Socialismo dobra burguesia financeira global
Socialismo dobra burguesia financeira do G-8
Posted 7 horas ago

Moeda burguesa, adeus
LA MERKEL VIRA O INFERNO PARA BARACK. O discurso de La Merkel favorável à austeridade como solução final, que teria o mesmo caráter da solução final dada por…

Socialismo dobra burguesia financeira do G-8
Metamorfose de FHC abala esquerda e direita
Vítima da conspiração do silêncio midiático
Posted 2 dias ago

Há um processo de mudanças envolvendo vários países na América Latina, nos quais, com apoio popular, governos progressistas vão recuperando a capacidade dos estados de  agir com protagonismo  em defesa…

Vítima da conspiração do silêncio midiático
Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 4 dias ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
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Posted 5 dias ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 5 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 7 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
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Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
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Posted 8 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

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Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 12 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

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Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 13 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 14 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
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Socialismo dobra burguesia financeira do G-8

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 21-05-2012

HOLLANDE VIRA ÍDOLO DE OBAMA. A política, por enquanto, venceu, mas, evidentemente, trata-se de uma vitória sujeita a chuvas e trovoadas. O importante é que se evidenciou a impossibilidade de o capitalismo especulativo financeiro continuar sobrevivendo mediante a receita da bancocracia internacional, ou seja, a de apertar o pescoço dos governos para que eles acabem com todas as conquistas sociais, que se constituiram em saída para a paz mundial, ao longo do século 20, por intermédio da construção do estado do bem estar socialdemocrata. Voltaria a humanidade à barbarie? A grande crise mundial expressa no crash de 29 demonstrou a capacidade do ser humano de optar por essa alternativa sinistra. A bancarrota capitalista levou o mundo ao fascismo e ao nazismo, para bloquear a emergência do socialismo. Milhões de mortos, de um lado e de outro. O capitalismo demonstrou que depende da economia de guerra, das soluções bélicas e espaciais, para sustentar, por meio da expansão da dívida pública governamental, a reprodução ampliada de capital, interrompida na bancarrota financeira de 1929, que marca o fim do dinamismo capitalista sob lassair faire. No século 20, o capitalismo se salvou saindo pela tangente da guerra, bancada pela expansão dos gastos do governo em economia de guerra, para estancar as forças produtivas que levaram o sistema à deflação. A expansão inflacionária dos gastos públicos rompeu a ideologia do equilibrismo orçamentário sob padrão ouro como fator dinâmico do crescimento econômico. Keynes não poderia ter sido mais claro quando disse em 1944: "Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese - a do pleno emprego - , salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos se INSENSIBILIZAREM para a preparação das armas, aprenderão a conhecer a sua força". Ou seja, o âmago da macroeconomia política capitalista é a guerra, a destruição, de acordo com o mais importante economista burguês do século passado. A solução keynesiana, porém, entrou em crise de realização, a partir da grande crise de 2008, evidenciando que a expansão da dívida pública, como disfarce dialético da inflação, alcançou seus limites diante dos excessivos déficits públicos, impulsionados pela moeda estatal emitida sem lastro real, da qual os banqueiros fogem, agora, como o diabo da cruz. O desespero capitalista, portanto, é a consciência burguesa de que a moeda da burguesia - papel sem lastro, ficitício - perdeu utilidade para dinamizar a reprodução do capital em escala ampliada, na base da especulação, cuja essência é a de prescindir do próprio trabalho como fonte de valor para produzir a riqueza social. Diante desse caos financeiro, que levou a Europa à bancarrota, a receita dos banqueiros, que se negam a continuar comprando os títulos emitidos pelos governos, salvo se a taxas de juros subirem insuportavelmente, cujas consequências, evidentemete, são o apressamento da explosão hiperinflacionária global, é a austeridade nua e crua. Querem enrabar o mundo sem cuspe, com areia e tudo. A emergência da reação política européia demonstra que essa solução tentada pela bancocracia é insuportável. Dói demais. A vitória socialista na França, com Francois Hollande, acendeu o sinal vermelho. Obama, nos Estados Unidos, precisava desse sinal, para tentar vencer os reacionários do partido republicano, desejosos de acabar com a dívida pública, sem perceber que sem ela haverá a hiperinflação na terra de Tio Sam, arrastando o mundo a um colapso mil vezes pior do que aquele que o mundo conheceu em 1929. A vitória socialista é a derrota da moeda especulativa, fictícia. A saída socialista eleitoral, portanto,virou solução, durante reunião dos países financeiramente quebrados integrantes do G-8. A primeira ministra alemã, que tentou vocalizar e impor a solução bancocrática, dançou. Ainda bem que Hegel disse: "O que é racional é real e o que é real é racional". Mas, e o capitalismo sem essa moeda especulativa, vai para onde?

