GOVERNO LAVAJATO ENTREGUISTA EM TRANSE

O CERCO DO DEMÔNIO Antinacionalista entreguista cercado de corruptos por todos os lados, o governo Temer é a encarnação da corrupçao explícita que deu golpe político parlamentar midiático em nome do combate à corrupção. Virou prisioneiro dela, enquanto aliena aceleradamente o patrimonio nacional. É candidato ao personagem de Glauber Rocha, o ditador Diaz, exilado, depois do exercício do poder corrupto, antipopular . a viver cercado de demônios e fantasmas ameaçadores que não o deixam em paz na segurança de masmorras indestrutíveis e sombrias.
O CERCO DO DEMÔNIO
Antinacionalista entreguista cercado de corruptos por todos os lados, o governo Temer é a encarnação da corrupçao explícita que deu golpe político parlamentar midiático em nome do combate à corrupção. Virou prisioneiro dela, enquanto aliena aceleradamente o patrimonio nacional. É candidato ao personagem de Glauber Rocha, o ditador Diaz, exilado, depois do exercício do poder corrupto, antipopular,  a viver cercado de demônios e fantasmas ameaçadores que não o deixam em paz na segurança de masmorras indestrutíveis e sombrias.

Vai ficando cada vez mais evidente e insofismável.

No governo Temer só tem lugar para quem está ameaçado de ser réu na Operação  Lavajato.

Se não está não pode entrar.

Eventual admitido ficha limpa seria visto como ficha suja por quem está dentro.

Puro estranho no ninho.

“Quem está fora não entra, quem está dentro não sai; amanhã bem cedo vou mandar capar seu pai.”(Dito popular para assustar consciências medrosas)

Levantaria o ficha limpa desconfiança nos ameaçados incluídos na lista do Janot e na alça de mira do Moro de ser espião.

Seria, por isso, boicotado.

Não mereceria confiança da equipe, unida em torno do chefe.

Todos tremendo de medo da cabeça aos pés.

Como poderia participar das reuniões internas, se sobre ele pairaria desconfiança de que poderia se transformar em dedo duro, como reação consciente para não deixar transparecer ao público que é ficha suja, também?

O mérito de ser íntegro representaria perigo para os moralmente desintegrados.

Considerariam-no potencial inimigo, visto não  ser integrante da confraria.

Detonariam-no.

Aceitariam os lavajatenses desintegrados convertidos conversar abertamente com o íntegro nao-lavajatense perigoso desde que este assumisse pacto com o diabo.

Teriam que obter dele compromisso de cumplicidade.

Precisaria o novo admitido na equipe fazer juramento escuso, imoral.

De alguma forma, o não- lavajatense, pretensamente, íntegro se comprometeria com os lavajatenses excomungados que buscaria acercar-se de assessoria híbrida.

Ou seja, para cada assessor nao-lavajatense, haveria um seu contrário, sob compromisso de compartilharem segredos comprometedores.

PREMONIÇÃO SINISTRA GLAUBERIANA EM ELDORADO
PREMONIÇÃO SINISTRA GLAUBERIANA EM ELDORADO

Como alcançar esse propósito?

Aparentemente, impossível.

Mas a caneta presidencial, portada por alguém da confraria altamente suspeita, daria a última palavra.

Não integrante da Lavajato somente dominaria orçamento de pasta ministerial mediante juramento contrário à sua índole,  tal como o de intercambiar ações comuns altamente suspeitas com colegas candidatos a réu no STF.

Nesse sentido, a pré-condição essencial seria a de ser absolutamente ambíguo.

Declararia o ficha limpa que dinheiro de caixa 2 é igual a dinheiro de caixa 2, na medida em que cabe duas ou mais interpretações para o assunto, como disse sua excelência o ministro Gilmar Mendes do alto de sua ambiguidade, depois das considerações do ex-presidente FHC, em socorro ao correligionário tucano senador Aécio Neves, mais enrolado que bosta de cabrito na Lavajato.

Exclusões classificatórias corruptivas no dicionário da corrupção vigente.

Simplificando: o ambíguo ficha limpa convidado à inclusão tem que fazer pregação de fé em favor da anistia ao caixa 2.

Em síntese, para participar do governo cujo presidente é  suspeito de praticar corrupção, o candidato a ser admitido na equipe governamental jamais poderia deixar de declarar que a corrupção é  sempre relativa.

