Estado arma exército terrorista do narcotráfico

 

O narcotráfico arregimenta seu exército junto aos jovens que não podem trabalhar no Brasil onde o Estatudo da Criança e do Adolescente vigora , mas não os protege dos bandidos e da marginalidade absoluta, configurando desperdício total de recursos públicos.
O narcotráfico arregimenta seu exército junto aos jovens que não podem trabalhar no Brasil onde o Estatudo da Criança e do Adolescente vigora , mas não os protege dos bandidos e da marginalidade absoluta, configurando desperdício total de recursos públicos.

O presidente Lula , em debate sobre saúde pública, semana passada, em Olinda, confessou que o Estado está perdendo a luta contra o exército do narcotráfico. Lamentável. De que é formado esse exército? Dos jovens de 14 a 18 que foram expulsos do trabalho, porque nessa idade, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, não podem trabalhar. O espetáculo macabro desse jovens, apreendidos pelos policiais, lotando cadeias,  demonstra a formação básica do exército de terrotistas urbanos, arrebanhados pelo narcotráfico, que tem como aliado, internamente, a legislação social, e, externamente, a indústria armamentista internacional, expressão maior da economia de guerra, indispensável ao desenvolvimento do capitalismo, na sua fase mais evoluída, como demonstrou a história do século 20. Internamente, um dos principais responsáveis por tal escândalo nacional, que coloca a Rede Globo, diariamente, a cobrir os efeitos e não as causas do narcotráfico e a expansão da exclusão social no Brasil – e na América do Sul – é a própria legislação brasileira do menor. Ela tenta proteger, mas prejudica. O Estatuto da Criança e do Adolescente, essencialmente, vê o trabalho do menor como um mal, não como benefício essencial. Criou-se toda uma reação social contra o trabalho do menor. Mas, se o trabalho, como destaca Sócrates, é a escola da vida, desde a infância, por que ter medo dele, por que amaldiçoá-lo? Ignorância histórica. Vamos aos exemplos. 

Por que ter medo do trabalho?

 

Onde estariam , hoje, José Alencar, Lula e dona Mariza, se , desde cedo, crianças, não tivessem começado a trabalhar, para perceber que o trabalho é o gerador essencial de valor que se valoriza e que forma a personalidade, conferindo a ele auto-estima, segurança e confiança para enfrentar as dificuldades do dia a dia, na formação do caráter e da personalidade humana?
Onde estariam , hoje, José Alencar, Lula e dona Mariza, se , desde cedo, crianças, não tivessem começado a trabalhar, para perceber que o trabalho é o gerador essencial de valor que se valoriza e que forma a personalidade, conferindo a ele auto-estima, segurança e confiança para enfrentar as dificuldades do dia a dia, na formação do caráter e da personalidade humana?

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, a primeira dama do Brasil, Dona Mariza, e o vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, começaram  a vida trabalhando desde a mais tenra idade para ajudar seus pais. Onde chegaram? Por que Lula é considerado um dos grandes da pátria? Por que essa energia inquebrantável de Alencar, que abre a discussão sobre as causas do câncer e da necessidade de sua prevenção, no dia a dia dos lares brasileiros? Onde dona Mariza aprendeu a resolver os problemas difíceis enfrentados por sua família socialmente carente, que levaram-na a adquirir grande experiência e visão social? 

É preciso, em nome da salvação das crianças brasileiras, de parar com a hipocrisia. O trabalho não mata ninguém. O que mata é o narcotráfico, é a falta de atenção para as causas dos problemas, em vez de tapar sol com peneira. Dos 14 aos 18 anos, os jovens precisam aprender sua vocação. Onde isso acontece? Nas atividades produtivas, é claro. Por que  não aprender a ser padeiro, mestre de obras, barbeiro, lixeiro, cozinheiro, confeiteiro, mecânico de automóveis. Lee Iacooca, um dos maiores empresários americanos, diz que para entar em sua empresa o trabalhador tem que saber jogar-se debaixo do automóvel , sujar as mãos. Isso é pecado, é degradante?

Nesse periodo, dos 14 aos 18, a juventude, trabalhando, de acordo com seu potencial, aprende sua vocação. Dos 18 em diante, são outros quinhentos. O jovem e a jovem querem fazer sexo, ir às festas, comprar seus tênis novos, seu som, viajarem. Se tiver adquirido qualidades enquanto buscou sua formação vocacional, terá facilidade de encontrar trabalho e dispor do seu dinheiro, de buscar seu sonho, tornando-se empreendedor,  porque a prática o ensinou que o trabalho é gerador de valor e a pessoa é o seu próprio valor potencial.

Trabalho, vida, arte, amor

.

Desde criança, no trabalho, aprende-se a agir de forma flexível, racional, atenta à realidade, que é dual, componto os aspectos positivos e negativos que se inteiragem dialeticamente para formar personalidades e caráteres fortes, necessários ao desenvolvimento da pátria
Desde criança, no trabalho, aprende-se a agir de forma flexível, racional, atenta à realidade, que é dual, componto os aspectos positivos e negativos que se inteiragem dialeticamente para formar personalidades e caráteres fortes, necessários ao desenvolvimento da pátria

Dos 14 aos 18, os jovens adquirem a consciência desse valor, cuja perfeição se apura ao longo da vida. Capital  é trabalho e experiência acumulados. No Brasil, esse aprendizado dos jovens não pode ser exercitado, porque toda a legislação tenta proteger e não promover o jovem. Sem esse início, não adquirem autoconfiança na fase em que inicia seu aprendizado. Como realizar os sonhos, que crescem depois dos 18 anos? Não aprendeu a trabalhar, consequante, não aprendeu a pensar. O pensamento é extensão do trabalho. Primeiro trabalho, depois pensamento. Não adquirem, por isso, a verdaeira liberdade que compõe do pensar, do falar e do fazer.  Tornam-se presas fáceis do narcotráfico. O Estatuto da Criança e do Adolescente, feito para país desenvolvido, como a Suíssa, protege a criança do trabalho, mas a entrega ao narcotráfico. Quando as mães gritam, desesperadamente, do lado de fora das cadeias e das febems, pelos seus filhos que estão lá dentro encarcerados, tendo o ensinamento básico do diabo, para comandar , a partir delas, as ações da guerra, o Ministério do Trabalho, que cuida da abstração e da hipocrisia, não chega até lá para ampará-las. Que legislação é essa que está destruindo as crianças por impedi-las de conquistar sua própria capacidade de se autoformar? Trata-se de uma legislação ilegal, absurda. 

Empresas-Oficinas-Escolas

Não há melhor escola técnica do que as empresas, e o governo não precisaria investir nada, apenas recolher o seguro contra acidentes dos jovens, que se encaminhariam para a vida, por meio de uma estrutura produtiva e ocupacional já instalada, orgulho da indústria nacional
Não há melhor escola técnica do que as empresas, e o governo não precisaria investir nada, apenas recolher o seguro contra acidentes dos jovens, que se encaminhariam para a vida, por meio de uma estrutura produtiva e ocupacional já instalada, orgulho da indústria nacional

Todos têm que começar a trabalhar bem cedo, para adquirir equilíbrio e despreendimento. Sócrates destaca que a criança já começa a trabalhar quando colocado em cima do lombo do cavalo para balançar de um lado a outro a fim de adquirir o necessário pensamento dialético dado pela flexibilidade de movimentos, natureza institintiva estimulada. A legislação brasileira do menor veria nesse ensinamento socratiano violência contra a criança. No país onde tudo está por fazer, para onde os capitais internacionais se deslocam, a fim de explorar suas potencialidades extraordinárias, se não forem os jovens preparados desde já, será necessário importar mão de obra. Haverá inflação de marginalizados sociais , mobilizados pelo narcotráfico, exército terrorista em escala incontrolável. Se a solução é o trabalho, o trabalho está nas empresas. São elas, como destacou José Alencar, no programa de Maria Beltrão, na TV Globo, frações do PIB, da riqueza nacional. Nelas estão o capital acumulado indispensável, isto é, o trabalho e a criação prática. São os instrumentos da aprendizagem. Como disse Machado de Assis, a repetição do trabalho é a base da aprendizagem.

