Temer promove privataria com FGTS

ganancia

 

É mais ou menos parecido, ou melhor, uma variação do processo de privataria.

 

A poupança do FGTS do trabalhador, que rende uma merreca em relação aos juros que é obrigado a pagar quando se endivida, vai ser comida pela agiotagem que ele não conseguiu suportar.

 

O camarada comprou a crédito a juro extorsivo, não suportou a dívida que se acumula criminosamente na base de juro sobre juro, entrou em bancarrota, possivelmente , perdeu o emprego nos novos tempos bicudos e o que o governo faz com esse pobre coitado, que deve até os fios dos cabelos?

 

Libera a poupança retida dele para servir aos sanguessugas que o exploraram impiedosamente.

 

Na prática é uma forma de privatizar para o banco o que é patrimonio do trabalhador.

 

Por que o governo não induziu os sanguessugas , ao menos, renegociarem a dívida por um largo tempo a juros bem mais baixos?

 

Não mereceram os endividados crônicos, vítimas fatais da agiotagem vigente, que o próprio STF considera crime pela prática de anatocismo(juro sobre juro), sequer o mesmo critério colocado à disposição dos estados mais endividados da Federação, embora, também, obrigados a privatizarem patrimônio público em troca das renegociações das suas dívidas.

 

Os juros altos arruínam, portanto, a poupança disponível para o consumo, inviabilizando recuperação do mercado interno.

 

Vê-se que está rolando uma distorção no capitalismo brasileiro dominado pela agiotagem.

 

Quando é lançada quantidade de moeda em circulação para ativar a economia, a lógica é a de que para cada um centavo circulante, o governo inicie processo de arrecadação.

 

Dessa forma, ele realiza obras públicas, promove o desenvolvimento, equilibra e minimiza,em favor da população,processo de melhor distribuição da renda, contendo a propensão natural do capital privado à concentração, centralização e promoção da pauperização etc.

 

Mas, não.

 

 Ocorre o contrário: o dinheiro do FGTS não irá para a circulação capitalista movimentar a economia, mas para o caixa dos bancos liquidar dívidas.

 

Trata-se, na verdade, de uma doação estatal aos bancos com recursos dos trabalhadores.

 

Esse, aliás, é o sentido profundo das reformas trabalhista e previdenciária do governo golpista: desmontar direitos e conquistas sociais do trabalhador em favor do capital.

 

Destrói-se poupança acumulada pela ação do endividamento a juros extorsivos cuja liquidação aprofunda recessão, não retomada da economia.

 

Os depoimentos dos sacadores do FGTS comprovam que a massa dos R$ 45 bilhões que estava inativa será, em sua maior parte, recebida pelos bancos, que, imediatamente, aplicarão esse dinheiro nos títulos do tesouro, que pagam a eles o juro real mais alto do mundo.

 

As contas inativas do FGTS, dessa forma, terão destino certo: aumentarão a rentabilidade já extraordinária dos bancos.

 

Observa-se a olho nu o óbvio: um governo a serviço dos bancos.

Crise política obriga Banco Central a reduzir juro para tentar salvar governo golpista

BC VIRA AGENTE POLÍTICO PARA TENTAR JOGAR ÂNIMO NA ECONOMIA ESTRESSADA PELO CONGELAMENTO DE GASTOS PÚBLICOS BAIXADO POR HENRIQUE MEIRELLES, A CAMINHO DA DESMORALIZAÇÃO. Estresse total na política, produzido pela Operação Lavajato, leva os aliados golpistas a apelaram para os banqueiros, que mandam no Banco Central, a fim de que reduzam mais rapidamente a taxa de juros, a fim de melhorar a situação econômica em estado de calamidade pública, como demonstrarão, na próxima semana, os números do PIB, calculados pelo IBGE.
BC VIRA AGENTE POLÍTICO PARA TENTAR JOGAR ÂNIMO NA ECONOMIA ESTRESSADA PELO CONGELAMENTO DE GASTOS PÚBLICOS BAIXADO POR HENRIQUE MEIRELLES, A CAMINHO DA DESMORALIZAÇÃO.
Estresse total na política, produzido pela Operação Lavajato, leva os aliados golpistas a apelaram para os banqueiros, que mandam no Banco Central, a fim de que reduzam mais rapidamente a taxa de juros, de modo a melhorar a situação econômica em estado de calamidade pública, como demonstrarão, na próxima semana, os números do PIB, calculados pelo IBGE.

