2ª morte de Getúlio beneficia Índio Avatar

Legislando em causa própria
Legislando em causa própria

Getúlio Vargas deve estar dando voltas no caixão ao ser alvo de outro atentado contra sua vida política.

O primeiro foi seu suicídio, como ato de resistência contra o assalto à Petrobrás pelas petroleiras internacionais.

O segundo, agora, patrocinado por outra onda de adversários, que, primeiro, esvazia, ainda mais a Petrobrás, alienando o pré sal para as multis, e, em seguida, detona sua maior obra social, a legislação do trabalho, derrotada por placar apertado na Câmara dos Deputados.

Está eufórica a elite conservadora nacional, aliada ao capital internacional, que faz verdadeira razia contra a economia, nesse momento, favorecida pela onda entreguista em marcha, patrocinada pelo governo golpista, alinhado aos Estados Unidos, como estratégia prioritária.

Outra votação mortífera espera a lei getulista, no Senado, articulada por um dos seus mais ferrenhos adversários, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira(PMDB-CE), empresário que se beneficia da terceirização das contratações, por meio da empresa Confederal, que lhe assegura lucros de mais de R$ 170 milhões anuais.

A morte da CLT, conquista social mais importante dos trabalhadores, que durou 74 anos, de 1943 a 2017, promove a euforia extraordinária dos conservadores da elite política nacional, na qual desponta o titular do poder legislativo, influente na articulação da maioria congressista empenhada em aprovar contra-reformas impopulares anti-trabalhistas e anti-nacionalistas.

Eunício Oliveira é um dos principais esteios que sustenta, politicamente, o modelo neoliberal encarnado no programa do PMDB, “Ponte para o futuro”, por meio do qual o governo vai desmontando as bases incipientes do modelo nacionalista erguido durante 14 anos de poder petista, com Lula e Dilma, apoiado na expansão de programas sociais como base do desenvolvimento econômico equilibrado.

Considerado, também, pelos trabalhadores rurais como grileiro, o senador, que apoiou o golpe político contra a presidenta Dilma Rousseff, pulando para o barco de Michel Temer, em seguida, virou alvo central de invasões de terras pelo movimento social.

Candidato a réu no Supremo Tribunal Federal por acusação da Operação Lavajato por receber propina de caixa dois eleitoral, segundo delação premiada de funcionário das Odebrecht, o senador, rápido no gatilho, promete, em 15 dias, aprovar projeto de lei que acelera a contratação de mão de obra terceirizada no País, complementando o que foi deliberado, nessa semana, na Câmara.

Revolucionário de 1930, que abriu espaço às conquistas sociais, Getúlio Vargas é detonado pelos avatares do capital externo, que derrubam a CLT e instauram o reinado da barbárie trabalhista.
Revolucionário de 1930, que abriu espaço às conquistas sociais, é detonado pelos avatares do capital externo, que derrubam a CLT e instauram o reinado da barbárie trabalhista no governo golpista de Michel Temer.

A precarização geral das relações entre capital e trabalho, está na base da fortuna que o senador cearense acumula em grande escala, como um dos maiores ofertadores de mão de obra terceirizada para os governos federal, estaduais e municipais e, igualmente, para empresas privadas.

Com a aprovação da nova lei, o titular do Senado candidata-se a ser, rapidamente, um dos homens mais ricos do País.

Poderá, de agora em diante, oferecer mão de obra precarizada, do ponto de vista salarial, para todos os setores da economia, visto que foram removidas restrições legais segundo as quais empresas não podem realizar contrações terceirizadas para atividades fins, apenas, para atividades meios.

Removida essa restrição, que merece comemoração, em forma de anúncios entusiásticos da Confederação Nacional da Indústria(CNI), nas páginas dos jornais cujos editoriais defendem irrestritamente a medida, o presidente do Senado tem diante de si o mercado nacional para enriquecer-se desmedidamente.

Poderá contratar, pela sua empresa, os trabalhadores que já se candidatam, compulsória e involuntariamente, ao desemprego, onde trabalham, para serem recontratados, em condições precárias, por salários mais baixos.

A Confederal do senador Eunício vai ser uma espécie de Casas Bahia em dias de liquidação.

Vai começar a liquidar preços de força de trabalho no mercado miserável da terceirização trabalhista.

