Oligarquia financeira ameaça democracia

Os juros altos cobrados pela oligarquia financeira brasileira são as principais ameaças à democracia brasileira pois joga a economia no chão e impedem que a estabilidade economica se realiza pela via do aumento do consumo, já que este é garroteado pelos agiotas
A oligarquia financeira internacional, que faliu, passou a ser uma das principais, senão a principal, ameaça à democracia. Obsecada pelo risco que a leva aumentar os juros ou a pedir socorro aos bancos centrais para evitar a liquidez excessiva deflacionária que a destruiria, a oligarquia = oligopólio, que em cenário de bancarrota se mantêm no colo governamental, empoça o dinheiro e não deixa o sistema fluir, como está acontecendo. Tanto no exterior, como no Brasil. Para evitar o colapso geral, os governos se lançam às políticas fiscais que elevam o endividamento em escala incontrolável. Tem-se, de um lado, o perigo da deflação, com o empoçamento monetário, que destroi as relações de troca, jogando os preços no chão; de outro, emerge o perigo inflacionário. Os governos jogam com uma mão dinheiro na circulação e com a outra títulos para enxugar liquidez monetária, a fim de evitar explosão inflacionária. A dívida cresce no lugar da inflação. Como os deficits governamentais  já se encontram excessivamente elevados, o fôlego para bancar a situação fica cada vez mais curto, sinalizando hiperinflação. Se der mergulho muito fundo, pode não voltar à tona. Sem a fluidez do sistema monetário, o sistema democrático sofre choques intermitentes, em função das incertezas gerais cujos resultados são desempregos crescentes e consequentes tensões políticas.

Concentração e colapso total

 

o castelo monetário especulativo global detonou a oligarquia financeira que se mantém no colo do estado bloqueando o trabalho coletivo e ameaçando o distema de dissolução totalA oligarquia financeira, ao oligopolizar o mercado dinheiro, a mercadoria da qual dependem todas as demais mercadorias para poderem circular, vai, no ambiente de colapso, tornando-se ameça ao interesse público. Candidata-se, consequentemente, ao controle das autoridades monetárias em nome do ponto de vista social. A correlação de forças políticas, em ambiente democrático, obriga o governo a atuar nesse sentido, ou seja, em nome do interesse público. Ocorre, no entanto, que a máquina pública, nas economias monetárias, durante o século 20, dominado pela moeda estatal ,distribuída pelo sistema financeiro, em forma de concessão, está amplamente dominada política e ideologicamente pelo pensamento bancocrático neoliberal. Vale dizer, está ela  não a serviço do interesse público, mas do interesse financeiro privado, o anti-interesse social. Pressionado, politicamente, o governo fica entre a democracia e a oligarquia financeira , que domina as finanças governamentais. Os desdobramentos políticos de tal predomínio despertam a sensibilidade social, em meio à grande crise, na medida em que são necessárias escolhas políticas por parte do governo, para evitar que o sistema entre em derrocada. O poder político relativo dos banqueiros no sentido de direcionar as políticas públicas capazes de atender seus interesses, como ocorreu ao longo da Nova República, dominada pelo Consenso de Washington, depois da crise monetária dos anos de 1980 em diante, sofreu duro baque, agora, na crise monetária de 2008.

Ciranda financeira suicida

 

escalpelamento-do-tomador-de-dinheiro condena o consumo e o sistema porque a produção não se realiza e apodrece na deflação
Os banqueiros, ancorados nos títulos do governo , foram além dos seus limites. Sendo condutores dos seus próprios interesses, manipulando o Estado, para minimizar as regras fiscalizatórias sobre o comércio de dinheiro, em escala global, jogaram contra o interesse público no compasso da oligopolização = oligarquização financeira. Emitiram, no caso da crise imobiliária , nos Estados Unidos, que se transformou em estopim final da bancarrota americana, títulos privados que espalharam por todo o globo, com maior intensidade no mercado europeu. Romperam com os limites prudenciais, mediante cinismo da fiscalização estatal, pois dominavam a máquina política do Estado. Os derivativos dolarizados apodreceram a moeda americana, cuja sobrevivência, como equivalente monetário global, estressou-se  com o esgotamento do fôlego do governo para continuar bancando deficits indefinidamente. No colo do governo,  o sistema financeiro estatizado de fato e falido de direito  passa a representanr bomba atômica para o próprio Estado, impossibilitado de equacionar os balanços bancários que passaram à responsabilidade estatal. O governo americano , tornando-se árbitro entre a democracia, dependente da fluidez do crédito direto ao consumidor, e a oligarquia, resistente a elevar os empréstimos, preferindo mantê-los empoçados,  está diante do seu maior desafio. Há excesso de dinheiro nos bancos que não podem ser usados na praça. O sistema se afoga na abundância de dinheiro que se candidata a perder valor.

Abundância destrutiva

 

o dinheiro empoçado sem serventia é dinheiro queimado que destroi os preços em forma de deflação, cujo contrapolo é a inflação que pode destruir os governos já excessivamente endividados. por isso, a ONU já pede o fim do dólar como moeda equivalente global
No Brasil, a mesma coisa. O jornal Valor Econômico , em 09.09.2009, com matéria de Cristiane Perini Lucchesi, informa  disponibilidade de capital  superior a R$ 400 bilhões nos cofres dos bancos brasileiros. Resistem à demanda dos empréstimos ao crédito direto ao consumidor, com tamanha oferta de dinheiro, receosos de calote. Não aceitam correr risco, embora preguem a lei do risco aos que tomam emprestado deles. Preferem aplicações no governo, em forma de títulos da dívida pública ou em esterilização monetária, para manter relativa escassez, de modo elevar o custo da sua mercadoria, em forma de juro especulativo. Os banqueiros estão afogados em dinheiro que não flui para o comércio, para a indústria e os serviços. Os setores produtivos, no contexto de oferta excessiva de moeda empoçada, na economia monetária, representam riscos elevadíssimos, sob a ótica dos bancos. Os investimentos realizados na produção não geram sustentavelmente consumo correspondente, criando, consequentemente, no médio prazo, sempre risco de quebradeiras, com formação de estoques, por conta da insuficiência crônica de consumo. O governo, sob pressão dos empresários sufocados, valem-se – valiam, antes da crise – de desvalorizações cambiais. Com isso, viabilizava exportações, de um lado, e pressão inflacionária, de outro, bem como aumento da dívida pública interna, que, por tabela, sustenta juros altos. O presidente Lula minimizou tal estratégia ao apostar nos programas sociais que elevaram o consumo interno. Aprendeu que essa é a melhor forma de elevar a arrecadação, bem como a valorização da moeda, cujo resultado é diminuição da inflação. Esse jogo governamental, porém, terá vida curta , se os interesses da oligarquia financeira continuarem sendo priorizados em forma de juros de 150% ao ano que empobrece e escraviza o povo no crediário.

