Socialismo bolivariano avança nas urnas. Constituinte revolucionária dá o ritmo

Nova derrota imperialista na Venezuela, com fuga da oposição, financiada por Washington, ao perceber impossibilidade de vitória, depois de patrocinar violência e terrorismo contra o governo e o povo. Maduro amadurece rumo ao socialismo 21.

Chavismo em expansão

Depois de faturar a Constituinte e eleições parlamentares, o presidente Maduro, à frente do Partido Socialista Unido da Venezuela(PSUV), cravou nova vitória, dessa vez, espetacular. Fez barba, cabelo e bigode da oposição.

A covardia é a característica dos oposicionistas na terra de Chavez. Quando eles sentem cheiro de derrota, fogem. Foi assim que perderam maioria na Assembleia para Chavez. Fugiram. Dessa vez, na eleição de domingo, das 23 capitais, 22 votaram nos chavistas-maduristas. Em 335 municípios, os chavistas faturaram em 308. De norte a sul, de leste a oeste, como reconhece o conservador golpista neoliberal El Nacional, a lavada foi completa. Placar amplo para os chavistas: 97%. Os partidos fugitivos, de acordo com Constituição, não podem disputar eleição. Os oposicionistas já inventam que Maduro decidiu excluí-los. Invencionice de derrotados.

Maduro, candidato presidencial em 2018, marcou 3 gols e quer continuar jogando no ataque: 1 x 0. Eleição para Constituinte. O fervor revolucionário se eleva em tempos de constituinte. O chavismo despertou consciência revolucionária. O povo escreve, nesse momento, seus direitos. É o nascimento de nova nação. Resultado: caldeirão político revolucionário constituinte em cena produz vitórias políticas cada vez mais amplas.

2×0. Vitória na eleição para governadores. No total de 22 estados, Maduro venceu em 17.  O rápido despertar da consciência nacional por direitos e conquistas políticas, sociais e econômicas, apavora a direita. Essa demanda é que garante votos. Quem estiver contra ela, dança, caso dos direitistas.

Terceiro gol. Agora, os municípios. O fervor revolucionário municipalista latinoamericano acende-se na constituinte. Chavez pregou que o poder está nos municípios e nas populações municipais em ritmo de participação e transformação política em caráter permanente, partido popular organizado, linha Lênin.

Os conservadores golpistas não levam uma. Saíram da disputa para não ficarem desmoralizados, completamente. Comprovou-se impossibilidade de o discurso da direita neoliberal ganhar votos nas urnas.

Socialismo democrático

Novo tempo latino-americano. Está em marcha acelerada a encarnação do socialismo pela via eleitoral na Venezuela. Os golpistas estavam fazendo arruaças políticas ideológicas para tirar o povo do seu centro macrocósmico político fundamental: as garantias dos seus direitos.

Na Constituinte, o potencial político popular se organiza; está em jogo a vida de cada um e de todos, simultaneamente, na marcação dos seus direitos e deveres. Exposição de lutas de classes pelo processo eleitoral chavista bolivariano democrático.

O chavismo consagrou Constituição de direitos amplos com pregação da necessidade da organização social para mantê-los seguros etc. As vitorias eleitorais do governo constituinte de Maduro seguem os passos de Chavez. Produzem sensação de empoderamento popular em ritmo de Constituinte.

Chavez deve estar feliz, mas, também, preocupado. Washington não brinca em serviço. Soltou nota. Denuncia que poder ditatorial venezuelano espraia insegurança no País. Risível. O povo, para Trump, deve ser contido, no pau.

Nova Cuba? Nova Venezuela!

O império está inquieto. Trata-se de mudança de regime político na América Latina. Está nascendo, democraticamente, não uma nova Cuba, mas uma nova Venezuela. O poder míope-midiático tupiniquim passa vergonha, tem que esconder tudo. Nega a realidade. Para ele chavismo socialista democrático é inadmissível, coisa de louco. Mas, como brigar com realidade, fatos? Chavismo não é fato, decretado. Conveniência servil midiática esperta.