Moeda burguesa, adeus

LA MERKEL VIRA O INFERNO PARA BARACK. O discurso de La Merkel favorável à austeridade como solução final, que teria o mesmo caráter da solução final dada por Hitler para acabar com os judeus, configurando um neo-holocausto econômico global, é a tentativa desesperada da burguesia financeira internacional de continuar no controle do poder do Estado, dando a direção aos governos de acordo com os interesses do capitalismo especulativo financeiro volátil, acumulado em proporção fantástica. O problema é que esse poder perdeu correspondência com a realidade porque o excesso de moeda em circulação e em poder dos bancos deixou de render no momento em que os governos perderam a capacidade de continuarem se endividando, emitindo moeda sem lastro, para puxar a demanda global. Seus deficits elevados espantam os banqueiros. A predominância do discurso dos bancos de que a austeridade é a solução para enquadrar os governos e a sociedade em geral, suprimindo o estado do bem estar social, deixou de ser útil politicamente. Não foi à toa, portanto, que os governantes presentes em Chicago, na reunião do G-8, repudiaram, diplomaticamente, a posição de La Merkel, favorável à austeridade a qualquer custo. O preço pela manuteção dessa pregação política suicida foi a derrota de Sarkozy. Ela abriu os olhos de todos os seus pares políticos na Europa, bem como arregalou os olhos de Barack Obama, sob perigo diante de uma economia americana que derrapa no chão totalmente ensaboado pelo capital volátil. Se ele cai no discurso dos republicanos, seria o que os republicanos querem, ou seja, a derrota de Obama. Por isso, o titular da Casa Branca elogiou La Merkel, ressaltando a necessidade de manter a austeridade, mas que esta esteja acompanhada de uma política de crescimento. A política entra em cena para preponderar sobre a economia. Os parâmetros econômicos neoliberais que sustentavam a pregação de que a prioridade é o econômico sobre o social, estupido, deixaram de valer, porque eles perderam utilidade no contexto do capitalismo em que a ideologia máxima é a do utilitarismo. “Tudo que é útil é verdadeiro, se deixa de ser útil, deixa de ser verdade”(Keynes). Do ponto de vista político, a pregação da austeridade deixa de ser verdade porque se tornou contrária à utilidade. A pregação dela se tornou sinônimo de derrota polítca. Todos os governantes integrantes do G-8 não irão se suicidar para dar razão ao discurso que é útil apenas à bancocracia agiota global, no momento, dependente dos bancos centrais, para continuar irrigando seus cofres, porém, sem que haja rendimento para eles, já que os juros precisam ficar na casa dos zero ou negativo, para não explodirem as dívidas públicas governamentais,detonando hiperinflação. O domínio do poder político estatal, até agora, em mãos dos banqueiros, responsáveis por darem as coordenadas aos governantes, vai cedendo para quem elege os governos, ou seja, as classes médias fortes, como a francesa, que representa 60% do PIB da França. O mesmo ocorre no restante da Europa. No Brasil, ídem: a pulverização da classe média, ansiosa para ter acesso aos bens duráveis e às benesses distribuidas pelo Estado a título de distribuição da renda, engorda, naturalmente, o novo poder emergente ao qual Dilma Rousseff não poder deixar de prestar a máxima atenção.    

Cachoeira, produto do capitalismo em crise

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Cesar Fonseca em 18-05-2012

Malthus, se vivo, hoje, no ambiente da crise mundial, e morando no Brasil, diria que Carlinhos Cachoeria representaria a eficiência da ineficiência que caracteriza a ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL sob capitalismo dominado pela moeda fictícia emitida pelos governos para puxar a demanda global como alternativa necessária para conter as forças produtivas privadas cuja lógica é a de levar o sistema capitalista, sob economia de mercado, à deflação destrutiva do próprio sistema. Como o Estado capitalista passou, sob a orientação dessa ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL, a ser dominado pela orientação dos interesses dos agiotas financeiros especuladores, em todo o mundo, ao longo do século 20, a taxa de lucro do capital, para ser permanentemente ampliada, requer, igualmente, a ampliação, sem limite, dos gastos do governo caracerizados, essencialmente, pela DISSIPAÇÃO, cuja lógica embute, do mesmo modo, a expansão da corrupção. É o modo de ser do Estado dominado pelo poder financeiro, impulsionando, permanentemente, os antagonismos de classe, em vez de atuar como um mediador das classes, como os ilusionistas conservadores moralistas, apregoam em nome dos interesses incofessáveis. Nesse ambiente em que a antiética e a imoralidade são a tônica do processo de expansão da produção e do consumo, dependente dos gastos do governo, dominado pelos interesses financeiros, equidistantes dos interesses sociais, promotores dos direitos humanos, a emergência dos Cachoeira e dos Cavendish - financiadores dos mandatos de parlamentares, prefeitos, governadores, presidentes, assim como armam grandes maracutais de conveniência recíprocas com a grande midia jogadas que precisam ser investigadas profundamente pela CPMI - significa lógica natural intrínseca à lei maior da reprodução capitalista, agora, em xeque em face do colapso dessa ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL, afetada de morte pela bancarrota financeira dos governos. Carlinhos Cachoeira, certamente, é muito menos nocivo à sociedade do que a sustentação dos interesses, a qualquer custo, dos financistas agiotas que vivem sanguessugando o Estado Nacional, responsáveis maiores pela desagregação econômica e social sob capitalismo especulativo. Cachoeira é mero bode expiatório necessário para desviar a atenção do problema principal.

A corrupção que tomou

conta do Estado capitalista 

O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a inflação na dívida pública,  para conter a expansão das forças produtivas que deixadas sob livre mercado caminham celeremente para a deflação, ou seja, destruição de capital e trabalho, simultaneamente.

Keynes disse que apostar na deflação representa um erro eterno.

O problema é que o instrumento de combate à inflação – a dívida pública – , capaz de conter as forças produtivas, deixou de ser solução para sustentar a reprodução ampliada de capital.

O mercado financeiro não acredita mais na capacidade de endividamento dos governos e passou a apostar contra eles, como evidencia o início da corrida bancária, essa semana, na Europa, sinalizando que o fenômemo tende a espalhar, no compasso  da desaceleração econômica mundial.

As forças produtivas, órfâs do governo gastador atolado em dívidas, sem poder desenvolver no ambiente deflacionário global, estão entrando em colapso.

como produto do aumento

dos gastos do governo

De duas uma: ou deixa o barco correr rumo à destruição completa do sistema capitalista ou não deixa ele seguir esse caminho.

Para não ocorrer essa segunda hipótese, somente o cancelamento de dívidas públicas em percentuais expressivos significaria alternativa capaz de abrir caminho novo.

Mas, essa hipótese, isto é, o caminho novo, seria compatível com a reanimação da ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL que caracteriza o sistema capitalista, dependente dos gastos inflacionários governamentais,  no momento em que os governos se encontram em colapso financeiro?

A caduquíssima discussão volta à tona: o capitalismo no abismo padece de insuficiência de consumo ou de produção?

