Obama abala Febraban. Agiotas em transe.

BARACK OBAMA DEIXOU BANQUEIROS COM PULGA ATRÁS DA ORELHA. TODOS COM BARBA DE MOLHO. WALL STREET MANDOU ELE PARA CRITICAR O XENOFOBISMO DA OLIGARQUIA FINANCEIRA BRASILEIRA QUE É PURO OLIGOPÓLIO QUE MASSACRA O POVO E CONDENA A ECONOMIA À PARALISIA NEOLIBERAL GLACIAL.

TETA MARAVILHOSA

Obama deu duro recado para oligarquias financeiras no Brasil que vivem de mamar na teta do governo financiando seus títulos a juros extorsivos e impondo sacrifício eterno ao povo.

Fonte de lucro inesgotável.

Alvos preferenciais dos investidores financeiros internacionais.

Muita gente quer mamar.

O ex-presidente americano falou em xenofobia e populismo.

Visou a esquerda ou a direita?

Os dois.

A xenofobia da oligarquia financeira especulativa direitista que deu o golpe na democracia está montada em forma de oligopólio.

Wall Street, com Obama de ventríloco, fala que é preciso mais concorrência no mercado de dinheiro, no Brasil, para reduzir juro.

Os banqueiros internacionais querem privatização não apenas das empresas estatais, mas dos bancos, porque todos estão, praticamente, estatizados pela dívida pública.

Sem ela, girando a juro alto e, consequentemente, enterrando a economia, morreriam de inanição.

GATOS PINGADOS BILIONÁRIOS

Somente seis gatos pingados megabilionários mandam nesse mercado, comandam o BC e impõem a política econômica do congelamento fiscal por vinte anos debaixo de rígido teto.

É o receituário neoliberal mais apropriado para os banqueiros garantirem pagamento de juros e amortizações.

Congelamento dos gastos não financeiros(sociais e econõmicos) e descongelamento dos gastos financeiros(pagamento de juros e amortizações da dívida).

A prioridade é pagar juro, povo fica para depois: 50% do orçamento geral da União vão para bancos.

O juro básico é mantido alto porque o risco do congelamento, também, é alto: ele garante o pagamento dos juros – não se sabe até quando – mas, derruba arrecadação e investimentos.

Sinaliza rota descendente de crescimento econômico sustentável.

Tudo fica, com o congelamento, insustentável.

LULA, FOGUETE ELEITORAL

O choque é inevitável.

Já tem gente dentro do governo marcando prazo para mudança na estratégia macroeconômica paralisante, senão Lula alcança 100% nas pesquisas.

Se o juro continuar alto no cenário de queda relativa e intensa da arrecadação, os banqueiros terão hora marcada para morrer, também.

Paralisia econômica, calote inevitável, como já teme Delfim.

Os banqueiros, gananciosos demais, na fase da acumulação jurista, exageraram.

Fragilizaram, com o juro alto, o sistema econômico, que só se mantém de pé, com injeção de Refis, porque a carga tributária injusta superconcentra renda nacional.

Banqueiro sangra governo no juro que sangra, por sua vez, contribuinte, com imposto regressivo.

Não sobra consumidor para a produção.

MISSÃO OBAMISTA

O que tem a ver Obama nesse contexto?

É o porta voz de Wall Street, aliada do partido democrata, desalojado do poder pelo nacionalismo norte-americano, expresso em Trump.

O nacionalismo trumpiano força juro, ainda mais, para baixo, para abater dívidas e aumentar consumo.

O mundo capitalista vive a onda mundial do juro baixo produzido pelo excesso de liquidez que o capitalismo obamista gerou.

Nesse sentido, ele salvou Trump e sua classe empresarial, tirando-os da crise: ampliou oferta de dinheiro e congelou juros.

O capitalismo sobreviveu nos últimos 9 anos graças aos juros baixos decretados pelo FED: aliviou dívida interna, dívida das famílias, das empresas.

Resultado: PIB americano cresce 3% em 2017.

Sobra, porém, muito dinheiro no caixa dos bancos americanos.

Que fazer com tanto dinheiro que se desvaloriza pela lei da oferta e da procura?

Estimativas da ONU são de que a dívida global hoje está em cerca de 800 bilhões de dólares, mas a oferta de moeda americana no mercado supera R$ 4 trilhões.

Não pode deixar esse dinheirão voltar para os Estados Unidos; trata-se de dinheiro quente, problemático, moeda podre; tem que direcioná-lo para a periferia, para o Brasil etc.

Essa reserva sem lastro, fictícia, força a porta dos tomadores; ou seja, as crises são produzidas por eles, causas que agem de fora para dentro, e não de dentro para fora, por conta de excesso do tamanho do estado, de burocracia, do tamanho da carga tributária, que recomendam privatizações etc, como destacam neoliberais de Temer.

Obama é um dos soldados do exército dos banqueiros a forçar as porteiras do estado nacional com discurso de Wall Street: aumentar competição no mercado de dinheiro, especulativo etc.

