“Ditador” chavista vence “democratas”! Lula, o “populista”, maior beneficiado!

Depois de vencer eleições para a Constiutinte, o “Ditador” Maduro dá outro banho na oposição “democrata”, aliada de Tio Sam, que não consegue derrubá-lo depois que, seguindo Chavez, promove, na Venezuela, aliança cívico-militar nacionalista contra a direita golpista.

 

UNIÃO CÍVICO-MILITAR NA VENEZUELA ALIA-SE À CHINA-RUSSIA E BOTA OPOSIÇÃO E TIO SAM PRA CORRER

Chororô total da direita latino-americana. Estavam todos caindo de pau na “Ditadura” Maduro, segundo escancaravam os meios de comunicação conservadores, na linha do Globo, do Estadão, da Folha, do Clarin(Argentina), El Mercurio(Chile) etc. O “ditador” sanguinário chavista havia, há poucas semanas, faturado eleição para Assembleia Nacional Constituinte, quando compareceram 8 milhões de eleitores. Torceram o nariz: manipulação, fraude, roubo, chantagem etc, etc. Quem lesse apenas essa mídia golpista, sempre aliada, dos Estados Unidos, como, no Brasil, alinhada ao golpe contra Dilma Rousseff, apostava na oposição venezuelana. Seria barbada. O povo, nos 23 estados da Venezuela, iria à forra, nesse domingo, nas eleições parlamentares, para derrotar o “Ditador”. Na véspera, os prognósticos não davam outra senão que os oposicionistas poderiam dar um banho. Bem que o ex-senador Marco Maciel tinha mania de lembrar Ananias, famoso jogar do Náutico, Recife, que respondia aos que lhe perguntavam quanto seria o placar do jogo, antes de ser realizado, que somente faria prognóstico depois da partida. Há, há, há. Os oposicionistas, com apoio dos golpistas, entraram, equivocadamente, no já ganhou. Resultado: dos 23 estados, 17 derrotaram oposição. Os oposicionistas caíram em pratos: fraude, chantagem etc.

PROBLEMA DA DIREITA É O VOTO

O problema da direita latino-americana é o voto. Saiu para a disputa, perde. No Brasil, depois que o PT venceu em 2002, só parou de ganhar, porque deram o golpe. Lula, em 2018, como as pesquisas já anunciam, será pule de dez. Os golpistas neoliberais, alinhados a Washington, partiram para a ignorância. Deu merda. Estão todos no buraco. Tentam aqui, como tentaram na Venezuela, ganhar no grito, botando a grande mídia oligopolizada, para mentir descaradamente. A economia está uma beleza, em plena recuperação, embora o desemprego continue alto e quem consegue uma vaga terá que submeter-se à precarização total imposta pelas novas relações trabalhistas, que eliminaram direitos consagrados desde os anos 1940, quando Getúlio Vargas criou a CLT. Os investimentos, que os golpistas dizem estar em alta, não passam de compras de ativos na bacia das almas, já amortizados e dando resultados positivos há anos, como é o caso, por exemplo, da Cemig, em Minas Gerais. No mesmo caminho, os “investimentos” externos se ampliam para adquirir Eletrobrás, Petrobrás, Vale do Rio Doce(a parte do governo na empresa)seguradoras estatais, por aí.

