Congelamento neoliberal de gasto público barateia dólar, encarece real, acelera desemprego e desmoraliza economistas

Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.
Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.

A desvalorização do dólar, aprofundada pela crise global, é irmã gêmea do congelamento dos gastos públicos, no rastro do golpe político de 2016, no Brasil.

Emerge contradição óbvia: redução da renda disponível para o consumo, a fim de o governo continuar pagando em dia juros e amortizações da dívida pública que caminha para a casa dos R$ 4 trilhões.

Uma coisa, o congelamento, não está separada da outra, a crise financeira global.

As medidas adotadas pelos governos dos países ricos, do capitalismo cêntrico, dominante, para fugirem da crise, como expansão monetária impulsionada por juros baratos ou negativos, continuam jogando dinheiro a rodo nas fronteiras nacionais, onde inexiste controle de entrada de capital especulativo.

O Banco Central, dominado pelo Itaú, em meio a tais pressões, enxuga o excesso de moeda que entra, adotando juro alto, que multiplica lucro dos bancos.

Resultado: aumento da dívida pública interna, de um lado, e desindustrialização, de outro, geradas pelo dólar barato que encarece o real tupiniquim.

A dívida externa é, segundo Marx, instrumento de dominação internacional.

A dominação cambial, completa Keynes, é fator que impõe deterioração dos termos de troca em favor dos ricos em prejuízo dos mais pobres.

O aumento do endividamento impõe aperto nos gastos públicos não financeiros – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc – , enquanto os gastos financeiros não sofrem nenhum controle efetivo.

E os comentaristas econômicos dizem que o juro alto é consequência e não causa do déficit público financeiro especulativo!

O mercado interno, em razão dos arrochos sobre gastos não financeiros, não reage, por falta de renda capaz de elevar o consumo, a arrecadação e os investimentos.

Assim, quanto mais cai o consumo, deprimindo mercado interno, mais fraca fica a economia diante da enxurrada monetária especulativa que entra como produto do juro alto destinado a conter pressão monetária inflacionária.

Agiotagem internacional.

Os fatores externos, contra os quais não se faz nada, produzem o desajuste interno.

Excesso de dólar, em meio à diminuição do consumo interno e à alta da taxa de juro, encarece, esquizofrenicamente, o real.

Aprofunda-se, consequentemente, as contradições econômicas em meio ao congelamento dos gastos públicos, previstos para durar duas décadas.

Nesse contexto, os economistas neoliberais enchem as páginas do Valor Econômico, a bíblia dos banqueiros, para discutir se juro alto combate a inflação ou se produz inflação, sem levar em conta determinações políticas.

Nos países ricos, as teorias econômicas foram totalmente desmoralizadas.

Os governos imperialistas se lixaram para elas; interferiram para mudar o curso dos acontecimentos.

Dizia-se que juro alto serve para combater a inflação.

Balela.

Os americanos ampliaram a oferta de dinheiro, jogaram as taxas de juros para zero ou negativa e a inflação não explodiu.

Muito menos, rolou, até agora, deflação, mediante grande oferta de dinheiro que diminui juros e preços, como alternativa para enfrentar bancarrota financeira especulativa.

Uma coisa, porém, se confirmou: juro baixo, apenas, revelou-se insuficiente, para puxar a economia, se o governo corta os gastos neoliberalmente, para conter ajuste fiscal.

Trump ganhou as eleições nos Estados Unidos prometendo gastar mais.

O que faz, agora?

Repete, como republicano, Roosevelt, que era democrata.

Jogará mais 54 bilhões de dólares na indústria de defesa, a partir da qual pretende puxar a demanda global.

É o que os militares brasileiros querem que seja feito no Brasil, para tocar nacionalismo econômico soberano.

Não passa pela cabeça do bilionário novo Tio Sam a terapia neoliberal que o golpista Michel Temer pratica, cujas consequências são taxa de desemprego na casa dos 20%, se forem levadas em conta desistências estatísticas.

Dá razão a Marx a série de artigos produzidos por economistas conservadores no Valor Econômico, para discutir a interminável questão dos juros absurdos vigentes no Brasil.

O autor de O Capital, em Manuscritos Econômicos e Filosóficos, considera esse pessoal, essencialmente, vulgar, na tarefa de ver a economia, somente, pelo ângulo da metodologia abstrata.

Montam, diz ele, modelos nos laboratórios, ancorados na chamada expectativa racional, construída, a partir da matemática, que, segundo Hegel, é uma ciência que se realiza no exterior da realidade, sem condições de determiná-la.

Os neoliberais partem do consumidor autonomizado com dinheiro no bolso construído na cabeça deles e não do processo histórico social da luta de classes.

Os caras, depois de muito debaterem, estão chegando à conclusão que a taxa de inflação é diretamente proporcional à taxa de juro, ou seja, se o juro aumenta os custos de produção, os empresários repassam esses custos aos preços.

Os juros altos bombeiam o déficit.

Penaliza o consumidor, que, submetido à exploração capitalista sobre os salários, perdem renda disponível para o consumo.

Como consumo é produção, produção é consumo, segundo Marx, a vaca vai pru brejo.

Consumo cadente, produção cadente, investimento cadente, enfim, tendência deflacionária.

Governo tem que virar consumidor de não mercadorias destrutivas(produtos bélicos e espaciais, como faz Trump) para compensar redução da produção de mercadorias produtivas, comprando seu consumo com moeda estatal inconversível.

Solução tortuosa para compensar, mal ajambradamente, desarticulação do lassair faire, que leva à deflação, o erro eterno do capitalismo, segundo Keynes.

Juro zero para debelar a dívida, a fim de ser feita nova dívida; eis o jogo dos governos capitalistas ricos, seguindo Adam Smith, para quem dívida pública não se paga, rola-se.

