Sua Excelência reina na República dos Cornos

amantes

 

Teve, sim, no Jaburu,  o jantar do vice com o bam-bam-bam da Odebrecht, o Marcelo.

Noite de gala.

Na ocasião, deram-se as mãos.

Afagaram-se, delicadamente.

A mesa estava luxuosamente arranjada com fios de ouro.

Animadamente, alegremente, conversaram.

Assuntos variados, amenidades, sacanagenzinhas, temas políticos, sacanagenzonas e que tais, claro.

Detalhes, provavelmente, picantes.

Negócios, negociatas, milhões, bilhões etc.

Ensaiaram artimanhas e cantadas indiretas.

Os pés se entrelaçam por debaixo da mesa.

Expuseram-se, sem peias, suas reciprocidades.

Os expectadores, na plateia, depois de desnudado o enredo, certamente, viram que a coisa ia acontecer.

As evidencias foram tão explícitas…

Como não acreditar no óbvio?

A sedução exalava seu cheio no ar.

Estava demais.

Não havia como não perceber claramente, vivamente, emocionantemente.

Os amantes não se continham, se envolviam em gestos lúbricos.

Sim, iriam para a cama, como não ir?

A janela estava aberta.

Dava prá ver tudo, sem disfarce.

De repente, sua excelência, o vice, e sua senhoria, o bam-bam-bam da Odebrecht, levantam-se da mesa.

Tcham, tcham, tcham…

Trocam-se as últimas confidências de pé de ouvido.

Risinhos, risinhos, risinhos.

Entra uma corrente de ar, agradabilíssima, no ambiente palaciano.

Levantam a taça de champanhe, para uma última comemoração.

Comemoram, antecipadamente, para elevar ao máximo a excitação dos expectadores da cena teatral, o ato que iria ser consumado, depois de articulado com requintes.

A alcova se descortina num lance rápido.

Deslumbramento.

Mas…

Sua excelência, como que dando uma pausa, pensa, joga a cabeça para trás, passa a mão pelos cabelos, coça o queixo.

Num gesto calculado, frio, chama o garçom.

– Padilha, feche as cortinhas…

Ah! Dúvida cruel!

Aconteceu ou não aconteceu?

Plim, plim.

Os expectadores cornos, estupefatos, tiveram que engolir a fala do Bonner.

Qual?

Sim, eles se encontraram, mas não falaram no empréstimo de R$ 10 milhões para a campanha, para o partido, para os correligionários.

Quem acertou o negócio foi Padilha, o garçom.

Peralá, excitaram-se os cornos…

Sua excelência não deu tempo para questionamentos.

Determinou, rápido, delicadamente:

– Sr. Delegado, leve o Padilha preso, depois a gente conversa.

Entre a realidade e a fantasia

Acossado pelo implosão política que pode destruir seu governo, o presidente Temer se apega ao imaginário econômico ideal para tentar enganar a população de que tudo vai bem, obrigado. Enquanto isso, a reforma da previdência , em tramitação no Congresso, vai encontrando dificuldades crescentes. O grito de guerra FORA TEMER no carnaval disse tudo. Não há credibilidade popular capaz de permitir ao titular do Planalto enfrentar os imensos desafios detonado peloa luta de classe acirrada pela sensação de que o País está sendo leiloado a preço de ocasião. Marcelo Odebrech é a sombra mortífera que paria sobre o moribundo.
Acossado pela implosão política que pode destruir seu governo, o presidente Temer se apega ao imaginário econômico ideal para tentar enganar a população de que tudo vai bem, obrigado. Enquanto isso, a reforma da previdência , em tramitação no Congresso, vai encontrando dificuldades crescentes. O grito de guerra FORA TEMER no carnaval disse tudo. Não há credibilidade popular capaz de permitir ao titular do Planalto enfrentar os imensos desafios detonados por lutas de classes acirradas pela sensação de que o País está sendo leiloado a preço de ocasião. Marcelo Odebrech é a sombra mortífera que paira sobre o moribundo.

O presidente Temer, repudiado durante o carnaval pelas massas foliãs, preanunciando o que deverá ser a performance eleitoral governamental nas eleições de 2018 – desastre – em meio à recessão econômica, fez previsões ultra otimistas aos repórteres Raymundo Costa e Rosângela Bittar, do jornal Valor Econômico, nessa quinta-feira.

