Ditadura parlamentarista para golpear Lula

LULA É O ALVO DO GOLPE PARLAMENTARISTA
A Comissão Especial da Reforma Política, na Câmara, aprovou, por 22 votos, proposta do DISTRITÃO, novo sistema eleitoral, para manter a elite no poder, agora, por meio do parlamentarismo, proposta que o povo já derrotou duas vezes, nas urnas, em 1961 e 1993. Tudo isso porque teme-se a volta de Lula em 2018 e sua política econômica de melhor distribuição da renda, com valorização dos salários, dos programas sociais, das propostas inclusivas, social e politicamente, do nacionalismo, contra as contrarreformas neoliberais etc. É a marcha ré na história.

O chamado DISTRITÃO, sistema eleitoral pelo qual elegem-se os mais votados, ou seja, os que mais têm grana para comprar votos, tudo dirigido pelos caciques partidários, virou, de repente, prioridade das elites. Os caciques temem enfrentar as ruas pelo sistema eleitoral vigente, o proporcional, que é muito ruim, mas que vai, com o DISTRITÃO, ser piorado, ainda mais. O que se pode vislumbrar é que se arma continuidade de golpe no eleitor, para evitar que ele se eduque política e democraticamente, votando em partidos, para priorizar indivíduos, escolhidos pelos donos dos partidos. No Brasil, partido tem dono, não é fruto da organização da sociedade, para se representar no parlamento. Os chefões se organizam por cima dos partidos, para administrar uma verba partidária, no denominado fundão, orçada em R$ 3, 6 bilhões. Vão manipular recursos públicos com objetivos privados. É o estado dominado pelo interesse privado, como acontece com os capitalistas que conseguem não pagar impostos, por meio de expedientes, como o Refis. O concedente da benesse, o presidente ilegítimo, golpista, por sua vez, garante manutenção dos interesses da sua tiurma. Eterniza-se domínio da elite partidária, bancada pelo mercado financeiro, de modo a ter aprovadas as medidas que lhe interessa. Por exemplo, as reformas trabalhistas e da previdência, bem como as privatizações das empresas estatais. Agora é a vez das hidrelétricas, como a Cemig, em Minas Gerais, a primeira da fila para ser entregue ao capital estrangeiro na bacia das almas.  O DISTRITÃO fortalece a proposta parlamentarista golpista. Tenta-se dotar o legislativo do poder político, por meio de manobras parlamentares, como a que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, por meio de impeachment sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo. Enterra-se o presidencialismo de coalizão, pelo qual o PT ganhou quatro eleições, derrotando os conservadores.

BANCOCRACIA BARRA DEMOCRACIA
Maria Lúcia, líder do movimento nacional pela auditoria da dívida pública, demonstra as verdadeiras causas do déficit, os excessivos lucros dos bancos, e as jogadas que as elites, a serviços deles, aprontam, no Congresso, para dar novo golpe no povo, por meio da proposta golpista do parlamentarismo, travestida de DISTRITÃO