SUCATEAMENTO NEOLIBERAL

A direita barateia o País para vendê-lo. Congela, por vinte anos, gastos sociais que geram renda disponível para o consumo. Produz, dessa forma, quedas de arrecadação, sucateamento financeiro dos estados e, com isso, gera expectativas negativas, cujos reflexos se fazem sentir sobre ativos estatais, que têm seus preços jogados para baixo. Crime de responsabilidade, sacanagem neoliberal que não tem compromisso com desenvolvimento nacional. Isso, sim, daria impeachment. Tocam os golpistas o país como se fosse fazenda de exportação de produtos primários sempre levando chumbo nas asas por conta da deterioração dos termos de troca. Na Venezuela, o governo mobilizou o povo e aliou-se ao militares nacionalistas. Configurou o que Chavez pregava: aliança cívico-militar. Era o que Dilma tinha que ter feito aqui para evitar o golpe. Faltou diálogo democrático com militares brasileiros, os mais beneficiados pelos governos do PT em relação a todos os demais governos anteriores. Foram Lula e Dilma, com articulação no Congresso, que aprovaram o Plano Nacional de Defesa(PND), em 2005, e a Estratégia de Defesa Nacional(EDF), por meio dos quais se estrutura desenvolvimento nacionalista a partir da vinculação dos investimentos em defesa do território brasileiro com cadeia produtiva industrial derivada, complementar,  alavancadora de vanguarda científica e tecnológica, empregos de qualidade, agregação de valor ao produto nacional etc. É por aí, como destacou o comandante do Exército, general Villas Boas Correia, em palestra no CEUB, que avançará verdadeiro nacionalismo, como acontece nos países capitalistas desenvolvidos.

NOVO RUMO LATINOAMERICANO

Posição contraria a essa é a do general Etchgoyen, ministro da espionagem de Temer, o ilegítimo, que demoniza democratização petista atacando-a de populista e assistencialista, embora responsável, com essa linha social democrata, pela emergência de 40 milhões de novos consumidores, que colocaram o Brasil numa nova posição geoestratégica global. Com Temer, Etchegoyen, numa linha antinacionalista, posiciona-se favorável aos que ajudaram a dar golpe na democracia. Defende o absurdo de abrir a Amazônia aos americanos, iniciativa prevista para começar esse ano, contra a qual a TV Comunitária do DF e o jornal Brasil Popular articulam resistência nacional. Na Venezuela, o “Ditador” Maduro não vacilou: uniu-se aos nacionalistas, para defendê-lo dos golpistas, em aliança cívico-militar, e o país, democraticamente, vai enfrentando vitoriosamente os golpistas aliados de Tio Sam, enquanto, por aqui, a vaca vai indo para o brejo, aceleradamente. Constituinte em marcha, ancorada por vitória parlamentar, nesse domingo – eis o novo caminho que Venezuela aponta para a América Latina se libertar dos seus algozes de sempre. Para se proteger, ainda mais, o “Ditador” faz aliança econômica com China e Rússia, para usar moeda alternativa ao dólar, como proteção às pressões de Wall Street, por meio do seu famoso Consenso de Washington neoliberal, que Trump prega mas não usa para si, apenas, para os outros. Certamente, a vitória do “Ditador” Maduro contribui, ainda mais, para o foguete eleitoral Lula galgar novos apoios populares, porque a impopularidade de Temer já revelou a repugnância que produz na alma popular os golpistas entreguistas antinacionalistas.

Guerra monetária à vista abala capitalismo

China e Rússia se unem e deixam Estados Unidos à beira de crise monetária com excesso de dólares, ameaçados pelo avanço da parceria rublo-yuan, que começa espalhar pela praça global, desvalorizando verdinhas de Tio Sam.