Tal relatividade, apoiando-se em Alberto Einsten, necessariamente, submete indutivamente o corrupto a ter por meta essencial combater princípios rígidos, visto serem contrários à flexibilidade sem a qual não  é  possível a governabilidade.

Essa tese, ainda sem antítese explícita e, portando, distante da síntese, para o bem e para o mal, começou a circular nos meios jurídicos pró-golpe parlamentar dado em Dilma.

O TSE pode pegar esse vírus.

Ela considera o que o deus mercado especulativo, promotor central do golpe e defensor da privatização da Previdência e da terceirização na contratação de trabalhadores, acha essencial: manter a estabilidade institucional ancorada na visão necessariamente ambígua da corrupção, sem a qual a ingovernabilidade imperaria.

Deu pra entender?

Temer promove privataria com FGTS

ganancia

 

É mais ou menos parecido, ou melhor, uma variação do processo de privataria.

 

A poupança do FGTS do trabalhador, que rende uma merreca em relação aos juros que é obrigado a pagar quando se endivida, vai ser comida pela agiotagem que ele não conseguiu suportar.

 

O camarada comprou a crédito a juro extorsivo, não suportou a dívida que se acumula criminosamente na base de juro sobre juro, entrou em bancarrota, possivelmente , perdeu o emprego nos novos tempos bicudos e o que o governo faz com esse pobre coitado, que deve até os fios dos cabelos?

 

Libera a poupança retida dele para servir aos sanguessugas que o exploraram impiedosamente.

 

Na prática é uma forma de privatizar para o banco o que é patrimonio do trabalhador.

 

Por que o governo não induziu os sanguessugas , ao menos, renegociarem a dívida por um largo tempo a juros bem mais baixos?

 

Não mereceram os endividados crônicos, vítimas fatais da agiotagem vigente, que o próprio STF considera crime pela prática de anatocismo(juro sobre juro), sequer o mesmo critério colocado à disposição dos estados mais endividados da Federação, embora, também, obrigados a privatizarem patrimônio público em troca das renegociações das suas dívidas.

 

Os juros altos arruínam, portanto, a poupança disponível para o consumo, inviabilizando recuperação do mercado interno.

 

Vê-se que está rolando uma distorção no capitalismo brasileiro dominado pela agiotagem.

 

Quando é lançada quantidade de moeda em circulação para ativar a economia, a lógica é a de que para cada um centavo circulante, o governo inicie processo de arrecadação.

 

Dessa forma, ele realiza obras públicas, promove o desenvolvimento, equilibra e minimiza,em favor da população,processo de melhor distribuição da renda, contendo a propensão natural do capital privado à concentração, centralização e promoção da pauperização etc.

 

Mas, não.

 

 Ocorre o contrário: o dinheiro do FGTS não irá para a circulação capitalista movimentar a economia, mas para o caixa dos bancos liquidar dívidas.

 

Trata-se, na verdade, de uma doação estatal aos bancos com recursos dos trabalhadores.

 

Esse, aliás, é o sentido profundo das reformas trabalhista e previdenciária do governo golpista: desmontar direitos e conquistas sociais do trabalhador em favor do capital.

 

Destrói-se poupança acumulada pela ação do endividamento a juros extorsivos cuja liquidação aprofunda recessão, não retomada da economia.

 

Os depoimentos dos sacadores do FGTS comprovam que a massa dos R$ 45 bilhões que estava inativa será, em sua maior parte, recebida pelos bancos, que, imediatamente, aplicarão esse dinheiro nos títulos do tesouro, que pagam a eles o juro real mais alto do mundo.

 

As contas inativas do FGTS, dessa forma, terão destino certo: aumentarão a rentabilidade já extraordinária dos bancos.

 

Observa-se a olho nu o óbvio: um governo a serviço dos bancos.

Sua Excelência reina na República dos Cornos

amantes

 

Teve, sim, no Jaburu,  o jantar do vice com o bam-bam-bam da Odebrecht, o Marcelo.

Noite de gala.

Na ocasião, deram-se as mãos.

Afagaram-se, delicadamente.

A mesa estava luxuosamente arranjada com fios de ouro.

Animadamente, alegremente, conversaram.

Assuntos variados, amenidades, sacanagenzinhas, temas políticos, sacanagenzonas e que tais, claro.

Detalhes, provavelmente, picantes.

Negócios, negociatas, milhões, bilhões etc.

Ensaiaram artimanhas e cantadas indiretas.

Os pés se entrelaçam por debaixo da mesa.

