Temer repete Dutra: torra reservas de Dilma e Lula para dolarizar mercado e gerar caos

Sucesso econômico petista

O papo econômico e financeiro do presidente do Banco Central, Ilan Goldfanj, para não aumentar juros, mas, sim, utilizar as reservas cambiais, para evitar disparada do dólar, é provoca concreta do sucesso da política econômica de Lula e Dilma.
Apostaram no mercado interno, no crescimento, acumularam reservas e estabilizaram o cambio.
Ilan é racionalizante, mas enganador.

Engana a população que os preços caíram porque houve competente administração da política monetária.

Mentira.

Na verdade, o que ocorreu foi o seguinte.

O governo congelou os gastos públicos, que geram renda disponível para o consumo.

Destruiu consumidores e, igualmente, arrecadação e investimentos.

O PIB, por isso, despencou em 2016 e 2017 e continua despencando em 2018.

Como, por ordem de Washington, os gastos foram congelados(Pec do Teto), por vente anos, e passaram a ser reajustados pela inflação do ano anterior, sendo ela cadente, em economia congelada, sinaliza-se, consequentemente, PIBs descendentes, nos anos seguintes, expectativas negativas aos investidores.

Quem vai produzir para não vender?

Estocar mercadoria é prejuízo.

A tendência deflacionária sinalizou que juro mais alto é caixão e vela preta para qualquer investidor.

Incompetência macroeconômica

Piora a situação das empresas e dos consumidores.

Com a economia fraca, o câmbio, que reage à estabilidade dos preços, ficou desfavorável.

Salário mais baixo compra menos mercadorias, informa aos agentes econômicos que é perda de tempo aumentar produção, se não haverá consumidor.

Juro mais alto nessa situação, apenas, piorará a dívida, tanto dos consumidores, como do governo, que, com arrecadação cadente, não pode liquidar seus papagaios.

Aí veio a política monetária de Donaldo Trump, de elevar juro, para enxugar liquidez de dólar, em escala global, e ajudou a afundar o barco tupiniquim.

Sinuca de bico.

Se subir juro no Brasil, para evitar fuga para os títulos americanos, a economia, já tatibitate, entra em parafuso total.

Que fazer?

Os neoliberais, prisioneiros das ordens de Washington, sem poder mexer no teto de gastos, para sobrar dinheiro aos especuladores da dívida, pegam, agora, as reservas de 380 bilhões de dólares que Lula e Dilma acumularam, com o desenvolvimentismo petista, para gastá-los em importações de quinquilharias.

Vão torrar tudo, em vez de jogar essa poupança do povo no desenvolvimento e tirar ele da miséria que se aprofunda, com recessão e desemprego.

Temer segue o mesmo roteiro de Dutra, que queimou reservas acumuladas por Getúlio Vargas, afundando a economia, que vinha crescendo sem dívidas e perfeitamente estável, depois que fora feita a auditoria da dívida, logo depois da revolução de 1930, abrindo espaço ao desenvolvimento nacional.

Temer, novo Dutra, dilapidador das reservas acumuladas pelo desenvolvimento petista registrado entre 2003 a 2014.

Dolarização em marcha

Por que não jogar as reservas na produção e no consumo, para fortalecer mercado interno e estabilizar a moeda, por meio da valorização do poder de compra dos salários, como fez Lula, depois do crash de 2008?

Os golpistas de 2016 visaram dois objetivos:

1 – roubar o petróleo do pré sal e

2 – dolarizar a economia por meio da fragilização do mercado consumidor.

Agora, lançam mão das reservas acumuladas para engordar, ainda mais, os sanguessugas das riquezas brasileiras, desde sempre, com aplauso dos trouxas vira latas que engole pelo valor de face as teorias econômicas furadas construídas em laboratório, no exterior da realidade, sem poder determina-las.

Dizem que gastando reservas sem produzir paga dívidas e equilibra endividamento e PIB, que permitiria, com juros baixos, retomada da economia, sem pressão inflacionáira.

Papo furado: quebraram a economia e lança mão da reservas para fechar o buraco, enquanto o desemprego e a recessão avançam, sinalizado PIB inferior de 1%, caminhando para zero ou negativo.

O resultado dessa queimação de reservas, será, evidentemente, dolarização da economia, defendida por muitos vendilhões da pátria.