A união monetária em construção entre China e Rússia, com trocas comerciais entre os dois países, realizadas em rublo e yuan, ao largo do dólar, é o fato político mais impactante no capitalismo global. Talvez, por isso, em Washington, o ministro Henrique Meireles, durante reunião do FMI, manifestou preocupação de Tio Sam, dizendo que tremores econômicos e financeiros globais estão a caminho. O dólar americano está deixando de ser a única referência monetária global, nas trocas internacionais. Já, já, os demais países do ocidente começarão a comercializar, nas bolsas, as moedas russas e chineses, porque a união delas, na relação comercial, fortalece suas cotações diante da moeda americana. Cria-se, desse modo, fator inusitado para o comercio de moeda, que tende a afetar o dólar, dada sua excessiva oferta no mercado global, como rescaldo da bancarrota de 2008, seguida de expansões monetárias sem limites. Como se sabe o BC americano, seguido pelos BCs da Europa e do Japão, jogaram dinheiro em circulação para diminuir a taxa de juro capaz de reduzir dívida pública, mediante juro zero ou negativo, responsável pelo alivio financeiro dos governos superendividados, dos consumidores e das empresas, sob risco de bancarrotas especulativas etc. Os governos americano, europeus, japonês, bem como o chinês, se deram bem com o aumento da oferta monetária, mas, passada a onda de perigo, o problema mundial se transformou em o que fazer com o excesso de dólar advindo da excessiva liquidez monetária. Os bancos europeus, americanos e japoneses, nesse momento, abarrotados de dólar, buscam tomadores na periferia do capitalismo. Forçam empréstimos a juros baixos, armadilha velha conhecida dos mercados do capitalismo periférico. Num primeiro momento, os empréstimos ativam economias. Num segundo momento, são necessários novos empréstimos, a juros mais altos, para compensar riscos. A dívida, sob especulação, sai do controle. Vira bola de neve. Os ajustes pintam, com cortes de gastos, desemprego, recessões, privatizações, desnacionalizações, arrochos salariais, desvalorizações cambiais, mais dívidas, juros altos, impostos pelos novos empréstimos etc. Repeteco histórico. O fato novo com a entrada em cena da China e Rússia, sinalizando novo sistema monetário, é que ambos os países, integrantes do Bloco Brics, que já tem seu próprio banco, não exigem, pelo menos por enquanto, condicionalidades para emprestar aos endividados, como fazem o FMI e Banco Mundial, comandados pelos Estados Unidos, na área do domínio do dólar. FMI e Banco Mundial impõem duras condicionalidades aos tomadores, de forma que armam para estes verdadeiras armadilhas, cujos desfechos são bancarrotas inevitáveis. Tio Sam, nesse cenário, vai ter que mudar de política, senão perde corrida para moeda chinesa, alvo das novas demandas dos especuladores, temerosos pelo excesso de liquidez global em dólar, que joga seu preço para baixo etc. Washington sofre, ainda, pressão adicional, porque o país maior detentor de dólar é, justamente, a China. Desse modo, quem passa a cair na armadilha da liquidez são, mesmo, os Estados Unidos, se o mundo começar vomitar verdinhas. Desvalorização do dólar, nesse sentido, vira sinal de perda de poder da potência global americana. Mercado em crise pressiona por trocas de moedas, dólar por yuan/rublo. Em outras ocasiões, sempre que algum país tentou jogar contra o dólar, acabou dançando, caso do Iraque, Líbia etc. No momento, quem desafia forte os americanos é a Venezuela, maior reserva mundial de petróleo, que negocia venda do produto cotado em moeda chinesa e russa, para irritação extrema da Casa Branca. Domingo, na Venezuela, haverá eleições parlamentares. Se Maduro vencer, depois de conseguir eleger, com sucesso, Assembleia Nacional Constituinte, com oito milhões de votos, pronto: nova onda de instabilidade, forçada pelos americanos contra venezuelanos, entrará em cena. Espalham, nesse momento, que Maduro foi corrompido pela Odebrecht. Tentativa de destruí-lo eleitoralmente. Trump vai sendo desafiado fortemente na América do Sul pela aliança China-Rússia-Venezuela. Os russos e chineses, cada vez mais, próximos, do ponto de vista geopolítico estratégico global, estarão predispostos a ampliar sua presença na América do Sul, que possui o que eles mais precisam: energia, alimentos, matérias primas em quantidades incomensuráveis etc. Continente sul americano vira palco de disputa das superpotências em meio a guerra monetária.

