PIB de merda ameaça Meirelles e fortalece Serra

 

Meirelles deu mais munição para a candidatura Serra ao sustentar, no auge da crise, juro alto que impôs comportamento insatisfatório do PIB ao mesmo tempo em que coloca o governo no risco de sofrer, de agora em diante, tensões favoráveis aos juros altos. O discurso da oposição ganha força.
Meirelles deu mais munição para a candidatura Serra ao sustentar, no auge da crise, juro alto que impôs comportamento insatisfatório do PIB ao mesmo tempo em que coloca o governo no risco de sofrer, de agora em diante, tensões favoráveis aos juros altos. O discurso da oposição ganha força.

Se o presidente brasileiro fosse o governador de São Paulo, José Serra, o presidente do Banco Central, ministro Henrique Meirelles, já teria dançado. A política monetarista ortodoxa do BC, fortemente, atacada por Serra, pode ser considerada a principal culpada pelo baixo rendimento da economia expresso no crescimento do PIB de apenas 1,3% no terceiro trimestre, sinalizando PIB negativo em 2009, embora, desde o início do ano, o governo estivesse enganando a sociedade com números excessivamente otimistas. Os economistas do governo venderam que o terceiro trimestre geraria PIB em torno de 2%. Ficou batendo, batendo, nessa tecla, mas o IBGE desmentiu, mostrando, na quinta , 10, o outro lado da realidade. Os números revelam dificuldades para transformar em realidade a mercadoria desvalorizada do PIB positivo que o presidente Lula vendeu a partir do segundo semestre. Quem desmentiu e desmoralizou as previsões do titular do Planalto foi o Banco Central, que resistiu à queda do custo do dinheiro no país, agravando as atividades produtivas.

O monetarismo roxo do ministro Meirelles atuou como freio ao crescimento da economia, desmentindo as previsões otimistas do presidente, que elevou o endividamento público para salvar o capitalismo nacional, ameaçado pelos juros meirellianos que favorem a candidatura Serra.
O monetarismo roxo do ministro Meirelles atuou como freio ao crescimento da economia, desmentindo as previsões otimistas do presidente, que elevou o endividamento público para salvar o capitalismo nacional, ameaçado pelos juros meirellianos que favorem a candidatura Serra.

Enquanto o presidente baixava medidas anti-cíclicas, para evitar a recessão, elevando o déficit público e o déficit em contas correntes, o presidente do Banco Central ouvia as previsões catastrofistas dos banqueiros, para sustentar o juro alto. Este acabou atrasando a recuperação da produção e do consumo. O BC jogou a economia na incerteza, acrescentando às incertezas detonadas pela crise global o prognóstico dos banqueiros de que os gastos governamentais anticíclicos aumentariam a inflação e consequentemente impulsionariam os juros. Os banqueiros passaram conversa fiada no BC, que jogou na oposição ao próprio governo. De um lado, o presidente Lula apostava todas as suas fichas no aquecimento das atividades produtivas, desonerando fiscalmente as empresas e bombando o consumo à moda keynesiana, ou seja, aumentando a dívida pública interna, que esconde, dialeticamente, a inflação, crescendo no lugar dela; de outro, Meirelles dava ouvidos à pesquisa Focus, elaborada pelos banqueiros, fazendo, contraditoriamente,  previsão especulativa de juro alto futuro em 2010 em meio à desvalorização do dólar. Resultado: o juro brasileiro mais alto do mundo detonou as esperanças de PIB positivo em 2009. O BC conseguiu agravar as carências de infra-estrutura urbana , responsáveis  por deixar o povo na merda, como destacou o presidente Lula, no Maranhão, na quinta-feira, graças à sustentação dos juros altos que limitam a capacidade de investimento do governo. Ou seja, o PIB DE MERDA é o contrapolo da vida do povo na merda.

 

  

Retranqueiro bancocrático

 

 

 

 

 

 

O ministro Mantega, da Fazenda, ficou vendendo otimismo o ano inteiro, mas não radicalizou contra a taxa de juros, como fez o vice-presidente da José Alencar Gomes da Silva, adversário da política monetarista de Meirelles, aproximando-se de Serra.
O ministro Mantega, da Fazenda, ficou vendendo otimismo o ano inteiro, mas não radicalizou contra a taxa de juros, como fez o vice-presidente da José Alencar Gomes da Silva, adversário da política monetarista de Meirelles, aproximando-se de Serra.

O BC jogou na retranca total antevendo fantasmas, ou seja, aumento da inflação. No momento em que a moeda se encontra sobrevalorizada, com a bancarrota do dólar e  dado o prestígio do Brasil no cenário internacional, como nova fronteira dos investimentos globais, as previsões inflacionárias deram  lugar às deflacionárias, especialmente, se o governo atendesse inteiramente os pedidos dos monetaristas para que eliminasse gastos de modo a evitar que os juros subam. Em doze meses corridos, a inflação está na casa dos 4,1%, abaixo da meta de 4,5%. A capacidade instalada do setor industrial encontra-se inferior a 80%. A desvalorização do dólar facilita investimentos em bens de capital e compra barato geral no exterior, jogando os preços internos para baixo, em meio a um mercado potencialmente consumidor, bombado pelos gastos públicos e disseminação de programas sociais, responsável por sustentar, relativamente, a reprodução do capital sem bancarrotas.A poupança interna virou o mercado interno bancado pelo keynesianismo lulista.  Caso contrário, os capitalistas nacionais esetariam na mesma  condição em que se encontram os congêneres nos  Estados Unidos e Europa. Se o PIB brasileiro cresceu no terceiro trimestre meros 1,3%, quando era esperado 1,8% a quase 2,5% – super-otimismo lulista – , na Europa, Estados Unidos, Japão, locomotivas capitalistas, a situação foi muito pior. No mesmo período não chegaram a 0,5%. Bancarrota geral sob ameaça de aprofundamento , como sinalizam os presidentes dos bancos c entrais, cada vez mais temerosos quanto à fraqueza das economias mais ricas e o perigo de deixá-las sem o amparo estatal.

Sustentado na força da mulher Mariza para enfrentar o câncer, o vice aproxima-se de José Serra no discurso contra os juros altos meirellianos que impediram o crescimento satisfatório do PIB. Estaria chegando a hora do discurso de Alencar no governo Lula para enfrentar a oposição de José Serra e garantir sua candidatura para Senador por Minas em 2010?
Sustentado na força da mulher Mariza para enfrentar o câncer, o vice aproxima-se de José Serra no discurso contra os juros altos meirellianos que impediram o crescimento satisfatório do PIB. Estaria chegando a hora do discurso de Alencar no governo Lula para enfrentar a oposição de José Serra e garantir sua candidatura para Senador por Minas em 2010?

