Setembro negro bombeará oposição a Bolsonaro

Resultado de imagem para setembro negro

Escassez geral

O congelamento de gastos públicos sociais – porque os gastos financeiros estão descongelados, para atender os credores – levará a economia ao colapso do setembro negro, pré-anunciado pelos próprios neoliberais do governo.
Não vai ter dinheiro para nada.
Grande expectativa na oposição.
Será a grande beneficiada com crescente colapso da terapia neoliberal adotada pelo ministro Paulo Guedes, acompanhada do incêndio criminoso na Amazônia, sob protesto internacional.
Como mostra o repórter Ribamar Oliveira, no Valor, até despesas com cafezinho e papeis – o higiênico, também, Zé de Riba? – estão sendo tesourados, para conter gasto discricionário.
É sinal de que o desemprego e a fome continuarão aumentando, incontrolavelmente.
Afinal, são os gastos sociais, no orçamento geral da União, carro chefe da economia, para produzir arrecadação e investimentos em infraestrutura.
Sem eles, cresce a fragilidade econômica, que produz expectativa negativa aos agentes econômicos.
O resultado dessa fragilidade se verifica na instabilidade cambial, intensificada pela guerra comercial China-EUA.
A desvalorização da moeda chinesa obriga todos os países a desvalorizarem, também, a fim de não perderem competitividade internacional.
O resultado negativo disso, porém, é o aumento do déficit comercial e do balanço de pagamentos, que obrigam o governo a contrair dívida externa para pagar importações.

Corrida contra moeda

O mercado, nesse contexto, corre contra moeda nacional, antevendo dificuldades, que crescem, ainda mais, com o congelamento geral das forças produtivas, conforme determina a PEC 95, em vigor, desde o golpe neoliberal de 2016.
A gritaria, no Congresso, verificou-se, essa semana, nas comissões.
Os setores de saúde, educação, infraestrutura, segurança abriram o bico.
Também, prefeitos em pencas passam o chapéu na Esplanada e nos gabinetes parlamentares.
Clamam no deserto, no momento em que o governo Bolsonaro diz que não tem grana nem para apagar fogo na floresta, nem qualquer outra despesa que apareça.
O estrangulamento financeiro estatal, imposto pela PEC do Teto de Gastos, é versão do shoutdown, que tem se verificado nos Estados Unidos, nos últimos anos, dependentes de liberação de verbas pelo Congresso.
Na Argentina, mesma coisa.
O colapso do modelo neoliberal, que derrotou Macri, nas eleições primárias, joga a população nas ruas, para protestar contra a fome.
É o sinal claro de que a vitória eleitoral, em outubro, será da chapa peronista-kirchnerista Fernandez-Cristina.
Macri, até lá, vai, apenas, cumprir tabela, para tentar renegociar com o FMI papagaio de 57 bilhões de dólares.

Esquerda, volver

Por aqui, a esquerda vê suas chances aumentarem, mas, também, coloca barbas de molho, diante do que está acontecendo com o virtual vitorioso, na disputa eleitoral: os banqueiros, antevendo perigos, fazem ameaças.
Prometem fugas de capital em massa.
Por isso, cresce defesa da aliança China-Argentina, para que los Hermanos não fiquem presos ao dólar como garrote no pescoço.
Certamente Fernandez-Cristina não vão suicidar-se, na véspera, mas já se especula que os bancos querem colocar alguém tipo Joaquim Levy, homem do Banco Mundial, para tentar administrar o caos neoliberal pós Macri.
Viável?
O setembro negro que vem aí por aqui é um ensaio geral da bancarrota argentina que não suporta teste das urnas.
Os neoliberais derrubaram Dilma, depois de perderem disputa em 2014, mas foram vencidos na eleição de 2018.
Os candidatos do golpista Temer, Meirelles, PMDB, e Geraldo Alckmin, PSDB, não aguentaram o rojão.
Bolsonaro faturou graças às fraudes e fake news, agora alvo de CPI, no Congresso, apoiada, nessa quarta-feira por ampla maioria em plenário.
A oposição vai agir na vanguarda, como está acontecendo na Argentina, protestando contra a fome e o desemprego, nas ruas, ou continuará vacilando em convocar greve geral?

