CPI da Vaza Jato desmascara golpe de 2016

Lula, preso político mais famoso do mundo, motiva CPI da Vaza Jato.

Máscara caiu

The Intercept Brasil, que vai provocando abertura de CPI da Vazajato, pode ter agido tipo tudo vale a pena se a alma não é pequena para dar furo jornalístico. Esse negócio de jornalista fazer artimanha para ganhar um furo é a alma do repórter em ação. Ele garante mercado para o profissional e salários sempre melhores. É o mercado capitalista ditando suas regras em meio à ideologia mecanicista de ver a realidade do ponto de vista do capital.

Também, se justifica. O repórter pode sobreviver ou pode morrer. Tim Lopes, por exemplo, caiu na armadilha dos traficantes e a Globo o mandou para cobertura suicida. Morreu um grande repórter no encalço da sua amada: a notícia, mesmo que tenha significado sua morte.

Os que criticam Intercep Brasil por ter raqueado notícia da Lavajato para expor os crime da Lavajato entram naquela filosofia de que ladrão que rouba de ladrão tem 100 anos de perdão. Moralmente, a sociedade aceita por saber ser beneficiada com informação de interesse social.

Certamente, Intercept não é flor que se cheire. Pierre Omidi, bilionário francês que o financia, que tem Glenn como repórter brilhante, ganhador de prêmios internacionais, alinha-se com grupos econômicos e financeiros que atuam no Brasil em favor da desestatização e entrega do patrimônio nacional na bacia das almas.

Alguém leu em Intercept Brasil ponto de vista crítico às deformas trabalhista e previdenciária, à ganância do mercado financeiro? Elas interessam aos capitalistas aos quais Intercept serve, como multinacional da informação.

Não se deve, também, descartar que Intercep atue politico-partidariamente, no cenário político americano, ao lado dos democratas, interessados em desestabilizar Trump, como se comenta nos meios jornalísticos.

Tudo carece de maiores investigações.

O fato, porém, é que Intercept, em meio às contradições que possa estar envolvido, como, por exemplo, ter publicado apenas 2% das denuncias de Snowden, representa para a democracia brasileira, nesse momento, atuou como bomba atômica que abateu a Lavajato, atuante decisiva no golpe político parlamentar midiático financeiro de 2016.

Os comentaristas respeitados na grande mídia que jogaram seu prestígio em avalizar ou pelo menos se manterem calados, consentindo, o golpe, agora se retraem, envergonhados.

Se não fosse o trabalho de Intercept não seria possível saber da maracutaia armada por Moro e Dallagnol para prender Lula e evitar sua candidatura em 2018. Jogaram para favorecer a direita e a ultradireita que se aliaram no segundo turno para derrotar Haddad candidato lulista enquanto o líder se encontra atrás das grandes.

Os vais e vens das decisões judiciais sob pressão de militares interessados em manter Lula preso para atender demanda de Washington acumularam informações que não podem mais ser desconhecidas. A história já está antecipando seu veredito de cometimento de fraudes pelos adversários de Lula. O mundo inteiro está de olho na grande injustiça que se comete de condenar sem provas acusado de corrupção no poder enquanto comandante político da nação.

O contraditório ganha dimensão por se tratar de levar adiante questão absolutamente ética do ponto de vista do direito, com os profissionais juristas, irremediavelmente, rachados em torno do assunto etc. Lula preso político vai ficando difícil de não ser negado pela mídia conservadora prisioneira da narrativa dos interesses que interessam seja Lula mantido preso.

Intercept Brasil, portanto, tem que ser visto em sua dualidade dialética: positivo-negativo em sua interação dialética, em meio à bancarrota econômica e financeira que vive o país como resultado do golpe neoliberal antinacional.

 

 

 

DEMOCRACIA DE FACHADAAs pedaladas sempre existiram e sempre existirão no capitalismo periférico cuja essência é o…

Posted by Cesar Fonseca on Saturday, September 14, 2019

Agua nova brotando e  a gente se amando

 

Militares querem reservas para atacar desemprego

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Dinheiro empoçado

Exclusivo – O general Luis Eduardo Ramos, secretário de Governo, braço direito do presidente Bolsonaro, está cada vez mais preocupado com a crise econômica.
Evidencia, claramente, o estado de ânimo dos militares, relativamente, à política ultraneoliberal tocada por Paulo Guedes, cujas consequências são redução do consumo, desemprego e fechamento de empresas em escala incontrolável, podendo haver, nesse ano, crescimento negativo do PIB.
Com parlamentares da base governista, o general Ramos tem destacado conveniência de serem utilizadas reservas cambias e sobras de caixas dos bancos privados recolhidos ao BC em troca de títulos da dívida, para promover desenvolvimento.
São cerca de R$ 4 trilhões de recursos empoçados, que só dão despesa ao governo e lucros especulativos aos banqueiros, compradores dos títulos do tesouro.
As reservas cambiais, em torno de 380 bilhões de dólares, aplicadas, nos títulos da dívida americana, não rendem nada.
Hoje, nos Estados Unidos, os juros estão negativos, descontada a inflação, que, também, está no chão.
O presidente Trump, nesse momento, briga com o BC americano, cobrando dele mais redução nas taxas, para aliviar o caixa das famílias, das empresas e, claro, do governo, cuja dívida pública se aproxima dos 30 trilhões de dólares.
Nessa quinta feira, Trump deu mais um puxão de orelha no Federal Reserve, lembrando ao seu presidente, Jerome Powell, que o BC europeu reduziu o juro de 0,4% negativo, para 0,5% negativo, objetivando forçar bancos a jogarem dinheiro na circulação, para aquecer economia.
 

