Multilateralismo ou guerra

– Saiu da minha algibeira.

A resposta de Fêlix a Viana, que, puxando o saco do amigo, perguntou onde conseguia os bons vinhos que servia aos convidados, é a lógica que Machado de Assis expressa por meio do seu personagem, em “Ressurreição”, que fica rico com súbita herança, algo que lhe proporciona tudo, informações e poder em abundância, graças ao dinheiro.

Quando, no entanto, o money falta e os bons vinhos escasseiam, somem, também, as informações e o poder. É o que pode, igualmente, acontecer com as nações. Olhaí os Estados Unidos. Henri Paulson, secretário do Tesouro, diante da bancarrota financeira, não titubeou: “É um momento que exige humildade”.

Ou seja, acabou a arrogância do imperio, diante da falência bancária, que obriga o estado a oligopolizar geral o crédito, cumprindo a previsão de Jack London, em “Tacão de Ferro”, com prefácio de Trotski. Oligopólio estatal contra oligopólio privado em nome do interesse público.

A história gira no balanço das instabilidades monetárias violentas. A Inglaterra, com sua libra poderosa, estourou nas águas da crise neoliberal de 1873-1893, cujo resultado foi a primeira guerra mundial. Agora, são os Estados Unidos que se lascam na, igualmente, crise neo-neoliberal, iniciada na explosão monetária dos anos de 1980, em que se inaugurou o capitalismo de desastres financeiros seguidos, e concluída, nesse momento, gerando indefinições gerais.

Os começos de séculos são fatídicos. O que vem por aí, no rastro dos destroços do neoliberalismo: nova guerra mundial, intensficação das guerras regionais em curso, que, segundo o FMI, são boas para puxar a economia, na medida em que aumentam gastos do governo, neo-guerra fria, ou a humildade americana para perceber que o unilateralismo praticado pelos Estados Unidos precisa dar lugar ao multilateralismo?

A conta não poderá mais ser paga com o dinheiro da algibeira americana.

O colapso da ideologia utilitarista capitalista evidencia que Tio Sam esgotou sua capacidade de, pelo dólar ancorado em emissões estatais sem lastro, de comandar sozinho o processo. O keynesianismo americano estressou-se. E se os 700 bilhões de dólares podres que serão jogados na circulação não forem suficientes, como desconfiam os próprios analistas do mercado?

Novos visitantes sentarão à mesa para participar do banquete, depois do fracasso do dólar, que está no topo do comando mundial desde a conferência de Bretton Woods, em 1944?

Surgirá o bankor, moeda que, na ocasião, John Maynards Keynes, grande economista inglês, sugeriu, para equilibrar as relações cambiais internacionais, sendo sua proposta ultrapassada e negada pelos então poderosos americanos, que emergiram soberanos no pós-guerra?

Pode pintar governo mundial, já que os isteites estão brochando? Se o dólar não é mais o todo poderoso para ser o equivalente monetário global, surgirá o que no seu lugar, uma cesta de moedas?

Nasceria, nesse embalo, a moeda sul-americana, lastreada nas riquezas reais sul-americanas, a partir de decisões da Unasul – União das Nações Sul-Americanas?

ONU ou guerra?

 

Entraria em cena a ONU, desdenhada pela Casa Branca, desde sempre? ONU ou guerra?

O dinheiro fictício monetário, emitido sem lastro por Tio Sam, ou melhor, tendo como lastro o poder das armas e da pujança do mercado interno americano, agora, bloqueado pela crise de crédito, daria lugar a uma nova política monetária global, distribuida pelos poderes regionais globais, formados por meio de blocos – bloco norte-americano, bloco europeu, bloco asiático e, por que não, bloco sul-americano?

Não há mais lugar para a visão unilateralista, intensificada depois da queda do muro de Berlim, em 1989. A visão da realidade, desde então, passara a ser a do princípio único. Contrasenso total, pois, essencialmente, a realidade é dual, positivo-negativo, singular-plural, noite-dia, claro-escuro etc, em interatividade dialética. 

Se é(era) a unicidade do pensamento americano que dá(dava) unidade ao mundo, para que o plurilateralismo global, se Tio Sam tem(tinha) a força?

As bases dessa fortaleza atravessou as terras, os mares e os ares, para firmarem-se como imperio poderoso nas asas do dólar ancorado em fetichismo monetário deslastreado.

Os alicerces romperam-se nas ondas do maremoto bancário, contido, por enquanto, pela estatização do crédito, sob comando de política oligopolística, bem à moda da recomendação de Lênin.

O dólar, abalado pelos acontecimentos, perdeu a capacidade de bancar o unilateralismo. Os Estados Unidos, baleado, estão abrindo o bico. Primeiro, pediram socorro aos bancos centrais. Tenta, num ímpeto machista, resolver a parada, emitindo o que pode e o que não pode, ninguém sabe até quando.

