FHC, novo petista contra Temer

ACORDO DAS ELITES PARA NOVA FASE
Convencido de que Temer já era, FHC tenta salvar PSDB, pedindo o presidente para renunciar. Subiria ao poder Maia, que teria 30 dias para marcar novas eleições indiretas. O novo presidente, seja quem for, só governaria com apoio das ruas. Senão seria outro Temer, ancorado em Congresso sem credibilidade. Raciocínio lógico: FHC quer uma aliança com Lula, o candidato das ruas, para viabilizar as indiretas. Grande acordo à vista PT-PSDB. O PMDB, mais sujo que pau de galinheiro, viria de cambulhada.

Qual o preço do acordo? Se julgam que Lula é imprescindível para dar passagem às indiretas, até às diretas, no próximo ano, em que é favorito, conforme pesquisas, em primeiríssimo lugar, seria necessário não condenar o ex-presidente. Como seria possível acordo com ele condenado? Outra coisa: as contrarreformas da previdência e a trabalhista, como estão propostas, bem como o congelamento neoliberal recessivo, teriam que ser removidos. Se o PT apoiar acordo em que sejam mantidos, de acordo com o desejo do Planalto temerista, estará se suicidando, politicamente. Essas premissas básicas implicam numa terceira condição: aprovação no Congresso de legislação contra abuso de autoridade. Os procuradores, os juízes, como Moro, que se especializam em condenar, baseados em suposições – em baseísmo e explanacionismo, como diz o advogado Lenio Streck – , sem levar em contas os fatos, torturando, mentalmente, os réus, seriam submetidos à nova lei. No reinado político invertido do judiciário, em cena, em que juízes vestiram capa de políticos, jurisdicionando a política, esta, simplesmente, morre de inanição. Por fim, o acordo produziria uma reforma de caráter extraordinário, para compatibilizar-se com o que já está decidido, isto é, proibição de financiamento privado de campanha eleitoral. Se ele, origem da corrupção que desmoralizou o Congresso e o sistema político eleitoral em vigor, persistir, o povo não engolirá o acordo das elites. Configura-se, portanto, saída enjambrada pelos figurões da política para enganar o contribuinte, mais uma vez, para que não haja antecipação das eleições diretas. Na prática, essa alternativa seria impossível, com Congresso dominado pelos golpistas que derrubaram Dilma Rousseff, com 54 milhões de votos, mediante impeachment sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo.

A batalha política campal da hora que acelera acordo PT-PSDB

Se houvesse lógica na política golpista, Temer, acusado pelo Procurador Geral, Janot, em solicitação ao STF para investigá-lo por crimes cabeludos praticados em pleno mandato, não teria escapatória. O jogo de FHC, de tentar a renúncia do presidente, ganhou celeridade, no compasso das pesquisas a apontarem o favoritismo de Lula, no ambiente quente nacional em que aumenta pregação e mobilização popular pelas diretas já. O contexto, atual, é outro, se comparado com 1984, queda da ditadura, quando o Congresso, oprimido pelos ditadores, guardava reserva moral, para conduzir indiretas com Tancredo. Hoje, não. O Legislativo está sem crédito. Vai ser um risco para o PT-Lula, vítima do golpe, esse acordo com PSDB-FHC, autor do golpe. Com a política econômica travada pelo congelamento fiscal neoliberal por vinte anos, responsável pelo desastre evidente da saúde, com fechamento acelerado de serviços hospitalares, com falta de crédito para as forças produtivas, acelerando desemprego e deflação, que, simultaneamente, destrói capital e trabalho, fazer acordo por cima da sociedade, massacrada pela recessão, é risco total. O congelamento teria que ser, desde já, removido ou flexibilizado, urgentemente, para os setores sociais. O ajuste fiscal teria que ser feito, também, em cima dos ricos, dos banqueiros, diminuindo gastos com pagamento de serviços da dívida. No momento, quem se sacrifica são os beneficiários dos programas sociais – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc -, enquanto o mercado financeiro registra as maiores taxas de lucro da história, em pleno processo recessivo, deflacionário, economicamente, suicida. O líder do PT, na Câmara, deputado Carlos Zarattini, prega o acordo para salvar o País, em artigo no site 247. Fala por Lula. FHC ouviu o recado. Estão conversando por meio dos partidos. Qual partidos? O que está em pé é, somente, o PT, em crescimento, mesmo sob ataques de todos os lados, de acordo com pesquisas feitas pelos jornais conservadores, aliados do golpe, que fracassou. Os tucanos racharam-se completamente. Abandonam Temer, sem, ainda, proclamar rompimento radical. Janot deu o impulso final para o radicalismo do PSDB. O PMDB, por sua vez, já está rachado. O Planalto virou casa de mãe Joana. Assessores de Temer acusam o general Etchegoyan, chefe da Casa Militar, de ter deixado o presidente ser alvo dos grampos. Enfim, a bagunça tá geral. O grande problema do acordo passa a ser Temer, irritado com a iniciativa de FHC. Diz que não será destruído. Faz bravata. Tenta não parecer cadáver insepulto.

