GREVE GERAL NEOLIBERAL GLOBELEZA APAGA BRASIL E FAVORECE LULA 2018

APAGÃO RODOVIÁRIO BOMBEIA CANDIDATURA LULA

CAMPANHA ELEITORAL PEGA FOGO

Está na cara que, se continuar a política neoliberal que congela gastos sociais e solta gastos especulativos, com a chamada PEC do Teto, totalmente, inconstitucional, a crise dos combustíveis vai continuar fazendo estragos.

São os gastos sociais que puxam demandam global e geram renda disponível para o consumo por meio do qual se movimentam forças produtivas, gerando emprego, renda, arrecadação, investimentos – o silogismo clássico capitalista.

Sem o movimento capitalista da produção, o governo, única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, segundo Keynes, não tem dinheiro em caixa para fazer seu dever como agente fundamental da economia capitalista: ampliar oferta da quantidade de dinheiro em circulação.

Mais oferta de gastos sociais é que inicia o circuito capitalista moderno: eleva os preços, reduz salários, diminui juros e perdoa dívida contratada a prazo pelos agentes econômicos: governo, trabalhadores e empresários, em processo de integração dialética.

É por aí que se cria o que Keynes denominou de eficiência marginal do capital, o lucro, capaz de despertar o espírito animal do investidor.

Sem isso, nada feito.

O golpe neoliberal, ditado pelo Consenso de Washington, propagado pela Globo e apoiado por aliança política antinacionalista, tirou o consumo do circuito capitalista e deu no que deu: merda.

Os carros parados nas ruas, estradas etc e tal é fruto desse miopia econômica neoliberal, que está entregando o Brasil de bandeja para os abutres internacionais, no compasso do desemprego, da fome, da instabilidade política, da destruição das empresas estatais estruturantes do desenvolvimento nacional, da formação da garantia de direitos e estabilidade social, do poder de compra dos salários etc.

Os economicidas estão no poder.

FORÇA REVOLUCIONÁRIA DA PROPRIEDADE PRIVADA DOS CAMINHONEIROS 

CAMINHONEIROS USAM SUA PROPRIEDADE PARA DEFENDER DIREITOS ECONÔMICOS. NÃO SÃO ASSALARIADOS. POR ISSO, IRRITAM LEITÃO.

Miriam Leitão, do Globo, irresponsavelmente, está vomitando barbaridades.

Diz que os caminhoneiros estão provocando o caos no país.

Ora, eles estão exercitando o direito sagrado do empresário de defender

seu negócio.

Eles são donos do caminhão, seu instrumento de trabalho.

Dependem do frete.

Se os resultados entre receita e despesa, na contabilidade fiscal deles, não permitem taxa de lucro para seu negócio, por que pagarão para trabalhar sem obter retorno?

A taxa de lucro é a renúncia ao juro, se ela for satisfatória.

Se o cara tem que pagar para trabalhar, por que não especular com a aplicação financeira?

Qualquer empresa capitalista, mesmo, a Globo, faz isso, e com dinheiro que toma emprestado a juro subsidiado no BNDES, como se sabe.

Esse é o problema da propriedade privada.

O empresário é empregado de si mesmo, não é assalariado, corre todos os riscos.

Se Pedro Parente, esse vendilhão da pátria, importa caro óleo refinado enquanto desmonta refinarias aqui dentro para atender demanda dos acionistas da Petrobrás, interessado em vendê-la aos investidores externos, para elevar seu lucro, enquanto ferra o consumidor nacional, as indústrias, os trabalhadores e, principalmente, os transportadores de combustíveis, qual a postura que devem tomar, senão proteger seu negócio?

Parente está assassinando a Petrobrás com beneplácito de Tio Sam que baixou política econômica ao governo entreguista, que inviabiliza lucratividade da maior estatal brasileira criada pelo espírito nacionalista brasileiro.

Miriam Leitão quer o que?

A bancarrota do setor de transporte, para agradar acionista privado da Petrobrás, beneficiado por Parente?

Deseja os militares nas ruas para obrigar o caminhoneiro trabalhar com prejuízo?

Sua pregação, hoje, estimula a Globo a ir ao golpismo contra caminhoneiros.

Isso é jornalismo, meu Deus do céu?