Os poderes constitucionais, sob ritmo da Constituinte revolucionária, aceleram mudanças em ritmo  sobre o qual os poderes constituídos, velhos, antiquados, gagás antipopulares, não têm controle algum. Desespero. A velha classe politica conservadora latino-americana entra em pane.

O  poder está nas ruas, não em armas, como queria o terrorismo de direita financiado pela Cia, mas em ideias. Os militares se unem ao governo para salvar o petróleo como riqueza nacional ameaçada. Farol vermelho total para a direita.

Democracia popular

A democratização política popular é o antidoto à crise que a Venezuela está criando no processo constituinte. Fervura total. O povo ganha consciência do direito de propriedade burguesa para si. Essa conquista de classe, de repente, é sentida, palpável, tocada pelo despertar da consciência política popular.

A Venezuela, com Maduro, dá grande lição de democracia, que, para seus adversários, é um espetáculo de ditadura, com livre acesso às urnas. Cravaram votos no chavismo mais de 9 milhões de eleitores/eleitoras. Superior aos 8 milhões da última eleição. Destaque: o voto é voluntário. Levou 47% da população à luta democrática com todo o gosto.

A segurança do direito de propriedade assumida para si, no sentido genérico, pela população na discussão e votação dos seus direitos, espanta, extraordinariamente, a direita, sem candidato viável.

Nova luz latino-americana

A Venezuela é a nova luz para as esquerdas que está acendendo. A impressionante vitoria eleitoral é um marco histórico. Em outros tempos, movimentos que se desembocam em constituinte venezuelana derramariam muito sangue.

Para tentar parar a onda chavista, a direita bem quis promover terrorismos, financiados pela CIA e exércitos mercenários. Mas, não colou. A população está centrada nos seus objetivos: quer constitucionalizar na prática e na teoria os seus direitos.

Empoderamento assusta Tio Sam

O espírito revolucionário constituinte venezuelano apavora Washington. A estratégia política bolivariano-chavista constitucional forma revolucionários que asseguram amplos direitos e conquistas. Resultado previsível: empoderamento político socialista bolivariano etc.

Não há espaço para direita. No clima da constituinte, se ela botar a cabeça para fora a fim de pedir quebra de direitos, é degolada. Venezuela vive clima de Robespierre com constituinte bolivariana. O discurso da direita é incompatível com o que ferve na Assembleia. Esse fervor é a nova política venezuelana.

A direita, desmontada, políticamente, arredia e fugaz ao chamamento eleitoral, por falta de candidato, vai acabar no exílio.

 

Direito de consumo, saída para crise capitalista global

DIREITO DE CONSUMO GARANTE ARRECADAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Não haverá emprego para todos na sociedade tecnológica. As máquinas substituem o homem e não precisam pagar previdência social. Isso acontece no campo e na cidade. Sem direito de consumo, sistema de seguridade social, que junta previdência, assistência social e saúde pública, bancado por impostos, quebra, no ritmo do desenvolvimento científico e tecnológico poupador de mão de obra. Direito de consumo como política de Estado. A sociedade tem que conscientizar-se de que é preciso  garantir renda aos mais pobres para o governo continuar arrecadando e desenvolvendo a economia socialmente equilibrada. E o papel do Estado, essencialmente, é garantir consumidor aos empresários. Não é esmola que está em jogo, é desenvolvimento econômico, somente possível com todos consumindo. Como não haverá ocupação para todos e todos precisarão continuar comendo, os que estiverem fora do mercado de trabalho, devido ao avanço científico e tecnológico, precisarão do direito de consumo, para sobreviver. Pragmatismo. Opinião do empresário brasiliense, Sebastião Gomes, 89 anos, na ativa, industrial, produtor de fertilizantes orgânicos e organo-minerais, em Formosa-GO, mediante inovação tecnológica que composta matéria orgânica em tempo recorde, menos de duas horas, abrindo campo fantástico para contribuir com o País na redução das importações de adubos minerais, dominadas pelas grandes multinacionais. Como dirigente empresarial, em Brasília, nos anos 1970, Sebastião, pioneiro que chegou à capital, em 1956, com JK, criou, na Associação Comercial do Distrito Federal, pela primeira vez, o programa de consumo popular, que ficaria conhecido anos depois, por bolsa família, copiado por Cristovam Buarque, FHC e Lula, influenciando senador Suplicy, com seu programa de renda mínima, hoje, estudado em escala mundial, com Itália, adotando-o, na última semana.