Os chefões dos partidos conservadores cansaram de perder e querem voltar ao poder sem votos, por meio de golpes. Somente, assim, terão utilidade para o capital financeiro que os mantém, para continuarem entregando o Brasil para o capital internacional em troca de migalhas. Escravizam-se bases eleitorais, como no tempo das eleições a bico de pena, durante século 19. E os tucanos, que estão ao lado do PMDB, na articulação dessas manobras ditatoriais, por meio do parlamentarismo, tem a cara de pau de condenar o governador Maduro, da Venezuela. Lá, elegeu-se nova constituinte popular, por oito milhões de votos, por sistema de votação que confere ao eleitor registro do seu voto, como se tem a nota fiscal e seu respectivo valor quando se vai ao supermercado fazer compras. É dessa democracia que os conservadores morrem de medo. Armam continuidade da ditadura constitucional, para servirem os verdadeiros donos do poder, banqueiros e grandes industriais, nacionais e internacionais. Trata-se da classe social dominante que consegue, por meio da grande mídia, sua porta voz,  sustentar a mentira de que o déficit público brasileiro é causado pelos gastos excessivos com funcionalismo público e com pagamento de aposentadorias, e não com pagamento de juros mais altos do mundo que inviabilizam as forças produtivas avançarem. Como explica Maria Lúcia Fattorelli, especialista em orçamento público, editora do site DÍVIDA CIDADÃ, coordenadora do movimento nacional em defesa da auditoria da dívida pública, hoje, o maior déficit nas contas públicas decorre dos gastos com as chamadas CONTAS ADMINISTRADAS, nome pomposo para denominar restos diários dos caixas dos bancos privados que são trocados por títulos públicos remunerados aos juros mais altos do planeta. Se esse dinheiro, calculado, atualmente, em R$ 1, 1 trilhão, 17,5% do PIB, ficasse parado no caixa dos bancos, a taxa de juro tenderia a zero ou negativa. Os banqueiros, diz Maria Lúcia, teriam que emprestar para não acumular prejuízos. Aí vem a salvação: o BC, comandado pelos próprios banqueiros, recebem, de mão beijada, títulos públicos, gordamente, remunerados. Ganham sem correr risco algum. Os comentaristas econômicos da grande mídia não tocam nesse assunto. Preferem repetir a ladainha de que os juros não caem porque os gastos com o funcionalismo público e com os aposentados não deixam, pressionam o caixa etc e tal. Bla, blá, blá neoliberal. Mas, é para manter esse status quo que serve o novo sistema eleitoral, o DISTRITÃO. Evita, por exemplo, que candidato comprometido com proposta de maior distribuição da renda nacional, políticas nacionalistas, fortalecimento da Petrobrás, para alavancar a indústria nacional, seja eleito, como é o caso de Lula. As elites tremem nas bases porque a cada pesquisa eleitoral, o ex-presidente pontifica-se como imbatível para 2018. O golpe eleitoral do parlamentarismo em marcha é isso aí: barrar a ascensão de Lula e evitar democratização do poder.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Condenação de Lula por Moro aprofunda crise política-econômica-eleitoral até 2018

JUIZ DE CURITIBA JOGA GASOLINA NO FOGO
A judicialização política de Moro para cima de Lula em meio ao desastre Temer é receita de que a crise política e econômica estica até 2018, abalando os mercados em meio à recessão e o desemprego. Nada melhor para Lula.

A direita está experimentando o veneno que destilou para tirar Dilma Rousseff com 54 milhões de votos do poder democrático.

Os argumentos dos defensores de Temer dizem ser ele vítima de ilações.

Inventaram ilações para condenar Dilma.

Inventam ilações subjetivas para fazer o mesmo com Lula.

O problema da direita golpista é que seja mantido ou exterminado Temer no processo desgastante em que se meteu com Joesley Safadão, o fato é que o desgaste dela é evidente nas pesquisas eleitorais.

Já com Lula e Dilma ocorre o oposto.

Estão sendo resgatados nas avaliações populares, nesse momento.

Até um ex-cassador dela no plenário, Renan Calheiros, reconheceu ter sido erro o golpe.

Por isso, pulou fora e já faz pregação lulista para 2018.

O resultado do golpe, na prática, está sendo a criação de impossibilidade para direita chegar ao poder pelo voto popular.

Afinal, as medidas que ela adota, para conduzir o país, aprofundam a recessão e o desemprego, e desemprego e recessão não ajudam a ganhar eleição.

Pelo contrário.

O que se observa é que o mercado entrou em estresse com a crise política que se reflete na crise econômica.

São lançadas por ela incertezas por todos os lados, inviabilizando estratégia político eleitoral dos golpistas.

Amplia expectativa negativa a decisão de Moro em condenar Lula, que, com isso, já merece mais apoio popular nas pesquisas de opinião.

