Socialismo dobra burguesia financeira global
Socialismo dobra burguesia financeira do G-8
Posted 7 horas ago

Moeda burguesa, adeus
LA MERKEL VIRA O INFERNO PARA BARACK. O discurso de La Merkel favorável à austeridade como solução final, que teria o mesmo caráter da solução final dada por…

Socialismo dobra burguesia financeira do G-8
Metamorfose de FHC abala esquerda e direita
Vítima da conspiração do silêncio midiático
Posted 2 dias ago

Há um processo de mudanças envolvendo vários países na América Latina, nos quais, com apoio popular, governos progressistas vão recuperando a capacidade dos estados de  agir com protagonismo  em defesa…

Vítima da conspiração do silêncio midiático
Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 4 dias ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 5 dias ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 5 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 7 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Posted 8 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 12 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 13 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 14 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
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Vitória de Hollande fortalece Dilma

Conselho Editorial Sul-Americano em 07/mai/2012

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir o Estado do Bem Estar Social, conquista histórica do povo francês/europeu, que vem sendo ampliada desde a revolução burguesa de 1789. Dilma empenha o seu mandato, justamente, na construção desse estado social mais justo, dando sequência às políticas sociais e à valorização do salário mínimo, iniciadas no governo do ex-presidente Lula, com as quais o Brasil enfrentou, até agora, com sucesso, a crise financeira global, que detonou os governos dos países ricos. Sarkozy e a primeira ministra alemã, Ângela Merkel, se aliaram em favor da tese neolberal e comprometeram seus governos com a defesa da austeridade absoluta para combater a crise econômica. Para tanto, tornou-se indispensável desmontar o Estado do Bem Estar Social, responsável por impedir que o capitalismo sob livre mercado puro jogue a humanidade na barbárie em nome dos ajustes fiscais, dos equilibrismos monetários, cujas consequências são o aprofundamento da crise em forma de insuficiência de consumo, sem o qual a produção entra em colapso, abrindo-se para a revolução social. A remoção da austeridade como valor absoluto, que representa suicídio para o próprio capital, como defendeu Hollande, depois de confirmada sua vitória, fortalece as políticas nacionalistas que estão sendo empreendidas, nesse momento, na América do Sul, como antídoto às políticas neoliberais, que fracassaram, rendondamente. Os gastos do governo, ao puxarem as atividades produtivas, são a alternativa contra a crise e não o problema que agrava ela, como querem fazer crer os neoliberais esquizofrênicos. A vitória eleitoral do socialismo na França tende a mudar o curso dos acontecimentos na Europa, abrindo espaço para combinação de políticas de desenvolvimento com as  políticas de ajustes, afastando o espírito radical conferido a estas como se fossem verdades absolutas, incontestáveis, suficientes em si mesmas. A Alemanha terá que flexibilizar a sua ação, embora Merkel se posicione como se a história não tivesse andado em prejuízo dela, conforme suas delcarações nessa segunda feira de que tudo continua como dantes, ou seja, que não haverá mudança nas propostas de austeridade. O fato é que a vitória de Hollande abre possibilidades de amplas renegociações das dívidas governamentais para que ocorram novas aberturas para os governos poderem respirar e reorganizar as economias européias. O primeiro passo, certamente, deverá ser a revisão da negociação do Banco Central Europeu com a Grécia, onde o neoliberalismo, assim como na França, foi derrotado nas urnas. É a revirada da história. E no Brasil, como ficam as dívidas monstruosas, construídas nos embalos dos juros altos, dívidas do governo federal, dos governos estaduais e municipais e dos consumidores? Não terão que se submeter a nova lógica da flexibilização imposta pela onda mundial aberta pela nova revolução democrática francesa?

 

Renegociação total das dívidas

 

A vitória de Hollande cria uma nova psicologia econômica global. Austeridade pura é burrice. Deve dar lugar à flexibilidade. Políticas fiscais e monetárias devem ter como norte, principalmente, o desenvolvimento. Sem crescimento não há saída para o capitalismo, dependente tanto do consumo como da produção, partes de um todo, de um mesmo processo em interação dialética. Por isso, a nova poupança, que passa a ser discutida, hoje, no Congresso Nacional, em forma de medida provisória, relaciona-se à questão desenvolvimentista, impondo  necessidade, junto com as mudanças das regras das cadernteas, de debater o  endividamento, tanto dos consumidores, como dos estados e municipios brasileiros, como, igualmente, do governo federal relativamente aos credores. Será necessária e indispensável a continuidade de elevado superavit primário que impede organização racional das contas públicas? Trata-se de uma conjuntura em que tudo se embrica, inextrincavelmente.. Os poupadores na caderneta de poupança, atolados no crediário caríssimo, precisarão renegociar os juros de suas dívidas contratados na agiotagem bancária privada, se a selic cair aos 8% até final do ano, como já se especula, fato que resultaria em menor rendimento para eles. Se não renegociarem suas dívidas, os poupadores morrerão na inadimplência total, pois terão menores rendimentos(70% da selic) para pagar suas prestações contratadas a juros de agiotas nos bancos. A expectativa promissora para os devedores no crediário caro estaria na derrubada mais rápida da selic que produziria redução mais acelerada da dívida pública interna, resultando em queda da lucratividade bancária, sinalizando, portanto, aos bancos que os seus lucros somente poderiam ser sustentados, a partir de então, mediante aposta na expansão do crédito a juro mais barato. A redução do rendimento da poupança poderia, então, ser compensada com queda acentuada no juro ao crediário. Os bancos, sem a teta do governo, caso a selic despenque, teriam como expectativa de realização de lucro a oferta de crédito para sustentar a produção de bens e serviços, o que teria que ser feito a juro mais barato, como ocorre nas economias ricas, civilizadas. Nesse ambiente, como ficariam as dívidas dos governos estaduais e municipais, se a selic tende a cair, distanciando das regras que estabelecem as negociaçõe com os estados e municipios, fixadas por cálculos que prejudicam as unidades federativas?                         