Eunício tem diante de si, desde esse momento, o paraíso na terra, onde o inferno espera os assalariados socialmente precarizados.

Predispõe-se o titular do poder legislativo, como beneficiário direto da nova legislação, a trabalhar em causa própria.

Apelidado de Índio pelos delatores da Odebrecht, que o listaram como receptor de propina de caixa dois eleitoral, processo que envolve, praticamente, todos os partidos, no Congresso Nacional, detonando, completamente, sua credibilidade perante a população, Eunício, com seu perfil de Avatar, pontifica-se como capitalista bárbaro.

Tem por objetivo central radicalizar exploração da mais valia do trabalhador, ou seja, precarização dos salários, acompanhada do aumento disfarçado de jornada de trabalho, frente ao fim das garantias legais antes asseguradas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Eis o novo perfil do capitalista tupiniquim em busca da lucratividade máxima, enquanto pontifica-se no controle político conservador no Congresso Nacional reacionário, que tenta fazer reforma política ancorada em listas partidárias para usufruir de financiamento público, depois que foi detonado o sistema eleitoral viciado pela corrupção.

Oligopólio da carne brasileira é alvo da CIA-EUA que apoiou golpe político contra Dilma/Lula/PT

O JOGO É DESTRUIR OS OLIGOPÓLIOS NACIONAIS. O golpe político abriu espaço para o assalto dos oligopólios internacionais sobre os oligopólios nacionais. O presidente Temer reage agora porque a base política da agricultura garante votos no Congresso às reformas conservadoras e entreguistas, ao contrário das bases fracas que não conseguem se articular no Parlamento para defender outro oligopólio, o do petróleo, que está sendo destroçado pelas multinacionais do óleo, graças ao trabalho da espionagem internacional, que arregimenta os vendilhões da pátria, com ajuda da polícia federal e o judiciário, instrumentos dóceis nas mãos do capital internacional.
O JOGO É DESTRUIR OS OLIGOPÓLIOS NACIONAIS.
O golpe político abriu espaço para o assalto dos oligopólios internacionais sobre os oligopólios nacionais. O presidente Temer reage agora porque a base política da agricultura garante votos no Congresso às reformas conservadoras e entreguistas, ao contrário das bases fracas que não conseguem se articular no Parlamento para defender outro oligopólio, o do petróleo, que está sendo destroçado pelas multinacionais do óleo, graças ao trabalho da espionagem internacional, que arregimenta os vendilhões da pátria, com ajuda da polícia federal e o judiciário, instrumentos dóceis nas mãos do capital internacional. Por que Temer não reage à destruição da Petrobrás mas reage à destruição do agronegócio?

O velho Marx tem razão.

O capitalismo tem o seu ciclo que se repete ininterruptamente ao longo do processo de produção capitalista: concentração, centralização, crise, destruição, pauperização.

Os mais fortes vão, inevitavelmente, comendo os mais fracos.

Vale tudo nessa luta.

Hoje, a espionagem é a grande arma dos mais fortes para continuar sua luta para engolir os mais fracos etc.

Obama botou espionagem dentro do Planalto para destruir Dilma, Lula, PT e o nacionalismo econômico florescente que possibilizou ampliação de grandes grupos econômicos nacionais, como o oligopólio da carne, por exemplo, com a ajuda do BNDES, sem falar na Petrobrás, o alvo dos oligopólios do óleo em escala global.

Obama espionou todo mundo: Merkel e outros líderes mundiais.

Trump, que fez campanha para parar guerras, por meio das quais o império prospera, agora, confirma que a luta é sangrenta, mesmo, nesse campo, denunciando que foi alvo de grampo por parte de Obama.

Quem espiona?

A CIA, claro.

Eis a maior arma de expansão do império.

Nasceu prá isso.

Está a serviço da expansão econômica e política de Tio Sam no mundo à custa do desenvolvimento, especialmente, do Estado Industrial Militar Norte-Americano, assim denominado por Eisenhower, em 1960, com ressalva de que temia tal processo, grande ameaça à democracia etc.