É por isso que os capitalistas têm medo de ser expropriados pelos trabalhadores, libertando-se da lógica que Miriam quer impor aos caminhoneiros, de serem assalariados submetidos ao capital.

EUNÍCIO MORRE DE CIÚME DE MAIA

DIANTE DO COLAPSO TEMER, MAIA FOI MAIS ESPERTO QUE EUNÍCIO, DOMINADO PELO CIÚME POLÍTICO

O senador Eunício de Oliveira, popular “Peito de Pomba”, entrou numa de ciumeira, relativamente, à ação política esperta do deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ).

Diante do colapso do governo Temer, rendido à crise dos combustíveis, o presidente da Câmara convocou congressistas a reduzirem impostos como COFINS, PIS, IPVA, ICMS etc, que pesam forte sobre a gasolina.

Maia descartou o miudinho, desejado pelos teleguiados do Consenso de Washington, na Fazenda e Banco Central, interessados em mexer, apenas, na CIDE, cujo peso é insignificante na formação de preços, para aliviar o bolso do consumidor, se for retirado.

O jogo de Maia foi pesado.

Bateu firme na cabeça do governo prostrado, incapaz de aceitar a desoneração fiscal dos três tributos, antes de desabar no chão, por falta de recursos.

Teria que, imediatamente, suspender o congelamento neoliberal imposto pela PEC do Teto de Gastos, que paralisa o Brasil, de norte a sul e de leste a Oeste.

Eunício, diante da iniciativa competente de Maia, fez biquinho.

Disse que não aceitaria votar, em afogadilho, mudança na PIS e Cofins.

Ciúme de cearense besta.

Seu gesto intempestivo prolongaria a crise, jogando o País no incêndio econômico, político e social já em plena ebulição.

Pegou avião e viajou não se sabe prá onde.

Foi chamado de volta às pressas a Brasília, para concertar a cagada que deu.

Não tem outro jeito senão meter o rabo entre as pernas e recolher os flaps, submetendo-se ao comando do poder em cena, o dos caminhoneiros.

São eles que, nesse momento, dão as cartas na economia, na política e na sociedade, parada nos postos de gasolina, pagando o preço absurdo que os espertos cobram para ganhar no sufoco do consumidor.

Ele e Maia estão às turras, um querendo sobrepor-se ao outro, em meio ao caos geral.

LULA POR CIMA DA CARNE SECA

VERDADEIRA GREVE GERAL NÃO DOS TRABALHADORES MAS DOS PROPRIETÁRIOS CAPITALISTAS DA MÉDIA PROPRIEDADE. NOVA SITUAÇÃO POLÍTICA REVOLUCIONÁRIA NO PAÍS SOB COLAPSO NEOLIBERAL

Alguma dúvida de que o grande vencedor da crise dos combustíveis, que marca o colapso neoliberal dos golpistas de 2016, é Lula, preso em Curitiba, sem prova concreta para incriminá-lo, salvo o desejo secreto de Sérgio Moro de servir aos seus patrões em Washington, interessados em segurar o ex-presidente por trás das grades, até passar as eleições, evitando sua volta triunfal à presidência da República em outubro?

O movimento dos caminhoneiros expressa o que os golpistas mais temiam: greve geral no País.

Está tudo parado.

Se começar a faltar rango na mesa da classe média ou se ela, no desespero, correr para estocar comida, com medo de que esse movimento se estique pelo final de semana a dentro, entrando semana que vem em pauta política explosiva, o grito LULA LIVRE vai, certamente, crescer.

É o que mais teme a burguesia produtiva burra brasileira, apoiada, por enquanto, pelos coxinhas classe média reacionários, idiotizados pela mídia golpista, aliada ao mercado especulativo, a serviço do congelamento neoliberal ditado por Washington.

 

CIA estimula ou não greve dos caminhoneiros para melar eleição?

PARENTE PODE ESTAR SENDO USADO PARA ARMAR CONFUSÃO PARA MELAR ELEIÇÃO DIANTE DA INVIABILIDADE ELEITORAL DA OPOSIÇÃO(FOTO 247)

Só tem um jeito dos combustíveis ficarem mais baratos: o governo reduzir a bolsa banqueiro e aumentar a bolsa trabalhador.

Para isso, pressão popular nas ruas é fundamental.

