Coronavírus e a nova Teoria Econômica que abala capitalismo

Coronavírus | Segunda onda pode causar grande impacto psicológico ...

Teoria das Finanças Funcionais

Quem falou que a inflação é fenômeno monetário? No Brasil, Roberto Campos(Bobbie Fields) falava nisso o tempo todo, para espantar os trabalhadores. Seguravam-se, dessa forma, os salários em nome do combate à inflação. O neto dele, Campos Netto, presidente do BC, certifica que o avô estava errado. Quem lhe convence desse erro, agora, é o novo coronavírus. O Estado, para enfrentar a pandemia, emite, para garantir empregos, salários e consumo, bilhões e bilhões de dólares e reais. Mas, na prática, a inflação, em vez de subir, cai. E os novos déficits são cobertos por novas emissões sem que pressões inflacionárias emerjam. Pelo contrário, o que se verifica é deflação, maior inimiga do capitalismo, quanto + o Estado emite para salvar o sistema de colapsos subconsumistas que a concentração de renda produzida por ele provoca, balançando a economia mundial. É nesse cenário que entra em cena a Nova Política Monetária Moderna que embala Teoria das Finanças Funcionais. Novo tempo, novas perspectivas, novas expectativas, fim das falsas verdades monotemáticas, novos horizontes a marcarem o século 21, graças à Covid-19. Ela mata milhões de pessoas, mas, igualmente, está exterminando teorias velhas que deixaram de ser úteis.

CORONAVÍRUS VIABILIZA TEORIADAS FINANÇAS FUNCIONAISNOVA TEORIA MONETÁRIA MODERNA Discussão imperdível. Fundamental….

Posted by Cesar Fonseca on Saturday, July 11, 2020

Dica de Tim Maia

 

 

Coronavírus derruba Mansueto e abala Guedes

Guedes, sobre declarações de Mansueto: "Se esperava crescer 2 ...

Mercado em polvorosa

O secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, desabou do cargo no qual comandava a ultra-austeridade fiscal neoliberal. Bateu, até agora, em favor de política fiscalista em plena pandemia, em dobradinha com o ministro Paulo Guedes, jogando junto com os credores, fazendo desejo do mercado financeiro especulativo.

Mansueto tem insistido em sustentar modelo neoliberal a qualquer custo e aceita flexibilizar, apenas, enquanto durar a pandemia do coronavírus. Como não se sabe até quando ela irá se estender, e, por isso, exige gastos e mais gastos,  joga pesado para suspender o orçamento de guerra aprovado no Congresso para socorrer desempregados e informais jogados no olho da rua pela crise.

A briga de fundo, na Fazenda, gira em torno da tal Nova Política Monetária. O Estado, de acordo com ela, não tem restrição para gastar. Ele não seria dona de casa que só gasta o que tem no bolso, de modo a equilibrar o orçamento familiar. Não, o Estado é multiplicador de investimento. O que ele gasta representa não despesa, mas investimento, porque realiza receita ao emitir dinheiro.

Receita keynesiana velha de guerra. Emissão de moeda compreende única variável econômica realmente independente no capitalismo. Ao jogar dinheiro na circulação, produz consumo, produção, arrecadação e investimento, elevando preços, diminuindo salários, reduzindo juros e perdoando dívida contraída a prazo.

Inflação é a solução. Emissão monetária, para irrigar, e seu contrapolo, a dívida pública, para enxugar. Fora isso, pinta deflação, a morte do capitalismo, como rolou em 1929, com fim do lassair faire. Essa é a receita que todos estão adotando, para fugir da morte pandêmica.

Os neoliberais da Fazenda insistem na morte, no equilibrismo orçamentário cuja tônica é segurar gasto, mesmo que os trabalhadores estejam morrendo. Só que essa receita vai matar o bolsonarismo ultrarradical de direita, porque ela não ganha eleição.

Sombra de Braga

Por isso Paulo Guedes entrou em choque com seu pupilo Mansuelo. Embora concorde com ele, jogou-o ao mar, como bode expiatório, pondo nele a culpa de estar levando Bolsonaro ao desastre eleitoral ao conduzir economicídio ultraneoliberal renegado pelo mundo inteiro. O coronavírus faz Guedes fugir do neoliberalismo para não ser demitido. Mas, ele é a cara neoliberal, fazer o que?

