Trump usa Bolsonaro para derrotar Putin e Jiping

Estratégia geopolítica de Tio Sam

Jogada de mestre do império americano: usou a colônia Brasil, governada pelo antinacionalista Bolsonaro, para derrotar, na América do Sul, tanto a China como a Rússia, que têm ampliado sua expansão no continente sul-americano.

Bastou a Casa Branca forçar a mão para Bolsonaro sair da OMC, de modo a entrar de gaiato na OCDE, abrindo-se à aliança, o mais breve possível, com OTAN.

Tremenda casca de banana: os Estados Unidos tentam cobrar dos membros da OCDE/OTAN os custos de manutenção que bancam desde pós segunda guerra mundial ; Trump, com dívida elevada, quer parar de pagar; Bolsonaro aceita a participação do Brasil no clube dos ricos tendo que pagar contribuição sem ter dinheiro; vai entregar, claro, patrimônio, Petrobrás, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, tudo à venda.

É a armadilha caracu, que todos conhecem.

Na OMC, Brasil, historicamente, usufrui, como economia emergente, de tratamento de preferências comerciais; pode, dessa forma, competir com economias mais ricas, como Europa, Estados Unidos, Japão etc; fora da OMC, sem tratamento especial, dança; credencia-se a maior enfraquecimento orgânico, no cenário da globalização, salvo na exportação de primários e semielaborados; padece de deterioração nos termos de troca, que o mantém prisioneiro de crise cambiais, déficits crônicos em balanços de pagamento, fuga de capitais etc; tendo que pagar custos de manutenção da OCDE e Otan, como prega Trump, fica, ainda, mais fraco.

A burguesia tupiniquim vai continuar apoiando Bolsonaro se os seus negócios entram em bancarrota, especialmente, o agronegócio, grande exportador para a China?

Bolsonaro repete Collor, que caiu porque prejudicou demais as empresas nacionais, com sua abertura comercial sem freios, como faz, agora, Paulo Guedes, o louco.

Malandragem americana

Entrar na OTAN/OCDE, tratado que protege o mundo ocidental sob as asas do dólar americano, não é lá mais essas coisas; só tem contas a pagar; Trump pula fora do pepino e pede Bolsonaro para segurar; Tio Sam só quer segurar sua despesa; acaba de destinar 750 bilhões de dólares à defesa nacional; ainda vai gastar mais com defesa da Europa, no Atlântico Norte, para enfrentar Russia e a China?

Washington, no cenário da guerra comercial, com China-Rússia, parceria que se fortalece na ampliação comercial da Eurásia, quer bombardear chineses e russos que ampliam presença no quintal americano da América do Sul; primeiro, inventaram os BRICs; depois, ampliam investimentos em energia e petróleo, na região, deslocando fonte de abastecimento americana.

América do Sul transforma-se em mercado consumidor e exportador para China e Rússia num cenário de nova cooperação internacional; trata-se de enfrentar, por meio dos BRICs, estratégia de dominação internacional anglo-americana bancada pelo dólar; a América do Sul entrou nessa geopolítica de ocupação de espaço pelas novas potências.

Tio Sam reagiu, atraindo Bolsonaro e militares antinacionalistas, com propostas de malandragem diplomática, além de intensificar divisões internas sul-americanas, por meio de guerra fria contra a Venezuela.

Bolsonaro foi a Washington sem agenda definida; claro, a agenda lá não era dele, mas de Trump, do império de Tio Sam; item principal da agenda: detonar China e Rússia, de um lado, e Maduro, de outro; Brasil entrou de gaiato diante do canto de sereia de que sairia da condição de pobre, para banquetear com os ricos, pagando, claro, a despesa; Trump, com isso, separa Brasil dos Brics e se fortalece na America do Sul, para tomar petróleo venezuelano, depois de abocanhar o pré sal brasileiro.

Burrice total tupiniquim.

