PAC exige consumo para eleger Dilma

Sem aumento da arrec adação, não há PAC, consequentemente, não haverá candidatura de Dilma Rousseff

O presidente Lula desconcertou, totalmente, os industriais brasileiros, na terça-feira,23, no Rio de Janeiro, ao declarar que não está mais disposto a avançar na oferta de subsídios fiscais à produção, como alternativa para dinamizar as atividades produtivas e gerar mais empregos na economia, abalada pela crise mundial. Destacou que seria melhor distribuir recursos para os pobres consumirem. Se isso for feito, frisou, os empresários disporão de mais mercado. Consequentemente, aumentará, com incremento da circulação de mercadorias, a arrecadação tributária, o que não ocorre com as desonerações de tributos à produção. Estaria garantido, por essa estratégia, maior volume de recursos para os investimentos públicos. O Programa de Aceleração do Crescimento(PAC), que representa a menina dos olhos do titular do Planalto, para tentar eleger sua candidata favorita, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em 2010, poderia acelerar o rítmo, afetado pela diminuição dos tributos. Ou seja, não seria mais o incentivo à produção, mas ao consumo, a determinação do governo, para manter a economia funcionando, ou melhor o PAC, andando devagar, quase parando, conforme demonstrou o programa eleitoral do PSDB, na quinta, 25.

Lula, com a nova estratégia, tenta reverter situação econômica negativa, expressa em números assustadores. De janeiro a maio, a economia, segundo informações da CNI, encolheu 0,4%; a indústria recuou 3,5%. Nos 12 meses encerrados em abril, o setor industrial perdeu 233 mil empregos. De janeiro a maio, destaca o Ministério do Trabalho, foram criados 131.557 empregos, mas, na indústria, apenas 700 novas contratações foram realizadas. No acumulado dos últimos cinco meses, foram perdidos 146.478 postos de trabalho. A indústria de máquinas, em retração , registrou queda de 9%. Já o comércio exterior, as exportações recuaram 10% e as importações, 12%. Não há disposição empresarial para promover novos investimentos. Seria colocar máquinas novas no lugar das que estão paradas. Burrice. Do terceiro para o quatro trimestre de 2008, o setor industrial sofreu queda de 9,3% e entre o quatro trimestre do ano passado e o primeiro desse ano, a situação piorou, com queda de 12,6%. De acordo com a pesquisa Focus, do Banco Central, o PIB, em 2009, ficará em torno de 0,57%, mas a CNI acha que pode subir um pouco mais, talvez chegando a 1%.

Em tal contexto, disse o presidente Lula, o governo tentou reverter a situação, partindo para desonerações fiscais. Cerca de R$ 100 bilhões, segundo ele, já foram concedidos aos empresários em forma de vantagens credíticias, fiscais e renúncias de toda a natureza. O nível de emprego, na fase mais aguda, não reagiu. Pelo contrário, o jogo da desoneração, apenas, favorece a produção, enquanto o consumo sofre com os juros altos, que, mesmo com as reduções da selic, taxa básica, na casa dos 9,25%, são mantidos na casa dos 100% , para quem vai ao crédito direto ao consumidor. Nesse interim, com a crise se aprofundando, o governo, com as desonerações colhe não o aumento da arrecadaão, mas o oposto. Há seis meses consecutivos, a Receita Federal registra queda média mensal de 6% nos ingressos tributários. Dessa forma, o presidente não consegue materializar a promessa de sustentar o dinamismo do PAC. Por isso, diante dos empresários, durante a semana, bateu o martelo: prefere dar dinheiro para os pobres do que para os ricos. Os pobres, com dinheiro no bolso, vão às compras. Os empresários, com dinheiro no caixa, embolsa, porque não precisam comprar, mas guardar, colocando suas reservas nos juros altos, mantendo constante, naturalmente, sua taxa de lucro, ou desviando grana para os paraísos fiscais, a fim de fugir do imposto de renda.

Lula, mediante decisão, que pode ser considerada história, de virar a prioridade para o consumo e não mais para a produção, copia, na prática, o que os governos, principalmente, na Ásia, estão fazendo. Depois do estouro financeiro dos Estados Unidos e da Europa, para onde os asiáticos exportavam suas mercadorias, passaram a sobrar, na China, no Japão, na Coreia do Sul etc, produtos tecnológicos e manufaturados em geral em grandes estoques, candidatos à deflação, ou seja, à destruição. Para evitar isso, lançaram programas de incentivo ao consumo interno, jogando dinheiro nos bolsos dos consumidores. Garantem o consumo e a arrecadação. Consequentemente, disporão de mais recursos para investimentos públicos. Do contrário, em ambiente democrático, no caso coreano e japonês, haveria mudanças políticas radicais. A China, onde a democracia inexiste, poderia, com os bilhões de chineses desempregados, por conta da suspensão do consumo nos Estados Unidos e Europa, enfrentar revolução social. Lula, temendo a mesma coisa, segue a onda asiática, de bombar o consumo em vez de a produção. Tudo para garantir o PAC e tentar a vitória de Dilma.

 

Novo paradigma capitalista

 

Mais pão na mesa do pobre, mais arrecadação para bombar o PAC que gerará demanda para os empresários

Lula começa a jogar no chão prática histórica no Brasil que vem desde o início do desenvolvimento industrial, com Getúlio Vargas, em que a produção mereceu, até agora, todas as vantagens governamentais, quando as atividades produtivas entram em desaceleração por fatores conjunturais e estruturais de um capitalismo financeiro em crise. Criou-se ideologia segundo a qual mais incentivos à produção, via desonerações e renúncias fiscais, incentivos creditícios etc, gerariam, automaticamente, maior consumo, equilibrando produção-consumo, de forma a sustentar desenvolvimento equilibrado. Mito. O modelo de desenvolvimento econômico nacional, cronicamente, dependente de poupança externa, concentrador de renda e poupador de mão de obra, ao contrário, quanto mais vantagens recebeu, mais ocorreram exclusões sociais, como demonstram os números do IBGE, segundo os quais 70% da renda nacional representam rendimentos do capital, enquanto, apenas, 30% correspondem aos rendimentos dos salários dos trabalhadores. Vale dizer, historicamente, o rendimento do trabalho deixa de ser capaz de remunerar e reproduzir o capital, que, nessa situação, descola da produção para a especulação, onde independe do trabalho, como gerador de valor.

Nesse contexto, de desbalanceamento completo entre capital e trabalho, que determina desestruturação da produção e do consumo, o que, verdadeiramente, ocorreu, no país, ao longo dos últimos cinquenta anos, desde Getúlio Vargas, foi o avanço da sobreacumulação de riquezas, responsável, nos anos de 1960, por agitações políticas cujos resultados a história demonstra, ou seja, ditadura política, fechamento do Congresso, eliminação de lideranças populares autênticas, abastardamento do Legislativo etc. Depois da ditadura, em 1984, face à crise mundial, decorrente da elevação, em 1979, das taxas de juros americanas, de 5% para 17%, em nome do combate à inflação, para salvar o dólar, as economias capitalistas periféricas, com destaque para a brasileira, faliram. Tiveram, em condições de lamentável aumento do endividamento crônico, que se submeterem às regras traçadas pelos credores, pelo FMI, com supervisão total do governo dos Estados Unidos. Nascia o Consenso de Washington, cujas regras ainda vigoram no plano da política econômica.

