Trump derrota Putin e Jiping na disputa pelo Brasil no tabuleiro da geopolítica global

GEOPOLÍTICA GLOBAL
TRUMP SEGURA TEMER PARA NÃO ABRIR ESPAÇO A JIPING E PUTIN COM LULA.

Geopolítica sul-americana

O império americano está satisfeito.

Trump levou grande vantagem em relação a Putin e a Jiping relativamente à disputa pelo poder político e econômico brasileiro, depois do golpe de 2016, que detonou Dilma e o PT e tenta inviabilizar candidatura Lula.

Temer fez o jogo de Washington.

Eliminou o que Tio Sam temia: a crescente influência de Moscou e Pequim, no Brasil, e na América do Sul, durante governos Lula e Dilma.

Pior, para a Casa Branca, seria mais quatro anos para Lula, se ele puder disputar, se não for condenado pela justiça.

Dor de cabeça para Washington volta de Lula ao Planalto.

Temer é pau mandado da Casa Branca.

Está destruindo o que Washington sempre quis destruir, desde Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon etc : toda a cadeia produtiva do petróleo no Brasil.

Washington sabe que se trata de jogar no chão sustentáculo do desenvolvimento nacional, a Petrobras, desde Getúlio, JK, Jânio, Jango, os militares e todos governos neorrepublicanos, com o carro chefe da indústria automobilística.

Delenda Cartago!

Trump enquadrou o governo Temer, comandando-o, na prática, pela cabeça neoliberal washingtoniana do PSDB, alinhada aos interesses do mercado financeiro internacional.

Garantiu, assim, poder de acelerar desnacionalização da estatal petrolífera, para garantir, aos Estados Unidos, fornecimento de óleo cru barato do pré sal e mercado importador de combustíveis refinados, no Brasil e na América do Sul.

Feito isso, o império mandou parar o Brasil com a PEC 95, que congela, por vinte anos, os gastos/investimentos sociais, reajustando-os ao ritmo cadente do PIB, para impor programado estado mínimo com o qual se apressa privatizações.

O estado mínimo descapitalizado deixa de ter capital para capitalizar suas empresas e bancos.; justifica-se, racional e liberalmente, sua extinção, do ponto de vista de Washington, avaliando custos e benefícios, para as empresas americanas, favorecidas por Temer no Planalto.

O modelito do mercado expulsou a sociedade dele para poder dar certo; foi as ares com a greve geral dos caminhoneiros, categoria social que atuou bravamente no ambiente de luta de classes aberta.

A sociedade reagiu ao modelo pau brasil neoliberal que Washington bolou para a Petrobras: exportar madeira crua/óleo e importar móveis/refinos etcm, como no tempo do Brasil Colônia.

Com Parente na Petrobras, ou alguém que continuar o trabalho dele, Trump dá as cartas com as regras coloniais e cria o ambiente para manter Lula preso, sem capacidade de competir.

Estados Unidos tiram, dessa forma, o Brasil da rota dos BRICs, na Eurasia, em parceria com China, Rússia e Índia, nova rota do desenvolvimentismo mundial, previsto para século 21.

Se o Brasil se integrasse aos BRICs, com volta de Lula ao Planalto, fortaleceria China/Rússia, na guerra comercial que Trump desatou contra Eurásia.

Nas mãos de Washington, Temer obediente, do ponto de vista de Trump, é tudibom.

Wall Street e os fundos de investimentos internacionais, compostos por corporações industriais e financeiras, dão as cartas na economia brasileira, reservando 40% do Orçamento Geral da União(R$ 2,7 trilhões, 2017), para o mercado financeiro.

Lula preso, Temer na UTI

Certamente, se Lula tivesse se exilado em Pequim ou Moscou, estaria, de lá, atuando do ponto de vista geoestratégico, como ponto de partida para entender o que realmente está por trás do golpe de 2016.

A geopolítica de Washington, que, também, manipula o petróleo, deu, sem dúvida, uma faturada em cima de Moscou e Pequim, ao evitar a opção brasileira pelos BRICs, até agora.

Washington cuidou de anular, com as forças do Estado, manipulado pelos interesses do mercado, o único fator que poderia e poderá desestabilizar sua estratégia de recolonização brasileira e sul-americana por Tio Sam: Lula.