Se for de consumo, como destacou Marx, tem que mudar o sistema, para melhor distribuir a renda, porque a lógica dele é a de acumular, não de distribuir.

para conter a expansão das

forças produtivas privadas

E as crises históricas capitalistas demonstram que, como elas marcham para as deflações, a exemplo da atual, detonada em 2008, a conclusão é a de que não há carência de investimento, mas de consumo, porque os processos deflacionários se caracterizam pelo excesso de oferta em relação à demanda, jogando os preços no chão.

Qual empresário investirá sem vislumbrar lucro?

Porém, se a insuficiência é de investimento produtivo, como diagnosticou Keynes, depois da crise de 1929, como levar os empresários a investirem em máquinas novas para colocar no lugar das que estão paradas, justamente, porque o consumo desabou, no compasso do estrangulamento da economia monetária, onde a taxa de lucro deixou de ser realizada no trabalho produtivo, para se realizar no jogo especulativo?

O estouro dos derivativos no mercado imobiliário, que levou à bancorrrota o Lehman Brother, em 2008, inaugurando o ciclo de desastre capitalista em curso, representou ou não essa evidência óbvia?

Se o investimento, no ambiente das forças produtivas privadas, não acontece, porque ele aprofundaria, ainda, mais a deflação – o medo dessa palavra é tanto que os analistas preferem designá-la de desinflação! – , como imaginar que a solução não esteja, justamente, na necessidade de conter as forças produtivas, que, sob capitalismo, se acionadas, produz a destruição deflacionária?

livrando-as da deflação

e do colapso, exige

E, mais uma vez, como conter as forças produtivas, senão apelando para o aumento dos gastos do governo, para que ele crie consumo sem aumentar a produção – demanda sem oferta?

O consumo/gasto do governo tem, portanto, que aumentar, no lugar do consumo privado, que não pode crescer, visto que está limitado, sob capitalismo submetido ao Estado mínimo, pela crônica insuficiência de demanda que esse modelo promove.

O que são os programas sociais senão distribuição de renda forçada para compensar a insuficiência crônica de consumo que o setor privado promove sob economia liberal?

Esse papo é velho.

Malthus trocou cartas sensacionais com Ricardo sobre o assunto durante 50 anos, nos séculos 18/19.

a emergência de relações público

privadas que se abrem

Para ele, o setor privado potencializa a produtividade e a eficiência sem limites.

É a sua natureza, para a realização do lucro, no compasso do desenvolvimento científico e tecnológico colocado a serviço da produção e da produtividade.

Mas essa tendência do sistema leva-o à insuficiência total do consumo, pois sua materialização gera como subproduto a destruição dos salários submetidos à teoria dos rendimentos decrescentes, nascida racionalmente na economia agrária e transposta, irracionalmente, para a economia industrial.

Por isso,  o autor de “Princípios de Economia Política – e Considerações Sobre sua Aplicação Prática”(Nova Cultura, 382 pags, prefácio de Ernane Galveas, ex-ministro da Fazenda no Governo Figueiredo) destacou que a economia é uma ciência triste.

Ele pregou a necessidade fundamental de que, ao lado da eficiência produtiva, que leva à destruição do consumo, haja a compensação expressa em seu oposto, isto é, a emergência da ineficiência improdutiva, bancada pelos gastos DISSIPADORES do governo.

O negócio do governo não é economizar, é gastar, ou melhor, dissipar, embora os católicos conservadores entrem em cena tentando materializar discurso moralizadorna vã tentativa de consertar o inconsertável.

à corrupção e à

antiética quanto mais 

Keynes, malthusiano de carteirinha, desenvolveria suas teses, no século 20, em cima de Malthus, para produzir o seu diagnóstico fundamental segundo o qual a insuficiência do sistema não era de consumo, mas de investimento.

Se reconhecesse que era de consumo concordaria com Marx a quem detestava.

O investimento keynesiano, porém, não é o que pregavam os marginalistas, adeptos do equilibrismo orçamentário, mas aquele que é pura expressão do aumento da demanda estatal dissipadora.

Keynes não era moralista, queria salvar o capitalismo.

A demanda estatal keynesiana, no entanto, requeriria a construção, ao longo do século 20, de  nova ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL para o sistema capitalista.

Se sob o capitalismo do lassair faire, em 1929, a produção de automóveis, de 5 milhões de unidades, nos Estados Unidos, caiu para 700 mil, no contexto de uma frota nacional de 27 milhões de carros, por que os capitalistas investiriam mais em plantas industriais para produzir automóveis e bens duráveis em geral?

a eficiência privada aumenta

a concentração da riqueza,

A bolha consumista expressa no consumo bancado pelo crédito direto ao consumidor para compra de automóveis chegara ao limite, configurando que a produção de bens duráveis deixara de ser a garantia da sobreacumulação ampliada de capital.

Tornara-se necessária e urgente a emergência da nova ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL, expressão fundamental da expansão dos gastos inflacionários do governo, emissor de moeda para puxar a demanda e de papel para enxugar o excesso de oferta monetária para impedir enchente inflacionária.

A demanda estatal aumenta o consumo sem elevar a oferta do setor de bens duráveis, que entrara em colapso no crash de 29.

É essa ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL, responsável por salvar o capitalismo da crise dos anos de 1930 que, agora, entra em crise definitiva a partir de 2008.

O problema é que modelo monetário que faz o governo gastar para conter a expansão das forças produtivas, de modo a segurar as pressões deflacionárias, emperrou, agora.

exigindo a ineficiência estatal

como fator de equilíbrio dialético

Nessa  ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL,  a palavra de ordem não pode ser apenas o predomínio da EFICIÊNCIA, mas a conjugação dela com a INEFICIÊNCIA, que leva à corrupção, aos Carlinhos Cachoeira e aos Cavendish da vida.

A EFICIÊNCIA leva o sistema à deflação e a INEFICIÊNCIA à inflação.

Escolha de Sofia.

A implosão dessa ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL, que impunha como norma a natural elevação dos preços pagos pelo governo para os produtos que demanda, como disse o ex-presidente Nixon, dos Estados Unidos, põe em xeque a sustentação da reprodução ampliada de capital sem a qual o sistema desaba.