A economia, na avaliação fantasiosa dele, crescerá 2,7% em 2017, e, em 2018, chegará aos 3%.

Superestimou previsíveis resultados altamente positivos para a economia submetida ao congelamento de gastos públicos.

Contraditoriamente, no mesmo jornal, apareceu outra informação contrastante ao exagerado otimismo panglossiano presidencial.

O repórter econômico Ribamar Oliveira, especializado em contas públicas, diz que o crescimento do PIB projetado para esse ano, de 1,6%, pela equipe econômica, deverá sofrer golpe adicional com redução de subsídios à produção em torno de R$ 10 bilhões, de R$ 36 bilhões para R$ 23 bilhões.

Essa diminuição, diz ele, impactará, negativamente, nas projeções oficiais, especialmente, em quedas de arrecadação.

Governo que poupa, compulsoriamente, não arrecada, visto que arrecadação requer gastos, sem os quais não são produzidos os impostos.

Assim, em vez de a economia crescer o colosso que Temer superestima, deve acontecer o oposto, queda ainda maior do nível de atividade.

Quem está com a verdade: as projeções da equipe econômica, realmente, acanhadas, ou os chutes esfuziantes do presidente?

Corroboram essas expectativas negativas as informações sobre a indústria de automóveis, carro chefe da demanda global, apoiada na produção de bens duráveis.

A fantasia de Temer se mostra distante da realidade.

As vendas sofrem tombos recordes, cima de 15%.

Toda cadeia produtiva ligada às montadoras – partes, peças e componentes – encontra-se em banho maria, deprimida.

Os empresários reclamam energicamente de falta de crédito para girar a produção.

O crediário caro espanta o consumidor, já, excessivamente, endividado pelas mais altas taxas de juros vigentes no mundo sob administração do Banco Central, comandado pelo Itaú.

Raposa tomando conta do galinheiro.

O comércio, no Rio de Janeiro, conforme Federação do Comércio, registrou tombo de 7% no último trimestre.

A indústria espera corte mais ousado nos juros sem o qual não pintará investimento.

Mas, a desvalorização do dólar, produzida, em grande parte, pelo congelamento dos gastos públicos, amplia resistência do BC, que precisa enxugar gelo.

Entra muito dólar bombeado pelas políticas monetárias praticadas pelos países ricos – Estados Unidos, Europa e Japão –, diante da falta completa de controle de entrada de capital especulativo no País.

A deterioração nos termos de trocas cambiais se transformou no maior vazadouro de riquezas líquidas, para encher a pança dos banqueiros, os únicos que estão satisfeitos como governo Temer.

 

O Brasil virou casa da mãe Joana.

O juro Selic cai, mas cai, também, a inflação, sob impacto da recessão, de modo a manter taxa real elevada para o custo do dinheiro.

Juro alto mais valorização do real ampliam a depressão.

Nesse contexto, a dívida pública e o déficit, formado pelo custo do dinheiro caro, aumentam sistematicamente mesmo em meio ao congelamento de gasto não financeiro.

Temer, portanto, tenta construir a fantasia da recuperação econômica a partir retóricas, para diminuir, certamente, o outro lado da moeda que o apavora, a crise política, cujo peso sobre a economia é decisivo, no sentido de bloquear expectativas positivas.

As delações de Marcelo Odebrecht, envolvendo-o como receptor de propinas durante campanha eleitoral, mais denúncias cabeludas do amigo Yunes, a mula intermediária de recursos levados a Padilha, são bombásticas e sustentam interminavelmente o clima de instabilidade política que não contribui, em nada, para a recuperação das forças produtivas paralisadas desde o golpe político de 2016.

 

Congelamento neoliberal de gasto público barateia dólar, encarece real, acelera desemprego e desmoraliza economistas

Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.
Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.

A desvalorização do dólar, aprofundada pela crise global, é irmã gêmea do congelamento dos gastos públicos, no rastro do golpe político de 2016, no Brasil.

Emerge contradição óbvia: redução da renda disponível para o consumo, a fim de o governo continuar pagando em dia juros e amortizações da dívida pública que caminha para a casa dos R$ 4 trilhões.

Uma coisa, o congelamento, não está separada da outra, a crise financeira global.

