Bancocracia ataca população no Congresso

Independencia Sul Americana – Página: 2 – Socialismo, nossa utopia

Tempestade financeira à vista

O BC, comandado pelos bancos privados, pela Febraban, quer passar para a população um pepino financeiro especulativo monumental de mais de R$ 1 trilhão, que vai aprofundar, extraordinariamente, a desigualdade social, para salvar os poderosos de sempre, que ganham, mais e mais, sobre a exploração dos trabalhadores. Os senadores deixaram os Estados e Municípios, que estão morrendo à míngua, para salvar uma elite, que apoiou e apoia, abertamente, reformas neoliberais, responsáveis por aprofundar o mal maior que ataca o Brasil, a desigualdade social?

 

ABUTRES ATACAM BOLSO DO POVO NO SENADO, HOJE.CRISE FEDERATIVA POLARIZA CONGRESSO X EXECUTIVOComeça a ser votada hoje,…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, April 15, 2020

Moares tá vivo!

Salve, Celso!

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Política sobrepõe economia

Celso Pinto quando recusou o convite dos tucanos para registrar a história do Plano Real de FHC intuiu, antes, o que viria depois, os erros do populismo cambial fernandino: sobrevalorização do câmbio, para importar barato, e juros altos, para atrair capital, de modo a bancar as importações, achatar inflação, com salário corrigido pela média, e ganhar eleição.
A contrapartida destrutiva ficou explícita: desindustrialização – impulsionada, mais ainda, pela Lei Kandir – desemprego, endividamento acelerado, déficit em contas correntes do balanço de pagamento, colapso fiscal – que levaria o Consenso de Washington impor o tripé neoliberal –, desigualdade social, fuga de capital tal como acontece, nesse momento, com o bolsonarismo ultraneoliberal.
FHC, baleado, nas cordas, em 2012, teve que ajoelhar aos pés de Bill Clinton por socorro do FMI.

Antevisão corajosa

O desarranjo cambial puxado pelos juros altos, denunciado, corajosamente, por Celso Pinto, como arma eleitoral, é, agora, reconhecido por André Lara Resende.
Ex-integrante da equipe de FHC, Resende, adepto da nova política monetária que orienta proposta econômica de Bernie Sanders, faz mea culpa: os juros, fixados, exageradamente, acima do crescimento do PIB, pelos tucanos, representaram maior erro do Plano Real.
É pura abstração a conversa neoliberal de que juro alto é essencial para combater déficit fiscal e inflação, de modo a equilibrar dívida-PIB, para garantir crescimento sustentável(há, há, há).
A inflação e os juros estão baixos e o déficit financeiro do setor público incontrolável, com desemprego elevado, carregando nas costas tensão social e violência.
Totalmente, inverso do que dizem os fanáticos ortodoxos.

Preservar independência, grande triunfo

Se Celso Pinto tivesse aceito o convite dos amigos tucanos dele na USP, como Pérsio Arida, teria perdido a independência para alertar sobre perigo da armadilha populista cambial da qual lançaram mão, ao praticarem juro alto.
Fizeram a mágica do câmbio, ganharam a eleição, mas jogaram a economia no brejo do baixo crescimento estrutural, ao aprofundarem desigualdade social com juro superior ao crescimento do PIB.
A denúncia de Celso virou praga para o tucanato.
Depois que deixaram o poder, 1994-2002, não ganharam mais nada.
Tiveram que dar o golpe de 2016, depois de perderem, pela quarta vez, do PT, em 2014, quando então tentaram melar a eleição no tapetão.
Jogaram a economia na recessão violenta, em 2015 e 2016, porque as incertezas políticas decorrentes do golpe no tapetão sobrepujaram as expectativas positivas construídas nos laboratórios dos fanáticos neoliberais.
Os tucanos chegaram ao poder dando o golpe cambial e tentaram voltar dando o golpe eleitoral.
Estão, com as mentiras que pregaram, no ostracismo.

Golpeado pelo destino

Pena que Celso Pinto tenha, em 2003, depois de criado o Valor, em 2000, saído de campo pelo golpe cruel do destino.
Não pode acompanhar, de forma competente, os desdobramentos do tripé neoliberal, que os banqueiros obrigaram os petistas engolirem, depois da era FHC.
Nem, também, teve condições de analisar a nova matriz econômica que Dilma tentou levar adiante por meio de redução dos juros, atacada, por isso, violentamente, pelos credores.
A ironia do destino, agora, é que o Banco Central, diante da elevada taxa de juro que fixou acima do crescimento do PIB, para engordar a banca, não sabe o que fazer: se aumenta ou se reduz o custo do dinheiro, quando a desigualdade social impulsiona fuga de capital, levando o dólar a quase R$ 5.
Está naquela: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Dilmismo redivivo

A excomungada ex-presidente, na prática, antecipou o que os bancos centrais capitalistas desenvolvidos estão fazendo, nesse instante, jogando o juro para zero ou negativo.
Afinal, o capitalismo, superendividado, keynesianamente, no ambiente da financeirização econômica global, não suporta juro positivo, sob pena de implodir geral.
A nova matriz econômica, botando juro prá correr, torna-se imperativa, no momento global capitalista em transe.
Todo mundo está na da excomungada Dilma.

