as ofertas das mercadorias estão maiores do que as demandas, com os preços despencando enquanto aumentam as concorrências, é ou não é?

- Enquanto isso, nossas matérias primas sobem de preço, permitindo deterioração dos termos de troca a nosso favor, facilitando o pagamento dos nossos papagaios, ou não?

- Sabe o que iria acontecer, meu caro Tombini, meu caro Mantega?

VIM PARA CHORAR DE ALEGRIA

- O Brasil, cheio de petróleo, cheio de alimentos, cheio de minérios , cheio de biodiversidade, com água abundante, sol o ano inteiro, para garantir quatro safras anuais etc,  atrairia a poupança mundial.

- Triplicaríamos as rodovias, as ferrovias, as hidrovias, construirímos os portos e aeroportos mais modernos do mundo, nosso produto ganharia competitividade sem fim, tudo com dinheiro emprestado a juro baixo, porque os caras não têm onde aplicar a poupança mundial.

- Teríamos mercadorias nos armazéns, estocadas, prontas para serem vendidas ao preço do dia, valorizadas, sempre, tem negócio melhor do que esse?

- A crise instalou na cena global, é a eutanásia do rentista, minha gente, o juro como investimento já era, no ambiente do endividamento governamental que pode sinalizar hiperinflação.

- Atrairíamos a poupança mundial não porque disporíamos do juro ainda mais alto do mundo, mas porque as oportunidades se abririam para todos os investidores do planeta que não têm o que fazer com o dinheiro sobre acumulado nas bolhas especulativas dos ricos que estouraram.

VIM PARA NINAR AS CRIANÇAS

- O consumo no primeiro mundo está desacelerado, as famílias estão endividadas, os investimentos não se realizam por lá.

- Nesse ambiente, os empresários comprarão máquinas novas para colocar no lugar das que estão paradas?

- A Europa e os Estados Unidos já estão prontos, minha gente.

- O que tem de construir lá?

- Mais nada.

- Só se detruissem tudo, para que tudo fosse construido novamente, aplicando a teoria de Schumpeter, da destruição criativa.

- Nós, ao contrário, Tombini, nós, Brasil e América do Sul, temos tudo por fazer.

Se nós colocarmos 30 bilhões de dólares de nossas reservas no Banco Sul-Americano, cuja criação estou totalmente de acordo – DEMOROU! – , imediatamente, chamaríamos os capitais que virão de todos os recantos do planeta, reciclando esse monte de moeda podre dos países ricos  que circula na esfera global, para ser aplicado em toda a infraestrutura sul-americana.

VIM SENTIR O ESPÍRITO SUL-AMERICANO

- Abriria um novo ciclo de desenvolvimento global, atento ao equilíbrio ambiental, é lógico.

- Vocês ainda eram crianças quando toquei com Oscar e Lúcio essa capital.

- Pudemos dar um dinamismo grande à economia mundial, porque naquela ocasião as indústrias automobilísticas, na Europa e nos Estados Unidos, estavam em fase de desaceleração, sofrendo ainda os rescaldos da crise de 1929.

Brasília propiciou transplante das indústrias de bens duráveis que estavam em crise no primeiro mundo para impulsionar a periferia capitalista.

- Eu fui meio besta, confesso, poderia ter barganhado mais, comprando mais barato, como disse, na ocasião, meu adversário, o grande economista Eugênio Gudin, que Deus o tenha, ao lado dos capitalistas americanos que ele adorava, me esculhambando nas páginas de O Globo.

VIM PARA RIR E BRINCAR

- Os caras não tinham outra alternativa, senão me ajudar a abrir as estradas no Brasil, para que os carros parados lá no primeiro mundo pudessem circular por aqui.

- Energia e transporte, meus caros, ainda representam o foco, compreendem?

- Hoje nós estamos atolados em excesso de veículos congestionando as cidades.

- Não é mais solução estimular a produção automobilística, mas sim a construção de metrôs em todos os grandes centros, para conferir o espírito civilizatório,  o respeito ao povo, que esses malditos transportes urbanos, caindo aos pedaços, não oferecem, distribuindo indignidades aos pais de famílias que saem de longe para trabalhar no Plano Piloto.

- Imagine, se uma mãe que trabalha fora pega um metrô em Águas Lindas ou em Luziânia e em 15 minutos está no Plano Piloto, saudável, alegre, feliz, sensual, predisposta ao trabalho, com sua dignidade respeitada!

- O que vale isso em termos de aumento da produtividade do trabalho, heim?

VIM PARA NADAR NO PARANOÁ

- Por isso, defendo, agora, JÁ, o início da construção da NOVA BRASÍLIA, A BRASÍLIA SUBTERRÂNEA.

- Vamos fazer uma linda cidade debaixo da terra.

- O que adianta insistir, como fazem os administradores atuais, na construção de vias paralelas às existentes, como se faz na EPTG, por exemplo, ou erguer novas pontes, consertar uma calçada aqui, outra ali?