Nesse período, da Nova República, a partir de 1985, os governos neorepublicanos se subordinaram completamente às ordens do Consenso de Washington, que fixaram regras cujo perfil foi o de manter baixo o potencial de crescimento econômico brasileiro, na casa dos 3% do PIB, enquanto se realizava elevados superavits primários(receita menos despesas, excluindo pagamento de juros), como alternativa capaz de sustentar, invariavelmente, o pagamento dos serviços da dívida pública aos credores. Estes, mediante  pressão sobre o C ongresso, conseguiram, inclusive, inserir, na Constituição de 1988, o artigo 166, parágrafo terceiro, ítem II, letra b, segundo o qual se proibe contingenciamento de recursos orçamentários destinado aos serviços da dívida.  A prioridade total da política econômica ficou clara: pagamento dos juros em primeiríssimo lugar. O resto, políticas públicas em geral, ficou em segundo, terceiro ou quarto lugar, em meio a um Congressso dominado pela bancocracia, defensorda da governabilidade eternamente provisória, que destruiu moralmente o Legislativo.

Os desajustes econômicos, quando intensos, durante os governos neorepublicanos neoliberais, intensificaram, de forma crescente, a deterioração entre produção e consumo, ao longo dos anos de 1990. Os empresários, sempre que o consumo entrava em crise, por problemas externos, visto que o modelo é, cronicamente, dependente da poupança externa, corriam para o colo do governo, solicitando, como agora, desonerações fiscais e creditícias sobre a produção. O consumo, no entanto, jamais mereceu atenção.  Pelo contrário, com as políticas econômicas de estabilização, os juros, em nome de suposto combate à inflação, iam à lua, colocando os salários, totalmente, expostos à sangria financeira do custo extorsivo do dinheiro.

Os Estados, sob governabilidade provisória determinada pelo Consenso de Washington, tiveram que suportar a crescente centralização do poder no governo federal, que, mediante alterações na política tributária, principalmente, com a criação das contribuições sociais, passaram a distribuir, apenas, metade da arrecadação com as entidades federativas, ao mesmo tempo em que obrigavam-nas a limitar-se aos estreitos mandamentos da Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF), ditada, ao Congresso, pelo FMI.

 A produção, em tal conjuntura, sempre se favoreceu relativamente ao consumo, como se consumo e produção, no capitalismo, não fosse dependentes mutua e dialeticamente. Produção é consumo, consumo é produção(Marx). Intensificou, no processo de desajuste,  o hiato entre produção e consumo. Quando sobrava produção, enquanto o consumo não evoluia, o governo desvalorizava a moeda, para elevar as exportações, dando consequência ao modelo exportador. No entanto, como as políticas econômicas neorepublicanas, invariavelmente, se voltaram para a valorização da moeda em nome do combate à inflação – resultando em aumento da dívida pública interna e desindustrialização, favorendo importações – , tornou-se, necessário, nos últimos dez anos, voltar-se para  o mercado interno, como salvação.

O apoio aos programas sociais, no final da Era FHC e na Era Lula, viraram o disco, porque com mais dinheiro no bolso, os miseráveis, favorecidos pelo Bolsa Família, passaram a comer mais. Os estoques altos dos empresários, que exigiam maxidesvalorizações cambiais, geradoras de fugas de capital etc, puderam ser consumidos internamente, dando inicio, dessa forma, a um novo perfil para a economia, com fortalecimento do mercado interno.

Agora, quando o presidente Lula determina, como fez, na semana passada, que mais dinheiro será colocado no bolso do consumidor e menos no do produtor, a economia brasileira vai deixando de lado o viés histórico segundo o qual mais produção gera consumo correspondente. O que o presidente percebe, na crise, é o oposto. Quanto mais desoneração oferece à produção, menos impostos arrecada. Com isso, dispõe de menos recursos para os investimentos. Ao contrário, com mais recursos no bolso dos mais pobres, para que possam ir aos supermercados se abastecerem, mais arrecadação o tesouro aufere, dispondo de recursos para sustentar o PAC. O privilégio à produção, caso continue, apenas favorece, ev identemente, a oposição.

Jornal dos jornalistas, já

gilmar-mendes, cabeça positivista, vê a propriedade privada como algl abstrato fora das relações sociais sobre as quais se constroem as relações ideais, abstratadas, ideal alienado do materialOs jornalistas dançaram no Supremo Tribunal Federal, porque são proprietários privados do consumo, mas não da produção do seu ofício. Como o STF atua no plano ideal e não no real,  em que a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, dialeticamente, no movimento do capital, o ideal, para o pensamento abstrato do ministro Gilmar Mendes, é manter-se no exterior da realidade, como a matemática. Considera a liberdade como algo que se dá ao largo das relações sociais, onde o antagonismo capital-trabalho domina amplamente o cenário histórico social em processo de permanente mudança. Visão, absolutamente, parcial, ideológica, porque a esfera ideal das relações jurídicas refletiria de modo apenas unilateral as relações reais de propriedade privada, que balizam as atividades materiais e a divisão do trabalho entre os homens, como destaca o professor de história, Jorge Grespan, da USP. Nesse caso, o ideal se encontra muito distante do real. Os jornalistas, lamentavelmente, estão prisioneiros do ideal.

A internet, no entanto, está aí. O direito de propriedade, no ambiente da tecnologia da informação, é o conhecimento registrado em patente. O domínio pode ser explorado economicamente, porque passa a ser instrumento de produção. No ambiente capitalista em que predomina o contrário da aparência, tornando o mundo, fetichistamente, ser estranho ao trabalhador, o domínio, na internet, para explorar as possib ilidades do trabalho humano, representa a conquista, pelo trabalhador, do direito de propriedade não apenas do consumo, mas, igualmente,  da produção. Produção é consumo, consumo é produção(Marx).

No plano jurídico, o que interessa, como diz o autor de O Capital, é a norma. Por esta, estabelece-se o predomínio da forma sobre o conteúdo, Para a relação formal entre as pessoas e o objeto da propriedade não importa o uso particular que se faz do objeto, seja laranja, café, cozinheiro ou jornalista. Tudo é mercadoria ao alcance da propriedade, não se fazendo distinções entre mercadorias que se consome ou mercadorias que produzem outros objetos(trabalhador) etc.

Os contratos se dão de acordo com a norma que é abstrata, formal, aparente, ideal, distante da distinção oposta, ou seja, a essência , o conteúdo, que determina o direito de propriedade privada sobre todos os intrumentos de reprodução da riqueza, sendo o principal, a força de trabalho.

O salário é anomalia. Não é termo correto. O empresário procura, justamente, ganhar na compra e na venda. Por isso, tudo, para ele, é mercadoria. Se puder, compra o salário mínimo por R$ 150. Disponibilizar ao trabalhador a ração necessária – como se fazem com os cavalos, burros de carga etc – , capaz de garantir a reprodução do trabalho dele em forma de lucro, é compatível com o desejo empresarial de baixar custo para ganhar na compra, bem como se busca o preço mais alto possível para ganhar na venda. E ponto final.