Lula livre é o maior perigo que tem pela frente o lourão da Casa Branca, que tem horror de se aproximar do aliado incômodo, mas, necessário, Temer.

Trump, porém, não tem controle do antagonismo que sua estratégia política libera: a greve geral.

Num primeiro momento, ela parou, economicamente, o Brasil, para mudar a Petrobrás.

Num segundo momento, pode ou não parar, politicamente, o País por Lula livre?

A dialética está em movimento de incompatibilidade com o pensamento mecanicista, estático, conservador, neoliberal, que se sucumbiu na greve geral.

O jogo está aberto.

 

 

 

CPMF urgente prá salvar economia. Paga + quem ganha + e menos quem ganha menos

Apoio popular

Paga mais quem ganha mais. Paga menos quem ganha menos. Esse é o espírito da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – que o Congresso poderia discutir e aprovar agora, para cobrar imposto dos mais ricos e, dessa forma, obter mais arrecadação, para tocar os investimentos, que sumiram com o congelamento neoliberal de gastos sociais, responsável pela recessão e o desemprego.

Os congressistas recuperariam seu prestígio junto à população, diante da qual estão, tremendamente, desgastados, por terem apoiado golpe parlamentar-jurídico-midiático, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos. Por conta dessa insensatez completa, o País entrou em buraqueira total. A economia desandou, com a cruzada neoliberal, ditada por Tio Sam aos vira-latas tupiniquins, contra direitos e garantias constitucionais dos trabalhadores. Instalou-se insegurança jurídica por todos os lados e os agentes econômicos entraram em profunda expectativa negativa.

O corte dos gastos sociais – que são investimentos – inviabilizou arrecadação tributária, pois, afinal, são eles que geram renda disponível para o consumo. Resultado: colapso da produção, distribuição, circulação e investimentos. Os governistas no Congresso embarcaram na canoa furada neoliberal de eliminar o Estado da economia. Deu no que deu, com destaque para a desastrada política de combustíveis.

Ficção econômica

O mundo está careca de saber que preço do petróleo é algo fixado por guerras de controle do produto onde ele existe, tornando-o alvo de manobras de oligopólio, manipulações e jogadas imperialistas que, por exemplo, levam o capitalismo, nesse momento, a uma profunda instabilidade global. Economia de mercado, nesse ambiente, é ficção econômica.

Nesse contexto, a política do desgoverno Temer afundou o País, seguindo orientação neoliberal de Pedro Parente, ligado a Wall Street, de reajustar, quase, diariamente, preços de diesel e gasolina, tornando a vida da população um inferno.

O objetivo dessa trapalhada toda é o que se vê: carrear renda da população para o bolso dos poderosos financistas que tomaram conta da Petrobras, levando a empresa a uma política entreguista da sua maior riqueza, o pré sal. Beneficiaram-se apenas, corporações e bancos internacionais, que não gastaram um tostão, para tirar o óleo das profundezas do mar, levando, agora, a parte do leão, por meio de providências fiscais e tributárias, cujas consequências destroem o poder aquisitivo da população.

Como reaver esse dinheiro roubado do povo, por política neoliberal antinacionalista, entreguista, cujas consequências foram secar o poder de compra dos salários, elevar o desemprego, destruir o PIB e instaurar, no País, clima de guerra civil, se o desabastecimento continuar por mais alguns dias, algo previsível, dado o casos imperante?

Desastre neoliberal

Diante do estrago da política neoliberal, que destruiu o Estado como agente econômico – única variável independente no capitalismo que se pratica no mundo, atualmente -, que emite dinheiro e o distribui na circulação capitalista moderna, para elevar preços, diminuir salários, reduzir juros, perdoar dívida dos produtores, consumidores e do próprio governo, de modo a aumentar eficiência marginal do capital(lucro) e despertar espírito animal dos investidores, o governo perdeu capacidade de arrecadar.

Os governistas entreguistas sob controle de Tio Sam, com apoio de um Congresso rendido à mentira neoliberal, manipulada pela Rede Globo e o poder midiático oligopolizado, em geral, partiram para o suicídio político, à mostra, com o repúdio popular ao presidente e sua gangue irresponsável.

Estão, todos, nesse momento, perdidos, com o ministro da Fazenda arrancando os cabelos, sugerindo aumento de imposto, diante da necessidade de cobrir o rombo provocado pelo assalto ao bolso do povo pela política de preços da Petrobrás.

