Dodge, ao atacar STF, expõe golpe de Moro contra Lula

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Que escândalo, PQP!
Dodge, a poderosa PGR, saiu em defesa da sua turma, na base do corporativismo. Chamou o STF  de tribunal de exceção. Se Lula fosse tratado por ela, como ela está tratando seu pessoal, o ex-presidente, certamente, não estaria na cadeia, mas no Planalto, eleito pelo voto popular.
Ela, pressionada pela Associação Nacional dos Procuradores da República(ANPR), condena decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, de atuar como investigador e julgador, ao proteger seus pares, acusados por procuradores de estarem enrolados em maracutaias fiscais.
Toffoli não aceita que ministros do STF sejam alvo de investigações.
132 cidadãos e cidadãs, entre eles, sua mulher e o colega ministro Gilmar Mendes, suspeitos de fraudes fiscais, alvos da Receita Federal, poderiam ir em cana.

Contradição explícita

Mas, minha nossa senhora do céu!
Não é, justamente, o que Moro, em parceria com Dallagnol, fez, para pegar Lula, como denuncia o Intercept Brasil?
Sem provas para incriminar o ex-presidente, que fez Moro?
Atuou como Toffoli, agora, pelas mãos do carequinha, ministro Alexandre Morais!
Moro vestiu-se de investigador e julgador, ao mesmo tempo, para forjar, com Dallagnol, a malandragem jurídica que colocou Lula cadeia, inviabilizando sua candidatura, favorita nas pesquisas eleitorais.
Dogde denuncia Toffoli de fazer o mesmo que Moro fez, rompendo com a Constituição, segundo entende maioria dos juízes brasileiros.
800 magistrados pedem, nesse momento, o afastamento de Moro do Ministério por fazer o que Toffoli acaba de praticar!
O embate Dogde-Toffoli é a comprovação de que a justiça apodreceu.
O STF, pelas mãos do seu titular, virou uma zona.

Avalista do golpe

Vai sendo explicado, por aí, por essa atitude inominável, escrota, o papel vagabundo do STF, desde o golpe neoliberal de 2016.
Esteve e está a serviço das forças reacionárias, com apoio americano, o poder oculto atrás da Operação Lavajato, para liquidar o patrimônio nacional.
Comprova isso recente decisão de suas excelências em permitir venda de subsidiárias estatais, sem licitação, sem transparência, como aconteceu com doação da BR Distribuidora, preço abaixo do faturamento líquido anual.
O STF passou a representar maior atentado à soberania nacional, plenamente, a serviço dos abutres, na tarefa de destruir empresas estatais de energia, de modo a paralisar a economia, para facilitar o sucateamento econômico geral.
A justiça, como demonstra a reação corporativa de Dodge, ao defender procuradores contra o STF, interessado em bloquear a ação constitucional da PGR, para proteger, em causa própria, suas excelências, entrou em colapso.

Verdadeira corrupção

A corrupção está dentro dela, sendo, descaradamente, praticada pelos seus membros, como nunca se viu.
O judiciário brasileiro renunciou-se como poder da República para fazer parte da grande conspiração contra a democracia, depois da derrota da oposição, pela quarta vez consecutiva, na eleição de 2014.
Os golpistas, com Aécio Neves, derrotado, à frente, desistiram da disputa democrática, para, como disse o ex-senador Romero Jucá, do PMDB, promover o grande golpe, com mídia, empresários, parlamento, STF, com tudo.
No poder, os golpistas enquadraram, ainda mais, a Suprema corte, pressionando-a recusar demandas da defesa de Lula por habeas corpus.
Argumentaram, safadamente, que a liberdade dele representaria ameaça às instituições.
As instituições, por suposto,, são eles.
O vice presidente, general Mourão, antes da vitória fraudulenta, conduzida por fake news, com assentimento do TSE, chegou a alertar para o tal do autogolpe.
Lula livre, para os militares golpistas, significaria anarquia, a senha para melar o jogo democrático.
Em duas ocasiões, o STF foi constrangido, pelo então comandante do exército, general Villas Boas, a não conceder habeas corpus a ele.
Na verdade, praticou-se crime contra democracia.
O comportamento de Toffoli, nesse momento, confrontado por Dodge, representa o inconsciente culpado de uma instituição que teme ser julgada, tomando-se de pavor pela justiça, a qual tem por obrigação preservar, segundo a Constituição.