Nessa quinta-feira, um dia depois da condenação de Moro, levantamento feito pela DataVeja confere 86% de apoio ao ex-presidente.

Pó Royal Fleismam.

Quando mais bate nele, mais o bicho cresce.

Desespero geral da direita.

A ação de Moro, combinada com os interesses da direita, visto que sua atitude é inegavelmente partidária, nitidamente direitista, piora o panorama político do ponto de vista dos golpistas.

Se fica Temer, previsivelmente, a deterioração do quadro continuará célere, contribuindo para afetar o ânimo dos agentes econômicos, claramente, descontentes com o congelamento neoliberal.

Se for afastado o presidente ilegítimo e em seu lugar for colocado o Botafogo, codinome do deputado Rodrigo Maia, na contabilidade da Odebrecht, tudo pode continuar como está.

Principalmente, se permanecerem mesmas propostas implementadas por Temer sob pressão do mercado financeiro, gerando recessão e desemprego.

A direita terá trocado seis por meia dúzia.

Por isso, o PSDB ensaia sair do governo, mas não efetiva essa tentativa, sabendo que o tiro poderá sair pela culatra.

Saindo Temer, entrando Maia, muda-se do pior para o melhor ou fica tudo como está, indefinido e assustador?

Os golpistas ensaiaram ansiosamente o quadro que se apresenta com Lula condenado por Moro.

Alimentaram expectativa de que faturariam politicamente.

Não é isso que se desenha.

O processo contra Lula a ser julgado no tribunal da quarta região, em Porto Alegre, representará caldeirão político fervente.

A fervura esquentará os mercados, que temem dinheiro quente demais, cujas consequências serão as de levaram os agentes econômicos a somente irem aos negócios depois das eleições de 2018.

Até lá, a instabilidade estará na ordem do dia.

Volatilidade da situação econômica, embalada pelas incertezas políticas, trabalham contra a direita.

Com o congelamento fiscal economicida, não terão os golpistas no poder resultados positivos a apresentar em matéria de geração de emprego, renda, produção, consumo, circulação e distribuição, para aumentar arrecadação e investimentos.

De concreto, o que se tem é, por conta do congelamento neoliberal, paralisação de escolas, hospitais, segurança, polícias rodoviárias federais, universidades etc.

A reforma trabalhista dos golpistas, mantido o congelamento, gerará os empregos que prometem de boca cheia?

A arrecadação tributária do governo, nesse contexto de ajuste fiscal draconiano, cai seguidamente.

São afetadas, nesse contexto, as finanças de estados e municípios, dependentes de transferências de recursos pelos fundos constitucionais, formados por receitas do imposto de renda, cadente no ambiente recessivo.

Piora tudo com o comportamento do BC caolho, que tem foco, apenas, no combate à inflação, enquanto se lixa para a taxa de emprego.

Com a recessão, cai a inflação, mas sobe o desemprego, enquanto os juros reais permanecem nas nuvens, inviabilizando os negócios.

Ou seja, mamão com açúcar para Lula, cujo moroso processo de condenação, previsto para 13 meses de duração, em Porto Alegre, transcorrerá com ele candidato, incendiando o eleitorado, propenso, segundo pesquisas, a levá-lo de novo ao Planalto.

 

Cancelar impeachment restabeleceria institucionalidade rompida pelo golpe

 

A PAZ POLÍTICA NA VIDA INSTITUCIONAL BRASILEIRA REQUER NECESSIDADE DE RETORNO DE DILMA PARA COMPLETAR MANDADO ROUBADO PELO GOLPE CONDENADO PELO PRÓPRIO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AO DERROTAR A DEMANDA DO PSDB CONTRA A CHAPA DILMA-TEMER.

