http://independenciasulamericana.com.br
Reserva cambial para produção derruba inflação
Reserva cambial para produção derruba inflaçã…
Posted 1 dia ago

A inflação brasileira atual
é produto do nacionalismo

Utilizar uma parte boa das reservas cambiais de 400 bilhões de dólares, aproximadamente, para fazer o desenvolvimento andar mais depressa.
Temos batido, insistentemente, nessa…

Reserva cambial para produção derruba inflaçã…
Mesquitas cairam no conto do vigário de Lacerda
Mesquita caiu no conto do vigário de Lacerda
Posted 2 dias ago

 

Mesquita caiu no conto do vigário de Lacerda
Clarin: show de jornalismo sul-americano
Clarin: direita midiática dá show de jornalis…
Posted 3 dias ago

O verdadeiro espírito
jornalístico não
A esquerda e a direita, certamente, se incomodaram.
A primeira, porque não imaginava que o jornal de direita, como classifica o Clarin, fosse fazer um trabalho de…

Clarin: direita midiática dá show de jornalis…
Lula, vira chanceler mascate de Dilma
Lula no Itamarati: globalizar Bolsa Familia
Posted 4 dias ago

O programa brasileiro Bolsa
Família é, sem dúvida, a 
O chanceler Antônio Patriota, certamente, é um diplomata competente.
Se não fosse não teria chegado aonde chegou.
Mas ele é meio blasé.
Não tem aquele…

Lula no Itamarati: globalizar Bolsa Familia
Brasil leiloado
Dilma leiloa Brasil à moda tucana
Posted 5 dias ago

PMDB muda correlação de forças no governo
PMDB impõe novo jogo político ao Planalto
Posted 7 dias ago

Os banqueiros foram os
grandes perdedores com 
Governar é correlacionar as forças políticas no ambiente da coalizão governamental no jogo democrático.
O que ocorreu essa semana no Congresso foi uma alteração substancial…

PMDB impõe novo jogo político ao Planalto
MP não sustenta mais governo de coalização
Elite impotente cria onda fascista anti-juven…
Posted 12 dias ago

Ao proibir o jovem
de 14 aos 18 anos de

Enche o saco ler, praticamente, a cada dia comentários repetitivos de especialistas, de editorialistas, de palpiteiros de toda a natureza, com…

Elite impotente cria onda fascista anti-juven…
Acabou a era das MP com morte em plenário
Crise: PMDB racha governo e põe fim às MPs
Posted 15 dias ago

Jamais se viu, tão
nitidamente, no

Os impérios não caem pelas forças que atuam de fora para dentro, destruindo-os.
Quase nunca têm forças para tanto.
Ao contrário, são as forças internas, em choque…

Crise: PMDB racha governo e põe fim às MPs
Moeda internacional para novo comércio global
Moeda global para novo comércio internacional
Posted 16 dias ago

Espírito de solidariedade
sul-americano para enterrar
o unilateralismo imperialista e
fortalecer o multilateralismo

Moeda global para novo comércio internacional
Dilma esvazia tucanato paulista para 2014
Dilma-Afif esvazia tucanato paulista para 2014
Posted 17 dias ago

 

PreviousNext

Reserva cambial para produção derruba inflação

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Conselho Editorial Sul-Americano em 23-05-2013

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O ex-presidente Lula, que se transforma, a cada dia, no chanceler, de fato, do governo Dilma, defendeu, na Argentina, em reunião com mais de 80 intelectuais, empresários, trabalhadores de toda a América do Sul, a utilização das reservas cambiais para promover mais intensamente a cooperação econômica latino-americana, bem como a integração da América do Sul com a África. Essa é uma proposta que o www.independenciasulamericana.com.br tem pregado, insistemente, nos ultimos três anos. Se Sarney, em plena crise de sabotagem da banca internacional, entre 1985 e 1989, sobreviveu com uma reserva de 4 bilhões de dólares, por que, agora, ter medo de utilizar uma parte dela, quando o governo Dilma acumula quase 400 bilhões de dólares? Macho, sim, foi Sarney! A grande mídia, como sempre, não vocalizou esse importante encontro de Lula com a comunidade pensante sul-americana, ocasião em que conclamou, energicamente, a necessidade de serem abandonadas as receitas alienígenas ditadas pelos representantes do capital internacional, cuja essência é a de produzir resultados positivos, apenas, para seus interesses. Até aí, tudo bem. Cada um na sua. Mas, por que os sul-americanos não pensam com suas próprias cabeças, buscando a cooperação e as vantagens econômicas disponíveis? A América do Sul possui, em grande quantidade, tudo que a manufatura global necessita: alimento, energia, minério, gás, petróleo, terras em abundância, oferta abundante de energia solar, água e, também, uma base industrial e uma classe empresarial diligente etc. Não precisa de nada, como, nos anos de 1920, disse o grande empresário Ermelino Matarazzo, defensor da horizontalização empresarial, industrial e comercial brasileira. Não foi à toa que ele ergueu mais de 350 indústrias, como  relata Ronaldo Costa Couto, em seu importante livro sobre a vida do magnata italo-brasileiro, que chegou ao Brasil no final do século 19. Trazia, como capital, essencialmente, um carregamento de banha de porco, que afundou no porto, obrigando-o a começar do zero, até se transformar, graças às potencialidades econômicas brasileiras, no maior empresario do mundo, na primeira metade do século 20, ao lado de grandes magnatas americanos, dos automóveis, do petróleo etc. A elite pensante brasileira, que raciocina com a cabeça do capital alienígena, espalha que não se pode utilizar as reservas, porque elas são garantias contra especulações financeiras. Mas, ninguém, no mundo, acumulou tantas reservas, assim, nem a Alemanha, o país mais poderoso da Europa. Tem a China, que possui cerca de 3 trilhões de dólares guardados. Mas o que fazem os chineses com elas? Estão comprando ativos reais com os ativos fictícios! Por que ficarmos parados, boca aberta, cheia de dentes, esperando a morte chegar, na hora que a crise especulativa monetária implodir, como preveem muitos analistas de peso, que já enxergam descolamento entre a bolsa e a produção no compasso da expansão monetária americana, que intranquilia o próprio FED? Por que juntar moeda que caminha para a sobredesvalorização no compasso da especulação monetária imperialista americana, produzindo incertezas econômicas gerais e pressões inflacionárias intermitentes, enquanto falta dinheiro para as obras de infraestutura. Por que a grande mídia não coloca em discussão essa grande questão levantada por Lula, na Argentina, que não mereceu nenhuma repercussão por aqui, revelando o colonialismo cultural tupiniquim? O poder midiático nacional está fugindo da verdade quando não vê que a inflação brasileira decorre de dois fatores fundamentais que se conjugam. De um lado, a expansão do consumo decorrente da melhor distribuição da renda nacional. De outro, a expansão monetária do imperialismo americano, europeu e japonês, que sobredesvaloriza as moedas dos países emergentes, produzindo guerras cambiais autodestrutivas. Enquanto isso, o pais tem guardado perto de 400 bilhões de dólares, dando prejuízo ao tesouro nacional, por não render nada, de um lado, e exigir aumento de juro e elevação de dívida, de outro. Cadê as cabeças nacionais para pensar o Brasil, soberanamente? É por isso que se faz urgente e necessária a democratização dos meios de comunicação, porque depender do oligopolio midiático, comandado por meia dúzia de poderosas famílias, o Brasil continuará patinando.

A inflação brasileira atual

é produto do nacionalismo

hhhhhhhhhhhhhhh

O Brasil, segundo Matarazzo, não precisa de nada, pois tem tudo. Falta-lhe, apenas, cabeça para pensar por si mesmo, ficando dependente da cabeça dos outros. Aí é o caos.

Utilizar uma parte boa das reservas cambiais de 400 bilhões de dólares, aproximadamente, para fazer o desenvolvimento andar mais depressa.

Temos batido, insistentemente, nessa tecla, aqui, nesse espaço.

Por que guardar esse dinheirão todo que está dando prejuízo aos cofres públicos.

O governo compra títulos do tesouro americano, que não paga, atualmente, um centavo de juro, e paga o juro selic pelo dólar convertido em reais que entra nas fronteiras nacionais.

Burrice total.

O argumento oficial tem sido o de que essa baba de dinheiro, que não contribui para alavancar sequer a produção de uma cabeça de alfinete, protege a soberania nacional contra eventuais corridas cambiais.

econômico desenvolvimentista-

distributivista, de

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Vem ai, mês que vem, grande livro: a vida de Antônio Ermírio de Moraes, do professor José Pastore. Na crise, Ermirio partia para o investimento. Por que o discurso dele não é a moda na CNI?