Sabujismo econômico tupiniquim, obediente às ordens de Tio Sam.

 

MÍDIA DE MERDA FOGE DE TACLA DURAN

O poder midiático fugiu do assunto, como o diabo foge da cruz.

Não saiu uma linha nem comentário nem nada.

Mas, o que veio ao ar foi o contraditório do que tem sido espalhado como verdade única, a de que o juiz Moro está com a bola toda, falando a verdade, se comportando, eticamente, no combate à corrupção, por meio da Operação Lavajato, colocando corruptos na cadeia etc e tal.

Tacla Duran descascou o comportamento fascista de Moro, profissional que adota comportamento seletivo, que veste camisa política, de utilizar delações premiadas para obter confissões, como acontecia nos porões da ditadura ou nos processos tocados na idade média pelos Savonarolas da vida.

Duran deixou no ar uma série de denúncias que mereceriam ser investigadas, mentiras ou verdades, não sei, mas declarações ditas e não desmentidas, manipulações de processos e que tais.

CADÊ A HONESTIDADE?

Se houvesse jornalismo honesto, a investigação estaria sendo feita, para o bem e para o mal, mas nada disso aconteceu, nesses dois dias, depois do depoimento dele, para auditório lotado.

Não era notícia?

Não havia parlamentares da base do governo, que, se tivessem interessados no assunto, não poderia perder oportunidade para debater, questionar, contestar ou não as versões daquele que diz, claramente, que foram alteradas, pelos procuradores do Ministério Público, versões dos aplicativos dos programas de computadores da Odebrecht, com intuito de manipular informar, altamente, relevantes etc.

Claro, o objetivo foi o de construir narrativa para pegar Lula, botá-lo na cadeia e inviabilizar, por meio da construção de um discurso jurídico, ancorado em suposições e não em fatos, candidatura dele à presidência da República, algo que escandaliza o mundo e, evidentemente, desmoraliza o judiciário nacional, acusado de ter sido cúmplice de Cunha no processo de impeachment de Dilma Rousseff etc.

STF NA BERLINDA

Bastaria que houvesse punição de Moro, pelo STF, pelo que praticou ao espionar conversa de Dilma com Lula, no auge da conspiração que a derrubou, para demonstrar espírito de investigação da mais alta corte do Brasil para aquilo que o juiz de Curitiba, mesmo, confessou, ou seja, que fez algo de errado.

Mas, nada.

O que fica, definitivamente, comprovado, vista a coisa do ponto de vista da ética e da simples técnica do jornalismo, de que se tem de ouvir os dois lados da notícias, para se fazer justiça, para informar e formar a cabeça da cidadania sobre o que acontece no país, em sua variedade cultural, política, social e ética, é que a mídia oligopolizada brasileira, simplesmente, não fez jornalismo.

Fez, isso sim, merda.

Antiética.

Não pode ser considerada séria no seu trabalho profissional mídia que recusa cobrir o contraditório daquilo que publica como verdade, com intuito de fazer não o gostoso e excitante exercício da informação, na contenda das versões variadas, mas agir como partido político, parte da notícia, mostrando interesse em seu andamento.

DESONESTIDA MIDIÁTICA

Sim, o poder midiático tupiniquim se transformou num grande partido político, rendido ao Consenso de Washington, cujo objetivo é claro: recolonizar economicamente o Brasil e acabar com esse papo de nacionalismo, praticado, hoje, por todos países capitalistas desenvolvidos, no ambiente da guerra comercial, desatada pelo império de Tio Sam.

No Brasil, os vira latas dizem que isso é personalismo, patrimonialismo e populismo.

Não leram o livro sensacional de Jessé de Souza esse bando de alienados.

No caso do depoimento surrupiado de Tacla Duran, o que se verificou, na prática, foi pura desonestidade midiática.

 

 

Exclusivo: sai Parente e entra preço de referência com banda cambial para petróleo contra bancarrota neoliberal

Está pintando nova política de preços de referência flexível para o petróleo, depois que colapsou a praticada por Pedro Parente, orientada pelo Consenso de Washington.

