Getúlio, em conversa com Lobato, alerta senadores: “Serra rouba royalty dos Estados”

Obs: escrevemos originalmente  esse artigo para o site VIOMUNDO.  Reproduzimos agora no  www.independenciasulamericana.com.br
ARMADILHA DO SENADOR JOSÉ SERRA: SE OS SENADORES APROVAREM SUPRESSÃO DA OBRIGATORIEDADE DE A PETROBRÁS PARTICIPAR COM PERCENTUAL DE 30% EM TODOS OS POÇOS DE PETRÓLEO DESCOBERTO NA BACIA DO PRÉ-SAL, OS MAIORES PREJUDICADOS SERÃO OS ESTADOS E MUNICIPÍOS, BASE POLÍTICA DELES. AS MULTINACIONAIS QUE EXPLORARÃO A ÁREA, SEM A PARTICIPAÇÃO DA ESTATAL, CONTROLARÃO A PRODUÇÃO PARA EFEITO DE PAGAMENTO DE ROYATIES. QUEM GARANTE A HONESTIDADE DAS MULTIS NO CONTROLE DA SUA PRÓPRIA PRODUÇÃO? SE PRODUZIREM, EM POÇO EXPLORADO EXCLUSVIAMENTE POR ELAS, COM CAPACIDADE DE 100 BARRIS DIA, POR EXEMPLO, PAGARIAM O ROYALTY CORRESPONDE A ESSA QUANTIDADE OU SERIAM TENTADAS A SONEGAR? A PRÁTICA DA SONEGAÇÃO NO BRASIL É CONHECIDA. É ISSO QUE GETÚLIO VARGAS ALERTA, EM CONVERSA ABAIXO COM MONTEIRO LOBATO. SE AS MULTIS SEMPRE CUIDARAM DE SONEGAR, DE PRATICAR O SUB E O SOBREFATURAMENTO PARA EFEITO DE TRANSFERÊNCIA DE LUCROS, IMPONDO PREJUÍZOS AOS INTERESSES NACIONAIS, POR QUE CONFIAR, DESSA VEZ. O PROJETO 131/2015, DO SENADOR JOSÉ SERRA, PSDB-SP, É ISSO AÍ. UM PERIGO PARA OS INTERESSES DA FEDERAÇÃO. ESCREVEMOS ESSE ARTIGO PARA SER PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE VIOMUNDO. REPRODUZIMOS AGORA NESTE INDEPENDENCIA SULAMERICANA.

Contexto

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Senadores trairão suas próprias bases eleitorais para apoiar o projeto antinacionalista do senador Serra?

No ambiente brumoso e desconhecido da eternidade espiritual, para o qual se transferem as almas penadas pelo duro embate na Terra(planeta de expiação e provas, segundo Kardec), a fim de continuarem sua evolução eterna, Getúlio Vargas e Monteiro Lobato(este adepto do Espiritismo. segundo carta da prisão a sua mulher, Purezinha), debruçaram-se, na  terça feira, 30 de junho de 2015, sobre a realidade nacional.

Seus olhos, ouvidos e sentidos estavam postos no Senado brasileiro, onde será votado o projeto de lei nº 131/2015, antinacionalista, de autoria do senador tucano paulista José Serra, que retira o direito da Petrobras de participar, obrigatoriamente, da exploração e produção dos poços de petróleo na bacia do pré-sal, com o percentual mínimo de 30%. O objetivo é entregar o petróleo às mesmas empresas multinacionais que foram incapazes de investir e de superar o desafio de encontrar o ouro negro no mar tão profundo.

Agora, querem abocanhar, quando os investimentos mais pesados, mais onerosos já foram feitos, quando o desafio já foi superado.

Getúlio, tomando chimarrão, e Lobato, café, esticam conversas sobre o que farão nossos senadores.

Diálogo

– Lobato, você que escreve muito bem, mande uma carta aos nossos senadores, lá no Brasil, para alertá-los que estarão votando contra os brasileiros e a educação de suas crianças, se aprovarem, em regime de urgência, esse projeto do Serra.

– Lembra, Getúlio, quando eu mandei as cartas a você, em 1935 e em 1940, alertando contra esse perigo? Eu dizia, insistentemente, que havia petróleo, no nosso país, e o seus burocratas, manipulados, aliados dos americanos, vendilhões da pátria, pregavam o contrário. Tentavam, de todas as maneiras, desconstruir e desacreditar a minha campanha que visava provar que havia petróleo no Brasil e que devíamos copiar os americanos, investindo na sua exploração, em siderurgia, energia, produção de automóveis e estradas! Petróleo, a maior riqueza do mundo, poderia promover a libertação da nossa Pátria do jugo e da dependência econômica de outras potências.

– Seu ídolo era o Ford, né?

– Justamente, grande homem. O Lênin, também, gostava muito dele, pelo trabalho de disciplina dos operários, educação pelo trabalho disciplinado, organização operária, desenvolvida na fábrica dele, inovação tecnológica, coisa que a União Soviética não tinha…

– Verdade, Lobato, eu errei, cheguei a mandá-lo à prisão, proibir seu livro sobre as denuncias que fazia, para alertar nossa população contra os sanguessugas yankees, interessados em levar a nossa maior riqueza para eles, enquanto diziam que por aqui não havia petróleo! Diziam que você defendia, que você era doido. Doido… Hoje comemoramos com gosto sua vitória agora que encontraram o Pré-Sal com prováveis 300 bilhões de barris! Você também alertou, que o funcionário da Standart Oil lhe havia dito: “Todo o petróleo tem que ser nosso!” Mas eles não descansam! O fato é que, agora, o problema é de urgência, urgentíssima, para barrar o projeto desse Senador, que tramita em caráter de urgência urgentíssima. Todos sabemos o porquê dessa pressa toda…

– Como, presidente, começamos a falar aos nossos senadores, o que precisa ser destacado, com mais ênfase, do seu ponto de vista?

– Seguinte, Lobato: os senadores, se votarem a favor do projeto do Serra, estarão traindo, não apenas, o Brasil, alienando nossa maior riqueza, mas, principalmente, passarão a ser traidores de sua própria base eleitoral, os Estados. Eles não são, de acordo com a Constituição, representantes dos Estados e dos Municípios, da nossa Federação?