Expuseram-se, sem peias, suas reciprocidades.

Os expectadores, na plateia, depois de desnudado o enredo, certamente, viram que a coisa ia acontecer.

As evidencias foram tão explícitas…

Como não acreditar no óbvio?

A sedução exalava seu cheio no ar.

Estava demais.

Não havia como não perceber claramente, vivamente, emocionantemente.

Os amantes não se continham, se envolviam em gestos lúbricos.

Sim, iriam para a cama, como não ir?

A janela estava aberta.

Dava prá ver tudo, sem disfarce.

De repente, sua excelência, o vice, e sua senhoria, o bam-bam-bam da Odebrecht, levantam-se da mesa.

Tcham, tcham, tcham…

Trocam-se as últimas confidências de pé de ouvido.

Risinhos, risinhos, risinhos.

Entra uma corrente de ar, agradabilíssima, no ambiente palaciano.

Levantam a taça de champanhe, para uma última comemoração.

Comemoram, antecipadamente, para elevar ao máximo a excitação dos expectadores da cena teatral, o ato que iria ser consumado, depois de articulado com requintes.

A alcova se descortina num lance rápido.

Deslumbramento.

Mas…

Sua excelência, como que dando uma pausa, pensa, joga a cabeça para trás, passa a mão pelos cabelos, coça o queixo.

Num gesto calculado, frio, chama o garçom.

– Padilha, feche as cortinhas…

Ah! Dúvida cruel!

Aconteceu ou não aconteceu?

Plim, plim.

Os expectadores cornos, estupefatos, tiveram que engolir a fala do Bonner.

Qual?

Sim, eles se encontraram, mas não falaram no empréstimo de R$ 10 milhões para a campanha, para o partido, para os correligionários.

Quem acertou o negócio foi Padilha, o garçom.

Peralá, excitaram-se os cornos…

Sua excelência não deu tempo para questionamentos.

Determinou, rápido, delicadamente:

– Sr. Delegado, leve o Padilha preso, depois a gente conversa.

Entre a realidade e a fantasia

Acossado pelo implosão política que pode destruir seu governo, o presidente Temer se apega ao imaginário econômico ideal para tentar enganar a população de que tudo vai bem, obrigado. Enquanto isso, a reforma da previdência , em tramitação no Congresso, vai encontrando dificuldades crescentes. O grito de guerra FORA TEMER no carnaval disse tudo. Não há credibilidade popular capaz de permitir ao titular do Planalto enfrentar os imensos desafios detonado peloa luta de classe acirrada pela sensação de que o País está sendo leiloado a preço de ocasião. Marcelo Odebrech é a sombra mortífera que paria sobre o moribundo.
Acossado pela implosão política que pode destruir seu governo, o presidente Temer se apega ao imaginário econômico ideal para tentar enganar a população de que tudo vai bem, obrigado. Enquanto isso, a reforma da previdência , em tramitação no Congresso, vai encontrando dificuldades crescentes. O grito de guerra FORA TEMER no carnaval disse tudo. Não há credibilidade popular capaz de permitir ao titular do Planalto enfrentar os imensos desafios detonados por lutas de classes acirradas pela sensação de que o País está sendo leiloado a preço de ocasião. Marcelo Odebrech é a sombra mortífera que paira sobre o moribundo.

O presidente Temer, repudiado durante o carnaval pelas massas foliãs, preanunciando o que deverá ser a performance eleitoral governamental nas eleições de 2018 – desastre – em meio à recessão econômica, fez previsões ultra otimistas aos repórteres Raymundo Costa e Rosângela Bittar, do jornal Valor Econômico, nessa quinta-feira.

A economia, na avaliação fantasiosa dele, crescerá 2,7% em 2017, e, em 2018, chegará aos 3%.

Superestimou previsíveis resultados altamente positivos para a economia submetida ao congelamento de gastos públicos.

Contraditoriamente, no mesmo jornal, apareceu outra informação contrastante ao exagerado otimismo panglossiano presidencial.

O repórter econômico Ribamar Oliveira, especializado em contas públicas, diz que o crescimento do PIB projetado para esse ano, de 1,6%, pela equipe econômica, deverá sofrer golpe adicional com redução de subsídios à produção em torno de R$ 10 bilhões, de R$ 36 bilhões para R$ 23 bilhões.

Essa diminuição, diz ele, impactará, negativamente, nas projeções oficiais, especialmente, em quedas de arrecadação.

