Centro-direita abandona Bolsonaro e fortalece Lula

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Isolamento bolsonarista

Os capitalistas estão cada vez mais preocupados com o futuro da economia sob Bolsonaro. O debate sobre nova política econômica organizado por associações empresariais com economistas internacionais, dando conta de que a austeridade fiscal está levando o Brasil para o buraco, engorda críticas a Bolsonaro, condenando-o por carregar a mão demais em práticas fascistas. As consequências, como está se vendo, são o isolamento e o repúdio ao neofascismo, que leva o país à violência como política de estado. O direito de matar, o outro nome da exclusão de ilicitude, dado às forças armadas e policiais, para enfrentar conflitos sociais, assusta a burguesia industrial, financeira e comercial. Ele, afinal, não é solução para o principal problema da economia, qual seja, aumento da desigualdade social, que acirra contradições políticas, jogando, em consequência, massas nas ruas, revindicando direitos e garantias sociais e econômicas, inscritas em Constituição. Diante da desigualdade e do perigo de explosão social, o capital foge. Igualmente, os capitalistas estão apavorados com o desapego do governo à mínima verdade que seja para inventar culpados pelas suas ações econômicas recessivas e políticas identitárias fascistas, aprofundando rachas crescentes na sociedade. O manifesto empresarial, do qual participa expoentes do capital, como Paulo Lemann, demonstra que chegou ao limite a paciência da direita e do centro-direita em relação à direita ultra-radical bolsonarista. Melhor para Lula e as esquerdas, na tarefa de arregimentar forças para disputar eleições municipais e presidencial, em 2020 e 2022.

 

CENTRO-DIREITA ABANDONA BOZO E FORTALECE LULAO centro-direita que deixou a esquerda e o centro- esquerda para aliar-se…

Posted by Cesar Fonseca on Sunday, December 1, 2019

Samba da pergunta

Juro baixo empurra classe média para bolha imobiliária

Resultado de imagem para mercado imobiliárioFuga do juro zero

 

De repente o mercado imobiliário começou esquentar.

Por que?

O negócio, como diz Marx, é aprender o capitalismo com o olho do dinheiro, do capital.

A classe média estava botando sua grana nos juros mais altos do mundo, para multiplicar sua poupança.

De uma hora para outra, o juro cai e a poupança da classe média fica sem rendimento.

O dinheiro, que é mais inteligente que o ser humano, foi procurar melhor rentabilidade.

Caminha, nesse momento, para o mercado imobiliário.

Subitamente aumenta compra de imóveis.

Enquanto estiver quente, os preços subindo, vai ser uma jogar a poupança num apartamento.

Porém, o fôlego desse mercado é sempre curto; todo mundo corre para ele; aí acontece o de sempre: especulação, bolha imobiliária, e os preços, antes, bons, entram em espiral de baixa etc, e a vaca vai pru brejo.

Não mais que de repente, passa a ter mais ap para vender do que consumidor para comprar, igual banana no mercado em final de feira; tem que vender, a qualquer preço, senão apodrece.

A bolha imobiliária apodreceu o mercado nos Estados Unidos, em 2008; adveio o crash dos derivativos de dólar, maioria para esquentar dinheiro em imóveis.

Milhões de apartamentos e casas, financiadas pelos bancos, caírem de preços, sem consumidor, e os que compraram, com a crise, perderam emprego e não puderam continuar pagando prestações.

O Leman Brother quebrou, e todos os bancos ficaram na corda bamba; foram salvos pelo BC americano, que trocou dívida velha por dívidas novas para os banqueiros se salvarem; caso contrário…

A bolha imobiliária vai e volta, quando os juros caem.

Fator dívida pública

A queda dos juros, em escala global, é funcional; não podem ser mais positivos, senão implodem dívidas públicas já elevadas.

O BC brasileiro segue o BC americano, para, também, não implodir a dívida pública, que já se aproxima dos 100% do PIB; haveria hiperinflação e revolução popular.

Com inflação em queda por conta da redução neoliberal do consumo e os juros, cadentes, para não implodir dívida pública, a poupança da classe média entrou em estresse, para saber para onde ir.

O aquecimento do mercado imobiliário, nesse instante, portanto, é resultado do juro baixo, caminhando para zero; os poupadores passam a pagar para guardar o dinheiro no banco; isso já acontece nos Estados Unidos, Japão, Europa etc; coloca-se 100 dólares, no início do ano, mas pega só 80 ou 90, no final.

