Vômito de dólar no Império à vista

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Colapso imperial

Sei não.

Os juros altos, na periferia capitalista, têm sido utilizados, pelos governos periféricos, financeiramente, colonizados, para, como dizem os neoliberais, combater inflação, decorrente de excesso de demanda, como se no Brasil a desigualdade social fosse ficção.

Há, há, há.

Os especuladores vêm de lá, do capitalismo cêntrico, compram os títulos daqui, valorizam o câmbio, que permite o populismo cambial, importar barato, para ganhar eleição, como fizeram os tucanos, para criar o real.

Jogam os preços para baixo, já que as indústrias, por aqui, transformaram-se em meras maquiladoras, especialmente, as automobilísticas, agora, paradas, com a emergência deflacionária potencializada pelo novo coronavírus.

Assim, fabricam – fabricavam – carros, que podem ser exportados, competitivamente.

A contrapartida é o aumento da dívida interna, desindustrialização das indústrias intermediárias, com destruição de cadeias produtivas, desemprego, especulação cambial, deterioração dos balanços de pagamento, até que venha fuga de capital, colapso cambial, o escambau.

Virada de mesa

Se o juro, por aqui, na América Latina em geral, vai a zero ou negativo, ocorre o contrário.

Aumenta a competitividade interna da indústria, a inflação cai por conta da queda dos custos, estimula-se industrialização, exportações.

Mas, sobretudo, para os países ricos, o juro zero ou negativo, por aqui, é caixão e vela preta.

Eles deixam de exportar suas inflações monetárias para a periferia.

Onde os Estados Unidos vão colocar os trilhões de dólares, jogados pelo expansive eise, depois do crash de 2008?

Com os juros, na periferia, vinham para cá, faturar numa boa, sem trabalhar, na especulação.

Fazer o que aqui, agora, com juro negativo?

Vai pintar, claro, hiperinflação monetária especulativa na terra de Tio Sam e na Europa, se não puderem exportá-la para os bobos do capitalismo periférico, cuja lideranças alimentam o falso discurso de que precisam de dólares porque são carentes de poupança interna.

Acabou mamata

Esse é o medo de Paul Krugman, prêmio nobel de economia.

Por isso, está demandando juro positivo por cá para salvar o dólar de lá.

Nos Estados Unidos, o cara joga 100 na bolsa, em janeiro, e recolhe, 70 ou 80, em dezembro, e olhe lá, no juro negativo americano e, também, europeu, japonês etc.

Pode não dar mais nem crescimento vegetativo da dívida para remunerar o jogador.

Por isso, corriam todos para América do Sul, paraíso fiscal, onde os BCs sustentavam juros extorsivos, para salvar o capitalismo cêntrico dos perigos recorrentes de bancarrota.

O expansive eise no pós-colapso de 2008 acumula dívida pública nos países ricos que agora cresce ainda mais diante da necessidade de gastos públicos impostos pela combinação mortífera de deflação + novo coronavírus.

Explosão do desemprego

Estima-se taxa de desemprego na casa dos 30% na terra de Tio Sam.

Por isso, Trump está em queda de 8% nas pesquisas diante do concorrente Biden, Democrata, favorecido pelo descrédito trumpiano de querer forçar fim do isolamento fiscal(Bolsonaro que segue mesma trilha que se cuide).

O medo do coronavírus aumenta ainda mais o receio popular de voltar a trabalhar e morrer no trabalho.

Mais dívida pública no capitalismo cêntrico combinado com juro zero ou negativo na periferia vai fazer Tio Sam vomitar dólar não mais na Avenida Paulista, mas em Wall Street.

Enxurrada de vômito de dólar no Império à vista.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/05/13/para-krugman-problema-de-juro-perto-de-zero-ameaca-al.ghtml

 

 

Plano Pró Brasil aproxima militares da esquerda nacionalista

Sem Guedes, governo lança programa para retomada econômica

Resgate do nacionalismo militar

Com o colapso neoliberal, acelerado pela crise do novo coronavírus, tornou-se necessária intervenção estatal, para conduzir os investimentos públicos em linha nacionalista, capaz de reverter o curso dos acontecimentos, que vinha produzindo sucateamento total do Estado nacional e de seus braços desenvolvimentistas, as empresas estatais. O setor privado, diante da crise mostra-se incapaz de resolver e atender as demandas sociais, especialmente, por mais gastos públicos em saúde, exposta à exploração privada, que visa, tão somente, o lucro e não a pessoa humana, como pressuposto básica. Com intervenção estatal, o SUS se transforma em prioridade essencial, que a visão neoliberal privatista deseja destruir. O Plano Pro Brasil, anunciado pelo general Braga Neto, ministro da Casa Civil, que visa criar, com retomada dos investimentos, 1 milhão de novos empregos, inaugura nova etapa do governo, jogando para segundo ou terceiro plano projetos neoliberias, dessintonizados do interesse nacional, ocupados, apenas, na desnacionalização acelerada do país.

PLANO BRAGA NETO PRÓ BRASIL APROXIMA MILITARES DA ESQUERDA NACIONALISTAAs linhas gerais do Pro Brasil, lançado pelo…

Posted by Cesar Fonseca on Friday, April 24, 2020

Brasil brasileiro

Incerteza militar segura Mandetta

Como 14 chefes de Estado têm lidado com o coronavírus em todo o ...

