Fim do auxílio emergencial provoca fuga de capital

Fuga de dólares para o exterior entra no segundo mês seguido – Jornal Imprensa Sindical

Dolarização à vista

Salve-se quem puder; com colapso do consumo à vista, por conta do fim do socorro emergencial, aprovado pelo Congresso para permitir a mais de 60 milhões de pessoas sobreviverem sem emprego destruído pelo encavalamento da crise neoliberal com a pandemia do novo coronavírus, os capitalistas saem em desabalada fuga de capital; o BC, apavorado diante da corrida cambial, joga dólares no mercado, gritando calma que o leão é manso; verifica-se o obvio; sem o auxílio emergencial, expande concentração ainda mais forte da renda, aprofunda miséria e a desigualdade social; configura-se o que os próprios neoliberais, como Armínio Fraga, ex-presidente do BC, na Era FHC, alertam já há algum tempo: o capital dá no pé, nesse contexto, em que dívida pública chega à casa dos 100% do PIB, sem que o BC sequer possa puxar juros para combater a alta de preços, pois, se partisse para essa alternativa, implodiria o endividamento estatal. A autoridade monetária esgotou sua capacidade de executar política monetária; se correr, isto é, se subir o juro, o bicho pega, detonando dívida pública; se ficar, ou seja, deixar o juro caminhar para zero ou negativo, produzindo fuga cambial incontrolável, o bicho come; nesse ritmo, pode ir embora rapidinho o estoque de reservas em dólares, acumuladas pelo PT durante quatro mandatos de desenvolvimento com valorização de salário e distribuição de renda, favorecidos pela expansão de commodities; configura-se, na prática, princípio de dolarização, como ocorre na Argentina e Equador. Só estão conseguindo sobreviver nesse cenário os especuladores que saem das aplicações em renda  fixa e variável e deslocam para a bolsa, onde a rentabilidade na economia fictícia está bem melhor do que na economia real de bens e serviços, afetada pela destruição do poder aquisitivo dos salários; também, sobrevive, satisfatoriamente, o agronegócio, diante da valorização dos preços dos alimentos no mercado internacional, favorecidos pela desvalorização da moeda nacional; expande com o real desvalorizado as exportações agrícolas, de modo que os empresários preferem exportar do que jogar suas mercadorias no mercado interno, prejudicado pela bancarrota do consumo.

Morte do salvador da pátria

Enquanto durou, o auxílio emergencial representou salvador da pátria para o comércio, a indústria e os serviços, bombeando, principalmente, o varejo; com extinção dele, potencializa-se a insuficiência de consumo; teoricamente, redução do consumo, diante da queda do poder de compra da população, produziria deflação, mas a desvalorização do real, bombeando exportações, favorece os empresários que diminuirão oferta interna, para manter elevado os preços e constante sua taxa de lucro; compensa, com isso, concorrência competitiva dos alimentos em comparação como as commodities manufaturadas; inverte-se o processo de deterioração dos termos de troca; essa passa ocorrer em relação aos produtos industrializados, enquanto se mantêm elevados os preços dos produtos primários; o prato de lentilha passa a valer mais que ouro; mesmo com queda previsível da oferta, por conta do fim do auxílio, os preços se manteriam elevados, se estiver garantida a exportação, proporcionada pela desvalorização do real, que, em 2020, já perdeu 40% do seu valor em relação à moeda americana. O governo vai ter que interferir no mercado, para garantir alimentos à população, afetada, a partir de agora, pelo fim do auxílio emergencial; a questão central passa a ser então o avanço do subconsumismo, dado pela brutal queda da demanda, com destruição do poder de compra dos salários. Sem auxílio emergencial dos R$ 600, que virou referência para o salário mínimo, os exportadores aumentarão seus lucros com maior redução dos salários; a referência do salário real ficará abaixo dos R$ 600; consequentemente, haverá não apenas exportação de alimentos mais baratos, mas, também, maior extração, pelos importadores, de mais valia com redução salarial. Diminuição do poder de compra, com fim do auxílio emergencial, derruba, por sua vez, lucratividade do capital diante da queda do consumo interno; vem aí, portanto, mais arrocho salarial para haver mais exportações de commodities, com lucros maiores para os exportadores e maiores vantagens comparativas para os importadores. Reprimarização econômica colonial acelerada sinaliza dolarização da economia.

Coronavírus e a nova Teoria Econômica que abala capitalismo

Coronavírus | Segunda onda pode causar grande impacto psicológico ...

