Machismo, reação inconsciente do medo masculino da mulher, pode dar lugar ao homosexualismo?

Keynes, genial economista inglês, aristocrata herdeiro legítimo da sofisticada era vitoriana, homosexual, previu que, no século 21, o homosexualismo seria a regra geral. O machismo, opinião nossa, que tem uma penca de irmãs mulheres dentro de casa e convive com os problemas advindos dos arroubos em geral e particulares dos seus maridos machões, é uma forma inconsciente de medo de mulher. Lembro de uma personagem empregada doméstica no livro, “Cabeça de Negro”, do Paulo Francis, que representava poder incontrastável aos olhos e ouvidos do autor, totalmente, inibido diante daquela negrona maravilhosa que ele flagrava dormindo no quarto da casa de seu pai em pose sensual, pernas e calcinhas expostas, vulva pulsante. Que colosso, dizia em sua medorreia diante daquela impetuosidade feminina ali, quem sabe disponível para o desejo dele de possui-la, bastando ousadia, que ele não tinha, ao contrário do que acontecia com muitos de seus colegas que arriscavam e se davam bem. Afinal, as escapadas dos patrões e dos filhos dos patrões aos quartos domésticos nas senzalas produziram muitos filhos nos tempos coloniais. Até os teóricos  da esquerda – sexo não tem ideologia -, quase sempre moralistas, caíram nessa tentação. Marx, por exemplo, que implicou com Lafargue, moreno tropical antilhano que namorou sua filha, Laura, foi um deles. Em Londres, no exílio, nos anos 1850, quando estava na miséria, depois de fugir da monarquia ditatorial de Guilherme IV, em 1849, escapou para o quarto da sua aia, que sua mulher, Jene, levou como dote quando casou com ele, e produziu um filho. Tremendo escândalo que os marxistas machistas quiseram esconder. Engels assumiu o filho como se fosse dele e só revelou a paternidade depois da morte do autor de O Capital, em  1883. Mas, os tempos são outros e as mulheres estão impetuosas. Dominam a cena cultural com seu poder natural intrínseco em face dos homens que vão ficando brochas nas caídas das idades, sendo socorridos por viagras até que a casa despenca de vez etc. Pode pintar – coisa comum nesses dias – uma próstata a exigir cirurgia, que tende a ameaçar as possibilidades eréteis. Aí a vaca vai para o brejo. No momento em que os hormônios masculinos, a partir da meia idade prá frente, vão recuando, taxa de testosterona caindo pelas tabelas e tudo mais, ocorre, como dizem os médicos, o fenômeno natural: a mulher está inteira, especialmente, na era das academias, da malhação, querendo mais, mais, mais. Ao contrário, o macho, abalado pela natureza ingrata, vai querendo menos, menos, menos. José Mayer, excepcional ator, estaria ou não nessa faixa crítica? De qualquer forma, se não está, ainda, por agora, mais pela frente vai ficar cada vez mais tatibitate. Por isso, garoto de programa tornou-se profissão promissora, rentável, proporcionalmente à taxa de testosterona e do seu manejo profissional adquirido no treino diário, para a exuberância sexual, de forma sempre mais e mais extrovertida. Prostitutos substituem prostitutas. As mulheres vão atrás deles, que se transformam em concorrentes das praticantes da profissão mais velha do mundo. Aplicativos nos celulares abrem infinitas oportunidades de relacionamentos rápidos, e as mulheres ousam proporcionalmente mais que os homens, que vão cada vez mais jogando na retranca, tentando proteger sua grande área contra atacantes impetuosos etc. O homem vai ficando cada vez mais medroso e inseguro diante da liberdade crescente das mulheres. A violência é uma reação inconsciente desse medo e dessa insegurrança. No caso de José Mayer, não teria sido, na vida real, contaminado pelo personagem que representou nessa novela “Lição de Amor”, rico, machista, violento? Tratar-se-ia de vítima de propaganda de si mesmo? Projetou-se como machão nas novelas. Achou que podia tudo.  Teria sido dominado pela projeção de si, achando que tudo pode também ao lado das mulheres com as quais se relaciona no cotidiano, usando seu carisma machista para exagerar? Há alguns anos, li entrevista do excelente Toni Ramos, garoto propaganda do Friboi, em que confessava ser, no dia a dia, na intimidade do lar um eterno bulinador, em que – talvez, imaginamos – levava às últimas consequências ensaios e possibilidades de ator na relação com as mulheres, a partir da relação com sua própria mulher. Achei interessante, válido, algo consentido por aquela que o ama na guerra da vida. Como válida, também, achei opinião de Claudia Raia, já algum tempo, nessas revistas de variedades, quando indagada sobre sexo oral, de que tudo vale entre homem e mulher em quatro paredes, desde que haja consentimento mútuo. Mas, daí a transformar o imaginário construído inconscientemente na realidade de modo a se adiantar, como Mayer, em ficar apalpando intimidades de colegas de trabalho, é dose. Convenhamos. Mexeu com fogo. Não estava atento ao perigo. Queimou-se em brasas. O fato é que a desinibição sexual das mulheres e a sua disposição para a luta contra o machismo violento – a violência é a característica essencial do machismo – são dados da realidade que produzem novo comportamento social, jurídico e institucional, como demonstrou a reação da Rede Globo, levando o assunto ao Jornal Nacional e tomando atitude drástica. Como não concordar com a Globo, embora repudie seu lado politicamente golpista, reacionário, antinacional e , também, promotor de violência, sexismo, baixarias, alienação, falso moralismo etc? As baixas taxas de testosteronas dos machos, provenientes de diversos fatores – depressão, remédios, excessos, álcool, drogas, frustrações profissionais, falências, desemprego etc – inibidores da atividade sexual masculina e promotores do medo que produz violência característica do machismo hodierno vão acabar ou não levando os machões para o homossexualismo em percentuais descontrolados? Isso preocupa ou não as mulheres, que, também, aprontam das suas em eventuais abusos de poder favorecidos pela sua inegável natureza superior?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2ª morte de Getúlio beneficia Índio Avatar