Capitalismo social

Nova lógica para capitalismo produtivo não ser engolido pelo capitalismo especulativo, financeiro, acumulador de injustiça social. O campo não emprega mais. As máquinas plantadeiras, colheitadeiras, selecionadoras de produtos etc, tocadas a computador, com algo grau de precisão, cada vez mais aperfeiçoadas, não precisam de gente. A gente vai para a cidade. Na cidade, a gente não tem emprego. Estará desempregada, mas precisará comer, diariamente. Vai morrer de fome? O governo que deixar isso acontecer, é burro. Joga dinheiro fora. A inteligência governamental se apresenta mediante raciocínio lógico. Ele precisa arrrecadar, sempre, mais e mais, ininterruptamente, para dar conta dos investimentos, sem os quais não há continuado desenvolvimento. Como arrecadar, se a massa desempregada pela tecnologia não pode se alimentar, adequadamente?

Dar para receber

São Francisco de Assis. A Itália, nessa semana, começou a pagar renda mínima de R$ 1,9 mil por pessoa, dentro da faixa de pobreza, para continuar consumindo. Como levantar esse dinheiro? Cada 1 real que o governo joga na circulação, arrecada, como no Brasil, 40 centavos de tributo. É dinheiro na veia do consumo que gera a arrecadação para o investimento público. Trata-se do melhor negócio do mundo para o tesouro. Renda contínua para dar conta das suas obrigações institucionais e de ser carro chefe da economia, em parceira com setor privado. De posse de uma renda fixada em cartão de crédito de consumo, garantido como programa de Estado, aprovado pelo Congresso, o pobre não morrerá nunca de fome e se transforma em salvação para a economia. O Brasil ainda não quebrou totalmente porque circula, diariamente, 65 milhões de quilos de comida dia advindo da política social gerada pelo Programa Bolsa Família: 12 milhões de famílias x 5 dependentes x 1 kg de comida/dia/média.

Giro do capital produtivo

Lógica inquestionável: o supermercado, com essa garantia certa – dinheiro no bolso do consumidor para gastar -, vai à indústria abastecer; os industriais, por sua vez, solicitam ao campo mais produção; o campo vai à indústria de transformação comprar caminhões, máquinas e equipamentos para produzir. O transporte da mercadoria pelo país continental amplia consumo de veículos e combustíveis. Ao longo das estradas, na distribuição das mercadorias, avança produção e consumo. Complexo de cadeia produtiva avança, gerando, em cada etapa, novas arrecadações. O 1 real, inicialmente, lançado, para garantir o consumo do pobre, produz efeito multiplicador, em toda a cadeia, enchendo o caixa do governo. A maior obra do governo Lula foi essa: garantia de consumo aos mais pobres. Os ricos se realizam diante dessa garantia. Sem ela, entram em crise. Os lucros não se realizam. Os governos precisam entender a lei natural, divina, segundo a qual o pobre sempre faz o nobre, mas o nobre nunca faz o pobre. É o dinheiro do pobre que garante o rico, e não o contrário.