Novo pacto federativo

 

Se a Selic, por força das mudanças na poupança, cair, a dívida pública interna também cairá. Os governadores que estão sufocados pelo excesso de endividamento terão motivações para acelerar as pressões em favor da renegociação das suas dívidas, subordinadas a regras que encarecem os endividamntos estaduais, em comparação à nova lógica que passa a vigorar na política macroeconômica dilmista. Não terá sentido a presidenta Dilma Rousseff elogiar a vitória de Francois Hollande que representaria combinação de ajuste fiscal com política de desenvolvimento, a fim de abrir novas expectavias para a economia mundial, e, ao mesmo tempo, manter, internamente, uma política econômica a la FMI na relação entre o governo federal e as unidades federativas. Quer dizer, se a mexida na poupança configurará necessidades indispensáveis de renegociação da dívida dos poupadores, ao mesmo tempo, que impõe barateamento da dívida pública, se a taxa de juro selic, cair, visto que, essencialmente, esse é o objetivo mais importante que o governo visa, da mesma forma faz-se necessário ao Planalto abrir-se para um leque mais amplo de negociação , também, com os executivos estaduais e municipais.  Ganhariam, portanto, mais força os argumentos dos senadores em defesa de critérios novos para pagamento das dívidas estaduais e municipais: em vez de elas serem reajustadas pelo IGP-DI mais 6% a 9%(caso de São Paulo) ao ano, por que o novo reajuste não ser feito pela Selic, que estará caindo, de acordo com as novas regras da poupança? Dessa forma, o debate em torno da nova poupança e seus reflexos ganhará força nos diversos setores da economia, criando ambiente para agitação política nos sindicatos e no Congresso envolvendo, certamente, expectativas de novo pacto federativo, no compasso de ano eleitoral. Ou seja, a pauta política e econômica desencadeada pelo Governo com a mexida na poupança, a fim de abrir espaço maior para a redução dos juros, de modo a proporcionar resultados em forma de maior crescimento da economia, tende a dividir as atenções da sociedade com o desenrolar dos fatos decorrentes da investigação da corrupção nacional na CPI do Cachoeira, minimizando as consequências negativas desta para o Planalto, se somente tal assunto politicamente estrondoso estivesse comandando o noticiário.

 

Categoria: (Cultura, Economia, Política)

Consumo mais barato turbina reeleição

Cesar Fonseca em 06/mai/2012

O órgão mais sensivel do corpo humano, já dizia Delfim Netto, é o bolso. Se derem resultados altamente positivos as decisões adotadas, ultimamente, pela presidenta Dilma Rousseff, de colocar os bancos estatais para diminuir o juro no crediário, a fim de tornar o gasto da população com o consumo mais barato, a exemplo do que fez o ex-presidente Lula, também, lançando mão dos bancos do governo para sustentar o crescimento econômico em meio à grande crise global, detonada em 2008 pela bancarrota financeira que pegou pelo pé os governos dos países ricos, não há dúvida alguma de que a popularidade da titular do Planalto continuará subindo e sinalizando as possibilidades óbvias de que as chances de ela se reeleger em 2014 estarão cada vez mais asseguradas. A arma da presidenta, portanto, são os bancos públicos, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, alvos das decisões relativas às reduções do custo do dinheiro para a produção e o consumo. Os bancos privados não terão outra alternativa senão seguir o mesmo caminho, por dois motivos: primeiro, perderão dinheiro; segundo, serão demonizados pela opinião pública. A jogada dilmista de mudar as regras dos rendimentos da poupança desarmou os argumentos dos banqueiros segundo os quais elas impediam maiores quedas na taxa básica de juro, porque permitiam migração dos aplicadores dos fundos para a caderneta. A alteração inteligente nas regras abre espaço para o governo diminuir ainda mais a taxa selic, fato que contribui para diminuir, também, a dívida pública e a lucratividade dos bancos, evidenciando que eles somente terão condições de ampliar os lucros, se emprestarem mais barato, apostando, como quer a presidenta, nas atividades produtivas e não mais nas especulativas. Nova dialética do lucro bancário entrou em cena com a mudança da poupança. Por isso, juro mais baixo para o crediário e a produção representará mais popularidade presidencial.