Brasil e Argentina no trote de Cavallo

GOVERNANDO ECONOMIA DE MACRI POR MEIO DE BILHETINHOS AO BC
Macri é Temer, assim como Menem é FHC. Os neoliberais estão no poder nos dois principais países da América do Sul. Na Argentina, democraticamente; no Brasil, via golpe parlamentar, jurídico, midiático. Todos alinhados ao Consenso de Washington. Cavallo, no El País, quer Argentina inserida neoliberalmente no mundo, como defende, também, FHC e Temer, de joelhos, para os impérios. Diz que depois da eleição de outubro, na Argentina, Macri tem que aprofundar neoliberalismo, senão a crise explode no colo dele. Mas, fará mudanças, se Cristina Kirchner arrebentar a boca do balão nas urnas, sinalizando Congresso independente, mais na linha nacionalista?

As eleições parlamentares na Argentina estão colocando o mercado financeiro em polvorosa. O modelo neoliberal de Macri não está sendo solução, mas problema. O desemprego cresce e a economia escorrega na pista. Mercado interno fragiliza-se com queda do poder de compra dos salários e as exportações perdem valor na deterioração dos termos de troca diante das pressões monetárias americanas para empurrar dólares na América do Sul. Os banqueiros internacionais estão cheios de moeda americana, advinda da expansão monetária obamista, para sair da crise de 2008. Não querem que essa massa monetária quente espalhada pelo mundo volte para Estados Unidos. Daria hiperinflação. Isso força valorização artificial do peso e diminui lucro dos exportadores. Amplia, por sua vez, dívida interna e juros. Pinta a ciranda financeira velha de guerra. Cristina Kirchner, nesse contexto, tira sarro em Macri. O neoliberalismo, abertura total ao capital externo, como prega Consenso de Washington, para toda America do Sul, desequilibra relações de troca e empurra economia para a crise de subconsumo, que força salários para baixo e juros para cima, por conta do risco que se eleva aos sentidos dos banqueiros, pressionados pelo excesso de dólar barato. O peso, na corda bamba, deixa los hermanos, propensos à especulação, em alta tensão psicanalítica. Nessa hora, Cavallo repete a dose das suas recomendações neoliberais ao BC, à moda de Jânio Quadros, mandando bilhetinho: acelerar cortes de gastos, privatizar tudo, empresas, previdência social, leis trabalhistas e flexibilizar relação do Mercosul com União Europeia. Trata-se, na prática, de fincar as bases de uma nova ALCA, aquela que não vingou, na América do Sul, para ampliar mercado para os manufaturados americanos e europeus, no continente. É o que Cavallo destaca como necessário “insertar-se Argentina en la economia mundial”.

– Cris, eles não aguentam o teste eleitoral. Por isso, apressam em sucatear tudo e mudar a legislação, para tentar amarrar a gente, quando o povo escolher democraticamente os nacionalistas como nós.

Ele faz o mesmo discurso quando ministro de Ménem, tempo de FHC, por aqui, agindo na linha do Consenso de Washington, do qual é um dos fundadores, em 1989,  junto com Mário Henrique Simonsen, em favor da liberação dos mercados, da redução do tamanho do estado na economia, do excesso de burocracia, de regras nacionalistas etc. Não levam em conta os problemas criados pela excessiva oferta de moeda, bombas atômicas econômicas, que, por exemplo, Obama quer jogar por aqui, quando combate xenofobia das oligarquias financeiras tupiniquins, resistentes à abertura do mercado bancário que elas dominam oligopolicamente. Puxa sacos, serviçais de banqueiros. Para Cavallo, assim como para os economistas neoliberais do governo Temer, o ilegítimo, os males dos países capitalistas periféricos, da América do Sul, são excesso de estado e não deteriorações nos termos de troca devido às inserções dependentes dessa periferia cronicamente subordinada à poupança externa, na economia mundial, sujeita às chuvas e trovoadas, sob comando de elite política antinacionalista, entreguista etc. É o que Keynes disse a Santiago Fernandes, em “A Ilegitimidade da Dívida Externa do Brasil e do III Mundo”, Nórdica, 1985, durante Bretton Woods: “O jogo cambial trabalha a favor dos ricos e em prejuízo dos pobres.” O blá, blá, blá do Estado inchado é mero discurso neoliberal. A solução Cavallo para Macri é a mesma de Meirelles para Temer, diretamente, de Nova York, Wall Street, para Brasília e Buenos Aires: congelar gastos sociais para pagar juros da dívida, em primeiríssimo lugar. Os superavits primários(receitas menos despesas, exclusive juros) se transformam em deficits nominais(receitas menos despesas, inclusive juros), porque as contas financeiras sobrepujam as não financeiras, de modo a melhor sucatear a periferia capitalista. O déficit é financeiro, não não-financeiro. Corte de gastos sociais, privatizações, desestatizações, liberdade de câmbio, liberdade de juros, mercantilismo à antiga, enfim, “insertar” a América do Sul ao mundo globalizado pelos ricos que não seguem essas receitas, vulneráveis, politicamente, quando têm que enfrentar as urnas. Por isso, Macri, na Argentina, tem medo da volta de Cristina, assim como Temer sabe que seu modelo entreguista não se sustenta em teste eleitoral, com Lula.