Já  enfrentam duas guerras fracassadas, a do Iraque e a do Afeganistão, e tem sua moeda, se o Estado não entra para salvar o barraco do incêndio, correndo perigo de virar papel pintado.

John McCain, candidato do partido republicano à Casa Branca, mostrou-se mais realista e objetivo que Barack Obama. Destacou que a hora é salvar o dólar, que significa salvar os Estados Unidos. Mas, sozinhos?

O Huck econômico global, na tentativa de evitar a bancarrota geral do sistema capitalista, tenta impor-se. Conseguirá, sozinho?

Salvar o dólar, portanto, representa prioridade número um, mais importante do que manter as tropas no Iraque ou no Afeganistão.

O fato é que não se sabe se vai ter dinheiro para continuar mandando para o sumidouro da economia de guerra, antes que sejam salvos os aplicadores que estão dançando na derrocada do setor imobiliário, maior ameaça à moeda nacional.

Desde os anos de 1940, os Estados Unidos seguem o conselho de Keynes, de expandir as forças produtivas via aposta na economia de guerra, visto que é esta que puxa a demanda global capitalista, para bancar o que o presidente Eisenhower denominou o estado industrial militar americano como sustentáculo da democracia contra o socialismo.

No momento em que as forças ameaçam faltar a Tio Sam, para continuar bancando a guerra, custe o que custar, seria possível sustentar, sem limites, a produção bélico-espacial?

Ou o multilateralismo – visão coletiva, socialista -, para além do unilateralismo – visão egoísta, individualista – , torna-se opção irresistível, para, por meio da humildade, detonar a arrogância imperial?

Lenin no comando do capitalismo em crise

O que está despecando na crise capitalista global é o neoliberalismo ou o keynesianismo americano? Discute-se sobre se os Estados Unidos são liberais, que o liberalismo é a lição deles para o mundo. Será?

Olha o que acaba de acontecer. A propriedade privada está sendo garantida não pela iniciativa privada , mas pela iniciativa estatal, não mais capitalista, mas, essencialmente, socialista, com dinheiro do contribuinte, que pode pagar o pato, embora a sua salvação seja a justificativa da ação estatal americana socializante.

Lênin está no comando do neocapitalismo pós-neoliberal, como destaca o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira, em entrevista revista Brasília Em Dia. A solução chinesa, de combinação entre socialismo e capitalismo não é maoista, diz, mas leninista, ditada aos agricultores, em 1922, no auge da crise russa: “Agricultores, ide e enriquecei-vos”.

O líder sovíetico, que sabia bem a lição de Marx de que o socialismo somente emplacaria depois de plenamente desenvolvidas as forças produtivas sob capitalismo, sendo, portanto, necessário o Estado, com sua moeda, conduzir o processo capitalista, deu a díca a W. Bush, no auge da crise financeira , na semana passada, quando o governo americano estatizou a maior seguradora privada americana, a AIG.

Evitou catástrofe política, social e econômica nos Estados Unidos.

As crises monetárias, que destroem o valor das moedas, eliminam, segundo Lênin,  as seguranças psicológicas, diante de perdas bruscas de patrimônio, emocionalmente, desequilibrantes, e predispõem os indivíduos às mudanças politicamente bruscas. Keynes considerou sutil a mente do líder soviético, e apavorou-se.

Esse, na sua avaliação, é o momento ideal para o movimento socialista internacional. Diante das crises monetárias, a solução, frisou Lênin, é a estatização do crédito como contrapartida ao oligopólio financeiro privado, recomendação idêntica feita por Jack London, em Tacão de Ferro, prefaciado por Trotski, em 1910.

A AIG, por acaso, não era oligopólio privado, que não deu conta do recado, sendo estatizado em nome do interesse público?

Caso contrário, emergiria explosão monetária, explosão política, fim do capitalismo, reemergência do socialismo, que mostra não estar morto, mas submerso, expresso em oligopólio estatal triunfante sob W. Bush, mediante orientação leninista.

O presidente americano se transformou em leninista para evitar que o socialismo domine o capitalismo, mas lançou expectativas de que somente o capitalismo não é mais solução, na forma, agudamente, financeiro-especutiva que historicamente atingiu, configurando-se em loucura desatada.

Lênin antecipou Keynes que considerou o governo, com sua moeda estatal, depois do fracasso do padrão-ouro, vigente no século 19,  a única variável econômica verdadeiramente independente sob o capitalismo, expressa na oferta estatal da quantidade de moeda em circulação, para irrigar a economia capitalista afetada pelas incertezas do mercado livre e pela falência neoliberal neoclássica dezenovecentista.

 

O livre mercado é uma ficção

 

Ao utilizar amplamente essa variável independente, diante da qual as demais são dependentes – emprego, salários, juros, dívida, câmbio, inflação etc – o governo, conforme Keynes, cria, artificialmente, o que denominou de eficiência marginal do capital, ou seja, lucro.

