Blecaute apaga Dilma e Lobão

Lobão e Dilma deixaram Lula em saia justa, porque os argumentos deles de rechassarem a culpa do apagão pela insuficiência de investimentos esbarram, justamente, nos argumentos opostos dos técnicos e especialistas que apontaram falhas técnicas e operacionais cuja superação exige novos investimentos que não foram, ainda, realizados.
Lobão e Dilma deixaram Lula em saia justa, porque os argumentos deles de rechassarem a culpa do apagão pela insuficiência de investimentos esbarram, justamente, nos argumentos opostos dos técnicos e especialistas que apontaram falhas técnicas e operacionais cuja superação exige novos investimentos que não foram, ainda, realizados.

A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, ex-comandante da política do setor elétrico, antes de o presidente Lula mirar nela sua candidata à presidência da República, e o ministro das Minas e Energia, senador Edson Lobão(PMDB-MA), sofreram, na terça , 11, e quarta, 12, noite-dia do apagão energético, tremendo apagão político. Choque político-energético que abalou a relação PT-PMDB dentro da coalizão governamental, abrindo espaço para a oposição, sem discurso, faturar.
A candidata presidencial levou mais de 24 horas para apresentar-se ao público, ela, que, ultimamente, está fazendo tudo para aparecer, a fim de subir na pesquisa eleitoral. Inicialmente, os petistas destacaram que ela não tinha que falar porque o assunto é da área do ministro Édson Lobão, que a subsituiu no cargo, destronando o PT da direção do Ministério. Diante do estrago político, plenamente, explorado pelos oposicionistas, a ministra apareceu. Se apareceu depois, por que não antes? Na hora de faturar, o marketing presidencial coloca ela para ficar sob o spotlight político. Mas, se é para se queimar, mesmo cuidando de uma obrigação pública dela, tentaram escondê-la. Ou seja, medo da verdade.
A titular da Casa Civil surgiu para falar, apenas, trivialmente, que o sistema nacional de energia elétrica não está livre de apagões. Negou falta de investimentos, mas foi desmentida pelas declarações dos técnicos de que o sistema carece de aperfeiçoamento técnico que requer investimentos crescentes em ciência e tecnologia em escala permanente, o que não está sendo feito.
Apenas 38% dos recursos orçamentários destinados à energia, segundo informações do Conselho Nacional de Política Energética(CNPE), foram realizados esse ano. O restante teve que ser contigenciado. Uma parte destinou ao pagamento dos juros da dívida pública aos bancos ; outra, para bancar desonerações fiscais para as empresas industriais enfrentarem a crise internacional, a fim de manterem o nível de emprego, sustentar arrecadação tributária cadente e,consequentemente, evitar colapso do capitalismo nacional.
Já o ministro Lobão desastrou geral, dividindo o governo. Culpou Itaipu pelo desastre, enquanto Itapu repudiou o ataque ministerial de fuga de responsabilidade.  O titular das Minas e Energia, afilhado do ex-presidente Geisel, seu padrinho político no Maranhão a contra gosto do senador José Sarney, que teve de engolir, na ocasião, 1979, a dose política geiseliana ditatorial, pode ser o mais prejudicado na jogada do apagão, que escureceu o país em 18 estados da federação, atingindo mais de 60  milhões de brasileiros.
A queda, por conta de raios, trovoadas e tempestades, de cinco linhas  de transmissão que puxam a geração de Itaipu , na altura de Itaberá, onde ela confluem, representa prejuízo, ainda, incalculável, mas que apontam para estimativas da ordem de R$ 80 bilhões. Ou seja, valor correspondente à arrecadação dupla da extinta CPMF, que, antes, abastecia os cofres da Previdência Social, atualmente, sucateada e falida com o esvaziamento do SUS. Desastre financeiro.
Quem vai pagar a conta? O contribuinte, que está, ao longo dos últimos cinco anos, suportando, sacrificadamente, reajustes no valor da tarifa superiores ao da inflação, principalmente, depois que o sistema foi privatizado, nos anos de 1990,  como aconteceu na Argentina, a partir da neoliberal Era Meném. A forma politicamente desastrada com que o governo manejou o episódio totalmente impopular do apagão, que fez o país relembrar do apagão e do racionamento na Era FHC, demonstrou medo oficial de falar a verdade.
 

Sugestão não acatada 

Luz para todos! Luz para a paz! Luz que requer investimentos que faltaram. Luz que sinaliza dores do crescimento e não fracasso do desaquecimento. Por que não assumi-las, reconhecendo que se trata de crítica positiva a uma característica deficitária da política governamental, que tem pontos positivos e negativos? Faltou sinceridade e desprendimento lulista
Luz para todos! Luz para a paz! Luz que requer investimentos que faltaram. Luz que sinaliza dores do crescimento e não fracasso do desaquecimento. Por que não assumi-las, reconhecendo que se trata de crítica positiva a uma característica deficitária da política governamental, que tem pontos positivos e negativos? Faltou sinceridade e desprendimento lulista

Quem deu a dica para o presidente Lula formular argumentação lógica, falando a verdade para a sociedade, foi o presidente de Israel, Simon Peres, experiente político, curtido nas horas dramáticas das guerras, mas o presidente não pegou. No momento em que a repórter Mônica Carvalho,  TV Globo, na entrevista dos dois presidentes, depois de solenidade no Planalto, deixou de perguntar sobre a relação Brasil-Israel, desculpando, para indagar do presidente Lula o que tinha a dizer sobre o apagão, o chefe do governo embaralhou-se. Não conseguiu pegar a sugestão de Simon.
Luz para todos, foi o que o presidente israelense pediu, com humor, ancorando-se na formulação da paz, para ressaltar o programa presidencial lulista – “Luz para todos”” – , que eleva a taxa de consumo de eletricidade no país e exige investimentos cada vez maiores, o que , segundo o governador de São Paulo, José Serra, não ocorreu. Peres sugeriu que os investimentos lulistas na oferta de energia ganharam ressonância internacional,  servindo, portanto, de analogia à iluminação das mentes em prol de roteiro para a paz no Oriente Médio. 
O titular do Planalto, que tem os méritos de aumentar o consumo interno de energia, por meio dos investimentos sociais, responsáveis por elevar a demanda econômica dos mais pobres, não disse o óbvio: faltaram investimentos, porque o jogo desenvolvimentista governamental exige elevados investimentos em setores que puxam a demanda geral e exigem constantes aperfeiçoamentos técnicos e operacionais.
Ou seja, os problemas gerados a partir da opção do governo pelo soc ial, relativamente, ao econômico, dando força mais para o consumo do que para a produção, especialmente, agora, durante a grande crise global, são, simultaneamente, positivos e negativos. Positivos, porque atendem expectativas da sociedade pela divisão mais justa da renda nacional; negativo, porque essa demanda está sendo atendida, insatisfatoriamente, por falta de investimentos. A reclamação da oposição foi, portanto, justa.
O orçamento para os investimentos no setor de energia , a fim de alavancar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), menina político-eleitoral dos olhos de Dilma-Lula, está atrasado. Somente 38% foram aplicados. Certamente, o governo contingenciou parte dos recursos para pagar os juros da dívida pública interna e para bancar exoneração fiscal para as indústrias de bens duráveis, a fim de salvá-las do precipío aberto pela crise financeira internacional.
A escassez de investimentos no setor elétrico foi confirmada pela convocação apressada do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para que acelere aprovação de licença ambiental para investimentos da ordem de R$ 400 milhões, empacados sob critérios ambientalistas, em relação às hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, na Amazõnia. Tentou-se criar fato fictício para apagar fato real.
 

Medo da verdade

 

O relato dos problemas técnicos feito pelo presidente da Eletrobrás denotou necessidade de modernização tecnológica preventiva que implica investimentos que não estão sendo feitos, dando razão aos oposicionistas, como o governador de São Paulo, José Serra, à administração comandada pelo senador Edson Lobão.
O relato dos problemas técnicos feito pelo presidente da Eletrobrás denotou necessidade de modernização tecnológica preventiva que implica investimentos que não estão sendo feitos, dando razão aos oposicionistas, como o governador de São Paulo, José Serra, à administração comandada pelo senador Edson Lobão.

