Cretino nazista radicalizará ou conciliará com Gilmar?

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Choque de poderes

O ministro Gilmar Mendes, do STF, brigou com o rei. Se o rei for louco, mais louco é quem briga com o rei, disse Petrônius, assessor de Nero; se lascou na desidratação sanguínia, para ir morrendo aos pouquinhos, por ter criticado versos do imperador.

Gilmar disse que o projeto Moro é cretino. Moro só colocou a liberdade para policial matar bandido a pedido do presidente Bolsonaro. O cretino não é Moro, é Bolsonaro, que deu a ordem.

Confronto total Gilmar x Bolsonaro/Moro.

Gilmar repetiria Petrônius, para morrer nas armadilhas do novo Nero bolsonariano?

O ministro do STF levou uma chapuletada federal; a receita está nos calcanhares dele e da mulher, suspeitos de lavagens de dinheiro, sonegações etc.

Gilmar radicalizou ainda mais; disse que se está instalando no Brasil uma gestapo.

Mais uma agressão política fantástica: o juiz do Supremo comparou Bolsonaro a Hitler.

Afinal, o fuhrer criou a mais famosa polícia política terrorista da história moderna; portanto, Gilmar não poderia ser mais radical; chamou o principal projeto político do presidente de cretino e o comparou a Hitler.

Agressão máxima.

Entraram em confronto o judiciário e o executivo autoritário, nazista, no entender, explícito, do ministro Gilmar Mendes, uma autoridade internacional em direito constitucional.

Moro, alvo da crítica do projeto de liberação geral para matar, ficou calado, até agora; não saiu para a polêmica jurídica nem política.

Guerra ou conciliação?

Gilmar chutou com os dois pés; ataques, jurídico e político, coordenados; se disse alvo de abuso de poder; abriu briga da Constituição contra o estado democrático de direito cesarista autoritário bolsonarista.

Essa característica, aliás, ficou bem explícita com a reiteração do garrote à liberdade de informação pública por parte do general Heleno, ministro do GSI poderoso, caminhando para ser novo SNI.

O vice general Mourão havia baixado decreto; veio Heleno e regulamentou; nenhuma discussão com o Congresso, onde nasceu, democraticamente, a Lei de Livre Acesso à Informação(LAIS).

Cortou-se cabeça de direito de cidadania que produz nova sociedade participativa.

A caminhada autoritária Mourão-Heleno ficou explícita.

É nesse vespeiro que Gilmar, o homem do judiciário, mexeu.

As retaliações investigatórias sobre ele, na receita federal, mostrarão dois rumos: se for intensa, é porque Bolsonaro botou prá quebrar em cima dele; se for suave, sujeita-se às negociações protelatórias.

Emergiria ou não, em nome do equilíbrio e conciliação dos poderes, a panaceia geral enrolatória de sempre?

As partes, conciliatoriamente, sentarão para negociar ou não?

Afinal, executivo tem rabo preso no judiciário e judiciário, no executivo; eis a realpolitik, no país da predominante conciliação histórica de classes dominantes.

Exceção à regra

No Brasil, só não se concilia com candidato saído das classes operárias; pra esse, Lula, por exemplo, não há conciliação, mas radicalização: mais 13 anos de cana, em nome do interesse da classe dominante, armada da teoria do domínio do fato em que suposições representam provas capazes de incriminar.

O pano de fundo esconde a essência: não cheira bem à burguesia oligárquica financeira, dona de fato do Estado, ser governada por políticas populistas, atrasadas, que falam em distribuição de renda.

Os trabalhadores têm que ir ao batente até os 80 anos, com a reforma previdenciária ideal do Planalto, sem disporem de direitos trabalhistas; para empresários, direitos são custos de produção, que prejudicam competitividade das empresas no cenário nacional e global, e aumentam inflação; para o presidente operário, o oposto; não são custos, são rendas, que se multiplicam na circulação capitalista, gerando emprego, consumo, produção, impostos, investimentos etc.

O pacote Moro se adequa ao cenário recessivo como prevenção à instabilidade política que desata violência, perigo e risco para a acumulação de capital.

Gilmar, constitucionalista, viu a obra Moro como cretina, porque fere a Constituição, capando direitos, e a reação à crítica dele como nazista.

Às favas os escrúpulos de consciência; a história se repete como farsa.