O congelamento neoliberal de gastos públicos, baixado pelo Consenso de Washington, para durar vinte anos, a fim de esvaziar a economia, tornando-a vulnerável aos abutres internacionais, destruindo direitos sociais e privatizando patrimônio nacional na bacia das almas, atinge, apenas, os assalariados, para sobrar mais recursos aos banqueiros agiotas, servindo a dívida, juros e amortizações.

Tio Sam, manobrando os neoliberais radiciais da Fazenda e BC,  segura despesas não financeiras, as que puxam as forças produtivas, e solta as despesas financeiras, as que inviabilizam o progresso, para encher as burras da agiotagem.

Assim, subsídio só para os dos andares de cima.

Para os de baixo, ferro na boneca.

Pedro Parente, presidente da Petrobrás, cercado de espionagem do FBI e CIA, por todos os lados, com esse papo safado de que o preço do óleo subiu e o câmbio desvalorizou, para justificar um reajuste atrás do outro, sangrando a bolsa popular, não convence nem a Velhinha de Taubaté.

É lógica neoliberal que favorece apenas o capital e ferra o trabalho.

Ele virou figura desprezível a serviço dos abutres que estão desmontando a maior empresa de petróleo nacional, mais importante da América do Sul.

MESTRE PARA SEMPRE

Não seria uma forma de tacar fogo no país, levando o consumidor ao desespero, especialmente, os caminhoneiros, estimulando-os a uma paralisia do país, criando uma anarquia programada, capaz de gerar impasse político?

Não é disso que está precisando a direita, sem chance eleitoral alguma, na próxima eleição, por falta de candidato viável?

O exemplo da Venezuela já leva a Globo a pedir intervenção militar americana por lá.

Repeteco da história que derrubou Allende, em 1973.

Afinal, no voto, os golpistas não levam.

Por aqui, também, não.

As pesquisas demonstram que Lula, na cadeia, leva de roldão todo mundo, se puder disputar.

Assim, armando uma confusão, poderia ou não ser forjada uma situação explosiva que levaria o poder midiático oligopolizado, em completo desespero, a iniciar campanha contra a eleição?

A CIA não brinca em serviço.

A mídia tupiniquim tá na mão desse pessoal, empenhado em armar guerra híbrida onde precisar, para não entregar a rapadura, que levou com o golpe de 2016, na mão grande.

Olho vivo, gente!

Novo líder latino-americano

A SENSIBILIDADE POLÍTICA DE HUGO CHAVEZ BATEU NA VEIA. FORMOU UM GRANDE LÍDER PARA CONTINUAR SUA HISTÓRIA: NICOLÁS MADURO

Tiro pela culatra

Frustração midiática conservadora geral.

Leitores do Globo, El Nacional, El Mercurio, La Nacion, Estadão, Folha de São Paulo, El País, Rede Globo, mídia oligopolizada vira-lata sul-americana, sintonizada com Washington, repetem como papagaios, em uníssono, o que Tio Sam manda; o ditador roubou as eleições, escondendo 4 milhões de votos, há, há, há.

Dois mil observadores internacionais atestaram a vitoria esmagadora de Maduro mediante sistema eleitoral transparente, seguro, honesto etc.

Tudo correu em paz, com a oposição repetindo seu eterno erro: fugindo da disputa eleitoral por falta de proposta política popular.

A grande mídia, grande derrotada, vocaliza, burramente, o mesmo ponto de vista, o do império, mecanicista, positivista, que não quer uma América do Sul coordenada pela Unasul, Mercosul, Celac, política, econômica e socialmente, integrada, para si, em si, por si, mesma, em movimento de transformação dialética, mas direcionada pela OEA, pela Casa Branca, por Wall Street, no cabresto.

Uma  vergonha o governo golpista de 2016 considerar golpe uma vitória absolutamente democrática.

Lixo.

O chavismo disputou 21 eleições desde 1999.

Venceu 19, perdeu 2.

O País vive, no momento, sua segunda Assembleia Nacional Constituinte.

O povo está escrevendo seus direitos no parlamento.

Movimento político vibrante.

Sim, graças ao boicote econômico imposto por Washington e seus sabujos latino-americanos de merda, prontos para dar golpes mercenários a troco de tostões, os venezuelanos padecem até de papel pra limpar cu, mas estão altivos, conscientes de que escrevem sua história nesse momento mágico gabrielgarciamarquesiano.