Legislar para povo, não para mercado

O Congresso, que tem trabalhado para o rico e não para o pobre, perdeu sua função e joga o País na crise. Prova: rejeição do povo aos congressistas, conforme pesquisas. Trabalha para o mercado especulativo, não para o povo. Previdência que o mercado quer aprovar retira da circulação R$ 750 bilhões. Esse dinheiro deixa de ir para o consumo. Vai para a especulação. Congresso não realiza sua obrigação constitucional, no estado burguês: votar legislação que garanta o consumidor para o capitalista. Feito isso, assegurar ao pobre o consumo diário do básico para sua sobrevivência, o legislativo tem que fazer o que já acontece no mundo rico: reforma tributária que cobra dos ricos e faz justiça para os pobres, com o tributo cobrado no consumo e não na produção, para distribuir espacialmente a renda em todo o território nacional. O exemplo da CPMF ou assemelhado é perfeito: idealmente, do ponto de vista prático, o melhor é o imposto sobre movimentação financeira. Estamos saindo do mundo do dinheiro papel, já entrando no mundo da moeda eletrônica, caso dos bytcons. O imposto sobre circulação de dinheiro produzirá a proporcionalidade social adequada: quem movimenta mais paga mais e quem movimenta menos paga menos, proporcionalmente.

Globo foge de Lula

PÂNICO GLOBAL
Huck não deu nem prá saída como adversário de Lula. Já pensou Lula destacando no horário eleitoral que Huck é o candidato da Globo que está sendo processada em Nova York por prática de corrupção no futebol mundial? Que moral tem a Globo de acusar Lula de corrupto, se pratica corrupção internacional em larga escala utilizando laranjas para agir em seu nome? A fuga de Huck é a fuga da Globo de Lula.

Fuga da verdade

O candidato extra-oficial, mas real, da Rede Globo, Luciano Huck , pop star da emissora, para tentar comandar o poder como seu pupilo eleitoral, fugiu da batalha.

Por que?

Na verdade, foi uma fuga da Globo.

Fuga de quem?

De Lula, claro.

Lula, absoluto nas pesquisas, se apressou em carimbar a testa de Huck como candidato da Globo, ao dizer que adoraria disputar com ele nessa condição, ou seja, porta voz no Planalto da Rede Globo, caso seja eleito.

O que teria levado a Globo a não bancar Huck, depois de encher o balão dele, nos últimos meses?

Negócios e política

A incógnita que representa mistura de política e negócios está por trás de tudo, visto que não se tem certeza de nada.

Indiscutivelmente, a sociedade, por meio das mídias sociais, espaço livre comunitário, virou grande crítica da Globo.

A participação da Globo no golpe antidemocrático midiático de 2016, de forma descarada, e a manipulação do noticiário relativamente à realidade colorida da economia, em que dados de crescimento divulgados não combinam com a realidade do desemprego e da recessão, reduzem e destroem credibilidade da emissora.

A prova da manipulação é a completa ausência do cumprimento do jornalismo honesto, ou seja, dar voz livre às duas faces da realidade, a positiva e a negativa em interatividade dialética.

Pensamento único neoliberal

Para a Globo, apenas, uma voz, a do pensamento único, produzida pelo mercado financeiro, deve ser vocalizada.

Realidade e fantasia batem cabeça.

A sociedade despertou para o caráter dúbio da Globo.

Prega, de um lado, contra a corrupção, mas, de outro, a pratica.

Os contratos firmados com a FIFA para transmissão de jogos no continente sul-americano e para a Copa do Mundo são puras práticas mafiosas.

Soma-se essa realidade negra global às denúncias de sonegação de impostos, que avançam pelos bilhões de reais, e tem-se uma lambança global.

Além de manipular o povo, a Globo rouba imposto que é do consumidor, por meio da sonegação.

Tudo isso vem à baila nesse momento e as respostas da Globo são as de que fala para imbecis que acreditam nas suas versões.

Lixo Global

Semana passada, invadiram gravação ao vivo da Globo, em São Paulo, com impropérios, como “A Globo é lixo”.

A Rede Globo, nesse contexto de misoginia translúcida,  em que mistura condição empresarial e política, na tarefa de bombear, politicamente, Huck, teria a ganhar ou a perder num confronto com Lula por intermédio de garoto propaganda do Itaú em auditório global?

