FHC e Armínio conspiram contra democracia

Jogador especulativo internacional, ex-presidente do Banco Central, na Era FHC, Armínio prega, subrepticiamente, a ditadura política, para sustentar a liberdade do capital , que detonou o capitalismo e exigiu que o Estado entrasse em cena em nome do interesse público, para sustentar o processo democrático. O jogador tenta fazer valer o inverso da realidade, dando um lance de poquer
Jogador especulativo internacional, ex-presidente do Banco Central, na Era FHC, Armínio prega, subrepticiamente, a ditadura política, para sustentar a liberdade do capital , que detonou o capitalismo e exigiu que o Estado entrasse em cena em nome do interesse público, para sustentar o processo democrático. O jogador tenta fazer valer o inverso da realidade, dando um lance de poquer
O ex-presidente , conhecedor das tecnicas do fetichismo, que levou Marx a perceber as relações invertidas sob capitalismo, em que a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, denuncia autoritarismo lulista que, inversamente, corresponde à sustentação da democracia em face das verdades que FHC-Armínio pregam como puro fetichismo econômico-monetário
O ex-presidente , conhecedor das tecnicas do fetichismo, que levou Marx a perceber as relações invertidas sob capitalismo, em que a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, denuncia autoritarismo lulista que, inversamente, corresponde à sustentação da democracia em face das verdades que FHC-Armínio pregam como puro fetichismo econômico-monetário

O professor Delfim Netto, competente,  explica, no Valor Econômico, como ocorre o casamento e o divórcio, de um lado, e o divórcio e o casamento, de outro, simultaneamente, entre os mercados comercial e financeiro, dependendo das circunstâncias, que, na grande crise em curso, demonstram o que Marx afirmou, que tudo que é sólido desmancha no ar. As teorizações de que  o presidente Lula caminha para o autoritarismo estatizante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu artigo “Para onde vamos?”, e do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fragas, no Governo FHC, em entrevista à repórter Cláudia Safatle, semana passada, também, no Valor, denotam, nesse cenário de incerteza total, completa irrespondabilidade e… inveja. Não demonstram dispor de pensamento dinâmico a partir do desenvolvimento do capital, que vai afetando, discriminadamente, todas as instituições econômicas, políticas e sociais no ambiente global. Trata-se, na prática, de um desmoronamento de edifício, cujas bases não se sustentam. As correlações entre capital e trabalho, sob especulação financeira que os Estados Unidos venderam, enquanto tinham saúde para fabricar dólares sem lastro, a fim de inundar o mundo e cobrar de todos os terráqueos juros sobre tal emissão inflacionária, como se fosse possível manter tal condição ad eaternum, não estão sendo consideradas pelos oposicionistas ao governo Lula, para formulação de suas estratégicas político-partidárias, de modo a tentar voltarem ao poder, se conseguirem derrotar a candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.  Praticamente, tudo virou de cabeça para baixo. O que era responsável, transformou-se em irresponsável, e o irresponsável, responsável. A questão do Estado, como colocam FHC e Armínio, à luz da explicação de Delfim, é repeteco de discurso velho. Querem voltar ao útero materno. Freud explica. O que Delfim está ensinando, professoralmente, com base na sua larga experiência na relação com o poder, que lhe conferiu mente politicamente dialética, enquanto FHC jogou a dialética fora, no plano econômico, é que, em relação à política cambial,  quando o “mercado comercial” – de bens e serviços –  se vê impedido de ampliar suas possibilidades pelo “mercado financeiro”, começa a descolar aquele deste porque a sobrevivência das relações de troca se truncam totalmente, embaraçadas pela falta de utilidade da equivalência monetária, no caso, o dólar, que entrou em estresse. Nesse contexto de desagreção, o Estado interventor é democracia e não ditadura.

 

 

Flexibilidade dialética

 

 

O descolamento do mercado comercial do mercado financeiro representa afirmação da realidade sob a ficção que deixa de ser referência segura para as relações de troca, obrigando o governo a intervir no comércio de moedas para evitar que o dólar devaste o comércio internacional antes de implodir tudo como já está prevendo Roubini
O descolamento do mercado comercial do mercado financeiro representa afirmação da realidade sob a ficção que deixa de ser referência segura para as relações de troca, obrigando o governo a intervir no comércio de moedas para evitar que o dólar devaste o comércio internacional antes de implodir tudo como já está prevendo Roubini

A crise em marcha batida rumo a outro estouro de bolha especulativa, como alerta, angustiadamente, o economista Nouriel Roubini, destacando que o juro zero sobre o dólar estimula especulação global contra todas as demais moedas do mundo, criando base para um rebote americano em forma de juro alto, para evitar estouro, demonstra que a pregação de Delfim, de organização da economia pela mão estatal, em parceria com o setor privado, representa o novo pensamento útil, responsável, no desenvolvimento da flexível ideologia máxima do capital, o Utilitarismo. FHC e Armínio, ao contrário, irresponsavelmente, demonstra terem perdido utilidade, ao berrarem contra o que julgam excesso de  intervenção do governo na economia, mas não falam nada que essa solução levou o governo americano a adquirir 34% do maior banco dos Estados Unidos, o Citybank, embora os banquueiros privados continuem, não se sabe até quando, dando as coordenadas privadas, com emissão estatal salvacionista. Se pintar outro estouro, essa mamata acaba.  Sem a intervenção estatal obamista, a democracia americana poderia ter sido abalada, caso o povão corresse, desesperadamente, aos bancos para sacarem suas economias. O estatismo financeiro teria salvo a democracia americana.  Como a continuidade de tais emissões , que estimulam tomada de dólares a custo zero, nos Estados Unidos, para comprar ativos fora – no Brasil, a juro meirellianos de 8,75% –  prenunciam bolhas espetaculares, configurando que as prioridades privadas intrínsecas são defesa do interesse próprio, contrárias, inversamente, ao interesse público, a intervenção dos governos contra as enxurradas de dólares, assim como ocorreram as intervenções estatais, para recompor o crédito, seriam não a construção do estatismo anti-democrático, mas o seu oposto, a luta pela preservação da democracia. Esta poderia, também, no caso brsileiro, ser levada de roldão, se o presidente Lula seguisse o conselho de Armínio Fraga  de afrouxar a interferência estatal, em nome do fortalecimento do setor privado. Jogaria o país na ditadura, visto que o setor privado, sem o concurso estatal, revelou-se impotente em todo o mundo. Armínio, que , quando empregado do mega-especulador  George Soros, se transformou no maior jogador de poquer dolarizado do planeta, inclusive, contribuindo para detonar a Tailândia e a libra esterlina, que ajudou a fechar o Banco da Inglaterra, assim, como FHC, desdenham o utilitarismo capitalista e se mostram, aos olhos do capital, completamente irresponsáveis. São puras desutilidades práticas.

