Uma santa brasileira

As chamas que a consumiram se transformam em perfume exalado dos santuários

Cega de lucidez, lançou-se às chamas.

Voou para salvar suas crianças incendiadas pela loucura de ensandecido digno de dó em suas perdições mentais incompreensíveis, aparentemente,  inexplicáveis.

Nossa heroína fez sua lei, no reinado da hipocrisia: lançou ao amor de professora-mãe de país perdido nas ondas de golpes tão ensandecidos como o incompreensível em sua irrazoabilidade louca.

Não queria perder suas crianças, aquele barro maleável afeito ao ritmo amoroso de suas mãos de artezã fraterna.

As crianças de Janaúba eram filhas de Helley Abreu Batista, seu sonho futuro de beleza e amor.

O maluco sem juízo despertou seu heroísmo sem fronteira.

Espírito de irmandade suprema no coração humano encarcerado de angústia,  Helley lançou-se às chamas como fonte simbólica de água pura perfumada, essência humana em momento fraterno de realização completa.

Os golpistas antidemocráticos correram para homenagear falsamente o heroísmo, no mesmo momento em que mandam cortar orçamentos para educação, o sonho da mestra heroica para libertação dos seus amados filhos incendiados.

Helley jogou-se à morte para espantar a morte.

E encontrou a luz.

Foi destruída, mas o seu encanto heroico pairará no mundo como milagre do amor supremo.

 

 

VENDA DO BRASIL

VENDA

 (Boanerges de Castro)

 

Venda a tristeza e a alegria

Venda a sua fantasia

Venda o gozo e o prazer

Venda a pobreza e a fartura

Venda a própria criatura

E o direito de nascer

Venda

Venda os braços que apertam

Venda os órgãos que enxertam

Pelo bem ou pelo mal

Venda o saber e a inteligência

Venda a sua consciência

Venda o livro e o jornal

Venda

Venda o sangue e a própria vida

Venda o samba na avenida

Venda o corpo e o coração

Venda o sentimento brasileiro

Venda tudo pra o estrangeiro

Sem qualquer contemplação

 

Venda

Venda o trunfo do baralho

Venda a força do trabalho

Se quiser sobreviver

Venda

Venda o pão

Venda o sapato

Venda mesmo o que for chato

E difícil de vender

Venda

Sai vendendo enciclopédia

A notícia e a tragédia

Venda curso de inglês

Venda o carnê e o bagulho

Venda o lixo e o entulho

Tire as calças do freguês

Venda

Venda o fumo e a cachaça

Venda a glória e a desgraça

Venda a terra

Venda o mar

Venda o modelo ultrapassado

Pra o basbaque empavonado

Se exibir e desfilar

 

Venda

Venda o voto e o compromisso

Seu encanto e seu feitiço

Sua magia e seu poder

Venda as entranhas dessa terra

Venda as armas para a guerra

Pra matar ou pra morrer

Venda todo esse patrimônio

Venda a alma ao demônio

Venda tudo o que puder

Venda até mesmo aquela herança

Venda a fé e a esperança

Venda até sua mulher

Venda o que resta da vergonha

Venda logo a Amazônia

Venda toda tradição

Venda a sua joia preciosa

Venda a casta orgulhosa

Venda a honra da Nação

 

Venda tanta coisa que ainda resta

Que é útil ou que não presta

Para o ato de vender

La, la, ia, la, ia……

 

ADEUS, MESTRE

Trump quer dar golpe na Constituinte para afastar Rússia e China na América do Sul

Com Constituinte, Maduro abriu novo caminho político na América Latina contra os golpes , tipo o que aconteceu no Brasil, manipulados pelos Estados Unidos. Trump, agora, quer intervenção militar, para afastar do continente russos e chineses, que avançam em todas as direções. Mas, esse super-democrata do norte para inglês ver não tinha dito, em campanha eleitoral, que, com ele, encerraria a era de intervenções militares americanas pelo mundo afora? O império vive de mentira, enganação e violência. Ele está disseminando, com essa iniciativa, novas Cuba pelo continente.

NOVA GUERRA FRIA

O novo poder que avança sobre a America do Sul e que deixa atormentado Tio Sam predisposto a dar golpes a torto e a direito.

A América do Sul, no século 21, virou campo de guerra fria entre Estados Unidos, de um lado, e China e Rússia, de outro.

“A Desordem Mundial – O espectro da total dominação”, título do livro do professor Luiz Alberto Moniz Bandeira, dá um panorama lúcido sobre o que está acontecendo e o que está por acontecer.