Quem vai pagar essa conta?

CPMF já

Não seria razoável que os que estão ganhando mais com essa política insensata, que empobrece, aceleradamente, a população, pagasse o prejuízo?

Guardia disse que precisa arranjar R$ 10 bi para cobrir desembolso que o tesouro terá que realizar para cobrir buraco a ser provocado pela redução de R$ 0,46 no preço do diesel, congelando por 60 dias tal decisão, de modo a salvar caminhoneiros.

Como fazer isso, sem afetar, ainda mais, os mais pobres, que estão se esfolando diante da loucura neoliberal de Temer e cia ltda?

Por que não solução tributária emergencial, tirando mais dos que estão ganhando absurdamente com o receituário neoliberal economicida, sob pena de ocorrer o que os congressistas já temem, ou seja, rebelião popular?

CPMF emergencial para tirar dos mais ricos, especuladores, por que não?

São eles os que mais lucram com a descongelada movimentação financeira – recursos financeiros orçamentários – correspondente a 40% do Orçamento Geral da União(OGU), realizado, no ano passado, de R$ 2,8 trilhões, já que os 60% restantes estão submetidos ao congelamento neoliberal.

É esse montante(40%) que corresponde ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública interna, beirando a casa dos R$ 5 trilhões.

Se, por exemplo, rolasse uma alíquota de 0,38% de CPMF, imaginada quando a ideia de criação dela surgiu, pintaria arrecadação perto de R$ 50 bilhões: R$ 2,8 trilhões x 40% x 0.38%.

Daria para bancar 4 vezes o valor correspondente à desoneração do PIS, Cofins, Pasep e Cide incidentes sobre o preço do litro do diesel, decidida depois de oito dias de greve, que levou o governo às cordas.

Se tudo virou emergencial, para evitar o caos, a CPMF poderia ser baixada em regime de urgência, tipo medida provisória, para durar, por exemplo, 12 meses, com objetivo de levantar esse dinheiro.

Novo sistema tributário

A CPMF poderia ou não se transformar em germe de novo sistema tributário, simples, transparente, democrático e justo, na medida em que paga mais quem ganha mais e paga menos quem movimenta menos?

Inviabilizar-se-iam tentativas de sonegação, tão facilitada pelas contabilidades e planejamentos tributários concebidos pelos capitalistas financeiros especuladores, para fugir do imposto de renda.

Não haveria, também, incidência sobre lucros e dividendos dos acionistas das empresas, hoje, isentos de sofrerem qualquer tributação?

As grandes fortunas e as heranças, mudando de mãos, também, seriam atingidas pela movimentação financeira que se dá diuturnamente na rede bancária.

Não ficariam de fora nem os traficantes, que lavam, por meio da circulação do dinheiro, suas fortunas.

Micro, pequenos, médios, grandes e gigantes empreendedores,  movimentações financeiras, seriam atingidos, proporcionalmente, aumentando, consequentemente, a base tributária e a arrecadação.

O processo educativo tributário democrático decorrente da cobrança automática da movimentação financeira, ampliando base tributária e arrecadação consequente aumentaria transferências de recursos da União aos Estados e Municípios.

Novo federalismo

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), deixou escapar, ontem, durante coletiva, no salão verde do Congresso, que o sistema tributário entrou em colapso, chegando, portanto, a hora, de rediscuti-lo.

Prometeu, para hoje, iniciativa, nesse sentido, para levar adiante, na Casa, projetos de lei, que tentam montar novo sistema tributário, para substituir o atual, caduco, já que sua serventia histórica, nos últimos 50 anos, contribui para concentrar renda e desequilibrar econômica e financeiramente a federação brasileira.

E então, congressistas golpistas, que derrubaram governo eleito, democraticamente, levando o País ao caos presente, mãos à obra, agora, para refazer as cagadas que produziram!

Coragem, minha gente; seria a hora da classe política se redimir diante da população, no momento em que precisa do voto para se eleger na eleição de outubro.