Busca, dessa forma, driblar as pressões dentro do governo conduzidas pelo general Braga Neto em favor de novo programa econômico, alinhado com neokeynesianismo. Volta-se para os gastos públicos, como fizeram os generais no poder militar, especialmente, Geisel, fugindo do garrote  FMI/EUA. Mira investimentos em infraestrutura, paralisados pela orientação neoliberal. Chega a hora de acerto de contas com mercado.

Nos últimos dias, Guedes tenta roubar da oposição o discurso em favor da renda básica universal para garantir aos mais pobres a sobrevivência diante do novo coronavírus que sua política está matando. Promete, agora, a chamada Renda Brasil que substituiria o Bolsa Família. Isso só não basta. Ficam faltando investimentos para puxar economia. O ministro escorrega em promessa vazia.

Política assassina 

Os generais estão desesperados com Guedes. Quanto mais resiste com políticas neoliberais mais expulsa do isolamento recomendado pelas leis sanitárias os trabalhadores que jogados às ruas são eliminados pela pandemia. O extermínio social pela covid-19 pode acelerar ainda mais diante da pregação dele de que o socorro financeiro emergencial de R$ 600 aprovados no Congresso, com orçamento de guerra, deve ser cortado para R$ 300.

Na prática, esse poderá ser o referencial do novo salário mínimo que o mercado irá pagar de agora em diante. O mínimo constitucional fixado pelo Congresso para 2020 em R$ 1.031 virou mera aparência. Nenhum empresário está contratando mais por esse preço diante da demanda maior que a oferta por emprego.

O exército de desempregados leva os capitalistas a lançarem mão da lei da oferta e da procura para diminuir o preço, proporcionada pela lei trabalhista segundo a qual o negociado sobrepõe-se ao legislado. Já tem gente que aceita trabalhar por prato de comida. Caminha-se, na prática, para o salário zero ou negativo na sua expressão máxima do termo, o ideal dos capitalistas. Desse modo, não terão custo algum com mão de obra nem com direitos trabalhistas. Os neoliberais vão conseguindo dessa forma a façanha de conquistar o pleno emprego. Há trabalho para todos, desde que o trabalhador aceite pagar para trabalhar. 

Fiasco à vista 

Assim, avança o subconsumismo, aprofundando deflação. Ele deverá afetar, por sua vez, o Programa Nacional de Micro e Pequenas Empresas – Pronampe.

Guedes tenta salvar as empresas de pequeno porte por meio de empréstimos bancários, com o governo bancando 100% do risco.  Mas, como o poder de compra dos trabalhadores cai, barbaramente, com a escalada do desemprego, dificilmente, os empresários terão receitas para liquidar empréstimos bancários, pagando juros de 4,25%(Selic de 3% + 1,25% de juros). Além disso, são obrigados a dar aval pessoal que corresponde a 130% do valor do financiamento.

Governos e prefeituras, dependentes das receitas geradas pela comercialização das empresas, entrarão em colapso inevitável diante da política neoliberal que insiste na austeridade fiscal.

Os banqueiros, temerosos de calotes, sentarão mais uma vez em cima do dinheiro que o governo lhes repassa para emprestar às micro e pequenas empresas. Preferirão colocar a grana nos títulos da dívida pública, rendendo juros compostos. Optarão por essa saída, como têm, reiteradamente, feito, apesar de o governo prometer cobertura total do risco, para que emprestem os R$ 15 bilhões que promete liberar via Pronampe. E mais uma coisa: por que os empresários vão tomar dinheiro caro, se não têm nenhuma previsão de retomada da economia. Está pintando mais um fiasco ultraneoliberal.

 

Bancocracia ataca população no Congresso

Independencia Sul Americana – Página: 2 – Socialismo, nossa utopia

Tempestade financeira à vista

O BC, comandado pelos bancos privados, pela Febraban, quer passar para a população um pepino financeiro especulativo monumental de mais de R$ 1 trilhão, que vai aprofundar, extraordinariamente, a desigualdade social, para salvar os poderosos de sempre, que ganham, mais e mais, sobre a exploração dos trabalhadores. Os senadores deixaram os Estados e Municípios, que estão morrendo à míngua, para salvar uma elite, que apoiou e apoia, abertamente, reformas neoliberais, responsáveis por aprofundar o mal maior que ataca o Brasil, a desigualdade social?

