Canoa neoliberal de Temer à deriva no carnaval

SE ALGUM CHEFE MILITAR, TIPO MARECHAL LOTT, BATER FORTE NA MESA, GOVERNO CAI; TODO MUNDO CORRE Governo na lama e à deriva tenta se cercar por meio de pura politicagem, envolvendo legislativo, judiciário e executivo em pacto de morte antiético. Mas, a economia em colapso por conta do garroteamento geral dos gastos não financeiro(saúde, educação, infraestrutura, segurança etc) para favorecer gastos financeiros, juros e amortizações da dívida, como prioridade absoluta,
SE ALGUM CHEFE MILITAR, TIPO MARECHAL LOTT, BATER FORTE NA MESA, GOVERNO CAI; TODO MUNDO CORRE
Governo na lama e à deriva tenta se cercar por meio de pura politicagem, envolvendo legislativo, judiciário e executivo em pacto de morte antiético. A economia em colapso por conta do garroteamento geral dos gastos não financeiro(saúde, educação, infraestrutura, segurança etc) para favorecer gastos financeiros(juros e amortizações da dívida, como prioridade absoluta), inviabiliza as forças produtivas e põe o pais de pernas para o ar. A segurança nacional está em perigo total. Os militares estão preocupadíssimos com o desastre neoliberal temerista. No limite do desastre, pode pintar triunvirato.

 

O general do Exército,

 

Eduardo Villas Boas,

 

deu o grito e a casa do

 

governo neoliberal

 

golpista balançou.

 

PRONTIDÃO TOTAL CONTRA PERIGO NEOLIBERAL O general nacionalista do Exército Eduardo Villas Boas alertou que país está à deriva. Quarteis estão em alerta contra a insegurança nacional potencializada pela política econômica neoliberal que aumenta o desemprego em proporções nunca vista.
PRONTIDÃO TOTAL CONTRA PERIGO NEOLIBERAL
O general nacionalista do Exército Eduardo Villas Boas alertou que país está à deriva. Quarteis estão em alerta contra a insegurança nacional potencializada pela política econômica neoliberal que aumenta o desemprego em proporções nunca vista.

Ele disse que o País está à deriva.

Não sabe para onde ir.

Política neoliberal é o maior fator de insegurança nacional.

Está indo para o sal, se já não foi, o que é caro aos militares, a Política de Defesa Nacional, que tem por base o pensamento nacionalista, aprovado em 2005, e a Estratégia Nacional de Defesa, em 2007, que estrutura o jogo nacionalista com intensificação das relações do Brasil com a América do Sul.

O neoliberalismo econômico radical de Meirelles-Temer se transforma em fator de insegurança total, na medida em que desarmou a principal empresa estatal, abrindo mão da reserva do pré sal, alvo central das  multinacionais petroleiras.

Os quarteis se preocupam com a insegurança decorrente do entreguismo econômico, acompanhado da corrupção que se espraiou feito febre amarela.

Duas semanas depois da fala do general, não repercutida, devidamente, pela grande mídia,  avalista do golpe neoliberal, já se vê a repercussão.

O governo desmorona-se e ministros caem como castelo de cartas.

O senador tucano paulista José Serra, ministro das Relações Exteriores, acusado de levar propina de R$ 23 milhões, depositados no exterior, dançou.

A presença dele, nas Relações Exteriores, foi desastre completo.

Aprofundou cisão na América do Sul.

Praticamente, todo mundo contra o golpe no Brasil e sua estratégia de entregar o pré sal, que coloca o continente sob a geopolítica dos Estados Unidos, com a Quarta Frota Americana nas fronteiras nacionais de forma permanente.

Acelerou insegurança das forças militares, agora, preocupadíssimas em virar polícia para conter violência, nos estados e municípios.

Elas sabem que as causas estão desarticulação total da economia, a partir do congelamento, por vinte anos, dos gastos públicos.

Tal decisão favorece, apenas, os especuladores, que dominam o Banco Central, agora, que o dólar se desvaloriza rapidamente estimulando jogatina que aprofunda dívida e desarticulação econômica.

Nenhum país do mundo radicalizou tanto o neoliberalismo como se vê no Brasil de Temer.

Dois dias depois da queda de Serra, chegou a vez de Padilha, da Casa Civil.