INGENUIDADE DOS CRÍTICOS DA CONTABILIDADE CRIATIVA NÃO SABEM O QUE DIZ. Lula e Dilma montaram os oligopólios da carne com recursos do BNDES. Os críticos ingênuos disseram que isso foi contabilidade criativa responsável pela expansão do déficit público. Estão, inconscientemente, a serviço da CIA, que, manipulando a política e o judiciário tupiniquins, destroi as bases da economia nacional.
INGENUIDADE DOS CRÍTICOS DA CONTABILIDADE CRIATIVA QUE NÃO SABEM O QUE DIZ.
Lula e Dilma montaram os oligopólios da carne com recursos do BNDES. Os críticos ingênuos disseram que isso foi contabilidade criativa responsável pela expansão do déficit público com dinheiro público subsidiado. Estão, inconscientemente, a serviço da CIA, que, manipulando a política e o judiciário tupiniquins, destroem as bases da economia nacional.

A CIA, como se sabe, treina policiais dos países capitalistas periféricos, subordinados, econômica e politicamente, aos Estados Unidos.

Segredo de Polichinelo.

A Polícia Federal brasileira abriga departamento no qual os agentes americanos circulam livremente.

Esse processo se ampliou para o judiciário brasileiro.

As denuncias e evidências de que juízes brasileiros, como é o caso famoso de Sérgio Moro, de Curitiba, o homem da Operação Lavajato, não foram desmentidas até o momento.

Policiais e juízes se uniram sob o tacão da CIA.

Esse braço da espionagem americana na periferia do capitalismo dependente não tem nada de amizade.

Sobretudo, visa preservação de interesses dos Estados Unidos, quando se veem ameaçados em seus negócios, porque, como dizem os líderes americanos, o negócio dos Estados Unidos são os negócios.

Ponto Final.

O lance da Petrobrás é isso aí.

Estão desmontando a empresa a partir da inteligência espiã americana.

Lançaram mão dos agentes nacionais para destroçar as informações da empresa, colocando-as a serviço dos interesses das empresas de petróleo dos Estados Unidos e de suas sócias pelo mundo afora para fragilizar a grande estatal criada por Getúlio Vargas, nos anos 1950 e cujo desenvolvimento sempre representou ameaça e preocupação dos concorrentes.

Blairo Magi, ministro da Agricultura, golpista da primeira hora, para derrubar Dilma, não entendeu que o oligopólio da carne brasileira que domina a cena mundial foi construído por governo nacionalista que lançou mão do BNDES, criado por Getúlio, para potencializar o agronegócio nacional. Embarcou na canoa erra, como os críticos da contabilidade criativa.
Blairo Magi, ministro da Agricultura, golpista da primeira hora, para derrubar Dilma, não entendeu que o oligopólio da carne brasileira, que domina a cena mundial, foi construído por governo nacionalista que lançou mão do BNDES, criado por Getúlio, para potencializar o agronegócio nacional. Embarcou na canoa errada, como os críticos da contabilidade criativa.

Fatiar a estatal nacional é o jogo do golpe político que derrubou a presidenta Dilma.

O presidente da Petrobrás, tucano de carteirinha, comprometido com os interesses alienígenas, está vendendo a preço de ocasião, a 5% do seu valor real, o patrimônio da estatal.

As licitações para exploração estão alijando-se interesses nacionais.

As compras de equipamentos da estatal no mercado interno, que se constitui em estratégia para fortalecer a cadeia produtiva nacional do petróleo, estão proibidas.

O grosso é feito no mercado externo, depois que privatizaram o pré sal.

Os sócios menores do capital externo, no país, como é o caso da grande mídia, são os grandes propagandistas dessa privatização.

Depois de destroçar a Petrobrás, outros alvos, facilitados pelo golpe político, estão na mira, também.

É o caso da carne brasileira.

Os grandes frigoríficos cresceram, graças ao apoio do governo Lula, por exemplo, por meio do BNDES.

O que a CIA faz?

Influi-se para destruir o BNDES, com argumento de que emprestou dinheiro subsidiado ao capital nacional, razão pela qual a economia foi para o buraco.

A contabilidade criativa que produz livros de jornalistas alienados, dizem, produziu o déficit, ao emprestar barato para as empresas crescerem.

Se não fosse isso não existiria o oligopólio da carne que atrai a ira dos concorrentes internacionais.

O jogo agora é destruir capital nacional alocado nos grandes frigoríficos, que viraram oligopólio global.

Quando o capitalismo tupiniquim amplia o seu leque para entrar e dominar a cena global, eis que entram os críticos da contabilidade criativa para dizer que os empréstimos do BNDES à produção nacional, justamente, visando a expansão econômica brasileira, são a raiz do déficit público, da desorganização econômica, da inflação etc.