BC político entra em ação na economia.

Acossados, extraordinariamente, pelas notícias negativas, no plano político, o presidente Temer, do PMDB, e seu principal aliado, Aécio Neves, do PSDB, no golpe político de 2016, delatados pela Odebrecht, suspeitos de receptarem dinheiro de caixa dois na eleição de 2014, pressionam o Banco Central a acelerar redução da taxa de juro para melhorar o panorama geral do governo, enlameado nas duas frentes, política e econômica.

O carnaval demonstrou a ira popular no Jornal Nacional.

Os banqueiros, avalistas do golpe, os maiores beneficiários das reformas neoliberais, que privatizam empresas estatais, previdência social, destroem direitos trabalhistas, salário mínimo, tudo de forma acelerada, em verdadeira corrida contra o tempo, reavaliam suas posições.

Falam, agora, que é fundamental reduzir os juros, rapidamente.

O economista chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, em longa entrevista ao Jornal Valor Econômico, das Organizações Globo, em que faz mais suposições do que afirmações consistentes, sobre as expectativas da economia, prevê que até final do ano taxa Selic de 8,5%.

Essa possibilidade sequer era cogitada há um mês.

Mas, os indicadores, especialmente, de emprego(janeiro, demissão de mais de 40 mil trabalhadores) e de PIB em queda forte a ser anunciado(o de 2016) semana que vem, precipitou mudanças de rumo.

Notícias péssimas na política mais notícias péssimas na economia representam coquetel político-econômico explosivo.

Honorato prevê PIB de 0,3%, esse ano.

Projeta, especulativamente, 2,5% em 12 meses, bem acima das estimativas oficiais de 1,6%.

Chute.

Apegam-se os economistas do governo ao argumento que vendem para a grande mídia, avalista do golpe político, de que haverá significativa recuperação do comércio internacional.

Não é o que se deduz da onda protecionista que espalha pelo planeta diante do discurso nacionalista de Donald Trump.

A valorização do dólar prevista diante da possibilidade, ainda tênue, de juros mais altos nos Estados Unidos, sinaliza mais valorização do real, cujas consequências são desindustrialização e deterioração nos termos de trocas cambiais.

Restaria apostar no mercado interno, deprimido, mas essa saída pode gorar, diante da decisão do governo de congelar gastos públicos por vinte anos.

Temer e seus golpistas vão na contramão do mundo, que deixou receitas neoliberais de lado, por serem inadequadas em tempos recessivos.

Trump tenta puxar a locomotiva econômica americana adotando, justamente, medidas antineoliberais.

Determina aumento de gastos de 10% na indústria de defesa dos Estados Unidos, algo em torno de 54 bilhões de dólares, e mais 1 trilhão de dólares em infraestrutura.

Keynesianismo na veia da economia, tal como fez Roosevelt, a partir de 1936, para tirar, de vez, a economia americana do crash de 1929.

Depois do crash de 2008, superior ao de 29, segundo os especialistas em crise, o consumo na América despencou não porque o juro subiu, mas porque o gasto do governo caiu.