Certamente, a desistência da Globo de Huck é a primeira fuga dela de Lula.

A essência dessa fuga expressa tentativa de eliminar imagem de corrupta que o episódio FIFA levantou.

A emissora está sendo julgada em tribunal de Nova York.

Qualquer revés externo comprometeria sua sobrevivência.

Perigo externo

O governo brasileiro manteria concessão de empresa de comunicação que fosse condenada nos Estados Unidos?

Essa a razão de Lula torcer para ter candidato com a marca Globo na testa como oponente em campanha eleitoral.

Sopa no mel.

A destruição da candidatura Huck evita a destruição da própria Globo.

Os Marinho caíram na real: são amplamente vulneráveis.

Quem tem Ku tem medo.

Globogolpe racha direita e une esquerda. Mercado completamente atordoado

FORÇA ELEITORAL IRRESISTÍVEL
Só tem um verdadeiro candidato eleitoralmente viável: Lula. As caravanas que ele promove pelo País são maior movimento popular que se expande incontrolavelmente para desespero dos golpistas. Os militares deram chega prá lá neles, que queriam adiar calendário eleitoral. Os candidatos da direita juntos não são páreo para ele. A direita, com o golpe, se inviabilizou eleitoralmente. Só ficam no poder mediante golpe que as forças armadas, como se expressaram há duas semanas, não respaldarão. O mercado perdeu confiança no golpista Temer. Os congressistas, idem, fogem dele. Quem vai ficar perto de quem possui apenas 3% de aprovação? Tentam demonizar o candidato petista, mas o golpe é a maldição condenatória dos que dele participaram. A força popular, anunciada pelas pesquisas, vai fazendo estrago, para horror do mercado financeiro, que jogou todas as suas fichas no golpe, que se desmancha.

Nunca antes….

A ironia política brasileira, nesse momento, é a seguinte: centro-esquerda, relativamente, unida, vítima do globogolpe, que deixa o mercado completamente atordoado, centro-direita golpista, completamente, rachada, e ultra-direita louca. A relatividade da unidade centro-esquerda decorre da existência, por enquanto, de 4 candidaturas: 1 – PT e aliados, com Lula; 2 – PC do B e aliados, com Manuela; 3 – Ciro Gomes, PDT, e 4 – Álvaro Dias, Podemos. São adversários no primeiro turno. No segundo turno se uniriam, certamente, em torno de Lula, sem maiores atritos. Já centro-direita, PMDB/PSDB e demais coligados, é puro saco de gatos, junto com a ultra-direita, nazista, livre atiradora, bolsonarista. O PMDB não se sustenta em pé. Basta ver que seus líderes, na Câmara e no Senado, já negociam, abertamente, com Lula aliança eleitoral. O sucesso da Caravana-Lula, no Nordeste e em Minas Gerais, evidenciou o óbvio: os peemedebistas levantam a bandeira Lula 2018. Próximos passos da caravana funcionarão como arrastão eleitoral. Lula preso, como sonham muitos,  por justiça sem credibilidade, como acaba de acontecer, no Rio, em que ordem judicial é derrubada no Legislativo? Talvez nem a direita e o mercado queiram isso, porque piorariam – e muito – as expectativas da economia em meio à radicalização política revolucionária que tal evento detonaria. É bem capaz que o próprio mercado, se as coisas ficarem pretas para o lado dele, defenda, candidatura Lula, como destaca o repórter Beto Almeida,  da Telesur/TV Comunitária.