Os concorrentes aplaudem esse raciocínio.

São 15 bilhões de dólares de exportações faturados anualmente por esse oligopólio, que, conforme descreve anuncio publicado, nos jornais de hoje, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes(ABIEC) e Associação Brasileira de Proteína Animal(ABPA), está presente em 150 países na Europa, nos Estados Unidos, no Japão, na China etc.

Os importadores já estão suspendendo pedidos ao mercado brasileiro de carne; vão comprar dos americanos.

O Brasil é líder global em produção de frango, suíno e bovino.

Até 2020, a produção nacional de carne bovina deve suprir 44,5% da demanda mundial, enquanto a carne de frango terá 48,1%, e a suína, 14,2%.

O golpe político veio para facilitar tentativa de destroçar a construção desse gigante das exportações de proteínas favorecida e estimulada pelo governo do PT por meio do BNDES que os golpistas querem, agora, destruir.

carne fracaCom o mesmo propósito, propósito nacionalista, o BNDES botou grana para fabricar o grande Porto de Mariel em Cuba a partir do qual as exportações sul-americanas e de outros países, como a China, chegariam aos Estados Unidos, fortalecendo os exportadores nacionais, principalmente.

Obama acelerou o fim do bloqueio a Cuba a partir da inauguração do Porto de Mariel, alavancado por capital do BNDES lulista/getulista, que, agora, o entreguista Temer tenta anular.

Lula e Dilma ampliaram a participação das empreiteiras e indústrias nacionais no mercado internacional por meio do BNDES, tornando o país grande exportador de commodities, manufaturados e serviços.

Os serviços de espionagem estão em ação há tempos para criar ambiente capaz de parar o Brasil que tem de tudo: água, terra, sol abundante, biodiversidade infinita, produção agrícola capaz de alimentar o mundo, energia, petróleo, minerais estratégicos e industriais diligentes capazes, com apoio de governo nacionalista, como foi o de Lula/Dilma, para ganhar a concorrência internacional.

Destruir o oligopólio da carne, agora, é mais um passo do que já vem sendo dado graças ao golpe político.

O problema é que a agricultura é dominada por uma base política conservadora no Congresso que ajudou a dar o golpe e dificulta reforma política renovadora.

As contradições econômicas e políticas explodem porque, na prática, tal base é insuficiente para barrar as pretensões dos grandes concorrentes internacionais, no sentido de destruí-la, salvo se ela ancorar-se no espírito nacionalista, que, por sua vez, não combina com os propósitos entreguistas do governo golpista.

Está em curso uma arremetida extraordinária dos interesses externos para destruir a força da economia brasileira que estava, com Lula/Dilma, ganhando espaço global, jogando para escanteio os concorrentes que não dispõem das vantagens comparativas disponíveis da economia brasileira, no plano da produção e do consumo.

A tentativa de parar o Brasil, especialmente, por meio de ajuste fiscal que paralisa investimentos públicos por vinte anos, é a meta essencial dos concorrentes para fragilizar internamente o gigante, de modo a destruí-lo.

O agronegócio, que apoiou o golpe, sente, agora, a faca entrar em suas costas.

Papa fermenta Igreja contra golpe Temer

A Igreja, seguindo orientação do Papa Francisco, abriu e estimulou, prá valer, fermentação geral das pastorais, em todo o Brasil, para resistir ao que os religiosos católicos pregam : perdas de direitos sociais com as reformas trabalhista e previdenciária. As massas nas ruas nesse dia 15 de março foram saudadas no Vaticano, de onde partem as ordens papais para serem intensificadas em rítomo de conquista democrática para impedir o que está sendo retirado pelo capitalismo financeiro ávido de lucros no compasso da desmontagem das aposentadorias, especialmente, dos mais pobres. A luta de classe está intensa e promete engrossar com o apoio do papa.
A Igreja, seguindo orientação do Papa Francisco, abriu e estimulou, prá valer, fermentação geral das pastorais, em todo o Brasil, para resistir ao que os religiosos católicos consideram perdas de direitos sociais com as reformas trabalhista e previdenciária proposta pelo governo Temer. As massas nas ruas nesse dia 15 de março foram saudadas no Vaticano, de onde partem as ordens papais para serem intensificadas em rítmo de conquista democrática para impedir o que está sendo retirado pelo capitalismo financeiro ávido de lucros no compasso da desmontagem das aposentadorias, especialmente, dos mais pobres. A luta de classe está intensa e promete engrossar com o apoio do papa.