Assim, vão se juntando dólares sobredesvalorizados, no rítmo da política de expansão monetária americana, que vai sobrevalorizando, artificialmente, a moeda nacional, contribuindo para intensificar desindustrialização brasileira, aumentar dívida interna e externa, forçando pressões inflacionárias, e criar fortes expectativas de desorganização das contas públicas.

Ou seja, acumula-se reservas que criam tensões macroeconômicas, cujos desfechos, como a história já comprovou, são, no limite, corridas cambiais, contra as quais as reservas, um dia, sabe-se lá quando, serão utilizadas como garantias disponíveis nos cofres nacionais.

Enquanto isso, ainda vivem, no Brasil, 22 milhões de brasileiros na miséria, padecendo de, praticamente, tudo.

É aquela velha história do pai que deixa o filho com fome para encher a barriga dos outros.

de um lado, e da expansão

monetária imperialista

americana, de outro, gerando

tensões cambiais

cujas consequências 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Mauá derrubou a libra esterlinha acumulando moeda brasileira até que esta desapareceu da praça e ele, com ela acumulada, pôs preço na sua mercadoria. Gênio. Cabeça própria, brasileira.

Falta dinheiro para bancar a infraestrutura, para intensificar a exploração de energia, petróleo etc.

Carece, também, de dinheiro para incrementar o empreendedorismo nacional, fomentando, especialmente, as micro e pequenas empresas, responsáveis por 35% do PIB e quase 90% da oferta de emprego no país.

As estradas precisam ser duplicadas, para a produção agrícola escoar até os portos.

As ferrovias dependem de investimentos, para cruzar o território nacional de norte a sul e de leste a oeste, a fim de garantirem maior competitividade ao produto nacional, no mercado internacional.

Contribuiriam, sem dúvida, para combater a inflação, mediante redução de custos de produção.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Lênin, líder da revolução soviética, defendeu que os operários russos teriam que dispor da disciplina dos operários de Ford, treinados, competentes, empreendedores.

As indústrias e os consumidores clamam por financiamentos mais baratos para a produção e o consumo, algo essencial, no ambiente em que a política de melhor distribuição da renda nacional – via maior valorização do salário mínimo e expansão de programas sociais redistributivos – colocou, no mercado, nos últimos dez anos, 40 milhões de novos consumidores etc.

Quer dizer, o combate à inflação está na mão.

Precisa de dinheiro para tocar o desenvolvimento, para ampliar a oferta de bens e serviços, de modo a contrabalançar a demanda que cresceu por conta do nacionalismo econômico em marcha?

Joga a reserva na produção, pombas!

Não tem mão de obra, para enfrentar tamanho desafio?

Importa a mão de obra disponível nos países ricos, altamente, detentores de tecnologia e educação, utilizando as reservas, pombas!

Faz-se necessário quadruplicar a oferta de ensino técnico, para garantir o futuro de uma juventude brasileira, ameaçada de não ter oportunidade de trabalho, afetada pela exclusão social?

Por que não mandar ver esse assunto, liberando verbas das reservas, pombas?

são bloqueio do comércio

internacional e aprofundamento

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anísio Teixeira, também, fã de Ford, pregou disseminação do ensino técnico profissional, nos anos 30, mas a elite nacional, com medo dos trabalhadores conscientes e preparados optou pelo obscurantismo fascista colonizado. Foi assassinado por pensar por si mesmo.

O gargalo do transporte público nos grandes centros encontrou o seu limite, em face da utilização do carro individual, cujas vendas aumentaram por conta da melhor distribuição da renda nacional?

Pombas, joga um terço das reservas, cerca de 120 bilhões de dólares, para fazer metrôs nos grandes centros, promovendo a expansão desenvolvimentista subterrânea, para aumentar a qualidade de vida do povo!

Os investidores internacionais viriam ou não viriam fazer parceria público-privada com o governo brasileiro, a fim de dinamizar a infraestrutura nacional, bancando meio a meio os investimentos?

O Governo Dilma colocaria 200 bilhões de dólares e a outra parte entraria com outros 200, por que não?

Os investidores internacionais estão com dinheiro empossado, porque não tem programas de investimentos públicos, já que os governos ricos estão falidos e porque, na esfera econômica desenvolvida, tudo já está pronto em matéria de infraestrutura.

Tudo está por fazer é na América do Sul e na África.

A economia nacional ficaria exposta às corridas cambiais especulativas, se fizessem um grande planejamento desenvolvimentista, nesse sentido, envolvendo os capitalistas do mundo desenvolvido que estão sem oportunidades de investir em seus países, por conta das políticas burras de austeridade, recomendadas pelo FMI?

da crise global em

escala incontrolável

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Subordinado ao pensamento econômico neoliberal alienígena a CNI, comandada pelo mineiro tucano, Robson Braga, não consegue levantar uma idéia desenvolvimentista empolgante. O que acha de utilizar as reservas para investir no desenvolvimento?

O que falta é o que Lula disse muito claramente: capacidade das elites dos países emergentes desligarem seus destinos do pensamento colonialista que tem manipulado-as com suas teorias furadas e exorbitantes.

Se Lula fosse escutar os mestres da economia, no auge da crise de 2007-2008, teria levado o Brasil para o buraco.

Felizmente, ele não tem a cabeça de FHC, que escreveu sobre a dependência nacional ao capital externo, mas que, no governo, aprofundou a dependência!

Se o PSDB quer chegar mais perto do povo, terá que aprender as lições de Lula, é claro, em favor da maior cooperação e melhor distribuição da renda, como alternativa fundamental para superar a crise global.

O resto é conversa de tucano para boi dormir.

Lula no Itamarati: globalizar Bolsa Familia

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Conselho Editorial Sul-Americano em 20-05-2013

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

LULA, COM SUAS VIAGENS INTERNACIONAIS, CADA VEZ MAIS FREQUENTES, DANDO PITACO EM TUDO, CORAJOSA E EXTROVERTIDAMENTE, VAI SE TORNANDO, DE FATO, O NOVO MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO GOVERNO DILMA, CRIANDO UMA NOVA IMAGEM DO BRASIL NO MUNDO, GRAÇAS A SUA FILIAÇÃO POPULAR E SEU DISCURSO PAUTADO NA DISTRIBUIÇÃO DA RENDA COMO SAÍDA PARA A CRISE GLOBAL. – Dilminha, você está vendo o que pode acontecer no Brasil, se houver uma recaída na distribuição da renda e o Bolsa Familia acabar? Haveria rebelião popular incontrolável. Não sei, sinceramente, quem espalhou esse boato terrorista, se foi a oposição ou se foi, mesmo, algum fogo amigo. A gente nunca sabe, mas tem doido nas nossas fileiras. Mas, o importante é que serviu para a gente perceber, claramente, que não há jeito de retroceder em políticas de distribuição da renda. Pelo contrário. O negócio é aprofundar a discussão e avançar em mais distribuição da riqueza. Os ricos ganham e os pobres ficam garantidos. Aprendemos, na crise, que dar é receber. Demos consumo para os miseráveis, e o que aconteceu? As empresas produziram mais, a taxa de emprego é a mais baixa da nossa história, apesar do PIB está crescendo pouco, e nossa arrecadação cresceu, pois consumo é produção e produção é consumo que produz arrecadação. Sem esse jogo, como teríamos recursos para os investimentos? Como seríamos, agora, nessa crise, alvo dos investidores globais, que não têm onde colocar seu dinheiro, senão no Brasil e na América do Sul? A grande mídia fica falando que estamos gastando mais, por isso estamos arrecadando menos. Meu Deus do céu, quanta miopia! É claro que quando alguém está fazendo uma casa para alugar ou vender não arrecada nada. Mas, o gasto, aí, não é investimento? A casa precisa ficar pronta, primeiro, é ou não é? Depois, os alugueis ou a venda, com a margem de lucro necessária, garantirão o retorno. E nesse meio tempo, onde vamos arrumar dinheiro? Claro, dando para os pobres, para eles irem com o cartão de crédito do Bolsa Família comprar no supermercado o que precisam. Como serão repostos os estoques senão com mais produção na agricultura, na indústria, nos transportes, no consumo de energia etc? Isso é ou não é mais arrecadação, mais investimentos? É o que vai acontecer com os nossos investimentos em infraestrutura. Enquanto isso, se a arrecadação cair muito, o negócio é dar mais Bolsa Família, mais comida, mais demanda, mais salários, mais tributos no caixa do tesouro. Não devemos dar ouvido a esse pessoal que fica botando a grande mídia para falar o discurso de banqueiro.  O negócio é dar menos dinheiro para os banqueiros e mais para os mais pobres. Vai ser melhor para os próprios banqueiros, pois terão mais garantia de que  receberão pelos empréstimos que estão realizando. Imagine o contrário! Superavit primário? Quer saber de uma coisa, Dilminha? O negócio é EQUILIBRIO PRIMÁRIO. Já estaria bom demais. Esse pessoal já ganhou muito. Basta de SUPERAVIT PRIMÁRIO. Nessa fase em que estamos arrecadando menos em relação ao que estamos gastando, o jogo é dar mais para os pobres. A bicicleta não pode parar. Esse é o capitalismo. Austeridade? Olhaí os europeus, encalacradinhos da silva. Vamos propor bolsa família para os desempregados europeus, e a mão de obra especializada deles, vamos trazer para cá. Bolsa Família, também, para a Africa toda. Cada centavo que o pobre gasta no cartão de crédito do Bolsa Família, o tesouro arrecada 40%, R$ 0,4. Tem negócio melhor do que esse no mundo, Dilminha? Nossa política externa tem que ser a de propaganderar a melhor distribuição da renda no mundo, para que os países mais pobres tenham recursos em caixa para investir. Feito isso, vamos apoiar nossas grandes empresas para irem lá fazer esses investimentos, com a ajuda do BNDES. Agora, que estamos com os brasileiros na FAO e na OMC, o jogo é esse. O Graziano tem que fazer, na ONU, o discurso do Programa Bolsa Família Global. Se isso acontecer, sabemos que a receita é certa. O comércio internacional vai melhorar ou não, ajudando o Azevêdo a alavancar as negociações em Doha, concorda comigo? – Ô, meu caro Lula, vou colocar você no Itamarati para globalizar o Bolsa Familia, e ajudar a dinamizar Doha, que tal? – Peraí, mas e o Patriota? – Deixa comigo.