Não fosse o conservadorismo monetarista do Banco Central, sob o comando do ministro Henrique Meirelles, que, ainda, por cima, deseja ser candidato a vice na chapa da ministra Dilma Rousseff(será?), o PIB nacional poderia ter sido positivo em 2009. Trabalhou contra os propósitos do presidente Lula a  sustentação, no Brasil, da elevada taxa de juro, enquanto em todo o mundo vigora juro negativo – eutanásia do rentista – , para não agravar o endividamento dos governos, inviabilizando-lhes o papel de estabilizadores do caos capitalista pós 2008. No momento em que a crise explodiu em setembro de 2008, todos os governos capitalistas desenvolvidos reduziram a taxa de juro. Como teriam que endividar-se, fortemente, jogando muito dinheiro em circulação para sustentar a produção e o consumo, afetados pelo empoçamento da liquidez financeira, decorrente da bancarrota dos grandes bancos, decidiram jogar os juros no chão. Caso contrário, teriam que pagar juros elevados para sustentar as escaladas dos déficits. Os ricos não são burros. No Brasil, vigorou raciocínio inverso. O presidente do Banco Central, em nome do combate à inflação, justamente, quando a inflação ameaçava se transformar, na crise, em deflação, manteve os juros altos. Favoreceu, extraordinariamente, os banqueiros, que não cooperaram, na hora H, com o governo Lula,  desesperado diante da possibilidade de bancarrota dos bancos pequenos e das empresas em geral, afetadas, duramente, pelos cortes de créditos imediatos.  Não fosse o governo jogando dinheiro na circulação, adeus.

 

 

Candidato dos banqueiros

 

 

 

 

  

 

A presidente interina do PMDB, Iris de Araújo, mulher de Iris Resende, maior expressão do partido em Goiás, pode trabalhar por Henrique Meirelles, na batalha para inseri-lo em lista tríplice, como recomendou o presidente Lula, interferindo, diretamente, na campanha eleitoral de sua candidata escolhida à revelia do PT.
A presidente interina do PMDB, Iris de Araújo, mulher de Iris Resende, maior expressão do partido em Goiás, pode trabalhar por Henrique Meirelles, na batalha para inseri-lo em lista tríplice, como recomendou o presidente Lula, interferindo, diretamente, na campanha eleitoral de sua candidata escolhida à revelia do PT.

Em vez de ajudar o governo a reduzir seu endividamento, o BC manteve o juro alto escutando o argumento dos bancos segundo o qual o déficit do governo, em expansão, seria traduzido em taxa de juro mais alta. Meirelles avalizou tal argumento, podendo ter como prêmio sua candidatura à vice de Dilma pelo PMDB. O governo dilmista, se vitorioso, em 2010, teria a presença forte da bancocracia. As razões dos bancos, construída na manipulação de pesquisas coordenadas por eles mesmos, acabou convencendo o BC a sustentar os juros altos no auge da crise, agravando a situação financeira do governo e das empresas em geral. Ao mesmo tempo, com os juros altos, os grandes banqueiros, que se negaram a ajudar os bancos menores a pedido do governo, utilizando recursos do compulsório a juro zero, jogaram suas reservas não no avanço do crédito ao consumo, mas nos títulos do governo, para ganhar sem trabalhar, especulando  com a selic. No auge do clima de incerteza, os bancos partiram não para a cooperação com o governo, mas para fazer avançar a oligopolização bancária.  O ITAÚ e o Unibanco correram não para o chamamento do presidente Lula em favor da cooperação econômica, mas para a fusão entre eles,  a fim de se tornarem mais fortes, jogando especulativamente nos juros altos dos títulos públicos bancados pela política monetarista meirelliana, embora a inflação estivesse, como está , sob controle.  

Temer está sendo rifado pelo presidente que sugeriu-exigiu lista tríplece para a ministra Dilma escolher. Tudo na base do dedação, que vai configurando a anti-democracia partidária no Brasil, expressa em manifestãções de coronelismo político sustentado em popularidade presidencial em alta.
Temer está sendo rifado pelo presidente que sugeriu-exigiu lista tríplece para a ministra Dilma escolher. Tudo na base do dedação, que vai configurando a anti-democracia partidária no Brasil, expressa em manifestãções de coronelismo político sustentado em popularidade presidencial em alta.

Os banqueiros especularam contra o tesouro nacional no instante em que o esforço governamental tentava livrar o país do chamado risco Brasil, a fim de ser percebido de forma oposta, isto é, como atrativo aos investimentos, o que acabou acontecendo.  A força do presidente do Banco Central se revelou poderosa. A lembrança do seu nome para ser vice na chapa da ministra Dilma Rousseff, durante a semana,  indic a, claramente, que ele é o candidato dos banqueiros a vice-presidência da República. Depois que o presidente Lula, na quinta, 10, recomendou ao PMDB que escolha três candidatos para Dilma Rousseff escolher entre eles aquele que preferir como companhia, abriu espaço ao titular do Banco Central. O presidente da Câmara , deputado Michel Temer está sendo rifado, à luz do dia. Como a força dos bancos é determinante dentro do PMDB, pois são as maiores fontes de financiamento de campanha eleitoral, os peemedebistas, pontos de equilíbrio da coalização governamental, pensarão duas vezes em escolher o vice de Dilma, de agora em diante, estando Meirelles com a ficha do partido no bolso.  A configuração político- democrática da escolha da chapa presidencial da coalizão lulista vai revelando o espírito coronelista que está por trás dela. O presidente Lula escolheu Dilma sem ouvir o PT e delega a Dilma o mesmo poder, isto é, a tarefa de escolher seu vice dentro do PMDB numa lista tríplice.  O poder do presidente Lula, ancorado na popularidade chancelada por 83% da população, o induz a intervir geral no processo sucessório.  Depois de considerar que sua missão é a de tirar da merda  os pobres que vivem sem infra-estrutura urbana, o titular do Planalto, por conta da política monetarista meirelliana, colhe um crescimento de merda do PIB, mas , sob pressão dos bancos, vai ter que impor a merda na chapa de Dilma. Ou o PIB de merda, construído pelos juros altos, virará a maior ameaça ao titular do BC sob ataque do governador José Serra de agora em diante?

 

 

Falsa democracia lulista-arrudista

Na falsa democracia brasileira quem vai às ruas para protestar contra a corrupção leva cacete dos falsos democratas que se dizem dispostos a extirpar as práticas corruptas com mero disfarce democrático enquanto mantêm prisioneiros do populismo a expressão real democrática que são os partidos capados pela prática anti-democrática da govenabilidade eternamente provisória.
Na falsa democracia brasileira quem vai às ruas para protestar contra a corrupção leva cacete dos falsos democratas que se dizem dispostos a extirpar as práticas corruptas com mero disfarce democrático enquanto mantêm prisioneiros do populismo a expressão real democrática que são os partidos capados pela prática anti-democrática da govenabilidade eternamente provisória.