O continente sul-americano, eterno quintal de Tio Sam, na sua tarefa de inviabilizar independência econômica, política e social, por essas bandas do mundo, virou alvo preferencial da Eurasia, capitaneada por Rússia e China.

Por meio dos BRICs, chineses e russos cuidam de instaurar novo sistema monetário internacional e ampliar investimentos na América do Sul, onde as oportunidades para expansão do capitalismo são imensas.

Por aqui, tudo, ainda, está por fazer, ao contrário do que acontece na Europa e nos Estados Unidos, onde tudo já está pronto.

Construção da infraestrutura continental, na linha configurada no primeiro capítulo da Constituição brasileira, que determina esforços gerais e prioritários na integração econômica do continente, eis no que os grandes capitais do mundo estão de olho.

RESERVAS CHINESAS COMPRAM TUDO

A Constituinte de Maduro é projeto geopolítico estratégico de Chavez somente possível de emplacar com apoio dos russos e chineses, sem os quais não teria força para suportar pressão de Tio Sam.

Com 4 trilhões de dólares de reservas, em dólares, os chineses não querem outra coisa senão avançar firme e decididamente sobre ativos sul-americanos.

Desovam, por aqui, os dólares acumulados, antes que eles se desvalorizem numa nova crise mundial especulativa.

Estão comprando hidrelétricas, bancos, construindo estradas, ferrovias, aeroportos, abocanhando grandes empresas, por meio de compra de ações nas bolsas etc e tal.

A voracidade chinesa não tem limite.

A Rússia, por sua vez, avança no campo da segurança continental, mediante parcerias com os governos, para financiar renovação de frotas de submarinos, foguetes, aviões, tanques, investimentos em inteligência, cibernética etc.

O Banco BRICs, cujo comando, hoje, está, praticamente, nas mãos dos russos e chineses, faz parceria monetária com diversos países asiáticos, ao largo do dólar.

Trocas de moedas em ampliação crescente no comércio, com Índia, Austrália, Tailândia, Vietnan, Indonésia e, também, África, eis o que está na ordem do dia.

Avançam, tanto os chineses, como os russos, no Oriente Médio, para estabilizar a guerra, o que já está acontecendo com o arrefecimento do conflito na Síria, porque os russos chegaram lá, para valer, estando com suas tropas às portas de Golan.

SUSTENTÁCULO A MADURO

– Querida Dilma, se você tivesse se aliado ao general Villas Boas, fazendo ele ministro da Defesa, o golpe não teria rolado. Já pensou ele fazer um discurso contra a armação golpista do congresso e do judiciário contra você, em defesa da continuidade do processo democrático?
– Meu caro Lula, acho que você pode ter razão. Tínhamos todas as condições de tê-los do nosso lado. Como disse um analista aí, se a esquerda não atrai, a direita vai e faz o serviço.

Na América do Sul, China e Rússia se transformaram no maior sustentáculo ao presidente Maduro, ameaçado por Trump, algo que assustou até os golpistas do Itamarati.

O objetivo de Tio Sam é claro: impedir avanço político e econômico soberano continental.

Mas, não está fácil montar essa barreira.

Trump, com sua diplomacia do porrete, nada mais é do que tentativa de reação à perda de concorrência para os chineses, primeiro, dentro dos próprios Estados Unidos, segundo, nos outros mercados.

Na América do Sul, mesma coisa.

A semente libertária de Chavez, com o socialismo bolivariano, representa o esquema político chinês: estado forte, para amparar o capitalismo venezuelano, a partir do apoio financeiro do petróleo, mas controle social das riquezas, como se desenha, politicamente, a Constituinte, com avanço da democratização do poder.

A proposta Lula-Dilma, que vinha sendo implementada no Brasil era isso aí: maior distribuição da renda, via aumento do salário mínimo, fortalecimento de programas sociais, inclusão social dos miseráveis, cujos resultados foram formação de mercado consumidor de 40 milhões de pessoas, emergência de classe média.

GOLPE NO BRASIL ALERTOU VENEZUELA

General nacionalista, crítico do mercado financeiro, que deu o golpe, foi minimizado pelos petistas, na hora H.

Se pintasse Constituinte no Brasil, como na Venezuela, a burguesia financeira tupiniquim, que deu o golpe, não teria condições de fazer o que está fazendo: privatização das reservas de petróleo, transferência, para Estados Unidos, de empresas subsidiárias da estatal petrolífera, em associação com capital privado, como a Braskem, destruição das conquistas sociais, com contrarreformas da previdência e trabalhistas etc.

