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Dilma espanca, não as leis, mas o jeitinho brasileiro
Dilma espanca jeitinho brasileiro de governar
Posted 1 dia ago

O nacionalismo econômico e
político dilmista-lulista-petista

Os críticos da presidenta Dilma Rousseff de que ela não é lá essa gestora competentíssima que falam por ai, mas, sim, uma gerentona autoritária, que…

Dilma espanca jeitinho brasileiro de governar
Reserva cambial para produção derruba inflação
Reserva cambial para produção derruba inflaçã…
Posted 2 dias ago

A inflação brasileira atual
é produto do nacionalismo

Utilizar uma parte boa das reservas cambiais de 400 bilhões de dólares, aproximadamente, para fazer o desenvolvimento andar mais depressa.
Temos batido, insistentemente, nessa…

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Mesquitas cairam no conto do vigário de Lacerda
Mesquita caiu no conto do vigário de Lacerda
Posted 3 dias ago

 

Mesquita caiu no conto do vigário de Lacerda
Clarin: show de jornalismo sul-americano
Clarin: direita midiática dá show de jornalis…
Posted 5 dias ago

O verdadeiro espírito
jornalístico não
A esquerda e a direita, certamente, se incomodaram.
A primeira, porque não imaginava que o jornal de direita, como classifica o Clarin, fosse fazer um trabalho de…

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Lula, vira chanceler mascate de Dilma
Lula no Itamarati: globalizar Bolsa Familia
Posted 5 dias ago

O programa brasileiro Bolsa
Família é, sem dúvida, a 
O chanceler Antônio Patriota, certamente, é um diplomata competente.
Se não fosse não teria chegado aonde chegou.
Mas ele é meio blasé.
Não tem aquele…

Lula no Itamarati: globalizar Bolsa Familia
Brasil leiloado
Dilma leiloa Brasil à moda tucana
Posted 6 dias ago

PMDB muda correlação de forças no governo
PMDB impõe novo jogo político ao Planalto
Posted 9 dias ago

Os banqueiros foram os
grandes perdedores com 
Governar é correlacionar as forças políticas no ambiente da coalizão governamental no jogo democrático.
O que ocorreu essa semana no Congresso foi uma alteração substancial…

PMDB impõe novo jogo político ao Planalto
MP não sustenta mais governo de coalização
Elite impotente cria onda fascista anti-juven…
Posted 13 dias ago

Ao proibir o jovem
de 14 aos 18 anos de

Enche o saco ler, praticamente, a cada dia comentários repetitivos de especialistas, de editorialistas, de palpiteiros de toda a natureza, com…

Elite impotente cria onda fascista anti-juven…
Acabou a era das MP com morte em plenário
Crise: PMDB racha governo e põe fim às MPs
Posted 16 dias ago

Jamais se viu, tão
nitidamente, no

Os impérios não caem pelas forças que atuam de fora para dentro, destruindo-os.
Quase nunca têm forças para tanto.
Ao contrário, são as forças internas, em choque…

Crise: PMDB racha governo e põe fim às MPs
Moeda internacional para novo comércio global
Moeda global para novo comércio internacional
Posted 17 dias ago

Espírito de solidariedade
sul-americano para enterrar
o unilateralismo imperialista e
fortalecer o multilateralismo

Moeda global para novo comércio internacional
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BC empaca PAC, abala Dilma e ajuda Serra

Cesar Fonseca em 29/jun/2009

Meirelles, com os juros altos, joga Dilma no abismo, pois o PAC não anda com eles, enquanto Serra disporá de motivos, para criticas cada vez mais intensas sobre a política monetária do BCDilma e Serra, apenas, aparentemente, estão numa boa, mas Serra já viu o calcanhar de aquiles do PAC  que se chama Meirelles

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A queda da arrecadação tributária, decorrente da desaceleração econômica, intensificada, adicionalmente, pelos juros altos, que impedem a continuidade satisfatória do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC), com o qual o presidente Lula conta para eleger a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, em 2010, vai trabalhando, celeremente, para favorecer o governador tucano oposicionista de São Paulo, José Serra, maior crítico, no momento, da política monetária adotada pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, cuja situação, no governo, se os juros não cairem mais aceleradamente, tende a piorar. As notícias de que o titular do BC estaria saindo para assumir candidatura ao governo de Goiás poderiam ser mera cortina de fumaça. Ao bombardear a política de juros praticada por Meirelles, o tucano mina as bases do presidente Lula e, consequentemente, de Dilma. O BC, na prática, empaca o PAC. 

Serra, que resiste a dizer que é candidato, não deu colher de chá a Meirelles, em palestra realizada, em 18.06, em Washington, no Simpósio Foresight USA, reproduzida, no domingo, pelo jornal O Estado de São Paulo, intitulada “Uma visão latinoamericana da crise”. Sem, naturalmente, citar o titular do BC, o titular do Palácio dos Bandeirantes, destacou que enquanto outros países sul-americanos, como o Chile e Peru, por exemplo, reagiram, na primeira hora, à bancarrota financeira internacional, jogando, fortemente, os juros para baixo, no Brasil, as autoridades monetárias, diga-se Meirelles, enrolaram, trocando bola no meio de campo ou jogando para as laterais, sem disposição de ir ao ataque para fazer gol, a fim de sustentar a produção via custo menor do dinheiro.

Guido Mantega resiste à queda da arrecadação via isenção do IPI, porque sabe que será suicidio para a saúde do PACClaro, quem manda no presidente do Banco Central é o presidente da República. Se fosse Serra o titular do Planalto, a situação teria outro fim, dadas suas colocações no Simpósio. No período crítico, a partir de 15 de setembro de 2008, quando o banco Lehman Brother quebrou e acelerou a derrocada, o governo dividiu-se e, por isso, ficou paralisado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desenvolvimetista, semelhante à Serra, pregou juros mais baixos, de forma mais vertiginosa. Meirelles, ao contrário, ficou encravado no argumento de que era preciso estar atento à inflação, quando, na verdade, o perigo passou a ser o o oposto, ou seja, a deflação.

A grande mídia, amarrada ao capital externo, que sustenta a pregação favorável aos juros altos mantidos pelo BC, posicionou-se reacionariamente. A falta de ação de Meirelles, por sua vez, estimulou os bancos privados a manterem , igualmente, as taxas de juros no crediário ao consumo nas alturas exorbitantes. Desesperado, o governo solicitou aos banqueiros cooperação. Que usassem os grandes bancos, que atuam na base do oligopólio, há tempos, o dinheiro do depósito compulsório recolhido pelo BC a título de administração da política monetária, para tentar minimizar os estragos da crise.

Os bancãos nem deram pelota ao Planalto, para socorrerem os bancos pequenos, cujas reservas estavam comprometidas com o crediário direcionado às compras de bens duráveis. Os grandes bancos, nos últimos anos, engordando, preferencialmente, nos títulos da dívida pública interna, regados pelos juros mais altos do mundo, estavam fora desse perigo. Ficaram na deles, retrancados. Receosos de alguma reação, os bancãos Itaú e Unibanco se uniram. Formaram mega-oligopólio. Utilizaram o dinheiro do compulsório, em sua maior parte, para reforçar suas reservas, jogando, ainda mais, nos títulos públicos, melhor negócio do mundo.

 

Meirelles na corda bamba 

 

Os juros altos do BC contribuem para reduzir arrecadação e consequentemente paralisou quase o PAC lulistaResultado: o crédito, mediante juros altos, desapareceu, o consumo desabou, as empresas foram ao fundo do poço, a arrecadação tributária, idem, e o PAC empacou, como demonstrou o programa eleitoral do PSDB, ao mostrar as obras paralisadas de norte a sul e de leste a oeste. Pura fantasia midiática, ainda mais, se o consumo, que gera arrecadação, que produz investimento, não reagir.

Os banqueiros ficaram numa boa, enquanto o governo ia caminhando rapidamente para o buraco. Eles se livraram dos derivativos e dos perigos de se sucumbirem sob os subprimes imobiliários, que detonaram a praça financeira americana e européia, com reflexos em toda a Ásia e América do Sul. Afinal, a banca nacional tinha opção muito melhor, isto é, os juros escorchantes brasileiros, sustentados pelo BC. Atraíram os custos elevados do dinheiro a poupança internacional que, por sua vez, sobrevalorizou, ainda mais, a moeda nacional, detonando o comércio exterior.  A China cheia de dólares, candidatos à desvalorização, despregou-se em risadas. A quantidade de trouxas no mundo é inesgotável, como destaca o notável escritor Loyola Brandão.

Sentindo que os grandes bancos não ajudariam os pequenos bancos, muito menos as empresas que venderam através deles suas mercadorias a crédito, indo, consequentemente, à bancarrota, o governo, apavorado com a queda da arrecadação que detonaria o PAC,  partiu para reforçar a oligopolização bancária estatal. Sinalizou que, na grande crise e em seu desdobramento, de agora em diante, confrontar-se-ão,  necessariamente, os oligopólios financeiros privados, de um lado, e o oligopólio estatal, de outro, para o bem e para o mal.

Nesse ambiente, em que o Ministério da Fazenda pregava juro mais baixo a ser praticado pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, como fator anticíclico, de modo a evitar bancarrota do setor privado, os bancos grandes jogaram no oposto, ou seja, sustentaram, e continuam sustentando, juros absurdos no crediário, embora a taxa báscia selic esteja em 9,25%, ficando em torno de 5% reais, descontada a inflação.

