Pazuelo derrota Bolsonaro e fortalece STF e governadores

Pazuello garante que governo não tem intenção de esconder mortos ...

General político

O balde entornou com as 1.374 mortes pelo coronavírus, nas últimas 24 horas. O general Pazuello colocou em prática política realista e pragmática no Ministério da Saúde, jogando para escanteio as orientações do presidente Bolsonaro que desmoraizaram o governo e aceleraram número de mortes na pandemia. Elas se revelaram totalmente equivocadas e suicidas. por fugirem da lógica da ciência e da ponderação, emanadas, tanto da Saúde quanto a OMS. A política Bolsonaro na Saúde causou escândalo mundial. Pauzello tenta concertar as coisas para salvar a imagem dos militares que avalizam o capitão presidente.

PAZUELLO DEMITE BOLSONARO EFORTALECE STF E GOVERNADORESO general Pazuello demitiu simbolicamente o presidente capitão…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, June 23, 2020

 

Maduro impõe chavismo a Trump

Imune a vexames, Donald Trump caminha para reeleição nos EUA - 14 ...

Nova geopolítica sul-americana

A aproximação da Venezuela da Rússia e da China criou nova geopolítica sul-americana. Putin e Jiping alertaram Trump para não mexer com Maduro. O imperador do norte chiou, esbravejou, prometeu bombardear Caracas, inventou o fantoche Guaidó, arregimentou apoio de Bolsonaro, que expulsou diplomatas venezuelanos do Brasil etc. Não conseguiu nada. Maduro, empunhando o chavismo, continuou firme no leme. Sobressai, nesse momento, como maior líder latino-americano de resistência aos Estados Unidos. Está, amplamente, apoiado por Putin e Jiping, que defendem o chavismo, maior adversário de Tio Sam, no continente, com sua proposta socialista, semelhante à de Cuba. Que fará Bolsonaro diante do novo fato em que Trump estende a mão a Maduro, que se aliou à Rússia e à China?Continuará subordinado à Casa Branca, que não oferece nenhuma vantagem estratégica ao Brasil em meio à pandemia global do coronavírus, enquanto agride o maior parceiro comercial brasileiro no mundo, os chineses?

TRUMP SE RENDE A MADURO CHAVISTAQue coisa, heim! Há semanas, o imperador do norte queria bombardear Caracas, para…

Posted by Cesar Fonseca on Monday, June 22, 2020

Alma popular revolucionária

STF freia golpe bolsonarista bonapartista fascista

Uma epístola de Mussolini para Bolsonaro: 'os fascistas comiam com ...

Galope da ditadura

O Supremo Tribunal Federal se ergueu como poder moderador, para impor derrota política ao presidente Bolsonaro, que vinha se arreganhando como Napoleão Bonaparte bolsonarista fascista autoritário, ameaçando as instituições.

A prisão de bolsonaristas radicais pró-fakenews e, principalmente, do Queiróz, na casa do advogado da família Bolsonaro, pela PF, autorizada pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral da República, desmoralizou-fragilizou o presidente.

Perdeu espaço para a Corte Suprema, que fortaleceu movimento da direita democrática no parlamento com emergência do Centrão.

Bolsonaro se vê obrigado, então, a jogar água fria no bolsonarismo ultradireitista radical, fragilizando-se diante da sua base eleitoral radicalizada como estratégia de poder.

Nas mãos do Centrão, Bolsonaro tem de negociar todo o governo, mudando o discurso moralista fundamentalista autoritário fiscalista neoliberal.

A direita democrática tenta amansar Bolsonaro para evitar crescimento da esquerda, por sua vez, dividida quanto mais aprofunda a crise econômica e sanitária.

Eleição x austeridade fiscal

Austeridade fiscal neoliberal não ganha eleição, e o pessoal do Centrão sabe disso.

Por isso, o programa Guedes entra em baixa, abrindo espaço para propostas nacionalistas de investimento público feitas pelo general Braga Neto com seu programa neokeynesiano PRO BRASIL.

Direita democrática, agora, prega Keynes, para disputar com esquerda.

Se Bolsonaro não fizer isso, ela aponta duas armas contra ele: o impeachment e a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

Na Câmara, mais de 40 pedidos de impeachment por crime de responsabilidade esperam a disposição política do presidente Maia para andar.

No TSE, buscam-se as vinculações mais fortes entre o bolsonarismo cibernético e o presidente eleito pelos robôs divulgadores de fakenews na eleição de 2018.

A direita democrática, capitaneada pelo PSDB, vê Bolsonaro no buraco e tenta jogar-lhe corda, usando o STF, histórico aliado dos tucanos.