As medidas adotadas pelos governos dos países ricos, do capitalismo cêntrico, dominante, para fugirem da crise, como expansão monetária impulsionada por juros baratos ou negativos, continuam jogando dinheiro a rodo nas fronteiras nacionais, onde inexiste controle de entrada de capital especulativo.

O Banco Central, dominado pelo Itaú, em meio a tais pressões, enxuga o excesso de moeda que entra, adotando juro alto, que multiplica lucro dos bancos.

Resultado: aumento da dívida pública interna, de um lado, e desindustrialização, de outro, geradas pelo dólar barato que encarece o real tupiniquim.

A dívida externa é, segundo Marx, instrumento de dominação internacional.

A dominação cambial, completa Keynes, é fator que impõe deterioração dos termos de troca em favor dos ricos em prejuízo dos mais pobres.

O aumento do endividamento impõe aperto nos gastos públicos não financeiros – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc – , enquanto os gastos financeiros não sofrem nenhum controle efetivo.

E os comentaristas econômicos dizem que o juro alto é consequência e não causa do déficit público financeiro especulativo!

O mercado interno, em razão dos arrochos sobre gastos não financeiros, não reage, por falta de renda capaz de elevar o consumo, a arrecadação e os investimentos.

Assim, quanto mais cai o consumo, deprimindo mercado interno, mais fraca fica a economia diante da enxurrada monetária especulativa que entra como produto do juro alto destinado a conter pressão monetária inflacionária.

Agiotagem internacional.

Os fatores externos, contra os quais não se faz nada, produzem o desajuste interno.

Excesso de dólar, em meio à diminuição do consumo interno e à alta da taxa de juro, encarece, esquizofrenicamente, o real.

Aprofunda-se, consequentemente, as contradições econômicas em meio ao congelamento dos gastos públicos, previstos para durar duas décadas.

Nesse contexto, os economistas neoliberais enchem as páginas do Valor Econômico, a bíblia dos banqueiros, para discutir se juro alto combate a inflação ou se produz inflação, sem levar em conta determinações políticas.

Nos países ricos, as teorias econômicas foram totalmente desmoralizadas.

Os governos imperialistas se lixaram para elas; interferiram para mudar o curso dos acontecimentos.

Dizia-se que juro alto serve para combater a inflação.

Balela.

Os americanos ampliaram a oferta de dinheiro, jogaram as taxas de juros para zero ou negativa e a inflação não explodiu.

Muito menos, rolou, até agora, deflação, mediante grande oferta de dinheiro que diminui juros e preços, como alternativa para enfrentar bancarrota financeira especulativa.

Uma coisa, porém, se confirmou: juro baixo, apenas, revelou-se insuficiente, para puxar a economia, se o governo corta os gastos neoliberalmente, para conter ajuste fiscal.

Trump ganhou as eleições nos Estados Unidos prometendo gastar mais.

O que faz, agora?

Repete, como republicano, Roosevelt, que era democrata.

Jogará mais 54 bilhões de dólares na indústria de defesa, a partir da qual pretende puxar a demanda global.

É o que os militares brasileiros querem que seja feito no Brasil, para tocar nacionalismo econômico soberano.

Não passa pela cabeça do bilionário novo Tio Sam a terapia neoliberal que o golpista Michel Temer pratica, cujas consequências são taxa de desemprego na casa dos 20%, se forem levadas em conta desistências estatísticas.

Dá razão a Marx a série de artigos produzidos por economistas conservadores no Valor Econômico, para discutir a interminável questão dos juros absurdos vigentes no Brasil.

O autor de O Capital, em Manuscritos Econômicos e Filosóficos, considera esse pessoal, essencialmente, vulgar, na tarefa de ver a economia, somente, pelo ângulo da metodologia abstrata.

Montam, diz ele, modelos nos laboratórios, ancorados na chamada expectativa racional, construída, a partir da matemática, que, segundo Hegel, é uma ciência que se realiza no exterior da realidade, sem condições de determiná-la.

Os neoliberais partem do consumidor autonomizado com dinheiro no bolso construído na cabeça deles e não do processo histórico social da luta de classes.

Os caras, depois de muito debaterem, estão chegando à conclusão que a taxa de inflação é diretamente proporcional à taxa de juro, ou seja, se o juro aumenta os custos de produção, os empresários repassam esses custos aos preços.