Fumaça fedorenta

O PSDB, abraçado ao PMDB/Temer, virou aquela coisa… Peido fedido. Espanta todo mundo. O presidente do partido, senador mineiro Aécio Neves, é execrado entre os próprios tucanos. Sujou, tá cagado. Ficar perto dele dá azar. O núcleo tucano paulista, que, há mais de duas décadas, dá as coordenadas partidárias, fugindo de prévias livres, nacionais, obrigatórias, não tem candidato, por falta de consenso. O velho cacique, FHC, cuida de aumentar o racha, para ele se transformar no que mais deseja, figura capaz de unir. Mas, como aliado do PMDB, no golpe, FHC não é mais aquele. Está carimbado na testa como golpista. João Dória, o prefake, queimou na largada por excesso de ganância. O Ceará, com o senador Tasso Jereissati, rebelou-se; não se rende, por enquanto, à pretensa candidatura paulista do governador Geraldo Alckmin. Da mesma forma, Goiás, com o governador Marconi Perillo, apoiado pelo agronegócio, igualmente, tenta afastar-se do poder tucano-paulista. Joga com o Mercoeste: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantis, buscando estender, ao norte, ao Amazonas e Pará, e, ao sul, Rio Grande, Paraná e Santa Catarina. Conseguirá? A convenção, ao final, unirá ou desunirá de vez o tucanato?

Mídia golpista

O partido midiático Rede Globo, que ajudou, decisivamente, a dar o golpe e agora se encontra enroladíssimo com a corrupção na FIFA, investigado pela justiça dos Estados Unidos, tenta construir candidatura Luciano Huck, jogando-o nos braços do PPS, ex-partido comunista. Afinal, não acredita mais  na viabilidade eleitoral de quem apoiou: os golpistas PMDB-PSDB etc. Garoto propaganda do Itaú/Globo, que manda no Banco Central de Temer e mantém a economia em banho maria, sem energia para crescer, porque tem que alimentar a ganancia bancária antes de alimentar o povo brasileiro, Huck não desperta confiança. Até a mulher dele, Angélica, está preocupadíssima: perderá dinheiro se o marido se candidatar. Voariam pelos ares gordos contratos publicitários que a sua condição de apresentadora de programa  global de variedades lhe proporciona. A família Huck-Angélica está rachada como a própria direita.

Economicídio antieleitoral

A direita e ultra direita, incluindo aí o radical Bolsonaro, com o programa econômico neoliberal, não despertam apoio popular. Pelo contrário. Só têm apoio do mercado financeiro, que, por sua vez, teme Bolsonaro. As pesquisas mostram o governo apoiado apenas por 3% da população. O povo quer, dizem pesquisas, é Lula. Que força política pretende ficar perto de quem tem apenas 3% de apoio eleitoral? Caixão e vela preta. Essa é a razão central do racha nas forças golpistas. 3% não dão liga para nenhuma candidatura. Depois de fazer a lambança completa na vida do trabalhador, sequestrando-lhe direitos trabalhistas e impondo-lhe escravidão com sua nova expressão em forma de trabalho intermitente, a direita no poder permanece nele apenas mediante ditadura.

Ditadura, não

Mas, generais, marechais e brigadeiros das Forças Armadas lançaram manifesto nos quarteis: ditadura nunca mais. Democracia, segundo eles, tem de ser consagrada nas eleições de 2018. Os golpistas, por isso, estão perdidos. Eles tentaram, há poucos dias, emplacar manobra de adiar calendário eleitoral. Suspenderiam as eleições do próximo ano e promoveriam coincidência de mandatos gerais em 2020. Golpe descarado, que tinha como mentor o presidente da Câmara, deputado golpista Rodrigo Maia(DEM-RJ). O Forte Apache mandou bala nele. Os militares deram o recado ao pretenso novo globogolpe e até à estratégia imaginada por Bolsonaro de arregimentar a direita e, no poder, fazer um governo de militares, ocupando os ministérios, pavor do mercado financeiro.