Independência ameaçada

Duvido que o Valor Econômico, nas mãos do Globo, fechado com o mercado financeiro, para implementar, a ferro e fogo, as reformas ultraneoliberais de Paulo Guedes/banca, deixasse Celso Pinto desenvolver sua exuberância, praticada na Folha de São Paulo e na Gazeta Mercantil, mais ligths na crítica econômica
Dificilmente, exerceria seu espírito crítico, como exercitou ao alertar e antecipar os equívocos dos economistas marqueteiros escravos do populismo cambial.
A liberdade de criticar, em tempos de financeirização econômica especulativa, atrapalharia interesses do grande oligopólio Globo, na bolsa, para onde a economia se descolou, depois de o consumo entrar em colapso com as reformas ultraneoliberais.
O apoio globeleza ao ultraneoliberalismo de Guedes representa o caráter duro, direitona, que se ergueria como empecilho ao espírito crítico.
Mas, a própria direita já está rachada em relação a Guedes.
Os últimos editoriais do Estadão vão na contramão dos radicais ultraneoliberais, responsáveis pelos pibinhos vagabundos alcançados depois do golpe de 2016.
“Tudo muda, só não muda a lei do movimento, segundo a qual tudo muda.”, diz Hegel.
A roda está girando para todos, inclusive, para o Globo.

Monk Pinto

 

 

Crash especulativo apavora banqueiros

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Juro em queda vira terror

Os bancos estão que só pura ambiguidade, como revela presidente do banco Itaú, Cândido Bracher.
Reclamam que se os juros caírem demais, indo a zero ou negativo, excluindo inflação, haveria fuga para consumo de outros ativos que não a dívida pública; pintaria bolha especulativa, por exemplo, no mercado de terras, imóveis etc.
Será que apenas redução dos juros, sem que haja aumento de gastos do governo, para puxar a demanda global, levaria ao consumismo excessivo, com explosão do crediário? Juros mais baixos, por si sós, produziriam esse impacto pavoroso da bolha, que levaria tudo de roldão?
Juro é, enfim, variável econômica independente, para levar a economia a um aquecimento excessivo?
Não é o que Keynes, o papa da economia, diz; para ele, a única variável econômica verdadeiramente independente no capitalismo é a quantidade da oferta de moeda na circulação capitalista jogada pelo governo; quando ele faz isso, 1 – aumenta preços, 2 – reduz salários, 3 – diminui juros e 4 – perdoa dívida contratada a prazo, pelo governo, famílias e empresas.
A conjugação dessas quatro consequências, decorrentes da maior oferta de dinheiro no mercado, levaria o empresário aos investimentos; elas despertariam nele, segundo o autor de Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, seu espírito animal diante da realização de lucro, que denominou eficiência marginal do capital; apenas, reduzir juro, não faria esse animal despertar; assim, não ocorreria o que os especuladores da banca temem, isto é, bolha imobiliária especulativa, para a qual já chamam atenção.

Retorno improvável

Ou estaria por trás desse alerta o que, realmente, eles temem: impossibilidade de se obter, na produção e no consumo, retorno lucrativo para a massa absurda de capital especulativo que gira na economia capitalista, tupiniquim e global?
Faz-se necessário, para que o lucro se realize em escala elevada, juro cada vez mais alto; se o juro despenca, como está ocorrendo nos países capitalistas desenvolvidos, os detentores de ativos, na especulação financeira, vão deslocar-se para imóveis, terras etc, como ocorreu no crash de 2008, implodindo bolha imobiliária.
Tem-se, então, aquele tal negócio: se ficar – na especulação, com juro alto –, o bicho pega, isto é, a dívida implode; se correr, por exemplo, para imóveis, o bicho come; haveria excessiva oferta no mercado imobiliário, derrubando preços e lucros.
O fato é que o presidente do Itaú quer juro mais alto, para continuar lucrando excessivamente na especulação financeira, embora saiba que isso produziria tempestade de papel bichado, levando para o buraco negro, até, o próprio sistema financeiro.

