Recessão e desemprego aceleram corrida ao dólar

INCÊNDIO NEOLIBERAL
A recessão acelerou desemprego e desnacionalização, colocando a economia de joelhos, como risco total aos investidores, que, agora, promovem corrida contra moeda nacional, para se salvarem do incêndio. Eis o jogo dos ultraneoliberais Campos e Guedes.Desmo

Desmonte calculado

A volatilidade do dólar, caminhando para a casa dos R$ 4,50/5,00, no ambiente da crise mundial, está sendo acelerada pela recessão e o desemprego incontrolável. Há quase 30 semanas que a economia está paralisada, segundo pesquisa Focus, feita pelos próprios banqueiros, que comandam o BC, a política monetária e fiscal. Essa situação fragiliza sobremaneira a economia, especialmente, no contexto da guerra comercial China-Estados Unidos. Os chineses, ao desvalorizaram sua moeda para enfrentar protecionismo americano, obriga todos seus parceiros ir pelo mesmo caminho. Caso contrário, contraem déficits comerciais crescentes no comércio internacional, afetando balanço de pagamento em contas correntes. Tal situação cria expectativa negativa para investidores que aplicam no Brasil, levando-os a especularem com moeda nacional. O dólar, nesse sentido, sai do controle do BC.

Sem contrapeso do crescimento

Se a economia estivesse crescendo, com oferta de crédito à produção e ao consumo, movimentando mercado interno, produção, arrecadação, investimento etc, haveria contrapeso à pressão cambial. Porém, o que vigora, desde o golpe neoliberal de 2016, é a política econômica de austeridade fiscal a qualquer custo que seca a praça de dinheiro, mediante cortes de gastos públicos sociais, como determinou a PEC 95. Só tem recursos para pagar dívidas, juros e amortizações. A economia, sem gastos, que estão congelados, por vinte anos, não cria expectativa aos investidores. As reservas financeiras bancárias, que somam mais de R$ 1,5 trilhão, não vão para o mercado, a fim de baixar os juros, porque o BC as recolhe dos bancos, pagando juros básicos, para guarda-la no cofre do tesouro, como denuncia Maria Lúcia Fattorelli, da Auditoria Cidadã da Divida.

Enganação econômica

As autoridades monetárias usam o eufemismo de permitir “depósitos voluntários” dos bancos junto ao BC, a fim de sustentar escassez artificial de moeda na circulação capitalista nacional. Mantêm juros altíssimos, de forma programada, cobrando spreads exorbitantes, acoplados ao juro básico, que, realmente, tem caído, mas não produz efeito positivo para a economia. Esses spreads, puro roubo direto sobre bolso da população, jogam o custo do dinheiro para a casa dos 100% a 300%, especialmente, para os consumidores. A fragilização da economia é, portanto, produzida, calculadamente, pela austeridade fiscal, cujo objetivo é criar condições favoráveis ao pagamento dos juros e serviços da dívida pública, que consomem mais de 40% do orçamento geral da União. O gasto público, que gira o consumo, continua congelado, acelerando a fragilidade econômica geral. O resumo da ópera é que a economia, nessa escassez programada de dinheiro, fica, completamente, sujeita à volatilidade cambial, impulsionada, claro, pela guerra comercial. O Banco Central, então, parte para o desespero de conter o dólar por meio da venda de swap cambial, venda de dólar futuro resgatado a valor presente, especulativamente, usando, agora, as reservas cambiais de 380 bilhões, na era desenvolvimentista lulista-dilmista. Os neoliberais radicais do Banco Central, portanto, jogam fora as reservas, que deveriam ser aplicadas na economia, para engordar, ainda mais, os bancos, cujos lucros, no primeiro semestre alcançaram R$ 50 bilhões, enquanto a economia se encontra em recessão.

Sonho da reeleição em chamas

Desastre político

O salto da avaliação negativa do governo Bolsonaro de 19% para 39,5%, a queda da avaliação pessoal de 57,5% para 41% e o aumento da desaprovação, de 28,2% para 53,7%, no período de fevereiro a agosto desse ano, segundo pesquisa CNT/MDA, realizada entre 22 e 25 de agosto, acenderam sinal vermelho para reeleição do titular do Planalto em 2022. Os aliados da ultradireita podem estar firmes em torno do presidente, mas os do centro-direita, que apoiaram sua candidatura no segundo turno, em 2018, preparam-se para dar no pé.

