Bolsonaro no sanatório neoliberal de Guedes

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Esquizofrenia alucinada

A turma da econometria, ligada ao mercado financeiro especulativo, está alucinada, perdida.
A realidade teima em negar os bonitos modelos matemáticos que constroem, onde o mundo cabe direitinho, ajustadinho, perfeitinho, dentro das equações que formulam.
Hegel contraria, com sua dialética, o mecanicismo cômodo dessa rapaziada que, nos gabinetes refrigerados da burocracia arrogante, concebem políticas econômicas neoliberais, tipo Ponte para o Futuro.
A matemática, diz o autor da Fenomenologia do Espírito, é ciência que se realiza no exterior da realidade, não podendo, pois, determiná-la.
O buraco é mas embaixo.
Tirar a sociedade e a luta de classe das equações econométricas, para alcançar o equilibrismo perfeito, é puro esquizofrenia.
A busca da perfeição de um mundo sem povo é um esforço inócuo, sabendo que a realidade é puro desequilíbrio dinâmico.
O surfista, como dizia Kikuchi, o filósofo da macrobiótica, é o mais preparado para enfrentá-la.
Esse negócio de congelar a realidade por 20 anos, mediante proposta de emenda constitucional, a PEC 95, fixando limite de gasto, deu nos nervos de Bolsonaro.
Vai levá-lo para o buraco, não dá voto, não garante reeleição, sua obsessão.
Querem, com o economicídio de Paulo Guedes, levá-lo ao suicídio eleitoral.
A direita não acredita em mercado, na perfeição concebida por Jean Baptiste Say, de que toda oferta gera demanda correspondente.
Marx, comentou, sarcástico: sim, isso seria possível, se tirasse o lucro da jogada.
Há, há, há.
Só na imaginação!
Os capitalistas têm horror ao livre jogo mercadista.
Nele, os preços caem, no ambiente da concorrência, levando a economia à deflação, maior inimiga do capital, como disse Keynes.
Bolsonaro, intuitivamente, sabe que não dá certo, nunca deu, como negam os oligopólios, que se expandem para fugir do fantasma deflacionário.
Só tem uma condição de dar certo: na porrada, com Pinochet, ídolo de Bolso e Guedes, mediante liberalismo puro ditatorial, no qual tem maluco que acredita, para acomodar consciências culpadas.
Fazer o que contra a ingenuidade lúgubre?

https://josepaulokupfer.blogosfera.uol.com.br/…/pais-parad…/

https://www1.folha.uol.com.br/…/bolsonaro-volta-atras-e-def…

https://www.valor.com.br/…/campos-diz-crer-em-recuperacao-m… 

Craque

 

 

 

