Trump joga balde de água fria no golpe midiático americano contra Putin

Namoro explosivo

O tiro saiu pela culatra.

A grande mídia americana quis fazer crer que Trump e Putin iam se esmurrar em encontro explosivo em Helsinque.
Que nada.

Não dá mesmo para acreditar na grande mídia de Tio Sam, como disse o próprio Trump, durante campanha eleitoral.

status quo midiático queria o que aconteceria se Hilary fosse presidente, ou seja, ampliar frentes de guerra.

Trump prometeu o contrário: tempo de distensão nas relações Washington-Moscou.
Era tudo o que os falcões do Pentágono não queriam.

As expectativas criadas pelas tensões aumentam, claro, produção armamentista financiada pelo governo junto à banca internacional.
Guerras e finanças são irmãs gêmeas no processo de expansão imperial.

Trump veio com outro discurso.
Ampliar o nacionalismo protecionista.

O Jogo de Trump

Argumentou que o endividamento americano, bancado pela especulação financeira poderia implodir, levando o mundo a novo crash, mais potente que o de 2008.
Esse perigo, claro, é permanente no ambiente de guerra, plataforma eleitoral dos derrotados democratas de Hillary, interessados em manter pressão insuportável sobre Putin.

Ficaram dois discursos no ar.
Um, o de Trump, American First, protecionista, nacionalista, de enfrentamento comercial com os dois maiores concorrentes americanos: a União Europeia e a China.
Outro, de Hillary, intensificar a guerra, promover cerco total a Bashar Al Assad na Síria, chamar os russos para o pau, criar expectativas de ampliação de produção bélico espacial nuclear, dívida pública financiando tudo com consequências imprevisíveis.

Venceu Trump.
Derrotado, os democratas criaram o discurso de que Putin espionou os democratas para fortalecer os republicanos e garantir vitória de Trump.
Violação da soberania da América, algo imperdoável, que, se provado, produziria impeachment de Trump, caso não rompesse com a Rússia.

Veneno do Pentágono

Essa acusação reiterada envenenou as relações Putin-Trump desde as eleições com objetivo evidente de inviabiliza-las.
Claro, se se viabilizarem boas relações Estados Unidos-Rússia na linha de promoção comercial do interesse da política de Trump, para atrair russos, os negócios se ampliariam para os americanos no entender do chefe da Casa Branca, um negociante nato. Mas, atrapalharia os planos de guerras dos falcões do Pentágono.

Por trás da acusação de espionagem russa nos Estados Unidos, portanto, emergiu tentativa democrata de inviabilizar o governo do republicano Trump, empenhado, por sua vez, em evitar namoro chinês-russo, objetivando bombear novo cenário comercial com a Eurásia como foco.
Isso representaria derrota comercial americana, praticamente irreversível com reflexo em todo o século 21.

As intrigas cresceram extraordinariamente e chegaram ao ponto limite nas últimas semanas com os democratas americanos blefando que 12 agentes russos foram os principais espiões a serviço de Putin para favorecer vitória eleitoral de Trump.

No encontro de Helsinque, os dois chefes de Estado desfizeram as intrigas, para desespero do pessoal de Hillary.
Putin disse que a Rússia jamais espionou eleições americanas para tirar partido político.
Seu país, reiterou, não faria uma coisa dessa, politicamente explosiva como de fato tem se revelado a exploração louca do assunto pela grande mídia americana, na qual Trump não acredita.

Confiança Mútua

O titular da Casa Branca, por sua vez, disse ter acreditado nas palavras de Putin e condenou energicamente os intrigantes de Washington, interessados em envenenar relações Washington-Moscou. Trump jogou balde de água gelada nos democratas e deixou claro que o pessoal de Hillary tudo faz para atrapalhar seus planos de se dar bem com Putin.

Na prática, o presidente americano quer acelerar o que já disse que pretende fazer: tirar as tropas americanas da Síria, onde não conseguirá alcançar o que Hillary prometeu, se eleita, conquistar: derrubada de Bashar Al Assad.

Putin costurou aliança Rússia-Irã-Turquia, fortaleceu base militar na Síria, fez Israel cair na real de que seria fria tentar desestabilizar Assad, ao mesmo tempo em que botou pra correr mercenários terroristas financiados pela Otan-Pentágono-Israel-Inglaterra.

Ficou claro o tipo de tratamento dado por Trump aos “líderes” ocidentais e ao líder Putin.
Para o líder russo, reverência total dado poder de fogo da Rússia, cada vez mais próxima da China, enquanto mantém condição de superpotência nuclear.