Machado de Assis não teria alcançado a glória literária, no Brasil, hoje, se tivesse que obedecer as determinações do Ministério do Trabalho e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proibem os jovens de trabalhar e sequestram eles dos seus país, tornando-os impotentes para darem destinos aos próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho
Machado de Assis não teria alcançado a glória literária, no Brasil, hoje, se tivesse que obedecer as determinações do Ministério do Trabalho e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proibem os jovens de trabalhar e sequestram eles dos seus país, tornando-os impotentes para darem destinos aos próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho

Se ele, que foi filho de escravos , que , ralando desde criança, tornou-se, graças ao desenvolvimento de uma vontade extraordinária, no maior escritor brasileiro, por que haveria de ser dada razão à lei brasileira do menor que busca protegê-lo do trabalho? Nas empresas, os jovens de 14 a 18 anos, têm que trabalhar quatro horas diárias, pagando, apenas, o seguro contra acidentes de trabalho. Não poderiam recolher, claro, aposentadoria. Aposentariam cedo demais e se transformariam, em vez de bônus, em ônus para o país, bombeando custo previdenciario absurdo. As empresas, para os jovens de 14 a 18 anos,  são as escolas práticas. Já estão montadas em todo o país. Não requer investimento público em infra-estrutura escolar. São elas as OFICINAS-ESCOLAS  profissionalizantes. Cada empresa é uma escola que pode dar trabalho aos jovens nessa faixa de idade. O governo não gastaria nada. Seriam as OFICINAS-ESCOLAS criadoras de sujeitos e não de objetos. Fundamental: o acesso às empresas deve ser feito pelos jovens acompanhados dos seus pais. São os país que devem ser responsáveis pela decisão de colocar seus filhos para trabalharem. Essa não é uma tarefa do Ministério do Trabalho. A lei do menor dá essa prioridade ao Ministério do Trabalho, ao mesmo tempo que SEQUESTRA o direito dos país sobre seus próprios filhos. Onde já se viu uma coisa dessa!

Estado totalitário

O Ministério do Trabalho, em relação aos jovens, está na contramão da história, ao impedir que os pais exerçam responsabilidades sobre os filhos, levando-os para trabalhar em OFICINAS-ESCOLAS, o perfil que as empresas precisam adquirir para contribuir com o Brasil, formando jovens, conferindo-lhes personalidade e destino para comandarem o Brasil de amanhã
O Ministério do Trabalho, em relação aos jovens, está na contramão da história, ao impedir que os pais exerçam responsabilidades sobre os filhos, levando-os para trabalhar em OFICINAS-ESCOLAS, o perfil que as empresas precisam adquirir para contribuir com o Brasil, formando jovens, conferindo-lhes personalidade e destino para comandarem o Brasil de amanhã

Vigora  o ESTADO TOTALITÁRIO, que deseja dar destino aos  filhos e filhas da nação, como se seus país fossem idiotas,  irresponsáveis, incapazes de decidirem pelo melhor para seus herdeiros e herdeiras. O direito dos país de encaminharem os jovens ao trabalho é DIREITO DE VIDA. Trata-se de reformular o direito em sua essência. Cabe perguntar: quem faz as leis no Brasil? São os juristas que  estão chegando por concurso público aos poderes executivo, legislativo e judiciário, filhos de quem sempre dispôs de recursos para pagar cursos profissionalizantes. Elaboram as leis sem conhecer o trabalho prático. Legislam para os coitadinhos da Ceilândia, de Samambaia, de Águas Lindas, dos morros das grandes cidades? Onde estes poderão dispor de condições para competir se não podem defender o DIREITO DE TRABALHAR , dado pelo pai e a mãe, impossibilitados de exercerem responsabilidade sobre seus próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho?Lula, José de Alencar e dona Mariza não teriam vez no universo legal dos juristas de gabinete, que herdaram leis elitistas incoerentes , pois configuram igualdade jurídica correspondente a desigualdade social. Depois dos 18 anos, sem trabalho, sem confiança em si, sem preparo, mas disposto a consumir um tênis novo, um sonho de consumo qualquer etc, que farão os jovens senão irem à luta pela violência? Sem o desenvolvimento da sua natureza instintiva, da sua capacidade de formular objetivamente questões, que somente a prática do trabalho permite, os jovens se renderão às promessas dos traficantes de fazer dinheiro sem precisar dar duro na vida.

 

 

 

   

Dólar elege oposição no sul e sudeste

A desvalorização da moeda americana por conta da política monetária do governo Lula coloca a governadora do Rio Grande do Sul no páreo da sucessão gaúcha com chances de vitória, porque seus oponentes, os governistas coaligados no plano federal, são obrigados a apoiar, nesse momento, seus argumentos, contrários ao dólar barato que empobre o Rio Grande do Sul
A desvalorização da moeda americana por conta da política monetária do governo Lula coloca a governadora do Rio Grande do Sul no páreo da sucessão gaúcha com chances de vitória, porque seus oponentes, os governistas coaligados no plano federal, são obrigados a apoiar, nesse momento, seus argumentos, contrários ao dólar barato que empobre o Rio Grande do Sul

Não está afastada a possibilidade de a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius(PSDB), disputar e reeleger-se, em 2010, embora tenha se desgastado pelas denúncias de corrupção no seu governo, caso o dólar continue se desvalorizando e jogando a indústria exportadora gaúcha no chão, detonando desemprego, queda de arrecadação, investimentos etc. Estado, fortemente, exportador, o Rio Grande do Sul padece com a sobrevalorização do real. Ela torna os empresários incompetitivos. Num primeiro momento, eles buscam compensação fiscal, tanto junto ao governo estadual como federal. Redobram suas forças e seus gritos em favor de créditos tributários, que o governo enrola para devolver, porque contingencia os recursos, a fim de pagar juros da dívida pública interna. Somente, no ano passado, quando estourou a grande crise, a conta de juros alcançou R$ 280 bilhões. Num segundo instante, se a ajuda fiscal e monetária oficial for insuficiente, os empresários partem para o horror, ou seja, demitir trabalhadores, o pior dos mundos, algo que , nesse momento, por causa da crise, devasta o cenário político nos Estados Unidos e Europa. Nesse contexto, o discurso da governadora, de combate ao dólar barato, já começa a despertar a atenção dos eleitores e a preocupar os governistas. O PMDB, com o prefeito José Fogaça, que tentaria desbancar Yeda, em face do dólar barato, que desestrutura a economia do Rio Grande do Sul, fica obrigado a sintonizar com o discurso da governadora, no plano que interessa, ou seja, o econômico. Da mesma forma, ocorre com o PT.

Se o governo não colocar uma quarentena no dólar, a economia dos estados exportadores será prejudicada, com consequências eleitorais, ressalta Pepe Vargas, especialista do PT em Previdência Social, empenhado em destacar para os aposentados que a proposta do governo é boa para eles, embora estejam vaiando.
Se o governo não colocar uma quarentena no dólar, a economia dos estados exportadores será prejudicada, com consequências eleitorais, ressalta Pepe Vargas, especialista do PT em Previdência Social, empenhado em destacar para os aposentados que a proposta do governo é boa para eles, embora estejam vaiando.

Tarso Genro, ministro da Justiça, que está  mais no sul do que no planalto central, nesses dias em que intensifica campanha, para ser escolhido candidato do PT ao governo estadual, teme o dólar barato. No RGS, tanto oposição e governo centram suas forças contra a desvalorização da moeda americana, que ameaça a todos. Como têm parceria forte com a Argentina, e o governo de Cristina Kirchner adota protecionismo contra o real valorizado, os gaúchos arrancam os cabelos e pressionam o Congresso e o Palácio do Planalto. Fundamentalmente, o dólar mina, politicamente, a aliança PT-PMDB. Tal possibilidade se estende , igualmente, com todas as suas semelhanças e pequenas variações, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, os maiores críticos do Mercosul. Quase dois terços do superavit comercial brasileiro estavam sendo realizados nos países integrantes do Mercado Comum do Sul que o dólar em desvalorização ajuda a evaporar.  Nesse espaço geográfico, está o poder industrial brasileiro. As relações capital-trabalho se acirram quando o dólar começa a desempregar gente nas indústrias e a impor prejuízo aos exportadores de grãos, que se deslocam de Goiás para Mato Grosso do Sul, a fim de desembarcarem suas mercadorias nos portos sulinos. Se o governo gaúcho tucano, que é oposição ao governo federal, desembainha a faca para tentar furar o dólar, não apenas os oposicionistas estaduais e governistas nacionais do Rio Grande do Sul perfilam nesse sentido. Da mesma forma, acontece com as correlações de forças políticas em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, onde o discurso do governo de manter a atual política monetária faz estragos em escalada crescente, desestabilizando empresas, temerosas de continuarem investindo , se o retorno sobre o capital aplicado, no jogo do dólar desvalorizado, não acontece, satisfatoriamente.