Brasil, por aí, está na contramão do mundo

Direita se lixa para equilibrio fiscal e parte para o entreguismo total-imoral da riqueza nacional

ALÔ, O QUE? EQUILIBRISMO ORÇAMENTÁRIO? ESQUECE. ISSO ERA PRA PEGAR A ESQUERDA. A esquerda no poder muito ingênua caiu no discurso da direita do equilibrismo orçamentário. Derrubada por um golpe político, ela vê, agora, os direitistas golpistas ampliarem os gastos públicos em proporção fantástica. A grande mídia ainda arruma um discurso fajuto para justificar a manobra dizendo que se trata de ser claro, transparente. A esquerda se danou porque se esforçou em ajustar. A direita se lixa para o equilibrismo e promove o desajuste, abrindo-se aos gastos, enquanto coloca o patrimônio público à venda mediante precarização geral das relações capital e trabalho jogando a tarefa de fixação dos preços gerais na economia para o mercado onde preços e salários seguem a lei do mais forte; os preços sobem para aumentar os lucros e os salários caem também para aumentar a taxa de lucro dos empresários, à custa da mais valia dos trabalhadores. E os serviços sociais que estão à cargo do Estado, mantido por impostos, se tornam candidatos à privatização geral, para exploração da iniciativa privada. Elimina-se o perfil de governo com prioridade ao social, para dar lugar ao governo do livre mercado em que as forças produtivas ficam livres para fixar suas relações com aqueles que produzem a riqueza para eles, se possível, cada vez mais barato, para intensificar a mais valia relativa que promove sem parar a acumulação capitalista. É o reinado da barbárie.(Cf)
ALÔ, O QUE? EQUILIBRISMO ORÇAMENTÁRIO? ESQUECE. ISSO ERA PRA PEGAR A ESQUERDA. HÁ, HÁ, HÁ
A esquerda no poder muito ingênua caiu no discurso da direita do equilibrismo orçamentário. Derrubada por um golpe político, ela vê, agora, os direitistas golpistas ampliarem os gastos públicos em proporção fantástica. A grande mídia ainda arruma um discurso fajuto para justificar a manobra dizendo que se trata de ser claro, transparente. A esquerda se danou porque se esforçou em ajustar. A direita se lixa para o equilibrismo e promove o desajuste, abrindo-se aos gastos, enquanto coloca o patrimônio público à venda mediante precarização geral das relações capital e trabalho, jogando a tarefa de fixação dos preços gerais na economia para o mercado onde vigora a lei do mais forte, do oligopólio etc. Os preços sobem para aumentar os lucros e os salários caem também para aumentar a taxa de lucro dos empresários, à custa da mais valia dos trabalhadores. E os serviços sociais que estão à cargo do Estado, mantidos por impostos, se tornam candidatos à privatização geral, ao sucateamento, à precarização, para facilitar exploração da iniciativa privada. Elimina-se o perfil de governo com prioridade ao social, para dar lugar ao governo da livre concorrência em que as forças produtivas ficam livres para fixar suas relações com aqueles, os assalariados,  que produzem a riqueza para eles, se possível, cada vez mais barato, para intensificar a mais valia relativa que promove sem parar a acumulação capitalista. É o reinado da barbárie.(Cf)

 

O déficit recorde,

 

o pacto entreguista

 

e a armadilha para o

 

caso de volta da Dilma

 

 

Senador Roberto Requião

REQUIÃO NACIONALISTA DO PMDB DESALENTADO COM O TEMER NEOLIBERAL QUE ENTREGA DE BANDEJA O PATRIMÔNIO NACIONAL: "Vão dilapidar o que puderem e deixar uma armadilha para tornar Brasil ingovernável caso Dilma volte."
REQUIÃO NACIONALISTA DO PMDB DESALENTADO COM O TEMER NEOLIBERAL QUE ENTREGA DE BANDEJA O PATRIMÔNIO NACIONAL:
“Vão dilapidar o que puderem e deixar uma armadilha para tornar Brasil ingovernável caso Dilma volte.”

Houve quem se surpreendesse quando a equipe econômica de Meirelles pediu autorização ao Congresso para fixar uma nova “meta” fiscal extremamente folgada, uma meta de 170 bilhões de reais. Afinal, o valor é o dobro da meta que a presidente Dilma pediu e que na época foi considerado “irresponsabilidade fiscal” pela imprensa e pelo Congresso.

O que Meirelles quer não é uma meta, é uma autorização para gastar à vontade. Os tais 170 bilhões de reais certamente correspondam ao maior déficit primário da nossa história, em valores correntes. Muito estranho para um governo que foi alçado ao poder em meio a uma campanha pela austeridade fiscal, a que Dilma, supostamente, era avessa.

 Se a Dilma está sofrendo processo de impeachment por ter dado as tais pedaladas, na ânsia de cumprir uma meta fiscal muito ambiciosa, que sentido faz dar um imenso cheque em branco para o governo interino?

 Tanta incoerência explícita, escancarada, tanto cinismo militante incomodam. As réguas e as regras que valem para uma não valem para outros? Noventa e seis bilhões de meta fiscal pedidos por Dilma são irresponsabilidade, mas os 170 bilhões pedidos por Temer transmudam-se em virtude.

Enfim, considera-se normal que os políticos, na luta pelo poder, façam pronunciamentos incoerentes, contraditórios.Desdizem hoje com toda ênfase o que declaravam com fervor ainda ontem. Políticos que queriam o impeachment diziam uma coisa antes. Agora dizem o contrário.

 No entanto, o que mais assusta é que a mídia, os economistas e “o mercado” finjam que não há incoerência, que não usam dois pesos e duas medidas. Da crítica azeda, desaforada de antes ao entusiasmo de hoje não decorreram sequer 30 dias.

 Isso é grave, gravíssimo, pois indica que faziam terrorismo com o déficit menor de antes e agora nem se importam com o déficit muito maior. Enfim, ao que tudo indica, os políticos, “o mercado” e seus economistas investiram pesado, até mesmo sua credibilidade, para viabilizar o impeachment e agora investem pesado para viabilizar o novo governo.

Há anos, todo santo dia, estamos acostumados a ler nos jornalões, a ver e ouvir na mídia monopolista que o terror dos terrores para os economistas, para o mercado, para as agências de risco, para os investidores, que o terror dos terrores para eles é o déficit público crescente. Mas, agora, nada comentam sobre o crescimento exponencial desse déficit proposto por Meirelles.

Isso significa que esperam ganhar algo muito maior? O que será?

