Getúlio e Roosevelt derrotariam Bolsonaro-Guedes

Depois da crise de 1929, Getúlio influenciou, decisivamente, Roosevelt, para enfrentar o crash capitalista; agora, os democratas americanos se lançam atrás de Roosevelt, novamente, com sua teoria do New Deal, para enfrentar Trump nas eleições de 2020; o líder americano reconheceu publicamente que as políticas getulistas foram decisivas para ele adotar o New Deal; com elas, venceu a bancarrota capitalista global; hoje, ambos, mandariam o ultraneoliberalismo de Paulo Guedes às favas; afinal, trata-se de estratégia, eleitoralmente, inviável, por colocar em risco a democracia; de que lado ficarão os militares brasileiros, nesse momento: de Guedes, manipulando o alienado Bolsonaro, ou de Getúlio, que os convocou na revolução de 1930, a fim de construir as bases da industrialização brasileira?; com Getúlio e Roosevel os verde-olivas brasileiros se viabilizam eleitoralmente; com Guedes, se lascam, evidentemente.

Resultado de imagem para bolsonaro e guedesNacionalismo na cabeça

A teoria econômica capitalista está mudando; quem está encabeçando a mudança é o partido democrata americano; estão retomando a política de Roosevelt, o new deal, expansão dos gastos públicos, para puxar a locomotiva do capitalismo; nesse momento, é fundamental perguntar: quem fez a cabeça de Roosevelt, segundo o próprio Roosevelt? Getúlio Vargas; em 1933, o presidente americano adotou as medidas que, Gegê, em 1930, passou a praticar, no comando da revolução tenentista, que derrubou a República Velha e lançou as bases do Brasil moderno industrial; o new deal roosevelteano, assim como o getulismo, apostaram nas políticas sociais, na valorização dos salários, nos direitos trabalhistas e na expansão da demanda estatal, para tirar o capitalismo da grande crise de 1929; o povo americano elegeu Roosevelt quatro vezes e só não o elegeu, na quinta eleição, porque morreu no exercício do mandato; no Brasil, idem, precisaram derrubar Getúlio, porque a oposição entreguista neoliberal da UDN, não era páreo para ele.

Agora, nos EUA, os democratas voltam a apostar no nacionalista Roosevelt, ou seja, em Getúlio, que, na América do Sul, era aliado, na mesma intenção econômica, de Peron, o líder nacionalista argentino; apostar no social para puxar o econômico – mesma coisa que fizeram Lula e Dilma(2003-2014), eis a nova política defendida pelos democratas para enfrentar o xenófobo Trump, na sucessão presidencial de 2020; por essa razão, a grande discussão, nesse instante, na terra de Tio Sam, foca no oposto das políticas neoliberais, que têm por modelo a teoria de que a inflação decorre do excesso de moeda na circulação capitalista, a estimular consumo; por essa razão, os bancos centrais, dominados pelos banqueiros, adotaram juro alto para combater a demanda; essa cartilha teórica neoliberal, que o ultraneoliberal Paulo Guedes, também, abraça, mudou na bancarrota de 2008, gerada pela superespeculação com dos derivativos de dólar; que fizeram os bancos centrais dos ricos? Em vez de aplicarem a teoria de enxugar dinheiro, com faz o BC brasileiro, dominado pela banca, fizeram o contrário: expandiram, ainda mais, a oferta monetária; resultado: em vez de subir, a inflação caiu, e a taxa de juros foi a zero ou ficou negativa.