Estiveram reunidos, nessa quinta feira, na Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros(CNBB), na Asa Norte, em Brasília, uma legião de representantes de associações comunitárias, de pastorais católicas, de movimentos sociais e de partidos políticos, para articular plano de luta de classe em todo território nacional.

O objetivo é um só: engrossar resistência ao assalto do sistema financeiro, que domina as ações do governo Temer, para privatizar a Previdência Social e desmontar a legislação nacionalista do trabalho getulista.

Guilherme Costa Delgado, especialista consagrado em Previdência Social, destacou que o fulcro da questão é político-econômica: a disposição do sistema financeiro de expelir do sistema previdenciário brasileiro cerca de 60 milhões de brasileiros que recebem benefícios sociais.

Trata-se de eliminar demandas econômicas crescentes decorrentes das conquistas sociais proporcionadas pelo Sistema Único de Saúde(SUS), que representa, hoje, maior fonte de distribuição de renda, responsável por sustentar economicamente classes sociais de baixa renda socialmente excluídas sem a existência do SUS.

Técnicos da Anfip, que assessoram Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, demonstraram, de forma incontestável, a contabilidade real do sistema de seguridade social, a partir das determinações do art. 195 da Constituição, responsável pela montagem do mesmo.

Evidencia-se, claramente, manipulação dos meios de comunicação, sintonizados com o mercado financeiro, segundo os quais a previdência é deficitária.

As fontes de receita tributária, relacionadas constitucionalmente, para sustentar o sistema de seguridade social, do qual a Previdência é parte, em comparação às fontes de despesas com previdência, saúde e assistência social, demonstram o óbvio: há superavit, não déficit.

A existência do déficit ocorre, quando se leva em consideração, apenas, o balanço entre receitas oriundas das contribuições das empresas e dos trabalhadores, para o INSS, com as despesas da Previdência, considerada, isoladamente, e não como parte de um conjunto articulado como se compõe o SUS.

No ambiente de profunda crise capitalista atual, em que o desemprego avança brutalmente, as receitas caem e as despesas avançam, abrindo buracos.

Ainda, assim, como o sistema, conforme descrição constitucional, alimenta-se de diversas fontes tributárias(Cofins, CSLL, Pis-Pasep, Imposto de Importação e outras variadas fontes, além das contribuições de empresários e trabalhadores), registra-se, conforme estatísticas abundantes, superavit e não déficits.

As sobras a mais, no sistema, ocorre, embora tenha os governos, durante a Nova República, especialmente, na fase neoliberal, avançado sobre o cofre da Previdência para pagar dívida pública submetida aos juros e amortizações mais altos do mundo.

Atualmente, 30% do orçamento da Previdência vão para o sistema financeiro em forma de DRU – Desvinculação de Receita da União.

reforma da previdenciaTrata-se, no contexto econômico, de cumprir, religiosa e ideologicamente, o tripé neoliberal adequado à acumulação bancária: metas inflacionárias, câmbio flutuante e superavit primário elevado.

Ainda assim, os agiotas não conseguiram quebrar a espinha dorsal do sistema de seguridade social, que registra superavit na faixa atual de R$ 15 bilhões.

Evidentemente, desconsiderando as receitas do sistema descritas na Constituição + extração forçada em forma de pagamento de amortizações e juros, o déficit da previdência, separada da seguridade, se amplia.

A manipulação é essencial para radicalizar terror financeiro, a fim de tentar convencer opinião pública de que tal déficit, se não for eliminado, os salários jamais serão reajustados dignamente.

Na prática, rola o oposto.

Os salários não sobem dignamente porque os gastos sociais não se ampliam, para que sejam liquidados juros exorbitantes da dívida, decorrentes de política monetária equivocada para combater a inflação.

A falência do pensamento econômico financeiro que domina a cena capitalista tupiniquim está exposta diante das polêmicas levantadas entre os próprios economistas neoliberais que deixaram de crer nas suas teorias vagabundas, segundo as quais inflação se combate com juro alto.

Pura mistificação para engordar crescentemente os lucros dos bancos.

A Igreja, pelo que se discutiu, hoje, na CNBB, não se engana com os banqueiros.