Os juros altos bombeiam o déficit.

Penaliza o consumidor, que, submetido à exploração capitalista sobre os salários, perdem renda disponível para o consumo.

Como consumo é produção, produção é consumo, segundo Marx, a vaca vai pru brejo.

Consumo cadente, produção cadente, investimento cadente, enfim, tendência deflacionária.

Governo tem que virar consumidor de não mercadorias destrutivas(produtos bélicos e espaciais, como faz Trump) para compensar redução da produção de mercadorias produtivas, comprando seu consumo com moeda estatal inconversível.

Solução tortuosa para compensar, mal ajambradamente, desarticulação do lassair faire, que leva à deflação, o erro eterno do capitalismo, segundo Keynes.

Juro zero para debelar a dívida, a fim de ser feita nova dívida; eis o jogo dos governos capitalistas ricos, seguindo Adam Smith, para quem dívida pública não se paga, rola-se.

Brasil, por aí, está na contramão do mundo

Trump aumenta gasto na indústria de defesa para gerar pleno emprego. Temer, não; corta gasto, aumenta desemprego e insegurança.

 

NACIONALISMO DE TRUMP SE EXPRESSA EM OPÇÃO PELA INDÚSTRIA DE DEFESA COMO DINAMIZADORA DO CAPITALISMO AMERICANO Trump, que ganhou a eleição combatendo as guerras impulsionadas por Obama pelo mundo afora, segue a mesma receita com discurso trocado: para os Estados Unidos continuarem poderosos, têm que aumentar investimentos na indústria de defesa, como forma de dissuassão capaz de evitar guerras. Tenta, dessa forma, acalmar o Estado Industrial Militar Norte-Americano, responsável, desde a segunda guerra mundial, por dinamizar o capitalismo nos Estados Unidos em sua escalada imperialista global. Na efetivação dessa estratégia, de gastar mais 54 bilhões de dólares na industria de defesa, o presidente americano, contraditoriamente, cacifa-se para dialogar com Putin, da Rússia, a partir de uma posição de força, embora destaque, como fez durante campanha eleitoral, que os Estados Unidos, sob seu governo, deixariam de ser interventores do mundo. Incrementar mais a cadeia produtiva da indústria de defesa, que puxa a produtividade americana, é o caminho que o capitalismo, comandado por Trump, seguirá de agora em diante, para o bem e para o mal. Enquanto isso, no Brasil, o congelamento de gastos imposto neoliberalmente pelos golpistas, comandados por Michel Temer, inviabiliza o sonho dos militares brasileiros, contidos na Política Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional, para construção da indústria de defesa, no Brasil, a partir da qual se possa erguer verdadeiro nacionalismo econômico, político e social, ancorado em vanguarda tecnológica.
NACIONALISMO DE TRUMP SE EXPRESSA EM OPÇÃO PELA INDÚSTRIA DE DEFESA COMO DINAMIZADORA DO CAPITALISMO AMERICANO
Trump, que ganhou a eleição combatendo as guerras impulsionadas por Obama pelo mundo afora, segue a mesma receita com discurso trocado: para os Estados Unidos continuarem poderosos, têm que aumentar investimentos na indústria de defesa, como forma de dissuassão capaz de evitar guerras.
Tenta, dessa forma, acalmar o Estado Industrial Militar Norte-Americano, responsável, desde a segunda guerra mundial, por dinamizar o capitalismo nos Estados Unidos em sua escalada imperialista global.
Na efetivação dessa estratégia, de gastar mais 54 bilhões de dólares na industria de defesa, o presidente americano, contraditoriamente, cacifa-se para dialogar com Putin, da Rússia, a partir de uma posição de força, embora destaque, como fez durante campanha eleitoral, que os Estados Unidos, sob seu governo, deixariam de ser interventores do mundo.
Incrementar mais a cadeia produtiva da indústria de defesa, que puxa a produtividade americana, é o caminho que o capitalismo, comandado por Trump, seguirá de agora em diante, para o bem e para o mal.
Enquanto isso, no Brasil, o congelamento de gastos imposto neoliberalmente pelos golpistas, comandados por Michel Temer, inviabiliza o sonho dos militares brasileiros, contidos na Política Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional, para construção da indústria de defesa, no Brasil, a partir da qual se possa erguer verdadeiro nacionalismo econômico, político e social, ancorado em vanguarda tecnológica.