O lucro, por sua vez, desperta o espírito animal dos empresários diante de três efeitos decorrentes da ação monetária estatal expansionista: 1 – aumenta os preços, 2 – diminui os salários, 3 – reduz os juros e 4 – perdoa a dívida contraída a prazo, desvalorizando-a, até sumir , graças ao seu poder de, relativamente, regular o meio circulante.

Vale dizer, o empresário vira um animal empreendedor somente quando não precisa enfiar a mão no bolso.

A solução keynesiana, dessa forma, levando os empresários a investir, sem meter a mão no bolso, tirou o capitalismo da crise de 1929, a partir de 1936, quando o presidente Roosevelt decidiu seguir os conselhos de Keynes.

De lá para cá, os gastos governamentais incrementaram novo departamento na economia capitalista, o D3, gasto público, para puxar a demanda global, empoçada na falência dos dois departamentos que entraram na crise de 1929, o D1, produtor de bens de consumo , e o D2, produtor de bens de capital.

D3, gasto estatal, nascia para gerar demanda para D1 + D2, gastos privados, já que nem D2 nem D1, isoladamente ou juntos, conseguiram, sob o neoliberalismo clássico, manter-se de pé.

D3 surge para cumprir a profecia de Keynes para Roosevelt, de que o capitalismo precisava repetir a experiência da primeira guerra mundial, sob o argumento de que embora as guerras produzissem destruição, aumentavam o crescimento do PIB. Equilibrava as as relações capitalistas, impossíves de serem equilibradas sob o regime de livre mercado, lassair faire, implodido no crash de 29.

Armadilha da dívida pega os ricos

 

D3, estado em forma de capital, que dinamiza D1+D2, incapazes de se autodinamizarem, é opção inflacionária, que subsituiria a opção suicida deflacionária. A inflação fortalece o capital e aleija os salários. Mas, a deflação, presente na relação exclusiva de D1+D2, sem a presença de D3, destroi, tanto o capital como os salários. Escolha de Sofia.

A opção pela inflação foi compensada pela expansão da dívida pública, que passa a crescer no lugar da inflação, dialeticamente, como ensina Lauro Campos, em “A crise da ideologia keynesiana”(1980, Ed. Campus).

Com uma mão o governo joga moeda na circulação e com a outra lança título da dívida pública para enxugar parte da liquidez monetária, a fim de evitar explosão inflacionária.

Esse modelo econômico keynesiano fez o  poder absoluto dos Estados Unidos mediante economia de guerra: guerra fria, guerra do Vietnan, expansão do saldo comercial, via câmbio dolarizado relativamente valorizado para se transformar os Estados Unidos em consumidor mundial.

Colocava, dessa forma, gás para recuperar a economia dos aliados – Europa e Japão – no pós-guerra, livrando-os, via aumento da dívida pública americana, das garras do comunismo soviético.

Tal estratégia durou dos anos de 1940 até 1970, com relativa solidez até que emergiu excesso de moeda na economia mundial. O que nasceu para negar o padrão monetário apoiado em reservas de ouro é, agora, negado por lançar dúvidas sobre a capacidade de a dívida pública continuar sendo a dinamizadora do capitalismo bancado pela ficção monetária. Negação da negação.

O excesso monetário, expresso em eurodólares, petrodólares, nipodólares etc, transformou-se em perigo de estouros monetários e lançou sombrias previsões sobre o capitalismo financeiro impulsionado pela liquidez monetária estatal sem lastro.

Os governos americano(Ronald Reagan) e inglês(Margareth Thatcher), ao final dos anos de 1970, deram arrocho geral, especialmente, na periferia capitalista. Em 1979, os Estados Unidos quebraram essa periferia, quando subiu de 5% para 17% a taxa de juro, para enxugar o excesso de liquidez global, que afetava a saúde do dólar.

De 1980 em diante, diz Lauro, os países ricos cairam na armadilha da dívida na qual antes jogavam os países pobres.

Invariavelmente, os países capitalistas desenvolvidos, sempre que emergiam crises de sobreacumulação de capital, função fundamental do próprio capital, que ameaça, no limite, o capitalismo, davam um jeito de desovar os estoques de dinheiro em excesso, emprestando para a periferia em forma de dívida externa.

 

Instrumento de dominação internacional

 

Marx, no século 19, percebeu a jogada que os ingleses armavam contra os países capitalisas periféricos, e considerou a dívida externa instrumento de dominação internacional.

Num primeiro momento, disse, a dívida dinamiza a economia; no segundo, por criar crônica insuficiência de demanda, no processo de acumulação, via juros, joga a economia periférica em crise de realização. Advém, então, ajustes monetários que empobrecem a população.