Teoria das Finanças Funcionais

Quem falou que a inflação é fenômeno monetário? No Brasil, Roberto Campos(Bobbie Fields) falava nisso o tempo todo, para espantar os trabalhadores. Seguravam-se, dessa forma, os salários em nome do combate à inflação. O neto dele, Campos Netto, presidente do BC, certifica que o avô estava errado. Quem lhe convence desse erro, agora, é o novo coronavírus. O Estado, para enfrentar a pandemia, emite, para garantir empregos, salários e consumo, bilhões e bilhões de dólares e reais. Mas, na prática, a inflação, em vez de subir, cai. E os novos déficits são cobertos por novas emissões sem que pressões inflacionárias emerjam. Pelo contrário, o que se verifica é deflação, maior inimiga do capitalismo, quanto + o Estado emite para salvar o sistema de colapsos subconsumistas que a concentração de renda produzida por ele provoca, balançando a economia mundial. É nesse cenário que entra em cena a Nova Política Monetária Moderna que embala Teoria das Finanças Funcionais. Novo tempo, novas perspectivas, novas expectativas, fim das falsas verdades monotemáticas, novos horizontes a marcarem o século 21, graças à Covid-19. Ela mata milhões de pessoas, mas, igualmente, está exterminando teorias velhas que deixaram de ser úteis.

CORONAVÍRUS VIABILIZA TEORIADAS FINANÇAS FUNCIONAISNOVA TEORIA MONETÁRIA MODERNA Discussão imperdível. Fundamental….

Posted by Cesar Fonseca on Saturday, July 11, 2020

Dica de Tim Maia

 

 

Coronavírus derruba Mansueto e abala Guedes

Guedes, sobre declarações de Mansueto: "Se esperava crescer 2 ...

Mercado em polvorosa

O secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, desabou do cargo no qual comandava a ultra-austeridade fiscal neoliberal. Bateu, até agora, em favor de política fiscalista em plena pandemia, em dobradinha com o ministro Paulo Guedes, jogando junto com os credores, fazendo desejo do mercado financeiro especulativo.

Mansueto tem insistido em sustentar modelo neoliberal a qualquer custo e aceita flexibilizar, apenas, enquanto durar a pandemia do coronavírus. Como não se sabe até quando ela irá se estender, e, por isso, exige gastos e mais gastos,  joga pesado para suspender o orçamento de guerra aprovado no Congresso para socorrer desempregados e informais jogados no olho da rua pela crise.

A briga de fundo, na Fazenda, gira em torno da tal Nova Política Monetária. O Estado, de acordo com ela, não tem restrição para gastar. Ele não seria dona de casa que só gasta o que tem no bolso, de modo a equilibrar o orçamento familiar. Não, o Estado é multiplicador de investimento. O que ele gasta representa não despesa, mas investimento, porque realiza receita ao emitir dinheiro.

Receita keynesiana velha de guerra. Emissão de moeda compreende única variável econômica realmente independente no capitalismo. Ao jogar dinheiro na circulação, produz consumo, produção, arrecadação e investimento, elevando preços, diminuindo salários, reduzindo juros e perdoando dívida contraída a prazo.

Inflação é a solução. Emissão monetária, para irrigar, e seu contrapolo, a dívida pública, para enxugar. Fora isso, pinta deflação, a morte do capitalismo, como rolou em 1929, com fim do lassair faire. Essa é a receita que todos estão adotando, para fugir da morte pandêmica.

Os neoliberais da Fazenda insistem na morte, no equilibrismo orçamentário cuja tônica é segurar gasto, mesmo que os trabalhadores estejam morrendo. Só que essa receita vai matar o bolsonarismo ultrarradical de direita, porque ela não ganha eleição.

Sombra de Braga

Por isso Paulo Guedes entrou em choque com seu pupilo Mansuelo. Embora concorde com ele, jogou-o ao mar, como bode expiatório, pondo nele a culpa de estar levando Bolsonaro ao desastre eleitoral ao conduzir economicídio ultraneoliberal renegado pelo mundo inteiro. O coronavírus faz Guedes fugir do neoliberalismo para não ser demitido. Mas, ele é a cara neoliberal, fazer o que?