Nova teoria para barrar socialismo

As grandes dívidas governamentais, com mais dinheiro em circulação, mas sem juro para afetá-las, começaram a diminuir relativamente; em 2017, a dívida americana tinha aumentado em 17 trilhões de dólares; no ano passado, somente 3, 4 trilhões de dólares; assim, o capitalismo, tocado por dívida pública, pode respirar; abriu-se o sistema para novo entendimento; trata-se de segurar juros, porque o capitalismo não suporta mais juro positivo; assim, o sistema continua se sustentando na dívida pública, mas sem a ameaça de explodir-se pela ação de juros elevados especulativos, razão maior dos desajustes fiscais; a taxa, fixada pelos BCs, mantém-se, agora, na casa dos zero ou negativa, para evitar novos crahs, que desestabilizariam o capitalismo; evita-se, consequentemente, o que o capital mais teme, ou seja, expansão do socialismo; o novo princípio, ditado pela nova onda democrática americana é a de que a taxa de juros deve ser fixada abaixo do crescimento da economia, para evitar o estouro capitalista e a expansão socialista-comunista; o capitalismo, com juro zero ou negativo, para evitar estouro do endividamento público, continuaria, portanto, viável eleitoralmente no ambiente democrático; a prática neoliberal esgotou a capacidade de suportar a democracia; afinal, ela deixou de ter utilidade social ao se basear em taxa de juro bem superior ao crescimento do PIB; essa manobra neoliberal produz absurda concentração de renda no sistema financeiro e sufoca, totalmente, a energia empreendedora de bens e serviços, dependentes dos gastos sociais, que geram renda disponível para o consumo; a produção não remunera mais o capital sobreacumulado, que se descola para a bolsa, desestruturando produção, consumo, arrecadação e investimentos; portanto, deixou de dar votos; perdeu utilidade, no ambiente do capital, no qual a ideologia utilitarista determina os acontecimentos; que diga o neoliberal Temer, cabeça do golpe contra Dilma, em 2016, apoiado por Washington; ele enfrentou a eleição, com dois candidatos cujos partidos o apoiaram, PSDB e PMDB; dançou, pois sua política econômica se mostrou eleitoralmente suicida.

Juro zero para salvar capital

O debate na nova política monetária, cuja base se sustenta na fixação, pelo BC, de juro abaixo do crescimento da economia, para evitar recessão, desemprego etc, chega ao Brasil, onde vigora, desde o Plano Real, em 1994, as mais altas taxas de juros do mundo, que consomem as energias vitais da economia; os tucanos são os pais do desajuste fiscal; no poder, os petistas não mudaram a situação, que deteriora contas públicas; do total do Orçamento Geral da União(OGU), estimado em R$ 3,2 trilhões, para 2019, 45% são destinados ao pagamento de juros; não sobra, praticamente, nada para os setores sociais, como Previdência, educação, saúde, infraestrutura, saneamento básicos etc, cujos gastos estão congelados pelos neoliberais por vinte anos; puro economicídio, apoiado pela grande mídia, dominada pelo capital financeiro especulativo; há 35 anos(1994-2109), a teoria neoliberal segue destruindo economia nacional; o poder midiático, braço dos rentistas, cuida de alienar a sociedade; culpa não os juros como maiores produtores do desajuste fiscal, sem contrapartida desenvolvimentista, mas a previdência social; por isso, apoia a tese ultraneoliberal de Paulo Guedes/Bolsonaro; esta visa dois objetivos: fazer superávit primário(receita menos despesas, exclusive pagamento de juros) para desestatizar a economia e privatizar tudo, e entregar a Previdência para os bancos, por meio do regime de capitalização.

Ataque a Era Vargas

Ou seja, querem destruir o que Getúlio, influenciador de Roosevelt, criou e a Constituição de 1988 reiterou: o sistema de repartição solidária, baseado no esforço tripartite – governo, trabalho e capital – para formação do fundo de seguridade social, capaz de bancar assistência social, saúde e previdência; Getúlio, com o nacionalismo, que, hoje, prega, novamente, os democratas americanos, repetindo Roosevelt, criou o monopólio social estatal; protegeu os trabalhadores, fortalecendo seu poder de compra, necessário à industrialização nacional, que os banqueiros querem destruir para instaurar o seu oposto: o monopólio bancário da capitalização; com essa estratégia ultraneoliberal, comandada por Bolsonaro/Paulo Guedes, na contramão do mundo desenvolvido, o resultado, indiscutivelmente, será destruição do maior patrimônio do povo, modelo social democrata de distribuição de renda; com Guedes, tocando esse projeto antipopular, o país caminha, certamente, para a ditadura; afinal, o modelo de capitalização, orientado pelos neoliberais de Chicago, que fazem a cabeça de Guedes, só foi possível na ditadura Pinochet; a pinochetização econômica pauloguedeseana é a receita para o colapso da democracia brasileira; os militares, que estão ao lado de Bolsonaro, entrarão no economicío eleitoralmente inviável?