Guerra aberta Mendes x Bolsonaro.

Congresso, certamente, será o árbitro da partida, para encaminhar nova conciliação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O colapso federativo.

 

O ministro Gilmar Mendes.

 

é necessário, porque o risco de perder tudo fica, também, mais real.

 

Na última crise financeira global, 2008, os bancos especuladores somente não quebraram porque os governos assumiram o papagaio; mas, já se fala em outra crise à vista e não há, dessa vez, estado com capacidade mais de endividamento para salvar os especuladores de sempre.

 

No Brasil bolsonarista, comandado por ultraliberalismo de Paulo Guedes, a instabilidade econômica coloca o sistema republicano de poder em instabilidade crescente, porque a dívida estatal engolfou o Estado.

 

A cobrança do tributo, de forma diferenciada, penalizando os pobres e livrando os ricos, transfoma-se em ameaça crescente de implosões rolam por todos os lados, especialmente, no plano federativo.

 

Brasil vive momento semelhante ao da maioridade de Dom Pedro II e parte considerável do segundo reinado, na primeira metade do século 19; explodiram várias revoltas estaduais de resistência à centralização econômico financeira do reinado endividado para pagar independência brasileira financiada pela Inglaterra; a centralização implodiu em revoltas provinciais; hoje, revoltas federativas estão à vista pelas mesmas razões.

 

A qualquer momento pode se entornar o caldo, como entornaram as represas de rejeito da Vale.

 

A briga entre Bolsonaro e Gilmar transcorre nesse cenário de tumulto total das finanças e das resistências do Congresso em atender o estado quebrado e esquecer da sociedade, que está pagando o prejuízo, a taxas sufocantes de sacrifício social e federativo.

Tio Sam copia Getúlio e Lula criando seu BNDES

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Nacionalismo na veia

O modelo BNDES de banco de desenvolvimento para alavancar nacionalismo econômico faz sucesso nos Estados Unidos, enquanto aqui os viralatas condenam; puro colonialismo mental de uma direita burra, servil ao capital internacional na condição de sócio sempre menor.

Getúlio criou o BNDES para alavancar industrialização, porque via na indústria arma estratégica para conquistar mercados, no cenário devastado da segunda guerra mundial; Geisel, mesma coisa, nos anos 1970, para fugir da supremacia neoliberal americana, depois da supressão, por Nixon, do padrão ouro; ambos seguiam plano nacional desenvolvimentista; não por acaso, ambos foram bombardeados pelos Estados Unidos, contrários ao nacionalismo brasileiro.

Com estratégia nacionalista, Brasil e América Latina dão à Doutrina Monroe; a América para os americanos, mas, segundo Monroe, sob comando de Tio Sam.

Getúlio e Geisel construíram alternativas, com opção nacionalista; agora, com Trump, a surpresa: copia, descaradamente, a experiência de Getúlio, essencialmente, nacional desenvolvimentista.

Tio Sam quer um BNDES para si, de modo a fazer o mesmo que o BNDES brasileiro, getulista, geisista e lulista, fez e continua fazendo, ou seja, jogar as empresas nacionais na competição internacional.

O Estado, segundo Tio Sam, tem uma missão essencial, especialmente, depois da segunda guerra mundial: expandir as empresas americanas pelo mundo afora; toda a diplomacia americana é, essencialmente, jogada comercial; a guerra EUA-CHINA, no momento, expressa isso; os americanos estão perdendo a parada para os chineses; por isso, correm atrás de um banco desenvolvimentista à lá Getúlio Vargas.

É bom lembrar que Getúlio fez a cabeça de Roosevelt, com decisões que tomou logo depois do crash de 1929; Gegê interveio na economia, para salvar os agricultores de café; preservou receita cambial exportadora no mundo em guerra; diminuiu os estoques, financiando os agricultores.

Roosevelt reconheceria essa jogada keynesiana de Getúlio ao dizer que o New Deal americano, contra a crise de 1929, tem dois patronos: o primeiro, claro, Roosevelt; o segundo, Getúlio.

Tio Sam volta copiar Getúlio, para fugir da banca privada, que virou risco para o Estado, devido ao excesso de dívidas em títulos do governo; a banca privada americana pula fora da produção, no cenário de crise, cuja tendência é deflacionária; a alternativa é a especulação com dívida pública e expansão do mercado derivativo, onde a taxa de lucro é exponencial.