 

Petrobras desmente previsões da Globo

AEPETTV informa: GLOBO desinforma

Claudio Oliveira, da Associação dos Engenheiros da Petrobras(AEPT), economista aposentado da estatal, faz análise esclarecedora sobre a excelente situação econômica-financeira da Petrobras e expõe as razões políticas que estão por trás do ataque à empresa, feitos, por exemplo, pelo anti-jornalismo da Globo, com Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão, denunciados por ele. Oliveira destaca as 10 maiores empresas no Brasil e nos surpreende. Depois da Petrobras a 2ª é a BR Distribuidora, a 3ª é a Ipiranga, a 4ª é a Raizen – associação da Cosan com a Shell. A Vale é apenas a 5ª, mostrando a importância estratégica e geopolítica da cadeia do petróleo. A Brasken, do ramo petroquímico em que a Petrobras ainda participa, é a 7ª . Das dez maiores empresas, a 6ª é a Telefônica e a 8ª, a Claro( ambas, partes da Telebras, doadas no Governo de FHC, para grupos espanhol e mexicano respectivamente), Fecham as dez a Cargil e a Bunge gigantes estrangeiras do agrobusiness. Fica demonstrada a importância da Petrobras e subsidiárias no PIB brasileiro e a gravidade do seu desmanche. Acaba de ser instalada a CPI da Petrobrás na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro(Alerj), que será presidida pelo deputado estadual Paulo Ramos do Psol. Terá assessoria do Fernando Siqueira, um dos maiores especialistas em petróleo, do Brasil e do mundo. Abordarão a venda de ativos, que Pedro Parente, presidente da estatal, cabeça de ponte do PSDB, para entregar ouro aos bandidos, tenta acelerar.

Cláudio Oliveira desanca esses dois da Globo com seus comentários absurdos sem maiores pesquisas que deveriam pautar o trabalho de informação que precisariam praticar.

Parente é antinacionalista que deverá ser preso quando esse governo que está aí cair de podre com seus crimes lesa pátria. Concordo com o ponto de vista de muita gente boa segundo o qual a Petrobras deve ser classificada fora da escala de empresa do mercado de petróleo. Não, ela tem que ser tratada como instrumento do Estado nacional, estratégico, por meio do qual o desenvolvimento deve ser planejado, racionalmente, independente da sua condição de empresa competitiva no mercado global, a maior da América do Sul. O lucro dela, mesmo sob ataque dos abutres nacionais e internacionais, é maior do que a maior das empresa de petróleo do mundo, a Esso, embora tenha ativos em menor quantidade. Os árabes estão indo na linha contrária à adotada pelo governo Temer, notório testa de ferro dos interesses antinacionais. A palavra de ordem nos países do golfo é a de desenvolver, por meio do lucro do petróleo, conteúdos nacionais, para alavancagem da indústria deles. Foi o que os sheiks disseram para o presidente Trump, recentemente. Eles tomaram a decisão de fomentar o desenvolvimento interno porque estarão, nessa linha, gerando arrecadação interna, por meio da qual produzirão, nos próximos dez anos, 500 mil novos empregos. Enquanto isso, esse entreguistas incrustrados no Planalto, acelerando entrega do patrimônio nacional, na bacia das almas, cuidam de jogar o pré sal – reservas de mais de 127 bilhões de barris, por baixo – no colo das multinacionais. Quem vai comprar a BR Distribuidora, segunda maior empresa do Brasil, que Parente quer vender? A Chevron e a Esso, claro. Fuzilamento em praça pública seria o remédio barato que os sheiks árabes recomendariam para Parente, se ele fosse árabe, pregando barbaridades que o economista Cláudio Oliveria desmonta com argumentos simples, objetivos, verdadeiros e honestos.