Antes de conjecturar sobre isso, faço uma pequena explanação a respeito dos fatos já conhecidos, para entender as estratégias que movem a atual equipe econômica:

1)    A previsão de um déficit primário colossal mostra que o governo está se preparando para adotar uma espamódica política fiscal contra-cíclica keynesiana só para 2016 para recuperar a economia, mas supostamente revertendo em 2017. Porém, na prática, para 2016 ao menos, será muito mais arrojada do que a estratégia fiscal adotada por Dilma em seu primeiro mandato. Estratégia essa, sabemos, objeto de todos os tipos de críticas e xingamentos por parte da imprensa, dos economistas de mercado e da antiga oposição.

2)    Se o governo busca adotar uma política fiscal arrojada, infere-se que ele esteja disposto a usar todos os meios para fazer a economia crescer, inclusive radicalizar aqueles meios usados por Dilma e que foram a base para o horror que “o mercado” e a “elite” têm da presidente.

3)     Mas isso seria considerado uma loucura, que precipitaria a explosão da dívida pública, se não fosse esperado pelo “mercado” uma redução abrupta e substantiva dos juros.

4)    Como a duplicação da previsão de déficit foi digerida amistosamente pelo “mercado”, a redução dos juros já está acertada entre “equipe econômica” e “mercado”.

5)    Porém, o governo é fraco e continua na mão de todos que viabilizaram o impeachment. Isso significa que o “mercado”, que se regozija com os juros altos, está ganhando em troca algo muito melhor.

6)    O que seria? O Pré-Sal?A radicalização das privatizações? A suspensão dos direitos trabalhistas e dos direitos previdenciários? A apropriação de uma gorda fatia dos recursos que iriam para educação e saúde? Tudo isso e um tanto mais. Na verdade, essas medidas já foram anunciadas pelo novo governo. Então, para ganhar tais prebendas, o mercado aceita a política fiscal contra-cíclica em 2016 e juros baixos. Esse é o pacto de que tanto se fala nesse novo ambiente político, o “pacto entreguista”.

7)    Mas isso não é muito impopular para ser realizado por um governo interino? Sim. E pode não dar certo e não dando certo sempre existe a possibilidade da volta do governo eleito.

8)    Nesse caso, a equipe econômica do Meirelles estaria preparando uma armadilha para manterDilma amarrada aos compromissos e políticas neoliberais propostas pelos interinos.

9)    A armadilha chama-se “mecanismo de fixação do teto da dívida” obrigando que os gastos públicos fiquem congelados em 2017, em termos reais!

10) Sabemos que a trégua do “mercado” à política fiscal irresponsável do governo interino se deve ao “pacto entreguista”. No entanto, na mídia, Meirelles vende que a trégua do mercado se deve à proposição do “mecanismo de fixação do teto da dívida”. Ou seja, o “mercado” está dizendo: “Eu não me preocupo com o fato de Temer ter um déficit duas vezes maior do que Dilma, porque Meirelles vai aprovar no Congresso um mecanismo que congela os gastos públicos em 2017, mesmo se Dilma voltar ao governo”.

11) Se isso acontecer, o Estado e o país ficarão ingovernáveis, no caso de volta de Dilma. Ou no mínimo, colocará Dilma novamente de joelhos frente ao Congresso e ao dono do Congresso, a mídia.

12) Caso Dilma não volte, Temer fulmina essa armadilha facilmente com o apoio que tem no Congresso, na mídia e no “mercado”.

13) Mas, antes disso, irão aprovar todo tipo de entrega do país. E Dilma, caso volte, estaria tão fraca e tão à mercê Congresso que não poderia reverter nada e teria que dar continuidade e implementar as políticas neoliberais de Meirelles.

14) O ex-ministro Nelson Barbosa já deu indicações de que deve continuar a mesma política de Meirelles, caso volte, pois, segundo ele, o que o governo interino está fazendo “não é novidade” e que propostas que ele mesmo lançou em março, como ministro de Dilma, Meirelles está anunciando agora.

15) Meirelles quer colocar o país entre o fogo e a frigideira. Logo, precisamos combater essas medidas.

 

 

A nova ordem mundial e

 

o governo golpista Temer

 

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Trabalhadores cobram preço pelo apoio a Dilma: remover arrocho fiscal que acelera desemprego