O festival de cinismo político está no ar. No Dia Internacional de Repúdio à Corrupção, então, o negócio chegou ao auge. Em Brasília, tambor nacional-internacional, pancadaria da política em cima das reservas morais da nação, os estudantes, que combatem a corrupção nas ruas. No Tribunal Superior Eleitoral, pedido de desespero do governador Arruda, flagrado com a mão na massa de dinheiro sujo, prestes a ser expulso do seu partido o DEM, arma-se maracutaias. No Congresso, o PMDB, maior partido da aliança governamental, fantástico, foge da responsabilidade. Os peemedebistas, ao contrário dos democratas, descartaram discussão sobre a decisão partidária de abandonar o titular do poder no DF, logo eles, que estão, totalmente, sujos, não apenas na relação com o governo atual,  Arruda-Octávio, mas, igualmente, na com o anterior, do ex-governador Joaquim Roriz, ovo da serpente, no qual germinou Durval Barbosa, o detonador-geral das reputações. No PT, o deputado Ricardo Berzoini, com a lavanderia cheia de maracutaias, herdadas do mensalão, diz, incrível, na maior cara de pau, que a questão ética não fará praça na eleição presidencial. E o presidente Lula, gênio do disfarce, em meio às críticas gerais sobre a generalização da corrupção no país, que deixa o deputado Paulo Maluf, até, constrangido, destaca que enviará ao Congresso projeto de lei que torna crime hediondo a prática corruptora. Não tocou na causa, mas nos efeitos.

Onde estaria a causa? Justamente na forma de governar dos presidentes da Nova República, herdeiros da ditadura militar, rendidos às determinações dos banqueiros e do Consenso de Washington, depois da crise monetária dos anos de 1980, responsáveis por levarem os governantes neorepublicanos neoliberais a baixarem, a torto e a direito, medidas provisórias como alternativas-mor da governabilidade nacional corrupta. No momento em que a capital da República atrai as atenções nacionais e internacionais para a roubalheira patrocinada pelos políticos, estes fazem mera figuração. O lance lulista, ontem, é uma representação falsa. O titular do Planalto, como os peemedebistas, fugiu da responsabilidade de convocar o Congresso para atacar o foco principal da corrupção: o abastardamento dos partidos. Ao contrário, para desmoralizar, ainda mais, as agremiações partidárias, promete jogar no teatro do Congresso mais uma medida provisória, esta, agora, para dar solução, de cima para baixo, à questão dos aposentados. Há meses, eles discutem com os partidos a forma de evitar a destruição dessa categoria social sacrificada pelo Consenso de Washington em nome do diagnóstico do FMI segundo o qual a inflação, no Brasil, decorre do excesso de demanda. Ou seja, o povo consome demais, por isso tem que economizar em forma de redução dos seus salários. Os aposentados pagaram o pato.

 

 

 

"Precisamos fingir para nós mesmos que tudo que é útil é verdadeiro, se deixa de ser útil, deixa de ser verdade"(Keynes). A falsa democracia partidária de Lula e Arruda está manchadas pelo dinheiro que compra consciências e atrasa o processo político democrático nacional, tornando o Congresso, como está conformado, em mera desutilidade.
"Precisamos fingir para nós mesmos que tudo que é útil é verdadeiro, se deixa de ser útil, deixa de ser verdade"(Keynes). A falsa democracia partidária de Lula e Arruda está manchadas pelo dinheiro que compra consciências e atrasa o processo político democrático nacional, tornando o Congresso, como está conformado, em mera desutilidade.

Em vez de chamar os líderes políticos para fortalecer os partidos, a fim de ganharem confiança com os deserdados da política econômica neoliberal, o presidente promete solução populista de modo a sair como salvador da pátria, na base do individualismo. Deverá, como se articula, mandar mais uma medida provisória, a fim de solucionar, de cima para baixo, ao largo dos partidos, o arrocho salarial em cima dos velhinhos. Em vez de fortalecer as organizações partidárias, por meio das quais os antagonismos sociais permeariam em busca de seus destinos, o presidente, na prática, empenha-se em desmoralizar os partidos quanto mais fala que lutou pela reforma partidária. Faz o contrário do que fez a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que conseguiu aprovar, semana retrasada, no Congresso, reforma política cuja essência é o fortalecimento político dos partidos, ou seja, dos representantes da sociedade. Os candidatos escolhidos para disputar eleições – vereadores, prefeitos, deputados, senadores e presidentes – terão, desde já, na Argentina, que serem previamente escolhidos pelos FILIADOS E NÃO FILIADOS  antes das eleições gerais, de modo que a lista partidária não será dada pelo dedaço dos coronéis, de cima para baixo e por debaixo dos panos, como está sendo a escolha da  candidata do presidente, ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao largo do partido, mas pela própria comunidade organizada. Marco histórico da Argentina para melhorar os costumes políticos na América do Sul.

Ficou, aliás, comprovada, no caso argentino, a eficácia da derrota eleitoral como fator de avanço da democracia. Cristina perdera as eleições parlamentares em junho e antes que houvesse a renovação e posse do novo Congresso, aproveitou sua maioria no parlamento para revolucionar, democratiamente, o perfil  político portenho.  Teria agido dessa forma se tivesse obtido maioria? Ou seja, o presidente Lula haveria que perder as eleições em 2010, pelo menos no parlamento, para que, antes que a oposição assumisse, em nova legislatura, buscasse a renovação da cultura corrupção político-eleitoral nacional, em forma de reforma política avançada. Derrotar o governo no Congresso seria, assim, altamente positivo. SALVE A DERROTA DEMOCRÁTICA!

 

 

 

Escolhida no dedaço pelo presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, na campanha eleitoral 2010 que se inicia, é a expressão da própria falsa democracia brasileira, em que os partidos são meras figurações manipuladas pelo coronelismo político, ao qual o PT aderiu, principalmente, depois que se manchou no mensalão, igualando-se, anti-eticamente, aos demais partidos alvos de sua crítica. O crítico passa a ser criticado.
Escolhida no dedaço pelo presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, na campanha eleitoral 2010 que se inicia, é a expressão da própria falsa democracia brasileira, em que os partidos são meras figurações manipuladas pelo coronelismo político, ao qual o PT aderiu, principalmente, depois que se manchou no mensalão, igualando-se, anti-eticamente, aos demais partidos alvos de sua crítica. O crítico passa a ser criticado.

Praticamente, o titular do Planalto realiza mera representação falso democrática quando diz que está disposto a combater a corrupção, mas adota providências que promove a corrupção, quando enfraquece os partidos, tirando deles a responsabilidade de tocarem as questões fundamentais  , preferindo optar por medidas provisórias. Nesse sentido, a grande conquista que ele diz que irá deixar, vale dizer, a Consolidação das Leis Sociais(CLS), repetindo Getúlio Vargas, que promoveu a Consolidação das Leis do Trabalho(CLT), não seria grande, mas pequena conquista, irrisória. Afinal, os direitos fundamentais da cidadania já estão inscritos na Constituição de 1988. Muitos deles, inclusive, foram retirados pelas forças do capital, na Era FHC, como foi o caso do artigo 192, que fixava taxa de juro de 1% ao mês, 12% ao ano, detonado pelo Consenso de Washington, em nome do combate à inflação e da concentração da renda nacional, garantida, por sua vez, no artigo 166, parágrafo terceiro, ítem II, letra b, que proíbe contingenciamento dos recursos destinados ao pagamento dos juros da dívida, enquanto todos os demais setores da economia estão sujeitos a ter seus recursos orçamentários contingenciados. Nova República bancocrática neoliberal em ação sob determinação dos credores.