BC VIRA CENTRO DA ARTICULAÇÃO PARA SALVAR GOVERNO TEMER DO DESASTRE POLÍTICO Os golpistas sentiram o drama na pele. O juro alto especulativo que se pratica no Brasil é o causador da crise econômica, política e social. Chegou ao limite. A economia está no chão por causa dele. Apavorados, os banqueiros, que tomaram conta do BC, sob comando de Ilan Goldfajn, homem do Itaú, perceberam que se transformam, a contragosto, em agentes do desastre. Por isso, manobram, para salvar o governo golpista que ajudaram a colocar no poder, diminuindo a dose do remédio que virou veneno mortal. Caso contrário, continuarão bombeando, involuntariamente, a candidatura de Lula 2018, enquanto afundam seus aliados. O veneno mata as forças produtivas, empresários e trabalhadores. No ambiente de desastre político em que vivem os golpistas, acossados pela Lavajato, diminuir os juros tornou-se imperativo categórico. Derrubar a agiotagem bancária, que cobra dos consumidores, no cartão de crédito, perto de 500% ao ano, inviabilizando produção e consumo, virou questão política de vida ou morte para eles.
BC VIRA CENTRO DA ARTICULAÇÃO PARA SALVAR GOVERNO TEMER DO DESASTRE POLÍTICO
Os golpistas sentiram o drama na pele.
O juro alto especulativo que se pratica no Brasil é o causador da crise econômica, política e social.
Chegou ao limite.
A economia está no chão por causa dele.
No ambiente de desastre político em que vivem os golpistas, acossados pela Lavajato, diminuir os juros tornou-se imperativo categórico.

O crescimento, de 2008 a 2016, foi pífio, entre 1,5% e 2%.

A estratégia capitalista de jogar os juros a zero ou negativo, para conter avanço da dívida pública americana, na casa de 17 trilhões de dólares, não foi suficiente para puxar o colosso de Tio Sam.

Trump alia, agora, juro baixo mais aumento de gastos públicos.

 Os investidores, claro, irão para os Estados Unidos e não para o Brasil, onde Temer empurra a economia à era glacial.

Diante de tudo isso, os banqueiros, que ganham lucros absurdos na agiotagem especulativa, viram que podem se dar mal, se o governo, já excessivamente endividado, entrar em bancarrota, frente à agiotagem especulativa desenfreada em cima da dívida pública.

A Federação Brasileira dos Bancos(Febraban), que manda no Banco Central, por intermédio de um homem do Itaú, Ilan Goldfajn, acendeu o sinal vermelho.

A declaração do chefe do Bradesco soou como grito de desespero contido por palavras que escondem seu pensamento, como diria Freud.

Se continua o arrocho monetário, seguido de arrocho fiscal, o governo Temer, tal como aquele edifício balança mas não cai, desaba.

O presidente do BC divulgou essa semana ata do conselho de política monetária(copom), adiantando que a taxa Selic cairá mais aceleradamente nas próximas reuniões.

Implicitamente, o movimento anti-juro da Febraban sugere que as causas maior do déficit são, justamente, os juros e não os gastos sociais.

Os números do Orçamento Geral da União(OGU) comprovam isso.

Do total do OGU, no ano passado, de R$ 2,4 trilhões, cerca de 44%, ou seja, R$ 1,2 trilhão, decorrem de gastos não financeiros, bombeados pela Selic especulativa.

Vai adiantar diminuir, apenas, os juros, se continua o violento ajuste fiscal, cujas causas, pelo reconhecimento implícito da Febraban, são justamente os juros altos?

agiotagem 1Agora, se vê que o jornal Valor Econômico, antecipadamente, promoveu rodada de debates para preparar queda dos juros.

O economista neoliberal André Lara Resente abriu a série relatando as últimas novidades acadêmicas, nos Estados Unidos, sobre política monetária.

Destacou que os especialistas deixaram de acreditar que juro alto combate inflação.

A crise de 2008 mostrou, claramente, isso.

Ao contrário, juro alto aumenta inflação.

Destacou, no entanto, que o ajuste fiscal precisa continuar.

Deixou no ar, porém, que são os juros, ou seja, os gastos financeiros(juros e amortizações) e não os gastos não financeiros(saúde, educação, infraestrutura, segurança etc), os vilões do déficit a merecerem drástico ajuste.

No final do artigo diz que é preciso mudar a política monetária, mas não abandonar o ajuste fiscal.

Escondeu a verdade essencial: a causa da ajuste fiscal.

O PIB não cresce e o desemprego dispara.

Nesse ritmo, o governo golpista vai à lona.