Nova matriz econômica dilmista conduz capitalismo em crise

EX-PRESIDENTA ANTECIPOU-SE AOS BANCOS CENTRAIS DO MUNDO
A “Nova matriz econômica”, que Dilma Roussef adotou, a partir do abandono do tripé neoliberarl(câmbio flutuante, metas inflacionárias e superavit primário), em 2011, está sendo retomada por tucanos desalentados com a estratégia neoliberalizante que sustenta juros bem acima do crescimento da economia, resultando em deficit fiscal incontrolável, a partir da expansão da dívida pública, na base da especulação; conclui-se que não são os gastos sociais,como os da Previdência Social, como quer fazer crer o ultraneoliberal Paulo Guedes, os responsáveis pelo desajuste fiscal, mas, sim, a especulação financeira desenfreada em cima da dívida; Dilma, assim, vai influenciando tucanos como André Lara Resende, que ataca juros altos como maior fonte do déficit; segue ele a nova pregação nos Estados Unidos dos democratas, para enfrentar o nacionalismo de Trump, na sucessão de 2020; qual a base da matriz econômica dilmista?; fixação da taxa de juros pari passu – ou abaixo – do crescimento da economia; os banqueiros derrubaram ela por isso e a grande mídia demonizou-a; o capitalismo em crise leva, agora, os BCs, no mundo desenvolvido, a seguir Dilma; fixam juro na casa dos zero ou negativo, enquanto ampliam oferta monetária; dessa forma seguram dívidas das famílias, das empresas e dos governos excessivamente endividados, permitindo sobrevivência do sistema enforcado por dívida impagável, se for mantido juro positivo pelas políticas econômicas neoliberais.

Revolucionária na economia

O racha que domina os economistas tucanos, pais do Plano Real de FHC,  nesse momento, relativamente, à condução da política econômica, para identificar quem, realmente, produz o grande deficit fiscal no Brasil, coloca em relevo a ex-presidenta Dilma Rousseff; foi ela que praticou o que, agora, recomenda, nas páginas do Valor Econômico, o economista André Lara Resende, ou seja, fixação, pelo BC, de taxa de juros abaixo ou pari passu ao crescimento da economia; para André, a raiz do desajuste fiscal são os juros elevados, bem acima do crescimento do PIB; é o que ocorre, no Brasil, desde o Plano Real, com FHC(1994-2002; nesse período, vigorou a máxima neoliberal de que se tem de praticar superavit primário(receitas menos despesas, exclusive pagamento de juros), metas inflacionárias e câmbio flutuante, como forma de equilibrar dívida pública/PIB, para, só então, começar redução dos juros; trata-se, porém, de receita furada, que não tem dado certo em lugar nenhum do mundo; Paulo Guedes é a prova desse desastre, que divide o Congresso, nesse instante; para ele, o déficit é provocado pela previdência social; insiste no ajuste ultraneoliberal, enquanto não faz nada para reduzir a causa central do desajuste: o endividamento público excessivo.

Estratégia de Getúlio

Quando Dilma agiu como prega Lara Resende, os especialistas, a grande mídia, ensaístas e escritores caíram de pau no que denominaram de “nova matriz econômica;  a ex-presidenta, em 2011, fez o que Getúlio Vargas realizou nos anos 1940: fixou a taxa de juros em 7% ao ano; ao mesmo tempo, como produto da revolução de 1930, determinou auditoria da dívida pública; vigorava tremenda barafunda, herdada da república velha, dominada pelos coronéis, que assinavam embaixo, sem ler, tudo que os banqueiros internacionais e os capitalistas industriais exigiam; o país vivia para pagar dívidas e amortizações; importava industrializado caro e exportava produto primário barato; acumulava-se deterioração nos termos de troca, eternizando dependência externa; Getúlio deu um chega prá lá, dando carta branca a Oswaldo Aranha, ministro da Fazenda, para fazer auditagem da dívida; nesse processo, caiu o montante do endividamento, ao lado da redução da taxa de juros, de modo que se tornou possível crescimento econômico superior ao custo do endividamento cobrado pelos credores; quem faria isso, depois da crash de 2008, que jogou economia mundial no buraco? Dilma Rousseff; ela foi mais ousada que Lula; o ex-presidente, hoje, encarcerado em Curitiba, aumentou a oferta de crédito à produção e ao consumo, tirando a economia do perigo de atoleiro; porém, não atuou, firmemente, junto ao mercado financeiro, para reduzir as taxas de juros, que continuaram subindo especulativamente bem acima do crescimento da economia; manteve-se ritmo que vinha rolando desde FHC, com resultados desastrosos: inflação, desindustrialização, crise cambial, desemprego, desestatização, paralisia econômica e privatização selvagem de ativos nacionais.