– Sim, perfeitamente…

– Pois, então: se eles aprovam essa proposta antinacionalista do Serra, prejudicarão as receitas em royalties, que os governadores e prefeitos têm direito, constitucionalmente…

– Mas, em princípio, não, presidente. Se as multinacionais saírem vencedoras, nessa batalha contra o Brasil, capitaneada por esse senador paulista, elas terão que pagar os royalties do mesmo jeito. Os prejuízos mais intensos se darão em diversos outros pontos mais importantes. Os ganhos dos Estados e Municípios estarão garanti…

– Peraí, Lobato, não seja ingênuo. O que está em jogo é o CONTROLE DA EXPLORAÇÃO E DA PRODUÇÃO. Quem vai fazer essa contabilidade do óleo que é extraído? A Petrobras ou as multinacionais? Se os gringos conquistarem o direito alienígena de explorar um poço que produz 100 mil barris/dia, quem garante que irão contabilizar essa quantia? Contabilizarão o que quiserem, para pagar menos royaties, é claro. NÃO ESQUEÇA, LOBATO, O PRINCÍPIO DA SOBERANIA ESTÁ NO CONTROLE, NA CONTABILIDADE DA RIQUEZA QUE É EXTRAÍDA. SE É O INIMIGO QUE EXPLORA E PRODUZ, CONTABILIZA A FAVOR DELE, É CLARO. E mesmo se forem honestos, eles pagarão menos impostos. Os custos de produção da Petrobrás são muito menores, nossa grande empresa detém muito mais tecnologia; ela possui controle sobre toda uma imensa infraestrutura de exploração, transporte e processamento. Isso deixa seus custos muito menores do que o de qualquer companhia estrangeira. A grande maioria dos impostos sobre a produção de petróleo incorre uma vez, descontados os custos de produção. Como os custos deles são muito maiores, pagarão muito menos impostos, mesmos se forem honestos… União, estados e municípios terão assim grande prejuízo

– Teríamos, então, um Senado negando a sua própria representatividade, tirando receita dos governos estaduais e municipais, para dar os gringos?!

– É isso, Lobato, simples. Você lutou, bravamente, por duas obsessões: achar petróleo no Brasil, criando o slogan de que “O petróleo é nosso”, e despertar, ludicamente, a consciência cidadã das crianças brasileiras, para elas serem conscientes das nossas riquezas e do seu próprio valor como seres humanos livres para decidirem sobre seu futuro. O Pré-Sal é a solução de ambos seus sonhos: o grande riqueza do petróleo para os brasileiros e financiamento para educação de qualidade para todas nossa crianças! Se esse projeto passar, você poderá ver, daqui de cima, esse sonho desmanchar, completamente. Se o Senado aprovar essa lei, será a grande traição.

– Os senadores, presidente, estarão, portanto, empobrecendo o presente dos brasileiros e o futuro de seus netos? Aos olhos de todo o Brasil? Não acredito!

– Porém, há outra manobra que você não está percebendo, meu caro Lobato.

– Qual, Getúlio?

– Como manobra diversionista, também contra nossas crianças! No momento em que os senadores debaterão e estarão votando o projeto de alienação do Pré-Sal, entregando patrimônio nacional, lá, na Câmara, os deputados estarão discutindo e votando o projeto que reduz a maioridade penal, motivo de grande estardalhaço por essa nossa mídia entreguista…

– Grande despiste, heim, presidente?

– Perfeitamente. Farão um auê tremendo em torno da redução da maioridade penal, para que não deixe transbordar, como escândalo, o que é mais importante para o futuro do Brasil, a entrega da nossa maior riqueza. O futuro da educação de nossas crianças!

– 300 bilhões de barris, só no pré sal, Vargas. Nossas reservas são maiores do que as da Arábia Saudita. Perdemos, apenas, e olhe lá, para a Venezuela.

– A 100 dólares o barril, são 30 trilhões de dólares de riqueza. Quase metade do PIB mundial, meu caro! É redenção da nossa Pátria! Tudo o que lutamos por todas nossas vidas! Tudo isso está nas mãos de nossos senadores. Se vencermos hoje, se mantivermos aceso o espírito nacionalista, espantando o antinacionalismo de certas facções de nossa elite política, eliminaremos nosso histórico atraso, nossa histórica dependência, nosso patético subdesenvolvimento imposto de fora. Não seremos apenas potencialmente ricos. Não seremos mais bobos, dominados por essa mídia antinacional. Ficaremos realmente de pé, desenvolvidos e dignos do destino que Deus nos honrou!

– E se os senadores brasileiros caírem na conversa mole do Serra de que a Petrobras está falida, que não tem recursos para investir?

– Imagine, Lobato, em 1935, quando você lançou as ações da companhia que criou sozinho, contra tudo e contra todos, a Cia Petróleo do Brasil, sem o País, ainda, dispor de uma gota de petróleo, os acionistas compraram tudo em, apenas, 4 dias. Imagina hoje! Hoje temos o BNDES que eu também criei e que os gringos também querem destruir! Não temos problema de dinheiro com a riqueza do pré sal! Quem não quer financiar a Petrobras tendo o Pré-Sal como garantia? Você é o exemplo vivo disso, quer dizer, estamos vivos, mesmo?

– E eu não tinha o seu apoio explícito, no Palácio do Catete,  quando lutava bravamente contra os incrédulos, ou melhor, os traidores, que, ainda, estão aí, vivíssimos e atuantes.

– Não me lembre, mais uma vez, esse meu equívoco, Lobato, por favor. Tinha o problema político. Você apoiava o Júlio Prestes, na sucessão do Washington Luís. A luta política nos leva a muitos erros. A República Velha tinha que ser superada, meu caro, era o atraso, não podia…

– O Júlio Prestes tinha projeto de investir no petróleo, na siderúrgica, nos transportes, conversei com ele, hipotequei meu apoio…

– Lobato, vamos encerrar por aqui. Não terminaríamos essa discussão nunca. Temos discutido isso aqui, no plano espiritual, onde nossos nervos estão mais serenados. Perdemos tempo em não nos aliarmos desde o momento em que você me mandou aquela carta, denunciando que os gringos estavam infiltrados no meu governo, sabotando, no Ministério da Agricultura. Estou muito bem lembrado da sua angústia. A Shell chegou a dizer que nossa luta prejudicava o Brasil. Investir em petróleo era desperdiçar dinheiro etc. Ora vejam, o mesmo que diz esse senador hoje… A Revolução de 30, porém, era avanço histórico, cê sabe disso. O PETRÓLEO É NOSSO dificilmente emplacaria na República Velha. Vamos centrar, agora, nossas preocupações no Senado Federal brasileiro, onde, de novo, os gringos, por meio do senador Serra, voltam à carga, para tomar nosso petróleo. Alerta aí, por meio da sua pena brilhante, que os senadores estarão comprometendo o nosso presente e o futuro dos netos deles. Talvez caiam na real. O PETRÓLEO É NOSSO!

Vamo nessa! O PETRÓLEO É NOSSO! Uhuuul  !!!