Tucanagem washingtoniana para manter Parente na tarefa de privatizar Petrobras

Gaspari quer salvar Parente e demonizar caminhoneiros. Trata os empresários donos de caminhão como bandidos. Tenta desidratar o movimento como produto de luta de classe. Os caminhoneiros não seriam categorias sociais, mas algo produzido no exterior da realidade objetiva, desconectado do real concreto em movimento dialético. Enganação dos golpistas: eles são categorias sociais diversificadas, de acordo com o capital que representam em seus negócios. A greve é resultado de luta pela renda na distribuição, que os acionistas privados da Petrobras querem para eles, ou seja, a parte do leão, sempre, ampliada. Para os distribuidores, resta o conflito distributivo, que se expressa na grande greve, cujo controle saiu das mãos do governo golpista. Na prática, a greve é nocaute/locaute no golpe parlamentar-jurídico-midiático, comandado por Tio Sam, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos. Deu no que deu: colapso neoliberal determinado pelo mercado especulativo contra o interesse público.

Livre mercado para inglês ver

O cinismo do indisfarçável tucano colunista Élio Gaspari, hoje, no Globo e na Folha, não tem tamanho.

Ele considera perfeita a política de preços livres praticada por Parente, na Petrobras, que, na verdade, é ditada pelas multis do petróleo, conforme jogo de poder e correlação de forças entre as potências, dentro de critérios geopolíticos estratégicos.

A OPEP – 14 países produtores –  nasceu em março de 1960 para fugir da manipulação dos preços feita pelas sete irmãs(Estados Unidos, Inglaterra, Países Baixos etc, então principais compradores e distribuidores), e, desde então, ninguém acredita nesse papo furado que Parente, apoiado por Gaspari, sustenta, dada sua completa irrazoabilidade.

Há, sem dúvida, o fator oferta-demanda, mas outros fatores, tão ou mais importantes, entram em cena, que mantêm volatilidade permanente nos preços do insumo mais importante na economia capitalista.

Petróleo e seus derivados – uma variedade quase infinita – são, fundamentalmente, regidos por oligopólios.

O preço oligopolizado subiu de 10 dólares o barril, nos anos 1960, para 147 dólares, na crise de 2008; em 2009 caiu para 100 dólares; em 2018 está em torno de 68 dólares.

Fora da OPEP, estão a Rússia, segunda maior produtora mundial, México, Noruega e Azerbaijão, e ninguém obedece, estritamente, ninguém.

Todos cuidam de ter sua autonomia relativa, para influir no preço final etc, já que se trata de produto finito, portanto, relativamente, escasso, e a alta de preços é determinada pela escassez, sempre, manipulada etc.

Desinformação política

Gaspari deveria se informar melhor para não enganar leitores e leitoras ao afirmar, categoricamente, que Parente adotou política correta de preços seguindo mercado internacional.

Pratica, apenas, desinformação política, porque o jogo de dominação do petróleo é, essencialmente, político.

Em estudo minucioso, 120 páginas, intitulado VARIAÇÃO HISTÓRICA DOS PREÇOS E DAS RESERVAS DE PETRÓLEO BRASILEIRAS E INTERNACIONAIS NO PERÍODO 1992 – 2011, Marina Gomes, do Instituto de Geociências e Ciências Exatas, da Universidade Estadual Paulista, Campus de Rio Claro, conclui:

” O mercado petrolífero não é um mercado comum, e sua complexidade aumenta, drasticamente, quando se consideram os aspectos estratégicos e geopolíticos envolvidos, resultando, assim, em incertezas e grandes preocupações;

“A tentativa de controle dos preços sempre foi um desafio para as grandes potências mundiais, uma vez que o aumento do preço do petróleo beneficia os países exportadores, mas, prejudica os importadores, principalmente, aqueles considerados como menos desenvolvidos;

“As estratégias dos produtores adotadas diante das crises do petróleo   demonstram, historicamente, como a economia pode ser usada como um instrumento de poder e dominação entre as nações, e como planejamentos e estratégias e rearranjos da oferta e da demanda privilegiam o crescimento desta economia, principalmente, no atual período, com a nova era petrolífera brasileira, iniciada com a descoberta do pré-sal, em meio a um contexto de crescimento da necessidade do uso do óleo e de seus derivados.”

Capital é poder

Petróleo é dinheiro vivo, é capital, é poder sobre coisas e pessoas, é instrumento de dominação internacional.

Os americanos, manobrando a UDN golpista, no Brasil, levou Getúlio ao suicídio, como forma de resistência ao assalto à maior riqueza nacional.

Os militares, no poder, levaram o Brasil à condição de sétima economia mundial, usando a Petrobrás como instrumento desenvolvimentista.