 

ABUTRES ATACAM BOLSO DO POVO NO SENADO, HOJE.CRISE FEDERATIVA POLARIZA CONGRESSO X EXECUTIVOComeça a ser votada hoje,…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, April 15, 2020

Moares tá vivo!

Salve, Celso!

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Política sobrepõe economia

Celso Pinto quando recusou o convite dos tucanos para registrar a história do Plano Real de FHC intuiu, antes, o que viria depois, os erros do populismo cambial fernandino: sobrevalorização do câmbio, para importar barato, e juros altos, para atrair capital, de modo a bancar as importações, achatar inflação, com salário corrigido pela média, e ganhar eleição.
A contrapartida destrutiva ficou explícita: desindustrialização – impulsionada, mais ainda, pela Lei Kandir – desemprego, endividamento acelerado, déficit em contas correntes do balanço de pagamento, colapso fiscal – que levaria o Consenso de Washington impor o tripé neoliberal –, desigualdade social, fuga de capital tal como acontece, nesse momento, com o bolsonarismo ultraneoliberal.
FHC, baleado, nas cordas, em 2012, teve que ajoelhar aos pés de Bill Clinton por socorro do FMI.

Antevisão corajosa

O desarranjo cambial puxado pelos juros altos, denunciado, corajosamente, por Celso Pinto, como arma eleitoral, é, agora, reconhecido por André Lara Resende.
Ex-integrante da equipe de FHC, Resende, adepto da nova política monetária que orienta proposta econômica de Bernie Sanders, faz mea culpa: os juros, fixados, exageradamente, acima do crescimento do PIB, pelos tucanos, representaram maior erro do Plano Real.
É pura abstração a conversa neoliberal de que juro alto é essencial para combater déficit fiscal e inflação, de modo a equilibrar dívida-PIB, para garantir crescimento sustentável(há, há, há).
A inflação e os juros estão baixos e o déficit financeiro do setor público incontrolável, com desemprego elevado, carregando nas costas tensão social e violência.
Totalmente, inverso do que dizem os fanáticos ortodoxos.

Preservar independência, grande triunfo

Se Celso Pinto tivesse aceito o convite dos amigos tucanos dele na USP, como Pérsio Arida, teria perdido a independência para alertar sobre perigo da armadilha populista cambial da qual lançaram mão, ao praticarem juro alto.
Fizeram a mágica do câmbio, ganharam a eleição, mas jogaram a economia no brejo do baixo crescimento estrutural, ao aprofundarem desigualdade social com juro superior ao crescimento do PIB.
A denúncia de Celso virou praga para o tucanato.
Depois que deixaram o poder, 1994-2002, não ganharam mais nada.
Tiveram que dar o golpe de 2016, depois de perderem, pela quarta vez, do PT, em 2014, quando então tentaram melar a eleição no tapetão.
Jogaram a economia na recessão violenta, em 2015 e 2016, porque as incertezas políticas decorrentes do golpe no tapetão sobrepujaram as expectativas positivas construídas nos laboratórios dos fanáticos neoliberais.
Os tucanos chegaram ao poder dando o golpe cambial e tentaram voltar dando o golpe eleitoral.
Estão, com as mentiras que pregaram, no ostracismo.

Golpeado pelo destino

Pena que Celso Pinto tenha, em 2003, depois de criado o Valor, em 2000, saído de campo pelo golpe cruel do destino.
Não pode acompanhar, de forma competente, os desdobramentos do tripé neoliberal, que os banqueiros obrigaram os petistas engolirem, depois da era FHC.
Nem, também, teve condições de analisar a nova matriz econômica que Dilma tentou levar adiante por meio de redução dos juros, atacada, por isso, violentamente, pelos credores.
A ironia do destino, agora, é que o Banco Central, diante da elevada taxa de juro que fixou acima do crescimento do PIB, para engordar a banca, não sabe o que fazer: se aumenta ou se reduz o custo do dinheiro, quando a desigualdade social impulsiona fuga de capital, levando o dólar a quase R$ 5.
Está naquela: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Dilmismo redivivo

A excomungada ex-presidente, na prática, antecipou o que os bancos centrais capitalistas desenvolvidos estão fazendo, nesse instante, jogando o juro para zero ou negativo.
Afinal, o capitalismo, superendividado, keynesianamente, no ambiente da financeirização econômica global, não suporta juro positivo, sob pena de implodir geral.
A nova matriz econômica, botando juro prá correr, torna-se imperativa, no momento global capitalista em transe.
Todo mundo está na da excomungada Dilma.