Eleição descongela teto de gasto

PEC da morte inviabiliza governabilidade

O dia foi nervosíssimo na Fazenda, na Câmara e no Planalto. Não apenas porque o presidente Bolsonaro fez aquele papelão vergonhoso com a presidente Bachelet, que escandalizou o mundo. Tremenda baixaria. Não.  O nervosismo ficou por conta da tomada de consciência de Bolsonaro de que está  com bomba atômica da PEC da morte no colo pronta para explodir. O congelamento dos gastos sociais que paralisa a economia joga o sonho da reeleição para as calendas gregas e apavora candidatos às prefeituras, no próximo ano. A oposição está  feliz da vida, vendo o barco bolsonarista afundar. Aí , Bolso caiu na real, mandou o ministro Ônix dizer que cogita detonar a PEC da morte, e à tarde saiu do Planalto e foi à Fazenda conversar com Paulo Guedes. Conversar o que? Claro, que ele dê um jeito nesse fantasma da morte que o ameaça. Guedes,  homem do mercado, maior beneficiado com o teto neoliberal dos gastos, pois só sobra dinheiro para pagar juros da dívida, tremeu nas bases. Pediu socorro ao deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, também, homem da banca. Botafogo, como  Maia é  conhecido, declarou que mexer na PEC é impossível. Não  é  o que disse faz algumas semanas. Tinha admitido mexer nessa caixa de marimbondo, depois da reforma da Previdência, atendida a demanda dos bancos, maiores interessados no fim do sistema de seguridade social. Queria faturar esse anúncio. Haveria relaxamento na austeridade fiscal. Ganharia pontos políticos, faturaria na sua pretensão de sair como salvador da pátria. Bolsonaro, que não é  besta, disse: essa é  pra mim, deixa que eu bato esse pênalti . Por que deixaria para Maia? Descongelar gastos sociais põe  economia para respirar, cria expectativa positiva, alivia pressão dos aliados inquietos. Melhoraria, portanto, a imagem de Boso, que já  está suja como puleiro de pato. Pô, mas não era para o congelamento durar 20 anos? Era! Mas, na teoria. Na prática, a teoria é  outra. O congelamento neoliberal, portanto, está  indo para o sal. Não  está dando para segurar. A água bateu na bunda. Bolsonaro quer faturar o descongelamento, quando cresce, no Congresso, discurso pela retomada da produção e do consumo, tirando-os da geladeira. Senão não ganha eleição. Mais do que nunca o presidente está  precisando dessa notícia.  Os aliados já  estão todos de olho nas municipais de 2020. Guedes virou empecilho com sua terapia ortodoxa. Ônix deve vencer essa parada. Neoliberalismo não ganha eleição. Olha Argentina aí.

Colapso do congelamento neoliberal

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Caos argentino à vista

Vai caindo a ficha dos neoliberais, pregadores neuróticos do livre mercado e da austeridade fiscal a qualquer custo, diante do estrangulamento das finanças públicas, produzido pela PEC 95 do teto de gastos, imposta pelo golpe de 2016.
Não tem dinheiro para mais nada, e não por excesso de gastos sociais, mas por falta deles.
A loucura neoliberal não entendeu, ainda, que gasto social não é custo, é renda. 
O governo gasta para arrecadar.
É jogo dialético.
Governo não é dona de casa, que gasta só o que tem no bolso.
Ele é produtor de receita, desde que gaste.
Se não gastar não há arrecadação.
Gastou, tem dinheiro em caixa, porque a lógica do gasto é sua própria multiplicação, como ensina Gunnar Myrdal, Keynes, Getúlio, os positivistas do século 19, Bismark, e comunistas, como Lenin etc.

Congelar os orçamentos da educação, da saúde, da segurança, da infraestrutura é economicídio.
O pessoal de Paulo Guedes leva Bolsonaro para a bancarrota de Macri, na Argentina: descongela apenas para os rentistas, que não gastam nada, nem pagam impostos, pois são sonegadores empedernidos, jogando suas reservas nos paraísos fiscais.
Resultado: não se pode mais cumprir a danada da regra de ouro orçamentária, que proíbe imprimir moeda para pagar dívida e salários.
No ano passado, o tesouro teve que fazer isso, imprimiu R$ 280 bilhões.
Caso contrário, haveria explosão, não teria grana para pagar salários dos servidores.
Esse ano, repeteco.
A máquina terá que imprimir outros R$ 380 bilhões, por aí.
Esse dinheiro vai para circulação virar arrecadação, ao contrário dos mais de R$ 400 bilhões destinados ao pagamento de juros e amortizações, que não dão retorno algum ao desenvolvimento sustentável.
A realidade está mostrando aos esquizofrênicos defensores da tese maluca, que faz cabeça de Guedes, que seguir a sua recomendação joga o país no caos.
O Brasil, sob Guedes, está debaixo do padrão ouro, que acabou na crise do lassair faire, no crash de 1929.
Voltar a ele, é retornar ao útero materno.
Só Freud explica.

Guerra China-EUA pode desvalorizar reservas nacionais

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Desenvolvimento ou especulação?