 

 

 

Propaganda socialista

 

 

 

Nas anarquias monetárias, detonadas pela desrealização do capital financeiro especulativo, as oscilações selvagens no valor das moedas produzem  sensação aguda de perda do poder de compra dos salários, predispondo as populações ao radicalismo político, ao mesmo tempo em que avançam generalizadamente as guerras comerciais. Esse , segundo Lenin , que está fazendo, no Brasil, a cabeça do economista Yoshiaki Nakano, é o momento ideal para avanço do pensamento socialista.
Nas anarquias monetárias, detonadas pela desrealização do capital financeiro especulativo, as oscilações selvagens no valor das moedas produzem sensação aguda de perda do poder de compra dos salários, predispondo as populações ao radicalismo político, ao mesmo tempo em que avançam generalizadamente as guerras comerciais. Esse , segundo Lenin , que está fazendo, no Brasil, a cabeça do economista Yoshiaki Nakano, é o momento ideal para avanço do pensamento socialista.

FHC e Armínio destacam que Lula avança para o autoritarismo político porque coloca os fundos de pensão, dominados pela burocracia a serviço de interesses sindicais, como  nova ordem econômica, concluindo dai que o país vai para a ditadura econômica. Não consideram que o interesse público foi deixado de lado pelo interesse privado intrínseco à organização empresarial da Cia Vale do Rio Doce, sob orientação do Bradesco, afeito mais à especulação do que à produção, embora atuando no ambiente público-privado, visto que , dentro da Vale, a participação dos fundos de pensão de empresas estatais é majoritário. Tais sócios, na avaliação de FHC e Armínio, deveriam compatibilizar-se com a orientação do Bradesco, que correu da raia quando o presidente Lula, representante do Estado, dos fundos de pensão, que compõem, majoritariamente, a Vale do Rio Doce, solicitou continuidade dos investimentos. O titular do Planalto adotou a posição do espírito animal empreendedor, ou seja, as energias correspondentes ao mercado comercial de bens e serviços, que geram emprego, renda, consumo, arrecadação tributária, investimentos públicos, aquecimento da demanda global etc. Já o Bradesco, que deveria incorporar tal espirito, vestiu o manto da covardia. Praticou a  verdade pregada por Roberto Campos  de que banqueiro quando vê risco, simplesmente, foge. Covarde, natureza capitalista bancorcrática especulativa. Interferir , para corrigir essa anomalia, em nome do interesse público, pareceu a Armínio Fraga e a Fernando Henrique Cardoso, posição autoritária, anti-democrática, subperonista. Jogaram ambos contra o utilitarismo capitalista, atuando, como farsantes, em defesa do capital. Lula, ao contrário, manteve  produção e consumo em ritmo relativamente satisfatorio em função de decisões de economia política. Resultado: enquanto os investimentos recuam mundo afora, no Brasil estão aumentando. Nos Estados Unidos, a ação de Barack Obama, para salvar o setor privado, via intervenção estatal, corresponde à sustentação do status quo democrático; no Brasil, sob o critério de FHC-Armínio, o oposto, didatura. Bombardear o Estado interventor, esse instrumento político econômico-estatal, criado pelo próprio desenvolvimento capitalista, seria jogar o país na ditadura arminista-fernandohenriquecardosista. Se Obama, nesse momento, seguisse o conselho de FHC-Armínio , levaria os Estados Unidos ao fascismo, acelerando o nível de desemprego. Hitler estourou na Alemanha quanto a taxa de desemprego atingiu 40%. Nos Estados Unidos e na Europa o desemprego caminha para os 30%.

 

 

 

Bomba relógio global

 

 

 

O governo americano estimula emprestimos em dólar a juro zero para que os investidores americanos comprem ativos pelo mundo , formando bolha que configura o perigo que Lenin previu em forma de anarquia monetária que destroi poder de compra da população e democracia, abrindo-se as possibilidades socialistas
O governo americano estimula emprestimos em dólar a juro zero para que os investidores americanos comprem ativos pelo mundo , formando bolha que configura o perigo que Lenin previu em forma de anarquia monetária que destroi poder de compra da população e democracia, abrindo-se as possibilidades socialistas

Um novo estouro de bolha global, ou seja, do dólar em excesso, sobrevalorizando as moedas nacionais pelo mundo afora, tenderá a aprofundar o que Delfim está falando, ou seja, a uma separação, cada vez mais acentuada,  do mercado comercial do mercado financeiro, porque este não reflete o interesse daquele, quando os preços do dólar impõe, em favor dos exportadores americanos, perda acelerada nas relações de troca aos exportadores brasileiros. O custo do saco de soja está em torno de 35 dólares, mas o agricultor só consegue vender a 25. Poderá ver seu produto, no ritmo incontrolável da variação cambial, valer 10 dólares. Paga para trabalhar. As mercadorias, diante da irrealidade do dólar, vai dar seu grito de guerra, talvez em forma da pregação do economista Yoshiaki Nakano, de que a moeda americana detonou guerra comercial global. A commodities já se descolam da moeda americana. Quem vai esperar ela chegar a zero para vender sua mercadoria? Salve-se quem puder. Isso aconteceu com as moedas européias depois da guerra, fato que implodiu, inicialmente, a tentativa de formação da União Européia, como acontece , agora, quando a anarquia decorrente do dólar barato, detona, também, as possibilidades de União Sul-americana. A intervenção estatal dirigista , que se materializa de forma generalizada no mundo, é a inteligência do espírito universal, como diz Hegel, em ação pela preservação da sua sobrevivência. Certamente, tal ebulição mexe com as instituições e o que é sólido, desmanchando no ar, abre expectativas para balanço geral do sistema. A ditadura do capital, que construiu democracia representantiva burguesa, para ser a sua regra e compasso, desde que Napoleão lançou seu famoso código napoleônico, depois da revolução francesa, balança, igualmente, de cima a baixo. No cenário de desorganização, patrocinado pelo próprio movimento de sobreacumulação do capital, emitido, pelos governos, sem lastro, como é a história contemporânea do dólar, somente o governo emissor tem a autoridade de preservar o status quo democrático, intervindo. O Estado é o capital. Armínio e FHC agem ingenuamente. Mecanicitas, lançam mão de discurso cuja utilidade foi a zero na grande crise, enquanto Delfim, explicando sua economia política, que serve de norte ao governo Lula, nesse instante, adota o pensamento dialético, essencialmente, flexível, democrático, evolucionista. A ação estatal, na crise, preserva a democracia e, consequentemente, o capital. A desestatização, ansiada por FHC-Armínio, joga com a ditadura. O que parece ser, a democracia como expressão da liberdade do capital, não é; e o que não é, é, como na analogia feita pela repórter Rosângela Bittar, para analisar a movimentação dos partidos na fase preliminar da campanha eleitoral, sobre suas reais intenções.

FHC, candidato do PSDB contra Dilma

Se Serra e Aécio pisam em ovos para contrapor ao governo Lula, temerosos de que, agindo em oposição ao presidente, venham a perder votos junto ao povo, FHC, livre, diante da indecisão dos dois tucanos, joga para dividi-los, ao mesmo tempo em que vai ao ataque. Se obtiver ressonância, colherá o prestígio que precisaria para disputar com Dilma, afastando os concorrentes dentro do PSDB. Alea jacta est.
Se Serra e Aécio pisam em ovos para contrapor ao governo Lula, temerosos de que, agindo em oposição ao presidente, venham a perder votos junto ao povo, FHC, livre, diante da indecisão dos dois tucanos, joga para dividi-los, ao mesmo tempo em que vai ao ataque. Se obtiver ressonância, colherá o prestígio que precisaria para disputar com Dilma, afastando os concorrentes dentro do PSDB. Alea jacta est.