Atolado na Lavajato, delatado pelo amigo de Temer, Yunes, acusado de receber R$ 4 milhões de repasses de R$ 10 milhões feitos por empreiteira Odebrecht, Padilha, como ministro, já era.

Bichado, se continuar perto do presidente, contamina-o ainda mais, visto que Temer, também, tem seu nome listado no jogo das propinas.

Diante do escândalo fenomenal, o ministro balança mais não cai caiu, saindo de “licença” para tratar de próstata.

O PMDB, sob pressão do PSDB, que atua como vampiro, está completamente rachado diante das reformas previdenciária e trabalhista.

Uma parte do partido(Moreira Franco) está disposta a deixar a reforma da previdência prá lá; outra(Romero Jucá) está interessada em ir em frente, para agradar os bancos, mas a insegurança é visível.

As reformas detonam luta de classes país afora, elevando a insegurança nacional – eis o que os militares mais temem no momento.

Os peemedebistas, cercados pela Operação Blecaute, variante da Lavajato, estão sendo empurrados para o abismo.

Poderão ser destroçados na eleição de 2018, se apartarem, como ocorre, da população, comandando iniciativas antipopulares.

Hoje, o partido de Ulisses está todo no colo da Febraban, interessada em privatizar, aceleradamente, empresas de saneamento, eletricidade e bancos em todos os estados da Federação.

Querem, através do discurso radical de Meirelles, pegar patrimônio público como garantia da dívida cuja quitação vai virando risco elevado no compasso da recessão.

Meirelles é o porta voz dos abutres.

Os empresários, igualmente, caíram em si diante do desastre neoliberal, que destrói renda disponível para o consumo.

Investir para vender prá quem?

Ademais veem suas conquistas rompidas, como a de disporem da garantia de produzir partes, peças e componentes para as demandas da maior estatal brasileira, dando lugar às concorrentes estrangeiras.

Temer é o anti-Trump.

Trump nacionalista quer proteger empresas americanas.

Temer, entreguista, quer o contrário: destruir empresas brasileiras.

Pedro Parente, presidente da Petrobrás, não quer saber de empresa nacional vendendo para empresa nacional.

|Nesse ambiente de entreguismo desvairado e de depressão geral e juros na lua, a  inflação, sim, cai, mas com ela, como dizem os hermanos argentinos, cai todo lo más.

O colapso econômico, que a mídia se esforça em esconder, é a pauta permanente na Confederação Nacional da Indústria, que, no entanto, busca ressaltar consequências, não as causas.

Defende renegociação de pagamentos de tributos, ampliação de prazos para multas, juros etc.

Perfumaria.

Que adianta aliviar despesas, se as receitas das empresas, vindas do consumo, não se realizam por causa dos ataques aos salários em decorrência da depressão econômica?

A destruição antinacionalista apavora o general Villas Boas.

 

Vira ou não vira?

 

Previdência acirra luta de classes: une trabalhadores e racha Governo Temer

A resistência do deputado Paulinho da Força à reforma da Previdência Social, semelhante à que se amplia na sociedade e nas centrais sindicais de esquerda, demonstram que o presidente Temer não vai ter maioria para aprovar o projeto no Congresso, onde se reflete a luta de classe na sociedade em torno do assunto.
A resistência do deputado Paulinho da Força à reforma da Previdência Social, semelhante à que se amplia na sociedade e nas centrais sindicais de esquerda, demonstra que o presidente Temer não vai ter maioria para aprovar o projeto no Congresso, onde se reflete lutas de classes em torno do assunto. Quem vai perder com isso é o PMDB, que já se racha entre seus cardeais, Moreira Franco e Romero Jucá. O PSDB, que leva peemedebistas para o campo ultraneoliberal, só espera o parceiro de ocasião se desgastar, para pular fora do barco, que se afunda enquanto avança a recessão econômica no compasso do congelamento geral dos gastos públicos

 

O PMDB VAI CAVANDO SUA PRÓPRIA

 

SEPULTURA  ENQUANTO TOCA

 

PROGRAMA NEOLIBERAL ANTIPOPULAR

 

 

Dilma escreveu recente artigo em que canta a bola: a reforma neoliberal joga o setor produtivo contra o setor financeiro. Os empresários perdem demanda com a redução da renda disponível dos trabalhadores para o consumo, porque as reformas beneficiam apenas os especuladores do mercado comandados pela Febraban
Candidata ao Senado, em 2018, Dilma escreveu recente artigo em que canta a bola: a reforma neoliberal joga o setor produtivo contra o setor financeiro. Os empresários perdem demanda com a redução da renda disponível dos trabalhadores para o consumo, porque as reformas beneficiam apenas os especuladores do mercado comandados pela Febraban. A Fiesp está indignada. Pode pinta aliança trabalhadores-empresários contra a Febraban.