China evitou colapso

Com Lula, o juro continuou alto, acima do crescimento do PIB, mas houve, como compensação, grande aumento das exportações, devido ao crescimento da China, na casa dos 10% ano; bombaram exportações de alimentos e minérios; foi possível, dessa forma, acumular reservas cambiais, pagar o FMI e bancar desenvolvimento, mesmo no ritmo da especulação financeira; o quadro mudaria com Dilma, que, para tentar manter crescimento, valorização dos salários, sustentação dos programas sociais etc, partiu para o getulismo; bancou, contra tudo e contra todos, a receita que agora Lara Resende considera correta: juro de 7% ao ano; a economia continuou bombando, mas a elite financeira manobrou para derrubá-la, o que acabou acontecendo, porque não teve apoio do Congresso, para enfrentar a banca; ao contrário, a maioria congressual deu rasteira nela e partiu para o impeachment dela no segundo mandato, colocando o tumulto político como ingrediente para detonar expectativas econômicas; o resto da história taí: neoliberalismo feroz que paralisa a economia e impulsiona desemprego; ganham, nesse contexto, apenas, os credores, exigindo, como fizeram com FHC e Lula, juros acima do crescimento da economia, fixado pelo BC, comandado por eles.

Estresse neoliberal

Eis que o fôlego da economia entrou em estresse total diante do endividamento insuportável sob peso dos juros sobre juros, na prática criminosa do anatocismo, condenada pelo Supremo Tribunal Federal; diante desse colapso incontornável, os economistas tucanos, os que bombaram o deficit com a prática de juros bem acima do crescimento econômico, dividem-se entre si; pragmaticamente, perceberam que não dá mais para tocar esse barco, pois é eleitoralmente, inviável; provou-o a derrota dos candidatos neoliberais, na última eleição presidencial; tucanos arrependidos como André Lara Resende, um dos país do Real, botou boca no trombone; vocaliza política macroeconômica, atualmente, tocada pelos países capitalistas desenvolvidos; os juros altos, diz André, paralisam economia e amplia déficit público; caiu por terra, para os BCs europeu, japonês, americano, chinês etc, a tese neoliberal segundo a qual inflação decorre do excesso de consumo; a crise mundial, em 2008, levou-os a contestar essa verdade falsa; ampliaram a oferta monetária e a inflação, em vez de subir, caiu, e os juros foram para a casa dos zero ou negativo; aliviou-se a vida das famílias, das empresas e do governo endividado; criou-se nova tese, na prática do capitalismo, a de que o sistema, dominado pelo excessivo endividamento governamental keynesiano, não suporta mais juro positivo; leva ao caos e às derrotas eleitorais; essa é a nova luta política macroeconômica nos países desenvolvidos, para enfrentar eleições, como acontece com os teóricos do partido democrata nos Estados Unidos, na tentativa de desalojar Trump da Casa Branca;  Dilma, com a sua nova matriz econômica, antecipou-se às críticas generalizadas dos neoliberais; somente a seguraram mediante golpe midiático, jurídico e parlamentar em 2016; resultado: a economia está no buraco: 13 milhões de desempregados; 30 milhões de desocupados; 60 milhões de inadimplentes; 100 milhões de não consumidores; é o reinado do anti-capitalismo tupiniquim, tocado por um presidente doido.

direita sem rumo e esquerda sem discurso

DIREITA SEM RUMO E ESQUERDA SEM DISCURSO

QUANDO PT VAI ENTRAR NO NOVO DEBATE ECONÔMICO LEVANTADO POR ANDRÉ LARA RESENDE, QUE RACHA OS TUCANOS, 35 ANOS DEPOIS DO PLANO REAL?

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NOVA MACROECONOMIA

Os tucanos economistas são, essencialmente, políticos; perceberam que a teoria neoliberal não é eleitoralmente útil mais; os candidatos neoliberais de Temer, na última eleição, Meirelles e Alckmin, PMDB e PSDB, dançaram, depois do golpe de 2016, quando, pressionados por Washington, congelaram a economia, para tirar dos pobres para dar os ricos banqueiros, credores da dívida pública; como ganhar eleição ferrando o povo? Bolsonaro ganhou porque não debateu nada; nadou no desgaste da esquerda e na falência da direita tucana; como sobreviverão nas próximas eleições, abraçados com programa econômico antipopular; eles, então, nadam, agora, na onda que se desenvolve nos Estados Unidos, seguindo a esquerda do Partido Democrata, com vista à eleição presidencial de 2020, na tentativa de vencer o nacionalismo de Trump; para tanto se rendem à nova macroeconomia capitalista que tenta evitar bancarrota do estado endividado mantendo juro zero ou negativo como o novo normal no capitalismo em crise keynesiana.

