Mentira como estratégia de poder

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Na onda da enganação

No reinado do fakenews, tudo é permitido, até que a maracutaia seja descoberta. O ministro Paulo Guedes está em maus lençóis. A onda do dólar alto tem que ser barrada a qualquer preço. Não pode parecer que a moeda americana sobe descontroladamente por conta do fracasso das reformas neoliberais. Aumenta o nível de miséria social. A desigualdade assusta os capitalistas. No ambiente sul-americano, de estresse econômico e social total, as massas se rompem às ruas. Não lhes sobra mais nada senão o protesto, diante do modelo em que o salário caminha para zero ou negativo na sua expressão máxima do termo, como produto da sobrecumulação incontrolável de capital. Sem salário, que melhora os lucros das empresas, o consumo cai. O subconsumismo sinaliza, consequentemente, deflação, o erro eterno dos neoliberais que o perseguem inconscientemente. Tem que esconder que a miséria não avança. Como se tornou impossível tal façanha, os detentores de poupança externa, ameaçados pela explosão social, fogem, deixando para trás desvalorização e crise cambial. Se houvesse crescimento com melhor distribuição da renda, a desvalorização da moeda nacional ajudaria nas exportações. Mas não é caso. Não há consumo interno que leve os capitalistas aos investimentos, para a indústria aproveitar as oportunidades abertas pela desvalorização do real, tão reclamada pelos desenvolvimentistas, como Bresser Pereira. Por isso, Trump sentou a pua na desvalorização do real, sem saber dos motivos que o levam à desgraça, agravando, consequentemente, a situação econômica. Assim, quanto mais miséria social, mais necessidade de mentir sobre os números da economia. Sai de baixo.

 

 

PINÓQUIO GUEDES EM AÇÃOEngraçado. Nesse momento, site nenhum, blog nenhum da mídia conservadora diz alguma coisa…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, December 4, 2019

 

Craques em cena

 

 

Guedes aprofunda desigualdade, abala dólar e chama AI-5

Plano Guedes vira perigo cambial

Mercado especulativo em pânico

O plano econômico ultraneoliberal de Paulo Guedes agrada e espanta ao mesmo tempo o mercado financeiro especulativo.

De um lado, agrada, os capitalistas, porque as reformas do trabalho e da previdência favorecem o capital.

Diminuem custo de contratação dos trabalhadores e gastos com previdência e assistência social, mas, por outro, aumenta desigualdade social.

O resultado é o nervosismo do mercado com possibilidades de estouros sociais, iguais aos que se disseminam na América do Sul, submetida ao modelo ultraneoliberal de Paulo Guedes.

O capital é, sobretudo, covarde, como dizia o ex-ministro Roberto Campos.

Foge diante de qualquer sinal de perigo.

A fuga dele agora decorre do medo de multidões nas ruas exigindo Constituinte, para mudar modelo político e econômico que destrói direitos e garantias econômicas constitucionais dos  trabalhadores.

O Chile, dominado por massas em fúria contra a exploração econômica neoliberal, apavora a elite sul-americana.

O efeito prático da desaceleração econômica, prenhe de tensões sociais, é aumento da cotação do dólar, sinônimo de fuga de capital.

O plano Guedes bombeia dólar quanto mais produz desigualdades sociais.

Não à toa, Armínio Fraga vaticina possível fracasso do plano Guedes, se não vier acompanhado de medidas sociais distributivas de renda.

O subconsumismo neoliberal, motor da crise social, aumenta dólar, recessão e desemprego.

Os custos de produção, com as reformas neoliberais de Guedes, diminuíram, jogando para baixo a inflação e os juros, mas, igualmente, desabou poder de compras dos salários.

A lógica neoliberal de avançar no ajuste fiscal encontra limite na cotação do dólar, que, ao fugir, provoca déficit em contas correntes do balanço de pagamento do tesouro nacional.

Emerge perigo de crise cambial.

A subida do dólar, mesmo com juro e inflação baixa, seria ou não receio do mercado com o plano Guedes?

Bom, por um lado, mas, por outro, ruim, sinaliza instabilidade por aprofundar desigualdade e produzir crise cambial?

Fundamentalmente, a natureza da crise, diz Armínio Fraga, é a desigualdade social, concordando com Marx.

Plano Guedes desestabiliza o dólar.