TEMER: REPETECO DE SUCATEAMENTO DO PROJETO BRASIL INDEPENDENTE DESTRUÍDO PELA GUERRA FRIA

EM MARCHA ALIANÇA CÍVICO MILITAR CONTRA O GOLPE PARLAMENTAR JURÍDICO MIDIÁTICO NEOLIBERAL ANTINACIONAL QUE AMEAÇA AS PRÓPRIAS FORÇAS ARMADAS

FRENTE NACIONALISTA ANTINEOLIBERAL

GENERAL NACIONALISTA MOSTRA-SE DISPOSTO A DEBATER COM POLÍTICOS, COMO REQUIÃO, QUE ESTÃO NA ARTICULAÇÃO DA FRENTE PELA DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL.

Prosseguimos com a fala do general Villas Boas, comandante do Exército, na Comissão de Relações Exteriores e Segurança Nacional, no Senado, quarta feira, 22.

Lixou-se para ela a grande mídia, porta-voz do golpe político jurídico midiático antinacional, que, em 2016, derrubou Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de votos, jogando o País na bagunça atual, ameaça à segurança nacional.

O Brasil, nos pós segunda guerra mundial, se perdeu na sua tarefa de construir projeto de nação a partir das opções que fez durante a guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, segundo o general.

Em vez de posicionar-se independentemente, nem para um lado nem para o outro, mas conforme interesse maior da nação, interesse nacional, adotou um lado.

Qual?

Todos sabem, dos americanos, da sua doutrina de segurança, que considera a América do Sul quintal dos Estados Unidos.

Quem estava certo, evidentemente, era Peron, a compreender bem o pensamento do general Villas Boas.

O líder nacionalista argentino, já, em 1955, em Bandung, Indonésia, defendia a TERCERA POSICION.

Nem capitalismo americano, nem socialismo soviético, mas independência sul-americana.

A terceira força mundial.

Eis porque Peron, como inúmeros líderes do continente, foram perseguidos pelos Estados Unidos.

GETÚLIO VARGAS FECHA COM PERON

TERCERA POSICION SULAMERICANA CONTRA GUERRA FRIA DEFENDIDA POR PERON E VARGAS QUE OS MILITARES DESDENHARAM PARA SE SUCUMBIREM NA GUERRA FRIA

Trotski – segundo pesquisa do repórter Beto Almeida, da TV Comunitária e Telesur -, exilado no México, onde seria assassinado por Mercader, contratado para essa tarefa por Stalin, posicionou-se favoravelmente a Vargas contra Luís Carlos Prestes, homem de Moscou, de Stalin.

Vargas nacionalista, disse o líder da Revolução Soviética, criador do Exército Vermelho, era portador da mensagem política promotora das forças produtivas nacionais – trabalhadores e empresários.

Criara a CLT, os bancos públicos, BNDES, empresas estatais, Petrobras, Siderbras, Previdência Social etc.

Ou seja, os instrumentos necessários ao desenvolvimento nacional integracionista sul-americano, como pregava Peron.

Negociou Vargas com Roosevelt, altivamente.

Mandou soldados brasileiros para lutar na guerra, mas garantiu a Siderúrgica Nacional, sem a qual não haveria industrialização brasileira, a partir dos anos 1940.

Perón- Vargas era expressão do desenvolvimento nacional ao largo da guerra fria, assunto que dividiria o mundo entre as duas potências, capitalista e comunista.

O Brasil seguiria a linha getulista-peronista até 1964, quando os militares, rendidos à doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos, derrubaram o nacionalista Jango.

PREÇO DA AMBIGUIDADE MILITAR

GEISEL RESOLVOU BRIGAR COM OS AMERICANOS MAS DISPENSOU FRENTE NACIONAL CÍVICO MILITAR POR PURO AUTORITARISMO ALEMÃO

No poder, os militares brasileiros enfrentariam as contradições decorrentes da ambiguidade intrínseca de tentar equilibrar-se entre o interesse nacional e o interesse norte-americano, incompatíveis entre si.

Batalharam para se livrar das exigências dos seus “colegas” generais americanos, contrários à disposição brasileira de instalar no Brasil o ciclo completo da produção da energia nuclear, sem a qual a soberania nacional não se completa.

Geisel, sob pressão de Washington, para não fazer acordo militar com os alemães, romperia com os americanos.

É disso que o general Villas Boas está falando, quando critica a subordinação aos ditames da Guerra Fria que impediram a independência nuclear brasileira.

O golpe contra Jango, evidentemente, representou pressão americana para que o Brasil não caísse na órbita de Moscou, como ocorreria com Cuba.

Na economia, os militares se dariam bem, de 1964 a 1979.

