Sentença de morte política bolsonarista

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Ausência fatal em Roma!

Que mancada essa do presidente Bolsonaro não ter ido à Roma participar da canonização de Irmã Dulce, primeira Santa brasileira!
Será que se deixou influenciar pelo radicalismo político do general Augusto Heleno, adversário do papa Francisco, na controvérsia sobre a Amazônia?
Claro, os baianos e os nordestinos, cheios de tradição religiosa, estão decepcionados.
Será que se sentirão representados por ele na presidência da República, a partir de agora?
E o resto do Brasil, também, não estaria com mesmo estado de espírito diante do presidente, completamente, insensível?
O rei Charles, da Inglaterra, estava lá.
Imagine se não tivesse, no momento de canonização de Santo inglês, tal como Santa Irmã Dulce!
Seria desmoralização total da monarquia inglesa, ao desprezar um símbolo da bondade popular diante da qual Roma se rende, misericordiosamente.
Por que Bolsonaro não estava lá?
Fundamentalismo religioso.
Misturou política e religião.
Desconsiderou Brasil como estado laico.
Não soube separar joio do trigo.
Desrespeito total à variedade de cultos religiosos existentes em terra brazilis, país multicultural, multirracial, mas com uma só alma, a brasileira.
Não conseguiram os colonizadores, ainda, introduzir o separatismo por aqui, embora tenham sido múltiplas as tentativas nesse sentido desde o descobrimento pelos portugueses, em 1500.
Faltou visão de estadista ao presidente capitão, desmoralização para seus colegas de farda que ditam as regras no poder bolsonariano.
Preferiu tomar partido dos evangélicos, base de sustentação do PSL, politicamente, em frangalhos, eivado de suspeições de corrupção, subjugado pela ganância de verbas partidárias etc e tal.
Pegou mal a ausência do presidente, ao menosprezar a primeira Santa brasileira, prestigiada em todo mundo.
Imagine o reflexo político-cultural-religioso no sentimento nacional dessa barbeiragem política bolsonarista radicaloide!
Que aliados se disporão a se alinharam ao lado do presidente que menosprezou esse fato histórico relevante que sacode a alma popular?
Os aliados, de olho no coração e mentes emocionados dos fiéis, magoados com a insensatez presidencial, fugirão dele como diabo da cruz.
Seria como se chefe de estado fosse ao Ceará jogar pedra na estátua de padre Cícero!
Bolsonaro, no país com maior população católica do mundo, assinou, com sua ausência, hoje, em Roma, sua sentença de morte política.

Nova Santa!

PT e PMDB isolam Bolsonaro na ultradireita

Resultado de imagem para baleia rossi e gleise hoffmannResultado de imagem para baleia rossiJogo da realpolitk

O velho PMDB e o PT, centro-direita e esquerda, estão de namoro para aproximações sucessivas por meio de proposições semelhantes no campo social, afetado, de morte, pela política neoliberal de Paulo Guedes. Os peemedebistas tentam jogar em duas frentes, no centro, abrindo-se para a própria direita e, igualmente, esquerda. Os herdeiros de Ulisses continuam sendo os mesmos de sempre, prontos a aderirem, mas sabem que precisam de discurso social para enfrentar eleição de 2020, municipais, e de 2022, presidenciais e parlamentares. As frentes de trabalho, à moda de Roosevelt, à frente do New Deal americano, dos anos 30, do século passado, estão de volta pela boca do novo presidente do partido, deputado Baleia Rossi(PMDB-MG), eleito no último fim de semana. No PT, Gleisi, apoiada por Lula, prega política social que coloque dinheiro no bolso do trabalhador, para ele girar economia. priorizando o social. O Planalto que quer isolar o PT, evitando formação de uma aliança de centro esquerda ou centro direita, para continuar polarizando com o lulismo, não está gosta nada da aproximação de Rossi e Gleisi em torno de política social. PMDB e PT estão distantes desde o golpe de 2016. Temer abandonou o PT e traiu governo de coalisão. Passados três anos, com o fracasso neoliberal de Temer, que resultou em desastre eleitoral, em 2018, com Meirelles e Alckmin, voltam os dois partidos a conversarem. São as voltas que a política dá, no momento em que o PT flexibiliza cada vez mais diante de negociações para fortalecer frente contra Bolsonaro.