RACHA ESPETACULAR

O racha entre os economistas que montaram o Plano Real na Era FHC(Lara Resende, Bacha, Pedro Malan etc)mostra, claramente, que o grande problema fiscal brasileiro não é a previdência social, como Paulo Guedes e os neoliberais estão falando; são os juros os principais culpados pelo desajuste econômico; desde 1994, quando FHC partiu para a sobrevalorização cambial, para combater hiperinflação, a taxa de juros, ditada pelos banqueiros, tem sido fixada pelo BC muito acima do crescimento do PIB; essa estratégia, ao longo dos últimos 35 anos, representou brutal transferência de renda do setor produtivo para o sistema financeiro; a prática de juros sobre juros, condenada como anatocismo pelo STF, transformou a dívida pública na maior fonte de renda dos bancos que desorganizou as finanças públicas; cálculos dos economistas dão conta de que de 1994 a 2019, a taxa média de juros ficou em torno de 18%; nesse período, o crescimento médio do PIB foi de 2,5%; a disparidade entre crescimento do PIB, em queda relativa, hoje, na casa dos 1%, e a taxa de juro, em permanente alta relativa, selic 6,5%, diante de inflação de 3,5%, desestruturou a economia, o sistema federativo e transformou o Brasil no país campeão mundial da desigualdade social, com expansão absurda da violência.

FHC BOMBEIA BANCOCRACIA

Ressalte-se que, no segundo mandato de FHC – 1998-2002 –, a Selic chegou aos 48%; no período fernandino a taxa média permaneceu em 26%. FHC fez prosperar a bancocoracia; no final de 2002, quando entrou Lula, o desemprego estava em 12,5 milhões de pessoas, a inflação na casa dos 13,5% e a taxa de juros, 26%, em média; ou seja, são os tucanos, desde o real, os responsáveis, com os juros absurdos fixados pelo Banco Central acima do crescimento da economia, os responsáveis por aprofundar o déficit fiscal no Brasil; Lula, diante da crise global, ampliou a oferta de crédito à produção e o consumo, de um lado, mas, de outro, deixou seguir a farra dos juros; não aproveitou o capital político popular, para impor, aos bancos, teto civilizado de taxa de juros; desse modo, os petistas, como os tucanos, sempre se sintonizaram com os especuladores do mercado financeiro; não é à toa que dizem ser o PT e o PSDB irmãos na relação macroeconômica com os algozes do povo brasileira, os banqueiros sanguessugas; quem tentou enfrentar os bancos e se deu mal foi Dilma, ao fazer o que Getúlio Vargas tinha feito, fixar a taxa em 7% ao ano; dançou.

JURO ZERO, NOVA ONDA MUNDIAL

A situação começou a mudar, não por força das resistências internas aos especuladores, mas devido à crise mundial de 2008; de lá para cá, os bancos centrais, especialmente, agora, resolveram jogar na lata de lixo a velha teoria econômica segundo a qual a inflação decorre do excesso de demanda, que justifica juros altos para combater a inflação; papo furado que tucanos e petistas engoliram nas últimas 3 décadas; diante do crash capitalista, os BCs americano, europeu, japonês, chinês, russo, inglês etc ampliaram a oferta monetária e reduziram a taxa de juro a zero ou negativa; a conclusão deles é a de que com o endividamento excessivo, keynesiano, dos governos, não é possível mais ao capitalismo suportar juro positivo; a polêmica levantada, agora, por André Lara Resende, no Valor Econômico, que já dura 2 semanas, colocou em polvorosa os neoliberais seguidores de Paulo Guedes; a crise econômica decorre dos juros altos fixados acima do crescimento da economia; o resto é conversa fiada, como a que a grande mídia engole, de que é preciso fazer superavit primário(receita menos despesas, exclusiva juros) elevado para equilibrar dívida pública, como forma de reduzir os juros; há quase 40 anos vem essa lenga lenga mentirosa, ditada com ares de ciência econômica.