Agora, depois do sucesso dos programas sociais lulistas, que, indiscutivelmente, fortaleceram o mercado interno, a moeda e a  base industrial brasileira, que, antes, necessitava de desvalorizações cambiais, para exportar seus excedentes acumulados por falta de consumo interno, o presidente Lula entra numa de sair endeusado , na base do gesto getulista, de fixar a CSL, quando esse não é mais o essencial como fator de afirmação dos direitos de cidadania. Tratar-se-ia, sim, de algo acessório, chover no molhado, porque do principal ele foge, que seria lutar pela reafirmação do fortalecimento dos partidos políticos como expressão legítima da cidadania, por meio dos quais ela se realiza por si mesma, sem o populismo presidencial. Com a CLS, Lula, como Getúlio, quer eternizar-se como PAI DOS POBRES e não como LIBERTADOR DOS POBRES.  De que adianta a conquista da CLS, se quem realiza o avanço democrático em nome da sociedade, os partidos, continuarão manipulados por medidas provisórias falsamente democráticas? Lula, dessa forma, não vai para a história como patrocinador dos avanços políticos democráticos partidários, mas como enrolador populista que se dispõe a endeusar-se pessoalmente ao largo da afirmação dos partidos.

 

 

 

A falsidade democrática tucano é igual à sua congenere petista-peemdebista-democrata, todos farinha do mesmo saco, arredios ao avanço democratico dos partidos, fugindo das prévias eleitorais nos partidos para escolher fichas limpas capazes de disputarem a eleição com o aval tanto dos filiados como, igualmente, dos não-filiados, como acontece na reforma política aprovada na Argentia pelo governo de Cristina Kirchner.
A falsidade democrática tucano é igual à sua congenere petista-peemdebista-democrata, todos farinha do mesmo saco, arredios ao avanço democratico dos partidos, fugindo das prévias eleitorais nos partidos para escolher fichas limpas capazes de disputarem a eleição com o aval tanto dos filiados como, igualmente, dos não-filiados, como acontece na reforma política aprovada na Argentia pelo governo de Cristina Kirchner.

Os instrumentos verdadeiros da cidadania que, realmente, se implementados, detonariam a corrupção, não são acionados, para criar autênticos líderes políticos, escolhidos pela comunidade por intermédio dos partidos. Falsa democracia. Pouco resolve mandar ao Congresso projeto de lei tornando hedionda a prática da corrupção, se quem  votar essa lei for escolhido pela força do dinheiro do caixa dois eleitoral, potencializando os exemplos dos Arrudas, dos Paulo Octávios, dos Roriz, dos Sarneys, dos Lulas, que são escolhidos anti-democraticamente, no interior dos seus partidos, sem prévias eleitorais, pelos FILIADOS E NÃO FILIADOS, como passa a acontecer na Argentina, superando a prática populista partidária, para disputarem eleições.

A ministra Dilma Rousseff, governista, assim como os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, fazem figuração anti-democrática, pois não abrem o bico em favor de que sejam , eles mesmos, expressão da força partidária, para disputar os cargos que almejam, via escolhas prévias, nacionais e simultâneas. Serra e Aécio , por exemplo, fogem da disputa prévia dentro do PSDB. O governador do Paraná, Roberto Requião, do PMDB, defende a prévia eleitoral, mas, em vez de ser elogiado, é defenestrado pelos próprios peemedebistas. E o presidente Lula, que poderia ser o campeão da democracia brasileira, joga a história do PT no lixo, desdenhando as verdadeiras expressões populares petistas, como é o caso, por exemplo, do senador Paulo Paim, do Rio Grande do Sul, o Obama brasileiro, e de outras expressões populares petistas, para apontar, no dedaço, a sua escolhida, ao largo da discussão e votação partidária, tudo de cima para baixo, na base do coronelismo populista anti-democrático.

A proposta lulista contra a corrupção é, evidentemente, uma falsa proposta. Por esse ângulo, Lula, Sarney, Temer, Arruda, Paulo Octávio, Roriz, José Serra, Aécio Neves se igualam no ambiente falso-democrático nacional. Farsa pura. Napoleão estava certo: os congressos burgueses são movidos pela grana. E os advogados são chamados para chancelar a  grande contradição burguesa, isto é, a construção da superestrutura jurídica que determina a igualdade jurídica como expressão da desigualdade social.

 

Copenhague sinaliza socialismo ou barbárie?

João Gregório, primeiro neto, saravá, chegou em 04.12, véspera da Conferência de Copenhague e do hexa campeonato do Flamengo. Assistiu o jogo no colo do Pedro, famenguista roxo. No momento do gol de Angelim, sensacional, deu uma cagada e uma mijada maravilhosas.  MENNNGOOO!!! Quanta emoção e graça na chegada da vida eterna, amém.
João Gregório, primeiro neto, saravá, chegou em 04.12, véspera da Conferência de Copenhague e do hexa campeonato do Flamengo. Assistiu o jogo no colo do Pedro, famenguista roxo. No momento do gol de Angelim, sensacional, deu uma cagada e uma mijada maravilhosas. MENNNGOOO!!! Quanta emoção e graça na chegada da vida eterna, amém.

Como será possível articular a oferta global de 200 bilhões de dólares anuais para distribuir entre 192 países que participam da Conferência de Copenhague de modo a adquirirem condições de combater a emissão de gases de efeito estufa para que a temperatura da terra não se eleve mais  2 graus centígrados a partir de 2050 senão pelo avanço da cooperação internacional que aponta superação do egoismo capitalista e emergência de nova sociedade? Socialismo ou barbárie?

Ao mesmo tempo, como será possível evitar carnificina competitiva internacional, depois que se desarticulou a relação comercial Estados Unidos-China, com os produtos chineses, depois do freio consumista americano, entrando adoidado nas economias capitalistas periféricas mediante moeda desvalorizada, cujo resultado é reafirmação de modelo de desenvolvimento auto-destrutivo das forças produtivas e das relações sociais da produção, senão pela superação do unilateralismo e implementação do multilateralismo internacional?

De um lado, tem-se a sinalização de que se tornou indispensável a cooperação entre os povos, para sustentarem o equilíbrio ecológico global, mas, de outro, a capacidade instalada da estrutura produtiva e ocupacional requer investimentos que, essencialmente, levam à destruição ambiental. Investe-se na destruição, para que se busque alternativas ao próprio processo produtivo suicida-egoista.