A ministra Dilma Rousseff desdenhou das críticas relativas aos investimentos, para reconhecer, tardiamente, que o sistema elétrico não está imune a apagões. A tergiversação governamental, com a ministra , de um lado, e o ministro, de outro, gerou desconfianças generalizadas quanto à credibilidade governamental  e abriu polêmica, porque técnicos e especialistas do setor energético apontaram falhas técnicas cuja reparação requer investimentos. Fica, dessa forma, comprovada a insuficiência dos investimentos negada pelo governo.
Para o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, o sistema ONS – Operador Nacional de Segurança – que compõe o ERAC – Esquema Regional de Alívio de Carga – falhou. Os escalões intermediários nas subestações não se desligaram escalonadamente mas abruptamente, derrubando as linhas. Se tivessem funcionado os rellés, que modulam a tensão, desligando as subestações mais atingidas com a queda dela, ao mesmo tempo em que preserva as demais, para evitar o efeito dominó, como , efetivametne, ocorreu, o prejuízo não teria sido tão grande, admitiu Muniz. Ou seja, os problemas técnicos terão que ser sanados com modernização e novos investimentos.
Pintou demora na entrada em operação do sistema de proteção – o ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico. Se demorou é porque precisa ser melhorado tecnologicamente, o que implica novos investimentos. O rompimento da proteção do sistema que isola falhas e barra efeito cascata da queda da produção de Itaipu e colapso nas linhas de transmissão de Furnas significa necessidade de trocar o sistema de proteção, que implica novos investimentos.
O curto circuito em 3 das 5 linhas de transmissão anulou o ONS e o ERAC. Ou seja, o sistema não foi isolado da linha de Itaipu,  impondo, portanto, sacrifícios generalizados, quando poderiam ser localizados e, facilmente, superados. O não isolamento do sistema corresponde, igualmente, à necessidade de novos investimentos.
Para onde seguem as explicações técnicas vê-se impecilhos que somente serão removidos por mais investimentos operacionais – pessoal qualificado – e técnicos – modernização tecnológica em elevada escala. Sem essa condição, poderão ocorrer novos desperdícios de recursos públicos investidos nas empresas estatais.
Poderiam ser desperdiçados algo em torno de 6.000 megawats de potencia. Foram jogados fora mais de 18.000, no contexto de uma produção nacional de aproximadamente 60.000 megawats, perto de 30%. . Prejuízo total, que terá que ser reparados com novos investimentos.
O governador José Serra reclamou que não foram seguidas pelo governo federal recomendações que deu relativamente a adotar para São Paulo central de controle da distribuição de energia, para dar maior segurança ao maior parque industrial da América do Sul e à maior metrópole sul-americana, vendida no apagão. Faltaram, segundo Serra, investimentos.
A convocação extraordinária do ministro Carlos Minc, pelo presidente Lula, para acelerar licenças ambientais, capazes de acelerar investimentos que estão parados é mea culpa presidencial diante do apagão e da razão oposicionista de questionar o nível de investimento no setor.
 

Marketing desastrado

O senador e o presidente deverão, rapidamente, buscar um entendimento de cúpula para tentar contornar as desavenças produzidas pelo apagão na relação PT-PMDB, no comando do setor estatal de energia, que padece de investimentos e pode detonar novas notícias desagradáveis, graças às explicações dos especializadas quanto à vulnerabilidade técnica do ONS
O senador e o presidente deverão, rapidamente, buscar um entendimento de cúpula para tentar contornar as desavenças produzidas pelo apagão na relação PT-PMDB, no comando do setor estatal de energia, que padece de investimentos e pode detonar novas notícias desagradáveis, graças às explicações dos especializadas quanto à vulnerabilidade técnica do ONS

Os argumentos governamentais centraram a culpa pelo apagão nos raios, nas tempestades, nas oscilações climáticas em geral, de forma sincronizada, como samba de uma nota só. A restrição de técnicos do INPI o CNPE ao argumento para culpar a natureza e não os homens pelo desastre coloca em cena a possibilidade de que o governo teria mentido, desde a primeira hora, em vez de falar, cabalmente, a verdade, com laudos técnicos etc.
O governo teve medo da sua própria verdade. Os investimentos estão faltando porque o país está se desenvolvendo. Isso amplia o gap entre o investimento e o consumo. Dor do crescimento. Seria pior o inverso. A argumentação governamental, no entanto, soou como se tivesse algo a esconder na explicação do apagão.
O marketing governamental se perdeu completamente. Descumpriu, conforme destaca a professora de História do Brasil, da Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte, Hermínia Laura, o mandamento número um da relação governo-comunidade: falar com clareza e sinceridade. Ficou um chove-não-molha interminável.
Medroso em enfrentar o problema com total clareza , o sumiço marqueteiro da ministra caiu em descrédito e revelou faceta ministerial que sinaliza insegurança. Se não era para aparecer, por que apareceu? Se era para aparecer, por que apareceu tão tarde? Teria sido influenciada pela cautela excessiva dos marqueteiros, empenhados em construir  frase de efeito furada,, a de que o país não está livre dos apagões?
O titular do Planalto não se abriu para falar das dores do crescimento, porque ficou acostumado a apenas fazer propaganda favorável das alegrias do crescimento.  Não hora de enfrentar a realidade das dores incômodas, o marketing pulou para trás, preocupado com repercussões político-eleitorais.
Ficou fraturada , dentro do governo, a relação PT-PMDB, que dividem, conflitivamente, o poder no Ministério das Minas e Energia. O poder energético nacional, atrativo ao capital internacional em relação ao pré-sal, sobre o qual o PMDB quer ter mais influência que o PT, no jogo da partilha da riqueza, demonstra estar sob tensões políticas produzidas pelos representantes das duas correntes em confronto.
De um lado, o presidente do Congresso, senador José Sarney, que dá lastro político ao senador ministro Edson Lobão; de outro, a ministra Dilma, que apoia os petistas, que comandam as empresas estatais e os fundos de pensão delas. Os interesses estão à flor da pele, especialmente, porque os fundos de pensão, por nova legislação, poderão ampliar suas aplicações em ações, levantando cobiças fortes e influentes.
Ao longo da próxima semana, certamente, os caciques políticos, Lula e Sarney, deverão articular-se , a fim de evitar prolongamentos das discórdias internas. Se elas persistirem, darão espaço crescente para a oposição.

Multiplicador de empobrecimento nacional agita Congresso de olho na eleição presidencial

O senador gaúcho, que está na vanguarda da defesa dos aposentados e pensionistas, provoca ira dos neoliberais dentro do governo , cuja preoucpação, ainda, sob reinado lulista, é pagar em dia os juros da dívida pública interna, que exigem sacrifícios crescentes dos que vivem de salários, em nome da governabilidade bancocrática
O senador gaúcho, que está na vanguarda da defesa dos aposentados e pensionistas, provoca ira dos neoliberais dentro do governo , cuja preoucpação, ainda, sob reinado lulista, é pagar em dia os juros da dívida pública interna, que exigem sacrifícios crescentes dos que vivem de salários, em nome da governabilidade bancocrática

O Congresso viverá nessa quarta feira 11 um dos dias mais  agitados politicamente dos últimos tempos. Está em pauta reivindicações sociais de grande repercussão. Os políticos estão de cabelo em pé, graças à disposição dos trabalhadores, que vão à luta por duas questões fundamentais. De um lado, os trabalhadores inativos; de outro, os ativos. Os primeiros querem eliminação do chamado FATOR PREVIDENCIÁRIO e vinculação da política de reajuste do salário mínimo para os trabalhadores aposentados, tanto para os que ganham o mínimo , como para os que percebem acima do mínimo, bem como recuperação de perdas acumuladas, desde 1993, quando começa a era neoliberal irracional, na Nova República. Já os indutriários e comerciantes pregam a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, polarizando com os empresários, que prevêem desempregos, se a medida for aprovada pelos congressistas.

Os trabahadores inativos que ganham mais de um salário mínimo querem o reajuste real de 63% dado aos que ganham apenas o mínimo no período de 2003 a 2008, retroativos a partir de 2006.  São 8,5 milhões de aposentados. Ao mesmo tempo, pregam, cada vez mais radicalmente, o fim do FATOR PREVIDENCIÁRIO, que, na prática, representa MULTIPLICADOR DE EMPOBRECIMENTO do trabalhador. Quem se aposentou com 20 salários mínimos há 10 anos, estaria ganhando , hoje, apenas, 5 salários mínimos. Os exemplos abundam nas declarações dos aposentados que lotam os corredores e salões do Congresso , nesses dias, realizando pressão insuportável sobre senadores e deputados, cada qual explicando suas situações singulares.

A grande estrela dos trabalhadores inativos, atualmente, é o senador Paulo Paim(PT-RS), que elaborou projetos de lei para atender as reivindicações deles. Governistas e oposicionistas estão sendo obrigados, para desespero do Palácio do Planalto, a marchar com Paim, todos de olho nos votos dos aposentados , 25 milhões, e de suas famílias, algo próximo de 80 milhões de pessoas, na eleição de 2010, que escolherá o novo ou a nova presidente, os governadores/ras e os e as novas parlamentares, nas Assembléias Legislativas e no Congresso. Ou seja, eleitorado que desequilibra qualquer eleição, para o bem e para o mal. 

 

Roubo descarado

Se o trabalhador economizou sua aposentadoria por um montante x e recebe, agora, x-1, tem que entrar no Supremo Tribunal Federal para recuperar aquilo que colocou e que está sendo surrupiado como forma de compensação pelo roubo executado em nome do ajuste macroeconômico bancocrático neorepublicano
Se o trabalhador economizou sua aposentadoria por um montante x e recebe, agora, x-1, tem que entrar no Supremo Tribunal Federal para recuperar aquilo que colocou e que está sendo surrupiado como forma de compensação pelo roubo executado em nome do ajuste macroeconômico bancocrático neorepublicano

Há uma corrente de parlamentares que já articula, inclusive, buscar o Supremo Tribunal Federal como instância última para proteger os trabalhadores inativos do roubo expresso no FATOR PREVIDENCIÁRIO. Seria o caso de pedir de volta o que os aposentados  pagaram a mais, em forma de recolhimento de aposentadoria, para compensar o que recebem a menos, graças à roubalheira descarada. 

Os governistas, como os deputados Cãndido Vaccarezza(PT-SP) , líder da bancada petista, e Henrique Fontana(PT-SP), líder do governo, na Câmara, estão sendo vaiados em plenário. Argumentam que o governo não tem como bancar o pagamento reivindicado , que alcançaria R$ 130 bilhões, colocando em risco a Previdência Social, cuja situação financeira piorou no último ano com queda no nível de atividade econômica, por conta da bancarrota financeira internacional.