Obama abala Febraban. Agiotas em transe.

BARACK OBAMA DEIXOU BANQUEIROS COM PULGA ATRÁS DA ORELHA. TODOS COM BARBA DE MOLHO. WALL STREET MANDOU ELE PARA CRITICAR O XENOFOBISMO DA OLIGARQUIA FINANCEIRA BRASILEIRA QUE É PURO OLIGOPÓLIO QUE MASSACRA O POVO E CONDENA A ECONOMIA À PARALISIA NEOLIBERAL GLACIAL.

TETA MARAVILHOSA

Obama deu duro recado para oligarquias financeiras no Brasil que vivem de mamar na teta do governo financiando seus títulos a juros extorsivos e impondo sacrifício eterno ao povo.

Fonte de lucro inesgotável.

Alvos preferenciais dos investidores financeiros internacionais.

Muita gente quer mamar.

O ex-presidente americano falou em xenofobia e populismo.

Visou a esquerda ou a direita?

Os dois.

A xenofobia da oligarquia financeira especulativa direitista que deu o golpe na democracia está montada em forma de oligopólio.

Wall Street, com Obama de ventríloco, fala que é preciso mais concorrência no mercado de dinheiro, no Brasil, para reduzir juro.

Os banqueiros internacionais querem privatização não apenas das empresas estatais, mas dos bancos, porque todos estão, praticamente, estatizados pela dívida pública.

Sem ela, girando a juro alto e, consequentemente, enterrando a economia, morreriam de inanição.

GATOS PINGADOS BILIONÁRIOS

Somente seis gatos pingados megabilionários mandam nesse mercado, comandam o BC e impõem a política econômica do congelamento fiscal por vinte anos debaixo de rígido teto.

É o receituário neoliberal mais apropriado para os banqueiros garantirem pagamento de juros e amortizações.

Congelamento dos gastos não financeiros(sociais e econõmicos) e descongelamento dos gastos financeiros(pagamento de juros e amortizações da dívida).

A prioridade é pagar juro, povo fica para depois: 50% do orçamento geral da União vão para bancos.

O juro básico é mantido alto porque o risco do congelamento, também, é alto: ele garante o pagamento dos juros – não se sabe até quando – mas, derruba arrecadação e investimentos.

Sinaliza rota descendente de crescimento econômico sustentável.

Tudo fica, com o congelamento, insustentável.

LULA, FOGUETE ELEITORAL

O choque é inevitável.

Já tem gente dentro do governo marcando prazo para mudança na estratégia macroeconômica paralisante, senão Lula alcança 100% nas pesquisas.

Se o juro continuar alto no cenário de queda relativa e intensa da arrecadação, os banqueiros terão hora marcada para morrer, também.

Paralisia econômica, calote inevitável, como já teme Delfim.

Os banqueiros, gananciosos demais, na fase da acumulação jurista, exageraram.