Dinheiro na mão é vendaval

Papo reto ou furado com Bial?

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Verdade ou mentira?

 
Valor Econômico informa hoje que os bancos não estão repassando aos clientes os benefícios da redução da taxa de juro básica(selic).
De 2016 a 2019, ela oscilou entre 16,5% a 5,5%, patamar atual.
Esse é o custo que o governo paga para girar sua dívida pública, que, hoje, representa 70% do PIB, contra 50% há cinco anos.
Descontada a inflação, que está em torno de 3,5%, o juro real fica na casa de 2% anuais.
Nos países capitalistas desenvolvidos, desde o crash de 2008, os juros básicos, descontada inflação, mantêm-se entre zero ou negativos.
Dessa forma, sustentam dívidas superiores a 100% do PIB ou mais, 200%, como caso do Japão, sem maiores problemas.
O capitalismo entrou na era do juro negativo, para não implodir dívidas públicas, que puxam a demanda global, levando a economia às hiperinflações.
O cara coloca no banco 100 reais em janeiro, em dezembro terá na sua conta 70 reais.
E ainda bota mão para o céu, porque com economia mundial em baixa, os lucros ficam abaixo dos juros, por aí.
 

Reino da especulação

 
Já no Brasil, terra da agiotagem, o papo é outro.
As empresas e pessoas físicas, mesmo com queda da selic, têm que suportar taxas de 38,5%, que caíram para 37,9%, de maio a agosto.
O juro básico, para elas, não existe, mas, sim, o spread, abusivo.
Se levar em conta que a economia registra crescimento negativo, com desemprego saindo pelo ladrão, derrubando consumo das famílias, que representa 80% do PIB, vê-se que vigora agiotagem pura.
E a coisa é pior para os consumidores.
No crédito rotativo, de maio a agosto, a taxa subiu de 299,8% para 307,2%.
Roubo descarado.
No crédito rotativo renovado, a ferrada, também, é grossa, de 283,7% pulou para 289%.
E para culminar o pior dos mundos, tem o juro do cheque especial, que até caiu, de 318,7% para 306%.
Sai de baixo!

 

Garoto propaganda fantástico

 
É nesse contexto que entra Pedro Bial, garoto propaganda da Federação Brasileira dos Bancos(Febraban).
Fará campanha dominical no Fantástico, para ensinar “Como fazer os juros serem mais baixos no Brasil”.
É caso de polícia, se Brasil fosse país sério.
Essencialmente, a Febraban, no livro que lançou com esse título, conclui que juro só pode realmente cair, se cair, também, o risco dos empréstimos.
Como 60% da população, de acordo com IBGE, estão dependurados no SPC, proibidos de comprar no crediário, os juros, certamente, não cairão, porque o risco se mantém nas estratosferas para o consumidor.
A política econômica neoliberal em vigor é pró-juros e não anti-juro.
Do total do orçamento geral da União, de R$ 2,9 trilhões, em 2018/2019, R$ 1,4 trilhão, 40% destinam-se ao pagamento de juros e amortizações da dívida(despesas financeiras), enquanto o restante, 60%, é despesa não financeira, que está congelada por 20 anos, submetida à PEC do Teto.
É a austeridade fiscal, baixada pelo golpe político de 2016, pelos neoliberais, com Temer e, agora, com Bolsonaro, teleguiados pelos credores, por Wall Street.
 

Consumo achatado

 
Não há, com o congelamento de gastos sociais, renda disponível para o consumo, o que, naturalmente, aprofunda desigualdade social.
Até os economistas tucanos, verdadeiros banqueiros de calça curta, estão apavorados, por temerem aprofundamento da desigualdade social, espantalho dos investidores.
Desigualdade extrema em marcha sinaliza convulsão social, no ambiente da desindexação das despesas sociais e do salário mínimo da correção pela inflação e crescimento do PIB, como vigorou até 2015.
Ora, nesse ambiente, o risco para o credor é cada vez maior diante do devedor inadimplente.
Como derrubar juro, se o risco sobe?
Bial convencerá a população com as mentiras da Febraban?
 