Legislando em causa própria
Legislando em causa própria

Getúlio Vargas deve estar dando voltas no caixão ao ser alvo de outro atentado contra sua vida política.

O primeiro foi seu suicídio, como ato de resistência contra o assalto à Petrobrás pelas petroleiras internacionais.

O segundo, agora, patrocinado por outra onda de adversários, que, primeiro, esvazia, ainda mais a Petrobrás, alienando o pré sal para as multis, e, em seguida, detona sua maior obra social, a legislação do trabalho, derrotada por placar apertado na Câmara dos Deputados.

Está eufórica a elite conservadora nacional, aliada ao capital internacional, que faz verdadeira razia contra a economia, nesse momento, favorecida pela onda entreguista em marcha, patrocinada pelo governo golpista, alinhado aos Estados Unidos, como estratégia prioritária.

Outra votação mortífera espera a lei getulista, no Senado, articulada por um dos seus mais ferrenhos adversários, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira(PMDB-CE), empresário que se beneficia da terceirização das contratações, por meio da empresa Confederal, que lhe assegura lucros de mais de R$ 170 milhões anuais.

A morte da CLT, conquista social mais importante dos trabalhadores, que durou 74 anos, de 1943 a 2017, promove a euforia extraordinária dos conservadores da elite política nacional, na qual desponta o titular do poder legislativo, influente na articulação da maioria congressista empenhada em aprovar contra-reformas impopulares anti-trabalhistas e anti-nacionalistas.

Eunício Oliveira é um dos principais esteios que sustenta, politicamente, o modelo neoliberal encarnado no programa do PMDB, “Ponte para o futuro”, por meio do qual o governo vai desmontando as bases incipientes do modelo nacionalista erguido durante 14 anos de poder petista, com Lula e Dilma, apoiado na expansão de programas sociais como base do desenvolvimento econômico equilibrado.

Considerado, também, pelos trabalhadores rurais como grileiro, o senador, que apoiou o golpe político contra a presidenta Dilma Rousseff, pulando para o barco de Michel Temer, em seguida, virou alvo central de invasões de terras pelo movimento social.

Candidato a réu no Supremo Tribunal Federal por acusação da Operação Lavajato por receber propina de caixa dois eleitoral, segundo delação premiada de funcionário das Odebrecht, o senador, rápido no gatilho, promete, em 15 dias, aprovar projeto de lei que acelera a contratação de mão de obra terceirizada no País, complementando o que foi deliberado, nessa semana, na Câmara.