O jornalista, como consumidor dos produtos da cultura e não produtor, porque não dispõe dos instrumentos que lhe garantem ser produtor, é um custo de produção. Como , agora, esse custo pesa, debaixo da grande bancarrota global, tome demissão.

No Correio Braziliense, por exemplo, que acaba de sair de uma reforma editorial, para pior, o custo de produção é alcançado com a demissão do consumo. Não se demitiu a produção. Como o jornalista não é produtor, capaz de lhe assegurar as benesses da propriedade privada, tchau.

 

Auto-destruição dialética

 

Talese está, dialeticamente, correto,ao destacar a contradição entre jornal e jornalismoCertamente, a mente investigadora e dialética de Gay Talese está certa. A crise não é do jornalismo, é do jornal. Não tem nada ver com a sacada do Sarney, de que a crise não é dele, é do Senado.  Assim como a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, demonstrando a distinção entre concreto e abstrato, da mesma forma são contraditórias as relações entre jornal e jornalismo. Isso é, particularmente, verdade na periferia capitalista, onde as determinantes são dadas pelo capital financeiro especulativo, que domina o Executivo, o Legislativo e o Juridiário, como , também, a grande mídia.

Sendo a liberdade, sob o mundo jurídico contraditório de Gilmar Mendes e seus pares,  expressão da desigualdade social , concreta, polo oposto da igualdade jurídica, abstrata,  os antagonimos, que dão vida ao verdadeiro jornalismo, dificilmente, teriam forma, sob empresas dependuradas nos juros compostos, de jornalismo.

A lógica não é essa. É o oposto, dado pela desigualdade social e não pela igualdade jurídica. Exploram os donos das empresas jornalísticas a mão de obra até desqualificá-la, como produtor do objeto do jornal, que é o jornalismo. Auto-destruição dialética, porque o capital não gosta de questionamentos. Evidentemente, a empresa jornal, sem o valor da propriedade da produção roubada do jornalista, que fica, apenas, como proprietário do consumo , candidata-se à falência em meio à democratização da produção da informação.

As empresas estão jornalisticamente mortas, por terem matado o jornalismo. Somente terão sobrevida, no ambiente dessa ampla democracia da informação mundial, se buscarem um novo pacto produtivo, porque sem a produção não paga, que é a propriedade consumista e não-produtiva do jornalista, a qualidade do produto cairá e seu preço vai ao chão. Há mercadorias melhores e mais baratas, de graça, na internet. A internet comprovou que o custo do papel é exorbitante e dispensável para fazer jornalismo. O poder dos jornais é a combinação do papel, que não é valor que se valoriza, com a força de trabalho, jornalista, valor que se valoriza. Se o papel, com a internet, vai se tornando dispensável…

Os jornalistas , que estão desempregados, têm que criar seus jornais pela internet. Há, em Brasília, nesse momento, mais de duas excelentes redações cujos profissionais estão desempregados. Nos demais estados, a situação, certamente, é a mesma. O capitalismo está despencando e , igualmente, o jornalismo barato que ele admite.

Grandes nomes buscam, envergonhada e desesperadamente, uma vaga de gabinete de senador ou deputado, para dar uma de assessor. Viver na capital é muito caro. Sem os empregos nas folhas, que estão minguando, a sustentação material – materialismo – somente torna-se possível, se se dispor, construtiva e cooperativamente,  a propriedade da produção. Do contrário, continuarão curtindo a fantasia de que são livres numa sociedade em que a desiguadade social significa igualdade jurídica – idealismo. Sobraria a oportnidade de se transformarem em servidores, que, mediante concurso, adquirem a sua liberdade. Os salários, no Senado e na Câmara, batem a média do que se paga nas redações paras os melhores jornalistas, sem o perigo da insegurança.

 

A desgraça bate à porta

 

Dominados pela ideologia parcial do capital que diz ser a propriedade privada a base da liberdade, na base da contradição da desigualdade social-igualdade jurídica, os jornalistas tèm, no ambiente da internet, a oportunidade de ser produtor da informação, comprando sua liberdade

Pude, na última semana, no Congresso, conversar com demitidos do Correio, do Estadão, da Folha, e senti o drama de pais de família entrando no túnel da escuridão que o desemprego, na crise global, anuncia, massacrando os coleguinhas, cuja competência, como proprietários de produção não paga, é extraordinária.

É chegada a hora de grandes jornais de jornalistas na internet, para conferir credibilidade ao jornalismo ao largo das grandes empresas, candidatas à falência.

Dependuradas nas dívidas bancárias, porque fizeram o jogo da especulação dos derivativos com seus parceiros acionistas, as empresas jornalísticas, prisioneiras dos juros do capital externo, ao qual estão aliadas desde sempre, entram no enxugamento, fazendo reforma de araque, como a do CB. Nada mais nada menos do que adequações às exigências draconianas dos credores, em tempo de quedas de anúncios, por conta da redução do nível de atividade produtiva.

Nesse contexto, em que o diploma de jornalismo é extinto por uma visão jurídica ideal , que vê a realidade pelo avesso, excluída das relações materiais – materialismo – da vida,  as empresas, acossadas pelos juros compostos, caminharão para a precarização total das relações capital-trabalho.

Estarão, consequentemente,  livres da legislação que determina a igualdade dos seres humanos a partir da desigualdade social, estabelecida pela contradição intrínseca ao conceito de propriedade privada. Poderão, livremente, livrar do passado, que as obrigava a contratar, apenas, diplomados.

Tem muita gente que vai fazer bico nas redações, como outrora, antes da profissionalização das redações, a partir do final da ditadura militar. A desprofissionalização dos jornalistas, antes de ser uma questão de qualidade ou não do jornalismo, é uma oportunidade para a empresa reduzir custo, ganhar, materialmente, mais, mas, idealmente, menos.

 

Projeto Genoíno

 

O ex-guerrilheiro prepara uma guerrilha contra a grande imprensa que interessa aos jornalistas, destituidos da propriedade que configuraria seu acesso aos instrumentos de produção, de graça, no cenário da internet sob comando da informação globalOlha a revolução do jornalismo na eleição do Irã. As fotos chegam por celulares no ambiente da censura iraniana. Se quem enviou a foto a tivesse transmido pelo próprio site ou blog, estaria, como proprietário privado dos meios de produção, relacionando-se juridicamente com os donos de empresa e cobrando deles comissão por utilização de material.

O que os jornalistas desempregados e empregados devem fazer de agora em diante é encabeçar a luta do deputado José Genoíno(PT-SP), que limita gastos da publicidade oficial aos jornais e tevês da grande mídia. A luta política é, essencialmente, luta ideológica, disse Glauber Rocha.

Por que não democratizar essa verba, que vai produzir baboseiras e lixo cultural, tipo Gugu Liberato, Fausto Silva, Silvio Santos?

Não é à toa, certamente, que os salários milionários, na grande mídia, se destinam aos que apresentam as maiores desqualificações da cultura apresentadas ao povo nos domingos alienantes.