Para os líderes da União Europeia, desprezo.

Guerra Comercial em cena

Considerou União Europeia inimiga dos Estados Unidos por tentar se impor ao mercado americano, ao mesmo tempo em que se nega a enfiar a mão no bolso para financiar a Otan, deixando essa tarefa para Washington. Ao mesmo tempo, em Londres, Trump sugeriu à primeira ministra May processar a União Europeia por tentar enquadrar a Inglaterra em programa econômico neoliberal na linha de Berlim.

Para ele, a máxima de Merkel é impor arrocho neoliberal aos aliados, enquanto busca nos Estados Unidos facilidades para exportar manufaturas industriais no mercado de Tio Sam.
Trump tratou os europeus como capachos.
Quer, na prática, vender para eles gás de xisto, mais caro do que o que eles compram o gás de petróleo da Rússia. Não alcança sucesso, afinal os europeus não são burros de se chocarem tão bruscamente com os russos, dos quais dependem.

A complexidade das relações comerciais se intensifica com a impossibilidade de Tio Sam derrubar a China, que, ao lado da Rússia, impõe-se sobre a União Europeia atraindo-o para os planos da expansão eurasiática, quanto mais para ela vai sendo fechado o mercado americano.

Nesse contexto, Trump certamente não pode falar grosso, nem com Putin, nem com Jiping, como falou para os “liderecos” europeus, humilhando-os.

O contexto é contraditório e explosivo, quando o líder americano tenta taxar importações chinesas sobre volume comercial na casa dos 200 bilhões de dólares, sofrendo em contrapartida, retaliações na OMC.

Vai-se, portanto, confirmando a previsão de Marx de que o capitalismo, em sua fase de estresse global, acelera seu próprio desajuste estrutural final em forma de guerra comercial.

Extroversão mental lulista desperta o ódio psicanalítico no superego tupiniquim elitista

– OLHA, FREUD, É FODA. O BRASIL, COMO DIZIA O TOM JOBIM, NÃO É PARA AMADORES.
Diante de Lula, o superego conservador reacionário da elite tupiniquim vira-lata não consegue domar o seu “id”, reprimir seus instintos primitivos brutais, com base nos valores morais e culturais. O medo explode em ódio na emergência do que ele representa como mudança histórica.

Só Freud explica

Certa vez, ouvi de coleguinha, muito conceituado, da grande mídia, em cobertura de Lula na Europa, que sentiu vergonha diante da extroversão do ex-presidente, em entrevista coletiva, frente aos colegas, com os quais se reuniu, em evento internacional.

“Eu disse pro Bush que…”, “Eu falei com o Sarkozi …”, “Lembrei prá Merkel…”, “Reclamei pru Berluscolini…”, “Destaquei para o Tony Blair…” etc – temas relacionados às questões internacionais daquele momento.

O desembaraço lulista incomodou extraordinariamente o repórter, filho de oligarquia decadente nordestina, que, como toda oligarquia, na periferia capitalista, rende-se ao capitalismo cêntrico, desde sempre, em termos formais, com a excessiva reverência conhecida dos vira-latas.

Sabem ser obedientes, subservientes – como aquele tucano que tirou o sapato, para entrar no País de Tio Sam –, na condição de oligarcas subdesenvolvidos, sócios menores dos impérios, na prática da corretagem do patrimônio nacional, de forma sistemática, sangrando a bolsa popular.

Egoismo subdesenvolvido

São ligados aos próprios interesses individuais, em primeiro lugar, lixando-se, claro, para o caráter de classe, da sua condição de parte do coletivo social, atuando como sabujos do poder econômico imperial globalizado.

Naturalmente, desinibido, consciente do seu valor, Lula despertou ódios inconscientes.

Não se permite, culturalmente, no ambiente do superego oligárquico, a desibinição do pobre no ambiente do rico.

Escândalo, desrespeito.

Lula não se sentiu na obrigação de flexionar a espinha dorsal diante dos poderosos, como ocorreu, agora, com Temer, frente ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, mesmo estando em casa.

Imagine lá fora!

O inconsciente subdesenvolvido não se expressou no pernambucano de Garanhuns, porque se sentiu legitimado como fruto de democracia popular.

Tratou seus pares como iguais a si, do ponto de vista político.

Obama, por isso, reverenciou-o: “Esse é o cara.”

Era para despertar orgulho e satisfação e não vergonha em seus compatriotas elitizados.