O programa brasileiro Bolsa

Família é, sem dúvida, a 

O chanceler Antônio Patriota, certamente, é um diplomata competente.

Se não fosse não teria chegado aonde chegou.

Mas ele é meio blasé.

Não tem aquele impulso, aquela impetuosidade, aquela instintitivade que a velocidade do mundo das comunicações exige.

Pode ser um grande profissional atuante nos bastidores, mas nas declarações é uma insuficiência só em matéria de comunicação, para dar aquele impacto tão necessário, produzido pela ousadia, de modo a compatibililizar-se com a política externa inagurada na Era Lula e que, apesar dos críticos tucanos aristocratas, marcou novo ponto de inflexão na história do Itamarati.

Lula, com o seu braço direito Celso Amorim, adotou a ousadia, meteu o nariz aonde nunca foi chamado, como , por exemplo, no Oriente Médio, e marcou posição.

Avançou na África, sentindo, forte, seu potencial econômico, social e político, relacionado à irmandade africana-brasileira.

Fez o discurso sul-americano da solidariedade continental, recusando a ação tucana favorável à invasão do Brasil na Bolívia para enfrentar o nacionalismo de Evo Moralez.

Tudo por conta da disposição de colocar o Brasil na agenda internacional, para dar curso a sua determinação de atuar junto aos grandes, pois o Brasil é, economica e politicamente, grande, alvo dos interesses dos grandes.

É o que comprova o panorama internacional, quando os investidores globais de peso se voltam para a realidade brasileira, convencidos de que ela impõe rumo aos acontecimentos, no ambiente do avanço do multilateralismo, quanto mais a crise capitalista internacional se aprofunda, com mais intensidade, na Europa, atolada no brejo da austeridade fiscal.

receita mais certa dos

países emergentes para 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O MEDO DAS ELITES É ISSO AÍ, A REBELIÃO DAS MASSAS. POR ISSO, SEMPRE TENTOU SEGURÁ-LAS, CONCENTRANDO RENDA E CONTROLANDO-A POR MEIO DA ETERNIZAÇÃO DA MISÉRIA. MAS, E AGORA, QUE ELAS NÃO DEPENDEM MAIS DOS FAVORES DOS CORONÉIS DA POLÍTICA? Bastou um mero boato terrorista, lançado em final de semana, não se sabe por quem, dando conta de que o Programa Bolsa Família iria acabar, para que as massas, instantaneamente, se levantassem para entrar em pânico protesco contra tal possibilidade sinistra. Especialmente, nos estados do Norte e do Nordeste, a reação foi impressionante. Evidenciou o óbvio: a popularidade do governo Dilma é isso aí, as massas tendo a garantia de barriga cheia por meio dos gastos sociais do governo. É esse consumo popular que não deixou a economia ir para o buraco na crise global. Não há volta em relação à questão distributiva. Uma vez garantida uma política de distribuição da renda, querer voltar atrás, mediante discurso neoliberal da austeridade, para que o governo gaste menos, a fim de que o setor privado invista mais, em nome do equilibrismo orçamentário, é puro suicídio. É pedir para ser expulso do poder nas próximas eleições, ou antes dela, pela rebelião popular.

As políticas monetarias adotadas pelos países ricos, a caminho do empobrecimento relativo, depois da bancarrota americana e européia, que obrigou os governos a socorrem os grandes bancos, a fim de evitar o colapso total, estabeleceram novo contexto para os investidores no panorama global.

Na medida em que os bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, agora, seguidos, com mais extroversão, também, pelos BCs da Índia, da Rússia, devendo, também, ser acompanhados pelos asiáticos em geral, ampliam a oferta de moeda na circulação capitalista, mais os investidores se alarmam.

Por que?

Simples.

Ela ameaça os ativos deles,  já que esse movimento de expansão monetária vem acompanhado da disposição dos governos de manterem em vigor juro zero ou negativo, para não estourarem seus caixas e abrirem-se para o perigo de hiperinflações exponenciais.

Ou seja, a montanha de dinheiro em circulação terá o destino da montanha de bananas que ao amadurecerem demais, sem consumidores, apodrecem.

Antes que isso ocorra, os investidores, que não têm mais condições de ganhar na especulação, como ocorreu até o auge financeirização econômica especulativa global, em 2007-2008, buscam espaços onde haja oportunidade de investimentos e algum juro positivo, para garantir reprodução dos seus capitais ameaçados.

dinamizar a estagnada

economia mundial pela 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O PASSAPORTE DO PODER POPULAR

Contraditoriamente, portanto, a taxa de juro selic brasileira(7,5% nominal – 5,5% de inflação = juro real de 2%), embora cause bafafá, aliada aos programas de investimentos do governo Dilma, em torno de 500 bilhões de dólares, nos próximos dez anos – energia, mineração, petróleo, portos, aeroportos, estradas etc – constitui-se em diferencial, especialmente, porque, ainda, é, relativamente, baixa a relação dívida-PIB, na casa dos 35%-40%.

Confere, desse forma, certa folga nas contas públicas, sem maiores perigos de estouros em matéria de deficit em contas correntes do balanço de pagamentos, sabendo, também, que o governo dispõe do atenuante positivo de uma reserva cambial próxima dos 400 bilhões de dólares etc.

Nesse contexto de relativa estabilidade para a economia brasileira em meio à instabilidade global, que induz investidores internacionais a voarem com seus capitais para o Brasil, num salve-se quem puder, favorecido pelas oportunidades de investimentos disponiveis, a política externa brasileira, como disse Lula, em Porto Alegre, semana passada, tem, sem dúvida, de ser mais agressiva.

louca receita econômica da

austeridade fiscal em plena crise

aecio sem povo

PSDB E DISTRIBUIÇÃO DA RENDA,NADA A VER. EIS O DESESPERO DOS TUCANOS, COM SUAS POLÍTICAS NEOLIBERAIS QUE CONCENTRAM CAPITAL E AMPLIAM A MISÉRIA POPULAR. Aécio Neves, senador mineiro, novo presidente do PSDB, eleito no final de semana, para comandar a tentativa tucana de chegar ao poder, deu uma de raposa querendo tomar a uva do bico do corvo em cima da árvore dizendo que ela está podre. Governar eficientemente é deixar o povo satisfeito, de barriga cheia, consumindo, para garantir arrecadação de impostos, que alavanca investimentos. Os tucanos dizem que inventaram o Bolsa Familia. Mas pensar e falar é uma coisa Pensar, falar e fazer é outra. Não fizeram. Fizeram, sim, o discurso neoliberal, de combater inflação, desindustrializando o país e jogando a taxa de emprego no chão, mediante moeda sobrevalorizada. Se fizerem isso de novo, uma vez chegando – se chegarem… – ao poder, serão expulsos de campo. Falar que Dilma não sabe gerir, quando ela entrega, em tempo recorde, construção de estádios para a Copa das Confederações e para Copa do mundo, é um contrasenso. E a aprovação da lei dos portos que poderá atrair ainvestimento de R$ 50 bilhões, é ou não gestão governamental eficiente? E a inflação, por que não cai? Por que o povo está comendo mais! Não vai ser com planos de gestão de austeridade tucana que a alta dos preços será combatida, trocando câmbio por menos imposto, como querem os neoliberais que assessoram Aécio. As circunstâncias históricas exigem outro discurso, que compatibilize distribuição de renda com mais investimentos sem redução de gastos, porque estes são as molas desenvolvimentistas, das quais os investidores necessitam. O bla, bla, bla neoliberal tucano é a receita para a derrota eleitoral.Não é à toa que FHC está desesperado, chamando a atenção da tucanada que sem cheiro de povo não dá para chegar lá. FHC atraiu o cheiro do povo com uma varinha de condão – populismo cambial – que se esfumaçou em corrida especulativa contra o real que ele próprio tentou fortalecer articialmente. A experiência tucana perdurou de 1994 a 1998. E foi só.