 

“Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego – salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos  se insensibilizarem para a preparação das armas, aprenderão a conhecer a sua força.” (Keynes, 1936, em Crise da Ideologia Keynesiana, Lauro Campos, 1980, Campus).

 

brasileuaA velha receita não sai de pauta na política governamental americana desde a segunda guerra mundial.

Donald Trump acaba de anunciar aumento de 10% nos gastos de defesa geral dos Estados Unidos, algo em torno de 54 bilhões de dólares.

Trata-se, portanto, de utilizar economia de guerra, mediante aumento dos gastos públicos, na indústria de defesa, locomotiva da produtividade do capitalismo americano.

Incrementa-se as forças improdutivas para tentar puxar as forças produtivas em colapso, de modo a manter sobrevivente o capitalismo americano.

 

Essa estratégia keynesiana foi aplicada por Roosevelt, em 1936, para tirar o capitalismo da crise de 1929.

 

brasileuaAté então, o sistema capitalista americano era dinamizado pela indústria de bens duráveis, puxada pela produção de automóveis.

Em 29, o país tinha 27 milhões de carros em circulação e uma produção anual de 5,5 milhões de unidades automotivas.

A cadeia produtiva de bens duráveis de luxo puxava a demanda global.

A especulação desenfreada, naquele ano, jogou a produção no chão, caindo para 700 mil unidades, cinco anos depois.

Faliram 5 mil bancos nos Estados Unidos.

A economia do lassair faire, do livre mercado, encontrou seus limites na deflação.

A produção e os preços despencaram.

Os investimentos, consequentemente, deixaram de se realizar.

Crash!

O remédio keynesiano entrou em ação: inflação para combater deflação.

Mas, como dinamizar a economia, incrementando os bens duráveis, se os estoques estavam saindo pelo ladrão e os preços desabando, jogando a taxa de lucro no chão?

 

O governo teve que se transformar em grande consumidor.

 

brasileuaQual a mercadoria que o governo iria comprar de modo a puxar a demanda, sem aumentar a oferta de bens duráveis, se esta já se mostrava excessiva?

Reconversão da indústria de bens duráveis em indústria de guerra, produtora de produtos bélicos e espaciais.

Ao lado disso, da opção pelas forças improdutivas, expansão das forças produtivas ancoradas em gastos dissipadores, aumento de funcionários públicos, expansão de programas sociais, previdência social, enfim, estado do bem estar social etc.

Tornou-se necessário implementar novo sistema monetário.

A moeda estatal inconversível se fez necessária e a dívida pública se transformou em instrumento simultâneo de irrigação e enxugamento da base monetária, de modo a produzir o que Keynes considerava essencial, a eficiência marginal do capital(lucro).

Era a forma capaz de levar os empresários ao investimento, despertando neles seu espírito animal.

 

O grande economista inglês, adepto de Malthus, destacou, para justificar o seu novo modelo, que a única variável economicamente independente sob capitalismo é o aumento da quantidade da oferta de moeda na circulação.

 

brasileuaTal movimento, segundo ele, produz: 1 – elevação dos preços, 2 – redução dos salários, 3 – perdão da dívida dos empresários contraída a prazo e 4 – diminuição dos juros.

Com uma mão, o governo joga moeda na circulação, para irrigar a produção; com a outra, lança títulos da dívida pública, para enxugar a base monetária, a fim de evitar enchente inflacionária.

A crise de 2008, tão intensa ou maior do que a crise de 1929, levou os governos capitalistas ricos e imperialistas(EUA, Europa e Japão), excessivamente, endividados,  a repetirem a dose.

 

Expandiram a oferta monetária, mantiverem a taxa de juro na casa dos zero ou negativa, para segurar a dívida pública, mas cortaram gastos públicos, atendendo vozes neoliberais.

 

brasileuaSe a manobra foi suficiente para segurar, precariamente, a dívida, mostrou-se insuficiente para dinamizar as forças produtivas capitalistas.

Apenas juros baixos ou negativos não resolvem, se o governo não faz uso da arma que dispõe, isto é, a expansão da quantidade de oferta de moeda para dinamizar gasto público, keynesianamente.