BB, CEF e BNDES, armas

contra bancocracia privada

O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair matando em cima dos banqueiros para reduzirem os juros, principalmente, depois que mexeu na remuneração da caderneta da poupança.

Até agora, as regras da  poupança estavam funcionando como armadilha para sustentar juros altos, na medida em que impediam redução mais acentuada da taxa básica, selic, sob argumento de que poderiam produzir migração de especuladores do dinheiro dos fundos de investimento para a caderneta de poupança, ameaçando o financiamento da dívida governamental.

Abriu a titular do Planalto porta para ir em frente em sua cruzada contra os juros altos.

Poderá, de agora em diante, o Banco Central dar mais umas pancadas na taxa básica, a fim de derrubar a dívida pública interna, cujo tamanho tem, historicamente, alimentado argumento de que eleva o risco do comprador dos títulos do governo, razão pela qual impõe este exigência de juro alto para suportar esses eventuais riscos.

Dívida menor significa juro menor e possibilidade concreta de sobrar mais dinheiro para investimentos que estabilizam oferta e demanda, criando condições para combate sustentável à inflação.

Se não existissem os bancos oficiais para bancar esse jogo, babau.

Política comanda a economia

para defender interesse público

Combate-se a inflação com desenvolvimento e não com contenção do consumo.

A presidenta ataca, portanto, a fonte do juro alto e da inflação, ou seja, a dívida pública elevada, cuja expansão tem como causa principal os próprios juros altos que se alimentam de si mesmos no processo especulativo previamente articulado pela bancocracia por meio de modelos matemáticos que antecipam previsões futuristas de juros altos trazidos a valores presentes, gerando, como resultado, endividamento governamental crescente.

Jogo que ficou manjadíssimo.

Se, a partir de agora, a taxa de juro básica cai, sem que ocorra migração dos aplicadores dos fundos para a poupança, não haverá alternativa, para esses jogadores nos títulos do governo, que não a continuidade do jogo, ou seja, terão que continuar comprando os títulos, deixando de valer a pressão que antes estavam fazendo de ameaçarem migrar para a poupança, se a taxa selic continuasse caindo, fato que elevava a insegurança governamental, visto que a selic é o piso fundamental para remuneração da dívida pública.

Acabou a desculpa.

Jogo da manipulação bancária

fazia povo de besta

O governo, se continuar dando pancada na taxa básica, coloca os credores sem outra alternativa que não a de suportarem essas pancadas.

Se a selic em queda fica ruim para os aplicadores dos titulos, pior ficará, se eles optarem pela poupança popular, cuja remuneração passa a ser de 70% da selic.

Seria a escolha entre o ruim e o péssimo, do ponto de vista do agiota.

Aos banqueiros, portanto, resta a saída de terem que suportar a decisão política da presidenta Dilma Rousseff, de mudar, estruturalmente, a regra de remuneração da poupança, de modo a viabilizar a queda  da taxa básica de juro, cujo resultado é menor lucratividade bancária.

Coloca-se em cena uma nova lógica econômica.

Para os banqueiros continuarem obtendo lucros elevados, não mais poderão contar com a selic em alta, pois se ela em queda sinaliza dívida menor e investimento maior o resultado é menor pressão inflacionária como resultado da estabilidade decorrente da oferta e demanda correspondentes.

Realização do lucro só na

produção não na especulação

A lógica que sustentava a alta da selic, expressa na ameaça da migração dos aplicadores dos fundos de investimento para a caderneta de poupança, levando perigo para financiamento da dívida pública, deixou de ser racional.

A lucratividade bancária, portanto, passará a depender do aumento da oferta de crédito para sustentar o consumo interno, razão pela qual se torna totalmente inadequada a manutenção dos juros escorchantes que os banqueiros impõem para financiar o crédito direto ao consumidor em nome da inadimplência em alta.

Estarão, se mantiverem a agiotagem atual, corrrendo o risco de quebrarem, principalmente, porque não terão mais pela frente a possibilidade de realizarem lucros por intermédio da cadente taxa básica, selic, cujo destino é o chão, de acordo com a estratégia colocada em marcha pelos governos em geral, para combater a dívida pública via juro baixo ou negativo.

Os bancos estão obrigados a mudarem de estratégia.

O resultado desse novo movimento histórico coloca os banqueiros diante da perspectiva de que somente sustentarão suas lucratividades, se, também, apostarem na produção de bens e serviços comprados a crédito.

Ataque aos juros,

jogada racional e popular

Afinal, a aposta que sempre fizeram na selic ascendente, por meio de cálculos subjetivos, puramente, especulativos, com a ampla concordância da grande mídia, tende a não se materializar em face da postura de um Banco Central comprometido com a combinação simultânea de controle dos preços com estímulo ao desenvolvimento.

Ampliar o crédito, a custo barato, vira alternativa obrigatória para os banqueiros brasileiros, visto que a teta do governo passará a dar menos leite, no compasso do esvaziamento relativo  da selic.