Conclusão óbvia: a corrida para diminuir juro visa salvar o o desacreditado governo Temer.

A política passa a conduzir a taxa de juros em meio ao caos econômico em marcha.

Entre a realidade e a fantasia

Acossado pelo implosão política que pode destruir seu governo, o presidente Temer se apega ao imaginário econômico ideal para tentar enganar a população de que tudo vai bem, obrigado. Enquanto isso, a reforma da previdência , em tramitação no Congresso, vai encontrando dificuldades crescentes. O grito de guerra FORA TEMER no carnaval disse tudo. Não há credibilidade popular capaz de permitir ao titular do Planalto enfrentar os imensos desafios detonado peloa luta de classe acirrada pela sensação de que o País está sendo leiloado a preço de ocasião. Marcelo Odebrech é a sombra mortífera que paria sobre o moribundo.
Acossado pela implosão política que pode destruir seu governo, o presidente Temer se apega ao imaginário econômico ideal para tentar enganar a população de que tudo vai bem, obrigado. Enquanto isso, a reforma da previdência , em tramitação no Congresso, vai encontrando dificuldades crescentes. O grito de guerra FORA TEMER no carnaval disse tudo. Não há credibilidade popular capaz de permitir ao titular do Planalto enfrentar os imensos desafios detonados por lutas de classes acirradas pela sensação de que o País está sendo leiloado a preço de ocasião. Marcelo Odebrech é a sombra mortífera que paira sobre o moribundo.

O presidente Temer, repudiado durante o carnaval pelas massas foliãs, preanunciando o que deverá ser a performance eleitoral governamental nas eleições de 2018 – desastre – em meio à recessão econômica, fez previsões ultra otimistas aos repórteres Raymundo Costa e Rosângela Bittar, do jornal Valor Econômico, nessa quinta-feira.

A economia, na avaliação fantasiosa dele, crescerá 2,7% em 2017, e, em 2018, chegará aos 3%.

Superestimou previsíveis resultados altamente positivos para a economia submetida ao congelamento de gastos públicos.

Contraditoriamente, no mesmo jornal, apareceu outra informação contrastante ao exagerado otimismo panglossiano presidencial.

O repórter econômico Ribamar Oliveira, especializado em contas públicas, diz que o crescimento do PIB projetado para esse ano, de 1,6%, pela equipe econômica, deverá sofrer golpe adicional com redução de subsídios à produção em torno de R$ 10 bilhões, de R$ 36 bilhões para R$ 23 bilhões.

Essa diminuição, diz ele, impactará, negativamente, nas projeções oficiais, especialmente, em quedas de arrecadação.

Governo que poupa, compulsoriamente, não arrecada, visto que arrecadação requer gastos, sem os quais não são produzidos os impostos.

Assim, em vez de a economia crescer o colosso que Temer superestima, deve acontecer o oposto, queda ainda maior do nível de atividade.

Quem está com a verdade: as projeções da equipe econômica, realmente, acanhadas, ou os chutes esfuziantes do presidente?

Corroboram essas expectativas negativas as informações sobre a indústria de automóveis, carro chefe da demanda global, apoiada na produção de bens duráveis.

A fantasia de Temer se mostra distante da realidade.

As vendas sofrem tombos recordes, cima de 15%.

Toda cadeia produtiva ligada às montadoras – partes, peças e componentes – encontra-se em banho maria, deprimida.

Os empresários reclamam energicamente de falta de crédito para girar a produção.

O crediário caro espanta o consumidor, já, excessivamente, endividado pelas mais altas taxas de juros vigentes no mundo sob administração do Banco Central, comandado pelo Itaú.

Raposa tomando conta do galinheiro.

O comércio, no Rio de Janeiro, conforme Federação do Comércio, registrou tombo de 7% no último trimestre.

A indústria espera corte mais ousado nos juros sem o qual não pintará investimento.

Mas, a desvalorização do dólar, produzida, em grande parte, pelo congelamento dos gastos públicos, amplia resistência do BC, que precisa enxugar gelo.