Entrou em bancarrota a orientação neoliberal dada pelos acionistas internacionais de submeter a Petrobras à volatilidade do dólar, que Trump colocou em marcha para enxugar liquidez mundial, mediante aumento da taxa de juro americana, no novo contexto de guerra comercial imperialista impulsionada por Tio Sam, com o golpe de 2016.

O novo em cogitação na Fazenda, nesse momento, é preço de referência com banda flutuante, com teto e piso.

Se o preço subir mais que a referência, é segurado por um teto, para mantê-lo nessa faixa.

Se diminuir, ele forma fundo de estabilização, para pagar defasagens acumuladas pela volatilidade cambial.

Desse modo, tenta se evitar que seja repassado ao consumidor todo o peso da variação das cotações externas, submetidas às estratégias sujeitas às geopolíticas das potências que dominam mercado internacional de petróleo.

A volatilidade conjunta do dólar e do preço do petróleo colocou a economia brasileira no ritmo da instabilidade total, cujas consequências são aumento de fuga de capital para os títulos americanos, dada a expectativa negativa gerada pela liberação geral dos preços do óleo.

Rolou dissintonia completa entre a renda da população e o ritmo de reajuste de preços.

O poder de compra dos salários varia intensamente jogando prá baixo o consumo, a produção, a arrecadação e os investimentos, diminuindo a capacidade do estado como agente econômico determinante.

O acionista principal da empresa, o governo, que sempre atuou como força de dissuasão das crises de abastecimento, colocando, em primeiro lugar, o interesse público, na condição de oligopólio estatal, abriu mão para o oligopólio privado, cujo interesse é individual, privilegia a máxima lucratividade, à custa do consumidor.

Deu xabu.

Nesse contexto, os investidores calculam que o melhor para eles é apostar nos títulos da dívida pública americana do que nos títulos da dívida brasileira, que, com o desajuste estrutural dado pela política de preços de combustível, eleva o risco cambial.

A capacidade de endividamento do governo se esgota com a desaceleração da economia, com o desajuste entre renda interna da população e a sangria provocada pelo preço dos derivados, na destruição dos termos de troca.

Afinal, a Petrobras, com sua política antinacionalista, importa caro, especulativamente, e exporta barato, preço cru, em disputa canibalesca com os novos donos dos poços do pré sal, interessados em fazer dinheiro no curtíssimo prazo, no lugar de priorizar interesses geoestratégicos.

Aumenta o déficit primário do governo impulsionado pelo déficit financeiro que derruba expectativas dos agentes produtivos, quanto ao PIB, emprego, renda, consumo, produção, arrecadação e investimento.

A produção sucumbe-se à especulação, no compasso do empobrecimento relativo da população.

Resultado: a vaca atolou no brejo.

Diante desse atolamento, os investidores abandonam rapidamente ativos produtivos cujo retorno de lucratividade complicou para optar pelo jogo financeiro especulativo, no sobe e desce frenético das cotações ao sabor da ganancia dos investidores.

A volatilidade dada pelo sobe e desce do câmbio e do petróleo acelera fuga de capitais para os títulos de Tio Sam, com promessa de Trump de aumentar as taxas de juros, para compensar incertezas decorrentes do desastre cambial prolífero tupiniquim, que gera expectativa de guerra civil.

O modelo neoliberal ditado pelo mercado virou problema insolúvel.

Entra em bancarrota, portanto, a política de privatização das duas principais estatais, Eletrobrás e Petrobrás, empresas estruturantes do desenvolvimento, que não podem submeter-se às ordens do mercado especulativo, sob pena de desorganizar todas as cadeias produtivas, jogando a economia no vendável incontrolável do dinheiro, como no samba de Paulinho da Viola.

 

Vendaval neoliberal

 

 

Aposentadoria digna para o gênio global

O ESTADO TEM QUE ASSUMIR O GÊNIO.
PROJETO DE LEI JOÃO GILBERTO CONCESSÃO DE PENSÃO, ASSISTÊNCIA SOCIAL E MORADIA PARA JOÃO EM USUFRUTO CAPAZ DE GARANTIR VELHICE
DIGNA ÀQUELE QUE PROJETOU A ARTE BRASILEIRA MUNDO AFORA.

Tem coisas que, parece, só acontecem no Brasil.

Esse episódio que vive João Gilberto, 86 anos, um dos maiores talentos da música popular brasileira, pai da bossa nova, patrimônio mundial, reverenciado em toda a parte, é muito triste.

