Bancocracia quer comandar poder com Meirelles. Político, intermediário, sujou.

Meirelles Boston Globe teria condições morais de ser eleito indiretamente pelo Congresso, se, antes de chegar à Fazenda, fora diretor da JBS, cujo dono acaba de provocar a maior crise da República no últimos 50 anos, com delações premiadas explosivas que estouraram Temer e cia ltda?

Chega de intermediários.

A direita vai se conscientizando de que o negócio é colocar um representante dos bancos, diretamente, no Planalto, pela via indireta, constitucional.

O Legislativo sujou perante opinião pública.

A credibilidade inexiste e qualquer um que sair de lá para substituir Temer, que já morreu, só esqueceu de cair, também, não merecerá crédito algum.

O Congresso deixou de ser necessário e útil como aparência.

Hoje, a fisionomia aparente dos congressistas, é inadequada como representação do poder.

Precisa de alguém de fora do Congresso, mas que possa receber os votos dos congressistas sem credibilidade alguma, para assumir o poder pelas vias constitucionais.

As vias constitucionais, assim, vão se transformando no caminho pelo qual são conduzidos os novos golpes de estado sem parecer que sejam golpes de estado, por manter aparência constitucional, enquanto a fonte legítima do poder, o povo, é escanteado.

As vias constitucionais, sobre as quais chamou a atenção Celso de Mello, nessa semana, são necessárias, agora, não para colocar congressista no Planalto; seria, com a base disponível, isto é, comprada, outro Temer.

A utilidade do Congresso passa a ser somente a de poder ser usado, pelas vias constitucionais, para eleger alguém de fora do Congresso.

A corrupção levou o Congresso à autodestruição como aparência; resta a sua essência de dispor da via constitucional para eleger uma aparência exterior a si, ao legislativo, visto que perdeu utilidade como sujeito.

Os banqueiros não acreditam em nome que saia do Congresso em eleição indireta para substituir Temer. Ninguém, alí, teria credibilidade. Por isso, o nome da banca preferido é alguém de fora, preferencialmente, Henrique Meirelles, que toca o programa neoliberal que favorece a banca.

Alguém de fora, é o que desejam os donos verdadeiros do poder, os bancos e os grandes industriais, nacionais e internacionais – a Bancocracia.

A utilidade do Congresso deixa de ser a de representação da fonte originária do poder, o povo, para ser a de fonte de representação de uma aparência exterior ao próprio Congresso.

Quem é esse personagem que querem emplacar, alguém no exterior ao Legislativo, para ser uma nova representação, com votos do próprio Legislativo?

A banca articula Henrique Meirelles, ex-Banco de Boston, ex-ministro de Lula, ex-presidente da JBS, ministro da Fazenda, homem do mercado financeiro, de Wall Street.

Meirelles, num rasgo de autoconfiança absoluta, disse que, seja quem for que estiver no Planalto, ele estará mantido no seu cargo para fazer o que o mercado, do qual é parte, quer.

O guru de Meirelles é o mercado, é Wall Street, onde operou, nos velhos tempos, como presidente do Banco de Boston.

O mercado quer esse homem, um cara do mercado, na presidência da República, sem intermediários.

Eis o reinado da Bancocracia.

Mas, Meirelles teria essa credibilidade política, para ser a nova representação dos banqueiros no Planalto, eleita pelo Congresso, pelas vias constitucionais, se ele teve seu último emprego, antes de chegar à Fazenda, com Temer, na JBS, cujo dono acaba de produzir a maior crise moral e política da República, com delações escandalosas e cheias de mistério?

Teria sido gratuita a trajetória de Meirelles na JBS, antes de chegar à Fazenda e se tornar agora candidato à eleição indireta para substituir Temer?

O JBS, que pagou o silêncio de Cunha, com conhecimento e aceite de Temer, teria ou não sido o responsável pela indicação de Meirelles para a Fazenda, tendo em vista que anteriormente deu dinheiro para aquele que seria o futuro patrão de Meirelles, Temer?