 

Plano Levy implode no Paraná tucano

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O fato político no Paraná ontem foi impressionante. A grande mídia desconheceu-o totalmente. Os sites do Globo, do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo etc se lixaram. No Jornal Nacional da Rede Globo foi uma vergonha completa. Wilham Bonner apresentou apenas as manifestações dentro da Assembleia sem descrever o que estava acontecendo. Tudo muito rápido. Nem repórter apresentou a informação.  Misturou as imagens de Curitiba com as manifestações em Caracas. Não qualificou nada. Hoje, nas primeiras páginas dos jornais desse pessoal não se encontra nada. E o que aconteceu foi gravíssimo, como se pode perceber pelas fotos. As massas se rebelaram contra o pacote fiscal tucano do governador Roberto Richa, que apertava o pescoço dos servidores, tomando-lhes renda disponível para o consumo em nome de austeridade econômica. Embrulhou tudo num pacotão e determinou que a Assembléia examinasse de uma pancada só, sem discussão por meio de comissões. Um escândalo anti-democrático. A maioria dos parlamentares governisas, em número de 34, tentou obedecer ao governador, que ficou de prontidão no Palácio do Iguaçu, na expectativa sobre o que iria acontecer. Pensava que iria dar certo, que conseguiria aprovação do arrocho, tal qual o arrocho que Joaquim Levy tenta impor ao povo brasileiro, encaminhando medidas ao Congresso, sem maiores debates com a sociedade, sequer dentro do governo, reunindo os 39 ministros etc. Deu xabu. Para começar, os 34 parlamentares governistas tiveram que chegar à Assembleia de camburão da polícia militar!!! Vexame. Foi um dia histórico de lutas. A reação popular deixou claro: o povo brasileiro dificilmente engolirá arrocho fiscal para salvar as finanças públicas, dominadas pelos interesses dos credores, expressas em divisões injustas no contexto orçamentário, sem amplas discussões no parlamento, para ver quem vai pagar a conta, se o assalariado, se o capital especulativo, agiota, que está concentrando absurdamente a renda no Brasil etc. O que se viu em Curitiba ontem foi um ensaio geral do que poderia acontecer se Aécio Neves tivesse ganhado a eleição e tentado empurrar goela abaixo do povo um pacotaço fiscal como o tucano Richa, aliado de Aécio, buscou fazer. Foi uma estrondosa derrota imposta pela mobilização popular. Talvez não se tenha visto tamanha reação no Brasil durante a Nova República, nessas três décadas de democracia. Uma vergonha total para o anti-jornalismo praticado pela grande mídia tupiniquim, demonstrando, realmente, a necessidade de democratização dos meios de comunicação no País, por meio de uma nova legislação a ser aprovada no Congresso. Os congressistas, em Brasília, que coloquem as barbas de molho. O que aconteceu no Paraná pode se repetir no Brasil inteiro, se os governos mandarem para as Assembleias medidas semelhantes às que Richa tentou empurrar sobre a população paranaense. O Paraná decretou o fim do Plano Levy. E o ministro chicago boy que se cuide, se falar as bobagens que falou essa semana, de que não negociará no Congresso as medidas que propóe e que elas serão aplicadas queiram ou não os congressistas. Isso já seria suficiente para a presidenta Dilma mandá-lo passear. Depois do que aconteceu em Curitiba, que a mídia tupiniquim oligopolizada escondeu, para tentar evitar o colapso mais acelerado do Plano Levy, adequado aos interesses dos rentistas, dos especuladores, dos lavadores de dinheiro, dos agiotas, sem entrar em discussão, sem apresentar os fatos, sem fazer reportagem decente e honesta, o governo Dilma Rousseff que se cuide. Curitiba ontem parecia Atenas sob comando do radical Siriza, encabeçado por Tsipras. Aparvorados, os deputados paranaenses mandaram de volta o projeto para Richa e a maioria governista dissolveu-se como fumaça no ar.

paraná em transe 3 paraná em transe 1

paraná em convulsão contra ajuste fiscal levyano paraná em transe 5

Vozes femininas

maravilhosas do

Brasil brasileiro

Parlamentarismo em cena abala Presidencialismo de coalisão

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Resta saber quem será o primeiro ministro: Senador Renan Calheiros ou Deputado Eduardo Cunha. A convocação dos empresários, por uma ação conjunta de Cunha e Renan, para o próximo dia 25, para debater a conjuntura nacional, representa um marco histórico na Nova República, inaugurada com Tancredo Neves, depois da vitória do Colégio Eleitoral, em 1984. O presidencialismo centralizador que usurpou o espírito parlamentarista da Constituição de 1988 está em baixa. A crise econômica está transferindo o poder para o parlamento. O presidente da Câmara toma atitudes de primeiro ministro e o presidente do Senado, para não ficar atrás, faz o mesmo. O ajuste fiscal do chicago boy Joaquim Levy já era. Nem o PT nem o PMDB engoliram ele. Vomitaram-no na aprovação do Orçamento Impositivo e continuarão vomitando-o nas próximas semanas, quando as medidas propostas pelo neoliberal de Chicago chegar ao Congresso. Aumento de impostos? Nem pensar. A iniciativa da governabilidade está com Cunha. Como verdadeiro primeiro ministro parlamentarista determinou convocação dos 39 ministros do governo Dilma para comparecerem ao Congresso, a fim de dar explicações sobre tudo. Quem ousará não comparecer para se desgastar totalmente? No mesmo compasso, Renan destacou que não deixará passar nenhuma providência que prejudique os trabalhadores. Pagar dívida com a fome do povo? Ficou mais difícil para os banqueiros continuarem abocanhando 42% do OGU de R$ 2,83 trilhões, como foi o de 2014. Agora, ambos vão consultar e interagir com a classe empresarial. Os representantes do povo e dos estados, Cunha, na Câmara, e Renan, no Senado, assumem protagonismo no campo econômico e do desenvolvimento. As forças produtivas dirigem-se ao novo poder parlamentarista de fato que se vai instalando, para encaminhar suas demandas. O que dirão os empresários aos congressistas sobre taxas de juros no Brasil, as mais altas do mundo, enquanto todos os demais países capitalistas jogam-nas no chão, ao mesmo tempo em que ampliam a oferta de dinheiro na circulação capitalista, para ativar as atividades produtivas, o emprego, a renda, o consumo, a arrecadação e os investimentos, de modo a fugir da austeridade a que o capitalismo produtivo foi levado pela loucura da financeirização econômica global especulativa suicida?A especulação desenfreada, sem regras, paralisou o sistema e os credores, os banqueiros recorreram, diante dos devedores, à austeridade neoliberal irracional, impondo arrocho aos governos. O que aconteceu? Os movimentos políticos de esquerda estão explodindo e tomando conta dos parlamentos onde a política determina a condução da economia. Olha o que está acontecendo na Grécia, com o Siriza. Tsipras, primeiro ministro, ancorado no voto popular, põe em cena o debate sobre a dívida e o peso dela sobre a governabilidade, exigindo renegociação, novos prazos de pagamento, taxas de juros, cancelamento de débitos, etc, tudo com apoio popular. O mesmo vai ocorrendo na Espanha, com o líder Pablo Iglésias, do Podemos, com 30% da preferência popular, para ganhar as eleições parlamentares em dezembro. Matteo, na Itália, idem. Irresistível momento de mudança tocado por discurso uniforme das lideranças em favor de auditorias de dívidas, renegociação de contratos bancários draconianos que paralisam as atividades produtivas, em nome da lucratividade bancária, fazendo explodir desemprego, recessão, instabilidade social etc. Renan e Cunha adiantam-se nesse processo ao chamar os representantes dos setores produtivos, trabalhadores e empresários. O que resta à presidência Dilma fazer para não ficar de rainha da Inglaterra? Claro, chamar Levy, agradecê-lo pelo trabalho prestado e despachá-lo antes que a impopularidade tome conta geral. “Não deu, Levy, desculpe, vai com Deus”. O parlamentarismo de fato em ascensão pode caminhar no rumo das decisões dos bancos centrais do mundo capitalista rico: expansão monetária e juro baixo, para ativar a produção. A grande burguesia financeira bancocrática que toma conta do parlamento no Brasil está perdendo o poder para a experiência parlamentarista que se ensaia desde já, sob pressão popular, nesse princípio de segundo mandato dilmista. Os petistas que estão perdendo a parada já se alinham às providências de Cunha e de Renan, para não ficarem para trás. Tchau Levy!