Os investimentos que os países procuram realizar destinam-se a uma base produtiva apoiada na sobreacumulação de capital cujas consequências são aumento das próprias contradições. No dia em que se iniciou a grande conferência, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama  anunciou investimentos de 200 bilhões de dólares em infra-estrutura produtiva para dar sustentação ao modelo de desenvolvimento americano que, essencialmente, representa desequilibrio ambiental intrínseco, perigoso para a saúde humana, como reconheceu a agência norte-americana de meio ambiente.

Se os Estados Unidos gastam 200 bilhões em medidas que contêm , em si mesmas, o germe da destruição ambiental, o que farão os demais países, China, por exemplo, cuja base produtiva, igualmente, é ultra-destruidora do meio ambiente?

Ao mesmo tempo Obama rasga a fantasia de pacifista ao apostar suas fichas na ampliação dos investimentos em economia de guerra, que, ao longo do século 20, puxou a demanda capitalista global, especialmente, depois da segunda guerra mundial, quando o dólar, sem  lastro, apoiado nas bombas atômicas, passa a ditar a divisão internacional do trabalho.

Calcula-se que o deslocamento de mais 30 mil soldados americanos para o Afeganistão, a fim de combater os talebans, implicará gastos de 1 trilhão de dólares. Jogada essa quantia monetária na circulação, ocorrerá o incremento da produção bélica e espacial. Ou seja disposição governamental de promover o equilibrio ambiental, de um lado, e a destruição , de outro. Contradição total.

O modelo de desenvolvimento guerreiro, que conformou aquilo que Eisenhouwer denominou, nos anos de 1960, de ESTADO INDUSTRIAL MILITAR NORTE-AMERICANO, continua sendo a opção principal do império, enquanto Barack Obama fantasia o discurso pacifista do meio ambiente. Grande farsa no teatro humano em que desenvolverá o espírito de João Gregório.

O primeiro negro que chega à presidência dos Estados Unidos sinaliza a paz com o comprometimento de redução de 17% da emissão de gases CO2 na atmosfera até 2020 em relação emissões registradas em 1995, algo semelhante ao que promete, também, os europeus, em 20%. Ao mesmo tempo, porém, rende-se às pressões do Pentágono e manda ver na economia de guerra. Pólo e contrapolo do império que balança no compasso da desvalorização do dólar, responsável por manter a economia capitalista em ritmo de permanente  bolha especulativa global.

Prevalecerá a esperança da renovação político-ideológica que aponta para uma nova sociedade comprometida com o equilibrio ambiental, sem maiores agressões à natureza, a fim de evitar os violentos desequilíbrios, como os demonstrados pelas destruidoras chuvas , em São Paulo, nessa terça-feita, bem como outras calamidades pelo mundo afora, ou vingará a continuidade da barbárie na decisão obamista, rendida às determinações dos falcões da guerra, cuja essência é anti-ecológica?

O modo com que os líderes mundiais agirão para alcançar os recursos modernizadores da base produtiva, adequada à sustentabilidade ambiental,  alterará, certamente, a relação preços- salários no compasso do desenvolvimento das forças produtivas e das relações sociais da produção em novas bases políticas contraditórias.

Se não houver cooperação entre os agentes políticos, o impasse ambiental não será superado, da mesma forma que não se encontra, até o momento, saída para o impasse no qual vai se afundando o sistema monetário global, tendo o dólar como equivalente geral já batendo biela, incapaz de garantir sua própria utilidade.

A posição brasileira na capital norueguesa está, aparentemente, confortável, porque o presidente Lula deu show político ao comprometer-se com metas ousadas – redução das emissõesde CO2 em quase 40% entre 2009 e 2020, bem como diminuição de 80 por cento do desmatamento da Amazônia e do Cerrado, já que a Mata Atlântica está, praticamente, destruída.

A China e os Estados Unidos, que estavam enrolando o assunto, foram para as cabeças, também, seguindo o Brasil. Obama passou por cima do Congresso ao obter aval da agência ambiental americana que confirmou malefício à saúde da população o aumento das emissões de CO2.

O x do problema no pós-Copenhague será saber se haverá celeridade política entre os líderes mundiais para bancar investimentos capazes de promover adaptações tecnológicas empresariais de modo a diminuir os efeitos danosos dos gases poluentes. Indiscutivelmente, será preciso, como destacou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, investimentos externos, para cobrir os custos adicionais, indispensáveis à consecução das metas prometidas.

Certamente, o Brasil dispõe da Amazônia, cujo desmatamento colocou-o na condição de um dos maiores poluidores do planeta. A capitalização brasileira por conta da queda das emissões devido à redução do desmatamento deverá ocorrer como renúncia dos empresários em investir no agronegócio nas áreas que seriam desmatadas e que se constituirão em ativos financeiros gerados pelo comércio do carbono economizado.

Não há nada seguro, por enquanto, quanto às disposições cooperativas, efetivas, para se transformar a economia do alto carbono em seu inverso, economia de baixo carbono. Seriam necessários R$ 10 bilhões anuais para o Brasil sustentar a modernização tecnológica da base produtiva, capaz de diminuir , significativamente, as emissões de CO2. Caso contrário, não terá como bancar a renúncia dos investimentos nas atividades agropecuárias, que tenderiam a garantir ingressos financeiros ao país pelas exportações de alimentos . Quanto custará, então , a Amazônia, no sentido de preservá-la, e quem pagará a conta, se não há consenso quanto a tal renúncia? Incognita total.

Copenhague, simultaneamente, sinaliza a cooperação socialista e desarranjo capitalista. Cooperação, porque o consenso global em torno da preservação ambiental implicará em organização econômico-social-política alternativa às determinações capitalistas, que se alavancam em forma de super-concentração de renda, de um lado, e super-exclusão social, de outro; desarranjo capitalista especulativo, porque coloca em tensão relações políticas e econômicas explosivas, detonadas pela grande crise global, que levam os Estados Unidos, o país mais poderoso do sistema, a insistirem em fórmula econômica guerreira que ameaça a sustentabilidade global. Eis a dualidade com a qual João Gregório terá que se virar longo do século 21.

 

 

 

 

 

 

Estudantes, reservas morais da nação

A resistência dos estudantes dentro da Câmara Legislativa representa a consciência da sociedade cansada de ser desrespeitada por políticos corruptos que trairam a vontade popular para fazer valer seus interesses financeiros, cujas consequências são a desestruturação moral da sociedade e a ameaça de caos econômico-financeiro. A justiça falará mais alto contra os corruptos ou ficará tudo por isso mesmo?

A resistência dos estudantes dentro da Câmara Legislativa representa a consciência da sociedade cansada de ser desrespeitada por políticos corruptos que trairam a vontade popular para fazer valer seus interesses financeiros, cujas consequências são a desestruturação moral da sociedade e a ameaça de caos econômico-financeiro. A justiça falará mais alto contra os corruptos ou ficará tudo por isso mesmo?