O presidente Nixon, em 1970, descolaria o dólar do ouro.

Deixou a moeda americana flutuar.

Caloteou os aliados que haviam depositado suas reservas em ouro nos Estados Unidos em troca dos financiamentos em dólar, para se recuperarem dos escombros da segunda guerra mundial.

Era o que previa o Acordo de Bretton Woods, 1944.

Sentindo cheiro de borracha queimada, isto é, do perigo do dólar se desvalorizar diante do peso do déficit gerado na guerra fria, especialmente, guerra do Vietnan, os aliados correram para resgatar seu ouro.

Dançaram.

CRISE MONETÁRIA  DESTRUIU DITADURA

PAUL VOCKER ENTERROU A DITADURA COM PUXADA VIOLENTA NOS JUROS AMERICANOS PARA SALVAR O DÓLAR DOS ESTRAGOS DA GUERRA FRIA

A taxa de juro americana, pós descolamento do dólar do ouro, ficou entre 2% e 4%.

Excesso de oferta da moeda americana na praça mundial.

Foi nessa onda de dinheiro barato que Delfim Netto, czar da economia, na ditadura, navegou à larga.

Construía, orgulhoso, o sonho de Brasil Potência, alimentado pelos militares, com dólar americano a juro de 2%/4%.

O sonho acabaria em 1979.

Naquele ano, Paul Volcker, presidente do Federal Reserve(BC americano) puxaria taxa de juro – prime rate –, de 5% para 25%.

Nacionalismo de Tio Sam.

Fez isso em nome da salvação do dólar, ameaçado de desvalorização violenta diante dos fantásticos déficits gerados na guerra fria.

A ditadura militar nacionalista-varguista foi para o espaço.

Os militares brasileiros haviam expandido o nacionalismo com construção de empresas estatais em praticamente todas as áreas industriais fundamentais.

Aço, petróleo, eletricidade, tecnologia aeronáutica e submarinha: emergência do Brasil potência.

Fizeram isso com o propósito de promoverem a indústria nacional, historicamente, frágil, carente de poupança externa.

Sem o Estado nacional, os capitalistas tupiniquins não ganhariam musculatura.

O Brasil, que no período 1930-1980, havia registrado o maior nível de crescimento industrial do mundo, como se vangloriou o general Villas Boas, no Senado, entraria em buraqueira financeira.

Ali caiu a ditadura militar.

Sem chão, Golbery abriu o bico.

Aceitou negociar abertura política, acelerada pelas Diretas Já.

A crise monetária americana quebrou o Brasil.

Brasil quebrado se submeteria aos ditames do Consenso de Washington, a partir dos anos 1980.

SUCATEAMENTO NEOLIBERAL

SARNEY TENTOU SEGUIR TANCREDO PARA PROTESTAR CONTRA OS BANQUEIROS. FOI ABATIDO PELA ALIANÇA CREDORES INTERNACIONAIS E SÓCIOS INTERNOS CONSERVADORES.

Os banqueiros credores, com apoio da Casa Branca, do Pentágono e do FMI, entraram em cena para exigir desmobilização do patrimônio nacional.

Emergiu arrocho geral nos gastos públicos, salários, demissões de trabalhadores, privatizações de empresas estatais, de bancos estaduais etc.

Delfim partiu para duas grandes mega-desvalorizações cambiais, de 30% cada uma.

Aumentava a exportações, de um lado, e levantava empréstimos a juros altos, para fechar déficit em contas do balanço de pagamento, de outro, com aval das estatais.

Não foi o aumento do preço do petróleo que quebrou o Brasil, como insistia Delfim, despistando, mas os juros decorrentes da crise monetária americana.

A soberania nacional iria para o sal.

Com a derrubada da ditadura pela crise monetária de Tio Sam, sairia de cena a ditadura política e entraria a ditadura financeira dos bancos, do FMI, do Consenso de Washington.

Sarney tentaria resistir a ela, buscando negociar dívida externa.

Buscou seguir conselho do nacionalista Tancredo segundo o qual não pagaria dívida com o suor do povo.

Foi boicotado pelo próprio PMDB de Ulisses Guimarães e cia ltda.

Caiu sob pressão dos capitalistas paulistas, sócios menores do capital americano.

A prioridade do governo FHC neoliberal, depois do vendaval doido de Collor, foi seguir orientação do Consenso de Washington.

A palavra de ordem do império era acabar com Era Vargas.

Os credores se empenharam em destruir patrimônio nacional acumulado pelos militares, com poupança externa barata, que ficou caríssima, depois da puxada dos juros americanos pelo gigante Paul Volcker.