Trump dá rasteira em Putin e Jiping, mas as disputas continuarão, pois estão em jogo poderosos interesses geopolíticos estratégicos global; o titular da Casa Branca, no comando da geopolítica global, usando Bolsonaro e os militares antinacionalistas brasileiros,  jogou genialmente para derrotar russos e chineses, seus principais adversários.

Trump cobra fatura de Bozo

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O senhor e o escravo

Bolsonaro entra no salão oval da Casa Branca; mãos frias; ansiedade e expectativas mil; fica esperando Trump, que estava no banheiro, dando uma retocada no loiro esvoaçante renovado com água oxigenada; sensação , expectativa, receio, cagaço; afinal vai falar com o chefe; antes de entrar, ensaiou continência e batida dos calcanhares; o imperador entra de súbito e dispara:

– Pô, Bozo, deu tudo certo na nossa estratégia, heim? Mandei o Steve fake Banon, heim, cara; levamos no beiço, meu, que tal?
Bozo conserta o paletó e a gravata torta.
– Sim, meu presidente, é, é, é, mesmo; foi legal…
O loirão pula de lado:
– Epa, cara, chega esse dedão prá lá; que porra é essa?; apontando arma prá mim, é?
– Brincadeira, chefe…
– Não tolero isso, Bozo, olha lá, cara…. vamos ao que interessa.
– Pois não chefe, pó falá…
– Seguinte, Bozo, vou ser rápido, porque minha agenda tá cheia; ganhamos aquele jogo lá procê, cara; meu pessoal especializado… cê viu, né; a fakeada, né, e a chuva de fake pelos drones, heim, que espetáculo! Ainda bem que não falaram que foi o Putin que te ajudou…
– É presidente, é, presidente… é, é, é – Bozo se mexia dentro do paletó, que parecia ter ficado maior.
Imperador imperativo:
– Agora, vou precisar de ti, Bozo; primeiro, prá detonar aquele filho da puta do Maduro, heim; conto contigo…; outra coisa, esse negócio da China, vamo ter que rever isso, heim…
Bozo titubeou:
– Chefe, mas….
– Nossa aliança tem que ser fortalecida e redobrada, arrotou sua majestade; entendeu?
– Mas, chefe…; Bozo deu aquela sua risadinha.
– Quequiá, Bozo, tá rindo de que? Vai mijar prá trás, agora?
– Pó, pó, pos.., posso explicar, chefe?
Imperador bufou:
– Não aceito traíção, heim, Bozo…
– Mas, chefe…
– Já sei, seu cagão, quer consultar antes seus verde-oliva, né? Fala!!!!
Bozo tremeu nas bases:
– Com… com…
Imperador incisivo:
– Com certeza, ocê vai ficar do meu lado, né, caboclo; não se esqueça, você me deve uma eleição, talkey?.
Bozo se mexeu nas calças:
– Olha, caso seguinte, chefe…
Loirão fez bico:
– Por enquanto, tô satisfeito, apenas, com o Guedes; tá fazendo tudo direitinho, como a gente quer…
– Pois num te falei, chefe; agora, esse negócio de invadir…
– Deixa de conversa, Bozo; nós colocamos ocê lá prá isso; limpamos a área, bem antes; meu pessoal treinou o Moro; aquelas espionagens, aquelas delações, trancafiamos o barbudo; se ele disputasse, cê tava no sal, né, meu?
– Num tenho o que reclamar, chefe….
– Pois, então, vamos ao que interessa: preciso daquelas tropas suas; atravessa a fronteira e vai lá arrebentar aquele filhote do Chaves, tá entendendo?
– Mas, chefe…. preciso de… um tempo.
– Não me enrola Bozo; arrebenta com o Maduro; manda aqueles milicianos seus amigos prá lá; podem matar a vontade; aplica a lei do Moro neles…
– Mas, chefe….
– E tem mais, Bozo, quero aqueles chineses lá de volta pra China; não quero saber deles no nosso quintal, compreende? Risca do mapa esse tal de BRICs, talkey?
– Sim, chefe, sim senhor..
Imperador fez mais bico e levantou prá encerrar a conversa.
– Última coisinha: esse Olavo é seu parente?
– Bom…
– Esse cara tá junto com o filho da puta do Steve Banon, que me traiu; cuidado com ele; por que cê não manda ele prá Coreia do Norte?
– Vou pensar…
– Manda ver isso aí, rápido; despacha ele pru Kim Jong – un, num foguete, lá da nossa base de Alcântara; tchau….