https://www.valor.com.br/…/mesmo-em-shutdown-o-gatilho-nao-…

https://www.brasil247.com/…/argentinos-vao-as-ruas-contra-a…

https://g1.globo.com/…/pib-do-brasil-cresce-04percent-no-2o…

https://www.brasil247.com/…/com-economia-em-crise-igp-m-a-i…  

 

Poliamor, o colapso do machismo

Resultado de imagem para Interregno, de helio doyle

Era do corno manso

Os canais da burocracia estatal executiva e suas relações de poder com o legislativo, judiciário e setor privado simbolizam, no ambiente da corrupção tupiniquim,  canal de esgoto no qual transita o inescrupuloso mundo dos interesses de classe da elite reacionária e antinacionalista brasileira.
Tudo regado, claro, à leniência, malemolência do toma lá dá cá, interminável.
Os partidos políticos, indiferenciados em suas caracterizações ideológicas, rendidos ao liberalismo de Washington, são as peças que azeitam os canais burocráticos, conduzindo-os no processo de irrigação de todas as cabeceiras.
Nesse cenário, o globetrotter H. Doyle, codignome do jornalista, empresário, professor, consultor político, documentarista, escritor, Hélio Doyle, iniciando no romance, “Interregno”, editora Chiado, 385 pgs, tem Brasília como personagem central.
Expõe sua exuberância, fluindo nas imagens de construções e armações do roteiro da novela, para acompanhar um triângulo amoroso em meio à crise política do impeachment.
Paula, linda, inteligente e gostosa, personagem central de “Interregno”, movimenta-se exuberantemente no universo empresarial-estatal-parlamentar-jurídico, como relações públicas, manobrando, pragmaticamente, o mercado das comunicações e do marketing governamental em sua totalidade.
Atua como modus operandi dos negócios, conduzidos pelos lobbies, nacionais e internacionais, que exigem profissionalização e eficiência máximas, como segurança das transações.
Amadores não têm vez.
Paula está inserida de corpo e alma, nesse mundo, no qual as relações são, sistematicamente, espúrias, porque envolvidas por legislações flexíveis aos acertos econômicos e financeiros de grandes interesses que rolam na relação público-privada.
Todos têm tesão em Paula.
Inteligente, linda, sedutora, irresistível e, politicamente, indiferenciada, claro.
Seu pragmatismo profissional é de classe média alta em intermediação com as classes mais altas, que dão as cartas no comando do Estado.
Enquanto abomina os assédios em geral, submete-se à lógica brumosa das negociatas, sempre calcadas na letra da lei, suficientemente, móvel às adaptações, em metamorfose ambulante.
Estamos no mundo badalado da comunicação, publicidade, relações públicas, marketing, mentiras, viagens, convenções, armações, jantares, teatro, hotéis, baladas, envolvimentos sutis, tudo a serviço do convencimento para fechamento de contratos milionários.
Não faltam fantasias da noite, mulheres maravilhosas etc e tal.
A conta, claro, vai para o contribuinte e o lucro/benefício, para minoria de sempre, que paga muito bem o trabalho de Paula, garantindo-lhe alto padrão de vida, na capital, com direito a viajar pelo mundo.
Do ponto de vista, moral/comportamental, porém, Paula é tremenda conservadora.
É escrava do poder e da força do contrato social do casamento burguês, no qual a mulher se insere como objeto de desejo e manipulação nas relações com os homens.
Dessa escravidão, Paula conserva, como valor absoluto, a monogamia sexual.
Poligamia, para ela, é palavrão, mas o mundo dela vai mudar.
Embora estando em segundo casamento e tendo chifrado o  ex-marido com o atual, mais velho, que a conquistou, Alexandre, publicitário, suas convicções morais atam-na aos rigores do comportamento pequeno burguês falso moralista.
A aparência se sobrepõe à essência dos fatos essenciais da existência.
O rígido padrão moral de Paula será, como a novela descreve, com leveza, sutileza e argúcia, testado na prática da sedução internacional, pelo poder do dinheiro.
O milionário bonito e sensual trinitário negro, Rafhael,  que tenta conquistá-la, lançando mão da sabedoria militar, do estrategista chinês Sun Tzu, exigirá da conservadora Paula uma revolução interior, mexendo com todos seus alicerces morais.
Desgasta-se, emocionalmente, para construir nova fortaleza interna que de fortaleza, na verdade, não tem nada, porque está sujeita às chuvas e trovoadas das circunstâncias amorosas irresistíveis, regadas pela grana.
Nesse vendaval, cujo pano de fundo é o estado corrupto nacional, tem que conviver com marido ciumento – ela também é – e criar dois filhos, nos melhores colégios, para se habilitarem à Harvard, objeto de desejo da elite burguesa tupiniquim.
Paula é alvo do capital, como mercadoria, para abrir grandes tacadas.
A mulher, nesse patamar, ainda não se libertou da condição de escrava do contrato social matrimonial.
Não entrou em sua plenitude, que ocorre, como diz Marx, quando ela se abre, livre do casamento, à prostituição geral, no socialismo, como descreve em Manuscritos Econômicos e Filosóficos.
Aí escolhe seus parceiros, virando o jogo machista.
A revolução marxista ainda não está no horizonte de H. Doyle.
Sua personagem é escrava do arranjo contratual econômico, político, moral, cínico e oportunista burguês, essencialmente, discricionário, sem regras claras, quanto mais o capitalismo esteja, como agora, em crise.
Paula vive o fenômeno da modernidade das relações que entram em contradição com seus pensamentos.
A imaginação do autor é exuberante e livre, como ocorre nos milagres da ficção.