Enquanto isso, por aqui, a direita tupiniquim, que Getúlio considerava burra, desativa o BNDES, transferindo funções do banco estatal desenvolvimentista para os bancos privados que só pensam em lucros e especulação.

 

https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/detalhe/blogdesenvolvimento/Nos-moldes-do-BNDES-EUA-criam-banco-para-apoiar-exportacao-de-suas-empresas/?fbclid=IwAR0-MbFIeeJEg30vB5FtFUbFkYj9lC1Sn8ttF42bb70MmPQLO0V5uAXU41M

China e Rússia apoiam Bolívar contra Monroe na Venezuela

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América do Sul ferve

Entrou em cena, na guerra contra Venezuela, comandada pelos Estados Unidos, a luta política decisiva entre Doutrina Monroe e Doutrina Simon Bolivar, com participação da China e Rússia ao lado do bolivarianismo.

James Monroe e Simon Bolivar são lados opostos; Monroe, no início do século 19, articulou a doutrina da América para os americanos a ser dada pelo discurso dos Estados Unidos, na condição de coordenador das ações políticas; quem manda no pedaço é Tio Sam.

Bolivar prega o oposto, uma pátria americana que una todos os povos; união continental, geopolítica.

Hoje, Monroe é Trump; Bolívar, Maduro.

Monroe e Bolívar são contemporâneos; vigoravam tempos napoleônicos(primeira metade do século 19) de restauração geopolítica conservadora  e expansão continental; Bolivar queria união contra Napoleão, contra a Europa colonial; independência em relação à Inglaterra, potência mundial; pregava  união americana, no sentido solidário, histórico, norte da luta política; ou seja, o sonho da integração latino-americana.

A Constituição brasileira de 1988, por exemplo, está consoante ao pensamento de Bolívar: prioridade à integração latino-americana.

Tio Sam, com Doutrina Monroe debaixo do braço, quer outro papo.

Independencia monetária

O império encheu a paciência com a Venezuela depois que, no ano passado, Maduro lançou nova moeda – o petros – lastreada em ouro, dólar, petróleo e diamantes; avalizada por riqueza mineral, o petro introduz sistema monetário alternativo no mercado de criptomoedas; saiu da órbita do dólar, do FMI e do Banco Mundial; deu grito de independência monetária em relação aos Estados Unidos; faz, agora, trocas comerciais com outras moedas, chinesa e russa, principalmente, ancoradas no petróleo.

Na sequência, Maduro consolidou relações bilaterais com a China e a Rússia, assim como se aproximou do Irã e da Turquia; partiu para liberdade monetária em relação à moeda de Tio Sam.

Fora da órbita do dólar, Maduro vira inimigo mortal, sujeito às guerras econômicas, financeiras, monetárias e bélicas, tudo junto e misturado; nesse momento, Estados Unidos bloqueiam contas venezuelanas nos mercados globais e ameaça cortar importações de petróleo; não se descarta desequilíbrio no mercado mundial; Venezuela teria que reduzir preço do produto para conquistar novos mercados alternativos; guerra de preços à vista?

Maior produtora mundial de petróleo, a Venezuela, sabotada, comercialmente, por Tio Sam, sofre clássica guerra monetária, como foi teorizada por Colbert, ministro de Luiz XIV; a moeda e a dívida são, segundo ele, os nervos vitais da guerra; os mais ricos impõem senhoriagem(juros sobre juros etc) aos colonizados, para continuar a exploração nas relações de trocas entre metrópoles e colônias.

Guerra ao poder popular

A Venezuela, sobretudo, horroriza Tio Sam porque a pregação do nacionalismo se relaciona com democratização do poder; na sexta passada, milhares de venezuelanos foram às ruas apoiar Maduro; mobilização gigante em relação à que consegue Guaido, apoiado por Washington; o momento, o país vive o debate nacional dentro da Constituinte, eleita junto com Maduro, em maio de 2018; democracia direita em ascensão.

A Constituinte é verdadeiro poder nacional que sustenta o chavismo-madurismo; os ativos nacionais serão dominados por uma Constituinte revolucionária, como é todo poder constituinte; eis a fonte do pavor de Tio Sam: poder popular controlando diretamente a exploração do petróleo venezuelano, com apoio das forças armadas.