Poder invisível

O ditador invisível e letal novo coronavírus deixa o poder militar impotente na disputa entre o presidente Bolsonaro e o ministro Mandetta. Não pode mandá-lo passear, embora tenha rompido com o que de mais caro os militares prezam, a hierarquia. Entrariam pelo cano, se as previsões de Bolsonaro de que o corona é uma gripezinha falhassem. Seriam desmoralizados por apoiarem presidente genocida. São, por isso, obrigados a esperarem pelos acontecimentos, sem poder fazer muita coisa. Mandetta está no fio da navalha, mas seu poder está não na força do governo, mas, justamente, na fraqueza, de não poder agir com independência diante do inimigo oculto.

INCERTEZA MILITAR SEGURA MANDETTA Para decidir o futuro de Mandetta, não adianta a força militar nessa hora frente às…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, April 14, 2020

Grande Moreira!

Coronavírus esvazia Estado e fortalece BCs rumo ao governo mundial para contrapor-se ao avanço comunista chinês

Resultado de imagem para coronavírus

Nova etapa da guerra China x EUA

A situação absolutamente nova para o capitalismo, dada pela emergência do coronavírus, que retrai o consumidor, em escala global, colocando os mercados em polvorosa, deixa os governos completamente impotentes e abre espaço para ação mais decisiva dos bancos centrais num ensaio geral de governo mundial, para coordenar expectativas, no tremor ambiental da globalização econômica e financeira.

A teleconferência dos ministros das Finanças e líderes dos bancos centrais do G-7, liderada, hoje, pelo Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, reunindo seus pares no Japão, Alemanha, Reino Unido e França, mostra a preocupação geral dos capitalistas financeiros, diante da possibilidade de desarranjo econômico global, a partir da redução do nível de atividade na China, locomotiva econômica mundial.

Ganha, portanto, impulso o que os bancos centrais, por meio do BIS, banco central dos bancos centrais, dominados por banqueiros privados, vêm tentando implementar, nos últimos anos, com resistências de crescentes de correntes nacionalistas nos países capitalistas do ocidente.

Prioridade neoliberal no Legislativo

No Brasil, por exemplo, a prioridade na pauta do Congresso, tanto na Câmara, como no Senado, é acelerar aprovação de projeto de lei que estabelece independência do Banco Central diante do governo federal; a autoridade monetária, comandada pelos banqueiros privados, ganharia autonomia e liberdade total para tocar a economia, configurando financeirização total do sistema capitalista nacional.

O BC de cada país, como projeto do G-7,  se transformaria, com a independência de ação, no ambiente econômico, em variável econômica independente, acima do próprio Estado nacional; sequer os banqueiros, comandantes do BC independente, estariam submetidos à prioridade econômica e financeira maior do governo, que é fixar teto de gastos sociais, em nome do ajuste fiscal neoliberal; a variável econômica independente do poder civil, militar e jurídico, passa ser a independência dos BC de aumentar ou diminuir a oferta de dinheiro na circulação capitalista.

Tal tarefa deixa de ser atributo político do Estado, no comando do tesouro e do ministério da Fazenda; também, deixa de ser independente o próprio Congresso, a se submeter às razões financeiras estabelecidas pelo BC; nesse sentido, este vira o poder real, livre, inclusive, das determinações da política macroeconômica, submetida ao controle de gastos não financeiros, para assegurar gastos financeiros com a dívida pública; o BC independente se torna, portanto, senhor comandante da dívida pública, para além do Estado e sua organização institucional.

Reação ao PC chinês

Na prática, a iniciativa dos BCs, hoje, coordenadas pelo FED americano, entidade comandada pelos bancos privados, é não apenas ensaio de governo mundial, para o ocidente capitalista, mas, principalmente, resposta à estratégia do partido comunista da China, cuja máxima é a de o Estado controlar o BC chinês, impedindo que tal tarefa seja coordenada pelo setor privado.

Recentemente, o secretario de Estado americano, Mike Pompeo, destacou que o verdadeiro inimigo do ocidente é o partido comunista chinês, que, no comando do Estado, determina as coordenadas econômicas e financeiras da nova potência global; a luta, portanto, é política e ideológica, no momento em que o capitalismo se encontra ameaçado pelo coronavírus, cujas consequências tendem a desorganizar, completamente, a economia mundial.

Os interesses privados, à frente da coordenação do interesse público ocidental, no campo da oferta da quantidade de moeda na circulação capitalista, entram, pela ação do FED, em confronto com o poder comunista chinês, que dá as coordenadas políticas e econômicas, na China.

Nesse sentido, o governo chinês segue o que recomenda Marx e Engels, no Manifesto Comunista, ou seja, que o governo centralize a oferta de dinheiro na economia, ao mesmo tempo em que promova distribuição melhor da renda, elevando impostos sobre heranças e fortunas, como estratégia de controle econômico e social, de modo a contornar anarquia produtiva capitalista.

Com medo do avanço comunista chinês, que comanda o Banco Central da China, os banqueiros privados ocidentais, que dominam os bancos centrais, tentam, por meio da independência dos BCs em mãos privadas, sobrepor-se ao próprio governo e sua tendência à defesa do interesse coletivo, quanto mais se aprofunda a democracia.

 

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/03/03/investidores-operam-sob-expectativa-de-acao-do-g-7-contra-impacto-do-coronavirus.ghtml