Está consciente da luta de classe em curso.

Alerta que a privatização da Previdência, segundo o modelo neoliberal, é um fracasso retumbante.

Isso ficou provado, por exemplo, no Chile do ditador general Pinochet.

Transformado o sistema previdenciário, como querem os neoliberais, em fundo de investimento, em meio ao capitalismo financeiramente volátil, tem-se receita certa de instabilidade total incapaz de garantir previdência aos trabalhadores.

Previdência privada é uma contradição semântica.

Não combina com segurança e estabilidade, disse o bispo Dom Guilherme, que, sempre se apoiando no papa Francisco, conduziu os trabalhos de articulação da resistência contra o assalto aos direitos previdenciários e trabalhistas.

Temer promove privataria com FGTS

ganancia

 

É mais ou menos parecido, ou melhor, uma variação do processo de privataria.

 

A poupança do FGTS do trabalhador, que rende uma merreca em relação aos juros que é obrigado a pagar quando se endivida, vai ser comida pela agiotagem que ele não conseguiu suportar.

 

O camarada comprou a crédito a juro extorsivo, não suportou a dívida que se acumula criminosamente na base de juro sobre juro, entrou em bancarrota, possivelmente , perdeu o emprego nos novos tempos bicudos e o que o governo faz com esse pobre coitado, que deve até os fios dos cabelos?

 

Libera a poupança retida dele para servir aos sanguessugas que o exploraram impiedosamente.

 

Na prática é uma forma de privatizar para o banco o que é patrimonio do trabalhador.

 

Por que o governo não induziu os sanguessugas , ao menos, renegociarem a dívida por um largo tempo a juros bem mais baixos?

 

Não mereceram os endividados crônicos, vítimas fatais da agiotagem vigente, que o próprio STF considera crime pela prática de anatocismo(juro sobre juro), sequer o mesmo critério colocado à disposição dos estados mais endividados da Federação, embora, também, obrigados a privatizarem patrimônio público em troca das renegociações das suas dívidas.

 

Os juros altos arruínam, portanto, a poupança disponível para o consumo, inviabilizando recuperação do mercado interno.

 

Vê-se que está rolando uma distorção no capitalismo brasileiro dominado pela agiotagem.

 

Quando é lançada quantidade de moeda em circulação para ativar a economia, a lógica é a de que para cada um centavo circulante, o governo inicie processo de arrecadação.

 

Dessa forma, ele realiza obras públicas, promove o desenvolvimento, equilibra e minimiza,em favor da população,processo de melhor distribuição da renda, contendo a propensão natural do capital privado à concentração, centralização e promoção da pauperização etc.

 

Mas, não.

 

 Ocorre o contrário: o dinheiro do FGTS não irá para a circulação capitalista movimentar a economia, mas para o caixa dos bancos liquidar dívidas.

 

Trata-se, na verdade, de uma doação estatal aos bancos com recursos dos trabalhadores.

 

Esse, aliás, é o sentido profundo das reformas trabalhista e previdenciária do governo golpista: desmontar direitos e conquistas sociais do trabalhador em favor do capital.

 

Destrói-se poupança acumulada pela ação do endividamento a juros extorsivos cuja liquidação aprofunda recessão, não retomada da economia.

 

Os depoimentos dos sacadores do FGTS comprovam que a massa dos R$ 45 bilhões que estava inativa será, em sua maior parte, recebida pelos bancos, que, imediatamente, aplicarão esse dinheiro nos títulos do tesouro, que pagam a eles o juro real mais alto do mundo.

 

As contas inativas do FGTS, dessa forma, terão destino certo: aumentarão a rentabilidade já extraordinária dos bancos.

 

Observa-se a olho nu o óbvio: um governo a serviço dos bancos.