https://www1.folha.uol.com.br/…/dodge-compara-stf-a-tribuna…

Acordo Brasil-EUA rifa BNDES

O acordo do entreguismo entre Guedes e Wilbur ganha perna

Entregando o ouro

O acordo bilateral Brasil-EUA, acertado, ontem, pelo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, e governo Bolsonaro, visa, sobretudo, abrir mercado para as empreiteiras americanas tocarem a infraestrutura brasileira, no lugar das empreiteiras nacionais.

Envolvidas em casos de corrupção praticada por diretores de empreiteiras privadas, nas suas relações com empresas estatais, observa-se, claramente, que punidas não são as pessoas, os corruptos, mas as empresas, ao contrário do que ocorre nos países capitalistas desenvolvidos.

Joga-se água suja do banho com o bebê dentro.

Os corruptos, por meio de delações premiadas, salvam-se graças às maracutaias jurídicas, previamente, acertadas de comum acordo entre eles e a justiça.

As empresas, que, em si, não são causadoras da corrupção praticada pelos seus gestores, acabam atingidas, seguindo rumo da falência, devido à punição em forma de proibição para vender ao governo.

Consequentemente, não poderão mais fazer operações com agentes financeiros públicos, como o BNDES, por exemplo, o qual se torna alvo de esvaziamento, para não cumprir mais esse papel de apoio à empresa nacional.

O banco de desenvolvimento perderá, como destaca o repórter Ribamar Oliveira, do Valor Econômico, sua grande fonte de receita: os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador(FAT), canalizados para investimentos em infraestrutura e expansão das empreiteiras no plano nacional e internacional.

Além disso, terá créditos de, apenas, R$ 70 bilhões/ano, para emprestar à produção, uma ninharia.

Em estado falimentar, sem acesso ao BNDES, as empresas serão substituídas pelas empreiteiras americanas, que abocanharão o filé mingnon da infraestrutura.

Tio Sam feliz

Os empresários americanos chegam, felizes, ao Brasil, como chegaram no Iraque, para fazer a mesma coisa, depois da guerra(1991-2003): reconstruir o país.

Wilbur Ross executará a tarefa de abrir alas para as empreiteiras americanas, no âmbito de acordo comercial bilateral preferencial Brasil-EUA.

Interrompe-se trajetória das empresas nacionais, cuja expansão ocorreu por força do empurrão dado pelo estado nacional, no mercado interno e internacional, a fim de se tornarem competidoras globais.

Prática semelhante exerce Wilbur Ross em nome dos interesses de Tio Sam: abrir mercado para  empreiteiras americanas, no Brasil e na América do Sul.

Com as empreiteiras de Tio Sam, por aqui, adeus corrupção, vigorará, enfim, em terra brazilis, o reinado da virtude.

Até serem destruídas, pela Lavajato, cujos tentáculo se vinculam ao departamento de Justiça dos Estados Unidos, as empreiteiras nacionais ampliavam seu mercado, tanto no território nacional, como sul-americano, africano, do Oriente Médio e asiático.

Até nos Estados Unidos, fizeram sucesso.

Êxito condenado

Foram condenadas pelo seu próprio êxito, mediante argumento forjado pela oposição neoliberal golpista, associada ao capital internacional, de que usavam dinheiro do contribuinte, emprestado pelo BNDES, para jogá-lo fora no exterior, perdendo dinheiro, algo não provado.

Criou-se clima para, agora, liquidar o BNDES, inviabilizando sua ação de agente indutor do desenvolvimentismo nacional, junto com Petrobrás, Eletrobras etc.

A decisão vem na esteira do sucateamento geral das empresas estatais, submetidas à privatização, sem licitação, com autorização do STF, como aconteceu com a BR Distribuidora.

Vende-se patrimônio por preço inferior ao seu faturamento líquido anual.

Na fila da liquidação, Eletrobras, pelo mesmo processo: sem concorrência, sem transparência, sem licitação.

