Coronavírus esvazia Estado e fortalece BCs rumo ao governo mundial para contrapor-se ao avanço comunista chinês

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Nova etapa da guerra China x EUA

A situação absolutamente nova para o capitalismo, dada pela emergência do coronavírus, que retrai o consumidor, em escala global, colocando os mercados em polvorosa, deixa os governos completamente impotentes e abre espaço para ação mais decisiva dos bancos centrais num ensaio geral de governo mundial, para coordenar expectativas, no tremor ambiental da globalização econômica e financeira.

A teleconferência dos ministros das Finanças e líderes dos bancos centrais do G-7, liderada, hoje, pelo Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, reunindo seus pares no Japão, Alemanha, Reino Unido e França, mostra a preocupação geral dos capitalistas financeiros, diante da possibilidade de desarranjo econômico global, a partir da redução do nível de atividade na China, locomotiva econômica mundial.

Ganha, portanto, impulso o que os bancos centrais, por meio do BIS, banco central dos bancos centrais, dominados por banqueiros privados, vêm tentando implementar, nos últimos anos, com resistências de crescentes de correntes nacionalistas nos países capitalistas do ocidente.

Prioridade neoliberal no Legislativo

No Brasil, por exemplo, a prioridade na pauta do Congresso, tanto na Câmara, como no Senado, é acelerar aprovação de projeto de lei que estabelece independência do Banco Central diante do governo federal; a autoridade monetária, comandada pelos banqueiros privados, ganharia autonomia e liberdade total para tocar a economia, configurando financeirização total do sistema capitalista nacional.

O BC de cada país, como projeto do G-7,  se transformaria, com a independência de ação, no ambiente econômico, em variável econômica independente, acima do próprio Estado nacional; sequer os banqueiros, comandantes do BC independente, estariam submetidos à prioridade econômica e financeira maior do governo, que é fixar teto de gastos sociais, em nome do ajuste fiscal neoliberal; a variável econômica independente do poder civil, militar e jurídico, passa ser a independência dos BC de aumentar ou diminuir a oferta de dinheiro na circulação capitalista.

Tal tarefa deixa de ser atributo político do Estado, no comando do tesouro e do ministério da Fazenda; também, deixa de ser independente o próprio Congresso, a se submeter às razões financeiras estabelecidas pelo BC; nesse sentido, este vira o poder real, livre, inclusive, das determinações da política macroeconômica, submetida ao controle de gastos não financeiros, para assegurar gastos financeiros com a dívida pública; o BC independente se torna, portanto, senhor comandante da dívida pública, para além do Estado e sua organização institucional.

Reação ao PC chinês

Na prática, a iniciativa dos BCs, hoje, coordenadas pelo FED americano, entidade comandada pelos bancos privados, é não apenas ensaio de governo mundial, para o ocidente capitalista, mas, principalmente, resposta à estratégia do partido comunista da China, cuja máxima é a de o Estado controlar o BC chinês, impedindo que tal tarefa seja coordenada pelo setor privado.

Recentemente, o secretario de Estado americano, Mike Pompeo, destacou que o verdadeiro inimigo do ocidente é o partido comunista chinês, que, no comando do Estado, determina as coordenadas econômicas e financeiras da nova potência global; a luta, portanto, é política e ideológica, no momento em que o capitalismo se encontra ameaçado pelo coronavírus, cujas consequências tendem a desorganizar, completamente, a economia mundial.

Os interesses privados, à frente da coordenação do interesse público ocidental, no campo da oferta da quantidade de moeda na circulação capitalista, entram, pela ação do FED, em confronto com o poder comunista chinês, que dá as coordenadas políticas e econômicas, na China.

Nesse sentido, o governo chinês segue o que recomenda Marx e Engels, no Manifesto Comunista, ou seja, que o governo centralize a oferta de dinheiro na economia, ao mesmo tempo em que promova distribuição melhor da renda, elevando impostos sobre heranças e fortunas, como estratégia de controle econômico e social, de modo a contornar anarquia produtiva capitalista.