DÉFICIT E PLENO EMPREGO

A saída é fazer o contrário, déficit público para gerar pleno emprego, enquanto se sustenta juro abaixo do crescimento do PIB; e no caso, agora, quando a dívida está saindo pelo ladrão, o jeito é congelar os juros, como fazem os capitalistas desenvolvidos; caso contrário, pinta instabilidade permanente, desemprego, violência etc; com juro congelado, não há perigo de expandir a dívida, que cresce com a emissão de dinheiro pelo governo; como emissor, o estado/governo é capital, não tem, como diz Lara Resende, repetindo Keynes e Abba Lerner, restrição para agir com autonomia; o pleno emprego é fator de estabilidade, para permitir aos empresários, diante da oferta monetária estatal, pagar impostos ao governo; os impostos, como destaca Lerner, são, apenas, lubrificante da economia; o governo, teoricamente, não precisa deles, porque emite sua própria moeda; o pleno emprego, nesse contexto, é o fator de equilíbrio funcional, ao contrário do equilibrismo esquizofrênico imposto a partir de cortes de gastos sociais para equilibrar dívida/PIB como pressuposto para reduzir juros; inversão da realidade que, somente, interessa os credores do governo.

NOVA FRENTE DE LUTA DA ESQUERDA

Assim, a pregação de Guedes de que o déficit só será superado pela reforma da Previdência subiu, no ambiente do debate nacional, que se amplia, no telhado; por isso, no momento, o PT teria que chamar Lara Resende, no Congresso, para ampliar essa discussão que confronta diretamente a tese de Paulo Guedes, cujo objetivo é apenas entregar o sistema de seguridade social para os bancos, no momento em que os credores percebem que se continuarem os juros altos acima do crescimento da economia pintará ruptura econômica e consequente calote; antes que isso aconteça, procuram se resguardar, tomando para si a maior fonte de distribuição da renda nacional, a seguridade social; déficit da previdência é balela pura, como, aliás, comprovou CPI no Senado; a jogada política portanto é lutar pela queda de Guedes, urgente; nem Bolsonaro acredita na proposta dele para detonar a previdência; a saída é ampliar o gasto público para gerar pleno emprego, enquanto congela a taxa de juros, para evitar explosão inflacionária com juro subindo bem acima do crescimento da economia. É a nova luta da esquerda, urgente.

Economia entra em colapso e divide economistas

Resultado de imagem para bolsonaro Bolsonarismo em xeque

Os números da economia brasileira, divulgados essa semana, são de horror: relatório do BC aponta para paralisia: projeção de crescimento, sujeita a chuvas e trovoadas, em 2% e inflação 3,4%; desde 2016, o PIB está em torno de 1%, embora inflação esteja cadente; o desemprego pula de 12,1 milhões para 13,2 milhões; já são 13 milhões de desempregados, 60 milhões de inadimplentes, mais de 30 milhões de desocupados, ou seja, 100 milhões de não-consumidores; o BC continua com a estratégia economicida de manter a taxa de juros selic em 6,5%, bem acima do crescimento da economia, para tentar alcançar a quimera na qual ninguém acredita: equilíbrio dívida pública/PIB, para só, então, reduzir os juros; assim, dizem os neoliberais, haverá superávit primário(receita menos despesas, exclusive pagamento de juros) e tudo poderá melhorar; conto da carochinha.

O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, especulador do mercado financeiro, quer resolver o problema, fazendo economia de R$ 1 trilhão; propõe cortar gastos sociais, congelados, por vinte anos, desde o golpe neoliberal de 2016; elegeu como causa principal do déficit os gastos com a Previdência; constrói-se discurso inverossímil de que realizados tais cortes, eliminada a Previdência, financiada pelo tripé solidário social democrata, governo, capital e trabalho, e substituída pelo regime de capitalização, em que o trabalhador faz sua própria poupança para aposentar, sem governo nem empresários para ajudar, tudo vai melhorar; o Congresso, claro, não engole esse receituário ultraneoliberal; está, portanto, instalada a crise, que se aprofunda e joga o governo Bolsonaro, apoiado pelos militares, em completa impopularidade; tudo isso em meio à crise internacional, detonada por guerra comercial global, que se aprofunda; nesse ambiente, os economistas se digladiam.