O voto de Gilmar Mendes vai dar o que falar vida política brasileira à fora. Na prática, ele inviabilizou golpe das indiretas, que a Rede Globo, melhor, Rede Golpe, estava armando, depois das bombásticas gravações de Joesley Safadão, da JBS, que levaram Aécio Neves de roldão. Só não destruíram Temer, também, por conta do voto do presidente do TSE. Gilmar desprezou provas contra o titular do Planalto. Preferiu sustentar argumento da estabilidade política, no lugar das considerações jurídicas. Mas, o titular do Planalto está pendurado na brocha. Deverá ser denunciado no STF pelo Procurador Geral. Acumulam contra ele crimes cabeludos. Piorou tudo sua tentativa de espionar ministro Fachin, do STF, relator da Lavajato. Uma afronta fantástica, ditatorial, inaceitável. Seu desgaste político vira fator de ingovernabilidade e de dificuldade de manutenção de sua própria base política, cuja presença ao lado dele compromete a si mesma perante seus eleitores etc. Da mesma forma, eleição direta é praticamente impossível com Congresso dominado pelos conservadores, que recusariam aprovar proposta. Caso aprovassem, teriam Lula pela frente, imbatível, segundo atestam pesquisas. Se não sai nem indiretas nem diretas, que requereriam, no mínimo, cinco milhões de pessoas, nas ruas, para criar massa crítica irresistível, resta a crise que é Temer, cujo prestígio, para superá-la, é zero. Não garante governabilidade. O que fazer? Apostar na crise, em processo de aprofundamento, produzindo volatilidades, capazes de multiplicar incógnitas incontroláveis? Ou reconhecer o óbvio: necessidade urgente de restabelecer institucionalidade que tornou Brasil ingovernável com a farsa do impeachment sem crime de responsabilidade praticado por Dilma Rousseff? A saída, diz a racionalidade, é a volta de Dilma, por meio do cancelamento do impeachment pelo STF, guardião da Constituição conspurcada pelos golpistas. A decisão do TSE que condenou Aécio e inocentou Dilma é o salvo conduto para o retorno dela, em nome da paz política e da estabilidade democrática rompidas. Evidente que terá de ocorrer solução de compromisso entre situação e oposição em face das novas circunstâncias que mudaram o quadro político. Nem situação, com Temer, nem oposição, com Dilma de vota, governaria, sem acordo. Gilmar Mendes, o grande personagem nacional do momento, salvou Temer, espetacularmente, mas ele foi resgatado da batalha direto para a UTI, de onde não se sabe se sairá são e salvo. Mendes argumentou em favor da governabilidade como valor essencial para evitar a bancarrota do governo, mas não teve coragem de reconhecer que antes ela já fora rompida com o golpe do impeachment. Não caberia o judiciário, disse, cassar presidente, tarefa para o legislativo, como ocorreu com o impeachment, que, sendo forjado, tampouco, criou ambiente de estabilidade. Pelo contrário. Ancorando-se em argumentos frágeis, Gilmar Mendes bradou rudemente como um leão sem dentes, para desempatar placar de 3 a 3, transformando-o em 4 a 3, encerrando julgamento vergonhoso que desmoralizou o TSE. Momentaneamente, Temer se segurou no cargo, graças a Gilmar. Porém, já, nessa semana, novas batalhas jurídicas lhe esperam. Está sem chão seguro. Já Dilma, não. Sua base de sustentação fortaleceu-se do ponto de vista moral. O voto de Gilmar, mais do que salvar Temer, redimiu ela. Clareou, para a opinião pública, o desastre que é interromper processo democrático, mediante malabarismos udenistas. Conluio de políticos conservadores reacionários, banqueiros, mídia e judiciário se desmoraliza, historicamente. Estão expostas, com a confusão armada pelos próprios golpistas, que romperam pressupostos democráticos, as evidências que recomendam questionamento, no STF, do próprio impeachment. A partir dele, armou-se a bagunça geral na vida política, econômica, social e institucional brasileira. Guardião da Constituição, que dirá o STF diante da questão? Não seria o retorno à institucionalidade rompida a saída para formação de um consenso capaz de levar o País até às eleições diretas de 2018? O retorno de Dilma é ou não a opção pela paz social, ameaçada pelo rompimento institucional gerado pelo golpe?