- Tudo isso, meus caros, são obras de beira, como diz meu amigo Sebastião Gomes, que veio comigo para cá em 1956 e continua ai vivo, aos 83 anos, esperto e ativo, produzindo biodiesel e fertilizante organomineral em Formosa, Goiás, fazendo a revolução da compostagem dos resíduos orgânicos em tempo recorde, para assustar o mundo,  além de desenvolver patentes geniais a cada semana, se não me engano já são 40 e tantas!

- Bela Goiás, futuro em aberto, fronteira sul-americana, via da integração continental.

- Era o meu sonho, em 1965, voltar ao governo com a plataforma do agronegócio, ampliando o desenvolvimento goiano, que, hoje, é um sucesso, graças a Deus.

VOLTEI PORQUE AQUI É MEU LUGAR

- Portanto, mãos a obra, Tombini, solta essa grana aí das reservas, que não está rendendo nada.

- Ou então vamos diminuir, drasticamente, esse superavit primário, tirar da boca dos banqueiros agiotas para alimentar as nossas famílias, abrindo-lhes ao desenvolvimento sustentável.

- Esses bandidos, como disse o Delfim Netto, sempre voltam ao local do crime.

- Vamos botar esse dinheirão dass reservas para valorizar.

Não gastaríamos tudo, é claro, mas não podemos deixar de utilizá-lo, só porque os banqueiros, por meio dos comentaristas da grande mídia conservadora, anti-brasileira, dizem que é perigoso.

- Se continuarmos somente acumulando vamos elevar insuportavelmente nossa dívida, sobrevalorizar nossa moeda e acelerar nossa desindustrialização.

- Vamos fazer o contrário, acelerar a industrialização do Brasil e da América do Sul, para materializar a pregação que está na Constituição de 1988, de promover a integração econômica latino-americana, URGENTE.

- Fora isso, vocês tem outra sugestão para me dar?

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Craque do jornalismo

político e cultural

Saudades de Fernando Lemos, um espírito totalmente aberto, como o de JK, jornalista de primeira e agitador cultural, que nos deixa às vésperas do aniversário da capital.


 

Categoria: (Cultura, Economia, Política)

Faça revolução para juventude, Presidenta!

Conselho Editorial Sul-Americano em 19/abr/2012

Falta uma grande revolução para a presidenta Dilma Rousseff fazer no Brasil e que não custa nada apenas a sua vontade política: transformar as empresas brasileiras em OFICINAS ESCOLAS para que a classe empresarial possa contribuir para a formaçao profissional dos jovens de 14 aos 18 anos filhos das famílias pobres socialmente excluídas que atualmente estão sem condições de buscar o seu futuro diante de uma legislação do menor irrealista que impede a educação pelo trabalho de toda uma juventude, condicionada por conceitos ultrapassadas, responsáveis por levar milhões de meninos e meninas para a completa marginalidade. Faz-se necessário a presidenta marchar, como fez hoje, no Dia do Exército, firme para resgatar uma grande vergonha nacional, a miséria que pode ser superada pela classe produtiva em parceira com o governo sem incorrer em nenhum gasto público. Ao contrário, estará propiciando, a custo zero, futuro venturoso para a juventude, que, treinada, educada e voltada para o conhecimento, representará a garantia da segurança do aumento da poupança nacional para elevar os investimentos que construirão a oferta e a demanda sustentáveis capazes de assegurar o desenvolvimento com justa distribuição da renda nacional, por meio do fomento decisivo do social capitalismo brasileiro.

A guerrilha urbana se aproxima

Este www.independenciasulamericana.com.br tem reiteradamente defendido a criação das EMPRESAS OFICINAS ESCOLAS para que se transformem nos maiores centros educacionais de formação técnica de mão de obra qualificada no Brasil preparando o país para as suas necessidades de futuro.

Como funcionariam essas EMPRESAS OFICINAS ESCOLAS?

O empresário, pragmaticamente, sem custo nenhum para a nação, se transformaria no maior educador nacional, abrindo sua empresa para os jovens de 14 aos 18 anos, quando teriam condições de iniciarem no trabalho, aprendendo um ofício que, certamente, seria a sua segurança no futuro, livrando-o da marginalização social.

Por esse projeto, o empresário, ao abrir sua empresa para os jovens iniciantes na labuta da vida, recolheriam ao Estado somente o seguro de acidente.

Não haveria justificativa para que recolhessem as demais contribuições sociais, como, por exemplo, a da aposentaria.

Estaria, nesse caso, contribuindo para a produção de aposentadorias precoces, cujos efeitos seriam os de elevarem, em escala insustentável, os custos da Previdência Social.

Ao lado do recolhimento do seguro de acidente, o jovem trabalhador dos 14 aos 18 anos trabalharia, tão somente, quatro horas por dia e ganharia meio salário mínimo.

Seria a alternativa para evitar o avanço da guerrilha urbana que cresce com a proliferação de jovens marginalizados não apenas nas grandes como também nas médias e pequenas cidades atraidos pelos narcotraficantes.