A estatal virou arma do Estado nacional, como aprendizado decorrente da própria exploração, distribuição e circulação do óleo, como insumo fundamental ao desenvolvimento capitalista.

No Brasil, os vais e vens da política de preços, sempre manipulada, foram enfrentados, até o golpe parlamentar-jurídico-midiático, comandado por Washington, para tirar PT do poder, por gestão estratégica flexível às exigências da produção e do consumo e toda a sua complexidade política, econômica e geoestratégica.

Com Temer, o Brasil, rendido à Casa Branca, à CIA e ao FBI, que espionaram a empresa, para derrubar Dilma, a Wall Street e ao mercado especulativo, desdenhou o consumidor e o interesse nacional,  para privilegiar o interesse do acionista.

A abertura do pré sal às multis internacionais, por meio de um Congresso vendilhão do templo, instalou na Petrobrás, com Pedro Parente, homem do mercado, a lógica imperialista, ditada por Trump,  de que a Petrobrás, a serviço do acionista, em primeiro lugar, deve ser exportadora de óleo cru e importadora de derivados.

É a mesma lógica que vigorou com a exploração do pau Brasil, até ele acabar, como riqueza econômica: exporta a madeira crua e importa os móveis fabricados pelos importadores; vende barato e compra caro; permanente deterioração nos termos de trocas cambiais; colonização econômica permanente.

Sucateamento automobilístico 

O mesmo jogo começa a ser feito com a indústria automobilística.

O lourão da Casa Branca, quer, em relação às montadoras instaladas no Brasil,  taxar em 25% a entrada de carros nos Estados Unidos, para esvaziar indústrias concorrentes das americanas.

Desmobilização de estrutura produtiva e ocupacional que representa carro-chefe da economia brasileira desde os anos 1950.

Trump, durante campanha eleitoral, disse que os Estados Unidos espalharam muito dólar pelo mundo no pós guerra que foi utilizado para erguer indústrias na periferia capitalista global, fazendo concorrência com fabricantes americanos.

Chegou, para ele, a hora de repatriar esses dólares via 1 -elevação da taxa de juro e 2 – taxação dos produtos industrializados periféricos, se quiserem ser comercializados na terra de Tio Sam.

Livre mercado?

Há, Há, Há!

Sempre há trouxas para acreditar em estórias da carochinha contadas pelo Império.

Só os vira-latas da periferia capitalista, sócios menores das corporações imperialistas, na condição de distribuidores delas, no mercado periférico, continuam com esse papo furado do lassair faire, encerrado na crise de 1929.

Tio Sam quer a Petrobras, apenas, como exportadora de matéria prima e distribuidora dos produtos refinados vindos da América.

Elio Gaspari, defendendo Pedro Parente e sua política entreguista de preços, que favorece consumidor americano e lasca consumidor brasileiro, reforça comportamento do governo Temer: rendição total a Washington.

Tucanagem washingtoniana sem vergonha, para proteger Parente como avalista da política neoliberal que levou o País à greve geral.

Parente derrubado, golpe derrotado.

Tio Sam não quer isso de jeito nenhum.

Olha a faca!

 

Hora D das Forças Armadas em meio ao colapso neoliberal do Governo Temer

NACIONALISMO X NEOLIBERALISMO
Greve geral dos caminhoneiros colocou as Forças Armadas estão no centro do poder diante do colapso do modelo econômico neoliberal temerista. Mas, elas estão divididas. De um lado, o general Villas Boas, comandante do Exército, representa forças nacionalistas militares dispostas a exercerem flexibilidade geopolítica estratégica para evitar rendição total do Brasil aos Estados Unidos, no cenário global, aproximando-se, também, dos BRICs. De outro lado, o general Sérgio Etchgoyen, mais à direita, situa-se à frente dos que defendem alinhamento ao governo Trump, pregador da abertura total da economia nacional ao capital americano e promotor, agora, da desestabilização da indústria automobilística brasileira ao informar que cobrará tarifa de 25% de importação sobre automóveis. Desindustrialização brasileira em ritmo acelerado, politica, econômica e socialmente explosiva.

E agora, José?

O colapso neoliberal caiu no colo dos militares.

Terão que lidar com batata quente que virou o governo completamente vendido a Wall Street e a Tio Sam, produzindo, consequentemente, greve geral, que parou o País por uma semana.