Até agora a direita neoliberal golpista conseguiu alcançar seus objetivos: tirar o PT do poder, com impeachment sem crime de responsabilidade para derrubar a presidenta Dilma; aprovar o congelamento de gastos públicos por vinte anos, para priorizar pagamento dos juros aos bancos em detrimento dos interesses das forças produtivas, trabalhadores e empresários; flexibilização do pré sal, abrindo-o às multinacionais; e sentar em cima da Operação Lavajato, por meio de artimanhas parlamentares e jurídicas, expressas na indicação do ex-ministro da Justiça, Alexandre Moraes, homem de confiança do presidente, para ocupar vaga de Teori Zavascki, no STF.

Os golpistas, por meio de politicagem fantástica, conseguem, ao lado das reformas conservadoras, unirem-se, para se auto-protegerem das acusações de corrupção, de forma que não tem chance de integrar o governo senão os que estão acusados na Lavajato.

Lula convocou empresário, José Alencar Gomes da Silva, para dividir o poder e contornar relativamente a luta de classes. Beneficiou produtores e banqueiros, enquanto fez política social distributiva de renda. Amador, Temer, no poder, jogo, apenas, com os poderosos. Sua base no Congresso começa. PMDB temerista cava sua própria cova para eleição de 2008
Lula convocou empresário, José Alencar Gomes da Silva, para dividir o poder e contornar relativamente a luta de classes. Beneficiou produtores e banqueiros, enquanto fez política social distributiva de renda. Amador, Temer, no poder, joga, apenas, com os poderosos. Sua base no Congresso começa a dançar. PMDB temerista cava sua própria cova para eleição de 2018

Todos estão abraçados no Governo da Lavajato.

Até quando ninguém sabe.

Os banqueiros, que ocuparam o Ministério da Fazenda, com Henrique Meirelles, e o Banco Central, com Ilan Goldfjan, homem do Itaú, foram os grandes vencedores, com a armação conservadora direitista na economia, para preservar a parte do leão do Orçamento Geral da União, para pagar gastos financeiros – juros e amortizações da dívida – , como prioridade absoluta da política macroeconômica, às custas dos gastos não financeiros – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc.

Estão conseguindo também, graças à pertinácia de Meirelles, amplamente, apoiado pela grande mídia, fiadora do golpe neoliberal, enquadrar estados e municípios, prometendo dinheiro ralo em troca de contrapartidas poderosas, expressas privatizações das empresas de saneamento, eletricidade e bancos estaduais.

Homem da infraestruturra, que quer alavancar a produção com capital externo e interno, conjuntamente, Moreira Franco viu que a reforma da Previdência, como proposta, sangra o PMDB em 2018, tornando partidozinho sem importância. A política começou a falar mais alto. Quer liberar a bancada na votação da Previdência. Jogou a toalha sem antes começar o jogo.
Homem da infraestrutura, que quer alavancar a produção com capital externo e interno, conjuntamente, Moreira Franco viu que a reforma da Previdência, como proposta, sangra o PMDB em 2018, tornando-o partidozinho sem importância. A política começou a falar mais alto. Quer liberar a bancada na votação da Previdência. Jogou a toalha antes de começar o jogo.

Estava indo tudo relativamente bem para os propósitos governamentais.

Porém, movimento de estranhamento dentro do governo começa emergir, no processo de discussão das reformas, no Congresso, especialmente, a da Previdência Social, menina dos olhos dos banqueiros, que pretendem dar um fim ao SUS e privatizar geral o sistema previdenciário.

Crescem, assustadoramente, para o governo, ondas contrárias às regras draconianas contidas no projeto neoliberal governamental que visa fixar tempo de contribuição em 49 anos, idade de 65 anos e teto mínimo de contribuição de 25 anos para as aposentadorias, além de outras pegadinhas que visam destruir regras para pagamento de pensões etc.