Desespero das mães pobres 

Quando as mães desesperadas gritam pelo nome dos seus filhos nas portas dos presidios, das febens, lá não estarão jamais as autoridades do governo para ampará-las, muito menos qualquer representante do Ministério do Trabalho, que tem sob sua responsabilidade a lei do menor, que se transformou, na prática, na condenação do menor, na medida em que não permite a ele saída da marginalização pelo trabalho na fase dos 14 aos 18 anos. Impede tal lei a participação da classe empresarial nesse esforço de resgate da juventude, algo que, atualmente, não deslancha porque ela não dispõe de nenhum incentivo capaz de atrai-la para essa causa. As mães desesperadas pobres de filhos e filhas prostituidos, sem oportunidade de trabalho, não têm outra alternativa senão assistirem seus herdeiros miseráveis serem atraídos pelos narcotraficantes, desviando-os definitivamente para a marginalidade condenando-os ao sacrifício eterno enquanto dormem o sono do conformismo os conservadores pregadores da proibição do trabalho do menor sob amparo de uma lei que é a anti-lei anti-cidadã.

Haveria condições para, ao lado do aprendizado de uma profissão, a preparação educacional, aliando teoria e prática à vida da juventude.

Por que o empresário não atua, ainda, nesse sentido?

Evidentemente, porque não vê nenhuma vantagem, nenhum incentivo para tanto.

Em vez de agir nessa linha, ou seja, contratar um iniciante, sem experiência, de vida e de trabalho, prefere contratar um trabalhador já treinado, com suficiente experiência, para tocar o seu negócio.

O custo de contratação de um jovem aprendiz é o mesmo que o empresário desembolsa para a contratação de um trabalhador suficientemente experimentado.

O pragmatismo determina a sua escolha.

Ora, o que caberia ao governo?

Estimular, evidentemente, a contratação dos jovens pelas empresas, concedendo-lhes vantagens comparativas, de modo a se sentirem motivadas a contribuir, decisivamente, para a formação profissional dos jovens nessa faixa etária em que eles, de acordo com os manuais de psicologia,  buscam a sua família vocacional, acessíveis aos ensinamentos.

Legislação incompetente das elites

Nas cadeias brasileiras estão sendo formadas as quadrilhas que promoverão a guerrilha urbana inevitável, se os jovens de 14 aos 18 anos não tiverem oportunidade de trabalhar, como ocorre, atualmente, cerceados por uma legislação burra que impede a cooperação governo-empresários, capaz de transformar cada empresa em OFICINA ESCOLA onde serão forjados os trabalhadores do futuro, plenamente organizados e preparados profissionalmente, a fim de contribuirem para o esforço do desenvolvimento econômico nacional sustentável, no contexto de uma nova situação histórica em que a América do Sul e o Brasil se transformam nos ricos do mundo, alvo das atenções dos investimentos que deixaram de se realizar nos países do primeiro mundo, atolados em crises deflacionárias. 

O que atrapalha a concecusão desse valoroso objetivo, que representaria passo decisivo para o país se ver livre da miséria social que está arrastando milhões de jovens para o crime, nos grandes centros urbanos, onde a violência ganha dimensão extraordinária, na expansão do comércio do tráfico, tendo como soldados desse empreendimento malígno os garotos de rua e os filhos das famílias mais pobres, que não dispõem de recursos para pagar e frequentar escolas técnicas, capazes de prepará-los para o trabalho profissional?

A maior culpada é a própria legislação do menor vigente no país.

Concebida com requintes de um pensamento aristocrático, distante dos interesses do povo mais pobre de um país em desenvolvimento, essa lei, preparada para vigorar numa Suissa ultradesenvolvida, transformou-se no maior entrave para o acesso dos jovens oriundos da pobreza ao mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, o espírito dessa lei marginaliza o sagrado direito paterno e materno sobre os filhos.

Se o pai ou a mãe pega a filha ou filho pelas mãos e leva ele/ela a uma empresa, para solicitar ao empresário uma vaga para permitir ao jovem a iniciação ao trabalho, simplesmente, está desobedecendo a lei.

Se o empresário, por compaixão, se render a essa solicitação, será, duramente, punido.

Os pais perderam o direito sobre os próprios filhos.

Os futuros narcotraficantes

Eis aí os narcotraficantes do futuro, cujos pais, pobres e miseráveis,não podem colocá-los em uma escola profissional, a fim de adquirirem o conhecimento e a prática suficientes para ganharem maturidade e personalidade capaz de despertarem o conhecimento de si, tornando-os autoconfiantes e não sujeitos às armadilhas dos profissionais do trafico que os desencaminharão para sempre. 

Não os pais se responsabilizarem pelos próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho, avalizando, perante o empresário, o seu gesto.

A lei, a maldita lei do menor, que não o protege, pelo contrário, o abandona, marginaliza os pais e os aparta dos filhos.

Emerge a grande contradição: a legislação proibe o jovem de trabalhar, mas quando, por falta de oportunidade e trabalho, esse jovem cai nas garras dos traficantes, ficam, totalmente, desamparados.

E se são trancafiados na Febem, não estará lá para protegê-los o Ministério do Trabalho, responsável pela elaboração da lei do menor que representa a condenação do menor.

Quem estará nessa hora, na porta dos presídios, gritando desesperadamente, sem ter o amparo do Estado, para minimizar o seu desespero?

Claro, as mães desesperadas.

Faz-se urgente acabar com a hipocrisia.

A lei do menor é a inimiga do menor.