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, exerce, nesse domingo, no artigo, “Para onde vamos?”, o seu jogo predileto, isto é, o sarcasmo e a ironia como arma política, para tentar desbancar o governo Lula, cuja popularidade, por enquanto, não está transferindo prestígio para a candidata que escolheu para substitui-lo, a ministra da Casa Civil , Dilma Rousseff. Fundamentalmente, FHC, com sua inteligência penetrante, trabalha para minar, não apenas Lula e Dilma, mas, principalmente, a situação dentro do seu próprio partido, o PSDB, dividido entre dois candidatos que, simultaneamente, correm para lados diferentes, como a história dos dois burros que se desentendem diante do monte de feno, para se alimentarem e continuarem com forças para trabalhar. De um lado, o governador de São Paulo, José Serra, que se posiciona na frente nas pesquisas, deseja esticar ao máximo a data da escolha do candidato do partido, para lá de março; de outro, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, quer o oposto, ou seja,  a coisa para ontem. Ambos não se entendem e fazem teatro do entendimento. Jogo de contrários. No vácuo, FHC busca fazer o que nenhum dos seus correligionários tenta fazer, ou seja, posicionar como verdadeira oposição. Sem medo de criticar o governo Lula, FHC, no seu artigo, dá uma geral na estratégia administrativa e política da coalizão governamental, construindo raciocínio segundo o qual o país caminha para o autoritarismo político em face do avanço do Estado sobre a economia como antídoto necessário para vencer os obstáculos colocados pela bancarrota financeira global , desencadeada pelos Estados Unidos, que puxaram a Europa e a China para baixo, generalizando recessão mundial.

 

 

Sem medo de ser oposição

 

 

Quanto mais Serra e Aécio se desentenderem, mais FHC jogará areia para aprofundar tal discordia, saltando como alternativa do PSDB para tentar voltar ao Planalto, sem intermediário, para ser seu próprio representante da Era FHC contra a Era Lula. Se venceu Lula duas vezes, por que não poderia derrotar sua candidata, que se mostra tímida nas pesquisas?

Quanto mais Serra e Aécio se desentenderem, mais FHC jogará areia para aprofundar tal discordia, saltando como alternativa do PSDB para tentar voltar ao Planalto, sem intermediário, para ser seu próprio representante da Era FHC contra a Era Lula. Se venceu Lula duas vezes, por que não poderia derrotar sua candidata, que se mostra tímida nas pesquisas?

A ação estatizante, como estratégia anticíclica, que, num primeiro momento, salvou as atividades produtivas, no país, do colapso geral, pode não ter fôlego financeiro suficiente, para muito tempo, trazendo em seu contrapolo o deficit público em escala incontrolável, em  face da conjugação de baixo crescimento, elevado endividamento e queda acelerada de arrecadação. Trata-se de combinação que joga no chão o principal triunfo político, econômico e social  do titular do Planalto: o Programa de Aceleração do Crescimento(PAC). Sem dinheiro, pode sobreviver somente na base do marketing, com as obras andando em ritmo de banho maria, no plano real e acelerada no aspecto virtual. Tudo pode piorar, ainda mais, se  houver maiores estragos, nos próximos meses, provocados pelo dólar barato, que eleva a dívida, a hiperinflação escondida dentro dela e os juros. A política cambial, conduzida pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, atua em favor dos propósitos de FHC, detonando os de Dilma. Ela mina a indústria nacional e bombeia, consequentemente, o desemprego. Transfere poupança nacional para combater o deficit em contas correntes dos Estados Unidos, à custa do empobrecimento da periferia capitalista, quanto mais Tio Sam acelera desvalorização da moeda americana, para favorecer exportadores americanos. Meirelles trabalha, valorizando o real, para Barack Obama, e não para Lula/Dilma.  Ao lado dessa conjuntura, que, como destacou o titular do BC, em reunião com a bancada do PMDB, na quarta, 27, é totalmente incerta, FHC, no compasso do fortalecimento do Estado frente ao setor privado, que entrou em banc arrota, por conta da escassez do crédito internacional, do qual o modelo econômico nacional é dependente, prevê tendência de fortalecimento do autoritarismo político e do rompimento da democracia, na condução dos assuntos internos.

 

 

Meirelles, aliado de Obama

 

 

FHC  se fortalece com a política de Meirelles que desestrutura o setor industrial, eleva o desemprego e destroi exportadores, jogando em favor da estratégia de Obama

 FHC se fortalece com a política de Meirelles que desestrutura o setor industrial, eleva o desemprego e destroi exportadores, jogando em favor da estratégia de Obama

A desvalorização do dólar, graças à política cambial do BC, coloca os exportadores brasileiros para trabalhar para cobrir deficits americanos, enquanto FHC , ao desbancar Aécio e Serra, sai favorecido pela contradição da política econômica de Lula, bombeadora de desemprego

 A desvalorização do dólar, graças à política cambial do BC, coloca os exportadores brasileiros para trabalhar para cobrir deficits americanos, enquanto FHC , ao desbancar Aécio e Serra, sai favorecido pela contradição da política econômica de Lula, bombeadora de desemprego

Lula, segundo FHC, deixa, na crise, de ser democrata, para atuar autocraticamente, construindo sub-peronismo sul-americano. Logo quem, que deu uma de Manuel Zelaya, para introduzir na Constituição brasileira a reeleição, sem que fosse afastado pelos militares sob ordem do Supremo Tribunal Federal, como aconteceu em Honduras. Vale dizer, livre, leve e solto, FHC faz o que nem Serra nem Aécio fazem: atacar o governo. Os dois governadores tucanos, na estrutura do estado patrimonialista brasileiro, não ousam peitar o titular do Planalto, para não sofrer retaliações. Temem criticá-lo. Poderiam ser rechados pela imensa popularidade presidencial. FHC, que já venceu Lula duas vezes nas urnas, se sente suficientemente disponível e forte para falar o que os dois tucanos temem dizer, para não perder o eleitorado. Ousadamente, o ex-presidente lança chamas contra o lulismo, sinônimo, segundo ele, de peronismo. Ou seja, FHC ataca a política nacionalista de Lula, que tenta desbancar o modelo neoliberal, com o qual, com a ajuda de Washington, FHC governou o país durante oito anos. Tenta ressuscitar o que a crise detonou. Reclama FHC que Lula, ditatorialmente, escolheu no dedaço”, sua candidata, Dilma, sem consultar os aliados, como Geisel escolheu Figueiredo, para substitui-lo. Lula, para FHC , é puro militarismo político. Da mesma forma, na base da aceleração de providências, ilegais, inicia campanha eleitoral, com dinheiro público, antes da hora, levando Dilma Rousseff a tiracolo, pelo Brasil afora, tentando emplacá-la nas pesquisas;   cria, igualmente, diz, situação anti-republicana ao anunciar preferência pela compra bilionária de aviões franceses, antes de encerrar concorrência internacional, da qual participam, também, Estados Unidos e Suissa, oferecendo preços mais convidativos;  força o Congresso a acelerar a nova lei do petróleo, sem promover, no plano nacional, ampla discussão popular sobre o tema, como ocorreu com a campanha do petróleo é nosso, para ver se o mais conveniente, para o país, é a  estatização total, via regime de partilha, ou a concessão, com a participação do setor privado; tenta passar por cima do TCU, que alerta para procedimentos ilegais, na condução das obras públicas, e, principalmente, ataca o fortalecimento do poder político petista por intermédio dos fundos de pensão/investimento, cuja força se constitui em ingresso nos conselhos de administração das empresas privadas e na elaboração de estratégias de atuação cujos protagonistas são, não os empresários, mas os aliados políticos etc. FHC enxerga no FUNDACIONISMO ECONÔMICO o novo nome da ditadura econômica petista.