Velhos e jovens se rebelam; os velhos trabalharão até morrer sem aposentar e os jovens não entrarão no mercado de trabalho; queda arrecadação futura da previdência, acompanhada de tensões sociais entre gerações.

As resistências unem trabalhadores das diferentes centrais sindicais, tanto da CUT como da Força Sindical.

Contraditoriamente, estão, agora, no mesmo barco, o deputado Paulinho da Força Sindical, golpista de direita na primeira hora, e Wagner de Freitas, da CUT.

Ambos bradam contra as regras para mudança da Previdência Social, conforme desejam os credores, ávidos para tomarem conta dela como forma de liquidação de dívidas financeiras da União.

Ligado aos banqueiros, Juca, presidente do PMDB, parece que não se tocou que a Previdência, se aprovada reforma como está, destroi o partido que preside. Chocou-se com Moreira Franco porque está mais próximo do PSDB, bancocrático, do que do PMDB, pragmaticamente, falando. Pode afundar o partido, se não agir eleitoralmente.
Ligado aos banqueiros, Juca, presidente do PMDB, parece que não se tocou que a Previdência, se aprovada reforma como está, destrói o partido que preside. Chocou-se com Moreira Franco porque está mais próximo do PSDB, bancocrático, do que do PMDB, pragmaticamente, falando. Pode afundar o partido, se não agir eleitoralmente.

Movimentações pelo país afora se ampliam, somando-se, ao mesmo tempo, à indignação social com a politicagem do governo, para proteger seus componentes de acusação de corrupção, na dura tarefa de conseguir, para eles, o desejado foro privilegiado, motivo de asco por parte da população.

Em movimentação impressionante pelas redes sociais, ampliam-se as resistências, enquanto a grande mídia golpista faz cara de paisagem.

Estão sendo preparadas mobilizações gigantes pelo País afora.

Eis porque pintou o óbvio ululante: racha dentro do PMDB no governo Temer.

A declaração do ministro Moreira Franco, da Infraestrutura, cuja missão é a de ligar-se aos setores produtivos, que o governo deve liberar bancada que o apoia para votar reforma da Previdência, despertou ira no líder do governo, senador Romero Jucá, reconhecidamente, homem dos banqueiros, no parlamento.

Choque entre banqueiros, os únicos que estão ganhando com a política econômica restritiva, e empresários, perdedores com a redução da renda disponível dos trabalhadores para o consumo, decorrente do ajuste neoliberal, dão razão à colocação de Dilma Rousseff de que o choque elétrico entre os setores produtivos e especulativos acirram as contradições de classe.

Ela viveu essa tensão no poder.

Como se sabe, em 2011, decidiu reduzir juros para 7%, a fim de fortalecer o setor produtivo, abalado pela bancarrota capitalista global de 2008.

Não suportou a pressão da banca.

Um ano depois, começou a subir as taxas, pressionada pela Federação Brasileira dos Bancos – Febraban – , verdadeiro poder na atual governança Temer, tomando conta do BC, dos juros de agiota, por meio de um homem do Itaú.

Portanto, o que se vê, em cena, é o conflito de classe, produção contra especulação.

Wagner Freitas, presidente da CUT, atraiu para si Paulinho da Força, rachando o governo e unindo os trabalhadores, contrários à reforma da Previdência e a reforma trabalhista. Pode dar grande impulso ao movimento sindical e à união dos trabalhadores para uma aliança tácita com os empresários para emparedar os banqueiros, que, nesse momento, racham o PMDB.
Wagner Freitas, presidente da CUT, atraiu para si Paulinho da Força, rachando o governo e unindo os trabalhadores, contrários à reforma da Previdência e à reforma trabalhista. Pode dar grande impulso ao movimento sindical e à união dos trabalhadores para uma aliança tácita com os empresários para emparedar os banqueiros, que, nesse momento, racham o PMDB.

Os trabalhadores já começam a se unir, por meio de sincronização de discursos convergentes das centrais, aparentemente, divergentes, relativamente, à questão da Previdência Social.

Pode pintar, também, convergência entre trabalhadores e empresários, para lutarem contra a recessão que massacra a ambos.