Depois dessa greve dos caminhoneiros, rolou, espontaneamente, união nacional contra o governo.

O esporte nacional é falar mal de Temer.

O arco vai da esquerda à direita e vice-versa, dos geocentros multidirecionais politicamente em ebulição, todos unidos contra o governo.

Popularidade zero ou abaixo de zero, é o tom das ruas.

Quem vai querer fica perto do elemento, em tempo de campanha eleitoral?

Governo do povo ou do mercado?

Temer e cia ltda neoliberal deixaram o governo nas mãos do mercado e lavaram suas finíssimas mãos.

Resultado: recessão, desemprego, PIB de 1%, deflação, instabilidade cambial, ebulição política, inviabilidade eleitoral das forças governistas, greve geral etc.

O governo perdeu controle da situação e o presidente virou um boneco inarticulado, sem credibilidade.

Na sexta feira, falou pela manhã e a greve continuou à tarde.

Ninguém deu bola prá ele.

À noite entrou em cena o novo poder: junta governativa – general de Defesa, Joaquim Silva e Luna; general Sérgio Etchgegoyen, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmam. 

Junta militar

Os novos comandantes do poder, diante de um presidente prostrado, são as forças armadas e de segurança do País.

Tentarão controlar a irracionalidade econômica que se transformou o receituário neoliberal baixado pelos golpistas de 2016 em forma de congelamento geral de gastos sociais e descongelamento dos gastos especulativos.

A greve geral é produto dessa desarticulação.

Emergiu-se às pressas ação emergencial para manter Temer de pé, completamente, abandonado pelas suas ex bases políticas, dada a sua fragilidade governativa, sem nenhuma expectativa eleitoral.

O defunto político Temer está sendo velado pelos militares.

Qual contrapartida?

Os militares darão apoio de olho fechado ao governo Temer totalmente desacreditado, para se queimarem, em seguida, perante a opinião pública?

Ou defenderão novo rumo para política econômica pautada no congelamento economicida neoliberal, bombeador de recessão e desemprego?

O comandante do Exército, General Villas Boas, previu a crise neoliberal no dia do soldado, 25 de agosto, em 2016, palestra no Ceub.

Destacou, naquele momento, em que se articulava golpe parlamentar-jurídico-midiático, para derrubar presidenta eleita com 54 milhões de votos, que o Brasil estava no rumo errado, no compasso do mercado especulativo, sentindo-se vergonha de ser nacionalista.

Soberania ou submissão?

O brasileiro, disse Villas Boas, gosta de elogiar o nacionalismo dos outros e fala mal do nacionalismo brasileiro, diminuindo-o.

Para ele, soberania nacional requer política econômica nacionalista, que garanta emprego, saúde e educação, sem os quais não haverá segurança pública.

O suporte industrial, capaz de garantir a independência e soberania nacional, disse, é o mercado interno consumidor forte.

Somente por aí, completou, haverá desenvolvimento científico e tecnológico a serviço da produção e da produtividade, visando avanço cibernético e consciência ambiental, capaz de garantir sustentabilidade econômica.

Tudo o contrário do que o neoliberalismo de Temer, importado de Washington, está produzindo.

A estratégia neoliberal entreguista antinacionalista de Temer choca-se diretamente com o Plano Nacional de Defesa(PND) e a Estratégia de Defesa Nacional(EDN), que os militares têm como norte para o futuro das forças armadas, conforme aprovados no Congresso Nacional, em 2005 e 2007.

O congelamento de gastos mandou ao espaço o sonho nacionalista militar. 

Divisão dos generais

Mas, os generais estão divididos, no plano da política econômica e da orientação geoestratégica nacional no cenário global.

O comandante do Exército apregoa reformas para dotar o Brasil de moderna indústria de defesa capaz de proteger interesses nacionais geoestrategicamente ameaçados, principalmente, agora, pelo impulso imperial norte-americano de Trump.

Entende, também, como disse, que indústria de defesa, como acontece em todos países capitalistas desenvolvidos, é carro chefe da demanda global capitalista.

Vale a pena continuar aliado incondicional de Trump, cuja orientação para o Brasil é destruir tal estratégia nacionalista desenvolvimentista, especialmente, no momento em que ameaça taxar em 25% a importação de automóveis nos Estados Unidos.