Meirelles, tendo atrás de si esse passado recente nebuloso de ser empregado da JBS, antes de ser ministro de Temer, agora, defenestrado pelo, também, dono da JBS, representaria a saída necessária para atender o moralismo falso do editorial do Globo golpista segundo o qual Temer perdeu condições morais de governar por ter dado mergulho na corrupção patrocinada pelo ex-patrão de Meirelles?

 

Temer favorece Diretas Já quanto mais se agarra ao cargo pra não ser preso

SE FICAR O BICHO PEGA, SE SAIR O BICHO COME

A dialética da crise ganha novo impulso com a decisão, cuja duração não se sabe até quando, de Temer em gritar que não renuncia.

Quer ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Como jurista esperto, o ilegítimo golpista sabe que o judiciário brasileiro é o que é, ou seja, dos poderosos, e ele, com a caneta de presidente, julga-se poderoso.

Bicho acuado, resiste à morte.

Essa posição do presidente ilegítimo, que vai configurando fuga da sua prisão em primeira instância, se renunciar,  é tese que já produz antítese estridente, expressa nos movimentos de rua pelas diretas já.

Qual será a síntese desse movimento em marcha?

A burguesia financeira, hoje, dando as cartas no governo, com Meirelles, na Fazenda, e Goldfanj, no Banco Central, está apavorada.

Ela tem medo da síntese dada pela alternativa da pressão das ruas, já que não tem nenhum comando do processo.

Daí estar, certamente, pressionando pela eleição indireta, de modo que, com o Congresso que apoiou o golpe, possa ir manobrando a continuidade da política econômica neoliberal desnacionalizante.

Somente assim conseguirá manter o congelamento fiscal por vinte anos, que assegura recursos para pagamento dos juros e amortizações da dívida, às custas da destruição dos programas sociais,  e passar as reformas da Previdência e trabalhista no Legislativo.

A presença de Temer virou ameaça às contrarreformas.

Quem apoia-las estará vinculado a esse personagem que a própria Globo que o criou, ao empenhar-se pelo golpe, tenta dele se desfazer.

Temer sujou geral para as forças golpistas, conservadoras, entreguistas.

Com ele, no Planalto, Goldfajn, no BC, não consegue segurar o dólar nem a bolsa.

A volatilidade financeira especulativa intensa em escala incontrolável, com Temer no comando político, deixa a economia vendida, sem expectativas.

Os investidores desaparecem, mantida tal situação.

Quem vai investir nesse clima político descontrolado?

“Estamos trabalhando com tranquilidade, utilizando os instrumentos disponíveis”, mentiu, descaradamente, o titular do BC, que, sequer, conseguiu articular as palavras, tal seu nervosismo.

A tranquilidade de Ilan é semelhante à de Aécio Neves que se disse absolutamente tranquilo antes de perder o mandato por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Não dá para ter Temer por mais uma semana no comando político sob pena de o mercado entrar numa ciranda especulativa desesperada.

As contradições se intensificam com os movimentos de dissidentes.

Os partidos aliados saem fora do presidente, na esperança de que o processo político pela via indireta se instale rapidamente em busca de novo presidente, a ser sancionado pelos congressistas, descrentes em Temer.

As incertezas decorrentes do processo político que se instalaria com eventual renúncia de Temer são bem menores do as que se instalarão se Temer insistir em ficar.

Que se instalarão, não, que já se instalam.

O processo político instável para preparar a eleição indireta no Congresso seria a normalidade precária, a via constitucional, ansiosamente, desejada pelo mercado financeiro, para substituir a via explosiva que representa a decisão do presidente de resistir à renúncia.

A polaridade política radical produzida pela insistência do presidente na via jurídica, a de só sair depois de julgamento do STF, estica a corda da crise que pode não aguentar e estourar, quanto mais o movimento pelas Diretas engrossar.

Temer, portanto, se transforma no maior obstáculo para as forças que o colocaram lá e dele, agora, tentam se safar o mais rapidamente possível.

Temer é a instabilidade.