Luta de classe

O posicionamento de Lula se explica, sobretudo, pelo caráter de classe social a que pertence, como homem de raízes populares, comprometido com demandas delas, não com as das oligarquias.

Mostrou-se, naturalmente, empoderado, politicamente, pela sua própria legitimidade política, cultural, histórica.

Eleito pelo povo, em meio à debacle neoliberal tucana fernandina(1994-2002), durante a qual o Brasil teve que se ajoelhar ao FMI, pedindo socorro, devido às barbeiragens econômicas expressas no populismo cambial desindustrializante, para combater inflação, expandindo, incontrolavelmente, dívida pública, Lula teve outro comportamento.

Sua postura irritou as oligarquias subservientes e a classe média conservadora manipulada por elas por meio de mídia oligopolizada, serviçal dos interesses externos.

A altivez lulista tornou-se insuportável a essa gente depois que ele liquidou dívida de 41 bilhões de dólares ao FMI, herdada de FHC, dispondo, em seguida, de recursos para emprestar 20 milhões de dólares  ao Fundo, do qual escapara, deixando de cumprir sua terapia neoliberal.

Audácia.

Repetiu gesto de JK, que dispensou conselho do FMI, irritado com sua decisão de construir Brasília, para promover integração do território nacional e alavancar desenvolvimentismo juscelinista-varguista.

O ápice da irritação oligárquica anti-lulista ocorreu quando desconsiderou terapia ultra-neoliberalizante, ditada pelo Fundo, logo depois da bancarrota neoliberal de 2008.

Empoderamento político

Combateu o crash global com desenvolvimento.

Colocou os bancos públicos para emprestar à produção e ao consumo; valorizou salários; fortaleceu programas distributivos de renda aos mais pobres, como bolsa família; promoveu programas de inserção destes ao ensino universitário; ampliou ofertas de bolsas de estudo para aqueles que nunca puderam estudar, aqui e no exterior; criou programas desenvolvimentistas como Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Farmácia Popular, Mais Médicos etc.

Inverteu, na cabeça dos pobres, o conceito de gasto público, conscientizando-os de que gastar no social não é despesa, é investimento que bombeia arrecadação aos cofres do governo, gerando mais investimentos.

Fortaleceu mercado interno, bombando capitalismo keynesiano, que fez a alegria da classe empresarial, consciente de que seu negócio requer existência de consumidores, sem os quais desenvolvimento não se realiza.

Lula, sobretudo, exercitou lição prática/didática de economia.

Demonstrou à população que a riqueza nasce do silogismo: consumo, produção, distribuição, circulação, arrecadação e investimento.

Em cada fase da circulação do dinheiro, principal mercadoria, no capitalismo, obtém-se o óbvio, arrecadação, sem a qual inexiste investimento.

Pela primeira vez, na história, o Brasil, com Lula, viveu o capitalismo com relativa distribuição de renda, à moda social democrata.

Incorporou, ao sistema, o consumo, cuja insuficiência, como diz Marx, é a mãe das crises de sobreacumulação, que levam às deflações, subconsumismo etc.

Excetuando o nacionalista Getúlio, que priorizou o social, com legislação moderna e valorização dos salários, nenhum outro presidente tinha colocado o consumo como essencial à reprodução do capital.

JK alavancou desenvolvimento sem distribuir renda; os militares, com a teoria de Delfim, de, primeiro, acumular, para depois distribuir, idem; FHC fez pior, submetendo-se ao consenso de Washinton, repetido, hoje, desastrosamente, por Temer e cia ltda.

O lulopetismo nacionalista criou 41 milhões de novos consumidores e se ergueu como força política imbatível.

Golpe preventivo

Só caiu por meio de golpe parlamentar, jurídico, midiático, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos, apoiado por Washington.

Entrou no seu lugar presidente ilegítimo, que voltou com a receita fernandina do FMI de 2003-2012, com resultado desastroso.

É o que demonstra a impopularidade crescente do governo golpista, rejeitado por mais de 90% da população, um horror, inviável, eleitoralmente.

Os golpistas, como o momento histórico demonstra, fazem de tudo para evitar que Lula, aos 72 anos, volte ao poder pelo voto popular.

Lançam mão de todas as armas disponíveis, para mantê-lo preso, sem culpa formalizada, salvo suposições, conforme teoria jurídica nazista do domínio do fato.

Valem pressões militares dissimuladas e, especialmente, manobras jurídicas, culminando, agora, com proibição, até mesmo, de manifestação do candidato, monstruosidade anti-democrática.