José Fogaça, PMDB, e Tarso Genro , PT, embora sejam adversários, no plano estadual, são obrigados a se renderem ao discurso econômico de Yeda, que clama aos céus contra o dólar barato, que destroi as exportações gaúchas, especialmente, para o Mercosul, onde o protecionismo da presidente Cristina Kirchner campeia solto, dando prioridade aos produtos chineses do que aos brasileiros
José Fogaça, PMDB, e Tarso Genro , PT, embora sejam adversários, no plano estadual, são obrigados a se renderem ao discurso econômico de Yeda, que clama aos céus contra o dólar barato, que destroi as exportações gaúchas, especialmente, para o Mercosul, onde o protecionismo da presidente Cristina Kirchner campeia solto, dando prioridade aos produtos chineses do que aos brasileiros

Acaba, nos estados do sul e do sudeste, aquilo de que o capitalismo mais precisa, isto é, do espírito animal do empresário. Se ele não vê, na sua frente,  o que disse Keynes, ou seja, “a eficiência marginal do capital”, o lucro, desanima, vai para casa, desativa a produção, vai viver de juros. Opta pela liquidez do seu capital, em vez de arriscá-lo em ativ idades de baixo retorno.O presidente da Confederação Nacional da Indústria(CNI), deputado Armando Monteiro Neto(PTB-PE), está sob intensa pressão das federações das indústrias de SP, PR, SC e RS. O governo federal trabalha para mudar o câmbio, rapidamente, pois, no calor da campanha eleitoral, se as coisas continuarem como estão evoluindo, a sorte dos petistas e peemedebistas nos estados mais ricos da federação será caixão e vela preta. Os petistas se desesperam. O deputato Pepe Vargas(PT-RS) entende que se torna urgente adotar o cercadinho sobre o dólar, a chamda quarentena, segurar a saída da moeda americana, evitando especulação do entra e sai, a fim de faturar no juro alto pago pelo Banco Central, enquanto os bancos centrais americanos e europeus adotam o juro zero ou negativo. Os empresários americanos tomam dólar a custo negativo e aplicam no Brasil a 8,75%, menos 4% de inflação, lucro real de 4%, negoção. Esse é o jogo internacional dos investidores, já que a produção européia e americana estão paradas pela combinação de opção pela poupança por parte da população, excessivamente, endividada, com quebradeira financeira dos bancos. Da mesma forma agem os chineses, entupidos de dólar, que entram na América do Sul arrsando quarteirão, inviabilizando a integração econômica sul-americana.

 

 

Agenda social abalada

 

 

A força de trabalho inativa vai atrás do seu valor que considera ser os R$ 130 bilhões que o governo considera elevado para pagá-los, enquanto eles argumentam que esse dinheiro é deles e vai se transformar em consumo que fortalece o mercado interno e aumenta a arrecadação de impostos, com os quais o governo realimenta os investimentos sociais etc. Ou seja, para os trabalhadores, o gasto não seria custo, seria renda, para sustentar o discurso desenvolvimentista lulista
A força de trabalho inativa vai atrás do seu valor que considera ser os R$ 130 bilhões que o governo considera elevado para pagá-los, enquanto eles argumentam que esse dinheiro é deles e vai se transformar em consumo que fortalece o mercado interno e aumenta a arrecadação de impostos, com os quais o governo realimenta os investimentos sociais etc. Ou seja, para os trabalhadores, o gasto não seria custo, seria renda, para sustentar o discurso desenvolvimentista lulista

A agenda econômica mistura, dialeticamente, com a agenda social. Se o dólar barato eleva a dívida pública interna – pois a moeda americana precisa ser trocada pelo real quando entra, cujas consequencias são as de o governo emitir para enxugar a base monetária, a fim de evitar enchente inflacionária – e pressiona para cima os juros, que encarecem, por sua vez, a dívida, falta, evidentemente, recursos para o governo executar sua política social. Entre estas, está a de reajustar os salários dos aposentados, que, durante a Nova República, foram sucateados pelo neoliberalismo do Consenso de Washignton, para fazer superavit primário , indispensável ao pagamento dos juros, prioridade número um da política econômica. Não está tendo dinheiro para dar aos aposentados. Estes, consequentemente, ameaçam ir para a oposição. São 25 milhões de trabalhadores inativos. Durante a Era Lula, de 2003 a 2006, diz o governo, 17 milhões desse total tiveram reajuste real , acima do salário mínimo, de 63%. Os que ganham mais de um mínimo, 8 milhões, que tiveram reposição pela inflação, durante o período, na sequência do que começou a fazer o governo FHC, querem, agora, o benefício que obtiveram os que percebem, apenas, o mínimo. Mas, o governo diz que não tem como dar eses 63%. Impasse.

Vigorosamente vaiado pelos aposentados, das galerias do plenário da Cãmara, o deputado Cândido Vaccarezza, líder da bancada, que disputa espaço dentro do partido, com o deputado Henrique Fontana, líder do governo, que contornou as vaias, emergem-se num discurso incompreensível para as massas inativas, porque a essência dele precisa ficar oculta e latente, já que falta dinheiro, porque precisa pagar anualmente aos banqueiros uma conta de juros de R$ 280 bilhões. Tudo é contigenciado para favorecer a bancocracia
Vigorosamente vaiado pelos aposentados, das galerias do plenário da Cãmara, o deputado Cândido Vaccarezza, líder da bancada, que disputa espaço dentro do partido, com o deputado Henrique Fontana, líder do governo, que contornou as vaias, emergem-se num discurso incompreensível para as massas inativas, porque a essência dele precisa ficar oculta e latente, já que falta dinheiro, porque precisa pagar anualmente aos banqueiros uma conta de juros de R$ 280 bilhões. Tudo é contigenciado para favorecer a bancocracia

Haveria um buraco de 6 bilhões por ano, R$ 150 bilhões, no médio prazo, quebradeira, portanto, da Previdência. Os aposentados não deixam por menos: suspendam, destacam, as compras dos aviões que estão sendo negociadas com a França, sob protestos dos Estados Unidos e da Suissa. Sobraria dinheiro, calculam. Utilizem, insistem os aposentados, as reservas cambiais, para pagar, como reivindicam, nesse instante, os agricultores, prejudicados pelo dólar barato. Emitam títulos com lastro no petróleo do pré-sal, artgumentam. Não faltam discurso aos aposentados, que estão sendo enrolados pelas derrogações dos parlamentares em decidirem sobre seus pleitos, cujo maior beneficiado será o senador Paulo Paim(PT-RS). O fecho de galão que os aposentados articulam é o discurso de que com o dinheiro do reajuste ajudarão o governo a aumentar a arrecadação, pois os aposentados irão às compras. O consumo, na crise capitalista atual, em que os investimentos na produção não se realizam, diante das expectativas sombrias da economia sob dólar barato, tornou-se o puxador da demanda global. O mercado interno dinamizou-se, na Era Lula, justamente, porque o consumo, por intermédio dos programas sociais lulistas, realizou a produção capitalista nacional, assegurando os investimentos públicos, favorecidos pelo aumento da arrecadação que os gastos dos salários proporcionam. O dinheiro dos aposentados voltariam, portanto, para os cofres do governo, agitando o mercado interno e garantindo o dinamismo da demanda global.

O deputado Ferando Coruja(PPS-SC) considera a política cambial suícida e os aposentados não podem pagar o pato, sendo necessário que o Planalto garanta para do que vai arrecadar com o petróleo do pré-sal, para garantir a renda dos aposentados, como foi garantida a dos empresários, no auge da crise financeira global. R$ 5 bilhões por ano para os aposentados é perfeitamente pago pelo óleo negro
O deputado Ferando Coruja(PPS-SC) considera a política cambial suícida e os aposentados não podem pagar o pato, sendo necessário que o Planalto garanta para do que vai arrecadar com o petróleo do pré-sal, para garantir a renda dos aposentados, como foi garantida a dos empresários, no auge da crise financeira global. R$ 5 bilhões por ano para os aposentados é perfeitamente pago pelo óleo negro

O discurso dos petistas , na Câmara, ontem, foram de confusão. O líder do partido, deputado Cândido Vacarrezza(PT-SP), recebeu vaiA estrondosa. Explicou mal, do ponto de vista popular. Falou difícil. Já o líder do governo, deputado Henrique Fontana, centrando, desesperadamente, no chamamento ao diálogo, conseguiu sair ileso das vaias. A postura do governo é percebida pelos aposentados como oposta àquela que o governo adotou perante os empresários. Para estes, o governo liberou a política fiscal em nome do desenvolvimento sustentável, da aceleração do consumo, para garantir arrecadação relativa. Teria colhido o desastre, nos ingressos tributários, se não tivesse dado incentivos ao setor produtivo.