A estabilidade, para o mercado, aliado dos golpistas e indutor do golpe, é a instalação do processo das indiretas já, para evitar avanço das Diretas Já.

Dilma viva, golpistas, mortos; Diretas Já

Um ano depois do golpe, os golpistas são abatidos pelo desastre político e econômico que representam e os que tentaram destruir se mostram vivos e prontos para disputar novas eleições com grandes chances de serem eleitos pelo voto popular que o golpe parlamentar-jurídico-midiático tentou eliminar para vender o Brasil na bacia das almas.

O tiro dos golpistas saiu pela culatra, disse, eufórica, hoje, Maria do Carmo, quando chegava, de Planaltinha de Goiás(Brasilinha), para mais um dia de labuta, como profissional doméstica, lá em casa.

Ela completou, sorridente:

“A chance de Lula triplicou”, e deu gostosa gargalhada.

Antes, assistira um plantão do Jornal Nacional, durante a novela das 7, Rock Start.

Chamou a atenção do seu filho, João Pedro, de 10 anos:

“Meu filho, ou é uma fofoca braba ou algo estrondoso.”

Não conseguiu mais se desligar da telinha.

Um ano depois do golpe, Dilma continua viva, em outra conjuntura, que, dificilmente, avalizaria sua volta – dadas novas exigências sociais e políticas que emergem de forma fantástica -, para que pudesse ser restabelecida a justiça.

Mas, quem sabe?

As incertezas são a única certeza que existe, concretamente, no país, convulsionado pela notícia dada pelo repórter Lauro Jardim, de O Globo, de que Temer mandara dar sequência à ação corrupta do dono da JBS de manter Eduardo Cunha calado, mediante grana grossa.

Como essa ação criminosa ocorreu em pleno mandato do presidente ilegítimo, está, plenamente, madura, hipótese de sua renúncia ou cassação por meio de impeachment com claro crime de responsabilidade.

Trata-se de algo concreto, oposto ao que ocorreu com Dilma, cujo crime de responsabilidade foi forjado para destruí-la pelos golpistas, agora, abatidos pelo veneno da ilegitimidade e da corrupção desbragada.

As ruas já tomadas pelos manifestantes, em escalada que pode ficar incontrolável, dividem os congressistas, em Brasília.

Há clima para uma solução parlamentar, depois da agressão, durante um ano, dos golpistas contra os trabalhadores, por meio de propostas de reformas que retiram deles conquistas constitucionais, como são as da Previdência e a Trabalhista?

O congelamento neoliberal que acelera desemprego e desnacionalização econômica conseguirá se manter de pé com o povo nas ruas?

A população sente claramente sua exclusão do debate, no Congresso, onde, aliás, os presidentes, tanto da Câmara como do Senado, apoiadores do golpe, fecharam suas portas à participação popular.

Eleições indiretas nesse contexto de desmoralização do legislativo, que foge do povo?

Nem pensar.

Eventual novo presidente saído desse aquário não teria legitimidade alguma, mesmo as regras atuais considerando que o afastamento do titular do Planalto dá lugar ao presidente da Câmara, que convocaria indiretas.

Excluída essa hipótese por puro bom senso, resta as ruas, as diretas já, para eleger novo presidente.

Nesse caso, Lula, perseguido pelos adversários, perseguido, não, cassado, sai na frente, se for levada em consideração as pesquisas que o consagram como pule de 10 numa disputa eleitoral, agora.

Lauro Jardim: a noticia do ano

As ruas em excitação total pode conduzir emenda constitucional para que as eleições sejam diretas.

No embalo dessa possibilidade concreta, com Temer já defenestrado, moral e abstratamente, na cabeça dos eleitores, Lula, visto, depois desse novo mega-escândalo, passa a ser percebido com outros olhos, com o lastro do seu passado político de ter feito governo popular que tocou o País com distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida.

Os potenciais adversários do ex-presidente seriam quais?

No PSDB, os considerados estão em baixa.

No PMDB, que traiu, vergonhosamente, Dilma, com Temer, agora, politicamente, morto à frente, salva quem?