O cara está caindo na miséria total, depois de viver uma vida de glória, de muito trabalho, dedicação a sua arte, com obstinação extraordinária.

Brasil, brasileiro, caboclo inzoneiro, dedicou-se às coisas do seu país, com entrega total.

O Brasil vai deixa-lo cair como fez com Lima Barreto?

Como todo gênio, tem lá suas excentricidades, que incomodam os medíocres, mas, por outro lado, encantam, também, os que sabem que os que são talentosos, em excesso, como é o caso de João Gilberto, merecem compreensão, por que não, perdão?

Errou, é um chato, caprichoso, prepotente etc, diz a mediocridade ambulante, nesses tempos de intolerância e ódio fascistas.

Atire a primeira pedra quem nunca…

O dinheiro, para ele, serviu, apenas, enquanto podia gastá-lo, enquanto o possuiu, sem suntuosidade, pelo que se sabe, dada sua discrição cantada em verso e prosa.

Talvez imaginasse que nunca acabaria ou nem se preocupou com isso.

Sua praia era outra, a arte radical e bela.

A verdade é radical.

As coisas materiais tiveram valor menor do que a preocupação da beleza espiritual, artística.

Lembram de Dale Turner, em Round Midnight, vivido por Dexter Gordon, personagem misto de Charlie Parker, Mile Davis e Chet Baker?

Desligado do mundo exterior, voltado, apenas, ao mundo interior, musical.

Isso acontece de montão com os gênios.

João viveu como cigarra, cantando, não como as formigas, acumulando.

Agora, está sendo despejado, insultado, humilhado, o escambau.

As estórias, geralmente, são mal contadas.

A gente está vendo isso, com esse golpe fascista aí…

Olha o lance da criminalização generalizada dos políticos etc, graças a uma legislação eleitoral permissiva, abusiva.

Fica ao sabor dos juízes: uns se salvam, outros se fodem.

A democracia está indo para o brejo, com o STF criminalizando foro por prerrogativa de função, arma democrática contra ditadores, desde o século 17.

Olha como querem destruir o maior político brasileiro de todos os tempos, encarcerado em Curitiba.

Esse lance do tríplex….

Sem provas.

No caso do João, dizem que duas mulheres, nos últimos vinte anos, disputaram seu amor, seu dinheiro, sua fama.

Os filhos – como sempre acontece – cada um foi para seu lado, enquanto o cara batalhava dia e noite, como um mouro, apurando sua arte maravilhosa.

Depois, os rebentos, marmanjos, chegam atrás da herança.

Filho é presente de Deus, mas, também, do diabo, às vezes.

Os direitos autorais do artista, pelo que se noticia, alcançaram R$ 10 milhões(mixaria, não tem preço, esse cara!).

Foram adquiridos por um banco – o Opportunity –, do Daniel Dantas.

Vítima da agiotagem.

Banqueiro não tem alma.

Foram negociados como como garantia, para cobrir demanda com gravadora, em luta judicial em torno da monumental obra do artista.

Pegou a metade, a outra ficou no caixa do especulador.

Porém, como a capacidade dele de administrar essa grana era nenhuma, o negócio foi se deteriorando.

Ao lado do gênio distraído, concentrado, apenas, na sua arte, espertos e espertas, vivendo ao lado dele, meteram a mão.

Música, música, mulheres e uma maconhazinha, porque… é isso aí.

A dilapidação do patrimônio, pelos espertos, foi um crime.

Se os administradores/administradoras tivessem se preocupado em comprar uma casa ou apto para ele, pelo menos, hoje, estaria garantido, ou não, né.

Pelo visto, não.

Afinal, depois que vem a bancarrota, as dívidas acompanham, provocando devastações, multas, juros, mora, o cacete, além de penas judiciais, podendo até dar cadeia etc.

Há, dizem, demanda judicial, que rola há vinte anos ou mais.

Ele – ele, não, seus agentes, certamente – acionou gravadora que tentou passar-lhe para trás.

Esses capitalistas são, sempre, uns filhos da puta.

Mas, já viu, né, justiça, no Brasil: preterições, preterições, preterições, até chegar as prescrições etc e tal.

O gênio não se preocupa com essas coisas, não tem tempo para isso.