Novo conceito de amor

O roteiro se desdobra dos novos conceitos de relacionamento que o mundo de Paula reproduz, do qual se extrai moralidade de conveniência.
A novela de H. Doyle é jogo de espelho e narrativas do sentimento da classe média alta brasiliense/carioca.
O romance nasce nas praias do Rio, em tempos de férias, com família, e tem como substrato o velho ciúme que irrigou imaginação de Nelson Rodrigues, para construir passionalidades suburbanas.
Ciúme, medo e insegurança permeiam as relações tensas, do princípio ao fim, em meio ao jogo tripartite amoroso que se desenrola no cenário paradisíaco de Trinidade Tobago, no Caribe.
Está em cena o novo conceito de amor, Poliamor, que se abre às relações conjugais como revolução comportamental do século 21.
Doyle engendra, na estória, Milena, psicoterapeuta, no triangulo amoroso – Paula, Alexandre Rafhael – , adepta da psicóloga Regina Navarro.
A psicologia racionalizante dos casais, maduros, emocionalmente, até onde pode ir, sem explodir, atua como flexibilização espiritual civilizatória, em situações escaldantes na relação material homem-mulher.
Milena é surpreendente em seu papel de introduzir o novo, ousado e temeroso conceito revolucionário, jogando, sempre, pesado contra o machismo, abalando falsos moralismos.
O Poliamor é uma etapa de avanço pequeno burguês em que ainda não se põe em xeque a propriedade privada, como limite para a liberdade da mulher.
Com o Poliamor, a mulher, ainda, não vai à prostituição geral, proclamada por Marx, mas já produz estragos violentos no machismo.
O conflito dolorido de Alexandre, que ama Paula, para racionalizar o amor que Paula sente por Raphael, sem poder para reprimi-lo, mexe com os nervos machistas.
A flexibilidade comportamental, prenúncio de novos tempos, atua como vanguarda para abalar convicções.
O roteiro de H. Doyle tem poderoso charme artístico para prender leitoras e leitores até o fim emocionante e tocante, no qual o “Interregno” surge como solução de impacto.
Paula, o poder feminino irresistível, faz, no auge da crise conjugal, a proposta aceita a duras penas pelo machismo machucado.
O leitor espera por ela, mas quando surge leva susto.
Sente, na testa, que está nascendo a era do corno manso.

Bolsonaro recria CPMF de Lula

MILITARES DOBRARÃO BANQUEIROS RETOMANDO CPMF CRIADA POR PSDB-PT?