 

CENTRO ESQUERDA ATRAI PT E PMDBA crise econômica que aprofunda desemprego, recessão, violência, instabilidade…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, October 8, 2019

Jeitinho brasileiro

FMI toca fogo no Equador

Remédio vira veneno

Foi a mesma coisa que tocar fogo em gasolina.
O FMI exigiu do governo Lenin Moreno, do Equador, aumento de 123% nos preços dos combustíveis – gasolina e diesel – em troca de empréstimo se 4,7 bilhões de dólares, para “estabilizar” economia, no linguajar neoliberal.
Imediatamente, a população se rebelou e foi para as ruas e delas não se afastou mais nos últimos oito dias.
O governo decretou estado de emergência nacional, mandou prender, a torto e a direito, os manifestantes, de forma arbitrária, e a situação no Equador virou de cabeça para baixo.
Na maior cara de pau, Lênin Moreno considerou a reação popular ato de sabotagem contra seu governo.
Não admite que ele mesmo é o sabotadot.
Queria que seu ato de agressão ficasse sem resposta ou fosse aceito pacificamente.
O lógico, para ele, seria a população não reagir à agressão econômica do FMI e engolir a seco as leis econômicas capitalistas brutais.
A rebelião se alastra por todo o país, com represálias, motins e barricadas, em resposta ao violento assalto do governo fantoche de Washington ao bolso do povo.
De repente, da noite para o dia, os trabalhadores viram despencar poder de compra dos salários.
Não aceitam, consequentemente, a austeridade fiscal ultraneoliberal do FMI, que, além do reajuste dos combustíveis, prega arrocho geral nos gastos públicos saúde, educação, segurança, infraestrutura etc.
Tudo em nome de equilíbrio orçamentário a fim de pagar custos elevados de juros e amortizações da dívida pública.
É o mesmo problema brasileiro.
Tudo para os credores, desemprego para trabalhadores.
A pressão subiu, extraordinariamente, e saiu do controle.
Desesperado, o governo decidiu mudar sede do governo, como se essa fosse questão central e não a desorganização econômica geral patrocinada pelo FMI.
Transferir a sede do poder de Quito, nas montanhas, para Guaiaquil, a beira mar, vai resolver alguma coisa?
Seria como se transferisse o poder de Brasília para o Rio de Janeiro.
Desastre.
As Forças Armadas estão nas ruas prendendo e arrebentando, mas o essencial não se altera, que é a teimosia de Lênin em resistir com medida impopular que produziu fogueira revolucionária no Equador.
O receituário do FMI, que não dá certo em lugar algum, é o mesmo aplicado na Argentina.
Suspensão dos subsídios ao insumo básico que movimenta a economia desorganiza a vida das famílias de forma generalizada.
Fomenta diretamente rebelião social.
O aquecimento insuportável da situação política produzido pelo violento ajuste fiscal no país é também semelhante ao que ocorre no Brasil.
Por aqui, com o golpe de 2016, o governo fez algo semelhante como puxar para cima violentamente os preços do diesel e da gasolina.
Congelou por 20 anos os gastos públicos não fianceiros(sociais) para garantir gastos públicos financeiros especulativos com a dívida.
O efeito destrutivo é igual.
Arrocha toda população para atender prioritariamente os sanguessugas do mercado financeiro.
Não sobram recursos para os investimentos.
Parte-se para reformas ultraneoliberas que destroem direitos sociais.
Acaba -se com aposentadoria dos mais pobres e precariza-se relações de trabalho, jogando salário mínimo para ser reajustado pelo mercado.
Com oferta menor que demanda por emprego, o preço do trabalhador vai ao chão, caminha para zero ou negativo.
Amplia-se desigualdade social, que paralisa produção por falta de consumidor.
Instaura-se subconsumismo, insuficiência total de consumo, prato cheio para rebelião social.
É o retrato neoliberal da América Latina em marcha para o caos.
Felizmente, em Portugal, vence proposta socialista…