Ângela Merkel, primeira ministra da Alemanha, veio ao Brasil atrás de mercado para os produtos alemães, que estão estocados por falta de consumidores na Europa, submetida aos ajustes fiscais, que impedem os governos de gastarem para puxar a demanda global capitalista no velho continente. Mas, o que ela encontrou por aqui? Com os trabalhadores nas ruas apoiando o mandato da presidenta Dilma Rousseff, ameaçado pelos golpistas defensores do impeachment, mas exigindo, ao mesmo tempo, remoção do ajuste fiscal, que inviabiliza a produção, porque destroi os consumidores, os salários, os empregos, a renda, a arrecadação e os investimentos. Ou seja, o apoio dos trabalhadores à titular do Planalto é condicional. Ele somente terá durabilidade, se a situação econômica
PINTOU BRABO SINAL VERMELHO PARA DILMA ROUSSEFF: DESEMPREGO DISPARA COMO EFEITO DO AJUSTE LEVY. SEM REMOÇÃO DESSE ARROCHO, TRABALHADORES RETIRARÃO APOIO À PRESIDENTE QUE FICARÁ EXPOSTA AOS GOLPISTAS NO AMBIENTE POLITICAMENTE EXPLOSIVO DA OPERAÇÃO LAVAJATO QUE CHEGOU NESSA SEMANA AO CONGRESSO. A OPOSIÇÃO SABOREIA O DESASTRE GOVERNAMENTAL DE OLHO NAS ELEIÇÕES DE 2016 E 2018. Ângela Merkel, primeira ministra da Alemanha, veio ao Brasil atrás de mercado para os produtos alemães, que estão estocados por falta de consumidores na Europa, submetida aos ajustes fiscais, que impedem os governos de gastarem para puxar a demanda global capitalista no velho continente. Mas, o que ela encontrou por aqui? Com os trabalhadores nas ruas apoiando o mandato da presidenta Dilma Rousseff, ameaçado pelos golpistas defensores do impeachment, mas exigindo, ao mesmo tempo, remoção do ajuste fiscal, que inviabiliza a produção, porque destroi os consumidores, os salários, os empregos, a renda, a arrecadação e os investimentos. Ou seja, o apoio dos trabalhadores à titular do Planalto é condicional. Ele somente terá durabilidade, se a situação econômica caracterizada por paralisia for revertida. E essa reversão implica em discussão política sobre a forma de melhor distribuir a renda no País sem o que a crise irá continuar. Certamente, Merkel quer que os trabalhadores brasileiros tenham condições de consumir produtos alemães estocados por falta de consumidores, ao mesmo tempo em que aumenta a competição comercial global, no momento em que a China acelera desvalorização de sua moeda, para que os produtos chineses sejam mais competitivos. Todos querem ser mais competitivos, e a estratégia que adotam é a mesma: desvalorização cambial. Ou seja, o mundo caminha para acirramento da guerra cambial. O ajuste fiscal levyano, no Brasil, inviabiliza a competitividade brasileira, porque sua prioridade é manter juro elevado, para sustentar lucratividade crescente dos bancos, no ambiente em que o lucro nas atividades produtivas se torna impossível, devido à ausência de consumidores, que jogam as indústrias na deflação. O capitalismo global sinalizou nova possibilidade de crise essa semana com os mercados despencando: sobra mercadoria, falta consumidores. Levy quer conservar a situação acabando com os consumidores, com a chamada economia da demanda, para que, segundo ele, possa florescer a economia da oferta, da produção. Produção sem consumo? Mas como aumentar a produção, se o Banco Central, para combater a inflação, acelerada pelo juro alto,  aumenta, ainda mais, os juros? As empresas, com custos maiores de produção e sem consumidores, passam a viver de agiotagem, enquanto os concorrentes internacionais, como a Alemanha de Merkel, mantêm suas moedas desvalorizadas, para invadir o mercado brasileiro, tomando das indústrias consumidores e acelerando sua bancarrota. O mesmo vai acontecendo com China, Japão, Estados Unidos, Inglaterra, França, Coreia, todo mundo correndo para ter mais competitividade via juro baixo e moeda desvalorizada. Nesse contexto, o ajuste fiscal de Joaquim Levy e o juro alto de Tombini apenas se tornam garantias seguras de que os trabalhadores irão se rebelar contra o Governo Dilma. Nada melhor para a oposição diante das próximas eleições. Tudo fica ainda mais explosivo politicamente diante da Operação Lavajato que chegou ao Congresso para pegar os acusados de corrupção que se encontram no comando maior do Legislativo. Governar é chantagear, ao que tudo indica, passa a ser o tom da governabilidade daqui prá frente, pois todos envolvidos querem se salvar jogando sua culpa nas costas dos outros. Tempos cabeludíssimos.
kkkkkkkkkkkkkkkkk
O apoio dos trabalhadores ao governo tem um preço: combate ao desemprego que só ocorrerá se for removida austeridade econômica que caracteriza o Plano Levy, empenhado em concentrar renda na esfera capitalista financeira especulativa, enquanto os setores sociais estão sendo esmagados por falta de recursos públicos. Para os banqueiros, em forma de juro alto, tudo; para os trabalhadores, o desemprego. Situação politicamente exploisva.

Está pintando clima de crise capitalista mundial de novo, tipo a de 2007-2008, semelhante à crise de 1929, só que com muito mais intensidade e poder de fogo destrutivo.

Quer dizer, ela não deixou de existir.

Mantém-se como aquela cinza em fogo de acero.

Queima por baixo.

Na aparência, tudo indica que vai indo, no rumo da superação.

Porém, de repente, as contradições se apresentam e não se afastam e o fogo pode crepitar forte de novo

Em determinado momento, suas garras são expostas.

As preocupações se voltam para a China.

Desvalorização da moeda chinesa assusta o mundo.

Bolsas despencam, pois todas estão se valorizando especulativamente sem correspondência no mundo real, na produção de bens e serviços.

Guerra cambial à vista?

O capitalismo está naquela: tem capacidade produtiva global sobrando.

Os capitalistas não podem explorar ao máximo a produtividade.

Emergiria deflação.

Excesso de banana na feira, sem quantidade de consumidores suficiente para consumi-las, joga os preços para baixo.

Apodrece.

Estocada em excesso, a China quer desovar mercadorias.

Câmbio desvalorizado joga elas para fora.

Mas, e os outros?

Os estoques estão para todos os lados: Estados Unidos, Europa, Japão, China, Brasil.

Por aqui, os pátios das montadoras automobilísticas se encontram abarrotados de carros.

O governo, nessa semana, determinou aos bancos públicos que financiem o mercado de automóveis.

O desemprego, no setor, responsável por agregar ampla cadeia produtiva, que puxa a demanda global, sai pelo ladrão.

Desemprego sinaliza desinvestimento.

 Em tempos de crise política, de racha, parece, inevitável das forças governistas, aumento de desempregados produz cheiro de pólvora.

Se todos estão estocados, se todos partem para a desvalorização de suas moedas, cada qual querendo deslocar o outro no mercado, evidentemente, a crise se instala no comércio internacional.

Sobra mercadoria, falta consumidor.

Complicou-se a situação no ambiente capitalista global da produção e do consumo, ou seja, nos dois departamentos do capitalismo nos quais floresceu, a partir do século 18, a economia clássica: o departamento I(produtor de bens de produção) e o II(produtor de bens de consumo).

Emergiu contradição clássica: deflação tende a acelerar-se por falta de renda suficiente para consumir a capacidade produtiva do sistema, impulsionado pela ciência e tecnologia colocadas a serviço da produção.

Como os capitalistas somente produzem se tiverem lucros, e estes somente se tornam possíveis se ocorre a distribuição desigual do produto, a produção tende a entrar em colapso, se a continuidade do lucro cessar em decorrência da insuficiência de consumo, afetado pela concentração de renda.

A saída, portanto, não se encontra na economia de mercado, no livre jogo da produção e do consumo, tendo o lucro por objetivo.