Crise política obriga Banco Central a reduzir juro para tentar salvar governo golpista

BC VIRA AGENTE POLÍTICO PARA TENTAR JOGAR ÂNIMO NA ECONOMIA ESTRESSADA PELO CONGELAMENTO DE GASTOS PÚBLICOS BAIXADO POR HENRIQUE MEIRELLES, A CAMINHO DA DESMORALIZAÇÃO. Estresse total na política, produzido pela Operação Lavajato, leva os aliados golpistas a apelaram para os banqueiros, que mandam no Banco Central, a fim de que reduzam mais rapidamente a taxa de juros, a fim de melhorar a situação econômica em estado de calamidade pública, como demonstrarão, na próxima semana, os números do PIB, calculados pelo IBGE.
BC VIRA AGENTE POLÍTICO PARA TENTAR JOGAR ÂNIMO NA ECONOMIA ESTRESSADA PELO CONGELAMENTO DE GASTOS PÚBLICOS BAIXADO POR HENRIQUE MEIRELLES, A CAMINHO DA DESMORALIZAÇÃO.
Estresse total na política, produzido pela Operação Lavajato, leva os aliados golpistas a apelaram para os banqueiros, que mandam no Banco Central, a fim de que reduzam mais rapidamente a taxa de juros, de modo a melhorar a situação econômica em estado de calamidade pública, como demonstrarão, na próxima semana, os números do PIB, calculados pelo IBGE.

BC político entra em ação na economia.

Acossados, extraordinariamente, pelas notícias negativas, no plano político, o presidente Temer, do PMDB, e seu principal aliado, Aécio Neves, do PSDB, no golpe político de 2016, delatados pela Odebrecht, suspeitos de receptarem dinheiro de caixa dois na eleição de 2014, pressionam o Banco Central a acelerar redução da taxa de juro para melhorar o panorama geral do governo, enlameado nas duas frentes, política e econômica.

O carnaval demonstrou a ira popular no Jornal Nacional.

Os banqueiros, avalistas do golpe, os maiores beneficiários das reformas neoliberais, que privatizam empresas estatais, previdência social, destroem direitos trabalhistas, salário mínimo, tudo de forma acelerada, em verdadeira corrida contra o tempo, reavaliam suas posições.

Falam, agora, que é fundamental reduzir os juros, rapidamente.

O economista chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, em longa entrevista ao Jornal Valor Econômico, das Organizações Globo, em que faz mais suposições do que afirmações consistentes, sobre as expectativas da economia, prevê que até final do ano taxa Selic de 8,5%.

Essa possibilidade sequer era cogitada há um mês.

Mas, os indicadores, especialmente, de emprego(janeiro, demissão de mais de 40 mil trabalhadores) e de PIB em queda forte a ser anunciado(o de 2016) semana que vem, precipitou mudanças de rumo.

Notícias péssimas na política mais notícias péssimas na economia representam coquetel político-econômico explosivo.

Honorato prevê PIB de 0,3%, esse ano.

Projeta, especulativamente, 2,5% em 12 meses, bem acima das estimativas oficiais de 1,6%.

Chute.

Apegam-se os economistas do governo ao argumento que vendem para a grande mídia, avalista do golpe político, de que haverá significativa recuperação do comércio internacional.

Não é o que se deduz da onda protecionista que espalha pelo planeta diante do discurso nacionalista de Donald Trump.

A valorização do dólar prevista diante da possibilidade, ainda tênue, de juros mais altos nos Estados Unidos, sinaliza mais valorização do real, cujas consequências são desindustrialização e deterioração nos termos de trocas cambiais.

Restaria apostar no mercado interno, deprimido, mas essa saída pode gorar, diante da decisão do governo de congelar gastos públicos por vinte anos.

Temer e seus golpistas vão na contramão do mundo, que deixou receitas neoliberais de lado, por serem inadequadas em tempos recessivos.

Trump tenta puxar a locomotiva econômica americana adotando, justamente, medidas antineoliberais.

Determina aumento de gastos de 10% na indústria de defesa dos Estados Unidos, algo em torno de 54 bilhões de dólares, e mais 1 trilhão de dólares em infraestrutura.

Keynesianismo na veia da economia, tal como fez Roosevelt, a partir de 1936, para tirar, de vez, a economia americana do crash de 1929.

Depois do crash de 2008, superior ao de 29, segundo os especialistas em crise, o consumo na América despencou não porque o juro subiu, mas porque o gasto do governo caiu.