Está, portanto, em questão a continuidade das relações público-privadas, no ambiente da ESTRUTURA PRODUTIVA E OCUPACIONAL sob capitalismo dominado pelos gastos do governo, emissor de moeda fictícia, já que, intrinsecamente, elas são produtoras de corrupções endêmicas, que multiplicam a existência dos Carlinhos Cachoeira e dos Fernando Cavendish.

Os moralistas saem condenando esses marginais de colarinho branco, pedindo CPI, investigações profundas etc e tal, sem ressaltar que eles são produtos da racionalidade dessa estrutura produtiva, erguida para salvar do incêndio o capitalismo das crises deflacionárias.

O chato é que com o colapso do endividamento dos governos em geral, como demonstra a crise atual, põe-se ponto final na eficiência da ineficiência.

 

 

 

 

 

Colapso capitalista destroi direitos humanos

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Conselho Editorial Sul-Americano em 17-05-2012

PACTO CONTRA OS JUROS E IMPOSTOS ALTOS, URGENTE. A presidenta e os presidentes do período neorepublicano brasileiro, inaugurado em 1985, com o fim da ditadura militar, tiveram, ao longo da Nova República que se submeterem à ditadura econômica do capital financeiro especulativo global, agora em total crise de realização, a partir de 2008. O colapso capitalista coloca em cena não apenas a incapacidade dos governos de continuarem bancando a reprodução capitalista ampliada, nos moldes em que ela se sustentou até agora, mediante especulação financeira, socialmente, injusta, mas, sobretudo, evidencia que essa quebradeira financeira representa o maior perigo para a política de direitos humanos. A estabilidade social global e nacional está em risco, porque os governos excessivamente endividados e prisioneiros dos banqueiros, como o brasileiro - para não falar nos governos dos países ricos, totalmente, baleados – não conseguem manter de pé o Estado do Bem Estar Social, expressão máxima da política de direitos humanos. A crise capitalista global detonou-o. Que tal esses presidentes aí acima se juntarem à presidenta para propor ao país um pacto político capaz de sustentar os direitos humanos a partir da remoção dos juros e dos impostos extorsivos, que se transformaram na nova escravidão, responsável por bloquear o consumo e a produção sustentáveis? Chegou a hora da verdade não apenas para aqueles que atentaram contra a liberdade e os direitos humanos, mas, também, para os novos escravocratas, que escravizam a social pela manipulação do capital especulativo, sem nenhum compromisso com a política de direitos humanos. Destruir o capital especulativo é garantir os direitos humanos, o Estado do Bem Estar Social. Caso contrário, a barbárie se aprofundará.

Os ex-presidentes precisam

unir-se à presidenta, urgente, 

É chato ficar repetindo.

Os neoliberais detestam.

Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?

Olhaí a Europa!

Capitalismo desenvolvido, ao entrar em colapso, puxado pelos derivativos tóxicos importados dos Estados Unidos,  coloca no chão toda uma construção social, o Estado do Bem Estar Social.

As garantias sociais, os direitos humanos vão para o ralo.

As repressões policiais contra a população que sai às ruas para protestar contra o fim dos seus direitos, conquistados nas lutas políticas, ao longo de guerras fratricidas, como foram os casos, durante os séculos 19 e 20, não são as evidências claríssimas de que o capitalismo, quando entra na buraqueira expressa em queda violenta da taxa de lucro, destroi os direitos humanos?

Ou seja, o sistema capitalista não é garantia em favor desses direitos.

Pelo contrário, representa ameaça constante.

A partir do momento em que a reprodução ampliada do capital se estanca, a vaca vai para o brejo.

A história é implacável nesse sentido.

para construir pacto

nacional capaz de enfrentar 

No final do século 19, diante das constantes deflações, o bloqueio à reprodução capitalista se deu por conta do esgotamento do poder de compra dos salários, submetidos à ideologia neoclássica, liberal, de que em face dos rendimentos decrescentes do capital industrial, no processo de produção, o jeito era conter tal poder de compra, porque sua valorização diminuia os lucros dos empresários, afastando-os dos investimentos.

E sem investimentos não há capitalismo.

Salário zero ou negativo sustentaria, como disse Pigou, lucros constantes e direitos humanos inconstantes.

Mas, no entardecer do século 19, seriam decrescentes os rendimentos no processo industrial, para justificar os arrochos salariais, como ocorriam no tempo – final do século 18, início do dezenove – em que a renda da terra, propulsora da reprodução capitalista, caia com a expansão da produção nas terras menos férteis, exigindo cortes nos salários como compensação pela queda da taxa de lucro?

os juros e os impostos

escorchantes, de modo a 

O que era razoável em relação à renda da terra para justificar salários mais baixos diante dos custos de produção mais altos, responsáveis por diminuirem os lucros dos fazendeiros, no tempo do equilibrismo orçamentário sob padrão ouro, seria, também, razoável em relação à renda da indústria, onde os lucros são, ao contrário, crescentes, sob impulso da ciência e da tecnologia colocadas a serviço da produção e da produtividade?

A teoria dos rendimentos decrescentes – anti-direitos humanos -, válida para a renda da terra, como defendia Ricardo, tornou-se, no processo de desenvolvimento industrial, uma mera ideologia da qual os neoliberais lançaram mão para sustentar a continuidade do arrocho dos salários, como se fosse o aumento dos rendimentos do trabalho a razão da queda da taxa de lucro do capital.

Fugiram os neoliberais das evidências que determinam as contradições do próprio capitalismo, no processo de produção, cuja lógica, pautada pela sobreacumulação de capital como força motriz do sistema, produz, conforme destacou Marx, crônica insuficiência de demanda global, razão principal das quedas inevitáveis da taxa de lucro, responsáveis por levar o capitalismo às deflações etc.

No século 20, a ideologia do equilibrismo orçamentário neoclássico, ancorada na aplicação absurda da lei dos rendimentos decrescentes ao processo de produção industrial, cairia por terra, porque as crises deflacionárias, ao evidenciarem que o problema que estava bloqueando a acumulação de capital era, como dissera Marx, a insuficiência crônica de consumo, exigiriam como alternativa salvacionista o seu oposto, ou seja, a inflação.