  • Lembram do Dr. Jatene? Pois é. Um gênio. Cirurgião competente , ministro da saúde de FHC, bolou, no governo Itamar, receita tributária para salvar o setor: CPMF( Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).Inicialmente IMF (Imposto sobre Movimentação Financeira), com alíquota mínima, em junho de 1993, de 0,1%. Enxurrada de dinheiro no caixa do tesouro. Serra derrubou Jatene. Na Saúde, com CPMF, imaginou faturar presidência da República. Jatene magoou com puxada de tapete, foi embora. Os banqueiros colocaram barbas de molho. CPMF, imposto sobre cheque, identificaria movimentação de dinheiro da banca em escala exponencial. Transparência total. Banqueiro tem pavor de quem sabe do seu movimento financeiro exposto à luz do dia. Prenunciou-se pela primeira vez na história reforma tributária brasileira simples, barata, desburocratizada; acabaria sonegação; combateria, eficazmente, privilégios. Extinguiria elisão fiscal, maracutaia pura. Pagaria mais quem ganhasse mais, menos quem ganhasse menos; justiça fiscal; encerraria famosa advocacia tributária, que dá rios de dinheiro na relação espúria entre advogados, juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores; todo mundo sabe que rola nesse meio de campo comércio bilionário de sentenças judiciais. Do mesmo modo , seria dado basta nos paraísos fiscais com circulação de grana grossa sem nenhuma transparencia; e que dizer do tráfico de drogas, cuja grana rola também com total falta de transparência? Traficante pagaria imposto! Talvez o aspecto mais positivo da CPMF fosse o fato de que ampliaria espetacularmente a base de arrecadacao; afinal, se se paga mais quem ganha mais e menos quem ganha menos, não haveria propensão à sonegação. Diariamente, haveria o balanço do que entrou e do que saiu na contabilidade tributária nacional. Estados e municípios teriam ao final do dia sua receita transferida da União com a máxima precisão dada pelo mundo da contabilidade digital. Fechar e abrir empresas ocorreria com um fechar e abrir de olhos, sem burocracia, operacao simples; não haveria crédito a receber nem dívida a pagar ao final de cada exercício fiscal diário em face das liquidações fiscais e financeiras ao ritmo do mundo digital. Empresario deixaria de ser vilao nacional, desde sempre. O espírito empreendedor nacional receberia extraordinária injeção de ânimo. Seria consensuado o essencial: qual a alíquota ideal para se alcançar o montante de arrecadação necessária para promover desenvolvimento sustentável? Em 2007, com aliquota de 0,48%, o tesouro conseguia arrecadar mais de um terço do total necessário. Se, por exemplo, fosse fixada alíquota única de 5% sobre cada movimentação financeira, desde que não se pagasse mais nenhum tributo, o empresário aceitaria ou não? Pagou uma única vez, cada movimentacao, pronto, não se cobra mais nada do empreendedor. Declaracao de IR perderia sentido. Só para efeito formal. Viável ou não ? O assunto é polêmico, certamente. Mas, porque não dar direito de escolha? Quem optasse por ficar na parafernália atual, tudo bem. Quem optasse pela simplificação, idem. Democracia fiscal, por que não? O fato é que a CPMF abriu possibilidades infinitas. Não foi para frente, porque os banqueiros, com a vitória do PT, em 2003, pensaram que o país iria ao socialismo. Mobilizaram suas forças no Congresso e derrotaram Lula. Inventaram monte de argumentos inverossímeis, tipo ocorrencia de encavalamentos tributarios, cobrança em cascata, pressões inflacionarias insuportaveis decorrentes de aumentos exponenciais de custos etc, etc, etc. Tudo conversa de banqueiro para fugir de transparencia fiscal. Nenhum estudo sério embalou os argumentos dos especuladores. Agora, os militares pegam o touro à unha. Conseguirão dobrar a banca e abrir espaço para capitalismo verdadeiramente empreendedor em Terra Brasilis? Mais uma iniciativa do PT, desta vez avalizada pelos neoliberais de Paulo Guedes, que Bolsonaro tenta encarar para além das ojerizas ideológicas. Comprova-se essa propensão dos militares pela CPMF que o PT nunca foi comunista. E agora, a Junta Militar aceita ou não a proposta de Lula conversar com ela?

 

O REI ESTÁ NU

Imagem relacionada

SÃO OS JUROS, ESTÚPIDO

Depois que um dos papas do Plano Real, André Lara Resende, denunciou, no Valor Econômico, que a taxa de juros, fixada pelo Banco Central acima do crescimento da economia, é a grande causa da inflação e, portanto, do desajuste das contas públicas, caiu por terra o argumento segundo o qual esse desajuste é produzido por gastos sociais; não é não; mea culpa tucana; os juros sobre juros impactam a dívida, na prática do anatocismo criminoso, reconhecido pelo STF; os gastos financeiros são incomensuravelmente maior que os gastos não-financeiros; a disparidade é gritante.