Trata-se de o governo encaminhar ao Congresso projeto de lei que garanta ao menor de 14 aos 18 anos a possibilidade de trabalhar sem as exigências impostas aos empresários, hoje, obrigados a arcarem com custos de contratação de jovens inexperientes, semelhantes aos custos desembolsados para contratarem aqueles que acumulam experiência de trabalho.

Irracionalidade pura.

Prisioneiras da destruição humana

Aos país está proibido que levem suas filha menores para trabalharem em um comércio ou aprenderem uma profissão, conforme determina a lei do menor brasileira, mas a prostituição elas podem praticar. Trabalhar não pode, está proibido; prostituir-se pode, está liberado. O poder materno sobre as filhas não existe por conta de uma legislção laxista relativamente aos crimes de prostituição, ampliados porque as jovens não podem trabalhar; consequentemente, não terão condições de ter nenhum futuro.

Dos 14 aos 18 anos, os jovens, ao buscarem sua família vocacional, estarão ganhando, no trabalho nas empresas, a oportunidade de se desenvolverem psicologicamente, fortalecendo seu caráter, adquirindo a autoconfiança e a consciência de si.

Ao chegarem aos 18 anos, esses jovens, depois desse estágio preparatório, que custará, aos empresários, apenas, o recolhimento do seguro acidente, estarão com sua personalidade relativamente desenvolvida para enfrentar novas etapas, sabendo, conscientemente, o que quer, dispondo de condições para ganhar, no mínimo, três salários mínimos.

Poderão dispor do seu dinheiro numa fase em que a sua formação lhe abre novos horizontes ligados às fantasias adequadas ao desenvolvimento acelerado dos seus hormônios.

Se não tiverem essa oportunidade, para se tornarem seres equilibrados, como pressuposto do trabalho, se perderão, caindo nas mãos da marginalidade criminosa.

A criação das EMPRESAS OFICINAS ESCOLAS representará custo ZERO para os cofres públicos, porque a educação para o trabalho da juventude seria de responsabilidade dos empresários mediante autorização dos pais.

Ou seja, estaria restabelecido o direito de paternidade-maternidade sobre os filhos, algo inexistente, hoje, por conta da inexequível legislação do menor.

Chegou ou não a hora de dar um basta nos argumentos dos falsos moralistas que se levantam contra o trabalho do menor sob argumentos que não se sustentam, na medida em que desconhecem que o trabalho é valor que se valoriza, na medida em que desperta a consciência de si para si por si mesmo?

Categoria: (Economia, Política)

Acordo Brasil-EUA: novo tempo, novas regras

Cesar Fonseca em 17/abr/2012

ACABOU O TEMPO DA SUBORDINAÇÃO. A Secretaria de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, acompanhada de 150 empresários desembarcou segunda feira  em Brasília para na CNI pregar acordo bilateral Brasil-EUA, fazendo mesuras para a presidenta da Petrobrás, Graça Foster. Seria vantajoso ou não para o Brasil acertar acordo dessa natureza com os americanos, sabendo que os Estados Unidos estão em posição historicamente desvantajosa, sob bancarrota financeira, com a economia em frangalhos, ameaçados por deflação, politicamente rachados, desmoralizados internacionalmente, sem a força do dólar para ancorar a sua arrogância, como antigamente, enquanto Brasil, como emergente forte, desperta-se como indispensável para os propósitos dos grandes investidores americanos, atolados em moeda sobredesvalorizada cuja aplicação não rende mais nada no cenário em que vigora taxa de juro negativa nos países capitalistas ricos, financeiramente em colapso? O que quer Hillary e os empresários americanos, preferencialmente? Petróleo, lógico. Washington percebeu que o custo da guerra para derrotar o Irã, repetindo a história recente da Líbia, a fim de garantir o abastecimento do óleo negro, é perigoso, na medida em que mantém elevado o preço do produto, aumentando os custos de produção nos Estados Unidos e, consequentemente, reduzindo a competitividade americana no cenário da disputa comercial acirrada. Além disso, a capacidade americana de sustentar uma guerra, estando o tesouro de Tio Sam falido, não representa motivo atrativo. Poderia pintar o pior. Igualmente, haveria o perigo do estouro monetário, se os gastos americanos com outra experiência guerreira forem alavancados. Assim, o jeito é cortejar Dilma para que sobre oportunidade para a indústria americana explorar o óleo do pré-sal. Ora, nesse contexto, em que Dilma estabelece condição segundo a qual 65% do fornecimento da demanda para construção do pré-sal seja produção nacional, a vantagem comparativa favorável está ao lado do Brasil e não dos Estados Unidos. Comércio bilaterial Brasil-EUA, agora, seria outra coisa muito diferente da proposta da Alca, que foi rechaçada em 2005. No tempo, novas regras. A bola está com o Brasil e não com os Estados Unido.

Novo jogo da história

Cada momento histórico envolve circunstâncias determinadas pela conjuntura internacional, em se tratando da globalização.

Hillary Clinton estaria tentando repetir a investida americana nos termos da Alca, rechada em 2005, tanto pelo governo Lula como pelos demais governos sul-americanos em clima de radicalização?

Se estiver, dança.