MISSÃO DA COMISSÃO DA VERDADE: MOBILIZAR A SOCIEDADE PARA GARANTIR DIREITOS HUMANOS. Descortinar a verdade dos fatos absurdos que ficaram encobertos pelos ditadores, temerosos da luz do dia, representará, para os integrantes da Comissão da Verdade, oportunidade para mostrar à sociedade que a mobilização social é a única e eficaz arma de sustentação da própria verdade, no momento em que as "verdades" ideológicas construídas pelo capitalismo financeiro, especulativo, se desmancham como castelo de cartas, evidenciando que os verdadeiros direitos sociais não estão garantidos, se se ancoram em sistema econômico que, essencialmente, destroi, em vez, de construir direitos humanos permanentes. A prova é o colapso do Estado do Bem Estar Social, no compasso do desmoronamento do processo de acumulação capitalista, baseado no domínio do Estado pelas forças do mercado financeiro, totalmente, desregulamentado. O papel da Comissão da Verdade, mais do que desvendar o passado, é o de mostrar que a construção do futuro requer a remoção desse atual presente sem nenhum futuro seguro, dada a impossibilidade dele de garantir os direitos humanos permanentes.

garantir política de

desenvolvimento sustentável

Diante da deflação, que levou o capitalismo à primeira guerra mundial, o sistema capitalista teve que abandonar a ideologia do equilibrismo orçamentário, jogar por terra o padrão ouro e partir para novo padrão monetário, como forma de buscar outra via para a continuidade da acumulação de capital.

Que forma seria essa?

Justamente, aquela que, agora, no início do século 21, entrou em violenta bancarrota, a partir de 2008, jogando o sistema, de novo, em tremenda buraqueira, porque o processo de acumulação sob essa nova forma entrou em crise de realização.

A forma salvacionista do capitalismo, a partir do século 20, especialmente, depois dos anos de 1930, após o crash de 1929, foi o de adotar o padrão monetário ancorado na dívida pública interna governamental.

Os governos passaram a emitir moeda, com uma mão, para irrigar a circulação capitalista, e papel, com a outra, para enxugar parte da oferta monetária, a fim de evitar enchente inflacionária.

como expressão da

justiça social que a

A necessidade de o governo entrar em cena, para salvar o capitalismo, decorrre do fato de que ele tem que, com seus gastos, executar a tarefa não de expandir, mas de conter as forças produtivas capitalistas, que, deixadas sob livre mercado, se autodestroem.

Ou seja, para restabelecer o processo de acumulação ampliada de capital,  o governo tem, como diz Keynes, de DISSIPAR(Carlinhos Cachoeira está aí mesmo para provar e desmoralizar os moralistas católicos!), aumentar a demanda sem aumentar a oferta, visto que as crises deflacionárias que haviam levado à interrupção da acumulação capitalista advinham justamente do fato de que o excesso de oferta entrara em colapso por conta da insuficiência crônica de demanda, como dissera Marx, configurando, dessa forma, a ineficácia ideológica da aplicação da teoria dos rendimentos decrescentes ao processo industrial.

Ao puxar a demanda, sem aumentar a oferta, contendo, portanto, as forças produtivas capitalistas, o governo PRECISA da dívida pública para esconder, dialeticamente, a inflação, como contrapolo salvacionista frente à deflação.

Essa alternativa permitiu ao capitalismo, ao longo do século 20, a expansão contraditória da economia de guerra, de um lado, mas a construção do Estado do Bem Estar Social, de outro, colocando em cena as políticas de direitos humanos, mesmo, sob sistema capitalista guerreiro.

Comissão da Verdade

pretende materializar

O colapso do endividamento dos governos, sob economias monetárias, caracterizadas pela capacidade deles de emitir moeda sem lastro, para romper o equilibrismo orçamentário sob padrão ouro, que levara à interrupção da acumulação capitalista anterior, colocou, agora, ponto final à etapa do capitalismo mundial especulativo sob moeda fictícia.

A violentíssima crise mundial detonada em 2008 pelo colapso financeiro especulativo evidencia o óbvio: quebrou o instrumento reprodutor de capital ancorado na dívida pública, justamente, porque chegou ao limite a capacidade de endividamento dos governos sob domínio dos interesses meramente financeiros.

Sem dispor dessa capacidade, os governos perdem, não apenas a condição de sustentar a acumulação capitalista, na base da especulação, como, igualmente, não tem a menor condição de continuar bancando o Estado do Bem Estar Social, ou seja, a política de direitos humanos, que esse Estado construiu.

As corridas bancarias que se iniciam na Europa levarão, se não forem contidas, a uma neo-hiperinflação mundial.

Diante desse perigo iminente, do qual não estará livre nenhum país, nem, mesmo, os emergentes, como o Brasil, também, altamente, endividado, sob juro escorchante, o jeito vai ser a moratória.

Não há escapatória.

Dela o capitalismo não se livra.

E se sair dessa buraqueira, o sistema não terá mais a cara que o caracterizou no século 20.

A sustentação dos direitos humanos é incompatível com a manutenção da sobreacumulação de capital especulativa, conforme a história está demonstrando, nesse momento.