Era uma vez o repórter

 
Luiz Gutemberg, consagrado repórter, autor de “A gata parida”, que desnudou os bastidores da ditadura de 64, irritou, certa vez, a classe dos publicitários ao dizer que se trata de profissionais da mentira.
Pedro Bial, que, um dia, foi excelente repórter, coloca seu prestígio a serviço da enganação da população, em troca, claro, de grana, muita grana.
A Rede Globo, onde Bial trabalha, ganha ou perde credibilidade?
No código de ética da empresa, os profissionais da comunicação são, parece, proibidos de ser garotos-propaganda.
Recentemente, Dony de Nuccio, apresentador do telejornal Hoje, foi despachado, porque confundiu as bolas.
Fazia o jornal e ganhava grana preta servindo-se a banca com sua empresa.
Os repórteres famosos da emissora dão palestras e ganham muito bem por isso.
Fazem pé-de-meia milionário.
Bial é a representação essencial da Rede Globo que a Febraban passa a usar para vender mentira no Fantástico. 
 
 

Economia na UTI: agiotagem ameaça Bolsonaro

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Economia respira por aparelhos

A prévia do PIB, divulgada pelo BC, ficou em 1,15%; economia respira por aparelhos; 60% do PIB nacional são serviços, consumo da população, que, em 2018, registrou queda de 0,1%, segundo IBGE; menos mal que em 2015, 2016 e 2107, quando caiu 3,6%, 5% e 2,8%, respectivamente. Em dezembro do ano passado, o consumo estava 11,4% abaixo do registrado em 2014; ou seja, bancarrota; os analistas esperam crescimento de 1% do PIB, no ano passado, e, na base do super-otimismo, chutam que, em 2019, pode alcançar 2%.

Enquanto isso, no compasso da inflação cadente, na casa dos 3,5%, 4%, os lucros dos bancos foram espetaculares; em seu conjunto, os 4 maiores bancos – Banco do Brasil, Santander, itaú e Bradesco – aumentaram em 20% sua lucratividade; o Santander registrou fantástico crescimento de 52,1%; Bradesco, 30,2%; Banco do Brasil, 22,2% e Itaú, 4,2%, segundo Economática Consultoria Financeira.

Qual a fonte inesgotável de lucro dos bancos?

Certamente, não é o consumo da população, que não reagiu; a resposta é clara, o lucro bancário advém não da economia real, mas fictícia; mais precisamente, os bancos faturam, absurdamente, graças à agiotagem praticada sobre a dívida pública, inesgotável fonte de lucro meramente especulativo, que não produz correspondência alguma relativamente ao crescimento do PIB; ou seja, quanto mais os bancos faturam, mais o povo se empobrece; clareza maior do que essa impossível, conforme demonstram dados levantados pela Auditoria Cidadã da Dívida.

Eles evidenciam pra onde está indo o grosso dos recursos orçamentários; as despesas financeiras(juros e amortizações) levam mais de 40% do total do Orçamento Geral da União, realizado em 2018; já as despesas não financeiras(gastos sociais que geram renda disponível para o consumo), os restantes 60%, descritos no gráfico abaixo, estão congeladas, desde governo Temer, por vinte anos, conforme impuseram os credores ao grande devedor governo federal; sacrifica-se o lado real da economia, que dá resposta à sociedade em forma de emprego, renda, produção, consumo, arrecadação e investimentos, para priorizar o lado fictício, que somente aprofunda recessão e desemprego.

Sangria especulativa acelerada

Os neoliberais, comandados por Paulo Guedes, teleguiado por Chicago, insistem naquilo que nenhum país capitalista desenvolvido adota mais, especialmente, depois da crise global de 2008, ou seja, achatamento do consumo em nome do combate à inflação; esta recua a cada mês, mas, em contrapartida não estimula novos investimentos; afinal, sem consumidor não há arrecadação, que leva o governo a aumentar investimentos; sem investimento público, os empresários não veem, diante de si, o que Keynes chamava de eficiência marginal do capital, isto é, o lucro; consequentemente, mantém-se adormecido o denominado espírito animal empreendedor.

O maior economia do século 20, Keynes, dizia que a única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo é quantidade de oferta monetária que o governo emissor de moeda joga na circulação capitalista; quando faz isso, produz quatro movimentos simultâneos, que puxam a demanda global:
1 – eleva relativamente os preços de bens-salários;
2 – reduz, relativamente, a unidade de salário real;
3 – diminui os juros e
4 – perdoa dívida acumulada a prazo dos empresários.

Eis porque, como disse o autor de Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, emerge, em tais circunstâncias, o espírito animal empresarial; sem ele, é o que se vê: paralisia econômica; ganham, apenas, os especuladores; danam-se, completamente, os trabalhadores.

Bolsonaro, nesse ambiente econômico, mantido por Paulo Guedes, dificilmente, cumprirá promessa de campanha eleitoral; corre, portanto, perigo de derrota nas próximas eleições.

https://www.correiobraziliense.com.br/…/apesar-de-a-economi…

https://www.correiobraziliense.com.br/…/brasil-cresceu-1-15…