Os empresários, somente, com juro negativo, não voltarão aos investimentos, porque estes requerem consumidores, inexistentes no ambiente de congelamento de gastos públicos, como a experiência brasileira está demonstrando, nesse momento.

 

Temer, revelando-se, anticapitalista, entreguista, antinacionalista, tenta combinar o impossível: juro alto com cortes de gastos.

 

brasileuaColhe, desastrosamente, câmbio sobrevalorizado que eleva dívida, desindustrializa o país, produz explosivo deficit em contas correntes e, consequentemente, aumenta risco que sustenta juro alto.

Se não derrubar juro, como fizeram os impérios, não abatte dívida, permitindo volta do endividamento em defesa, como faz Trump.

Desastre neoliberal temerista produz, apenas, insegurança nacional, maior fonte de preocupação atual das forças armadas, frustradas diante do sucateamento do seu sonho maior: a construção da opção nacionalista por meio da Política Nacional de Defesa e da Estratégia de Defesa Nacional.

Trump, apostando na defesa, tenta afastar-se dos fantasmas de 1929, que ressuscitaram em 2008.

Temer, desatento à história, quer voltar ao lassair faire, ao século 19, neoliberal, que leva ao crash.

Cadáver insepulto, tenta retornar ao útero materno.

Só Freud, como diz Lauro Campos, explica.

Canoa neoliberal de Temer à deriva no carnaval

SE ALGUM CHEFE MILITAR, TIPO MARECHAL LOTT, BATER FORTE NA MESA, GOVERNO CAI; TODO MUNDO CORRE Governo na lama e à deriva tenta se cercar por meio de pura politicagem, envolvendo legislativo, judiciário e executivo em pacto de morte antiético. Mas, a economia em colapso por conta do garroteamento geral dos gastos não financeiro(saúde, educação, infraestrutura, segurança etc) para favorecer gastos financeiros, juros e amortizações da dívida, como prioridade absoluta,
SE ALGUM CHEFE MILITAR, TIPO MARECHAL LOTT, BATER FORTE NA MESA, GOVERNO CAI; TODO MUNDO CORRE
Governo na lama e à deriva tenta se cercar por meio de pura politicagem, envolvendo legislativo, judiciário e executivo em pacto de morte antiético. A economia em colapso por conta do garroteamento geral dos gastos não financeiro(saúde, educação, infraestrutura, segurança etc) para favorecer gastos financeiros(juros e amortizações da dívida, como prioridade absoluta), inviabiliza as forças produtivas e põe o pais de pernas para o ar. A segurança nacional está em perigo total. Os militares estão preocupadíssimos com o desastre neoliberal temerista. No limite do desastre, pode pintar triunvirato.

 

O general do Exército,

 

Eduardo Villas Boas,

 

deu o grito e a casa do

 

governo neoliberal

 

golpista balançou.

 

PRONTIDÃO TOTAL CONTRA PERIGO NEOLIBERAL O general nacionalista do Exército Eduardo Villas Boas alertou que país está à deriva. Quarteis estão em alerta contra a insegurança nacional potencializada pela política econômica neoliberal que aumenta o desemprego em proporções nunca vista.
PRONTIDÃO TOTAL CONTRA PERIGO NEOLIBERAL
O general nacionalista do Exército Eduardo Villas Boas alertou que país está à deriva. Quarteis estão em alerta contra a insegurança nacional potencializada pela política econômica neoliberal que aumenta o desemprego em proporções nunca vista.

Ele disse que o País está à deriva.

Não sabe para onde ir.

Política neoliberal é o maior fator de insegurança nacional.

Está indo para o sal, se já não foi, o que é caro aos militares, a Política de Defesa Nacional, que tem por base o pensamento nacionalista, aprovado em 2005, e a Estratégia Nacional de Defesa, em 2007, que estrutura o jogo nacionalista com intensificação das relações do Brasil com a América do Sul.

O neoliberalismo econômico radical de Meirelles-Temer se transforma em fator de insegurança total, na medida em que desarmou a principal empresa estatal, abrindo mão da reserva do pré sal, alvo central das  multinacionais petroleiras.

Os quarteis se preocupam com a insegurança decorrente do entreguismo econômico, acompanhado da corrupção que se espraiou feito febre amarela.