Governo que poupa, compulsoriamente, não arrecada, visto que arrecadação requer gastos, sem os quais não são produzidos os impostos.

Assim, em vez de a economia crescer o colosso que Temer superestima, deve acontecer o oposto, queda ainda maior do nível de atividade.

Quem está com a verdade: as projeções da equipe econômica, realmente, acanhadas, ou os chutes esfuziantes do presidente?

Corroboram essas expectativas negativas as informações sobre a indústria de automóveis, carro chefe da demanda global, apoiada na produção de bens duráveis.

A fantasia de Temer se mostra distante da realidade.

As vendas sofrem tombos recordes, cima de 15%.

Toda cadeia produtiva ligada às montadoras – partes, peças e componentes – encontra-se em banho maria, deprimida.

Os empresários reclamam energicamente de falta de crédito para girar a produção.

O crediário caro espanta o consumidor, já, excessivamente, endividado pelas mais altas taxas de juros vigentes no mundo sob administração do Banco Central, comandado pelo Itaú.

Raposa tomando conta do galinheiro.

O comércio, no Rio de Janeiro, conforme Federação do Comércio, registrou tombo de 7% no último trimestre.

A indústria espera corte mais ousado nos juros sem o qual não pintará investimento.

Mas, a desvalorização do dólar, produzida, em grande parte, pelo congelamento dos gastos públicos, amplia resistência do BC, que precisa enxugar gelo.

Entra muito dólar bombeado pelas políticas monetárias praticadas pelos países ricos – Estados Unidos, Europa e Japão –, diante da falta completa de controle de entrada de capital especulativo no País.

A deterioração nos termos de trocas cambiais se transformou no maior vazadouro de riquezas líquidas, para encher a pança dos banqueiros, os únicos que estão satisfeitos como governo Temer.

 

O Brasil virou casa da mãe Joana.

O juro Selic cai, mas cai, também, a inflação, sob impacto da recessão, de modo a manter taxa real elevada para o custo do dinheiro.

Juro alto mais valorização do real ampliam a depressão.

Nesse contexto, a dívida pública e o déficit, formado pelo custo do dinheiro caro, aumentam sistematicamente mesmo em meio ao congelamento de gasto não financeiro.

Temer, portanto, tenta construir a fantasia da recuperação econômica a partir retóricas, para diminuir, certamente, o outro lado da moeda que o apavora, a crise política, cujo peso sobre a economia é decisivo, no sentido de bloquear expectativas positivas.

As delações de Marcelo Odebrecht, envolvendo-o como receptor de propinas durante campanha eleitoral, mais denúncias cabeludas do amigo Yunes, a mula intermediária de recursos levados a Padilha, são bombásticas e sustentam interminavelmente o clima de instabilidade política que não contribui, em nada, para a recuperação das forças produtivas paralisadas desde o golpe político de 2016.

 

Congelamento neoliberal de gasto público barateia dólar, encarece real, acelera desemprego e desmoraliza economistas

Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.
Produção é consumo, consumo é produção: lição marxista para os neoliberais que escrevem esquizofrenicamente no Valor Econômico para explicar inutilmente porque o juro alto não combate a inflação.

A desvalorização do dólar, aprofundada pela crise global, é irmã gêmea do congelamento dos gastos públicos, no rastro do golpe político de 2016, no Brasil.

Emerge contradição óbvia: redução da renda disponível para o consumo, a fim de o governo continuar pagando em dia juros e amortizações da dívida pública que caminha para a casa dos R$ 4 trilhões.

Uma coisa, o congelamento, não está separada da outra, a crise financeira global.

As medidas adotadas pelos governos dos países ricos, do capitalismo cêntrico, dominante, para fugirem da crise, como expansão monetária impulsionada por juros baratos ou negativos, continuam jogando dinheiro a rodo nas fronteiras nacionais, onde inexiste controle de entrada de capital especulativo.

O Banco Central, dominado pelo Itaú, em meio a tais pressões, enxuga o excesso de moeda que entra, adotando juro alto, que multiplica lucro dos bancos.

Resultado: aumento da dívida pública interna, de um lado, e desindustrialização, de outro, geradas pelo dólar barato que encarece o real tupiniquim.

A dívida externa é, segundo Marx, instrumento de dominação internacional.

A dominação cambial, completa Keynes, é fator que impõe deterioração dos termos de troca em favor dos ricos em prejuízo dos mais pobres.