Entra muito dólar bombeado pelas políticas monetárias praticadas pelos países ricos – Estados Unidos, Europa e Japão –, diante da falta completa de controle de entrada de capital especulativo no País.

A deterioração nos termos de trocas cambiais se transformou no maior vazadouro de riquezas líquidas, para encher a pança dos banqueiros, os únicos que estão satisfeitos como governo Temer.

 

O Brasil virou casa da mãe Joana.

O juro Selic cai, mas cai, também, a inflação, sob impacto da recessão, de modo a manter taxa real elevada para o custo do dinheiro.

Juro alto mais valorização do real ampliam a depressão.

Nesse contexto, a dívida pública e o déficit, formado pelo custo do dinheiro caro, aumentam sistematicamente mesmo em meio ao congelamento de gasto não financeiro.

Temer, portanto, tenta construir a fantasia da recuperação econômica a partir retóricas, para diminuir, certamente, o outro lado da moeda que o apavora, a crise política, cujo peso sobre a economia é decisivo, no sentido de bloquear expectativas positivas.

As delações de Marcelo Odebrecht, envolvendo-o como receptor de propinas durante campanha eleitoral, mais denúncias cabeludas do amigo Yunes, a mula intermediária de recursos levados a Padilha, são bombásticas e sustentam interminavelmente o clima de instabilidade política que não contribui, em nada, para a recuperação das forças produtivas paralisadas desde o golpe político de 2016.

 

Congelamento neoliberal de gasto público barateia dólar, encarece real, acelera desemprego e desmoraliza economistas

Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.
Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.

A desvalorização do dólar, aprofundada pela crise global, é irmã gêmea do congelamento dos gastos públicos, no rastro do golpe político de 2016, no Brasil.

Emerge contradição óbvia: redução da renda disponível para o consumo, a fim de o governo continuar pagando em dia juros e amortizações da dívida pública que caminha para a casa dos R$ 4 trilhões.

Uma coisa, o congelamento, não está separada da outra, a crise financeira global.

As medidas adotadas pelos governos dos países ricos, do capitalismo cêntrico, dominante, para fugirem da crise, como expansão monetária impulsionada por juros baratos ou negativos, continuam jogando dinheiro a rodo nas fronteiras nacionais, onde inexiste controle de entrada de capital especulativo.

O Banco Central, dominado pelo Itaú, em meio a tais pressões, enxuga o excesso de moeda que entra, adotando juro alto, que multiplica lucro dos bancos.

Resultado: aumento da dívida pública interna, de um lado, e desindustrialização, de outro, geradas pelo dólar barato que encarece o real tupiniquim.

A dívida externa é, segundo Marx, instrumento de dominação internacional.

A dominação cambial, completa Keynes, é fator que impõe deterioração dos termos de troca em favor dos ricos em prejuízo dos mais pobres.

O aumento do endividamento impõe aperto nos gastos públicos não financeiros – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc – , enquanto os gastos financeiros não sofrem nenhum controle efetivo.

E os comentaristas econômicos dizem que o juro alto é consequência e não causa do déficit público financeiro especulativo!

O mercado interno, em razão dos arrochos sobre gastos não financeiros, não reage, por falta de renda capaz de elevar o consumo, a arrecadação e os investimentos.

Assim, quanto mais cai o consumo, deprimindo mercado interno, mais fraca fica a economia diante da enxurrada monetária especulativa que entra como produto do juro alto destinado a conter pressão monetária inflacionária.

Agiotagem internacional.

Os fatores externos, contra os quais não se faz nada, produzem o desajuste interno.

Excesso de dólar, em meio à diminuição do consumo interno e à alta da taxa de juro, encarece, esquizofrenicamente, o real.

Aprofunda-se, consequentemente, as contradições econômicas em meio ao congelamento dos gastos públicos, previstos para durar duas décadas.

Nesse contexto, os economistas neoliberais enchem as páginas do Valor Econômico, a bíblia dos banqueiros, para discutir se juro alto combate a inflação ou se produz inflação, sem levar em conta determinações políticas.