Dólar caro,

presente para

Dilma, se

acompanhar

JK

Não espere mais, presidenta Dilma Rousseff, é hora de gastar esse dinheiro das reservas, que está sendo valorizado. Alta do dólar, nesse momento, é um presente. Tio Sam jogou dinheiro desvalorizado na praça e, aqui, no Brasil, ele está valorizado. É ou não um presente dos céus. Quanto investidores estariam satisfeitos, nesse momento, de grande benesse. Por que ficar ouvindo essas aves agourentas. Dá para comprar as ações da Petrobras, construir os portos, aeroportos, duplicar as estradas, alavancar os metrôs. Dá uma de JK, presidente. Ia sair emprego pelo ladrão. A senhora seria endeusada. Aproveite o desemprego na Europa. Traga esse pessoal altamente especializado para contribuir com o desenvolvimento brasileiro. Isso seria mais do que suficiente para fazer o novo Brasil. Por que dar ouvidos para esses agourentos banqueiros, ladrões, lavadores de dinheiro, interessados na caveira do Brasil. Já pensou, presidenta, esse pré-sal produzindo 5 milhões de barris por dia. Podemos vender a 30 reais que é um maravilhoso negócio. Ganhar no volume.
Não espere mais, presidenta Dilma Rousseff, é hora de gastar esse dinheiro das reservas, que está sendo valorizado com a subida do dólar. Alta da moeda americana, nesse momento, é um presente dos céus. Tio Sam jogou dinheiro desvalorizado na praça e, aqui, no Brasil, ele está sobrevalorizado artificialmente. O mercado manipula a opinião pública por meio da grande mídia antinacionalista com o argumento de que Tio Sam vai puxar as taxas de juros. Mentira. O próprio Banco Central dos Estados Unidos está jogando água fria nessa argumentação. Como vai aumentar juros se é o maior devedor do mundo. Vai dar tiro no pé, esfriando as atividades produtivas que começaram a reagir, justamente, com a queda dos juros por lá, proporcionada pelo aumento da oferta de moda? O que se vê é o contrário. É Obama pedindo o Congresso autorização para aumentar os gastos públicos, que reduz juros etc.  O FED aumentou a oferta monetária e diminuiu os juros para fortalecer as forças produtivas. Os demais bancos centrais, Europa e Japão, fizeram o mesmo, buscando o mesmo objetivo, ou seja, fazer um pouco de inflação, para elevar a lucratividade empresarial, brigar por mercados etc. Por que iria o FED perder a guerra monetária que ele mesmo iniciou para sair da crise? A alta do dólar vai aumentar a inflação? Mas, os preços estão caindo no mundo inteiro onde a tendência é pela deflação. A teoria econômica de que a inflação é fenômeno monetário está desmoralizada. A inflação está baixíssima, mostrando que se o juro é baixo os preços não têm porque subir. Aqui, o BC de Tombini – mais perdido que cego em tiroteio – fica prisioneiro do mercado financeiro. Mas, a contradição trabalha a favor do Brasil no plano das reservas monetárias. Deus é brasileiro. Com o dólar perto de R$ 3, podendo até passar, as reservas cambiais brasileiras dão um salto. É hora de gastá-la com o desenvolvimento. Vai deixar o povo passando fome com a burra cheia no tesouro, presidenta Dilma, tocando programa de ajuste fiscal como manda o FMI por meio de Joaquim Levy? Veja o que JK disse em 1959 sobre o Plano Levy/FMI(“O FMI e a nova dependência brasileira”, Aldo Arantes, p. 95): ” Os quatro itens que consubstanciam as exigências do Fundo constituíam, sem qualquer dúvida, a súmula de um programa, tendo como objetivo a aniquilação do Brasil. Pretendia-se paralisar o País(…) Num beco sem saída estaria, sim, se houvesse se submetido às imposições do Fundo, pois teria que abrir mão do Programa de Metas, deixaria o povo passando fome, não construiria Brasil, nem realizaria a industrialização do País.” Já pensou, presidenta, JK, hoje, com uma reserva de 380 bilhões de dólares, valorizada pela subida da moeda americana, para permitir tocar o desenvolvimento, a infraestrutura! Essa valorização do dólar, como o Bendine, na Petrobras, deve perceber, claramente, dá para comprar todas as ações da estatal na bolsa, estatizando, totalmente, ela, como fizeram os iranianos durante a revolução nacionalista que completa 35 anos essa semana. Deixa o Serra falando para o vento, no Senado, defendendo o fim do regime de partilha, para agradar os concorrentes internacionais que querem abocanhar fatias da estatal, presidenta. Se V. Excia desse uma de JK, agora, ia sair emprego pelo ladrão. Não só teria dinheiro para comprar ações da Petrobras, mas, também, construir   portos, aeroportos, duplicar as estradas, alavancar os metrôs etc. Seria endeusada. Aproveite o desemprego na Europa. Traga esse pessoal altamente especializado para contribuir com o desenvolvimento brasileiro. Isso seria mais do que suficiente para fazer o novo Brasil. Por que dar ouvidos para esses agourentos banqueiros, ladrões, lavadores de dinheiro, interessados na caveira do Brasil? Já pensou, presidenta, esse pré-sal produzindo 5 milhões de barris por dia? Poderíamos vender o barril a 30 reais, maravilhoso negócio. Ganhar no volume etc.