OLIGARQUIA EM ALERTA

A Federação Brasileira de Bancos – Febraban – se ouriçou.

Tem força para manter mercado só prá ela?

Obama abre guerra de oligopólios com seu discurso anti-xenofoia.

Oligarquia financeira especulativa tupiniquim é forçada a entrar na ciranda financeira global.

Está no cardápio dívida pública superior a R$ 3,5 trilhões e carquerada.

Convite tentador, irrecusável, apetitosíssimo.

O Itaú vai comprar o Citibank ou tornar sócio menor dele?

O sistema bancário nacional está assediado pelos grandes bancos internacionais; eles querem participar da farra neoliberal Temer-Meirelles.

Obama voltou para casa com gorda gorjeta da Rede Globo, serviçal de Wall Street, 400 mil dólares, por duas horas, com sorriso nos lábios e uma convicção na mente:

“Essa burguesia brasileira é burra. Eles me pagam para defender meus interesses contra os deles. Getúlio tinha razão: burrice tupiniquim subserviente. Aliás, estou lendo Vargas. Ele influenciou Roosevelt, na crise de 29, queimando café para fazer dinheiro.”

 

Acorda, colônia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tio Sam quer nova abertura dos portos

VENTRÍLOCO DE BANQUEIRO: ABRIR MERCADO PARA O EXCESSO DE LIQUIDEZ ESPECULATIVA A JURO BAIXO NA PERIFERIA  
A missão de Obama na periferia capitalista, financiado pelas Organizações Globo, agora, é achar quem toma empréstimos em dólar que está sobrando no mundo depois que ele Obama ampliou oferta monetária global para salvar economia americana do crash de 2008. Ele apronta nova armadilha para os devedores tomarem dinheiro a juro flutuante, enxugando excesso que jogou no mercado mundial. Vai ganhando gordas consultorias em defesa do capital especulativo americano que precisa desovar seus estoques. Já Lula não pode fazer palestras para defender capital nacional sufocado pela regra neoliberal do congelamento que produz recessão e desemprego ao derrubar arrecadação e investimento. Império e colônia, dois polos de uma realidade dramática para os mais pobres.

ARMADILHA DA DÍVIDA

Obama falou o que os banqueiros queriam ouvir. Está trabalhando para eles. Atacou os populistas contrários à privatização e os xenófobos que resistem à abertura total ao capital estrangeiro que está sobrando no mundo depois que os países ricos saíram da crise ampliando ofertas monetárias. Aparentemente, Obama estaria falando para Trump, considerado xenófobo e populista pelos democratas os quais derrotou nas eleições. Trump fecha a economia americana com tarifas mais elevadas e proíbe migração para os Estados Unidos dos que consideram terroristas. Na ONU, Trump foi claro: quer mais nacionalismo. Proteção ao mercado americano, dominado, hoje, por chineses, asiáticos em geral, por meio de multinacionais instaladas na Asia, em sua maioria, empresas americanas. O nacionalista Trump rompeu os mega-acordos de comércio que Obama articulou para o mundo ser dominado pelas grandes corporações, sem precisar obedecer estados nacionais e regras internacionais de comercio. Flexibilização total. A vitoria eleitoral de Trump veio daí, da decisão de impedir os mega-acordos. O poder do Estado para conduzir a economia foi mantido por Trump.

VENTRÍLOCO DE BANQUEIRO

Mas, Obama não está contra Trump quando fala no Brasil contra xenofobismo e populismo. É outro lance. Remover populismo e xenofobismo é objetivo das petroleiras americanas, interessadas no pré sal, na privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, no congelamento dos preços dos minérios de ferro, na eliminação de regras financeiras restritivas, para liberar entrada e saída de capital na economia etc. Obama prega isso, mas Trump, também, é a favor, porque favorece interesses dos empresários americanos, fora dos Estados Unidos. Agora, que está sobrando poupança externa e que os banqueiros, cheios de liquidez, querem exportar capital, para as periferias, a juros flutuantes, o mínimo ou nenhuma restrição ao capital financeiro é o melhor negócio. Obama, para enfrentar crise global de 2008, encharcou a praça global de dinheiro, para diminuir dívida americana, mediante juro negativo. Salvou os bancos, o governo e as famílias endividadas. Fortaleceu mercado interno e a economia volta a crescer 3% ao ano. Se a dívida americana implodisse, mediante juro alto, que sempre sobe nas crises, sistema bancário iria para espaço . Depois que passou essa fase, em que a economia americana deu boa recuperada, a jogada é emprestar o excesso de liquidez, para outros países, a fim de que o dinheiro não volte para a circulação, nos Estados Unidos, causando inflação monetária. Exigiria juros altos para enxugar liquidez excessiva. Tio Sam está de caixa para baixo para enfrentar essa parada, como aconteceu no passado.