Nos países ricos, as teorias econômicas foram totalmente desmoralizadas.

Os governos imperialistas se lixaram para elas; interferiram para mudar o curso dos acontecimentos.

Dizia-se que juro alto serve para combater a inflação.

Balela.

Os americanos ampliaram a oferta de dinheiro, jogaram as taxas de juros para zero ou negativa e a inflação não explodiu.

Muito menos, rolou, até agora, deflação, mediante grande oferta de dinheiro que diminui juros e preços, como alternativa para enfrentar bancarrota financeira especulativa.

Uma coisa, porém, se confirmou: juro baixo, apenas, revelou-se insuficiente, para puxar a economia, se o governo corta os gastos neoliberalmente, para conter ajuste fiscal.

Trump ganhou as eleições nos Estados Unidos prometendo gastar mais.

O que faz, agora?

Repete, como republicano, Roosevelt, que era democrata.

Jogará mais 54 bilhões de dólares na indústria de defesa, a partir da qual pretende puxar a demanda global.

É o que os militares brasileiros querem que seja feito no Brasil, para tocar nacionalismo econômico soberano.

Não passa pela cabeça do bilionário novo Tio Sam a terapia neoliberal que o golpista Michel Temer pratica, cujas consequências são taxa de desemprego na casa dos 20%, se forem levadas em conta desistências estatísticas.

Dá razão a Marx a série de artigos produzidos por economistas conservadores no Valor Econômico, para discutir a interminável questão dos juros absurdos vigentes no Brasil.

O autor de O Capital, em Manuscritos Econômicos e Filosóficos, considera esse pessoal, essencialmente, vulgar, na tarefa de ver a economia, somente, pelo ângulo da metodologia abstrata.

Montam, diz ele, modelos nos laboratórios, ancorados na chamada expectativa racional, construída, a partir da matemática, que, segundo Hegel, é uma ciência que se realiza no exterior da realidade, sem condições de determiná-la.

Os neoliberais partem do consumidor autonomizado com dinheiro no bolso construído na cabeça deles e não do processo histórico social da luta de classes.

Os caras, depois de muito debaterem, estão chegando à conclusão que a taxa de inflação é diretamente proporcional à taxa de juro, ou seja, se o juro aumenta os custos de produção, os empresários repassam esses custos aos preços.

Os juros altos bombeiam o déficit.

Penaliza o consumidor, que, submetido à exploração capitalista sobre os salários, perdem renda disponível para o consumo.

Como consumo é produção, produção é consumo, segundo Marx, a vaca vai pru brejo.

Consumo cadente, produção cadente, investimento cadente, enfim, tendência deflacionária.

Governo tem que virar consumidor de não mercadorias destrutivas(produtos bélicos e espaciais, como faz Trump) para compensar redução da produção de mercadorias produtivas, comprando seu consumo com moeda estatal inconversível.

Solução tortuosa para compensar, mal ajambradamente, desarticulação do lassair faire, que leva à deflação, o erro eterno do capitalismo, segundo Keynes.

Juro zero para debelar a dívida, a fim de ser feita nova dívida; eis o jogo dos governos capitalistas ricos, seguindo Adam Smith, para quem dívida pública não se paga, rola-se.

Brasil, por aí, está na contramão do mundo

Trump aumenta gasto na indústria de defesa para gerar pleno emprego. Temer, não; corta gasto, aumenta desemprego e insegurança.

 