Os proprietários privados dos meios de produção jornalística sabem que a qualidade informativa não é um exigência do capital. Ao contrário, a ele interessa a disseminação do mundo estranho ao trabalhador, para que introjete em sua cabeça que a contradição entre capital-trabalho seja dada pela natureza e não pela luta histórico social em desdobramento diário e eterno, sinalizando que a eternidade é a mudança e não o positivismo abstrato.

O oposto é o real concreto em movimento. Os jornalistas compraram e ainda compram gato por lebre, simplesmente, porque não são donos do próprio instrumento de trabalho, que, com a internet, está começando a acontecer.

A ideologia neoliberal, que segue os mandamentos da dicotomia jurídica abstrata, muito bem manipulada pelos juristas da estirpe do ministro Gilmar Mendes – abstracionismo em ação política – somente será desnudada pelo verdadeiro jornalismo, impossível de nascer nas atuais redações que consideram salário custo e não renda. Se o negócio é baixar o custo…

Jornal dos jornalistas, já. Uma pauta poderia merecer atenção de todos nos 27 estados da federação, para uma edição não necessariamente diária, mas biária ou triária, sendo renovada , diariamente, a primeira página com um tema com ampla formulação. Sugiro a linha do Luiz Gutemberg, lançador da fórmula FPA – Fato, Pesquisa e Análise – , a notícia em três tempos, no  “José  – Jornal da Semana Inteira”, sucesso no DF, nos anos de 1970/80.

O espírito empreendedor jornalístico, como detentor do direito de consumo e do direito de produção, no tempo da internet, produziria a custo baixo e com rentabilidade alta, simplesmente, porque a receita seria distribuida em sua integralidade aos colaboradores. O salário não pago seria pago. Os colaboradores ,  por sua vez, teriam todo o interesse em buscar a sobrevivência econômica do site como produtor e não meramente consumidor. Ou isso já não seria mais capitalismo? Sei lá, não sei.

As empresas estão decretando sua própria falência. Os jornalistas, pela internet, resgatarim o jornalismo, para comprovar a assertiva de Gay Talese.

Centroestinos visam poder federal

alcides , como os demais executivos do centro oeste, estão perdidos na centralização do poder nacional que esvazia as regiões e impõe o jogo da política da subordinação dos estados à uniãoo mato grosso cuidou, especialmente, de acelerar suas fronteiras econômicas mediante guerra fiscal, algo seguido por todos, cujos efeitos são posicões individualistas dos governantes, que eliminaram a possibiliade de uniã dos governadores do centro-oesteMais ligado aos interesses de são paulo do que os do centro oeste mato grosso do sul corre individualmente, sem espírio coletivo, no plano regionalarruda cheio de problemas no df não intensificou relações para se destacar no plano regional a partir da metropole capital nacional e centro de influencia mundial, ficou acanhado, como liderança regional

 

 

 

 

 

O Centro-Oeste, novo rico do mundo, 30% do PIB,  atrativo ao capital nacional e internacional, no momento em que a economia global se encontra em crise, quer ter voz mais ativa na sucessão presidencial em 2010. O potencial econômico regional e a posição que alcançou e que avança para tornar a região peão do processo de desenvolvimento nacional asseguram ao Centro-Oeste o direito de fato de alcançar um ministério no próximo governo, seja vencedor o governo, seja a oposição. Falta a união política regional.

Por enquanto, fala mais alto o potencial econômico do Centro-Oeste , que, na prática, é moeda com garantia, em tempo de dólar em crescente desvalorização: terras férteis em torno de 73,7 mil km2 de solos com boas reservas de elementos nutritivos, que alcançam fertilidade alta, com favoráveis caractrerísticas física para o desenvolvimento das plantas e sem restrições topográficas. São 140 milhões de terras irrigáveis capazes de dar três safras anuais. Celeiro do mundo.

Um terço da biodiversidade brasileira, segundo o plano estratégico de desenvolvimento do Centro-Oeste, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional, domina o panorama centroestino. São aproximadamente 5 mil espécies de plantas vasculares e mais de 1.600 espécies de mamíferos , aves e répteis. Mesmo em condições bioclimáticas mais rigorosas que a floresta tropica, os cerrados têm floras e faunas das mais ricas do mundo. A vegetação do Cerrado conta sistema subterraneo de plantas herbáceas capazes de armazenar água e nutrientes que facilitar recuperação das queimadas e assegura até três safras anuais. Celeiro do mundo.

A cadeia produtiva da biomassa dispõe, no cerrado, da condição ideal para o seu desenvolvimento, transformando o Centro-Oeste, talvez, no centro de excelência mundial de biotecnologia, riqueza incalculável em produção de patentes, cuja valorização no mercado é crescente, gerando superavit no balanço de pagamento, na medida em que torna as vendas de serviços, aliados às patentes, fonte de renda nacional, proveniente do conhecimento etc.

O potencial econômico do Centro-Oeste, por sua vez, gera base industrial que se deslocou para a região nos anos de 1990 em diante a partir da detonação da guerra fiscal, na prática, competição tributária, para compensar o esvaziamento econômico dos Estados sob a política monetária e fiscal brasileira subordinada ao FMI e ao Consenso de Washington.

Nesse contexto centroestino de vastas possibilidades inexiste, no entanto, forças políticas centroestinas , devidamente, articuladas para fazer valer o poder econômico ascendente expresso em ocupação de espaço no poder federal. 

As forças políticas do Centro-Oeste, por isso,  ainda não conseguiram espaço na Esplanada dos Ministérios. No máximo tem uma secretaria politicamente esvaziada no Ministério da Integração Nacional. O ministro Geddel Vieira Lima, sob pressão permanente das bancadas nordestinas, da qual faz parte, volta suas atenções para tais bases, enquanto não sofre pressões, no mesmo sentido, da bancada centroestina, na prática, inexistente. Esquentar para que?

Bombardeio dos banqueiros

 

itamar foi bombardeado pelos banqueiros na tentativa de fortalecer o centro oestemarisa-serrano diz que não existe na prática o espírito centroestino, mas o dia em que firmar, será , politicamente, poderosoLúcia Vânia articula a Sudeco, mas , sem união, fica difícil

joaquim-roriz ficou pouco tempo como ministro da agricultura pelo PMDB, deixando espaço que não foi mais preenchido por políticos centroestinos

 

 

 

 

 

O desejo regional intenso seria se ver representado no Ministério da Agricultura, ressalta a senadora Marisa Serrano(PSDB-MS). Tal conquista daria força ao espírito centroestino, diz ela. Haveria, consequentemente, deslocamento do poder de São Paulo e do Paraná, que, historicamente, têm dado as cartas nas políticas agrícolas.  Tal façanha foi possível , pela primeira vez, no Governo Itamar Franco. A experiência, porém, foi implodida pelos banqueiros. Itamar julgou necessário o Centro Oeste posicionar-se melhor na cena federal e indicou o falecido empresário brasiliense, ex-presidente da Associação Comercial do DF e ex-secretário da Agricultura, Nuri Andraus, candidato do ex-governador Joaquim Roriz(PMDB). 