São abundantes as comprovações de crime de responsabilidade, tanto num caso, as fakenews, como no outro, o impeachment.

O presidente está dependurado na brocha sem escada.

Poder moderador dá cartas

O poder moderador, depois de prender Queiróz e os radicais fascistas bolsonaristas, tem em suas mãos o presidente da República.

As informações de que o ministro Gilmar Mendes se articula com o chefe das Forças Armadas armistício para livrar Bolsonaro de cassação demonstram que se negocia o destino do presidente.

Conseguirão amansar Bolsonaro dessa vez, ou ele vai só dar uma respirada para voltar bufando nos próximos dias?

A decisão dele de só demitir Weintraub, o ministro desastrado da deseducação, quando ele já se encontrava nos Estados Unidos, para assumir vaga no Banco Mundial, mostra que não desiste de dar murro em ponta de faca.

Acumulam-se, por isso, mesmo, os contenciosos Bolsonaro x STF.

Ao que tudo indica, o STF não consegue conduzir paz belicosa com o presidente incendiário.

A pedagogia jurídica aprofunda fracasso Bolsonaro perante opinião pública, expondo-o, ridiculamente.

Mas, o Centrão, engrossado pelos tucanos, nada faz contra ele, salvo se as ruas roncarem alto.

Se isso acontecer, difícil em tempo de isolamento social, nem o Centrão salva o presidente capitão.

 

Eleição frita Guedes

 

O desespero popular com a crise econômica e sanitária, que Bolsonaro-Guedes enfrenta com austeridade neoliberal, é o maior desafio do governo bolsonarista criado por ele mesmo.

Guedes não consegue entregar nada que promete em matéria de emprego, maior demanda social.

Pelo contrário, insiste em arrocho fiscal e salarial multiplicado pelo desemprego acelerado pelo coronavírus.

Tal política só engorda oposição.

Em meio à pandemia, quando todo o Congresso defende mais e mais auxílio emergencial, enquanto ela durar, Guedes fala em adia-lo e reduzi-lo de R$ 600 para R$ 300.

O verbo gastar de Guedes é cheio de ideologia.

A base eleitoral bolsonarista ultradical direitista fascista tenderia diminuir diante de fuga da direita democrática que a ela se aliou por conveniência em 2018.

A capacidade do STF e do Congresso de fugirem para frente diante do bonapartismo bolsonarista autoritário, porém, tem limite.

Ele perde rapidamente sua base se ampliar ocupação das ruas, pela população desesperada, com avanço do desemprego e das mortes na pandemia do coronavírus.

 

Monk, anti-coronavírus

PF detona Queiróz e bolsonaristas implodem trabalhadores.

Flavio Bolsonaro e Fabrício Queiroz fazem sinal de arminha - Reprodução/Instragram

Campo de concentração

No momento em que a PF detona Queiróz que dá cabo ao bolsonarismo, os bolsonaristas implodem o trabalhador na Câmara. A reforma trabalhista transformou-se, na pandemia do coronavírus, em instrumento de extermínio dos trabalhadores. Nesse sentido, a Câmara, ao aprovar a MP 927/2020, transforma o mercado de trabalho em campo de concentração de renda sem limites para jogar o capitalismo tupiniquim ainda mais para baixo, detonando poder de compra dos assalariados em nome da preservação de empregos. Piada. Prejudica tanto o capital quanto o trabalho. Equívoco total.

DEPUTADOS APROFUNDAM COLAPSO DA PANDEMIA COM ASSASSINA MP 927A base do governo bolsonarista só pensa no capital não…

Posted by Cesar Fonseca on Thursday, June 18, 2020

 

 

 

 

Microempresas podem reagir com candidatura em 2022

O longo prazo de ontem é agora, diz Guilherme Afif Domingos | Poder360

Base social da economia

O desespero das micro e pequenas empresas, sufocadas pela crise econômica, agravada pelo novo coronavírus, pode levar suas lideranças a uma reação política que desembocaria em candidatura do segmento econômico majoritário da economia  à presidência da República em 2022.

Por enquanto, o governo ensaia, mais uma vez, tentativa para salvar esse segmento econômico politicamente poderoso por representar 16 milhões de empresas e 70% da oferta de trabalho no País, mas, parece, que, no campo da economia, apenas, não haveria saída.

A alternativa política, então, seria o escoadouro para a salvação diante do perigo do colapso econômico à vista, aprofundado pela política ultraneoliberal, cuja prioridade não é a produção e o consumo, mas a satisfação do mercado financeiro especulativo.

Depois de apelar aos bancos para emprestar a elas, mesmo com garantia oficial, e ter recebido rotundo não deles, temerosos dos riscos diante das incertezas, o governo, dessa vez, busca outra estratégia, também, sem muita certeza de dar certo.