Pecado capital dos militares: acreditaram em poupança externa para construir Brasil Potência.

Não seguiram os japoneses segundo os quais o capital se faz em casa, segundo o belo livro do jornalista Barbosa Lima Sobrinho.

Quem passou a mandar na economia foi Ana Maria Juhl, do FMI.

A mulher da pasta preta fixava, a priori, preços, salário e câmbio, para alcançar o superávit primário elevado capaz de garantir pagamento dos serviços da dívida, que estratosferou.

FHC ANTI-PRESIDENTE DO ANTI-ESTADO NACIONAL(LAURO CAMPOS)

NEOLIBERAIS RADICAIS DA NOVA REPÚBLICA QUE TENTAM DESTRUIR VARGAS E LEVAR O BRASIL À REPÚBLICA VELHA

FHC, para combater a inflação que os juros absurdos americanos fabricaram, entrou de cabeça no receituário neoliberal.

Surpreenderia o próprio FMI.

Mandou ver, com sua equipe formada em Washington, congelamento monetário, para implantar o real, seguido de populismo cambial.

A mágica durou de 1994 a 1998.

Depois veio nova desvalorização cambial, o chamado calote eleitoral, adotado depois das eleições, segundo mandato, comprado a peso de ouro no Congresso.

Não havia procurador geral para denunciar o crime contra economia popular.

FHC, com seu procurador particular, engavetava tudo.

Terminou seu mandato com inflação de 12%, taxa de juro de 26% e dívida de 600 bilhões de dólares, em comparação aos 60 bilhões, quando iniciou seu entreguismo neoliberal.

Lula e Dilma, depois do desastre neoliberal fernandista, tentaram uma linha relativamente independente, uma timidíssima TERCERA POSICION econômica, a la Peron, mas o mal já estava feito.

Ganhara autonomia, para além da vontade nacional, o poder dos bancos.

Os credores, no embalo da nova ordem imposta pela financeirização econômica global, baixariam suas regras a ferro e fogo, via tripé econômico neoliberal: meta inflacionária, câmbio flutuante e superávit primário escorchante, que chegou a 5% do PIB.

Prioridade era dada – como continua até hoje – pelo art. 166, § 3º, II, b da Constituição: proibido contingenciamento orçamentário sobre recursos destinados ao pagamento dos serviços da dívida.

Pagar dívida às custas do suor do povo, o que Tancredo jurara não fazer.

Adeus industrialização nacional.

O agronegócio, mediante juro baixo, virou salvação.

REPRIMARIZAÇÃO ECONÔMICA TUPINIQUIM

A ARMA POLÍTICA MIDIÁTICA DOS GOLPISTAS PARA LEVAR O BRASIL AO PASSADO

O agro é pop, o agro é tech, o agro é tudo, tá na Globo.

A crise global de 2008, implosão da financeirização dos derivativos de dólar, espalhados pelos bancos americanos, imporia sua lógica destrutiva.

Depois da crise monetária dos anos 1980, que enterraria o sonho de Brasil potência dos militares, nova frustração emergiria com entreguismo neoliberal da Nova República.

Lula, em meio à bancarrota capitalista financeira global, enfrentou o desastre fernandino com a opção desenvolvimentista.

Optaria pelo social como fator de equilíbrio ao meramente econômico.

Valorizou salários, fortaleceu programas sociais, bombeou dinheiro para o consumo interno, criou 40 milhões de novos consumidores, pagou dívida, acumulou reservas etc.

Não fosse isso, os industriais paulistas estariam no buraco.

Dilma, com divida muito alta, tentou reduzir juro, mas não tinha maioria no Congresso.

Não conseguiu segurar a avalanche neoliberal que culminou com o golpe de 2016.

Os banqueiros, aliados das forças conservadoras externas e internas, PSDB-PMDB- penduricalhos, resolveram impedir continuidade do PT, no poder.

Consenso de Washington em cena no golpe parlamentar, jurídico, midiático.

Bloquearam o viés econômico social lulista-dilmista, contrário às teses neoliberais, temerosas de avanços dos trabalhadores no âmbito do capitalismo brasileiro via reformas políticas capazes de democratizar o poder econômico.

Villas Boas explicou, constrangido, que, quando disse, recentemente, que o Brasil se encontra à deriva, foi mal interpretado.

Não estava se limitando ao fracasso Temer.

“ CRISE É MUITO MAIS PROFUNDA”(VILLAS BOAS)

INIMIGOS DO CONSENSO DE WASHINGTON

Vem de longe.