A CPI do Cachoeira, criada na semana em que Dilma jogou pesado contra a bancocracia, perdeu a batalha midiática para o novo movimento econômico e político dialético posto em marcha.

Não restaria aos governistas ameaçados pela CPI  se renderem, definitivamente, à popularidade crescente que a batalha dos juros contra os banqueiros agrega à titular do Planalto.

Categoria: (Economia, Política)

Juro alto acelera inflação, destroi a moeda, mata o consumidor e aniquila a democracia

Conselho Editorial Sul-Americano em 05/mai/2012

Os governos têm que reduzir a dívida pública via diminuição drástica do juro positivo, tornando-o, se possível, temporariamente, negativo, para que possam continuar se endividando, mantendo sua capacidade de puxar a demanda por meio da elevação dos seus próprios gastos. Dessa forma, freia a expansão das forças produtivas, que, no compasso do desenvolvimento científico e tecnológico, aumenta a produtividade, jogando os preços no chão, sinalizando deflação, o pior dos mundos para o capitalismo. Para que isso não avance, o jeito, não tem outro, seria distribuir melhor a renda em termos globais, visto que, se deixado às suas próprias forças, o sistema capitalista, como tem demonstrado, à larga, a história, caminha para a insuficiência crônica de consumo. Como distribuir a renda não é função do capitalismo, como está demonstrando a crise capitalista global, sua sobrevivência depende do calote na dívida, partindo para uma moratória, de modo que o governo possa renovar suas dívidas. Ou seja, como disse Adam Smith, governo não paga dívida, rola ela, para criar novos papagaios, e assim por diante. Segurar o juro, no osso, impedindo que ele aumente a dívida pública, arma contra a inflação, é, portanto, a saída. Se o juro é alto em meio ao endividamento elevado do governo, a economia tende a caminhar para a hiperinflação exponencial, abrindo possibilidade para sistemas políticos radicais autoritários, tipo nazismo e fascismo, como aconteceu na Alemanha e Itália, e comunismo, como o que vigorou na União Soviética, sob Stalin, no século passado. Nas atuais circunstâncias, marcadas pela crise do capitalismo financeiro especulativo, que levou à implosão da dívida pública, instrumento eficaz de combate à inflação sob economia monetária, sustentar juro alto é apostar na hiperinflação e no fim da democracia.

Processo democrático em risco

A crise mundial de 2008 virou a função da taxa de juro pelo avesso no contexto da economia monetária em que o Estado emite moeda sem lastro para dinamizar a atividade produtiva, como aconteceu ao longo de todo o século 20.

Essa estratégia veio substituir à que predominou, no século 19, sob padrão ouro – tempo do equilibrismo orçamentário -, que entrou em crise a partir do crash de 1929, quando foi à bancarrota a economia de mercado, o lassair faire, deixando de ser alternativa capaz de promover a reprodução ampliada de capital.

Em 1929, os Estados Unidos tinham uma frota de 27 milhões de automóveis e produziam 5, 3 milhões de carros por ano; o crasch derrubou a produção para 700 mil; a bolha estourou e deixou de ser saída para a reprodução capitalista.

O governo teve que entrar em cena.

Para evitar o aprofundamento da expansão das forças produtivas no setor de produção de bens duráveis, que levava a economia à deflação, o governo teve que virar consumidor de produtos bélicos e espaciais, obras publicas, ampliação do funcionalismo público, construção de pontes, viadutos etc.

Nascia a economia de guerra.

O Estado vira capital

Para tanto, criou sua própria moeda para exercitar a sua nova função econômica, ou seja, a de conter as forças produtivas, promovendo o aumento da demanda sem elevar a oferta, acelerada, historicamente, pelo avanço da ciência e da tecnologia, potencializadora do aumento da produtividade.

Com uma mão, o governo, a expressão do Estado, passou, ao longo do século 20, a jogar moeda na circulação para puxar as atividades produtivas; com a outra, viu-se obrigado a lançar títulos da dívida pública, para enxugar parte da oferta monetária, a fim de evitar enchente inflacionária.

Ou seja, na economia monetária, a dívida pública vira principal arma de combate à inflação.

A dívida cresce, dialeticamente, no lugar da inflação; aquela passa a ser efeito reflexo desta.

A estratégia , portanto, funciona, desde que o governo, o Estado capitalista, que VIRA capital, tenha condições de endividar-se, permanentemente, enxugando o excesso de oferta de moeda que ele mesmo lança na circulação.

Para tanto, a taxa de juro positiva é a arma que combate a inflação via aumento da dívida estatal.

Dívida, arma de combate à inflação

O governo oferece seus títulos e paga um juro atrativo ao investidor, que deixa de consumir, optanto pela poupança.

Dessa forma, o poder governamental exercita a política monetária, equilibrando oferta e demanda de dinheiro, utilizando, como arma do equilíbrio, o seu poder para endividar-se.

Assim, se o governo perde, aos olhos dos investidores, sua capacidade de endividar-se, tornando-se alvo de desconfiança do mercado financeiro, as possibilidade dele de controlar a inflação, utilizando a dívida como instrumento antiinflacionário, esvaem-se, perigosamente.