Perigo eleitoral iminente

 

a derrocada do crédito por conta da resistencia daoligarquia gera o desemprego porque sem o consumo o governo não dispõe dos investimentos que puxa a demanda global na economia capitalista, colocando o sistema democratico em derrocada
O juro bancário extorsivo transforma-se no principal obstáculo ao objetivo governamental de promover investimentos públicos mediante aumento de arrecadação proveniente do consumo popular estimulado por programas sociais. O fôlego do consumidor, para continuar girando a arrecadação tributária desejada pelo governo, de modo a produzir recursos orçamentários destinados aos investimentos públicos, entraria em colapso via inadimplência, caso mantido por mais tempo a espoliação jurista bancocrática nacional. Os sintomas de falência do consumidor já são antevistos pelos bancos que, consequentemente, pisam no freio, empoçando o dinheiro. Está, pois, montada uma máquina financeira envolvendo a superestrutura e a microestrutura econômica que, no ambiente de crise, em que a oligarquia, ao intensificar o oligopolio financeiro privado, avançando sobre as empresas seguradoras, ameaça o interesse público, em forma de oferta de juro escorchante. Obriga, dessa forma, o governo a conformar-se , também, em oligopólio, como alternativa capaz de preservar o interesse público. Caso contrário, o goveno, sob democracia, cai. O dinheiro parado nos bancos torna-se o padrastro cruel da sociedade. Recorrer a ele é optar pela escravidão jurista oligopolizada, essencialmente, contrária ao interesse público. O Estado, diante dessa realidade, obriga-se a agir contra o oligopólio bancário privado vestido de salvador da pátria, em forma de oligopólio bancário estatal. Confronto de gigantes em plena sucessão presidencial: oligarquia financeira privada contra oligarquia financeira estatal.

Tacão de ferro

 

genial jack londom literalizou o confronto dos gigantes oligopolizados em que predomina o poder do tacão de ferro como escravizador da humanidade expresso em oligarquia financeira
Jack Londom, em livro premonitório, “Tacão de ferro”, de 1907, que simboliza o poder total da oligarquia sobre o povo, projeta sociedade em que o desenlace da contradição será o confronto final entre o oligopólio público e o oligopólio privado. As cores são tão vibrantes que assustaram grandes escritores como Anatole France e Leon Trotski. Genial, versado em economia política, pois dominara Adam Smit, Ricardo Malthus e Marx, e calejado pela vida de pobre miséravel que se fez por si mesmo, trabalhando e estudando, enquanto passava fome, Jack London uniu teoria e prática como unidade dialética em movimento para antever o confronto  final entre a oligarquia e socialistas, depois de destruída a democracia. Ergue-se monstro oligopolizado como dominador de tudo. Segundo o escritor estariam, nesse momento, maduras as condições objetivas  para o confronto derradeiro entre o oligopólio privado contrário ao interesse público que obriga o surgimento do oligopólio estatal obrigado, por pressão política, mediar contrariamente ao interesse privado. Ocorreria mudança de mão no comando do poder ou continuidade do tacão de ferro, a oligarquia escravocrata e sanguinária, mobilizadora da revolução social. No momento em que ocorre a ação estatal em nome da estabilização econômica, desenha-se a grande guerra das oligarquias. A grande crise em curso, que o ex-presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Alan Greenspan, balançará forte, brevemente, corre como uma sombra ameaçadora sobre a humanidade sob o domínio financeiro oligárquico global.

Lula resgata Geisel

 

A crise financeira americana coloca os Estados Unidos em posição desvantajosa na geopolític a global em território sul-americano, da mesma forma que no sudeste asiático, onde o Japão, como o Brasil, busca, também, fugir da influência de Tio Sam com seu dólar desvalorizado, candidat a papel podregeisel tentou fugir das garras de tio sam que não deixou o brasil deenvolver a energia nuclear. foi trucidado pela esquerda que, segundo Glauber, optou pelo falso pacifismo de jimi carter

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil entra na economia de guerra ao concluir acordo Brasil-França que resulta em investimentos de R$ 24 bilhões em indústria bélica e espacial sob domínio da tecnologia nuclear. A palavra de ordem é defesa sul-americana contra a cobiça internacional. Depois de Hugo Chavez, presidente da Venezuela, decidir armar seu país para proteger suas riquezas, Lula vai no mesmo caminho, rumo à economia de guerra, que é o resultado final do ciclo industrial capitalista desenvolvido, como aconteceu com os Estados Unidos, França, Inglaterra, no século 20.

O acordo militar Brasil-França, que arma o Brasil de tecnologia aeronáutica e marítima nuclear , com transferência de conhecimento tecnológico,  conferindo parceria econômica no cenário da América do Sul, tornando-o plataforma de exportação com carimbo Brasil-França, leva o governo brasileiro ao alcance do complemento que sempre faltou à industrialização brasileira, como diz Lauro Campos, ou seja, a tecnologia de guerra que proporciona a economia de guerra como responsável pela demanda global.

“Penso ser incompatível com  a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer minha tese – a do pleno emprego -, exceto em condições de guerra. Se os Estados Unidos se insensibilizarem para a prepação das armas, aprenderão a conhecer sua força”, disse John Maynard Keynes( Crise da Ideologia Keynesiana,Lauro Campos, Campus, 1980).

O  poder do dólar proporcionou aos Estados Unidos, depois da segunda guerra mundial, a dominação internacional, na medida em que apostou na economia de guerra keynesiana, completando o que o presidente Eisenhower considerou construção do Estado Industrial Bélico Espacial Nuclear Americano.

A economia de guerra não foi suficientemente desenvolvida no Brasil, como aconteceu nos Estados Unidos, no século 20, especialmente, depois da crise neoliberal de 1929,  porque o governo americano, no final dos anos de 1980 e inicio dos 90,  pressionou o ex-presidente Fernando Collor a enterrar o sonho militar nacionalista  de possuir a tecnologia do ciclo nuclear.

Nascia, nos anos 80, a era neoliberal, comandada pelo Consenso de Washington, disseminador da ideologia equilibrista privativista otimizada para o capital e não para o nacional. O nacional subordinou-se ao capital. A soberania abastardada foi a preço a pagar.

Os militares, durante o governo Geisel, caminharam, celeremente, no sentido da tecnologia nuclear. Dançaram, no entanto,  na crise monetária de 1982. Lula, agora, em 2009, entupido de petróleo, bate no peito e resgata Geisel.

 

 

A esquerda fez aposta errada

 

 

glauber viu em geisel o cavaleiro de são jorge que desce da lua para espetar o dragao da maldade contra o sangue guerreiro na luta pela distribuição da riqueza em Eldoraldo onde a concentração do poder esmaga os mais pobres

 

O ex-ditador, que iniciaria a abertura, havia fechado com a Alemanha, em 1975, o acordo nuclear, ao mesmo tempo em que rompia acordo militar Brasil-Estados Unidos. A CIA estava alvoroçada. 

A esquerda brasileira, ansiosa por democracia e cheia de ditadura,  combateu a estratégia geiseliana. Na ocasião, estava rendida à  falsa ideologia pacifista de Tio Sam, comandada por Jimmy Carter, ancorada na defesa dos direitos humanos. Como Geisel era ditador…, os esquerdistas embarcaram na bandeira de Tio Sam.

A bandeira de Tio Sam, na verdade,  era NÃO ao acordo nuclear Brasil-Alemanha, ou seja, o mesmo que, agora, Lula resgata, em forma de submarino nuclear, com plena transferência de tec nologia, com a França. 

Os esquerdistas haviam caido no conto de Tio Sam. Acreditaram que prevaleceria nos Estados Unidos o discurso de protesto da população contra a desmoralização da participação dos Estados Unidos na guerra do Vietnan. O pacifismo captado pela alienação seria a superação da indústria de guerra e predominio da paz. Ilusão. 