Combinar a disposição dos investidores internacionais com os nacionais, coordenados, politicamente, por uma orientação nacional-internacionalista, sob discurso do avanço da distribuição da renda, nos países emergentes, em escala ascendente, representa avançar na nova correlação de forças no contexto multilateral que vai substituindo o cada vez mais esgarçado unilateraismo mantido pelos ricos em escalada de empobrecimento relativo.

A fragilidade das moedas deles sob impacto das suas políticas monetárias expansionistas prepara bolhas especulativas que inevitavelmente vão explodir, levando a crise a um novo patamar sinistro.

Os comentaristas neoliberais, tipo Luiz Carlos Mendonça de Barros, tenta vender o discurso de que a crise está no fim, mas não esclarece que, cada vez mais, o comportamento especulativo nas bolsas se descola da economia real, que tem dificuldade de reagir à bancarrota do consumo, proporcionada pela falta de renda, não mais alavancada pela especulação financeira fictícia.

Diante dessa perspectiva, Lula, como a representação mais impactante do Brasil no novo cenário global, tem plenas condições, como chanceler do Governo Dilma, de dar continuidade ao seu pragmatismo popular de transformar-se em mascate internacional para abrir espaço às indústrias instaladas no Brasil transformando-as em plataforma de exportação.

O estouro da economia monetária em curso em decorrência das desvalorizações cambiais sem freio prepara nova etapa da crise global que irá fragilizar ainda mais as potências altamente endividadas, abrindo espaço para os emergentes sob discurso distributivista-lulista-dilmista-multilateralista.

 

Dilma leiloa Brasil à moda tucana

Categoria: (Economia, Política) por Adriano Benayon em 19-05-2013

 1. A 11ª rodada de licitações do petróleo, hoje, é novo marco na descida do Brasil para a condição de país de escravos.   2. São 289 blocos, em 11 Estados. As estimativas indicam que os blocos totalizariam, de 40 a 54 bilhões de barris in situ. Aplicado o fator de 25%, prevê-se produção de 10 a 13,5 bilhões de barris.   3. Muitos técnicos julgam provável haver mais petróleo nesses 289 blocos, todos em áreas fora do pré-sal, nas quais as reservas provadas até hoje totalizam 14 bilhões de barris.    4.  A Agência Nacional (???) do Petróleo (ANP) declarou que nos blocos licitados deverão ser descobertos 19,1 bilhões de barris de petróleo e gás, que serão exportados.  O valor, na cotação atual, é quase US$ 2 trilhões.   5. Conforme a Lei 9.478/1997, outro marco da escravidão, ficaremos com royalties de 10% desse montante. Na média, os países produtores de petróleo recebem das transnacionais 80% do valor das receitas.   6. Peritos, como Fernando Siqueira e Paulo Metri, vão ao ponto: “a pergunta óbvia é ‘quem definiu que a exportação desse petróleo é a melhor opção para o Brasil’?”   7.  Com a concessão de 30 anos para a exploração, a ANP espera arrecadar R$ 1 bilhão (0,25% do valor dos blocos), quantia insuficiente para   reformar um estádio para a Copa, lembra o químico Roldão Simas.    9. Na maioria dos países exportadores, suas empresas não dispõem de tecnologia para produzir petróleo. Por isso, necessitam recorrer às petroleiras transnacionais para extrair o petróleo do subsolo.   10. Nesses países as economias são pouco industrializadas. Faltam terras agricultáveis e suficiente dotação de água. Portanto, precisam exportar petróleo para importar alimentos, bens de consumo, equipamentos, serviços etc.  Não é o caso do Brasil, cujo interesse é preservar esse recurso estratégico, tendente à escassez.   11. As petroleiras transnacionais vão importar equipamentos, componentes, insumos e serviços técnicos. Vão superfaturar os preços dessas importações e subfaturar os da exportação, além de omitir as reais quantidades exportadas.   12. Ademais, remeterão lucros oficiais e disfarçados. Assim, no líquido,  resultará  pouca ou nenhuma melhora do saldo das transações correntes, cujo déficit no Brasil, em aceleração, já é dos mais altos do mundo, em decorrência principalmente da desindustrialização e da desnacionalização da economia.   13. Então para que doar um recurso valioso e estratégico, depauperando as reservas (mineral não dá duas safras), em troca de royalties de apenas 1/10 das receitas da exportação declarada pelas transnacionais.   14. Que motivos, pois, afora abissal incompetência e/ou extrema corrupção, fariam as “autoridades responsáveis”, presentear as empresas estrangeiras com 90% das receitas?  Trata-se de negócio ou de negociata?   15.  Ainda por cima, a Lei Kandir, outro marco da escravidão, isenta a  exportação de minérios de ICMS, PIS/Cofins e CIDE, cuja arrecadação propiciaria 30% das receitas.    16. Então, para que exportar petróleo bruto, com baixo valor agregado?  E por que não investir no refino e na petroquímica, para o mercado interno e para exportação?   17. Não faltam recursos públicos para financiar investimentos da Petrobrás (que os está buscando no exterior: mais endividamento). Porém, além de não os prover, o governo federal a descapitaliza, forçando-a importar derivados  e a vendê-los aqui por preço igual ao da produção interna, congelado, por alguns anos, para deter a inflação.   18. Assim, a política entreguista leva a Petrobrás a reduzir, em relação às rodadas anteriores, a proporção de blocos que vai adquirir. Desta vez, ela se est, em geral, associando às estrangeiras. 19. A ANP ignora deliberadamente o desastre causado pela transnacional estadunidense  Chevron. em novembro de 2011   (poço de Campo do Frade, na Bacia de Campos). Ora, a própria ANP, reconheceu que  o brutal vazamento  de 3.700 barris de óleo poderia ter sido evitado, se a Chevron tivesse observado as regras de segurança. 20. Os impactos ambientais e sociais altamente danosos,  ligados à  exploração de petróleo, impeliram organizações da sociedade civil a requerer ao Judiciário a suspensão da 11ª Rodada. 21. A pressão da sociedade terá de ser forte, ir além das manifestações, haja vista o histórico do Judiciário, semelhante aos do Executivo e do Legislativo. E, se não se detiver a fúria entreguista, a ANP, esta fará, ainda este ano, leilão para a área do Pré-Sal, além da 12ª rodada para outras áreas.   22.  Uma das muitas ações ajuizadas, em 1997, para anular o leilão de privatização da Vale do Rio Doce, teve ganho de causa, em 2005, na 2ª instância, havendo o Tribunal Regional Federal de Brasília declarado fraudulento o leilão e anulado a privatização. Mas o BRADESCO recorreu, e, até hoje, o processo segue engavetado no STJ. 23. De resto, os  leilões são inconstitucionais, porquanto a Constituição de 1988 prescreve que o petróleo pertence à União, e não há norma explícita na CF quanto a concessões em matéria de petróleo. 24.  Prejuízos adicionais para o País decorrem de as multinacionais  usarem mão-de-obra terceirizada e padrões de emprego inferiores aos da Petrobrás.  Isso implica ínfima geração de renda para brasileiros e maior risco de acidentes e mortes. 25.  Fala-se de 47 empresas estrangeiras  habilitadas para o leilão e de 17 brasileiras, na maioria, dirigidas por testas-de-ferro. 26. Assinala Fernando Siqueira: “Além do cartel internacional, vão participar dos leilões as estrangeiras da Associação dos Produtores Independentes do Petróleo, formada por  18 empresas. Destas  14 são multinacionais, inclusive a El Paso, uma das sete irmãs. 27. Paulo Metri: “As empresas estrangeiras não querem construir refinarias no Brasil para exportarem derivados. Querem declaradamente exportar petróleo in natura.” 28. Ele esclarece que os blocos  marítimos se têm mostrado os mais produtivos e os que exigem mais investimentos, 80% dos quais são para as  plataformas.  29. Ainda Metri:  “A 1ª rodada aconteceu em 1999 e, desde então, empresas estrangeiras arrematam blocos e nunca compram plataformas no Brasil.  Tampouco encomendam desenvolvimento tecnológico aqui. Só quem compra plataforma e desenvolve tecnologia no Brasil é a Petrobras.  A maior parte da geração de empregos se dá com a encomenda da plataforma. Quem aqui não compra, quase não gera emprego. 30. A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)  esclarece que  essa é a única empresa que maximiza a compra materiais e equipamentos no País, propicia o desenvolvimento tecnológico e contrata técnicos brasileiros. 31. Ademais, segundo a AEPET, além de os blocos ora licitados terem sido descobertos pela Petrobrás, também o foram os do pré-sal. 32. Após o entreguismo monolítico do período FHC, em que, inclusive foi criada a ANP, e nela instalados diretoria e quadros técnicos, vinculados à oligarquia financeira anglo-americana, o geólogo Guilherme Estrela foi nomeado diretor de exploração da Petrobrás no governo Lula. 33. Então foram descobertos, de  janeiro a agosto de 2003, 6 bilhões de barris dos 14 bilhões das reservas provadas atuais. Estrela reativou também o grupo de pesquisadores do pré-sal,  e, em 2006, teve início a perfuração nessa província, com êxito em 2007, obtendo-se reserva de mais de 100 bilhões de barris. 34. Lula fizera aprovar a Lei 12351/2010 para capitalizar a Petrobrás através de cessão onerosa, através da qual  a União cedeu um conjunto de blocos onde se esperava encontrar 5 bilhões de barris. A Petrobras pagou com títulos do Governo, e este comprou ações da Petrobrás com esses títulos. 35.  A Petrobrás então descobriu o campo de Franco, com reservas de 6 a 9 bilhões de barris e o de Libra, onde há reserva de 15 bilhões de barris. Conforme a nova lei, a ANP pode contratar com a Petrobrás, sem licitação, a exploração das áreas consideradas estratégicas.  36. Entretanto, intervindo, mais uma vez, contra o Brasil, a ANP  retirou  o campo de  Libra da cessão onerosa à Petrobrás e quer leiloá-lo. Segundo Siqueira, a diretora da ANP, perguntada sobre as razões disso, não respondeu e diz que esse bloco será “o grande atrativo” do próximo leilão. 37. As potências imperiais, com suas fundações e instituições e com as locais, igualmente movidas a dinheiro, têm incutido na maioria dos brasileiros a mentalidade dos escravos, inclusive através da destruição dos valores, da educação  e da cultura, enquanto os acostuma a tolerar condições cada vez mais degradantes de vida. 38. Isso ocorre de forma intensa e crescente, desde agosto de 1954.  Assim, o desafio para quem deseja dignidade para si e para seus compatriotas, é desenraizar aquela mentalidade. Isso exige grandes e persistentes esforços, e tem de ser feito em menos tempo que os 40 anos  passados por Moisés, no deserto, a transformar a mente de seus seguidores.   * - Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.   gg


