Extroversão mental lulista desperta o ódio psicanalítico no superego tupiniquim elitista

– OLHA, FREUD, É FODA. O BRASIL, COMO DIZIA O TOM JOBIM, NÃO É PARA AMADORES.
Diante de Lula, o superego conservador reacionário da elite tupiniquim vira-lata não consegue domar o seu “id”, reprimir seus instintos primitivos brutais, com base nos valores morais e culturais. O medo explode em ódio na emergência do que ele representa como mudança histórica.

Só Freud explica

Certa vez, ouvi de coleguinha, muito conceituado, da grande mídia, em cobertura de Lula na Europa, que sentiu vergonha diante da extroversão do ex-presidente, em entrevista coletiva, frente aos colegas, com os quais se reuniu, em evento internacional.

“Eu disse pro Bush que…”, “Eu falei com o Sarkozi …”, “Lembrei prá Merkel…”, “Reclamei pru Berluscolini…”, “Destaquei para o Tony Blair…” etc – temas relacionados às questões internacionais daquele momento.

O desembaraço lulista incomodou extraordinariamente o repórter, filho de oligarquia decadente nordestina, que, como toda oligarquia, na periferia capitalista, rende-se ao capitalismo cêntrico, desde sempre, em termos formais, com a excessiva reverência conhecida dos vira-latas.

Sabem ser obedientes, subservientes – como aquele tucano que tirou o sapato, para entrar no País de Tio Sam –, na condição de oligarcas subdesenvolvidos, sócios menores dos impérios, na prática da corretagem do patrimônio nacional, de forma sistemática, sangrando a bolsa popular.

Egoismo subdesenvolvido

São ligados aos próprios interesses individuais, em primeiro lugar, lixando-se, claro, para o caráter de classe, da sua condição de parte do coletivo social, atuando como sabujos do poder econômico imperial globalizado.

Naturalmente, desinibido, consciente do seu valor, Lula despertou ódios inconscientes.

Não se permite, culturalmente, no ambiente do superego oligárquico, a desibinição do pobre no ambiente do rico.

Escândalo, desrespeito.

Lula não se sentiu na obrigação de flexionar a espinha dorsal diante dos poderosos, como ocorreu, agora, com Temer, frente ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, mesmo estando em casa.

Imagine lá fora!

O inconsciente subdesenvolvido não se expressou no pernambucano de Garanhuns, porque se sentiu legitimado como fruto de democracia popular.

Tratou seus pares como iguais a si, do ponto de vista político.

Obama, por isso, reverenciou-o: “Esse é o cara.”

Era para despertar orgulho e satisfação e não vergonha em seus compatriotas elitizados.

Luta de classe

O posicionamento de Lula se explica, sobretudo, pelo caráter de classe social a que pertence, como homem de raízes populares, comprometido com demandas delas, não com as das oligarquias.

Mostrou-se, naturalmente, empoderado, politicamente, pela sua própria legitimidade política, cultural, histórica.

Eleito pelo povo, em meio à debacle neoliberal tucana fernandina(1994-2002), durante a qual o Brasil teve que se ajoelhar ao FMI, pedindo socorro, devido às barbeiragens econômicas expressas no populismo cambial desindustrializante, para combater inflação, expandindo, incontrolavelmente, dívida pública, Lula teve outro comportamento.

Sua postura irritou as oligarquias subservientes e a classe média conservadora manipulada por elas por meio de mídia oligopolizada, serviçal dos interesses externos.

A altivez lulista tornou-se insuportável a essa gente depois que ele liquidou dívida de 41 bilhões de dólares ao FMI, herdada de FHC, dispondo, em seguida, de recursos para emprestar 20 milhões de dólares  ao Fundo, do qual escapara, deixando de cumprir sua terapia neoliberal.

Audácia.

Repetiu gesto de JK, que dispensou conselho do FMI, irritado com sua decisão de construir Brasília, para promover integração do território nacional e alavancar desenvolvimentismo juscelinista-varguista.

O ápice da irritação oligárquica anti-lulista ocorreu quando desconsiderou terapia ultra-neoliberalizante, ditada pelo Fundo, logo depois da bancarrota neoliberal de 2008.

Empoderamento político

Combateu o crash global com desenvolvimento.