Glauber Rocha, em 1976, no Correio Braziliense, dirigido por Oliveira Bastos, em artigo intitulado “Myzérya do lyberalysmo”, abriu polêmica. Defendeu Geisel e sua opção militar nacionalista contra o que considerou opção alienada da esquerda que pregava o pacifismo lyberal jymycartysta. Foi crucificado. 

Agora, em 2009,  tanto a direita como a esquerda tendem a concordar com opção nacionalista de armar o país para proteger suas próprias riquezas, conferindo-lhe conquista do ciclo industrial completo que requer economia de guerra como determinação do capitalismo e seu desenvolvimento contraditório.

Resta saber se o governo brasileiro terá gás suficiente para bancar os deficits que sustentarão economia de guerra como versão do ciclo capitalista completo, ou se vai, indo por essa estratégia, acabar pagando o mesmo preço que agora pagam os Estado Unidos, afogados em deficits que desmoralizam o dólar, em meio ao armamentismo que caminha para o sucateamento como expressão de decadência do processo econômico que tem como sustentáculo a guerra.

 

 

Nacionalismo X Pacifismo 

 

 

carter com seu liberalismo pacifista ganhou a simpatia da esquerda contraria ao nacionalismo geiselista ganhou a simpatia da esquerda enquanto geisel que

Geisel, boicotado pela esquerda brasileira, optante pelo pacifismo de Carter, não conseguiu emplacar o nacionalismo militarista brasileiro cujos propósitos essenciais são os mesmos que Lula apregoa, agora, quando fecha negócio nuclear com a França.

Por que Geisel queria a energia nuclear barrada pelo liberalismo cartista em nome dos direitos humanos? Para completar o ciclo da produção industrial que se desenvolve naturalmente no capitalismo  como ponto de chegada final completa do sistema, como demonstrou o desenvolvimento capitalista americano, no século 20, mediante concretização da economia de guerra.

O rearmamento brasileiro na era  lulista é o resgate do armamentismo abortado geiselista pela estratégia neoliberal americana, baixada depois da crise monetária de 1982, sob aplauso da esquerda e protesto de Glauber.

Em 1979, os Estados Unidos haviam aumentado a taxa de juros de forma desproporcional, de 5% para 17%, em nome do combate à inflãção. A periferia capitalista endividada em dólar, caso brasileiro, faliu.

Os deficits americanos no pós-guerra, com a recuperação da Europa pelo Plano Marshall, como arma para combater o comunismo;  com a guerra fria , para evitar a expansão dos comunistas; e com a guerra do Vietnan, dentro desse contexto de confronto entre capitalismo e comunismo em país periférico do sudeste asiático, acabaram por afetar a saúde do dólar.

Ao puxar para cima violentamente o custo do dinheiro, Tio Sam colocou pá de cal no nacionalismo geiseliano. As sobredesvalorizações cambiais como resposta para arranjar dinheiro via exportações, a fim de compensar a restrição de crédito, derrubaram o sonho nuclear nacionalista. Rompera o equilíbrio macroeconômico e os militares ficaram sem chão. Tiveram que acelerar a abertura para dividir os prejuízos com os democratas da Nova República que os substiuiriam.

A Nova República, subordinada às ordens do Consenso de Washington,  cuidaria de enterrar, como fez o ex-presidente Collor, o programa nucelar geiselista, ressuscitado,  agora, pelo herdeiro lulista.

O acordo Brasil-França permite retomada do sonho dos militares de alcançar o ciclo completo do processo industrial sob economia de guerra, conforme concretizaram os americanos, os franceses e os ingleses.

 

 

Com que roupa?

 

 

sheik-lula abre alas ao armamentismo brasileiro para proteger riquezas nacionais e sulamericanas alvo de interesses dos investidores que terão que se subordinarem a regras nacionalistas

A moeda de Lula é o petróleo e  o discurso nacionalista de defesa das riquezas, sua melodia. Quantos barris de petróleo correspondem aos investimentos no programa industrial nuclear, acertado no Dia da Pátria, no valor de R$ 24 bilhões?

Não é assim que o presidente Lula visa capitalizar a Petrobrás, para dar-lhe maioria das ações no cenário da exploração do pré-sal, de modo a elevar a soberania nacional sobre sua grande riqueza?

A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, destacou que o governo emitirá  o correspondente a 5 bilhões de litros de petróleo para capitalizar a Petrobrás, fazendo chamada de capital, que diminuirá a participação do sócio minoritário e aumentará a do sócio majoritário União. Reestatização petrolífera.

A ira da Cassa Branca deve estar grande, nesse momento em que o presidente da França, Nicolas Sarkozy fatura em cima do presidente dos Estados Unidos, Barack Oboma,  em território sul-americano que os Estados Unidos consideram quintal dos americanos.

Vem chumbo grosso aí?

Qual a moeda de Obama nesse momento? O dólar? A ONU está pedindo a cabeça dele.

A moeda americana, bichada pelos deficits e pelo excesso de moeda derivativa  dolarizada que empoça os balanços dos bancos falidos e estatizados pelo governo, passa a valer menos que o petroleo. O óleo negro é moeda real, garantida; as verdinhas se transformam em incertezas derivativas, candidatas à desvalorização.

O resgate do nacionalismo de Geisel por Lula coloca em cena uma amarração do pensamento nacionalista ao longo das últimas cinco décadas e meia, desde a morte de Getúlio Vargas. O ex-ditador de 1930 lutou pelo petróleo; o ex-ditador militar dos anos de 1970 batalhou pela energia nuclear.

Ambos adotaram posições nacionalistas, que , agora, se concretizam como convergências políticas sob batuta do nacionalismo lulista com pregação socialista ancorada na palavra de ordem de que a riqueza é patrimônio do povo.

 

 

 

 

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Privatização fracassa na educação

 

paulo-haddad está dando um basta à picaretagem educacional neoliberal que predominou na nova república, pautada na busca do lucro como objetivo e não na educação do povo como finaliidade

As estatísticas divulgadas pelo Ministério da Educação , na quinta feira da semana passada,  demonstram o fracasso da privatização da educação no Brasil.  Duas avaliações sobre a qualidade do ensino universitário, divulgadas pelo Ministério da Educação, demonstram o tremendo desastre. A primeira , avaliando os cursos, reprovou  588(36,4%) das 1.613 universidades submetidas a investigação qualificatória pelo Conceito Preliminar de Curso(CPC) e do Exame Nacinal de Desempenho dos Estudantes(Enade). A segunda, destinada a apurar grau de aprendizado do aluno, revelou notas péssimas. No Distrito Federal, em 149 amostras acompanhadas pelos técnicos do MEC, comprovou-se que entre a nota mínima , 1, e a nota máxima, 5, a média é 2.  No plano nacional, idem. Tragédia. A educação pública, da mesma forma,  não está nada boa das pernas, por falta de recursos orçamentários, na era em que a prioridade constitucional é cumprir com o pagamento dos juros da dívida pública interna, mas a nota média universitária está entre 2 e 3. Explícita condenação do governo quanto à preparação das cabeças brasileiras para tentar dar o grito de independência nacional expressa nas riquezas do pré-sal.
 