A crise de sobreacumulação de capital, no embate entre departamento I(bens de produção) e departamento II(bens de consumo), no ambiente de queda da taxa de lucro, devido à distribuição desigual  da renda, necessária para que o lucro do capitalista se realize, somente se torna possível mediante duas providências:

1 – distribuição de renda mais acelerada, para eliminar a concentração dela que destroi a lucratividade e afasta investidor, ou

2 – intervenção do Estado na economia, que se transforma em departamento III, para tirar o I e o II da crise de realização de lucro.

Qual a mercadoria que o Estado consome, se ele não produz nada?

Não-mercadorias: consumidores que não produzem, mas que consomem aquilo que o dinheiro estatal adquire para dissipar: guerras, funcionários públicos, obras públicas, produtos bélicos e espaciais etc, etc.(Crise da Ideologia Keynesiana, Lauro Campos, Ed. Campus, 1980)

Para tanto, o governo emite moeda(capital), se tornando consumidor que estabiliza os departamentos I e II no ambiente de escassez relativa, para sustentar inflação capaz de reverter deflação que a contradição entre ambos os leva à crise de realização de lucros.

O limite para o funcionamento do departamento III exercer essa função histórica é sua capacidade de endividamento.

Enquanto essa capacidade de endividar-se não foi contestada pelos que compram os títulos emitidos pelo governo para exercitar a função de consumidor autonomizado, capaz de dinamizar o capitalismo, que deixa o livre mercado para viver sob fase intervencionista – necessariamente, intervencionista – o sistema funcionou relativamente bem.

Depois que o endividamento estatal se tornou excessivo, sinalizando risco permanente aos credores, estes correm do perigo de bancarrota do devedor crônico.

Exigem, para continuar o jogo, ajuste fiscal draconiano, desmobilização de patrimônio etc e tal, o que resolve, apenas, em parte o problema, porque a questão maior é outra.

Sem capacidade de continuar intervindo na economia, de forma cada vez mais crescente, o departamento III(estado), imobilizado, econômica e financeiramente, acelera a crise deflacionária nos departamentos I(produção) e II(consumo).

Ou seja, ajuste fiscal excessivo, no departamento III, como o que caracteriza o Plano Levy, por exemplo, totalmente, irracional, anticapitalista, aprofunda desestruturação dos departamentos I e II.

Volta-se à situação histórica anterior: os departamentos I e II, sem a intervenção do departamento III, morrem de deflação.

Os governos dos países capitalistas ricos – Estados Unidos, Europa, Japão, Inglaterra e, agora, China – aceleram intervenção, em forma de desvalorização de suas moedas e redução das taxas de juros.

Criam, dessa forma, situação favorável aos setores produtivos, enquanto jogam seus problemas para os outros, em forma de sobrevalorização cambial dos concorrentes, aumento de dívidas, sucateamento industrial, aumento de desemprego.

Aceleram, dessa forma, assalto imperialista dos ricos sobre os pobres em escala acelerada.

Os trabalhadores foram às ruas essa semana para defender o governo dos golpistas da oposição favoráveis ao impeachment, mas discordam do Plano Levy, porque vêem nele a destruição dos seus empregos.

Eles deram claro recado à presidenta Dilma: se quiser continuar tendo esse apoio, para uma proposta de desenvolvimento nacionalista, diante da crise social e econômica que se aprofunda, sob neoliberalismo, precisa remover a austeridade levyana.

Beth Carvalho, a grande sambista,

nacionalista, repudiou o movimento

direitista que usou sua música

para defender impeachment.

Os golpistas pegaram canoa errada.

Beth nunca esteve na deles.

 

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Agiotagem fiscal quebra RGS e PR radicaliza contra lucro bancário. Dívida agita Congresso

kkkkkkkkkkkkkkkk
NACIONALISMO PARANAENSE EM CENA. AGITAÇÃO POLÍTICA NO SENADO NO DIA EM QUE RENAN ACERTA POLITICAMENTE NOVO AJUSTE FISCAL COM O GOVERNO DILMA NO AMBIENTE DE DISCUSSÃO DO IMPEACHMENT PRESIDENCIAL EM AVALIAÇÃO NO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO E NO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. O Paraná resolveu agir contra agiotagem fiscal praticada pelos credores do governo. Quer renegociação da dívida pública e taxas de juros incidentes sobre ela, para abrir espaço ao desenvolvimento econômico sustentável, como passou a defender o tucano senador Álvaro Dias. Para não perder espaço para o PSDB, a petista senadora Gleisi Hoffman encaminhou em seguida projeto de lei que determina cobrança de imposto com alíquota de 23% sobre os lucros dos bancos, os que mais faturam, enquanto as forças produtivas se afogam na recessão. E o senador Roberto Requião, do PMDB, que, antes dos seus dois colegas, já reclama da agiotagem fiscal, como o problema central da economia, a ser superado, continua na ofensiva nacionalista de ataque ao projeto de lei de José Serra, senador tucano, que entrega, de bandeja, às multinacionais do petróleo o trilionário pré sal, cujas reservas são estimadas em 176 bilhões de barris, a maior do mundo. Os paranaenses forçam o senador Renan Calheiros a ser mais agressivo na negociação com o Governo Dilma para romper o ajuste fiscal a partir do ataque à questão central, o endividamento público. Essa força política do sul pode ou não arrastar os demais estados da Federação, que se encontram financeiramente liquidados? O caráter político que ganha o ajuste fiscal abre novas perspectivas na relação Legislativo e Executivo, criando nova correlação de forças entre os dois poderes.
kkkkkkkkkkkkk
GAÚCHOS HUMILHADOS PELO PALÁCIO DO PLANALTO SE TORNAM ESCRAVOS DA AGIOTAGEM FISCAL QUE INVIABILIZA DESENVOLVIMENTO NACIONAL. O governador Sartori está sob humilhação total imposta pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que mandou suspender repasse de verbas federais ao Rio Grande do Sul como represália ao calote dado pelo titular do governo gaúcho ao tesouro nacional. Sartori saiu com as mãos abanando da Fazenda. Por que se submeteu à humilhação perante o representante dos banqueiros, no governo, sem esboçar uma enérgica reação política? Os gaúchos, orgulhosos da sua autonomia política, estão, no momento, desmoralizados, com as finanças estaduais em frangalho, sob o tacão do homem do Bradesco no governo Dilma.

