Chilenização sucessória lulista à vista

Ciro cruzou o caminho da coalizão governamental dividindo suas forças, mas não agiu sozinho, porém, estimulado pelo próprio presidente da República, que, agora, embaralhado pelo monstro que criou, não sabe desmontar suas peças, a não ser a custa de muitos ressentimentos à vista, certamente, favoráveis ao adversário de Dilma Rousseff, o governador José Serra.
Ciro cruzou o caminho da coalizão governamental dividindo suas forças, mas não agiu sozinho, porém, estimulado pelo próprio presidente da República, que, agora, embaralhado pelo monstro que criou, não sabe desmontar suas peças, a não ser a custa de muitos ressentimentos à vista, certamente, favoráveis ao adversário de Dilma Rousseff, o governador José Serra.

O PMDB e o PSB estão protagonizando os primeiros passos da chilenização política sucessória do presidente Lula ao darem tiros para todos os lados, enquanto o PT vai organizando candidaturas dentro do espírito essencialmente petista, de jogar sozinho no primeiro turno, para fazer composições no segundo.  A desarticulação da coalizão governamental , nesse instante, é total.

O maior aliado governista , o PMDB, está inquieto, e o aliado mais problemático, o PSB, joga para fazer valer sua ousadia, para marcar posição, pois não há outra forma de se crescer em política a não ser abrindo controvérsias, emulando as paixões etc. No centro do palco controverso sucessório, do lado do PMDB, está a indefinição partidária quanto ao candidato peemedebista que ocupará a  vice-presidência  na cabeça de chapa com Dilma Rousseff, a candidata petista, preferida do titular do Planalto.

O presidente da Câmara, Michel Temer, está sendo rifado pelo PT. Não agregaria votos para Dilma, dizem os petistas. Quem dá razão a eles é o próprio Temer. Em entrevista no Valor Econômico, o parlamentar peemdebista paulista reconhece que não cuida da micro, mas da macro-política. Não suja os sapatos na lama em busca do eleitor. Faz as jogadas estratégicas. Tem dado certo, garantindo seus mandatos por SP. Mas, seria suficiente para ajudar Dilma a macro ou a micro política, em campanha presidencial?

Nacionalismo com salário mínimo forte para formar mercado interno forte e discurso nacional influente na cena internacional em que o capitalismo nos países cêntricos estão abalados pela bancarrota financeira americana e européia, eis o discurso de Requião para sustentação da moeda nacional na nova divisão internacional do trabalho ao mesmo tempo em que engajaria no fortalecimento da união sul-americana, ancorado nas riquezas potenciais continentais, das quais dependem a manufatura global.
Nacionalismo com salário mínimo forte para formar mercado interno forte e discurso nacional influente na cena internacional em que o capitalismo nos países cêntricos estão abalados pela bancarrota financeira americana e européia, eis o discurso de Requião para sustentação da moeda nacional na nova divisão internacional do trabalho ao mesmo tempo em que engajaria no fortalecimento da união sul-americana, ancorado nas riquezas potenciais continentais, das quais dependem a manufatura global.

Em torno dessa dúvida, os desentendimentos se aprofundam. A rejeição lulista a Temer ajudaria os peemedebistas a buscarem outra acomodação alternativa? Pintaria o verdadeiro desejo do presidente Lula de ter o ministro Hélio Costa, das Comunicações, como o vice ideal para Dilma, como destaca o repórter Raymundo Costa, do Valor? Não há, por enquanto, radicalismo à vista. O PMDB é igual a macaco hermafrodita. Quer é gozar. Talvez pesquisas sejam os indicadores para afastar ou aproximar. Não se sabe. Os espíritos não estão alinhados. Ao contrário, avançam em pique de revoluções artísticas, ou seja, diversos pontos de vista, diversos gêneros e tendências entram em cena, embaralhando geral.

Não só isso. O PMDB não apenas dispõe de varias tendências para busca de composições, mas, igualmente, tenta emplacar candidatura própria, dependendo do andar da carruagem das contradições em marcha. Tendência partidária forte, independente, avança na região sul e sudeste, de São Paulo para baixo.

São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e, no Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul e Goiás apresentam ramificações peemedebistas de todas as ordens. Umas estão alinhadas com o PT; outras, com o PSDB, e, enfim, emerge o próprio PMDB com candidatura própria.

Socialismo temperado de capitalismo distribuidor de renda, comandado por discurso empresarial, para fortalecer a produção, que se encontra ameaçada pela estratégia financeira especulativa neoliberal que confere privilégio total à bancocracia no país na condução da política econômica - eis os movimentos do governador pernambucano, que, com Requião, racha a coalizão governamental na sucessão.
Socialismo temperado de capitalismo distribuidor de renda, comandado por discurso empresarial, para fortalecer a produção, que se encontra ameaçada pela estratégia financeira especulativa neoliberal que confere privilégio total à bancocracia no país na condução da política econômica - eis os movimentos do governador pernambucano, que, com Requião, racha a coalizão governamental na sucessão.

É o caso do governador nacionalista Roberto Requião, do Paraná. Sua bandeira, no momento, chama-se PRÉVIAS DEMOCRÁTICAS. Trata-se da estratégia que virou lei na Argentina. Antes das eleições gerais, prévias nacionais e simultâneas, com a liberdade de o eleitor votar na indicação dos candidatos, sendo ou não filiados aos partidos, de modo que o escolhido previamente já dispõe, automaticamente, do aval eleitoral forte, com ficha limpa, adquirida na confiança comunitária.

Requião, com a bandeira das prévias, junta o PMDB do Sul e Sudeste. Ao lado das prévias, ele emerge como o governador que paga o mais alto salário mínimo do país, R$ 780, prometendo universalizá-lo no território nacional. Nasce novo Jango Goulart, que, como ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, triplicou, em 1954,  o salário mínimo, transformou-se em vice-presidente e, depois, presidente deposto em 1964 pela ditadura, apoiada por Washington.

Requião estaria jogando duplamente, forçando candidatura à presidência, para ganhar uma candidatura à vice-presidência, deslocando Temer? Linha super-nacionalista Dilma-Requião? Ou seja, o PMDB que vai se formando no Sul e no Sudeste é o oposto do PMDB que vigora no Nordeste e Norte, ainda, comandado por coronéis, tipo senadores Renan Calheiros(AL), José Sarney(AP), e deputado Henrique Alves(RN) etc. Temer, do sul, teria, dentro do partido, chances se tivesse mais o apoio do Norte-Nordeste do que do sul, ou vice-versa, ou corre perigo no  meio das duas correntes, que , ainda carecem de maiores definições?

Socialismo empresarial

A classe empresarial busca sua representação política para fazer valer o discurso da produção que perdeu pique para o discurso da especulação bancocrática, dominante no cenário da macroeconomia a partir do privilégio que conquistou no ambiente constitucional, onde os recursos orçamentários são assegurados ao pagamento dos juros enquanto todos os demais setores produtivos são obrigados a contingenciar-se para satisfazer cláusula pétrea bancocrática.
A classe empresarial busca sua representação política para fazer valer o discurso da produção que perdeu pique para o discurso da especulação bancocrática, dominante no cenário da macroeconomia a partir do privilégio que conquistou no ambiente constitucional, onde os recursos orçamentários são assegurados ao pagamento dos juros enquanto todos os demais setores produtivos são obrigados a contingenciar-se para satisfazer cláusula pétrea bancocrática.

Complementa o quadro de racha da coalizão a posição dúbia do presidente do PSB, o governador de Pernambuco, neto de Miguel Arraes, Eduardo Campos. Entre a pressão do presidente Lula, de um lado, interessado, sobretudo, no realinhamento das forças governistas, para não dançar como dançou Michele Bachellete, no Chile, e do seu partido, de outro, interessado em ganhar musculatura no cenário nacional com a candidatura do deputado Ciro Gomes, o governador pernambucano balança como pêndulo nervoso.