Busca, dessa forma, driblar as pressões dentro do governo conduzidas pelo general Braga Neto em favor de novo programa econômico, alinhado com neokeynesianismo. Volta-se para os gastos públicos, como fizeram os generais no poder militar, especialmente, Geisel, fugindo do garrote  FMI/EUA. Mira investimentos em infraestrutura, paralisados pela orientação neoliberal. Chega a hora de acerto de contas com mercado.

Nos últimos dias, Guedes tenta roubar da oposição o discurso em favor da renda básica universal para garantir aos mais pobres a sobrevivência diante do novo coronavírus que sua política está matando. Promete, agora, a chamada Renda Brasil que substituiria o Bolsa Família. Isso só não basta. Ficam faltando investimentos para puxar economia. O ministro escorrega em promessa vazia.

Política assassina 

Os generais estão desesperados com Guedes. Quanto mais resiste com políticas neoliberais mais expulsa do isolamento recomendado pelas leis sanitárias os trabalhadores que jogados às ruas são eliminados pela pandemia. O extermínio social pela covid-19 pode acelerar ainda mais diante da pregação dele de que o socorro financeiro emergencial de R$ 600 aprovados no Congresso, com orçamento de guerra, deve ser cortado para R$ 300.

Na prática, esse poderá ser o referencial do novo salário mínimo que o mercado irá pagar de agora em diante. O mínimo constitucional fixado pelo Congresso para 2020 em R$ 1.031 virou mera aparência. Nenhum empresário está contratando mais por esse preço diante da demanda maior que a oferta por emprego.

O exército de desempregados leva os capitalistas a lançarem mão da lei da oferta e da procura para diminuir o preço, proporcionada pela lei trabalhista segundo a qual o negociado sobrepõe-se ao legislado. Já tem gente que aceita trabalhar por prato de comida. Caminha-se, na prática, para o salário zero ou negativo na sua expressão máxima do termo, o ideal dos capitalistas. Desse modo, não terão custo algum com mão de obra nem com direitos trabalhistas. Os neoliberais vão conseguindo dessa forma a façanha de conquistar o pleno emprego. Há trabalho para todos, desde que o trabalhador aceite pagar para trabalhar. 

Fiasco à vista 

Assim, avança o subconsumismo, aprofundando deflação. Ele deverá afetar, por sua vez, o Programa Nacional de Micro e Pequenas Empresas – Pronampe.

Guedes tenta salvar as empresas de pequeno porte por meio de empréstimos bancários, com o governo bancando 100% do risco.  Mas, como o poder de compra dos trabalhadores cai, barbaramente, com a escalada do desemprego, dificilmente, os empresários terão receitas para liquidar empréstimos bancários, pagando juros de 4,25%(Selic de 3% + 1,25% de juros). Além disso, são obrigados a dar aval pessoal que corresponde a 130% do valor do financiamento.

Governos e prefeituras, dependentes das receitas geradas pela comercialização das empresas, entrarão em colapso inevitável diante da política neoliberal que insiste na austeridade fiscal.

Os banqueiros, temerosos de calotes, sentarão mais uma vez em cima do dinheiro que o governo lhes repassa para emprestar às micro e pequenas empresas. Preferirão colocar a grana nos títulos da dívida pública, rendendo juros compostos. Optarão por essa saída, como têm, reiteradamente, feito, apesar de o governo prometer cobertura total do risco, para que emprestem os R$ 15 bilhões que promete liberar via Pronampe. E mais uma coisa: por que os empresários vão tomar dinheiro caro, se não têm nenhuma previsão de retomada da economia. Está pintando mais um fiasco ultraneoliberal.

 

Bancocracia ataca população no Congresso

Independencia Sul Americana – Página: 2 – Socialismo, nossa utopia

Tempestade financeira à vista

O BC, comandado pelos bancos privados, pela Febraban, quer passar para a população um pepino financeiro especulativo monumental de mais de R$ 1 trilhão, que vai aprofundar, extraordinariamente, a desigualdade social, para salvar os poderosos de sempre, que ganham, mais e mais, sobre a exploração dos trabalhadores. Os senadores deixaram os Estados e Municípios, que estão morrendo à míngua, para salvar uma elite, que apoiou e apoia, abertamente, reformas neoliberais, responsáveis por aprofundar o mal maior que ataca o Brasil, a desigualdade social?

 

ABUTRES ATACAM BOLSO DO POVO NO SENADO, HOJE.CRISE FEDERATIVA POLARIZA CONGRESSO X EXECUTIVOComeça a ser votada hoje,…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, April 15, 2020

Moares tá vivo!