De lá para cá, os Estados Unidos foram baleados pela grande crise econômica financeira global, tornando-se mais frágeis.

Perderam mercado; estouraram a banca internacional; batem biela quanto ao poderio estatal ancorado em economia de guerra; racharam-se politicamente os dois principais partidos dos Estados Unidos, quanto à melhor forma de conduzir a economia nacional; a unilateralidade deixou de ser válida, para abrir à necessidade do multilateralismo; o G-8, comandado pelos americos, despedaçou-se como grupo hegemônico, a partir da bancarrota financeira dos EUA; emergiu o G-20, como novo interlocutor internacional, sob nova correlação de forças nas relações de trocas globais; o dólar não é mais aquele e os novos emergentes, integrantes dos BRICs – Brasíl, Rússia, Índia, China e África do Sul – ganharam poder relativo para construir novo cenário econômico, político e social na cena mundial.

A força do dólar já era.

Se os parceiros comerciais dos Estados Unidos atendiam às regras ditadas por Washington, nos acordos bilateriais, poderiam exportar para o mercado americano.

Não sofreriam ação tarifária protecionista em seus produtos, que, embora diante dessa liberdade comerical, nem sempre tinham condições de competir com os produtos americanos, que, por tais acordos, teriam livre acesso aos mercados, igualmente, sem sofrer nenhuma retaliação.

Como a economia americana prima, essencialmente, pela inovação tecnológica, como uma vantagem comparativa inigualável em relação aos concorrentes, tais acordos, em geral, sempre foram e são favoráveis aos americanos, que, nessas trocas, garantem para si mercados para os seus manufaturados de alto valor agregado.

Sobravam para os parceiros, tecnologicamente subdesenvolvidos, carentes de inovação, propulsora de maior produtividade, a carne de pescoço.

Tio Sam, sempre, ficou com o filé mingon etc.

Fracasso retumbante

A proposta da Alca não avançou porque os países sul-americanos, em processo de crescimento das forças de esquerda no continente, priorizou, essencialmente, a ideologização do debate.

Teriam agido corretamente as esquerdas sul-americanas?

Relativamente ao que decidiu a China, por exemplo, quando, há mais de vinte anos, decidiu amarrar seus bigodes com os dos Estados Unidos, a América do Sul andou para trás.

O que fizeram os chineses?

Acertaram com os Estados Unidos uma paridade cambial em que a moeda chinesa passou a flutuar no compasso da flutuação da moeda americana.

Se o dólar subia, o yuan ia atrás; se descia, idem.

Desse modo, preservados os chineses em relação à deterioração nos termos de troca com os americanos, puderam eles estabelecer regras atrativas aos investidores americanos que foram para a China, com o compromisso de produzir para a exportação.

Qual seria o destino das exportações chineses alavancadas por empresas americanas atraídas pela política chinesa?

Fundamentalmente, para o próprio mercado americano; emseguida para o mercado europeu.

Tempo das bolhas especulativas

Embalados pela financeirização econômica global, em que o consumo mundial passou a crescer por conta da renda gerada na própria moeda em processo de especulação, em reiteradas formações de bolhas especulativas, enriquecendo, artificial e aparentemente, a massa de consumidores nos países ricos, as empresas americanas que foram se instalar na China se derem muito bem, proporcionando uma era de lucros fantásticos e inacrediáveis.

E onde a China comprava sua matéria prima para embalar as manufaturas processadas pelas indústrias americanas?

Na América do Sul, claro.

Não teria sido vantajoso para a América do Sul somar a fome com a vontade de comer, ou seja, a presença das empresas americanas no continente para aqui processarem essas matérias primas, agregando-lhes valor?

A América do Sul, no entanto, continuou sendo, prioritariamente, o repositório mundial das matérias primas baratas – alimentos, minérios, energia etc.

Esse tempo mudou depois da crise mundial?

Domínio político sobre o petróleo

ESCAPANDO DAS GARRAS DE TIO SAM. Antes que as petroleiras americanas comprassem as ações da Repsol espanhola, baleada pela crise mundial, e começassem a mandar no petróleo argentino, como a China pensou em fazer em relação à Petrobrás, comprando ações para ter maioria na estatal brasileira, a presidenta Cristina Kirchner, como fez o ex-presidente Lula,  mandou ao Congresso argentino proposta de estatização das ações, retomando o controle total em mãos da YPF que volta a dar as cartas. Tomou essa decisão em nome do interesse público. Quem vai contestar? É, portanto, mais uma jogada nacionalista sul–americana, que se soma à brasileira, relacionada à decisão do governo de garantir predomínio sobre as reservas do pré-sal, no momento em que as potências imperialistas estão sem saber o que fazer no Oriente Médio para assegurar o abastecimento do óleo negro para a Europa e Estados Unidos. O jogo de Cristina é uma resposta à decisão americana de ficar de braços cruzados diante da questão das Malvinas, ao mesmo tempo em que mostra aos Estados Unidos que a vantagem de optar pela Inglaterra em prejuízo da Argentina não representa bom negócio para Washington, no momento em que o capitalismo americano, como o capitalismo chinês, passam a depender, fundamentalmente, das riquezas minerais e energéticas sul-americanas. Novo tempo, novas regras.