 Ciro não diz nem sim nem não à candidatura presidencial. Teria sido incensado nesse sentido pelo próprio presidente da República, para sair candidato ao Palácio dos Bandeirantes ou ao Palácio do Planalto? O deputado cearense, nascido em São Paulo, pulou de cabeça no abismo. Transferiu seu título para a terra bandeirante, disposto a jogar no retorno ao útero materno. Mostra-se como cadáver insepulto.

Os petistas rechaçaram candidatura Ciro ao Palácio dos Bandeirantes e, agora, Lula rechaça a possibilidade dele se candidatar ao Planalto. Sem escada e com a brocha na mão, Ciro é o personagem do ridículo, pura ejaculação política precoce. Quem vai botar o guizo no pescoço do gato? Eduardo Campos ou Lula?

O presidente do PT-SP reagiu como verdadeiro ditador a dizer o que é certo e o que é errado em matéria de liberdade política, negando o direito empresarial de disputar sua representação política, considerando tal pretenção absudo fora de propósito. A representação do trabalhador para chegar à presidência pode; a do empresário, não. Negou a realidade chilena, que se expressa na vitória de Sebastian Pinera. A provocação petista seria puro medo.
O presidente do PT-SP reagiu como verdadeiro ditador a dizer o que é certo e o que é errado em matéria de liberdade política, negando o direito empresarial de disputar sua representação política, considerando tal pretenção absudo fora de propósito. A representação do trabalhador para chegar à presidência pode; a do empresário, não. Negou a realidade chilena, que se expressa na vitória de Sebastian Pinera. A provocação petista seria puro medo.

Dificilmente, o governador pernambucano faria uma coisa dessa. Ao contrário, pelo que tudo indica, ele joga para frente, tentando aprofundar divisão das forças governistas. O aval que ele deu à candidatura do empresário Paulo Skaf, da Federação das Indústrias de São Paulo(FIESP), ao governo paulista pelo PSB, sinaliza disposição dos socialistas buscarem uma representação empresarial e faturar o prestígio político que uma nova esquerda socialista, com tonalidade capitalista, obteria.

Incompreensivelmente, ou melhor, freudianamente, compreensível, o presidente do PT paulista, Edinho Silva, considerou “inabilidade brutal”, o lançamento político de Skaf. Por que brutalidade inábil? Os empresários não teriam o direito de buscar sua representação política, como os empresários chilenos buscaram ter a sua, na figura de Sebastian Pinera, vitorioso na eleição presidencial chilena, colocando a direita no poder?

Preconceito contra os empresários foi o que revelou Edinho Silva, tentando negar a legimitidade da classe empresarial de participar do jogo democrático. Contradição dialética: se os trabalhadores, como categoria social, tiveram a chance de ganhar o poder com Lula, por que os empresários se tornam brutalmente insensíveis quando busca o mesmo caminho?

A sucessão 2010 lança, portanto, no cenário político a disputa capital-trabalho em busca do espaço democrático. Os empresários estariam no jogo político, certamente, para equilibrar, no plano parlamentar, o predomínio absoluto do pensamento da bancocracia neoliberal, que conseguiu inserir na Constituição o artigo 166, parágrafo terceiro, item II, letra b, que dá prioridade total ao interesse dos bancos, garantindo-lhes o pagamento dos serviços da dívida pública como causa pétrea, enquanto os demais setores da vida nacional, que dependem dos investimentos públicos, são passíveis de contigenciamentos intermitentes, dos quais a banca está , constitucionalmente, livre. Privilégio bancocrático neoliberal garantido pelo poder neorepublicano.

Os petistas estão rifando Temer. O PMDB concordará? Acomodará a essa pressão, buscando outro candidato que não fosse Requião, para compor os interesses dos peemedebistas do Norte e do Nordeste, que temem a pregação nacionalista do governador paranaense, ou baterão pé, ameaçando bandearem-se para José Serra?
Os petistas estão rifando Temer. O PMDB concordará? Acomodará a essa pressão, buscando outro candidato que não fosse Requião, para compor os interesses dos peemedebistas do Norte e do Nordeste, que temem a pregação nacionalista do governador paranaense, ou baterão pé, ameaçando bandearem-se para José Serra?

Os homens da produção foram relegados a segundo plano pelos homens da especulação. Como foram estes que levaram o capitalismo global ao colapso, a emergência política empresarial seria a busca de uma reversão dos privilégios de classe ou uma brutalidade insensível? Onde estaria a insensibilidade brutal dos empresários quando buscam a representação político partidária?

Conjunturalmente, no processo eleitoral, em seus passos já avançados, os governadores de Pernambuco e do Paraná se transformam em duas pedras pontudas no sapato bico fino de Dilma Rousseff. Ambos dificultam a pretendida união governista, rachando a coalizão governamental, abrindo o espaço para a chilenização sucessória lulista.

Lula quer rachar MG, hoje, dominada pelo PSDB, sob Aécio, lançando Hélio Costa vice de Dilma, mandando as pretensões de Temer para o espaço. Abriria oportunidade para Patrus Ananias nas Gerais, montado no cavalo Bolsa Família. Uniria o PMDB?
Lula quer rachar MG, hoje, dominada pelo PSDB, sob Aécio, lançando Hélio Costa vice de Dilma, mandando as pretensões de Temer para o espaço. Abriria oportunidade para Patrus Ananias nas Gerais, montado no cavalo Bolsa Família. Uniria o PMDB?

Resta saber se, com as cordas da divisão esticadas, sob patrocínio do PSB e do PMDB, o governo Lula, para pacificar os ânimos gerais dentro da coalizão, tornando-a forte sob ordem unida, teria que compor a vice presidência com Dilma entre três ou quatro opções: ou Dilma-Requião ou Dilma-Skaf ou Dilma-Ciro ou Dilma-Costa.

O fato é que as controvérsias e os grupos de interesses que racham a coalizão governamental, enquanto a oposição parece unir-se em torno do governador José Serra, sinalizam guerra sucessória semelhante à que rolou no Chile.

Sem unidade , a candidatura Dilma correria mais perigo, ou o apoio de Lula bastaria, para além dos rachas partidários dentro da base governista?

Neonacionalismo eleitoral em campanha

Nasceu com ela a idéia da fusão oligopólica entre a Petrobrás e a Odebrecht. A criação da gigante petroquímica Braskem, união Petrobrás-Odebrech, entra na cena mundial como personagem brasileiro que desja acontecer no século 21 no concerto das nações. Tarefa para uma mulher presidente? Parece ser essa a ambição de Dilma, que sai com sua bandeira nacionalista sul-americana para enfrentar José Serra, tendo como âncora a popularidade do presidente Lula. Discurso forte em campanha.
Nasceu com ela a idéia da fusão oligopólica entre a Petrobrás e a Odebrecht. A criação da gigante petroquímica Braskem, união Petrobrás-Odebrech, entra na cena mundial como personagem brasileiro que desja acontecer no século 21 no concerto das nações. Tarefa para uma mulher presidente? Parece ser essa a ambição de Dilma, que sai com sua bandeira nacionalista sul-americana para enfrentar José Serra, tendo como âncora a popularidade do presidente Lula. Discurso forte em campanha.

Fato político e econômico estrondoso que ocorre em início da disputa eleitoral. Descortinou-se como propaganda forte de campanha política, apoiada no nacionalismo, a materialização da proposta da ministra Dilma Rousseff, quando titular do Ministério das Minas e Energia, de fusão da estatal Petrobrás com a privada Odebrecht, na formação do conglomerado petroquímico público-privado, expresso na Braskem, cujo faturamento alcançará R$ 25,8 bilhões, produzidos por 26 fábricas com capacidade de transformar 5,5 milhões de toneladas de resinas termoplásticas – o mundo dos plásticos, das fibras sintéticas, que permeiam dezenas de atividades petroquímicas e um consumo per capita nacional de 27,5 kg. Os plásticos inundam a humanidade. Agora, no Brasil, vira oligopólio público-privado. Cria-se conglomerado com poder de competição global entre as dez maiores fabricantes do mundo, conforme excelente matéria no jornal O Estado de São Paulo, sábado, 23.