Claudia Safatle, no Valor, diz que as reservas líquidas nacionais, descontadas despesas operacionais relativas a administração delas, está em torno de 320 bilhões de dólares contra os 381 bilhões brutos, acumulados na era desenvolvimentista lulista/dilmista.
Explica que como as taxas de juros externas hoje estão na casa do zero ou negativo, o custo delas é cadente, baixíssimo.
Ficar com elas paradas, portanto, seria negócio ruim, se fossem administradas por empresários, por exemplo, cujo espírito, essencialmente, é pragmático.
Estão sempre atrás do custo de oportunidade, para lucrar o máximo possível.
Por que, então, ficar com esse dinheirão parado, enquanto a economia abre o bico por falta de investimentos, na casa dos 15,5% do PIB, taxa mais baixa da história moderna brasileira, ou seja, depois da construção das bases do estado nacional por Getúlio Vargas?
A Alemanha contenta-se com nível de reservas cambiais na casa dos 90 bilhões de dólares.
Planejamento ou especulação?
Se fossem jogados 100 bilhões na circulação capitalista brasileira, de forma programada, claro, num espaço de 10 anos, que desenvolvimento, heim, minha gente!?
A economia não vive de expectativas?
Ao contrário, o BC, nas mãos do ultraneoliberal Roberto Campos, começa jogar as reservas no bolso de quem já esta cheio da grana, os banqueiros, cujas reservas de caixa alcançam cerca de R$ 1,4 trilhão.
É jogar dinheiro no ralo.
Não tem volta em termos de desenvolvimento sustentável.
Se, como argumenta Safatle, parte da valorização do dólar advém da fragilidade econômica, tocada pelo, também, ultraneoliberal Guedes, as reservas, jogadas no crescimento, não amenizariam o problema e viraria o jogo em favor do Brasil?
Os banqueiros inventaram o eufemismo “depósitos voluntários”, que os levam a jogar suas reservas no BC.
Em troca, recebem papéis, pagando juros, sempre, especulativos.
Se tivessem que aplicar, não no BC, mas na produção e no consumo, o juro despencaria e a economia cresceria velozmente.
Só falta decisão política… nacionalista!
O BC, comandado pela banca, antinacional, decisivamente, não está preocupado com o Brasil, mas com os especuladores.
Dívida e guerra
E tem mais: se a China, que tem 4 trilhões de dólares em reservas e está em briga comercial com os Estados, resolver desovar verdinhas na circulação global, como forma de retaliação, o baque cambial planetário seria estrondoso.
Nossas reservas, que, hoje, estão na casa dos 380 bi/dólares, poderia cair à metade, ou menos, 140 bi, por aí.
Não seria negócio antecipar essa previsível realidade, no ambiente da guerra entre potências, para a gente faturar desenvolvimento, antes que a moeda de Tio Sam vire papel pintado, tipo marco alemão da década de 1920/30?
A dívida pública, que mantém o dólar abalado, virou maior inimigo dele como moeda reserva internacional, exposta ao ataque chinês, obediente à estrategia de Sun Tsu de agir na hora certa.
Moeda não é, como querem os neoliberais, simples valor de troca.
É muito mais que isso.
Nunca é demais lembrar Colbert, ministro das Finanças de Luis 14: “A dívida é o nervo vital da guerra.”
 
https://www.valor.com.br/brasil/6413999/reflexos-do-juro-baixo-na-taxa-de-cambio

Dinheiro é vendaval

 