Faltou pragmatismo?

Se os sul-americanos tivessem feito o que os chineses fizeram, ou seja, acertado uma paridade negocial com o dólar, em troca da atração das grandes empresas para o continente sul-americanao, a partir de onde suas manufaturas dirigir-se-iam para os próprios Estados Unidos e Europa, teriam ou não levado vantagem, alcançando maior valor agregado para suas commodities?

Deng Xiao Ping, quando acertou com os americanos, foi, essencialmente, pragmático: não interessa a cor do gato, o importante é caçar o rato, disse.

Teria agido errado ou certo o governo brasileiro se seguisse a orientação chinesa, de dispor de um estado politicamente centralizado, mas economicamente liberalizado?

A conjuntura histórica impôs a sua condição.

O Brasil, em 1984, saiu da ditadura política para a democracia, mas caiu, com a Nova República, na ditadura econômica, principalmente, depois da crise monetária americana no final dos anos de 1980.

Crise monetária em cena

Washington buscou – elevando brutalmente a taxa de juro de 5% para quase 20% -  salvar o dólar do perigo de bancarrota em meio ao volumoso deficit público acumulado desde o pós guerra para salvar a Europa do comunismo, detonando a guerra fria contra a União Soviética, até massacrá-la, em 1989, com a queda do Muro de Berlim.

Ao enxugar o excesso de moeda na circulação global, puxando os juros, os americanos quebraram quem devia em dólar, caso brasileiro e sul-americano em geral.

A orientação da Casa Branca foi a de estabelecer, a partir de então, o Consenso de Washington, contendo regras draconianos – suspensão do crédito, arrocho fiscal e monetário, juros nas alturas, privatização e centralização do poder sob orientação do FMI como supervisor dos bancos credores.

Nesse contexto, o Brasil e a América do Sul, ao contrário da China, não tiveram espaço para negociar, vantajosamente, com os americanos.

Subordinação neorepublicana

Os governos neorepublicanos não tiveram outra opção, senão subordinarem-se aos interesses da Casa Branca, até 2008, quando a crise mundial abalou os Estados Unidos e abriu uma nova era para dar espaço ao multilateralismo expresso na emergência do G-20.

Hoje, a América do Sul, a nova rica do mundo, com todo o seu potencial econômico em forma de matérias primas e industrialização ainda em formação, está diante de um Estados Unidos fragilizado, detonado, comercialmente, pela China e frente a uma Europa empobrecida pelo jogo americano de empurrar nela os seus derivativos dolarizados tóxicos.

O poder de Washington de retomar a proposta da Alca é nenhum.

Resta-lhe propor acordos comerciais bilaterais, mas sem as exigências draconianas de outrora.

Chile, Colômbia e México e Peru entraram nessa linha, destoando-se das resistências apresentadas por Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Paraguai, Venezuela, voltados ao esforço pela formação do Mercosul.

O tiro nágua

O Mercosul, porém, é um sucesso, meramente, relativo, cujo futuro, diante do aprofundamento da crise global em curso, é uma incognita total.

Nem os sul-americanos ligados ao projeto do Mercosul dispõem daquela força, nem os Estados Unidos, da mesma forma, conseguem fazer valer os seus desejos, nem representarem garantia àqueles com os quais fecharam acordo bilaterais.

As incertezas são gerais e totais, se não emergir o espírito cooperativo.

Hillary Clinton chega no momento em que ambos os lados – América do Sul e América do Norte – não terão, isoladamente, condições de impor suas regras.

Não resta outra alternativa senão negociação em novas bases, sob espírito multilateral.

Sobretudo, os Estados Unidos têm que renunciar, definitivamente, a sua arrogância de acharem que a América do Sul continua sendo o quintal da América do Norte.

Pintou novo tempo

A bancarrota financeira americana, que se expressa nas dificuldades da economia dos Estados Unidos em atender as demandas internas, por conta do enfraquecimento relativo do gigante, permite ao governo Dilma Rousseff jogar com outras cartas.

Estados Unidos precisam das vantagens comparativas disponíveis no Brasil, sem as quais a economia de Tio Sam não teria condições, por exemplo, de enfrentar, com vantagens a China.

A deterioração dos termos de troca afetam mais os produtos americanos que os produtos brasileiros.

Por isso, não há mais porque o Brasil aceitar um acordo comercial bilateral com os Estados Unidos que seja bom, apenas, para os americanos.

A roda da história girou.