Eis o modelo de economia para o País, a partir de proposta nacionalista, que o Governo Lula , por meio da Petrobrás, joga no mercado eleitoral para bombar a candidatura Dilma Rousseff , adversária, provavelmente, do tucano governador José Serra, de São Paulo. A negociação se estendeu por todo o ano passado, para concluir no início do ano de eleição presidencial. Jogo bruto, que determina novo caminho do Brasil no cenário global, na formação de grandes grupos nacionais, aliados ao Estado, para dominar a cena internacional. Na prática, a fusão PETROBRÁS-ODEBRECH, que engoliu o Grupo Unipar, da família Paulo Geyer, dominante durante mais de 60 anos, no mercado, dá a dimensão total da nova estratégia econômica nacional, a ser administrada pela candidata lulista, caso seja eleita, configurando, por intermédio de ação política da mulher brasileira no poder, voz de comando nacional na macroeconomia global.

 No último ano do governo Lula, vai ficando cada vez mais clara a opção nacionalista lulista que Dilma herdaria, se eleita, disposta a jogar pesado na conformação de um capitalismo oligopolizado, na divisão das forças econômicas privadas e estatais. Seria o nacionalismo econômico a estratégia para enfrentar os concorrentes mundiais em cenário onde a competição global tende a acirrar-se intensamente.  Reverte-se processo privatizante que tinha tomado rumo na Era FHC, quando o Grupo Unipar comprou, nos anos de 1990, participações da Petrobrás em diversas atividades da segunda e terceira geração de produção petroquímica. Ficara, na ocasião, com a Petrobrás, apenas, a produção de petróleo. O gás e a nafta, matérias primas destinadas à produção das resinas termoplásticas, passaram para a iniciativa privada. Na grande crise global de 2008, a Unipar tentou dar passos mais largos, montando o conglomerado petroquímico da Quattor. Não deu conta do recado. A bancarrota financeira global pôs areia no negócio e os lucros esperados não realizaram, desestabilizando o projeto privado. Agora a estatal, que com a Unipar figurava como sócia minoritária na Quattor, ganha dimensão dominante, ampliando sua participação efetiva na produção do petróleo e nas produções de segunda e terceira geração, oligopolizando geral. Configura-se uma tendência econômica olipolizada no final da Era Lula, prometendo aprofundar-se com Dilma Rousseff, eventualmente, vitoriosa em outubro. Teria outra saída racional, quando o setor privado é insuficiente para tocar negócio, sendo candidato a ser engolido pelos grandes grupos multinacionais na nova cena global, ultra-competitiva?

Outro exemplo semelhante, de expansão estatal, tendo o setor privado como representação, ocorrido durante a semana, foi a fusão Cia Vale do Rio Doce com a Bunge, para nacionalizar as reservas de fosfato e potássio, matérias primas indispensáveis à fabricação de fertilizantes, que impulsionam o agronegócio nacional. Sujeito às oscilações violentas de preço, por ação de oligopólio internacional, comandante das importações e distribuição interna do produto, sangrando o deficit em contas correntes em cerca de 12 bilhões de dólares, o governo jogou no nacionalismo econômico para dominar as reservas dos dois produtos e mandar na sua distribuição por intermédio da Vale do Rio Doce, dentro da qual impõe ordens e direções por meio dos fundos de pensão estatais majoritários nas ações da empresa.

 Dirigismo econômico em marcha

O neonacionalismo é um jogo de cena do Estado Nacional, sob Lula, que disfarça a estatização com a participação forte na parceria público-privada, para CO-GESTIONAR o negócio. Ou seja, o Estado manda, com a representação da empresa privada, que, sozinha, não tem bala para tocar o projeto de Dilma de internacionalizar a economia brasileira no cenário da crise mundial no seio da qual o préstigio brasileiro é forte e atrativo em meio à bancarrota do dólar do qual os rentistas fogem desesperadamente. Gabrieli, presidente da Petrobrás, é o o executivo mais poderoso do planeta, na atualidade.
O neonacionalismo é um jogo de cena do Estado Nacional, sob Lula, que disfarça a estatização com a participação forte na parceria público-privada, para CO-GESTIONAR o negócio. Ou seja, o Estado manda, com a representação da empresa privada, que, sozinha, não tem bala para tocar o projeto de Dilma de internacionalizar a economia brasileira no cenário da crise mundial no seio da qual o préstigio brasileiro é forte e atrativo em meio à bancarrota do dólar do qual os rentistas fogem desesperadamente. Gabrieli, presidente da Petrobrás, é o o executivo mais poderoso do planeta, na atualidade.

Amplia-se o dirigismo econômico, no compasso da oligopolização econômica estatal, em contrapolo à ação do oligopólio privado. O fenômeno dirigista estatal pode, também, caminhar para o setor financeiro. Durante a crise, o governo somente não perdeu o controle da economia, porque jogou os bancos estatais para alimentar o crédito ao consumo e à produção. Os bancos privados fugiram da raia e só voltaram lentamente. Quando retornaram, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES haviam avançado e dado provas de que o sistema financeiro estatal oligopolizado se transformou em força efetiva para inibir o oligopólio financeiro privado, essencialmente, especulativo. Não apenas inibiu, mas o ultrapassou em expansão de negócios e faturamento ao longo de 2009. Qual a conclusão disso, tirada pelos nacionalistas dentro do governo? Que se o time colocado em campo deu certo, por que não apostar nele, já que está ganhando?

 Comprovam estratégias estatais nesse sentido as  ações do Banco do Brasil rumo a uma internacionalização das suas operações em meio a um sistema financeiro europeu e americano falido, de joelhos diante do Estado, O Estado é capital, sua moeda é que puxa a demanda, conforme disse Marx. Por que deixaria de puxar ele mesmo em parceria com grandes grupos nacionais a demanda global se a força financeira está com ele, deixando a peteca cair nas mãos dos grandes oligopólios internacionais, exclusivos na exploração econômica das riquezas nacionais? Eis o jogo político econômico-financeiro eleitoral diamarousseffeano, que tende a ampliar-se de agora em diante em forma de discurso político ideológico.

A Petrobrás, a Vale do Rio Doce, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, efetivamente, agentes econômicos e financeiros poderosos do Estado, dão um tom da NOVA ECNOMIA POLÍTICA BRASILEIRA NO SÉCULO 21. A força dessa estratégia se assenta, por sua vez, na aposta lulista de privilegiar o social no compasso dos privilégios concedidos, historicamente, ao econômico, durante os sete anos de governo que comandou até o momento. Tenta passar a bola para Dilma Rousseff, que abraça, como ideologia política, a pregação nacionalista moderna, em que o governo e o setor privado atuam oligopolicamente, na parceria público-privado. Tal estratégia desenvolvimentista implicaria, por sua vez, em visão econômico-social correspondente, no sentido de o governo continuar a apostando no mercado interno, utilizando os recursos da arrecadação dessa ação oligopolizada para jogar no social, dando continuidade a uma estratégia de resgate social dos miseráveis. Afinal, a crise demonstrou que o consumo interno não apenas combate a inflação, mas produz poupança interna, que dispensa a externa.

Brasil século 21

Bendine, o homem do BB, que comanda o braço financeiro estatal. Ao lado da expansão empresarial estado-iniciativa privada juntos, o BB vai jogando capital nacional no seu próprio negócio em ampliação global. Tem como garantia a riqueza nacional que atrai dólares candidatos à desvalorização em busca de ativos mais fortes. Seria negócio acumular dólares, sr. Meirelles? No momento em que os grandes bancos americanos e europeus estão em baixa, sob custódia dos governos, quebrados, o jogo neonacionalista dilmista-lulista abre-se às amplas possibilidades. O queima de patrimônio europeu e americano em bancarrota pode virar comida de onça pelo BB, ancorado na garantia chamada  Brasil.
Bendine, o homem do BB, que comanda o braço financeiro estatal. Ao lado da expansão empresarial estado-iniciativa privada juntos, o BB vai jogando capital nacional no seu próprio negócio em ampliação global. Tem como garantia a riqueza nacional que atrai dólares candidatos à desvalorização em busca de ativos mais fortes. Seria negócio acumular dólares, sr. Meirelles? No momento em que os grandes bancos americanos e europeus estão em baixa, sob custódia dos governos, quebrados, o jogo neonacionalista dilmista-lulista abre-se às amplas possibilidades. O queima de patrimônio europeu e americano em bancarrota pode virar comida de onça pelo BB, ancorado na garantia chamada Brasil.