O retorno de Lula é motivo de pânico para as oligarquias.

Elas sabem que ele representa imediato empoderamento político popular em decorrência do que já promete promover, se for eleito: convocação de nova Constituinte, da qual emergiria democratização do poder, isto é, remoção deste da própria oligarquia.

O medo e o ódio vêm daí.

 

Bossa Nova 60

Desafio dos candidatos: defender direito de Lula se expressar se desejarem se viabilizar

HÁ, HÁ, HÁ
Candidato pela (in)justiça silenciado condenado a sucesso inusitado

As pesquisas mostram que Lula, sozinho, acumula mais apoio(33%) do que, praticamente, todos candidatos juntos(36%), segundo o Ibope.

Barbada, no primeiro turno, se ele disputar, se ele falar, o que, até isso, agora, está proibido.

Sobretudo, o processo político eleitoral enfrenta o dilema da democracia estuprada por judiciário politizado a serviço de interesses antidemocráticos, expressos nas manobras protelatórias, quanto a aprovar ou não habeas corpus pela liberdade do ex-presidente.

Nesse sentido, o próprio judiciário se rachou em múltiplas formas contraditórias, sabendo ser o direito, não uma ciência exata, mas multifacetada, capaz de abrigar várias versões sobre um mesmo fato.

Especialmente, isso se dá, de forma acachapante, quanto tal fato não tem, para comprovar sua existência, prova cabal, registrada em cartório, como é o caso do tríplex do Guarujá, que Moro e seus seguidores insistem em afirmar ser propriedade do ex-presidente.

O juiz de Curitiba transformou-se, agora, em chacota internacional.

Emergiu como maior escândalo, nesse momento, a manifestação explícita do judiciário tupiniquim, completamente, desmoralizado, em cercear liberdade de opinião a um candidato à disputa eleitoral.

Todos podem falar o que bem desejar, menos Lula.

Condenado sem sentença tramitada em julgado, como exige a Constituição, ele se encontra ilegalmente preso, preventivamente, proibido, a partir dessa semana, por juíza da republiqueta jurídica curitibana, de falar, de dar entrevista, de ser questionado etc.

Pode falar o que quiser sobre ele, menos ouvir dele a sua própria versão.

Monstruosidade antidemocrática.

Jamais, pelo que se conhece, aconteceu isso na civilização, salvo nas masmorras fascistas, onde dominam a teoria do domínio do fato, importada pelos juízes de terra brazilis.

Tentam fazer crer que não constitui fato jurídico novo a condição de Lula pré-candidato, como argumento capaz de produzir para ele habeas corpus salvacionista.

Mas, não é essa a questão essencial.

O fundamental é a censura à opinião de um candidato em disputa eleitoral.

Nem a ditadura agiu dessa forma.

Os militares, num determinado momento da obscuridade ditatorial, já saindo por uma luz no fim do túnel, durante a precária abertura política, permitiram campanha eleitoral sem a voz dos candidatos.

Apenas, aparecia, na telinha, o retrato deles/delas, com nome, inscrição e partido.

Grotesco.

Pelo menos, valia para todos.

Não ocorria seletividade.

O que se verifica, dessa vez, como fruto bastardo do golpe de 2016, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos, é a seletividade politicamente assassina.

HÁ, HÁ, HÁ
Defender Lula para ganhar voto

Todos poderão falar, menos um, o favorito absoluto nas pesquisas de opinião, Lula.

Mantê-lo em silêncio é objetivo dos golpistas, custe o que custar.

No entanto, o preço que estão tendo que pagar por essa atitude fascista é desconcertante e cômico, se não fosse trágico.

Todos os que estão falando vão se vendo, incomodamente, na obrigação de defender direito do candidato condenado ao silencio de falar, sob pena se contradizerem, correndo risco de perderem votos.

É o que passou a fazer, por exemplo, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, senador pelo PRN, de Alagoas.

Incômodo terrível para os que disputam, pois, se não falarem nada sobre o absurdo evidente, do qual, absurdamente, existem, ainda, defensores, estarão compactuando com a ditatura jurídica.

Nesse sentido, a mancada mais braba está sendo cometida por Ciro Gomes, fantasia de centro-esquerda, candidato do PDT, sem falar em Geraldo Alckmim, PSDB, de centro-direita.

Diante do ataque jurídico ao desembargador Favreto, por ter concedido liberdade ao ex-presidente, mediante argumento de que está com sua liberdade cerceada, Ciro perdeu oportunidade de alavancar sua candidatura, ao não fazer o que Collor, agora, faz.