Categoria: (Economia, Política)

NOVAS CRUZADAS IMPERIALISTAS

Paulo Roberto Miranda em 15/abr/2012

O vento tenebroso de um tempo que não tem primavera nem verão nem outono nem inverno sopra irreal sobre as mentes deformando as faces deixando-as incertas e certas de uma incerteza cujo domínio incerto se espraia avisando FOGO! Tresloucadamente a racionalidade se rende ao abstrato da loucura capaz de fazer crer a si que o louco é o juizo que deve emanar-se sobre as correntes humanas ligadas intergalaticamente pelo tocar dos dedos nas teclas que buscam uma comunicação que ainda não alcançou o coração.(CF) - Bienal Internacional de Arte-V.N.Cerveira - Trabalho de Filipa Gonçalves - Portugal

AS NOVAS CRUZADAS

                                                                                        VARADERO

 

 ENQUANTO ESCREVO NO EMBALO ESSA BALADA, MORENA

TRÊS CORONÉIS , DEZ GENERAIS E DOIS MARECHAIS, DA CIA

A “INTELIGÊNCIA” DA AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA

PLANEJAM UMA NOVA “ INTERVENÇÃO CIRÚRGICA” MILITAR

UM HOSPITAL DA SÍRIA, DO AFEGANISTÃO, OU DO PAQUISTÃO

A LÍBIA JÁ ERA! O IRAQUE, IRMÃO, NÃO RESISTIU À OCUPAÇÃO

ISRAEL, BENJAMIN E O BROTHER SAM QUEREM OUTRO VIETNÃ

QUEREM BOMBARDEAR, NA PALESTINA, UM ORFANATO “PAGÃO”

 

ENQUANTO ESCREVO ESSES VERSOS E ASSOVIO ESSA CANÇÃO

OS FRANCESES E OS INGLESES PARTICIPAM DE OUTRA INVASÃO

EMBAIXO DO CHÃO DO DESERTO TEM PETRÓLEO PRA MIL ANOS!

DIZEM:”OS BEDUÍNOS TÊM CAMELOS, NÃO CONSOMEM GASOLINA!”

INGLESES E FRANCESES SÃO PIRATAS, DESDE O CORSO NAPOLEÃO

TU TE LEMBRAS DO HINO, MORENA? “COUNTRE NOUS LA TIRANIE “

“O OCIDENTE TEM QUE INVADIR A SÍRIA E O IRÃ!”, DIZEM NA ONU…

“ESSES HEREGES SUBMETEM SUAS MULHERES À LEI DO ALCORÃO”

 

MAS OS XEIQUES DA ARÁBIA SAUDITA SÃO “ALIADOS, MY BROTHER”

A FAMÍLIA SAUD, NO PODER HÁ 80 ANOS, TEM “SAÚDE, HONESTIDADE”

A FAMÍLIA AJUDA O OCIDENTE, AJUDA ASSIM A TODA A CRISTANDADE!

A INTELIGÊNCIA MILITAR PRECISA ALIMENTAR UMA NOVA “CRUZADA”

É A SAÍDA PRO CAPITÃO AMÉRICA E O CAPITAL, PRA EUROPA AFINAL

A GRÉCIA , A ESPANHA, A FRANÇA E A ITÁLIA, JÁ ESTÃO QUEBRADAS

E NÓS, MORENA, DIZEM QUE JÁ ALCANÇAMOS LUGAR DE POTÊNCIA

DEITADA ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO A PÁTRIA AMADA!

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   Caríssimo César Fonseca:

    Fico muito feliz de estar em boa companhia, com o Gunter Grass, pois não faz mais de mês que cometi esse poema que te envio. Se puderes, podes divulgá-lo na tua coluna, tão prestigiada e de tanta atualidade, além de ser um bastião de defesa das idéias socialistas e das nossas velhas e justas causas.   Abração do Paulão.

Categoria: (Cultura)

Guerrilheira ataca bancos e assusta Congresso

Rudolfo Lago em 14/abr/2012

COM POPULARIDADE EM ALTA, ATUANDO COMO AUTÊNTICA GUERRILHEIRA POLÍTICA EM TEMPO DE DEMOCRACIA REPRESENTATIVA ACUADA PELA LEI DA FICHA LIMPA, a presidenta Dilma Rousseff, no ataque aos banqueiros em defesa dos juros civilizados para sustentar crescimento econômico, busca os conselhos de Lula, se acha suficientemente capaz de dispensá-los, para conduzir os desdobramentos políticos em processo de tumulto com a emergência da CPI de Cachoeira, ou estaria contrariada com o ex-presidente diante do descortínio dele em favor da aceleração do processso político tumultuado que aponta para acontecimentos imprevisíveis que colocariam o governo em situações políticas complicadas nas próximas semanas? Ou ela, sabendo que oposição e situação se encontram diante dos mesmos desafios, estaria apostando naquilo que sempre representou a grande solução nacional, ou seja, a conciliação das elites nos momentos cruciais de impasse, em que as redeas do poder podem sair do controle dos velhos mecanismos estabelecidos para sustentar o status quo? Montada em seu crescente prestígio popular, decorrente da sua disposição de acabar com o toma lá dá cá da política sob governabilidade eternamente provisória, a titular do Planalto se encontra entre dois polos: poderá se acomodar diante de uma possível conciliação das forças no Congresso ou se não houver tal conciliação, certamente, navegaria no rumo em que apontar as demandas sociais, se estas decidirem influir para valer nos destinos da nascente CPI, arrastando governistas e oposicionistas para um haraquiri político inevitável. Façam suas apostas.