Lula, para chegar ao poder, convocou para vice, o empresário José Alencar Gomes da Silva, que era um tremendo crítico dos bancos e suas elevadas taxas de juros.

Na era do congelamento geral dos gastos públicos, cujo objetivo é favorecer, integralmente, o setor financeiro, as tensões se elevam, com rachas evidentes dentro do governo Temer.

Assim como os empresários sentiram saudade de Getúlio, quando subiu ao poder o entreguista General Dutra, do mesmo modo está acontecendo com o pessoal da Fiesp, já com saudade do tempo de Lula e Dilma que garantiam a eles parte do leão do orçamento, agora, todo tomado pelos bancos.

 

 

Golpistas dão golpe na lei que justificou golpe

temer sorriso

 

Para salvarem-se a si mesmos, golpistas dão o golpe na Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

lrf irresponsavelTemer detona LRF.

Descarta seu governo do perigo de impeachment.

A direita não é boba e não brinca em serviço.

Para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, ela usou o argumento de que foi desobedecida Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF).

O PT, no poder, atuou irresponsavelmente, argumentaram os golpistas do PMDB, PSDB e penduricalhos.

Toda a estrutura de poder, Legislativo e Judiciário, articulou-se para defenestrar os petistas que estavam há 14 anos governando o país.

 

A possibilidade de ficarem mais quatro, de 2018 a 2022, com Lula candidato, apoiado por Dilma e toda a máquina do governo, alarmou os adversários, que não suportaram a derrota de 2014, partindo para a ignorância.

 

lrf irresponsavelConsumado o golpe, o que fazem, agora, os golpistas?

Propõem acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que, aliás, nunca foi, realmente, cumprida.

O presidente Temer, cercado de todos os lados por assessores e ministros enrolados na Operação Lavajato, está mandando ao Congresso, projeto de lei que flexibiliza, provisioriamente, por 3 anos, prorrogáveis por mais 3, a LRF.

O objetivo não é nem contornar, mas fugir da explosiva situação econômico-financeira de estados e municípios, incapazes de cumprir essa lei, que se mostra, claramente, incompatível com a realidade.

Explodiu a contradição central do governo.

Como se sabe, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que poderia, muito bem, denominar-se Lei de Irresponsabilidade Fiscal, foi aprovada na Era FHC por recomendação estrita do FMI e do Consenso de Washington.

Trata-se de peça fundamental que compõe o tripé neoliberal, formado por metas inflacionárias, câmbio flutuante e superavit primário, destinado a enquadrar, rigidamente, os devedores às determinações dos credores.

FHC impôs o tripe econômico que resultou em quebradeira financeira.

Roberto Freire: Imbecilidade golpista na cultura
Roberto Freire:
Imbecilidade golpista na cultura

Foi obrigado a recorrer ao FMI por duas vezes, no seu segundo mandato(1998-2002).

Deixou o governo, praticante de populismo cambial, com taxa de desemprego superior a 15%, taxa de juros na casa dos 20% e inflação acima de 12%.

Lula, no seu primeiro mandato, sob pressão idêntica dos credores, arrochou geral, também.

Evidenciou contradição total entre o que prometeu ao eleitorado e o que estava realizando, ou seja, arrocho fiscal total, para atender banqueiros.

 

A bancarrota capitalista global de 2008 obrigou Lula mudar.

 

lrf irresponsavelJogou o arrocho fiscal no lixo e partiu para fortalecimento da economia com medidas heterodoxas de distribuição de renda, ampliação do crédito, fortalecimento dos salários etc.

Minimizou o tripé econômico neoliberal.

O governo Dilma continuou arredio ao tripé, mas a situação econômica internacional se acentuou.

As políticas monetárias expansionistas adotadas pelas potências imperialistas – Estados Unidos e Europa, principalmente -, para contornarem a bancarrota, refletiram-se, negativamente, no Brasil.

Dilma, primeiro tentou reduzir juros; depois manteve estímulos fiscais à produção.

Sob pressão da crise internacional, não conseguiu seguir na linha de resistir aos arrochos fiscais, para manter as atividades produtivas funcionando.

Com economia escancarada ao capital especulativo, bombado pelas potências imperialistas, via expansão da oferta de moeda(quantitave eise), não foi possível segurar a dívida, ampliada via juro alto para conter pressão inflacionária.