Em permanente campanha em favor da concessão do reajuste de 63% reais dado ao salário mínimo, entre 2003 e 2008, para os que ganham acima do mínimo, retroativamente, a 2006, o senador petista Paulo Paim estimula os aposentados às pressões ao máximo , deixando o Planalto em estresse total.
Em permanente campanha em favor da concessão do reajuste de 63% reais dado ao salário mínimo, entre 2003 e 2008, para os que ganham acima do mínimo, retroativamente, a 2006, o senador petista Paulo Paim estimula os aposentados às pressões ao máximo , deixando o Planalto em estresse total.

Já , para os aposentados, as lideranças governistas levantam o discurso de ajuste fiscal, ou seja, o inverso, dois pesos, duas medidas. Entram em grande incoerência política, que os coloca em contradição. As demandas fiscais para o capital, podem; para o trabalho, não. Talvez, por isso, os aposentados e aposentadas estampam em suas camisetas sua ironia: “O Brasil é um pais de QUASE  todos”. O dólar e os aposentados apertam o calcanhar do governo.

FHC e Armínio conspiram contra democracia

Jogador especulativo internacional, ex-presidente do Banco Central, na Era FHC, Armínio prega, subrepticiamente, a ditadura política, para sustentar a liberdade do capital , que detonou o capitalismo e exigiu que o Estado entrasse em cena em nome do interesse público, para sustentar o processo democrático. O jogador tenta fazer valer o inverso da realidade, dando um lance de poquer
Jogador especulativo internacional, ex-presidente do Banco Central, na Era FHC, Armínio prega, subrepticiamente, a ditadura política, para sustentar a liberdade do capital , que detonou o capitalismo e exigiu que o Estado entrasse em cena em nome do interesse público, para sustentar o processo democrático. O jogador tenta fazer valer o inverso da realidade, dando um lance de poquer
O ex-presidente , conhecedor das tecnicas do fetichismo, que levou Marx a perceber as relações invertidas sob capitalismo, em que a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, denuncia autoritarismo lulista que, inversamente, corresponde à sustentação da democracia em face das verdades que FHC-Armínio pregam como puro fetichismo econômico-monetário
O ex-presidente , conhecedor das tecnicas do fetichismo, que levou Marx a perceber as relações invertidas sob capitalismo, em que a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, denuncia autoritarismo lulista que, inversamente, corresponde à sustentação da democracia em face das verdades que FHC-Armínio pregam como puro fetichismo econômico-monetário

O professor Delfim Netto, competente,  explica, no Valor Econômico, como ocorre o casamento e o divórcio, de um lado, e o divórcio e o casamento, de outro, simultaneamente, entre os mercados comercial e financeiro, dependendo das circunstâncias, que, na grande crise em curso, demonstram o que Marx afirmou, que tudo que é sólido desmancha no ar. As teorizações de que  o presidente Lula caminha para o autoritarismo estatizante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu artigo “Para onde vamos?”, e do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fragas, no Governo FHC, em entrevista à repórter Cláudia Safatle, semana passada, também, no Valor, denotam, nesse cenário de incerteza total, completa irrespondabilidade e… inveja. Não demonstram dispor de pensamento dinâmico a partir do desenvolvimento do capital, que vai afetando, discriminadamente, todas as instituições econômicas, políticas e sociais no ambiente global. Trata-se, na prática, de um desmoronamento de edifício, cujas bases não se sustentam. As correlações entre capital e trabalho, sob especulação financeira que os Estados Unidos venderam, enquanto tinham saúde para fabricar dólares sem lastro, a fim de inundar o mundo e cobrar de todos os terráqueos juros sobre tal emissão inflacionária, como se fosse possível manter tal condição ad eaternum, não estão sendo consideradas pelos oposicionistas ao governo Lula, para formulação de suas estratégicas político-partidárias, de modo a tentar voltarem ao poder, se conseguirem derrotar a candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.  Praticamente, tudo virou de cabeça para baixo. O que era responsável, transformou-se em irresponsável, e o irresponsável, responsável. A questão do Estado, como colocam FHC e Armínio, à luz da explicação de Delfim, é repeteco de discurso velho. Querem voltar ao útero materno. Freud explica. O que Delfim está ensinando, professoralmente, com base na sua larga experiência na relação com o poder, que lhe conferiu mente politicamente dialética, enquanto FHC jogou a dialética fora, no plano econômico, é que, em relação à política cambial,  quando o “mercado comercial” – de bens e serviços –  se vê impedido de ampliar suas possibilidades pelo “mercado financeiro”, começa a descolar aquele deste porque a sobrevivência das relações de troca se truncam totalmente, embaraçadas pela falta de utilidade da equivalência monetária, no caso, o dólar, que entrou em estresse. Nesse contexto de desagreção, o Estado interventor é democracia e não ditadura.

 

 

Flexibilidade dialética

 

 

O descolamento do mercado comercial do mercado financeiro representa afirmação da realidade sob a ficção que deixa de ser referência segura para as relações de troca, obrigando o governo a intervir no comércio de moedas para evitar que o dólar devaste o comércio internacional antes de implodir tudo como já está prevendo Roubini
O descolamento do mercado comercial do mercado financeiro representa afirmação da realidade sob a ficção que deixa de ser referência segura para as relações de troca, obrigando o governo a intervir no comércio de moedas para evitar que o dólar devaste o comércio internacional antes de implodir tudo como já está prevendo Roubini

A crise em marcha batida rumo a outro estouro de bolha especulativa, como alerta, angustiadamente, o economista Nouriel Roubini, destacando que o juro zero sobre o dólar estimula especulação global contra todas as demais moedas do mundo, criando base para um rebote americano em forma de juro alto, para evitar estouro, demonstra que a pregação de Delfim, de organização da economia pela mão estatal, em parceria com o setor privado, representa o novo pensamento útil, responsável, no desenvolvimento da flexível ideologia máxima do capital, o Utilitarismo. FHC e Armínio, ao contrário, irresponsavelmente, demonstra terem perdido utilidade, ao berrarem contra o que julgam excesso de  intervenção do governo na economia, mas não falam nada que essa solução levou o governo americano a adquirir 34% do maior banco dos Estados Unidos, o Citybank, embora os banquueiros privados continuem, não se sabe até quando, dando as coordenadas privadas, com emissão estatal salvacionista. Se pintar outro estouro, essa mamata acaba.  Sem a intervenção estatal obamista, a democracia americana poderia ter sido abalada, caso o povão corresse, desesperadamente, aos bancos para sacarem suas economias. O estatismo financeiro teria salvo a democracia americana.  Como a continuidade de tais emissões , que estimulam tomada de dólares a custo zero, nos Estados Unidos, para comprar ativos fora – no Brasil, a juro meirellianos de 8,75% –  prenunciam bolhas espetaculares, configurando que as prioridades privadas intrínsecas são defesa do interesse próprio, contrárias, inversamente, ao interesse público, a intervenção dos governos contra as enxurradas de dólares, assim como ocorreram as intervenções estatais, para recompor o crédito, seriam não a construção do estatismo anti-democrático, mas o seu oposto, a luta pela preservação da democracia. Esta poderia, também, no caso brsileiro, ser levada de roldão, se o presidente Lula seguisse o conselho de Armínio Fraga  de afrouxar a interferência estatal, em nome do fortalecimento do setor privado. Jogaria o país na ditadura, visto que o setor privado, sem o concurso estatal, revelou-se impotente em todo o mundo. Armínio, que , quando empregado do mega-especulador  George Soros, se transformou no maior jogador de poquer dolarizado do planeta, inclusive, contribuindo para detonar a Tailândia e a libra esterlina, que ajudou a fechar o Banco da Inglaterra, assim, como FHC, desdenham o utilitarismo capitalista e se mostram, aos olhos do capital, completamente irresponsáveis. São puras desutilidades práticas.

 

 

 

Propaganda socialista

 

 

 

Nas anarquias monetárias, detonadas pela desrealização do capital financeiro especulativo, as oscilações selvagens no valor das moedas produzem  sensação aguda de perda do poder de compra dos salários, predispondo as populações ao radicalismo político, ao mesmo tempo em que avançam generalizadamente as guerras comerciais. Esse , segundo Lenin , que está fazendo, no Brasil, a cabeça do economista Yoshiaki Nakano, é o momento ideal para avanço do pensamento socialista.
Nas anarquias monetárias, detonadas pela desrealização do capital financeiro especulativo, as oscilações selvagens no valor das moedas produzem sensação aguda de perda do poder de compra dos salários, predispondo as populações ao radicalismo político, ao mesmo tempo em que avançam generalizadamente as guerras comerciais. Esse , segundo Lenin , que está fazendo, no Brasil, a cabeça do economista Yoshiaki Nakano, é o momento ideal para avanço do pensamento socialista.