BC VIRA CENTRO DA ARTICULAÇÃO PARA SALVAR GOVERNO TEMER DO DESASTRE POLÍTICO Os golpistas sentiram o drama na pele. O juro alto especulativo que se pratica no Brasil é o causador da crise econômica, política e social. Chegou ao limite. A economia está no chão por causa dele. Apavorados, os banqueiros, que tomaram conta do BC, sob comando de Ilan Goldfajn, homem do Itaú, perceberam que se transformam, a contragosto, em agentes do desastre. Por isso, manobram, para salvar o governo golpista que ajudaram a colocar no poder, diminuindo a dose do remédio que virou veneno mortal. Caso contrário, continuarão bombeando, involuntariamente, a candidatura de Lula 2018, enquanto afundam seus aliados. O veneno mata as forças produtivas, empresários e trabalhadores. No ambiente de desastre político em que vivem os golpistas, acossados pela Lavajato, diminuir os juros tornou-se imperativo categórico. Derrubar a agiotagem bancária, que cobra dos consumidores, no cartão de crédito, perto de 500% ao ano, inviabilizando produção e consumo, virou questão política de vida ou morte para eles.
BC VIRA CENTRO DA ARTICULAÇÃO PARA SALVAR GOVERNO TEMER DO DESASTRE POLÍTICO
Os golpistas sentiram o drama na pele.
O juro alto especulativo que se pratica no Brasil é o causador da crise econômica, política e social.
Chegou ao limite.
A economia está no chão por causa dele.
No ambiente de desastre político em que vivem os golpistas, acossados pela Lavajato, diminuir os juros tornou-se imperativo categórico.

O crescimento, de 2008 a 2016, foi pífio, entre 1,5% e 2%.

A estratégia capitalista de jogar os juros a zero ou negativo, para conter avanço da dívida pública americana, na casa de 17 trilhões de dólares, não foi suficiente para puxar o colosso de Tio Sam.

Trump alia, agora, juro baixo mais aumento de gastos públicos.

 Os investidores, claro, irão para os Estados Unidos e não para o Brasil, onde Temer empurra a economia à era glacial.

Diante de tudo isso, os banqueiros, que ganham lucros absurdos na agiotagem especulativa, viram que podem se dar mal, se o governo, já excessivamente endividado, entrar em bancarrota, frente à agiotagem especulativa desenfreada em cima da dívida pública.

A Federação Brasileira dos Bancos(Febraban), que manda no Banco Central, por intermédio de um homem do Itaú, Ilan Goldfajn, acendeu o sinal vermelho.

A declaração do chefe do Bradesco soou como grito de desespero contido por palavras que escondem seu pensamento, como diria Freud.

Se continua o arrocho monetário, seguido de arrocho fiscal, o governo Temer, tal como aquele edifício balança mas não cai, desaba.

O presidente do BC divulgou essa semana ata do conselho de política monetária(copom), adiantando que a taxa Selic cairá mais aceleradamente nas próximas reuniões.

Implicitamente, o movimento anti-juro da Febraban sugere que as causas maior do déficit são, justamente, os juros e não os gastos sociais.

Os números do Orçamento Geral da União(OGU) comprovam isso.

Do total do OGU, no ano passado, de R$ 2,4 trilhões, cerca de 44%, ou seja, R$ 1,2 trilhão, decorrem de gastos não financeiros, bombeados pela Selic especulativa.

Vai adiantar diminuir, apenas, os juros, se continua o violento ajuste fiscal, cujas causas, pelo reconhecimento implícito da Febraban, são justamente os juros altos?

agiotagem 1Agora, se vê que o jornal Valor Econômico, antecipadamente, promoveu rodada de debates para preparar queda dos juros.

O economista neoliberal André Lara Resente abriu a série relatando as últimas novidades acadêmicas, nos Estados Unidos, sobre política monetária.

Destacou que os especialistas deixaram de acreditar que juro alto combate inflação.

A crise de 2008 mostrou, claramente, isso.

Ao contrário, juro alto aumenta inflação.

Destacou, no entanto, que o ajuste fiscal precisa continuar.

Deixou no ar, porém, que são os juros, ou seja, os gastos financeiros(juros e amortizações) e não os gastos não financeiros(saúde, educação, infraestrutura, segurança etc), os vilões do déficit a merecerem drástico ajuste.

No final do artigo diz que é preciso mudar a política monetária, mas não abandonar o ajuste fiscal.

Escondeu a verdade essencial: a causa da ajuste fiscal.

O PIB não cresce e o desemprego dispara.

Nesse ritmo, o governo golpista vai à lona.

Conclusão óbvia: a corrida para diminuir juro visa salvar o o desacreditado governo Temer.

A política passa a conduzir a taxa de juros em meio ao caos econômico em marcha.