O bombardeio dos paulistas e dos paranaenses não tardou. Implodiram Nuri. Conseguiram desencavar um crime antigo praticado por Nuri, que a justiça já havia julgado, isentando-o, para tira-lo. No fundo, Itamar, via Centro-Oeste, tentatava emplacar reivindicação nacionalista dos pequenos e médios agricultores, de poderem pagar suas dívidas com produtos. Fugiriam da escravidão monetária dos bancos, no momento em que os juros escalpelavam e iam escalpelar ainda mais do governo FHC em diante, no tumulto das crises monetárias.

Os banqueiros jogaram para o alto o sonho do Centro Oeste de ocupara a pasta poderosa da Agricultura com uma proposta de redução dos custos financeiros nas transações comerciais. Loucura itamariana.  Agora, que começa a disseminar tentativas de trocas comercias por moedas regionais, livres do dólar, que se desvaloriza, a experiência do ex-presidente mineiro ganha sonoridade maior, com destaque que o Centro Oeste foi o seu portador.

Contudo, sem força política, o sonho de Itamar morreu e Nuri foi para o espaço, sem o socorro de Roriz, que ficou na muda, diante das pressões dos banqueiros. Posteriormente, Roriz, em 1990, se transformaria em Ministro da Agricultura, mas , rapidamente, saiu da pasta para candidatare-se a governador. Experiência pífia.

A oportunidade teria sido perdida depois que JK, que pretendia disputar a eleição de 1965, levantando a bandeira da agricultura, foi cassado pelos militares em 1964. Não nasceram novos JKs, depois do golpe, e a região , sem projeto , dilui-se em divisões intestinas.

Os políticos não se colocaram à altura do espírito empresarial empreendedor que, mesmo sem a unidade política regional, seguiu adiante, no peito e na ração, como destaca a senadora Kátia Abreu(DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Indústria(CNA), primeira mulher a alcançar o cargo, comandando, politicamente, a classe empresarial responsável por 34% do PIB brasileiro.

Enquanto não dominar o espírito centroestino, a força do Centro Oeste fica comprometida pela própria divisão das bancadas partidárias da região, ressalta a senadora Lúcia Vânia(PSDB-GO), relatora do projeto de lei que cria a Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste(Sudeco), em tramitação no Senado.

 

Furia collorida 

 

katia-abreu comanda política 34% do PIB, correspondente ao agronegócio brasileiro, mas não conseguiu destacar-se como liderança que busque a união da linguagem centroestina, como fazem os politicos do nordeste, para valorizar os pleitos políticos centroestinosrodrigo-rollemberg considera essencial a união para abrir espaço ao centro oeste no poder federal, caso contrário, continuará sendo insignificancia no congresso nacionalcollor representou um dos maiores atrasos para o centro oeste

magela-, no comando da comissão de orçamento da camara dos deputados, prega mais recursos, mas união, para tanto, é fundamental, o que, infelizmente, falta

 

 

 

 

 

A Sudeco, evidentemente, criaria fato político, ao começar a ser pressionada pelas assembléias legislativas dos estados do Centro Oeste e, também, do Norte, a tomar providências em favor do interesse centroestino. Antes que isso acontecesse, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, na sua fúria anti-estatizante, comandado de fora para dentro pelo Consenso de Washington, a partir dos anos de 1980, mandou fechar a Sudeco, que fazia o papel da Sudene e da Sudam – Superintendência de Desenvolvimento do Norte.

O ex-presidente prestou péssimo serviço ao Centro-Oeste: desestruturou a possibilidade de criação do Banco de Desenvolvimento do Centro Oeste, para atuar como os bancos de desenvolvimento do Norte e do Nordeste. Sem possibilidade de banco de desenvolvimento para o Centro Oeste, o Banco do Brasil passou a fazer as vezes de banco de desenvolvimento. Como, durante a Nova República, sob orientação do Consenso de Washington, o Banco do Brasil passou a privatizar suas ações e caminhou para o curso de banco estritamente comercial, o papel de promotor do desenvolvimento ficou apenas no papel, não foi , efetivamente, exercido.

Como banco meramente comercial, o BB, nas crises monetárias que abalaram a Nova República, sujeita às ordens dos credores e da governança do FMI, arrochou geral. As dívidas dos empresários, para alavancar os projetos de desenvolvimento no Centro Oeste, foram para a lua, na elevação das taxas de juros, especialmente, a partir de 1997. Criou um passivo financeiro monstruoso, enquanto os tomadores de crédito perdiam suas garantias, como foram os casos dos agricultores. Sem preço mínimo e sem seguro, que garantiam renovação anual dos empréstimos, limpando passivos e liberando crédito, rapidamente, os agricultores, com os juros escorchantes, perderam o rumo. Inadimplência geral.

As lideranças políticas centroestinas, nessa ocasião dramática, não se uniram no Congresso, e, até hoje, como reconhece o deputado Rodrigo Rollemberg(PSB-DF), as bancadas não se fizeram resistentes aos estragos provocados pelas políticas econômicas neoliberais, porque faltou união política e estratégia de ação comum, regional.

antonio-fabio : sem união não terá ministerio centroestinoRICARDO CALDAS considera morosa a estrategia centro oeste e prega pressa na sua materializaçãoA criação Sudeco é debatida no Senado. Da mesma forma, a criação do Banco de Desenvolvimento do Centro Oeste se arrasta na Câmara. Os governadores da região já se reuniram várias vezes, para acertar pontos divergentes, mas não ficou amarrado nada. Só conversas. A condução política não se efetiva, destacam o deputado Geraldo Magela(PT-DF) e o senador Delcídio Amaral(PT-MS).Enquanto isso, os empresários seguem adiante, no rastro da escassez das lideranças políticas. Os dados das federações de indústria e agricultura dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, sinalizam investimento superiores a 10 bilhões de dólares no Centro Oeste nos próximos cinco anos. O Centro-Oeste, no cenário mundial em que se inverte a deterioração nas relações de trocas globais, mediante dólar em desvalorização, terá suas mercadorias valorizadas. Passaram a constituir, segundo o vice-presidente da Fibra, Ricardo Caldas, atrativo aos investidores nacionais e internacionais.

 

Armadilha financeira

 

sandro mabel contraria o planalto porque descentraliza o poder da união no plano tributáriodelcidio considera a sudeco ponto de partida para o revigoramento do centro oeste no cenário nacionalperilo em goiás jogou com a agressividade na política tributária, fazendo guerra fiscal, acabou conseguindo construir base industrial goiana cuja produção se realiza, principalmente, no distrito federal

 

 

 

 

 

São amargas as experiências empresariais que se lançaram aos empreendimentos com recursos do governo , repassados pelo Banco do Brasil, para dar cumprimento aos programas de desenvolvimento regionais. Os empréstimos oriundos do chamado FCO – Fundo de Desenvolvimento do Centro Oeste, coordenados pelo Banco do Brasil, sob orientação comercial, distante do conceito de banco de desenvolvimento, viraram pura armadilha.

Até hoje, o rabo do passivo torna o empresariado tecnicamente inadimplente e , portanto, indisponível para empréstimos, aos olhos do BB, que considera tal passivo incapaz de servir de garantia para novos empréstimos. Empoçamento geral.