Ninguém.

O novato Jorge Dória, prefeito paulista, tucano, que , dizem, estava em Nova York, essa semana com o homem de Temer que carregou a mala de dinheiro para comprar silêncio de Cunha, estaria não só verde, mas, também, prematuramente, bichado, eticamente etc.

A direita, que deu o golpe, lançaria o nazi-fascista Bolsonaro, se ela está por trás do golpe que acaba de ser abatido?

Estaria afastada possibilidade de os militares entrarem em cena, se a situação social sair de controle, caso o governo, num ato de desespero, parta para a ignorância?

A incerteza está no ar.

Eis o maior teste da democracia, ancorada na Constituição de 1988, garantidora de direitos e conquista sociais, porém, ameaçada pela direita aliada aos interesses internacionais, que está entregando a soberania nacional em ritmo acelerado.

O povo, na rua, expressão maior do processo democrático, está com a palavra.

Sairá ou não daí, a tão sonhada reforma política, para consagrar ampla participação popular no poder?

 

Vem aí a TARF – Teoria da Ausência de Responsabilidade do Fato – para salvar Michel Temer e matar Dilma Rousseff

NOVO GOLPE JURÍDICO EM MARCHA NA REPÚBLICA DOS BACHARÉIS
O judiciário, que foi fundamental para o golpe parlamentar-jurídico-midiático para derrubar Dilma e colocar Temer, o ilegítimo, no poder, prepara outro golpe para salvar Temer no TSE e condenar Dilma.

ARTE DE PRODUZIR TEORIAS JURÍDICAS GOLPISTAS

Depois da Teoria do Domínio do Fato, entra em campo Teoria da Ausência de Responsabilidade do Fato. Acompanhe o raciocínio…Dilma e Temer, politicamente, são irmãos xifópagos. Estão numa mesma chapa eleitoral que ganhou as eleições de 2014. Dilma foi cassada em 2016 por golpe político-parlamentar-jurídico-midiático do impeachment sem crise de responsabilidade para caracterizá-lo. Os golpistas do PSDB não ficaram satisfeitos com a destruição de Dilma, do PT. Queriam, também, bancarrota de Temer, do PMDB. Por isso, para consumar golpe atrás de golpe, pediram ao TSE anulação da chapa por inteiro, a fim de evitar que o vice permanecesse no poder. Com o golpe consumado, perceberam que estariam dando tiro no pé, se Temer fosse defenestrado. Afinal, com ele, passaram a mandar e desmandar na República. Os sócios dos tucanos em Wall Street nunca estiveram tão satisfeitos. Com Temer, manobrado pelo mercado financeiro, do qual os tucanos são o braço político no Congresso, tudo, graças a muita pressão e grana, é aprovado – as contrarreformas da previdência e trabalhista, o ajuste fiscal neoliberal e a desnacionalização econômica acelerada. Os caras não estão nem aí para a greve geral que gritou NÃO contra tudo isso. Cassado Temer, junto com Dilma, como os golpistas defenderam, seria necessária nova eleição presidencial. Dificilmente, conseguiriam manter-se no poder, no ambiente de profundo desgaste do presidente e seus aliados, na fila dos tribunais, acusados de corrupção. As pesquisas vomitam Temer e sua turma, conferindo-lhes mais de 90% de rejeição. Que fazer, se a saída democrática, das urnas, representaria desastre total para eles, ou seja, para tucanos, peemedebistas e penduricalhos parlamentares? Se o TSE, realmente, decidir pela cassação da chapa, adeus golpistas. Para contornar tal situação, articula-se, com grande estridência incontida, novo golpe. Pela lógica, se houver cassação da chapa, ambos seus integrantes, Dilma e Temer, perderiam seus mandatos. Dilma já perdeu o dela, no golpe do impeachment sem crime de responsabilidade. Temer, agora, seria defenestrado. A tarefa para novo golpe é a de os juristas se empenharem na separação dos irmãos xifópagos, de modo que Temer se salve e Dilma morra. Terão que provar que Temer, como vice na chapa da ex-presidenta, não tinha nada a ver com o mandato presidencial exercitado pela titular, aprovada pelo voto popular. Sua responsabilidade inexistia. Para exercer o mandado, depois do golpe, os temeristas justificam que ele foi também eleito pelo voto popular. Porém, agora, os votos populares se tornariam incômodo, na tentativa de justificar ausência de responsabilidade pelo exercício do mandato condenado pela votação do impeachment. Ou seja, tentar-se-á construir, então, uma justificativa jurídica tupiniquim de meia tijela. Que tal a Teoria da Ausência de Responsabilidade do Fato? Repetir-se-ia a tática desenvolvida pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, para condenar o ex-ministro José Dirceu, com a Teoria do Domínio do Fato, em que suposições dariam lugar ao entendimento segundo o qual a autoridade, por ser autoridade, sabia das coisas em detalhes, sendo passível de condenação? Por esse caminho, na República dos Bacharéis, que dominam a cena da judicialização da política, tudo pode. Não é isso que Moro tenta, também, fazer, relativamente, a Lula, convencer a sociedade, com ajuda do poder midiático golpista, de que ele é dono do triplex em Guarujá, mesmo inexistindo contrato de compra e venda registrado em cartório?