Outono do patriarca em Caracas.

Firma-se, como resistência ao império, de forma espetacular, aliança cívico-militar que impede assalto de Tio Sam à grande riqueza petrolífera, com formação de comitês populares de defesa nacional.

Simon Bolívar e Hugo Chaves são os grandes líderes espirituais desse movimento de afirmação continental.

Isso é insuportável para o poderoso ESTADO INDUSTRIAL MILITAR NORTE-AMERICANO, assim conceituado, em 1960, por Eisenhower, para eternizar reinado imperial pelos tempos afora, como a nova Roma, depois de desbancado o império inglês e sua libra orgulhosa pelo dólar, no pós Bretton Woods, 1944 etc.

Tio Sam queria, agora, dobrar os joelhos de Maduro, como dobrou os de Temer e Cia ltda neoliberal, mandando rasgar direitos, assegurados constitucionalmente desde 1940, com Getúlio.

Como determinou, também, destruição das bases estruturantes do desenvolvimento nacional, arrasando empresas e bancos, sustentáculos do poder nacionalista para enfrentar crises anticíclicas do capitalismo global cada vez mais instável.

Nacionalismo vive

Maduro resistiu, não correu das caras feias dos falcões do Pentágono, dos arroubos de Trump.

Citou Perón em seu discurso da vitória, ontem, em Caracas.

Exaltou o grande líder nacionalista argentino, que, em 1955, em Bandung, Indonésia, lançou as bases ideológicas sul-americanas do que denominou TERCERA POSICION , em plena guerra fria: nem capitalismo nem socialismo, mas nacionalismo sul-americano.

Insuportável para a Casa Branca.

Perón e Vargas são inimigos do império.

Washington não aceita hombridade e patriotismo alheios.

Maduro ensaiou novo poder monetário – o Bolívar – ancorado em reservas em petróleo, ouro, diamantes e minérios, para fugir da ditadura do dólar, que impõe deterioração forçada nos termos de troca com a periferia capitalista global.

O líder venezuelano articulou acordo militar com Putin e Jiping, para ser membro dos BRICs, saindo do círculo de ferro de Bretton Woods, tendo como capital maiores reservas de petróleo do mundo, junto com pré sal.

Mostrou que tem culhões para enfrentar o ditador imperialista da Casa Branca, curiosamente, considerado, pelos vira-latas sul-americanos, democrata, com direito a lançar bombas sobre a Síria, enquanto o poder midiático tupiniquim considera ditador a vítima Bashar Al Assad.

Tio Sam lava a cabeça podre da elite submissa escravocrata da periferia com sabonete perfumado de holiúde, como já dizia  Glauber Rocha, para ela não perceber o curso da história real, concreta, em movimento de contradição dialética, oposto ao pensamento ingênuo, infantilóide  único, ditado de Wall Street e veiculado pela Globo.

Maduro lançou grito de guerra: chega de ser piolho de Tio Sam, galera!

Impasse cambial fortalece esquerda e desespera direita no processo eleitoral

BC SEM PODER
– É O SEGUINTE, MINHA GENTE, O PODER NÃO ESTÁ AQUI, ESTÁ COM O TRUMP. QUE POSSO FAZER, SENÃO DANÇAR O JOGO DO IMPÉRIO SOBRE O QUAL NÃO TENHO CONTROLE ALGUM?

Poder imperial dá as cartas

Bate desespero no BC: se subir juro, para segurar dólar, aumenta recessão e desemprego; se diminuir, para combater recessão, acelera fuga cambial. Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come.

Fantasma de Macri bate à porta de Temer. Balançam candidatos da direita, centro-direita e ultra-direita, cujos programas econômicos copiam o Ponte para o Futuro, temerista, em colapso. Aumentam, em contrapartida, chances da esquerda. Se ela se unisse, nesse momento, ficaria, simplesmente, imbatível, diante do governo ilegítimo.

A desvalorização, por enquanto, incontrolável do real diante do dólar deixa o BC, comandado por homem do Itaú, Ilan Goldfajn, sem chão. Fica evidente que não há nenhuma autonomia real do Banco Central para fazer o que gostaria, que é controlar a situação. O poder não está no BC, está em Wall Street, que manda no BC americano, disposto, agora, a aumentar juros, para enxugar a praça mundial, encharcada de dólares e gerar inflação nos Estados Unidos.