Colocou os bancos públicos para emprestar à produção e ao consumo; valorizou salários; fortaleceu programas distributivos de renda aos mais pobres, como bolsa família; promoveu programas de inserção destes ao ensino universitário; ampliou ofertas de bolsas de estudo para aqueles que nunca puderam estudar, aqui e no exterior; criou programas desenvolvimentistas como Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Farmácia Popular, Mais Médicos etc.

Inverteu, na cabeça dos pobres, o conceito de gasto público, conscientizando-os de que gastar no social não é despesa, é investimento que bombeia arrecadação aos cofres do governo, gerando mais investimentos.

Fortaleceu mercado interno, bombando capitalismo keynesiano, que fez a alegria da classe empresarial, consciente de que seu negócio requer existência de consumidores, sem os quais desenvolvimento não se realiza.

Lula, sobretudo, exercitou lição prática/didática de economia.

Demonstrou à população que a riqueza nasce do silogismo: consumo, produção, distribuição, circulação, arrecadação e investimento.

Em cada fase da circulação do dinheiro, principal mercadoria, no capitalismo, obtém-se o óbvio, arrecadação, sem a qual inexiste investimento.

Pela primeira vez, na história, o Brasil, com Lula, viveu o capitalismo com relativa distribuição de renda, à moda social democrata.

Incorporou, ao sistema, o consumo, cuja insuficiência, como diz Marx, é a mãe das crises de sobreacumulação, que levam às deflações, subconsumismo etc.

Excetuando o nacionalista Getúlio, que priorizou o social, com legislação moderna e valorização dos salários, nenhum outro presidente tinha colocado o consumo como essencial à reprodução do capital.

JK alavancou desenvolvimento sem distribuir renda; os militares, com a teoria de Delfim, de, primeiro, acumular, para depois distribuir, idem; FHC fez pior, submetendo-se ao consenso de Washinton, repetido, hoje, desastrosamente, por Temer e cia ltda.

O lulopetismo nacionalista criou 41 milhões de novos consumidores e se ergueu como força política imbatível.

Golpe preventivo

Só caiu por meio de golpe parlamentar, jurídico, midiático, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos, apoiado por Washington.

Entrou no seu lugar presidente ilegítimo, que voltou com a receita fernandina do FMI de 2003-2012, com resultado desastroso.

É o que demonstra a impopularidade crescente do governo golpista, rejeitado por mais de 90% da população, um horror, inviável, eleitoralmente.

Os golpistas, como o momento histórico demonstra, fazem de tudo para evitar que Lula, aos 72 anos, volte ao poder pelo voto popular.

Lançam mão de todas as armas disponíveis, para mantê-lo preso, sem culpa formalizada, salvo suposições, conforme teoria jurídica nazista do domínio do fato.

Valem pressões militares dissimuladas e, especialmente, manobras jurídicas, culminando, agora, com proibição, até mesmo, de manifestação do candidato, monstruosidade anti-democrática.

O retorno de Lula é motivo de pânico para as oligarquias.

Elas sabem que ele representa imediato empoderamento político popular em decorrência do que já promete promover, se for eleito: convocação de nova Constituinte, da qual emergiria democratização do poder, isto é, remoção deste da própria oligarquia.

O medo e o ódio vêm daí.

 

Bossa Nova 60

Globo tenta anular militares nacionalistas contra o desmonte neoliberal de Tio Sam

Criminalizar Geisel

1 – A Globo, porta voz do império americano, faz qualquer coisa para desgastar militares nacionalistas contrários ao desmonte neoliberal que o governo Temer, fantoche de Washington, promove, de forma acelerada.

2 – De repente, a família Marinho se empenha, desesperadamente, em criminalizar, especialmente, o governo Geisel(1974-1979), que incomodou muito os Estados Unidos, com seu nacionalismo econômico.

3 – Primeiro, ela divulgou documento da CIA dizendo que Geisel concordara com a política de perseguição implacável do governo Medici(1969-1974), de exterminar adversários do regime.

4 – Estranho, porque Geisel iniciou seu governo propondo abertura política, algo incompatível com extermínio de adversários.

5 – O documento da CIA diz que Geisel reiterou estratégia dos radicais do regime, de continuar torturando e matando os adversários, embora, diante da solicitação dos linhas-duras, tenha pedido tempo para analisar a questão.