Isto é, a banca privada insiste em jogar dobradinha com o BC, monetarista de carteirinha, que não entendeu, ainda, que o neoliberalismo, com sua prática desregulamentadora, alavancadora em excesso e livre de fiscalização rígida, foi para o espaço. Sustenta juro alto o BC, quando todas as economias capitalistas desenvolvidas atacam de juro negativo.

Na última semana, por exemplo, o governo americano, em face da desaceleração da economia dos Estados Unidos, sustentou o patamar atual, ou seja, abaixo de zero o juro real, na esperança de promover reação das atividades produtivas, afetadas pelo excesso de endividamento das famílias, responsável por jogá-las na prática poupancista e não gastancista.

O lobista do setor industrial paulista tenta eternizar a isenção do IPI, mas joga contra o presidente, pois tal estratégia detona o PAC, pois implica em redução da arrecadação e revolta de governadores e prefeitos, sangrando o tesouro nacional em nome do discurso da produçãoO presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em tais circunstâncias dramáticas, ficou cosinhando, com fogo baixo, o frango do juro alto, de modo a mantê-lo duro e intragável para o consumidor endividado, temeroso de gastar, levando, consequentemente, as empresas a correrem para o governo, a fim de pedir socorro em forma de desoneração fiscal, o que poderá rolar, nessa segunda feira, com prorrogação da isenção do IPI sobre compra de automóveis por mais 90 dias. Mas, até quando o presidente Lula vai atender o lobby dos industriais cujo patrono é o ministro Miguel Jorge?

Tal estratégia desonerativa  joga lenha na fogueira da queda da arrecadação. O presidente Lula percebeu a armadilha, pois, se se mantiver a isenção, recolherá redução dos ingressos tributários. Não terá dinheiro para o PAC e, pior, sofrerá pressões dos governadores e prefeitos, que padecem com a diminuição das transferências do IPI. O resultado, evidentemente, será bancarrota das prefeituras e governos estaduais, que, simplesmente, deixarão de cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF). Nesse contexto, quer jogar dinheiro no bolso do consumidor , para ir às compras, e não do empresário, que embolsa, para manter constante sua taxa de lucro.

Serra sentiu todo o drama de Lula e Dilma, diante de um PAC tatibitate, intensificando seu ataque a Meirelles, que, se cair, terá dado sinal de evolução às críticas serristas em favor de um comando mais nacionalista para o BC.

Categoria: (Economia)

Dilma espanca jeitinho brasileiro de governar

Cesar Fonseca em 24/mai/2013

kkkkkkkkkkkkkkkkk

O jeitinho brasileiro de empurrar os problemas com a barriga, de ir fugindo para frente, em vez de enfrentá-los com determinação e garra, algo tão comum na vida política nacional, está sendo duramente espancado pelo presidenta Dilma Rousseff e suas duas principais assessoras, ministra Gleisi Hoffman, da Casa Civil, e Ideli Salvati, das Relações institucionais, encarregadas de operar dura relação com a classe política, que, como se sabe, é aquele angu de caroço, sempre jogando verde para colher maduro etc. A confiança entre os atores, a partir da superação do famoso jeitinho, removido pelas exigências de serem os assuntos tratados com o máximo de rigor técnico, como pressuposto para tocar decisões, tem que se dar em outra base, ou seja, na do conhecimento absoluto dos fatores indispensáveis às providências operacionais. Nada de enrolação. É isso que chateia os integrantes do time de Rolando Lero, levando-os, sempre, a espalhar as maledicências capazes de infernizar o andamento do governo sob comando de alguém que adquiriu casco duro nos embates decisivos.

O nacionalismo econômico e

político dilmista-lulista-petista

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha, cutuca onça com vara curta. Seria ele o cérebro  favorável à instalação da CPI da Petrobrás, criando uma tensão com o Planalto, no momento em que a presidenta Dilma se prepara para comandar o maior leilão de venda de petróleo do mundo, na camada do pré-sal, cujos resultados poderão  levar o governo a obter recursos capazes de fechar suas contas fiscais nesse anos?

Os críticos da presidenta Dilma Rousseff de que ela não é lá essa gestora competentíssima que falam por ai, mas, sim, uma gerentona autoritária, que não gosta de ser contestada, justificam, sem maiores convicções, seus pontos de vista à visível contradição, ainda não superada, satisfatoriamente, de estar vivendo o Brasil a combinação intrigante de crescimento econômico baixo, inflação resistente  à queda  e pleno emprego, razão maior da popularidade presidencial.

Tendem eles a concluírem que esses resultados, aparentemente, conflitantes decorrem dessa falta de gerenciamento competente cujo resultado traduz-se em desconfiança dos empresários na política econômica em curso, indutora do investimento baixo, insuficiente, para produzir uma demanda compatível com a oferta de bens e serviços, de modo a assegurar comportamento equilibrado dos preços.

Machismo e reducionismo mecanicista evidenciam-se, claramente, nessa análise, como se depreende da excelente matéria dos repórteres Raymundo Costa, Mônica Scaramuzzo e Fernando Exman, no caderno cultural do Valor Econômico, nessa sexta feira, extraída de depoimentos em off de gente do governo e do setor privado, palpitando quanto as suas relações com a presidenta no dia a dia da governança nacional.

A mulher, realmente, é durona.

A vida dela como guerrilheira, no tempo da ditadura, conforme livro de Roberto Batista Amaral, “A vida quer é coragem”, Ed. Primeira Pessoa, 304 pgs, 2011, dotou-a de casco duro, em meio à sensibilidade feminina.

criou nova dialética

decorrente da aposta

llllllllllllllllllllllllllllllllllllll

O ex-ministro Nelson Jobim, da Defesa, foi, duramente, defenestrado por Dilma por tentar manter uma independência que como integrante do governo não tinha, como a de dar declarações políticas incompatíveis com a direção política governamental, além de falar mal de colegas de ministério.Um destemperado que dançou feio.

Ter de opinar, na formulação de estratégias para produzir decisões políticas entre guerrilheiros, como Lamarca, a quem criticou, em face de escolhas a seguir, em meio às pressões, representou aprendizado brabo.

Depois da ditadura, ela levou essa experiência de vida, esse acervo todo, para a prática administrativa, onde passou a atuar, nas áreas municipais, estaduais e federais, até chegar ao topo, pelas mãos de Lula.

Teria ou não abandonado de todo a necessidade de administrar sob sigilo, segredo e código, para driblar os ditadores, enquanto agente guerrilheira, assim que o sol da liberdade voltou a brilhar sobre sua vida, determinando novo comportamento adequado às práticas democráticas?

Ou o cachimbo deixou a boca torta para sempre?

O enfrentamento dos desafios, do perigo quanto a sair viva ou morta diante das decisões tomadas, muitas das quais movidas mais por instinto de sobrevivência do que por racionalidade, conferiu, certamente, grande dose de autoconfiança, depois de resultados positivos alcançados, enquanto diante dos resultados negativos, a conclusão seria a de que, como disse o poeta, navegar é preciso, sem cuidar muito de dar satisfação aos que só sabem criticar etc.

no mercado interno por

meio da melhor distribuição

llllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

Engraçadinho e puxa-saco inveterado, o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, achou que poderia exercitar liberdades excessivas com a titular do Planalto, além de tentar fazer jogo duplo para faturar no facilitário político da coalizão governamental. Também, dançou, embora sua influência, como comandante do PDT, ainda, continue expressiva.

A questão de fundo, além da problemática da personalidade característica de cada ser humano, homem ou mulher, é o fato de Dilma ser extremamente exigente na condução dos assuntos públicos nos quais exercita a sua consciência ética, para o bem ou para o mal, no ambiente do histórico machismo brasileiro.

Cobrar resultados, exigir cumprimento das determinações, valorizar ao extremo o ponto de vista individual, no embate coletivo, e impor dose de autoridade acima da média implicam alto preço a pagar.

Mais ainda em se tratando de mulher, que se cercou de mulheres, para governar no ambiente público no país onde a característica principal é o famoso jeitinho brasileiro de conduzir as coisas.

Quando dizem que Dilma espanca as leis, antes de assinar em baixo em suas decisões, para ver e sentir todas as dimensões e caracterizações que elas comportam, abrindo-se às interpretações variadas, o que ocorre, na verdade, é o espancamento desse famoso e abominável jeitinho nacional de fugir para frente diante os problema a resolver.

Como não é do estilo dela a fuga para frente, indo, como autêntica guerrilheira, ao enfrentamento, o resultado é esse aí que se vê: incômodos gerais para os acomodados com o estilo de governar jamais experimentado no Brasil.

O estilo é a mulher.

da renda, que produz

a lógica segundo a qual

llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, é uma das cabeças da nova administração dilmista, que exige rigor total nas formulações de governo, sintonizadas com a exigência radical da presidenta de dispor de todos os dados, em detalhes minuciosos, como presssupostos  fundamentais para tomada de decisões.

O que não dá para engolir é a tentativa machista, que vai se destacando cada vez mais em Aécio Neves, por exemplo, de querer vincular o estilo de gerenciar de Dilma com o crescimento baixo do PIB e com a inflação resistente à queda, como se fossem fatores concomitantes.

A inflação decorreria da defeituosa incompetência administrativa dilmista ou da virtude governamental dilmista de manter a alavancagem produtiva redistributiva de renda que elevou a massa de consumidores no Brasil, desequilibrando oferta e demanda globais, elevando, relativamente, os preços e, igualmente, impulsionando, por isso, investimentos em infraestrutura, que ganham novas velocidades?