 

 

 

 

 

Maracutaia estatística do BC/ITAÚ para PIB crescer, melhorar imagem de Temer e acelerar golpe na Previdência e na CLT

O homem do itau no comando do Banco Central do governo ilegítimo manipula os números do crescimento para enganar população

JOGO DA MANIPULAÇÃO E DA ENGANAÇÃO

Comportamento da economia registrado pelo Índice do Banco Central – IBC-BR -, no primeiro trimestre do ano, representa escandalosa manipulação estatística.

Foi preciso armar maracutaia estatística para o resultado do PIB ser positivo: crescimento de 1,12%, no período, em comparação ao último trimestre de 2016.

Na comparação anual, os números do BC apresentam crescimento pífio do PIB de 0,29%, ou seja, prossegue economia em estado precário.

A manipulação ocorreu mediante recalculagem, pelo IBGE, dos dados, conforme nova metodologia relativamente à que vinha sendo calculada até o último trimestre de 2016.

Conferiu-se pesos diferenciados e potencializou-se o presente em relação ao passado, segundo destaca a economista Esther Dweck, professora da UFRJ e ex-assessora do Ministério do Planejamento, no Governo Dilma.

Houve, por isso, registro de melhora, porque foram puxados, para cima, dados estatísticos relativos à metodologia anterior.

Porém, os números não traduzem, na prática, crescimento efetivo da economia.

Operou, segundo Esther, trabalhando com dados do IBGE, tão somente um deslocamento das séries que compõem o IBC-BR, sem representar qualquer alteração na trajetória delas.

Serie com um peso X comparada a outra com peso Y.

Só.

Nos meses seguintes, a nova série recalculada metodologicamente pelo IBGE voltou a apresentar queda.

O indicador de março já refletiu tal movimento.

Assim, a economia de Temer-Meirelles forja pura malandragem estatística, nesse início de ano, para atender a fantasia da retomada do crescimento.

RECESSÃO CONTINUA FIRME E FORTE

Só está apresentando sinais positivos na propaganda midiática.

O governo ilegítimo vai construindo uma farsa perante a população insatisfeita com a situação geral e com o presidente golpista, a fim de conquistar seu objetivo maior: ver aprovadas no Congresso as contrarreformas da previdência e trabalhista.

Porém, as expectativas do mercado para o segundo trimestre são piores do que as registradas no primeiro, o que demonstra a enfermidade econômica em curso.

A situação teria melhorado, no primeiro trimestre, graças à boa performance do setor agrícola, que registrou aumento de 26% da safra 2016/2017 em comparação à anterior, 2015-2016.

Os próprios agricultores, no entanto, estão mais temerosos do que tranquilos.

Persiste expectativa de queda de preços dos produtos agrícolas no mercado, decorrente da recessão, que derruba salário, consumo, arrecadação tributária e investimentos.