Maduro é a representação do poder militar bolivariano na Venezuela, assim como Bolsonaro é representação do poder militar em ascensão no Brasil.

Por isso, a prioridade de Trump é dividir as forças armadas bolivarianas; transforma-las de bolivariana em monroeana; trata-se, na Casa Branca, de convencer os aliados latino-americanos a se envolverem, para valer, nessa guerra contra o chavismo/bolivarianismo, apoiado pelos nacionalistas russos e chineses.

Indústria de guerra em ação 

Brasil teria cacife nessa guerra de cachorro grande abrindo flanco para entrar em bola dividida entre Estados Unidos, de um lado, e China e Rússia, de outro, em território venezuelano?

Pragmático, o vice presidente Mourão jogou panos quentes, afastando possibilidade de mobilização de tropas brasileiras em eventual conflito com Venezuela.

Porém, a escalada das tensões favorece clima de guerra; as articulações dos Estados Unidos  arrastam Brasil, Argentina, Peru, Equador, Paraguai, Colômbia e Chile, para o discurso neoliberal guerreiro, inimigo mortal do chavismo; igualmente, União Europeia, pressionada por Trump, fortalece estado de guerra; isso já é o suficiente para movimentar indústria armamentista americana.

É vital para a indústria bélica e espacial expandir mercado na América do Sul, principalmente, depois da desativação da guerra na Síria, na qual EUA perdeu; não interessa para a indústria bélica e espacial o clima de paz; as cadeias produtivas compromissadas com o armamentismo, em processo de distensão pacífica entraria em crise de realização de lucros; os acionistas enfrentariam quedas nos dividendos; as ações desabariam nas bolsas.

O novo jogo de Tio Sam na América do Sul é o velho jogo de Tio Sam: guerra; com ela parte para derrotar o chavismo nacionalista no quintal sul-americano dos Estados Unidos.

Instabilidade continental inevitável.

 

Milícias fragilizam Bolsonaro e fortalecem Congresso/Mourão

Pedro Ladeira/Folhapress

Impeachment no horizonte

Não está sendo seguido o script natural em que o governo inicia forte e desfrutando de grande prestígio e o Congresso se rende a essa força, dando sempre um tempo para a afirmação do novo poder, até iniciar o seu desgaste, se não corresponder às expectativas; o governo Bolsonaro, depois do Caso Queiróz, está baleado pela sua aproximação com as milícias; o presidente foi ativo defensor delas enquanto deputado e seu filho se envolveu perigosamente com os milicianos.

Configura-se relação família Bolsonaro-milícias com estado sem lei; essencialmente, milícias, por ser estado ilegal, paralelo, confronta-se com o estado legal, institucional; inaceitável.

As aproximações dos Bolsonaros com os milicianos, diante dos quais assumiram compromissos, que lançam dúvidas para todos os lados, colocam o Congresso mais forte que o Executivo, cercado de desconfianças, que lançam institucionalmente o Estado contra ele.

Como instituição, o Congresso, por ser expressão do Estado legal, é incompatível com o estado ilegal, paralelo, miliciano.

A decisão do ministro Marco Aurélio de não aceitar o foro privilegiado do, agora, senador Flávio Bolsonaro, do PSL, empossado, hoje, é água gelada no futuro político imediato do parlamentar bolsonarista; seja qual for o presidente do Congresso, haverá, no Senado e na Câmara, iniciativas políticas antibolsonarianas; certamente, elas desgastarão fortemente o novo senador carioca, amigo dos milicianos, aos quais condecorou, enquanto deputado estadual, no Rio de Janeiro.

Cacife parlamentar em ascensão

As afinidades eletivas entre Bolsonaros e milícias são assunto que pega mal no Congresso; crescerá lá iniciativas para abrir CPI contra elas; os congressistas passam a dispor de um cacife poderoso diante do presidente sintonizado com os milicianos.

As investigações do estado ilegal miliciano, próximo da família Bolsonaro, tornam o presidente da República, totalmente, prisioneiro do Legislativo; nesse contexto, a força do titular do Planalto para passar reformas, especialmente, da Previdência, sofre considerável desgaste.

Os congressistas ganham poder relativo em relação ao governo Bolsonaro e ao seu guru econômico, Paulo Guedes, predisposto a radicalizar privatizações, inclusive, sem licitações, como já está acontecendo relativamente à Eletrobras e Petrobras no ambiente das cadeias produtivas.