6 – Contraditoriamente, no entanto, Wernon Walter, homem da CIA, na América do Sul, na ocasião, encaminhou ao Departamento de Estado americano reclamação de que Geisel era o principal obstáculo à continuidade da radicalização contra os adversários da ditadura.

7 – Em que acreditar: no documento da CIA, de agora, de que Geisel mandou matar, ou no despacho de Walter de que o general presidente era contra tal determinação?

8 – Por que detonar Geisel, símbolo do nacionalismo militar brasileiro, nesse momento, senão para evitar manifestações nacionalistas nas Forças Armadas contra desmonte neoliberal Temer/Washington, especialmente, de empresas caras aos militares, como Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás e Embraer?

9 – Segundo, a Globo volta, nessa semana, a detonar, indiretamente, Geisel, ao divulgar, no JN, que a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), controlada por Washington, condenou o estado brasileiro[governado por Geisel] pela morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, durante a ditadura militar.

10 – A morte de Herzog levou Geisel a dar uma limpa nos calabouços da ditadura, demitindo militares, que se opunham à abertura política que empreendia.

Afastar Brasil dos BRICs

11 – O general presidente, sim, estava sob pressão do governo Jimmy Carter – e sua política fake News de direitos humanos – mas, não abriu mão de fechar acordo nuclear com Alemanha, irritando, com isso, os falcões do Pentágono.

12 – O objetivo maior dos militares nacionalistas brasileiros era alcançar o ciclo completo do combustível nuclear pela indústria nacional de defesa, que, como acontece nos países capitalistas desenvolvidos, protege soberania nacional e alavanca vanguardas tecnológicas, utilizadas em, praticamente, todas cadeias produtivas, no sistema capitalista, elevando produtividade geral da economia.

13 – Geisel, portanto, virou demônio para Washington, a partir do momento em que se empenhou, em 1975, na construção de plano nacional de defesa e estratégia de defesa nacional, aprovados, finalmente, em 2005 e 2007, durante governos Lula e Dilma.

14 – Eis porque Washington faz ligação direta entre Geisel e Lula-Dilma, já que os três potencializaram, keynesianamente, o desenvolvimentismo nacionalista, algo considerado inaceitável pelo império em terras sul-americanas, vistas, pelos gringos, como quintal de Tio Sam.

15 – Washington não está sossegado com o ambiente militar nacionalista brasileiro, reagente ao entreguismo neoliberal de Temer e cia ltda, razão pela qual criminalizar o assassino Geisel, histórico líder nacionalista, virou objetivo de seu porta-voz essencial, no Brasil, a Rede Globo.

16 – Geisel-Lula-Dilma nacionalista está na raiz da aproximação do Brasil dos chineses e russos, na construção dos BRICs, visão multilateralista, em contraposição ao unilateralismo neoliberal washingtoniano, na tarefa de construção de nova divisão internacional do trabalho, opção à dominação financeira global pelo dólar, desde o acordo de Bretton Woods, em 1944.

17 – O golpe neoliberal de 2016, articulado por Washington, tira o Brasil dos BRICs e o coloca na órbita de Washington, configurando vitória política geoestratégica de Tio Sam.

18 – Na sequência, o desmonte neoliberal.

19 – Estão indo para o sal, as estatais que os militares nacionalistas construíram, desde Getúlio Vargas: Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás, Embraer e bancos públicos, como BNDES, ao lado do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, todos estruturantes do desenvolvimento nacional.

20 – O golpe neoliberal em Lula e Dilma é, igualmente, golpe nos militares nacionalistas, agora, preocupados com possibilidade de verem ir para o buraco o que ajudaram a construir, ao lado de outras pepitas de ouro, como a Amazônia, a base de lançamento de foguetes de Alcântara, enquanto Tio Sam faz tremenda pressão para o governo neoliberal Temer apoiar invasão americana da Venezuela, para tomar seu petróleo.

Bye bye agronegócio

21 – No momento, Washington cuida, também, de levar o Brasil ao alinhamento com a OTAN, que contrapõe-se à estratégia dos BRICs e da Organização para a Cooperação de Shangai, operadora da montagem geopolítica estratégica de construção da Eurásia, nova fronteira do desenvolvimento global.

22 – Certamente, um dos grandes atrativos que a OTAN oferece aos militares brasileiros e da América do Sul – já está fazendo isso com Colômbia – é a substancial melhora na qualidade de vida deles.