Não vem, que assim não dá

Machismo, reação inconsciente do medo masculino da mulher, pode dar lugar ao homosexualismo?

Keynes, genial economista inglês, aristocrata herdeiro legítimo da sofisticada era vitoriana, homosexual, previu que, no século 21, o homosexualismo seria a regra geral. O machismo, opinião nossa, que tem uma penca de irmãs mulheres dentro de casa e convive com os problemas advindos dos arroubos em geral e particulares dos seus maridos machões, é uma forma inconsciente de medo de mulher. Lembro de uma personagem empregada doméstica no livro, “Cabeça de Negro”, do Paulo Francis, que representava poder incontrastável aos olhos e ouvidos do autor, totalmente, inibido diante daquela negrona maravilhosa que ele flagrava dormindo no quarto da casa de seu pai em pose sensual, pernas e calcinhas expostas, vulva pulsante. Que colosso, dizia em sua medorreia diante daquela impetuosidade feminina ali, quem sabe disponível para o desejo dele de possui-la, bastando ousadia, que ele não tinha, ao contrário do que acontecia com muitos de seus colegas que arriscavam e se davam bem. Afinal, as escapadas dos patrões e dos filhos dos patrões aos quartos domésticos nas senzalas produziram muitos filhos nos tempos coloniais. Até os teóricos  da esquerda – sexo não tem ideologia -, quase sempre moralistas, caíram nessa tentação. Marx, por exemplo, que implicou com Lafargue, moreno tropical antilhano que namorou sua filha, Laura, foi um deles. Em Londres, no exílio, nos anos 1850, quando estava na miséria, depois de fugir da monarquia ditatorial de Guilherme IV, em 1849, escapou para o quarto da sua aia, que sua mulher, Jene, levou como dote quando casou com ele, e produziu um filho. Tremendo escândalo que os marxistas machistas quiseram esconder. Engels assumiu o filho como se fosse dele e só revelou a paternidade depois da morte do autor de O Capital, em  1883. Mas, os tempos são outros e as mulheres estão impetuosas. Dominam a cena cultural com seu poder natural intrínseco em face dos homens que vão ficando brochas nas caídas das idades, sendo socorridos por viagras até que a casa despenca de vez etc. Pode pintar – coisa comum nesses dias – uma próstata a exigir cirurgia, que tende a ameaçar as possibilidades eréteis. Aí a vaca vai para o brejo. No momento em que os hormônios masculinos, a partir da meia idade prá frente, vão recuando, taxa de testosterona caindo pelas tabelas e tudo mais, ocorre, como dizem os médicos, o fenômeno natural: a mulher está inteira, especialmente, na era das academias, da malhação, querendo mais, mais, mais. Ao contrário, o macho, abalado pela natureza ingrata, vai querendo menos, menos, menos. José Mayer, excepcional ator, estaria ou não nessa faixa crítica? De qualquer forma, se não está, ainda, por agora, mais pela frente vai ficar cada vez mais tatibitate. Por isso, garoto de programa tornou-se profissão promissora, rentável, proporcionalmente à taxa de testosterona e do seu manejo profissional adquirido no treino diário, para a exuberância sexual, de forma sempre mais e mais extrovertida. Prostitutos substituem prostitutas. As mulheres vão atrás deles, que se transformam em concorrentes das praticantes da profissão mais velha do mundo. Aplicativos nos celulares abrem infinitas oportunidades de relacionamentos rápidos, e as mulheres ousam proporcionalmente mais que os homens, que vão cada vez mais jogando na retranca, tentando proteger sua grande área contra atacantes impetuosos etc. O homem vai ficando cada vez mais medroso e inseguro diante da liberdade crescente das mulheres. A violência é uma reação inconsciente desse medo e dessa insegurrança. No caso de José Mayer, não teria sido, na vida real, contaminado pelo personagem que representou nessa novela “Lição de Amor”, rico, machista, violento? Tratar-se-ia de vítima de propaganda de si mesmo? Projetou-se como machão nas novelas. Achou que podia tudo.  Teria sido dominado pela projeção de si, achando que tudo pode também ao lado das mulheres com as quais se relaciona no cotidiano, usando seu carisma machista para exagerar? Há alguns anos, li entrevista do excelente Toni Ramos, garoto propaganda do Friboi, em que confessava ser, no dia a dia, na intimidade do lar um eterno bulinador, em que – talvez, imaginamos – levava às últimas consequências ensaios e possibilidades de ator na relação com as mulheres, a partir da relação com sua própria mulher. Achei interessante, válido, algo consentido por aquela que o ama na guerra da vida. Como válida, também, achei opinião de Claudia Raia, já algum tempo, nessas revistas de variedades, quando indagada sobre sexo oral, de que tudo vale entre homem e mulher em quatro paredes, desde que haja consentimento mútuo. Mas, daí a transformar o imaginário construído inconscientemente na realidade de modo a se adiantar, como Mayer, em ficar apalpando intimidades de colegas de trabalho, é dose. Convenhamos. Mexeu com fogo. Não estava atento ao perigo. Queimou-se em brasas. O fato é que a desinibição sexual das mulheres e a sua disposição para a luta contra o machismo violento – a violência é a característica essencial do machismo – são dados da realidade que produzem novo comportamento social, jurídico e institucional, como demonstrou a reação da Rede Globo, levando o assunto ao Jornal Nacional e tomando atitude drástica. Como não concordar com a Globo, embora repudie seu lado politicamente golpista, reacionário, antinacional e , também, promotor de violência, sexismo, baixarias, alienação, falso moralismo etc? As baixas taxas de testosteronas dos machos, provenientes de diversos fatores – depressão, remédios, excessos, álcool, drogas, frustrações profissionais, falências, desemprego etc – inibidores da atividade sexual masculina e promotores do medo que produz violência característica do machismo hodierno vão acabar ou não levando os machões para o homossexualismo em percentuais descontrolados? Isso preocupa ou não as mulheres, que, também, aprontam das suas em eventuais abusos de poder favorecidos pela sua inegável natureza superior?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2ª morte de Getúlio beneficia Índio Avatar