Fragilizaram, com o juro alto, o sistema econômico, que só se mantém de pé, com injeção de Refis, porque a carga tributária injusta superconcentra renda nacional.

Banqueiro sangra governo no juro que sangra, por sua vez, contribuinte, com imposto regressivo.

Não sobra consumidor para a produção.

MISSÃO OBAMISTA

O que tem a ver Obama nesse contexto?

É o porta voz de Wall Street, aliada do partido democrata, desalojado do poder pelo nacionalismo norte-americano, expresso em Trump.

O nacionalismo trumpiano força juro, ainda mais, para baixo, para abater dívidas e aumentar consumo.

O mundo capitalista vive a onda mundial do juro baixo produzido pelo excesso de liquidez que o capitalismo obamista gerou.

Nesse sentido, ele salvou Trump e sua classe empresarial, tirando-os da crise: ampliou oferta de dinheiro e congelou juros.

O capitalismo sobreviveu nos últimos 9 anos graças aos juros baixos decretados pelo FED: aliviou dívida interna, dívida das famílias, das empresas.

Resultado: PIB americano cresce 3% em 2017.

Sobra, porém, muito dinheiro no caixa dos bancos americanos.

Que fazer com tanto dinheiro que se desvaloriza pela lei da oferta e da procura?

Estimativas da ONU são de que a dívida global hoje está em cerca de 800 bilhões de dólares, mas a oferta de moeda americana no mercado supera R$ 4 trilhões.

Não pode deixar esse dinheirão voltar para os Estados Unidos; trata-se de dinheiro quente, problemático, moeda podre; tem que direcioná-lo para a periferia, para o Brasil etc.

Essa reserva sem lastro, fictícia, força a porta dos tomadores; ou seja, as crises são produzidas por eles, causas que agem de fora para dentro, e não de dentro para fora, por conta de excesso do tamanho do estado, de burocracia, do tamanho da carga tributária, que recomendam privatizações etc, como destacam neoliberais de Temer.

Obama é um dos soldados do exército dos banqueiros a forçar as porteiras do estado nacional com discurso de Wall Street: aumentar competição no mercado de dinheiro, especulativo etc.

OLIGARQUIA EM ALERTA

A Federação Brasileira de Bancos – Febraban – se ouriçou.

Tem força para manter mercado só prá ela?

Obama abre guerra de oligopólios com seu discurso anti-xenofoia.

Oligarquia financeira especulativa tupiniquim é forçada a entrar na ciranda financeira global.

Está no cardápio dívida pública superior a R$ 3,5 trilhões e carquerada.

Convite tentador, irrecusável, apetitosíssimo.

O Itaú vai comprar o Citibank ou tornar sócio menor dele?

O sistema bancário nacional está assediado pelos grandes bancos internacionais; eles querem participar da farra neoliberal Temer-Meirelles.

Obama voltou para casa com gorda gorjeta da Rede Globo, serviçal de Wall Street, 400 mil dólares, por duas horas, com sorriso nos lábios e uma convicção na mente:

“Essa burguesia brasileira é burra. Eles me pagam para defender meus interesses contra os deles. Getúlio tinha razão: burrice tupiniquim subserviente. Aliás, estou lendo Vargas. Ele influenciou Roosevelt, na crise de 29, queimando café para fazer dinheiro.”

 

Acorda, colônia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tio Sam quer nova abertura dos portos

VENTRÍLOCO DE BANQUEIRO: ABRIR MERCADO PARA O EXCESSO DE LIQUIDEZ ESPECULATIVA A JURO BAIXO NA PERIFERIA  
A missão de Obama na periferia capitalista, financiado pelas Organizações Globo, agora, é achar quem toma empréstimos em dólar que está sobrando no mundo depois que ele Obama ampliou oferta monetária global para salvar economia americana do crash de 2008. Ele apronta nova armadilha para os devedores tomarem dinheiro a juro flutuante, enxugando excesso que jogou no mercado mundial. Vai ganhando gordas consultorias em defesa do capital especulativo americano que precisa desovar seus estoques. Já Lula não pode fazer palestras para defender capital nacional sufocado pela regra neoliberal do congelamento que produz recessão e desemprego ao derrubar arrecadação e investimento. Império e colônia, dois polos de uma realidade dramática para os mais pobres.