1. A 11ª rodada de licitações do petróleo, hoje, é novo marco na descida do Brasil para a condição de país de escravos.
2. São 289 blocos, em 11 Estados. As estimativas indicam que os blocos totalizariam, de 40 a 54 bilhões de barris in situ. Aplicado o fator de 25%, prevê-se produção de 10 a 13,5 bilhões de barris.
3. Muitos técnicos julgam provável haver mais petróleo nesses 289 blocos, todos em áreas fora do pré-sal, nas quais as reservas provadas até hoje totalizam 14 bilhões de barris.
4. A Agência Nacional (???) do Petróleo (ANP) declarou que nos blocos licitados deverão ser descobertos 19,1 bilhões de barris de petróleo e gás, que serão exportados. O valor, na cotação atual, é quase US$ 2 trilhões.
5. Conforme a Lei 9.478/1997, outro marco da escravidão, ficaremos com royalties de 10% desse montante. Na média, os países produtores de petróleo recebem das transnacionais 80% do valor das receitas.
6. Peritos, como Fernando Siqueira e Paulo Metri, vão ao ponto: “a pergunta óbvia é ‘quem definiu que a exportação desse petróleo é a melhor opção para o Brasil’?”
7. Com a concessão de 30 anos para a exploração, a ANP espera arrecadar R$ 1 bilhão (0,25% do valor dos blocos), quantia insuficiente para reformar um estádio para a Copa, lembra o químico Roldão Simas.
9. Na maioria dos países exportadores, suas empresas não dispõem de tecnologia para produzir petróleo. Por isso, necessitam recorrer às petroleiras transnacionais para extrair o petróleo do subsolo.
10. Nesses países as economias são pouco industrializadas. Faltam terras agricultáveis e suficiente dotação de água. Portanto, precisam exportar petróleo para importar alimentos, bens de consumo, equipamentos, serviços etc. Não é o caso do Brasil, cujo interesse é preservar esse recurso estratégico, tendente à escassez.
11. As petroleiras transnacionais vão importar equipamentos, componentes, insumos e serviços técnicos. Vão superfaturar os preços dessas importações e subfaturar os da exportação, além de omitir as reais quantidades exportadas.
12. Ademais, remeterão lucros oficiais e disfarçados. Assim, no líquido, resultará pouca ou nenhuma melhora do saldo das transações correntes, cujo déficit no Brasil, em aceleração, já é dos mais altos do mundo, em decorrência principalmente da desindustrialização e da desnacionalização da economia.
13. Então para que doar um recurso valioso e estratégico, depauperando as reservas (mineral não dá duas safras), em troca de royalties de apenas 1/10 das receitas da exportação declarada pelas transnacionais.
14. Que motivos, pois, afora abissal incompetência e/ou extrema corrupção, fariam as “autoridades responsáveis”, presentear as empresas estrangeiras com 90% das receitas? Trata-se de negócio ou de negociata?
15. Ainda por cima, a Lei Kandir, outro marco da escravidão, isenta a exportação de minérios de ICMS, PIS/Cofins e CIDE, cuja arrecadação propiciaria 30% das receitas.
16. Então, para que exportar petróleo bruto, com baixo valor agregado? E por que não investir no refino e na petroquímica, para o mercado interno e para exportação?
17. Não faltam recursos públicos para financiar investimentos da Petrobrás (que os está buscando no exterior: mais endividamento). Porém, além de não os prover, o governo federal a descapitaliza, forçando-a importar derivados e a vendê-los aqui por preço igual ao da produção interna, congelado, por alguns anos, para deter a inflação.
18. Assim, a política entreguista leva a Petrobrás a reduzir, em relação às rodadas anteriores, a proporção de blocos que vai adquirir. Desta vez, ela se est, em geral, associando às estrangeiras.
19. A ANP ignora deliberadamente o desastre causado pela transnacional estadunidense Chevron. em novembro de 2011 (poço de Campo do Frade, na Bacia de Campos). Ora, a própria ANP, reconheceu que o brutal vazamento de 3.700 barris de óleo poderia ter sido evitado, se a Chevron tivesse observado as regras de segurança.
20. Os impactos ambientais e sociais altamente danosos, ligados à exploração de petróleo, impeliram organizações da sociedade civil a requerer ao Judiciário a suspensão da 11ª Rodada.
21. A pressão da sociedade terá de ser forte, ir além das manifestações, haja vista o histórico do Judiciário, semelhante aos do Executivo e do Legislativo. E, se não se detiver a fúria entreguista, a ANP, esta fará, ainda este ano, leilão para a área do Pré-Sal, além da 12ª rodada para outras áreas.
22. Uma das muitas ações ajuizadas, em 1997, para anular o leilão de privatização da Vale do Rio Doce, teve ganho de causa, em 2005, na 2ª instância, havendo o Tribunal Regional Federal de Brasília declarado fraudulento o leilão e anulado a privatização. Mas o BRADESCO recorreu, e, até hoje, o processo segue engavetado no STJ.
23. De resto, os leilões são inconstitucionais, porquanto a Constituição de 1988 prescreve que o petróleo pertence à União, e não há norma explícita na CF quanto a concessões em matéria de petróleo.
24. Prejuízos adicionais para o País decorrem de as multinacionais usarem mão-de-obra terceirizada e padrões de emprego inferiores aos da Petrobrás. Isso implica ínfima geração de renda para brasileiros e maior risco de acidentes e mortes.
25. Fala-se de 47 empresas estrangeiras habilitadas para o leilão e de 17 brasileiras, na maioria, dirigidas por testas-de-ferro.
26. Assinala Fernando Siqueira: “Além do cartel internacional, vão participar dos leilões as estrangeiras da Associação dos Produtores Independentes do Petróleo, formada por 18 empresas. Destas 14 são multinacionais, inclusive a El Paso, uma das sete irmãs.
27. Paulo Metri: “As empresas estrangeiras não querem construir refinarias no Brasil para exportarem derivados. Querem declaradamente exportar petróleo in natura.”
28. Ele esclarece que os blocos marítimos se têm mostrado os mais produtivos e os que exigem mais investimentos, 80% dos quais são para as plataformas.
29. Ainda Metri: “A 1ª rodada aconteceu em 1999 e, desde então, empresas estrangeiras arrematam blocos e nunca compram plataformas no Brasil. Tampouco encomendam desenvolvimento tecnológico aqui. Só quem compra plataforma e desenvolve tecnologia no Brasil é a Petrobras. A maior parte da geração de empregos se dá com a encomenda da plataforma. Quem aqui não compra, quase não gera emprego.
30. A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) esclarece que essa é a única empresa que maximiza a compra materiais e equipamentos no País, propicia o desenvolvimento tecnológico e contrata técnicos brasileiros.
31. Ademais, segundo a AEPET, além de os blocos ora licitados terem sido descobertos pela Petrobrás, também o foram os do pré-sal.
32. Após o entreguismo monolítico do período FHC, em que, inclusive foi criada a ANP, e nela instalados diretoria e quadros técnicos, vinculados à oligarquia financeira anglo-americana, o geólogo Guilherme Estrela foi nomeado diretor de exploração da Petrobrás no governo Lula.
33. Então foram descobertos, de janeiro a agosto de 2003, 6 bilhões de barris dos 14 bilhões das reservas provadas atuais. Estrela reativou também o grupo de pesquisadores do pré-sal, e, em 2006, teve início a perfuração nessa província, com êxito em 2007, obtendo-se reserva de mais de 100 bilhões de barris.
34. Lula fizera aprovar a Lei 12351/2010 para capitalizar a Petrobrás através de cessão onerosa, através da qual a União cedeu um conjunto de blocos onde se esperava encontrar 5 bilhões de barris. A Petrobras pagou com títulos do Governo, e este comprou ações da Petrobrás com esses títulos.
35. A Petrobrás então descobriu o campo de Franco, com reservas de 6 a 9 bilhões de barris e o de Libra, onde há reserva de 15 bilhões de barris. Conforme a nova lei, a ANP pode contratar com a Petrobrás, sem licitação, a exploração das áreas consideradas estratégicas.
36. Entretanto, intervindo, mais uma vez, contra o Brasil, a ANP retirou o campo de Libra da cessão onerosa à Petrobrás e quer leiloá-lo. Segundo Siqueira, a diretora da ANP, perguntada sobre as razões disso, não respondeu e diz que esse bloco será “o grande atrativo” do próximo leilão.
37. As potências imperiais, com suas fundações e instituições e com as locais, igualmente movidas a dinheiro, têm incutido na maioria dos brasileiros a mentalidade dos escravos, inclusive através da destruição dos valores, da educação e da cultura, enquanto os acostuma a tolerar condições cada vez mais degradantes de vida.
38. Isso ocorre de forma intensa e crescente, desde agosto de 1954. Assim, o desafio para quem deseja dignidade para si e para seus compatriotas, é desenraizar aquela mentalidade. Isso exige grandes e persistentes esforços, e tem de ser feito em menos tempo que os 40 anos passados por Moisés, no deserto, a transformar a mente de seus seguidores.