23 – Alinhados à OTAN, teriam salários fabulosos, preço para deixarem nacionalismo de lado e sonho eurasiano, asiático, muito mais atrativo, por exemplo, aos exportadores brasileiros.

24 – O golpe de 2016 alinha-se o Brasil a Washington, sempre na condição de sócio menor, subserviente, mas não é bom negócio, especialmente, para o agronegócio, hoje, responsável por puxar o PIB nacional.

25 – O mercado para os produtos agrícolas brasileiros é, certamente, a China e Ásia, e não Estados Unidos, cujo agronegócio compete com o agronegócio nacional.

26 – Por isso, não é à toa que Washington, dando, agora, as cartas na Petrobrás, como se viu na política de preços suicida de Pedro Parente, impõe nova lógica à estatal petrolífera: exportar óleo cru e importar refinados, enquanto desarticula investimentos nas refinarias nacionais.

27 – Com preços internacionais das commodities agrícolas, principalmente, soja e milho, impactados pelo custo elevado do diesel e dos refinados importados, o agronegócio nacional perde competitividade para o agronegócio americano, no ambiente da guerra comercial China-EUA.

28 – Tomar conta da Petrobrás, submetendo-lhe à vontade de Washington, é fragilizar, consequentemente, o agronegócio brasileiro.

29 – Soma-se a isso o congelamento de gastos públicos, por vinte anos, como principal estratégia macroeconômica, em nome do ajuste fiscal neoliberal, que reduz renda disponível para o consumo, e tem-se a paralisia crescente da economia, que se verifica nesse momento.

30 – Nesse contexto, tem que ser anulada eventual resistência militar nacionalista contra o neoliberalismo militante de Temer/Washington, razão pela qual detonar o simbolismo nacionalista Geisel e seu sonho de construir Brasil Potência torna-se objetivo fundamental, tarefa na qual se empenha a Rede Globo.

Bancarrota financeira neoliberal de Temer joga banqueiros nos braços de Lula

PESQUISA IBOPE SINALIZA LULA SEGURANÇA DA GOVERNABILIDADE
A volatilidade incontrolável da economia, em meio ao caos neoliberal e financeiro do Ponte para o Futuro, de Temer/Washington, balança banqueiros para a defesa de Lula livre, como sobrevivência deles. Afinal, sem Lula, no páreo eleitoral, ganha a abstenção e prossegue o perigo de governabilidade que leva à convulsão social e aos calotes, maior pavor do mercado financeiro. Pesquisa Ibope, divulgada hoje, dá Lula com 33% e todos os candidatos juntos, 36%. Barbada. Cai expectativa de candidato de Plano B e sua incerta capacidade de governança. Banca pula fora. Afinal, Plano B envolve a direita que quer se salvar na garupa da esquerda. Esquerda vai aceitar a desmoralização de carregar o próprio veneno eleitoral, já que a direita, no governo, PMDB/PSDB/TEMER/WASHINGTON, não tem nenhum apoio popular e perdeu capacidade de governar. Esquerda toparia abraço de afogado?

Derrocada neoliberal

A derrocada do modelo neoliberal Ponte para o Futuro de Temer/Washington começou a apavorar os banqueiros, na Febraban, predispondo-os ao apoio a Lula, única arma capaz de estabilizar o caos econômico, social e político, com greve geral contra escalada do desemprego e da violência, como aconteceu, essa semana, na Argentina.

O modelo baseado no congelamento dos gastos públicos sociais, enquanto ficam descongelados os gastos especulativos, estressou geral a economia.

O modelo implodiu na Argentina deixou a banca de cabelo em pé.

País parado para protestar contra orientação de Washington/FMI.

O pior que os banqueiros estão prevendo é calote decorrente de desestruturação das cadeias produtivas internas, com a desnacionalização econômica.

A transferência das decisões da Petrobrás, para Washington, orientadas pelo mercado financeiro especulativo, com o dólar e com o petróleo, produz essa desarticulação econômica, de forma generalizada, visto ser a empresa estruturante do desenvolvimento nacional.

O mercado lê o futuro: cadeias produtivas desmoronando em meio à estratégia neoliberal de congelamento de gastos públicos sociais por vinte anos.