O som mágico invade seu cérebro e ele fica envolvido no negócio.

Dexter Gordon… assistam “Por volta da meia noite”, sensacional, direção de Bertrand Tavernier.

Tem a cena em que ele conversa com psiquiatra, apenas gesticula, the sound, the sound, the sound, invasão do cérebro, inquietude genial etc.

Não dá para ligar para dinheiro, pagamento de aluguel de apto, essas coisas mundanas etc.

Já os espertos…

Os que administram o dinheiro, que compram as drogas, que acertam os compromissos do gênio, falam por ele, inventam, mentem, armam ciladas…

Resultado: na desgraça, filhos e filhas, agora, não se entendem, acusam-se, mutuamente, rompem-se com as mulheres do gênio, estas brigam entre si e com os filhos dele, que tentam se aproximar, justiça entra na parada, a pedido das partes, mentiras, armações, o processo se estica e vira aquele angu, uma monstruosidade.

A estória é longa, dá para esticar, porque as versões se multiplicam, cada um acrescenta um parágrafo, encheria espaços e mais espaços, desdobrando-se ao sabor das línguas venenosas, maledicentes.

Estórias fantásticas, fantasmagóricas.

Mas, para além das controvérsias, apenas, cuidando do valor do gênio, do homem, do artista, que deu tudo de si para a arte brasileira, valeria ou não iniciativa, por alguma excelência por aí, de projeto de lei, para tramitar em regime de urgência, que garanta a um ancião genial brasileiro, afetado em sua sanidade, reconhecido, mundialmente, pela sua arte, final de vida com dignidade?

Proposição legislativa asseguraria a ele aposentadoria, moradia e assistência social em usufruto até final dos seus dias.

Do jeito que caminha a situação dramática dele, esse desfecho pode, talvez, não estar muito longe.

O cara está doente, maltrapilho, sem casa e sem plano de saúde, com os sanguessugas em cima, querendo tomar tudo.

Horrível.

Certamente, essa iniciativa é polêmica, vai levantar discussão, mas, com certeza, projetará quem a propor em nome do espírito humanitário.

Dará manchetes no Brasil e no mundo: o cara que emergiu na Era JK, época de ouro, da afirmação nacional, sucumbe-se, na miséria, na era neoliberal, do ilegítimo Temer etc.

Pode ser, até, que governo de outro país se sensibilize com a situação do João e faça o que deveria ser feito por alguém – esse governo de merda, por exemplo – que dignifique sua arte, nacional, internacional, planetária.

O cara é um patrimônio mundial.

Se isso acontecesse, seria uma vergonha nacional.

Tio Sam-Globo comanda guerra ao foro privilegiado para detonar democracia

A VOZ DE WASHINGTON
Merval Pereira, porta voz das Organizações Globo, laranja de Tio Sam, centra fogo, hoje, no foro privilegiado como se estivesse defendendo democracia, quando, na verdade, está detonando-a, para favorecer fragilização crescente do executivo e do legislativo, dependentes do voto popular, para favorecer judiciário. Emerge ditadura da toga, que prescinde das urnas, para agir, atuando em defesa dos interesses do capital contra o trabalho, adequando-se ao império, ao barrar candidatura Lula, rasgando Constituição.

Arma da burguesia

O foro privilegiado é, historicamente, arma da burguesia.

No século 17, os burgueses derrubaram o rei, ditadura monárquica, medieval, guerreira, imperialista, para levar adiante suas conquistas que produziriam o capitalismo comercial e industrial.

Derrotaram o rei e fortaleceram o parlamento.

O foro privilegiado nasce, portanto, para a burguesia ter direito de criticar o rei.

O poder legislativo, se não tiver foro privilegiado, como sobreviverá ao executivo imperial, o poder da caneta?

Destaque-se que o poder real, agora, está nas mãos da burguesia financeira, algoz das forças produtivas, do comércio e da indústria, sucateadas pelos juros altos especulativos, para acelerar concentração de capital, mais rapidamente do que o jogo da oferta e da procura, cheio de riscos.

O capitalismo financeiro, na agiotagem desbragada, no processo de sobreacumulação sem freios, virou grande inimigo do capitalismo produtivo, cujos representantes, no Legislativo, deixam os agiotas apavorados, pela desabrida crítica que formulam.