 

MASSACRE CONTRA POVO

Vejamos o orçamento federal executado(pago) em 2018 = R$ 2,621 trilhões, elaborado pela Auditoria Cidadã da Divida, comandada por Maria Lúcia Fattorelli; desse total, R$ 1,065 trilhão decorrem de gastos com juros e amortizações, 40,66%; olha a Previdência: 24,48%; transferências aos estados e municípios, 9,82%, e por aí vai, como demonstram os dados abaixo, numa escalada descendente de despesas não-financeiras em comparação às financeiras; com um detalhe:os 40,66% que a bancocracia especulativa abocanha, não produzem nenhuma contrapartida em matéria de desenvolvimento, emprego, renda, consumo, produção, arrecadação e investimento; é grana que escorre pelo ralo e não volta mais, para a circulação capitalista; sai do circuito da produção e fica na pura especulação.

INVERSÃO DE PRIORIDADES

Já os restantes R$ 1,56 trilhão servem para atender todos os demais setores produtivos e sociais; trata-se de renda disponível para o consumo, que puxa a demanda global; a distorção é visível e monstruosa; desde o Plano Real, a taxa de juros vem comendo as pernas do povo brasileiro, deixando a economia cada vez mais improdutiva, agora, com 13,1 milhões de desempregados; 30 milhões de desocupados; 60 milhões de inadimplentes; esses 60 milhões, claro, estão comprando tudo à vista, porque está com crédito cortado; é essa gente que sustenta o colosso Brasil.

FUGINDO DO ASSUNTO

Desmontar a Previdência, ancorada no pacto social de gerações, estado, capital e trabalho, produzindo solidariedade e social democracia, gerada a partir da Constituição de 1988, para dar lugar ao regime de capitalização é fuga da realidade; é crime de lesa pátria; depois de descapitalizar a sociedade, pela prática de juros fixados acima do crescimento da economia, há 35 anos, os credores da dívida, que dominam o Banco Central e ditam essa política monetária antinacionalista, entreguista, querem dar o bote no que resta: a seguridade social – assistência, saúde e previdência, modelo exemplar de distribuição de renda, que segura a economia; sem ela, virá a desorganização social, o caos; afinal, pelo regime de capitalização, o estado deixa de contribuir, no ambiente da dieta desestatizante neoliberal; do mesmo modo, os empresários, também, ficam livre da contribuição; receberão, de mão beijada, 20 anos de isenção, em nome da redução dos custos de contratação de mão de obra, ao lado do que já está impondo a contrarreforma trabalhista, que determina o negociado sobre o legislado.

PAREDON

O capital entra com a faca afiada e o trabalhador com o pescoço liso, tendo o estado como assistente do massacre; está mais do que claro que a política monetária fixada pelo BC, comandado pelos banqueiros, é a grande algoz do povo; os governos endividados dos países capitalistas desenvolvidos, depois da crise do crash de 2008, jogaram na lata de lixo a teoria econômica neoliberal, segundo a qual a inflação decorre de excesso de demanda; praticam o contrário: ampliam a oferta de dinheiro na circulação capitalista e deixa o juro cair a zero ou negativo; do contrário, o endividamento público implode; não ocorreu o que os teóricos neoliberais alertaram; estouro inflacionário, se mais dinheiro encharcasse o meio circulante; por isso, Lara Resende está dizendo que o juro é o grande culpado; qualquer empresário já sabe disso há muito tempo; apenas, os economistas regiamente pagos pelos bancos, para mentir ao povo, inventa coisas; os BCs, em geral, estão em outra, conscientes de que juro positivo, no ambiente de superendividamento estatal, detona sistema capitalista; no Brasil, porém, vigora a jabuticaba tupiniquim, para servir de paraíso especulativo a uma elite financeira parasita; se vier uma revolução para valer, vai para o paredon.

Facebook
Google+
http://independenciasulamericana.com.br/categorias/cultura/page/2">
Twitter