Ataque à cultura

 

Pinochetaço neoliberal derruba Guedes no Congresso

Resultado de imagem para paulo guedes e pinochet Só com ditadura

Paulo Guedes já organiza sua saída do governo, porque vai dar rebelião política seu ataque à Constituição; ele quer desvincular as fontes de receitas dos gastos sociais e desindexar esses gastos do salário mínimo, cujo reajuste, eleva-os na mesma proporção, para sustentar distribuição de renda social democrata; Bolsonaro não venceria mais nenhuma eleição, tal a impopularidade que representa esse ataque neoliberal paloguedeseano; seria um pinochetaço econômico, só possível com ditadura.

A estratégia do ministro destrói as rendas dos trabalhadores; os salários sofreriam arrocho total, junto com as aposentadorias, e os programas sociais iriam, todos, para o sal; haveria, consequentemente, aumento da população de miseráveis nos grandes centros urbanos; logo, logo, governadores e prefeitos pediriam socorro ao governo federal, para mandar o Exército, a fim de proteger a população contra aumento da violência; o país se transformaria num grande Rio de Janeiro; acirraria as contradições de classe: de um lado, os que querem a população armada; de outro, os que querem paz.

Ficaria impossível resolução dos problemas econômicos; arrocho salarial, destruição de direitos e empobrecimento dos aposentadores reduziriam, ainda mais, a renda disponível para o consumo; o governo, sem arrecadação, não teria gás para bancar investimentos, que poderiam cair para 5% do PIB, por aí, totalmente, insuficiente para atender demandas nacionais; se as projeções, agora, dão conta de que o crescimento, em 2019, não ultrapassaria a casa dos 1%, e olhe lá, repetindo ano passado, com o achatamento da renda nacional, tudo ficaria pior ainda; como Bolsonaro vai encarar eleição municipal de 2020, para renovar prefeituras, se a estratégia de Guedes aprofunda recessão e reduz, consequentemente, transferência de recursos da União às unidades federativas?

Frente municipalista antineoliberal

No momento, acaba de ser criada, frente parlamentar municipalista, cuja bandeira é mais recursos para os municípios; Paulo Guedes, que prometeu ir, mas não foi, na abertura desse processo político, no Congresso, promete dar mais uns tiros no modelo social democrata; prega desvinculação de receitas e desindexação dos reajustes das mesmas pelo salário mínimo, jogando este para o livre mercado, em que o negociado predomina sobre o legislado; ou seja, vai haver menos dinheiro no bolso da população para consumir; que farão os empresários, se o consumo continuar caindo, sinalizando PIB, por exemplo, de 0,5% e não mais 1%?

As expectativas é que dão o tom da economia; se elas entram em bancarrota,  empresário não vai comprar máquina nova para colocar no lugar das que já estão paradas; a capacidade ociosa, na casa dos 85%, caminharia para os 90%, 95%; a inflação, certamente, cairá, ainda mais; engrossará discurso favorável à redução dos juros; mas que adianta juro baixo, se o investimento público desaba, no rastro da desindexação e da desvinculação orçamentária? As pessoas tomariam dinheiro emprestado, apenas, porque o juro diminuiria?