A decisão dos estudantes brasilienses de ocuparem a Câmara Legislativa do Distrito Federal, considerada CASA DO ESPANTO, por aprovar inúmeras leis que são, sistematicamente, derrubadas pelas instâncias jurídicas superiores como inconstitucionais, visto que atendem, geralmente, a interesses de grupos, aos quais os governantes, pelo visto, aliaram-se, como alternativa para comprar consciências, é o fato político do ano.

Certamente, tal evidência e gesto altamente renovador dos costumes políticos surgiram como reação espetacular ao escândalo patrocinado pelo governo Arruda-Octávio, cujos bastidores é pura fedentina. A fuga dos partidos para não ficarem perto da tremenda catinga e não se apodrecerem até as eleições, para serem negados nas urnas, demonstra o espetáculo imoral que marca a capital da República às vésperas de completar  seus 50 anos, envergonhando JK e seus descendentes.

O que estaria sendo abortado em forma de corrupção, envolvendo os festejos dessa data magnânima, só o tempo vai dizer, ou não. Mas, o que interessa, no momento, é a resistência estudantil. Dirão que são bagunceiros, que representam versão modelada pelo MST, que isso e que aquilo. Na prática, constituíram-se em resistência da consciência popular.

O assunto corrupção no Distrito Federal permeia o comportamento dos partidos políticos que estão ao lado do governo e escandalizam os habitantes do Distrito Federal. Vai evidenciado o óbvio: a construção dos desmandos ocorreu lenta e gradualmente a partir do governador Joaquim Roriz, que elevou ao máximo os desmandos, enquanto mantinha, de forma competente, uma áurea popular.

Indiscutivelmente, o ex-governador atendeu os interesses populares. Ao dar acesso aos lotes para que os moradores sem teto pudessem ter o seu e nele construíssem sua moradia permitiu conquista social indiscutível. Elevou, com isso, a economia a um patamar admirável, porque a construção civil ganhou dimensão significativa, gerando emprego, renda, consumo, arrecadação e investimentos públicos etc.

 

Populismo e roubalheira

 

Se não fosse os estudantes que ousadamente ocuparam a CASA DO ESPANTO talvez a maracutaia patrocinada pelos falsos representantes poderia rolar com mais facilidade a fim de livrarem os ladrões das penas que terão que cumprir, necessariamente, na cadeia, se , realmente, a justiça for feita para valer no Distrito Federal. Mas, será que isso ocorrerá na t erra onde manda quem tem QI?

Se não fosse os estudantes que ousadamente ocuparam a CASA DO ESPANTO talvez a maracutaia patrocinada pelos falsos representantes poderia rolar com mais facilidade a fim de livrarem os ladrões das penas que terão que cumprir, necessariamente, na cadeia, se , realmente, a justiça for feita para valer no Distrito Federal. Mas, será que isso ocorrerá na t erra onde manda quem tem QI?

Roriz deu lição ao programa MINHA CASA , MINHA VIDA, que está sendo tocado pelo presidente Lula. Em vez de excluir o morador da possibilidade de construir sua própria casa, dando essa tarefa para grandes empresas, com dinheiro do governo repassado à Caixa Econômica Federa(CEF), algo que possibilita desmandos possíveis e imagináveis, o ex-governador permitiu que os pobres construíssem sua própria moradia, a partir do lote concedido pelo poder público. Crença total no empreendedorismo popular, no qual Lula mostra, nesse momento, não acreditar, preferindo convocar os grandes empreiteiros, por trás dos quais a corrupção campeia, como os fatos têm, historicamente, demonstrando nos últimos anos.

Cumpriu, dessa forma, o ex-governador do DF os cronogramas sociais. Acreditou no povo, na sua capacidade empreendedora, o que não acontece, por exemplo, com o MINHA CASA, MINHA VIDA lulista. Talvez, por isso, não esteja alcançando resultados previamente anunciados com toda a pompa, porque os interesses dos grandes, que estão tocando o programa, impedindo que  o povo construa por si mesmo, não deixam.

Embora Roriz tenha acreditado na capacidade empreendora popular, não deixou, ao mesmo tempo, de andar mal acompanhado, como foi o caso da contratação de Durval Barbosa, policial que foi tomar conta da CODEPLAN, de onde armou toda uma jogada especulativa que destruiria reputações, tanto de Roriz, como de quem viria substituí-lo mais tarde, como é o caso do governador Arruda, demonizado e prestes a ser defenestrado pela população, junto com seu vice, Paulo Octávio.

O governador não apenas aprendeu a ser grande secretário de Obras, na administração de Roriz, mas, igualmente, sujou-se nas armações corruptas , em parceria com Durval. Seu governo, pelo que se pode perceber, graças às contundentes provas disponíveis, exagerou na dose. Estará pagando seus pecados pela vida eterna, amém.

A lama política arrudista envolveu, depois do aprendizado adquirido nas administrações do ex-governador Roriz, a maioria dos partidos – PMDB, PPS, PS, PDT, PSDB – sob comando do DEM, do governador e do vice. Ambos, em dobradinha que vai para a história como maldição a ser extirpada pela ética popular, ampliaram o escopo corruptista rorizista e abusaram da paciência geral.

Durval Barbosa, elemento sinistro que, igualmente, vira fato histórico para ser lembrado com asco pelas futuras gerações, contribuiu, no final das contas, com as fitas da corrupção que gravou, como profissional de investigação, para dar dimensão gigantesca ao processo de desmandos gerais no DF.

 

Hombridade estudantil 

  

A força estudantil obrigou os políticos a se renderem à força do ideal que busca para o Distrito Federal um status quo oposto ao que se verifica, manchado pelo desmando, corrupção e ladroagem, envergonhando a população que deixa de acreditar em falsos líderes que pousam como vestais arrombados pelo desejo de fazer o pé de meia a qualquer custo às custas dos contribuintes.

A força estudantil obrigou os políticos a se renderem à força do ideal que busca para o Distrito Federal um status quo oposto ao que se verifica, manchado pelo desmando, corrupção e ladroagem, envergonhando a população que deixa de acreditar em falsos líderes que pousam como vestais arrombados pelo desejo de fazer o pé de meia a qualquer custo às custas dos contribuintes.

Faz-se necessário, inclusive, que a população venha a agradecê-lo. Talvez, o sujeito  não desejasse que suas ações  malditas alcançassem a repercussão que alcançou. Não estaria em seus propósitos sua própria destruição, que , felizmente, acontece, levando de roldão um monte de gente, que traiu a confiança popular. Mas, o fato é que com a podridão exposta tornar-se mais fácil sua remoção.

A contribuição dos estudantes, nesse momento, é, justamente, essa, a de dar dimensão extraordinária a esse fato, com o qual as falsas lideranças conviviam, sem se sentirem envergonhadas, levando a vida como se tudo fosse normal.