Sucessão presidencial em

2018 coloca como plataforma

política principal entre

candidados o

 

Renan e Levy têm hoje encontro decisivo para traçar novo perfil para o ajuste fiscal, de caráter mais político do que econômico. Renan está sob pressão do Paraná para debater temas mais ousados, como o da dívida pública, principal foco do déficit público. Levy, representante dos banqueiros, no Governo, foge do tema como o diabo da cruz, para não incomodar seus patrões da banca, os responsáveis pela agiotagem fiscal que destruiu finanças do Rio Grande do Sul
Renan e Levy têm hoje encontro decisivo para traçar novo perfil para o ajuste fiscal, de caráter mais político do que econômico. Renan está sob pressão do Paraná para debater temas mais ousados, como o da dívida pública, principal foco do déficit público. Levy, representante dos banqueiros, no Governo, foge do tema como o diabo da cruz, para não incomodar seus patrões da banca, os responsáveis pela agiotagem fiscal que destruiu finanças do Rio Grande do Sul

A guerra política contra a agiotagem fiscal, maior fonte de deficit público nacional, desconsiderada no ajuste de araque Levy, agita, essa semana, as bancadas do Paraná e do Rio Grande do Sul, no Senado, podendo extrapolar para o resto da Federação afogada em dívidas e juros impagáveis.

O senador tucano Álvaro Dias(PSDB-PR), praticamente, tomou o discurso da esquerda, na terça feira, depois que o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros(PMDB-AL), listou 28 propostas econômicas, acertadas com a equipe do governo, para tentar conduzir, politicamente, o ajuste fiscal, no Legislativo.

O presidente do Congresso desarmou, com a proposta, o golpe do impeachment articulado pelo senador mineiro tucano Aécio Neves, mas está longe de ser solução para a crise econômica.

Puro esparadrapo em ferida em sangramento aberto, incapaz de resolver o problema central do déficit: a dívida pública nacional, que, próxima dos R$ 4 trilhões, exige o pagamento de juros e amortizações da ordem de R$ 1,3 trilhão, correspondente a 45,7% do total do Orçamento Geral da União(OGU), estimado para 2015.

Sangria desatada.

Não foi à toa, portanto, que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ), considerou puro jogo de espuma a negociação Renan-Levy, sem a participação dele, no ambiente de regime bicameral.

Por que Álvaro Dias tomou o discurso da esquerda, do PT, nesse contexto de endividamento explosivo?

 

tema da dívida

pública que se transformou

no principal gargalho ao

desenvolvimento econômico

 

 

calotesSimples: é candidato à Presidência da República em 2018 e sabe que se não encarar a questão econômica central – o endividamento público impagável – não formulará proposta capaz de sensibilizar o eleitorado, prejudicado pela agiotagem fiscal desenfreada.

Dias pediu ao senador Renan mais ousadia, mais agressividade do Legislativo no enfrentamento da dívida, que cresce incontrolavelmente no tropel dos juros selic(14,25%), inviaiblizando qualquer projeto de desenvolvimento sustentável.

Trata-se de caminhar para ampla renegociação da dívida pública, tarefa que, de acordo com Dias, deve ser conduzida, politicamente, por Renan.

Incomodada e enciumada com a proposta ousada e surpreendente do Senador Dias, um tucano conservador de direita, de quem não se esperaria algo incômodo aos banqueiros, aos quais a tucanagem sempre se rende, sua colega Senadora Gleisi Hoffmam(PT-PR), na quarta, propôs projeto de lei que determina cobra de 23% sobre os lucros dos bancos.

A economia está no buraco, mas os lucros dos bancos, atuando em regime de oligopólio, não param de crescer.

Por que os petistas não tomaram providências nesse sentido, deixando o PSDB ultrapassá-los?

O fato é que o PT no poder se acomodou politicamente quanto à agiotagem bancária que inviabiliza o desenvolvimento nacional.

Não se vê, na tribuna, posições críticas dos líderes petistas contra o oligopólio da agiotagem que impõe ao Banco Central a sua ordem de manter os juros nas nuvens como arma de combate à inflação, sem que esta se reduza por conta de cada puxada violenta nas taxas.

 

sustentável, devido à agiotagem

praticada sobre ela pelos

banqueiros protegidos em

 

calotesA reação do Senado ao ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy vai, portanto, entrando no caminho de posicionamento nacionalista, que, há tempos, é defendido por outro senador paraneanse, o nacionalista radical Roberto Requião, maior opositor da proposta do senador José Serra(PSDB-SP), de entregar, de bandeja, o pré sal às multinacionais do petróleo.

Ou seja, o Paraná vai se configurando no Estado, cuja representação, no Senado, passa a incomodar a bancocracia, protegida, constitucionalmente, pelo artigo 166, § 3º, II, b da Constituição, que proibe, como cláusula pétrea, contingenciamento dos recursos orçamentários destinados ao pagamento dos serviços da dívida.

Prioridade absoluta da política macroeconômica, não contestada pela liderança petista, tal artigo representa a escravidão jurista vigente na vida nacional, desde 1988, ano em que nasceu a Constituição da Nova República.

Enquanto os bancos são protegidos, com cláusula pétre constitucional, todos os demais setores da economia, que dizem respeito aos interesses fundamentais da sociedade(saúde, educação, transporte, segurança, infraestrutura, saneamento, justiça, agricultura, indústria etc, etc), são, sistematicamente, contingenciados, para fazer caixa a fim de satisfazer os interesses da banca.

Eis porque estados e municipios estão falidos e incapazes de liquidar seus papagaios, no ambiente do ajuste fiscal economicida baixado por Joaquim Levy, que destroi a arrecadação.

Consequentemente, pioram, ainda mais, as condições financeiras das unidades federativas.

 

seus interesses pela própria

Constituição, evidenciando

seu caráter impopular, contrário

ao interesse público

 

calotesDiante desse quadro, o governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, decretou calote.