A tendência de transportar as crises de sobreacumulação do centro para a periferia se inverteu a partir da crise monetária dos anos de 1980, destaca Lauro em “Moeda e mercadoria: metamorfe e crise”. Como a subida brutal dos juros nos Estados Unidos, em 1979, quebrou a periferia, a prioridade do governo americano, na ocasião, foi a de evitar a quebradeira dos bancos americanos que possuiam negócios no Brasil e nos demais países capitalistas endividados da periferia.

O Consenso de Washington e o FMI passaram a agir coordenadamente para impor a nova ordem do unilateralismo econômico americano: liberar, desregulamentar, afrouxar geral para os rentistas, privatizar e arrochar a sociedade, para que, gastando menos, pague mais juros, via pesados superavits primários.

Em vez de entrar dinheiro, na periferia, o jogo armado foi o de tirar grana dela, quanto mais, melhor, para salvar os credores, que haviam emprestado demais, do sufoco.

Enquanto isso, na Constituição, os credores, com a ajuda intelectual do deputado Nelson Jobim, constituinte, hoje, ministro da Defesa Nacional, impunham sua vontade na nova ordem, expressa no art. 166, parágrafo terceiro, letra b, da Constituição de 1988. Aí está fixada a cláusula pétrea defensora do não contingenciamento de recursos orçamentários para liquidação dos serviços da dívida pública interna. 

Constitucionalmente, sob pressão dos Estados Unidos, a dívida pública brasileira se transformou no melhor negócio especulativo do planeta capitalista. Nesse ambiente, o crédito para os países da periferia escassearam. Só vinha para a jogatina na dívida pública, regada pelos juros mais altos do mundo.

Apesar dessa mamata, que criou, no Brasil, a chamada república bancocrática(Lauro Campos), ainda sobrava muito dinheiro nos países capitalistas ricos, para especulação desenfreada.

Onde iria se reproduzir? Não foi. Ficou no capitalismo cêntrico, mesmo. Surgiram as destruições financeiras, não mais na periferia, mas no centro do sistema.

 

A era da irracionalidade econômica

 

Como reproduzir a montanha de moeda que passou a acumular no capitalismo cêntrico, depois da crise monetária de 1980, enquanto no capitalismo periférico os capitais se escassearam diante do enxugamento neolibeal brutal?

Os ecomistas americanos e europeus, com a ajuda dos colegas no terceiro mundo e de uma imprensa que renunciou à crítica capitalista neoliberal, tiveram então que criar situações para ampliar a reprodução do capital a partir do próprio dinheiro acumulado. 

Depois dos eurodólares, dos petrodólares, dos nipodólares, nascidos no pós-guerra, sob o reinado do dólar,surgia, agora, os dólares derivativos, os derivodólares.

A totalidade dos derivodólares não poderia ir mais para a produção. Geraria deflação, jogando os preços para baixo, sob capitalismo, que precisa de relativa escassez para gerar tensão entre produção e consumo, de modo a elevar os preços e os lucros, na economia real.

Entretanto, como a economia real, desde a crise de 1929, tornara-se insuficiente para a reprodução ampliada do capital, tornou-se necessária a economia fictícia. O derivodólar caia bem.

Os dólares derivativos começaram, nesse período, pós crise monetária dos anos de 1980, a apartecer, para exercitar a função especulativa de esquentar negócios, gerando capitalismo de desastre, como destacam os economistas canadenses. Cassino global.

Nos anos de 1990, ressalta o ex-presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Alan Greenspan, em “A era da turbulência”, a economia americana viveu aureo período de exuberancia irracional. Foi além da propria responsabilidade. Abusou do dinheiro. Mas, como este não aceita abuso, agora, deu o troco violento.

A crise imobiliária é apenas o último elo de uma cadeia que vem rebentando há mais de dez anos, sinalizando ciclos cada vez mais curtos de desastres.

O excesso de capital no centro, que não se deslocou para a periferia, é a volta do chicote no lombo de quem mandou dar.

O modelo keynesiano suportará dose maciça de sangria monetária estatal, para enxugar o excesso de liquidez que os dólares derivativos espalharam pelo planeta em montantes incalculáveis, ou sua capacidade, assim como a do neoliberalismo, para dinamizar a demanda global, exauriu-se?

Serão suficientes os 700 bilhões de dólares que o tesouro americano jogará no mercado para dar liquidez à atividade econômica, paralisada pelo empoçamento do crédito, que escasseou geral, dada a desconfiança no mercado bancário dos próprios bancos entre si, sabendo-se que estão todos quebrados?

A primeira grande crise monetária do século 21 demonstra claramente que o capitalismo não está mais nas mãos das forças produtivas, deixadas a si mesma, mas de posse da política estatal leninista, que influencia, nesse momento, decisões de W. Bush.

Bolsa Família salva Brasil da bancarrota

Minha  vida empresarial me ensinou que é o consumo que move a produção. Sem consumo não há produção. O presidente Lula entra para a história porque, com o programa Bolsa Família, assegura o consumo dos pobres que faz a alegria dos ricos.