Ficariam indexados, apenas, os ganhos financeiros dos credores da dívida, sufocando as atividades produtivas; se, hoje, já levam 40% do Orçamento Geral da União, estimado, em 2019, em R$ 3,2 trilhões, com essa indexação passariam a abocanhar mais e 50%; o risco dos banqueiros, para continuar financiando a produção e o consumo, aumentaria, elevando juros e intensificando, ainda mais, expectativas negativas etc; a jogada de desvincular receitas das despesas, para sobrar mais recursos para estados e municípios, como argumenta Guedes, entra em contradição com a proposta de desindexação orçamentária; redução salarial dos ativos e inativos eleva subconsumismo; afinal, reduzir arrecadação, diminui renda dos estados e municípios.

Só banqueiro se dá bem

Os parlamentares, com a proposta de Guedes, poderiam tirar mais do orçamento, secando verbas dos setores sociais, mas, o resultado poderia ser tiro no pé, se a economia, em vez de reagir, arriar; o fato é que o projeto ultraneoliberal de Guedes reduz geral os salários e aumenta geral os juros, por conta do risco maior que a queda de expectativas produz; os banqueiros, que lançaram livro aí receitando redução de juros, desde que aumentassem garantia dos bancos, ficariam, ainda mais, sem garantias; como aumentar garantia deles, se redução da renda dos trabalhadores sinaliza aumento de calotes?; já são mais de 60% da população economicamente ativa dependurada no SPC.

O fato é que o modelo neoliberal de Paulo Guedes deixou de ser útil, tanto para a produção, como para o consumo agregado nacional; ele não contribui para atacar a principal fonte de despesa do orçamento, a dívida pública, visto que essas mexidas macroeconômicas aumentam e não diminuem os juros, incidentes sobre o endividamento público.

Brasil, com Paulo Guedes, caminha na contramão do capitalismo global; os países capitalistas ricos seguem outra rota, desde o colapso de 2008: jogaram os juros para casa dos zero ou negativo para não impactar endividamento crônico dos governos; não vai ser fazendo superávit primário em cima dos gastos não financeiros desindexados dos juros e da inflação, deixando indexados, tão somente, os gastos financeiros aos juros especulativos, que se encontrará solução; a dívida pública implodiria, salvo se a taxa de juro ficar negativa, como determinam, nesse momento, os bancos centrais americano, europeu, japonês e chinês, para fugirem do temporal de crise capitalista que se anuncia.

Finanças funcionais, nova macroeconomia

Nova estratégia econômica preventiva em marcha é antídoto à pregação neoliberal, econômica e politicamente, suicida; o blá, blá, blá neoliberal, plataforma de Guedes, de que inflação decorre de excesso de demanda, sendo, portanto, necessário cortar gastos para reduzir custos e equilibrar dívida/PIB para permitir juro mais baixo, já era; os ricos aumentaram, barbaramente, os gastos, segurando juros, e a inflação não subiu; isso mudou o pensamento econômico no primeiro mundo; nesse momento, nova teoria está em curso, como destacou o economista André Lara Resende, no Valor Econômico; nele explicita novo conceito em marcha na macroeconomia capitalista adotada pelos países ricos.

Todos entram, agora, na onda de Abba Lerner, teórico das Finanças Funcionais, em contraposição às Finanças Saudáveis; o importante é ser funcional, lançando mão do déficit para produzir pleno emprego, a partir do qual se realizam os investimentos mediante crescimento da arrecadação; ao lado disso, revolução no sistema tributário, para favorecer empresas e negócios; as finanças saudáveis se ancoram no equilibrismo orçamentário, predominante no século 19, dependente do padrão ouro que, já, nos anos 1930, Keynes chamava de “relíquia bárbara”.

Conforme economista Gustavo Galvão, autor de “Releitura da Finanças Funcionais”, 2005, UFRJ, o déficit representa oxigênio do pleno emprego que destrói a premissa neoliberal de que se tem que manter escassez monetária para evitar inflação; essa jogada só é boa para banqueiro e péssima para o povo; Lara Rezende, um dos ideólogos do Plano Real, mudou de lado, repete Galvão, ao sugerir, Abba Lerner, que, nesse momento, orienta a macroeconomia nos Estados Unidos, Europa e Ásia; ele vira o norte da expansão da nova fronteira econômica global, na Eurásia, especialmente, mediante parceira China e Rússia, já em busca de novo modelo monetário global, para diminuir predominância do dólar.