A fragilidade do BC tupiniquim, frente aos movimentos de Washington/Wall Street, desmente comentaristas da grande mídia, que tentam, inutilmente, convencer leitores/ras de que a situação das economias periféricas decorre de desajustes internos, produzidos pelo laxismo relativamente aos déficits e inflação etc.

Escondem o essencial: a culpa é do modelo neoliberal imposto, imperialmente, pelo Consenso de Washington, que impede as economias periféricas de ganharem autonomia real por meio do desenvolvimento das suas próprias forças e orientações nacionais. São elas, mediante decisões políticas nacionalistas, que produzem as reservas cambiais necessárias, para se protegerem dos choques externos, impostos pelas deteriorações cambiais nos termos de troca, desde sempre.

A Argentina neoliberal macrista é o exemplo visível. O arrocho neoliberal, incapaz de produzir reservas cambiais necessárias à autonomia econômica, entrou em crise. A alternativa é passar o chapéu em Washington, pedindo socorro a Christina Lagarde, do FMI, subordinada à Casa Branca. Ou seja, Tio Sam está no comando da economia portenha, arriada diante da decisão de Trump de puxar os juros e inflação, sem a qual o capitalismo não se sustenta, especialmente, no ambiente de excesso de oferta deflacionária de moeda especulativa, o fenômeno produzido pelo crash de 2008.

Herança salvadora

Por enquanto, Temer e cia neoliberal ltda da Fazenda contam com a herança benéfica de Lula e Dilma, que acumularam reservas de 375 bilhões de dólares. Fortaleceram o mercado interno, com salários reajustados pela inflação e PIB projetado para crescer, por decisões tomadas em favor do aumento do crédito à produção e ao consumo, por meio dos bancos oficiais.

Ao revés, congelamento neoliberal em vigor fragiliza, extraordinariamente, a economia, impossibilitando-a de fazer caixa. Sem gastos sociais circulando não se tem arrecadação disponível para investimentos em infraestrutura, educação, saúde, segurança etc; resultado: instabilidade crescente.

A inflação cai não pela higidez da economia, mas, ao contrário, devido à sua fragilidade galopante, sinalizadora de deflação, aceleradora do desemprego. Nesse contexto, se Ilan Goldfajn resolve se proteger do movimento de Trump, subindo os juros, reproduz a estória do cavalo inglês: dieta absoluta do animal que morre de fome, já está sem comer, graças à recessão temerista/meirellista.

Eleitoramente, tal contexto é desastre para governo e aliados. Se tenta resistir, sem aumentar as taxas, os especuladores, que não estão acreditando, de jeito nenhum, na terapia do congelamento neoliberal, para recuperar investimentos, fogem para o dólar, como decidiram fazer os especuladores argentinos.

A saída nacionalista-keynesiana, evidente, seria jogar parte das reservas cambiais na circulação, para elevar, relativamente, preços e reduzir, relativamente, salários, ao mesmo tempo em que reduz, também, relativamente, juros e dívidas do governo, dos empresários e dos consumidores. Trata-se do único movimento criador de expectativas capazes de despertar o espírito animal dos investidores.

Ou seja, o que Lula fez, em 2008, para fugir da crise da escassez de dólar, incrementando poder de compra, para bombear mercado interno, a partir do qual reequilibrou o sistema, cujo resultado foram aumento das reservas – o jogo do Japão, da China, dos próprios Estados Unidos, Europa, especialmente, Alemanha, o jogo de Putin, na Rússia, que garantiu reeleição folgada dele, mês passado etc. O jogo capitalista nacionalista social democrata.

Sem o desenvolvimento do mercado interno, como disse Ciro Gomes aos prefeitos, a dívida tem que ser financiada, diariamente, no hot money, transformando-se em fonte bombástica de déficit, que inviabiliza o capitalismo tupiniquim.

Aí ficam os comentaristas neoliberais da grande mídia oligopolizada dizendo que o problema são os gastos sociais excessivos, o déficit da previdência etc.

Demonizam a solução, para defender a anti-solução.

Fazem o jogo da Febraban, que quer abocanhar a Previdência, na bacia das almas.