Como, evidentemente, não há correspondência direta entre a exigência de curtíssimo prazo posta pelo aumento da demanda e a resposta de médio e longo prazo da oferta, que eleva gastos sem produzir receitas, na fase de maturação do investimento, a tensão inflacionária seria produto de incompetência gerencial ou de estímulo ao ganho capitalista, que requer temporária tensão altista de preços, como realização de lucro produzida por essa defasagem entre consumo e produção?

E esse ganho capitalista, no ambiente dos investimentos públicos, teria que ficar ao sabor do contratado, empresário, de modo a alcançar taxas internas de retorno(TIR) elevadas, ou do contratante, Estado, sob lógica público-privada, combinadas, sem maiores exorbitâncias?

Trabalhar nesse sentido seria elevar o grau de desconfiança na ação estatal, contribuindo para afastar investidores, como andam dizendo os tucanos, ou preservar o interesse do contribuinte, trabalhando no sentido de controlar a inflação?

Quanto à dicotomia visível entre PIB baixo, de um lado, e melhor distribuição da renda nacional, de outro, responsável por elevar o consumo interno e evitar que a economia brasileira se sucumbisse à bancarrota capitalista global, os estudiosos, certamente, terão a oportunidade de verificar que nas fases em que o PIB brasileiro registrou as mais altas taxas de crescimento, curiosamente, foram registradas, também, as mais altas taxas de concentração de renda.

Afinal, não vigorava a máxima de que primeiro era preciso fazer o bolo crescer para depois dividir, como, certa vez, teorizou Delfim Netto, na era da ditadura política?

Seria essa a expressão satisfatória do gerenciamento competente da economia nacional, quando uns, a minoria, se dão bem, enquanto outros, a maioria, se dão mal?

o ato de dar consumo

gera o ato de receber

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Durona como Ângela Merkel, mas em sentido contrário. Enquanto a lider alemã proclama a austeridade fiscal e monetária para vencer a crise capitalista global, Dilma entende que cercear o crescimento, impondo austeridade, a ferro e fogo, implica em aprofundar a crise, explodindo o sistema.

Os pregadores da necessidade de o governo ser eficiente, como o setor privado, precisariam ler Malthus, o maior economista de Cambridge, segundo Keynes.

Para Malthus, o excesso de eficiência do setor privado, dado pelo aumento da produtividade impulsionada pela ciência e tecnologia a serviço da produção, maximizando lucro e minimizando custos, requer, necessariamente, como fator de sobrevivência, o seu oposto, ou seja, a ineficiência relativa do setor publico, cuja meta é a minimização do lucro e a maximização dos custos(gastos).

Haveria, realmente, eficiência privada sem a ineficiência pública?

Opostos que se atraem e se repulsam, dialeticamente.

Querer, como reclamam os economistas neoliberais, funcionarios dos banqueiros, que o governo seja eficiente como o setor privado, cortando gastos etc, é um contrasenso total, do ponto de vista do capital.

O papel do governo, nas crises, quando os investimentos caem, é, segundo Malthus, esse mesmo: gastar para gerar demanda sem aumentar a oferta.

Quem vai comprar máquinas novas para colocar no lugar das que estão paradas, quando a demanda cai?

Assim, diz Malthus, o papel da demanda governamental, no ambiente de desaceleração produtiva, é o de sustentar tensão relativa entre produção e consumo, capaz de elevar os preços e a lucratividade do setor privado, impossível de ser mantida se predominar o discurso neoliberal da eficiência, de um lado, e do estado mínimo, de outro, cujo resultado seria deflação, que destrói o capital.

Para além dos aspectos personalistas, nos quais Aécio está focalizando, para tentar destruir Dilma, enquanto, mostra, com essa estratégia, apenas, o seu machismo inconsequente, o que está em cena, substancialmente, é a colocação, em prática, pelo governo dilmista-lulista, da linha malthusiana-keynesiana de utilizar a ineficiência estatal para sustentar a eficiência privada, que não consegue sobreviver por si mesma.

imposto, que garante

recursos para investimentos e 

equilíbrio no crescimento

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Malthus, um gênio da economia, viveu sob ostracismo, no seu tempo, porque falou a verdade que ninguém queria ouvir: a eficiência do setor privado requer o seu oposto, ou seja, a ineficiência do setor público, para evitar que o capitalismo caia na deflação destruidora de capital.

O maior pecado de Malthus, que o levou ao ostracismo, pelos economistas clássicos, equilibristas, do século 19, foi falar, abertamente, a verdade, enquanto a maior virtude do seu discípulo Keynes, que o levou à fama exponencial, no século 20,  foi encobri-la com o manto da ideologia cínica inglesa, utilitarista, suprassumo do capitalismo, que, agora, na crise global, detonada em 2007-2008, deixa de ser útil, quanto mais os governos superendividados perdem a capacidade de gerar a demanda que salva o setor privado incapaz, sozinho, de gerar a oferta.

A saída é acabar com os governos ou renegociar/cancelar suas dívidas, para que iniciem novos processos de endividamentos?

A verdade, em economia, jamais pode ser dita.

Enfim, o diferencial de Dilma-Lula está sendo o de que seu malthusianismo-keynesianismo eleva relativamente demanda e oferta ao promover relativa valorização dos rendimentos dos salários e dos programas sociais, impedindo que o crescimento do PIB se faça mediante concentração de renda, enquanto se avança no pleno emprego.

Enquanto no keynesianismo-malthusianismo clássico, o pleno emprego é produto da máxima exploração do trabalho, sob desemprego involuntário, no malthusianismo-keynesianismo lulista-dilmista, o pleno emprego vai sendo alcançado com maior distribuição de renda, mesmo mediante PIB relativamente baixo, ao mesmo tempo em que avançam investimentos público-privados em infraestrutura, para equilibrar oferta e demanda, capaz de controlar a inflação, por um lado, e evitar a deflação, por outro.

O equilibrismo macroeconômico(fiscal e monetário) que os neoliberais pregam como fundamental na crise do capital, centrado no enxugamento dos gastos do governo, é uma fantasia delirante inalcansável.

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Categoria: (Economia, Política)

Reserva cambial para produção derruba inflação

Conselho Editorial Sul-Americano em 23/mai/2013

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O ex-presidente Lula, que se transforma, a cada dia, no chanceler, de fato, do governo Dilma, defendeu, na Argentina, em reunião com mais de 80 intelectuais, empresários, trabalhadores de toda a América do Sul, a utilização das reservas cambiais para promover mais intensamente a cooperação econômica latino-americana, bem como a integração da América do Sul com a África. Essa é uma proposta que o www.independenciasulamericana.com.br tem pregado, insistemente, nos ultimos três anos. Se Sarney, em plena crise de sabotagem da banca internacional, entre 1985 e 1989, sobreviveu com uma reserva de 4 bilhões de dólares, por que, agora, ter medo de utilizar uma parte dela, quando o governo Dilma acumula quase 400 bilhões de dólares? Macho, sim, foi Sarney! A grande mídia, como sempre, não vocalizou esse importante encontro de Lula com a comunidade pensante sul-americana, ocasião em que conclamou, energicamente, a necessidade de serem abandonadas as receitas alienígenas ditadas pelos representantes do capital internacional, cuja essência é a de produzir resultados positivos, apenas, para seus interesses. Até aí, tudo bem. Cada um na sua. Mas, por que os sul-americanos não pensam com suas próprias cabeças, buscando a cooperação e as vantagens econômicas disponíveis? A América do Sul possui, em grande quantidade, tudo que a manufatura global necessita: alimento, energia, minério, gás, petróleo, terras em abundância, oferta abundante de energia solar, água e, também, uma base industrial e uma classe empresarial diligente etc. Não precisa de nada, como, nos anos de 1920, disse o grande empresário Ermelino Matarazzo, defensor da horizontalização empresarial, industrial e comercial brasileira. Não foi à toa que ele ergueu mais de 350 indústrias, como  relata Ronaldo Costa Couto, em seu importante livro sobre a vida do magnata italo-brasileiro, que chegou ao Brasil no final do século 19. Trazia, como capital, essencialmente, um carregamento de banha de porco, que afundou no porto, obrigando-o a começar do zero, até se transformar, graças às potencialidades econômicas brasileiras, no maior empresario do mundo, na primeira metade do século 20, ao lado de grandes magnatas americanos, dos automóveis, do petróleo etc. A elite pensante brasileira, que raciocina com a cabeça do capital alienígena, espalha que não se pode utilizar as reservas, porque elas são garantias contra especulações financeiras. Mas, ninguém, no mundo, acumulou tantas reservas, assim, nem a Alemanha, o país mais poderoso da Europa. Tem a China, que possui cerca de 3 trilhões de dólares guardados. Mas o que fazem os chineses com elas? Estão comprando ativos reais com os ativos fictícios! Por que ficarmos parados, boca aberta, cheia de dentes, esperando a morte chegar, na hora que a crise especulativa monetária implodir, como preveem muitos analistas de peso, que já enxergam descolamento entre a bolsa e a produção no compasso da expansão monetária americana, que intranquilia o próprio FED? Por que juntar moeda que caminha para a sobredesvalorização no compasso da especulação monetária imperialista americana, produzindo incertezas econômicas gerais e pressões inflacionárias intermitentes, enquanto falta dinheiro para as obras de infraestutura. Por que a grande mídia não coloca em discussão essa grande questão levantada por Lula, na Argentina, que não mereceu nenhuma repercussão por aqui, revelando o colonialismo cultural tupiniquim? O poder midiático nacional está fugindo da verdade quando não vê que a inflação brasileira decorre de dois fatores fundamentais que se conjugam. De um lado, a expansão do consumo decorrente da melhor distribuição da renda nacional. De outro, a expansão monetária do imperialismo americano, europeu e japonês, que sobredesvaloriza as moedas dos países emergentes, produzindo guerras cambiais autodestrutivas. Enquanto isso, o pais tem guardado perto de 400 bilhões de dólares, dando prejuízo ao tesouro nacional, por não render nada, de um lado, e exigir aumento de juro e elevação de dívida, de outro. Cadê as cabeças nacionais para pensar o Brasil, soberanamente? É por isso que se faz urgente e necessária a democratização dos meios de comunicação, porque depender do oligopolio midiático, comandado por meia dúzia de poderosas famílias, o Brasil continuará patinando.