As bases da construção do estado nacional, inauguradas com a revolução de 30, Getúlio à frente, estão sendo destruídas, sistematicamente, porque, sobretudo, despertam consciência política para defesa da soberania nacional mediante democracia participativa.

A Constituinte, com Maduro, remove, do Parlamento, na Venezuela, a representação, meramente, formal, da burguesia financeira, do poder, que articulava, com Washington, a destruição da democracia bolivariana.

O golpe de Tio Sam, no Brasil, com apoio decisivo de legislativo, judiciário e grande mídia corruptos, despertou os venezuelanos sobre o que os esperava, na sequência da derrubada de Dilma Rousseff por crime de responsabilidade sem comprovação para justificá-lo.

ALIANÇA COM FORÇAS ARMADAS CONTRA GOLPE

Lucidez da inteligência brasileira para mostrar pra onde vai o capitalismo de guerra.

Se o PT – Lula/Dilma – tivesse ligação mais orgânica com os nacionalistas das forças armadas, como acontece com Maduro e os militares venezuelanos, o golpe, por aqui, não teria emplacado.

Afinal, as bases do desenvolvimento nacionalista soberano foram garantidas por Lula e Dilma, no Plano Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional.

Ambos foram aprovados no Congresso, em 2005 e 2007, com ampla participação das Forças Armadas, avalistas dessa estratégia geopolítica que julgam indispensáveis.

A Constituinte, na Venezuela, é a expressão dessa força governo/forças armadas, contra os golpes de Tio Sam, algo intrínseco à sua natureza de império.

O fato novo, portanto, na América do Sul, é que ao lado das artimanhas golpistas da Casa Branca, têm-se, agora, no continente, outros atores poderosos, como Rússia e China, predispostos a fortalecer forças contrárias ao domínio incontrastável de Washington.

Essa força nova da Eurásia dispõe de poder real para enfrentar sistema monetário ancorado no dólar, fragilizado pela excessiva oferta de moeda americana, no mundo, que mantém capitalismo global em permanente instabilidade monetária, pronta para explodir, por meio de excessivas especulações, como aconteceu em 2008.

O espectro do estouro global, sob sistema monetário dolarizado/bichado virou uma constante que os adversários poderosos de Tio Sam, russos e chineses, em parceria geopolítica estratégica, exploram, confiantes de que a força da moeda americana não pode mais fazer o que bem entende, no mundo multipolar.

Ditadura parlamentarista para golpear Lula

LULA É O ALVO DO GOLPE PARLAMENTARISTA
A Comissão Especial da Reforma Política, na Câmara, aprovou, por 22 votos, proposta do DISTRITÃO, novo sistema eleitoral, para manter a elite no poder, agora, por meio do parlamentarismo, proposta que o povo já derrotou duas vezes, nas urnas, em 1961 e 1993. Tudo isso porque teme-se a volta de Lula em 2018 e sua política econômica de melhor distribuição da renda, com valorização dos salários, dos programas sociais, das propostas inclusivas, social e politicamente, do nacionalismo, contra as contrarreformas neoliberais etc. É a marcha ré na história.

O chamado DISTRITÃO, sistema eleitoral pelo qual elegem-se os mais votados, ou seja, os que mais têm grana para comprar votos, tudo dirigido pelos caciques partidários, virou, de repente, prioridade das elites. Os caciques temem enfrentar as ruas pelo sistema eleitoral vigente, o proporcional, que é muito ruim, mas que vai, com o DISTRITÃO, ser piorado, ainda mais. O que se pode vislumbrar é que se arma continuidade de golpe no eleitor, para evitar que ele se eduque política e democraticamente, votando em partidos, para priorizar indivíduos, escolhidos pelos donos dos partidos. No Brasil, partido tem dono, não é fruto da organização da sociedade, para se representar no parlamento. Os chefões se organizam por cima dos partidos, para administrar uma verba partidária, no denominado fundão, orçada em R$ 3, 6 bilhões. Vão manipular recursos públicos com objetivos privados. É o estado dominado pelo interesse privado, como acontece com os capitalistas que conseguem não pagar impostos, por meio de expedientes, como o Refis. O concedente da benesse, o presidente ilegítimo, golpista, por sua vez, garante manutenção dos interesses da sua tiurma. Eterniza-se domínio da elite partidária, bancada pelo mercado financeiro, de modo a ter aprovadas as medidas que lhe interessa. Por exemplo, as reformas trabalhistas e da previdência, bem como as privatizações das empresas estatais. Agora é a vez das hidrelétricas, como a Cemig, em Minas Gerais, a primeira da fila para ser entregue ao capital estrangeiro na bacia das almas.  O DISTRITÃO fortalece a proposta parlamentarista golpista. Tenta-se dotar o legislativo do poder político, por meio de manobras parlamentares, como a que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, por meio de impeachment sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo. Enterra-se o presidencialismo de coalizão, pelo qual o PT ganhou quatro eleições, derrotando os conservadores.