Os oposicionistas contrargumentam que não seria difícil ao governo fazer com os aposentados o que está fazendo com a Petrobrás, capitalizando ela em títulos públicos, ancorados na reserva do pré-sal, na proporção de 5 bilhões de barris, que serão, futuramente, comercializados. Por que não sacar em favor dos aposentados, também, capitalizando-os como compensação do logro produzido pelo FATOR PREVIDENCIÁRIO e pela assimetria na concessão de reajuste real para os que se aposentaram com mais de um mínimo, garantindo, também, os pensionistas, cuja fatura será de R$ 6 bilhões/ano?

 

Capitalistas equivocados

Os capitalistas brasileiros resistem à redução da jornada de trabalho porque estão presos a um padrão de sobreacumulação de capital que impõe insuficiência geral de consumo global e que não percebe que menos horas trabalhadas representam maior renda disponível para o consumo que elevaria demanda para as indústrias. Estão longe da social democracia e perto da escravatura
Os capitalistas brasileiros resistem à redução da jornada de trabalho porque estão presos a um padrão de sobreacumulação de capital que impõe insuficiência geral de consumo global e que não percebe que menos horas trabalhadas representam maior renda disponível para o consumo que elevaria demanda para as indústrias. Estão longe da social democracia e perto da escravatura

Ao lado dos trabalhadores inativos, estarão, também, lotando os corredores do Congresso, ao longo dessa quarta feira, os trabalhadores ativos, da indústria e do comércio, para defenderem a redução de 4 horas na jornada de trabalho. Trata-se de briga histórica dentro do capitalismo.

Quanto mais horas de trabalho, menores são os salários, maiores as explorações, maior o desemprego estrutural, na estrutura produtiva e ocupacional do modelo de desenvolvimento econômico nacional, poupador de mão de obra e concentrador exponencial de renda, responsável por promover, historicamente, no Brasil,  elevada insuficiência relativa de consumo global.

No compasso do desenvolvimento científico e tecnológico aplicado às atividades produtivas, elevando, exponencialmente, a produtividade e a consequente taxa de lucro empresarial, o trabalhador não precisa mais de 40 horas para girar a taxa de lucro do empresário na escala atual. Com menos, até, 30 horas semanais, geraria valor suficiente para tal.

Se se trabalha, hoje, 44, acumula-se 14 horas de TRABALHO NÃO PAGO, como diria Marx, pelos empresários, embolsado em forma de mais valia. Ou seja, redução da jornada de trabalho não seria prejudicial à produtividade. Ocorreria o oposto: haveria aumento de salário real dos trabahadores, porque teriam menos salário roubado do capital. Vale dizer, elevaria a renda disponível para  consumo.

Beneficiaria o próprio capital, como compreendeu a social democracia européia, que assegura melhor padrão de vida aos trabalhadores, responsável, nesse momento, pela resistência da economia européia à bancarrota financeira. 

Os empresários, que não raciocinam do ponto de vista macro, mas micro, para inserir-se na realidade egoista em que se situam, se perdem no mecanicismo, em vez de seguir a dialética. Getúlio Vargas já dizia que os capitalistas brasileiros são burros. 

 

A malandragem de Marshall

O curto prazo marshalliano é uma tremenda malandragem dos economistas neoclássicos do século 19 em cima dos trabalhadores que persistiu no século 20 e prossegue no 21, tirando renda do trabalho em nome da acumulação capitalista, bombando especulação, que, agora, detona o capital na grande crise financeira global
O curto prazo marshalliano é uma tremenda malandragem dos economistas neoclássicos do século 19 em cima dos trabalhadores que persistiu no século 20 e prossegue no 21, tirando renda do trabalho em nome da acumulação capitalista, bombando especulação, que, agora, detona o capital na grande crise financeira global

O FATOR PREVIDENCIÁRIO, que inferniza a vida dos aposentados, por corresponder a  FATOR DE EMPOBRECIMENTO,  ao multiplicar para trás e não para frente o rendimento dos seus salários, significa uma variação a mais dos arranjos conceituais que os economistas desenvolveram para roubar o dinheiro do trabalhador. Guarda relação com as ideologias desenvolvidas pelo economistas neoclássicos, no século 19, com destaque para o mestre Alfred Marshall. Sua façanha foi a de adaptar a teoria dos rendimentos decrescentes de Ricardo, válida para a estrutura de produção agrícola, para a estrutura industrial, onde os rendimentos, dado o desenvolvimento tecnológico, são, fundamentalmente, crescentes. Ou seja, o contrário.

É incrível essa armadilha pregada contra os trabalhadores. Ricardo havia , com sua genialidade, conceituado que o aproveitamento das novas terras, menos férteis, implicava custos mais elevados para os proprietários. Por isso, quanto mais trabalhadores colocados para lavrarem as terras menos férteis, improdutivas,  acrescidas às férteis, produtivas, menores teriam que ser os salários, para compensar essa questão “natural”, “física”.

O arrocho salarial não seria fruto das relações conflitivas entre capital-trabalho, mas decorreria de lógica natural, física, que impõe lucros decrescentes por conta da utilização do solo improdutivo. O que fizeram os neoliberais? Transferiram essa lei, válida para a agricultura, para a indústria. Assim, quanto mais trabalhadores na indústria, assim como na agricultura, menor teriam que ser os salários no processo industrial, em obediência à lei ricardiana dos rendimentos decrescente.

Esse conceito, como explica muito bem Lauro Campos , em “A crise da ideologia keynesiana”(Campus, 1980),  foi trabalhado por Marshall no plano MICROECONÔMICO, no âmbito da empresa, individualizada, condicionada a um determinado MOMENTO DADO , em que vigorasse, de forma congelada, a técnica, o equipamento e a organização empresarial. Ou seja, trata-se de arranjo abstrato adequado ao plano MICROECONÔMICO sobre o qual aplicou a lei de Ricardo dos rendimentos decrescentes, sempre que os empresários empregassem mais gente na produção industrial.

 

Jogo do cinismo capitalista

Keynes inverteu o diagnóstico de Marx segundo o qual a insuficiência no capitalismo é de consumo e não de produção, para priorizar a multiplicação dos investimentos estatais com moeda inconversível, inflacionaria, dinamizando economia de guerra, cujos limites são os deficits públicos que estimulam corrida contra as moedas, jogando o sistema na anarquia deflacionária, exigindo o Estado como interventor salvacionista
Keynes inverteu o diagnóstico de Marx segundo o qual a insuficiência no capitalismo é de consumo e não de produção, para priorizar a multiplicação dos investimentos estatais com moeda inconversível, inflacionaria, dinamizando economia de guerra, cujos limites são os deficits públicos que estimulam corrida contra as moedas, jogando o sistema na anarquia deflacionária, exigindo o Estado como interventor salvacionista

Tal armação marshalliana não seria, por outro lado, adequada à MACROECONOMIA, onde as variações , no tempo e no espaço, sob impacto do desenvolvimento científico e tecnológico, obrigam as empresas a buscarem mais tecnologia, mais ciência, mais produção, para reduzirem custos e aumentarem competição lucrativa, caminhando para o monopolío e oligopólio. A lei de rendimentos decrescentes de Ricardo não caberia, então, na estrutura industrial que trabalha com rendimentos crescentes, alterando, ININTERRUPTAMENTE,   o equipamento, a técnica e a organização. Não há o congelamento de situação a priori dada. Tudo está em movimento, para frente e para o alto, como diria o governador Ademar de Barros.

No entanto, Keynes encaixa a lei de rendimentos decrescentes, formulada por Marshal, para o plano MICROECONÔMICO, no espaço MACROECONÔMICO. Tenta enfiar o MACRO no MICRO. Pé 54 em sapato 22. Inversão da realidade.

Nesse mundo artificial e economicamente invertido, quanto maior o volume de emprego, menores deveriam ser os salários. O genial economista inglês, liberal cínico, utilitarista, aplicou, no plano homogeneizado da produção, em que as categorias sociais são indiferenciadas, como se vivessem no exterior da realidade, sem conflitos antagônicos, a sua TEORIA INVERTIDA.

Mandou ver um FATOR PREVIDENCIÁRIO para arrochar os trabalhadores nas indústrias, como se eles trabalhassem na agricultura, nas terras menos férteis, enquanto ocorre o contrário, já que trabalham com máquinas que elevam constantemente a produtividade.

O capitalismo marshalliano de curto prazo foi estendido por Keynes para o longo prazo. Eterniza a exploração. Esses ardis maquiavélicos dos economistas clássicos e neoclássicos, armados com o concurso da econometria matemática, ciência, que, conforme Hegel, se desenvolve no exterior da realidade, não podendo, pois, determiná-la, se estendem por todo o século 19 e 20. O objetivo é um só: promover a acumulação capitalista global, arrochando salários. Roubo.

O capitalismo arma sua própria armadilha para nela cair: a insuficiência de consumo que leva o capital a descolar-se da produção para a especulação, implodindo nas bolhas. A crise atual é o retrato disso.