 

Vai,

Marrom,

maravilhosa!

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Social avançará nos pequenos negócios! Rede Globo não leu convocação ao diálogo nacional!

Os comentaristas da Rede Globo, durante a solenidade de posse, decepcionaram-se com o discurso dilmista, no Congresso. Contavam com a possibilidade de emplacar o que anteciparam, o arrocho fiscal sem meias palavras. Não, veio o AJUSTE FISCAL SOCIAL. Prioridade é o social. Ajuste fiscal será um encaixe. Se couber. Não conseguiram explicar para os telespectadores que essa realidade é dada pela contingência política correspondente às novas correlações de forças decorrentes, justamente, do avanço do social, que a presidenta prometeu incrementar mais ainda. A cara do novo ministério - parece que os comentaristas não viram isso - é a cara do predomínio do social sobre o meramente econômico. O desenvolvimento econômico, no segundo mandato, vai ser dado não pela receita neoliberal, favorável ao reinado do tripé econômico(metas inflacionárias, câmbio flutuante e superavit primário) autônomo, automático. Estará, completamente, relativizado, pela correlação de forças política emergente nas urnas de outubro. Os nobres comentaristas não avançaram nisso. Revelaram-se tímidos na percepção do avanço político gerado por políticas sociais que elevam o grau de conscientização popular cujo desdobramento se dará nas reformas políticas. Dominados pelo pensamento mecanicista, economicista, os comentaristas globais dançaram na dialética. Insistiram num erro grosseiro, de total desatenção: disseram que Dilma esqueceu de acenar para a oposição, cometendo erro político, sabendo que perto da metade do eleitorado não votou nela. Que mancada! No penúltimo parágrafo do seu discurso ela não poderia ter sido mais clara: "Peço aos senhores e às senhoras parlamentares que juntemos as mãos em favor do Brasil, porque a maioria das mudanças que o povo exige tem que nascer aqui, na grande casa do povo!" Foi ou não uma convocação ao diálogo nacional, nobres comentaristas globais?
Os comentaristas da Globo News, durante a solenidade de posse, decepcionaram-se com o discurso dilmista, no Congresso.
Contavam com a possibilidade de emplacar o que anteciparam, o arrocho fiscal durão, sem meias palavras.
Não, veio o AJUSTE FISCAL SOCIAL.
Prioridade é o social.
Ajuste fiscal será um encaixe.
Se couber.
Ao ficarem caçando pelo em ovo, não conseguiram explicar para os telespectadores que essa realidade é dada pela contingência política correspondente às novas correlações de forças decorrentes, justamente, do avanço do social, que a presidenta prometeu incrementar mais ainda.
A cara do novo ministério – parece que os comentaristas não viram isso – é a cara do predomínio do social sobre o meramente econômico.
O desenvolvimento econômico, no segundo mandato, vai ser dado não pela receita neoliberal, favorável ao reinado do tripé econômico(metas inflacionárias, câmbio flutuante e superavit primário) autônomo, automático.
Estará, completamente, relativizado, pela correlação de forças política emergente nas urnas de outubro.
Os nobres comentaristas não avançaram nisso.
Revelaram-se tímidos na percepção do avanço político gerado por políticas sociais que elevam o grau de conscientização popular cujo desdobramento se dará nas reformas políticas.
Dominados pelo pensamento mecanicista, economicista, positivista, os comentaristas globais dançaram na dialética.
Insistiram num erro grosseiro, de total desatenção: disseram que Dilma esqueceu de acenar para a oposição, cometendo erro político, sabendo que perto da metade do eleitorado não votou nela.
Que mancada!
No penúltimo parágrafo do seu discurso ela não poderia ter sido mais clara:
“Peço aos senhores e às senhoras parlamentares que juntemos as mãos em favor do Brasil, porque a maioria das mudanças que o povo exige tem que nascer aqui, na grande casa do povo!”
Juntar as mãos não é uma convocação à oposição e à situação para o diálogo nacional, nobres comentaristas globais?
Os abutres, empenhados em destruir a Petrobras, jogando suas ações no chão, para que elas seja comprada, no mercado financeiro especulativo, especialmente, em Nova York, na bacia das almas, sentiram o peso da mão de Dilma Rousseff, em defesa da estatal. A história já começou a ser contada por investigadores que conhecem profundamente os bastidores da grande empresa. Os personagens promotores do escândalo dentro da estatal têm vinda longa ali dentro. E as principais cabeças foram todas colocadas lá na Era Neoliberal de FHC. Já, já tudo vai ficar esclarecido. O importante é que a titular do Planalto se encarnou de Getúlio Vargas para defender o grande patrimônio nacional, sem o qual a independência econômica brasileira jamais existirá para valer. Os abutres, como se sabe, querem o fim do regime de partilha e a eliminação da exigência de conteúdo nacional para contratação de partes, peças e componentes adquridos junto às empresas contratadas em território nacional. Ficou mais difícil o jogo para os abutres. Mas, todo cuidado é pouco. Alerta, presidenta!
Os abutres, empenhados em destruir a Petrobras, jogando suas ações no chão, para que elas sejam compradas, no mercado financeiro especulativo, especialmente, em Nova York, na bacia das almas, sentiram o peso da mão de Dilma Rousseff, em defesa da estatal. A história já começou a ser contada por investigadores que conhecem profundamente os bastidores da grande empresa. Os personagens promotores do escândalo dentro da estatal têm vinda longa ali dentro. E as principais cabeças foram todas colocadas lá na Era Neoliberal de FHC. Já, já tudo vai ficar esclarecido. O importante é que a titular do Planalto se encarnou de Getúlio Vargas para defender o grande patrimônio nacional, sem o qual a independência econômica brasileira jamais existirá para valer. Os abutres, como se sabe, querem o fim do regime de partilha e a eliminação da exigência de conteúdo nacional para contratação de partes, peças e componentes adquridos junto às empresas contratadas em território nacional. Ficou mais difícil o jogo para os abutres. Mas, todo cuidado é pouco. Alerta, presidenta!

A nova cara da política social do governo Dilma Rousseff deverá ser a promoção das pequenas empresas, a força social da economia brasileira, representando 90% dos empreendimentos, 95% da oferta de emprego e 27% do PIB, segundo o Sebrae.

A ascensão da nova classe média que surgiu com as políticas sociais mediante melhor distribuição da renda poderá se firmar estimulando-a a empreender por meio de novo sistema tributário.

Nesse sentido, Dilma foi clara:

“Pretendo encaminhar ao Congresso Nacional projeto de lei criando mecanismo de transição entre as categorias do Simples e os demais regimes tributários.”