Se não se pode sair do passivo que fica como um cadáver insepulto a bloquear novos empréstimos não realizados por carência de garantia dos tomadores, não se pode dizer que o FCO seja saída satisfatória, como destaca o empresário,  Gilberto Rossi, da Indústrais Rossi, fabricantes de motoredutores para portões automáticos.

A falta do espírito político centroestino impediu até hoje o enfrentamento , no Congresso, das anomalias do FCO, fruto das irracionalidades, fiscal e monetária, praticadas nos anos de 1990 em diante, responsável por colocar em bancarrota os tomadores de empréstimos para o desenvolvimento regional.

Os fatos, porém, estão superando as perplexidade dos próprios políticos do Centro Oeste distantes de si mesmo em forma de desunião tem torno de objetivos comuns, para fazer valer o poder econômico regional.

 A base industrial do Centro Oeste ganha cores vivas em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul , tendo como mercado consumidor, principalmente, o Distrito Federal, maior renda per capita do país, com um PIB distrital de quase 35 bilhões de reais. 

Goiania, por exemplo, entraria em colapso econômico se o Distrito Federal enfrentasse bancarrota. Repetiria a situação global, em que os países asiáticos faziam dólares vendendo suas tecnologias no mercado consumidor americano tocado a dólar emitido sem lastro. Com a bancarrota americana, os asiáticos e europeus foram implodidos, com os derivativos podres que adquiriram dos bancos americanos, também, falidos, na jogada.

Há uma cadeia produtiva geoestratégica a partir do Distrito Federal, caminhando para o Oeste e Norte, na linha preconizada por JK, que prometia, se fosse eleito em 1965, priorizar a agricultura. O discurso juscelinista perdeu sonoridade, simplesmente, porque os líderes regionais ainda não concluiram o óbvio: somente serão fortes, diz o deputado Magela, se tiverem força no Congresso, para influir nos ministérios.

Restam ações isoladas, que não prosperam, como o projeto de lei da reforma tributária, cujo relator, o deputado Sandro Mabel(PR-GO), contraria o Planalto.

Haveria, na prática, pelo projeto relatado por Mabel, supressão das contribuições sociais e distribuição maior de recursos para estados e muncipios, descentralizando o poder tributário localizado na União. As contribuições nasceram como sugestão do Consenso de Washington, na Era FHC, para que não fosse distribuida a totalidade da arrecadação tributária com as entidades federativas. O objetivo federal era permitir crescentes sobras de recursos para formação de superavits primários elevados, de modo a garantir pagamento dos serviços da dívida aos bancos privados, satisfazendo-os em suas exigências bancocráticas neoliberais.

O neoliberalismo abraçado pelos governos neorepublicanos, nos anos de 1990, determinou que o resultado das contribuições não seriam repartidos entre União e Estados e Municípios. Somente continuariam sendo repartidos os resultados da arrecadação do IPI e IR. Os governadores e prefeitos dançaram.

Mabel, com seu projeto, que cria o IVA, ao mesmo tempo, elimina as contribuições, que, atualmente, correspondem a quase 50% do total da arrecadação. O Planalto, sob Lula, reage como reagiu FHC: impede que o projeto caminhe no Congresso. Nesse cenário, o Centro-Oeste, que poderia, como potência econômica emergente, sair favorecido com a mudança da cobrança do ICMS,  no estado consumidor e não mais no estado produtor, sai prejudicado, principalmente, porque não cerra fileiras em favor de Mabel a bancada centroestina.

A força econômica do Centro Oeste, detentora de base para garantir a sobrevivência nacional e internacional de alimentos; para produzir energia renovável, que atrai investidores em áreas de química, biologia , biofertilizantes, etanol, biodiesel, óleos vegetais, capaz de formar cadeia produtiva da biomassa,  que muda de paradigma a relação produção-meio ambiente, está sem líderes e unidade no Congresso. A tentativa para influir em 2010 requereria muito mais mobilização.

Lula para Senado 2010

A voz lulista ganha sonoridade para empinar o papagaio petista no poder federal mediante candidatura do titular do Planalto ao senado, a fim de ganhar a maioria no Congresso . Sairia as reformas gerais que o país pede, mas que o Congresso resiste em realizar mesmo atuando em nome do povo?

Exclusivo

O presidente Lula pode disputar o Senado em 2010. Essa posição já corre nos bastidores. Incendeia as mentes petistas no Distrito Federal, devendo, certamente, espraiar geral. Ele ganharia fácil, em qualquer estado brasileiro, argumentam os grupos lulistas e dilmistas, muito bem situados  na burocracia estatal, cujo ídolo é o ex-deputado José Dirceu, o articulador-mor da estratétia de tudo para Dilma e para formação de base governista parlamentar majoritária e distribuição do poder regional para os aliados. Lula, candidato ao Senado, seria a correia de transmissão irresistível.

Na Nova República, herdeira da ditadura e dos modos concentracionistas dela,  conferindo supremacia absoluta ao poder federal, ficando aos governadores e prefeitos a tarefa de virem a Brasília passar o chapéu, sempre, de forma subordinada, conforme determina os mandamentos do Consenso de Washington, a partir dos anos de 1980, o jogo já é dado como favas contadas entre os eufóricos integrantes do PT. Nas rodas lulistas, clubes, filas de cinema etc, é lance jogado.

Lula sairia no tempo constitucional, daria espaço ao vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva,  que o titular do Planalto pretende homenagear com cores históricas, no panteão da Nova República, e correria o Brasil, ao lado de Dilma, para tentar elegê-la e cumprir a programação política de José Dirceu.

O presidente, que diz já estar com saudade do poder, vai articulando o poder mais amplo. No Congresso, seria primeiro ministro de fato, embora, de direito, a Constituição consagre uma mixórdia presidencialista-parlamentarista subordinada às medidas provisórias que atendem aos interesses maiores do capital financeiro.

Lula seguiria o destino do primeiro ministro da Rússia, Wladimir Putin, que,  depois que deixou o comando do Executivo, para seu sucessor eleito Dimitri Medevdev , continuou mandando como parlamentar das Dunas. O primeiro ministro joga dobradinha com o presidente da Rússia.

A aproximação entre Russia e Brasil guarda não apenas interesses econômicos, como vendas de carnes , porcos, fosfato,  grãos em troca de trigo e petróleo, mas, igualmente, políticos. Putin manda no parlamento e influi diretamente o governo Mendevedev.

 

Putinização sul-americana

 

Os dois líderes olham para o m esmo horizonte, ou seja, continuarem no poder, mesmo saindo delejose-alencar encerraria sua carreira política como presidente da República, para que Lula saia para o Senado, dando fecho de ouro na sua participação política no poder brasileiro em meio a sua drmatica doença cancerosa que não lhe tira a força e a vontade de servir ao país?