Independência ameaçada

Duvido que o Valor Econômico, nas mãos do Globo, fechado com o mercado financeiro, para implementar, a ferro e fogo, as reformas ultraneoliberais de Paulo Guedes/banca, deixasse Celso Pinto desenvolver sua exuberância, praticada na Folha de São Paulo e na Gazeta Mercantil, mais ligths na crítica econômica
Dificilmente, exerceria seu espírito crítico, como exercitou ao alertar e antecipar os equívocos dos economistas marqueteiros escravos do populismo cambial.
A liberdade de criticar, em tempos de financeirização econômica especulativa, atrapalharia interesses do grande oligopólio Globo, na bolsa, para onde a economia se descolou, depois de o consumo entrar em colapso com as reformas ultraneoliberais.
O apoio globeleza ao ultraneoliberalismo de Guedes representa o caráter duro, direitona, que se ergueria como empecilho ao espírito crítico.
Mas, a própria direita já está rachada em relação a Guedes.
Os últimos editoriais do Estadão vão na contramão dos radicais ultraneoliberais, responsáveis pelos pibinhos vagabundos alcançados depois do golpe de 2016.
“Tudo muda, só não muda a lei do movimento, segundo a qual tudo muda.”, diz Hegel.
A roda está girando para todos, inclusive, para o Globo.

Monk Pinto

 

 

Crash especulativo apavora banqueiros

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Juro em queda vira terror

Os bancos estão que só pura ambiguidade, como revela presidente do banco Itaú, Cândido Bracher.
Reclamam que se os juros caírem demais, indo a zero ou negativo, excluindo inflação, haveria fuga para consumo de outros ativos que não a dívida pública; pintaria bolha especulativa, por exemplo, no mercado de terras, imóveis etc.
Será que apenas redução dos juros, sem que haja aumento de gastos do governo, para puxar a demanda global, levaria ao consumismo excessivo, com explosão do crediário? Juros mais baixos, por si sós, produziriam esse impacto pavoroso da bolha, que levaria tudo de roldão?
Juro é, enfim, variável econômica independente, para levar a economia a um aquecimento excessivo?
Não é o que Keynes, o papa da economia, diz; para ele, a única variável econômica verdadeiramente independente no capitalismo é a quantidade da oferta de moeda na circulação capitalista jogada pelo governo; quando ele faz isso, 1 – aumenta preços, 2 – reduz salários, 3 – diminui juros e 4 – perdoa dívida contratada a prazo, pelo governo, famílias e empresas.
A conjugação dessas quatro consequências, decorrentes da maior oferta de dinheiro no mercado, levaria o empresário aos investimentos; elas despertariam nele, segundo o autor de Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, seu espírito animal diante da realização de lucro, que denominou eficiência marginal do capital; apenas, reduzir juro, não faria esse animal despertar; assim, não ocorreria o que os especuladores da banca temem, isto é, bolha imobiliária especulativa, para a qual já chamam atenção.

Retorno improvável

Ou estaria por trás desse alerta o que, realmente, eles temem: impossibilidade de se obter, na produção e no consumo, retorno lucrativo para a massa absurda de capital especulativo que gira na economia capitalista, tupiniquim e global?
Faz-se necessário, para que o lucro se realize em escala elevada, juro cada vez mais alto; se o juro despenca, como está ocorrendo nos países capitalistas desenvolvidos, os detentores de ativos, na especulação financeira, vão deslocar-se para imóveis, terras etc, como ocorreu no crash de 2008, implodindo bolha imobiliária.
Tem-se, então, aquele tal negócio: se ficar – na especulação, com juro alto –, o bicho pega, isto é, a dívida implode; se correr, por exemplo, para imóveis, o bicho come; haveria excessiva oferta no mercado imobiliário, derrubando preços e lucros.
O fato é que o presidente do Itaú quer juro mais alto, para continuar lucrando excessivamente na especulação financeira, embora saiba que isso produziria tempestade de papel bichado, levando para o buraco negro, até, o próprio sistema financeiro.

Dinheiro na mão é vendaval