O aumento do endividamento impõe aperto nos gastos públicos não financeiros – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc – , enquanto os gastos financeiros não sofrem nenhum controle efetivo.

E os comentaristas econômicos dizem que o juro alto é consequência e não causa do déficit público financeiro especulativo!

O mercado interno, em razão dos arrochos sobre gastos não financeiros, não reage, por falta de renda capaz de elevar o consumo, a arrecadação e os investimentos.

Assim, quanto mais cai o consumo, deprimindo mercado interno, mais fraca fica a economia diante da enxurrada monetária especulativa que entra como produto do juro alto destinado a conter pressão monetária inflacionária.

Agiotagem internacional.

Os fatores externos, contra os quais não se faz nada, produzem o desajuste interno.

Excesso de dólar, em meio à diminuição do consumo interno e à alta da taxa de juro, encarece, esquizofrenicamente, o real.

Aprofunda-se, consequentemente, as contradições econômicas em meio ao congelamento dos gastos públicos, previstos para durar duas décadas.

Nesse contexto, os economistas neoliberais enchem as páginas do Valor Econômico, a bíblia dos banqueiros, para discutir se juro alto combate a inflação ou se produz inflação, sem levar em conta determinações políticas.

Nos países ricos, as teorias econômicas foram totalmente desmoralizadas.

Os governos imperialistas se lixaram para elas; interferiram para mudar o curso dos acontecimentos.

Dizia-se que juro alto serve para combater a inflação.

Balela.

Os americanos ampliaram a oferta de dinheiro, jogaram as taxas de juros para zero ou negativa e a inflação não explodiu.

Muito menos, rolou, até agora, deflação, mediante grande oferta de dinheiro que diminui juros e preços, como alternativa para enfrentar bancarrota financeira especulativa.

Uma coisa, porém, se confirmou: juro baixo, apenas, revelou-se insuficiente, para puxar a economia, se o governo corta os gastos neoliberalmente, para conter ajuste fiscal.

Trump ganhou as eleições nos Estados Unidos prometendo gastar mais.

O que faz, agora?

Repete, como republicano, Roosevelt, que era democrata.

Jogará mais 54 bilhões de dólares na indústria de defesa, a partir da qual pretende puxar a demanda global.

É o que os militares brasileiros querem que seja feito no Brasil, para tocar nacionalismo econômico soberano.

Não passa pela cabeça do bilionário novo Tio Sam a terapia neoliberal que o golpista Michel Temer pratica, cujas consequências são taxa de desemprego na casa dos 20%, se forem levadas em conta desistências estatísticas.

Dá razão a Marx a série de artigos produzidos por economistas conservadores no Valor Econômico, para discutir a interminável questão dos juros absurdos vigentes no Brasil.

O autor de O Capital, em Manuscritos Econômicos e Filosóficos, considera esse pessoal, essencialmente, vulgar, na tarefa de ver a economia, somente, pelo ângulo da metodologia abstrata.

Montam, diz ele, modelos nos laboratórios, ancorados na chamada expectativa racional, construída, a partir da matemática, que, segundo Hegel, é uma ciência que se realiza no exterior da realidade, sem condições de determiná-la.

Os neoliberais partem do consumidor autonomizado com dinheiro no bolso construído na cabeça deles e não do processo histórico social da luta de classes.

Os caras, depois de muito debaterem, estão chegando à conclusão que a taxa de inflação é diretamente proporcional à taxa de juro, ou seja, se o juro aumenta os custos de produção, os empresários repassam esses custos aos preços.

Os juros altos bombeiam o déficit.

Penaliza o consumidor, que, submetido à exploração capitalista sobre os salários, perdem renda disponível para o consumo.

Como consumo é produção, produção é consumo, segundo Marx, a vaca vai pru brejo.

Consumo cadente, produção cadente, investimento cadente, enfim, tendência deflacionária.

Governo tem que virar consumidor de não mercadorias destrutivas(produtos bélicos e espaciais, como faz Trump) para compensar redução da produção de mercadorias produtivas, comprando seu consumo com moeda estatal inconversível.

Solução tortuosa para compensar, mal ajambradamente, desarticulação do lassair faire, que leva à deflação, o erro eterno do capitalismo, segundo Keynes.

Juro zero para debelar a dívida, a fim de ser feita nova dívida; eis o jogo dos governos capitalistas ricos, seguindo Adam Smith, para quem dívida pública não se paga, rola-se.

Brasil, por aí, está na contramão do mundo