A educação, na era neoliberal, a partir dos anos de 1980, virou puro mercado financeiro. Arapuca especulativa. O empresário, nesse período, lança capital na circulação para comprar professores e instalações e joga propaganda para pegar alunos incautos, cobrando caro. Com a renda, aplica nos títulos do governo – a taxa selic, na Era FHC, chegou a 49%! – , triplicando o faturamento. As escolas particulares, sob neoliberalismo, viraram grandes negócios, para investidores em alta escala.
 
brizola - a nova republica neoliberal não topou a proposta política brizolista de educação integral, porque se tratava de dar educação parcila ao povo, para ele ser tolerante e não rebelde com a exploração nacional por meio da escravização da mente popularA finalidade das empresas educacionais, salvo honrosas exceções, não é, no período neoliberal, a educação, mas o lucro. Distorceu-se o objetivo, que é o de conferir educação de qualidade como finalidade número um. Algo semelhante ocorreu, igualmente, na política de comunicação governamental, em que a finalidade constituicional, voltada para a educação e a cultura, deu lugar à lucratividade como objetivo maior. Na onda especulativa, as empresas de educação triplicaram seus faturamentos. Empresários competentes criaram redes de educação, a exemplo de redes de supermercados, de lojas de tintas, de material de construção etc, sinalizando crescente oligopólio, impulsionado pela exuberância irracional especulativa global, até que tudo foi aos ares em outubro de 2008.
 
O capital norte-americano sentiu o faro do negócio-educação no Brasil. Empresários dos Estados Unidos estão chegando com seus dólares em desvalorização crescente, para tentarem comprar redes de educação, como destacou, no Dia do Soldado, em solenidade na Câmara, parlamentar nacionalista do PDT do Paraná, Wilson Picler. Empresário no setor educacional, confessou, da tribuna, que está insistentemente sendo assediado por investidores externos. Igual a ele, muitos.
 
Ressaltou que o investidor que dispuser de 20 bilhões de dólares – muitos desse porte existem – fará a cabeça da juventude brasileira para aliená-la. Esse é o preço, na avaliação dele, para que o capital externo compre o que já é fato, ou seja, que 70% do negócio educação estão em mãos do setor privado, oferecendo baixa qualidade e auferindo alta rentabilidade. O objetivo é o lucro, em primeiro lugar, para ser multiplicado na especulação; em segundo lugar, ou terceiro, a educação.
 
Os números do MEC demonstram a gravidade do assunto qualidade educacional no país onde a prioridade é pagar os juros da dívida, como determina o artigo 166, parágrafo terceiro, ítem II, letra b da Constituição. O resto é segundo ou terceiro plano. Contra isso, batalhou o ex-governador nacionalista do PDT, Leonel Brizola, que deixou poucos herdeiros. O senador brasiliense, Cristovam Buarque, é um deles, mas contra os banqueiros, que levam a parte do leão, no orçamento, em prejuízo da educação, pouco fala.

A universidade pública fugiu da danação especulativa, em parte. Talvez tenha sido essa sua salvação, na medida em que reitores não podem ter a liberdade de manipular o dinheiro como têm os empresários privados.  

 
 

Lógica estatal e lógica privada

 
 
 

wilson-picler pregou nacionalismo no campo educacional para resgatar a alienação que o ensino privado, que domina 70% da oferta de educação, dissemina na mente nacional

Seria essa a salvação da universidade pública, de estar livre das negociatas financeiras, que dominaram o cenário da educação como negócio na era neoliberal neorepublicana governada pelo Consenso de Washington, depois da grande crise monetária dos anos de 1980?

Em 1979, o governo americano elevara os juros , a prime-rate, de 5% para 17% ,  em nome do combate à inflação. Havia excesso de dólares, eurodólares, nipodólares e petrodólares acumulados na praça global, desde o pós-segunda guerra mundial.

O excesso de moeda americana e seus derivativos globais  levaram à sua desvalorização. Imperialmente, o presidente do BC americano, Paul Volcker, puxou o custo do dinheiro. Os países ricos se arranjaram entre si. Já os pobres e esmolambados da América do Sul se lascaram.

Tiveram , por disporem de elevadas dívidas em dólares, que entrar na UTI financeira do FMI, sob supervisão do Consenso de Wahington, para preservarem a poupança dos banqueiros internacionais. Nesse período, avançaram as privatizações, sendo a da educação uma das de maior destaque.

Deu certo? As notas do MEC demonstram, agora, que não. A estratégia neoliberal, de conter os gastos públicos, para pagar juros, em prejuízo dos investimentos em educação, saúde, infra-estrutura etc, indutores da formação da consciência nacional, fracassou.

Faliu o  modelo educacional neoliberal, especulativo, cujo resultado são notas ruins de avaliação, que condenam o empreeendimento lucrativo em prejuízo do educativo.

A ação estatal , sob pressão social, tende a ampliar, no campo educacional, agora, em nome do interesse público, para superar o interesse particular.

As redes de educação privada se reproduziram sob orientação externa. O domínio do FMI e da orientação ideológico-monetarista do Consenso de Washington eram adequados à nova filosofia educacional, essencialmente, alienante. Tornara-se, pela educação, necessário convencer os brasileiros de sua própria incapacidade de fazer crescer o PIB potencial acima de 3%, sob risco de inflação permanente.. Questionar isso, pela consciência, não era do interesse de Tio Sam, preocupado com a renda dos banqueiros.

paulo-freire - o genial educador pernambucano trabalho sempre na marginalidade em favor da educação libertadora integral pública, mas não conseguiu universalizar sua proposta, porque a política reacionária conservadoria das elites impediram tal objetivoA orientação da economia política lulista de colocar em cena programas sociais para gerar consumo despertou o potencial do mercado interno. Mais consumo interno transformou-se na verdade que os conceitos externos ideologicamente construídos em laboratorio tentavam negar.
 
O sistema educacional perdera substância. Deixou de estar a serviço da consciência nacional em termos de auto-estima, como representam as pregações democráticas sociais de Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darci Ribeiro, Cristovam Buarque, Brizola etc.
 
As produções educacionais e culturais em geral passaram a obedecer Washington, incutindo na cabeça do povo brasileiro o conceito de tolerância diante do destino construído matematicamente, para o destino da economia, sem perceber o que disse Hegel, de que a matemática é ciência que se realiza no exterior da realidade, não podendo, pois, determiná-la.
 
A educação neoliberal neorepublica brasileira nos anos de 1980 em diante cuidou da forma e não do conteúdo, para transformar os alunos em objetos e não em sujeitos, a fim de suportarem as agruras de uma oferta educacional deficiente como preço a ser pago pelos juros altos.
 

 
 

Vácuo de investimento público

 
 

joao-carlos-di-genio, dono da UNIP, que registra a pior nota do MEC para cursos superiores , dá a demonstração do fracasso neoliberal no campo educacional, por conta da predominação da visão do lucro no comando da educação e da cultura, indo na contramão do interesse público

Sem investimentos públicos na educação e na cultura, avançou o capital privado, focando, principalmente, cursos de custos baixos, como são os de humanidade, e lançando pouco dinheiro nas ciências e tecnologias, para formação do pensamento lógico-dedutivo da socidade, para ocupação das atividades intermediárias em geral. Como o governo ainda não investiu para valer em escolas técnicas, somente despertando, agora, para o assunto, ainda de forma lenta, aos empresários privados sobraram essa oferta deficiente, como complemento do ensino técnico, igualmente, insatisfatório.
 