NACIONALISMO DE TRUMP SE EXPRESSA EM OPÇÃO PELA INDÚSTRIA DE DEFESA COMO DINAMIZADORA DO CAPITALISMO AMERICANO Trump, que ganhou a eleição combatendo as guerras impulsionadas por Obama pelo mundo afora, segue a mesma receita com discurso trocado: para os Estados Unidos continuarem poderosos, têm que aumentar investimentos na indústria de defesa, como forma de dissuassão capaz de evitar guerras. Tenta, dessa forma, acalmar o Estado Industrial Militar Norte-Americano, responsável, desde a segunda guerra mundial, por dinamizar o capitalismo nos Estados Unidos em sua escalada imperialista global. Na efetivação dessa estratégia, de gastar mais 54 bilhões de dólares na industria de defesa, o presidente americano, contraditoriamente, cacifa-se para dialogar com Putin, da Rússia, a partir de uma posição de força, embora destaque, como fez durante campanha eleitoral, que os Estados Unidos, sob seu governo, deixariam de ser interventores do mundo. Incrementar mais a cadeia produtiva da indústria de defesa, que puxa a produtividade americana, é o caminho que o capitalismo, comandado por Trump, seguirá de agora em diante, para o bem e para o mal. Enquanto isso, no Brasil, o congelamento de gastos imposto neoliberalmente pelos golpistas, comandados por Michel Temer, inviabiliza o sonho dos militares brasileiros, contidos na Política Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional, para construção da indústria de defesa, no Brasil, a partir da qual se possa erguer verdadeiro nacionalismo econômico, político e social, ancorado em vanguarda tecnológica.
NACIONALISMO DE TRUMP SE EXPRESSA EM OPÇÃO PELA INDÚSTRIA DE DEFESA COMO DINAMIZADORA DO CAPITALISMO AMERICANO
Trump, que ganhou a eleição combatendo as guerras impulsionadas por Obama pelo mundo afora, segue a mesma receita com discurso trocado: para os Estados Unidos continuarem poderosos, têm que aumentar investimentos na indústria de defesa, como forma de dissuassão capaz de evitar guerras.
Tenta, dessa forma, acalmar o Estado Industrial Militar Norte-Americano, responsável, desde a segunda guerra mundial, por dinamizar o capitalismo nos Estados Unidos em sua escalada imperialista global.
Na efetivação dessa estratégia, de gastar mais 54 bilhões de dólares na industria de defesa, o presidente americano, contraditoriamente, cacifa-se para dialogar com Putin, da Rússia, a partir de uma posição de força, embora destaque, como fez durante campanha eleitoral, que os Estados Unidos, sob seu governo, deixariam de ser interventores do mundo.
Incrementar mais a cadeia produtiva da indústria de defesa, que puxa a produtividade americana, é o caminho que o capitalismo, comandado por Trump, seguirá de agora em diante, para o bem e para o mal.
Enquanto isso, no Brasil, o congelamento de gastos imposto neoliberalmente pelos golpistas, comandados por Michel Temer, inviabiliza o sonho dos militares brasileiros, contidos na Política Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional, para construção da indústria de defesa, no Brasil, a partir da qual se possa erguer verdadeiro nacionalismo econômico, político e social, ancorado em vanguarda tecnológica.

 

“Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego – salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos  se insensibilizarem para a preparação das armas, aprenderão a conhecer a sua força.” (Keynes, 1936, em Crise da Ideologia Keynesiana, Lauro Campos, 1980, Campus).

 

brasileuaA velha receita não sai de pauta na política governamental americana desde a segunda guerra mundial.

Donald Trump acaba de anunciar aumento de 10% nos gastos de defesa geral dos Estados Unidos, algo em torno de 54 bilhões de dólares.

Trata-se, portanto, de utilizar economia de guerra, mediante aumento dos gastos públicos, na indústria de defesa, locomotiva da produtividade do capitalismo americano.

Incrementa-se as forças improdutivas para tentar puxar as forças produtivas em colapso, de modo a manter sobrevivente o capitalismo americano.

 

Essa estratégia keynesiana foi aplicada por Roosevelt, em 1936, para tirar o capitalismo da crise de 1929.

 

brasileuaAté então, o sistema capitalista americano era dinamizado pela indústria de bens duráveis, puxada pela produção de automóveis.

Em 29, o país tinha 27 milhões de carros em circulação e uma produção anual de 5,5 milhões de unidades automotivas.

A cadeia produtiva de bens duráveis de luxo puxava a demanda global.

A especulação desenfreada, naquele ano, jogou a produção no chão, caindo para 700 mil unidades, cinco anos depois.

Faliram 5 mil bancos nos Estados Unidos.