Revolucionário de 1930, que abriu espaço às conquistas sociais, Getúlio Vargas é detonado pelos avatares do capital externo, que derrubam a CLT e instauram o reinado da barbárie trabalhista.
Revolucionário de 1930, que abriu espaço às conquistas sociais, é detonado pelos avatares do capital externo, que derrubam a CLT e instauram o reinado da barbárie trabalhista no governo golpista de Michel Temer.

A precarização geral das relações entre capital e trabalho, está na base da fortuna que o senador cearense acumula em grande escala, como um dos maiores ofertadores de mão de obra terceirizada para os governos federal, estaduais e municipais e, igualmente, para empresas privadas.

Com a aprovação da nova lei, o titular do Senado candidata-se a ser, rapidamente, um dos homens mais ricos do País.

Poderá, de agora em diante, oferecer mão de obra precarizada, do ponto de vista salarial, para todos os setores da economia, visto que foram removidas restrições legais segundo as quais empresas não podem realizar contrações terceirizadas para atividades fins, apenas, para atividades meios.

Removida essa restrição, que merece comemoração, em forma de anúncios entusiásticos da Confederação Nacional da Indústria(CNI), nas páginas dos jornais cujos editoriais defendem irrestritamente a medida, o presidente do Senado tem diante de si o mercado nacional para enriquecer-se desmedidamente.

Poderá contratar, pela sua empresa, os trabalhadores que já se candidatam, compulsória e involuntariamente, ao desemprego, onde trabalham, para serem recontratados, em condições precárias, por salários mais baixos.

A Confederal do senador Eunício vai ser uma espécie de Casas Bahia em dias de liquidação.

Vai começar a liquidar preços de força de trabalho no mercado miserável da terceirização trabalhista.

Eunício tem diante de si, desde esse momento, o paraíso na terra, onde o inferno espera os assalariados socialmente precarizados.

Predispõe-se o titular do poder legislativo, como beneficiário direto da nova legislação, a trabalhar em causa própria.

Apelidado de Índio pelos delatores da Odebrecht, que o listaram como receptor de propina de caixa dois eleitoral, processo que envolve, praticamente, todos os partidos, no Congresso Nacional, detonando, completamente, sua credibilidade perante a população, Eunício, com seu perfil de Avatar, pontifica-se como capitalista bárbaro.

Tem por objetivo central radicalizar exploração da mais valia do trabalhador, ou seja, precarização dos salários, acompanhada do aumento disfarçado de jornada de trabalho, frente ao fim das garantias legais antes asseguradas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Eis o novo perfil do capitalista tupiniquim em busca da lucratividade máxima, enquanto pontifica-se no controle político conservador no Congresso Nacional reacionário, que tenta fazer reforma política ancorada em listas partidárias para usufruir de financiamento público, depois que foi detonado o sistema eleitoral viciado pela corrupção.

Papa fermenta Igreja contra golpe Temer

A Igreja, seguindo orientação do Papa Francisco, abriu e estimulou, prá valer, fermentação geral das pastorais, em todo o Brasil, para resistir ao que os religiosos católicos pregam : perdas de direitos sociais com as reformas trabalhista e previdenciária. As massas nas ruas nesse dia 15 de março foram saudadas no Vaticano, de onde partem as ordens papais para serem intensificadas em rítomo de conquista democrática para impedir o que está sendo retirado pelo capitalismo financeiro ávido de lucros no compasso da desmontagem das aposentadorias, especialmente, dos mais pobres. A luta de classe está intensa e promete engrossar com o apoio do papa.
A Igreja, seguindo orientação do Papa Francisco, abriu e estimulou, prá valer, fermentação geral das pastorais, em todo o Brasil, para resistir ao que os religiosos católicos consideram perdas de direitos sociais com as reformas trabalhista e previdenciária proposta pelo governo Temer. As massas nas ruas nesse dia 15 de março foram saudadas no Vaticano, de onde partem as ordens papais para serem intensificadas em rítmo de conquista democrática para impedir o que está sendo retirado pelo capitalismo financeiro ávido de lucros no compasso da desmontagem das aposentadorias, especialmente, dos mais pobres. A luta de classe está intensa e promete engrossar com o apoio do papa.