As notas do Ministério da Educação demonstram que os investimentos privados não estão sendo úteis, do ponto de vista do interesse nacional, na formação de produtos humanos indispensáveis ao próprio capitalismo nacional. Trabalha-se a educação no Brasil na contramão do que rola na Europa e na Ásia, por exemplo, em que os investimentos estimulados pelo governo se voltam para atender 70% da formação técnica nacional de elevada qualidade, enquanto se estreitou o filtro universitário.
 
No Brasil, alargou-se o filtro universitário privado sem qualidade, nas águas da alienação educacional neoliberal, anti-nacional, enquanto estreitou-se a base, que , pela lógica, deve ser alargada pela oferta de formação educacional  de elevada qualidade. Edifício de base estreita, sem alicerce,  e parte superior larga, sem qualidade. Suicidio.

Tende a se agravar a situação da qualidade das escolas privadas, no ambiente da crise financeira internacional, que disseminou prejuízos e instabilidades globais, cujos efeitos estão ocultos e latentes, em processo de auto-destruição em marcha.

É nessa hora, segundo o deputado paranaense, que está chegando o capital externo na educação brasileira. Os grandes grupos cheios de dólares candidados às desvalorizações em face da instabilidade global, afetada pelos deficits dos Estados Unidos, desejam comprar esses ativos valiosos e dar um rítmo de oligopólio ao negócio empresarial educacional brasileiro. Ou seja, estão chegando os dólares podres para comprar/fazer a cabeça dos brasileiros.
 
darci ribeiro, adepto da linha brizolista, que tem origem em anisio teixeira, lutou até o fim pela educação integral em todo o país, o mais rapdiamente, possível, mas as elites resistiram até hoje a essa proposta que tira a cabeça nacional do colonialismo cultural ideológicoA Universidade Paulista(UNIP), por exemplo, do empresário João Carlos Di Gênio, empreendedor brilhante, tipo Daniel Dantas, ligado aos poderosos, desde a ditadura, matemático, mas, que, no plano educacional em matéria de qualidade, está deixando a desejar, conforme as notas do MEC, que a coloca, no DF, com nota 1, pode muito bem ser alvo de investidor externo ou , mesmo interno, que deseje qualificar o negócio na base do domínio oligopolista.
 
A lógica do oligopólio, cuja função é manter constante e em ascensão a taxa de lucro do negócio, toma conta do cenário educacional brasileiro. As disputas pelos mercados, na crise financeira, acirram-se , extraordinariamente, colocando em cena a mesma lei capitalista que está promovendo a concentração oligopóligica no setor financeiro, alimentício, mineral, petrolífero etc.
 
 

 
Oligopólios público X Oligopólio privado

 
 
 

anisio-teixeira trouxe experiência renovadora dos Estados Unidos, adaptável à realidade brasileira, na tentativa de implantar a escola integral, que Brizola tomaria pé 1982, mas as forças do atraso ven ceram, para manter a escolaridade como sinônimo não de libertação, mas de escravidão

O risco educacional para o investidor privado, na crise, aumenta. Consequentemente, quem paga o pato é a qualidade. Com a qualidade piorando, a questão que entra em cena é a do interesse público.
 
O governo, como agente público, tem, sob pressão social, que agir em nome do interesse público, quando o MEC divulga que a privatização da educação no Brasil fracassou.  Tal lógica, em face dos maus resultados apresentados pela escola privada, obriga o Estado brasileiro a agir relativamente à educação como agiu, no auge da crise financeira, para salvar a  produção e o consumo, a fim de evitar bancarrota nacional.
 
Maior volume de recursos para o ensino público, que, mesmo dispondo de recursos escassos, oferece qualidade educacional superior à ofertada  pelo setor privado, vai se tornando exigência social, que cairá no Congressso em forma de pressão popular. 
 
cristovam-buarque alimenta visão mecanicista da educação ao destacar que o dinheiro resolve, quando o que abre a mente é a política, como explicação para a comercializalização da educação sob neoliberalismo dominado pelo sistema financeiroO oligopólio empresarial educacional que emerge como resultado da bancarrota neoliberal, cuja ação passou a ferir interesse público, como demonstram as notas do MEC, terá que, dialeticamente, enfrentar, a partir de agora, o seu oposto, isto é, oligopólio educacional estatal. Este  avança em nome da preservação do interesse público sob pressão política.
 
A tese da privatização educacional oligopolizada produz a antítese estatização educacional oligopólica. Processo idêntico rola relativamente ao sistema financeiro, com o oligopólio bancário privado anti-social, cobrando os juros mais escorchantes do mundo, estimulando a oligopolização financeira estatal, em nome do interesse público.

Direito de consumo, tarefa para o G-20

 

Sebastião Gomes, que dispõe de visão dialética, para acompanhar o sistema capitalista sob a variação do consumo, que julga a mais importante, vê o FMI como instrumento para acabar com a fome e salvar o capitalismo com perfil mais social

Os governos , depois da crise global, que não vai recuperar mais a taxa de emprego, vigente antes dela, como destacou o presidente do FMI, Dominique Strauss-Rahan , na sexta feira, 04, em Londres, durante reunião do G-20, terão que garantir o consumo da população, em meio ao desemprego crescente, para assegurarem arrecadação, de modo a se salvarem sob  capitalismo em bancarrota.

Mais ingressos tributários implementarão os programas sociais e os investimentos  públicos, capazes de atenderem as demandas da sociedade. Caso contrário, sob democracia, dançam, como ressalta o empresário brasiliense Sebastião Gomes, criador, no Distrito Federal, nos anos de 1980, de programa social de distribuição de sopas para os pobres, e agora pregador do “Direito de Consumo” , como principal tarefa para o  G-20, o novo poder global. Seria a forma de superar a  desestruturação do sistema, que não pode mais reproduzir-se na especulação financeira, onde o capital sobreacumulado se empoçou, nem na produção competitiva, que não gera, por si mesma, consumo correspondente, visto que seu objetivo não é o consumo, mas o lucro.

Lançado, inicialmente, pela Associação Comercial do Distrito Federal, o programa, em 1989, chamou a atenção do governo do Paraná. Em seguida, foi, no início dos anos de 1990, disseminado pela Federação das Indústrias do DF, com o nome de “Nossa Sopa”. Acabaria influenciando, em 1995, o governador Cristovam Buarque, patrono do Programa Bolsa Escola, enriquecido pela experiênica lançada, um ano antes, em 1994, pela prefeitura de Campinas. O sucesso alcançado por Cristovam influenciaria a experiência do Comunidade Solidária, no Governo FHC, que daria lugar, no Governo Lula, ao Fome Zero, posteriormente, transformado em Programa Bolsa Família, cuja função maior foi – está sendo –  a de dinamizar o mercado interno , ao lado da valorização do salário mínimo.

O processo democrático, no compasso do desemprego, dependerá, para sobreviver, diz Sebastião, da disseminação do direito de consumo. O consumo, que sempre foi deixado de lado, na configuração das políticas econômicas ortodoxas e heterodoxas, passa a ser o fator multiplicador da renda.

Nos anos de 1980, o germe do programa bolsa família começou no Distrito FederalO desemprego, destaca Sebastião, chegou para ficar. Não haverá trabalho, pois as máquinas já estão substituindo os braços humanos, especialmente, na construção civil e na agricultura. Sobrarão os consumidores. A função consumo representará o instrumento da reprodução da arrecadação governamental, para girar os investimentos, já que a função produção não dá, por si só, conta do recado, para puxar a demanda global.