O jogo lulista segue dando certíssimo, nessa linha, pois os votos das classes C,D e E, certamente, virão para engordar o caixa eleitoral governamental. A base da força estatal esteve, até agora, no fomento ao consumo interno. Por intermédio dele, acabaram os excedentes de produção, que levavam, recorrentemente, à inflação via desvalorização cambial para exportá-los. A moeda se valorizou nessa jogada, ao mesmo tempo em que elevaram os investimentos, como produto do aumento dos ingressos tributários. A grande crise global de 2008 deu um baque na estratégia econômica lulista, mas não quebrou sua espinha. A sua resistência gerou novas expectativas, tanto para os capitais internos como os externos. Ambos, nesse momento, redobram suas apostas na economia brasileira. Esse, evidentemene, é o capital garantidor da expansão do Banco do Brasil no campo internacional. Jogar poupança no BB, instalado na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia, como pretende o governo, representa apostar no potencial brasileiro, cuja expansão interna combateu a inflação e fortaleceu o poder de compra popular que despertou investidores globais. Seria o Banco do Brasil, dispondo de garantia real, expressa no potencial econômico brasileiro, negócio melhor do que apostas nos bancos americanos, por exemplo, tecnicamente, falidos, sob socorro na UTI da Casa Branca. A garantia tradicional americana, seu mercado interno, está baleado, enquanto o dólar, que sempre embalou o consumo mundial, está bichado na praça global.

 A China, por exemplo, que detém mais de 2,5 trilhões de dólares, tenta desfazer de moeda americana, comprando, entre outras coisas, empresas brasileiras produtoras de minério de ferro. No cenário em que as manufaturas perdem poder relativo, na crise, por conta do aumento da concorrência em face de mercado retraído, ganham maior poder as matérias primas, das quais todos dependem, elevando, relativamente, seus preços. Os chineses fogem dos dólares em desvalorização, candidatos a virarem papel de parede, por ativo real brasileiro. Seria inteligente o BC manter dólares que se desvalorizam como reservas ou comprar com esses dólares as minas de ouro, de prata, de bronze, de minérios de bauxita, que estão em mãos privadas, como fazerm os chineses? O lance da Petrobrás com a Odebrecheth sinaliza ser mais negócio apostar na produção do que na especulação, para dominar a produção de matérias primas e agregar valor a elas, de modo a permitir ao Brasil colocar seu produto e sua força no mercado mundial, totalmente, oligopolizado. Dilma Rousseff embarcou de cabeça nesse jogo, para ganhar corpo na disputa com Serra.

Triunfo da razão

O real é racional e o racional é real, disse Hegel, para determinar que a realidade é um eterno vir a ser em meio ao movimento dialético dos contrários em que a negatividade é a realidade que busca na sua totalidade a razão do Estado como construção do espírito universal, configurando, portanto, o Estado o produto genuíno da razão. Em meio ao capitalismo, que é, essencialmente, irracional, uma razão maior vai se impondo. Hegel aconteceria no século 21?
O real é racional e o racional é real, disse Hegel, para determinar que a realidade é um eterno vir a ser em meio ao movimento dialético dos contrários em que a negatividade é a realidade que busca na sua totalidade a razão do Estado como construção do espírito universal, configurando, portanto, o Estado o produto genuíno da razão. Em meio ao capitalismo, que é, essencialmente, irracional, uma razão maior vai se impondo. Hegel aconteceria no século 21?

A sucessão presidencial brasileira, debaixo de uma orientação macroeconômica cada vez mais nacionalista, coloca em cena o poder do Estado mobilizador de forças oligopolizadas, para contrastar-se com a oligopolização privada internacional. Os filósofos alemães previram a emergência final do Estado sobre a economia como fator de organização dela em defesa do interesse social. Kant descreveu o Estado Universal. Hegel proclamou a prevalência da razão como voz do Estado para expressar-se como fator de totalidade social etc. O baque capitalista na grande crise de 2008 jogou a financeirização econômica global como negação do poder do Estado, tornando-o, na verdade, em joguete do capital, até que o interesse público se viu ameçado com a bancarrota global. O Estado teve que converter-se em proposta racional capaz de organizar o caos irracional. Esse processo está em marcha, mesclando-se com uma conjuntura que ainda tenta sobreviver, mas que está seriamente abalada. É como aquela velha árvore que foi abatida, mas que se percebe que em seus galhos, ainda,  floresce o verde remanescente das folhas, cuja duração torna-se incerta. O certo é que o tiro no coração dela já foi dado pela história.

Justiça vira voz do povo no DF

A justiça entrou em campo para evitar que a maracutaia dominasse totalmente dentro da Câmara Legislativa do DF, sob comando do governador, manobrando, escandalosamente, sua base política, a fim de levar a CPI da Codeplan ao forno, transformando-a em pizza. O TJDF atuou como a voz política da cidadania, no vácuo deixado pelas lideranças políticas , que, em vez de expressarem o sentimento popular, fazem cálculos políticos eleitorais, envergonhando geral.
A justiça entrou em campo para evitar que a maracutaia dominasse totalmente dentro da Câmara Legislativa do DF, sob comando do governador, manobrando, escandalosamente, sua base política, a fim de levar a CPI da Codeplan ao forno, transformando-a em pizza. O TJDF atuou como a voz política da cidadania, no vácuo deixado pelas lideranças políticas , que, em vez de expressarem o sentimento popular, fazem cálculos políticos eleitorais, envergonhando geral.

A vergonhosa presença no poder político do Distrito Federal do governador José Roberto Arruda, do vice Paulo Octávio e de sua base totalmente corrompida na Câmara Legislativa, atuando para manobrar, escandalosamente, a conjuntura política, bichada pela imundice, mexeu com os brios da justiça brasileira e fez o caldo entornar.

O juiz Vinícius Santos da Silva, da sétima Vara de Fazenda Pública, decidiu impedir que integrem a CPI da Codeplan os deputados distritais Aylton Gomes(PR), Benedito Domingos(PP), Benício Tavares(PMDB), Eurides Brito(PMDB), Júnior Brunelli(PSC), Leonardo Prudente(sem partido), Rogério Ulysses(PSB), Roney Nemer(PMDB) e os suplentes Berinaldo Pontes(PP) e Pedro do Ovo(PRP) – o time da penitenciária, comandado pelo técnico Arruda,  como destacou o leitor do site do Correioweb, Waldomiro Santos.

As pressões populares, que tiveram como resposta a violência policial do governador, fizeram efeito. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal(TJDF), acionado pelo Ministério Público do DF e Territórios(MPDFT), agiu para evitar que a CPI da Codeplan, que investigará a corrupção detonada pela Polícia Federal, na chamada Operação Caixa de Pandora, virasse pizza, quando já estava a caminho do forno, tudo armado pela quadrilha.

A justiça entrou no vácuo político deixado pela esquerda, e pela imprensa, que se nega às investigações mais aprofundadas. A oposição, em vez de convocar a sociedade a uma grande mobilização, omitiu-se, especialmente, por parte dos que são cotados a disputarem eleições em outubro. Os falsos líderes preferem, nesse instante, em que a comunidade se encontra enojada com os acontecimentos, fazer cálculos políticos. Mas, será que os oposicionistas estão com bola cheia para erguer bandeira ética e moral, à altura das exigências sociais, ou, igualmente, estão comprometidos por rabos presos, que os mantêm, relativamente, imóveis?