Emerge, portanto, o perigo da hiperinflação exponencial.

Foi isso que aconteceu, nos anos de 1920, com a Alemanha, na República de Weimar, abrindo-se as portas para o avanço do nazismo, diante do fato de que, com a hiperinflação, o poder de compra do dinheiro desapareceu, gerando insegurança social.

Ora, o que ocorre presentemente, no correr da crise financeira mundial, que paralisou o capitalismo, justamente, porque quebrou o instrumento de reprodução ampliada do capital, isto é, a dívida pública?

Se o mercado desconfia….

O mercado financeiro, diante do endividamento excessivo dos governos, deixou de acreditar na capacidade deles de continuarem se endividando para puxar a demanda global.

Não foi essa a razão principal que levou ao confronto quase suicida entre os dois maiores partidos americanos, em 2011, quando o Partido Republicano radicalizou, defendendo o fim do direito de o governo se endividar, para tentar combater o monumental deficit dos Estados Unidos, como se essa fosse a solução e não o problema?

Como última alternativa, para tentar sobreviver, a fim de evitar o caos hiperinflacionário, o que fizeram, o que estão fazendo os governos americanos e europeus, diante da crise de realização da taxa de lucro do capital sobreacumulado que sinaliza deflação, cujas consequências fatais são destruição simultânea do capital e do trabalho, ou seja, o fim do próprio capitalismo?

Os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa tomaram duas providências: primeiro, elevaram a oferta monetária e, segundo, jogaram os juros no chão.

De um lado, tentam animar os consumidores a continuarem se endividando para consumir as mercadorias que estão sobrando, a fim de evitar o fantasma deflacionário.

De outro, com o juro negativo, estão dando o calote na dívida pública interna, tentando evaporá-la.

Dar calote para endividar de novo

Não importa que a dívida cresça, já que não custa nada, visto que o juro não existe, perdeu a função anterior de enxugar.

Aos governos dos países ricos não interessa enxugar a dívida, via juros positivos, porque eles estourariam o caixa dos seus tesouros.

O excesso de oferta de dinheiro desvalorizado nas esferas econômicas ricas, assim, se desloca para o Brasil, por exemplo, onde o juro básico, selic, é, ainda, um dos mais altos do mundo.

Se o governo brasileiro, também, não faz igual ao que fazem os governos americano e europeu, isto é, não derruba os juros, vai enfrentar pressões hiperinflacionárias.

O juro positivo, por menor que seja, se transforma em fator de alta pressão inflacionária.

Faliu a tese segundo a qual o juro tem que aumentar para evitar a pressão do consumo, cujo aumento eleva a inflação.

É o contrário, o juro tem que diminuir drasticamente, porque se transformou em arma hiperinflacionária letal.

 

 

Categoria: (Economia, Política)

Neopoupança: crescimento com baixa inflação

Cesar Fonseca em 04/mai/2012

GOVERNO DILMA: JURO CADENTE, POPULARIDADE ASCENDENTE. O ministro Guido Mantega entra para a história, se a nova poupança colocar a economia brasileira no ritmo do crescimento com inflação estabilizada em um mundo capitalista mergulhado na deflação, enquanto o Brasil, graças ao seu mercado interno forte, atrai investidores, descrentes, em seus países onde vigoram juros negativos, da opção preferencial pela liquidez, dispostos a acreditarem na produção e no consumo, e não mais na especulação, como alternativa para a reprodução ampliada de capital. Pode ficar desmoralizada a falsa tese de que o juro é alto no Brasil porque a inflação é alta, dando lugar ao seu oposto, ou seja, a inflação é alta porque o juro é alto. Claro, se o juro é alto, os empresários, diante do aumento dos custos produzidos pelo dinheiro caro, repassam tudo aos preços, onerando o consumidor. A nova poupança abre espaço para queda do juro que diminui o custo da dívida. Permite sobrar mais recursos para investimento, que estabiliza os preços, enquanto o processo colocado em marcha, com o juro cadente, desvaloriza o real, elevando as exportações. Se o juro no crediário cai, a queda do rendimento da poupança, diante selic em queda, será minimizada. Troca de interesses. O povo não é burro. Impõe-se uma nova lógica econômica, que desmoraliza o argumento neoliberal segundo o qual o deficit público produz inflação. Nos países ricos os deficits explodiram, mas o que se verifica é aumento da deflação e não da inflação. A arma para impedir o processo inflacionáro é segurar a dívida pública com juro baixo ou negativo. Os Estados Unidos e Europa estão ensinando isso. Mantega passa seguir essa lição. Resta à bancocracia se enquadrar nessa nova lógica, baixando os juros para obter lucratividade, pois, caso contrário, quebrarão os bancos se continuarem apostando na especulação. Chegou a hora de acabar com o oligopólio dos agiotas da plutocracia financeira nacional.

Nova lógica macroeconômica

A nova regra que remunera a poupança em 70% da selic sempre que esta caia abaixo de 8,5% ao ano, abre novas expectativas, positivas, para o crescimento da economia de forma mais sustentável, sem maiores pressões inflacionárias.