Decorre, na avaliação dele, das opções brasileiras erradas adotadas quando da divisão do mundo, na guerra fria, entre dois atores globais, Estados Unidos e União Soviética.

A Nova República que, neoliberalmente, tentou destruir a Era Vargas, seguida, autoritariamente, pelos militares, buscou, sob pressão do Consenso de Washington, destruir a opção nacionalista.

O alvo foi, certamente, a Revolução de 30, Vargas-Tenentismo, a TERCERA POSICION brasileira-sulamericana, na linha peronista.

E agora?

Seguir o neoliberalismo de Temer, cópia escrita por Washington, o vendaval neoliberal, denunciado pelo ex-chanceler Celso Amorim, no lançamento da Frente de Defesa da Soberania Nacional?

As reformas de Temer, que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, chama de regresso, tenta-se segurar no que já não existe mais, isto é, segurança de se fazer aliança com Estados Unidos.

Trump está em outra carregando dívida americana monstra de mais de 20 trilhões de dólares, dos quais um terço está nas mãos da China, agora, aliada da Rússia, na tarefa de lançar novo sistema monetário mundial, alternativa ao dólar.

Temer e o Itamarati nas mãos dos entreguistas tucanos querem aliança com o que já morreu.

A opção deles é destruir as resistências sul-americanas em se tornar quintal dos Estados UNidos.

Lutam contra a TERCEIRA POSICON de Peron e Vargas.

Insistem nos equívocos dos quais, agora quer fugir o general Villas Boas.

O comandante do Exército teme o óbvio: perigo de sucateamento das Forças Armadas, receituário do Consenso de Washington, por meio do congelamento neoliberal dos gastos públicos, por vinte anos, preparado pela equipe econômica de Meirelles, a serviço dos bancos de Tio Sam.

GENERAL CONDENA REFORMAS TEMER CONDENADO POR 82% DA POPULAÇÃO

GENERAL NACIONALISTA MOSTRA-SE DISPOSTO A DEBATER COM PROMOTORES DA FRENTE NACIONALISTA PELA DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL. ESTA, AFINAL, ENCONTRA-SE SERIAMENTE AMEAÇADA PELO RECEITUÁRIO NEOLIBERAL QUE TEMER/MEIRELLES ADOTA, CAPAZ DE ACABAR COM AS PRÓPRIAS FORÇAS ARMADAS