Corrupção total 

Fracasso completo de uma dupla que se mostrou bem abaixo das expectativas que neles depositou a opinião pública, agora, irada com os desmandos patrocinados pelos dois, jogando a capital na lama imunda da corrupção, tansformando o que tentaram vender como legal em total ilegalidade, mediante apoio de uma base política inteiramente corrompida pelo dinheiro do mensalão do DEM
Fracasso completo de uma dupla que se mostrou bem abaixo das expectativas que neles depositou a opinião pública, agora, irada com os desmandos patrocinados pelos dois, jogando a capital na lama imunda da corrupção, tansformando o que tentaram vender como legal em total ilegalidade, mediante apoio de uma base política inteiramente corrompida pelo dinheiro do mensalão do DEM

Do jeito que os oposicionistas se comportam, especialmente, deputados federais e senadores, dão-se ao desrespeito. Os principais líderes oposicionistas, como Rodrigo Rollemberg(PS), Geraldo Magela(PT), Cristovam Buarque(PDT), Agnelo Queiróz(PT) etc, não se dignaram ainda em formar frente ampla contra a corrupção que se alastrou de forma impressionante, configurando que a capital, às vésperas do seu quinquagésimo aniversário, encontra-se num mar de merda fedorenta, agredindo a sensibilidade pública com imundice sem tamanho.

Qual a leitura que a comunidade está fazendo, no momento em que ganha espaço como expressão da reação não os líderes que pontificam no Congresso, mas administradores das cidades do DF e grupos comunitários à revelia dos comandos políticos envergonhadamente omissos, substituídos em sua utilidade pela justiça?

“Tudo que é útil é verdadeiro. Se deixa de ser útil, deixa de ser  verdade” (Keynes). Qual a utilidade da oposição nesse momento, que corre atrás da ira da opinião pública sem poder alcançá-la? Da mesma forma, a imprensa, com os dois principais jornais, o Correio Braziliense e o Jornal de Brasília, correndo, escandalosamente, dos fatos, envergonham geral.

O utilitarismo, ideologia cínica que ancora as premissas morais do capitalismo, conforme conceituaram os ingleses, inexiste no DF, no que diz respeito ao comportamento dos políticos de oposição e da mídia. Deixam ser verdade por se expressarem em inutilidade como tradução da alma popular.

Em tal contexto de falta de vergonha de suas excelências, quem levanta a voz, agindo, politicamente, não é a oposição, mas a justiça. A ação cível pública determinada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios(MPDFT), plenamente, aceita pelo Tribunal de Justiça do DF(TJDF), representou o lance político mais importante do ano até agora. A política está sendo comandada pelo judiciário, para fazer frente ao perigo de o Legislativo jogar para debaixo do tapete o lixo moral que não cabe nas salas dos políticos, alarmando a vontade popular, temerosa de continuar sendo representada por ladrões.

Se fosse na China….

Leonardo Prudente e seus colegas corruptos precisam botar as mãos para o céu, agradecendo a democracia, pois se fossem políticos chineses, seriam executados com tiros na nuca, sem julgamento, dada a total falta de vergonha com que agiram, para enporcalhar a política brasiliense.
Leonardo Prudente e seus colegas corruptos precisam botar as mãos para o céu, agradecendo a democracia, pois se fossem políticos chineses, seriam executados com tiros na nuca, sem julgamento, dada a total falta de vergonha com que agiram, para enporcalhar a política brasiliense.

O MPDFT e o TJDF demonstraram muito mais sensibilidade política dos que os próprios (falsos) representantes do povo, que, na hora H, negam o sentimento popular, em nome de estratégias político eleitorais, esperando melhores oportunidades para darem seus respectivos lances. O problema é que podem ter perdido o momento certo, por terem deixado de agir no instante exato que a sociedade pede socorro moral e ético.

Diante desse grito, os falsos líderes correm. O PT, principalmente, se mostra inteiro. Depois do mensalão, adeus credibilidade moral. Não tem mais moral para falar mal do governador que  é a própria expressão do fracasso geral. O vice, que não pediu para sair do partido, o DEM,  como fez o governador, sob pressão, igualmente, fracassou, e entre a política, o ideal, e os negócios, o real, largou o barco. Demonstrou, claramente, que não estava devidamente qualificado para a tarefa, graças à falta de identificação com o espírito social. Nesse ambiente infestado de mau caratismo político geral, como fica a sucessão?

O DEM dançou. Arruda, fora; Paulo Octávio, fora. O PPS, do deputado Augusto Carvalho, que trocou seu reino, o mandato, por um prato de lentinha, tornando-se serviçal do governador, na corrupção da Secretaria de Saúde, fora.

O PT se mostra pelas metades. Agnelo Queiroz? Omisso; Magela?Omisso, só fala em orçamento, empenhando-se em transferir recursos para o tesouro do DF etc. Como se sabe que tudo que diz respeito à Comissão de Orçamento, deve ser colocado em condição de suspeita, dada a filosofia do toma-lá-dá-cá que a comanda, a posição do parlamentar petista torna-se tradução da omissão partidária, quando deveria estar aproveitando seu peso político, para pedir o impeachment do governador e do vice. 

O PMDB é o retrato da transfiguração. Seu líder principal, o deputado Tadeu Filipelli abandonou o ex-governador Roriz e pulou para o barco de Arruda, na expectativa de disputar cadeira no Senado. Dançou.

Joaquim Roriz? Descartado pelo PMDB, foi para o desconhecido PSC, mas sua sorte pode estar condenada. Encontra-se imobilizado, porque tem muita culpa no cartório. Foi responsável por colocar no seu governo o delator Durval Barbosa, a bomba atômica da corrupção, que deverá depor na próxima semana, comprometendo o ex-chefe. Ou não?

Bomba atômica

Durval Barbosa, no depoimento que fará na próxima semana, poderá jogar mais lenha na fogueira, porque sua motivação, para se salvar, é a de dizer a verdade, como premio para a delação premiada. Saiam de baixo os que estão com rabos presos, acossados pela justiça a abandonarem seus mandados, enquanto tentam resistir , inutilmente, por meios de manobras vergonhosas.
Durval Barbosa, no depoimento que fará na próxima semana, poderá jogar mais lenha na fogueira, porque sua motivação, para se salvar, é a de dizer a verdade, como premio para a delação premiada. Saiam de baixo os que estão com rabos presos, acossados pela justiça a abandonarem seus mandados, enquanto tentam resistir , inutilmente, por meios de manobras vergonhosas.

Diante da barreira da corrupção organizada pelos aliados do governador, tentando impedir o andamento da CPI, faltou imaginação ou coragem à oposição de ir às ruas.

Roriz não se pronunciou para não se queimar, dado o rabo imenso que disporia para queimar na fogueira.

Filipelli, desesperado, sem poder ficar com Arruda, nem pular para o barco de Roriz, tenta aliar-se ao PT, para formalizar, no DF, o perfil da coalisão no plano nacional. Dará certo? O PT andaria com quem andou com Arruda o tempo inteiro?

Todos estão com seus rabos devidamente presos.

O mensalão do DEM igualou-se ao mensalão do PT, de modo que , na campanha, pode pintar a briga do mensalão democrata contra o mensalão petista. Quem ganharia a parada aos olhas da opinião pública, farta com os mensalões e desgostosa da renuncia petista à pregação ética e moral?

O PT, ao subordinar-se aos financiamentos de campanha que cobram altos retornos aos eleitos em formas de favores que ferem, invariavelmente, a lei, igualou-se aos adversários.

O quadro político brasiliense é de vazio de candidaturas porque nem o governo que fracassou tem nome capaz de empolgar, por razões óbvias, nem a oposição, que se omite, consegue credenciar-se, sustentavelmente, diante da sociedade irada com a impunidade.