A única vantagem, para o poupador, é que o governo garante o mercado de títulos, mesmo remunerando, agora, a juro baixo; já, no mercado imobiliário, financiado pela banca privada, o normal é a volatilidade; o imóvel fica ao sabor da especulação, sem o colchão de segurança do tesouro.

Quanto pinta superaquecimento do mercado, como aconteceu nos Estados Unidos, matriz do crash, os preços desabam; aí o poupador se descabela e pode crescer onda de suicídios.

O reino encantado da classe média, em multiplicação constante, na taxa de juro elevada, acabou.

Com erosão da poupança e a economia em paralisia cerebral, aprofundando desigualdade social, que bombeia especulação com dólar, a classe média, diante do plano Guedes, chora desamparada.

Destituída de qualquer colchão, pois tudo é jogado ao mercado, a classe média fica diante de duas opções 1 – sentir saudade de Lula ou 2 – seguir fascismo bolsonarista.

Não é à toa que, diante do perigo de instabilidade social, como se generaliza na América do Sul, Bolsonaro e Guedes ameaçam todo mundo com o AI-5, quanto mais as expectativas econômicas desanimam os investidores.

Durante o AI-5, a classe média se sentia segura, mas, também, os trabalhadores, porque a economia, na ditadura, crescia  7% ao ano, milagre brasileiro.

Agora, porém, a insegurança ronda todos: a classe média e sua poupança e os trabalhadores, afetados pela recessão e desemprego.

 

Guedes aprofunda desigualdade, abala dólar e chama AI-5

Plano Guedes vira perigo cambial

Mercado especulativo em pânico

O plano econômico ultraneoliberal de Paulo Guedes agrada e espanta ao mesmo tempo o mercado financeiro especulativo.

De um lado, agrada, os capitalistas, porque as reformas do trabalho e da previdência favorecem o capital.

Diminuem custo de contratação dos trabalhadores e gastos com previdência e assistência social, mas, por outro, aumenta desigualdade social.

O resultado é o nervosismo do mercado com possibilidades de estouros sociais, iguais aos que se disseminam na América do Sul, submetida ao modelo ultraneoliberal de Paulo Guedes.

O capital é, sobretudo, covarde, como dizia o ex-ministro Roberto Campos.

Foge diante de qualquer sinal de perigo.

A fuga dele agora decorre do medo de multidões nas ruas exigindo Constituinte, para mudar modelo político e econômico que destrói direitos e garantias econômicas constitucionais dos  trabalhadores.

O Chile, dominado por massas em fúria contra a exploração econômica neoliberal, apavora a elite sul-americana.

O efeito prático da desaceleração econômica, prenhe de tensões sociais, é aumento da cotação do dólar, sinônimo de fuga de capital.

O plano Guedes bombeia dólar quanto mais produz desigualdades sociais.

Não à toa, Armínio Fraga vaticina possível fracasso do plano Guedes, se não vier acompanhado de medidas sociais distributivas de renda.

O subconsumismo neoliberal, motor da crise social, aumenta dólar, recessão e desemprego.

Os custos de produção, com as reformas neoliberais de Guedes, diminuíram, jogando para baixo a inflação e os juros, mas, igualmente, desabou poder de compras dos salários.

A lógica neoliberal de avançar no ajuste fiscal encontra limite na cotação do dólar, que, ao fugir, provoca déficit em contas correntes do balanço de pagamento do tesouro nacional.

Emerge perigo de crise cambial.

A subida do dólar, mesmo com juro e inflação baixa, seria ou não receio do mercado com o plano Guedes?

Bom, por um lado, mas, por outro, ruim, sinaliza instabilidade por aprofundar desigualdade e produzir crise cambial?

Fundamentalmente, a natureza da crise, diz Armínio Fraga, é a desigualdade social, concordando com Marx.

Plano Guedes desestabiliza o dólar.

Embora tente despistar, dizendo que não está preocupado com a volatilidade da moeda americana, no fundo, Guedes está apavorado, sinalizando catastrofismos.

Alerta, como verdadeiro agente autoritário, que não ficará surpreso se ecoar no ar grito favorável ao AI-5.

A emergência institucional da ditadura, de repente, é lembrada pelo titular da economia, que, com a instabilidade monetária revela, está na corda bamba atravessando o precipício.

Trump força Bolsonaro atacar Argentina

CONFRONTO À VISTA
Trump quer que Bolsonaro põe em prática o plano de Paulo Guedes de acelerar destruição do Mercosul.