A arma é expansão do déficit com juro negativo; a dívida pública, saindo pelo ladrão, não suporta mais juro positivo; só na colônia Brasil, à custa do desemprego e fome do povo.

PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS AFETA AGRONEGÓCIO

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PREÇO SUPERFATURADO

 
O engenheiro aposentado Paulo César Lima, ex-Petrobrás e ex-consultor legislativo da Câmara, um dos maiores especialista brasileiro em política energética, de petróleo e gás, faz grave denuncia, ao Duplo Expresso, de que a estatal, orientada pelo ultraneoliberal Castelo Branco, para ser privatizada, pratica, nesse momento, preço superfaturado de óleos refinados, diesel e fertilizantes fosfatados e nitrogenados; assim, inviabiliza, completamente, a competitividade do agronegócio nacional, diante do seu maior concorrente, o agronegócio americano.
 
Hoje, o custo de produção de óleo diesel, pela estatal, diz, está em R$ 0,93 e vendido a R$ 2,20; mais de R$ 0,40 por litro cobrado nos Estados Unidos; também, o preço do gás, que, no mercado americano, está na faixa de 3 dólares por milhão de BTU, no Brasil, 3 a 4 vezes mais; ficam impeditivos os preços dos fertilizantes, indispensáveis à produção de amônia e ureia, largamente, consumidos pelos agricultores.
 

EQUÍVOCO NEOLIBERAL

 
Ou seja, a política privatizante, antinacionalista, de Paulo Guedes/Castelo Branco transforma-se na maior fonte de prejuízo do agronegócio, que representa 35% do PIB; com a Petrobrás bombardeando o setor, haverá crescente perda de mercado; não é à toa que a ministra da Agricultura, pressionada pelos agricultores, bota boca no trombone; reclama, agora, da opção, pelos chineses, maiores clientes do agronegócio brasileiros, de fecharem importações da ordem de 30 bilhões de dólares com o agronegócio dos Estados Unidos; já se fala que, no Congresso americano, a Bancada da China é a que dá as cartas; em contrapartida, os chineses ganham espaço para vender produtos industrializados na terra de Tio Sam, reduzindo pressões protecionistas por parte de Trump.
 
Ao alertar para prejuízos do agronegócio, pelo antinacionalismo ultraneoliberal, Paulo César destaca equívoco alimentado pelo vice presidente general Hamilton Mourão, favorável à privatização das refinarias; considera, ingenuamente, que, caminhando nessa linha, os preços diminuirão, com aumento da concorrência; nada disso, destaca PC; ao contrário, como a realidade demonstra, os preços subirão e os agricultores perderão mercado.
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=qh1U31IVAWU
 
https://oglobo.globo.com/mundo/negociacao-entre-eua-china-ameaca-causar-prejuizo-de-us-30-bilhoes-ao-brasil-23517291
 
https://www.jb.com.br/economia/2019/03/985710-petrobras-deve-lancar-em-tres-meses-pacote-para-venda-de-refinarias.html

 

Sem programa, presidente Zé de Abreu murcha

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Lula apoia

Qual programa está por trás de Zé de Abreu, presidente autoproclamado, que faz sucesso na Europa? Qual sua articulação com as forças progressistas? Qual sua estratégia para as redes sociais, o novo partido político, totalmente, heterogêneo e indisciplinado? Se ele não tiver propostas para contrapor ao programa neoliberal de Paulo Guedes e dos banqueiros, murchará, rapidamente; qual a proposta dele para a Previdência Social, assunto do momento?

Qual a política de petróleo e gás, que puxa os investimentos industriais? Qual a saída para resolver e estabilizar a crise federativa? De onde vai tirar dinheiro para pagar R$ 400 bilhões de juros e amortizações da dívida: do orçamento social, não-financeiro, cuja renda puxa a economia, ou do orçamento financeiro, cujo retorno para a população é zero à esquerda?