Estrategia nazista

A saída da direita no poder, sem legitimidade política, com Temer, é repetir Hitler-Goelbs: mentir ao povo. Dizem que a economia vai indo bem. Bafo. O repórter Ribamar Oliveira, no Valor Econômico, quinta feira, reportou, com dados irrefutáveis, que estão recorrendo às remunerações da conta única do tesouro nacional remuneradas pelo BC para bancar despesas correntes. Estão raspando o fundo do tacho. A política de congelamento fiscal – que congela gastos, apenas, dos setores sociais, enquanto descongela gastos para os agiotas – não produz arrecadação suficiente para girar investimentos, sem os quais as expectativas positivas não se formam no horizonte. Ou seja, é mentira a recuperação das forças produtivas. No mesmo dia, também, no Valor, o especulador Guilherme Figueiredo, do fundo especulativo Mauá, ex-diretor do BC, previu chabu geral: racha governamental eleva temperatura política ao extremo capaz de produzir fugas de capital. Investidor travou negócios. Temer, também, conforme Valor, já joga o congelamento no abismo: desbloqueia 7,5 bilhões de reais do orçamento para cumprir despesas que a economia congelada não suporta. Governo do mercado financeiro com apoio de apenas 3% do eleitorado(ou seja, apenas, do próprio mercado) não consegue ter voz de comando no Congresso, cujos membros estão de olho na opinião pública, nos eleitores que votarão em 2018. Não sai de jeito nenhum mais contrarreformas da previdência e outras, como a tributária, para ferrar salários e salvar capital. Beneficiariam, apenas, especuladores.  Não passam mais, antes da eleições, providências de Temer que afetam o interesse popular. Talvez, nem as privatizações, como a da Eletrobrás. Nova lógica, a eleitoral, entrou em cena. 2017 acabou e 2018 já começou.

Cristão comunista contra capitalismo

SAMBA DO CRIOULO DOIDO
Papa latinoamericano peronista populista cristão comunista abala os alicerces do capitalismo que vai deixando de ser solução com sua proposta neoliberal para se transformar em desespero para a humanidade. Os mercados já sinalizam abalos sísmicos que fazem as certezas se esfacelarem numa salve-se quem puder, cujas consequências, como se sabe, são sempre pau no lombo dos mais pobres. Cristo ou Marx? Francisco sugere mistura dos dois como alternativa para a humanidade não se dissolver na irracionalidade da economia de guerra, marca registrada do capitalismo concentrador de renda e poupador de mão de obra, no mundo do desemprego estrutural.

Bolhas explosivas

O papa Francisco está agitando o canteiro da direita mundial. O capitalismo, com pensamento único, pautado pelo mercado financeiro especulativo, não é solução, é problema. Ninguém acredita. Por isso, bate biela, segundo os mais atinados de Wall Street. A supervalorização das ações, na base da especulação, não está guardando correspondência com a realidade. Pinta novo crash global. A velha pregação marxista nunca esteve – sempre está, nas crises – tão atual. O lucro cadente na esfera produtiva descola dela para a especulativa, para manter constante ou em ascensão sua lucratividade. Lucro sem produção, sem emprego, sem riqueza real. Nossos lúcidos comentaristas, Belluzo, Assis, Nassif e outros apontam pavores expressos por especialistas como Blanchard e Summers, descrentes do foguetório neoliberal dos bancos centrais. Têm certeza da derrocada inercial secular da taxa de lucro do capital no compasso da superconcentração capitalista, cujas consequências são bolhas que implodem, inapelavelmente.

Brasil perdido

O Vaticano está de olho nesse movimento. O papa contraria os cardeais ligados ao mercado especulativo. Sabe que não existe nada mais anticristão que essa jogatina financeira, que lança a humanidade na mais profunda incerteza. O cristianismo se aproxima do socialismo como força material. Ambos se mostram descrentes do desgoverno que a ambição, a ganância produzem, jogando os seres humanos nas guerras e destruições etc. Trump só consegue puxar a demanda global do capitalismo de Tio Sam,  inchando os orçamentos militares, jogando dinheiro grosso na produção bélica e espacial, na dissipação completa do capital. Diz que lançará na circulação mais 1,5 trilhão de dólares. Demanda estatal. Quem acredita em estado mínimo é só a elite golpista tupiniquim, com Temer à frente, mais perdido que cego em tiroteio. A contrapartida dessa opção é destruição da popularidade da direita e centro direita. Não têm chances na disputa democrática. Por isso, o golpe parlamentar jurídico midiático é sua arma, como rolou com derrubada de Dilma.