Excluindo os candidatos de esquerda(Boulos, Manuela e Lula, claro), os demais, direita, extrema direita e centro direita, como Alckmim, mais Marina, Rede; Bolsonaro, PSC; Álvaro Dias, Prós e outros penduricalhos, ficam em sinuca de bico.

Veem-se obrigados a defender a essência democrática, que se constitui na liberdade de ter opinião, a favor ou contra etc, na disputa eleitoral.

É questão suprapartidária, elementar, do jogo democrático.

Caso contrário, serão taxados, pelos seus potenciais eleitores, de omissos.

O hilário, nisso tudo, é que o candidato forçadamente silenciado pela (in)justiça mostra-se, cada vez mais, imbatível, quanto mais estiver proibido de manifestar-se.

O temor dos adversários vai virando, sempre, a próxima pesquisa eleitoral.

Sai de baixo.

Temer repete Dutra: torra reservas de Dilma e Lula para dolarizar mercado e gerar caos

Sucesso econômico petista

O papo econômico e financeiro do presidente do Banco Central, Ilan Goldfanj, para não aumentar juros, mas, sim, utilizar as reservas cambiais, para evitar disparada do dólar, é provoca concreta do sucesso da política econômica de Lula e Dilma.
Apostaram no mercado interno, no crescimento, acumularam reservas e estabilizaram o cambio.
Ilan é racionalizante, mas enganador.

Engana a população que os preços caíram porque houve competente administração da política monetária.

Mentira.

Na verdade, o que ocorreu foi o seguinte.

O governo congelou os gastos públicos, que geram renda disponível para o consumo.

Destruiu consumidores e, igualmente, arrecadação e investimentos.

O PIB, por isso, despencou em 2016 e 2017 e continua despencando em 2018.

Como, por ordem de Washington, os gastos foram congelados(Pec do Teto), por vente anos, e passaram a ser reajustados pela inflação do ano anterior, sendo ela cadente, em economia congelada, sinaliza-se, consequentemente, PIBs descendentes, nos anos seguintes, expectativas negativas aos investidores.

Quem vai produzir para não vender?

Estocar mercadoria é prejuízo.

A tendência deflacionária sinalizou que juro mais alto é caixão e vela preta para qualquer investidor.

Incompetência macroeconômica

Piora a situação das empresas e dos consumidores.

Com a economia fraca, o câmbio, que reage à estabilidade dos preços, ficou desfavorável.

Salário mais baixo compra menos mercadorias, informa aos agentes econômicos que é perda de tempo aumentar produção, se não haverá consumidor.

Juro mais alto nessa situação, apenas, piorará a dívida, tanto dos consumidores, como do governo, que, com arrecadação cadente, não pode liquidar seus papagaios.

Aí veio a política monetária de Donaldo Trump, de elevar juro, para enxugar liquidez de dólar, em escala global, e ajudou a afundar o barco tupiniquim.

Sinuca de bico.

Se subir juro no Brasil, para evitar fuga para os títulos americanos, a economia, já tatibitate, entra em parafuso total.

Que fazer?

Os neoliberais, prisioneiros das ordens de Washington, sem poder mexer no teto de gastos, para sobrar dinheiro aos especuladores da dívida, pegam, agora, as reservas de 380 bilhões de dólares que Lula e Dilma acumularam, com o desenvolvimentismo petista, para gastá-los em importações de quinquilharias.

Vão torrar tudo, em vez de jogar essa poupança do povo no desenvolvimento e tirar ele da miséria que se aprofunda, com recessão e desemprego.

Temer segue o mesmo roteiro de Dutra, que queimou reservas acumuladas por Getúlio Vargas, afundando a economia, que vinha crescendo sem dívidas e perfeitamente estável, depois que fora feita a auditoria da dívida, logo depois da revolução de 1930, abrindo espaço ao desenvolvimento nacional.

Temer, novo Dutra, dilapidador das reservas acumuladas pelo desenvolvimento petista registrado entre 2003 a 2014.

Dolarização em marcha

Por que não jogar as reservas na produção e no consumo, para fortalecer mercado interno e estabilizar a moeda, por meio da valorização do poder de compra dos salários, como fez Lula, depois do crash de 2008?

Os golpistas de 2016 visaram dois objetivos:

1 – roubar o petróleo do pré sal e

2 – dolarizar a economia por meio da fragilização do mercado consumidor.