FHC e Armínio destacam que Lula avança para o autoritarismo político porque coloca os fundos de pensão, dominados pela burocracia a serviço de interesses sindicais, como  nova ordem econômica, concluindo dai que o país vai para a ditadura econômica. Não consideram que o interesse público foi deixado de lado pelo interesse privado intrínseco à organização empresarial da Cia Vale do Rio Doce, sob orientação do Bradesco, afeito mais à especulação do que à produção, embora atuando no ambiente público-privado, visto que , dentro da Vale, a participação dos fundos de pensão de empresas estatais é majoritário. Tais sócios, na avaliação de FHC e Armínio, deveriam compatibilizar-se com a orientação do Bradesco, que correu da raia quando o presidente Lula, representante do Estado, dos fundos de pensão, que compõem, majoritariamente, a Vale do Rio Doce, solicitou continuidade dos investimentos. O titular do Planalto adotou a posição do espírito animal empreendedor, ou seja, as energias correspondentes ao mercado comercial de bens e serviços, que geram emprego, renda, consumo, arrecadação tributária, investimentos públicos, aquecimento da demanda global etc. Já o Bradesco, que deveria incorporar tal espirito, vestiu o manto da covardia. Praticou a  verdade pregada por Roberto Campos  de que banqueiro quando vê risco, simplesmente, foge. Covarde, natureza capitalista bancorcrática especulativa. Interferir , para corrigir essa anomalia, em nome do interesse público, pareceu a Armínio Fraga e a Fernando Henrique Cardoso, posição autoritária, anti-democrática, subperonista. Jogaram ambos contra o utilitarismo capitalista, atuando, como farsantes, em defesa do capital. Lula, ao contrário, manteve  produção e consumo em ritmo relativamente satisfatorio em função de decisões de economia política. Resultado: enquanto os investimentos recuam mundo afora, no Brasil estão aumentando. Nos Estados Unidos, a ação de Barack Obama, para salvar o setor privado, via intervenção estatal, corresponde à sustentação do status quo democrático; no Brasil, sob o critério de FHC-Armínio, o oposto, didatura. Bombardear o Estado interventor, esse instrumento político econômico-estatal, criado pelo próprio desenvolvimento capitalista, seria jogar o país na ditadura arminista-fernandohenriquecardosista. Se Obama, nesse momento, seguisse o conselho de FHC-Armínio , levaria os Estados Unidos ao fascismo, acelerando o nível de desemprego. Hitler estourou na Alemanha quanto a taxa de desemprego atingiu 40%. Nos Estados Unidos e na Europa o desemprego caminha para os 30%.

 

 

 

Bomba relógio global

 

 

 

O governo americano estimula emprestimos em dólar a juro zero para que os investidores americanos comprem ativos pelo mundo , formando bolha que configura o perigo que Lenin previu em forma de anarquia monetária que destroi poder de compra da população e democracia, abrindo-se as possibilidades socialistas
O governo americano estimula emprestimos em dólar a juro zero para que os investidores americanos comprem ativos pelo mundo , formando bolha que configura o perigo que Lenin previu em forma de anarquia monetária que destroi poder de compra da população e democracia, abrindo-se as possibilidades socialistas

Um novo estouro de bolha global, ou seja, do dólar em excesso, sobrevalorizando as moedas nacionais pelo mundo afora, tenderá a aprofundar o que Delfim está falando, ou seja, a uma separação, cada vez mais acentuada,  do mercado comercial do mercado financeiro, porque este não reflete o interesse daquele, quando os preços do dólar impõe, em favor dos exportadores americanos, perda acelerada nas relações de troca aos exportadores brasileiros. O custo do saco de soja está em torno de 35 dólares, mas o agricultor só consegue vender a 25. Poderá ver seu produto, no ritmo incontrolável da variação cambial, valer 10 dólares. Paga para trabalhar. As mercadorias, diante da irrealidade do dólar, vai dar seu grito de guerra, talvez em forma da pregação do economista Yoshiaki Nakano, de que a moeda americana detonou guerra comercial global. A commodities já se descolam da moeda americana. Quem vai esperar ela chegar a zero para vender sua mercadoria? Salve-se quem puder. Isso aconteceu com as moedas européias depois da guerra, fato que implodiu, inicialmente, a tentativa de formação da União Européia, como acontece , agora, quando a anarquia decorrente do dólar barato, detona, também, as possibilidades de União Sul-americana. A intervenção estatal dirigista , que se materializa de forma generalizada no mundo, é a inteligência do espírito universal, como diz Hegel, em ação pela preservação da sua sobrevivência. Certamente, tal ebulição mexe com as instituições e o que é sólido, desmanchando no ar, abre expectativas para balanço geral do sistema. A ditadura do capital, que construiu democracia representantiva burguesa, para ser a sua regra e compasso, desde que Napoleão lançou seu famoso código napoleônico, depois da revolução francesa, balança, igualmente, de cima a baixo. No cenário de desorganização, patrocinado pelo próprio movimento de sobreacumulação do capital, emitido, pelos governos, sem lastro, como é a história contemporânea do dólar, somente o governo emissor tem a autoridade de preservar o status quo democrático, intervindo. O Estado é o capital. Armínio e FHC agem ingenuamente. Mecanicitas, lançam mão de discurso cuja utilidade foi a zero na grande crise, enquanto Delfim, explicando sua economia política, que serve de norte ao governo Lula, nesse instante, adota o pensamento dialético, essencialmente, flexível, democrático, evolucionista. A ação estatal, na crise, preserva a democracia e, consequentemente, o capital. A desestatização, ansiada por FHC-Armínio, joga com a ditadura. O que parece ser, a democracia como expressão da liberdade do capital, não é; e o que não é, é, como na analogia feita pela repórter Rosângela Bittar, para analisar a movimentação dos partidos na fase preliminar da campanha eleitoral, sobre suas reais intenções.

Agenda da comunicação sai da penumbra

                                                                                            

Com Lula, a tevê pública no Brasil abre horizonte mais largo para a sociedade, que está dominada por um pensamento ideológico único sobre o que é bom para a sociedade , dada pela mídia privada, cujo foco não é o social, mas o econômico

 Com Lula, a tevê pública no Brasil abre horizonte mais largo para a sociedade, que está dominada por um pensamento ideológico único sobre o que é bom para a sociedade , dada pela mídia privada, cujo foco não é o social, mas o econômico

 “Há coisas que o mercado não tem interesse em fazer”*
      (Lula)
 

O tema sempre foi tabu. Tema proibido. Temos uma fileira de vítimas da ditadura midiática,  –    intelectuais , pensadores, sindicalistas, jornalistas e   artistas   –  por terem defendido que o progresso tecnológico comunicacional deve ser tratado como patrimômio da humanidade e servir como fator de elevação da civilização, embelezamento das relações humanas, da própria vida.
 
Agora no Brasil, a convocação da I Conferência Nacional de Comunicação coloca o tema na agenda política do estado e da sociedade. Permite que conheçamos a gigantesca dívida informativo-cultural que se avolumou contra o nosso povo. Um verdadeiro entulho. E novas informações vão surgindo, desmontando mitos, iluminando áreas de sombras, revelando que algo se move aqui e em boa parte da América Latina.
 
                                                           

   Argentina mostra um caminho
 

A presidente argentina colocou em cena nova correlação de forças dentro da política de comunicação, no país, desbancando o poder midiático oligopolizado, que condiciona a visão de um ponto de vista único sobre a realidade, em vez de abrir-se para a multilateralidade de opiniões, da qual tem medo, por representar, apenas, um pensamento de classe elitizado
A presidente argentina colocou em cena nova correlação de forças dentro da política de comunicação, no país, desbancando o poder midiático oligopolizado, que condiciona a visão de um ponto de vista único sobre a realidade, em vez de abrir-se para a multilateralidade de opiniões, da qual tem medo, por representar, apenas, um pensamento de classe elitizado

Ventos democráticos sopram da Argentina com sua nova lei de comunicação, quebrando o monopólio do Grupo Clarin, fortalecendo os veículos estatais e abrindo 33 por cento da comunicação para a sociedade, até para a CGT e as Universidades Públicas. Telesur, como tv da integração latino-americana e dos povos do sul, vai se consolidando, ampliando seu alcance para a África. Surge uma cadeia de rádios indígenas na Bolívia e também um jornal público, o “Câmbio”, que em 6 meses de vida já tem circulação igual ao maior jornal da burguesia racista boliviana, com décadas de existência. Na Venezuela, a Revolução Bolivariana  quebra o tabu que considerava o tema comunicação intocável e faz a Constituição valer mais que os privilégios dos magnatas midiáticos: quando um concessão de rádio e tv termina, termina mesmo, ela não tem porque ser renovada automaticamente como se fosse privilégio vitalício das oligarquias. O Equador caminha para fortalecer o seu jornal público, “El Telégrafo” e também promove uma reorganização democrática no sistema de concessões de tv e rádio, ampliando, consolidando e qualificando a comunicação pública.
 