EXPORTAR DÓLAR

Criou-se outra conjuntura: excesso de oferta de moeda não causa mais inflação, se o juro fica muito baixo, ou negativo. Mas, em compensação, produz deflação. O preço do dólar despenca. Tem que exportá-lo, emprestado, a juro baixo, mas não fixo, flutuante, para os tomadores ficarem prisioneiros dos credores. O jogo do mercado financeiro, portanto, é exportar dólar barato a juro flutuante para periferia capitalista. Juro tem que diminuir na periferia para desovar excesso de moeda no capitalismo cêntrico. A armadilha da dívida, mais uma vez, está montada para pegar devedor desprevenido. A missão de Obama, portanto, é achar tomador para dólar americano, a fim de evitar que ele se transforme em papel podre. Não são causas internas que estão jogando o juro para baixo, como alardeiam os comentaristas tupiniquins, mas as causas externas, as razões norte-americanas, para proteger sua moeda, atacando moeda dos outros.

Euforia neoliberal alienante delirante

VAI AÍ UM EMPRÉSTIMO, COLÔNIA?
Mais uma vez, banqueiros internacionais forçam a barra para emprestar aos países já super endividados e enforcados na armadilha da dívida. Sobra dinheiro no mundo depois do crash global de 2008. Os governos ricos encharcaram a praça para diminuir dívida, juros e crise. Depois que sanearam suas bancarrotas, voltam para os devedores, não para emprestarem a juros fixos, baratos, de modo a produzir o mesmo efeito positivo que colherem, a fim de voltarem a crescer. Não, buscam novos tomadores a juros flutuantes. Preparam novas armadilhas. O governo golpista Temer abre as porteiras para esse capital especulativo para que ele compre, na bacia das almas, o patrimônio nacional.

Osmose especulativa

Os economistas neoliberais e os comentaristas que os acompanham, acriticamente, especialmente, na Rede Globo, estão eufóricos com o momento mundial. Dizem eles que está sobrando grana no mundo, que isso é muito bom, que vai facilitar importação, ainda maior, de capital(especulativo, é claro), que a demanda mundial vai aumentar para produtos brasileiros, que o negócio, portanto, é entrar nessa farra, já que os ricos estão crescendo novamente e, por osmose, vai sobrar para nós, também, os pobres etc.

Será?

Primeiro, é bom perguntar porque pinta excesso de liquidez, nesse momento. A história do capitalismo, cheia de armadilha, mostra que a cada onda dessa segue outra,  contrária, contracionista, que pega falsos malandros de calças curtas. O que está acontecendo é nada mais nada menos do que rescaldo do que os mais ricos fizeram para se safarem da grande bancarrota financeira global de 2008 que eles mesmos produziram. Os Estados Unidos – e, na sequência, Europa e Japão – ampliaram oferta de dinheiro barato na circulação capitalista. Com isso, diminuíram juros incidentes sobre dívidas dos governos e das famílias. Se não tivessem feito isso, a vaca teria ido para o brejo.

Neo-teoria imperialista

Os sete anos de Obama foram isso aí, na economia: dívida barata, juros negativos, inflação achatada. Pintou, com isso, nova teorização econômica e monetária nas academias do primeiro mundo: inflação em baixa com aumento da oferta de dinheiro, eis o novo x da questão. O presidente do Banco Central Europeu, Draghi, destacou que os BCs aprenderam a conviver com crises, saindo da ortodoxia. Roberto Campos, o entreguista maior, sempre dizia que inflação é fruto de excesso monetário. Para combatê-la, seca-se oferta monetária e corta-se gasto público, receita para os pobres, sempre, dada pelos ricos. Mas, os ricos, na hora do aperto, em vez de cortarem gastos e enxugarem oferta de dinheiro, fizeram o contrário: aumentaram a oferta de grana e mantiveram ou até aumentaram os gastos. Pimenta no ku dos outros é refresco.

Sobra, por conta dessa nova mágica monetária capitalista, excesso de liquidez monetária, no caixa dos ricos, procurando, na praça global, quem queira tomar dinheiro emprestado. Eles forçam novos empréstimos para os tomadores dos países em desenvolvimento, como sempre. Fazer o que com excesso de dinheiro? Dinheiro é igual a caruncho, tem que carunchar, tem que girar, se não vira papel de parede. Por isso, nesse momento, o que os entreguistas do patrimônio nacional, golpistas, mais pregam é liberação geral: câmbio livre, juros livres, livre mercado. Precisam ajudar ricos a resolverem seus problemas. Os ricos forçarão a barra para emprestar aos incautos a juros flutuantes. Quando sentirem que os tomadores estão abarrotados, sem condições de pagar, puxarão as taxas e enforcarão geral o pessoal.