A economia do lassair faire, do livre mercado, encontrou seus limites na deflação.

A produção e os preços despencaram.

Os investimentos, consequentemente, deixaram de se realizar.

Crash!

O remédio keynesiano entrou em ação: inflação para combater deflação.

Mas, como dinamizar a economia, incrementando os bens duráveis, se os estoques estavam saindo pelo ladrão e os preços desabando, jogando a taxa de lucro no chão?

 

O governo teve que se transformar em grande consumidor.

 

brasileuaQual a mercadoria que o governo iria comprar de modo a puxar a demanda, sem aumentar a oferta de bens duráveis, se esta já se mostrava excessiva?

Reconversão da indústria de bens duráveis em indústria de guerra, produtora de produtos bélicos e espaciais.

Ao lado disso, da opção pelas forças improdutivas, expansão das forças produtivas ancoradas em gastos dissipadores, aumento de funcionários públicos, expansão de programas sociais, previdência social, enfim, estado do bem estar social etc.

Tornou-se necessário implementar novo sistema monetário.

A moeda estatal inconversível se fez necessária e a dívida pública se transformou em instrumento simultâneo de irrigação e enxugamento da base monetária, de modo a produzir o que Keynes considerava essencial, a eficiência marginal do capital(lucro).

Era a forma capaz de levar os empresários ao investimento, despertando neles seu espírito animal.

 

O grande economista inglês, adepto de Malthus, destacou, para justificar o seu novo modelo, que a única variável economicamente independente sob capitalismo é o aumento da quantidade da oferta de moeda na circulação.

 

brasileuaTal movimento, segundo ele, produz: 1 – elevação dos preços, 2 – redução dos salários, 3 – perdão da dívida dos empresários contraída a prazo e 4 – diminuição dos juros.

Com uma mão, o governo joga moeda na circulação, para irrigar a produção; com a outra, lança títulos da dívida pública, para enxugar a base monetária, a fim de evitar enchente inflacionária.

A crise de 2008, tão intensa ou maior do que a crise de 1929, levou os governos capitalistas ricos e imperialistas(EUA, Europa e Japão), excessivamente, endividados,  a repetirem a dose.

 

Expandiram a oferta monetária, mantiverem a taxa de juro na casa dos zero ou negativa, para segurar a dívida pública, mas cortaram gastos públicos, atendendo vozes neoliberais.

 

brasileuaSe a manobra foi suficiente para segurar, precariamente, a dívida, mostrou-se insuficiente para dinamizar as forças produtivas capitalistas.

Apenas juros baixos ou negativos não resolvem, se o governo não faz uso da arma que dispõe, isto é, a expansão da quantidade de oferta de moeda para dinamizar gasto público, keynesianamente.

Os empresários, somente, com juro negativo, não voltarão aos investimentos, porque estes requerem consumidores, inexistentes no ambiente de congelamento de gastos públicos, como a experiência brasileira está demonstrando, nesse momento.

 

Temer, revelando-se, anticapitalista, entreguista, antinacionalista, tenta combinar o impossível: juro alto com cortes de gastos.

 

brasileuaColhe, desastrosamente, câmbio sobrevalorizado que eleva dívida, desindustrializa o país, produz explosivo deficit em contas correntes e, consequentemente, aumenta risco que sustenta juro alto.

Se não derrubar juro, como fizeram os impérios, não abatte dívida, permitindo volta do endividamento em defesa, como faz Trump.

Desastre neoliberal temerista produz, apenas, insegurança nacional, maior fonte de preocupação atual das forças armadas, frustradas diante do sucateamento do seu sonho maior: a construção da opção nacionalista por meio da Política Nacional de Defesa e da Estratégia de Defesa Nacional.

Trump, apostando na defesa, tenta afastar-se dos fantasmas de 1929, que ressuscitaram em 2008.

Temer, desatento à história, quer voltar ao lassair faire, ao século 19, neoliberal, que leva ao crash.

Cadáver insepulto, tenta retornar ao útero materno.

Só Freud, como diz Lauro Campos, explica.