PMDB impõe novo jogo político ao Planalto

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Cesar Fonseca em 17-05-2013

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

DEPUTADO EDUARDO CUNHA(PMDB-RJ),NOVO LÍDER POLÍTICO NA CENA LEGISLATIVA NACIONAL. Desde que, nesse ano, o PMDB conquistou as duas Casas do Congresso – Senado e Câmara – os líderes peemedebistas, senador Renan Calheiros(AL) e deputado Henrique Eduardo Alves(RN) mandaram recado forte ao Palácio do Planalto: não aceitariam mais contingenciamentos de recursos orçamentários sobre as emendas parlamentares, no ambiente do orçamento não financeiro da União, para que sejam atendidos os interesses dos banqueiros, no âmbito do orçamento financeiro. Articulam, para tanto, o chamado orçamento impositivo, que prometem aprovar até final de junho, conforme se comprometeu com o plenário lotado essa semana o deputado Alves sob aplausos gerais. O PT, que tem sido tremenda vaca de presépio na sua relação subordinativa excessiva ao Planalto, mostrou-se satisfeito quando o deputado Garotinho(PR-RJ), da base governista, colocou sob suspeição a proposta de emenda aglutinativa que o deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ) incorporou, com apoio dos seus liderados peemedebistas, ao projeto aprovado no Senado da MP 595 – nova lei dos portos -, relatada pelo senador Eduardo Braga(PMDB-AM). Garotinho deixou no ar que Cunha estava a serviço de interesses poderosos no ambiente do negócio portuário, tentando influenciar a favor de empresários instalados em portos organizados, insatisfeitos com as condições anti-isonômicas que passariam a favorecer os empresários privados, investidores em novos portos, sob condições de competitividade mais vantajosas. Foi um grande bafafá que, ao final, não deu em nada, porque o governo acabou concordando com os argumentos de Cunha. Transformou-o no grande vencedor da batalha que deu força ao PMDB, na Câmara e no Senado, por meio dos seus presidentes Alves e Renan, para colocar novas pré-condições quanto ao tratamento das medidas provisórias pelos congressistas, mais racionais e razoáveis, em detrimento da arrogância do poder executivo. Essencialmente, o jogo do PMDB atrapalha os interesses dos banqueiros, que, ao longo das últimas duas décadas, têm feito o Congresso de gato e sapato, para manter incólume os recursos do orçamento financeiro, que garante pagamento dos juros sobre serviços da dívida, impedindo qualquer contingenciamento sobre eles, enquanto, em cima do orçamento não-financeiro, que diz respeito aos interesses da sociedade em matéria de saúde, educação, segurança, infraestrutura, os recursos sociais são sistematicamente contingenciados, a exemplo do que acontece, também, com as emendas parlamentares. Tudo isso, no jogo bruto do poder financeiro nacional, para favorecer formação de elevados superavit primários – economia orçamentária forçada – para garantir a boa vida dos especuladores em detrimento dos trabalhadores, que ficam sem recursos necessários para sustentar o consumo nacional e o volume de arrecadação necessário aos investimentos públicos. Em grande medida, apesar das controvérsias, a presidenta Dilma Rousseff sai favorecida com a posição de maior independência legislativa estabelecida pelo PMDB, na apreciação das MPs, porque passa a dispor de ancora de segurança, para diminuir a formação de superavit primários, para que possa dispor de mais recursos orçamentários ao seu amplo programa de investimentos público-privados. Redondamente equivocados, portanto, estão os colunistas políticos e econômicos da grande mídia conservadora que estão dizendo que Dilma está fazendo superavit primário não para realizar mais investimento, mas para distribuir mais recursos às famílias, aumentando seus rendimentos. Para onde vão, então, esses maiores rendimentos, senão para o consumo que movimenta a produção, o emprego, a arrecadação e, igualmente, os investimentos? O jogo  dialético da distribuição da renda ainda não está sendo percebido pelo poder midiático anti-nacionalista, reacionário.  Nesse contexto, Dilma Rousseff ganharia maior sonoridade política, se, em vez de continuar se desgastando, na tentativa de governar, a ferro e fogo, com medidas provisórias, promovesse, a partir de agora, a governabilidade por meio de projetos de lei, encaminhados em regime de urgência, fortalecendo a posição da sua base governista, no Congresso, tapando, consequentemente, a boca dos oposicionistas, que alardeiam ser ela uma neoditadora republicana, um Napoleão de saia. A posição do PMDB, liderado por Eduardo Cunha, representa uma grande contribuição nesse sentido. Surge, portanto, um novo líder na cena política legislativa. OU DILMA VAI VETAR OS ACORDOS QUE OS SEUS COMANDADOS NO CONGRESSO ACERTARAM PARA VER A MP 595 APROVADA?