Bancarrota capitalista

Sempre que o capitalismo enfrenta dificuldades conjunturais e estruturais, combinadas, os economistas entram em polvorosa, para explicar o que está acontecendo; o emprego deles depende: 1 – universidades e 2 – mercado; como ambos, mercado e universidades, estão, praticamente, dominados pelo capitalismo financeiro hegemônico, eles giram em torno dos interesses dessa hegemonia; as contradições se ampliam, quando mais cresce a sobreacumulação de capital nas mãos dos bancos, de um lado, e a pobreza da população, de outro, para financiar a riqueza sobreacumulada, cujos efeitos para o bem estar social é zero à esquerda.

André Lara Resende, um dos pais do Plano Real de FHC, formado na mais famosa universidade americana, Harvard, resolveu colocar dedo na ferida; defende tese de que juro alto brasileiro mantém a economia paralisada; sintoniza-se com pregação dos bancos centrais dos países capitalistas desenvolvidos de que fracassou receituário econômico clássico, cuja eficácia, para explicar e conduzir a realidade, deixou de ser útil; ele agrava o desemprego e joga a política para temperaturas altas; estimula alternativas ao capitalismo e volta a acender a chama do socialismo, aprofundando social democracia.

Teoria furada

Essencialmente, os bancos centrais colocaram abaixo a tese clássica segundo a qual a inflação decorre de excesso de demanda/consumo da população; para combater essa tendência, a saída era aumentar taxa de juro; com isso, equilibra-se, teoricamente, crescimento da dívida do governo e o crescimento do PIB; a crise de 2008 mudou tudo, porque a sua gênese decorreu de especulação exacerbada; a concentração de renda implícita ao desenvolvimento capitalista elevou taxa de pobreza e a riqueza sobreacumulada; sem poder se reproduzir, no consumo e na produção de bens e serviços, o capital sobreacumulado descolou para a bolsa, onde amplia a acumulação na especulação; o resultado foi implosão financeira internacional, com quebra de bancos etc; o banco central dos Estados Unidos, economia mais poderosa, evitou bancarrota total fugindo da teoria segundo a qual a inflação cresce quanto mais dinheiro na praça existe; se tivesse que segui-la, a saída seria recolher o excesso de dinheiro em circulação; não foi isso que aconteceu; ao contrário, expandiu-se a oferta monetária e a inflação, em vez de subir, caiu; o juro, da mesma forma, despencou, ficou na casa dos zero ou negativo; o custo da dívida diminuiu e a economia respirou, fugindo do perigo de hiperinflação.

Ressalte-se que, antes do BC americano fazer isso, os japoneses já vinham agindo nesse sentido; o déficit público no Japão está na casa dos 200% do PIB; nem por isso, a economia japonesa implodiu; continua estável, com a dívida se ampliando, sem virar problema, porque é financiada por juro negativo, desvalorizando-a estruturalmente no compasso do tempo; o BC de Tio Sam copiou os japoneses, especialmente, depois do crash de 2008; assim, as receitas de que, diante da crise, a saída é aumentar juro, caiu por terra, em todos os lugares; no Brasil, Lula, na ocasião,  fez o que os japoneses fizeram: ampliou o crédito à produção e ao consumo e fugiu da crise; agora, com o capitalismo batendo biela, os bancos centrais estão todos na onda japonesa; ou seja: fixam a taxa de juro abaixo do crescimento do PIB, e tocam a economia nesse linha; é a chamada nova macroeconomia; o BC tupiniquim, porém, continua remando contra maré, impondo recessão e desemprego.

Bafafá tupiniquim

André Lara Resende levantou o assunto, no Valor Econômico, e criou bafafá entre seus colegas, todos sobreviventes em empregos remunerados pelos banqueiros, como Edmar Bacha e Pedro Malan, ex-presidentes do BNDES e ex do BC, na Era FHC; foram eles que, com o Plano Real, em 1994, deram jeito na hiperinflação do governo Sarney, herdeiro da crise financeira dos anos 80; os Estados Unidos, para cobrar dívidas dos países subdesenvolvidos, propensos ao calote, aumentaram, absurdamente, juros e impuseram restrições ao crescimento; exigiram desestatização, desmobilização de ativos nacionais, moeda, artificialmente sobrevalorizada, desindustrialização, arrocho salarial etc e tal; a dívida pública, nesse cenário, tornou-se incontrolável e sob peso dos juros virou maior fonte do déficit público; de lá para cá, a política monetária tem sido a que, agora, Lara Resende desanca, ou seja, com o BC fixando taxa de juro bem acima do crescimento do PIB; na prática, juro especulativo impacta dívida e inviabiliza crescimento sustentável da economia.