Estiveram reunidos, nessa quinta feira, na Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros(CNBB), na Asa Norte, em Brasília, uma legião de representantes de associações comunitárias, de pastorais católicas, de movimentos sociais e de partidos políticos, para articular plano de luta de classe em todo território nacional.

O objetivo é um só: engrossar resistência ao assalto do sistema financeiro, que domina as ações do governo Temer, para privatizar a Previdência Social e desmontar a legislação nacionalista do trabalho getulista.

Guilherme Costa Delgado, especialista consagrado em Previdência Social, destacou que o fulcro da questão é político-econômica: a disposição do sistema financeiro de expelir do sistema previdenciário brasileiro cerca de 60 milhões de brasileiros que recebem benefícios sociais.

Trata-se de eliminar demandas econômicas crescentes decorrentes das conquistas sociais proporcionadas pelo Sistema Único de Saúde(SUS), que representa, hoje, maior fonte de distribuição de renda, responsável por sustentar economicamente classes sociais de baixa renda socialmente excluídas sem a existência do SUS.

Técnicos da Anfip, que assessoram Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, demonstraram, de forma incontestável, a contabilidade real do sistema de seguridade social, a partir das determinações do art. 195 da Constituição, responsável pela montagem do mesmo.

Evidencia-se, claramente, manipulação dos meios de comunicação, sintonizados com o mercado financeiro, segundo os quais a previdência é deficitária.

As fontes de receita tributária, relacionadas constitucionalmente, para sustentar o sistema de seguridade social, do qual a Previdência é parte, em comparação às fontes de despesas com previdência, saúde e assistência social, demonstram o óbvio: há superavit, não déficit.

A existência do déficit ocorre, quando se leva em consideração, apenas, o balanço entre receitas oriundas das contribuições das empresas e dos trabalhadores, para o INSS, com as despesas da Previdência, considerada, isoladamente, e não como parte de um conjunto articulado como se compõe o SUS.

No ambiente de profunda crise capitalista atual, em que o desemprego avança brutalmente, as receitas caem e as despesas avançam, abrindo buracos.

Ainda, assim, como o sistema, conforme descrição constitucional, alimenta-se de diversas fontes tributárias(Cofins, CSLL, Pis-Pasep, Imposto de Importação e outras variadas fontes, além das contribuições de empresários e trabalhadores), registra-se, conforme estatísticas abundantes, superavit e não déficits.

As sobras a mais, no sistema, ocorre, embora tenha os governos, durante a Nova República, especialmente, na fase neoliberal, avançado sobre o cofre da Previdência para pagar dívida pública submetida aos juros e amortizações mais altos do mundo.

Atualmente, 30% do orçamento da Previdência vão para o sistema financeiro em forma de DRU – Desvinculação de Receita da União.

reforma da previdenciaTrata-se, no contexto econômico, de cumprir, religiosa e ideologicamente, o tripé neoliberal adequado à acumulação bancária: metas inflacionárias, câmbio flutuante e superavit primário elevado.

Ainda assim, os agiotas não conseguiram quebrar a espinha dorsal do sistema de seguridade social, que registra superavit na faixa atual de R$ 15 bilhões.

Evidentemente, desconsiderando as receitas do sistema descritas na Constituição + extração forçada em forma de pagamento de amortizações e juros, o déficit da previdência, separada da seguridade, se amplia.

A manipulação é essencial para radicalizar terror financeiro, a fim de tentar convencer opinião pública de que tal déficit, se não for eliminado, os salários jamais serão reajustados dignamente.

Na prática, rola o oposto.

Os salários não sobem dignamente porque os gastos sociais não se ampliam, para que sejam liquidados juros exorbitantes da dívida, decorrentes de política monetária equivocada para combater a inflação.

A falência do pensamento econômico financeiro que domina a cena capitalista tupiniquim está exposta diante das polêmicas levantadas entre os próprios economistas neoliberais que deixaram de crer nas suas teorias vagabundas, segundo as quais inflação se combate com juro alto.

Pura mistificação para engordar crescentemente os lucros dos bancos.

A Igreja, pelo que se discutiu, hoje, na CNBB, não se engana com os banqueiros.

Está consciente da luta de classe em curso.

Alerta que a privatização da Previdência, segundo o modelo neoliberal, é um fracasso retumbante.

Isso ficou provado, por exemplo, no Chile do ditador general Pinochet.