 

Controle bancário estatal total

A anarquia financeira que as bolhas especulativas capitalista provocam exige o controle do estado sobre a única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, isto é, a quantidade da oferta de dinheiro na economia. Sem controle estatal sobre os bancos, a bancocracia leva a sociedade ao abismo total da especulação e do empobrecimento. Maior impulsionador do movimento socialista internacional, disse Lênin
A anarquia financeira que as bolhas especulativas capitalista provocam exige o controle do estado sobre a única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, isto é, a quantidade da oferta de dinheiro na economia. Sem controle estatal sobre os bancos, a bancocracia leva a sociedade ao abismo total da especulação e do empobrecimento. Maior impulsionador do movimento socialista internacional, disse Lênin
Brilhante editor e articulista econômico do Financial Times, Martin Wolff, assim como o economista brasileiro, Yoshiaki Nakano, rendem-se ao pensamento de Lênin de que o controle da mercadoria mais importante , sob sistema capitalista, precisa estar sob rigoroso controle do Estado, como fator fundamental de organização da sociedade
Brilhante editor e articulista econômico do Financial Times, Martin Wolff, assim como o economista brasileiro, Yoshiaki Nakano, rendem-se ao pensamento de Lênin de que o controle da mercadoria mais importante , sob sistema capitalista, precisa estar sob rigoroso controle do Estado, como fator fundamental de organização da sociedade

Como cantou a bola Lenin, as bolhas explodem de forma incontrolável, detonando os bancos, colocando-os sob regulação estatal necessária. A pregação leninista é, agora, absorvida, tranquilamente, pelos críticos dos neoliberais, como Martin Wolff. 

O FATOR PREVIDENCIÁRIO, em sua variações infinitas, desenvolvidas pela inteligência mecânica dos economistas,  representa, na verdade, fator de empobrecimento. 

 O MULTIPLICADOR DE IN- VESTIMENTO de Keynes corresponde o seu oposto, o MULTIPLICADOR DE ARROCHO SALARIAL, de  EMPOBRECIMENTO.

Ele considerou o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO de Kahn igual ao seu MULTIPLICADOR DE INVESTIMENTO. Rechaçou-o, no entanto, porque o primeiro, o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO implicaria o reconhecimento de que haveria redução da unidade real de salário na indústria quanto mais aumentasse o volume de ocupação, conforme a lógica do rendimento decrescente de Ricardo.

Como Keynes, espertíssimo, sabia que sua proposta de aquecimento da produção requereria o arrocho salarial, que deveria ser encoberto, ideologicamente, preferiu criar não o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO, mas o MULTIPLICADOR DE INVESTIMENTO, bombado po moeda inconversível, estatal, sem lastro, para gerar consumo estatal em NÃO-MERCADORIAS – produtos bélicos e espaciais, economia de guerra etc. Puxaria a demanda global não por meio da produção de MERCADORIAS, mas da de NÃO-MERCADORIAS – produtos bélicos e espaciais , enfim, economia de guerra – consumida pelo governo. A mágica de Keynes, portanto, é a de aumentar o consumo sem elevar a produção. O consumo estatal entra puxando o consumo privado que historicamente, no crash de 1929, dançou como fator reprodutor do capital. A inflação, “a unidade das soluções”(Keynes), teria que entrar em campo.

Quanto mais investimentos estais, maior volume de ocupação, maiores reduções de salários, sob a mágica fajuta de tentar colocar Ricardo a serviço de Marshal. Grande malandragem. 

Os neoliberais, na NOVA REPÚBLICA BRASILEIRA, obediente ao Consenso de Washington, a partir dos anos de 1980, em que os Estados Unidos, pressionados por seus déficits, subiram a taxa de juros e transferiram seus pepinos para a periferia capitalista, obrigando-a suportar mais arrochos salariais, seguiram os conselhos de Alfred Marshal, de forma mais realista que o rei. Buscaram matar os trabalhadores inativos com o FATOR PREVIDENCIÁRIO, para formar crescentes superavits primários.

O FATOR PREVIDENCIÁRIO , que aleija os aposentados, assim como a resistência dos empresários à redução da jornada, são movimentos da história econômica brasileira armada para reproduzir o capital às custas dos trabalhadores.

O Congresso que se cuide, se der passo errado em tempo de eleição.

Lula fortalece Dilma e Marina em Copenhague

Copenhague será o palco em que Dilma e Marina estarão frente a frente em meio a uma expectativa geral do mundo relativamente à proposta brasileira, dada a responsabilidade do Brasil por dispor da floresta amazônica, pulmão do mundo, e de uma base industrial, cujo preço de sustentação é permanente agressão contra a natureza, por sustentar-se em cima da concentração da renda e da exclusão social
Copenhague será o palco em que Dilma e Marina estarão frente a frente em meio a uma expectativa geral do mundo relativamente à proposta brasileira, dada a responsabilidade do Brasil por dispor da floresta amazônica, pulmão do mundo, e de uma base industrial, cujo preço de sustentação é permanente agressão contra a natureza, por sustentar-se em cima da concentração da renda e da exclusão social

A posição de Lula em Compenhague o transforma em líder mundial que faz história: redução de 40% da oferta de CO2 na atmosfera e diminuição de 80% do desmatamento da floresta amazônica entre 2009 e 2020.  Isso, compatível com uma estratégia de desenvolvimento econômico, que contempla crescimento médio de 5% a 8% do PIB, nos próximos anos, patamar que contribui para elevação constante da taxa de emprego, enquanto mantém, no limite, equilíbrio tênue da relação economia-meio ambiente. Uma no cravo, outra na ferradura. Ou seja, trata-e de posição que incomoará relativamente o mundo econômico, mas ganhará aplauso global por contribuir, decisivamente, para a sustentabilidade ecológica terrestre. O titular do Planalto vai de encontro à senadorA Marina Silva(PV-AC), que pede garra, em proposta ambiental, mas com Dilma a tiracola, como candidata preferida para sucedê-lo em 2010.

O fato é que os países ricos, até o estouro da grande crise em outubro e 2008, estão dando vexame geral. Estados Unidos e Europa não avançam além de redução de 20% do gás de efeito estufa, que balança a estrutura básica que assegura a sobrevivência humana. Estão sob pressão das ONGs, para que cheguem até 30%. O Congresso americano não deliberou nada. Deixa Barack Obama falando sozinho discurso de sustentabilidade econômica global. Os europeus, igualmente, resistem a avanço ousado. O modelo de desenvolvimento econômico capitalista dispõe de capacidade instalada que acostumou a agredir ao meio ambiente, destituindo as reservas naturais para transformá-las em manufaturas cujos sub-produtos poluem o ar em escala relativamente controlável. Não há saída fácil.

Os emergentes, nos quais a economia global aposta, diante da situação em que os ricos se encontram falidos de joelhos diante do Estado protetor, em meio à bancarrota financeira, dão uma lição. Lula, com a responsabilidade da floresta amazônica sobre as costas, carregando pulmão do mundo, vai , com sua proposição, abalar geral. Propõe o dobro do que tentam fixar os países ricos. Aplausos são o que não faltarão. Tudo isso poderá render votos para Dilma ou para Marina, se a grande seringueira soltar o canto do Uirapuru.

 

Shakespeare na Dinamarca

A retórica ambiental radical de Minc atrai Lula para o palco internacional onde pode ser grande lider, capaz de levá-lo à presidência da ONU, enquanto as resistências políticas explodiriam no Congresso por parte das forças cujos interesses estariam contrariados pela ousadia ambiental carlosminquiana, politicamente, inrteressante ao titular do Planalto , no cenário do reinado shakespeareano da Dinamarca
A retórica ambiental radical de Minc atrai Lula para o palco internacional onde pode ser grande lider, capaz de levá-lo à presidência da ONU, enquanto as resistências políticas explodiriam no Congresso por parte das forças cujos interesses estariam contrariados pela ousadia ambiental carlosminquiana, politicamente, inrteressante ao titular do Planalto , no cenário do reinado shakespeareano da Dinamarca

Celso Minc, ministro do Meio Ambiente, joga no ataque. Sabe que o meio ambiente entrou na campanha eleitoral. Pode faturar o governo do Rio de Janeiro ou o senado federal. Provoca náuseas no agronegócio. A presidente da Confederação Nacional da Agricultura(CNA), senador Kátia Abreu(DEM-TO), considera, em artigo no Estado de São Paulo, nessa segunda,  maluquice a proposta de Minc , que pode emplacar em Copenhague. Ao mesmo tempo faz uma profissão de fé nas anistias aos agricultores como forma recorrente de o Estado conceder perdão a uma categoria social responsável por produzir alimentos e riqueza exportadora para o país. A ética do perdão à degradação ambiental em nome da produção de alimentos parece, no entanto, estar atingindo seus limites. A redução da emissão de CO2 em 40% e em 80% o desmatamento da floresta amazônica repreentaria freio ao avanço da exploração econômica do agronegócio na fronteira agrícola.

O agronegócio teria que intensificar a produtividade para manter sua lucratividade em área constante, menor, nos próximos anos. Acabaria a velha história da desvatação da natureza como carro-chefe da taxa de lucro do agricultor e do pecuarista. Os conceitos de produtividade deles teriam que mudar , conferindo ao capitalismo no campo  nova contabilidade de custos, produtividade e racionalidade, para sustentar o aumento da produção com margem de lucro adequada. Ou seja, investimentos maciços em tecnologia. Os limites territoriais não seriam mais vistos como durante a epópeia lançada por JK, para ampliar as fronteiras nacionais e abrir espaço à construção do mercado interno, com maior oferta de alimentos, evitando pressão inflacionária. 

Nesse sábado, o titular do Planalto e a ministra Dilma Rousseff, que vai representar o Brasil na conferência internacional – para não perder espaço para Marina, que estará lá como estrela de primeira grandeza entre os ambientalistas globais –  baterão o martelo na proposta brasileira. Está em jogo a campanha eleitoral em que o meio ambiente se transforma em motivo de mobilização popular. Afinal, os grandes centros urbanos estão cada vez mais sensíveis aos desastres ambientais, apresentados, diariamente, em escala crescente, pela Michele Loretto, no Bom Dia Brasil, com riqueza de detalhes. As discussões em Copenhague ganharão as manchetes e as consciências gerais. Se a proposta brasileira for chinfrim, Marina fatura. Se for ousada, Dilma ganha um tremendo fluxo de ar nos pulmões.