Não há saída fora da Constituição

As forças armadas não apoiam medidas inconstitucionais. Seu limite é a Constituição. Ora, as reformas de Temer, trabalhista, previdenciária e fiscal, como destacam estudos das consultorias do Senado, da Câmara e de instituições públicas e privadas, violam texto constitucional. Logo, raciocínio lógico, as reformas previdenciária, trabalhista, bem como o ajuste fiscal, ancorado em congelamento de gastos públicos por vinte anos, são inconstitucionais. Razão simples: colocam em risco a segurança e soberania nacionais. As declarações do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, na Comissão de Relações Exteriores, de Defesa e Segurança Nacional, no Senado, na quarta feira, 22, seguiram percurso tortuoso, mas para quem sabe ler pingo é letra. No centro da discussão as reformas temeristas que a oposição considera contrarreformas regressivas.  Elas não encontram mais ambiente político no Congresso para serem aprovadas. Villas Boas jogou pá de cá nelas ao dizer que não há saída fora da Constituição. Reforçou posicionamento das forças políticas e sociais resistentes ao atentado à carta maior do país. Garantias econômicas e sociais, inscritas na Constituição de 1988, estão sendo removidas a fórceps para fixar meta fiscal enquadrada no receituário neoliberal copiado do Consenso de Washington. A jogada é realizar o chamado superavit primário – receita menos despesas, exclusive pagamento de juros – superior a R$ 200 bilhões, como pré requisito para diminuir déficit público. Receita draconiana para derrubar juros. Os banqueiros – mercado financeiro especulativo -, maiores defensores das reformas, abocanham, em forma de pagamento de juros, os R$ 200 bilhões de superavit primário, retirado do Orçamento Geral da União(OGU), em troca da diminuição do custo do dinheiro. Será possível, por aí, na avaliação deles, estabilizar a economia, sucateada pelo congelamento de gastos. Talvez, só a Velhinha de Taubaté acredite nisso. A recessão e o desemprego em marcha comprovam o contrário. Derruba-se juro, mas, também, a economia, por falta de consumidor. São atacadas, apenas, despesas não financeiras, no OGU, programas sociais, que asseguram estabilidade econômica mediante melhor distribuição da renda. Ficam preservadas as despesas financeiras, apropriadas pelos credores, que concentram renda e aceleram exclusão social. Cacete no povo, eis o remédio do Consenso de Washington, bíblia de Meirelles e Cia Ltda. Rezando por ela se alcançaria o nirvana, a estabilidade fiscal, o crescimento econômico sustentável… para os banqueiros, lógico. Essa tese racha até os neoliberais. André Lara Resende, um dos país do real, na Era FHC, considera, em seu último livro, Devagar e Simples, equivocada a tese neoliberal do juro como fator de combate à inflação. Mata-se o consumidor para estabilizar preço. Resultado: deflação, que destrói, simultaneamente, capital e trabalho. Deflação, erro eterno(Keynes). A estabilidade econômica obtida dessa forma beneficia quem, mesmo? Só especulador. Produz-se, apenas, sobreacumulação de capital, na moeda, especulativamente, não na produção, na circulação, na distribuição e no consumo. É o capital especulativo destruindo capital produtivo. Reforça-se o que o general Villas Boas combate: descumprimento/destruição da Constituição. O receituário neoliberal inconstitucional representa, intrinsecamente, perigo para a soberania nacional, cuja preservação requer obediência às leis cravadas no texto constitucional – garantias e conquistas sociais do trabalho, da previdência social etc. Do mesmo modo atenta contra a Constituição o congelamento de gastos públicos por vinte anos – “Vendaval neoliberal”(Celso Amorim) -, conferindo, no âmbito da aplicação das leis, dois pesos e duas medidas: favorece o rico e prejudica o pobre. Maior insegurança nacional do que essa, impossível. Os resultados práticos estão à vista: PIB zero ou próximo de, nesse e no próximo ano, desemprego, fome, queda inflação, decorrente, não do jogo da oferta e da demanda equilibradas, mas da destruição da capacidade de consumo dos assalariados, graças aos juros escorchantes. Resultado: dívida pública em escalada, do governo, dos contribuintes, dos produtores, recessão. A âncora da inflação é a fome e o desemprego. A soberania nacional fica comprometida, como reconhece o general. Esta, segundo moderna abordagem adotada pelos países capitalistas desenvolvidos, depende da suficiente oferta de recursos para áreas sociais, educação, saúde, segurança, infraestrutura, responsáveis por melhorar quantitativa e qualitativamente a qualidade de vida dos trabalhadores. Receituário da Escola de Copenhague, oposição ao Consenso de Washington. A receita econômica neoliberal de Washington fere de morte o Plano Nacional de Defesa, aprovado em 2005, com Lula, e a Estratégia de Defesa Nacional, em 2007, com Dilma Rousseff. Em ambos está esboçada a doutrina militar de segurança ancorada no desenvolvimento nacionalista em que a indústria de defesa representa culminância de cadeia produtiva capitalista nacionalista. Sem ela não há demanda global equilibrada no sistema. O neoliberalismo temerista/meirellista é oposto disso. Se levado às últimas consequências, como destacou o senador Roberto Requião(PMDB-PR), durante depoimento do general, elimina-se do cenário brasileiro as próprias forças armadas, carentes, como os demais setores sociais, de recursos para sustentar suas prioridades estratégicas, afetadas, inapelavelmente, pelo congelamento neoliberal. Ao final de sua fala, o general lamentou pouco tempo para expor seu pensamento. Manifestou desejo de continuar conversando com as forças nacionalistas, ameaçadas de destruição pelo polo oposto: as forças antinacionais, as que deram o golpe parlamentar jurídico midiático e jogaram o País no abismo das incertezas.

SOBERANIA NACIONAL AMEAÇADA

 

 

 

Lula-Requião 2018. Frente nacionalista quer modelo chinês desenvolvimentista

NACIONALISMO SEM XENOFOBIA
Lula, se não for impedido de disputar, graças à insistência do juiz Moro em tentar processá-lo em primeira instância, mesmo, sem provas concretas para incriminá-lo, arranca imbatível nas pesquisas eleitorais. Requião traria consigo o PMDB, tirando-o, super desgastado politicamente em defesa das contrarreformas antipopulares, das garras de Temer e cia ltda. O senador paranaense e a lider do PT, Gleisi Hoffman, também, do Paraná, arregimentariam o sul progressista, isolando conservadores neoliberais aliados do PSDB, linha auxiliar antinacionalista de Washington que aprofunda recessão e desemprego, no jogo Temer/Meirelles. Eis a Frente Nacionalista Desenvolvimentista.