O Banco Central teria condições de ousar mais na diminuição do juro, sem correr perigo de ver migração dos aplicadores dos fundos de investimentos para a caderneta de poupança, que passaria a ser mais atrativa, se permanecesse a regra anterior, de remuneração de 6,17 ao ano mais TR.

Inverteria o critério segundo o qual o aumento de juro visa combater a inflação, para o critério inverso de que juro alto eleva a inflação.

Por que?

Simples: juro mais baixo, diminuiria o custo da dívida pública, cujo tamanho tem sido utilizado como argumento de aumento do risco do seu financiamento, o que leva os banqueiros a aumentar, oligopolicamente, o custo do dinheiro, escravizando o consumidor e o produtor.

Falsa realidade desmoralizada

Ora, se a dívida cai, cai , também, o risco que ela representa, deixando nulo o argumento de que o juro deve ser aumentado por conta do endividamento elevado.

Divida menor, representando menores riscos e juros, proporciona investimento maior.

Consequentemente, maior taxa de investimento contribuiria para equilibrar oferta e demanda.

Seria forma de estabilizar a inflação.

Juro mais baixo, por sua vez, diminuiria importação de capital especulativo.

Isso desvalorizaria mais o real.

Encareceria, sim, as importações, mas favoreceria as exportações.

Jogo da compensação em cena

A compensação pelo encarecimento das importações, sinalizadora de pressão inflacionária, se daria pelo aumento da oferta interna com o aumento do investimento.

O aumento da oferta visaria equilibrar a demanda em crescimento decorrente da valorização dos salários e das políticias sociais.

Ou seja, estariam criadas condições para estabilizar melhor os preços em meio à promoção da melhor distribuição da renda, fortalecendo o mercado interno.

A pujança do mercado interno, por sua vez, representaria atrativo aos investidores externos, visto que não têm onde colocar seu dinheiro, nos países ricos, onde a desaceleração econômica está em curso, sinalizando deflações e quedas violentas da taxa de lucro.

Não seria mais o juro alto o atrativo para os investidores, a fim de ganharem na diferença das taxas externas, próximas de zero, das taxas internas, as mais altas do mundo, embora selic esteja cadente, tendende a cair mais com a nova regra da poupança.

A nova atração para o investidor – tanto nacional como internacional – seria o fortalecimento da própria economia decorrrente da queda dos juros.

Mercado interno, a nova força

Tal movimento favoreceria, de um lado, o mercado interno, por conta das novas expectativas abertas aos investimentos, que impediriam, com o aumento da oferta em relação à demanda, tensões inflacionárias, e, de outro, proporcionaria o crescimento das exportações, pois, afinal, juro mais baixo diminuiria a especulação contra o real, desvalorizando-o, relativamente, conferindo, portanto, maior competividade internacional ao produto brasileiro.

A presidenta Dilma Rousseff, não há dúvida, joga com o dirigismo econômico, em vez de se deixar levar pelas forças irracionais do mercado.

Ela está escrevendo, numa folha em branco, que representa a realidade diante da vontade política soberanaa, o seu novo roteiro para comandar a política tendo como o norte a combinação de crescimento com combate à inflação.

Dirigismo econômico em marcha

Para tanto, a força, o poder do Estado deve ser manipulado, politicamente, nesse sentido, em vez de ser utilizado pelas forças externas como até agora estava acontecendo.

O desafio, agora, da titular do Planalto é convencer o poupador na caderneta de poupança que a queda do seu rendimento toda vez que a taxa de juro básica cair abaixo de 8,5% representará aumento do investimento que manterá estável os ganhos salariais.

O que o trabalhador deseja senão que o seu poder de compra seja sempre preservado ou mantido em ascensão em meio ao crescimento sem pressão inflacionária?

Se ele entender 1 – que juro mais baixo significa inflação sob controle e, consequentemente, salário mais alto, e 2 – que com juro menor o crediário ficará mais barato, compensando rendimento menor da poupança, a guerra contra os agiotas poderá ser ganha.

Afinal, a simplicidade da regra da poupança era uma armadilha que justificava a sustentação do juro alto, responsável pelas prestações altas no crediário, em nome da inadimplência, também, produzida pela agiotagem bancocrática.

Categoria: (Cultura, Economia, Política)

Nasce dilmismo do lulismo-varguismo contra bancocracia com apoio das centrais sindicais