Transformado o sistema previdenciário, como querem os neoliberais, em fundo de investimento, em meio ao capitalismo financeiramente volátil, tem-se receita certa de instabilidade total incapaz de garantir previdência aos trabalhadores.

Previdência privada é uma contradição semântica.

Não combina com segurança e estabilidade, disse o bispo Dom Guilherme, que, sempre se apoiando no papa Francisco, conduziu os trabalhos de articulação da resistência contra o assalto aos direitos previdenciários e trabalhistas.

GOVERNO LAVAJATO ENTREGUISTA EM TRANSE

O CERCO DO DEMÔNIO Antinacionalista entreguista cercado de corruptos por todos os lados, o governo Temer é a encarnação da corrupçao explícita que deu golpe político parlamentar midiático em nome do combate à corrupção. Virou prisioneiro dela, enquanto aliena aceleradamente o patrimonio nacional. É candidato ao personagem de Glauber Rocha, o ditador Diaz, exilado, depois do exercício do poder corrupto, antipopular . a viver cercado de demônios e fantasmas ameaçadores que não o deixam em paz na segurança de masmorras indestrutíveis e sombrias.
O CERCO DO DEMÔNIO
Antinacionalista entreguista cercado de corruptos por todos os lados, o governo Temer é a encarnação da corrupçao explícita que deu golpe político parlamentar midiático em nome do combate à corrupção. Virou prisioneiro dela, enquanto aliena aceleradamente o patrimonio nacional. É candidato ao personagem de Glauber Rocha, o ditador Diaz, exilado, depois do exercício do poder corrupto, antipopular,  a viver cercado de demônios e fantasmas ameaçadores que não o deixam em paz na segurança de masmorras indestrutíveis e sombrias.

Vai ficando cada vez mais evidente e insofismável.

No governo Temer só tem lugar para quem está ameaçado de ser réu na Operação  Lavajato.

Se não está não pode entrar.

Eventual admitido ficha limpa seria visto como ficha suja por quem está dentro.

Puro estranho no ninho.

“Quem está fora não entra, quem está dentro não sai; amanhã bem cedo vou mandar capar seu pai.”(Dito popular para assustar consciências medrosas)

Levantaria o ficha limpa desconfiança nos ameaçados incluídos na lista do Janot e na alça de mira do Moro de ser espião.

Seria, por isso, boicotado.

Não mereceria confiança da equipe, unida em torno do chefe.

Todos tremendo de medo da cabeça aos pés.

Como poderia participar das reuniões internas, se sobre ele pairaria desconfiança de que poderia se transformar em dedo duro, como reação consciente para não deixar transparecer ao público que é ficha suja, também?

O mérito de ser íntegro representaria perigo para os moralmente desintegrados.

Considerariam-no potencial inimigo, visto não  ser integrante da confraria.

Detonariam-no.

Aceitariam os lavajatenses desintegrados convertidos conversar abertamente com o íntegro nao-lavajatense perigoso desde que este assumisse pacto com o diabo.

Teriam que obter dele compromisso de cumplicidade.

Precisaria o novo admitido na equipe fazer juramento escuso, imoral.

De alguma forma, o não- lavajatense, pretensamente, íntegro se comprometeria com os lavajatenses excomungados que buscaria acercar-se de assessoria híbrida.

Ou seja, para cada assessor nao-lavajatense, haveria um seu contrário, sob compromisso de compartilharem segredos comprometedores.

PREMONIÇÃO SINISTRA GLAUBERIANA EM ELDORADO
PREMONIÇÃO SINISTRA GLAUBERIANA EM ELDORADO

Como alcançar esse propósito?

Aparentemente, impossível.

Mas a caneta presidencial, portada por alguém da confraria altamente suspeita, daria a última palavra.

Não integrante da Lavajato somente dominaria orçamento de pasta ministerial mediante juramento contrário à sua índole,  tal como o de intercambiar ações comuns altamente suspeitas com colegas candidatos a réu no STF.

Nesse sentido, a pré-condição essencial seria a de ser absolutamente ambíguo.

Declararia o ficha limpa que dinheiro de caixa 2 é igual a dinheiro de caixa 2, na medida em que cabe duas ou mais interpretações para o assunto, como disse sua excelência o ministro Gilmar Mendes do alto de sua ambiguidade, depois das considerações do ex-presidente FHC, em socorro ao correligionário tucano senador Aécio Neves, mais enrolado que bosta de cabrito na Lavajato.