Idem, as oito refinarias da Petrobrás, obedecendo idêntico roteiro entreguista, pelo qual o Brasil passa a exportar óleo bruto do pré sal para as refinadoras americanas e delas importam gasolina e diesel, manufaturados com alto valor agregado.

Impõe-se, dessa forma, a velha prática colonialista de comprar caro produto manufaturado, enquanto vende barato a matéria prima, acumulando deterioração nos termos de troca.

Maldição da Lei Kandir, que desonera do ICMS exportação de produtos primários e semielaborados, com promessa jamais cumprida de compensação pela União.

Sairão prejudicados os setores produtivos nacionais, que perderão vantagem comparativa garantida até agora pelo oligopólio estatal petrolífero como agente desenvolvimentista nacionalista.

 

 

 

Sinuca de bico com juro baixo neoliberal

Ultraneoliberalismo joga economia na armadilha do juro baixo incapaz de fazer efeito no ambiente do congelamento de gastos por vinte anos. Foto: Orlando Brito

Juro baixo não resolve

Juros Selic a 6%, inflação a 4,5%, rentabilidade de 1,5% ao ano.

Se a taxa continuar caindo, até chegar, suponhamos, a 5,5%, menos inflação de 4,5% ou 5%, cai, ainda mais, o rendimento do aplicador, 1%, 0,5%.

O Valor Investe diz que não está mais valendo a pena aplicar em renda fixa.

Sugere outros ativos de risco.

Quais?

Aplicações em papeis privados, das empresas, não mais do governo, que está falido, no ambiente econômico glacial.

Empresas privadas, no entanto, não oferecem garantias.

Se não há consumidor, no ambiente recessivo, alto desemprego, cresce risco de jogar nas pernas de cavalo manco.

Quem se habilita?

O governo tenta esquentar o mercado.

Libera FGTS do trabalhador.

O dinheiro vai para o comércio ou para pagar dívida?

Virará merenda prá banqueiro.

Banqueiro vai emprestar o dinheiro do FGTS liberado prá ele?

Vai apostar em cavalo manco?

Quem acredita em papai noel?

Tem besta por aí falando que com juro baixo, aumentarão investimentos.

Será?

Melhor acreditar no velho Keynes.

Juro, segundo ele, não é variável independente, no capitalismo.

Só ele, não resolve.

Só existe uma variável, verdadeiramente, independente no sistema capitalista, diz o autor de Teoria Geral do Emprego, do Juro e de Moeda.

Trata-se da quantidade da oferta de moeda liberada pelo governo.

Quando isso ocorre, ensina, quatro efeitos consecutivos e simultâneos são produzidos:

1 – preços aumentam;

2 – salários caem;

3 – juros despencam e;

4 – dívidas contraídas a prazo são perdoadas.

Os empresários, diante desse cenário, enxergam, segundo o grande economista inglês, a eficiência marginal do capital, isto é, o lucro.

Aí, sim, desperta-se neles o chamado espírito animal, que os leva ao investimento.

Juro só é insuficiente para puxar demanda global.

O cara toma emprestado a juro baixo prá que, se não tem prá quem vender?

Consumidor é a palavra mágica.

Diferença fundamental

A diferença, portanto, entre a decisão do BC brasileiro de reduzir o juro e a dos BCs dos EUA e Europa, de irem no mesmo sentido, essa semana, é essa.

Por aqui, reduz-se os juros, mas mantém-se congelada a oferta da variável econômica independente, ou seja, os gastos públicos, renda disponível para o consumo.

Nos Estados Unidos, Europa, Japão, China etc, os juros caem por força do aumento da oferta de dinheiro em circulação.

A lógica no capitalismo dominado pela financeirização é contraditória: ele não suporta mais juro positivo.

Pode ser fatal para quem deve muito, ou seja, todos os governos capitalistas no ambiente da financeirização especulativa.

Banqueiro privado, que manda nos bancos centrais, está com medo de juro.

Trump, nacionalista xenófobo, bateu pé prá eles.

Fugiram.

Se os BCs errarem a mão, subindo juro, mata a galinha dos ovos de ouro: a dívida pública, nervo vital da guerra, segundo Colbert, ministro das finanças de Luis 14.