Cesar Fonseca em 02/mai/2012

As fontes do dilmismo para lutar contra a bancocracia especuladora: lulismo-varguismo. Os dois presidentes foram chegados às classes trabalhadoras. Getúlio, com sua visão larga de integração nacional, Lula, com o seu pragmatismo, dado pela sua própria condições de trabalhador. Ambos enfrentaram as burguesias com o escudo do trabalho, para tentar frear a ganancia sem limites do capital, para que ocorresse, no Brasil, o desenvolvimentismo relativamente equilibrado, em meio às maiores concentrações de riquezas, possíveis nas periferias capitalistas, onde as conquistas sociais democratas chegaram muito atrasadas ou ainda sequer chegaram. Vargas, no seu tempo, avançou com a legislação do trabalho; Lula, por sua vez, apostou tudo nos programas sociais, como alavanca do capitalismo apoiado no mercado interno. Ambos foram para a história. Dilma, herdeira do trabalhismo varguista e fruto do petismo pela mão de Lula mistura, agora, as duas vertentes nacionalistas, colocando, no Ministério do Trabalho, um Brizola, que não é neto, mas é um símbolo, o que, realmente, importa em termos políticos, para tentar unir as classes trabalhadoras em suas diversas centrais sindicais, com o objetivo maior de brigar contra os algozes do povo, os especuladores agiotas, que se transformaram nos maiores adversários do desenvolvimento com melhor distribuição da renda nacional.

A história pode girar mais forte amanhã, quarta feira, esquentando os tamborins da luta social, econômica e política no Brasil. A presidenta Dilma Rousseff recebe no Palácio do Planalto as centrais sindicais e outros representantes da classe trabalhadora. Na pauta: a briga do governo contra os banqueiros, para que eles reduzam os juros e parem de escravizar o povo por meio do capital especulativo. Ninguém aguenta mais. A economia não suporta um crediário em que o consumidor compra um carro a crédito e paga dois ao final do contrato; compra uma geladeira e paga três e assim por diante. Escândalo insuportável que reflexe o empobrecimento gradativo da classe trabalhadora, de um lado, e o enriquecimento indecente de meia dúzia de agiotas sanguessugas, de outro. No Planalto, Dilma, certamente, coordenará uma ação política. O jogo é político, não é técnico. Está em questão o interesse público. Os banqueiros atentam claramente contra tal interesse, comprometendo, decisicamente, a qualidade de vida da sociedade. Nada mais contrário à causa da utilidade pública do que as taxas praticadas pela bancocracia, ancorada em argumentos falsos, como o de que a inadimplência está alta, como se essa alta não fosse produzida pela própria exploração jurista. Ou pela vontade do consumidor de dar calote. É aquela tão dúvida: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Essa é a problemática expressa pela existência da inadimplência. O fato é que os banqueiros querem matar a galinha dos ovos de ouro que são os consumidores, garantia de que a economia brasileira dispõe no ambiente da crise mundial, como fator atrativo aos investidores globais em meio às políticas sociais que elevam o poder de compra dos salários. Os sindicalistas estarão ao lado de Dilma, porque, se os consumidores forem exterminados, como estão sendo, em escala crescente, as indústrias que empregam os trabalhadores sindicalizados terão que parar, o desemprego, consequentemente, aumentará e o resultado, obviamente, será a crise social.

Afirmação nacional indispensável

Para governar o país em meio ao avanço social das classes trabalhadoras, nos tempos das conquistas sociais democratas na Europa, Getúlio Vargas, sob ditadura, abriu-se aos novos tempos, criando a legislação trabalhista e um partido dos trabalhadores, o PTB, com o qual equilibrou-se frente aos capitalistas que resistiam aos progressos das conquistas sociais, enquanto, ao mesmo tempo, partia para as políticas nacionalistas, como alternativa nacional para a promoção do desenvolvimento econômico ao qual resistiam os imperialistas interessados em escravizar a sociedade, impedindo a sua emancipação econômica, social e política. Nascia o varguismo nas águas das forças sindicalistas, embora o ditador criasse institucionalmente freios para impedir que tal emancipação trabalhista saísse do seu controle diante de sua natureza reconhecidamente autoritária. Os trabalhadores, ao lado de Getúlio, foram as forças que, ao final, impediram o assalto programado pelo governo americano, de impedir a campanha do Petróleo é Nosso e tentar abocanhar a Petrobrás. A sociedade ganhou sua maioridade política, afirmando-se diante dos seus algozes.

Os algozes que ameaçam os brasileiros nesse momento agora são os banqueiros que mandam no Estado por meio do financiamento das campanhas políticas no Legislativo, demonstrando, portanto, que uma aliança do Executivo com o Congresso para combater os juros escorchantes, que ameaçam a sobrevivência do consumidor e da saúde da economia, não se materializaria jamais. O que faz, então, Dilma? Apela-se, como Getúlio, aos trabalhadores, chamando-os em Palácio para coordenarem juntos a batalha política contra os agiotas, que resistem às pressões do governo em favor de preço mais baixo do dinheiro como necessidade fundamental da política econômica. As centrais sindicais, nessa quarta feira histórica, poderão se transformar no lastro poderoso de Dilma, a partir da renovação do Mnistério do Trabalho, sob comando de herdeiro de Brizola, fruto do varguismo. O dilmismo está nascendo ao largo da desmoralização dos partidos políticos, colocados em xeque pela CPI do Cachoeira, tendo como alavanca as centrais sindicais. Qual o preço a ser cobrado pelos sindicalistas? É o que se vai ver depois da reunião de amanhã. Façam suas postas.