 

Capitalismo em transe: salve-se quem puder

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 16-05-2012

DESESPERO POPULAR EM ASCENSÃO IRRESISTÍVEL. Corrida bancária na Grécia. Ângela Merkel, de início, deu uma de durona. Que a Grécia se lasque, se não pagar seus papagaios. A corrida bancária na terra de Sócrates, porém, é um presságio de que a Europa está diante do inferno financeiro, da intranquilidade geral que leva a cidadania ao desespero relativamente ao seu dinheiro. Náo há uma Linha Maginot que protege a Europa do risco grego, se esse estourar, como já estourou. Evidentemente, se a Grécia sai da zona do euro, a zona do euro já era. Por isso, La Merkel, de repente, caiu na real, depois de se encontrar com Hollande. Disse que não é conveniente que ocorra a saída dos gregos da moeda européia. A corrida bancária se estenderia aos demais países que estão entrando em crise, junto com a Grécia. Portugal, Espanha, Irlanda, Itália, também, cairiam na buraqueira financeira. O mundo já conhece essa história dramática. Em meio a essa loucura, que desata a insegurança geral, abre-se, nos Estados Unidos, o debate sobre o que fazer com o mercado financeiro. Deixa ele livre, como pregam os republicanos neoliberais radicais, ou regula o bicho, para impedir que novas loucuras sejam cometidas, como defendem os moderados liberais democratas? Do jeito que a coisa vai, com os bancos sendo alvos de corrida bancária, evidentemente, os mais interessados na intervenção estatal salvacionista serão os próprios banqueiros. Afinal, diante do salve-se quem puder, terão que declarar falência, urgente. É nessa hora que poderá ressurgir o discurso leninista segundo o qual as crises monetárias, por desatarem o medo social, atuam como propaganda do movimento socialista internacional. E a expressão efetiva de tal movimentação, na hora da crise e do desespero, é , naturalmente, o grito de ordem favorável a uma nova organização econômica. A primeira providência nesse sentido, portanto, deve ser feita por meio da estatização do crédito, como medida salvacionista, porque os mercados já comprovaram a sua ineficácia. A pergunta que não quer calar e que ninguém ousa fazer, especialmente, na grande mídia, é: o capitalismo, baleado financeiramente, com os governos falidos, aguenta nova corrida bancária? Se o capitalismo faliu, mas o socialismo não vingou, o que viria por aí, com as massas em desespero nas ruas, sem governo, como na Grécia?

O programa politico para

neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem compromisso com a sociedade, mas, tão somente, com o lucro imediato, em escala indecente, chocante, constituindo-se verdadeiro assalto à bolsa popular.

O capital financeiro especulativo agiota transformou-se na arma da nova escravidão moderna.

Acontece que a atividade bancária é uma concessão do Estado nacional para que seja utilizada, essencialmente, em nome do interesse público.

Emprestar dinheiro no crediário a 150, ate 200% ao ano, por acaso, representa interesse público?

Financiar o empresario a taxas de 50% para capital de giro, para que ele obtenha lucratividade necessária capaz de promover novos investimentos, de modo a gerar emprego, arrecadar impostos e proporcionar ao governo a construção da infraestrutura nacional com os recursos da sociedade, corresponde a algo parecido com interesse público?

a estatização do crédito

contra anarquia financeira,

Esses abusos, como demonstra a realidade, ao longo das últimas três décadas, pelo menos, têm assegurado taxas de lucro da ordem de 25% a 30% ao ano para os bancos.

Enquanto isso, a lucratividade das empresas ficam na faixa dos 8% aos 10%.

Afinal, elas, além de serem obrigadas a suportar a agiotagem desnaturada, sofrem a imposição, também, absurda de uma carga tributária descomunal, de 40% sobre o faturamento.

Ou seja, a produção e o consumo, no Brasil, se transformaram em escravos dos bancos e do governo, ambos em posição de grandes agiotas.

O capital e o trabalho produtivos foram massacrados pelo capital especulativo e pelo governo ganancioso.

para combater o caos econômico

global que a direita criou,

Por isso, pode-se perceber, claramente, que o destino histórico une, nesse instante, o capital e o trabalho produtivos em torno de uma só causa: fugir da canga dos juros e dos impostos.

Por que produção e emprego não constroem um discurso político que corresponderia a uma nova correlação de forças com o objetivo de ser útil à sociedade, visto que tanto os agiotas financeiros como o governo leonino, perderam, do ponto de vista social, a utilidade de servirem à sociedade,  de maneira razoavelmente, justa?

Qual seria a plataforma política adequada aos interesses da sociedade em meio aos estragos produzidos pela governabilidade que se compatibiliza com a agiotagem desenfreada, traduzida, simultaneamente, pelo assalto produzido pelos juros e pelos impostos, ambos desmedidos em relação aos ganhos médios dos trabalhadores e dos empresários?

Evidentemente, trata-se de colocar o crédito a serviço do interesse público pelo governo que precisa sofrer uma guinada na sua orientação política quanto à política tributária.

Se os banqueiros, como ficou clara a posição da Federação Brasileira dos Bancos – Febraban – , de que a taxa de juro para o crédito direto ao consumidor e à produção não irá diminuir, no rítmo requerido pelo interesse público, se depender da vontade eles, dos agiotas, não sobrará alternativa ao governo senão intervir no crédito, estatizando-o

 tornando os governos,

politicamente, inutéis,

Essa intervenção, evidentemente, não significaria iniciativa governamental para expropriar banqueiro, mas determinar a ele que taxa de juros ele deve utilizar, para adequar-se ao interesse público.

Tabelar o juro à produção, ao consumo, por que não?

A Constituição de 1988 previa o tabelamento do juro em 12% ao ano.

Na Era FHC, subordinada ao Consenso de Washington, ao FMI e aos credores, essa determinação constitucional foi banida, em nome de que, mesmo?

Prevaleceu o argumento de que o custo do dinheiro deve ser feito pelo mercado.

incapazes de manterem de pé o

utilitarismo ideológico fracassado

Mas, se o mercado é controlado, oligopolicamente, que mercado é esse, senão pura ficção?

Tem sentido a taxa básica, selic, estar em 9%, enquanto o juro para o consumidor alcançar até 200% e o juro à produção nunca ficar inferior a 50%, especialmente, para as micro e pequenas empresas?

A desaceleração econômica mundial, acentuada pela crise européia, acompanhada pela má performance da economia americana, que não reage, satisfatoriamente, visto que o mercado consumidor, tanto nos Estados Unidos, como na Europa, estouraram diante da superespeculação financeira, já está atingindo fortemente a economia brasileira.

A prova é o ritmo fraco das atividades produtivas em meio às pressões inflacionárias, agravadas pelo avanço da inadimplência, claramente, produzida pelo juro de agiota cobrado pelos bancos, tornando-se insuportável ao bolso dos consumidores, que não podem pagar suas dívidas.