Melhor aumentar a dívida, via expansão monetária, para girar a economia, jogando os juros no chão, do que trabalhar com juro acima de zero.

Juro zero desvaloriza dívida, que está excessiva, e garante reprodução do capital na produção.

Vem aí grande incêndio de dinheiro sobreacumulado, cuja reprodução especulativa não pode se realizar sob pena de jogar a humanidade no colapso financeiro total.

Capitalismo em sinuca de bico.

Colapso tupiniquim

Conclui-se, desse forma, que o congelamento, no Brasil, imposto pelo golpe neoliberal de 2016, é instrumento de sucateamento econômico.

É a forma economicida de sustentar lucratividade bancária, incapaz de se realizar nas atividades produtivas.

Como o gás do governo, para sustentar a dívida pública, superior ao PIB, acabou, o blá, blá, blá de juro baixo não resolverá a estagnação.

Paulo Guedes tenta, agora, liberar depósitos compulsórios para bancos.

Eles emprestarão esse compulsório ou comprarão mais títulos do governo com ele?

Se não ressuscitar consumidor, que depende da variável econômica independente keynesiana, nada feito.

Gastar é arrecadar.

 

 

 

 

 

Receita da banca para reduzir juro: tomar grana do povo

 

Chefe, a saída é pegar dos mais pobres para dar aos mais ricos. Tô com Chico Anísio, quero que pobre exploda!

Na contramão do mundo

A expectativa é de que o BC, diante do desemprego incontrolável, com economia em recessão, comece a reduzir juro.
Será?
Como se sabe o capitalismo vive a era do juro quase zero, zero ou negativo como resultado dos colapsos dos endividamentos públicos decorrentes das políticas keynesianas, acumuladas desde o pós guerra.
Têm outra coisa para colocar no lugar?
Se tivesse já teriam colocado substituto para Keynes, mas parece que não tem.
As alternativas são austeridades fiscais das quais o capitalismo foge porque destrói, sistematicamente, consumo e produção, levando economia à deflação, modelo neoclássico, século 19, já superado pela história, na falência do lassair faire, com crise de 1929.
Desde o crash de 2008, mais intenso que o crash de 29, é o mesmo remédio dos capitalistas financeiros, que dão as cartas: veneno de cobra contra veneno de cobra.
Homeopatia macroeconômica.
Os bancos centrais, dominados pelos banqueiros privados, o que fazem?
Jogam mais dinheiro em cima de dinheiro, as tais expansões monetárias.
Desmoralizou-se a teoria neoliberal de que inflação decorre de excesso de consumo a requerer juros altos para conter a demanda global, enxugando dinheiro.
Mentira.
Jorram dinheiros e mais dinheiros e a inflação não sobe mais.
Caiu por terra o argumento de que inflação é fenômeno monetário.
Mais dinheiro, mais inflação.
A crise capitalista financeira mostra que mais dinheiro é menos inflação.
Teoria jogada na lata de lixo.
 

Juro, pai da inflação

 
Juro alto, colocado acima, bem acima da inflação, como vem acontecendo no Brasil desde o Plano Real, isso sim, tensiona processo inflacionário.
Ele aumenta custo, que os empresários repassam aos preços, claro.
Extrai-se riqueza da sociedade, dos mais pobres, principalmente, para os banqueiros.
Os capitalistas nacionalistas xenófobos, como Trump, não querem saber de juro positivo.
Brigam contra os BCs, que falam em juro positivo.
Se ele emergir, as dívidas públicas vão para o espaço.
Viriam novos crash explosivos.
Então, o jogo é expandir e enxugar, mas sem aumentar juro, para não implodir endividamento público.
Só no Brasil, predomina a mamata.
Banqueiro no capitalismo desenvolvido não quer saber de juro, como antigamente, porque pode perder seu patrimônio numa tacada implosiva.
Desse modo, a dívida, sem juro, fica parada, elevando-se em relação ao PIB, mas perfeitamente controlável, como demonstram as experiências nos Estados Unidos, Europa, Japão, China, Ásia etc.
Se o juro é zero, prá ligar prá dívida?
Já, se o juro, como por aqui, cresce acima do crescimento do PIB, a vaca vai para o brejo.