Zé combaterá a especulação que toma 40% do Orçamento Geral da União(OGU), estimado em R$ 3,2 trilhões, para 2019?

Qual será a política externa de Zé de Abreu: render-se a Tio Sam ou incrementar os BRICs, ligados à China e Rússia, unidas na exploração euroasiática?

Zé vai dizer ou não aos agricultores nacionais que têm muito mais a ganhar com essa expansão geopolítica China-Russia-Índia do que disputar o mercado americano onde não se vende um grão de soja e milho brasileiros?

Qual será o papel do Brasil na América do Sul, presidente Zé: render ao Tio Sam, à doutrina Monroe, tipicamente, colonialista, ou coordenar, nos BRICs, a geopolítica russo-chinesa que prega a cooperação internacional?

Como será a política monetária do governo Zé de Abreu: continuar com a escassez da oferta de dinheiro que mantém o juro alto especulativo ou aumentar a oferta de crédito à indústria e à produção, para país crescer e gerar empregos?

Qual a política de segurança pública, hoje, um fracasso, por não priorizar o espírito comunitário e sim o espírito de guerra contra a comunidade, agindo, corporativamente?

Qual o código de processo criminal que o presidente apresentará em oposição ao do ministro Moro que dá liberdade ao policial para matar?

Qual sua política de defesa nacional, comprometida com a industrialização das cadeias produtivas e aumento da produtividade?

Qual a política cultural, científica e educacional?

Zé e a especulação financeira

Vai dar basta aos abusos de o Banco Central, administrado pelos banqueiros, remunerar aos juros especulativos as sobras de caixa dos bancos para manter escasso o mercado de dinheiro, o oxigênio da economia, enquanto a dívida escala o Everest?

São cerca de R$ 1,5 trilhão, segundo estudos da Auditoria Cidadã da Dívida; se se soma essa grana com as reservas cambiais de R$ 380 bilhões, acumuladas, justamente, pelo comércio com a China, cai o papo furado neoliberal de que o país não tem poupança para crescer.

Zé terá que falar claro para a população: querem acabar com a previdência pública, modelo democrático tripartite, estado, empresário e trabalhador, conquista política social democrata que distribui renda.

Qual é melhor para o povo, perguntará Zé de Abreu: cooperação solidária ou competição individualista e egoísta, altamente, arriscada?

Afinal, o modelo de capitalização de Paulo Guedes é incerteza total, não deu certo em lugar nenhum; só interessa aos bancos; fim do SUS cria mercado amplo de planos de saúde e aposentadorias privadas; elitização do mercado de saúde no Brasil.

Zé e a Petrobrás

Qual será a política de Abreu para os combustíveis?

Desde o golpe de 2016, quem dita preço da gasolina e do diesel é o mercado especulativo internacional; prioriza o lucro, não o bem-estar da população.

A Petrobrás deixou de ser agente desenvolvimentista; como retornar à condição anterior em que ela externalizava custos relativos do agronegócio para ser competitivo no mercado internacional?

Os agricultores têm muito mais a ganhar com a Petrobrás nacionalizada do que com ela internacionalizada; os preços dos combustíveis para o campo aumentarão os custos de produção; o produto nacional ficará menos competitivo com a privatização das refinarias etc.

O modelo Paulo Guedes promove aumento geral de custo e diminuição geral de salários; pauperiza mercado interno; impõe terra arrasada para leiloar barato patrimônio público.

Sobretudo, Zé tem que ser propositivo; a esquerda perde tempo; não apresentou sua proposta de Previdência até agora; está reativa à proposta impopular bolsonariana, que divide Congresso.

Zé pode, se propositivo, levantar a bandeira das forças progressistas por uma previdência pública, ou seja, como está articulada politicamente em torno do SUS.

A hora é agora; quem sabe faz a hora não espera acontecer, disse o poeta Vandré.