Duas semanas depois da fala do general, não repercutida, devidamente, pela grande mídia,  avalista do golpe neoliberal, já se vê a repercussão.

O governo desmorona-se e ministros caem como castelo de cartas.

O senador tucano paulista José Serra, ministro das Relações Exteriores, acusado de levar propina de R$ 23 milhões, depositados no exterior, dançou.

A presença dele, nas Relações Exteriores, foi desastre completo.

Aprofundou cisão na América do Sul.

Praticamente, todo mundo contra o golpe no Brasil e sua estratégia de entregar o pré sal, que coloca o continente sob a geopolítica dos Estados Unidos, com a Quarta Frota Americana nas fronteiras nacionais de forma permanente.

Acelerou insegurança das forças militares, agora, preocupadíssimas em virar polícia para conter violência, nos estados e municípios.

Elas sabem que as causas estão desarticulação total da economia, a partir do congelamento, por vinte anos, dos gastos públicos.

Tal decisão favorece, apenas, os especuladores, que dominam o Banco Central, agora, que o dólar se desvaloriza rapidamente estimulando jogatina que aprofunda dívida e desarticulação econômica.

Nenhum país do mundo radicalizou tanto o neoliberalismo como se vê no Brasil de Temer.

Dois dias depois da queda de Serra, chegou a vez de Padilha, da Casa Civil.

Atolado na Lavajato, delatado pelo amigo de Temer, Yunes, acusado de receber R$ 4 milhões de repasses de R$ 10 milhões feitos por empreiteira Odebrecht, Padilha, como ministro, já era.

Bichado, se continuar perto do presidente, contamina-o ainda mais, visto que Temer, também, tem seu nome listado no jogo das propinas.

Diante do escândalo fenomenal, o ministro balança mais não cai caiu, saindo de “licença” para tratar de próstata.

O PMDB, sob pressão do PSDB, que atua como vampiro, está completamente rachado diante das reformas previdenciária e trabalhista.

Uma parte do partido(Moreira Franco) está disposta a deixar a reforma da previdência prá lá; outra(Romero Jucá) está interessada em ir em frente, para agradar os bancos, mas a insegurança é visível.

As reformas detonam luta de classes país afora, elevando a insegurança nacional – eis o que os militares mais temem no momento.

Os peemedebistas, cercados pela Operação Blecaute, variante da Lavajato, estão sendo empurrados para o abismo.

Poderão ser destroçados na eleição de 2018, se apartarem, como ocorre, da população, comandando iniciativas antipopulares.

Hoje, o partido de Ulisses está todo no colo da Febraban, interessada em privatizar, aceleradamente, empresas de saneamento, eletricidade e bancos em todos os estados da Federação.

Querem, através do discurso radical de Meirelles, pegar patrimônio público como garantia da dívida cuja quitação vai virando risco elevado no compasso da recessão.

Meirelles é o porta voz dos abutres.

Os empresários, igualmente, caíram em si diante do desastre neoliberal, que destrói renda disponível para o consumo.

Investir para vender prá quem?

Ademais veem suas conquistas rompidas, como a de disporem da garantia de produzir partes, peças e componentes para as demandas da maior estatal brasileira, dando lugar às concorrentes estrangeiras.

Temer é o anti-Trump.

Trump nacionalista quer proteger empresas americanas.

Temer, entreguista, quer o contrário: destruir empresas brasileiras.

Pedro Parente, presidente da Petrobrás, não quer saber de empresa nacional vendendo para empresa nacional.

|Nesse ambiente de entreguismo desvairado e de depressão geral e juros na lua, a  inflação, sim, cai, mas com ela, como dizem os hermanos argentinos, cai todo lo más.

O colapso econômico, que a mídia se esforça em esconder, é a pauta permanente na Confederação Nacional da Indústria, que, no entanto, busca ressaltar consequências, não as causas.

Defende renegociação de pagamentos de tributos, ampliação de prazos para multas, juros etc.

Perfumaria.

Que adianta aliviar despesas, se as receitas das empresas, vindas do consumo, não se realizam por causa dos ataques aos salários em decorrência da depressão econômica?

A destruição antinacionalista apavora o general Villas Boas.

 

Vira ou não vira?