O desgaste nacional e internacional de Bolsonaro, diante dos resultados da liberação das licenças para os desmatamentos na Amazônia que autorizou, revela-se desastre político. Quem quer ficar perto do desgaste popular? A popularidade bolsonariana em bancarrota, com expansão das chamas na floresta amazônica, estimulará ainda mais movimentações do centro-direita, iniciadas semana passada, para se afastar do capitão, de modo a não se queimar. DEM, PSDB, MDB e aliados penduricalhos buscam agenda bolsonariana neoliberal, mas sem Bolsonaro. Os centristas direitistas, que pensavam tomar distância da esquerda, que sai favorecida com as chamas amazônicas, tenderão ao que não gostariam, ou seja, posicionar-se, também, na centro-esquerda, no compasso do desgaste ultradireitista bolsonariano.

Impopularidade global

A impulsividade bolsonarista, politicamente, desgastante ganhou ressonância global no embate com as forças do G7, reunidos, na França, no último final de semana. Macron, presidente francês, radicalizou-se contra o presidente brasileiro, a fim de responder às pressões da opinião pública europeia, contra desmatamento da floresta. Cientistas americanos e europeus apostaram nas denúncias do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE), cujo presidente Ricardo Galvão, consagrado, internacionalmente, Bolsonaro demitiu.

O aval ao INPE, pelos europeus , respondeu às pressões da União Europeia, cujos representantes eleitos, recentemente, defendem políticas ambientais que Bolsonaro desdenha, para ira global. As retaliações ao fundo de investimento da Amazônia, que tende a generalizar-se, bem como pressões possíveis para boicote aos produtos brasileiros exportados pelo agronegócio, contribuem para aumento das tensões econômicas, políticas e sociais no Brasil, afetando o governo radical na desregulamentação ambiental.

No olho do furacão, Bolsonaro amarga impopularidade crescente, segundo pesquisa CNT/MDA, que vira centro das preocupações dos aliados, no Congresso. Crescem, portanto, risco de empacar reforma da Previdência, em tramitação no Senado, bem como reforma tributária, ainda, sem consenso algum, na Câmara. Sobretudo, causa temor ao mercado financeiro a possibilidade de as reações populares se ampliarem para a política econômica neoliberal, responsável pela expansão incontrolável do desemprego e da recessão.

Exagero bolsonarista

Até agora, o governo estava manobrando a sociedade com discurso identitário, ideológico de direita, convergente com expansão de ódio, preconceito, racismo e fundamentalismo religioso. Ele ajudava a desviar a atenção dela para facilitar decisões econômicas impopulares, como violento cortes de gastos sociais que, para favorecer credores da dívida, prejudicam educação, saúde, segurança, infraestrutura etc. O exagero bolsonariano em relação à política ambiental representou ponto fora da curva que pode colocar tudo a perder.

Foram incomodados interesses econômicos nacionais e internacionais, contra os quais Bolsonaro não tem bala na agulha para guerrear. Ficou em sinuca de bico. Como fugir do desastre ambiental que esvazia sua popularidade e ameaça sua reeleição? Acuado, aprofundaria guerras híbridas para manter sociedade alienada, politicamente, polarizada, de modo a facilitar o trabalho do desmonte neoliberal comandado pelo ministro Paulo Guedes? O espaço de manobra bolsonariano vai ficando cada vez mais curto.

Lula Livre entra na campanha eleitoral americana

Oposição vai aos EUA

Oposição discute comissão de parlamentares para ir aos Estados Unidos se reunirem com os parlamentares democratas americanos para debater Operação Lavajato.

Os democratas, já em campanha eleitoral contra Trump, acusa Ministério da Justiça dos Estados Unidos de ter linha direta com o Ministério da Justiça brasileiro no comando da Operação Lavajato que mantém Lula preso, impedindo sua ação política, como aconteceu na eleição de 2018.