Agora, lançam mão das reservas acumuladas para engordar, ainda mais, os sanguessugas das riquezas brasileiras, desde sempre, com aplauso dos trouxas vira latas que engole pelo valor de face as teorias econômicas furadas construídas em laboratório, no exterior da realidade, sem poder determina-las.

Dizem que gastando reservas sem produzir paga dívidas e equilibra endividamento e PIB, que permitiria, com juros baixos, retomada da economia, sem pressão inflacionáira.

Papo furado: quebraram a economia e lança mão da reservas para fechar o buraco, enquanto o desemprego e a recessão avançam, sinalizado PIB inferior de 1%, caminhando para zero ou negativo.

O resultado dessa queimação de reservas, será, evidentemente, dolarização da economia, defendida por muitos vendilhões da pátria.

Sabujismo econômico tupiniquim, obediente às ordens de Tio Sam.

 

MÍDIA DE MERDA FOGE DE TACLA DURAN

O poder midiático fugiu do assunto, como o diabo foge da cruz.

Não saiu uma linha nem comentário nem nada.

Mas, o que veio ao ar foi o contraditório do que tem sido espalhado como verdade única, a de que o juiz Moro está com a bola toda, falando a verdade, se comportando, eticamente, no combate à corrupção, por meio da Operação Lavajato, colocando corruptos na cadeia etc e tal.

Tacla Duran descascou o comportamento fascista de Moro, profissional que adota comportamento seletivo, que veste camisa política, de utilizar delações premiadas para obter confissões, como acontecia nos porões da ditadura ou nos processos tocados na idade média pelos Savonarolas da vida.

Duran deixou no ar uma série de denúncias que mereceriam ser investigadas, mentiras ou verdades, não sei, mas declarações ditas e não desmentidas, manipulações de processos e que tais.

CADÊ A HONESTIDADE?

Se houvesse jornalismo honesto, a investigação estaria sendo feita, para o bem e para o mal, mas nada disso aconteceu, nesses dois dias, depois do depoimento dele, para auditório lotado.

Não era notícia?

Não havia parlamentares da base do governo, que, se tivessem interessados no assunto, não poderia perder oportunidade para debater, questionar, contestar ou não as versões daquele que diz, claramente, que foram alteradas, pelos procuradores do Ministério Público, versões dos aplicativos dos programas de computadores da Odebrecht, com intuito de manipular informar, altamente, relevantes etc.

Claro, o objetivo foi o de construir narrativa para pegar Lula, botá-lo na cadeia e inviabilizar, por meio da construção de um discurso jurídico, ancorado em suposições e não em fatos, candidatura dele à presidência da República, algo que escandaliza o mundo e, evidentemente, desmoraliza o judiciário nacional, acusado de ter sido cúmplice de Cunha no processo de impeachment de Dilma Rousseff etc.

STF NA BERLINDA

Bastaria que houvesse punição de Moro, pelo STF, pelo que praticou ao espionar conversa de Dilma com Lula, no auge da conspiração que a derrubou, para demonstrar espírito de investigação da mais alta corte do Brasil para aquilo que o juiz de Curitiba, mesmo, confessou, ou seja, que fez algo de errado.

Mas, nada.

O que fica, definitivamente, comprovado, vista a coisa do ponto de vista da ética e da simples técnica do jornalismo, de que se tem de ouvir os dois lados da notícias, para se fazer justiça, para informar e formar a cabeça da cidadania sobre o que acontece no país, em sua variedade cultural, política, social e ética, é que a mídia oligopolizada brasileira, simplesmente, não fez jornalismo.

Fez, isso sim, merda.

Antiética.

Não pode ser considerada séria no seu trabalho profissional mídia que recusa cobrir o contraditório daquilo que publica como verdade, com intuito de fazer não o gostoso e excitante exercício da informação, na contenda das versões variadas, mas agir como partido político, parte da notícia, mostrando interesse em seu andamento.

DESONESTIDA MIDIÁTICA

Sim, o poder midiático tupiniquim se transformou num grande partido político, rendido ao Consenso de Washington, cujo objetivo é claro: recolonizar economicamente o Brasil e acabar com esse papo de nacionalismo, praticado, hoje, por todos países capitalistas desenvolvidos, no ambiente da guerra comercial, desatada pelo império de Tio Sam.

No Brasil, os vira latas dizem que isso é personalismo, patrimonialismo e populismo.

Não leram o livro sensacional de Jessé de Souza esse bando de alienados.

No caso do depoimento surrupiado de Tacla Duran, o que se verificou, na prática, foi pura desonestidade midiática.