BANCOCRACIA BARRA DEMOCRACIA
Maria Lúcia, líder do movimento nacional pela auditoria da dívida pública, demonstra as verdadeiras causas do déficit, os excessivos lucros dos bancos, e as jogadas que as elites, a serviços deles, aprontam, no Congresso, para dar novo golpe no povo, por meio da proposta golpista do parlamentarismo, travestida de DISTRITÃO

Os chefões dos partidos conservadores cansaram de perder e querem voltar ao poder sem votos, por meio de golpes. Somente, assim, terão utilidade para o capital financeiro que os mantém, para continuarem entregando o Brasil para o capital internacional em troca de migalhas. Escravizam-se bases eleitorais, como no tempo das eleições a bico de pena, durante século 19. E os tucanos, que estão ao lado do PMDB, na articulação dessas manobras ditatoriais, por meio do parlamentarismo, tem a cara de pau de condenar o governador Maduro, da Venezuela. Lá, elegeu-se nova constituinte popular, por oito milhões de votos, por sistema de votação que confere ao eleitor registro do seu voto, como se tem a nota fiscal e seu respectivo valor quando se vai ao supermercado fazer compras. É dessa democracia que os conservadores morrem de medo. Armam continuidade da ditadura constitucional, para servirem os verdadeiros donos do poder, banqueiros e grandes industriais, nacionais e internacionais. Trata-se da classe social dominante que consegue, por meio da grande mídia, sua porta voz,  sustentar a mentira de que o déficit público brasileiro é causado pelos gastos excessivos com funcionalismo público e com pagamento de aposentadorias, e não com pagamento de juros mais altos do mundo que inviabilizam as forças produtivas avançarem. Como explica Maria Lúcia Fattorelli, especialista em orçamento público, editora do site DÍVIDA CIDADÃ, coordenadora do movimento nacional em defesa da auditoria da dívida pública, hoje, o maior déficit nas contas públicas decorre dos gastos com as chamadas CONTAS ADMINISTRADAS, nome pomposo para denominar restos diários dos caixas dos bancos privados que são trocados por títulos públicos remunerados aos juros mais altos do planeta. Se esse dinheiro, calculado, atualmente, em R$ 1, 1 trilhão, 17,5% do PIB, ficasse parado no caixa dos bancos, a taxa de juro tenderia a zero ou negativa. Os banqueiros, diz Maria Lúcia, teriam que emprestar para não acumular prejuízos. Aí vem a salvação: o BC, comandado pelos próprios banqueiros, recebem, de mão beijada, títulos públicos, gordamente, remunerados. Ganham sem correr risco algum. Os comentaristas econômicos da grande mídia não tocam nesse assunto. Preferem repetir a ladainha de que os juros não caem porque os gastos com o funcionalismo público e com os aposentados não deixam, pressionam o caixa etc e tal. Bla, blá, blá neoliberal. Mas, é para manter esse status quo que serve o novo sistema eleitoral, o DISTRITÃO. Evita, por exemplo, que candidato comprometido com proposta de maior distribuição da renda nacional, políticas nacionalistas, fortalecimento da Petrobrás, para alavancar a indústria nacional, seja eleito, como é o caso de Lula. As elites tremem nas bases porque a cada pesquisa eleitoral, o ex-presidente pontifica-se como imbatível para 2018. O golpe eleitoral do parlamentarismo em marcha é isso aí: barrar a ascensão de Lula e evitar democratização do poder.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Condenação de Lula por Moro aprofunda crise política-econômica-eleitoral até 2018

JUIZ DE CURITIBA JOGA GASOLINA NO FOGO
A judicialização política de Moro para cima de Lula em meio ao desastre Temer é receita de que a crise política e econômica estica até 2018, abalando os mercados em meio à recessão e o desemprego. Nada melhor para Lula.

A direita está experimentando o veneno que destilou para tirar Dilma Rousseff com 54 milhões de votos do poder democrático.