Se um juiz que entrar numa de ser candidato, em nome do interesse público, ou alguém que tenha suficientemente penetração popular , mesmo que não seja político, mas com descortínio que venda honestidade, podem emplacar, pois o vácuo moral e ético é total. 

Enquanto isso, o time da penitenciária começa a treinar para disputar  o campeonato da corrupção no campo de futebol da Papuda.

Bunge escapa da nacionalização

 

Diante das fortes pressões financeiras externas, desatadas pela crise mundial, o governo busca reduzir as importações de produtos estratéticos para a agricultura, como potássio e fosfatos, que pesam nas contas nacionais, partindo para uma semi-nacionalização das jazidas, por meio da Vale do Rio Doce, induzindo os fundos de pensão estatais, que dominam as ações dela, a ampliarem sua ação nacionalista, em vez da estatização pura e simples, que abriria polêmica ideológica em ano eleitoral.

Diante das fortes pressões financeiras externas, desatadas pela crise mundial, o governo busca reduzir as importações de produtos estratéticos para a agricultura, como potássio e fosfatos, que pesam nas contas nacionais, partindo para uma semi-nacionalização das jazidas, por meio da Vale do Rio Doce, induzindo os fundos de pensão estatais, que dominam as ações dela, a ampliarem sua ação nacionalista, em vez da estatização pura e simples, que abriria polêmica ideológica em ano eleitoral.

Começou a pegar fogo o mercado de fertilizantes no País, depois que a Cia Vale do Rio Doce iniciou negociações com a Bunge, dona da Fosfértil, fabricante do produto, justamente, no momento em que o governo Lula iniciava discussões sobre possibilidade de estatizar as minas de fosfato e potássio. Trata-se de dois produtos minerais indispensáveis à fabricação de fertilizantes cujo consumo interno exige importações de cerca de 24 milhões de toneladas por ano. Ou seja, constitui-se forte peso no déficit em contas correntes do balanço de pagamentos nacional. Elevando a produção interna das minas de potássio e de fosfato, a multinacional Bunge, que, até agora, preferiu segurar as reservas extrativas, optando por importações cuja comercialização domina oligopolicamente no mercado interno, começou a sofrer pressões oficiais. O Palácio do Planalto, sob pressão da conjuntura internacional, que sinaliza déficits crescentes em contas correntes em 2010 e 2011, passara a exigir da Bunge a mesma exigência que fez à Vale do Rio Doce, ou seja, mais produção interna, mais emprego, mais renda, mais arrecadação, de moto a permitir maior espaço aos investimentos. A Companhia Vale do Rio do Doce, no auge da crise mundial, preferiu conter os investimentos, para diminuir o peso da folha salarial. Foi preciso o presidente Lula cobrar duramente outro comportamento da empresa, da qual fazem parte os fundos de pensão oficiais com maioria das ações. Ação governamental se intensificou. Por pouco a diretoria da empresa não iria para o espaço. Os investimentos, anteriormente, programados, mas suspensos diante da grande crise global, foram retomados. Esse é o objetivo que leva o Palácio do Planalto a trabalhar no mesmo sentido, pressionando em favor do aumento da produção de adubos minerais cujas reservas estão de posse da empresa multinacional Bunge. Sentada em cima da riqueza, sem extraí-la, a empresa, sob pressão, ameaçada de ter seu patrimônio mineral estatizado, dada a necessidade governamental de economizar divisas externas, ficou em sinuca de bico. Ou dá ou desce. 

Bombardeio ao oligopólio 

Dona da Fosfertil, junto com duas outras multinacionais, a Bunge , sob pressão do governo, foi obrigada a abrir mão das suas minas de fosfato para a Vale do Rio Doce, sob pena de serem estatizadas, para abrir espaço à produção interna de matérias primas destinadas à agricultura, contra a qual a multinacional manipulas, oligopolicamente, os preços dos insumos, gerando tensões nacionalistas dentro do governo Lula.

Dona da Fosfertil, junto com duas outras multinacionais, a Bunge , sob pressão do governo, foi obrigada a abrir mão das suas minas de fosfato para a Vale do Rio Doce, sob pena de serem estatizadas, para abrir espaço à produção interna de matérias primas destinadas à agricultura, contra a qual a multinacional manipulas, oligopolicamente, os preços dos insumos, gerando tensões nacionalistas dentro do governo Lula.

A ordem do Palácio do Planalto foi a de que a Cia Vale do Rio Doce, na qual o governo manda nas ações por meio dos grandes fundos de pensão oficiais, entrasse em campo para comprar as minas, a fim de explorá-las imediatamente, ou, caso contrário, viria a estatização. As negociações se estenderam nos últimos dois meses. A Bunge, oligopólio que domina não apenas o mercado de fertilizando, com quatro outras grandes empresas, mas, também, o de alimentos, com destaque para a comercialização da soja, sentiu a barra. Teria suas reservas de potássio e fosfato estatizadas. Para fugir da estatização, entrou em negociações com a Vale para que esta comprasse a maior produtora de fertilizantes do país, a Fosfértil, responsável pela produção de 9 milhões de toneladas, na tarefa das misturas dos materiais químicos com os minerais. O novo capital social da Fosfértil teria a Vale, ou seja, os fundos de pensão oficiais como majoritários, com 52% das ações, ficando, para a Bunge, 48%, percentual que a multinacional dividirá com dois outros acionistas a Mosaic e a Yara, multinacionais norueguesas. A Vale estaria colocando, no negócio, algo em torno de 4 bilhões de dólares, sabendo que o valor de mercado da Fosfértil – valor futuro de cinco anos trazidos a valor presente – está na casa dos 10 bilhões de dólares. Dessa forma, ao desfazer-se de 51% da Fosfértil, a Bunge, ficando com 48%, que lhe asseguram a comercialização das misturas que realiza para produzir o fertilizante, deixa de correr o risco da estatização do complexo de mineração correspondente à extração e fabricação de potássio e de fosfato, ao mesmo tempo em que atua na ponta do mercado com as marcas Manah, Iap, Ouro Verde e Serrana. Sozinha, na exploração do potássio e do fosfato, a Bunge poderia virar comida de onça, isto é, vítima de onda estatizante dos minerais estratégicos, defendidos pelos nacionalistas dentro do governo. Os abusos nos preços oligopolizados manipulados pela Bunge chegaram ao limite do suportável. Pintaria estatização para valer? 

Tentação eleitoral  

Pressionada pelo governo, a Vale do Rio Doce comprou a maioria das ações da Fosfertil, dominada pela Bunge, para que se possa explorar os minerais indispensáveis para a produção agrícola, no País, onde a multinacional dispõe de minas de fosfato e potássio que mantinham baixa produção, obrigando o país a sangrar-se em importações onerosas ao balanço de pagamento nacional.

Pressionada pelo governo, a Vale do Rio Doce comprou a maioria das ações da Fosfertil, dominada pela Bunge, para que se possa explorar os minerais indispensáveis para a produção agrícola, no País, onde a multinacional dispõe de minas de fosfato e potássio que mantinham baixa produção, obrigando o país a sangrar-se em importações onerosas ao balanço de pagamento nacional.