A diferença do Brasil é que em todos estes países os governos populares possuem maioria parlamentar. Além disso, em países como a Argentina a TV já nasceu pública, tendo recebido forte impulso durante o governo de Perón, período em que tv, rádio e até mesmo jornais como o La Nación, grande jornal da oligarquia, foram estatizados. No Brasil a TV já nasce nas mãos de gente como Assis Chateaubriaand, seguindo o padrão comercial vulgar norte-americano, chantageando e ameaçando presidentes como Vargas e JK, impedindo que os dois levassem adiante o projeto de criação de uma TV Nacional, só recentemente recuperado pelo presidente Lula. A Argentina chegou ter políticas públicas culturais e educacionais muito expandidas pelo peronismo, de tal sorte que eliminou o analfabetismo e conquistou padrões de leitura, artísticos, culturais, científicos e educacionais elevadíssimos para um País da América Latina.
 
                                                               

 Vargas, uma experiência golpeada
 

A visão nacionalista midiática varguista foi detonada pelas forças internacionais que jogaram as grandes empresas estrangeiras, principalmente, americanas a abastecerem radios, jornais e tevês, de modo a evitar que a defesa do interesse nacional fosse preponderante, para formar a consciência nacional sobre sua própria potencialidade, para construir o pais independente e auto-sustentável
A visão nacionalista midiática varguista foi detonada pelas forças internacionais que jogaram as grandes empresas estrangeiras, principalmente, americanas a abastecerem radios, jornais e tevês, de modo a evitar que a defesa do interesse nacional fosse preponderante, para formar a consciência nacional sobre sua própria potencialidade, para construir o pais independente e auto-sustentável

Vargas seguia nesta linha. A Rádio Nacional foi a mais importante e experiência comunicacional no sentido da brasilidade, da nacionalidade e de valores populares. Criou uma paixão radiofônica brasileiríssima, que não tem porque não ser recuperada. Também na Era Vargas foram criados, a Rádio Mauá – a emissora do trabalhador  –  o Instituto Nacional de Música, dirigido por Villa-Lobos, o Instituto Nacional de Cinema Educativo, conduzido por Roquette Pinto , o Instituto Nacional do Livro, por empenho de Carlos Drummond de Andrade e também o Instituto Nacional do Teatro. Vargas já havia despertado para a importância da televisão quando uma conspiração internacional, de matriz norte-americana, petroleira, e com o apoio de uma conspiração nativo-oligárquica-televisiva, o levou ao suicídio. Com ele, para o túmulo, também foi  o sonho de uma tv pública….JK tentou ressuscitá-lo, foi pressionado, chantageado, forçado a abandoná-lo.
 
Talvez não seja muito justa a simples condenação a Lula porque não teria, segundo alguns comunicadores, a mesma decisão e coragem dos presidentes da Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela em matéria de comunicação. O peso do capitalismo aqui é infinitamente maior, mais desenvolvido, o que constitui-se numa dificuldade adicional, mais complexa, juntamente com a inexperiência de uma comunicação pública como a vivida pelo povo argentino no passado. E, sobretudo, por não ter maioria parlamentar, além de contar com significativas contradições na sua base aliada, composta também por empresários da radiodifusão. Lula não pode ignorar o resultado das urnas de 2006……
 
 
                                                                

Relações de forças lá e cá
 

Com a Telesur, Chavez inaugurou o que Vargas tentou , ou seja, uma televisão para cobrir os assuntos sul-americ anos e latino-americanos, em vez de depender das informações ditadas pela CNN, com viés dos interesses dos grupos econômicos americanos, que dominam a cena econômica e política no continente, ditando o pensamento conservador como se fosse válido para todas as categorias sociais antagônicos, na tentativa de homogeneizá-las, ditatorialmente, sob a máscara de liberdade de imprensa
Com a Telesur, Chavez inaugurou o que Vargas tentou , ou seja, uma televisão para cobrir os assuntos sul-americ anos e latino-americanos, em vez de depender das informações ditadas pela CNN, com viés dos interesses dos grupos econômicos americanos, que dominam a cena econômica e política no continente, ditando o pensamento conservador como se fosse válido para todas as categorias sociais antagônicos, na tentativa de homogeneizá-las, ditatorialmente, sob a máscara de liberdade de imprensa

Na Argentina há a retomada de uma experiência histórica bem sucedida, mas de modo gradual, nada súbito. Não se trata de uma virada de mesa ou de um ajuste de contas, muito menos um juízo final contra a oligarquia midiática, mas um retorno ao curso de um projeto nacional soberano dos argentinos também na área informativo-cultural. Mesmo com Chávez, nota-se uma gradual aplicação da Constituição, não uma eliminação da comunicação privada, mas uma atitude governamental legítima para que a lei seja cumprida por todos, demolindo o sistema de seqüestro midiático-empresarial que os radiodifusores de lá impunham sobre o povo venezuelano. Mas isto ainda está em curso, é ainda uma batalha, a grande audiência ainda está com a tv e a rádio privadas, muito embora a queda vertiginosa das vendas dos jornais conservadores seja emblemática. Quando Chávez foi eleito, em 1988, o jornal “El Nacional”, vendia 400 mil exemplares. Hoje, rasteja-se em apenas 40 mil exemplares, portanto, número proporcionalmente inverso ao seu ódio editorial diante da popularidade do chavismo.
 
Não tendo a mesma maioria parlamentar folgada, Lula convoca a Conferência de Comunicação. Sua tática é evidente: libertar a agenda aprisionada pela mídia e envolver a sociedade neste debate. Claro que há dúvidas se a capacidade de mobilização de todos os movimentos pela democratização da comunicação, até hoje precária e rarefeita, tornar-se-á de fato robusta e amplificada rapidamente. O que torna ainda mais surpreendente e incompreensível a posição retoricamente radical de alguns destes movimentos desconsiderando esta relação de forças, o peso político e de poder da oligarquia da mídia no Brasil, a ausência de uma maioria parlamentar, traçando uma tática irreal, baseada no impressionismo da auto-suficiência de suas próprias forças. Este cálculo leva a que não considerem o governo como o aliado fundamental neste campo de forças populares, que deve incluir, obrigatoriamente, o governo Lula, movimento sindical, movimento social, partidos políticos e até mesmo segmentos do empresariado ameaçados pela esmagadora intervenção estrangeira no setor audiovisual, e com riscos de ampliação se aprovado o PL-29, aliás apoiado por alguns que integrantes do movimento de democratização da comunicação. Democratização para quem?
 
                                                               

Folha versus Data-Folha
 

A Folha de São Paulo, comandada por Octávio Frias Filho, que considerou a ditadura militar uma ditabranda, rende-se, por sua vez, à ditadura do capital, ao tentar induzir o ponto de vista dos leitores e leitoras a partir das pesquisas manipuladas , destinadas a fazer crer que a população não apoia a tevê pública, mas , sim, a tevê privada, descomprometida com o interesse público, comprometida, apenas, com o lucro
A Folha de São Paulo, comandada por Octávio Frias Filho, que considerou a ditadura militar uma ditabranda, rende-se, por sua vez, à ditadura do capital, ao tentar induzir o ponto de vista dos leitores e leitoras a partir das pesquisas manipuladas , destinadas a fazer crer que a população não apoia a tevê pública, mas , sim, a tevê privada, descomprometida com o interesse público, comprometida, apenas, com o lucro

A presença e o discurso de Lula contra o monopólio da mídia  na inauguração de novas instalações da Record devem ser considerados como destravamento e visibilidade desta agenda da comunicação, antes tabu. Também é significativa pesquisa feita pelo Data-Folha, apontando que  já 10 por cento dos entrevistados assistem a jovem  TV Brasil e que 80 por cento destes gostam do que assistem. Como também é significativo o fato de que a Folha  – jornal que pediu o fechamento da TV Brasil  –  não tenha publicado a notícia com o resultado da pesquisa. Ou seja, a Folha sonega informação do Data-Folha.
 