Representaria desmontagem do parque industrial automobilístico brasileiro,

Cairia por terra infraestrutura produtiva e ocupacional, instalada a partir dos 1940, passando por todos os governos Getúlio, JK, Jânio, Jango, todos os militares entre 1964-1984, todos os presidentes neo-republicanos etc.

Seria ou não risco crescente apostar na parceria com quem está querendo destruir a competição do aliado?

Temer, no entanto, orientado pelo seu novo Rasputin, general Etchgoyan, defende alinhamento automático a Tio Sam, com a política neoliberal pró-mercado ditada pelo Consenso de Washington.

Que fazer: render-se ao mercado, que produziu o desastre dos preços dos combustíveis, levando à greve geral, ou enfrentá-lo?

As Forças Armadas estão com a palavra.

GREVE GERAL NEOLIBERAL GLOBELEZA APAGA BRASIL E FAVORECE LULA 2018

APAGÃO RODOVIÁRIO BOMBEIA CANDIDATURA LULA

CAMPANHA ELEITORAL PEGA FOGO

Está na cara que, se continuar a política neoliberal que congela gastos sociais e solta gastos especulativos, com a chamada PEC do Teto, totalmente, inconstitucional, a crise dos combustíveis vai continuar fazendo estragos.

São os gastos sociais que puxam demandam global e geram renda disponível para o consumo por meio do qual se movimentam forças produtivas, gerando emprego, renda, arrecadação, investimentos – o silogismo clássico capitalista.

Sem o movimento capitalista da produção, o governo, única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, segundo Keynes, não tem dinheiro em caixa para fazer seu dever como agente fundamental da economia capitalista: ampliar oferta da quantidade de dinheiro em circulação.

Mais oferta de gastos sociais é que inicia o circuito capitalista moderno: eleva os preços, reduz salários, diminui juros e perdoa dívida contratada a prazo pelos agentes econômicos: governo, trabalhadores e empresários, em processo de integração dialética.

É por aí que se cria o que Keynes denominou de eficiência marginal do capital, o lucro, capaz de despertar o espírito animal do investidor.

Sem isso, nada feito.

O golpe neoliberal, ditado pelo Consenso de Washington, propagado pela Globo e apoiado por aliança política antinacionalista, tirou o consumo do circuito capitalista e deu no que deu: merda.

Os carros parados nas ruas, estradas etc e tal é fruto desse miopia econômica neoliberal, que está entregando o Brasil de bandeja para os abutres internacionais, no compasso do desemprego, da fome, da instabilidade política, da destruição das empresas estatais estruturantes do desenvolvimento nacional, da formação da garantia de direitos e estabilidade social, do poder de compra dos salários etc.

Os economicidas estão no poder.

FORÇA REVOLUCIONÁRIA DA PROPRIEDADE PRIVADA DOS CAMINHONEIROS 

CAMINHONEIROS USAM SUA PROPRIEDADE PARA DEFENDER DIREITOS ECONÔMICOS. NÃO SÃO ASSALARIADOS. POR ISSO, IRRITAM LEITÃO.

Miriam Leitão, do Globo, irresponsavelmente, está vomitando barbaridades.

Diz que os caminhoneiros estão provocando o caos no país.

Ora, eles estão exercitando o direito sagrado do empresário de defender

seu negócio.

Eles são donos do caminhão, seu instrumento de trabalho.

Dependem do frete.

Se os resultados entre receita e despesa, na contabilidade fiscal deles, não permitem taxa de lucro para seu negócio, por que pagarão para trabalhar sem obter retorno?

A taxa de lucro é a renúncia ao juro, se ela for satisfatória.

Se o cara tem que pagar para trabalhar, por que não especular com a aplicação financeira?

Qualquer empresa capitalista, mesmo, a Globo, faz isso, e com dinheiro que toma emprestado a juro subsidiado no BNDES, como se sabe.

Esse é o problema da propriedade privada.

O empresário é empregado de si mesmo, não é assalariado, corre todos os riscos.

Se Pedro Parente, esse vendilhão da pátria, importa caro óleo refinado enquanto desmonta refinarias aqui dentro para atender demanda dos acionistas da Petrobrás, interessado em vendê-la aos investidores externos, para elevar seu lucro, enquanto ferra o consumidor nacional, as indústrias, os trabalhadores e, principalmente, os transportadores de combustíveis, qual a postura que devem tomar, senão proteger seu negócio?