Legislando em causa própria
Legislando em causa própria

Getúlio Vargas deve estar dando voltas no caixão ao ser alvo de outro atentado contra sua vida política.

O primeiro foi seu suicídio, como ato de resistência contra o assalto à Petrobrás pelas petroleiras internacionais.

O segundo, agora, patrocinado por outra onda de adversários, que, primeiro, esvazia, ainda mais a Petrobrás, alienando o pré sal para as multis, e, em seguida, detona sua maior obra social, a legislação do trabalho, derrotada por placar apertado na Câmara dos Deputados.

Está eufórica a elite conservadora nacional, aliada ao capital internacional, que faz verdadeira razia contra a economia, nesse momento, favorecida pela onda entreguista em marcha, patrocinada pelo governo golpista, alinhado aos Estados Unidos, como estratégia prioritária.

Outra votação mortífera espera a lei getulista, no Senado, articulada por um dos seus mais ferrenhos adversários, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira(PMDB-CE), empresário que se beneficia da terceirização das contratações, por meio da empresa Confederal, que lhe assegura lucros de mais de R$ 170 milhões anuais.

A morte da CLT, conquista social mais importante dos trabalhadores, que durou 74 anos, de 1943 a 2017, promove a euforia extraordinária dos conservadores da elite política nacional, na qual desponta o titular do poder legislativo, influente na articulação da maioria congressista empenhada em aprovar contra-reformas impopulares anti-trabalhistas e anti-nacionalistas.