Os banqueiros foram os

grandes perdedores com 

Governar é correlacionar as forças políticas no ambiente da coalizão governamental no jogo democrático.

O que ocorreu essa semana no Congresso foi uma alteração substancial nessa correlação dentro das forças governistas.

O PMDB demonstrou força e impôs novo jogo político ao Planalto, ao longo da votação da medida provisória 595 que cria nova política para os portos no Brasil.

O principal personagem nessa história foi o líder peemedebista, na Câmara, deputado Eduardo Cunha.

Ele ousou fazer alterações no projeto aprovado no Senado sob rígida orientação do Planalto.

Pagou um preço alto.

Mas, levou, ao final, a vitória.

a aprovação da medida

provisória 595,

lei dos portos, porque

Foi taxado de tudo, mas, ao conseguir, manter ao seu lado unida a base peemedebista dos deputados, obrigou o governo a descer do seu pedestal e negociar.

Esse é o fato absolutamente novo no Congresso que tem se subordinado à governabilidade provisória determinada pelo poder Executivo.

Cunha, inteligente, ousado e destemido, algo que falta no cenário político nacional, sentiu que não apenas os seus pares do PMDB, mas, igualmente, todos os integrantes da base governista, já estavam de saco cheio com a arrogância do Planalto.

Capitalizou essa insatisifação generalizada.

Propôs uma emenda aglutinativa ao projeto do relator senador Eduardo Braga(PMDB-AM), aprovado no Senado, assinada por integrantes do PMDB, do PT, do PDT, PTB etc.

Obteve simpatia ampla, também, da oposição.

Ou seja, uniu uma força em torno de si e deu voz de comando a ela, para ser firme.

O governo irritou-se barbaramente, com a alteração de conceitos, negociações em torno de prazos, acordos, procedimentos instutucionais.

Cunha, enfim, questionou e incomodou e sua tática agradou.

se estabelece, em torno

da discussão do orçamento

da União, novas prioridades que 

As sessões legislativas nas duas últimas semanas viraram ringue de disputas e acusações vergonhosas contra Cunha, a partir da própria base aliada, mas Cunha segurou o leme do barco.

E, em meio ao mar revolto, conseguiu chegar são e salvo à praia, depois de muitas tempestades e negociações.

Na reta final da disputa, o governo, que mobilizou aliados para atacar Cunha, colocando-o sob suspeição, assinou em baixo nas suas propostas.

Rendição planaltina espetacular.

Caso contrário, diante da disposição dos peemedebistas em apoiar seu destemido líder, daria xabu para o Planalto.

O jogo de Cunha, essencialmente, foi o de levar o governo a flexibilizar posições intransigentes relativamente a prazos nos contratos, depois da mudança contida na proposta em que portos públicos, funcionando sob concessão aos setores privados, se compatibilizem com portos privados, com direito a trabalhar não apenas cargas próprias, mas, também, de terceiros, sob autorização governamental.

Foi explosiva a entrevista de Cunha ao jornal Valor Econômico criticando a arrogância e o espírito burocrático do Planalto.

Pintou clima de guerra: a Presidenta Dilma Rousseff e sua operadora a ministra da Casa Civil, ministra Gleisi Hoffman, sairiam nos tapas contra Cunha.

No final, acomodaram-se as posições.

Acordos, também, se realizaram relativamente à administração de portos sob orientação de governos estaduais, que se subordinam, relativamente, à orientação do poder executivo, com espaço para liberdade de procedimentos conjuntos, coordenados pela Agência Nacional – Antac.

Se não fosse o viés da arrogância que tem orientado a atuação do Executivo em relação ao Legislativo quanto à apreciação e votação de medidas provisórias, sempre intermediadas por negociações entre os dois poderes, de modo a acomodar subordinação dos parlamentares ao Planalto, conforme suas conveniências, não teria havido nada de mais, no processo de negociação, responsável por suscitar denúncias escandalosas de lado a lado, ao longo de 41 horas de sessões legislativas, um recorde histórico.

resultarão em mais recursos

para os trabalhadores e

menos para os especuladores,

favorcendo os investimentos

público-privados.

Dores do aprendizado democrático, que está demorando, excessivamente, no ambiente da governabilidade eternamente provisória sob governo de coalizao, que sempre descamba para casos de corrupção.

Os detalhes sórdidos expressos nos discursos de baixo nível que vieram ao ar não importam, agora.

O fato relevante é que o PMDB, sob orientação de um líder com posições firmes, sobrepôs-se ao comportamento governista submisso do PT, seu maior aliado, no Congresso, para formar a base forte do Governo Dilma, e passa a dar as cartas no plano político governamental.

Os peemedebistas podem ter chegado àquela condição que reclamam a seu favor no ambiente da coalizão governamental: a de não, apenas, ESTAR, mas a de SER governo.

Talvez ainda os peemedebistas não tenham conquistado força para impedir novas edições de medidas provisórias, por parte do governo, a fim de tocar a governabilidade, sob argumento da necessidade de celeridade para resolução de assuntos capitais.

Mas, uma coisa ficou estabelecida: o Congresso, comandado pelo PMDB, estabelece novo jogo de correlação de forças no governo coalizão.

O rítmo da governabilidade passa a ser determinado de forma conjunta e não unilateral.

O unilateralismo planaltino dá lugar ao multilateralismo congressista.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, sob pressão, tanto dos oposicionistas, como dos governistas, destacou que o Senado não apreciará mais medidas provisorias aprovadas na Câmara, em regime de revisão, antes de sete dias de prazo para apreciar as matérias.

Certamente, ainda, pode ser prazo exíguo, mas muito maior do que o de poucas horas disponíveis para conclusões de trabalhos complexos, como aconteceu com a medida provisória 595 e demais que têm sido submetidas às pressas sob vontade imperial do Planalto.

Elite impotente cria onda fascista anti-juvenil

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Conselho Editorial Sul-Americano em 12-05-2013

elite impotente

O debate sobre a supressão da maioridade penal no Brasil para que se possa colocar na cadeia jovens abaixo de 18 anos comprova a indigência mental e a falência total das elites brasileiras para dar encaminhamento racional à questão da exclusão social dos menores submetidos a uma legislação, o Estatuto da Criança e do Adolescente,inconsequente que não vinga na prática por ser totalmente irrealista. Quem, no Congresso Nacional, vai colocar nela um artigo que determina que os jovens de 14 aos 18 anos possam trabalhar em empresas transformadas em OFICINAS ESCOLAS, nas quais poderiam receber como remuneração meio salário mínimo por quatro horas diárias de trabalho, recolhendo, apenas, seguro de acidente, a título de encargo social, para evitar aposentadorias precoces, abrindo, dessa forma, o ambiente para a formação profissional, no Brasil, afastando, consequentemente, o domínio do narcorátifico sobre essa faixa etária da juventude brasileira situada nas categorias sociais mais pobres, impossibilitadas, por falta de renda, de ter acesso às oportunidades de estudo e trabalho, não lhes restando, senão, a criminalidade irremediável?

Ao proibir o jovem

de 14 aos 18 anos de

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Trabalhar não pode, mas ser aviãozinho do narcotráfico, correndo todos os riscos de ser violentados e assassinados, pode. Eis a moral fascista da legislação em vigor,que reclama uma ação consciente da cidadania nacional.

Enche o saco ler, praticamente, a cada dia comentários repetitivos de especialistas, de editorialistas, de palpiteiros de toda a natureza, com graus de razoabilidade duvidosa em suas observações e pontos de vistas quanto a identificar as diversas origens da banalidade do mal que se espalha como praga danina por todos os cantos da sociedade.

Abundam estatísticas precisas, leis citadas em suas minudências, históricos satisfatorios e convincentes, pesquisas terroristas etc.

Mas, e daí?

Cadê o espírito prático, as iniciativas, que balançam as emoções e levam os seres humanos para frente, com algum grau de entusiasmo, se se vê motivação em propostas factíveis, capazes de mexer com as consciências, colocando-as em prontidão, propensas a apoiar ações decisivas?

Há muito, mas muito blá, blá, blá.

Pensar, falar e fazer, ou seja, a combinação produzindo pragmatismo, gerando fatos palpáveis, não se vê.

Será que é difícil perceber que o que está faltando, mesmo, para valer, aos jovens que se lançam à violência, é trabalho, é motivação, é oportunidade para se sentirem úteis, na fase em que mais necessitam da assistência da organização social, articulada para produzir seres humanos propensos ao bem?

Ora, não há como negar que entre os 14 e os 18 anos, os jovens se encontram na fase da vida em que mais precisam de orientação satisfatória para despertar e potencializar a sua verdadeira vocação, fazendo com que se encontre, justamente, o seu desejo de fazer e acontecer, sem as preocupações da vaidade, do orgulho, do egoísmo, do amor próprio exacerbados.