A história se repete

Isso aconteceu, logo depois do descolamento do dólar do padrão ouro, nos anos 1970, para fugir de déficit fiscal acumulado com a guerra do Vietnan. A moeda flutuou e ficou boiando no ar. A taxa de juros internacional caiu a 2%/4% ao ano, a partir de 1974. Os bancos americanos colocaram nos BCs da periferia capitalista gente deles para eliminar restrições à entrada de capitais. Armínio Fraga, que trabalhava para George Soros, veio ser diretor no governo Collor. Mais tarde, com FHC, seria presidente. Escancarou a porteira. Em 1979, o presidente do BC americano, Paul Volcker, preocupado com a inflação de dinheiro na praça global, produzida pelos bancos de Tio Sam, puxou a taxa de juros de 5% para 25% ao ano. Quem tinha tomado empréstimos a juros flutuantes, como o Brasil, sifu, completamente. Delfim, sempre subserviente aos banqueiros, disse, na ocasião, que a decisão americana visou proteger o ocidente do perigo comunista internacional. Safado.

Posteriormente, o Consenso de Washington, com pleno apoio das elites tupiniquins, sob argumento de que não foram os problemas do excesso de endividamento induzido imperialmente pelos Estados Unidos os responsáveis pela crise, mas o excesso de estado, na economia, viria reclamar enxugamento de gastos, ajuste fiscal etc. Repetiria o que está acontecendo, agora, com os golpistas que colocaram Temer e sua quadrilha no Planalto. O sensacional estudo de Paulo Nogueira Batista(pai), em 1994, historiando primórdios do Consenso, mostram o papel vergonhoso das elites nacionais, na ocasião, capitaneadas por Mario Henrique Simonsen, na formulação do entreguismo geral. PQP!

Visão colonialista

Agora, está de volta a enxurrada de liquidez externa, gerada pela crise global de 2008, enfrentada pelos ricos com aumento da oferta monetária, que respinga para os pobres, gerando falsa alegria dos colonizados economistas e comentaristas tupiniquins, sempre, justificando que as crises são produzidas internamente, pela incúria da gestão interna, do estado inchado etc  e tal, a justificar congelamento de gastos por vinte anos, privatizações e desnacionalizações das estatais etc. Visão colonizada. Já tem muita gente tomando esse dinheiro venenoso outra vez, a taxas de juros flutuantes, porque banqueiro não é bobo de emprestar a juros fixos para colônia.

As mudanças no BNDES, trocando TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo – por TLP – Taxa de Longo Prazo -, equalizando-a com a selic, que é o juro interno flutuante, estão relacionadas a essa nova investida dos especuladores internacionais. Tudo para facilitar desova de liquidez externa sobre os brasileiros, com a aplauso da mídia conservadoria, golpista. Destrói banco de desenvolvimento, transferindo sua liquidez para o tesouro utiliza-la no pagamento de juros e amortizações de dívidas, e equipara a TLP com a selic, favorecendo bancos privados, candidatos, mais à frente, à desnacionalização, se a vaca for pru brejo.

Barbas de molho

Quem parece estar com barbas de molho é Delfim Netto. No seu artigo no Valor Econômico/O Globo, nessa terça feira, mostra-se saudoso de Getúlio Vargas, que fincou bases da industrialização nacional, fortalecidas, com JK, Jango e militares, ao lado dos quais se alinhava, como czar da economia. Goza a cara de FHC, sempre, chamando de magnífico o Plano Real, que entregou a rapadura, mediante sobrevalorização cambial que destruiu as forças produtivas internas e produziu dívida impagável. Não pode falar bem de Getúlio porque dá consultoria para a burguesia industrial e financeira paulista, aliada aos seus sócios internacionais, todos anti-getulistas. A crítica sutil de Delfim a FHC é elogio disfarçado a Vargas, cuja herança os tucanos começaram a destruir, completando a destruição, agora, com Temer e os golpistas, apoiados pelos neoliberais americanos, mestres em pregar para os outros o que não praticam para si.

Trump, no seu discurso na ONU, defendeu nacionalismo radical e propagandeou favorável ao investimento de 700 bilhões de dólares nas Forças Armadas, porque, claro, a indústria de defesa é que puxa, sempre puxou, demanda global capitalista americana. Enquanto isso, Temer alardeou que prioriza combate ao nacionalismo e acelera, ao mesmo tempo, destruição do Plano Nacional de Defesa e da Estratégia de Defesa Nacional, ambos aprovados nos governos Lula, em 2005, e Dilma, 2007. Os militares estão tiririca com ele por conta desse entreguismo sem peias. Até quando?

O fato é que o poder está com o novo Partido Novo, dos banqueiros, que criam fundo de investimento eleitoral, para produzir bancada no Congresso com 100 parlamentares, bancocracia, para governar a partir de 2018. São essas forças que forçam a abertura do Brasil à enxurrada de poupança externa especulativa, no momento, abundante. Ela vai para esse fundo criado por Armínio Fraga, comandado por Gustavo Franco, ambos, por sua vez, supervisionado por George Soros, patrão dos dois. Bancocracia internacional no comando do entreguismo nacional.