Suspendeu pagamento da dívida ao tesouro nacional, para priorizar os salários dos servidores em atraso.

O governador Sartori desembarcou em Brasília de chapeu na mão para pedir socorro.

Uma humilhação para os gaúchos, orgulhosos de sua autonomia federativa.

O ministro da Fazenda, diante do calote Sartori, suspendeu repasse de recursos federais ao Rio Grande do Sul.

Estrangulamento financeiro nos pampas pelo homem que defende, no governo, os interesses dos banqueiros.

Eis uma bomba atômica política que mexerá com toda a Federação no ambiente de renegociação política do ajuste fiscal que Renan iniciou essa semana com a presidenta Dilma para neutralizar a direita empenhada em levar adiante o impeachment dilmista.

Grandes negociações políticas à vista, porque governadores abriram o bico diante das condições draconianas estabelecidas pelo governo – monitorado pelos credores agiotas – de exigir deles correção de suas dívidas pelo juro selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano, compromtendo, anualmente, no mínimo 13% da receita corrente líquida.

A Federação chegou ao limite diante dessa agiotagem fiscal draconiana.

 

 

Pauta bomba é continuar dando 45% do Orçamento Geral da União a banqueiro

A trajetória da dívida pública brasileira é explosiva. Sem desarmar essa bomba, o País entra em colapso. Não há liderança política no Brasil, como acontece na Grécia, nesse momento, para colocar o endividamento público explosivo, como principal problema da economia, que está causando a crise política. Os números e o gráfico acima não mentem. Os brasileiroa se transformam, rapidamente, em escravos do sistema financeiro, que tem, para defendê-lo, sua eficiente porta voz, a grande mídia antinacional.
A RAZÃO DO PANELAÇO CONTRA A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF ESTÁ AQUI: NÃO É POSSÍVEL GOVERNAR, APENAS, PARA OS CREDORES DO GOVERNO, ENQUANTO A SOCIEDADE É CONVOCADA A SE TRANSFORMAR EM ESCRAVA DOS BANQUEIROS. A trajetória da dívida pública brasileira é explosiva. Sem desarmar essa bomba, o País entra em colapso. Não há liderança política no Brasil, como acontece na Grécia, nesse momento, para colocar o endividamento público explosivo, como principal problema da economia, que está causando a crise política. Os números e o gráfico acima não mentem. Os brasileiros se transformam, rapidamente, em escravos do sistema financeiro, que tem, para defendê-lo, sua eficiente porta voz, a grande mídia antinacional.(Fonte: Auditoria Cidadã da Dívida, dados do Tesouro Nacional)

O presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha, sem dúvida, é a cabeça mais brilhante do Congresso, nesse momento. No que ele está mirando: nas eleições municipais do próximo ano, é claro. Por isso, está atraindo o plenário, em peso, para aprovar medidas populares, como o reajuste do funcionalismo. E outras providências populares estão no seu foco essencial. Se não agir nesse sentido, o povo, que elege os políticos, vão votar contra o PMDB e, evidentemente, contra o PT, no ano que vem e, também, em 2018. Essas medidas sociais que favorecem os assalariados vão prejudicar o ajuste fiscal que o vice presidente Michel Temer e o m inistro da Fazenda estão defendendo, em nome da salvação nacional? Cunha não está nem aí. A pauta bomba que coloca em cena vai deixar o governo diante da necessidade de chamar os credores para renegociar a dívida, esticando prazos e diminuindo juros, pois, caso contrário, haverá implosão financeira orçamentária. O povo não suporta a crise financeira. E o que está destruindo a economia é, justamente, a questão financeira,como os números evidenciam. O premio nobel de economia, Joseph Stiglitz, alertou: o Brasil precisa de uma reforma financeira, não, fiscal, como tenta fazer crer o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, homem do Bradesco, que acaba de comprar o HSBS, graças aos extrraordinários lucros que está obtendo com a ajuda da taxa de juros mais alta do mundo. Os juros enriquecem os bancos e empobrecem o povo. O desajuste fiscal está aí. Eduardo Cunha, de olho nos votos, aprova pauta que contraria os bancos. O PT aplaudiu; o PSDB deverá aplaudir. Temer está sendo ultrapassado por Cunha. Renan, entre Cunha e Temer, adotará que posição? O Congresso foge do ajuste fiscal como o diabo da cruz. A estrategia de Levy, descobriu Cunha, ajuda eleger a oposição. Se o presidente da Cãmara, já escalado para padecer sob ataques dos procuradores, na Operação Lavajato, insistir numa pauta antipopular, estará mais perdido, ainda. Fugir do ajuste fiscal vai se tornando questão de vida ou morte para os congressistas ameaçados pela Lavajato.
O CONGRESSO, NESSA SEMANA, APROVANDO MEDIDAS QUE CONTRARIAM O AJUSTE FISCAL, INDICA QUE NÃO VAI SACRIFICAR O POVO PARA FAVORECER MEIA DÚZIA DE AGIOTAS SANGUESSUGAS DA NAÇÃO. O presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha, sem dúvida, é a cabeça mais agressiva, ousada e destemida do Congresso, nesse momento. No que ele está mirando? Nas eleições municipais do próximo ano, é claro, alvo do interesse da sua base, no Parlamento, o baixo clero. Por isso, está atraindo o plenário, em peso, para aprovar medidas populares, como o reajuste do funcionalismo. E outras providências semelhantes estão no seu foco essencial. Se não agir nesse sentido, o povo, que elege os políticos, vai votar contra o PMDB e, evidentemente, contra o PT, no ano que vem e, também, em 2018. Essas medidas sociais que favorecem os assalariados vão prejudicar o ajuste fiscal que o vice presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda estão defendendo, em nome da salvação nacional? Cunha não está nem aí. A pauta bomba que coloca em cena vai deixar o governo diante da necessidade de chamar os credores para renegociar a dívida, esticando prazos e diminuindo juros, pois, caso contrário, haverá implosão financeira orçamentária. O povo não suporta a crise financeira. E o que está destruindo a economia é, justamente, a questão financeira,como os números evidenciam. O premio nobel de economia, Joseph Stiglitz, alertou: o Brasil precisa de uma reforma financeira, não, fiscal, como tenta fazer crer o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, homem do Bradesco, que acaba de comprar o HSBS, graças aos extrraordinários lucros que está obtendo com a ajuda da taxa de juros mais alta do mundo. Os juros enriquecem os bancos e empobrecem o povo. O desajuste fiscal está aí. Eduardo Cunha, de olho nos votos, aprova pauta que contraria os bancos. O PT aplaudiu; o PSDB deverá aplaudir. Temer está sendo ultrapassado por Cunha. Renan, entre Cunha e Temer, adotará que posição? O Congresso foge do ajuste fiscal como o diabo da cruz. A estrategia de Levy, descobriu Cunha, ajuda eleger a oposição. Se o presidente da Cãmara, já escalado para padecer sob ataques dos procuradores, na Operação Lavajato, insistir numa pauta antipopular, estará mais perdido, ainda. Fugir do ajuste fiscal vai se tornando questão de vida ou morte para os congressistas ameaçados pela Lavajato.