Essa possibilidade aumentaria, ainda mais, em ano eleitoral, quando o sentimento nacionalista despertado pelas descobertas do petróleo na região do pré-sal estimula discursos estatizantes, especialmente, em relação aos fosfatos e potássios, considerados minerais estratégicos para oferta da produção alimentícia. A possível estatização cresceu, principalmente, depois que o presidente Lula, no auge da crise financeira e econômica, irritou-se com a direção da Cia Vale do Rio Doce, resistente ao apelo presidencial por maior produção da empresa, a fim de ajudar o País a vencer a crise. Na disputa eleitoral em que a coalisão lulista pretende fazer comparações com o ex-governo FHC, a fim de, apresentando as duas administrações, ressaltar a vantagem comparativa que julga possuir, o tema nacionalização tenderia a ganhar destaque. Haveria tentativa de demonização da característica privatizante da Era FHC contra a essência nacionalista da Era Lula. Quem ganharia? Os nacionalistas, que pregam a criação de EMPRESA BRASILEIRA DE AGROENERGIA, com o slogan de que A AGROENERGIA É NOSSA, repetindo a campanha do PETRÓLEO É NOSSO,  consideram, como é o caso do governador do Paraná, Roberto Requião, do PMDB,  indispensável a manutenção do poder do Estado sobre os minerais estratégicos. Potássio e fosfato estão nesse rol. Anualmente, o Brasil gasta cerca de 13 a 15 bilhões de dólares por ano para importar 24 milhões de toneladas correspondente ao consumo nacional. Os grandes fornecedores são a Rússia, Estados Unidos e Marrocos. Os preços variam com a demanda, mas o domínio multinacional manipula as cotações. Como a produção de alimentos requer os fosfatos e o potássio importados para correção do solo, ao mesmo tempo em que  degradam-no, garantir os dois produtos se transformou, para o país, problema de segurança nacional. 

Poderosos fundos de pensão 

Sergio Rosa, presidente da Previ, será homem forte dos fundos de pensão no controle da Vale para ingrementar a produção nacional de fertilizantes, para tentar diminuir a dependencia das importações que sangram o deficits em contas correntes e escravizam os agricultores sob o tacão das multinacionais fornecedoras de minerais fundamentais à produção agrícola

Sergio Rosa, presidente da Previ, será homem forte dos fundos de pensão no controle da Vale para ingrementar a produção nacional de fertilizantes, para tentar diminuir a dependencia das importações que sangram o deficits em contas correntes e escravizam os agricultores sob o tacão das multinacionais fornecedoras de minerais fundamentais à produção agrícola

No contexto internacional em que o país estará exportando menos, devido ao acirramento da concorrência global, e incorrendo em crescentes déficits em contas correntes, o peso da importação de fertilizantes se transforma em pesadelo para as contas nacionais. A jogada estratégica governamental de partir para a produção interna movimentará, extraordinariamente, os investimentos na exploração mineral. A Cia Vale do Rio Doce, avançando sobre o capital de uma multinacional dos fertilizantes, dá um colorido nacionalista ao setor, sem que haja estatização direta, mas branca, envolvendo os fundos de pensão oficiais. Evita-se, dessa forma, tremores políticos caso ocorresse fosse pura e simplesmente estatizada a Fosfértil. Por meio da Vale do Rio Doce, o Palácio do Planalto faz o serviço. O jogo inteligente da Bunge se expressou na antecipação de suas ações em abrir seu capital para a Vale. Sendo esta dominada pelos fundos de pensão estatais, sua associação com a Bunge significa a união desta com o próprio governo. O reflexo da transação milionária movimenta a bolsa e coloca em perspectivas altos negócios que elevarão os rendimentos dos acionistas ao mesmo tempo em que proporciona economia com importação, de um lado, e aumento de arrecadação, de outro. Evita-se a polêmica ideológica eleitoral  e somam-se pontos para a ação desenvolvimentista apoiada em riqueza mineral sob controle nacional. Não é uma estatização, mas quase, à moda lulista.

 

 

Consumo do pobre é salvação do rico

A salvação do Haiti pela fraternidade universal aponta que será também por meio da solidariedade global que a economia mundial encontrará saída para o seu impasse, caracterizado pela sobreacumulação de capital, configurando tendência de que não está mais no capitalismo a solução do problema do capital, mas numa organização social que coordene o desenvolvimento, de modo a evitar a escalada deflacionária destrutiva em marcha, apontando para uma haitização econômica generalizada, caso não haja bom senso internacional no contexto de novo multilateralismo.

A salvação do Haiti pela fraternidade universal aponta que será também por meio da solidariedade global que a economia mundial encontrará saída para o seu impasse, caracterizado pela sobreacumulação de capital, configurando tendência de que não está mais no capitalismo a solução do problema do capital, mas numa organização social que coordene o desenvolvimento, de modo a evitar a escalada deflacionária destrutiva em marcha, apontando para uma haitização econômica generalizada, caso não haja bom senso internacional no contexto de novo multilateralismo.

Politicamente, o assunto dessa segunda-feira, se não fosse o desastre monstruoso do Haiti, teria, obrigatoriamente, de ser a vitória do direitista  Sebástian Pinera, no Chile, desbancando  a centro-esquerda de Eduardo Frei, candidato apoiado pela presidente Michelle Bachelet. A primeira vista, os analistas destacam que a derrota governista decorreu da divisão de suas próprias forças. Estas racharam em três candidaturas. Mas, por que se dividiram? Certamente, depois de 20 anos de exercício de poder, a sociedade resolveu buscar alternativa, para evitar congelamento de mando político, sempre carregado de vícios. A democracia é isso. Mas, o importante é que Pinera destacou que governará buscando apoio daqueles a quem derrotou e ressaltou, ao ser saudado por Bachelet, que buscará, sempre que possível, os conselhos dela, para administrar o país. Algo novo, portanto, impossível de acontecer no calor das rivalidades registradas nos anos anteriores, quando as chamas da ditadura de Pinochet inviabilizavam a possibilidade de que houvesse diálogo entre os adversários. Mas, deixemos de lado esse assunto, importante, sim, porém, menor diante da tragédia haitiana, que mobiliza o mundo atormentado pela bancarrota capitalista.

O Haiti queima corações e mentes globais e mobiliza-os para reconstrução solidária do país em meio ao caos, sinalizando que o resultado dessa empreitada ditará fraternidade universal entre os povos nos momentos de desespero, dor e angústia, quem sabe, conscientizando a todos de que já se faz necessária união não apenas para atacar as catástrofes naturais, mas, igualmente, os desastres econômicos, decorrentes da bancarrota do capitalismo, agora, de joelhos diante do Estado, já quase sem fôlego para dar conta do recado, de sustentar, via endividamento, problemas cruciais em expansão, por enquanto, incontroláveis. 

Novo diálogo sulamericano  

A vitória de Pinera e seu discurso de que recorrerá aos adversários para ajudá-lo a governar representam superação histórica de recentes disputas entre duas forças antagônicas que se digladiaram no Chile, depois da ditadura Pinochet, sinalizando novo tempo de diálogo, que contribui, por sua vez, para fixar novos horizontes para a convivência democrática universal, sensibiizada, nesses dias, com o desastre monumental do Haiti.

A vitória de Pinera e seu discurso de que recorrerá aos adversários para ajudá-lo a governar representam superação histórica de recentes disputas entre duas forças antagônicas que se digladiaram no Chile, depois da ditadura Pinochet, sinalizando novo tempo de diálogo, que contribui, por sua vez, para fixar novos horizontes para a convivência democrática universal, sensibiizada, nesses dias, com o desastre monumental do Haiti.

A mobilização global pelo Haiti, intensificada, destacadamente, pelos Estados Unidos, cujo presidente Barack Obama, negro, certamente, está, profundamente, tocado pela tragédia dos seus irmãos de cor, emerge como desafio incrível, no sentido de que pode estar sendo escrito novo capítulo da humanidade em que se desenha máxima de que a salvação dos ricos, em desespero econômico, pode estar na ajuda aos pobres, em dramática luta pela sobrevivência. Na prática, o que se verifica são paradoxos brutais. Os países, economicamente, poderosos, como os Estados Unidos, Japão e os europeus, depois de alcançarem tudo em forma de bem estar material, vêem-se frente a uma reação econômica distencionista da sociedade, expressa em cansaço consumista. As análises dos especialistas estão repletas desse dissídio pessimista. Já os países pobres, como os latino-americanos e os africanos, aos quais tudo faltam, descobrem suas forças por meio de políticas voltadas para o consumo interno, via incremento de políticas sociais, responsáveis por abrir novos caminhos ao mesmo tempo em que o capitalismo vive suas contradições insolúveis.    