Já são 13 milhões de desempregados e mais de 30 milhões de desocupados, tensão social total com economia parada, banqueiros em polvorosa com possibilidade de quebradeira, com aprofundamento da especulação cambial.

Retrocesso histórico

O Brasil volta a ser exportador de matérias primas(óleo cru) e importador de produtos refinados.

Com bancarrota das cadeias produtivas do petróleo, que puxa a economia, e o congelamento dos gastos públicos, que inviabilizam investimentos e formação de expectativas econômicas, a economia brasileira virou perigo para os investidores.

O mercado internacional, dominado pelos fundos de investimentos, recomendam sair do Brasil.

Eles veem pela frente convulsões sociais, greves, quebradeiras econômicas e financeiras que levam aos calotes.

Nesse contexto, os candidatos que estão disputando eleições, salvo Lula, não são capazes de segurar o tranco da desestabilização econômica, que levariam aos radicalismos políticos.

Até o momento, os banqueiros tentavam uma aliança escalafobética entre centro-direita, PSDB-PMDB, que deu o golpe, com  com centro-esquerda, representada por alguém que seria, teoricamente, Plano B ao Lula, sem Lula na disputa.

Porém, estão chegando à conclusão que candidato eleito por Plano B em meio à bancarrota neoliberal não garante governabilidade.

Sem Lula, vence eleição abstenção, como mostrou eleição em Tocantins.

Pintaria segundo turno com Bolsonaro, ultra direita, com possivelmente alguém que seria indicado por Lula, mas sem a garantia de governabilidade que Lula representaria.

A instabilidade econômica incontrolável continuaria, com Brasil se transformando em campo de caça dos abutres, aprofundando crise cambial.

O espectro da Argentina invadiu a Febraban.

Lula é o equilíbrio que os banqueiros passaram a querer.

Ganharam muito dinheiro com Lula e Dilma e não tiveram que enfrentar terremotos cambiais, gerados pelo neoliberalismo ditado por Washington.

O Banco Central, no desgoverno neoliberal Temer, não está sendo capaz de segurar dólar com swaps.

Lança, agora, mão das reservas cambiais, que levantam radicalismos políticos, no Congresso.

Quem tem cu tem medo

Lewandowsk proibiu governo de vender patrimônio do povo sem apoio do Congresso.

As reservas cambiais de 380 bilhões de dólares são ou não são patrimônio do povo?

Não mereceria o mesmo tratamento?

Ou seja, usar reservas é sinal de aprofundamento da crise financeira neoliberal que desarma todas as expectativas positivas, disseminando instabilidade e medo dos banqueiros.

Quem tem cu, tem medo.

Portanto, não falou besteira a candidata do PT, no Rio de Janeiro, Márcia Tiburi, que discursou a favor do cu, que tem de ser, segundo ela, valorizado, como valor material e espiritual etc.

Os bancos estão com medo da quebradeira e das consequências: desemprego, desinvestimento, instabilidades sociais, aumento da violência…

Vale dizer, a pinguela – Ponte para o Futuro – rompeu, como já sabia que ia romper o cínico FHC, que deu apoio, apenas, de conveniência, ao jogo neoliberal especulativo antinacional.

Os banqueiros, com o cu não mão, tendem a apoiar Lula, com quem se deram muito bem, sem perigo de bancarrota.

 

 

 

Tio Sam impõe seu jogo: Temer detona Petrobrás e Agronegócio para favorecer Trump na guerra comercial com China.

 

VICE- IMPERADOR CHEGA À COLONIA PARA DITAR SUAS REGRAS
O império americano, representado pelo seu vice-imperador, Mike Pence, está satisfeito pela vitória geopolítica estratégia sobre China e Rússia, por ter tirado, com o golpe de 2016, o Brasil dos BRICs e colocado-o debaixo das asas dos Estados Unidos, que consideram território brasileiro seu quintal na América do Sul. Nesse momento, o poder imperial age, decididamente, a seu favor: põe o ilegítimo governo Temer/PMDB/PSDB a exercitar sua estratégia para a economia brasileira. Congela gastos públicos por 20 anos, fixa política de preços para Petrobrás, baseada na cotação do dólar e do petróleo, no mercado internacional, domina o pré-sal, tornando Petrobrás mera exportadora de óleo cru e importadora de refinados, e penaliza, com tal política, competitividade do agronegócio brasileiro, manipulando preços dos insumos necessários ao seu funcionamento. Desse modo, o império favorece agronegócio americano, concorrente do brasileiro, e domina, estrategicamente, a oferta mundial de alimentos, como fator de poder, para impor sua vontade à China, na guerra comercial entre ambos, que ganha dimensão global.