Lançamento simultâneo em Portugal: Desordem Mundial e Segunda Guerra Fria

 

 

 

Partido Novo legaliza jogo político especulativo no Congresso 2018

 

Vem aí com toda a força o novo Partido Novo, criado pelos banqueiros, para fazer uma bancada de 100 parlamentares, como promete. É o pessoal da pesada, jogadores especulativos, do mercado financeiro, que dominam o poder, desde o golpe de 2016. A banca se transforma em partido para jogar o jogo da democracia. Bancocracia. Ele já está, na prática, em ação há tempos. O modelo político eleitoral, que se desmoralizou na corrupção, vem com novo figurino, para tentar enganar os incautos. Mas, é a velha elite vestida de roupa nova. O Congresso em versão de cassino onde o jogo já está legalizado para as elites de sempre.

Há muitos anos no Brasil se discute se o jogo deve ou não voltar a ser legalizado.

Por aqui, todo mundo joga, até a igreja católica.

O que são os sorteios para levantar dinheiro dos fiéis?

Os evangélicos são contra o jogo.

Porém, descobriram o jogo na política.

São influentes no Congresso para jogar na formação das maiorias.

Negociam e jogam tudo.

Pobres, classe média, os ricos, todos jogadores inveterados.

Maior jogatina é a do mercado financeiro, que, hoje, está no poder, dando as cartas.

A economia mundial é um grande cassino.

Os rentistas compram os políticos por meio de legislações eleitorais.

O Congresso é a casa do jogo legalizado para as elites se divertirem.

Quem articula o Partido Novo é a dupla Armínio Fraga e George Soros. Formarão fundo financeiro que visa bancar as 100 candidaturas que colocarão Congresso a serviço declarado da direita neoliberal escancarada. O estado mínimo, com aceleração das privatizações, desnacionalizações, é a pauta política principal. Escancarar as portas do Brasil ao capital especulativo, livre de qualquer restrição, na linha do Consenso de Washington: cambio livre, juros livre, livre comércio etc, etc.

Vamos ver como funcionará depois que o STF proibiu financiamento privado de campanha.

Por que não legalizar o jogo geral, para configurar, no jeitinho brasileiro, realidade que já existe e está em prática cotidiana, como o ar que se respira.

O cinismo predomina.

Getúlio Vargas legalizou o jogo no Brasil e a cultura explodiu.

A música popular, segundo Sérgio Cabral(pai), viveu seu apogeu com Vargas.

O Brasil, nos anos 30, 40, era grande balneário internacional.

O mundo vinha ao Brasil, jogar, divertir, tomar banho de mar.

Getúlio anteviu o que depois nasceria vigoroso nos Estados Unidos, as Las Vegas da vida.

O cassino da Urca, do grande empresário mineiro Joaquim Rolla, um matuto que dominou a noite carioca, assessorado por Carlos Lacerda, foi criação cultural e turística de Getúlio.

Visão internacional do Rio.

Roliúde frequentava a Urca e o carnaval carioca.

Dircinha Batista, cantora da Nacional, adorava Getúlio, ia no Palácio cantar para ele e outras cositas más.

Gustavo Franco, presidente do Partido Novo, organizado, por detrás das cortinas, pela Febraban e pelo Itaú, que já dá as cartas no comando do Banco Central, tem uma meta: colocar o real ultravalorizado para exportar todas as indústrias, deixando o mercado livre para as mercadorias importadas. Como ele fez, no tempo do Real, até a vaca ir para o brejo. É radical impertinente.

O Catete adorava o samba.

Todo esse movimento social, econômico e político, nessa roda urbana internacional, em que se  transformava o Rio de Janeiro, adveio, entre outras coisas, como a industrialização getulista, do jogo.

Getúlio jogou a carta da Siderúrgica Nacional em troca da participação na guerra, negociando com Roosevelt.

Nascia a indústria nacional.

O jet set Rio tinha prestígio.

Cassaram Getúlio, entrou em cena o jogo neoliberal, antinacionalista, e os empresários começaram a sentir saudades de Gegê.

Dutra, moralista, neoliberal, torrou as reservas acumuladas pelo nacionalismo getulista, para importar bugingangas.

Bloqueou, com câmbio colonialista, processo de industrialização, a mando de Washington, como sempre.

A Casa Branca estava receosa de que o Rio iria tomar lugar de Roliúde, como atração internacional com desenvolvimento da indústria do turismo.

Ruy Castro, em “A noite do meu bem”, Rio mergulhado no mundo do divertimento dos cassinos e das boates, mostra empresários chateados com Dutra.

Deixaram de ganhar dinheiro, depois que Getúlio foi deposto; mostram-se propensos à autocrítica, com o moralismo de Dona Bentinha, mulher do General, que rendeu-se à Igreja Católica mortalista e ao Globo, que queria derrubar Gegê.

Dutra estava prejudicando os negócios deles, com esse tal de modelo neoliberal, o mesmo que Temer-Meirelles empurra goela abaixo do povo e de sua burguesia burra, como a considerava o presidente Getúlio.

Huck e Abilio Dinis são ponta de lança do Partido Novo neoliberal sem peias. Show business. O Brasil na bandeja para os interessados.

Dutra, acabando com o jogo, tornou o país mais triste.