Exclusões classificatórias corruptivas no dicionário da corrupção vigente.

Simplificando: o ambíguo ficha limpa convidado à inclusão tem que fazer pregação de fé em favor da anistia ao caixa 2.

Em síntese, para participar do governo cujo presidente é  suspeito de praticar corrupção, o candidato a ser admitido na equipe governamental jamais poderia deixar de declarar que a corrupção é  sempre relativa.

Tal relatividade, apoiando-se em Alberto Einsten, necessariamente, submete indutivamente o corrupto a ter por meta essencial combater princípios rígidos, visto serem contrários à flexibilidade sem a qual não  é  possível a governabilidade.

Essa tese, ainda sem antítese explícita e, portando, distante da síntese, para o bem e para o mal, começou a circular nos meios jurídicos pró-golpe parlamentar dado em Dilma.

O TSE pode pegar esse vírus.

Ela considera o que o deus mercado especulativo, promotor central do golpe e defensor da privatização da Previdência e da terceirização na contratação de trabalhadores, acha essencial: manter a estabilidade institucional ancorada na visão necessariamente ambígua da corrupção, sem a qual a ingovernabilidade imperaria.

Deu pra entender?

Temer promove privataria com FGTS

ganancia

 

É mais ou menos parecido, ou melhor, uma variação do processo de privataria.

 

A poupança do FGTS do trabalhador, que rende uma merreca em relação aos juros que é obrigado a pagar quando se endivida, vai ser comida pela agiotagem que ele não conseguiu suportar.

 

O camarada comprou a crédito a juro extorsivo, não suportou a dívida que se acumula criminosamente na base de juro sobre juro, entrou em bancarrota, possivelmente , perdeu o emprego nos novos tempos bicudos e o que o governo faz com esse pobre coitado, que deve até os fios dos cabelos?

 

Libera a poupança retida dele para servir aos sanguessugas que o exploraram impiedosamente.

 

Na prática é uma forma de privatizar para o banco o que é patrimonio do trabalhador.

 

Por que o governo não induziu os sanguessugas , ao menos, renegociarem a dívida por um largo tempo a juros bem mais baixos?

 

Não mereceram os endividados crônicos, vítimas fatais da agiotagem vigente, que o próprio STF considera crime pela prática de anatocismo(juro sobre juro), sequer o mesmo critério colocado à disposição dos estados mais endividados da Federação, embora, também, obrigados a privatizarem patrimônio público em troca das renegociações das suas dívidas.

 

Os juros altos arruínam, portanto, a poupança disponível para o consumo, inviabilizando recuperação do mercado interno.

 

Vê-se que está rolando uma distorção no capitalismo brasileiro dominado pela agiotagem.

 

Quando é lançada quantidade de moeda em circulação para ativar a economia, a lógica é a de que para cada um centavo circulante, o governo inicie processo de arrecadação.

 

Dessa forma, ele realiza obras públicas, promove o desenvolvimento, equilibra e minimiza,em favor da população,processo de melhor distribuição da renda, contendo a propensão natural do capital privado à concentração, centralização e promoção da pauperização etc.

 

Mas, não.

 

 Ocorre o contrário: o dinheiro do FGTS não irá para a circulação capitalista movimentar a economia, mas para o caixa dos bancos liquidar dívidas.

 

Trata-se, na verdade, de uma doação estatal aos bancos com recursos dos trabalhadores.

 

Esse, aliás, é o sentido profundo das reformas trabalhista e previdenciária do governo golpista: desmontar direitos e conquistas sociais do trabalhador em favor do capital.

 

Destrói-se poupança acumulada pela ação do endividamento a juros extorsivos cuja liquidação aprofunda recessão, não retomada da economia.

 

Os depoimentos dos sacadores do FGTS comprovam que a massa dos R$ 45 bilhões que estava inativa será, em sua maior parte, recebida pelos bancos, que, imediatamente, aplicarão esse dinheiro nos títulos do tesouro, que pagam a eles o juro real mais alto do mundo.

 

As contas inativas do FGTS, dessa forma, terão destino certo: aumentarão a rentabilidade já extraordinária dos bancos.

 

Observa-se a olho nu o óbvio: um governo a serviço dos bancos.