Embora tente despistar, dizendo que não está preocupado com a volatilidade da moeda americana, no fundo, Guedes está apavorado, sinalizando catastrofismos.

Alerta, como verdadeiro agente autoritário, que não ficará surpreso se ecoar no ar grito favorável ao AI-5.

A emergência institucional da ditadura, de repente, é lembrada pelo titular da economia, que, com a instabilidade monetária revela, está na corda bamba atravessando o precipício.

Sentença de morte política bolsonarista

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Ausência fatal em Roma!

Que mancada essa do presidente Bolsonaro não ter ido à Roma participar da canonização de Irmã Dulce, primeira Santa brasileira!
Será que se deixou influenciar pelo radicalismo político do general Augusto Heleno, adversário do papa Francisco, na controvérsia sobre a Amazônia?
Claro, os baianos e os nordestinos, cheios de tradição religiosa, estão decepcionados.
Será que se sentirão representados por ele na presidência da República, a partir de agora?
E o resto do Brasil, também, não estaria com mesmo estado de espírito diante do presidente, completamente, insensível?
O rei Charles, da Inglaterra, estava lá.
Imagine se não tivesse, no momento de canonização de Santo inglês, tal como Santa Irmã Dulce!
Seria desmoralização total da monarquia inglesa, ao desprezar um símbolo da bondade popular diante da qual Roma se rende, misericordiosamente.
Por que Bolsonaro não estava lá?
Fundamentalismo religioso.
Misturou política e religião.
Desconsiderou Brasil como estado laico.
Não soube separar joio do trigo.
Desrespeito total à variedade de cultos religiosos existentes em terra brazilis, país multicultural, multirracial, mas com uma só alma, a brasileira.
Não conseguiram os colonizadores, ainda, introduzir o separatismo por aqui, embora tenham sido múltiplas as tentativas nesse sentido desde o descobrimento pelos portugueses, em 1500.
Faltou visão de estadista ao presidente capitão, desmoralização para seus colegas de farda que ditam as regras no poder bolsonariano.
Preferiu tomar partido dos evangélicos, base de sustentação do PSL, politicamente, em frangalhos, eivado de suspeições de corrupção, subjugado pela ganância de verbas partidárias etc e tal.
Pegou mal a ausência do presidente, ao menosprezar a primeira Santa brasileira, prestigiada em todo mundo.
Imagine o reflexo político-cultural-religioso no sentimento nacional dessa barbeiragem política bolsonarista radicaloide!
Que aliados se disporão a se alinharam ao lado do presidente que menosprezou esse fato histórico relevante que sacode a alma popular?
Os aliados, de olho no coração e mentes emocionados dos fiéis, magoados com a insensatez presidencial, fugirão dele como diabo da cruz.
Seria como se chefe de estado fosse ao Ceará jogar pedra na estátua de padre Cícero!
Bolsonaro, no país com maior população católica do mundo, assinou, com sua ausência, hoje, em Roma, sua sentença de morte política.

Nova Santa!

PT e PMDB isolam Bolsonaro na ultradireita

Resultado de imagem para baleia rossi e gleise hoffmannResultado de imagem para baleia rossiJogo da realpolitk

O velho PMDB e o PT, centro-direita e esquerda, estão de namoro para aproximações sucessivas por meio de proposições semelhantes no campo social, afetado, de morte, pela política neoliberal de Paulo Guedes. Os peemedebistas tentam jogar em duas frentes, no centro, abrindo-se para a própria direita e, igualmente, esquerda. Os herdeiros de Ulisses continuam sendo os mesmos de sempre, prontos a aderirem, mas sabem que precisam de discurso social para enfrentar eleição de 2020, municipais, e de 2022, presidenciais e parlamentares. As frentes de trabalho, à moda de Roosevelt, à frente do New Deal americano, dos anos 30, do século passado, estão de volta pela boca do novo presidente do partido, deputado Baleia Rossi(PMDB-MG), eleito no último fim de semana. No PT, Gleisi, apoiada por Lula, prega política social que coloque dinheiro no bolso do trabalhador, para ele girar economia. priorizando o social. O Planalto que quer isolar o PT, evitando formação de uma aliança de centro esquerda ou centro direita, para continuar polarizando com o lulismo, não está gosta nada da aproximação de Rossi e Gleisi em torno de política social. PMDB e PT estão distantes desde o golpe de 2016. Temer abandonou o PT e traiu governo de coalisão. Passados três anos, com o fracasso neoliberal de Temer, que resultou em desastre eleitoral, em 2018, com Meirelles e Alckmin, voltam os dois partidos a conversarem. São as voltas que a política dá, no momento em que o PT flexibiliza cada vez mais diante de negociações para fortalecer frente contra Bolsonaro.