Novo desafio de Dilma  

 

 

Dilma parece pedir a Lula para detonar a política cambial do BC antes que o dólar detone ela e favoreça a estratégia colocada em marcha por FHC, para tentar voltar ao poder, rachando o PSDB, para que saia como tertius diante das indecisões tucanos de não democratizar o PSDB via prévias eleitorais que fortaleceria o partido, igualmente, adepto do "dedaço" lulista, denunciado pelo ex-presidente em plena campanha

Dilma parece pedir a Lula para detonar a política cambial do BC antes que o dólar detone ela e favoreça a estratégia colocada em marcha por FHC, para tentar voltar ao poder, rachando o PSDB, para que saia como tertius diante das indecisões tucanos de não democratizar o PSDB via prévias eleitorais que fortaleceria o partido, igualmente, adepto do “dedaço” lulista, denunciado pelo ex-presidente em plena campanha

A novidade poilítica da entrada de FHC em cena balança o cenário eleitoral, graças a sua coragem, despreendimento e extroversão total para falar o que nem Serra nem Aécio ousam. Ataca, fortemente, o estilo petista de governar, com as forças políticas governistas agindo, segundo ele, na base do marketing, construindo mundo virtual, para fazer crer que se caminha no mundo real. O Palácio do Planalto, que torce para que haja um confronto de posições entre a ministra Dilma Rousseff, de um lado, e José Serra, de outro, para que se possa realizar comparação entre a Era Lula e a Era FHC, pode criar condição capaz de realizar confronto alternativo: Dilma versus FHC. O ex-presidente, que, evidentemente, torce para que Aécio e Serra se desentendam, completamente, de modo a favorecê-lo em mais uma tentativa de voltar ao palco do poder, passou a jogar no ataque. Criou fato político que o coloca, dentro do PSDB, como aquele que não tem medo de cara feia de quem já derrotou.  Se é ele que está demonstrando essa coragem, e não Serra ou Aécio, que se mostram , excessivamente, tímidos, medrosos em exercitarem a veia oposicionista eleitoral, para não perderem, previamente, votos, logo os tucanos passariam a evocá-lo, na falta de melhor alternativa. FHC, aos 78 anos, com a mente solta, para o que der e vier, poderia ser o candidato? Serra, sem confiança suficiente no taco, sairia para reeleição em São Paulo, onde as chances são maiores, enquanto  Aécio optaria para o Senado. Isso, se o titular do Palácio da Liberdade, angustiado diante dos nervos de aço do titular do Palácio dos Bandeirantes, disposto a adiar ao máximo sua decisão sobre se sai ou não candidato, partisse para a precipitação, ou seja, para a ejaculação política precoce, jogando sua candidatura na rua. Seria tudo o que FHC não quer.

 

 

 

PMDB quer reserva cambial para produção interna e não para especulação externa

Por que a Singapura investe suas reservas cambiais no Brasil, para fugir dos dólares e dos títulos da dívida dos países financeiramente abalados pela bancarrota, enquanto Meirelles faz o contrário, joga nos títulos dos países endividados que pagam juro negativo, em vez de acreditar no potencial brasileiro? Essa é a indagação do PMDB que quer reservas cambiais brasileiras para alavancar o Brasil e não o estrangeiro
Por que a Singapura investe suas reservas cambiais no Brasil, para fugir dos dólares e dos títulos da dívida dos países financeiramente abalados pela bancarrota, enquanto Meirelles faz o contrário, joga nos títulos dos países endividados que pagam juro negativo, em vez de acreditar no potencial brasileiro? Essa é a indagação do PMDB que quer reservas cambiais brasileiras para alavancar o Brasil e não o estrangeiro

NOVIDADE POLÍTICA DA SEMANA – Os peemedetistas colocaram inusitada tarefa para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, novo integrante do partido, em sua primeira reunião com a bancada, na quarta feira, 27. Querem que os prejuízos provocados pelo dólar barato aos exportadores sejam cobertos com as reservas cambiais acumuladas pelo BC. Levaram o assunto para o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, candidato a candidato a vice presidente da República , fazendo dobradinha com a ministra Dilma Roussefff, da Casa Civil, com apoio do presidente Lula. O prejuízo dos agricultores, bradaram os peemedebistas,  é de quase 8 bilhões de dólares. A saca de soja está custanto a eles 35 dólares, mas recebem, na hora que exportam, apenas 25 dólares. Estão pagando para trabalhar. Desde já , o PMDB, apoiando a bancada ruralista, no Congresso, articula verba orçamentária, nesse sentido, para o próximo ano, como fator compensátorio decorrente do prejuízo provocado pela desvalorização da moeda de Tio Sam. Mas, se os agricultores conseguirem isso, outros setores da economia reivindicarão o mesmo. Por isso, querem garantia maior, dispondo das reservas cambiais.  Afinal, são quase 250 bilhões de dólares acumulados como garantia do país contra a crise. Como os dólares estão em processo de desvalorização inexorável, para elevar as exportações dos Estados Unidos, que enfrentam crises de deficits em contas correntes, o PMDB considera que em vez de os agricultores brasileiros trabalharem para o presidente americano, Barack Obama, que, graças ao dólar barato, vê a economia americana respirar, devem, naturalmente, batalhar para fortalecer o presidente e a economia brasileiros. A aposta nas reservas se voltariam para garantir o mercado interno como antídoto à crise, cujos desdobramentos, segundo ´Meirelles, são incertos, dadas as armadilhas das bolhas atômicas especulativas armadas pelo dólar mundo afora.
 