Também é expressiva a veiculação de matéria de 13 minutos pela TV Record revelando não apenas a queda da venda de jornais no Brasil, incluindo a Folha de São Paulo, mas também como este periódico apoiou a ditadura militar (até então desconhecido do grande público) e como ainda não deu explicações sobre a publicação de documentos adulterados da Ministra da Dilma Roussef. Já sabemos: na Venezuela o jornal “El Nacional” perdeu 90 por cento de seus leitores. Na Bolívia, o jornal “Cambio” , favorável às transformações conduzidas por Evo, já vende tanto quanto o maior jornal da oposição racista e conservadora. Como será o curso no Brasil da perda de credibilidade e de leitores dos jornais?
 
                                                             

Popularizar a leitura de jornal
 

Monteiro Lobato considerava a grande imprensa vendilhã dos interesses nacionais, ao combater a campanha do petróleo é nosso, para atender os interesses do capital inernacional, interessado em disseminar a desconfiança do brasileiro na sua própria capacidade de construir, democraticamente, a partir das riquezas nacionais, a soberania econômica, social e política do Brasil
Monteiro Lobato considerava a grande imprensa vendilhã dos interesses nacionais, ao combater a campanha do petróleo é nosso, para atender os interesses do capital inernacional, interessado em disseminar a desconfiança do brasileiro na sua própria capacidade de construir, democraticamente, a partir das riquezas nacionais, a soberania econômica, social e política do Brasil

Esta vertiginosa queda na vendagem de jornais   –  lembremo-no de que eles informam a “tiragem”, mas não a “voltagem”  –   amplamente divulgada pela Record vem acompanhada do crescimento da internet como fonte de informação. Com o plano do governo de democratizar o acesso à banda larga, sobretudo por meio de uma empresa estatal que se encarregue desta tarefa republicana, poderemos nos defrontar a curto prazo com uma situação inusitada: uma tecnologia do século 16, a imprensa de Gutttemberg, ainda hoje com números indigentes de circulação no Brasil e em linha declinante, poderá sofrer a concorrência de tecnologia de última geração para o acesso amplo à informação.
 
Se vier de fato a ocorrer como se anuncia, terá sido o resultado da visão retrógada da oligarquia midiática brasileira que foi sempre incapaz de expandir a popularização da leitura de jornais e revistas, revelando seu próprio medo de ter que confrontar  um povo informado e letrado, com mais habilidades para o exercício da cidadania e para fazer suas legítimas exigências históricas. Que avancemos em duas linhas, expandindo o acesso à banda larga pública, mas também a leitura de jornal, que é ainda uma dívida informativo-cultural a ser paga
 
O que não se entende é porque foram desprezadas ou não consideradas tantas propostas e experiências que tentaram ao longo de décadas  – a começar por Monteiro Lobato que queria fazer da imprensa uma alavanca para a alfabetização plena e foi rejeitado  –  popularizar a leitura de jornais, mesmo com a enorme taxa de ociosidade de 50 por cento da indústria gráfica brasileira. Como disse Lula recentemente, “há coisas que o mercado não sabe fazer ou não tem interesse”. E se o mercado não é capaz de popularizar a leitura de jornal e revista, e se temos metade das gráficas paradas todo o tempo, e se temos um povo proibido praticamente de ler e  se as tiragens estão caindo , se os jornais estão fechando, se temos jornalistas diplomados para o desemprego crônico, por que será que sindicatos, jornalistas, professores, não assumem a defesa, perante a Confecom, de um Programa Público de Popularização da Leitura de Jornal e Revista? Programa que se basearia no apoio público ao florescimento de jornais e revistas, fazendo as gráficas funcionarem, publicando em grandes quantidades para distribuição gratuita ao grande público sempre proibido de ler? A proposta consta das Teses da Associação Brasileira de Canais Comunitários – ABCCOM – à Confecom.
 
                                                        

Coisas que o mercado não tem interesse
 

A conferência nacional de comunicação representa decisão das forças nacionais para sintonizar-se com as forças políticas que desejam ampla democratização dos meios de informação no país, onde campeia a oligopolização midiática que conspira contra o interesse popular por mudanças substantivas nos planos econômico, social e político nacional e sul-americano
A conferência nacional de comunicação representa decisão das forças nacionais para sintonizar-se com as forças políticas que desejam ampla democratização dos meios de informação no país, onde campeia a oligopolização midiática que conspira contra o interesse popular por mudanças substantivas nos planos econômico, social e político nacional e sul-americano

Temos nesta área uma Grande Depressão, como ocorreu nos EUA com a crise de 29. E lá, o estado organizou programas públicos de difusão cultural, inclusive de leitura, ocupando os criadores, os escritores, os jornalistas, os artistas, fazendo com que a informação, a arte e a cultura chegassem – pela primeira vez  – aos bairros pobres e negros de Nova Iorque. Como disse Lula, há coisas que o mercado não tem interesse em fazer. No Brasil, na área da leitura, sempre estivemos numa eterna grande depressão….
 
Certamente a Confecom não será o ajuste final de contas, não será o “tudo ou nada” Mas, será o palco para a organização de propostas e das forças que façam avançar as várias formas de comunicação pública, estatal, comunitária, universitária. Sobretudo aquelas que envolvem uma aliança entre movimentos sindical e social, partidos políticos, segmentos empresariais não-oligopolistas e o governo Lula, encorajando-o a ir mais adiante em medidas que estão ao seu alcance já,  formatando um campo popular com força suficiente para dar sustentação à expansão, consolidação e qualificação da comunicação não seqüestrada pela ditadura do mercado cartelizado. É uma das maneiras de pavimentar as condições para termos forças suficientes para uma mudança de fôlego argentino à médio prazo
 

Beto Almeida
Membro do Conselho Diretivo da Telesur
Presidente da TV Cidade Livre de Brasília

FHC, candidato do PSDB contra Dilma

Se Serra e Aécio pisam em ovos para contrapor ao governo Lula, temerosos de que, agindo em oposição ao presidente, venham a perder votos junto ao povo, FHC, livre, diante da indecisão dos dois tucanos, joga para dividi-los, ao mesmo tempo em que vai ao ataque. Se obtiver ressonância, colherá o prestígio que precisaria para disputar com Dilma, afastando os concorrentes dentro do PSDB. Alea jacta est.
Se Serra e Aécio pisam em ovos para contrapor ao governo Lula, temerosos de que, agindo em oposição ao presidente, venham a perder votos junto ao povo, FHC, livre, diante da indecisão dos dois tucanos, joga para dividi-los, ao mesmo tempo em que vai ao ataque. Se obtiver ressonância, colherá o prestígio que precisaria para disputar com Dilma, afastando os concorrentes dentro do PSDB. Alea jacta est.

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, exerce, nesse domingo, no artigo, “Para onde vamos?”, o seu jogo predileto, isto é, o sarcasmo e a ironia como arma política, para tentar desbancar o governo Lula, cuja popularidade, por enquanto, não está transferindo prestígio para a candidata que escolheu para substitui-lo, a ministra da Casa Civil , Dilma Rousseff. Fundamentalmente, FHC, com sua inteligência penetrante, trabalha para minar, não apenas Lula e Dilma, mas, principalmente, a situação dentro do seu próprio partido, o PSDB, dividido entre dois candidatos que, simultaneamente, correm para lados diferentes, como a história dos dois burros que se desentendem diante do monte de feno, para se alimentarem e continuarem com forças para trabalhar. De um lado, o governador de São Paulo, José Serra, que se posiciona na frente nas pesquisas, deseja esticar ao máximo a data da escolha do candidato do partido, para lá de março; de outro, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, quer o oposto, ou seja,  a coisa para ontem. Ambos não se entendem e fazem teatro do entendimento. Jogo de contrários. No vácuo, FHC busca fazer o que nenhum dos seus correligionários tenta fazer, ou seja, posicionar como verdadeira oposição. Sem medo de criticar o governo Lula, FHC, no seu artigo, dá uma geral na estratégia administrativa e política da coalizão governamental, construindo raciocínio segundo o qual o país caminha para o autoritarismo político em face do avanço do Estado sobre a economia como antídoto necessário para vencer os obstáculos colocados pela bancarrota financeira global , desencadeada pelos Estados Unidos, que puxaram a Europa e a China para baixo, generalizando recessão mundial.

 

 

Sem medo de ser oposição

 

 

Quanto mais Serra e Aécio se desentenderem, mais FHC jogará areia para aprofundar tal discordia, saltando como alternativa do PSDB para tentar voltar ao Planalto, sem intermediário, para ser seu próprio representante da Era FHC contra a Era Lula. Se venceu Lula duas vezes, por que não poderia derrotar sua candidata, que se mostra tímida nas pesquisas?