ARMADILHA DA DÍVIDA

Obama falou o que os banqueiros queriam ouvir. Está trabalhando para eles. Atacou os populistas contrários à privatização e os xenófobos que resistem à abertura total ao capital estrangeiro que está sobrando no mundo depois que os países ricos saíram da crise ampliando ofertas monetárias. Aparentemente, Obama estaria falando para Trump, considerado xenófobo e populista pelos democratas os quais derrotou nas eleições. Trump fecha a economia americana com tarifas mais elevadas e proíbe migração para os Estados Unidos dos que consideram terroristas. Na ONU, Trump foi claro: quer mais nacionalismo. Proteção ao mercado americano, dominado, hoje, por chineses, asiáticos em geral, por meio de multinacionais instaladas na Asia, em sua maioria, empresas americanas. O nacionalista Trump rompeu os mega-acordos de comércio que Obama articulou para o mundo ser dominado pelas grandes corporações, sem precisar obedecer estados nacionais e regras internacionais de comercio. Flexibilização total. A vitoria eleitoral de Trump veio daí, da decisão de impedir os mega-acordos. O poder do Estado para conduzir a economia foi mantido por Trump.

VENTRÍLOCO DE BANQUEIRO

Mas, Obama não está contra Trump quando fala no Brasil contra xenofobismo e populismo. É outro lance. Remover populismo e xenofobismo é objetivo das petroleiras americanas, interessadas no pré sal, na privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, no congelamento dos preços dos minérios de ferro, na eliminação de regras financeiras restritivas, para liberar entrada e saída de capital na economia etc. Obama prega isso, mas Trump, também, é a favor, porque favorece interesses dos empresários americanos, fora dos Estados Unidos. Agora, que está sobrando poupança externa e que os banqueiros, cheios de liquidez, querem exportar capital, para as periferias, a juros flutuantes, o mínimo ou nenhuma restrição ao capital financeiro é o melhor negócio. Obama, para enfrentar crise global de 2008, encharcou a praça global de dinheiro, para diminuir dívida americana, mediante juro negativo. Salvou os bancos, o governo e as famílias endividadas. Fortaleceu mercado interno e a economia volta a crescer 3% ao ano. Se a dívida americana implodisse, mediante juro alto, que sempre sobe nas crises, sistema bancário iria para espaço . Depois que passou essa fase, em que a economia americana deu boa recuperada, a jogada é emprestar o excesso de liquidez, para outros países, a fim de que o dinheiro não volte para a circulação, nos Estados Unidos, causando inflação monetária. Exigiria juros altos para enxugar liquidez excessiva. Tio Sam está de caixa para baixo para enfrentar essa parada, como aconteceu no passado.

EXPORTAR DÓLAR

Criou-se outra conjuntura: excesso de oferta de moeda não causa mais inflação, se o juro fica muito baixo, ou negativo. Mas, em compensação, produz deflação. O preço do dólar despenca. Tem que exportá-lo, emprestado, a juro baixo, mas não fixo, flutuante, para os tomadores ficarem prisioneiros dos credores. O jogo do mercado financeiro, portanto, é exportar dólar barato a juro flutuante para periferia capitalista. Juro tem que diminuir na periferia para desovar excesso de moeda no capitalismo cêntrico. A armadilha da dívida, mais uma vez, está montada para pegar devedor desprevenido. A missão de Obama, portanto, é achar tomador para dólar americano, a fim de evitar que ele se transforme em papel podre. Não são causas internas que estão jogando o juro para baixo, como alardeiam os comentaristas tupiniquins, mas as causas externas, as razões norte-americanas, para proteger sua moeda, atacando moeda dos outros.