ESTRATÉGIA IMPERIALISTA

O agronegócio nacional entrou em pânico com a geopolítica estratégica adotada pelo governo PSDB-PMDB do ilegítimo Temer de aliar-se ao presidente Trump, no contexto da guerra comercial global Estados Unidos-China.
Os agricultores perdem mercado chinês, grande consumidor do agronegócio nacional, e tem seus custos de produção elevados, com a política de preços, ditada pelo mercado internacional, mediante oscilação das cotações do dólar e do petróleo, com a Petrobrás controlada, imperialmente, por Washington.
Sem Petrobrás sob orientação nacional, estruturante, para garantir ao agronegócio – e, também, à indústria nacional – preços competitivos dos insumos que utilizam, como o óleo diesel e demais refinados, os agricultores brasileiros veem a vaca ir para o brejo.
Percebem, agora, que, ao lado do PMDB-PSDB, aliados de Trump, caíram em tremenda armadilha, no momento em que os chineses aumentam para 38% tarifa de importação do frango nacional.
A China, com essa retaliação, deixou no ar que adotará mesmo comportamento em relação à soja, ao milho, ao farelo, às carnes em geral etc, se o agronegócio brasileiro continuar ao lado do PMDB-PSDB, apoiando Trump, no contexto da guerra comercial global que se intensifica.
Na prática, com sua atuação retaliatória, os chineses dão o recado de que querem, no poder, no Brasil, amigo dos chineses, como foram Lula e Dilma, com os quais construíram os BRICs, novo polo de poder global, para desbancar o unilateralismo neoliberal americano, no contexto da guerra comercial.

ALELUIA, NOVA LEI ANTINACIONAL

Para piorar tudo, para o agronegócio – e, logicamente, para a economia, como um todo -, foi aprovado, na Câmara, semana passada, projeto de lei antinacional do deputado José Carlos Aleluia(DEM-BA) que entrega o óleo do pré sal de mão beijada para petroleiras internacionais.
A Petrobrás, de cuja ação estruturante depende o agronegócio para ser competitivo, internacionalmente, fica mais frágil, para defender o setor, ao se transformar em mera exportadora de óleo cru e importadora de produtos refinados, conforme orientação imposta pelo Consenso de Washington, que determina as ações do governo golpista PSDB-PMDB Temer.
Nesse contexto, a Petrobrás, submetida à orientação dos Estados Unidos, no ambiente da guerra comercial que move contra a China, deixa de ser empresa estruturante do desenvolvimento nacional, sem a qual o agronegócio se fragiliza estruturalmente em relação ao seu principal concorrente, o agronegócio americano, na cena global.
Interessa aos Estados Unidos a fragilidade do agronegócio, por meio de política de preços manipulada pela Petrobrás, na sua disputa de mercado para a China, dependente, por sua vez, das importações agroindustriais brasileiras.
Resta, agora, ao agronegócio tupiniquim tentar barrar o projeto Aleluia, no Senado, se não quiser cavar sua própria sepultura.

 

ALIANÇA NACIONALISTA?