Bastidores da FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL, lançada, ontem, no Congresso, cogitava de aliança LULA-REQUIÃO 2018. Ameaçada pelo vendaval neoliberal, a soberania, segundo o ex-chanceler Celso Amorim, responsável, no Governo Lula, por botar o Itamarati na linha de frente da cena internacional, precisa ter como norte o nacionalismo “sem xenofobia”(Requião). Por isso, está soando bem aos soldados de primeira hora da FRENTE – partidos, centrais sindicais, associações, movimentos sociais, estudantes etc, etc – o programa BRASIL NAÇÃO, esboçado por intelectuais nacionalista, de esquerda etc, coordenados pelo economista Bresser Pereira, dissidente tucano, no qual pontifica-se fundamentalmente três pontos: 1 – remoção urgente do congelamento neoliberal de gastos públicos, 2 – aumento dos salários e 3 – política cambial competitiva. Ou seja, cavalo de pau no neoliberalismo de Temer/Meirelles, imposto, segundo o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, pelo Consenso de Washington, para sucatear o Brasil de bandeja para as multinacionais. Congelamento de gastos, para vigorar durante 20 anos, como empurrado goela abaixo, no Congresso, não existe em lugar nenhum do mundo, destacou Amorim. Abre-se mão, na avaliação de Requião, do poder do Estado, por meio do qual torna-se possível equalizar a luta de classes, mediante aposta em programas sociais – a força de Lula – que determinam pujança dos mercados internos, sem os quais inexiste capitalismo nacional social democrata, como o inaugurado por Getúlio Vargas. Destruição dos setores sociais(educação, saúde, segurança, infraestrutura, defesa, previdência, legislação trabalhista etc), como a que está em cena, com congelamento neoliberal, impõe lei da savana africana. Os fortes devoram os mais fracos. Receita de Darwin. Seleção natural do capital animal. A política social compreende, na avaliação dos frentistas, respeito total às conquistas sociais e econômicas, inscritas na Constituição de 1988, como fator de estabilidade geral. Elas são responsáveis por estabelecer o estado do bem estar social, que Lula-Dilma perseguiram, até serem derrubados pela direita golpista, em 2016.Ao lado da promoção dos programas sociais, marca registrada do PT no poder(2003-2014), aumento dos salários decorrerá do descongelamento dos gastos públicos, fator de impulso à demanda global. Indispensável será adoção de ajuste fiscal como fator de fortalecimento e não de enfraquecimento do Estado, destacou Bresser. A esquerda, diz ele, não pode ter medo de ajuste fiscal, desde que seja fator de fortalecimento dos agentes econômicos – estado, trabalhadores e empresários. O lucro empresarial precisa ser estimulado, pelo estado, na exata proporção do fortalecimento dos setores sociais, geradores de renda disponível para assegurar a interatividade econômica, produção, distribuição, circulação e consumo, essência do capitalismo. Trata-se de equilíbrio dinâmico. Por fim, faz-se necessário, na avaliação do ex-ministro da Fazenda, no governo Sarney, de viés nacionalista conservador, duramente, atacado pelos neoliberais aliados de Washington, política cambial competitiva anti-populista. A moeda nacional ligeiramente desvalorizada para estimular exportações capazes de gerar superavits em contas correntes do balanço de pagamento ao lado de ajuste fiscal capaz de assegurar oferta e demanda com relativo controle de preços e juros no patamar internacional, mais uma margem de lucro para os investidores. Seria essa, diz Bresser, a alternativa capaz de recuperar sustentavelmente a indústria nacional, em bancarrota desde os anos 1990, quando começou sua destruição por meio de sobrevalorização cambial populista para combater inflação. Com isso, destacou, será possível acumular, anos afora, superavits em contas correntes, como faz a China, faz mais de trinta anos, configurando o desenvolvimento capitalista de maior sucesso na história da humanidade, orientado pelo estado indutor desenvolvimentista. Estado mínimo, como impõe os neoliberais, precisará ser removido com união cívico-militar, segundo o deputado Glauber Rocha(PSOL-RJ), antes que os interesses nacionais sejam engolfados pela vendaval neoliberal. Este, como destacaram Amorim e Samuel, quer o Brasil anti-sulamericano, numa linha pró-nortemericana e europeia, integrando-o à OCDE. Ou seja, fim da soberania. Frente nacionalista neles!

Nacionalismo equilibrista