Fazer para se sentir útil, na alegria ingênua de se descobrir ser capaz de produzir e realizar, interativamente, em trabalhos dignificantes que leve o jovem a encontrar-se  em sua verdadeira essência humana.

trabalhar, o Estatuto da

criança e do Adolescente, produto

das elites falidas, cria o caldo de 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Os que nascem na pobreza não podem frequentar as escolas de formação técnico profissional, reservadas às classes médias, enquanto o Estado ainda não tem oferta suficente para oferecer essa oportunidade aos miseráveis. Por que, então, os pais não podem encaminhar seus filhos às empresas, se responsabilizando por seus atos, a fim de nelas alcançarem uma profissão?

Eis um momento em que o ser humano se encontra como o barro moldável pelo artesão em busca da produção de sua obra de arte, no simples desejo de construir felicidade expressa como o ato de diferir gêneros no ambiente da natureza animal, erguendo algo que será usufruto não do individualismo, mas do espírito solidário.

É nessa fase, dos 14 aos 18 anos, que se produz para ser feliz, sem os compromissos com a acumulação de bens pela acumulação de bens, mas pela benfazeja sensação de acumular sentimentos de amor ao próximo, no ato de agir conjuntamento no espaço da aprendizagem do trabalho de preparação para a vida.

A escola brasileira está anos luz distante dessa filosofia prática, que foi trabalhada, intensamente, mas jamais implementada como política de Estado, conforme imaginaram, como causa de suas vidas, trabalhadores do conhecimento como Anísio Teixeira, por exemplo, que viu a escola, essencialmente, como o espaço do trabalho em sua dimensão superior.

Nela, a criança e o jovem aprendem que trabalhar e estudar são sinônimos, duas fases de uma mesma moeda, na combinação e complementação de teoria e prática, eliminando a cisão entre uma e outra, de modo a permitir a integração do ser em si, para si, por si, mesmo, autoconfiante de que a sua capacidade de transformação se assenta na consciência de, em si, ser o outro enquanto tal, como disse Hegel.

Eis uma linha de ação frente à realidade como movimento de transformação dialética cuja essência é a flexibilidade adaptativa dada por esse próprio movimento interativo etc.

De acordo com esse entendimento, o fundamental, para o jovem dos 14 aos 18 anos, é a sua preparação para alcançar uma profissão por meio da qual, ao ser conquistada, lhe possibilite, a partir dos 18 anos, atender a demanda da sua própria natureza, em termos materiais(sexo, instinto, desejos) e espirituais(sensações, emoções, fantasias), em comunhão libertária.

Na fase da pré-moldagem adaptativa, dos 14 aos 18 anos, o jovem não está, ainda, escravo da sua instintividade total, sendo maleável às orientações positivas – e, igualmente, às negativas -, voltadas ao seu encaminhamento adequado à sua vocação.

cultura fascista que,

irremediavelmente, vai

avançando nos grandes

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Depois de serem fichados uma vez na polícia, encaminhados aos febems, nos quais o Ministério do Trabalho não comparece, para dar assistência às famílias, o jovem estará marcado para o resto da vida, sem oportunidade de trabalho. Seu destino será marginalização e morte irremediáveis.

Firmado tal rumo, no processo de trabalho, o despertar da autoconsciência, da autoconfiança, determina a produção de si mesmo, com força da combinação da teoria e prática ambientais etc.

E, evidentemente, não se pode fugir da realidade prática, em que o trabalho da transformação, sob o capitalismo, se dá no ambiente empresarial, que, decerto, tem que ser convocado, pelo Estado, para ser, não, somente, o ambiente da geração do lucro, como função transformadora, social, mas, da mesma forma, o espaço da educação profissional.

Nesse sentido, produzir educação profissional é ver a empresa como escola e a escola como empresa, em contexto de total interatividade, sob mediação do Estado, determinando rumos do desenvolvimento, combinando, simultaneamente,  acumulação e  distribuição de riqueza.

Sintonia entre público e privado, mediante proposição combinatária transformadora nacionalista-internacionalista-multilateralista-globalista-humanista.

As empresas, por isso, precisam ser transformadas em OFICINAS-ESCOLAS, onde os jovens possam iniciar sua carreira educacional-profissional, simultãneas.

Não se trata de algo beneficiente.

Trabalhando nelas quatro horas por dia, para ganhar meio salário mínimo, enquanto recolhem, somente, o seguro de acidente, para evitar, no futuro, aposentadorias precoces, que produziriam, desnecessariamente, deficits públicos, criadores de instabilidades macroeconômicas intestinas, afetando a saúde do desenvolvimento sustentável, os jovens, na faixa de 14 aos 18 anos, teriam sua preparação profissional assegurada no ambiente natural do trabalho, nas empresas, onde a disciplina, a organização, a adaptação e a formação da personalidade se moldam no ato de produzir mercadorias.

Por que essa proposta não tem sido possível de ser implementada?

Simples.

Por que a legislação atual é burra.

O Estatuto da Criança e do Adolescente, como peça teórica jurisprudencial perfeita, prevê tudo, mas não é realista.

Por meio dela, o jovem, na fase dos 14 aos 18 anos, apenas, teoricamente, tem a oportunidade de aprender a trabalhar.

centros urbanos, onde,

socialmente excluídos,

em poder do tráfico, se 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Se a classe empresarial puder ensinar o jovem a trabalhar, tendo como obrigação o recolhimento de seguro acidente, a título de encargo social, pagando meio salário mínimo, por quatro horas de trabalho, será a alternativa aos traficantes, que estão disciplinando o poder juvenil na guerrilha urbana, responsável por despertar na classe média o medo fascista que leva às soluções irracionais.

Contudo, para que os empresários utilizem-nos, nessa faixa de idade, a fim de ensinar-lhes uma profssião, são obrigados a recolher, para eles, todos os encargos sociais que recolheriam se contratassem um profissional pronto e acabado.

A lei trata o empreendedor como se fosse um ser irracional.

Como alguém vai empatar capital sem ter retorno, ou, se para ter esse retorno, não tem incentivo algum?

Jamais a proposta do chamado Jovem Aprendiz, prevista na lei, vai emplacar, porque não há o que discutir sobre a opção entre contratar alguém que já possui experiência de trabalho ou outro que ainda se encontra verde, inexperiente, sabendo, de antemão, que, a contratação de um ou outro implica na obrigação de incorrer-se nos mesmos custos em forma de encargos sociais, sabidamente, elevados, na casa dos 130% sobre o salário base.

Uma contratação por um salário mínimo implica, automaticamente, um custo mais que o dobro, em materia de encargo social.

Vale dizer, o jovem aprendiz, entre os 14 e os 18 anos, não tem nenhuma chance de ter a experiência do seu primeiro emprego.

Além disso, a legislação elimina o direito do pátrio poder.

Se um pai ou uma mãe pega o filho e o leva ao empresário, para, com ele, negociar o encaminhamento desse jovem a uma experiência profissional, pode até ser preso.

 transformam nos novos

guerrilheiros sem

causa, porque são tratados

como meras consequências

do flagelo social

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Em vez de gastar bilhões com a segurança para punir e matar os traficantes e os jovens arrebanhados por eles, não seria mais produtivo uma aliança entre Estado e empresários, para transformarem as empresas em OFICINAS ESCOLAS, na preparação da formação profissional dos trabalhadores juvenis?

Essa funçaõ está, de acordo com a lei, destinada ao Estado, que, como a prática tem demonstrado, sob o capitalismo, não dá conta do recado.

A irresponsabilidade do Estado, sob a legislação em vigor, para o menor, é total e absoluta.

Sem oportunidade, para onde irão os jovens de 14 aos 18 anos, aqueles que se encontram socialmente excluídos?

Evidentemente, para as mãos dos traficantes.

E o rol de violência decorrente dessa lógica social se torna inafastável.

É por isso que enche o saco ler, nos jornais, revistas, e assistir nas tevês o noticiário voltado para as consequências e não para as causas do fenômeno da expansão da violência juvenil.

Como as causas não são alcançadas, resta a opção de atacar as consequências com a radicalidade das propostas absurdas de se partir para a mudança das leis relativamente à manutenção ou supressão da maioridade criminal.

Ignorância total das elites.

Os mais notórios especialistas se voltam para a discussão do sexo dos anjos, enquanto avança a guerra civil comandada pelos menores de 14 aos 18 anos, dominando o panorama nos grandes centros, produzindo a onda fascista do medo.