 

 
 
Apostar no Brasil, não no estrangeiro
 
 

 
Sellapan Ramanatham Natham acredita mais no Brasil do que Lula. Enquanto ele joga as reservas do seu país no Brasil, que tem lastro real, o presidente brasileiro joga nos títulos dos países desenvolvidos em crise, cujo lastro é moeda deslastreada,  desgastada pelo juro negativo
Sellapan Ramanatham Natham acredita mais no Brasil do que Lula. Enquanto ele joga as reservas do seu país no Brasil, que tem lastro real, o presidente brasileiro joga nos títulos dos países desenvolvidos em crise, cujo lastro é moeda deslastreada, desgastada pelo juro negativo
Os exportadores americanos se dão bem, enquanto o contrário ocorre com os exportadores brasileiros. Impactado pela cobrança, o ministro Meireles destacou que seria preciso separar as coisas, pois o Banco Central não poderia transferir dinheiro para o Tesouro , sob pena de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF). A justificativa do titular do BC, para responder às pressões peemedebistas,  expressas como cobrança em favor de contribuição meireliana ao partido, que enfrenta, por sua vez, pressões das bases ruralistas, soou incompreensivel, embora possa ser justificada tecnicamente. O titular do BC disse que as reservas cambiais são utilizadas para comprar títulos da dívida pública de países que têm graus de investimentos e não para aplicar, internamente, o que, se ocorresse, deixariam de existir como reservas em si, eliminando o próprio conceito de reservas. Ou seja, abstração. No cenário de incerteza total, as reservas, que implicam em dois custos pesados – primeiro, de manutenção em forma de juros; segundo, de desgaste por conta da desvalorização crescente do dólar – , antes de serem garantia para a estabilidade do país, não estariam, totalmente asseguradas, no compasso da fragilidade das próprias economias dos países desenvolvidos. Seus títulos de dívida pública não estão rendendo praticamente nada pois os governos sustentam taxas de juros negativas em nome da recuperação do consumo interno. Por que , então, seria mais seguro aplicar as reservas no exterior em vez de fazê-lo no Brasil? Os peemdebistas estão confusos quanto ao acerto da decisão do presidente do BC relativamente à utilização das reservas, porque os próprios investidores externos, nesse momento, preferem os ativos brasileiros do que os títulos dos países capitalistas desenvolvidos. Afetados pela bancarrota financeira, que mantém bolha atômica especulativa em estado oculto e latente, eles fogem do dólar , para aplicar na bolsa e na renda fixa brasileiras. Se países como Singapura estão jogando suas reservas no Brasil, acreditanto mais na economia brasileira do que nos títulos dos países desenvolvidos, nos quais o BC está apostando, porque o Brasil acreditaria menos no Brasil do que nos países que estão financeiramente encalacrados, configurando risco e não garantia para as reservas nacionais? 
 
 

 
Pressão total peemdebista

 
 
 

A política cambial mantida pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, mantém os peemedebistas céticos com a  candidatura Dilma Rousseff, com quem encontraram, na terça feira, 2t, em clima gelado, conforme comentou o governador do Paraná, Roberto Requião, com seus correligionários
A política cambial mantida pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, mantém os peemedebistas céticos com a candidatura Dilma Rousseff, com quem encontraram, na terça feira, 2t, em clima gelado, conforme comentou o governador do Paraná, Roberto Requião, com seus correligionários

Meirelles estará, de agora em diante, sob pressão total do PMDB, que, ainda, não está , inteiramente, convencido de que possa apostar todas suas fichas na candidatura da ministra Dilma Rousseff, articulada pelo presidente Lula, já que , nas pesquisas eleitorais, se mostra tímida e incerta, como incerta , como destacou o presidente do BC, na Câmara, é a situação internacional, da qual o Brasil depende, pela própria estrutura do modelo de desenvolvimento concentrador subordinado à poupança externa. Meirelles alertou aos peemdebistas que o perigo está nas bolhas especualtivas atômicas que o dólar desvalorizado está promovendo em escala internacional. A prova são as desvalorizações das moedas dos países capitalistas periféricos, sinalizando desestruturação e tensões políticas, ao mesmo tempo em que alimentam propensão do mercado financeiro a apostar em hiperinflação para os governos ultra-endividados, como o brasileiro. Os especuladores apostarm, a priori, no juro alto futuro, trazendo-o para o presente, refletindo-o no crédito direto ao consumidor, cujo custo o presidente Lula considerou, na quarta, assalto ao bolso do povo. Diante do cenário incerto, Meirelles ressaltou que a garantia do governo são as reservas. Por isso, os peemedebistas, que indagaram ao titular do BC qual a contribuição imediata pode dar ao partido, querem que essa ajuda seja em forma de liberação das reservas para o desenvolvimento das atividades produtivas internas, em vez de jogá-las nas possibilidades externas incertas.  Meirelles ficou em sinuca de bico. Destacou que tem dado sua contribuição como presidente do Banco Central em forma de estabilidade da moeda, mas como integrante do PMDB, o entendimento é outro. Os peemedebistas não estão enxergando estabilidade monetária. Pelo contrário, vêem total risco monetários para as suas bases em face do dólar despencando. Se resistir em utilizar as reservas, para manter seu conceito dentro dos entendimentos técnicos, o titular do BC terá que apresentar ao PMDB outra alternativa, que, certamente, poderá ser a de alterar a política cambial. O ex-presidente do Banco Central, Fernão Bracher, foi claro: torna-se necessário, urgente, algum tipo, temporário, de controle da enxurrada de moeda americana, que desorganiza, completamente, a economia nacional. No mesmo rumo, o ex-ministro Delfim Netto lembrou que o limite para o câmbio estourou. Sob pressão, o presidente Lula já se prepara para colocar Meirelles na parede: ou dá as reservas ou mexe no câmbio. Caso contrário, Meirelles está oferecendo sua própria cabeça aos peemedebistas, para livrar o presidente do perigo de não conseguir articular a coalizão governamental PT-PMDB, para tentar fazer sua sucessora, a ministra Dilma.    

Bolha atômica de dólar pode explodir

Se o governo interfere na economia para tentar fazê-la funcionar em meio à grande crise global que detonou o setor privado sob impacto especulativo, por que não tem coragem de interferir, também, nos bancos, que administram a mercadoria mais importante da economia, o dinheiro, sob concessão estatal? Concessão? Por que não regime de partilha para os bancos, como se cogita para o petróleo?
Se o governo interfere na economia para tentar fazê-la funcionar em meio à grande crise global que detonou o setor privado sob impacto especulativo, por que não tem coragem de interferir, também, nos bancos, que administram a mercadoria mais importante da economia, o dinheiro, sob concessão estatal? Concessão? Por que não regime de partilha para os bancos, como se cogita para o petróleo?

O presidente do Banco Central, ministro Henrique Meirelles, é o retrato da própria perplexidade em que vive a economia, tanto nacional como global.Demonstrou, em seu primeiro encontro com a bancada do PMDB, nessa terça, 27, como novo integrante do partido, estar incerto quanto ao desenrolar dos acontecimentos e revelou preocupação com o que considera o maior perigo, ou seja, a possibilidade de bolhas de crédito especulativo que se formam – e estão formadas, potencialmente – no mercado financeiro em meio ao dólar em desvalorização global, candidato a virar moeda podre e deixar de ser equivalente geral das trocas internacionais, dadas as desconfianças gerais que levanta, abrindo espaço para entrada em cena de comércio com cesta de moedas, para a qual o BC, segundo ele, já se prepara. O rebote da crise, concordou, pode acontecer, por conta das bolhas, embora essa possibilidade, no momento, pareça improvável, mas não descarável, ao mesmo tempo em que ressalta ser impossível prever qualquer cenário.  Adotou a mesma postura do presidente do BC americano, Ben Bernamke.