Ademais, o setor agrícola, além dessa preocupação de queda sistemática do mercado interno, está alarmado com possibilidades de recuos nas exportações.

Últimas notícias do mercado internacional dão conta de que a China, maior importadora da agricultura brasileira, diante da recessão global, freia a atividade econômica.

Os chineses temem produzir deflação, se acelerarem queima de estoques e preços no mercado global.

Ester mostra o governo nu no palco mentindo ao povo

O Brasil em crise de realização de lucros na Era Temer, por conta do congelamento de gastos públicos, interessam aos chineses , porque os ativos nacionais estão com preços cadentes.

Como estão cheios de reservas internacionais, triplicam sua participação no mercado nacional, comprando o filé a preços de ocasião.

Só vão na boa.

Quer dizer, não se pode soltar muito foguete pelo fato de o setor agrícola ter bombado na última safra, justificando euforia por PIB positivo, graças à manipulação estatística do BC.

CONJUNTURA RECESSIVA DESCARTA OTIMISMO EXAGERADO

O BC alardeia, também, que têm aumentado financiamentos dos fundos constitucionais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incrementando micro, pequenos e médios negócios, elevando oferta de emprego.

Essa euforia tem mais de exagero do que de realidade efetiva.

Os dados do Banco Central destacam comportamento pífio do setor industrial, afetado, sobremaneira, pela recessão, pela concorrência externa, pela política cambial, que mantém moeda nacional sem competitividade externa, e pelos juros altos, que deveriam estar caindo mais aceleradamente diante de uma inflação cadente por conta da diminuição da renda disponível para o consumo.

Sem consumo, evidentemente, não há produção, sem produção não há recuperação da indústria e sem recuperação da indústria não haverá arrecadação de impostos que, ao fim e ao cabo, alimentam os fundos constitucionais dos estados e municípios.

ARMADILHA DO CONGELAMENTO

Ou seja, essa recuperação anunciada de aumentos de financiamentos pelos fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro Oeste, dependentes das receitas tributárias originadas na indústria, tem vida curta, se a demanda industrial continuar no chão, graças ao congelamento de gastos públicos em nome de ajuste fiscal neoliberal.

Na prática, a economia está na armadilha do congelamento, que freia as atividades produtivas em geral.

Ela inviabiliza a colocação em prática da única variável econômica  verdadeiramente independente sob capitalismo, que é a capacidade do governo de elevar a oferta de moeda na circulação capitalista.

É ela que desperta a disposição dos empresários para o investimento, a partir da demanda estatal.

Os preços, por conta do aumento dessa demanda, aumentam, mostrando o papel indutor do desenvolvimento, dado pela inflação; os salários, diante do aquecimento do mercado, valorizam-se, relativamente, aos aumentos de preços; a taxa de juro, diante da maior oferta da moeda, tende a diminuir, e a dívida contraída a prazo pelos empresários, em face do aumento da inflação, cai.

Configura-se, nesse movimento de retomada – que não está sendo possível, sob o governo ilegítimo de Temer, devido ao congelamento de gastos públicos, previstos por vinte anos – o círculo virtuoso da economia, que, como diz Keynes, produz a eficiência marginal do capital, isto é, o lucro.

As medidas econômicas e fiscais neoliberais em curso não contribuem para gerar esse estado de coisas que desperta o espírito animal dos empreendedores e cria expectativas positivas.

O jogo neoliberal, que aprofunda recessão, ao contrário, descarta formação de expectativas favoráveis aos investimentos, para dar lugar, apenas, às expectativas negativas, que mantêm a economia prisioneira da armadilha do endividamento, que cresce no compasso da recessão inflacionária sob juro excessivamente alto.

Soma-se a isso tudo, a predisposição da população em segurar consumo, pois sabe que as contrarreformas trabalhista e da previdência proposta pelo governo ilegítimo vão empobrecê-la aceleradamente nos próximos anos.

A recuperação econômica anunciada é, simplesmente, mentira descarada.