Solução para união interna 

Obama tem no Haiti o fio de Ariadne para tentar conter dentro dos próprios Estados Unidos a resistência a sua política de união nacional, que pode ser sensibilizada pela ação em favor dos haitianos como efeito demonstração, ao mesmo tempo que pode abrir espaço para os capitais empoçados nos Estados Unidos a se voltarem para os investimentos em infra-estrutura, tanto na nação destroçada, mas, igualmente, nas demais nações pobres, como alternativa para a bancarrota financeira interna.

Obama tem no Haiti o fio de Ariadne para tentar conter dentro dos próprios Estados Unidos a resistência a sua política de união nacional, que pode ser sensibilizada pela ação em favor dos haitianos como efeito demonstração, ao mesmo tempo que pode abrir espaço para os capitais empoçados nos Estados Unidos a se voltarem para os investimentos em infra-estrutura, tanto na nação destroçada, mas, igualmente, nas demais nações pobres, como alternativa para a bancarrota financeira interna.

Ameaçados de se sucumbirem, de um lado, pelo excesso de liquidez financeira , que joga as taxas de juros no chão, e, de outro, pela fuga do consumismo, especialmente, por conta do  endividamento excessivo das famílias, ameaçadas pelo desemprego, despontando como principal desastre social, que sinaliza tensões políticas inevitáveis, os países ricos precisarão de algo mais do qual sempre fugiram, ou seja, da necessidade de buscar nos pobres, fortalecendo seu poder de compra, a saída deles. A corrida solidária em massa dos poderosos, tomados pelo espírito humanitário em face da tragédia haitiana, dispondo-se a ajudar os mais destituídos da terra, por processo histórico de espoliação econômica colonial, pode, ao mesmo tempo, significar solução para que tal gesto seja contínuo, igualmente, em tempos normais, não somente para salvar os pobres, alimentando-os, livrando-os da fome, da morte e dos desastres naturais, mas, da mesma forma, conferindo-lhes a necessária infra-estrutura, indispensável como propulsora de condições capazes de gerar produção, consumo e arrecadação aos governos para tocar os investimentos públicos, a fim de consolidar mercados internos. Construídos estes, a produção estagnada nos países ricos teria canais de escoamento. 

 Falência da economia de guerra  

Não há mais espaço para o unilateralismo que levou o mundo à economia de guerra como motor para a acumulação capitalista cujo resultado foi desenvolvimento insustentável em ritmo de bolhas especulativas até a implosão final a demandar, a partir de agora, cooperação internacional, assim como no Haiti a humanidade, sob o impacto do horror, impulsiona-se à fraternidade universal. Os desastres da economia capitalista requerem o mesmo tipo de comportamento salvacionista, sob pena de a economia mundial se transformar num GRANDE HAITI. Ou seja, uma tarefa para o G-20.

Não há mais espaço para o unilateralismo que levou o mundo à economia de guerra como motor para a acumulação capitalista cujo resultado foi desenvolvimento insustentável em ritmo de bolhas especulativas até a implosão final a demandar, a partir de agora, cooperação internacional, assim como no Haiti a humanidade, sob o impacto do horror, impulsiona-se à fraternidade universal. Os desastres da economia capitalista requerem o mesmo tipo de comportamento salvacionista, sob pena de a economia mundial se transformar num GRANDE HAITI. Ou seja, uma tarefa para o G-20.

Vale dizer, são dessas iniciativas que dependem o capital sobreacumulado nos países ricos para não se sucumbirem na deflação, já que seus mercados internos estão monetariamente aguados , enquanto o comércio internacional, na ausência da cooperação econômica global, pode entrar em crise de guerra protecionista, cujas conseqüências, como a história demonstra, sobejamente, são mais expansões armamentistas como estratégia de conquista de espaços, desembocando em novas e mais intensas guerras. Felizmente, com a grande crise global em marcha, o fôlego financeiro dos governos ricos, especialmente, o dos Estados Unidos, para intensificar gastos em produção bélica e espacial – estratégia que puxou o capitalismo americano depois da segunda guerra mundial -, está curto. Caso os americanos intensificassem a economia de guerra keynesiana, em face dos excessos de déficits que já enfrentam, sofreriam, certamente,  corrida contra o dólar, atacado por processo de intensa desvalorização.

Configura-se, portanto, conjuntura internacional que não favorece a expansão guerreira  unilateral dos americanos, sem fôlego para ampliar, ainda mais, o endividamento público. O perigo que já ronda as finanças americanas, abaladas pela bancarrota financeira global, que a desregulamentação bancária especulativa, facilitada pelo próprio governo de Washington e dos governos europeus, aprofundou, aponta para déficits correspondentes a 150% do PIB. Não haveria gás, por parte de Tio Sam, para agüentar a continuidade de tal rojão. Em 1944, o déficit americano, com a expansão da economia de guerra, chegou aos 140% do PIB, mas, então, a capacidade de os Estados Unidos se endividarem, mediante emissão de dólares sem lastro, era outra; passados mais de 60 anos, o fôlego do Estado Industrial Militar não é mais aquela brastemp.  

Coordenação global 

O Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, está na obrigação de coordenar, desde já, plano internacional de reconstrução não apenas do Haiti, mas, igualmente, do mundo capitalista em colapso, pois as alternativas nacionalistas em marcha apontam para novos desastres iminentes, impulsionados pela visão equivocada de que a continuidade da acumulação lucrativa do capital, como religião universal, seja a solução, tendo o protecionismo como horizonte visível. Ou seja , terremotos destruidores.

O Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, está na obrigação de coordenar, desde já, plano internacional de reconstrução não apenas do Haiti, mas, igualmente, do mundo capitalista em colapso, pois as alternativas nacionalistas em marcha apontam para novos desastres iminentes, impulsionados pela visão equivocada de que a continuidade da acumulação lucrativa do capital, como religião universal, seja a solução, tendo o protecionismo como horizonte visível. Ou seja , terremotos destruidores.

Sabendo que foi o fôlego guerreiro keynesiano de Tio Sam o motor que impulsionou o capitalismo mundial, depois da segunda guerra, realizando, de um lado, déficit comercial e fiscal, para puxar a demanda global, e, de outro, superávit financeiro, graças ao poder de emitir moeda deslastreada, capaz de assegurar senhoriagem vantajosa em forma de juros compostos, mas que tal fôlego já acabou, restando avaria por todos os lados, restaria a busca de outra estratégia internacional por parte dos americanos. A opção pela economia de guerra não seria mais solução, mas, fundamentalmente, problema, expresso na possibilidade de corridas destruidoras contra o dólar, algo já em marcha. Assim, se não há mais possibilidade de alavancar a guerra como dinamizadora da reprodução capitalista; se, igualmente, tal reprodução não pode mais ser realizada especulativamente, dada a bancarrota em marcha, decorrente, justamente, do excesso de especulação com o capital sobreacumulado; se as forças do consumo dos países ricos estão baleadas pelo excesso de endividamento, bloqueadas pela avareza dos bancos, em falência, para continuar o jogo especulativo do crédito, restaria, como alternativa, ampliar o consumo não mais dos ricos, mas dos pobres.

Alimentar os pobres, a juro baixo, seria a salvação dos ricos. Reconstruir, não apenas o Haiti, mas toda a periferia capitalista miserável, para que ela pudesse integrar-se à economia global por meio do consumo, capaz de dar dignidade a uma ampla faixa populacional global que vive na miséria, vai se desenhando como saída alternativa para os ricos, que não têm onde remunerar seus capitais sobreacumulados nos países ricos, onde a taxa de juro está negativa, configurando eutanásia do rentista. O problema que se colocaria, de agora, em diante seria outro: o mundo agüentaria a expansão consumista, de modo a dar sustentação à reprodução capitalista com lucro suficiente, na escala necessária para evitar a deflação? Ou haveria necessidade de uma coordenação global do desenvolvimento econômico, via ONU, para limitar a ganância capitalista, de modo a evitar desastre ambiental inevitável, se a exploração, visando o lucro, prevalecesse sobre todas as coisas, como tem acontecido até agora?