A inflação brasileira atual

é produto do nacionalismo

hhhhhhhhhhhhhhh

O Brasil, segundo Matarazzo, não precisa de nada, pois tem tudo. Falta-lhe, apenas, cabeça para pensar por si mesmo, ficando dependente da cabeça dos outros. Aí é o caos.

Utilizar uma parte boa das reservas cambiais de 400 bilhões de dólares, aproximadamente, para fazer o desenvolvimento andar mais depressa.

Temos batido, insistentemente, nessa tecla, aqui, nesse espaço.

Por que guardar esse dinheirão todo que está dando prejuízo aos cofres públicos.

O governo compra títulos do tesouro americano, que não paga, atualmente, um centavo de juro, e paga o juro selic pelo dólar convertido em reais que entra nas fronteiras nacionais.

Burrice total.

O argumento oficial tem sido o de que essa baba de dinheiro, que não contribui para alavancar sequer a produção de uma cabeça de alfinete, protege a soberania nacional contra eventuais corridas cambiais.

econômico desenvolvimentista-

distributivista, de

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Vem ai, mês que vem, grande livro: a vida de Antônio Ermírio de Moraes, do professor José Pastore. Na crise, Ermirio partia para o investimento. Por que o discurso dele não é a moda na CNI?

Assim, vão se juntando dólares sobredesvalorizados, no rítmo da política de expansão monetária americana, que vai sobrevalorizando, artificialmente, a moeda nacional, contribuindo para intensificar desindustrialização brasileira, aumentar dívida interna e externa, forçando pressões inflacionárias, e criar fortes expectativas de desorganização das contas públicas.

Ou seja, acumula-se reservas que criam tensões macroeconômicas, cujos desfechos, como a história já comprovou, são, no limite, corridas cambiais, contra as quais as reservas, um dia, sabe-se lá quando, serão utilizadas como garantias disponíveis nos cofres nacionais.

Enquanto isso, ainda vivem, no Brasil, 22 milhões de brasileiros na miséria, padecendo de, praticamente, tudo.

É aquela velha história do pai que deixa o filho com fome para encher a barriga dos outros.

de um lado, e da expansão

monetária imperialista

americana, de outro, gerando

tensões cambiais

cujas consequências 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Mauá derrubou a libra esterlinha acumulando moeda brasileira até que esta desapareceu da praça e ele, com ela acumulada, pôs preço na sua mercadoria. Gênio. Cabeça própria, brasileira.

Falta dinheiro para bancar a infraestrutura, para intensificar a exploração de energia, petróleo etc.

Carece, também, de dinheiro para incrementar o empreendedorismo nacional, fomentando, especialmente, as micro e pequenas empresas, responsáveis por 35% do PIB e quase 90% da oferta de emprego no país.

As estradas precisam ser duplicadas, para a produção agrícola escoar até os portos.

As ferrovias dependem de investimentos, para cruzar o território nacional de norte a sul e de leste a oeste, a fim de garantirem maior competitividade ao produto nacional, no mercado internacional.

Contribuiriam, sem dúvida, para combater a inflação, mediante redução de custos de produção.

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Lênin, líder da revolução soviética, defendeu que os operários russos teriam que dispor da disciplina dos operários de Ford, treinados, competentes, empreendedores.

As indústrias e os consumidores clamam por financiamentos mais baratos para a produção e o consumo, algo essencial, no ambiente em que a política de melhor distribuição da renda nacional – via maior valorização do salário mínimo e expansão de programas sociais redistributivos – colocou, no mercado, nos últimos dez anos, 40 milhões de novos consumidores etc.

Quer dizer, o combate à inflação está na mão.

Precisa de dinheiro para tocar o desenvolvimento, para ampliar a oferta de bens e serviços, de modo a contrabalançar a demanda que cresceu por conta do nacionalismo econômico em marcha?

Joga a reserva na produção, pombas!

Não tem mão de obra, para enfrentar tamanho desafio?

Importa a mão de obra disponível nos países ricos, altamente, detentores de tecnologia e educação, utilizando as reservas, pombas!

Faz-se necessário quadruplicar a oferta de ensino técnico, para garantir o futuro de uma juventude brasileira, ameaçada de não ter oportunidade de trabalho, afetada pela exclusão social?

Por que não mandar ver esse assunto, liberando verbas das reservas, pombas?

são bloqueio do comércio

internacional e aprofundamento

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Anísio Teixeira, também, fã de Ford, pregou disseminação do ensino técnico profissional, nos anos 30, mas a elite nacional, com medo dos trabalhadores conscientes e preparados optou pelo obscurantismo fascista colonizado. Foi assassinado por pensar por si mesmo.

O gargalo do transporte público nos grandes centros encontrou o seu limite, em face da utilização do carro individual, cujas vendas aumentaram por conta da melhor distribuição da renda nacional?

Pombas, joga um terço das reservas, cerca de 120 bilhões de dólares, para fazer metrôs nos grandes centros, promovendo a expansão desenvolvimentista subterrânea, para aumentar a qualidade de vida do povo!

Os investidores internacionais viriam ou não viriam fazer parceria público-privada com o governo brasileiro, a fim de dinamizar a infraestrutura nacional, bancando meio a meio os investimentos?

O Governo Dilma colocaria 200 bilhões de dólares e a outra parte entraria com outros 200, por que não?

Os investidores internacionais estão com dinheiro empossado, porque não tem programas de investimentos públicos, já que os governos ricos estão falidos e porque, na esfera econômica desenvolvida, tudo já está pronto em matéria de infraestrutura.

Tudo está por fazer é na América do Sul e na África.

A economia nacional ficaria exposta às corridas cambiais especulativas, se fizessem um grande planejamento desenvolvimentista, nesse sentido, envolvendo os capitalistas do mundo desenvolvido que estão sem oportunidades de investir em seus países, por conta das políticas burras de austeridade, recomendadas pelo FMI?

da crise global em

escala incontrolável

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Subordinado ao pensamento econômico neoliberal alienígena a CNI, comandada pelo mineiro tucano, Robson Braga, não consegue levantar uma idéia desenvolvimentista empolgante. O que acha de utilizar as reservas para investir no desenvolvimento?

O que falta é o que Lula disse muito claramente: capacidade das elites dos países emergentes desligarem seus destinos do pensamento colonialista que tem manipulado-as com suas teorias furadas e exorbitantes.

Se Lula fosse escutar os mestres da economia, no auge da crise de 2007-2008, teria levado o Brasil para o buraco.

Felizmente, ele não tem a cabeça de FHC, que escreveu sobre a dependência nacional ao capital externo, mas que, no governo, aprofundou a dependência!

Se o PSDB quer chegar mais perto do povo, terá que aprender as lições de Lula, é claro, em favor da maior cooperação e melhor distribuição da renda, como alternativa fundamental para superar a crise global.

O resto é conversa de tucano para boi dormir.

Categoria: (Cultura, Economia, Política)