Os argumentos dos defensores de Temer dizem ser ele vítima de ilações.

Inventaram ilações para condenar Dilma.

Inventam ilações subjetivas para fazer o mesmo com Lula.

O problema da direita golpista é que seja mantido ou exterminado Temer no processo desgastante em que se meteu com Joesley Safadão, o fato é que o desgaste dela é evidente nas pesquisas eleitorais.

Já com Lula e Dilma ocorre o oposto.

Estão sendo resgatados nas avaliações populares, nesse momento.

Até um ex-cassador dela no plenário, Renan Calheiros, reconheceu ter sido erro o golpe.

Por isso, pulou fora e já faz pregação lulista para 2018.

O resultado do golpe, na prática, está sendo a criação de impossibilidade para direita chegar ao poder pelo voto popular.

Afinal, as medidas que ela adota, para conduzir o país, aprofundam a recessão e o desemprego, e desemprego e recessão não ajudam a ganhar eleição.

Pelo contrário.

O que se observa é que o mercado entrou em estresse com a crise política que se reflete na crise econômica.

São lançadas por ela incertezas por todos os lados, inviabilizando estratégia político eleitoral dos golpistas.

Amplia expectativa negativa a decisão de Moro em condenar Lula, que, com isso, já merece mais apoio popular nas pesquisas de opinião.

Nessa quinta-feira, um dia depois da condenação de Moro, levantamento feito pela DataVeja confere 86% de apoio ao ex-presidente.

Pó Royal Fleismam.

Quando mais bate nele, mais o bicho cresce.

Desespero geral da direita.

A ação de Moro, combinada com os interesses da direita, visto que sua atitude é inegavelmente partidária, nitidamente direitista, piora o panorama político do ponto de vista dos golpistas.

Se fica Temer, previsivelmente, a deterioração do quadro continuará célere, contribuindo para afetar o ânimo dos agentes econômicos, claramente, descontentes com o congelamento neoliberal.

Se for afastado o presidente ilegítimo e em seu lugar for colocado o Botafogo, codinome do deputado Rodrigo Maia, na contabilidade da Odebrecht, tudo pode continuar como está.

Principalmente, se permanecerem mesmas propostas implementadas por Temer sob pressão do mercado financeiro, gerando recessão e desemprego.

A direita terá trocado seis por meia dúzia.

Por isso, o PSDB ensaia sair do governo, mas não efetiva essa tentativa, sabendo que o tiro poderá sair pela culatra.

Saindo Temer, entrando Maia, muda-se do pior para o melhor ou fica tudo como está, indefinido e assustador?

Os golpistas ensaiaram ansiosamente o quadro que se apresenta com Lula condenado por Moro.

Alimentaram expectativa de que faturariam politicamente.

Não é isso que se desenha.

O processo contra Lula a ser julgado no tribunal da quarta região, em Porto Alegre, representará caldeirão político fervente.

A fervura esquentará os mercados, que temem dinheiro quente demais, cujas consequências serão as de levaram os agentes econômicos a somente irem aos negócios depois das eleições de 2018.

Até lá, a instabilidade estará na ordem do dia.

Volatilidade da situação econômica, embalada pelas incertezas políticas, trabalham contra a direita.

Com o congelamento fiscal economicida, não terão os golpistas no poder resultados positivos a apresentar em matéria de geração de emprego, renda, produção, consumo, circulação e distribuição, para aumentar arrecadação e investimentos.

De concreto, o que se tem é, por conta do congelamento neoliberal, paralisação de escolas, hospitais, segurança, polícias rodoviárias federais, universidades etc.

A reforma trabalhista dos golpistas, mantido o congelamento, gerará os empregos que prometem de boca cheia?

A arrecadação tributária do governo, nesse contexto de ajuste fiscal draconiano, cai seguidamente.

São afetadas, nesse contexto, as finanças de estados e municípios, dependentes de transferências de recursos pelos fundos constitucionais, formados por receitas do imposto de renda, cadente no ambiente recessivo.

Piora tudo com o comportamento do BC caolho, que tem foco, apenas, no combate à inflação, enquanto se lixa para a taxa de emprego.

Com a recessão, cai a inflação, mas sobe o desemprego, enquanto os juros reais permanecem nas nuvens, inviabilizando os negócios.

Ou seja, mamão com açúcar para Lula, cujo moroso processo de condenação, previsto para 13 meses de duração, em Porto Alegre, transcorrerá com ele candidato, incendiando o eleitorado, propenso, segundo pesquisas, a levá-lo de novo ao Planalto.