A conjuntura explosiva na Europa que produz, nesse instante, o início de corrida bancária na Grécia, com possibilidade de espalhar para a periferia capitalista, nos países emergentes, coloca na ordem do dia a necessidade de controle estatal sobre o crédito, como primeiríssima providência para organizar a economia, antes que emerja a anarqia econômico-financeira.

A palavra de ordem política da neoesquerda, portanto, é controle estatal do crédito, ANTES QUE SEJA TARDE.

Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Crise

Categoria: (Economia, Política) por Conselho Editorial Sul-Americano em 15-05-2012

BRASIL CARINHOSO É APOSTA NO CONSUMO COMO SALVAÇÃO NACIONAL. No ambiente da crise global que se aprofunda fortemente com a Europa entrando em bancarrota acelerada, espalhando terror, derrubando bolsas, moedas, mercados e expectativas, tudo porque o consumo não reage para promover o avanço da produção de bens e serviços, a presidenta Dilma Rousseff, diante da redução das expectativas internas, sinalizadoras de um PIB excessivamente modesto para 2012, adota a receita do mago das finanças de Hitler, Hjalmar Schacht. Confrontado pela instabilidade global produzida, em 1931, com a bancarrota do Danat Bank, austríaco, como produto da crise de 1929, detonadora de bancarrotas monetárias, cambiais e fiscais, Schacht pregou - como está em seu livro "Setenta e seis anos de minha vida"(editora 34, 638 pgs, 1999) - solução contrária à adotada pela sua compatriota, ministra Ângela Merkel. Em vez de austeridade fiscal e monetária, brandiu: MAIS CAPITAL, MAIS TRABALHO, MAIS EMPREGO, MAIS RENDA, MAIS ARRECADAÇÃO, MAIS INVESTIMENTO. Antecipou o grande economista alemão às sugestões que em 1936 Keynes sugeriria ao presidente dos Estados Unidos, Roosevelt: aumento dos gastos públicos, para puxar a demanda global, afetada de morte pelo violento crash de 29. Mutatis mutantis, não é esse o recado da grande crise atual, cujos desdobramentos avançam assustadoramente? O que fez Dilma ontem? Schachtianamente e keynesianamente, aumentou geral os salários dos servidores públicos e atacou a miséria, jogando dinheiro do tesouro para salvar os necessitados do incêndio da fome. Dobrou suas apostas no mercado interno. Fez o mesmo que o ex-presidente Lula, que, certamente, nunca ouviu falar em Schacht. O que ela colherá no momento em que decide dar aos pobres para salvar os nobres, ou seja, consumo para dinamizar a produção de bens e serviços? Vai colher mais arrecadação, para sustentar o PAC, lógico. O jogo é o de São Francisco de Assis: dar para receber.

No auge da crise financeira

global, o jeito

São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.

É o que, de bico aberto, está pedindo  a indústria, afetada pela crise global.

Esse é o resultado prático da decisão da presidenta Dilma Rousseff ao lançar, nessa segunda feira, mais um programa social, o Brasil Carinhoso, destinado às mães miseráveis que receberão R$ 70 por filho de zero a 6 anos.

Ou seja, a titular do Planalto engorda o Programa Bolsa Família, que já atende 11 milhões de famílias.

São, portanto, cerca de 60 milhões de pessoas que estão tendo o direito de dispor de três refeições diárias, a promessa histórica atendida pelo ex-presidente Lula.

Some-se a isso reajustes da ordem de quase R$ 2 bilhões para pagamento dos salários dos servidores, alinhando-os a um melhor padrão.

MAIS CAPITAL, MAIS TRABALHO, MAIS RENDA, MAIS CONSUMO, MAIS ARRECADAÇÃO, MAIS INVESTIMENTO.

é fugir do teoria econômica

que receita o suicídio

O consumo interno recebe, dessa forma, mais uma injeção de ânimo no ambiente da crise internacional que se aprofunda diante da grande crise européia, cujas consequências são bancarrotas das bolsas, perigo de quebradeira dos bancos, instabilidade monetária total e fortes desacelerações dos mercados consumidores globais, prejudiciais aos interesses nacionais, especialmente, ao agronegócio e os setores energéticos, fortes exportadores.

Dilma Rousseff, com mais esse programa social, dobra a aposta  no mercado interno.

Dá, também, recado aos governantes dos países capitalistas desenvolvidos atolados nas políticas fiscais superausteras que jogam o consumo no chão, paralisando, consequentemente, as atividades produtivas em geral, tanto dos ricos, como dos pobres.

Não é à toa que a primeira ministra alemã Ângela Merkel começou a sofrer pressões do seu eleitorado nos estados mais industrializados da Alemanha, como ocorreu nesse final de semana.

Os trabalhadores alemães, que tiveram seu poder de compra comprimido por políticas monetaristas, passaram a temer as consequências desastrosas para seu país das desacelerações econômicas dos países que importam os produtos alemães em meio ao avanço do desemprego na Europa em decorrência da austeridade econômica sem o concurso do contrapeso de medidas desenvolvimentistas.