 

Serra consolida candidatura

Serra antecipou-se a Aécio relativamente a Copenhague, ganhando espaço ao sancionar lei do meio ambiente que rivalirza com a proposta do Planalto, consolidando ação proativa que favorece sua justa ambição de chegar à presidência da República em 2010, conferindo proposta ambiental compatível com o desenvolvimento paulista acelerado na linha lulista. Joga com Dilma , fazendo aparência de oposição
Serra antecipou-se a Aécio relativamente a Copenhague, ganhando espaço ao sancionar lei do meio ambiente que rivalirza com a proposta do Planalto, consolidando ação proativa que favorece sua justa ambição de chegar à presidência da República em 2010, conferindo proposta ambiental compatível com o desenvolvimento paulista acelerado na linha lulista. Joga com Dilma , fazendo aparência de oposição

O governador José Serra, de São Paulo, não deixou passar batido, como aconteceu com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.  O titular do Bandeiras saiu, igualmente, com a proposta, considerada pela sua equipe de meio ambiente ousada, enquanto Aécio Neves ficou na estação, depois de perder o trem. Serra joga no ataque, posicionando sobre o assunto, para o eleitorado paulista, sensível à questão ambiental. Vira exemplo para os demais governadores. Considera que sua proposta de redução de 20% das emissões de CO2 diz respeito a termos absolutos, enquanto a do ministro Carlos Minc corresponderia, apenas, a termos relativos, pois compreende, essencialmente, a uma desaceleração. Haveria diferença de qualidade entre uma desaceleração de emissão de 40% e uma redução absoluta de 20%. Comparativamente, o absoluto representaria maior significado prático que o relativo.

Lula, indisposto a discutir tecnicamente o assunto, como é do gosto do economista e matemático José Serra, que deseja politizar as proporções numéricas das propostas paulista, de um lado, e federal, de outro, joga o resultado final, não na matemática, mas na política. Inicialmente, o titular do Planalto fez gesto de compreensão em favor das pretensões do agronegócio. Recebeu cacetadas de Marina por todos os lados. Na ONU, posicionou-se, timidamente. Se salvou, na ocasião, porque o tema predominante não foi o meio ambiente, mas o golpe jurídico-militar em Honduras, dado por Michelleti e comandos do exército, destituindo Zelaya.

Resistiu o titular do Planalto, nos últimos dias, a uma meta numérica. Nem 20%, nem 30% , nem 40%. Destacou que esperará uma posição internacional, porque seria melhor uma negociação e a obtenção de um consenso. Não gostaria de ser percebido como alguém que está querendo impor uma meta para os outros. A luta política em torno de um consenso seria o resultado razoável e refletiria, consequentemente, as correlações de forças adequadas, unindo todos. Mas, a ministra Dilma Rousseff, em São Paulo, nessa segunda, no mesmo dia e hora em que José Serra sancionava em lei sua proposta ambiental, fazendo barulho, resolveu deixar de fazer segredo em torno do número do governo. Serão, disse, os 40%, podendo variar para mais, ou seja, 42%, ou para menos, 38%, tipo metas inflacionárias do BC, com intervalo para menos e para mais. Evitou que Marina Silva fizesse novas pressões. Segue, portanto, para Copenhague de bola cheia.

 

Jogo de cena necessário

Coutinho fixa investimentos compatível com crescimento econômico acelerado que compatibilizaria o presidente Lula mais com os interesses dos produtores e industriais do que com os dos ambientalistas, em meio a tentativa de conciliação de posições das classes antagônicas em Copenhague
Coutinho fixa investimentos compatível com crescimento econômico acelerado que compatibilizaria o presidente Lula mais com os interesses dos produtores e industriais do que com os dos ambientalistas, em meio a tentativa de conciliação de posições das classes antagônicas em Copenhague

Poderá rolar, também, jogo de cena, necessário, para formar as aparências, porque a essência do modelo de desenvolvimento econômico , poupador de mão de obra, concentrador de renda e ambienalmente incorreto, por ser, intrinsecamente, agressivo à natureza, implicará convivência contraditória do governo com os produtores e industriais, poderosos, no Congresso. A compatibilidade entre a proposta ambiental ousada e os interesses econômicos que ela contrariria, para sustentar crescimento variável de 6% a 8% do PIB, ao ano, representará avanços e recuos , isto é, uma gangorra permanente na relação das categorias sociais em confronto. O jogo radical de Carlos Minc é incompatível com crescimento acelerado destruidor da natureza que a estratégia de desenvolvimento em marcha, em ano eleitoral, prenuncia. Lula destaca que pisará no acelerador, de acordo com as projeções de investimentos, especialmente, da Petrobrás, na camada do pré-sal, e do BNDES.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, anuncia que terá mais R$ 100 bilhões para novos investimentos. Sob pressão do Banco Central, que teme pressão do consumo sobre a capacidade instalada, suscitando alta de preços, que levaria ao aumento dos juros, o BNDES quer emprestar ao máximo para as indústrias. Tal ação sinaliza elevação da oferta que afastaria suposta pressão de demanda a justificar aumento da selic pelo BC. Os grandes investimentos, ampliados pelo BNDES, estariam sendo compatíveis com o crescimento da produção e do consumo, configurando avanço de 6% a 8% do PIB. Tal expansão econômica corresponderia ao avanço do agronegócio sobre os espaços territoriais na fronteira agrícola, tensionando a relação do governo com os ambientalistas.

O Planalto vai preferir essa tensão com os ambientalistas do que com os eleitores, que, desempregados, por falta de investimentos na produção e no consumo, votariam na oposição, enforcando, eleitoralmente, Dilma Rousseff. Da mesma forma, as tensões com os ambientalistas poderão aumentar relativamente ao avanço da exploração de petróleo no mar, afetando o meio ambiente, em ritmo de crescimento econômico acelerado em ano eleitoral. Estão previstos investimentos de 100 bilhões de dólares em atividades exploratórias, isto é, atentados ao meio ambiente. Toda a cadeia produtiva do petróleo será ativada, gerando aumento da renda interna e, consequentemente, do consumo, em escala que coloca em marcha constante agressão à  natureza, incompatível com a sustentabilidade ambiental.

 

Tensões congressuais

A bela senadora e lider do agronegócio no Brasil, como presidente da CNA, posiciona-se pelo perdão permanente aos seus pares pelas áreas degradadas em nome da expansão da fronteira econômica e considera ousada demais a proposta de Lula-Minc, que, no entanto, compatibiliza-se com a defesa katiana de um PIB na casa dos 6% a 8%
A bela senadora e lider do agronegócio no Brasil, como presidente da CNA, posiciona-se pelo perdão permanente aos seus pares pelas áreas degradadas em nome da expansão da fronteira econômica e considera ousada demais a proposta de Lula-Minc, que, no entanto, compatibiliza-se com a defesa katiana de um PIB na casa dos 6% a 8%

No Congresso, evidentemente, ganhará espaço o discurso do desenvolvimento dos ruralistas e dos industriais que pregarão taxa de juro mais baixa, para alavancar os investimentos, quanto mais o governo precisar elevar a oferta de títulos públicos, na escala necessária capaz de bancar aceleração desenvolvimentista anti-ambiental. O boom de investimentos estará, certamente, relacionado, às expectativas abertas pelos eventos desenvolvimentistas da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Ambos elevarão a demanda efetiva global da economia brasileira, que, já, no estado de devastação financeira do dólar, nas esconomias americanas e européias, responsável pelo empoçamento geral do crédito no sistema financeiro falido, atrai ao Brasil grandes investidores internacionais em infra-estrutura.

As tensões cambiais, nesse período , estarão a mil, porque os dólares que não estão rendendo nada na taxa de juros negativa vigente nos países outrora ricos do G-7 tenderão a se deslocarem para a praça sul-americana, onde os investimentos previstos em infra-estrutura garantirão maior retorno do que as aplicações financeiras, especialmente, se forem cumpridas promessas de analistas de que vem aí mais estouros de bolhas financeiras. O dólar em desvalorização busca  encarnar-se em ativos reais nos países emergentes.

Enfim, trata de pressão monetária e cambial que poderá levar o governo brasileiro a permitir abertura de contas em dólar, internacionalizando a base monetária, cujas consequências poderão ser redução drástica da taxa de juros. Como o juro em dólar está negativo, quem vai tomar reais emprestados a juros altos? Talvez, por isso, o esperto ex-presidente do Banco Central, Armínio Fragas, esteja cantando a bola de que o juro vai ter que cair. Estaria se candidato a retornar ao cargo num eventual governo oposicionista, ou poderia ser, também, em governo governista de Dilma, já que tal previsão soa bem aos ouvidos de Dilma e de Lula? O perigo, evidentemente, como alerta o deputado Paulo Maluf, PPS-SP, é, em outro momento, o dólar e os juros subirem, deixando micos e quebradeiras para todo o lado. A economia capitalista, como destaca o empresário Lourival Dantas, é doida demais. Todo cuidado é pouco.