Por isso, os ministros do G-8 foram unânimes, ao defenderem a necessidade de  o dinheiro estatal – emissões inflacionárias disfarçadas de dívida pública interna que cresce no lugar da inflação – continuar segurando o tranco do consumo, a fim de sustentar a produção, como forma de evitar revolução social.

As masssas desempregadas precisarão consumir, embora estarão, no compasso da crise, sem renda para atender sua sobrevivência. Aumentarão, consequentemente, as disputas pela renda entre os segmentos sociais representativos da função consumo, de um lado, e os representantivos da função oposta,  a função produção, de outro, em torno dos recursos orçamentários.

Até hoje, o ponto de vista da produção levou a melhor. Com a bancarrota das atividades produtivas, o ponto de vista do consumo tenderia a ganhar espaço cada vez maior. O capitalismo muda de perfil ou nascem as raízes de novo sistema?

 

 

Não haverá empregos suficientes

 

 

dominique-strauss-kahn-, presidente do FMI , tem que direcionar a instituição para bombar o consumo mundial e não os grupos industriais que já estão com sua capacidade instalada em regime de baixa produção por conta da ausência do consumo

O desemprego estrutural no capitalismo que avança com a ciência e a  tecnologia para evitar despesas variáveis e políticas, como alternativa para manter constante a taxa de lucro do capital, coloca em cena a necessidade de o governo garantir o direito de consumo para quem sem renda não tem condições de consumir.

Ao cumprir essa função,  os governos estarão assegurando, igualmente, suas sobrevivências, pois o consumidor consumindo gera o oxigênio das administrações públicas,  a arrecadação, não garantida pela produção. Esta, em crise, corre para o colo governamental em busca de desonerações fiscais que reduzem os ingressos tributários, levando os governos à crise, via déficit.

Enquanto atender o ponto de vista da produção gera insuficiência de arrecadãção, atender o ponto de vista do consumo produz fenômeno oposto, aumento da arrecadação.

O direito de consumo coloca em movimento uma nova realidade global em meio ao avanço do desemprego. Tem que partir do raciocínio de que o emprego acabou, está acabando, como demonstrou Jeremy Rifikin, no seu livro “O fim dos empregos”.

O capitalismo desenvolveu as forças produtivas a tal ponto que prescindiu do emprego para se reproduzir, já que seja reprodução, sem consumo correspondente, somente tornou-se possível mediante especulação, que implodiu o sistema“Quando o sujeito não presta para mais nada, ainda consome, e ao fazê-lo gira as máquinas. O direito de consumo é a garantia do giro das máquinas”, diz Gomes.

Trata-se de inverter, dialeticamente, a  ordem do sistema que estava sendo dinamizado pelo ponto de vista voltado à concentração da renda, produtora de exclusão social, enquanto o polo oposto, o consumo, era visto como algo que ocorreria  desde que os investimentos fossem sistematicamente realizados. Mas, como, na crise, elevar os investimentos em capacidade instalada, a fim de colocar máquinas novas no lugar das que estão paradas, ociosas?

O fato histórico é que os investimetos não geram consumo correspondente na escala necessária capaz de garantir a reprodução do próprio investimento. Pelo contrário, como demonstrou Marx, quanto mais investimento, mais insuficiência relativa de demanda global. O autor de O Capital desmistificou a Lei de Say( Jean Baptiste Say, patrono dos neoliberais), segundo a qual toda oferta, investimento, produz demanda correspondente, consumo. Falso.

A lógica do sistema é outra: não é o consumo a prioridade, mas o lucro. Como o lucro rouba o salário, o consumo torna-se, historicamente, sob capitalismo, insuficiente, de forma crônica. A função consumo torna-se necessária a partir dos gastos do governo, que se transforma em consumidor, para TENTAR equilibrar a relação produção-consumo.

 

 

Esparadrapo global

 

 

Os líderes internacionais demonstram outra percpeção em relação ao Brasil que conseguiu navegar na crise apostando no social, enquanto os Estados Unidos e Europa se mergulham nas incertezas econômicas que detonou a especulação financeira globalbrown-meirelles-e-mantega

Depois da crise de 1929, as decisões dos governos não foram as de priorizarem o consumo, mas as de fortalecerem  a produção, na linha keynesiana,  mas não a produção de bens duráveis. Esta havia entrado em crise de realização no crash.

Como os empresários, diante da crise, não iriam comprar máquinas novas para substituir as que estavam paradas, as que entraram em circulação, depois de 1929, para dinamizar o sistema, serão aquelas que produzirão não para o consumidor tradicional de bens duráveis, mas para um novo consumidor, especial, o governo, consumidor de mercadorias inconsumiveis pelo consumidor individual.

O governo passa a consumir não-mercadorias – produtos bélicos e espaciais – , gerando demanda sem aumentar a oferta, que havia entrado em colapso no final dos anos de 1920. O novo consumidor, governo, movido por moeda estatal inconversível, que substituiu o padrão ouro, relíquia bárbara que entrara em colapso, põe em movimento economia de guerra. As mercadorias dão lugar às não-mercadorias,  como destca Lauro Campos, em “A crise da ideologia keynesiana”, clássico da economia política.

Tal estratégia durou todo o século 20 e entrou em crise com a expansão dos déficits dos Estados Unidos, que, com o dólar, depois da segunda guerra mundial, como moeda dominante, estabeleceram poder imperial, nova divisão do trabalho, agora detonada na bancarrota,  a partir de outubro de 2008.

Clássico da economia política, a crise da ideologia keynesiana, de lauro campos, demonstra que a opção pela produção, marginalizando o consumo, é o suicidio do capitalMarx demonstrou que a insuficiência crônica de demanda global da produção capitalista leva o sistema ao subconsumismo, que produz a fuga de capital para a bolsa e a explosão dele na especulação, detonando as forças produtivas, para dar lugar às forças destrutivas, na guerraComo, lá atrás, não fora resolvida a questão da insuficiência do consumo, mesmo diante da entrada do governo na economia para gastar, consumindo não-mercadorias, a fim de gerar renda para o setor privado continuar acumulando capital,  as desestruturações do sistema continuaram obedecendo lógica auto-destrutiva. O capitalismo promovera, como sempre, a fuga para frente.

A grande crise global em curso, aberta pela falência do setor imobiliário americano, que espalhou papel podre por toda a Europa, quebrando grandes bancos, trincou o sistema apoiado na reproduçõ especulativa , ancorada nos deficits públicos para bancar economia de guerra.

“O capitalismo desenvolveria ao máximo as forças produtivas, entraria em senilidade  e passaria a desenvolver, mediante gastos do governo, as forças destrutivas, na guerra”(Marx).

O consumo que estava sendo sustentado pela especulação financeira foi detonado, porque os deficits dos governos, que bancavam  o jogo, perderam fôlego. Todo o sistema produtivo, apoiado nessa lógica acumulativa-destrutiva, ancorada no pensamento do capital produtor que não leva em consideração o seu polo oposto, o consumo, como função correspondente, entrou em estresse.

A sobrevivência da produção, que estava na dependência da renda ficticia gerada na moeda , passa a depender, agora, da função que ela sempre desdenhou, o consumo.

Por isso, segundo Sebastião Gomes, o FMI, que precisa ter suas atribuições melhor divididas entre os sócios, depois da crise, tem de priorizar a canalização dos recursos disponíveis para incrementar o consumo mundial.