Se quiser sobreviver, terá que abandonar os aliados que o traíram, do ponto de vista geopolítico estratégico comercial, o PSDB-PMDB, aliados de Trump, inimigo do agronegócio nacional.
Caso contrário, apoiando quem o está traindo, o agronegócio nacional toca fogo às próprias vestes.
O que interessa ao agronegócio, na discussão do projeto antinacionalista, entreguista do deputado Aleluia, a ser, agora, submetido aos senadores, depois de vitorioso na Câmara?
Evidentemente, aliança nacionalista com os defensores da estatização da Petrobrás, o PT e seus aliados, os que foram derrubados, em 2016, na batalha do impeachment, que, estimulado por Washington, uniu PSDB-PMDB, hoje, ameaça concreta ao agronegócio, por suas posições políticas e geoestratégicas sintonizadas com Estados Unidos-Trump.
Pragmaticamente, portanto, ficar ao lado de Trump significa, para os agricultores brasileiros, perder negócios da China, maior consumidor do agronegócio nacional, decidida, agora, à retaliação comercial contra produtos agrícolas nacionais.
A disposição retaliatória dos chineses ficou comprovada, há duas semanas, com imposição de tarifa de 38% sobre importações do frango brasileiro, deixando em aberto iniciativas, no mesmo sentido, contra soja, milho, farelos, carnes em geral etc.
A guerra comercial China-Estados Unidos, portanto, pegou o agronegócio nacional no contrapé e demonstrou, claramente, a inexistência da fantasia do denominado livre mercado.
Blocos comercias, nova lógica
Em meio à guerra comercial, detonada por Trump, o que passa a predominar, na cena internacional, é formação de blocos comerciais, na disputa pelo mercado.
Com que bloco comercial o agronegócio brasileiro vai alinhar-se, para continuar poderoso?
Com o de Trump, que deseja destruir o concorrente nacional, usando a política de preços da Petrobrás, sob comando americano, para afetar sua competitividade?
Ou do bloco chinês, que abre, ao Brasil, as portas da Eurásia, vanguarda comercial desenvolvimentista, no século 21, por meio dos BRICs?
Com a derrubada de Dilma, em 2016, e a tentativa de impedir candidatura de Lula, em 2018, PSDB e PMDB, monitorados por Washington, transformaram-se em adversários do agronegócio, empecilhos ao avanço do Brasil no cenário dos BRICs, na sua inserção no bloco eurasiático etc.
Tal adversidade aumentou, ainda mais, depois da aprovação do projeto Aleluia, articulado por PSDB-PMDB-Washington, que concede, às petroleiras internacionais, usufruto dos benefícios – de pai para filho – das concessões onerosas feitas pela União à Petrobrás, na bacia do pré sal.

NOVAS CIRCUNSTÂNCIAS

O projeto de lei antinacionalista reforça, se aprovado, agora, pelos senadores, condição da Petrobrás de se transformar em mera exportadora de óleo cru e importadora de óleos refinados, em obediência às orientações de Tio Sam, que passou a ditar políticas de preços à estatal nacional, subordinadas aos interesses especulativos do mercado internacional.
Naturalmente, é péssimo negócio para o Brasil.
Os agricultores continuarão dando tiro no pé, por meio dos seus representantes no Senado, apoiando jogo entreguistas destes de manterem-se ao lado dos Estados Unidos, que destroem o instrumento econômico estruturante do seu próprio empreendimento estratégico, que é a Petrobrás, na tarefa de impulsionar o agronegócio nacional?
Novas circunstâncias políticas e econômicas se abrem no ambiente do perigo que passa a correr os agricultores brasileiros, se continuarem ao lado do PSDB e PMDB, que se transformaram em seus inimigos.
Em contrapartida, tais circunstâncias criam ambiente para aliança entre tradicionais adversários: os homens do agronegócio, de um lado, politicamente, conservadores, econômica e financeiramente ameaçados de bancarrota, e, de outro, o PT e seus aliados, a esquerda, defensores da estatização da Petrobrás, sem a qual o agronegócio, setor que, hoje, impulsiona o PIB nacional, entra em colapso definitivo.
Contraditoriamente, nesse momento, a estatização da Petrobras, por favorecer o agronegócio, une esquerda e direita contra o projeto antinacional de Aleluia/PSDB-PMDB/Washington.

 

 

 

 

Greve geral na Argentina derrota modelo Macri-Temer e fortalece Lula livre.

MODELO NEOLIBERAL QUESTIONADO NAS RUAS PASSA SER NOVA REALIDADE POLÍTICA LATINO-AMERICANA INAUGURADA PELA GREVE GERAL ANTINEOLIBERAL PORTENHA.

Lição política latino-americana

Uma coisa é certa: a greve geral na Argentina derrota o modelo Macri, que é o mesmo de Temer, ditado de Washington, e fortalece movimento Lula livre.

Enquanto a população brasileira está envolvida pela Copa, mas alerta de que ela não enche barriga, na Argentina, onde a alvi-celeste está pior que a amarelinha, o pau está quebrando, com greve geral, que paralisou o país, hoje.

O golpe bateu fundo no estômago de Macri.

Caiu na real que não conseguirá se reeleger se tiver de carregar a receita do FMI nas costas.