 

 

 

 

 

Grosseria inconsciente do falso elitismo

O filho de dona Canô sente mal diante dos toscos, dos analfabetos, do ser outro em si  mesmo, que revela o incômodo sartreano de que o inferno são os outros que precisam ser extirpados
O filho de dona Canô sente mal diante dos toscos, dos analfabetos, do ser outro em si mesmo, que revela o incômodo sartreano de que o inferno são os outros que precisam ser extirpados

Caetano Veloso, artista espetacular, projetou, freudianamente, sua essência – a grossura – sobre Lula , querendo colar ela nele, chamando o titular do Planalto de grosso, analfabeto, desmedido etc. Exagerou. Revelou consideração e ojeriza, amor e ódio pelo presidente, pois realçou o que considera o bem e o mal, inclusive, contrariou a insistência do repórter do Estadão sobre posições do artista, na tentativa buscar identificá-lo com os pregadores do estado mínimo, quando revelou horror a Margareth Thatcher e a Ronald Reagan, os conquistadores do Muro de Berlim, agora sob os escombros do capitalismo mergulhado em grande crise global. Qual a nova estética que essa pulsante derrocada capitalista, que fracassou em dar nova ordem sobre o socialismo soviético fracassado, abre ao espírito do poeta da tropicália? Não se soube. 

Freud saberia explicar a malaise que tomou conta do poeta da tropicália em cuidar da aparência para desviar da essência que revela o si mesmo, incômodo pulsante e latente
Freud saberia explicar a malaise que tomou conta do poeta da tropicália em cuidar da aparência para desviar da essência que revela o si mesmo, incômodo pulsante e latente

Preocupado em desopilar seu fígado em cima do presidente, perdeu a nobreza espiritual , para ler a confusão reinante. Situou-se como um ET, no exterior da realidade, algo a-histórico, fora do  lastro histórico social. Abstrato. Essência? Chato. Não teceu avaliações de conteúdo quanto à grossura presidencial. Ficou na aparência preguiçosa do incômodo produzido pela sonoridade do tom de voz – desafinado? – , solto, extrovertido, exagerado, do metalúrgico, que se tornou chefe de Estado em país da periferia capitalista sul-americana, historicamente, dependente da poupança externa, que a massacra. Marx destaca que a dívida externa é instrumento de dominação internacional. Com a dívida vem o ponto de vista e a cultura do emprestador de dinheiro, do comprador das artes, na prática do mecenato.

  

Incômodos sul-americanos

   

 

 

 

 

 

 

 

A estética nacionalista repugna os estômagos formados pelo liberalismo cínico que busca confundir igualdade jurídica com injuustiça social para criar a realidade invertida das consciências adulteradas
A estética nacionalista repugna os estômagos formados pelo liberalismo cínico que busca confundir igualdade jurídica com injuustiça social para criar a realidade invertida das consciências adulteradas

Quem, na periferia, tentar desarticular essa dominação, como foram e são os casos dos governantes de visão nacionalista, Getúlio, Peron, Cardenas, Evo Morales, Chavez, Lula, Cristina, Rafael Correa, Fidel, Alvarado etc, são taxados pelos beneficiários do mecenato de toscos, esteticamente, repugnantes. Um coleguinha, que acompanhou Lula, em Londres, durante seu primeiro mandato(2003-2006), se disse envergonhado diante da extroversão lulista, chamando os comandantes de estados europeus e americanos como camaradas de bate-papo, em coletiva. “Falei, ontem, com o Blair”. “Pedi ao Bush”. “Comuniquei à Merkel”. “Conversei com o Sarkozy”. “Liguei pru Putin” etc. A intimidade expositiva do presidente na relação com os seus pares do primeiro mundo, sendo ele de terceiro mundo, cobriu de vergonha o ouvinte. Ego presidencial exacerbado? Sede de aparecer? Auto-afirmação além da conta?  Lula, na avaliação de Caetanto Veloso, não guarda seu lugar, invade os espaços, exacerba. Precisa ser chamada sua atenção pelos bons modos,  como diziam os senhores de escravos para aqueles pretos que não queriam obedecer as ordens sob coleiras no pescoço, ansiando pelo mundo de Zumbi dos Palmares. Fala pelos cotovelos. Incomoda , principalmente, os bons costumes adquiridos pela educação sofisticada da importação colonial, paga a juro alto, para esconder, por trás da farsa, sua própria brutalidade histórica. A verdade, como disse Trotski, é que os intelectuais, facilmente, comprados pelo dinheiro, não construiram, historicamente , na periferia do capitalismo, uma orientação honesta, capaz de constituir partidos políticos com os quais o pensamento evolucionista, libertador, revolucionário, se organizaria, mesclando e evoluindo no antagonismo de classe.

  

Nacionalistas analfabetos, toscos

   

 

 

 

 

 

 

 

Pensar sul-americana é expressar um primitivismo que repugna a sofisticação estética do capital que precisa dos seus porta-vozes para desacretidar e destruir a auto-estima da periferia capitalista, taxando-a de demodé
Pensar sul-americana é expressar um primitivismo que repugna a sofisticação estética do capital que precisa dos seus porta-vozes para desacretidar e destruir a auto-estima da periferia capitalista, taxando-a de demodé

A cooptação ideológica, principalmente, praticada  pelo liberalismo inglês, criador do espírito da propriedade privada, que estabelece a correlação segundo a qual a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, na tentativa de inverter a realidade, acaba fazendo a cabeça de pensadores e artistas honestos, convertendo-os em agentes sofisticados da cultura e dos modos importados. Cria-se, destaca Trotski, um gap entre o ideal e o real, para além do antagonismo de classe, deixando espaço para a emergência de lideranças extrovertidas, populares, populistas, que se lançam no vácuo das misérias políticas periféricas, subordinadas ao capital. O peronismo, o varguismo, como lembra Beto Almeida, é isso, a expressão da ausência dos partidos de esquerda, porque , na sua ânsia do ideal, condenam o real-nacional, como foi o caso do Partido Comunista Brasileiro, relativamente, a Getúlio. Essa impotência dos falsos intelectuais e artistas, decorrente da sua inadaptação ao nacional por ser internacional, na formação orgânico-dialética, subordina-os aos conceitos estéticos determinados pelo próprio capital, na evolução do seu processo de sobreacumulação,  ditando comportamentos, cujos resultados são lucros. Trata-se de organizar a divisão social combinada com o interesse da reprodução sobreacumulativa do capital, principalmente, no campo da cultura. Como a indústria cultural é transnacional, a visão nacional , reprodutora da cultura popular, incomoda as determinações do processo lucrativo cultural. As mentes mentem.  As rádios, as tevês, os comentaristas, todos precisam sintonizar-se com a estética dominante. No Governo Perón, transbordou-se a cultura popular; no de Getúlio, que tinha muita admiração pelo líder argentino, idém; os artistas iam ao Palácio. Gegê saia do serviço para ouvir Linda Batista nos cassinos. O que diziam os bens pensantes, os fernandos henriques cardosos, os caetanos velosos, a esquerda chic, sobre Gegê? Lacaio de Washington. O cara estava sendo bombardeado pelos jornais americanos, que orientam a linha editorial dos jornais sul-americanos da grande mídia, e a esquerda o considerava atrasado, ligado às raízes populares, abrindo espaço para o artista nacional.Vargas queria fazer da Rádio Nacional uma emissora internacional, com reprodução dos seus programas em todas as linguas. Queria internacionalizar o analfabetismo, os Lulas brasileiros com seus talentos. Chegou a ampliar pilotos em países do leste europeu. Almejava o que a tevê Globo está fazendo, isto é, ambientando o cenário internacional às suas novelas com conteúdo nacional, mas , diferentemente,  do que antevia Vargas, subordinado aos padrões estéticos de roliúde, como dizia Glauber Rocha. O grammy que Caetano Veloso ganhou é uma disseminação cultural multinacional global americana. Getúlio Vargas estava de olho nessas potencialidades culturais brasileiras, sabendo que a dominação cultural acompanha o desenvolvimento do capital. Queria, portanto, sob nacionalismo, globalizar a cultura brasileira. Afinal, não foi isso que Tio Sam fez com o cinema durante o século 20, ampliando o American way of life? O poder de roliúde não deixou  prosperar o sonho cultural nacionalista-getulista. Do mesmo jeito, Perón já prenunciava um esquema de comunicação sul-americano; em 1955, na conferência de Bandung, na Indonésia, pregou a TERCERA POSICION, equidistância, tanto do capitalismo como do comunismo, ficando longe da guerra fria, para pregar a construção do sul-americanismo.

  

Desintegrar para dominar 

  

 

 

 

 

 

 

 

A estética nacionalista precisa ser destruída pela orientação da estética construída pelo capital que busca o lucro e o consumismo para homogeneizar consciências destituídas de energia auto-confiante, evolucionista
A estética nacionalista precisa ser destruída pela orientação da estética construída pelo capital que busca o lucro e o consumismo para homogeneizar consciências destituídas de energia auto-confiante, evolucionista

A TELESUR, criada pelo presidente Hugo Chavez, da Venezuela, visa a universalização sul-americana da pregação peronista.  A cidade do cinema em Caracas, conforme relatou reportagem do caderno cultural do Valor Econômico, movimenta os artistas de toda a América do Sul. Energia cultural sul-americana em efervecencia total.  Busca-se a construção da estética artistico-ideológica continental, para além dos estúdios de roliúde, das informações da CNN, da pasteurização ideológico-consumista-grammymista, que amaciam o pensamento dos artistas desejosos de que sobre si se eternize o spotlight narcísico, individualista, elitista. Essa vertende do padrão cultural em desenvolvimento, que acompanha a mudança dos ventos políticos na América Latina, levanta a implicância dos conservadores, cuja ojeriza pelo nacionalismo cultural-econômico-político-social reproduz o padrão de desenvolvimento econômico dependente de poupança externa. FHC aprofundou os estudos sobre a raiz da dependencia da América Latina, mas se rendeu a essa dependência, arriando seu pensamento às determinações do capital para o comportamento das elites, subordinada a ele, no plano cultural, político, econômico e social. Henfil , certa vez, disse que deixou de confiar em FHC porque durante as campanhas pelas diretas já em 1984 o sociólogo marxista se recusava a pisar com seu sapato lustrado no barro das ruas das periferias para levar o recado da democracia. Elitista, falso democrata, FHC, identificador das raízes da dependência, desenvolveu ojeriza total aos politicamente resistentes à dependência, como são os casos de Lula, Peron. Veste, agora, uma toga udenista lacerdista, como destaca o sociólogo Emir Sader.  Caetano Velosso vai nessa linha, no plano político, sentido mal estar na extroversão política de um herdeiro da escravatura, feito metalúrgico, no regime do trabalho assalariado, feito presidente. Nem Caetano nem FHC se mostram à altura da sua inteligência para evoluir do plano da aparência, em relação a Lula, para o plano da essência.