“Vamos acabar com o abismo tributário que faz os pequenos negócios terem medo de crescer”.

E completou:

“Se o pequeno negócio não cresce, o país, também, não cresce.”

Vem aí regime tribuário especial para pequenas empresas.

Eis o caminho para crescimento da nova classe média nos próximos anos: expandir pequenos negócios e permitir que os jovens formados nas escolas técnicas(Pronatec) sejam contratados por elas mediante regime especial de encargos sociais.

Que mecanismo de transição tributária será o que o presidenta promete para JÁ?

Esse site tem defendido sistematicamente que o governo poderia iniciar revolução econômica criando novo imposto, tipo CPMF para as MPE, compondo apenas uma alíquota que abrangesse todos os demais impostos.

Pagou um imposto estaria sendo pago todos os demais.

Simplificação radical.

A tarefa seria calibrar a alíquota.

A experiência da CPMF foi extraordinária.

Nasceu, na Era FHC, para fiscalizar os grandes bancos por meio eletrônico.

Acabaria a sonegação fiscal, simplificaria revolucionariamente o sistema tributário, fortaleceria o sistema federativo, com transferências automáticas dos recursos arrecadados pela União, ampliaria a base tributária, facilitaria a abertura e fechamento das empresas, daria cabo da burocracia e produziria transparência total na relação entre Estado e contribuinte.

Pintaria uma nova cidadania.

A dose revolucionária foi tão grande que os banqueiros reagiram contra e se articularam politicamente para derrubar a CPMF no Senado, sob argumento de que elevaria a carga tributária por se constituir em imposto em cascata.

Na verdade, a CPMF representou ensaio revolucionário de imposto único.

Por que não fazer uma transição,agora, de sua implementação, iniciando, primeiramente, pelas micro e pequenas empresas?

Certamente, o Brasil poderia se transformar na pátria do empreendedorismo, algo impossível, atualmente, devido ao cipoal tributário existente, que favorece, sobretudo, os sonegadores, enquanto penaliza os mais pobres mediante imposto regressivo incidente sobre os bens de primeira necessidade que consomem.

Tremenda injustiça social. 

A efusividade com que Dilma cumprimentou o ministro Guilherme Afif Domingos, dando-lhe posse na Secretaria Especial da Pequena Empresa, denotou suas verdadeiras intensões.

Afif já joga no ataque.

Antes de empossado, deu entrevista na Folha de São Paulo, dizendo que monta Política Nacional de Funding de Crédtito para as Micro e Pequenas Empresas.

O ministro visa os depósitos à vista recolhidos compulsoriamente pelo Banco Central junto aos bancos.

Do total dos 45% desses recursos, que rendem um maná aos banqueiros, sem que precisem fazer força alguma, Afif deseja abocanhar 25%, algo em torno de R$ 44 bilhões.

Destaque-se que foi justamente esse caminho, o de utilizar depósitos compulsórios, a juro zero ou negativo, descontada a inflação, o utilizado para alavancar o agronegócio nacional.

De 1994 a 2014, a revolução produtiva foi total: de 80 milhões de toneladas para mais de 200 milhões de toneladas, com ampla expansão das inovações científicas e tecnológicas aplicadas ao setor, tornando-o, hoje, responsável por 34% do PIB.

A disposição dilmista de alavancar as pequenas empresas, no segundo mandato, demonstra que tentará revolução econômica a partir dessa força social da economia, de modo a continuar mantendo o desemprego em taxas recordes, abaixo de 6%.

Evidencia-se, por essa disposição, que o ajuste fiscal prometido pelo ministro Joaquim Levy, da Fazenda, não poderá ser tão draconiano como desejam os neoliberais do mercado financeiro especulativo, vocalizados pela grande mídia.

Pode surgir uma meia sola: AJUSTE FISCAL SOCIAL.

O ajuste fiscal de Joaquim Levy caminhará por vias estreitas.

Dilma reafirmou que não haverá recuos, mas, sim, mais avanços na política social.

Isso, claro, implica em aumentar e não diminuir gastos públicos.

A educação será a prioridade das prioridades.

A saúde, idem.

Carteira de investimentos para os transportes públicos em todo o País vai além de R$ 140 bilhões.

PAC 3 acelerá banda larga em todo o território nacional; infraestrutura, logística e políticas transversais desenvolvimentistas no Norte e no Nordeste etc.

Vale dizer, uma agenda que não comporta arrocho fiscal draconiano, quando se tentará não apenas avançar com política social, mas, especialmente, promovê-la no compasso de reforma política com apelo popular para democratizar o poder político.

Como arrochar com convocação ao povo nas ruas para fazer reforma a fim de que ele seja senhor das decisões para composição do orçamento público da União, onde se faz a alocação da riqueza nacional entre as diversas classes sociais politicamente antagônicas?

Impossível sob o reinado da liberdade política mobilizadora da sociedade em defesa de mais direitos.

 

 

Capital desindexado socializaria Plano Real

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
PLANO REAL, 20 ANOS DE ENGANAÇÃO NEOLIBERAL. FHC não indexou os salários à inflação passada porque para ele, dominado pelo pensamento neoliberal dos banqueiros, salário é custo e não renda, enquanto salvou os banqueiros , dando a eles os bancos estaduais na bacia das almas e seus ativos podres que se transformaram em ativos saudáveis para comprar o patrimônio público. A indexação das rendas dos ricos à inflação passada  e a desindexação da renda dos pobres, deixando-os ao sabor da total exploração, fixando-os às previsões futuras incertas e não sabidas, marcam a diferença fundamental, de classe, entre Lula e FHC. Lula inverteu o jogo. Passou a tratar salário como renda e não apenas como custo, para gerar consumo, emprego, arrecadação e investimentos. Certamente, avançou pouco na desindexação geral da economia, porque, para vencer a inflação e a desigualdade social,> Não teve forças suficientes para enfrentar os banqueiros. Nem ele, nem Dilma. Mas, com a proposta da criação do Plano Nacional de Participação Popular(PNPP), que será debatido em campanaha eleitoral, a fim de convocar plebiscito, voltado para implementar reforma política e democratizar o poder político nacional, o País pode criar condições de viver novo momento histórico. O PSDB de FHC perdeu oportunidade de levar o país para a melhor igualdade social, porque se rendeu aos banqueiros, à orientação do Consenso de Washington, à lógica do capital financeiro especulativo. O PT, aliado ao PMDB, com Dilma, na disputa eleitoral, agora, joga todas as suas fichas, na tentativa de corrigir a desgraça social que o Plano Real patrocinou, a de eternizar a inflação, porque manteve os ganhos dos poderosos indexados, amarrados à inflação passada, à especulação, enquanto evitou que os ganhos dos trabalhadores  tivessem o mesmo tratamento, para promover, no Brasil, desenvolvimento sem desigualdade social. A luta de classes será intensa de agora em diante no Brasil.