Aumenta pressão de Washington para Bolsonaro criar ambiente de tensão com o próximo presidente argentino, Fernandez, para forçar o fim do Mercosul

 

TRUMP FORÇA BOLSONARO ATACAR ARGENTINANão interessa aos Estados Unidos fortalecimento das relações comerciais…

Posted by Cesar Fonseca on Monday, November 25, 2019

Flamengo, sua glória é lutar

Lula afunda a Lavajato e abala Guedes

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Novo fator político

O discurso de Lula no sétimo congresso petista abala a Operação Lavajato e ataca política econômica ultraneoliberal de Paulo Guedes.

Ficou comprovada, pelo STF, a liberdade  de Lula a partir da desmoralização da Lavajato.

O trabalho do Intercept Brasil, nesse sentido, foi excepcional, historicamente.

Reverteu a vantagem que até ali Moro mantinha em relação a Lula.

O desnudamento da montagem evidenciada pelos documentos divulgados por Intercept, virou o jogo a favor de Lula, tal como a virada sensacional do Flamengo em cima do River Plate.

Grande furo desmoralizou Moro e encheu a bola de Lula.

O Supremo Tribunal Federal libertou Lula, de um lado, e condenou Moro, de outro.

Entendeu, subliminarmente, que Moro praticou jurisprudência política em vez de isenção jurídica.

Abandonou a isenção e engajou na ação de anular e prender concorrente das forças de direta na disputa eleitoral.

Facilitou a vitória de Bolsonaro.

Por isso, está ministro da Justiça, agora, ministro desmoralizado.

O partidarismo de Moro desmoralizou-o como juiz.

Lula livre é, simultaneamente, a derrota de Moro e da Lavajato.

Intercept Brasil descortinou a Lavajato como operadora política , libertou Lula e desabancou Moro.

Os juízes consideraram partidária ação de Moro para jurisdicionar politicamente no processo de sucessão presidencial.

O STF confirmou texto constitucional contra a armadilha política de segunda instância, engendrada por Moro e procuradores, a fim de enterrar candidatura Lula.

Lula livre é a confirmação do entendimento dos juízes do supremo de que ocorreu manipulação política, confirmada pelas denúncias de Intercept Brasil.

A derrota de Moro para Lula, decidida pelo STF, é, também, derrota do próprio presidente Bolsonaro.

Bolsonarou indicou Moro ao Ministério da Justiça como pagamento de favor político operado pela Lavajato, comandada por Moro-Dallagnol.

Os bolsonaristas, agora, diante do desgaste de Moro, tentam descolá-lo de Bolsonaro.

Se não agirem nesse sentido, dão razão à acusação de Lula de que Moro e Dallagnol agiram como quintas colunas por trás da Lavajato, para favorecer interesse internacional na fragilização da Petrobrás.

A armação neoliberal contra a Petrobrás pela Operação Lavajato, a fim de favorecer privatização da empresa, acelera discurso nacionalista de Lula livre.

Privatização x Estatização, portanto, volta a ganhar força ideológica com Lula livre em ataque ao programa neoliberal antinacionalista de Bolsonaro-Guedes.

Lula, depois do congresso do PT, transforma-se em novo Tiradentes, em defesa da Petrobrás.

Levanta bandeira de resistência contra o objetivo central do ultraneoliberal Paulo Guedes.

 

Nova guerra

 

Depois da guerra Lula-Moro, em que Moro foi derrotado, pelo STF, vem aí, portanto, a nova guerra: Lula x Paulo Guedes.

A ação política de Lula que desestabilizou Moro, pode, também, abalar Paulo Guedes.

Lula, no congresso do PT, bateu firme em Guedes e culpou-o pela paralisia econômica com alto desemprego.

Guedes tenta se safar prometendo taxar os mais ricos, optando por discurso de esquerda.

Mudando o discurso, condena a si mesmo.

Até quando Bolsonaro carregaria Guedes nas costas, com seu programa pró-desemprego, por-recessão, pró-instabilidade política?

O ministro da Fazenda já se sente sob impacto do fator Lula que detonou Moro.

Guedes está sem discurso sustentável, para eleição em 2020 de prefeitos e governadores.

Já Lula vende seu próprio discurso, testado, com sucesso, na prática.

Bolsonaro, apavorado, manda Guedes dar freada no neoliberalismo louco e desembestado.

Só Lula ganha com ele, já se convence Bolsonaro.

O presidente tentou anular a narrativa lulista com lançamento do Partido Calibre 38, a Aliança pelo Brasil, simbolizada por cartucho de balas.

Fracasso de marketing.

Bolsonaro vendeu imagem de morte e medo.

Lula, a de vida e resistência.