Francois Hollande chegou para flexbilizar esse discurso suicida.

como alternativa para tentar

infrutiferamente garantir os lucros

CARINHO COM A POBREZA COMO NOVA FUNÇÃO ECONÕMICA FUNDAMENTAL. A grande mídia, por exemplo, o Jornal Nacional, ontem, ainda, não entendeu que APOSTAR NO SOCIAL É GARANTIR O ECONÔMICO. Dar aos pobres é garantir os nobres. O poder midiático, cego, insiste em dizer que Lula e Dilma optaram por distribuir migalhas, sem perceber, até o momento, a função econômica da distribuição da renda como estabilizadora do processo econômico. Graças a isso, a economia brasileira saiu da condição de submergente para a de emergente no contexto da crise global. Mercado interno fortalecido bombado pelo melhor poder de compra das classes sociais mais pobres. Não é à toa, portanto, que os investidores estão de olho no Brasil. Afinal, eles fogem das economias ricas, onde vigora a taxa de juro negativa e calote na dívida pública, no ambiente da eutanásia do rentista. Quem está bombando o bolso dos miseráveis, como faz Dilma, seguindo os passos de Lula, abre novas expectativas, confirmando o santo Chico de Assis: o pobre faz o nobre, mas o nobre jamais faz o pobre. Mais 4 milhões de consumidores produzidos pelo Programa Brasil Carinhoso, somado aos 55 milhões do Programa Bolsa Familia, representam quae 60 milhões de quilos de comida/dia, que aumentam a demanda da agricultura, da indústria, dos serviços, dos transportes, do consumo de energia, tudo isso, claro, elevando renda, consumo, arrecadação e investimento. É o consumo do pobre que bombou as indústrias dos nobres. Ou não? Dividir é multiplicar.

O que os consumidores desempregados europeus mais desejam nesse momento em que começa a faltar tudo para eles, a partir da ausência dos salários?

Claro, alimentos, vestuários, moradia.

São despesas obrigatórias que os trabalhadores não estarão mais em condições de bancar, diante da falta de trabalho.

O que os governos deveriam fazer diante do avanço da miséria social que se anuncia com o colapso do estado do bem estar social em decorrência das políticas de arrochos fiscais e monetários que se alastraram de forma impressionante?

As dívidas governamentais não estão sendo possíves de serem quitadas, razão pela qual os bancos, que se encontram, literalmente, dependurados nos tesouros governamentais, cobram mais caros para comprar os papéis oficiais.

dos loucos que acreditam no massacre

do consumidor como saída

Um círculo vicioso toma conta das economias que jogam o consumo no chão em nome da austeridade fiscal.

Justamente, nesse momento, Dilma faz o que os governantes ricos deveriam estar fazendo, isto é, jogando dinheiro público para evitar o aumento da miséria social, de modo a elevar o consumo, por meio do qual se aumenta a arrecadação e, consequentemente, os investimentos em infraestrutura, criando o ambiente da virada do vício para a relativa virtude econômica.

Do jeito que vai a economia mundial, com os ricos empobrecendo e os pobres se remediando, tornando-se emergentes, virando esperanças dos novos pobres, a alternativa poderá estar sendo a de garantir bolsa família aos desempregados.

Nos países que estavam emergindo como Portugal, Espanha, Irlanda, Grécia e, mesmo, Itália, no embalo do sucesso da União Europeia, até o estouro da bancarrota financeira global em 2008, a taxa de desemprego, agora, se aproxima dos 25% da população economicamente ativa.

Na faixa dos jovens de 18 aos 26 anos, o desemprego alcança dos 40%.

para a sustentabilidade

do sistema capitalista

APOSTAR NA AUSTERIDADE EM MEIO À CRISE É PRODUZIR CONFLITOS SOCIAIS. Um gigante das finanças européia. Basta ler seu livro autobiográfico, "Setenta e seis anos de minha vida", para perceber que se vivesse hoje, no ambiente da devastação econômica produzida pela bancarrota de 2008, Hjalmar Schacht, o mago das finanças de Hitler, adotaria providências inversas às adotadas por Ângela Merkel. No seu tempo, nos anos de 1920-30-40, de rescaldos violentos produzidos pelas crises bancárias decorrentes do crash de 29, ele, no comando das finanças alemãs, afetadas, duramente, pelos draconianos termos do Tratado de Versalles, conduziu a Alemanha para as negociações comerciais bilaterais, enquanto apostava no aumento dos gastos públicos, para puxar a demanda global, sabendo que a solução Merkel apenas produziria catástrofes, como a que está acontecendo com os países devedores no ambiente da União Européia, agora. Austeridade como solução é desastre como colheita de crises políticas explosivas.

Toda uma população condenada à falta de renda.

Mais do que nunca , portanto, o governo terá que entrar em cena, keynesianamente, para aumentar a quantidade da oferta de dinheiro na circulação como única saída para puxar a demanda global.

Como disse Keynes, é essa – o aumento da quantidade da oferta de dinheiro na circulação – a única variável econômica verdadeiramente independente sob o capitalismo.

Ao jogar dinheiro na circulação, o governo 1 – aumenta os preços, 2 – diminui os  salários, 3 – reduz os juros e 4 – perdoa as dívidas contraídas a prazo.

A inflação, destacou o genial economista inglês, é a “unidade das soluções”.

Cria-se, com essa solução inflacionária, disfarçada, dialeticamente,  pela dívida pública, o espírito animal que leva os empresários aos investimentos.

Se a dívida explode, como explodiu, tem que ser renegociada a grande moratória, para o jogo não ser interrompido, sob pena de o capitalismo ir para o espaço.

Alguma dúvida?

abalado justamente

por falta de demanda

Não é surpresa, portanto, que até as autoridades econômicas alemãs já pensam que a saída seja um pouco de inflação para combater a perigosa deflação que campeia a Europa.

A grande crise vai demonstrando que se faz necessário tirar de quem tem para dar a quem não tem.

Os países comercialmente superavitários como a Alemanha terão que abrir mão de uma parte da sua riqueza para compensar aqueles que são comercialmente deficitários, para que haja um reequilibrio macroeconômico europeu.

As mentes mais lúcidas estão percebendo que não é a Grécia que, sem poder pagar seus compromissoes, ameaça o euro, mas, justamente, o contrário, a Alemanha, toda poderosa, que dispõe de superavits excessivos, a que emerge como a maior inimiga da estabilidade do euro, podendo levar a União Européia ao colapso.

O que parece ser não é.

Nesse contexto, ao jogar mais R$ 2,8 bilhões na economia, para sustentar, keynesianamente, a demanda de 4 milhões de miseráveis, Dilma Rousseff cria saída para a indústria nacional.

A titular do Planalto, portanto, dá aos pobres para salvar os nobres, configurando a máxima bíblica de que o pobre faz o nobre mas o nobre jamais faz o pobre.