  

Aparência e essência

  

 

 

 

 

 

A estética do capital é o poder da moeda do rico sobre o pobre para estabelecer a verdade ditada de fora para dentro pelo capital cuja lógica é a sobreacumulação e subsersão cultural total
A estética do capital é o poder da moeda do rico sobre o pobre para estabelecer a verdade ditada de fora para dentro pelo capital cuja lógica é a sobreacumulação e subsersão cultural total

Aparentemente, Lula é isso aí: tosco, analfabeto, repugnante, como , igualmente, tosco, repugnante é Hugo Chavez, esse crioulo cafuzo beiçudo, cabelo enrolado, como destacou, outro dia, um colunista da Veja etc. Estridentes, falam demais. Essencialmente, no entanto, Lula como Chavez tentam, a duras penas, reverter uma situação histórica brutal para os povos da periferia capitalista. Principalmente, a partir do final do século 19, os capitalistas europeus decidiram intensificar a exploração sobre as colônias, para que pudessem distribuir melhor a renda entre os trabalhadores europeus que estavam adquirindo forte consciência política. Durante todo o século 20, o Brasil foi fornecedor de mais valia para o trabalhador americano , enviando matérias primas baratas, revertidas em produtos manufaturados, vendidos ao câmbio favorecido, na periferia. Keynes, em Bretton Woods, em 1944, disse ao repórter do Jornal do Brasil e economista do Banco do Brasil, Santiago Fernandes, que a periferia era explorada pelo capitalismo cêntrico por intermédio do câmbio… e das artes, da cultura. A moeda do país rico cobra senhoriagem sobre a do país pobre. Resistir a essa tendência imposta pelo capital, ao longo de todo o século  20, por parte de governos nacionalistas, mereceu o mais eficaz dos remédios, a compra da consciência dos intelectuais , que operam na grande mídia, para desmerecer a posição da resistência nacionalista, inviabilizando a sua materialização por intermédio de partidos fortes e correntes artísticas fortes e determinadas. O vácuo é isso aí, os populistas, identificados com a massa, perigo para a elite que considera tal identificação analfabetismo congênito. A arma dos sofisticados é a tentativa perene de desacreditar do próprio potencial nacional, colocando em cena mitologias estéticas importadas. Acaba-se com o mito do Saci, para que predomine o do halloween. De que modo? Dizendo, por exemplo, que o Saci fede, porque vive no mato etc. Como o padrão roliudiano é o da limpeza aparente para esconder a essência suja da economia de guerra que sustenta o capitalismo, o padrão lulista , analfabeto, tosco, sujo, anti-estético é politicamente incorreto. Substantivamente, Lula e Chavez revertem, com suas políticas nacionalistas, anti-estéticas, perante o pensamento neoliberal, que prega a lipoaspiração total do Estado, a condição subordinativa da periferia. Causam horror quando resolvem marchar como representante de categoria social historicamente excluída do padrão elitista de desenvolvimento, bancado pela dívida externa. Permitem com seu nacionalismo que os excluídos consumam. O capitalismo depende do consumo, mas, na periferia, contraditoriamente, o aumento do consumo das massas, que fortalece o mercado interno, energiza a moeda nacional, diminui a inflação e infla a auto-estima popular, incomoda as elites. O aumento do poder de compra, pela opção governamental em favor da valorização dos salários, eleva a demanda da indústria dos ricos, mas contraria os bem pensantes. Chegam à mesa deles outros modos, outra estética, rústica, de um pessoal analfabeto, que não sabe falar, que não se enxerga…. O baiano, filho de dona Canô, se sente mal…. Solta o inconsciente, grosso, se traindo, conferindo a verdade de Freud de que as palavras servem para esconder o pensamento. 

 

  

 

 

     

Dólar elege oposição no sul e sudeste

A desvalorização da moeda americana por conta da política monetária do governo Lula coloca a governadora do Rio Grande do Sul no páreo da sucessão gaúcha com chances de vitória, porque seus oponentes, os governistas coaligados no plano federal, são obrigados a apoiar, nesse momento, seus argumentos, contrários ao dólar barato que empobre o Rio Grande do Sul
A desvalorização da moeda americana por conta da política monetária do governo Lula coloca a governadora do Rio Grande do Sul no páreo da sucessão gaúcha com chances de vitória, porque seus oponentes, os governistas coaligados no plano federal, são obrigados a apoiar, nesse momento, seus argumentos, contrários ao dólar barato que empobre o Rio Grande do Sul

Não está afastada a possibilidade de a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius(PSDB), disputar e reeleger-se, em 2010, embora tenha se desgastado pelas denúncias de corrupção no seu governo, caso o dólar continue se desvalorizando e jogando a indústria exportadora gaúcha no chão, detonando desemprego, queda de arrecadação, investimentos etc. Estado, fortemente, exportador, o Rio Grande do Sul padece com a sobrevalorização do real. Ela torna os empresários incompetitivos. Num primeiro momento, eles buscam compensação fiscal, tanto junto ao governo estadual como federal. Redobram suas forças e seus gritos em favor de créditos tributários, que o governo enrola para devolver, porque contingencia os recursos, a fim de pagar juros da dívida pública interna. Somente, no ano passado, quando estourou a grande crise, a conta de juros alcançou R$ 280 bilhões. Num segundo instante, se a ajuda fiscal e monetária oficial for insuficiente, os empresários partem para o horror, ou seja, demitir trabalhadores, o pior dos mundos, algo que , nesse momento, por causa da crise, devasta o cenário político nos Estados Unidos e Europa. Nesse contexto, o discurso da governadora, de combate ao dólar barato, já começa a despertar a atenção dos eleitores e a preocupar os governistas. O PMDB, com o prefeito José Fogaça, que tentaria desbancar Yeda, em face do dólar barato, que desestrutura a economia do Rio Grande do Sul, fica obrigado a sintonizar com o discurso da governadora, no plano que interessa, ou seja, o econômico. Da mesma forma, ocorre com o PT.

Se o governo não colocar uma quarentena no dólar, a economia dos estados exportadores será prejudicada, com consequências eleitorais, ressalta Pepe Vargas, especialista do PT em Previdência Social, empenhado em destacar para os aposentados que a proposta do governo é boa para eles, embora estejam vaiando.
Se o governo não colocar uma quarentena no dólar, a economia dos estados exportadores será prejudicada, com consequências eleitorais, ressalta Pepe Vargas, especialista do PT em Previdência Social, empenhado em destacar para os aposentados que a proposta do governo é boa para eles, embora estejam vaiando.

Tarso Genro, ministro da Justiça, que está  mais no sul do que no planalto central, nesses dias em que intensifica campanha, para ser escolhido candidato do PT ao governo estadual, teme o dólar barato. No RGS, tanto oposição e governo centram suas forças contra a desvalorização da moeda americana, que ameaça a todos. Como têm parceria forte com a Argentina, e o governo de Cristina Kirchner adota protecionismo contra o real valorizado, os gaúchos arrancam os cabelos e pressionam o Congresso e o Palácio do Planalto. Fundamentalmente, o dólar mina, politicamente, a aliança PT-PMDB. Tal possibilidade se estende , igualmente, com todas as suas semelhanças e pequenas variações, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, os maiores críticos do Mercosul. Quase dois terços do superavit comercial brasileiro estavam sendo realizados nos países integrantes do Mercado Comum do Sul que o dólar em desvalorização ajuda a evaporar.  Nesse espaço geográfico, está o poder industrial brasileiro. As relações capital-trabalho se acirram quando o dólar começa a desempregar gente nas indústrias e a impor prejuízo aos exportadores de grãos, que se deslocam de Goiás para Mato Grosso do Sul, a fim de desembarcarem suas mercadorias nos portos sulinos. Se o governo gaúcho tucano, que é oposição ao governo federal, desembainha a faca para tentar furar o dólar, não apenas os oposicionistas estaduais e governistas nacionais do Rio Grande do Sul perfilam nesse sentido. Da mesma forma, acontece com as correlações de forças políticas em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, onde o discurso do governo de manter a atual política monetária faz estragos em escalada crescente, desestabilizando empresas, temerosas de continuarem investindo , se o retorno sobre o capital aplicado, no jogo do dólar desvalorizado, não acontece, satisfatoriamente.