Pediu diálogo.

Os sindicalistas argentinos estão dando uma grande lição de política latino-americana.

Obrigou o governo macrista, dirigido pelo mercado financeiro, o mesmo que age no Brasil de Temer, o ilegítimo, a recuar.

Nova política econômica deverá ser resultado dessa greve geral.

Social democracia keynesiana

O viés keynesiano social democrata europeu da política econômica argentina, que está na base do peronismo e da Cepal, reagiu aos ultraliberais, adeptos de Martinez de Oz, serviçal neoliberal de Washington, nos governos milatares, e de Domingos Cavallo, no governo Menem.

Ambos são professores do atual ministro das Finanças de Macri, cria de Washington e de Wall Street, cujos experimentos em cima do povo argentino levaram-no à greve geral.

Os trabalhadores, com a greve geral de hoje, disse basta a Macri.

Quando os sindicalistas brasileiros farão como os argentinos para dar basta a Temer, ilegítimo, ao contrário de Macri, que, pelo menos, é legítimo, eleito nas urnas?

Nova etapa politica latino-americana

A bancarrota neoliberal Macri, que somente se mantém em pé com ajuda de Trump/FMI, abre nova etapa política, na Argentina, cuja seleção, em Moscou, balança.

Macri, com a greve, passou a balançar, também.

Mudou correlação de forças politicas no País, graças à mobilização popular.

UNIÃO DO RUIM COM O PÉSSIMO

O debate sobre melhor distribuição da renda, no país, se transformou em fator número um da atual etapa política, com argentinos escravizados pelo modelo financeiro do Consenso de Washington.

Polarizaram-se as posições no estresse neoliberal macrista, tão desastroso quanto o do ilegítimo colega brasileiro.

O FMI, como porta-voz dos bancos, exige estado mínimo radical, como tenta impor Macri, mas a greve geral barrou.

Não dá, disseram os argentinos, para engolir o remédio neoliberal que Washington exige, de tudo para o capital financeiro e nada para o trabalho.

Os sindicalistas argentinos fizeram o que os sindicalistas brasileiros não fizeram diante do golpe neoliberal contra Dilma e a prisão de Lula.

A greve geral argentina está ensinando ao Brasil que ela é a única linguagem que entendem o governo neoliberal, os bancos e as grandes corporações, que dominam, atualmente, o estado argentino.

Nova correlação de forças

Se as centrais sindicais, que se beneficiaram do governo Lula e Dilma, tornando-se interlocutores políticos, reagissem contra o golpe a história poderia ou não ter sido outra?

O fato é que, na Argentina, emerge novo contexto histórico, que coloca em xeque os limites do modelo neoliberal, como proposta econômica, social e política.

Não passou no teste por não ser, realmente, proposta válidade de política nacional integradora, soberana etc.

A realidade está mostrando o contrário, com a população odiando o comandante do neoliberalismo, no País, Michel Temer: menos de 3% nas pesquisas.

Seus resultados são desastrosos: 13 milhões de desempregados, mais de 30 milhões de desocupados.

Um mercado de 40 milhões de consumidores, que não consomem, vive no anticapitalismo, como destaca o deputado e economista mineiro Reginaldo Lopes(PT-MG).

O neoliberalismo não se preocupa com o consumo como fator de desenvolvimento, mas de reprodução capitalista, apenas, por meio da especulação financeira, especialmente, sobre a dívida pública nacional.

A existência do povo incomoda ao regime econômico que tem sua lucratividade, apenas, na manipulação da moeda e não por meio das atividades produtivas.

Estas, para o capital financeiro especulativo, são problemas, ao envolver antagonismo entre capital e trabalho.

Melhor, acabar com o povo, descartado como produto de riqueza, agora, multiplicada na mera especulação, como destacou o sociólogo Boaventura, português.

Na Argentin,a , a greve  geral , muda essa situação.

Consequentemente, fortalece o movimento político favorável a Lula livre, cuja proposta, historicamente, demonstrou ser oposta à destruição executada pelo modelo neoliberal.

A receita neoliberal concentra renda, a de Lula desconcentra e empodera politicamente os trabalhadores, na luta política, social e econômica.

Sem essa receita, não nascem greve gerais dos trabalhadores contra os seus exploradores, para mudar a correlação de forças políticas.