Mesquita caiu no conto do vigário de Lacerda

Cesar Fonseca em 22/mai/2013

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É, sem dúvida, muito rica e extraordinária a história da família Mesquita, hoje, de luto com a morte de Ruy Mesquita(1925-2013), diretor de redação do grande jornal O Estado de São Paulo. Ela está engajada nas lutas políticas pela afirmação democrática brasileira desde as campanhas abolicionista e republicana, no final do século 19. Entrou no século 20 sintonizada com os ideais democráticos tenentistas, florescentes, principalmente, depois da Guerra do Paraguai, quando os militares se auto-intitularam  defensores dos ideais republicanos, predispostos a ir adiante na mudança do regime, a fim de modernizar o país submetido a uma mentalidade colonial escravocrata, então comandada pelos interesses econômicos de uma classe social oligárquica ligada à produção primária exportadora, umbilicalmente subordinada ao capital internacional como sócia menor no desenvolvimento nacional dependente. A Revolução de 1930, que nasce sob ideário nacionalista, conjugando o verbo industrializar, a exigir nova correlação de forças politicas entre o campo, onde reina a oligarquia, e a cidade, onde nasce o trabalhador organizado socialmente, mediante leis trabalhistas, produziria choques diante dos quais os Mesquita, contraditoriamente, se incomodariam. De um lado, a oligarquia cafeeira, à qual o jornal O Estado de São Paulo se ligava pelo espírito paulista quatrocentão reacionário; de outro, o novo discurso social dos trabalhadores, reivindicando direitos até então não aceitos, porém, indispensáveis, para dar sustentação ao capitalismo industrial nascente, dependente do consumo dos assalariados, pois, afinal a escravatura se tornara incompatível com a nova sociedade apoiada no consumo das massas, sem as quais as indústrias não teriam futuro. No princípio da primeira metade do século 20, entre o conservadorismo oligárquico, ainda, muito forte e a emergência industrial renovadora dos costumes, Gétulio Vargas, nos anos trinta, radicalizaria o nacionalismo, contra o qual os Mesquita se arrepiariam, por considerá-lo veículo da anti-democracia. Era a estratégia getulista para construir a nação, num contexto histórico dramático, quando o capitalismo do lassair faire, no mundo, sofria o violento crack de 1929, nos Estados Unidos.  As relações contraditórias entre capital e trabalho iriam se acirrar. Em 1932, Vargas interveio em São Paulo, onde nascia forte a industrialização, para evitar o rompimento do equilíbrio entre as forças anti-democráticas(oligarquias) e democráticas(trabalhadores no ambiente da ascensão industrial), ao mesmo tempo em que atuou para salvar a economia do café, jogando o tesouro nacinal, para, keynesianamente, comprar estoques do produto, de modo a valorizá-lo no mercado nacional e internacional em baixa. Afastaria, dessa forma, o perigo de sucateamento da economia nacional e da paulista, em particular. O presidente iria chamar de burra a nascente burguesia industrial de São Paulo, por não entender então sua jogada keynesiana para salvar o capitalismo em bancarrota. A crise econômico-financeira ameaçou a estabilidade. Os Mesquita se tornariam anti-getulistas radicais porque tomaram o partido de São Paulo, na tentativa paulista de separar o estado da Federação, diante da intervenção varguista econômicamente estabilizadora. Os Mesquita não entenderam que Getúlio, ao intervir em São Paulo, no auge das consequências destruidoras produzidas pela crise de 1929, protegeu o capitalismo e a sua representação política institucional democrática, embora mais cheia de vícios que de virtudes, naquela etapa história em que o mundo caminhava para o nazi-fascismo, levando ao golpe getulista em 37, depois da intentona comunista de 35. Quer dizer, Getúlio deu o golpe contra o comunismo, para salvar o capitalismo, a fim de afirmar o nacionalismo, mediante sacrifício da democracia representativa. Ironias da história: 32 anos depois, em 1964, os Mesquista, para derrubarem Jango, herdeiro espiritual de Getúlio, apoiariam golpe militar americano contra o perigo comunista, no Brasil. Pensaram(?) que estariam salvando a democracia! Colheram, com o apoio que deram ao golpe anti-democrático, o óbvio: a ditadura, que duraria  24 anos , de 1964 a 1984. Teriam razões morais para condenar Getúlio, 32 anos antes, como ditador, por ter derrotado os comunistas e salvado o capitalismo do crash de 29?  O fato é que a birra dos Mesquista contra Getúlio e Jango se relaciona, essencialmente, não à defesa da democracia(por que apoiaram os brucutus em 1964?), mas à implementação do nacionalismo getulista-janguista, contrário aos interesses dos Estados Unidos, aos quais o jornal O Estado de São Paulo sempre se filiou, caninamente, em nome da preservação do direito de propriedade, do empreendedorismo e da liberdade, como se essas três causas fossem incompatíveis com o desenvolvimento nacionalista, como se o nacionalismo fosse uma causa, fundamentalmente, anti-democrática, ditatorial. Grande equívoco dos Mesquita, como a história, atual, está comprovando, quando a America do Sul se encontra sob governos nacionalistas, vivendo plenitude democrática com forte distribuição da renda nacional, em plena crise global. Na prática, o viés ideológico anti-nacionalista dos Mesquitas se prende a um conservadorismo atávico decorrente da descrença da elite nacional, da qual os donos do Estadão fazem parte, na autonomia nacional para promover o desenvolvimento auto-sustentável, sem a subordinação dependente ao capital internacional, tarefa que o nacionalismo se propôs a alcançar, historicamente.  Essa postura anti-nacionalista dos Mesquita levaram-nos a construir, com Carlos Lacerda, a justificativa ideológica fascista de que o Governo Jango, em 1964, precisava ser derrotado porque sua plataforma política se assentava, essencialmente, na criação do que disseram ser a Repúbica Sindicalista em que o Brasil se transformaria sob ordens de Moscou. Ou seja, nada mais, nada menos que o discurso americano preparado por Lincoln Gordon, embaixador de Kennedy, para derrubar o nacionalismo janguista em marcha, apoiado por 65% da população, conforme pesquisa do Ibope, na ocasião.  Como sempre acontece, a mentira tem pernas curtas. A farsa da República Sindicalista se desmoronaria por meio de espetacular investigação jornalísta.  Em 1955, Lacerda divulgou, na Tribuna da Imprensa, carta atribuida ao deputado argentino Antônio Brandi, peronista, que, em nome de Peron, propunha criação de uma República Sindicalista na América Latina, a partir de um eixo Brasil-Argentina. A assinatura de Brandi era falsa, como descobriu o repórter Newton Carlos. Este, depois de viajar a Buenos Aires com o próprio Lacerda,constatou a malandragem. Alertou o dono da Tribuna para tal falsidade quanto à assinatura do parlamentar portenho. Lacerda ficou puto, explodindo de raiva:  “você não tinha nada que descobrir. O Jango que descobrisse…” A República Sindicalista, que serviu de motivo para os Mesquista se engajarem no golpe anti-democrático, como reconheceu Ruy Mesquista, falecido, nessa terça feira, em São Paulo, foi, portanto, construida como jogada lacerdista de espionagem. Depois da renúncia de Jânio, em 1961, Jango, vice-presidente, seria colocado sob suspeita de ter como plataforma governamental a materialização da República Sindicalista pelo lacerdismo golpista militante, amplamente apoiado pelos Mesquita. Todo o aparato conservador e reacionário, financiado por Washington, como demonstra o documentário de Camilo Tavares, “O dia que durou 21 anos”, assentou-se numa carta falsa, alardeada, irresponsávelmente, pelo golpista Carlos Lacerda, cuja verve e inteligência extraordinária arrebanharia os Mesquita para uma causa inglória.  O equívoco histórico mesquitano ocorre, portanto, duas vezes. Nos anos 30 e nos anos 60. Nas duas oportunidades, os Mesquita lutaram contra o nacionalismo. As bandeiras nacionalistas de Getúlio, modernizadoras fundamentais do país, mereceram repúdio do grande jornal paulista conservador sob argumento de serem propostas ditatoriais. E em 1964, a bandeira nacionalista maior de Jango, a reforma agrária, para modernizar o capitalismo brasileiro, removendo o que havia ainda de coronelismo oligárquico no campo, sofreu o mesmo ataque, sendo vista pelos Mesquita como parte da ação terrorista-comunista para instalar no Brasil República Sindicalista.  Ingenuamente(?), os Mesquita acharam que o poder americano, tendo como representação a ditadura militar, a partir de 1964, implementaria ideais democráticos por impedir possível escalada comunista. Debalde. Enfrentariam, a partir de então, a escalada ditatorial, a censura à imprensa, à destruição democrática, o bloqueio ao nascimento das verdadeiras lideranças etc. Os Mesquita ficaram numa encruzilhada histórica. O restabelecimento democrático, no Brasil, se deu, depois de 1984, mediante as orientações econômicas neoliberais de Washington, advindas da crise monetária dos anos de 1980, que abalariam, profundamente, a credibilidade do dólar. Emergiu, desde então, volatilidade econômica radical sob moeda americana desvinculada do padrão ouro, impulsionada por desregulamentação financeira, que levaria o capitalismo, depois de uma fase de exuberância irracional, à grande crise de 2007-2008. Os pressupostos neoliberais, norteadores do mesquitanismo político, foram para o espaço, fazendo o sistema capitalista mergulhar em profundas incertezas. Amarrados à ideologia neoliberal, os Mesquista, adversários das críticas ao capital especulativo, estão enfrentando grandes dificuldades em face do seu conservadorismo. Este impede renovação da orientação fracassada sob a qual se arruinam, crescentemente, como demonstra as mudanças realizadas no grupo empresarial de comunicação, sempre no sentido de fragilizar a potência jornalística que outrora representou.  Por terem apoiado os militares, na primeira hora da “revolução”, mas desapoiado, na segunda hora, quando o regime endureceu, os Mesquita não conseguiram o que Roberto Marinho, apoiador na primeira e na segunda hora da ditadura, conseguiu: um canal de televisão, para ampliar a sua força econômica e industrial, que na fase neoliberal da nova República, ganharia ainda mais força. O horizonte que se descortina, debaixo dos mandamentos da revolução tecnológica e informativa on line, que elimina, crescentemente, leitores de jornais, especialmente, dos que não se modernizam em face dos embates ideológicos altamente contraditórios, não mostra luz no final do túnel. As reformas que o jornal anuncia são sempre vistas como samba de uma nota só: enxugamento de gastos, com ampla demissão de pessoal, ou seja, com queda de qualidade do produto cuja essência é a mesma, aquela que está, aos olhos dos leitores, deixando de ser útil, por não ser mais verdade. “Tudo que é útil é verdadeiro. Se deixa de ser útil, deixa de ser verdade”(Keynes, a propósito da validade relativa da ideologia utilitarista, suprassumo ideológico do capitalismo). A morte de Ruy Mesquita coloca o famoso Estadão diante de grande dilema, em meio à revolução das comunicações: abrir-se ao multilateralismo informativo e opinativo, rompendo seu visceral conservadorismo, visto que as verdades eternas liberais, adotadas pelo jornal, foram para os ares no ambiente da bancarrota capitalista em marcha, ou continuar abraçado aos equívocos históricos ancorados na negação da função modernizadora que o espírito nacionalista produz e que a família Mesquista repudia. As contradições seguem sendo a norma do seu comportamento, embora destaque seguir uma coerência de princípios, que vão deixando de ser historicamente válidos. Hoje, os Mesquita demonizam o clamor nacional em favor da democratização dos meios de comunicação, mas, ontem, como demonstra, no site Carta Maior, o artigo de Inês Nassif, “O Estadão, a democracia e a ditadura midiática”, pregavam contra a crescente oligopolização do poder midiático em cujas fileiras se encontra, vocalizando sua verdade neoliberal, que poderia ser considera uma neo-carta Brandi, pura farsa.