O cabeça da campanha presidencial 2010 da coalizão governamental, centralizando a atenção no poder federal para Dilma-Lula e e no poder estadual para os aliados, comanda o cenário sucessorio no palco brasileiro para 2010

 

 

 

 

 

 

Pontificando, internacionalmente, no momento em que o capitalismo, americano e europeu, balança como sacos furados sob sol e vento para se enxugar do maremoto financeiro , responsável por fragilizar o dólar, o presidente Lula, ao lado de Mendevedv, primeiro ministro russo,  Hu Jintao , presidente chinês, e Manmohan Singh , primeiro ministro indiano, no contexto dos BRICs – Brasil, Rússia, ìndia e China – , abre espaço para  consolidar liderança internacional, no pós crise global 2008.

Sua característica essencial condiz com os interesses das elites, que precisam de apoio do governo, e das massas, que, igualmente, necessitam ser atendidas. Sua vantagem comparativa é ter a cara de povo, aceitável para os dois lados, a fim de que sejam indiferenciados em seus interesses básicos, na relação social conflituosa brasileira.

No Brasil,  a burguesia, na Nova República, experimentou representações personalistas variadas em meio à evisceração político-partidária sem representatividade concreta, enraízada nas categorias sociais antagônicas, sob modelo concentrador de renda e poupador de mão de obra.

Depois da ditadura militar, a burguesia nacional, aliada ao capital internacional, experimentou um presidente transgênico(José Sarney), um doido(Fernando Collor), um perigoso vice a contragosto desgarrado do sistema financeiro especulativo(Itamar Franco), um sociólogo marxista de sapato fino(FHC) e um operário(Lula). Jogou em todas as posições para  adequar a contraditória acumulação capitalista às evoluções nas relações capital-trabalho em meio ao  modelo socialmente injusto.

Lula, pelo que a história está demonstrando – e como comentam abertamente os empresários nas reuniões da CNI – , cozinha no seu cadinho as contradições e os antagonismos históricos. Faz isso por ser expressão acabada da representação popular aparente, capaz de esconder, latentemente, as contradições que desatam as forças que dominam o Congresso, para evitar que, institucionalmente, haja representação popular autêntica sob modelo eleitoral sintonizado com a comunidade. Mas, e se ele sair senador e fizer maioria popular?

 

O povo mete medo

 

 

Os movimentos sociais cada vez mais desacreditam dos parlamentos dominados pelo discurso das elites que resistem às reformas políticas que resultariam na remoção delas da estrutura político escravocrata que domina a cena nacion al mediante corrupção do caixa dois eleitoral

O receio das forças dominantes seria o domínio completo do parlamento pelas forças populares. Aí , o cordéis poderiam fugir das mãos delas. Pavor.

Se a representação mudar – ou seja, a aparência popular chamada Lula, que esconde a essência da agressividade social que se dirigiria ao modelo em sua totalidade excludente – , a burguesia financeira sanguessuga ficaria excessivamente exposta em sua contradição.

Lula, cara do povo e máscara que os especuladores utilizam para evitar mudanças bruscas na condução do poder político,  poderia não ser suficiente. Essa é a preocupação central das elites.

A candidatura de Lula ao parlamento continuaria sendo vista pelas elites como algodão entre cristais, no plano legislativo, no qual se transformaria em primeiro ministro. Continuaria útil às duas posições: de um lado, na acumulação capitalista e, de outro, na distribuição de política social, para incrementar o consumo interno. Evitaria desvalorização acelerada da moeda, cujos efeitos seriam a destruição do modelo exportador, que, historicamente, desequilibrou social e economicamente as forças produtivas sob relações sociais conservadoras.

Lula tem tudo para continuar sendo obrigado a adiar os churrascos de final de semana com os amigos de São Bernardo depois de deixar a faixa presidencial, como promete. Ninguém acredita nas suas promessas idílicas, principalmente, agora, que sua voz ganha notoriedade internacional.

Sua pregação em favor da presença do Brasil no Conselho de Segurança da ONU; a defesa que tem feito, junto com os colegas do Brics – Brasil, Rússia, Índia e China – , favorável a nova ponderação do processo de decisão política dentro do FMI, para que se possa, através dele lavar os dólares que apodreceram no mundo, a fim de distribui-lo, novamente, com a credibilidade do G-20, por intermédio da rede bancária internacional, carente de socorro;  e, enfim, o próprio interesse demonstrado, segundo o jornal El País, pelo presidente Barack Obama, em ter Lula no Banco Mundial – ou na ONU? – , depois que ele deixar a presidência, para que, certamente, universalize o Bolsa Família, a fim de dar prestígio internacional aos próprios Estados Unidos, o presidente Lula vai virando peão internacional atrativo à aproximação de diversos interesses. Pode dar voto às lideranças européias visitas ao Brasil em tempo eleitoral europeu.

Evidentemente, o ibope brasileiro não decorre do jeito atarracado de nordestino arrojado no linguajar popular, extrovertido, de butiquim, de Lula, mas, porque tem por trás a nova força brasileira emergente, disponível em garantia concreta frente ao dólar que se desmancha no ar, sugerindo novo modelo monetário global.

Como senador, eleito por qualquer estado, sua força ganharia dimensão ainda mais intensa, como interlocutor.  Sobretudo, nas hostes lulistas, considera-se fundamental o rearranjo do Congresso por forças renovadas pela campanha que Lula, jogando com Dilma no ataque,  faria mediante discurso com repercussão internacional para conquistar o poder tanto na Câmara como no Senado. Aí , os petistas herdariam a terra.

Onda gay na crise capitalista

A extroversão sexual amplia-se na marcha da desestrutura de uma sociedade em que as relações sociais da produção não são mais capazes de moldar as forças produtivas e espirituais que se libertam da repressão psicológica e material imposta pelo capital, falso moralistaEm tempo de passeata gay, explosão de narcisismo etc – como a de domingo em São Paulo, reunindo mais de 3 milhões de pessoas,  mobilizando economicamente a capital paulista e deixando atentos os políticos que desejam se dar bem com os homossexuais, para obter votos – nada melhor que atentar-se ao sentido psicológico daquela estória sensacional do coronel mineiro do velho PSD – pode ser também nordestino, gaúcho, paulista etc – que só conseguia defecar quando abria o cofre alojado na parede em frente ao vaso sanitário em que se sentava. Quando via o dinheiro, ali, seguro, soltava os esfincteres. Baaaaaaaa. Livrava-se da prisão de ventre. Curtia o prazer anal. Fechava o cofre, emergia a prisão de ventre. Repressão. O reservatório de merda tinha relação direta com a prisão do dinheiro no cofre. Bem disse Marx que merda não é dinheiro, mas dinheiro pode virar merda.

Ou seja, pinta a repressão anal, decorrente e dependente da insegurança psicológica relativamente ao dinheiro guardado a sete chaves. Tal dependência é expressão repressora do prazer. Livre dos aprisionamentos econômicos, o ser humano se soltaria da prisão de ventre permanente que o sistema capitalista, com suas relações sociais polarizadas, violentas, egocêntricas, impõe em forma de desprazer do trabalho, destituindo-o de sua criatividade, para transformá-lo em mero gerador de salário não pago, mais valia.