Mesmo durante os governos do PT(2003-2014), de viés popular, o BC, sempre comandado pelos banqueiros, continuou a mesma política, embora Lula tenha enfrentado a crise elevando a oferta de crédito; com os juros nas alturas, a estabilidade econômica pagou o pato; em 2016, o mercado financeiro, diante das contradições entre a política restritiva, que impunha ao governo, e a tentativa deste de manter política social para atender demanda democrática da população, manobrou para derrotar governo democrático petista; instalou-se, com as forças políticas conservadoras, políticas neoliberais draconianas, como congelar gastos sociais por vinte anos, em nome do ajuste fiscal; ficou de fora do ajuste a maior fonte de pressão sobre ele, ou seja, as despesas financeiras do governo, cujas consequências acumuladas vem desde o início da política do Banco Central, no tempo de FHC. 

Pais da crise em crise

Os pais do Real, que hoje estão digladiando nas páginas do Valor Econômico(Lara Resende, Bacha, Malan etc), são, também, os pais da crise financeira atual; brigam, encarniçadamente, porque a solução que fixaram entrou em estresse total; está na contramão do mundo; a sua manutenção, pelas forças conservadoras do mercado, impede a reação da economia, desde o golpe de 2016; o PIB estacionou e o desemprego empinou em meio à inflação cadente; e, agora, que fazer: continuar subindo os juros acima do crescimento da economia, como critica André Lara Resende, ou mudar para resolver?; o presidente do BC diz que, por enquanto, trata-se de discussão acadêmica; mas, seus efeitos são reais, destrutivos, levando o país à morte econômica.

É falácia completa a proposta neoliberal de que a crise fiscal decorre dos gastos da Previdência Social; evidencia-se isso quando se compara o desajuste produzido pela política monetária errada praticada há 25 anos, desde o Plano Real; juros sobre juros, anatocismo, condenado pelo STF, são as causas centrais do desajuste fiscal que desorganiza a economia e a relação entre União e unidades federativas.

Os números do orçamento geral da União, de R$ 2,3 trilhões, para 2019, desmentem a tese de Guedes;  gasta-se R$ 400 bilhões/ano em juros , sem nenhuma contrapartida desenvolvimentista; já a Previdência, acusada de todos os males, pelos neoliberais, não chega aos R$ 200 bilhões, embora seu retorno, no contexto da seguridade, seja superavitária, como demonstrou CPI no Senado, com elevado retorno social; Guedes foge da polêmica sobre quem realmente causa o déficit; como homem dos banqueiros, quer tomar a Previdência do povo para quitar a dívida pública; tenta, para tanto, substitui-la pelo regime de capitalização; essa experiência não deu certo em lugar do mundo; no Chile, os aposentados, quebrados, suicidam-se em pencas, desesperados; o modelo de Guedes é a canibalização total; os militares, com Bolsonaro perdido em políticas identitárias, não sabem o que fazer.

Governo da CIA no Planalto

 

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Pau mandado de Tio Sam

O ministro Ernesto Araújo colocou em prática o lance novo que o Brasil passa a representar nas relações externas: política anti-Brasil; interesse da CIA em primeiro lugar; mandou recado, a pedido de Trump, para Putin sair da Venezuela; tremendo pau mandado; joga na lata de lixo a histórica política externa brasileira de pactuação de entendimentos e de defesa da autodeterminação dos povos; abre-se, na América do Sul, tempo de provocações; faz, com isso, o que mais interessa à política de defesa dos Estados Unidos: tensão armamentista no continente sul-americano; certamente, essa posição levará o governo a entrar nessa corrida pelas armas; de onde sairá o dinheiro? Vai tirar da educação e da saúde, com mais congelamentos de gastos, para acelerar armamentismo continental?; Ernesto, pelo seu gesto, ditado pela CIA, passa, inclusive, por cima, das orientações dos militares, que, em relação à Venezuela, têm tentado aproximações; Beato Salu do Itamarati destrói esse jogo de carta diplomático-militar e coloca as forças armadas em tensão total; quanto tempo vai durar essa nova postura do governo Bolsonaro de ser pau mandado de Tio Sam?

GOVERNO DA CIA NO PLANALTOTá na cara; depois que Bolsonaro foi a Trump colocar-se a sua disposição para cutucar…

Posted by Cesar Fonseca on Friday, March 29, 2019