O dinheiro do pobre faz o nobre, o do nobre não faz o pobre.

Ao dar poder de compra ao cartão de crédito popular Bolsa Família, com dinheiro estatal, o governo cria a demanda para o setor  privado, mata a fome no país e aumenta a arrecadação diante da expansão da circulação da produção de mercadorias.

Sem isso, o país estaria despencando na bancarrota financeira neoliberal em curso.

Os três pratos de comida que Lula e Alencar prometeram em campanha eleitoral estão na praça. Não há caminhão para entrega, nem se quiser comprar à vista. Somente com sete meses de prazo.

As estradas brasileiras, caindo aos pedaços, estão entupidas de caminhões. Cheios de alimentos, prá baixo e prá cima, pelo Brasil afora.

Antes, sem consumo interno, quando os excedentes realizavam grandes estoques, os empresários corriam, pedindo socorro, ao governo, em forma de sobredesvalorização cambial, para aumentar as exportações.

O subconsumismo era fomentador de inflação crônica, advindo do enfraquecimento da moeda. No rastro do subconsumismo, vinha os golpes de estado em toda a América do Sul. Fidel Castro sabe que não há revolução com a população de barriga cheia.

Com o consumo interno suficiente e em expansão, a moeda valoriza, porque não precisa desvalorizar para desovar estoques. Estes passaram a ser consumidos internamente. Sem desvalorização selvagem, não há inflação incontrolável. O consumo equilibra a inflação.

Os 12 milhões de cartões de crédito do bolsa família, que compõem universo de quase 60 milhões de consumidores, destruiram o excedente, abrindo novas perspectivas para os setores produtivos trabalharem sem medo de inflação.

Os economistas, salvo honrosas exceções, não sabem pensar. Falam  que o Bolsa Família é correspondente a 1% do PIB, não é nada. Esquecem da circulação. É na circulação que o capital se reproduz e o governo aumenta sua arrecadação.

Dona Maria vai à prateleira do supermercado, saca o cartão de crédito, compra a lata de óleo e inicia o processo. O supermercado pede reposição à industria, que pede reposição à agricultura, que vai indústria, que abastece o comércio, que fomenta os serviços. Em cada etapa da nota fiscal, o governo arrecada 40% e os bancos, 10%, no crédito direto ao consumidor, taxa mais alta do mundo, um absurdo. Circulando, arrecadando e enriquecendo.

O presidente prometeu 18 milhões de cartões. Faltam 6 milhões. Será possível? Sim, mas não pode ser de uma vez só, se não, aí, dá inflação. Haveria aumento excessivo do consumo e a carência de infra-estrutura não suportaria. Será preciso ir devagar com o andor, porque o santo é de barro. E mais: Bolsa Família tem que ser aferido pela sua capacidade de alavancar, também, a educação.

Reservas de dólares para investimentos

Imagine se o país estivesse sob o subconsumismo crônico anterior ao Bolsa Família?

A moeda, nesse instante, estaria sem crédito, os especuladores correriam contra ela. Pânico.

Agora, pelo menos, a moeda está segura não apenas pelo mercado interno mais forte, mas, também, porque o Brasil e a América do Sul dispõem de tudo para o desenvolvimento autosustentado: terra, água, sol, que garantem três safras irrigadas anuais; petróleo, energia, alimentos, minerais estratégicos, petróleo.

Temos o lastro real para a moeda sul-americana, em comparação com as moedas podres que quebram os bancos nos Estados Unidos e na Europa. Por que ter medo?

O dinheiro do estado nacional entrou na circulação capitalista por meio do cartão bolsa família para garantir o consumo nacional, cuja ausência, se estivesse presente, nesse momento, seria fatal para a economia, especialmente, em que a demanda global mundial cai, diminuindo os preços das commodities, sinalizando deficit comercial maior, já que as importações crescem mais do que as exportações diante do real valorizado.

O consumo interno, impulsionado pelo poder de compra estatal, materializado nos cartões de consumo dos pobres, é o dissuassivo da crise.

O recomendável não é cortar o consumo, seguindo a receita do juro alto, mas apostar nos investimentos para evitar desequilíbrio entre a produção e o consumo interno, decorrente de falta de infra-estrutura.

O dinheiro das reservas cambiais em dólares, que corre perigo diante da crise bancária internacional, precisa sair do entesouramento, que empobrece, para o investimento, que enriquece.

Com a infra-estrutura, o consumo pode aumentar ainda mais sem medo de inflação.

Medo de inflação?

Se a produção aumentar e não tiver como escoar, os preços caem por causa da falta de circulação suficiente das mercadorias, dada a insuficiência da infra-estrutura. O governo quebra, porque sem circulação, não há arrecadação. Entesouradas nos locais de produção, impossibilitadas de circular, as mercadorias não se transformam em dinheiro, não geram novos investimentos.