Com medo do avanço comunista chinês, que comanda o Banco Central da China, os banqueiros privados ocidentais, que dominam os bancos centrais, tentam, por meio da independência dos BCs em mãos privadas, sobrepor-se ao próprio governo e sua tendência à defesa do interesse coletivo, quanto mais se aprofunda a democracia.

 

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/03/03/investidores-operam-sob-expectativa-de-acao-do-g-7-contra-impacto-do-coronavirus.ghtml

Congresso submete Bolsonaro ao neoparlamentarismo

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Meia volta, volver!

Mudou a qualidade do poder. Aparentemente, quem dá as cartas é o presidente Bolsonaro, com toda a sua carga autoritária; essencialmente, porém, a realidade é outra; o Congresso é o verdadeiro poder republicano, depois que lá se aprovou o orçamento impositivo; os congressistas votam o que terão direito a retirar do orçamento da União, para atender suas bases; ao executivo, resta cumprir ordens do legislativo; vigora-se, efetivamente, o parlamentarismo; Bolsonaro, incomodado, tenta vetar o que os parlamentares determinam; mas o veto dele não tem força para ficar em pé; são as novas regras políticas republicanas, no momento em que Bolsonaro tenta militarizar geral o governo; ao contrário do que aconteceu depois do golpe de 1964, hoje, 2020, não é o Congresso que se submete ao Executivo; os generais, no Planalto, tem que cumprir as ordens legislativas.

 

PODER MILITAR DECORATIVO NO NOVO CENÁRIO POLÍTICO REPUBLICANO PARLAMENTARISTAO presidente capitão Bolsonaro está com…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, February 11, 2020

 

Olha o buraco quente!

 

 

 

 

2020 sinaliza guerra sul-americana

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Agitação geopolítica na América do Sul

Trump arma sua guerra para campanha eleitoral. Tentou fazer isso com o Irã, mas não deu resultado; aliados da China e da Rússia, os aiatolás de Teerã, cheios de petróleo, com capacidade de controlar o Estreito de Hormuz, despachou Tio Sam, em aliança com o Iraque; ameaçado de expulsão da região, a Casa Branca está desmoralizada; precisa de nova tensão de guerra, para mostrar força americana na geopolítica internacional; os olhos da Casa Branca se voltam, novamente, para a Venezuela; mas, ali, China e Rússia, estão ao lado de Maduro, como ocorre em relação ao governo iraniano; a diplomacia internacional se volta para a América do Sul, a rica do mundo, que todo mundo quer, com suas potencias agrícolas e minerais, das quais depende a manufatura global.

FUMAÇA DA GUERRA Os sinais de guerra sul-americana à vista não poderiam ser mais claros. O presidente Trump, no seu…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, February 5, 2020

Tremendo talento

Olavo Savonarola decreta caça às bruxas

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Retorno à idade média

Olavo Carvalho se transforma no neo Savonarola da Idade Média com o propósito de queimar bruxas que desacreditam das regras fatalistas fundamentalistas do deus mercado; com as armas da crença cega no destino manifesto medieval dá relevo ao fantástico para tentar tirar a população do real e fazê-la acreditar no irreal, imaginário; para tanto, o essencial é espalhar o medo e culpar a oposição, invertendo a realidade; o governo é a vitima da oposição e não culpado pelas suas ações, que produzem o lumpemproletariado; a narrativa construída pelo imaginário surreal do terrraplanista Olavo precisa parecer verdade de modo a encobrir o que não pode ficar exposto: o desastre econômico e social ultraneoliberal pauloguedeseano bolsonarista.

 

FARSANTE FALANTE QUER QUEIMAR BRUXASO lupenproletariado está se espalhando nas ruas, praças e avenidas das grandes…

Posted by Cesar Fonseca on Monday, December 30, 2019