Pretende, agora, que “empresas âncoras” resolvam a parada.

Grandes grupos econômicos não financeiros – grande comércio e grande indústria – tomem empréstimos bancários para repassar recursos às suas fornecedoras, empresas micro e pequenas.

O custo do dinheiro seria Selic(3%) + 0,1% ao mês + taxa de risco de 1,5% ao ano.

Capitalizado, esse empréstimo pode ir a 6% ou 8% ao ano, dependendo do cliente.

Trata-se, evidentemente, de dinheiro caro, sabendo que a taxa de juro real – excluída inflação –, aproxima-se de zero ou negativa, no compasso de possível tombo do PIB na casa dos 10%, esse ano, sem expectativa alguma de retomada da economia.

Âncora segura ou furada?

Essa estratégia de levar as “âncoras” a serem tomadoras e repassadoras dos recursos aos seus fornecedores pequenos seria ou não a saída para romper resistência dos bancos, temerosos de calotes?

Se não há certeza alguma de retomada econômica, nem nacional nem internacional, é de se perguntar, também, qual empresário, diante das incertezas gerais, vai tomar dinheiro para repassar aos seus fornecedores?

Pode ser que nem juro de 0,5% ao ano seja atrativo, se os negócios não reagirem.

Isso, apenas, demonstra que juro baixo não é variável independente no capitalismo, como disse Keynes.

Fazer o que com dinheiro dos outros no bolso, parado, sem realizar negócio que dê retorno ao capital aplicado, apenas, para pagar juro no vencimento do compromisso?

A única variável realmente independente no capitalismo, segundo o grande economista inglês, é a quantidade de oferta jogada na circulação pelo governo para puxar a demanda global, de modo a despertar espírito animal investidor.

Os grandes bancos estão, mais uma vez, fugindo da responsabilidade de emprestar.

E o banco público escalado para essa função, o BNDES, a exercerá não junto aos micros, mas aos grandes.

Afinal, somente, eles teriam as garantias exigidas pelos credores para emprestarem.

Por outro lado, haveria dependência total das microempresas aos seus novos “patrões” ou novos “acionistas”, as tais empresas “âncoras”.

Tudo, para dar mais ou menos certo, dependerá da oxigenação do mercado, que, simplesmente, inexiste, enquanto perdurar austeridade fiscal neoliberal tocada por Paulo Guedes por imposição do mercado financeiro.

Oligopolização em marcha

No limite, se correr tudo bem com essa boia de salvação para as empresas de pequeno porte fornecedoras das grandes que passam a ser suas avalistas, o resultado poderá ser dependência total do mais fraco ao mais forte.

Não seria novidade, nesse caso, o forte engolir o mais fraco, ampliando oligopolização econômica e financeira geral na economia nacional.

Pintaria tendência inevitável de desaparecimento da verdadeira base social da economia, responsável pela maior oferta de empregos.

O estrategista da tentativa de salvação das microempresas, empresário e político Guilherme Afif Domingos, assessor especial do Ministério da Fazenda, joga cartada decisiva.

Ligado, historicamente, à Associação Comercial do Estado de São Paulo, ex-secretário de Agricultura, ex-presidente do Sebrae, ex-secretário de desenvolvimento de vários governos paulistas, do PFL, DEM, PSD e PSDB, ex-secretário no governo Dilma e, agora, no governo Bolsonaro, Afif, também, candidato à presidência da República, em 1989, com o bordão “Juntos chegaremos lá”, tem o apoio da classe nessa cruzada política.

Política entra em cena

O maior adversário dele, porém, é a política econômica comandada por seu aliado liberal histórico, Paulo Guedes.

A austeridade fiscal neoliberal, somada ao novo coronavírus, pioram tudo.

Por ele, a saída, mais adequada, para esse momento, seria moratória geral das dívidas fiscais e tributárias dos microempresários, por largo período de tempo, de modo a ganharem fôlego.

Mas, o neoliberalismo, que não dá certo em lugar nenhum do mundo, nesse momento, insiste em comandar a economia, na qual são favorecidos, apenas, os credores, resistentes à flexibilização monetária, adotada pela maioria dos países capitalistas para enfrentar a pandemia que não tem data para acabar.

Diante desse impasse e do perigo de bancarrota dos microempresários, Afif Domingos, mais importante líder histórico dos microemperesários, no País, tenderá, no limite, à reação política.

Liderará ou não movimento de resistência que poderia levá-lo a uma candidatura em 2022, como representante do maior segmento econômico do país, com o mesmo bordão de 1989, “juntos, chegaremos lá”?