Receita da raposa

Os banqueiros tupiniquins lançam livro para combater a inflação e baixar juro, e vem a Brasília, nessa semana, discutir o assunto, no Correio Braziliense.
Engraçado, na mesa de debate, só banqueiro gordo ou banqueiro de calça curta, os assessores de banqueiros gordos.
A receita é a mesma: extrair mais dinheiro da população, sempre mais.
É o caso do FGTS, sugestão deles ao governo que a acata.
Libera-se o FGTS do trabalhador para liquidar seus papagaios nos bancos e ameaça-se apertar pescoço dos empresários, que não recolhem, regulamente, o FGTS, como forma de compensação.
Tenta-se salvar o trabalhador apertando o empresário mal pagador, já sufocado pela redução do consumo, com impostos atrasados nas costas, levando-os aos recorrentes refis da vida.
O argumento da bancocracia é um só: os juros só caem, se os riscos(para eles, claro), diminuírem.
Como?
O Estado libera a grana do trabalhador para passar a eles, livrando-os dos riscos de inadimplência, que já atinge mais de 60 milhões de pessoas.
Que farão com esse dinheiro?
Emprestarão à produção?
Claro que não, se o consumo está estagnado!
Farão o que vem fazendo há anos e anos: comprar mais títulos do governo que rendem o dobro ou triplo da inflação, que está cadente no cenário do subconsumismo tupiniquim.
Sobra dinheiro no caixa dos bancos, que, sem emprestar na praça, devido à política monetária de escassez, via juros altos, são recolhidos pelo BC, em troca de mais títulos.
Economia de papel pintado.
Reduzir o risco dos bancos é isso, passar mais dinheiro para eles.
A ratazana engorda sem parar, ajudada, adicionalmente e principalmente, pela política monetária jurista do BC, comandada por quem, mesmo?
Por eles, os banqueiros.
Raposa tomando conta do galinheiro.
Receituário economicida
E a economia rastejando, fragilizando-se, diante do congelamento de gastos, previsto para durar 20 anos, a fim de acelerar privatizações.
Afinal, sem gastos públicos não tem arrecadação.
Sem arrecadação, as estatais, agentes desenvolvimentistas, como Petrobrás, Eletrobrás etc, não investem.
Programa-se, calculadadamente, o desinvestimento estatal.
Quem está financiando as privatizações?
Os bancos, com o lucro que obtém com os títulos do governo, na base da especulação.
O governo toma dinheiro da sociedade para passar aos bancos que financiam os capitalistas privados a comprarem, na bacia das almas, o patrimônio público sucateado.
Maravilha!
Tem razão o competente repórter José Paulo Kupfer, do UOL, ao dizer que o BC errou feio ao demorar para iniciar redução dos juros.
Desculpe, Kupfer, demora programada, pura chantagem, como a de dizer que iniciaria a redução depois da aprovação da reforma da Previdência.
Malandragem adequada aos interesses da banca.
 
 
https://josepaulokupfer.blogosfera.uol.com.br/2019/07/30/atrasado-no-corte-de-juros-bc-comeca-correr-atras-do-prejuizo

 

 

Estado policial-araponga tupiniquim à vista

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Tiro na democracia

O projeto de lei 2418/19, do deputado José Medeiros(Pode-MT), que garante autoridades acompanharem, fiscalizarem e intervirem, com autorização da justiça militar, nas comunicações eletrônicas em geral, atuando em cima de aplicativos, cria, a pretexto de combater terrorismo, a arapongagem estatal tupiniquim bananeira.
Tiro na democracia, atentato à liberdade cidadã.
Trata-se de conferir direito de bisbilhotar vida alheia em todas as suas dimensões, relações, atos e programações.
Constrói-se, assim, perfil do Estado policial, legalmente, autorizado, conforme denunciou, essa semana, o site Duplo Expresso, comandado pelo advogado internacionalista, Rômulus Maia, sediado na Suíça.
Essa prática, constitucionalmente, ilegal, diz o antropólogo Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos, especialista em assuntos militares, já vem sendo, rasteiramente, exercida pelos órgãos militares, policiais e judiciais, em larga escala, a pretexto de buscas e investigações em todos os sentidos, inclusive, e principalmente, ferindo intimidades das pessoas.