Meirelles serviu um prato indigesto aos seus novos correligionários, apavorados com o estrago do dólar na economia nacional
Meirelles serviu um prato indigesto aos seus novos correligionários, apavorados com o estrago do dólar na economia nacional

Não há horizontes claros. Flexado por indagações atônitas dos peemdebistas relativamente ao câmbio, que reflete perigo da bolha atômica de dólar, no cenário nacional e internacional, trabalhou menos com a politica do que com os gráficos. Tentou, sob pressão dos parlamentares favoráveis à quarentena de entrada de dólar no pais,  apaziguar os espíritos peemedebistas inquietos quanto ao comportamento da economia, da evolução da moeda americana, dos prejuízos que a valorização cambial provoca na exportação, acompanhada de perda de rentabilidade dos produtos industrializados, embora as commodities estejam acompanhando, para cima e para baixo, as verdinhas de Tio Sam, sem muita euforia. As respostas de Meirelles se desdobram em cogitações e possibilidades  em meio a uma lenta recuperação do crédito sob juro escorchante em meio à conjuntura deteriorada. Disse que a incerteza é geral, admitiu estudar medidas para segurar o câmbio, liberando-o e possivielmente aumentando atrativos para fundos de investimentos aplicarem no exterior etc. Jogou água fria nos pessimistas, ressaltando que a economia brasileira está relativamente segura com o acumulo de quase 250 bilhões de dólares de reservas, para enfrentar fugas eventuais de capitais, se o barco ameaçar afundar. Alerta máximo é , segundo ele, a palavra de ordem. Ao mesmo tempo, o titular do BC cai em contradição sobre a real segurança das reservas cambiais disponíveis, visto que elas são investidas  em títulos da dívida pública de países que dispõem de graus de investimentos, mas que, igualmente, estão sujeitos, como são os casos dos Estados Unidos e da Europa, de uma recaída especulativa. Ou seja, não há segurança, também, para as reservas em dólares, já que quem detém eles procura deles se desfazer, aplicando em outros ativos. Diante dos balanços contábeis negativos dos bancos abarrotados de créditos tóxicos que precisarão ser corrigidos em seus buracos, mediante emissão monetária dos governos, cujos reflexos são mais instabilidades dos mercados financeiros relativamente aos deficits públicos em expansão , o quadro geral fica ainda mais negro do que a asa da graúna. Meirelles alterna sorriso largo e senho bruscamente fechado.

 

 

Assalto geral ao povo

 

 

Lula, em cenário de inflação sob contróle, que sugere juro mais baixos, vê o roubo campear no sistema financeiro em cima do povo , mas não fala grosso com a Febraban , como falou com a Vale do Rio Doce, levando a empresa a uma mudança de estratégia, para enfrentar a crise, enquanto os bancos agem para aprofundar as incertezas gerais, como se a concessão pública para emprestar, dada pelo Estado, fosse propriedade privada, sem compromisso público. Até quando?
Lula, em cenário de inflação sob contróle, que sugere juro mais baixos, vê o roubo campear no sistema financeiro em cima do povo , mas não fala grosso com a Febraban , como falou com a Vale do Rio Doce, levando a empresa a uma mudança de estratégia, para enfrentar a crise, enquanto os bancos agem para aprofundar as incertezas gerais, como se a concessão pública para emprestar, dada pelo Estado, fosse propriedade privada, sem compromisso público. Até quando?

O destino das reservas brasileiras, na qual Meirelles tanto aposta,  é incerto, como a economia, pois sequer representa garantia governamental para enfrentar os absurdos juros internos ao consumidor, que o presidente Lula considerou, ontem,  assalto ao bolso dos brasileiros, assunto que, por sua vez, não chama a atenção do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, tão atento e indignado contra os SEM TERRA, em suas ações ilegais de invasão da propriedade produtiva. E a invasão da propriedade do consumo do trabalhador em forma de salário destinado às compras à crédito, sujeito ao assalto dos juros escorchantes? Meirelles não abordou o assunto, embora os peemdebistas tenham indagado a ele sobre os juros altos. Estes, disse, subirão e descerão de acordo com as circunstâncias. Raciociniou como se fosse assessorista de elevador.  Ou seja, o monte de reservas é um ativo sobre o qual Meirelles não conhece o futuro em meio às incertezas gerais. Por que não aplicá-las, internamente, indagaram os peemedebistas, em nome do desenvolvimento? Meirelles destacou que, sendo reservas do país, caso aplicadas internamente, perderia o conceito de reservas(!?). Por isso, sua aplicação se faz no exterior, em título de governo com grau de investimento. Ou seja, puro ROLANDO LERO. As garantias brasileiras – ativos que valorizam –  não seriam maiores do que as garantias estrangeiras, em processo de desvalorização, para dar maior segurança às reservas cambiais, se expressas em investimentos em infra-estrutura e educação, os dois setores que Meirelles disse representarem o foco do progresso nacional, de agora em diante, como desafio para vencer a crise? Sobre a valorização do real, assegurou que não é verdade o destaque oposicionista de que as indústrias estão correndo perigo de serem sucateadas, porque o mercado interno, com a elevação do consumo , graças aos investimentos sociais do governo, tem sido alternativa satisfatória. Ou seja, é o mercado interno, por enquanto, que evita a explosão da bolha atômica dolarizada, que o aumento das reservas contribui para tornar ainda mais instável, enquanto falta real para investir em educação, saúde e infra-estrutura, para dar sustentatibilidade ao desenvolvimento nacional.  O peso da pressão peemedebista aumentou quando parlamentares destacaram que os produtores do agronegócio, embora os gráficos apresentados por Meirelles demonstrassem correlação satisfatória entre evolução dos preços das matérias primas – alimentos, energia, minérios etc –  e a moeda americana, já acumulam prejuízos superiores a 7 bilhões de dólares. Tal fato, destacaram, exigirão que os parlamentares, em 2010, coloquem no orçamento verbas suplementares para socorrer agricultores, o que poderá exigir repasses dos recursos acumulados pelo BC. As reservas cobririam esse preju?

 

 

Contradições explícitas

 

 

As indecisões sobre o comportamento da economia sob dólar barato que lança perigos de inadimplência geral, com a desorganização do setor exportador, deixa Temer cabrero diante do mais novo integrante do PMDB, o presidente do BC, que não levou tranquilidade aos peemedebistas
As indecisões sobre o comportamento da economia sob dólar barato que lança perigos de inadimplência geral, com a desorganização do setor exportador, deixa Temer cabrero diante do mais novo integrante do PMDB, o presidente do BC, que não levou tranquilidade aos peemedebistas

O raciocínio técnico meirelliano não bateu com o pragmatismo peemedebista. Enquanto aquele articula divisão entre política fiscal e monetária, como se fosse instrumentos mecânicos atuando isoladamente, estanques, estes vêem a prática do dia a dia do agricultor que terá que fechar o buraco do prejuízo. Enquanto , no mercado internacional, uma saca de soja está sendo negociada a 20 dólares, cerca de 35 reais, o custo de produção do agricultor alcança quase 40 reais. Ou seja, os agricultores estão, com a política cambial meirelliana, pagando para trabalhar. O novo integrante do PMDB bate de frente com os interesses dos seus correligionários. Qual seria a contribuição de Henrique Meirelles ao PMDB, segundo indagação dos representantes peemedebistas, que vocalizam o desespero cambial do agronegócio, se a política cambial comandada pelo titular do BC é incompatível com a base eleitoral que os peemdebistas buscam cultivar?  Tornou-se incompatível a ação técnica de Meirelles na condução do BC, quando ela tem de ser confrontada com a ação política que os peemedebistas cobram do Banco Central, para permtir ganhos de lucratividade dos agricultores os quais o PMDB tenta  conquistar, para se manterem bem no poder, depois de 2010. O titular do BC, nesse contexto, pareceria mais com a genial criação de Péricles, o famoso AMIGO DA ONÇA. Percebeu que com suas tergiversações , ancoradas em gráficos demonstrativos das oscilações selvagens dos preços das mercadorias, de um lado, e do dólar, de outro, dificilmente, conquistará, no plano eleitoral, o coração dos agricultores e industriais,  lançadores de indagações desesperadas sobre a possibilidade de a política cambial levar à quebra dos exportadores. O orçamento do tesouro 2010 terá que contemplar esse buraco, para evitar quebradeira em ano eleitoral.