A luta política Lula Livre se internacionalizou, depois de 500 dias de cárcere em Curitiba, com seus algozes desmoralizados pela Vazajato.

Os deputados democratas americanos entraram na briga por Lula Livre.

As denúncias de Intercept Brasil bateram fundo na mídia internacional, especialmente a americana,  que denuncia pressão do judiciário e da procuradoria geral da república para prender Lula e anulá-lo, politicamente.

A luta política Lula Livre fortalece, portanto, os democratas, que querem voto dos latinos contra Trump.

Lula é a força latino-americana na eleição presidencial dos Estados Unidos.

Por isso Bernie Sanders, do partido democrata, candidato às prévias, comandou abaixo assinado de parlamentares americanos em favor de Lula Livre.

A oposição brasileira ganha, portanto, palco internacional para lutar contra Bolsonaro.

Internamente, ela está sem chances no Congresso.

O placar 376 x 154 – votação da Previdência – mostra supremacia bolsonarista de vento em popa, ancorada em partido de massa, o PSL, expressão de 30% do eleitorad.

Ela internacionaliza Lula Livre para virar o jogo interno, que está perdendo, e pautar o debate nacional, com motivação global.

Adeus, reservas

Bolsonaro está em baixa, nesse momento.

Não tem bala na agulha, para mostrar como triunfo diante da crise econômica que aprofunda desemprego e insatisfação social.

Por isso, começa a torrar reservas cambiais, acumuladas por Lula e Dilma, para evitar aqui o desastre argentino.

Repete, com Paulo Guedes a tiracolo,  o general Dutra, que gastou reservas deixadas por Getúlio Vargas, enchendo a praça de bugingangas importadas.

Desindustrializou e jogou o país na instabilidade cambial, doença argentina.

Por  enquanto, na fase de desmonte neoliberal, tem o apoio do mercado e da mídia, alienando o povo da crise do desemprego, da desnacionalização e destruição de direitos sociais.

Nesse contexto, a oposição está perdendo todas as paradas, sobra-lhe, apenas, internacionalizar a luta política para ganhar espaço interno.

Que fazer?

Os oposicionistas estão diante dessa clássica indagação de Lenin, diante do Imperador da Rússia, aliado aos capitalistas internacionais.

Globalizar Lula Livre, a partir dos Estados Unidos, aliando-se aos democratas, ou continuar perdendo todas as paradas no Congresso, vergada pelo peso da caneta bolsonariana?

A internacionalização da luta política nacional, portanto, polariza Lula e os democratas americanos, de um lado, e Bolsonaro e republicanos de Trump de outro.

Mas, os republicanos carregariam até o fim da campanha americana o desgaste político bolsonariano em crash?

A oposição, portanto, sem espaço interno, está diante do desafio de avançar na globalização política por Lula Livre.

Pela cena internacional, pode abrir espaço na cena nacional, onde está sufocada pela ditadura midiática neoliberal.

 

 

 

Bozo mentiroso desvia da Noruega para acertar Dória e Huck

Resultado de imagem para BOLSONARO, LULA, HUCK E DORIADesgaste da mentira

Para desviar a atenção do desgaste da mentira sobre matança de baleias na Noruega, Bolsonaro intensificou campanha eleitoral 2022, para espantar adversários interessados em faturar com seu desgaste.
Lula, seu maior adversário, subiu o tom do discurso na entrevista a Bob Fernandes, da TV.
Detonou Bozo e os generais.
Atacou a política econômica e denunciou traição à soberania pelo entreguismo do governo militarizado.
Mas, por enquanto, preso, a polaridade Lula está imobilizada, por golpes jurídicos e midiáticos.
O que mais preocupa Bolsonaro, nesse momento, são os que, à direita, no seu campo de dominação, querem tomar o seu lugar, como Huck e Dória.
Para eles, Bolsonaro tem como arma o presidente do BNDES, que vai soltando os podres dos dois para ele saborear com suas frases corrosivas.
Huck, alertou, o bicho vai te pegar.
Cuidado com os jatinhos!
Como se sabe, Huck tomou emprestado no BNDES para comprar um supersônico espetacular.
Também, Dória entrou nessa.
Os ricos não abrem mão do jatinho com dinheiro do FAT, do trabalhador, repassado ao BNDES.
 