Parente está assassinando a Petrobrás com beneplácito de Tio Sam que baixou política econômica ao governo entreguista, que inviabiliza lucratividade da maior estatal brasileira criada pelo espírito nacionalista brasileiro.

Miriam Leitão quer o que?

A bancarrota do setor de transporte, para agradar acionista privado da Petrobrás, beneficiado por Parente?

Deseja os militares nas ruas para obrigar o caminhoneiro trabalhar com prejuízo?

Sua pregação, hoje, estimula a Globo a ir ao golpismo contra caminhoneiros.

Isso é jornalismo, meu Deus do céu?

É por isso que os capitalistas têm medo de ser expropriados pelos trabalhadores, libertando-se da lógica que Miriam quer impor aos caminhoneiros, de serem assalariados submetidos ao capital.

EUNÍCIO MORRE DE CIÚME DE MAIA

DIANTE DO COLAPSO TEMER, MAIA FOI MAIS ESPERTO QUE EUNÍCIO, DOMINADO PELO CIÚME POLÍTICO

O senador Eunício de Oliveira, popular “Peito de Pomba”, entrou numa de ciumeira, relativamente, à ação política esperta do deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ).

Diante do colapso do governo Temer, rendido à crise dos combustíveis, o presidente da Câmara convocou congressistas a reduzirem impostos como COFINS, PIS, IPVA, ICMS etc, que pesam forte sobre a gasolina.

Maia descartou o miudinho, desejado pelos teleguiados do Consenso de Washington, na Fazenda e Banco Central, interessados em mexer, apenas, na CIDE, cujo peso é insignificante na formação de preços, para aliviar o bolso do consumidor, se for retirado.

O jogo de Maia foi pesado.

Bateu firme na cabeça do governo prostrado, incapaz de aceitar a desoneração fiscal dos três tributos, antes de desabar no chão, por falta de recursos.

Teria que, imediatamente, suspender o congelamento neoliberal imposto pela PEC do Teto de Gastos, que paralisa o Brasil, de norte a sul e de leste a Oeste.

Eunício, diante da iniciativa competente de Maia, fez biquinho.

Disse que não aceitaria votar, em afogadilho, mudança na PIS e Cofins.

Ciúme de cearense besta.

Seu gesto intempestivo prolongaria a crise, jogando o País no incêndio econômico, político e social já em plena ebulição.

Pegou avião e viajou não se sabe prá onde.

Foi chamado de volta às pressas a Brasília, para concertar a cagada que deu.

Não tem outro jeito senão meter o rabo entre as pernas e recolher os flaps, submetendo-se ao comando do poder em cena, o dos caminhoneiros.

São eles que, nesse momento, dão as cartas na economia, na política e na sociedade, parada nos postos de gasolina, pagando o preço absurdo que os espertos cobram para ganhar no sufoco do consumidor.

Ele e Maia estão às turras, um querendo sobrepor-se ao outro, em meio ao caos geral.

LULA POR CIMA DA CARNE SECA

VERDADEIRA GREVE GERAL NÃO DOS TRABALHADORES MAS DOS PROPRIETÁRIOS CAPITALISTAS DA MÉDIA PROPRIEDADE. NOVA SITUAÇÃO POLÍTICA REVOLUCIONÁRIA NO PAÍS SOB COLAPSO NEOLIBERAL

Alguma dúvida de que o grande vencedor da crise dos combustíveis, que marca o colapso neoliberal dos golpistas de 2016, é Lula, preso em Curitiba, sem prova concreta para incriminá-lo, salvo o desejo secreto de Sérgio Moro de servir aos seus patrões em Washington, interessados em segurar o ex-presidente por trás das grades, até passar as eleições, evitando sua volta triunfal à presidência da República em outubro?

O movimento dos caminhoneiros expressa o que os golpistas mais temiam: greve geral no País.

Está tudo parado.

Se começar a faltar rango na mesa da classe média ou se ela, no desespero, correr para estocar comida, com medo de que esse movimento se estique pelo final de semana a dentro, entrando semana que vem em pauta política explosiva, o grito LULA LIVRE vai, certamente, crescer.

É o que mais teme a burguesia produtiva burra brasileira, apoiada, por enquanto, pelos coxinhas classe média reacionários, idiotizados pela mídia golpista, aliada ao mercado especulativo, a serviço do congelamento neoliberal ditado por Washington.