https://g1.globo.com/…/equador-transfere-sede-do-governo-de… 

Latinoamerica ferve

Raoni estadista no Congresso

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Raoni, sim. Bolsonaro, não!
Os gritos ecoaram pelos corredores do parlamento nacional.
O tiro saiu pela culatra para o presidente capitão.
Sua agressão gratuita ao chefe indígena foi tremendo desrespeito.
Repercutiu, negativamente.
Bolsonaro tratou ele sem a institucionalidade devida segundo entendimento tácito nas relações de poder entre os povos.
Os chefes de estado internacionais entenderam perfeitamente de quem se trata.
O poder é entendimento psicológico entre os que o detém e os que a ele institucionalmente se subordinam.
É dado pela percepção intrínseca das relações humanas entre os povos.
Raoni é venerado pela civilização da mesma forma que o papa o é.
Ambos se impõem diante da comunidade internacional pelo costume, tradição e cultura. Falam pela causa dos seus semelhantes que se relacionam pela lógica da representatividade cultural e política.
Bolsonaro, com sua ignorância política, não só não entendeu a superioridade ética, como tentou subjulga-la, como se fosse um Fernão Cortez, com a missão de massacrar os Astecas, em nome do Rei de Espanha.
No caso de Bolsonaro, em nome daquele diante do qual se ajoelha vergonhosamente, mister Trump.
I Love you, disse o capitão ao Tio Sam de topete ridículo, como contraponto ao “Eu te odeio”, sentimento real que revelou em relação ao grande cacique brasileiro.
Desconsiderar Raoni, considerado pelos chefes de estado do mundo, representou ato de agressão premeditado, irresponsável, grosseiro e ridículo.
Bolsonaro, que reclamou do gesto colonizador da França e da Alemanha, sem ter coragem de nominar seus respetivos chefes de governo, atuou como capitão do mato frente aos escravos na tarefa de puni-los.
Falou grosso com o mais fraco e miou contra os mais fortes.
A grandeza moral de Raoni, no entanto, revelou sua estatura de gigante, enquanto o capitão se apresentou como realmente se tem posto, como anão amoral.
Pobre, Brasil!, lamentam os povos civilizados, nesse momento global da vida nacional.

Brasil desrespeitado pelo capitão

Golpista auto-confessa o golpe

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Mentira exposta

A deputada Janaína já tinha adiantado. Disse que houve maracatuaia para derrubar presidenta Dilma. A mídia continua dando uma de avestruz, mas já há comentaristas de peso, respeitadíssimos, dando mão à palmatória, como acaba de fazer o ex-presidente Michel Temer. Ele agora reconhece que sua ascensão ao poder se deu por golpe. O rei está nu.

Ninguém suporta por muito tempo narrativa falsa que não se sustenta juridicamente. O poder judiciário se abastardou no golpe fazendo ginástica para sustentar teses escapistas como a teoria do domínio do fato, para segurar, a pedido dos militares, Lula na cadeia.

Contra Dilma os golpistas atuaram para construir justificativas extraídas de suposições e hipóteses e, principalmente, espionagem. O ministro Gilmar Mendes engoliu a isca dos procuradores de apresentar uma gravação parcial para justificar cancelamento da indicação de Lula para ministério Dilma.

Tudo espionagem e guerra midiática na construção da primavera petista de se atuar nas abstrações contábeis, monetárias, jurídicas, políticas e econômicas, para incriminar a presidenta com garrote da Lei de Responsabilidade Fiscal, condenando suas pedaladas.

Janaína vem ao ar e informa que as pedaladas foram fabricadas pelos burocratas que ganharam ar de jurisprudência para viabilizar o impeachment sem crime de responsabilidade para justificá-lo. O golpe, como, agora, reconhece o golpista vice presidente Michel Temer, maior beneficiado pelo estupro da democracia, fica explícito.

Os derrotados de 2014 costuraram a narrativa – legislativo, judiciário e quinta coluna de esquerda –  do desastre Dilma e desconsideraram opinião pública, que elegeu-a em segundo mandato.

Estupraram democracia.

Não está dando certo. O país está mergulhado na recessão e no desemprego que as estatísticas oficiais se esforçam para mostrar positivos, mas a verdade diz o oposto, que a situação econômica está crítica.

Adversário eleitoral

O presidente Bolsonaro vai aprendendo que o maior adversário eleitoral dele é Paulo Guedes. A política econômica aprofunda recessão e aumenta impopularidade do titular do Planalto.

O golpe, reconhecido, publicamente, no Roda Viva, foi confessado pelo golpista. Toda edifício institucional decorrente do golpe que plasma, também, no governo Bolsonaro, que segue política econômica de Temer, sem autorização das urnas, derrete espetacularmente por uma confissão histórica.

Temer é a cara do prejuízo provocado pelo golpe: 13 milhões de desempregados, 63 milhões de inadimplentes, 30 milhões de desalentados.

Três anos depois, terra arrasada.

Não é à toa que o senador Tasso Jereissati, tucano, conservador, bilionário, privatista, considera que o maior erro do seu partido, PSDB, foi o de apoiar o golpe de 2016, que levou a Bolsonaro.