O cacife dos congressista relativamente ao debate das reformas aumenta quanto mais se enfraquece politicamente o poder bolsonarista, acusado de proximidade com governo paralelo.

O debate sobre impeachment, nesse contexto, pode prosperar, e quem sai ganhando com ele é o vice presidente general Mourão; colocando-se como poder moderador, ele já chama atenção para si, como o equilíbrio para governança; ele é representação do estado legal; as milícias, o oposto, o estado paralelo, ilegal.

A institucionalidade republicana não engolirá o estado paralelo como fator de sua própria sobrevivência política; nesse cenário, ficará complicada a posição dos militares como avalistas de um governo que tem raízes no poder miliciano.

 

 

LÓGICA DA DEPENDÊNCIA COLONIAL IMPERIALISTA

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EXPLORAÇÃO COLONIAL

Desastre empresarial ambiental exige mais exploração
para favorecer acionistas em Nova York.
Eles, evidentemente, não estão nem aí para os mortos em Brumadinho.
Estão, sim, de olho, na desvalorização das ações da Vale.
A empresa perdeu valor de mercado gigante, cerca de 70 bilhões de dólares.
Entrarão menos dividendos nos bolsos deles.
Por isso, correm atrás dos prejuízos.
Os mais importantes escritórios de advocacia americanos já foram acionados.
Os prejuízos para a empresa deverão ultrapassar 2 bilhões de dólares.
O mesmo ocorreu com a Petrobrás, sangrada, em Nova York, pelos acionistas, em quase 3 bilhões de dólares, após acionada pela Operação Lavajato.

DOAÇÃO TUCANA

Depois que a Vale foi privatizada, na Era FHC, por 3 bilhões de dólares, quitados em moedas podres, valor que pode ser inferior à multa que agora levará no lombo, deixou de ter qualquer função social, a exemplo do que exercia, como estatal, desde que foi fundada, em 1942, por Getúlio Vargas.
Tinha por objetivo ser agente do desenvolvimento econômico, fazer o país crescer para dentro, por meio de cadeias produtivas, relacionadas à agregação de valor ao produto primário, tornando-o secundário e terciário.
Essa é a forma clássica capitalista de gerar produtividade/competitividade, por meio da qualificação crescente do trabalho, verdadeiro gerador de valor.
Por meio das cadeias produtivas, o preço do aço é formado internamente, pelos interesses nacionais, soberanamente.

AGENTE ESPECULATIVO ANTINACIONAL

Como empresa meramente extrativa e exportadora de minérios, torna-se um ativo, puramente, especulativo, cujos preços são dados pela bolsa de Chicago.
Não há um átimo de interesse social, na negociação do preço do minério por Vale privatizada.
Depois do desastre de Mariana, há 3 anos, o valor de mercado da Vale aumentou mais de 260%.
Os desastres não seriam provocados para elevar cotação do produto e o valor da empresa?

DESINDUSTRIALIZAÇÃO

Além do mais tem desoneração do ICMS nas exportações do produto, para elevar lucratividade da empresa controlada, na prática, pelos acionistas privados.
Sem receita tributária, alvo de renúncia, imposta pela imperialista Lei Kandir, estados e municípios ficam sem recursos para fazer desenvolvimento sustentável, industrial.
Acumulam dívidas e déficits incontroláveis há 23 anos, idade dessa legislação imposta, em 1996, ao país, pelo Consenso de Washington.
Estados e municípios jamais receberam compensação pela renúncia fiscal, que soma, segundo BC, Confaz e Ministério da Fazenda, R$ 490 bilhões.

LEI IMPERIALISTA

Se tivessem à mão essa receita, não seriam, hoje, acusados de bombear déficit fiscal.
Seriam unidades econômicas sustentáveis, esteios da autonomia federativa, esvaziada pela Lei Kandir.
O sistema federativo está, completamente, falido, é mera representação vazia.
A Vale é expressão da colonização que o modelo de desenvolvimento primário exportador, necessariamente, impõe à população, empobrecendo-a aceleradamente.
Trata-se de mais um capítulo sangrento que escreve diariamente a destruição das veias abertas da América Latina.
As ações que passam a rolar em Nova York exigirão mais exploração colonial.
A empresa terá que correr atrás do prejuízo intensificando a extração mineral, que, necessariamente, aprofunda destruição do ambiental.