O deficit público, sob endividamento em expansão, acelerou-se.

Os desajustes fiscais, diante da rigidez da Lei de Responsabilidade Fiscal, explodiram.

Era o argumento que faltava aos golpistas, derrotados na eleição de 2014, para arquitetar o impeachment da presidenta da República.

No poder, agora, eles se veem diante da grande contradição que se acentua.

 

Não é possível equacionar a economia diante da Lei de Irresponsabilidade Fiscal.

 

lrf irresponsavelOs juros altos continuam bombando o desajuste fiscal.

Congelou-se os gastos não financeiros por vinte anos, mas não se segura o gasto principal, o financeiro.

Tudo piora com a desvalorização do dólar, acelerada pelo protecionismo de Trump no poder.

As verdinhas americanas, diante do juro zero ou negativo, vigente nos EUA, voltam-se para o Brasil onde inexiste controle para barrar capital especulativo.

Quem não quer enriquecer sem trabalhar na agiotagem praticada em terra brazilis?

Os analistas da grande mídia caem na conversa mole do BC, dominado pelos banqueiros privados, segundo a qual o Brasil está atraindo investidores que acreditam na estratégia do congelamento neoliberal do governo Temer.

 

Quá, quá, quá.

 

lrf irresponsavelTal estratégia não combina de jeito nenhum com Lei de Irresponsabilidade Fiscal.

Ela aumenta a dívida pública interna.

Consequentemente, o endividamento dos estados e municípios implode.

Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, principalmente, estão indo aos ares, financeiramente.

A Federação cai pelas tabelas.

A maior fonte de gastos dos estados e municípios advém das folhas salariais.

Demitir pessoal?

Implodiria, socialmente, o país.

Os militares, que já estão sendo convocados a fazer papel de polícia, derrubariam o governo Temer em nome da segurança nacional.

Que faz, então, o presidente, totalmente, inseguro?

Promete flexibilizar, provisoriamente, a Lei de Irresponsabilidade Fiscal.

O assunto tem que correr em regime de urgência no Congresso.

Continuar desobedecendo essa lei irresponsável seria incorrer nas causas que justificaram o impeachment de Dilma Rousseff.

Irresponsabilidade fiscal consentida vira saída para evitar novo impeachment.

 

Irresponsáveis do Samba

 

Golpe Temer bombeia candidatura Lula ao acelerar corrupção, especulação,recessão, desemprego e desindustrialização

Empina a cada dia com mais força a candidatura de Lula para 2018 enquanto vai se configurando o fato de que os corruptos verdadeiros foram os que deram o golpe e que agora desesperados articulam toda sorte de maracutaias para se manterem distantes das garras da justiça, que, por sua vez, abastarda-se para proteger os verdadeiros culpados pela grande corrupção, os aliados do PT - o PMDB - , que, no governo, dado o golpe se mostram por inteiro na tarefa de se autodefenderem. O que Romero Jucá tenta comprova completamente essa versão.
Empina nas pesquisas a cada dia com mais força a candidatura de Lula para 2018, enquanto vai se configurando o fato de que os corruptos verdadeiros foram os que deram o golpe e que agora desesperados articulam toda sorte de maracutaias para se manterem distantes das garras da justiça, que, por sua vez, abastarda-se para proteger os verdadeiros culpados pela grande corrupção, os aliados do PT – o PMDB – , que, no governo, dado o golpe se mostram por inteiro na tarefa de se autodefenderem da Operação Lavajato. O que o senador Romero Jucá tenta – livrar os integrantes da cadeia sucessória, dependurados na Lavajato – comprova completamente essa versão.

O pessoal da Fiesp, que apoiou, estridentemente, o golpe contra a democracia está, agora, chorando pelos cantos.

Não entendeu que o objetivo central dos golpistas era o de atender pressões do capitalismo internacional, comandado por grandes corporações financeiras e industriais, interessadas no sucateamento econômico periférico, nacional.

A decisão de desmontar a Petrobrás foi o primeiro passo para acelerar desindustrialização.

Responsável por puxar a demanda industrial, contratando conteúdo local para suas necessidades de investimento, a Petrobras, ao deixar de exercitar essa tarefa, joga a economia no chão.