Bancocracia

acabou

sendo a grande

vencedora no

Plano Real.

O golpe contra

a inflação, que

Livre mercado tucano em ação
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Quando diversas moedas surgem dentro da economia, por causa da bagunça inflacionária, cujas motivações são sempre políticas, expressando lutas de classe cada expressão monetária, a tendência é cada grupo social, com suas respectivas forças, econômicas, políticas, sociais, militares etc se protegerem contra deterioração do poder de compra das suas rendas fixas e variáveis.

Cada expressão monetária se vincula a uma proteção, para que esse poder de compra não se deteriore e o detentor da moeda seja financeiramente destruído, indo para a pobreza inevitável.

É ou não é?

Foi isso ou não que aconteceu no Brasil?

Os banqueiros tinham os seus indexadores.

Estes eram corrigidos acima da inflação passada.

Os trabalhadores, igualmente, tinham o seu, para não se transformarem rapidamente em miseráveis, perambulando pelas ruas, assaltando, matando etc.

fazia a festa

diária dos

banqueiros no

overnigth,

deixou uma

maravilhosa

porta de

saída para 

Livre mercado tucano em ação
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Os empresários dos diversos setores, comércio, indústria, agricultura iam  iam pelo mesmo rumo.

Salve-se quem puder.

Todo mundo estava indexado, protegido contra um desgaste.

Aí veio alguém para teorizar utopicamente que se fosse eliminada a indexação, todas as rendas de todas as classes sociais, mesmo as mais antagônicas entre si, se manteriam estáveis em termos relativos.

Os ativos dos banqueiros seriam reajustados pelos mesmos índices que reajustassem os salários dos pedreiros da construção, criando um mundo igualitário, em termos de regras para tratamento de ganhos e rendas.

Chico Buarque sacou que isso era sonho de noite de verão na sua obra prima CONSTRUÇÃO.

As empregadas domésticas, por isso mesmo, entrariam no jogo da igualdade social?

eles. Primeiro,

FHC e sua turma,

sob pressão

dos credores

internacionais,

privatizaram os

Livre mercado tucano em ação
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Teriam seus salários domésticos corrigidos pelo mesmo índice de correção dos ganhos dos seus patrões?

Evidentemente, não desapareceria a diferença de renda entre as diversas classes, estabelecidas, historicamente, na luta de classes, correto?

Mas, a diferença entre o maior e o menor salário, se vigorasse regime de plena indexação ou de plena desindexação, com as regras valendo para todos, criaria ou não espírito de cooperação para romper os desequilíbrios nos preços relativos?

 Esse exemplo histórico desenvolveu, principalmente, na social democracia, nos países escandinavos, onde a diferença entre o maior e o menor salário denotava esforço social, político e econômico rumo ao rompimento das desigualdades sociais.

bancos estaduais.

As dívidas destes

foram

transformadas

em créditos

para serem

utilizados em

Livre mercado tucano em ação
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Como ficariam os reajustes de preços, estabelecidas as regras justas para remuneração dos ativos, das rendas fixas e variáveis, no ambiente do capitalismo, que não deixaria de ser competitivo, mas que garantisse igualdade de oportunidades, dadas pela oferta dos serviços públicos básicos para a educação da população – saúde, educação, segurança, transporte, infraestrutura etc?

O Plano Real foi isso aí, minha gente?

Claro que não.

Os poderosos continuaram com suas rendas indexadas nos índices de preços favoráveis aos seus interesses, sendo eles reajustados de acordo com a inflação passada, aquela monstra, que se procurava remover.

Já os assalariados, sem poder financeiro, tiveram suas rendas desindexadas desses índices construídos pelos capitalistas financeiros comandantes da agiotagem.

As rendas do pessoal de baixo passaram a ser reajustadas por uma projeção dada a priori sob argumento de que salário é custo – e não renda – , razão pela qual quanto mais baixos, menores os custos, mais eficazmente se combate à inflação.

compras de

ativos estatais.

Além disso

criou-se o

plano de

socorro

financeiro

paraa eles, o

Proer, com

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Nesse sentido, construiu-se o argumento ideológico de que salário, sendo custo de produção, e não renda, que gera emprego, consumo, arrecadação e investimento, se for corrigido pela inflação passada representa eternização da pressão inflacionária.

A igualdade absoluta não existiria, porque isso é  sonho de uma noite de verão.

Mas, se, ao lado dos argumentos que construiram o Plano Real, no calor da conscientização social dada pelo espírito da Constituição de 1988, tivesse prevalecido a defesa de que a diferença entre as rendas fosse democraticamente estabelecida pela correlação de forças, no Parlamento,  expressas em partidos organizados, por meio dos quais transitaria a dialética da luta de classe, o modelo econômico ganharia ou não perfil compatível com a Constituição Cidadã, para remover a praga brasileira da exclusão social que a hiperinflação acentuou?

recursos públicos,

cuja remuneração

continuou

indexada aos

índices de

inflação passada,

Livre mercado tucano em ação
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A democracia burguesa representativa teria ou não ganhado foros de social democracia, na linha da utopia socialista, para conferir verdade ao sonho da igualdade social inscrito na capítulo quinto da Constituição?

A desindexação geral seria a arma do combate à inflação, à promoção da indústria, do aumento da oferta de bens e serviços, de relações de trocas dadas por uma macroeconomia nacionalista promotora das forças produtivas internas, da valorização dos salários e do impulso do mercado interno.

Os tucanos alinhados ao entreguismo de FHC caminharam na linha contrária, impedindo que a desindexação inflacionária se realizasse e fosse promovida mais racionalmente as forças produtivas, para equilibrar rendas, preços, salários, câmbio, industrialização e aumento da poupança interna, de modo a reverter, historicamente, a situação de o Brasil ser eterno dependente de poupança externa, a fim de transformar em exportador de poupança, caminhando, naquele momento, para o rumo em que estava tomando a China.

O ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO DE 2014, ESTIMADO EM r$ 2,83 TRIHÕES, DOS QUAIS 42,04% VÃO PARA OS AGIOTAS. COMO PROMOVER A DESIGUALDADE SOCIAL, SE O PLANO REAL MANTEVE A INDEXAÇÃO DOS GANHOS DO CAPITAL FINANCEIRO ESPECULATIVO, MAS DESINDEXOU OS GANHOS DAS RENDAS FIXAS DOS ASSALARIADOS?
O ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO DE 2014, ESTIMADO EM r$ 2,83 TRIHÕES, DOS QUAIS 42,04% VÃO PARA OS AGIOTAS. COMO PROMOVER A DESIGUALDADE SOCIAL, SE O PLANO REAL MANTEVE A INDEXAÇÃO DOS GANHOS DO CAPITAL FINANCEIRO ESPECULATIVO, MAS DESINDEXOU OS GANHOS DAS RENDAS FIXAS DOS ASSALARIADOS?

ou seja,

totalmente,

indexados

os lucros.