 

Categoria: (Cultura, Política)

Clarin: direita midiática dá show de jornalismo

Cesar Fonseca em 21/mai/2013

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Assad, o outro lado da notícia escondido pela mídia ocidental,  escolheu o Clarin para falar a sua versão da guerra civil em curso na Síria ou foi a ousadia jornalística do Clarin que abriu espaço para alcançar um grande tento jornalístico? O jornal argentino ganhou sonoridade universal. No mundo globalizado, a repercussão do fato inesperado é, realmente, impactante e sensacional. O espírito jornalístico dos hermanos causou surpresa geral, agradável, em meio ao ataque da esquerda ao jornal argentino, que se coloca contra Cristina Kirchner por considerá-la ditadora, o que é, jornalisticamente, falando um equívoco, já que ela não faz outra coisa senão cumprir a Constituição que incorporou Ley de Médios, aprovada pelo Congresso, responsável por limitar a expansão oligopólica midiática na Argentina. A nova legislação abriu-se à ampla democratização dos meios de comunicação. Por que uma sociedade dividida em classes antagônicas, como ocorre no ambiente do capitalismo, tem que ouvir e ler, apenas, a versão do Globo, do Estadão, da Folha de São Paulo, veículos irmãos do Clarin, que apoiaram abertamente o golpe de estado na democracia brasileira em 1964? O espetacular furo jornalístico do Clarin demonstra que a América do Sul ganha sonoridade global pelo seu potencial político, econômico, social e cultural no ambiente da crise capitalista mundial. Isso significa a necessidade do multilateralismo e não do unilaterialismo jornalístico que a grande mídia continental tem praticado até agora. De outro modo, jamais será respeitada em si, para si, por si mesma, sendo vista, apenas, como porta voz de Washington. O Clarin deu grande passo nesse sentido, ouvindo o “ditador” sírio, assim classificado pelos que financiam ações antidemocráticas contra ele, quando seu horizonte, na Siria, é o das eleições gerais no próximo ano. Esses falsos democratas ocidentais estariam ou não temerosos de que nas urnas Assad venha sair fotalecido pelo apoio popular? Querem ou não derrubá-lo antes que essa possibilidade se concretize?

O verdadeiro espírito

jornalístico não

A esquerda e a direita, certamente, se incomodaram.

A primeira, porque não imaginava que o jornal de direita, como classifica o Clarin, fosse fazer um trabalho de peso, vocalizando o outro lado da notícia, pois o que se vê é ela seguir o pensamento único dos generais da guerra emanados das academias militares americanas.

A segunda, porque não imaginaria que um dos seus filiados fosse tão longe, vocalizando a voz do inimigo.

A entrevista publicanda no Clarin, em 19.05,  com o presidente da Siria, Bashar al Assad, demonizado pelo poder midiático direitista global, cercado por terroristas e mercenários, financiados pelos governos ocidentais, americano, europeus, árabes e israelense, interessados em sua derrubada, foi um gol de placa do jornal argentino, igualmente, atacado pela esquerda sul-americana, tido como reacionário etc e tal.

Interessado em derrubar Cristina Kirchner ou alvo do ataque kirchnerista por se constituir num oligopólio midiático, ou melhor, numa empresa capitalista de mídia muito competente?

Essa discussão, por enquanto, não nos interessa.

Interessa, sim, a questão do jornalismo em si, da busca da notícia, para além dos combates ideológicos.

Nesse sentido, Clarin foi grande.

Mostrou ser o órgão de comunicação mais avançado da América do Sul, com visão, realmente, global, interessado no jornalismo sem fronteiras, indo buscar a notícia no seio daquele que ideologicamente seria seu adversário.

Por que Assad mirou um periódico sul-americano para falar?

Evidentemente, sua assessoria deve ter pedidos de entrevista com ele da parte de diversos jornais, rádios e tevês de todo o mundo.

Ele, no entanto, reservou, vamos dizer, assim, o furo para a América do Sul e, especificamente, para um jornal sul-americano, ou foi o espírito jornalístico atilado dos hermanos portenhos do Clarin que ousou acontecer e aconteceu numa histórica entrevista?

Tancredo Neves dizia que aquele que deseja saber ou alcançar algo deve fazer uma solicitação, escrever uma carta, expor sua pretensão ao destinatário que visa alcançar, como lembrou em recente entrevista, no Valor Econômico, o presidente da Vale do Rio Doce, o mineiro Murilo Ferreira, fã no político das Alterosas, como exemplo para si mesmo em sua atuação no campo empresarial.

Peça – com boa intensão, visando o bem – e receberás, diz o ditado bíblico.

tem ideologia, tem, sim,

curiosidade, para, além

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A VOZ DA DIREITA QUE ABRIU ESPAÇO PARA AQUELE QUE A ESQUERDA ESTÁ APOIANDO, POR SOFRER O MASSACRE IMPERIALISTA AMERICANO E EUROPEU, RESPONSÁVEL POR ARMAR REBELDES E MERCENÁRIOS, PARA IMPEDIR QUE A SÍRIA, EM 2014, REALIZE ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS, A FIM DE DEFINIR O DESTINO DE BASHAR AL ASSAD. POR QUE OS SITES DE ESQUERDA NÃO RESSALTARAM ESSE FATO RELEVANTE? COMO DIZ O DITADO: NINGUÉM SUPORTA UM GRANDE FAVOR.

A carta chegará às mãos daquele a quem ela destina ou irá para os porões do desconhecimento, em favor das conveniências dos que não desejam falar ou temem expor suas razões, com receio de sofrer deturpações ou censuras?

Não é essa a questão.

Se a resposta irá chegar ou não, não interessa.

O importante é, dizia Tancredo, escrever a carta, e ponto.

Foi o que fizeram os repórteres Marcelo Cantelmi, do Clarin, e Horário Ranã, da Telam, agência nacional de informações argentina.

Bashar al Assad analisou as conveniências de responder ou não a solicitação.

Deve ter avaliado que, tanto na Argentina, como nos demais países sul-americanos, há milhares de sírios imigrantes e seus descendentes.

Considerou, naturalmente, que o peso político da América do Sul, no momento, é crescente, na comunidade global, como demonstram, por exemplo o fato de o Brasil presidir a FAO e a OMC, orgãos internacionais que comandam as políticas sociais e comerciais internacionais.

Além disso, Bashar al Assad assistiu Lula transformar-se em forte interlocutor, no Oriente Médio, durante tensões entre Estados Unidos-Israel-Irã em torno da tentativa de os dois primeiros forçarem o terceiro a desistir de suas experiências nucleares, acusando os iranianos de prepararem bomba atômica para tentar exterminar os israelenses, aliados dos americanos, etc.

A direita brasileira e sul-americana considerou Lula bicão, mas o resultado da sua intervenção foi a conquista de mais respeito para a política externa brasileira.

O potencial sul-americano, portanto, é forte e tende a influenciar as relações internacionais no processo de avanço do multilateralismo, no ambiente da crise capitalista, responsável por fragilizar o unilateralismo imperialista decadente.

da guerra ideológica,

ir atrás do fato,

que, exposto, com

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Lula saiu em defesa de Cristina atacada como ditadora pelo Clarin porque conseguiu, democraticamente, aprovar, no Congresso, a Ley de Médios, que democratiza os meios de comunicação na Argentina, abrindo novos horizontes para a mídia alternativa. É democrático um país que permite que uma Rede Globo tenha 125 repetidoras de tevês, monopolizando e oligopolizando toda a atividade midiática, para veicular o discurso neoliberal, favorável aos banqueiros, que querem sustentar o privilégio de garantir superavit primário – recursos orçamentários forçados – para pagar serviços da dívida, enquanto continuam existindo, no Brasil, mais de 20 milhões de miseráveis que passam fome, diariamente?

O mandatário sírio, sabendo disso, pelas análises político-estratégicas de sua assessoria, decidiu dar a entrevista para o importante jornal argentino.

Foi um sucesso, tanto para Assad como para o Clarin.

Para Assad, porque pode falar, livremente, para o mundo, por meio de interlocutor sul-americano, a versão da guerra que considera ser empreendida contra a Síria por uma conjugação de forças ocidentais, capitaneadas por Estados Unidos, Europa e Israel, empenhada em armar mercenários e propagar mentiras.

Falou, claro,  o oposto do que se lê, diariamente, massivamente, na grande mídia internacional, dando conta de que é Assad que está matando os próprios sírios, mediante terrorismo político, lançando, inclusive, mão de armas químicas etc.

Um bárbaro na era moderna.

O presidente da Síria tocou num ponto capital que a grande mídia não fala: no próximo ano haverá eleições democráticas, no país.

Ou seja, caberá aos próprios sírios dizer se querem ou não a continuidade dele no poder.

Não estariam seus adversários interessados em derrubá-lo antes disso, para não serem desmoralizados em suas afirmações segundo as quais Assad perdeu o apoio do seu povo, caso seja vencedor nas urnas?

Estariam ou não as forças impeiralistas com medo do voto popular na Síria em 2014?

Será que o New York Times, o Washington Post, o Le Monde, o Financial Times, porta vozes da democracia, faria o que o Clarin fez?

Por que O Globo ou o Estadão ou a Folha não tentaram, ousadamente, fazer o mesmo, ou, por serem subordinados a Washington, adotaram o espírito de vira-lata nelsonrodrigueano?