O comportamento do deputado Prudente, presidente da Câmara Legislativa, é único na história do Brasil. Não se tem notícia de alguém que tenha abastardado tanto o poder legislativo, jogando por terra sua utilidade prática, na medida em que levantou a população para questionar se realmente é útil ou merece ser eliminado tal poder abastardado.  A presença dos estudantes ocupando a Casa legislativa é um ato de resistência democrática que deve ser saudado com honras.

Os estudantes brasileiros, depois da ditadura militar, que deu lugar à Nova República, cuja essência política e econômica  foi a de render-se ao Consenso de Washington, adotando o neoliberalismo , pregador do pensamento único alienado, tinham saído da cena política nacional. Parecia que tinham acomodado.

De certa forma, isso aconteceu, enquanto os crimes contra a sociedade, por meio da prática da corrupção, foram se acumulando, no compasso da estratégia governamental em que a prioridade nacional passou a ser o econômico-financeiro, em forma de pagamento dos juros aos credores, e não o social, para resgatar os mais pobres da indigência, tornando-os consumidores e construtores da nação.

 A União Nacional dos Estudantes(UNE), nesse período histórico neorepublicano neoliberal, rendeu-se ao comodismo. A política deixou de ser o assunto de primeira ordem dentro das universidades, como ocorreu nos anos de 1970/1980, de resistência à ditadura.

 No compasso do capitalismo especulativo, nova ordem foi sendo imposta e o prioritário, para os estudantes deixou de ser a política, para dar lugar às preocupações com a profissionalização e conquista do mercado de trabalho.

Contudo, enquanto a alienação estudantil avançava, no seu rastro, ampliavam-se, também, os desmandos políticos, avantajados pela ausência das pressões estudantis e populares junto aos políticos, que, nos legislativos, deixaram de exercitar seu papel para render-se à governabilidade eternamente provisória, a cargo do poder executivo, rendido às determinações dos credores internacionais.

Essa ausência criou as bases para a expansão sem limites da corrupção dos poderes da República, executivo, legislativo e judiciário. A tampa explodiu no Distrito Federal. Os estudantes brasilienses, nesse contexto, elevam-se como consciência moral da nação para dar um  basta geral.

O desdobramento do escândalo arrudista-paulooctavista abre as portas de  novo momento histórico cujas conseqüências apontam para a remoção dos desmandos, obrigando a CASA DO ESPANTO a se tornar mais sintonizada com os interesses populares e menos com os ladrões do dinheiro do contribuinte.

 

 

 

 

Bancarrota da democracia do dinheiro

As democracias sul-americanas, historicamente, comandadas pelo dinheiro de Washington, para promover a sobreacumulação de capital especulativo, poderá ser removida pela democratização dos partidos, que abre espaço para a comunidade eliminar os fichas sujas que infestam o panorama político-eleitoral-econômico sul-americano.
As democracias sul-americanas, historicamente, comandadas pelo dinheiro de Washington, para promover a sobreacumulação de capital especulativo, poderá ser removida pela democratização dos partidos, que abre espaço para a comunidade eliminar os fichas sujas que infestam o panorama político-eleitoral-econômico sul-americano.

Se houvesse, no Brasil, o que acaba de acontecer na Argentina, ou seja, reforma política que moraliza os partidos, levando para dentro deles, o povo, a fim de escolher, PREVIAMENTE, em grandes debates comunitários, candidatos que disputarão cargos político-parlamentares, certamente, o governador Arruda, dinâmico construtor, engenheiro, inteligente, não estaria na fria em que se encontra. O grande lance da reforma política argentina é que quem escolhe a lista partidária, em PREVIAS OBRIGATÓRIAS, SIMULTÂNEAS, NACIONAIS, são os eleitores. Sequer precisa ser filiado a qualquer partido. Se José da Silva, que não é petista, entrar na discussão da escolha dos candidatos do PSDB, por exemplo,  pode ir lá votar, sem ter a ficha de tucano. A sociedade, em sua composição antagônica, sob capitalismo, dá o tom do processo. Dialética política. Quando o candidato escolhido sai das prévias, está, evidentemente, com a FICHA LIMPA, tirada na urna. Claro, quem votou nas prévias a favor de fulano/a, sabendo que é gente fina, sintonizada com as demandas sociais autênticas, confirmará seu voto nas eleições gerais. Eis a grande reforma política que foi aprovada pelas hermanas e hermanos na última quarta feira. Os caciques perdem o poder. Este se transfere para a comunidade. O populismo, que, segundo Trotski, nasce porque os partidos são vagabundos, sem legitimidade, levando a sociedade a buscar lideranças carísmáticas, vira história, abrindo espaço para o novo ator, o partido autêntico, comunitário. Caso Arruda-Octávio saissem desse processo para governar o DF estariam no auge da sua popularidade, porque competência profissional eles possuem de sobra. Desde quando era secretário de Obras no governo Roriz, onde aprendeu, com o cacique, a executar falcatruas impressionantes que o levariam ao desastre, Arruda, jogando na corrupção, tentou ser esperto demais. A esperteza quando é demais vira bicho e engole o homem, como dizia o ex-governador de Minas e ex-vice presidente, Aureliano Chaves.

Cristina dá grande lição a Lula ao democratizar a escolha prévia de candidatos para disputar eleições, enquanto no Brasil rola o dedaço do titular do presidente para escolher sua candidata à revelia da democracia partidária. Humilhante.
Cristina dá grande lição a Lula ao democratizar a escolha prévia de candidatos para disputar eleições, enquanto no Brasil rola o dedaço do titular do presidente para escolher sua candidata à revelia da democracia partidária. Humilhante.

A reforma política que fortalece os partidos acaba com a democracia do dinheiro. A bela exposição sobre os 120 anos da República, no Salão Negro do Congresso, demonstra, historicamente, as raízes da corrupção, no país, com a fixação da relação corrompida entre o poder central e as provincias por intermédio de pactos entre o chefe do governo central com os chefetes dos governos provinciais, em troca de apoio, para indicar os futuros ladrões que teriam o dom da continuidade do poder. Parece que a coisa rola hoje como ontem do mesmo jeito. Os donos dos escravos se transformaram, na República, nos donos dos votos, por intermédio do dinheiro, da corrupção, dos desmandos, das pressões e da subjugação dos pobres aos interesses dos ricos, embora os líderes positivistas tentassem reverter a história apenas no plano abstrato, por se considerarem preparados para conduzir a governabilidade ao largo da vontade popular, dos trabalhadores, que geram valor que se valoriza na construção do progresso social em meio à grande concentração histórica da renda nacional. Um por cento dos mais ricos dominam 50% da riqueza nacional e 50% dos mais pobres dispõem somente de 2% dela, segundo o IBGE. Escândalo que o senador Pedro Simon(PMDB-RG) expôs em discurso memorável, no Senado, na sexta feira, 04, dia do nascimento do João, meu primeiro neto, aleluia, para avaliar o descalabro da corrupção dentro do seu próprio partido, acusado de, também, fartar-se nos desmandos gerais. Mas, assim como aconteceu no final do século 19, em que o capitalismo inglês entra em colapso, detonando reformas políticas, por conta da especulação desenfreada nas bolsas e no excesso de endividamento dos países da periferia capitalista, eternamente, explorada pelo capital externo, que, segundo Marx, é instrumento de dominação internacional, da mesma forma, no início do século 20 rola a mesma coisa, de forma mais intensa, balançando geral a globalização econômico-financeira-política.