 

 

Lição da história

 

 

Taro Aso, novo premier japonês, pelo PDJ, abre o governo propondo incremento do consumo, fornecendo, como Lula, uma bolsa consumo, a bolsa-natalidade, já que a capacidade instalada já está mais do que satisfeita, levando a economia deflação

A vitória da oposição no Japão demonstrou a nova onda econômica em marcha. Os japoneses, chineses e asiáticos em geral, que realizavam a sua produção no consumo americano, bombado pela especulação financeira, buscam, agora, frente aos elevados estoques acumulados de bens de luxo, estimular o consumo da população por intermédio dos mesmos mecanismos disseminados pelo presidente Lula, com seu Bolsa Família.

O novo primeiro ministro japonês, Taro Aso, do PDJ, disposto a rever relações históricas de dependência do Japão diante dos Estados Unidos, prega bolsa-natalidade. Os governos coreano e indonésio, idem, disseminam o consumo, dando dinheiro público, para renovação dos estoques, pelas famílias, de bens duráveis. O mesmo rola em relação à China. Trata-se de substituir a renda que foi suprimida pela derrocada do consumismo americano tocado por crédito direto ao consumidor, colocando em seu lugar o conumo interno, antes minimizado. Sem essa alternativa, os governos asiáticos não disporão de arrecadação, para dinamizar investimentos públicos. Correm risco de deflação e revolução.

Os asiáticos, como Marx, não acreditam na Lei de Say. A capacidade produtiva instalada , sem poder desovar estoques nos Estados Unidos e Europa, não geraria demanda correspondente, se fosse estimulada, agora, na crise. Haveria, ao contrário, maior perigo deflacionário, pois o que falta não é produção, é consumo.

A lei de Say é farsa pura, como destacou Marx, porque ela imagina que o produto do empresário vai para a prateleira do supermercado para ser vendida sem lucro. Brincadeira. O empresário tira o seu lucro em cima do tempo de trabalho não pago do trabalhador que é valor que se valoriza. Por isso, cria, com essa extração forçada de renda dos assalariados, insuficiência de consumo.

Com o bolsa família, Lula criou base para o consumo interno, esvaziou os estoques, fortaleceu a moeda e estabilizou a economia em meio à recessão global, livrando o país da bancarrota, na hora mais grave da derrocada capitalista globalO trabalhador gera valor em forma de mercadoria, que será vendida no mercado, superior ao valor que cria em forma de salário. A diferença entre os valores produz o desbalanço caracterizado  insuficiência de consumo. Emerge, consequentemente, como destacou Marx,  fenômeno subconsumista.

A insuficiência do consumo frente à produção detona estoques que precisam ser exportados porque o mercado interno, atacado pela febre subconsumista, não consome a produção. As desvalorizações cambiais, adotadas pelos governos, para estimular exportações, demonstram que as crises internas são  exportadas para o mercado mundial. O governo Lula, ao priorizar programas sociais,  deu conteúdo político-econômico ao fator consumo no regime capitalista brasileiro, no qual, apenas, o ponto de vista da produção dominava. Falta, agora, diz Sebastião Gomes,  garantir o direito de consumo, como arma para melhor distribuir a renda nacional. Tarefa dos poderes legislativos.

  

 

República de Weimar à vista

 

 

Barack Obama enfrenta crise social, justamente, porque o capitalismo americano não apostou na melhor distribuição da renda, na expectativa de que o crédito direto ao consumidor gerasse renda eterna para o consumo corresponder-se ao avanço da produção, o que é, econmiacmanete, sob capitalismo, falsidade

A onda mundial, depois da crise, como alternativa para fugir dela, será, potanto, a melhor distribuição da renda, priorizando o consumo. Os governos obterão mais arrecadação e os empresários, mais invesimentos públicos, em contexto no qual a correlação de forças políticas, dadas pela melhor distribuição da riqueza, consequentemente, alterará, tanto em termos quantitativos como qualitativos. É a roda da história, que, evidentemente, pode enfrentar regressões, em razão de forças conservadoras, resistentes às mudanças.

A redução da jornada de trabalho, nesse contexto, é fundamental, para o próprio capitalismo. Quanto menos horas de trabalho, no ambiente do aumento da produtividade, via ciência e tecnologia,  maior a renda disponível do trabalhador para o consumo. Ao contrário, quanto mais horas trabalhadas, menor a renda disponível para consumir, já que maior tempo de trabalho dos assalariados significa maior insuficiência relativa de consumo, ou seja, subconsumismo, como ressalta Karl Marx  em “As Metamorfoses do Capital e o Ciclo Delas”.

O dinheiro do FMI, nesse sentido, deve ser canalizado para acabar com a fome na África. Geraria mais consumidores para as empresas americanas que estão perdendo mercado com a desvalorização crescente do dólar. O direito de consumo torna-se palavra de ordem global, destaca Sebastião.

A crise de 1929, que não cuidou de eliminar o subconsumismo, mas bombar , ainda mais, a desestruturação capitalista, via gastos em produção bélica e espacila, levou ao nazismo e ao fascismoO poder da Europa e dos Estados Unidos, que, na crise , quebraram com os papéis podres derivativos, calculados em 500 trilhões de dólares, a empoçarem o crédito internacional, tem que, dentro do FMI, ser reduzido, para dar mais espaço para os emergentes, com o discurso redistributivo.

O que se verifica , na prática, é que o empobrecimento relativo em marcha dos Estados Unidos e da Europa, no contexto global, decorre, justamente, do predomínio que impuseram por meio da primazia ao ponto de vista da produção relativamente ao do consumo.

A partir dos anos de 1970, os Estados Unidos desvicularam o dólar do ouro e deixou a moeda flutuar, dando beiço geral na praça global, para incrementar a produção com renda extraída na especulação. Deu certo enquanto o governo teve gás para sustentar deficits elevados. O gás, na crise atual, acabou. O dólar, por isso, se candidata a papel podre, a virar marco alemão na República de Weimar, que levou, com seu estouro, ao nazismo e ao fascismo.

O debate dentro do FMI, para que prevaleça o ponto de vista dos emergentes, favoráveis ao aumento dos recursos da instituição para dinamizar o consumo global, como alternativa para salvar o próprio sistema, evitando sua superação abrupta, na revolução social, implica em diminuir a influência dos ricos. A briga entre eles, por isso, já esquenta. Os Estados Unidos pregam redução do poder relativo da Europa. Os europeus falam, justamente, o inverso, ou seja, que o poder americano seja relativamente diminuido etc.

O FMI precisaria adotar o ponto de vista do consumo para que os próprios ricos possam continuar sobrevivendo. Seria dar curso à inversão segundo a qual a  caridade dos pobres ajudaria a salvar os ricos que se afogam no excesso de riquezas que apodrece. Afinal , diz Sebastião Gomes, com sua filosofia prática, a história tem demonstrado que o dinheiro do pobre faz o nobre, mas o do nobre jamais faz o pobre.