Um experimentado parlamentar da base governista observa meio atônito e preocupado o curso dos acontecimentos. A presidenta Dilma Rousseff resolveu peitar os poderosos caciques do PMDB – os senadores José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) e o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) à frente. Mandou, pelo novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), avisar o fim das “velhas práticas” na relação política. Endossou o aviso de Eduardo Braga, em entrevista à revista Veja, dizendo que não gosta de “toma-lá-dá-cá”. Permitiu – ou, pelo menos, não se mexeu para evitar – que se constituísse uma CPI para investigar a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com parlamentares – CPI cujo alvo principal será o opositor Demóstenes Torres (sem partido-GO), mas não o único. Não serão focos de confusão demais para um governo só?

Para o parlamentar petista, Dilma escora-se em seus altíssimos índices de popularidade. Coberta de razão, a opinião pública aplaude a presidenta e torce para que ela tenha sucesso na tentativa que faz de mudar a forma da relação política entre o Executivo e o Legislativo, hoje muito baseada na troca de favores, na troca de votos por cargos e verbas. O problema é que, a cada movimento que faz, Dilma vai deixando descontentes pelo caminho que, num termo do próprio parlamentar, vão guardando seus “fígados na geladeira”. Enquanto tudo estiver correndo bem, a presidenta pode manter sua queda-de-braço com os políticos. Mas, se algo der errado e Dilma precisar de apoio, será a hora de os descontentes descongelarem seus fígados. Como será, então?

Olha a faca!

NA CORDA BAMBA. A ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, e o ministro Antônio Patriota, das Relações Exteriores, estão piando fino com a presidenta Dilma. Ideli, pelas broncas que tem levado da titular do Planalto, parece confirmar aquilo que dela falou o ex-ministro Nelson Jobim, defenestrado por Dilma do Ministério da Defesa, por abuso de poder, ou seja, que a coordenadora política do governo é muito “fraquinha”. Não teria suficiente pulso para domar as feras do Congresso. Já, Patriota não teria atuado de forma competente na atual visita da Presidenta aos Estados Unidos, na medida em que não recebeu, do presidente Obama, tratamento vip, sendo tratada com relativa frieza, como personagem de segunda categoria. O titular da Casa Branca não dispensou a ela a importância da sua representação, visto que o Brasil ganhou dimensão extraordinária no ambiente da crise mundial, merecendo do próprio status quo empresarial americano novo tratamento, não refletido no encontro dela com Barack. Patriota, que parece menino medroso frente a Dilma, não tem, realmente, se destacado, para conferir o novo poder econômico brasileiro no cenário globalizado. Celso Amorim estaria fazendo falta. Esses dois precisam se cuidar, senão…

Mesmo mantido o atual quadro favorável, o cenário já gera, considera o parlamentar, uma confusão que provoca uma certa lentidão no governo, especialmente com relação àquilo que depende do Congresso. Estão aí os problemas correntes na aprovação da Lei Geral da Copa, para dar um exemplo. Com uma CPI em curso, o grau de confusão só tende a aumentar. É bobagem imaginar que a investigação anunciada vai chamuscar apenas o outrora ícone da oposição Demóstenes Torres. Ou resvalar somente em outros oposicionistas, como o governador de Goiás, Marconi Perillo. A história já pegou um auxiliar dos mais próximos do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do mesmo PT de Dilma. E há outros deputados da base do governo mencionados. É evidente que as tropas governistas e oposicionistas vão cerrar fileiras para abater o máximo de adversários do outro lado. Todo mundo já citou Ulysses Guimarães nos últimos dias, mas não custa repetir: “CPI, se sabe como começa; não se sabe como termina”.

Conciliação das elites à vista

SURREALISMO PURO. O que esperar de um ex-presidente da República cassado por corrupção, hoje senador, e de um, também, ex-senador fugitivo do mandato para não ser cassado, a fim de voltar a ser, de novo senador, agora, integrantes de uma CPI para apurar corrupção, se ambos foram defenestrados por conta desta? Como a política é uma eterna caixa de surpresas, não se pode prever, antecipadamente, como ambos se comportarão. Porém, sendo representantes das forças políticas oligárquicas, certamente, não colocarão o pescoço à força, se forem forçados a tal, buscando, antes, alguma conciliação, para fazer valer o que sempre ocorreu na política brasileira, o ajuste por cima, como arma histórica das elites.

Para esse parlamentar, tudo fica bem se permanece boa a percepção da sociedade sobre o governo. Mas se acontece uma crise? Se a economia sofre um revés? Se algum escândalo político atinge alguém muito próximo de Dilma, de quem ela tenha maior dificuldade em dispor (será que o comportamento de Dilma sobre as denúncias contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é o mesmo que teve com outros ministros que caíram? E quem pergunta não sou eu, é o parlamentar interlocutor deste colunista)? Enfim, numa situação de dificuldade, terá Dilma condição de recorrer ao Congresso para buscar estabilidade política?

O que mais espanta esse petista não é nem o esforço para estabelecer uma relação política diferente. Mas a soma disso ao próprio comportamento explosivo de Dilma, que trata os parlamentares como se fossem subordinados. E os subordinados …

Dois episódios recentes ilustram isso. No primeiro, Ideli Salvatti falava com Dilma e desligou o telefone celular em prantos, em pleno cafezinho do Senado. No segundo, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, levou uma bronca homérica na frente de um grupo de parlamentares que pegava carona no avião presidencial. Um dia, os fígados saem das geladeiras …

Categoria: (Política)