Os artistas, que adoravam Getúlio, transformaram-se em miseráveis.

Choraram lágrimas de sangue com a perda dos empregos.

A demanda global caiu.

Negócios multimilionários foram suspensos.

O atrativo, o jogo, que fortalecia o espírito cosmopolita internacional do Brasil, indo para o brejo, jogou para baixo a autoestima nacional com Dutra.

Mais uma vez, o Globo jogava com os Estados Unidos, não com o Brasil.

Roberto Marinho, para proteger Las Vegas, Disney, Roliúde, a jogatina americana, jogou contra o jogo no Brasil, para derrubar Getúlio.

Falso moralismo.

Servia, com sua opinião importada, aos interesses externos.

O NOVO, fundado em 12 de fevereiro de 2011, por 181 cidadãos de 35 profissões diferentes e oriundos de dez estados da Federação, é a direita neoliberal assumida.  Seu fundador, João Dionísio Amoêdo, é engenheiro e administrador carioca que iniciou sua carreira como estagiário no Citibank, com passagem na direção da Fináustria CFI e Leasing, Unibanco e Itaú BBA. Suas ideias são alinhadas ao Liberalismo Econômico. Defende a redução da carga tributária, o estado mínimo e privatização de empresas estatais (como a Petrobrás e o Banco do Brasil). As empresas devem ser geridas pela iniciativa privada. Privatizar tudo.

Como está acontecendo, agora.

Os editoriais do Globo nunca foram tão radicais, para acelerar privatização.

Jogam com os vencedores do golpe para consolidar uma situação de arrasa quarteirão, de modo a impedir retrocessos, caso a canoa vire, lá na frente.

Esse é, essencialmente, o jogo do mercado financeiro que transformou o Congresso numa casa de jogo.

Vem mais jogo aí na vida partidária.

O novo partido Novo, financiado pela Febraban, com coordenação do Banco Itaú, que administra o Banco Central, abriu fundo de investimento, comandado por Armínio Fraga, discípulo de George Soros, para financiar candidatura de 100 parlamentares.

Democracia dos milionários.

O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, é o encarregado do planejamento econômico do novo partido com pretensão de consolidar bancocracia.

Certamente, a prioridade de Franco será a sua velha mania de colocar o dólar valendo R$ 0,50, para exportar tudo.

É o novo Dutra, para levar o Brasil, mais rapidamente, ao século 19, a grande fazenda colonial.

É o jogo das elites no cassino da Praça dos 3 Poderes; só para eles; jogo seletivo das elites.

Entrevista sensacional

Forte Apache dá tiro de canhão na Praça dos 3 Poderes e abala golpe neoliberal

 

GOLPE MILITAR NACIONALISTA X GOLPE CIVIL NEOLIBERAL ANTINACIONAL.
DEMOCRACIA BALANÇA
Comandante do Exército, General Villas Boas assinou em baixo o que disse o general Mourão: militares não deixarão instalar o caos, que está sendo produzido pelos golpistas de 2016, na economia e na política, às custas de muita corrupção, recessão, desemprego, fome e miséria crescente do povo, no rastro do congelamento neoliberal ditado por Washington.

Podres poderes

General Mourão alertou, principalmente, o Judiciário, que deu justificativa legal ao golpe contra Dilma. Se ele não tiver capacidade para enquadrar os golpistas, perdendo controle das instituições, deixando-as no brejo, onde estão, nesse momento, a intervenção vem a galope. Os planos já estão prontos, é só colocar em prática. Chegou a hora da onça beber água?

Os generais do Exército deram tiro – por enquanto verbal – de canhão na armação de Montesquieu na Praça dos Três Poderes em Terra Brazilis.

A jovem e falsa democracia neoliberal tupiniquim foi para o espaço com o golpe neoliberal de 2016, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos.

Não consegue se manter de pé com as suas regras que requerem mistura explosiva de muito dinheiro e corrupção.

Executivo, Legislativo e Judiciário, harmonicamente, deram tiro na democracia, mas no comando do golpe trocaram pés pelas mãos.

Basta ver o caos gerado pela reforma eleitoral ao lado do caos econômico, que, até agora, a grande mídia, braço ideológico desse modelo falido, não reconheceu.

Como reconhecer, se ela é o próprio golpe?

Os congressistas, dependentes do modelo político eleitoral ancorado no dinheiro dos banqueiros, que destrói o modelo econômico e social, não são capazes de desarmar a bomba que armaram para si mesmos.

A reação dos militares se faz contra esse jogo de auto-destruição que ameaça a vida deles próprios.

Saiu completamente do horizonte dos generais, marechais e brigadeiros, o que foi montado nos governos Lula e Dilma: geopolítica nacionalista desenvolvimentista para o mundo globalizado, com aprovação do Plano Nacional de Defesa(PND) e Estratégia Nacional de Defesa(END), aprovados, em 2005 e 2007, no Congresso Nacional.