Seria do interesse desses oligopólios midiáticos ocidentais dar voz àquele que buscam destruir, sistematicamente, chamando-o de ditador, enquanto se negam a considerar que ditatoriais, imperialistas são as ações de financiamento aos rebeldes e terroristas, armados pelo ocidente, visando evitar a consagração da democracia na Siria, no próximo ano, abrindo novas lutas democráticas no Oriente Médio?

Tudo bem, o Clarin é um oligopólio midiático, comandando jornal, rádio, tevê e internet, ocupando todos os espaços, na Argentina, enquanto, ideologicamente, posiciona-se contra o peronismo justicilialista kirchnerista nacionalista.

simplicidade e

honestidade, rompe

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O papa argentino Francisco já começou a destoar do canto gregoriano único da grande mídia vocalizadora do pensamento neoliberal que levou o capitalismo global ao estresse total. Semana passada ele puxou a orelha de Ângela Merdel, a rainha da austeridade, que está levando a Europa para o buraco. Quando ainda não era Papa, Francisco era o xodó da mídia argentina de direita, comandada pelo Clarin, por ter convivido, acriticamente, com os militares bárbaros. Será que vai seguir o mesmo comportamento quanto mais o chefe latino-americano do Vaticano vai caminhando para contrariar os patrões do Clarin, a turma do capital oligopolísta, que faz de tudo para impedir a America do Sul de integrar-se econômica, política e socialmente, rumo a uma TERCERA POSICION, como pregou Peron, em Bandug, Indonésia, em 1955, equidistante dos extremos ideológicos, capitalismo versuas comunismo, a fim de afirmar o sul-americanismo como contribuição cooperativa internacional?

A esquerda amaldiçoa o Grupo Clarin e, certamente, ficou feliz, porque, embora com toda a sua força opositora, não influiu no voto da maioria dos argentinos que reelegeram Cristina Kirchner.

Também não se revelou poderoso para evitar a reforma eleitoral popular que a presidenta conseguiu aprovar no Congresso, aprovando as eleições previas nacionais, obrigatórias e simultâneas, que configuram fortalecimento do poder comunitário na Argentina, algo bem mais avançado do que vigora no Brasil.

A aprovação da Ley de Meios foi outro grande tento de Cristina, enquadrando o oligopólio midiático.

Não foi uma ação ditatorial do kirchnerismo contra a liberdade de imprensa como propagandeia o oligopólio midiático no Brasil.

Trata-se de política saudável, soberana, libertária, democrática, que deve ganhar força, também, no Brasil e em toda a América do Sul, no rastro do desenvolvimento econômico nacionalista sul-americano em marcha.

Lula, semana passada, na Argentina, aplaudiu a política de comunicação portenha.

Por que, até agora, não apoiou abertamente a mesma providência no Brasil, para fortalecer a mídia alternativa, principalmente, do ponto de vista econômico?

fronteiras e se afirma

por si mesmo,

revolucionária e politicamente

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Peron e Vargas foram politicamente aliados em seu nacionalismo sul-americano e, por isso, mesmo, demonizados pelo jornalismo praticado por Clarin, historicamente, fechado com as forças do capital internacional – assim, como acontece, no Brasil, com O Globo, o Estadão, Folha de São Paulo, Veja, Época etc – , interessadas em extrair do continente suas riquezas sem dar nada em troca. São considerados populistas, porque neles os povos argentino e brasileiro se identificaram pela defesa das causas populares, no ambiente em que partidos políticos eram fantoches de Washington. Não foi à toa que Trotski, no seu exílio no México, fugindo, inutilmente, de Stalin, que o mataria, disse que o populismo sul-americano é produto da falência dos partidos políticos dominados pelo pensamento oligárquico anti-popular. Joaquim Barbosa, ministro do STF, teria ou não razão quando diz que os partidos políticos são de “mentirinha” e que a grande midia é um repeteco de pensamento único?

Se o poder empresarial midiático oligopolizado teve e tem acesso ao dinheiro do BNDES e do Banco do Brasil para financiar a expansão empresarial das empresas de comunicação, por que não haver o mesmo tratamento para a mídia alternativa?

Medo da concorrência?

Em recente debate, na Comissão de Cultura da Cãmara dos Deputados, presidida pela deputada Jandira Feghali(PC do B), o BNDES se dispôs a democratizar a oferta de capital para a mídia alternativa.

Que fazer?

 No reino da propriedade privada, regida por contratos, a mídia alternativa tem que ter CPJ e ir à luta.

Por que os sites de esquerda não repercutiram a sensacional entrevista de Assad, que expõe aquilo que os esquerdistas estão denunciando faz tempo?

Só porque foi feita por um órgão de direita?

Riquelme, do Boca, feliz, ao final do jogo com o Corinthias, foi abraçar Paulinho, tremendo craque corintiano, reconhecendo seu valor profissional,  solidarizando com sua tristeza na derrota.

O Clarin produziu um grande tento jornalístico.

Parabéns.

Categoria: (Cultura)

Lula no Itamarati: globalizar Bolsa Familia

Conselho Editorial Sul-Americano em 20/mai/2013

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LULA, COM SUAS VIAGENS INTERNACIONAIS, CADA VEZ MAIS FREQUENTES, DANDO PITACO EM TUDO, CORAJOSA E EXTROVERTIDAMENTE, VAI SE TORNANDO, DE FATO, O NOVO MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO GOVERNO DILMA, CRIANDO UMA NOVA IMAGEM DO BRASIL NO MUNDO, GRAÇAS A SUA FILIAÇÃO POPULAR E SEU DISCURSO PAUTADO NA DISTRIBUIÇÃO DA RENDA COMO SAÍDA PARA A CRISE GLOBAL. – Dilminha, você está vendo o que pode acontecer no Brasil, se houver uma recaída na distribuição da renda e o Bolsa Familia acabar? Haveria rebelião popular incontrolável. Não sei, sinceramente, quem espalhou esse boato terrorista, se foi a oposição ou se foi, mesmo, algum fogo amigo. A gente nunca sabe, mas tem doido nas nossas fileiras. Mas, o importante é que serviu para a gente perceber, claramente, que não há jeito de retroceder em políticas de distribuição da renda. Pelo contrário. O negócio é aprofundar a discussão e avançar em mais distribuição da riqueza. Os ricos ganham e os pobres ficam garantidos. Aprendemos, na crise, que dar é receber. Demos consumo para os miseráveis, e o que aconteceu? As empresas produziram mais, a taxa de emprego é a mais baixa da nossa história, apesar do PIB está crescendo pouco, e nossa arrecadação cresceu, pois consumo é produção e produção é consumo que produz arrecadação. Sem esse jogo, como teríamos recursos para os investimentos? Como seríamos, agora, nessa crise, alvo dos investidores globais, que não têm onde colocar seu dinheiro, senão no Brasil e na América do Sul? A grande mídia fica falando que estamos gastando mais, por isso estamos arrecadando menos. Meu Deus do céu, quanta miopia! É claro que quando alguém está fazendo uma casa para alugar ou vender não arrecada nada. Mas, o gasto, aí, não é investimento? A casa precisa ficar pronta, primeiro, é ou não é? Depois, os alugueis ou a venda, com a margem de lucro necessária, garantirão o retorno. E nesse meio tempo, onde vamos arrumar dinheiro? Claro, dando para os pobres, para eles irem com o cartão de crédito do Bolsa Família comprar no supermercado o que precisam. Como serão repostos os estoques senão com mais produção na agricultura, na indústria, nos transportes, no consumo de energia etc? Isso é ou não é mais arrecadação, mais investimentos? É o que vai acontecer com os nossos investimentos em infraestrutura. Enquanto isso, se a arrecadação cair muito, o negócio é dar mais Bolsa Família, mais comida, mais demanda, mais salários, mais tributos no caixa do tesouro. Não devemos dar ouvido a esse pessoal que fica botando a grande mídia para falar o discurso de banqueiro.  O negócio é dar menos dinheiro para os banqueiros e mais para os mais pobres. Vai ser melhor para os próprios banqueiros, pois terão mais garantia de que  receberão pelos empréstimos que estão realizando. Imagine o contrário! Superavit primário? Quer saber de uma coisa, Dilminha? O negócio é EQUILIBRIO PRIMÁRIO. Já estaria bom demais. Esse pessoal já ganhou muito. Basta de SUPERAVIT PRIMÁRIO. Nessa fase em que estamos arrecadando menos em relação ao que estamos gastando, o jogo é dar mais para os pobres. A bicicleta não pode parar. Esse é o capitalismo. Austeridade? Olhaí os europeus, encalacradinhos da silva. Vamos propor bolsa família para os desempregados europeus, e a mão de obra especializada deles, vamos trazer para cá. Bolsa Família, também, para a Africa toda. Cada centavo que o pobre gasta no cartão de crédito do Bolsa Família, o tesouro arrecada 40%, R$ 0,4. Tem negócio melhor do que esse no mundo, Dilminha? Nossa política externa tem que ser a de propaganderar a melhor distribuição da renda no mundo, para que os países mais pobres tenham recursos em caixa para investir. Feito isso, vamos apoiar nossas grandes empresas para irem lá fazer esses investimentos, com a ajuda do BNDES. Agora, que estamos com os brasileiros na FAO e na OMC, o jogo é esse. O Graziano tem que fazer, na ONU, o discurso do Programa Bolsa Família Global. Se isso acontecer, sabemos que a receita é certa. O comércio internacional vai melhorar ou não, ajudando o Azevêdo a alavancar as negociações em Doha, concorda comigo? – Ô, meu caro Lula, vou colocar você no Itamarati para globalizar o Bolsa Familia, e ajudar a dinamizar Doha, que tal? – Peraí, mas e o Patriota? – Deixa comigo.