Saída revolucionária

A ordem de Francisco é leninista, no momento. Manda a Igreja reunir todas as frentes de luta, para conversar, polemizar, criar ambiente de organização social, lógica da política de transformação revolucionária, para resistir aos golpes. Domingo, em Brasília, rolou esse espetáculo, por ordem do Arcebispo Dom Sérgio Rocha, sintonizado com orientações do Vaticano, para horror dos conservadores. Todo o poder às associações, às organizações, aos comitês, aos sovietes. Dirceu, com tornozeleira,  segue o Papa. Quer sovietes por todo o Brasil para defender candidatura de Lula, ameaçada pela onda reacionária de direita, ancorada no judiciário, que se transformou em barreira às transformações democráticas autênticas. Trata-se do poder patrocinador de golpes. Ele dá jeito em tudo, para manter o status quo e seus falsos líderes, tipo Aécio Neves. As contrarreformas da direita não dão voto, não suportam testes democráticos, as pesquisas apontam, previamente, sua derrota. Econômica e socialmente, falando, é desastre: redução da renda disponível para o consumo, quanto mais precarizam-se salários, jogando sistemas previdenciários na falta de sustentabilidade. A taxa de desemprego, num primeiro momento, diminui, relativamente, mas não se sustenta, diante da perda estrutural do poder de compra dos salários. Os investimentos, decorrentes da queda de arrecadação tributária, não se realizam na escala necessária capaz de lançar bases da industrialização, visto que a competitividade diminui, contraditoriamente, com diminuição de custos de produção. Os empresários se equivocam. O aumento da produtividade decorre dos salários mais altos, não dos salários mais baixos. Para fugirem daqueles, investem em máquinas e equipamentos, poupadores de mão de obra. Salário baixo não é para aumentar produtividade, é para roubar mais valia dos trabalhadores e eternizar colonização capitalista na periferia. A derrocada industrial é atestada a cada pesquisa da CNI. Esse é o resultado macroeconômico do modelo neoliberal entreguista de Temer, onde a taxa de lucro cadente sinaliza especulação com moedas virtuais, temor máximo do presidente do BC, Ilan Goldfajn.

Tio Sam perdidão

Nesse cenário, Trump, em meio ao ceticismo de Wall Street, vê a Ásia ampliar seu poder diante dos Estados Unidos. Borra de medo do novo poder, o Yuan chinês, aliado de Putin, com seu rublo, que, também, começa ganhar musculatura, com avanço do BRICs e seu banco de desenvolvimento. Trump, circulando entre os asiáticos, há duas semanas, baixou o facho diante de Putin, de Jiping e até de Rodrigo Duterte, das Filipinas, ditador/matador de oposicionistas. O mandatário de Tio Sam tentou arregimentar apoio contra Coreia do Norte; não conseguiu. Volta para casa com o rabo entre as pernas. Talvez se volte, agora, com ferocidade, contra a Venezuela, onde Maduro chama credores para renegociar dívida, disposto a liquidar papagaios com moeda chinesa, obtido com venda de petróleo. Bolsonaro assusta a Globo porque prega isso, assustando mercado, com sua promessa de governar com militares. E, agora, dólar? A moeda de Tio Sam, em meio a tantos vieses contraditórios e assustadores, vai sendo escanteada no mundo novo bipolar que nega sua hegemonia unipolar. Nesse ambiente, o papa Francisco, consciente de que o capitalismo perde seu poder hegemônico, dada impossibilidade de satisfazer anseios populares por vida digna, proporcionada por melhor distribuição de renda, ressalta semelhanças entre comunismo(chinês?) e cristianismo, demonizando capitalismo. Vaticano, Pequim e Moscou de mãos dadas. Lenin, propulsor da NEP, mais vivo do que nunca. Ultra-surpreendente.