A agiotagem nacional e internacional não convive bem com os parlamentos.

Foro contra ditadura

A situação, agora, está pior do que no tempo da ditadura militar.

Os generais, durante a ditadura, não ousaram calar, totalmente, Ulisses Guimarães, do MDB, resistente aos ditadores, com seus discursos incendiários da tribuna.

Sua anticandidatura, em 1974, pelo país afora, alcançou 76 votos, contra 400 de Geisel, no colégio eleitoral, fazendo estrago moral fenomenal na ditadura militar.

A partir de então, os ditadores tiveram que mudar estratégia para ir adiante, flexibilizando o autoritarismo desmoralizado, popularmente.

A anticandidatura Ulisses nasceu e se sustentou, no Congresso, graças ao foro privilegiado, responsável por garantir voz à oposição contra os ditadores, apoiados, diga-se, pela Rede Globo.

Ulisses, ali, plantou semente das Diretas Já, que viria mais tarde, 1984.

Sem foro privilegiado, jamais diria o que disse, desabridamente.

Mutatis Mutantis, os golpistas de 2016, orientados por Washington, que, realmente, está dando as cartas, na economia e na política, agem pior que os ditadores, no poder, entre 1964 e 1984.

Querem, de novo, com ajuda da Globo, acabar com o foro privilegiado, para anular o legislativo e, também, o executivo, usando, para tanto, o judiciário, que não precisa de voto para exercitar sua função constitucional.

Ataque à democracia

Presidentes e parlamentares têm que ir à lula pelo voto popular.

Representam, no parlamento, as forças políticas expressas nas ruas de quatro em quatro anos.

Se não estiverem satisfeitas, as massas derrubam, no voto, aqueles que não merecerão mais a sua confiança etc.

No exercício de suas funções democráticas, no parlamento, os representantes eleitos conquistaram, historicamente, imunidade para as críticas que fazem na tribuna.

Sem esse foro privilegiado, garantido, constitucionalmente, ficam expostos às iras dos reis e dos juízes, essa é que é a verdade.

Acabar, como quer o poder midiático oligopolizado, braço do império, com o foro privilegiado e o transito em julgado, como se articula no STF, para rasgar a Constituição, é detonar a democracia.

Ah, dirão, os moralistas udenistas em geral, partícipes do golpe contra presidenta eleita por 54 milhões de votos, que o parlamento está cheio de corruptos.

Usam o foro privilegiado para praticarem corrupção e ficarem impunes.

Certamente, os corruptos existem e fazem das suas.

Mas, a arma eficaz contra eles, é a reforma política, a democratização do poder, uma nova constituinte.

Por meio dela, a população, fortalecida, politicamente, escreverá seus direitos ou os renovará, protegendo-os, por exemplo, contra golpe neoliberal de 2016.

Voz de Tio Sam

A Rede Globo e o jornal O Globo, sucursais de Washington, estão pregando, abertamente, o fim do foro e a prisão em segunda instância, como algo democrático.

Trata-se do oposto: significa rasgar Constituição.

Estabelece-se, dessa forma, ditadura judiciária, que já está destruindo o texto constitucional, para manter trancafiado, sem provas,  candidato favorito nas eleições, cuja vitória ameaçaria os estragos que os golpistas estão promovendo contra a população.

No campo econômico, detonam o estado, esvaziando-o, com argumento de que ele é a fonte primária da corrupção, que seria o principal problema nacional, e não a desigualdade social.

E no campo social, destroem direitos sociais, inscritos na Constituição com garantias de cláusulas pétreas.

O blá, blá, blá do editorial neoliberal do Globo, de hoje, é um libelo ultra-reacionário, tremendo desserviço(mais um) à democracia.

Vocaliza voz de Tio Sam favorável ao fechamento do Congresso e ao esmagamento do Executivo, os poderes republicanos dependentes, para sobreviverem, do voto popular, pelo judiciário, que independe de votos.

É a pura usurpação dos poderes pela turma da toga, monitorada pelo poder midiático oligopolizado, que prega moralidade udenista ideológica golpista.

Trata-se do velho jogo antidemocrático de Washington, para barrar, nas periferias capitalistas, os germes políticos democráticos, que fazem emergir os nacionalismos econômicos, incômodos ao império.