Sem a dinâmica das contratações executadas pela maior empresa de petróleo da América do Sul, uma das maiores do mundo, a cadeia produtiva industrial, promotora de novas tecnologias de vanguarda e mão de obra especializada, moderna, vai aos ares.

Esse é o objetivo central das economias cêntricas: desarmar as economias periféricas para não sofrerem concorrência.

A desarticulação arrebenta com as bases de sustentação das empresas nacionais ancoradas nessa cadeia produtiva.

Resultado: caem, aceleradamente, as vendas do comércio, das montadoras de veículos, que, também, formam extensa cadeia produtiva, candidata à desarticulação e desmontagem consequente.

Nesse contexto, o risco econômico se acentua e o crédito se torna caro, acelerando inadimplências, que mantêm os bancos resistentes à queda da taxa de juros.

Com os juros nas alturas, num mundo capitalista global em que se pratica eutanásia do rentista, especialmente, nas economias ricas, os especuladores se voltam para o Brasil.

Campeia a agiotagem brutal.

O congelamento dos gastos públicos, nesse sentido, contribui, ainda mais, para os juros se manterem nas alturas.

Caem, consequentemente, os investimentos diante da redução da renda disponível para o consumo, acelerando desinflação, que produz desemprego em escalada.

PERSONAGEM DE VOLTAIRE. As organizações Globo, que compraram o jornal Valor Econômico, bíblia dos banqueiros, transforma-se, tristemente, no Cândido, de Voltaire. Excesso de otimismo num mar de incertezas. Chocante.
PERSONAGEM DE VOLTAIRE.
Valor Econômico, bíblia dos banqueiros, adquirido pelo oligopólio Organizações Globo, transforma-se, tristemente, no Cândido, de Voltaire. Excesso de otimismo num mar de incertezas. Chocante desinformação jornalística. Resta ao Globo sustentar a mentira para justificar o golpe que apoiou entusiasticamente.

A desinflação sinaliza deflação, erro eterno, no capitalismo, segundo Keynes.

Um círculo vicioso de queda das atividades se constitui para favorecer, apenas, especuladores, favorecidos com combinação mortífera de redução dos preços e elevação do custo do dinheiro.

Potencializa-se depressão geral.

A valorização do real frente ao dólar nesse instante é comprovação cabal da escalada recessiva.

Mais parece corrida ao ouro em que se transformou o juro brasileiro, alvo do enriquecimento acelerado dos especuladores.

Otimismo?

Só o Valor Econômico, a bíblia dos banqueiros, canta essa pedra.

Cegueira jornalística.

Também, pudera, somente os bancos estão faturando, enquanto as forças produtivas entram em bancarrota.

Explica-se porque as empresas deixam de arrecadar FGTS dos trabalhadores.

Certamente, a inflação, com o dólar barato, continuará caindo, com queda dos preços dos produtos importados.

Por outro lado, os exportadores venderão menos.

O produto nacional ficará mais caro lá fora.

Notícia ruim para a agricultura.

Os agricultores terão que dar descontos grandes, enquanto no mercado interno os preços cairão por falta de consumo, de um lado, e por excesso de estoques, de outro, no ambiente de congelamento de gastos públicos que acelera recessão.

Tudo pode piorar, se Trump, nos Estados Unidos, acelerar protecionismo, para favorecer empresários americanos, desvalorizando, ainda mais o dólar.

Tio Sam não pode pagar juro porque sua dívida, alta demais, não deixa.

Quem vai tirar os dólares daqui, que encarecem o real e mantêm os juros nas alturas, para levá-los para os EUA, se a missão Trump é manter as verdinhas desvalorizadas?

Na verdade, só no Brasil vigora esse juro indecente, favorável aos especuladores, valorizando o dólar, que sucateia geral a indústria, o emprego e inviabiliza geral a arrecadação no cenário do congelamento geral dos gastos públicos.

Tal cenário contribui para o povo ter saudade de Lula.

Vem aí o chicote no lombo de quem mandou dar.