Fantasia falso democrática tucana de Serra e Aécio que fogem das prévias para se legitimarem junto aos eleitores, preferindo fazer um jogo de esconde-esconde que encobre o espírito coronelista que dominou historicamente e que sinaliza fadiga de material. Mas, a enganação continua.
Fantasia falso democrática tucana de Serra e Aécio que fogem das prévias para se legitimarem junto aos eleitores, preferindo fazer um jogo de esconde-esconde que encobre o espírito coronelista que dominou historicamente e que sinaliza fadiga de material. Mas, a enganação continua.

Na debacle do século 19, emerge as mudanças políticas, queda da monarquia, inicio da república, emergência do voto direto, embora os analfabetos não pudessem votar e as eleições fossem realizadas a bico de pena, gerando dobradinha política entre São Paulo e Minas Gerais, que acabaria levando à revolução de 1930, impulsionada pelo crash de 1929. No século 21, depois de, no século 20, o capitalismo ter sido tocado por especulação desenfreada , sob patrocinio do dólar sem lastro, depois da segunda guerra mundial, em 2009, sob a grande crise, que detonou a moeda americana, vai, igualmente, aos ares , na América do Sul, os costumes políticos que a Europa e os Estados Unidos baniram há tempos de suas praias, ou seja, o mandonismo político dos coroneis, aliados ao poder central, que, por sua vez, rende-se à dominação externa, dada a dependência econômica da periferia subjugada pelo poder cambial de Tio Sam. Nesse contexto, as lideranças políticas, amarradas a uma superestrutura jurídica protetora do capital, que lhes assegura a democracia do dinheiro, do voto comprado, como legitimação, falsa, do capital, que, na economia, gera insuficiência crônica de demanda global, isto é, injustiça social, expressa em concentração da renda e do poder, não passam de meros fantoches. O presidente da República deixou o cavalo passar amarrado. Não se posicionou, honradamente, severamente, diante do descalabro distrital. Tentou, vergonhosamente, contemporizar, em vez de chamar os líderes do Congresso para acelerar a reforma política. Teme fazer, agora, o que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez, mandar ao Congresso, em regime de urgência, a reforma política. Os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves, e de São Paulo, José Serra, igualmente, deram uma de avestruz. Temem, também, disputa entre ambos dentro do PSDB, de forma prévia. Fogem dos eleitores. Desmoralizam-se frente a sua própria covardia. Lula deu o pior exemplo possível: fugiu da escolha democrática dentro do PT, que, antes de chegar ao poder, pregava democracia interna no partido. Apontou seu dedo para a ministra Dilma Rousseff e disse “é esta a minha candidata”, e pronto. Mandonismo de coronel. Depois que o PT, para chegar ao poder, rendeu-se aos financiamentos corruptos de campanhas, patrocinados por bancos, empresas etc, jogando a mesma carta marcada dos partidos tradicionais, entrou na dança da corrupção. Perdeu a moral para fazer a reforma política. Se todos fazem , por que o PT não faria? Esse foi o recado do presidente Lula no auge do mensalão, que envolveu todo mundo.

Farinha do mesmo saco. O PT entrou na dança da corrupção ao aceitar dinheiro dos banqueiros e das empreiteiras , repetindo o mesmo erro do DEM,que, historicamente, abastardardou-se nas burras da grana para construir coronelismo político que engana a sociedade, impedindo-a de manifestar, autenticamente, por intermédio dos partidos, como começa a acontecer, agora, na Argentina.
Farinha do mesmo saco. O PT entrou na dança da corrupção ao aceitar dinheiro dos banqueiros e das empreiteiras , repetindo o mesmo erro do DEM,que, historicamente, abastardardou-se nas burras da grana para construir coronelismo político que engana a sociedade, impedindo-a de manifestar, autenticamente, por intermédio dos partidos, como começa a acontecer, agora, na Argentina.

A coisa começou no PSDB, alastrou-se pelo PT, pegou o PMDB e envolveu, finalmente, o DEM,algo que rola, historicamente, no decorrer da Nova República, herdeira dos militares. “TODO POLÍTICO É LADRÃO, UNS SÃO FILMADOS, OUTROS, NÃO”, destacou, irônica e sarcasticamente, um empresário brasiliense a este site. Todos viraram farinha do mesmo saco. Não interessa, nesse ambiente, que seja colocada em pauta a proposta argentina de Cristina, de tirar os candidatos, não de lista elaborada por coronéis, na base da influência do dinheiro,mas do voto popular, prévio, nos partidos, com participação de todos, dos filiados e dos não filiados, democraticamente. O voto distrital nasceria naturalmente das prévias, pois são os candidatos da comunidade, autênticos que se comprometerão diante dela. Da mesma forma, o financiamento de campanha por empresas privadas seria banido. Afinal, nas prévias, feitas pela comunidade, quem levasse dinheiro grosso, dançaria. Se auto-denunciaria como FICHA SUJA. Estaria na contramão, pois o que valeria seria o poder das idéias , não da grana. Na Argentina, as empresas privadas não poderão mais financiar ninguém. Estão sendo expulsas pelo processo democrático que se inaugura. Trata-se de avanço da democracia participativa no cenário de deterioração geral do capitalismo financeiro corrupto, formador de falsos líderes democráticos, na base do dinheiro. A superação da crise econômica mundial, na periferia capitalista, eternamente, sucateada, implicaria, desse forma, novo componente, isto é, a participação da sociedade, para ditar, por meio dos líderes escolhidos previamente pela comunidade, os rumos do desenvolvimento econômico sintonizado com as bases sociais. Os partidos se transformam em canais autênticos por meio dos quais passam os antagonismos sociais, dialeticamente, no jogo dos contrários.  Outra dança, outro rítmo, outra sintonia política que renova os pressupostos democráticos. Vai sendo despachada, historicamente, no contexto da grande crise internacional, com repercussão na periferia capitalista sul-americana, a democracia do dinheiro, no ambiente da reforma aprovada na Argentina, que poderá ter repercussões continentais, em uma América do Sul, excessivamente, sofrida pelos costumes corruptos empreendidos por falsas lideranças, como representação abastardada do capital, de modo a sustentar sobreacumulação de renda, de um lado, e sobreacumulação de pobreza, de outro, caracterizando insuficiência global de consumo, por conta da injustiça econômica e social. Arruda e Octávio não leram, com competência, os ventos da história. Dançaram.