Petróleo comunitário no ar

A força do debate popular vai ser canalizada pela tevê comunitária brasiliense, a tevê cidade livre, que ganha, cada vez mais, espaço na consciência popular, fazendo  o jornalismo de verdade

TV Comunitária de Brasília vai criar  programa para debater uso popular do petróleo pré-sal, atendendo convocação de Lula
 
 
Ao apresentar à Nação, no último dia 31, a proposta de marco regulatório para a exploração e destinação do petróleo da camada pré-sal, o Presidente Lula convocou todo o povo brasileiro a debater a nova riqueza nacional de tal modo que este não seja um debate restrito a especialistas. A TV Cidade Livre , o canal comunitário de Brasília, captou o sentido convocatório das palavras de Lula e decidiu criar um programa unicamente destinado a discutir a nova riqueza energética brasileira e o seu uso. O programa terá o nome de “Urgente:  o petróleo é nosso”, em homenagem a uma das mais importantes campanhas cívicas que o povo brasileiro foi capaz de organizar na sua história, cujo resultado foi a criação da Petrobrás e do monopólio estatal do petróleo.
 
 Na idéia da TV Cidade Livre,  todas as alternativas que configurem propostas soberanas, nacionais e democráticas para exploração e destinação da riqueza petrolífera serão apresentadas à sociedade. “Vamos abrir as câmeras e microfones para todos os que tiverem idéias sobre maneiras de fazer com esta imensa riqueza, que pertence ao povo brasileiro, seja explorada e utilizada em seu benefício”,  explicou o presidente do canal comunitário, o jornalista Beto Almeida.

Beto Almeida desponta com um dos jornalistas mais importantes da televisão brasileira ao colocar a soberania nacional como a questão fulcral para resgatar o país do subdesenvolvimentoEle frisou  que o “Urgente: o petróleo é nosso”  não será um  programa apenas para especialistas, nem terá linguagem empolada ou tecnicista. “Não nos furtaremos a discutir com todas as visões em jogo, mesmo com aquelas com as quais possamos eventualmente discordar, pois o que queremos é mostrar à sociedade que ela tem direito de se expressar, que quanto mais visões em embate  mais será fortalecida a consciência democrática do nosso povo , partindo do princípio de que apenas um povo culto e bem informado será capaz de decidir soberanamente sobre o seu destino histórico”, disse
 
 
 Ele explicou que trabalhadores, donas-de-casa, religiosos, militares, estudantes, artistas, cientistas, camponeses, terão a oportunidade  de falar o que pensam, de mostrar suas propostas, de se expressar  com plena liberdade, lembrando que cada um tem uma história para contar, até porque, segundo avalia,  há uma referência na consciência dos seus familiares, sobre como viveram a Campanha do Petróleo é Nosso há mais de meio século atrás. “ Isto está inscrito na consciência do povo brasileiro,é inapagável, é parte da sua história, é uma das páginas mais bem sucedidas de unidade cívico-militar, resultando na criação de uma das mais importantes empresas petroleiras do mundo inteiro. Nós queremos dar nossa contribuição, atendendo convocação do presidente Lula, para que revivamos a “assembléia popular dos acionistas originários da Petrobrás, que é o povo brasileiro”, declarou..
 

 

Urgência

 

 
 

jamil-bittar mostra em grande  estilo o palco onde a partir de agora vai ser travado o grande debate nacional pela distribuição da renda nacional a partir do despertar sobre o assunto pelo ato nacionalista petrolífero lulista

Seguindo a linha de trabalhar com escassos recursos técnicos, com reduzidos efeitos visuais ou de cenário, mas com capacidade de valorizar o conteúdo, sobretudo quando surge uma causa  nacional, que mereça todo o espaço possível,  a TV Cidade Livre vai organizar o programa com um sentido de urgência estimulando a sociedade brasiliense a acompanhar, refletir e dialogar com o debate que também estará sendo feito pelo Congresso Nacional em torno dos projetos de lei para a exploração e destinação do petróleo da camada pré-sal enviados pelo Governo. Segundo Almeida, a televisão e todos os meios de comunicação podem cumprir relevante missão pública e cidadã  ao reorganizarem sua grade de programação, na medida do possível, para que os brasileiros possam se informar ampla e profundamente sobre a riqueza que o país descobriu, elevando  sua consciência de que tem o direito de opinar sobre como esta riqueza deve ser utilizada para pagar as enormes dívidas sociais acumuladas ao longo do tempo contra o povo brasileiro. “Não há motivos para que um País tão rico tenha, ainda, tanta pobreza, tanta miséria, tanta injustiça. O povo brasileiro tem o direito de ver tudo isto discutido profundamente na televisão, já que a televisão é apenas uma concessão de serviço público e deve cumprir a função prevista na Constituição, sendo educativa, informativa e capaz de fortalecer a consciência nacional”. Ele vincula o programa a ser criado com o clima preparatória da Conferência Nacional de Comunicação: “levaremos gente do povo para os nossos estúdios, mas também levaremos nossas câmeras e microfones para as ruas de Brasília, mostrando na prática porque precisamos fortalecer as tvs do campo público e porque precisamos construir um outro sistema de comunicação no país, democrático, informativo e educativo. Vamos discutir o petróleo, mas também que tipo de televisão precisamos para o Brasil”, argumenta
 

 

Soberania

 

 
O programa Brasil Nação comandado por uma equipe aguerrida e empenhada em levar adiante o debate nacional desponta como programa jornalistico essencial da teve pública brasileiraSegundo Almeida, a TV Cidade Livre fará um verdadeiro mutirão de debates  em favor do uso democrático, popular e soberano do petróleo da camada pré-sal. “Se todo dia temos baixaria na TV, temos overdose de alienação, temos culto à violência e às futilidades, temos estimulo anti-social ao alcolismo, ao consumismo e ao sexismo, por que não podemos dedicar o máximo de tempo possível para que o povo brasileiro possa discutir e deliberar conscientemente sobre como o petróleo pré-sal pode ser uma segunda independência ou redenção sócio-econômica? O que pode haver de mais importante que isto? Hoje temos programa de TV para vender jóias, para vender cerveja, para vender gado, vender tapetes e não podemos reorganizar a grade nacional de TV para discutir algo transcendental para o futuro do País e do povo brasileiro como é o petróleo pré-sal?” , desafia
 
 
O jornalista lembra que  o programa também convidará representantes de outros países , membros do corpo diplomático residente em Brasília, sejam países petroleiros ou não, para discutirem a soberania energética de tal forma  que possamos tirar lições úteis para que o petróleo brasileiro não caia nas armadilhas das transnacionais como aconteceu com países como o México, a Argentina ou a Nigéria. ‘É preciso cuidar para que a sorte na  loteria da natureza não se transforme na maldição do petróleo, trazendo tensões, cobiças, agressões externas, instabilidade, enriquecendo minorias internas e internacionais, enquanto o povo do próprio país, verdadeiro dono da riqueza nacional, amargue enorme e absurda pobreza”, declarou.
 
Almeida destaca ainda que a questão da soberania petroleira agora em pauta, desafia o povo brasileiro a pensar em outras questões também imprescindíveis para a sua soberania como Nação, entre as quais destaca a de ter uma capacidade de defesa à altura das riquezas que possui.” Quem possui, mas não tem capacidade de defender, é como se não possuísse. Há vários exemplos na história mundial que mostram que os países que têm petróleo são sempre alvo de golpes, agressões, invasões, desestabilizações etc. Tudo isto nós vamos discutir no programa “Urgente: o petróleo é nosso”,  afirmou, lembrando que um debate como este só ocorre uma vez a cada século. “É uma grande oportunidade histórica, não podemos desperdiçá-la”, finalizou