O consumo é a arma do desenvolvimento

É a infra-estrutura que dá a segurança tanto ao vendedor como ao comprador. Não adianta produzir, se não pode entregar ou atrasar a entrega. O cliente não espera. Chega o concorrente e leva.

JK apostava tudo no aumento do consumo interno. Vi e ouvi várias vezes, aqui, em Brasília, Juscelino Kubistchek encher os olhos e chorar quando sonhava com as estradas e ferrovias de seis pistas, rasgando o Brasil de fora a fora, para generalizar o consumo para todos.

Convivi com José Maria de Alckim, ministro da Fazenda de JK. Brilhante, via, também, o Brasil recortado de norte a sul e de leste oeste com as estradas e as ferrovias e hidrovias mais lindas do planeta. Visionários. Enxergavam a exuberância da natureza nacional pelos olhos do futuro, fincados no aumento do consumo interno, garantido pela infra-estrutura moderna. Seria a segurança da circulação e do aumento da arrecadação, que proporciona investimentos públicos.

Novo rico do mundo

 

O Brasil e a América do Sul precisam pensar juntos com a Unasul, pois, afinal, o continente sul-americano é o novo rico do mundo. Tem indústria competitiva e matéria prima na porta. Não precisa pagar frete para atravessar os mares.

O lastro é seguro, não ficítico, como se percebe no sistema bancário internacional, tocado por moeda especulativa sem garantia.

A força sul-americana está no consumo sul-americano, a ser aquecido não por moeda podre, mas por garantial real, riqueza sul-americana que tem mais valor do que as moedas que estão apodrecendo.

Inverteu-se a deterioração nos termos de troca. Os pobres ficam ricos e os ricos, pobres.

E olhe as mulheres aí, chegando, graças a Deus, com a brilhante performanece  de Michelle Bachelet, na Unasul, para inaugurar o pensamento sul-americano.

Imperialismo sanguinário


O que está ocorrendo na Bolívia ocorreu no Brasil, em 1964; no Chile, em 1973; na Argentina, em 1976, e quase ocorreu na Venezuela, em 2002. Tudo começou com a usurpação de 1.300 mil km² do território do México, na guerra movida pelo presidente Polk (1846/1848). E em 1856, o mercenário ianque William Walker se declarou presidente da Nicarágua. Podemos deixar de lado o caso bem conhecido da intervenção em Cuba, desde sua “independência” até a Revolução de 1959.

No início do século 20, para construir o canal, os americanos promoveram o movimento separatista do Panamá – que pertencia à Colômbia – e obtiveram, da constituição que eles mesmos redigiram, o direito de intervir no país quando necessário. Entre 1926 e 1933, a Nicarágua viveu a extraordinária gesta de Sandino – em seu tempo, mito maior do que o de Guevara. Ele enfrentou vitoriosamente os marines, foi traído e assassinado por Somoza, em encontro marcado para a conciliação nacional. Como prêmio, o democrata Roosevelt fez do assassino o ditador da Nicarágua, que legou o país a seu filho, até a vitória dos sandinistas em 1979, quando os EUA armaram os contra-revolucionários. Em El Salvador o terrorismo norte-americano matou dezenas de milhares de pessoas, entre elas o bispo dom Oscar Romero, junto ao altar.

Em 1964, os norte-americanos estimularam e orientaram, mediante seus diplomatas e agentes, o golpe contra o governo constituído de Jango. Como hoje na Bolívia, houve a orquestração da imprensa, o incentivo aos baderneiros, a mobilização da extrema direita. Em 1973 foi a vez do Chile. Repetiu-se o mesmo modelo, com o envolvimento das forças armadas, o uso de vultosos recursos financeiros, a cooptação remunerada dos serviços de informação, os atos de sabotagem, o lock-out dos empresários e o estímulo a agentes provocadores. O golpe contra Allende só foi consumado com a morte do grande presidente. O envolvimento dos Estados Unidos no episódio é registrado em documentos oficiais de Washington.

Jogo da brutalidade

A Venezuela, mesmo depois de o presidente constitucional Hugo Chávez ter sido seqüestrado, conseguiu impedir o golpe de abril de 2002, patrocinado pelos Estados Unidos, pelas multinacionais, empresários locais e os meios de comunicação. No fim da última semana, era denunciada nova articulação golpista. Com a experiência que temos do passado, é quase certo que Washington se encontre por detrás da conspiração. Chávez, diante dos fatos na Bolívia, teve a coragem de expulsar o embaixador dos Estados Unidos. Morales também havia decidido declarar persona non grata o embaixador norte-americano em La Paz, e com razões públicas e objetivas: o diplomata estava se reunindo com os governadores da oposição que pregam a independência de suas regiões.