Reviravolta

espetacular

no cenário

bombaNão há saída para a economia se não houver renegociação da dívida pública interna brasileira.

Ela está, nesse ano, consumindo quase 46% do Orçamento Geral da União(OGU).

Do total estimado do OGU, em R$ 2,8 trilhões, R$ 1,3 trilhão, aproximadamente, destina-se ao pagamento de juros e amortizações.

O restante tem que ser dividido para o resto da população.

Por isso, falta verbas para a saúde, para a educação, para os transportes, para a infraestrutura, para saneamento básico etc, etc, etc.

Essa é a pauta bomba que não deixa o País andar.

Para os banqueiros, tudo; para a população, as migalhas; o povo se transformou em escravo dos agiotas.

político:

jogando

 contra

ajuste fiscal,

bombaA crise que salta aos olhos, mas parece que não se quer enxergar, especialmente, a grande mídia, porta voz dos credores, é, puramente financeira.

O Brasil, como disse o prêmio nobel de economia, Joseph Stiglitz, dos Estados Unidos, reclama, urgentemente, reforma financeira.

Os economistas nacionais fogem do problema.

O vice-presidente da República, Michel Temer, coordenador político do governo Dilma Rousseff, jogou, ontem, a toalha: a crise é gravíssima e o ponto central é a economia, disse.

Mas, ele não toca na essência, foge do problema.

Alerta que o Congresso não deve aprovar medidas que aumentem os gastos.

Repete a Rede Globo.

Miriam Leitão, comentarista econômica da Globo, deu a dica para a fala de Temer.

Ampliar gasto público, agora, é aumentar o déficit, é jogar contra o País, diz.

Mas, que gasto, qual déficit, como qualificá-lo, sem, necessariamente, homgeneizá-lo?

deputado Eduardo

Cunha, passou

a atrair o

bombaQual a maior fonte do déficit?

Basta olhar os números do OGU.

A covardia é total: não se fala que a maior fonte do déficit é a especulação financeira com a taxa de juro.

O medo é geral de incomodar os credores.

Todo o bafafá da corrupção e seus números são fichinhas perto do que os banqueiros levam, corrompendo as finanças por meio do sistema da dívida, que investigações auditadas revelam estarem possuídas de irregularidades, ilegalidades etc e tal.

Renegociar a dívida, esticar prazos e fixar taxas de juros mais baixas: essa é a saída para enfrentar o deficit que é bombeado pela especulação.

Caso contrário, haverá explosão financeira.

Governos estaduais, prefeituras e o próprio governo federal já estão pedindo água.

Os consumidores, no cartão de crédito, idem.

próprio PT,

bem como o PMDB,

ao mesmo tempo

bombaA inadimplência se amplia incontrolavelmente.

Enquanto no mundo capitalista desenvolvido – refletindo no resto – a taxa de juro se situa na casa dos zero ou negativa, para evitar o agravamento financeiro dos governos, rendidos ao endividamento público, em decorrência da falência do modelo keynesiano, no Brasil, vigora-se a taxa mais alta do mundo.

De nada adianta apertar os salários, o consumo, destruir as rendas fixas, aumentar os preços das tarifas públicas em nome de ajuste fiscal, se tudo vai por água abaixo quando se dá uma puxada de um ponto percentual nos juros básicos, correspondente a, no mínimo, R$ 15 bilhões de gastos.

Se já foram dados sete aumentos consecutivos: mais de R$ 100 bilhões, para os credores, foram canalizados, superando, de muito, a totalidade programada do ajuste, na casa dos R$ 70 bilhões.

Conta de dona de casa.

O Congresso está sob ataque da população para que aprove medidas de cunho social, para melhorar a vida dos assalariados, como aumentos das receitas deles, erodidas pelos juros, que estão empobrecendo, em escalada, a população, destruindo seu poder de compra.

Há uma clara chantagem da grande mídia, de comentaristas neoliberais em geral, quando dizem que o perigo é os congressistas aprovarem pauta bomba, nesse segundo semestre.

em que isola

os defensores

do arrocho,

Temer e Levy.

bombaMas, que bomba?

Dar mais recursos aos aposentados, aos assalariados, canalizar mais verbas para os investimentos, tirando do orçamento, ou continuar cumprindo um roteiro suicida de pagar juros escorchantes aos agiotas que tomaram conta das finanças públicas, a partir do domínio mantido sobre os congressistas por meio de legislação eleitoral permissiva que compra os seus mandatos, condicionando-os a agirem de acordo com a banca?

Os resultados estão aí, evidenciando a destruição da economia: a indústria nacional registrou queda de quase 7% no primeiro semestre, acelerando desemprego, queda de renda, de consumo, de arrecadação, de investimento.

Enquanto a economia sofre tombos atrás de tombos, os lucros dos bancos, ao contrário, apresentam performances especutulares.

Organizados em oligopólios, que obrigam o Banco Central a praticar política monetária antidesenvolvimentista, antinacionalista, entreguista, os banqueiros sobreacumulam capital que somente pode se reproduzir, em escala ampliada, por meio da especulação e não mais por meio da produção e do consumo.

A crise política é não mais do que um mero corolário do desastre econômico.