José Fogaça, PMDB, e Tarso Genro , PT, embora sejam adversários, no plano estadual, são obrigados a se renderem ao discurso econômico de Yeda, que clama aos céus contra o dólar barato, que destroi as exportações gaúchas, especialmente, para o Mercosul, onde o protecionismo da presidente Cristina Kirchner campeia solto, dando prioridade aos produtos chineses do que aos brasileiros
José Fogaça, PMDB, e Tarso Genro , PT, embora sejam adversários, no plano estadual, são obrigados a se renderem ao discurso econômico de Yeda, que clama aos céus contra o dólar barato, que destroi as exportações gaúchas, especialmente, para o Mercosul, onde o protecionismo da presidente Cristina Kirchner campeia solto, dando prioridade aos produtos chineses do que aos brasileiros

Acaba, nos estados do sul e do sudeste, aquilo de que o capitalismo mais precisa, isto é, do espírito animal do empresário. Se ele não vê, na sua frente,  o que disse Keynes, ou seja, “a eficiência marginal do capital”, o lucro, desanima, vai para casa, desativa a produção, vai viver de juros. Opta pela liquidez do seu capital, em vez de arriscá-lo em ativ idades de baixo retorno.O presidente da Confederação Nacional da Indústria(CNI), deputado Armando Monteiro Neto(PTB-PE), está sob intensa pressão das federações das indústrias de SP, PR, SC e RS. O governo federal trabalha para mudar o câmbio, rapidamente, pois, no calor da campanha eleitoral, se as coisas continuarem como estão evoluindo, a sorte dos petistas e peemedebistas nos estados mais ricos da federação será caixão e vela preta. Os petistas se desesperam. O deputato Pepe Vargas(PT-RS) entende que se torna urgente adotar o cercadinho sobre o dólar, a chamda quarentena, segurar a saída da moeda americana, evitando especulação do entra e sai, a fim de faturar no juro alto pago pelo Banco Central, enquanto os bancos centrais americanos e europeus adotam o juro zero ou negativo. Os empresários americanos tomam dólar a custo negativo e aplicam no Brasil a 8,75%, menos 4% de inflação, lucro real de 4%, negoção. Esse é o jogo internacional dos investidores, já que a produção européia e americana estão paradas pela combinação de opção pela poupança por parte da população, excessivamente, endividada, com quebradeira financeira dos bancos. Da mesma forma agem os chineses, entupidos de dólar, que entram na América do Sul arrsando quarteirão, inviabilizando a integração econômica sul-americana.

 

 

Agenda social abalada

 

 

A força de trabalho inativa vai atrás do seu valor que considera ser os R$ 130 bilhões que o governo considera elevado para pagá-los, enquanto eles argumentam que esse dinheiro é deles e vai se transformar em consumo que fortalece o mercado interno e aumenta a arrecadação de impostos, com os quais o governo realimenta os investimentos sociais etc. Ou seja, para os trabalhadores, o gasto não seria custo, seria renda, para sustentar o discurso desenvolvimentista lulista
A força de trabalho inativa vai atrás do seu valor que considera ser os R$ 130 bilhões que o governo considera elevado para pagá-los, enquanto eles argumentam que esse dinheiro é deles e vai se transformar em consumo que fortalece o mercado interno e aumenta a arrecadação de impostos, com os quais o governo realimenta os investimentos sociais etc. Ou seja, para os trabalhadores, o gasto não seria custo, seria renda, para sustentar o discurso desenvolvimentista lulista

A agenda econômica mistura, dialeticamente, com a agenda social. Se o dólar barato eleva a dívida pública interna – pois a moeda americana precisa ser trocada pelo real quando entra, cujas consequencias são as de o governo emitir para enxugar a base monetária, a fim de evitar enchente inflacionária – e pressiona para cima os juros, que encarecem, por sua vez, a dívida, falta, evidentemente, recursos para o governo executar sua política social. Entre estas, está a de reajustar os salários dos aposentados, que, durante a Nova República, foram sucateados pelo neoliberalismo do Consenso de Washignton, para fazer superavit primário , indispensável ao pagamento dos juros, prioridade número um da política econômica. Não está tendo dinheiro para dar aos aposentados. Estes, consequentemente, ameaçam ir para a oposição. São 25 milhões de trabalhadores inativos. Durante a Era Lula, de 2003 a 2006, diz o governo, 17 milhões desse total tiveram reajuste real , acima do salário mínimo, de 63%. Os que ganham mais de um mínimo, 8 milhões, que tiveram reposição pela inflação, durante o período, na sequência do que começou a fazer o governo FHC, querem, agora, o benefício que obtiveram os que percebem, apenas, o mínimo. Mas, o governo diz que não tem como dar eses 63%. Impasse.

Vigorosamente vaiado pelos aposentados, das galerias do plenário da Cãmara, o deputado Cândido Vaccarezza, líder da bancada, que disputa espaço dentro do partido, com o deputado Henrique Fontana, líder do governo, que contornou as vaias, emergem-se num discurso incompreensível para as massas inativas, porque a essência dele precisa ficar oculta e latente, já que falta dinheiro, porque precisa pagar anualmente aos banqueiros uma conta de juros de R$ 280 bilhões. Tudo é contigenciado para favorecer a bancocracia
Vigorosamente vaiado pelos aposentados, das galerias do plenário da Cãmara, o deputado Cândido Vaccarezza, líder da bancada, que disputa espaço dentro do partido, com o deputado Henrique Fontana, líder do governo, que contornou as vaias, emergem-se num discurso incompreensível para as massas inativas, porque a essência dele precisa ficar oculta e latente, já que falta dinheiro, porque precisa pagar anualmente aos banqueiros uma conta de juros de R$ 280 bilhões. Tudo é contigenciado para favorecer a bancocracia

Haveria um buraco de 6 bilhões por ano, R$ 150 bilhões, no médio prazo, quebradeira, portanto, da Previdência. Os aposentados não deixam por menos: suspendam, destacam, as compras dos aviões que estão sendo negociadas com a França, sob protestos dos Estados Unidos e da Suissa. Sobraria dinheiro, calculam. Utilizem, insistem os aposentados, as reservas cambiais, para pagar, como reivindicam, nesse instante, os agricultores, prejudicados pelo dólar barato. Emitam títulos com lastro no petróleo do pré-sal, artgumentam. Não faltam discurso aos aposentados, que estão sendo enrolados pelas derrogações dos parlamentares em decidirem sobre seus pleitos, cujo maior beneficiado será o senador Paulo Paim(PT-RS). O fecho de galão que os aposentados articulam é o discurso de que com o dinheiro do reajuste ajudarão o governo a aumentar a arrecadação, pois os aposentados irão às compras. O consumo, na crise capitalista atual, em que os investimentos na produção não se realizam, diante das expectativas sombrias da economia sob dólar barato, tornou-se o puxador da demanda global. O mercado interno dinamizou-se, na Era Lula, justamente, porque o consumo, por intermédio dos programas sociais lulistas, realizou a produção capitalista nacional, assegurando os investimentos públicos, favorecidos pelo aumento da arrecadação que os gastos dos salários proporcionam. O dinheiro dos aposentados voltariam, portanto, para os cofres do governo, agitando o mercado interno e garantindo o dinamismo da demanda global.

O deputado Ferando Coruja(PPS-SC) considera a política cambial suícida e os aposentados não podem pagar o pato, sendo necessário que o Planalto garanta para do que vai arrecadar com o petróleo do pré-sal, para garantir a renda dos aposentados, como foi garantida a dos empresários, no auge da crise financeira global. R$ 5 bilhões por ano para os aposentados é perfeitamente pago pelo óleo negro
O deputado Ferando Coruja(PPS-SC) considera a política cambial suícida e os aposentados não podem pagar o pato, sendo necessário que o Planalto garanta para do que vai arrecadar com o petróleo do pré-sal, para garantir a renda dos aposentados, como foi garantida a dos empresários, no auge da crise financeira global. R$ 5 bilhões por ano para os aposentados é perfeitamente pago pelo óleo negro

O discurso dos petistas , na Câmara, ontem, foram de confusão. O líder do partido, deputado Cândido Vacarrezza(PT-SP), recebeu vaiA estrondosa. Explicou mal, do ponto de vista popular. Falou difícil. Já o líder do governo, deputado Henrique Fontana, centrando, desesperadamente, no chamamento ao diálogo, conseguiu sair ileso das vaias. A postura do governo é percebida pelos aposentados como oposta àquela que o governo adotou perante os empresários. Para estes, o governo liberou a política fiscal em nome do desenvolvimento sustentável, da aceleração do consumo, para garantir arrecadação relativa. Teria colhido o desastre, nos ingressos tributários, se não tivesse dado incentivos ao setor produtivo.

Em permanente campanha em favor da concessão do reajuste de 63% reais dado ao salário mínimo, entre 2003 e 2008, para os que ganham acima do mínimo, retroativamente, a 2006, o senador petista Paulo Paim estimula os aposentados às pressões ao máximo , deixando o Planalto em estresse total.
Em permanente campanha em favor da concessão do reajuste de 63% reais dado ao salário mínimo, entre 2003 e 2008, para os que ganham acima do mínimo, retroativamente, a 2006, o senador petista Paulo Paim estimula os aposentados às pressões ao máximo , deixando o Planalto em estresse total.

Já , para os aposentados, as lideranças governistas levantam o discurso de ajuste fiscal, ou seja, o inverso, dois pesos, duas medidas. Entram em grande incoerência política, que os coloca em contradição. As demandas fiscais para o capital, podem; para o trabalho, não. Talvez, por isso, os aposentados e aposentadas estampam em suas camisetas sua ironia: “O Brasil é um pais de QUASE  todos”. O dólar e os aposentados apertam o calcanhar do governo.