A Bolívia não se encontra nas antípodas. Está ali, ao lado. A nossa posição, no episódio, deve ser orientada pela velha afirmação do princípio de não intervenção. Fez bem o Brasil em acatar a decisão de Evo Morales de declinar do oferecimento dos vizinhos para buscar a conciliação. Morales preferiu convidar o prefeito de Tarija, a fim de conversar. O problema maior é o grande latifúndio: 860 proprietários controlam 46% das terras da planície (quatro deles com glebas de mais de 50 mil hectares cada um), enquanto 54 mil empresários médios só possuem 7,3% da área. Os índios foram despojados de suas terras, e o agronegócio (movido por croatas, sírio-libaneses, norte-americanos e brasileiros) está por detrás das agitações. É ainda mais grave saber que a razão invocada pelos baderneiros é a de que Morales vai usar os recursos do gás para socorrer os bolivianos idosos e pobres.

Não é provável uma saída rápida para a crise. Ainda que se chegue a um acordo entre o presidente e os governadores da região oriental, o problema continuará latente. O caso da Bolívia é também uma advertência para a nossa política fundiária na Amazônia. Estamos permitindo a aquisição de glebas na região por estrangeiros e por grandes fundos de investimentos (que são apátridas, como o Opportunity), o que trará grande risco em futuro próximo.

Aos Estados Unidos não interessa a estabilidade de nenhum país do continente. É evidente que tanto na Venezuela, quanto na Bolívia, seus agentes, oficiais e embuçados, incentivam os inimigos de Morales e de Chávez. Diante da situação, os demais países sul-americanos devem unir-se diplomaticamente e impedir o pior.

 

Coisas da Política(JB) 

 

Embaixador separatista

Não é flor que se cheire o expulso embaixador dos Estados Unidos, na Bolívia, Philip Goldberg. Deputados bolivianos acabam de divulgar documento denunciando as articulações promovidas por ele na tentativa de desestabilizar o governo, representante do poder indigenista democrático, sob comando do presidente Evo Morales.

 Considerado especialista em conflitos separatistas, Goldberg, afeito às manobras conspiratórias típicas da CIA, foi enviado a La Paz , depois de chefiar a missão dos EUA no Kosovo, onde trabalhou para consolidar a separação e a independência dessa região, depois da Guerra dos Balcãs.

Os parlamentares do Movimento ao Socialismo, partido do presidente da Bolívia, César Navarro, Gustavo Torrico, Gabriel Herbas e René Marinez, relacionam o conjunto de fatos ocorridos nos departamentos da região lete do país(Tarija, Beni, Pando, Santa Cruz e Chuquisada), dando conta dos fatos que vinculam Goldberg às conspirações, que exploriam em atentados terroristas contra a democracia participativa boliviana.

 São os seguintes:


1 – No dia 13 de outubro de 2006, os Estados Unidos enviam a Bolívia, como embaixador, Philip Goldberg, um especialista em fomentar conflitos separatistas. Entre 1994 e 1996, foi chefe da secretaria do Departamento de Estado para assuntos da Bósnia (durante a guerra separatista dos Bálcãs).

 Entre 2004 e 2006, Goldberg chefiou missão dos EUA em Pristina (Kosovo), onde trabalhou para consolidar a separação e a independência dessa região, marcada por uma luta que deixou milhares de mortos.

Segundo os deputados, Philip Goldberg foi enviado a Bolívia com a missão de desestabilizar o governo de Evo Morales, principalmente incentivando o separatismo das regiões orientais.

 Na Bolívia, depois do triunfo de Evo Morales na eleição de 18 de dezembro de 2005, os partidos tradicionais e as elites sofreram um duro golpe.

 Goldberg, com aval da Casa Branca, encarregou-se de reorganizá-los e de construir um caminho conspirativo para desgastar o novo governo.

2 – O embaixador trabalha, desde então, para fixar Plano midiático de desinformação. Para tanto, organizou grande coordenação com empresários do leste, com donos de meios de comunicação e políticos do movimento Podemos, força política oposicionista, para colocar em marcha um grande plano de desinformação com respeito à gestão de Evo Morales.

Tudo isso dentro do marco de uma intensificação das lutas regionais contra o Estado boliviano. Esse plano de desinformação era constituído pelos seguintes passos:

a) Mostrar que o narcotráfico estava crescendo na Bolívia;
b) Os meios de comunicação precisavam mostrar que Evo estava governando mal e que a inflação, a corrupção e o desgoverno estavam crescendo;
c) Os meios de comunicação também deviam imputar ao governo a responsabilidade pela violência no país.

 Começou a ser difundido aí o conceito de que “Evo dividia a Bolívia”.

 

O jogo da conspiração

Consolidados esses passos, Goldberg reúne-se, na primeira semana de maio, com Jorge Quiroga, líder oposicionista, e acertam a aprovação, no Senado, do referendo revogatório.