Tem, também, que ser colocado na mesa o escândalo praticado pelos banqueiros, nesse instante, o de que estão indo lá fora pegar dinheiro barato para financiar aqui dentro a juro caro, por exemplo, a venda de carro importado. Pode uma coisa dessa? As indústrias nacionais que já enfrentam o perigo da desindustrialização por conta de desajustes fiscais impostos por politicas monetárias adotadas por governos dos países ricos, que sobredesvalorizam suas moedas, são obrigadas, ainda, a aguentarem mais esse abuso dos banqueiros agiotas, determinados a não apenas destruirem o consumidor mas, igualmente, o parque produtivo nacional, usando sua força para pegar dinheiro barato a fim de destruir os produtores internos. Os sindicalistas nunca tiveram, historicamente, a oportunidade política de se unirem para valer por uma causa verdadeiramente popular, em termos gerais. A hora é essa. Herdeiros do varguismo, que criou a política do peleguismo sindical, expressa na cobrança do imposto sindical, responsável por colocar os sindicados sobre as asas do governo, impedindo a emancipação real dos trabalhadores, têm eles, agora, uma motivação de ordem política, econômica e social extraordinária, para além dos seus interesses de classe, a fim de se porem ao lado não do governo, mas, sim, do consumidor, ameaçado de extinção pelo jurismo assassino praticado pela bancacoracia agiota. Marchando ao lado deles, junto com a presidenta, estarão cuidando, também, dos seus próprios interesses, pois, dialeticamente, produção é consumo e consumo é produção. A presidenta Dilma Rousseff, da mesma forma, tem diante de si oportunidade de abrir picadas políticias cujas essências podem colocá-la como comandante de um novo movimento político popular no Brasil, ao largo dos partidos políticos, que serão obrigados a marcharem com ela, se não quiserem se apartar do processo dialético que está nascendo. Não podem os políticos financidos pela bancocracia agiota se colocarem ao contra os consumidores, apoiados pelas centrais sindicais em nome do fortalecimento da indústria e da preservação dos empregos. Xeque mate no Congresso.

União para a luta decisiva

A união das centrais sindicais em torno de Brizola Neto, um símbolo político, do qual Dilma Rousseff lança mão em momento decisivo de sua luta contra os sanguessugas do povo brasileiro, é fundamental para promoção das políticas sociais, ameaçadas pelo jurismo especulativo irresponsável que se volta contra o critério de utilidade pública, na tarefa para a qual foi designada a atividade bancária por meio de concessão estatal. Dilma precisa do apoio dos trabalhadores, mais do que nunca, para vencer essa grande batalha, ameaçada por aqueles que de tanto concentrarem em suas mãos o grosso da renda nacional resistem a todas os chamamentos em favor da razoabilidade. Como se transformaram em agentes que ameaçam a estabilidade, a única saída que Dilma tem pela frente é lançar mão do discurso de que os banqueiros  somente podem exercitar sua função se servirem ao público de acordo com o interesse público. Como não estão fazendo isso, podem sofrer as consequências, na forma de cassação de suas concessões em nome do interesse social. O apoio das centrais sindicais, para tanto, é indispensável. Um discurso de bandeja para Brizola.

O poder Legislativo que se encontra no limbo, no momento em que se inicia a CPI do Cachoeira, com potencial para destruir reputações legislativas por todos os lados, talvez tenha que recorrer ao prestígio de Dilma para não se afundar, principalmente, se ela conseguir unir as centrais sindicais para a luta política contra os banqueiros, maiores adversários da sociedade, nessa quadra histórica brasileira. As oportunidades políticas, portanto, se abrem para a titular do poder. Ela tem tudo para lançar as sementes do movimento político dilmista, assim como foram erguidos os movimentos varguistas, juscelinistas e lulistas, expressões políticas de ações que se sintonizaram com as demandas populares em determinados momentos decisivos da história. Dilma, ao que tudo indica, age mais ou menos em consonância com o originário sentimento político petista antes de explodir o mensalão, que acabou com a reputação política do PT, na medida em que o partido dos trabalhadores acabou se revelando igual aos demais ao aceitar o jogo do financiamento privado de campanha ao qual acompanha a inevitável corrupção da cachoeira política que mancha indelevelmente todos os demais partidos, desmoralizando-os, republicanamente. Como seria muito difícil imaginar que pudesse haver uma remoção da imoralidade política petista de modo a retomar o caminho da história do partido, eliminando suas máculas, sem levar em consideração a mancha deixada pelo episódio do mensalão, especialmente, no momento em que o STF se prepara para julgar os mensaleiros, restaria à Dilma abrir sua própria picada política, não mais ao lado dos petistas, mas, pelo que se vê, ao lado das centrais sindicais. O simbolismo nacionalista que se resgata com a indicação de Brizola para o Ministério do Trabalho, no primeiro de maio, coloca em cena o varguismo e o trabalhismo. A diferença do dilmismo do varguismo-lulismo seria, evidentemente, as novas circunstâncias históricas. Estas colocam no mesmo barco governo, consumidores, trabalhadores e empresários, representantes da produção, na luta contra a bancocracia que vive da especulação.

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Categoria: (Economia, Política)