Os neoliberais golpistas, com a política econômica de Meirelles, detonaram a possibilidade de existir geopolítica nacionalista com a qual os militares contavam implementar para tornar o Brasil ator protagonista na cena global, no rastro da diplomacia independente tocada por Lula.

Em palestra, no Ceub, no Dia do Soldado, às vésperas do golpe de 2016, o general Villas Boas destacou aos alunos que o Brasil não tem futuro sob política econômica dominada pelo mercado especulativo financeiro, incapaz de gerar lideranças e rumo seguro ao desenvolvimento nacional sustentável.

Disse que é nacionalista e que a palavra nacionalista se transformou em algo envergonhado: “Elogiamos nacionalismo dos outros e denegrimos o nosso.”

A submissão vergonhosa de Temer a Trump, nessa semana, na ONU, alinhando-se à politica do porrete de Tio Sam contra a Venezuela, enquanto vai destruindo o patrimônio mais caro que os militares ajudaram a construir, de Getúlio a Geisel – as empresas estatais, estruturantes do desenvolvimento nacional, ao lado das politicas trabalhistas, essenciais à sustentação do mercado interno -, evidenciam o que os golpistas desejam: destruição da possibilidade econômica nacionalista.

Já Trump trilhou caminho oposto: defendeu nacionalismo com unhas e dentes, na selva global.

O sobrinho de Tio Sam prega armadilha para o Brasil de Temer, enquanto foge dela para defender os Estados Unidos da concorrência chinesa.

Pavor eleitoral 

Lula virou fantasma da direita quanto mais sobe feito foguete eleitoral nas pesquisas, como aconteceu, nessa semana, com os números da CNT, em que joga poeira sobre todos concorrentes, tornando-se imbatível pra 2018. O judiciário golpista, que recebeu puxão de orelha dos generais, vai cassá-lo?

O vendaval neoliberal tupiniquim, orientado pelo Consenso de Washington, tem um comandante: o banqueiro e ministro Henrique Meirelles.

Ele conseguiu, com a base conservadora golpista no Congresso, aprovar o porrete econômico antinacional em cima do povo: a PEC 95, nova versão do consenso washingtoniano, que congela, por vinte anos, os gastos públicos em nome do ajuste fiscal neoliberal.

Eis a essência do golpe PEC 95: os gastos primários do governo(receitas menos despesas exclusive pagamento de juros) entraram na era econômica glacial, enquanto os gastos nominais(receitas menos despesas inclusive juros) ficam eternamente aquecidos.

Ou seja, pau na moleira do povo, refresco geral para os banqueiros, o mercado financeiro especulativo, que compra votos no Congresso para impor o jogo neoliberal que muda a Constituição, tornando-a útil, apenas, para eles.

O golpe é isso: destruir os gastos não financeiros do Orçamento Geral da União(OGU), portanto, os dispêndios sociais(saúde, educação, infraestrutura, segurança/defesa nacional etc), que geram renda disponível para o consumo, de modo a sobrar mais e mais recursos para sustentar os gastos financeiros, que não geram desenvolvimento algum.

Temer-Meirelles criaram armadilha para si, mesmos: não conseguem arrecadação, para novos investimentos, produzindo, consequentemente, paralisia econômica e instabilidade política.

República bancocrática 

A dupla que afunda o Brasil e joga para as calendas o que é mais caro aos militares, seus planos de defesa, necessários à geopolítica nacionalista, capaz de tornar Brasil ator global, na política externa, estão sob ataque do Apache.

Vão para o ralo, para o bolso dos agiotas, que abocanham, por meio da dívida tocada a juros escorchantes,  cerca de 50% do OGU.

No ano passado, 44% do OGU realizado, em R$ 2,6 trilhões, destinaram-se ao pagamento de juros e amortizações da dívida.

O resto não cobre todas as despesas, sobrando ninharia para o social sem o qual não há equilíbrio econômico, financeiro e político, capaz de tocar o país para frente.

Os projetos dos militares, seus planos de defesa e de estratégia de defesa, de cunho nacionalista, sintonizado com o desenvolvimento sustentável, vão para o sal.

Os neoliberais entendem que gastos sociais e de defesa nacional são responsáveis pelo déficit e não receitas obtidas pelo desenvolvimento que geram.

O principal assunto que precedeu a fala do general Mourão, na maçonaria, em Brasilia, foi desabafo da tropa revoltada contra a escassez de dinheiro para os seus projetos nacionalistas desenvolvimentistas.

Dialética militar 

Consagrado historiador e politólogo, autor de “A desordem mundial”, recentemente, lançado, no Brasil e na Europa, Moniz Bandeira foi o primeiro a defender militares para conter sucateamento neoliberal comandado por Temer-Meirelles. A dialética da intervenção depuradora neoliberal é um incógnita, mas, sem ela, na opinião dele, não tem volta o entreguismo neoliberal que afeta as estatais estruturadoras do desenvolvimento nacional, como Petrobrás, Eletrobrás etc, candidatas à venda a preço de banana.