Setembro negro bombeará oposição a Bolsonaro

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Escassez geral

O congelamento de gastos públicos sociais – porque os gastos financeiros estão descongelados, para atender os credores – levará a economia ao colapso do setembro negro, pré-anunciado pelos próprios neoliberais do governo.
Não vai ter dinheiro para nada.
Grande expectativa na oposição.
Será a grande beneficiada com crescente colapso da terapia neoliberal adotada pelo ministro Paulo Guedes, acompanhada do incêndio criminoso na Amazônia, sob protesto internacional.
Como mostra o repórter Ribamar Oliveira, no Valor, até despesas com cafezinho e papeis – o higiênico, também, Zé de Riba? – estão sendo tesourados, para conter gasto discricionário.
É sinal de que o desemprego e a fome continuarão aumentando, incontrolavelmente.
Afinal, são os gastos sociais, no orçamento geral da União, carro chefe da economia, para produzir arrecadação e investimentos em infraestrutura.
Sem eles, cresce a fragilidade econômica, que produz expectativa negativa aos agentes econômicos.
O resultado dessa fragilidade se verifica na instabilidade cambial, intensificada pela guerra comercial China-EUA.
A desvalorização da moeda chinesa obriga todos os países a desvalorizarem, também, a fim de não perderem competitividade internacional.
O resultado negativo disso, porém, é o aumento do déficit comercial e do balanço de pagamentos, que obrigam o governo a contrair dívida externa para pagar importações.

Corrida contra moeda

O mercado, nesse contexto, corre contra moeda nacional, antevendo dificuldades, que crescem, ainda mais, com o congelamento geral das forças produtivas, conforme determina a PEC 95, em vigor, desde o golpe neoliberal de 2016.
A gritaria, no Congresso, verificou-se, essa semana, nas comissões.
Os setores de saúde, educação, infraestrutura, segurança abriram o bico.
Também, prefeitos em pencas passam o chapéu na Esplanada e nos gabinetes parlamentares.
Clamam no deserto, no momento em que o governo Bolsonaro diz que não tem grana nem para apagar fogo na floresta, nem qualquer outra despesa que apareça.
O estrangulamento financeiro estatal, imposto pela PEC do Teto de Gastos, é versão do shoutdown, que tem se verificado nos Estados Unidos, nos últimos anos, dependentes de liberação de verbas pelo Congresso.
Na Argentina, mesma coisa.
O colapso do modelo neoliberal, que derrotou Macri, nas eleições primárias, joga a população nas ruas, para protestar contra a fome.
É o sinal claro de que a vitória eleitoral, em outubro, será da chapa peronista-kirchnerista Fernandez-Cristina.
Macri, até lá, vai, apenas, cumprir tabela, para tentar renegociar com o FMI papagaio de 57 bilhões de dólares.

Esquerda, volver

Por aqui, a esquerda vê suas chances aumentarem, mas, também, coloca barbas de molho, diante do que está acontecendo com o virtual vitorioso, na disputa eleitoral: os banqueiros, antevendo perigos, fazem ameaças.
Prometem fugas de capital em massa.
Por isso, cresce defesa da aliança China-Argentina, para que los Hermanos não fiquem presos ao dólar como garrote no pescoço.
Certamente Fernandez-Cristina não vão suicidar-se, na véspera, mas já se especula que os bancos querem colocar alguém tipo Joaquim Levy, homem do Banco Mundial, para tentar administrar o caos neoliberal pós Macri.
Viável?
O setembro negro que vem aí por aqui é um ensaio geral da bancarrota argentina que não suporta teste das urnas.
Os neoliberais derrubaram Dilma, depois de perderem disputa em 2014, mas foram vencidos na eleição de 2018.
Os candidatos do golpista Temer, Meirelles, PMDB, e Geraldo Alckmin, PSDB, não aguentaram o rojão.
Bolsonaro faturou graças às fraudes e fake news, agora alvo de CPI, no Congresso, apoiada, nessa quarta-feira por ampla maioria em plenário.
A oposição vai agir na vanguarda, como está acontecendo na Argentina, protestando contra a fome e o desemprego, nas ruas, ou continuará vacilando em convocar greve geral?

https://www.valor.com.br/…/mesmo-em-shutdown-o-gatilho-nao-…

https://www.brasil247.com/…/argentinos-vao-as-ruas-contra-a…

https://g1.globo.com/…/pib-do-brasil-cresce-04percent-no-2o…

https://www.brasil247.com/…/com-economia-em-crise-igp-m-a-i…