 

Aroeira neles

 

MAIA É O NEO PODER COLONIAL GOLPISTA QUE DESTRÓI PEQUENA BURGUESIA NO PARLAMENTO

A pequena burguesia, representada pelo Centrão, dep. Jovair Arantes, e a grande burguesia, por Rodrigo Maia, polarizam a disputa pela presidência da Câmara. Ambos, porém, dependem da esquerda, que se organiza como frente, para fortalecer suas posições. Se a frente de esquerda optar pela pequena burguesia conservadora, o Centrão, maioria indiscutível no parlamento, haverá chances de as reformas conservadoras do governo Temer ser barradas. Se, ao contrário, as esquerdas cometerem o equívoco de apoiar a direita aliada da burguesia financeira, favorável às contrareformas reacionárias, a pequena burguesia, representada pelo Centrão, será, junto com os trabalhadores, a grande derrotada. A classe média, pequena burguesia brasleira alienada, está diante do perigo de sua própria pauperização, se o sistema financeiro, representando por Maia, sair vitorioso.
A pequena burguesia, representada pelo Centrão, dep. Jovair Arantes, e a grande burguesia, por Rodrigo Maia, polarizam a disputa pela presidência da Câmara. Ambos, porém, dependem da esquerda, que se organiza como frente, para fortalecer suas posições. Se a frente de esquerda optar pela pequena burguesia conservadora, o Centrão, maioria indiscutível no parlamento, haverá chances de as reformas conservadoras do governo Temer ser barradas. Se, ao contrário, as esquerdas cometerem o equívoco de apoiar a direita aliada da burguesia financeira, favorável às contrareformas reacionárias, a pequena burguesia, representada pelo Centrão, será, junto com os trabalhadores, os grandes derrotados. A classe média, pequena burguesia brasileira alienada, coxinha, está diante do perigo de sua própria pauperização, se o sistema financeiro, representando por Maia, sair vitorioso.

O Centrão- baixo clero – é expressão da pequena burguesia brasileira atrasada, cabeça feita pela Globo.

É maioria indiscutível no parlamento.

Sempre foi dominada pela grande burguesia, empenhada, como diz Trotski, em evitar sua aproximação com o proletariado, o ponto de vista do trabalhador, ancorado na lei do valor trabalho.

Por isso sempre cuidaram os burgueses de jogar as sobras descarnadas dos banquetes para ela, misturadas com os ossos, as muxibas e os sebos.

A grande burguesia tem ódio da pequena burguesia, da classe média, mas engole-a por conveniência.

Sem ela, nos parlamentos, não consegue maioria, sem a qual não governa.

A farsa democrática burguesa, portanto, requer a classe média como instrumento indispensável, evitando sua aliança com o proletariado, algo insuportável para os donos do poder, que tirariam a máscara.

Agora, na crise, a grande burguesia financeira tem que radicalizar o ajuste, para continuar recebendo em dia a sua fatura em juros altos, escorchantes.

Nem as muxibas nem os ossos sobraram mais para essa classe média conservadora, manipulada eternamente.

Só as peles sem gorduras e olhe lá.

Retirar da pequena burguesia a previdência, os direitos trabalhistas, educação e saúde públicas, férias, fins de semanas remunerados, décimo terceiro salário, estabilidade do servidor etc e tal, eis o jogo essencial da grande burguesia financeira que domina o legislativo na base da corrupção eleitoral.

São os interesses que estão por trás de Rodrigo Maia, porta voz da grande burguesia.

Ele diz que se eleito, acelera a reforma da previdência, para entregar, ainda, no primeiro trimestre de 2017, o filé mingnon para os banqueiros.

A classe média não tem mais nada a ganhar ao lado dela, da grande burguesia financeira, ávida por lucros, interessada em destruir, logo, o SUS.

Só conseguirá se salvar se aliar-se aos trabalhadores, se livrar-se da alienação ideológica que a faz crer ser possível compartilhar com os valores burgueses da minoria que a oprime.

Se enxergar seus opressores, abandona-os para fazer aliança com os trabalhadores.

Criará as condições para impedir as contra reformas neoliberais que a levará à pauperizacao inevitável.

O jogo. portanto. é o da aliança da pequena burguesia (Centrão) com os trabalhadores (frente de esquerda) para derrotar a grande burguesia financeira(Rodrigo Maia).

Caso contrário os neoliberais continuarão dando as cartas para garantir o novo poder colonial antinacional entreguista de forma acelerada.

A frente de esquerda cairá no conto de fadas da grande burguesia financeira, apoiando Maia?