Entendem que sem dinheiro para seus projetos desenvolvimentistas fica afetada, de morte, a segurança nacional.

O que é a segurança nacional, para os militares, hoje, segundo o comandante do Exército, general Villas Boas, que apoiou o desabafo de Mourão, em entrevista ao repórter Pedro Bial?

Ela se ancora na moderna doutrina de segurança nacional determinada pela Escola de Copenhague: mais emprego, mais saúde, mais educação, mais infraestrutura econômica e social, que produzem desenvolvimento nacional sustentável.

A ponte/pinguela para o futuro neoliberal de Temer-Meirelles-PMDB-PSDB é o inverso disso: menos saúde, menos segurança, menos educação, menos infraestrutura, mais instabilidade geral  etc.

Como ofertar emprego, educação, saúde, infraestrutura etc, se a maior parte do bolo do OGU visa atender a demanda constitucional neoliberal expressa no artigo 166, § 3º, II, b que contingencia gastos não financeiros e proíbe contingenciamento dos gastos financeiros, para satisfazer interesse da banca, exclusivamente?

A prioridade absoluta da política econômica neoliberal fortalecida pelo golpe de 2016 é pagamento de juros e amortização da dívida, que absorve mais de R$ 1 trilhão/ano, do total dos R$ 2,6 trilhões do OGU.

Essa macroeconomia neoliberal economicida estava ameaçada pelo empoderamento político popular que avançou nos governos Lula e Dilma.

A democratização do poder ampliou tal empoderamento político das classes sociais mais baixas, que avançaram com o PT, no poder, sinalizando reforma política irreversível, se o calendário eleitoral, em 2018, for mantido, com o ex-operário presidente candidato ao Planalto.

Empoderamento perigoso

Presidente da Câmara, depois do alerta dos generais, tem que mudar de posição, e já começou a lançar farpas contra Temer, alvo da Procuradoria Geral da República, pela segunda vez. O clima político mudou de qualidade. O alerta total soou para aqueles nos militares não confiam, depois do golpe de 2016 contra a democracia.

O medo dessa possibilidade assustou geral a burguesia financeira, que encheu de grana sua base política conservadora no Congresso para dar o golpe, suspender as garantias sociais e econômicas constitucionais, acelerar desmobilização do patrimônio nacional, vendendo tudo, se possível, a qualquer preço, de modo a fixar na Constituição novo status econômico anti-social ultra-conservador antinacionalista.

O avanço do empoderamento político popular impediria, pela via legislativa, qualquer mudança política qualitativa e quantitativa contrária aos trabalhadores.

O ataque aos direitos sociais, pelos golpistas, bombeia, em contrapartida, Lula, nas pesquisas, como revelou CNT.

Democracia virou obstáculo para burguesia financeira e sua base política endinheirada no Congresso.

Esse esforço extraordinário dos golpistas, para se manterem no poder, requer, porém, aprofundamento do que já se tornou insuportável, ou seja, a prática da corrupção.

Por exemplo, se o ilegítimo Temer, agora, pela segunda vez, denunciado pela PGR ao STF, que autorizou Congresso a julgá-lo, por corrupção passiva e obstrução de justiça, tentar, de novo, irrigar os golpistas, para se safar, pode danar-se de vez, depois das falas sincronizadas dos generais, ameaçando intervenção na democracia neoliberal falida.

Estresse parlamentar

O presidente do Congresso, candidato a réu no Supremo Tribunal Federal, alvo da Lavajato, braço direito de Temer, no Congresso, botou as barbas de molho.

A canoa furada de Temer-Meirelles-PMDB-PSDB em alto mar tenebroso sem bússola pode virar.

O despejo volumoso de dinheiro no Congresso, as malas do Geddel com R$ 51 milhões e outras cositas más, para evitar derrota temerista, nesse segundo round, em meio à recessão e desemprego, representaria dose venenosa demais, no pós contidos desabafos dos generais.

Ficou evidente que se tornou muito mais difícil segurar o jogo econômico e político neoliberal socialmente excludente e poupador de empregos, na base da corrupção, tentando montar modelo eleitoral que eternize essa corja no comando dos três poderes.

É isso aí o caos referido pelo general Mourão, que, segundo ele, precisa ser contido pelo Judiciário que, também, está na roda do golpe neoliberal.

O copo d’agua transbordou-se com esse murro na mesa dos homens de verde.

Para quem sabe ler, pingo é letra.

O modelo político que sustenta a elite corrupta atolou no brejo.

Prova-o a incapacidade dela de tocar a reforma política conservadora que ela tenta passar no Legislativo para manter-se no poder.

O golpe neoliberal impõe sua própria dialética: golpe atrás de golpe.

Os golpistas, portanto, estão num beco sem saída: se saírem para a luta eleitoral, perdem de lavada.

Se ficarem armando corrupção, uma atrás da outra, para se manterem no poder e ir sujando a imagem do país mundo afora, enquanto vão vendendo patrimônio nacional, a torto e a direito, os zomes pegam eles.