Desindexados

ficaram as

rendas fixas,

os assalariados, os

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Todos poderiam ter saúde, educação, segurança, infraestrutura urbana, lazer de qualidade, porque, claro, o debate em torno da distribuição das rendas públicas orçamentárias não se daria de acordo com o que se dá, por exemplo, no Brasil.

Por aqui, nesse ano, do total de R$ 2,83 trilhões estimados para o Orçamento Geral da União, 42,04%, ou seja, mais de R$ 1,18 trilhão serão destinados aos banqueiros, para pagamento de juros e amortizações de dívidas.

O negócio é um escândalo, conforme está estabelecido no mapa da distribuição dos recursos orçamentários feita pelo CIAF.

E ainda tem o seguinte, minha gente: o Orçamento Financeiro da União não pode ser mexido, não pode ser contingenciado, tem de ir, inteirinho, para os bolsos dos credores; já os restantes 57,96%, correspondentes ao orçamento NÃO financeiro da União, aquele que diz respeito aos interesses de toda a sociedade sofre toda a sorte de restrições orçamentárias, estabelecidas pelo art. 166, § 3º, II, b, determinado com cláusula pétrea, na chamada “Constituição Cidadã” de 1988.

trabalhadores, os

pensionistas etc.

Dois pesos,

duas medidas.

Nascia, no

rastro da

Constituição

Cidadã

Livre mercado tucano em ação
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A hiperinflação já estava comendo solta naquele momento, com taxas de juros de até 45% ao mês.

Os banqueiros tinham indexadas à inflação passada todos os seus ganhos, enquanto os trabalhadores e todos os que percebessem rendas fixas tinham suas rendas reajustadas pela inflação futura.

O que era o passado e o que era o presente naquele momento?

O passado era o ganho máximo; o presente, o ganho mínimo.

Diziam, e ainda dizem até hoje, os cínicos, que salário reajustado pela inflação passada é inflacionário, mas os reajustes dos ativos financeiros reajustados pelos diversos índices inflacionários de acordo com a inflação passada, representa, simplesmente, ponto de equilíbrio macroeconômico.

Na hora em que os gênios do Plano Real criaram a URV o que fizeram?

de 1988, a

democracia

dos banqueiros,

a bolsa banqueiro,

que iria

se ampliar,

Livre mercado tucano em ação
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Congelaram o salário no chão e o capital no teto, para que, a partir daí, começasse nova vida.

Os salários foram desindexados da inflação passada e estabelecida sua correção de acordo com uma previsão futura.

Já as rendas dos poderosos banqueiros ficaram indexadas à inflação passada e o futuro para eles se transformaram no limite dado pela especulação e agiotagem.

Logicamente, as rendas entre capital e trabalho, no tempo, foram sofrendo defasagens crescentes.

O poder de compra dos salários, num primeiro momento, com a inflação baixa, pode respirar, mas como continuou prevalecendo regras distintas de indexação e desindexação para salário e capital, a desigualdade social tendeu ao aumento, inexoravelmente.

extraordinariamente,

com a estratégia

macreconômica,

ancorada na

sobrevalorização

Livre mercado tucano em ação
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Os cínicos afirmam descaradamente que ainda não foi possível completar o Plano Real, porque ficou para trás uma defasagem relacionada à indexação de ativos financeiros à inflação passada, enquanto em relação aos salários sempre continuou sobrando mês nos ganhos dos trabalhadores.

É claro que não era para ser reparada nunca a diferença, porque se isso acontecesse aí, sim, o Plano Real estaria completado, do ponto de vista da justiça social.

A missão dele foi outra: aprofundar a injustiça social.

Permaneceu a lógica perversa destacada por Marx de que o capitalismo padece de crônica insuficiência de demanda global na relação capital e trabalho.

Os lucros dos capitalistas, especialmente, os capitalistas financeiros, que foram os mais beneficiados pelo Plano Real, com a eternização da indexação financeira aos seus ativos, não pararam de crescer, enquanto os trabalhadores, com suas rendas fixas, mantiveram-se desindexados, soltos, sem âncora, tal como bosta na correnteza do rio.

cambial e nos

juros altos.

Os lucros dos

bancos ficam

em média na

casa dos 30%

ao ano, com a

Livre mercado tucano em ação
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Quando mais o salário desindexou-se da inflação mais ele se distanciou dos ativos financeiros que se mantiveram indexados aos índices de preços que remarcavam os lucros dos capitalistas, mesmo depois do lançamento do Plano Real.

Se a miríade de moedas indexadas à inflação passada fosse eliminada em seus efeitos perversos relacionados à concentração permanente da renda nacional, o Brasil teria, hoje, depois da Era FHC, perfil caminhando para o socialismo.

Os tucanos, esqueceram do social, por isso, agora, na corrida eleitoral, correm atrás do tempo perdido, porque Lula e Dilma passaram a ver salário não apenas como custo, mas, essencialmente, como renda, que dá emprego, consumo, arrecadação e invedstimento.

Os tucanos não tiveram visão de futuro.

Ficaram agarrados à turma de Wall Street.

inflação, no

chão. Já

os lucros

dos setores

produtivos,

especialmente,

da indústria,

sucateada pelo

Livre mercado tucano em ação
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Ficam, nesse momento, sem discursos, tal como madalenas arrependidas, dizendo, com ares de genialidade, que o Plano Real não foi completado, que eles precisam voltar para completá-lo.

HÁ, HÁ, HÁ

O Plano Real jamais poderá ser completado, do ponto de vista da burguesia financeira.

Para que isso ocorresse, teria que desgarrar os bezerros, ou seja, os banqueiros, da teta da grande vaca, do Estado Nacional.

populismo cambial,

registrava taxa

de lucro nunca

superior a 5%.

Um massacre!

Livre mercado tucano em ação
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Eles, depois do Real, debelada a inflação, foram salvos da desinflação por meio da privatização dos bancos estatais cujas dívidas foram  transformadas em ativos que até hoje são remunerados pelas regras indexadoras do capital, enquanto os salários ficam naquela área da exploração permanente.

É por isso que a burguesia financeira, que compra os mandatos das elites políticas no Congresso, lutam, desesperadamente, contra a proposta da presidenta Dilma de criar o Plano Nacional de Participação Popular, para, por meio de Plebiscito, partir para a reforma política, para a democracia participativa, a democracia direta, de modo a democratizar o poder político e estabelecer regras para remover a desigualdade social.

 

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