A repressão sexual seria, evidentemente, necessária para mascarar as anomalias impostas ao processo de trabalho marcado pelas divisões sociais da produção. Reprime-se, por meio da repressão sexual, as forças energéticas humanas que poderiam ser canalizadas para romper outras repressões impostas pelo capital ao trabalho. Restringir à sexualidade reprimida a universalidade das repressões desatadas pelas relações polarizadas capital-trabalho, que alienam o trabalhador de si mesmo, transformando-o em seu oposto, de objeto em sujeito, é o jogo pansexual freudiano de centrar-se no individuo apartado do seu contexto social para analisar sua esquizofrenia.

As crises econômico-financeiras, muitos anos depois de Freud e de supressão das repressões sexuais, evidenciam, como ocorre em plena bancarrota global,  a extroversão humana diante dos seus fantasmas e dão razão a Keynes.

O grande economista, filósofo e artista inglês, John Maynards Keynes(1883-1946), autor da “Teoria geral do juro, do emprego e da moeda”,  que se notabilizou como contestador dos costumes conservadores vitorianos ingleses, criando e associando-se aos grupos de jovens sexualmente despojados e desreprimidos – o “Grupo de Bloomsbury”, do qual faziam parte Wirginia Woolf, E. M. Forster, Lytton Strachey etc – , previu que no final do século 20, a liberação sexual combinaria com uma humanidade cujo desenvolvimento científico e tecnológico das forças produtivas produziria condições que livrariam a sociedade das relações sociais da produção e das suas necessidades econômicas, permitindo-a dedicar-se a outras características fundamentais da vida. Ainda não se chegou lá, pelo visto.

Dentre tais características, destacava a que considerava fundamental,  a arte da convivência, abrindo-se às essências, em vez da predominância das aparências e das resistências, dadas pelo processo econômico marcado por guerras, divisões e repressões,  como necessárias e indispensáveis à reprodução ampliada do capital.

Homossexual assumido, Keynes profetizou ser o raiar do século 21 o tempo da bissexualidade total. Extroversão decorrente do espírito oposto ao que prevalecia no tempo de juventude do genial inglês, sob vitorianismo sexualmente conservador, que havia matado Oscar Wilde.

Sofisticado, disse que a abundância de riqueza auferida pelos burgueses na Europa e especialmente na Inglaterra, onde a revolução industrial chegou primeiro, contrastou com um espírito de poupança cultural, repressor.

Os muito ricos construiram como templo de sua própria adoração a poupança, a riqueza, que, nos Estados Unidos, no século 20,  seria considerada sinal da salvação em vida na terra como benefício do céu. Não estava nos planos da burguesia do século 19 a gastança, mas a poupança.

 

Escravo da utilidade

 

A liberação sexual é a renuncia ao espírito de poupança que torna o ser humano escravo do utilitarismo e da falsa consciência que oprimem as energias humanas em sua potencialidade absoluta“A sociedade” – diz – “era moldada no sentido de transferir uma grande parte da renda ampliada ao controle da classe com menor probabilidade de consumi-la. Os novos ricos do século 19 não tinham sido educados para grandes gastos, e preferiam o poder que o investimento lhes dava aos prazes do consumo imediato. Na realidade foi precisamente a desigualdade da distribuição dos bens que possibilitou as enormes acumulações de riqueza física e a expansão dos capitais, que diferenciavam aquela época de todas as demais”(Keynes,  “A Europa antes da guerra”, 1919).

A poupança, por sua vez ,trazia em si a cultura repressora dos excessos, das transgressões, dado que a acumulação de capital decorre de uma organização sistemática imposta pelo lucro que tem no trabalho não pago, na mais valia, o seu motor. Uma consciência infeliz  toma conta do pensamento burguês, que se traduz em fatores psicológicos que são restritos  à individualidade isolada do seu contexto histórico social. Freud, como descreve, genialmente, Lauro Campos, em “Economia, represssão sexual e o espírito do capitalismo: nem Freud, nem Max Weber”, cometeu o mesmo erro.

A psicologia capitalista cultora da poupança reprime a sexualidade tornando-a alvo da agressividade psicológica que poderia ser dirigida para outros alvos, se, por exemplo,  o espírito poupador do coronel mineiro sexualmente reprimido pelo dinheiro inexistisse. As relações sociais sob cultura poupadora promove repressão sexual como cortina de fumaça, desvio para esconder as verdadeiras causas da infelicidade social.

A decadência econômica da Inglaterra, no tempo de Keynes – como a dos Estados Unidos, sob Barack Obama, em meio à bancarrota do dólar -, proporcionou-lhe visão ampliada da debacle da moral vitoriana sob falência da libra esterlinha como equivalente geral das trocas globais, cujo destino estaria comprometido, principalmente, depois da primeira guerra mundial.

As crises financeiras, decorrentes das concorrências entre as grandes potências em busca de ampliação na periferia pelo dominio colonial, acabariam detonando a guerra e as fontes de renda financeira dos ingleses multiplicadas pelos juros compostos. O fim da bonança trouxe, ao lado da decadência da libra, afetada pelo fim da senhoriagem que garantia superavit permanente nos balanços de pagamentos ingleses, o fim das represssões vitorianas.

A liberação sexual na Inglaterra amplia-se com a derrocada da libra, sob padrão-ouro, que implode na crise de 1929, como ampliou, também – com a derrocada do dólar-ouro, que se abre ao dólar-papel simbólico deslastreado, nos anos de 1960-70 – , os valores carcomidos da cultura ocidental.

Detonaram-se os maios de 1968 mundo afora, tanto nos países capitalistas desenvolvidos como nas periferias economicamente dependentes dominadas pelas ditaduras militares políticas e sexualmente repressoras.

Os esteios econômicos e culturais rígidos, vitorianos, burgueses, represssores, falsamente moralistas, renderam-se à falta de justificativas históricas para sustentá-los.

 A turma de Keynes é totalmente liberal. Ela se reproduziria planetariamente. Sua rebeldia sugere ao brilhante pensador matemático e filósofo, amante das artes e das probabilidades infinitas –  que encantavam Bertrand Russell, para quem Keynes era a maior cabeça que conheceu – previsões ousadas. Estas assustavam e escandalizavam. Ao final do século 20, destacava, o ser humano estaria caminhando celeremente para libertar-se da escravidão da mera utilidade monetária. Emergiria a extroversão em forma de pensamento e comportamento sexual, liberação do sacrifício de viver somente por motivos econômicos. Utopias.

A parada gay, em São Paulo, não pode deixar de ser considerada à luz do pensamento keynesiano sexualmente livre, de sua cintilante inteligência para contextualizar situações históricas. Embora, as liberações mentais de Keynes tenham ido longe, teve a cautela de ressaltar que enquanto não fosse ultrapassado pelo menos cem anos o tempo em que vivia, “seria conveniente fingirmos para nós mesmos e para os outros que o justo é mau e o mau é justo, pois o mau é útil e o justo, não. Ainda  por algum tempo, nossos deuses continuarão sendo a avareza, a usura e a precaução. Pois, somente eles poderão conduzir-nos de dentro do túnel da necessidade econômica para a luz”.

Poesia presente

Aimê

(Kaoê Fonseca Lopes)

Na memória boas lembranças e aprendizado

No dia a dia, família presente para qualquer coisa, qualquer

A gente vai crescendo meio sem querer, mas o futuro bate à porta

Pode entrar