 

 

Moratória municipal à vista

 

 

O colapso financeiro das prefeituras, que pode levar a uma moratória municipal, deixa o PMDB preocupado com os juros altos meirelianos e leva o partido a uma nova estratégia de partilha do petróleo para sossegar as bases políticas, predispostas a ir para a oposição, se esta prometer ampla renegociação do endividamento crônico dos municipios em meio à bancarrota hiperinflacionária em marcha
O colapso financeiro das prefeituras, que pode levar a uma moratória municipal, deixa o PMDB preocupado com os juros altos meirelianos e leva o partido a uma nova estratégia de partilha do petróleo para sossegar as bases políticas, predispostas a ir para a oposição, se esta prometer ampla renegociação do endividamento crônico dos municipios em meio à bancarrota hiperinflacionária em marcha

Quem cobriria o prejuízo entre a política cambial, que sobrevaloriza o real frente ao dólar, cujo montante, na avaliação dos parlamentares, alcançará quase 8 bilhões de dólares em 2010? As lideranças do PMDB, no Congresso, nesse momento, estão sob pressão total, tanto dos exportadores, como dos prefeitos, que, no último fim de semana, reuniram , em todo o país, para anunciar que estão quebrados. De um lado, os exportadores agrícolas, amargam prejuízos com a política cambial; de outro, os prefeitos, desesperam-se com seus caixas vazios decorrentes de redução de arrecadação, que os impedem de pagar seus débitos com o INSS e, por isso, os incapacitam de realizar convênios com órgãos governamentais, graças ao bloqueio imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Meirelles, nesse contexto, está sem condições de dar contribuição efetiva à base peemedebista, que se prepara para articular com o PT a candidatura de Dilma Rousseff. Como o dinheiro ambicionado do pré-sal não é para agora, fato que minimiza, como tentativa de acalmar os prefeitos, a decisão amplamente federativa de dividir os bônus petrolíferos, conforme articula o  deputado Henrique Alves(PMDB-RN), a ansiedade geral dos peemedebistas se amplia diante de Henrique Meirelles, cujos prognósticos para o futuro imediato são algo sólido que se desmancha no ar, dadas as incertezas gerais. O perigo da bolha atômica, portanto, está no centro das preocupações de Meirelles, embora tente vender otimismo.  Por isso, destacou o novo integrante perplexo do PMDB, na Câmara, está em curso propostas de negociação comercial que se realizaria ao largo do dólar. O BC trabalha o assunto. Por exemplo, o real brasileiro seria trocado por yuan chinês, por peso argentino ou peso uruguaio ou rublo russo etc. A fuga do dólar abre espaço para o comércio do real ao largo do dólar com outras moedas. Meirelles deixou no ar que a moeda americana tende a dar espaço a outras moedas concorrentes, para que se rompa a atual divisão internacional do trabalho sob dólar, a fim evitar o avanço do inevitável em marcha, isto é, a hiperinflação global.

Porta-voz do entreguismo sul-americano

O ex-ministro deu vexame na comissão do Senado e foi surpreendido pelo inconsciente em ato falho quando destacou que o pré-sal é um mal para o Brasil, desculpando-se em seguida que queria dizer o regime de partilha que combate, assim como à ideia nacionalista de agregar valor ao produto nacional. Até os conservadores ficaram de cabelo em pé com o realismo maior que o rei do entreguismo nacional

 O ex-ministro deu vexame na comissão do Senado e foi surpreendido pelo inconsciente em ato falho quando destacou que o pré-sal é um mal para o Brasil, desculpando-se em seguida que queria dizer o regime de partilha que combate, assim como à ideia nacionalista de agregar valor ao produto nacional. Até os conservadores ficaram de cabelo em pé com o realismo maior que o rei do entreguismo nacional

O ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, deu aula de entreguismo nacional em depoimento na comissão do Senado que analisa os projetos de lei do governo para a exploração econômica do pré-sal sob critérios nacionalistas. Seus argumentos são notoriamente conhecidos. Consultor da banca privada, advoga em causa própria. Ou seja, dos bancos.  Qualquer iniciativa voltada para defender a economia interna, p0r meio de fortalecimento das forças produtivas nacionais em comparação à competição externa, ele bombardeia. É, para ele, fruto do passado 1 – essa idéia de fortalecer a indústria nacional; 2 – essa mania de querer industrializar o minério, que não está sendo explorado por quem detém minas importantes, como a de fosfato, para dar independência ao país no campo fundamental dos fertilizantes(Se se pode importar barato, porque explorar internamente o que teria custo alto?) ; 3 -esse jeito nacional deteriorado de ser, de bradar o petróleo é nosso em forma de expansão das refinarias, para deslocar os concorrentes internacionais; 4 – essa tentação homofóbica de industrializar todo o agronegócio no país, de modo a dar maior qualidade ao produto nacional, em vez de exportar o café in natura para ser industrializado na Alemanha ou na Itália; 5 – essa, enfim, onda nacionalista de querer “agregar valor” em tudo. Para Mailson isso é peronismo puro. Exatamente, o que a presidente Cristina Kirchner tenta fazer nesse momento, em plena crise mundial, ou seja, resgatar a indústria argentina do sucateamento neoliberal radical, que começou com Maritinez de Hoz, durante a ditadura, estendendo-se até o neorepublicano neoliberal Carlos Meném. Mailson tem horror a Perón, que influenciou, decisivamente, Getúlio Vargas, no Brasil, e que, em 1955, na Conferência de Bandung, na Indonésia, ganhou as manchetes mundiais, quando defendeu a TERCERA POSICION, nem capitalismo nem socialismo, mas, sulamericanismo. Getúlio, como reconhece em suas memórias, lamentou não ter podido estreitar-se mais com o líder argentino por incompreensões das elites políticas dos dois países, cujos interprétes são os Mailson da Nóbrega.