Eles estavam convencidos de que Evo Morales não conseguiria obter mais de 50% dos votos e, uma vez deslegitimado nas urnas, a oposição e os prefeitos da chamada “Meia Lua” pediriam a renúncia do presidente por “ilegítimo, mau governante e por dividir a Bolívia”.

No entanto, os prefeitos dos departamentos (equivalentes a governadores) não foram consultados sobre este plano e acabaram se opondo a ele, por achar que não daria certo. Jogo típico da CIA.

No dia 23 de junho, reúnem-se em Tarija e elaboram um pronunciamento escrito para rechaçar o referendo revogatório.

 Dias antes, em 17 de junho, Philip Goldberg viajou para os EUA, alegando uma suposta crise diplomática.

O objetivo real de sua viagem, dizem os deputados, foi definir um plano, junto a agências publicitárias, para desenvolver uma guerra suja que pudesse causar a derrota de Evo no referendo.

No dia 2 de julho, Goldberg regressou a La Paz e, imediatamente, reuniu-se com cada um dos prefeitos opositores para convencê-los a aceitar o referendo.

No dia 5 de julho, os prefeitos opositores anunciam que aceitam disputar o referendo.

Os donos das grandes empresas de comunicação também participaram deste plano, denunciam os parlamentares. Isso explicaria, por exemplo, porque nos principais programas políticos destes meios as pesquisas sempre apontavam Evo Morales com cerca de 49% dos votos.

A tentativa de derrubada do governo pelo voto estava em marcha. Além desta campanha nos programas políticos, também foi executada uma outra no terreno da publicidade.

A oposição contratou uma agência de publicidade para elaborar os primeiros spots contra Evo Morales. Ao dar-se conta que os roteiros e o dinheiro vinham dos EUA, esta agência decidiu não produzir mais os comerciais. 

 

O Plano B do embaixador

Passo um – o plano para tirar Evo do governo acabou sendo frustrado pelo resultado do referendo. O presidente se legitimou com mais de 67% dos votos e Goldberg passou então a colocar em marcha um Plano B, que incluem greves, bloqueios e ações violentas que buscariam dois resultados alternativos.

O conflito se generaliza sobre o leste e parte do oeste do país. A população começa a se cansar, as forças da ordem entram em ação, com muitas mortes.

Neste caso, Evo teria que convocar eleições ou deixar o governo depois dos conflitos com mortes. A insistente provocação para que as forças policiais e as forças armadas atuem se encaixa neste plano.

Passo dois – caso não ocorra o cenário anterior, a oposição contaria ainda com uma segunda possibilidade: uma vez desalojada a polícia e o Estado Nacional das regiões, em meio à violência, Goldberg oferece aos prefeitos opositores a vinda de mediadores internacionais, inclusive tropas da ONU para concretizar o separatismo dos quatro departamentos rebeldes, como fez no Kosovo.

Seguindo esse plano, Goldberg viajou a Sucre e se reuniu com a prefeita Savina Cuellar, que pediu a renúncia do presidente.

No dia 21 de agosto, o embaixador encontrou-se, clandestinamente, com o prefeito de Santa Cruz, Rubén Costas, e com quatro congressistas norte-americanos.

No dia 25 de agosto, mais uma reunião com Rubén Costas. Paralelamente, a oposição rejeitou o chamado de diálogo feito pelo governo e, no dia 24 de agosto, convocou uma greve geral.

Seguindo a linha proposta por Goldberg, denunciam ainda os parlamentares do MAS, os prefeitos impuseram um plano de desgaste de médio prazo, incluindo destruição de instituições públicas e provocações à polícia e às forças armadas.

Na mesma linha golpista, em Santa Cruz e em Tarija começou-se a falar de federalismo e até de independência.

Como o empresariado cruceño estava mais interessado na Feira de Santa Cruz (que deve iniciar no dia 19 de setembro) que nas greves e bloqueios, o Departamento de Estado convocou Branco Marinkovic para uma conversa nos EUA.

No dia 1° de setembro, em um pequeno avião Beechcraft, matrícula C-90A, Marinkovic viajou aos Estados Unidos onde o convenceram de que o plano estava em sua trama final e que era preciso jogar-se todo nele.

No dia 9 de setembro, horas depois do regresso de Marinkovic a Santa Cruz, iniciam protestos violentos, com invasão e queima de instituições públicas e novas agressões às forças armadas e à polícia.

Este é o plano golpista que está em marcha com o apoio da embaixada dos EUA, dizem os deputados. Foram essas razões, asseguram, que levaram o governo boliviano a pedir sua saída do país.

Eles manifestam confiança de que esse plano fracassará, porque o governo de Evo Morales segue controlando o conflito, com paciência e dentro da legalidade, mantendo-o em sua dimensão regional.

Concluem os parlamentares:

“A violência gerada por grupos impulsionados por este plano golpista é a forma pela qual os setores conservadores mostram sua decisão de acabar com a democracia, já que ela não serve mais aos seus interesses”, concluem.