Adeus, candidaturas

 
Flechados por Bolsonaro, Dória e Huck dão adeus as suas candidaturas à presidência em 2022.
Os dois, incentivados pela Rede Globo, que pintou cara para a guerra contra Bolzo, via JN, mostraram-se, excessivamente, excitados.
Pura ejaculação precoce.
Num discurso, no Espírito Santo, Huck arregaçou as manguinhas, dizendo que Bolsonaro não jogaria no seu time, sendo, portanto, descartada parceria etc.
Dória, estimulado pelo desgaste governamental com a Lavajato produzido pela Vazajato do Intercept achou que tinha horizonte largo pela frente.
Igualmente, desejam Bolzo à distância, para não serem contaminados pelo identitarismo fascista.
Jogaram seu jogo de pôquer.
Sifu.
Bolsonaro abateu-os no ar.
Portanto, podem estar, prematuramente, mortas as candidaturas presidenciais do governador de SP e do apresentador da Globo.
 

Balão furado

O presidente destemperado, para minimizar desgaste da mentira fake news que soltou contra a Noruega, furou o balão de ensaio do centro-direita.
Dória e Hulck tentaram esvaziar direita bolsonariana, com desgaste de Bolsonaro.
Os bolsonaristas direitistas radicais se tornaram alvo preferencial do centro-direita, a fim de aproveitar patente divisão entre eles.
Comprova-o o racha que expediu do PSL o deputado Frota.
PMDB, DEM e PSDB tentaram agir no vácuo, para tomar conta bolsonarismo neoliberal sem Bolsonaro, como quer o mercado financeiro.
Esperto, Bolsonaro reagiu antes.
Atuou como chefe de torcida dos 30% da parcela do eleitorado brasileiro, de linha fundamentalista, religiosa, fascista, que domina.
Radicalizou contra adversários prévios dentro do campo da direita, para continuar, sozinho, polarizando contra Lula, o adversário que lhe mete medo.
 
 
 
 
 
 

Cocô de Bolzo pode cair na cabeça de Guedes

– Guedes, tô achando que vou ter que te jogar no mar, meu camarada!

Olha a bosta, Guedes!

Alô, alô, Paulo Guedes, seu colega argentino, Nicolas Dujovnes, que segue sua mesma política, aliás, seguia, no governo Macri, na Argentina, dançou.
Disse que cumpriu seu dever direitinho, cortou gastos e segurou déficit mediante austeridade fiscal, receitada pelo FMI.
O essencial não deu certo: criar o ambiente econômico capaz de ganhar eleição. 
Receituário neoliberal não suporta teste das urnas.
Também, pudera, a essência das medidas neoliberais é derrubar empregos e espalhar fome e desigualdade social em nome do livre mercado.
Macri, nesse sábado, chamou, às pressas, Hernan Lacuna, comandante da economia de Buenos Aires.
Não fez nada de grandioso, senão obedecer, também, ao FMI.
Mas, a vantagem é que está menos desgastado do que Dujones, sacrificado, para tentar salvar Macri, na hora da morte.
Por aqui, em terra brazlies, Paulo Guedes, que segue o mesmo receituário do FMI, sem estar, ainda, no FMI, como está a Argentina, bota prá quebrar.
Sua política economicida só produz barbaridades: 13 milhões de desempregados, 30 milhões de desalentados/desocupados e 63 milhões de inadimplentes, dependurados no SPC.
As filas de trabalhadores se esticam pelas cidades do país afora.
Mais de 100 milhões de consumidores marginalizados pela terapia ultraneoliberal pauloguedeseana.
Nada mais anticapilitalista.
O ministro de Bolsonaro, homem do mercado financeiro, que acelera entrega das estatais ao capital estrangeiro na bacia das almas e promove deformas de interesse do mercado financeiro especulativo no Congresso, não está, como seu colega argentino, dando conta do recado: colocar a economia para funcionar.
Sua hora, também, está chegando.
Afinal, virou sinônimo de instabilidade geral.
Está na corda bamba.

Já, já Bozo joga cocô nele.

Coisa horrorosa