 

 

Demonização do nacionalismo

 

 

Delfim considera essencial política industrial para agregar valor ao produto nacional, nacionalismo, enquanto Mailson defende o contrário, a desvalorização crescente do dólar para abrir mercado brasileiro às importações que destroem a industria nacional. Ou seja, entreguismo
Delfim considera essencial política industrial para agregar valor ao produto nacional, nacionalismo, enquanto Mailson defende o contrário, a desvalorização crescente do dólar para abrir mercado brasileiro às importações que destroem a industria nacional. Ou seja, entreguismo

É isso aí. Mailson, a voz dos bancos, que querem trazer para o Brasil os dólares em desvalorização, para valorizar o real e desovar os estoques de bens duráveis das indústrias européias e americanas, encalhadas na crise do crédito global, mediante aumento das importações, choca-se, frontalmente, com Peron. Não , apenas, com Peron, mas, também, com Delfim Netto,por exemplo. Nessa terça feira, 27, o ex-ministro do Planejamento, ex-deputado federal, colunista econômico, internacionalmente, influente, por sua posições nacionalistas equilibradas para dar lugar ao espaço público-privado, defende posição que contrastra com o entreguismo mailsoniano. Como Peron e Cristina Kirchner, Delfim prega a necessidade de política industrial, de agregação de valor ao produto nacional. Isso é, segundo Mailson, coisa velha, década de 1940. Ele se apega à forma , não ao espírito. Alienado. Sarcasticamente, mas desempenhando péssimo papel na apresentação das suas idéias, na Comissão, perante os senadores da República, o ex-ministro que deixou inflação de 80% ao mês como herança aos brasileiros e brasileiras, chama, agora, de “Fetiche”, essa mania de defesa da agregação de valor ao produto brasileiro. Não leu Keynes que diz ser a agregação de valor às matérias primas que determina a deteriração nos termos de troca imposta pelas moedas dos países ricos em relação às dos países pobres. Mailson, que vê, alienadamente, a moeda como algo neutro, é dominado pelo fetiche da mercadoria sem lastro, os dólares que está defendendo tenham trânsito livre nas fronteiras nacionais, para arrombar a indústria e ampliar o desemprego. Ele vê fetiche no oposto da posição da classe à qual se subordina. Foi péssimo na Comissão de Economia. Revelou-se despreparado, mas, ideologicamente, armado. Quando confrontado pelo representante da Petrobrás, que destacou ter sido o regime de monopólio que garantiu a auto-sustentação da produção e do consumo de petróleo no país e não a liberação da exploração pelo regime de concessões, na Era FHC, preferiu tergiversar. Tentou fazer crer que os investidores estão prejudicados, quando, mais uma vez confrontado, não soube debater sobre a indiferença que representa, para o investidor, seja o regime de partilha, seja de concessão, sendo que o primeiro corresponde a uma ação político e estratégica nacional e não , meramente, uma ação comercial.

 

 

Fetichismo do fetiche

 

 

O Canadá, em matéria de desenvolvimento equilibrado em país rico, não é lá essa brastemp, para servir de exemplo ao Brasil, como tentou ditar Mailson, como mostra Daniela Chiaretti
O Canadá, em matéria de desenvolvimento equilibrado em país rico, não é lá essa brastemp, para servir de exemplo ao Brasil, como tentou ditar Mailson, como mostra Daniela Chiaretti

Mailson, fetiche do fetiche,  foi bastante superficial. Cantou loas às commodities. O Canadá, por exemplo, destacou, prioriza as commodities e não a agregação de valor às comodities, transformando-as em produtos industrializados. Agrega, sim, valor, não ao produto , mas o modo de extraí-lo. Vale dizer, o ex-ministro contenta com pouco. Não honra a Paraíba. Foi lembrar, como exemplo de país desenvolvido, que privilegia as commodities e não a agregação de valor a elas,  logo o Canadá, que está investindo em energia nuclear para extrair petroleo betuminoso! Detona o meio ambiente com agregação de valor tecnológico, como demonstra a bela reportagem de Daniela Chiaretti, do Valor Econômico, segunda, 26, escrevendo das altamente poluentes minas canadenses de Wood Buffalo um texto espetacular. Aula de jornalismo. Ou seja, Mailson está mal posicionado. Corresponde  à vanguarda do atraso total. Quer que a ponta de lança avançada do valor agregado seja utilizado para agregar valor ao que é primário como solução mais adequada para as opções nacionais. Usar energia nuclear para produzir CO2 capaz de destruir a natureza, eis a essência de Mailson! Será que o Canadá renunciaria à opção pela agregação de valor, se tivesse disponível para si  potencial econômico como o brasileiro, que segura o país na crise mundial? Ou atenderia aos conselhos, para ater-se às commodities, de Mailson da Nóbrega, a voz do entreguismo? Brincadeira.  A posição de  Nóbrega é claríssima: tentar salvar o capital europeu e americano que se encalacrou na crise global, perdendo valor e deixando de ser referência monetária global. Para tanto, prega política econômica monetária de abertura total para a livre movimentação do capital financeiro na bolsa e na renda fixa, bem como na promoção das importações, que absorveria excedentes do primeiro mundo, tudo sob o argumento de que isso eleva a produtividade, reduz os custos e os juros e combate a inflação, de modo a manter sob equilibrio esquizofrênico a relação dívida/PIB.

 

 

Bombardeio ao Banco do Sul

 

 

O ato falho freudiano-mailsoniano é a expressão da essência do ex-ministro em sua cruzada contra o fortalecimendo do Estado em meio à crise global que detonou o capitalismo financeiro internacional, exposto a chuvas e trovoadas, tentando convencer que dois mais dois são cinco.
O ato falho freudiano-mailsoniano é a expressão da essência do ex-ministro em sua cruzada contra o fortalecimendo do Estado em meio à crise global que detonou o capitalismo financeiro internacional, exposto a chuvas e trovoadas, tentando convencer que dois mais dois são cinco.

Voz da dependência sul-americana, Mailson não aprendeu a lição de Marx segundo a qual a poupança externa – caminhando para a desvalorização relativa na crise global –  é instrumento de dominação internacional. Num primeiro momento, dinamiza; como produz insuficiência crônica relativa de demanda global, no processo de acumulação de capital, gera, num segundo momento, dívida e juros compostos que se  auto-determinam, estabelecendo o discurso do banqueiro na economia financeiramente dependente. Os sul-americanos tentam lutar contra essa dependencia, criando moeda sul-americana e banco sul-americano, como fizeram os europeus, depois da guerra. Mailson  vê nisso coisa velha, 1940. Bombardeia, mas sem argumentos consistentes, especialmente, quando tenta detonar bancos públicos, elevação da demanda estatal para puxar a demanda global, ao mesmo tempo que brada pelo contrário, ou seja, a fixação das livres regras para que os bancos nacionais e estrangeiros possam intermediar, sem limites, a montanha de dólar global pós crise, espalhando ela na praça sul-americana a rodo. Quer a raposa tomando conta do galinheiro. O nacionalismo sul-americano , para Mailson , é anti-histórico. Ele raciocina com a cabeça de fora da história, pois vê o capitalismo como algo dado pela natureza e não pelo desenvolvimento histórico e social. Não cobra juros sobre o desastre provocado pelos bancos na grande crise global. Vê perigo, isso sim, na independencia econômico-financeira sul-americana. Não foi à toa que cometeu ato falho ao dizer, no Senado, que o pré-sal é um mal para o Brasil. Questionado pelo senador petista paulista Eduardo Suplicy, embaraçou-se. Freud explica.