Quanto mais Serra e Aécio se desentenderem, mais FHC jogará areia para aprofundar tal discordia, saltando como alternativa do PSDB para tentar voltar ao Planalto, sem intermediário, para ser seu próprio representante da Era FHC contra a Era Lula. Se venceu Lula duas vezes, por que não poderia derrotar sua candidata, que se mostra tímida nas pesquisas?

A ação estatizante, como estratégia anticíclica, que, num primeiro momento, salvou as atividades produtivas, no país, do colapso geral, pode não ter fôlego financeiro suficiente, para muito tempo, trazendo em seu contrapolo o deficit público em escala incontrolável, em  face da conjugação de baixo crescimento, elevado endividamento e queda acelerada de arrecadação. Trata-se de combinação que joga no chão o principal triunfo político, econômico e social  do titular do Planalto: o Programa de Aceleração do Crescimento(PAC). Sem dinheiro, pode sobreviver somente na base do marketing, com as obras andando em ritmo de banho maria, no plano real e acelerada no aspecto virtual. Tudo pode piorar, ainda mais, se  houver maiores estragos, nos próximos meses, provocados pelo dólar barato, que eleva a dívida, a hiperinflação escondida dentro dela e os juros. A política cambial, conduzida pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, atua em favor dos propósitos de FHC, detonando os de Dilma. Ela mina a indústria nacional e bombeia, consequentemente, o desemprego. Transfere poupança nacional para combater o deficit em contas correntes dos Estados Unidos, à custa do empobrecimento da periferia capitalista, quanto mais Tio Sam acelera desvalorização da moeda americana, para favorecer exportadores americanos. Meirelles trabalha, valorizando o real, para Barack Obama, e não para Lula/Dilma.  Ao lado dessa conjuntura, que, como destacou o titular do BC, em reunião com a bancada do PMDB, na quarta, 27, é totalmente incerta, FHC, no compasso do fortalecimento do Estado frente ao setor privado, que entrou em banc arrota, por conta da escassez do crédito internacional, do qual o modelo econômico nacional é dependente, prevê tendência de fortalecimento do autoritarismo político e do rompimento da democracia, na condução dos assuntos internos.

 

 

Meirelles, aliado de Obama

 

 

FHC  se fortalece com a política de Meirelles que desestrutura o setor industrial, eleva o desemprego e destroi exportadores, jogando em favor da estratégia de Obama

 FHC se fortalece com a política de Meirelles que desestrutura o setor industrial, eleva o desemprego e destroi exportadores, jogando em favor da estratégia de Obama

A desvalorização do dólar, graças à política cambial do BC, coloca os exportadores brasileiros para trabalhar para cobrir deficits americanos, enquanto FHC , ao desbancar Aécio e Serra, sai favorecido pela contradição da política econômica de Lula, bombeadora de desemprego

 A desvalorização do dólar, graças à política cambial do BC, coloca os exportadores brasileiros para trabalhar para cobrir deficits americanos, enquanto FHC , ao desbancar Aécio e Serra, sai favorecido pela contradição da política econômica de Lula, bombeadora de desemprego

Lula, segundo FHC, deixa, na crise, de ser democrata, para atuar autocraticamente, construindo sub-peronismo sul-americano. Logo quem, que deu uma de Manuel Zelaya, para introduzir na Constituição brasileira a reeleição, sem que fosse afastado pelos militares sob ordem do Supremo Tribunal Federal, como aconteceu em Honduras. Vale dizer, livre, leve e solto, FHC faz o que nem Serra nem Aécio fazem: atacar o governo. Os dois governadores tucanos, na estrutura do estado patrimonialista brasileiro, não ousam peitar o titular do Planalto, para não sofrer retaliações. Temem criticá-lo. Poderiam ser rechados pela imensa popularidade presidencial. FHC, que já venceu Lula duas vezes nas urnas, se sente suficientemente disponível e forte para falar o que os dois tucanos temem dizer, para não perder o eleitorado. Ousadamente, o ex-presidente lança chamas contra o lulismo, sinônimo, segundo ele, de peronismo. Ou seja, FHC ataca a política nacionalista de Lula, que tenta desbancar o modelo neoliberal, com o qual, com a ajuda de Washington, FHC governou o país durante oito anos. Tenta ressuscitar o que a crise detonou. Reclama FHC que Lula, ditatorialmente, escolheu no dedaço”, sua candidata, Dilma, sem consultar os aliados, como Geisel escolheu Figueiredo, para substitui-lo. Lula, para FHC , é puro militarismo político. Da mesma forma, na base da aceleração de providências, ilegais, inicia campanha eleitoral, com dinheiro público, antes da hora, levando Dilma Rousseff a tiracolo, pelo Brasil afora, tentando emplacá-la nas pesquisas;   cria, igualmente, diz, situação anti-republicana ao anunciar preferência pela compra bilionária de aviões franceses, antes de encerrar concorrência internacional, da qual participam, também, Estados Unidos e Suissa, oferecendo preços mais convidativos;  força o Congresso a acelerar a nova lei do petróleo, sem promover, no plano nacional, ampla discussão popular sobre o tema, como ocorreu com a campanha do petróleo é nosso, para ver se o mais conveniente, para o país, é a  estatização total, via regime de partilha, ou a concessão, com a participação do setor privado; tenta passar por cima do TCU, que alerta para procedimentos ilegais, na condução das obras públicas, e, principalmente, ataca o fortalecimento do poder político petista por intermédio dos fundos de pensão/investimento, cuja força se constitui em ingresso nos conselhos de administração das empresas privadas e na elaboração de estratégias de atuação cujos protagonistas são, não os empresários, mas os aliados políticos etc. FHC enxerga no FUNDACIONISMO ECONÔMICO o novo nome da ditadura econômica petista.

Novo desafio de Dilma  

 

 

Dilma parece pedir a Lula para detonar a política cambial do BC antes que o dólar detone ela e favoreça a estratégia colocada em marcha por FHC, para tentar voltar ao poder, rachando o PSDB, para que saia como tertius diante das indecisões tucanos de não democratizar o PSDB via prévias eleitorais que fortaleceria o partido, igualmente, adepto do "dedaço" lulista, denunciado pelo ex-presidente em plena campanha

Dilma parece pedir a Lula para detonar a política cambial do BC antes que o dólar detone ela e favoreça a estratégia colocada em marcha por FHC, para tentar voltar ao poder, rachando o PSDB, para que saia como tertius diante das indecisões tucanos de não democratizar o PSDB via prévias eleitorais que fortaleceria o partido, igualmente, adepto do “dedaço” lulista, denunciado pelo ex-presidente em plena campanha

A novidade poilítica da entrada de FHC em cena balança o cenário eleitoral, graças a sua coragem, despreendimento e extroversão total para falar o que nem Serra nem Aécio ousam. Ataca, fortemente, o estilo petista de governar, com as forças políticas governistas agindo, segundo ele, na base do marketing, construindo mundo virtual, para fazer crer que se caminha no mundo real. O Palácio do Planalto, que torce para que haja um confronto de posições entre a ministra Dilma Rousseff, de um lado, e José Serra, de outro, para que se possa realizar comparação entre a Era Lula e a Era FHC, pode criar condição capaz de realizar confronto alternativo: Dilma versus FHC. O ex-presidente, que, evidentemente, torce para que Aécio e Serra se desentendam, completamente, de modo a favorecê-lo em mais uma tentativa de voltar ao palco do poder, passou a jogar no ataque. Criou fato político que o coloca, dentro do PSDB, como aquele que não tem medo de cara feia de quem já derrotou.  Se é ele que está demonstrando essa coragem, e não Serra ou Aécio, que se mostram , excessivamente, tímidos, medrosos em exercitarem a veia oposicionista eleitoral, para não perderem, previamente, votos, logo os tucanos passariam a evocá-lo, na falta de melhor alternativa. FHC, aos 78 anos, com a mente solta, para o que der e vier, poderia ser o candidato? Serra, sem confiança suficiente no taco, sairia para reeleição em São Paulo, onde as chances são maiores, enquanto  Aécio optaria para o Senado. Isso, se o titular do Palácio da Liberdade, angustiado diante dos nervos de aço do titular do Palácio dos Bandeirantes, disposto a adiar ao máximo sua decisão sobre se sai ou não candidato, partisse para a precipitação, ou seja, para a ejaculação política precoce, jogando sua candidatura na rua. Seria tudo o que FHC não quer.