O programa brasileiro Bolsa

Família é, sem dúvida, a 

O chanceler Antônio Patriota, certamente, é um diplomata competente.

Se não fosse não teria chegado aonde chegou.

Mas ele é meio blasé.

Não tem aquele impulso, aquela impetuosidade, aquela instintitivade que a velocidade do mundo das comunicações exige.

Pode ser um grande profissional atuante nos bastidores, mas nas declarações é uma insuficiência só em matéria de comunicação, para dar aquele impacto tão necessário, produzido pela ousadia, de modo a compatibililizar-se com a política externa inagurada na Era Lula e que, apesar dos críticos tucanos aristocratas, marcou novo ponto de inflexão na história do Itamarati.

Lula, com o seu braço direito Celso Amorim, adotou a ousadia, meteu o nariz aonde nunca foi chamado, como , por exemplo, no Oriente Médio, e marcou posição.

Avançou na África, sentindo, forte, seu potencial econômico, social e político, relacionado à irmandade africana-brasileira.

Fez o discurso sul-americano da solidariedade continental, recusando a ação tucana favorável à invasão do Brasil na Bolívia para enfrentar o nacionalismo de Evo Moralez.

Tudo por conta da disposição de colocar o Brasil na agenda internacional, para dar curso a sua determinação de atuar junto aos grandes, pois o Brasil é, economica e politicamente, grande, alvo dos interesses dos grandes.

É o que comprova o panorama internacional, quando os investidores globais de peso se voltam para a realidade brasileira, convencidos de que ela impõe rumo aos acontecimentos, no ambiente do avanço do multilateralismo, quanto mais a crise capitalista internacional se aprofunda, com mais intensidade, na Europa, atolada no brejo da austeridade fiscal.

receita mais certa dos

países emergentes para 

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O MEDO DAS ELITES É ISSO AÍ, A REBELIÃO DAS MASSAS. POR ISSO, SEMPRE TENTOU SEGURÁ-LAS, CONCENTRANDO RENDA E CONTROLANDO-A POR MEIO DA ETERNIZAÇÃO DA MISÉRIA. MAS, E AGORA, QUE ELAS NÃO DEPENDEM MAIS DOS FAVORES DOS CORONÉIS DA POLÍTICA? Bastou um mero boato terrorista, lançado em final de semana, não se sabe por quem, dando conta de que o Programa Bolsa Família iria acabar, para que as massas, instantaneamente, se levantassem para entrar em pânico protesco contra tal possibilidade sinistra. Especialmente, nos estados do Norte e do Nordeste, a reação foi impressionante. Evidenciou o óbvio: a popularidade do governo Dilma é isso aí, as massas tendo a garantia de barriga cheia por meio dos gastos sociais do governo. É esse consumo popular que não deixou a economia ir para o buraco na crise global. Não há volta em relação à questão distributiva. Uma vez garantida uma política de distribuição da renda, querer voltar atrás, mediante discurso neoliberal da austeridade, para que o governo gaste menos, a fim de que o setor privado invista mais, em nome do equilibrismo orçamentário, é puro suicídio. É pedir para ser expulso do poder nas próximas eleições, ou antes dela, pela rebelião popular.

As políticas monetarias adotadas pelos países ricos, a caminho do empobrecimento relativo, depois da bancarrota americana e européia, que obrigou os governos a socorrem os grandes bancos, a fim de evitar o colapso total, estabeleceram novo contexto para os investidores no panorama global.

Na medida em que os bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, agora, seguidos, com mais extroversão, também, pelos BCs da Índia, da Rússia, devendo, também, ser acompanhados pelos asiáticos em geral, ampliam a oferta de moeda na circulação capitalista, mais os investidores se alarmam.

Por que?

Simples.

Ela ameaça os ativos deles,  já que esse movimento de expansão monetária vem acompanhado da disposição dos governos de manterem em vigor juro zero ou negativo, para não estourarem seus caixas e abrirem-se para o perigo de hiperinflações exponenciais.

Ou seja, a montanha de dinheiro em circulação terá o destino da montanha de bananas que ao amadurecerem demais, sem consumidores, apodrecem.

Antes que isso ocorra, os investidores, que não têm mais condições de ganhar na especulação, como ocorreu até o auge financeirização econômica especulativa global, em 2007-2008, buscam espaços onde haja oportunidade de investimentos e algum juro positivo, para garantir reprodução dos seus capitais ameaçados.

dinamizar a estagnada

economia mundial pela 

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O PASSAPORTE DO PODER POPULAR

Contraditoriamente, portanto, a taxa de juro selic brasileira(7,5% nominal – 5,5% de inflação = juro real de 2%), embora cause bafafá, aliada aos programas de investimentos do governo Dilma, em torno de 500 bilhões de dólares, nos próximos dez anos – energia, mineração, petróleo, portos, aeroportos, estradas etc – constitui-se em diferencial, especialmente, porque, ainda, é, relativamente, baixa a relação dívida-PIB, na casa dos 35%-40%.

Confere, desse forma, certa folga nas contas públicas, sem maiores perigos de estouros em matéria de deficit em contas correntes do balanço de pagamentos, sabendo, também, que o governo dispõe do atenuante positivo de uma reserva cambial próxima dos 400 bilhões de dólares etc.

Nesse contexto de relativa estabilidade para a economia brasileira em meio à instabilidade global, que induz investidores internacionais a voarem com seus capitais para o Brasil, num salve-se quem puder, favorecido pelas oportunidades de investimentos disponiveis, a política externa brasileira, como disse Lula, em Porto Alegre, semana passada, tem, sem dúvida, de ser mais agressiva.

louca receita econômica da

austeridade fiscal em plena crise

aecio sem povo

PSDB E DISTRIBUIÇÃO DA RENDA,NADA A VER. EIS O DESESPERO DOS TUCANOS, COM SUAS POLÍTICAS NEOLIBERAIS QUE CONCENTRAM CAPITAL E AMPLIAM A MISÉRIA POPULAR. Aécio Neves, senador mineiro, novo presidente do PSDB, eleito no final de semana, para comandar a tentativa tucana de chegar ao poder, deu uma de raposa querendo tomar a uva do bico do corvo em cima da árvore dizendo que ela está podre. Governar eficientemente é deixar o povo satisfeito, de barriga cheia, consumindo, para garantir arrecadação de impostos, que alavanca investimentos. Os tucanos dizem que inventaram o Bolsa Familia. Mas pensar e falar é uma coisa Pensar, falar e fazer é outra. Não fizeram. Fizeram, sim, o discurso neoliberal, de combater inflação, desindustrializando o país e jogando a taxa de emprego no chão, mediante moeda sobrevalorizada. Se fizerem isso de novo, uma vez chegando – se chegarem… – ao poder, serão expulsos de campo. Falar que Dilma não sabe gerir, quando ela entrega, em tempo recorde, construção de estádios para a Copa das Confederações e para Copa do mundo, é um contrasenso. E a aprovação da lei dos portos que poderá atrair ainvestimento de R$ 50 bilhões, é ou não gestão governamental eficiente? E a inflação, por que não cai? Por que o povo está comendo mais! Não vai ser com planos de gestão de austeridade tucana que a alta dos preços será combatida, trocando câmbio por menos imposto, como querem os neoliberais que assessoram Aécio. As circunstâncias históricas exigem outro discurso, que compatibilize distribuição de renda com mais investimentos sem redução de gastos, porque estes são as molas desenvolvimentistas, das quais os investidores necessitam. O bla, bla, bla neoliberal tucano é a receita para a derrota eleitoral.Não é à toa que FHC está desesperado, chamando a atenção da tucanada que sem cheiro de povo não dá para chegar lá. FHC atraiu o cheiro do povo com uma varinha de condão – populismo cambial – que se esfumaçou em corrida especulativa contra o real que ele próprio tentou fortalecer articialmente. A experiência tucana perdurou de 1994 a 1998. E foi só.

Combinar a disposição dos investidores internacionais com os nacionais, coordenados, politicamente, por uma orientação nacional-internacionalista, sob discurso do avanço da distribuição da renda, nos países emergentes, em escala ascendente, representa avançar na nova correlação de forças no contexto multilateral que vai substituindo o cada vez mais esgarçado unilateraismo mantido pelos ricos em escalada de empobrecimento relativo.

A fragilidade das moedas deles sob impacto das suas políticas monetárias expansionistas prepara bolhas especulativas que inevitavelmente vão explodir, levando a crise a um novo patamar sinistro.

Os comentaristas neoliberais, tipo Luiz Carlos Mendonça de Barros, tenta vender o discurso de que a crise está no fim, mas não esclarece que, cada vez mais, o comportamento especulativo nas bolsas se descola da economia real, que tem dificuldade de reagir à bancarrota do consumo, proporcionada pela falta de renda, não mais alavancada pela especulação financeira fictícia.

Diante dessa perspectiva, Lula, como a representação mais impactante do Brasil no novo cenário global, tem plenas condições, como chanceler do Governo Dilma, de dar continuidade ao seu pragmatismo popular de transformar-se em mascate internacional para abrir espaço às indústrias instaladas no Brasil transformando-as em plataforma de exportação.

O estouro da economia monetária em curso em decorrência das desvalorizações cambiais sem freio prepara nova etapa da crise global que irá fragilizar ainda mais as potências altamente endividadas, abrindo espaço para os emergentes sob discurso distributivista-lulista-dilmista-multilateralista.

 

Categoria: (Cultura, Economia, Política)