Chantagem explícita

Por aí são construídas as chantagens, que submetem trabalhadores, empresários, políticos e autoridades republicanas à vontade do poder autoritário.
Para exercitar os abusos, sem incorrer nas penas da lei, investigadores necessitam de autorização da justiça.
Caso contrário,podem ser processados.
O Brasil vive, depois do golpe neoliberal de 2016, na republiqueta da chantagem.
Por meio dela, o Judiciário, por exemplo, está de joelhos diante do autoritarismo cesarista vigente.
A aprovação do projeto de Medeiros, articulado com o ministro Moro, fere a Constituição, já submetida à desmontagem neoliberal por meio das deformas trabalhista e da previdência.
Cidadão e cidadã estarão expostos à total liberalidade do Estado araponga de exercer contra eles direito abusivo, anticidadão.
Inconstitucionalidade explícita.
A sociedade está, portanto, ameaçada pelo projeto Medeiros/Moro.

Decreto fake news

Prova indireta disso, já, é o decreto nº 666/19, baixado pelo ministro Moro, que permite deportar suspeitos de terrorismo, como se ato de terror decorresse de publicação de informações incômodas às autoridades.
Indubitavelmente, o alvo é o jornalista Glenn Greenwald, editor do site Intercept Brasil, que publica, em série, informações que comprometem a honorabilidade do ministro e dos procuradores da República, à frente da Operação Lavajato, para prender, sem provas, o ex-presidente Lula, inviabilizando sua candidatura na eleição de 2018.
Aliás, o decreto 666 seria puro fake News de conveniência, porque o alvo dele, na prática, não pode ser deportado, visto ser casado com brasileiro, tendo dois filhos nascidos no Brasil.
O próprio presidente Bolsonaro, que, certamente, gostaria de ver Greenwald deportado daqui, jogou água gelada nos entusiasmados defensores de Moro e suas armações de araponga, ao destacar que o jornalista americano, dada sua situação civil, está livre de deportação.
Contudo, não deixou de soltar destempero verbal, afirmando que talvez ele, Greenwald, pegue uma cana por aqui.
Haveria escândalo internacional.

Hackeamento ou clonagem?

Abundam dúvidas de que o malfadado decreto 666 tenha sido, realmente, ensaio explícito de arapongagem, em resposta ao mal explicado hackeamento das autoridades.
Afinal, segundo reportagem do El País, especialistas digitais desconfiam de que faltam elementos no relato, à polícia, do hacker de Araraquara, Walter Delgatti Netto.
Ele seria completamente carente de “conhecimento sofisticado”, para alcançar os alvos que Moro diz ter sido atingidos na cúpula da República brasileira.
Não seria clonagem, em vez de hackeamento, como suspeitam especialistas, desconfiados de que por trás de Delgatti esteja voz que expressa interesses inconfessáveis de Moro e, também, do próprio Glenn?
Por que desconfiar de Glenn?
Devido as suas posições ambíguas: primeiro, foi afirmativo; em seguida, tergiversou que tenha sido, mesmo, Delgatti a fonte das informações que vem publicando e deixando Moro com os nervos à flor da pele.
Vão se configurando, cada vez mais, suspeitas as acusações oficiais de que Delgatti e sua turma hackearam celulares de mais de 1.000 autoridades da República.
Sem poder comprová-las, Moro avisou às vítimas do hacker que o conteúdo seria destruído.
Como assim?
Moro poderia passar por cima das investigações em curso?
Não foi à toa, portanto, que o próprio presidente Bolsonaro o admoestou por essa declaração maluca.
O fato concreto e objetivo é que está indo para o espaço a lei de acesso à informação, que assegura transparência sobre os assuntos de Estado.
Ela se torna vítima do processo de montagem do estado policial araponga tupinquim.

https://duploexpresso.com/?p=106735

https://www.camara.leg.br/…/prop_mostrarintegra;jsessionid=…

https://brasil.elpais.com/…/27/polit…/1564178690_404304.html

https://www.brasil247.com/…/moro-nao-pode-destruir-provas-d…

 

Araponga do grande Jacob