 

 

Revolução à vista na América do Sul

FMI DE VOLTA COMO XERIFE DE TIO SAM NA AMÉRICA DO SUL PARA TENTAR MINIMIZAR OS ESTRAGOS PRODUZIDOS PELO NEOLIBERALISMO ESPECULATIVO DE WALL STREET. É SOLUÇÃO OU GASOLINA NO FOGO DA REVOLUÇÃO?

Impasse democrático

O receituário de Washington está entrando em buraqueira na América do Sul. Na Argentina, dançou. Macri tenta sobreviver passando o chapéu no FMI, para levantar socorro emergencial. Senão, cai.

Temer, por aqui, está na corda bamba. Mantém-se em pé graças a herança de Lula e Dilma, das reservas cambiais de 375 bilhões de dólares, acumuladas entre 2003 e 2014, tempos de nacionalismo econômico, melhor distribuição de renda, promoção dos salários, do mercado interno, preservação e ampliação de conquistas sociais etc. Manter isso, não é mais negócio para Washington.

Tio Sam precisa de vira-latas, para obedecer suas determinações, como as contidas no Consenso de Washington. O problema é que tal receituário é incompatível com democracia. Submetido às urnas, não avança. Só prejudica o povo, porque precisa extrair o máximo de direitos e riquezas da população, para continuar acumulação neoliberal.

Como essa terapia economicida é incompatível com ambiente democrátcio, o receituário neoliberal não tem futuro eleitoral. Lula preso dá banho em toda direita e extrema direita juntas, comprometida com neoliberalismo.

Adeus, Keynes

A periferia sub-capitalista não pode mais fazer o que o capitalismo cêntrico, especialmente, americano, faz, que é a receita keynesiana. Joga-se dinheiro na circulação, pelo estado emissor de moeda estatal, única variável econômica independente sob capitalismo, segundo Keynes, para elevar preços, reduzir salário e juros e perdoar dívida dos capitalistas contraída a prazo. Eis a arma para ativar consumo, produção, distribuição, circulação, arrecadação e investimentos.

Trump decidiu interromper esse circuito silogista capitalista  na periferia, porque, segundo ele, cria concorrentes para os produtos americanos, com os dólares que Estados Unidos espalharam, no pós guerra, para salvar o capitalismo do perigo comunista, a partir da Europa.

O problema são as contradições desatadas pelo próprio sistema, como destaca Marx. Que fazer com os trabalhadores, com suas famílias, com conquistas produzidas pelo sistema, no seu processo de acumulação de riqueza, de um lado, e pobreza, de outro, se, ao paralisar o circuito do dinheiro, como Temer faz com o congelamento de gastos sociais, via do PEC do Teto, o sistema desaba?

Bancocracia avança

O neoliberalismo bancocrático, imposto por Wall Street, tem que arrasar a periferia, para continuar a acumulação no capitalismo cêntrico, agora, patrocinada, apenas, pela especulação.

Trump tenta, com a política monetária do BC americano, puxando juros,  esvaziar a periferia de dólar, rumo aos títulos americanos. Os estados nacionais periféricos, sob especulação de Tio Sam, perdem capacidade de capitalizar suas empresas e seus servidores públicos, tornando-os descartáveis. Não podem, consequentemente, exercitar o modelo keynesiano de alavancar demanda com emissão de seus títulos, como faz o próprio governo americano, desde os anos de 1940, para se tornar o que é hoje, potência mundial.

O nacionalismo trumpiano não é mais permitido nas periferias, como Brasil e Argentina. É uma prerrogativa, apenas, de Tio Sam, que sabe que sua receita, adotada pelos outros, lhe prejudica.

Aí entra a estória do Garrincha: está combinado tudo com os russos?

Os sul-americanos vão continuar por quanto tempo abaixando cabeça, como vira-latas, tipo Temer, FHC, Macri etc, se o resultado é aumento crescente do desemprego, da fome, da miséria, da exclusão social?

Essa loucura neoliberal exige expansão das prisões, acumuladas por decisões judiciais, meramente, punitivas, por judiciário, determinado, agora, a fechar a boca dos legislativos e encarcerar líderes populares, favoritos pela vontade popular, a comandar governos nacionalistas.

O germe da revolução está sendo adubado, vigorosamente, por Washington.