Eunício Oliveira é um dos principais esteios que sustenta, politicamente, o modelo neoliberal encarnado no programa do PMDB, “Ponte para o futuro”, por meio do qual o governo vai desmontando as bases incipientes do modelo nacionalista erguido durante 14 anos de poder petista, com Lula e Dilma, apoiado na expansão de programas sociais como base do desenvolvimento econômico equilibrado.

Considerado, também, pelos trabalhadores rurais como grileiro, o senador, que apoiou o golpe político contra a presidenta Dilma Rousseff, pulando para o barco de Michel Temer, em seguida, virou alvo central de invasões de terras pelo movimento social.

Candidato a réu no Supremo Tribunal Federal por acusação da Operação Lavajato por receber propina de caixa dois eleitoral, segundo delação premiada de funcionário das Odebrecht, o senador, rápido no gatilho, promete, em 15 dias, aprovar projeto de lei que acelera a contratação de mão de obra terceirizada no País, complementando o que foi deliberado, nessa semana, na Câmara.

Revolucionário de 1930, que abriu espaço às conquistas sociais, Getúlio Vargas é detonado pelos avatares do capital externo, que derrubam a CLT e instauram o reinado da barbárie trabalhista.
Revolucionário de 1930, que abriu espaço às conquistas sociais, é detonado pelos avatares do capital externo, que derrubam a CLT e instauram o reinado da barbárie trabalhista no governo golpista de Michel Temer.

A precarização geral das relações entre capital e trabalho, está na base da fortuna que o senador cearense acumula em grande escala, como um dos maiores ofertadores de mão de obra terceirizada para os governos federal, estaduais e municipais e, igualmente, para empresas privadas.

Com a aprovação da nova lei, o titular do Senado candidata-se a ser, rapidamente, um dos homens mais ricos do País.

Poderá, de agora em diante, oferecer mão de obra precarizada, do ponto de vista salarial, para todos os setores da economia, visto que foram removidas restrições legais segundo as quais empresas não podem realizar contrações terceirizadas para atividades fins, apenas, para atividades meios.

Removida essa restrição, que merece comemoração, em forma de anúncios entusiásticos da Confederação Nacional da Indústria(CNI), nas páginas dos jornais cujos editoriais defendem irrestritamente a medida, o presidente do Senado tem diante de si o mercado nacional para enriquecer-se desmedidamente.

Poderá contratar, pela sua empresa, os trabalhadores que já se candidatam, compulsória e involuntariamente, ao desemprego, onde trabalham, para serem recontratados, em condições precárias, por salários mais baixos.

A Confederal do senador Eunício vai ser uma espécie de Casas Bahia em dias de liquidação.

Vai começar a liquidar preços de força de trabalho no mercado miserável da terceirização trabalhista.

Eunício tem diante de si, desde esse momento, o paraíso na terra, onde o inferno espera os assalariados socialmente precarizados.

Predispõe-se o titular do poder legislativo, como beneficiário direto da nova legislação, a trabalhar em causa própria.

Apelidado de Índio pelos delatores da Odebrecht, que o listaram como receptor de propina de caixa dois eleitoral, processo que envolve, praticamente, todos os partidos, no Congresso Nacional, detonando, completamente, sua credibilidade perante a população, Eunício, com seu perfil de Avatar, pontifica-se como capitalista bárbaro.

Tem por objetivo central radicalizar exploração da mais valia do trabalhador, ou seja, precarização dos salários, acompanhada do aumento disfarçado de jornada de trabalho, frente ao fim das garantias legais antes asseguradas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Eis o novo perfil do capitalista tupiniquim em busca da lucratividade máxima, enquanto pontifica-se no controle político conservador no Congresso Nacional reacionário, que tenta fazer reforma política ancorada em listas partidárias para usufruir de financiamento público, depois que foi detonado o sistema eleitoral viciado pela corrupção.