 

CENTRO ESQUERDA ATRAI PT E PMDBA crise econômica que aprofunda desemprego, recessão, violência, instabilidade…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, October 8, 2019

Jeitinho brasileiro

FMI toca fogo no Equador

Remédio vira veneno

Foi a mesma coisa que tocar fogo em gasolina.
O FMI exigiu do governo Lenin Moreno, do Equador, aumento de 123% nos preços dos combustíveis – gasolina e diesel – em troca de empréstimo se 4,7 bilhões de dólares, para “estabilizar” economia, no linguajar neoliberal.
Imediatamente, a população se rebelou e foi para as ruas e delas não se afastou mais nos últimos oito dias.
O governo decretou estado de emergência nacional, mandou prender, a torto e a direito, os manifestantes, de forma arbitrária, e a situação no Equador virou de cabeça para baixo.
Na maior cara de pau, Lênin Moreno considerou a reação popular ato de sabotagem contra seu governo.
Não admite que ele mesmo é o sabotadot.
Queria que seu ato de agressão ficasse sem resposta ou fosse aceito pacificamente.
O lógico, para ele, seria a população não reagir à agressão econômica do FMI e engolir a seco as leis econômicas capitalistas brutais.
A rebelião se alastra por todo o país, com represálias, motins e barricadas, em resposta ao violento assalto do governo fantoche de Washington ao bolso do povo.
De repente, da noite para o dia, os trabalhadores viram despencar poder de compra dos salários.
Não aceitam, consequentemente, a austeridade fiscal ultraneoliberal do FMI, que, além do reajuste dos combustíveis, prega arrocho geral nos gastos públicos saúde, educação, segurança, infraestrutura etc.
Tudo em nome de equilíbrio orçamentário a fim de pagar custos elevados de juros e amortizações da dívida pública.
É o mesmo problema brasileiro.
Tudo para os credores, desemprego para trabalhadores.
A pressão subiu, extraordinariamente, e saiu do controle.
Desesperado, o governo decidiu mudar sede do governo, como se essa fosse questão central e não a desorganização econômica geral patrocinada pelo FMI.
Transferir a sede do poder de Quito, nas montanhas, para Guaiaquil, a beira mar, vai resolver alguma coisa?
Seria como se transferisse o poder de Brasília para o Rio de Janeiro.
Desastre.
As Forças Armadas estão nas ruas prendendo e arrebentando, mas o essencial não se altera, que é a teimosia de Lênin em resistir com medida impopular que produziu fogueira revolucionária no Equador.
O receituário do FMI, que não dá certo em lugar algum, é o mesmo aplicado na Argentina.
Suspensão dos subsídios ao insumo básico que movimenta a economia desorganiza a vida das famílias de forma generalizada.
Fomenta diretamente rebelião social.
O aquecimento insuportável da situação política produzido pelo violento ajuste fiscal no país é também semelhante ao que ocorre no Brasil.
Por aqui, com o golpe de 2016, o governo fez algo semelhante como puxar para cima violentamente os preços do diesel e da gasolina.
Congelou por 20 anos os gastos públicos não fianceiros(sociais) para garantir gastos públicos financeiros especulativos com a dívida.
O efeito destrutivo é igual.
Arrocha toda população para atender prioritariamente os sanguessugas do mercado financeiro.
Não sobram recursos para os investimentos.
Parte-se para reformas ultraneoliberas que destroem direitos sociais.
Acaba -se com aposentadoria dos mais pobres e precariza-se relações de trabalho, jogando salário mínimo para ser reajustado pelo mercado.
Com oferta menor que demanda por emprego, o preço do trabalhador vai ao chão, caminha para zero ou negativo.
Amplia-se desigualdade social, que paralisa produção por falta de consumidor.
Instaura-se subconsumismo, insuficiência total de consumo, prato cheio para rebelião social.
É o retrato neoliberal da América Latina em marcha para o caos.
Felizmente, em Portugal, vence proposta socialista…

https://g1.globo.com/…/equador-transfere-sede-do-governo-de… 

Latinoamerica ferve