Armadilha da liquidez

O capitalismo vive, atualmente, armadilha da liquidez, com dinheiro sobrando, mas com economia mergulhada na paralisia.
É o fenômeno que acontece no Japão há quase três décadas.
No mundo em guerra comercial, Europa resolveu jogar mais agressivamente para enfrentar concorrência internacional.
Há, ainda, receio geral de que os chineses, com mais de 4 trilhões de dólares em caixa, joguem parte dessa grana na circulação global.
Seria fatal para o dólar, desatando guerra monetária.
Nesse contexto, as reservas cambiais brasileiras, paradas, sem serventia alguma na produção de bens e serviços, podem, se se intensificar guerra monetária global, cair à metade, ou menos, ainda.
O governo teria perdido, caso isso ocorra, oportunidade de alavancar, fortemente, a economia, em nome de austeridade fiscal, cujo beneficiado é, apenas, o mercado financeiro especulativo.
 

Escassez especulativa

Outra fonte de preocupação do general Ramos, segundo parlamentar governista, que com ele conversou, são os depósitos voluntários que os bancos jogam no BC em troca de títulos, ganhando sem fazer força, enquanto a economia está estagnada.
São cerca de R$ 1,4 trilhão que ficam parados nos caixas dos bancos privados, transformados em “depósitos voluntários” jogados no BC, para render taxa selic.
Se esse dinheiro fosse para o mercado, haveria queda forte das taxas de juros, de modo a girar, mais, aceleradamente, a produção e o consumo.
O BC, ao recolher as sobras bancárias diárias, produz escassez artificial, especulativa, de moeda na circulação, a fim de manter altas as taxas de juros e, claro, os lucros extorsivos dos bancos, em prejuízo da economia.
O Congresso, para o parlamentar interlocutor do general, tem que tomar a dianteira da discussão econômica, para romper a austeridade fiscal, cujas consequências, se for mantida a ferro e fogo, são levar o país para o caminho da Argentina, onde a população, desempregada, assalta supermercados.
Por aqui, com 13 milhões de desempregados, 30 milhões de desocupados e 63 milhões de inadimplentes no SPC, o país vai se transformando em barril de pólvora.
Os militares já pressionam Guedes a buscar alternativa a esse sufoco neoliberal economicida.
 
 

Guedes fez Cintra de boi de piranha

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Negócio seguinte: Paulo Guedes, carioca esperto, é verdadeiro culpado pela demissão de Marcos Cintra. Ele assegurou a Claudia Safatlie, no Valor, que o presidente Bolsonaro apoiaria a CPMF. Safatle desconfiou. Mas ele já disse que não apoia, ressaltou ela. Guedes lembrou-lhe que Bolzo tinha se posicionado contra reforma da Previdência , mas acabou mudando de posição. O mesmo voltaria a acontecer em relação à CPMF, garantiu. Tratou o chefe do Planalto como mero joguete seu. Diante disso, Cintra estimulou seu pessoal na Receital ir adiante, jogar no ataque. Vazou detalhes das alíquotas que seriam aplicadas, inicialmente. Aproveitaram que Bolsonaro estava no hospital. Deu xabu. Bolsonaro reagiu aparentemente contra Cintra. Afinal, a corda arrebenta do lado mais fraco. Na verdade, o tiro bolsonariano foi para acertar Guedes. Ou não? O ultraneoliberal PG passou dos limites. Certamente, ele ficou por aqui na garganta do presidente. Abusou de sua confiança. Pode estar na alça de mira. Se não estava, ficou. O crédito ilimitado ao Posto Ipiranga parece estar secando. O intrigante nisso tudo é saber que Guedes é homem do mercado, adversário feroz da CPMF. Assim, a coisa só tem sentido, se a gente entender que a CPMF foi colocada para ser boi de piranha. Não era para acontecer. Cintra morreu pelo ardil maquiavélico de Guedes, em combinação com Bolsonaro? Tremendo xadrez! Mais uma vez se comprova que o poder real está com a banca, adversária da CPMF. O governo é puro office boy do mercado financeiro especulativo. Até quando Guedes continuará comandando a roleta russa?

Mexeu com cachorro grande, dançou

O imposto eletrônico sobre transações financeiras incomodou os banqueiros. Ficariam expostos demais. Todo mundo ficaria sabendo quanto movimentam sem pagar imposto algum. São tremendos sonegadores. A transparência excessiva transformaria eles nos grandes vilões . Mas, poxa, essa galera ganha os tubos e não paga tributos? Que privilégio é esse, minha gente? Ela, hoje, é a grande beneficiada pela política econômica neoliberal. O congelamento de gastos públicos não pega o orçamento financeiro da União. Pega, sim, os gastos não financeiros – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc. Essa discriminação se faz em nome da austeridade fiscal ultraneoliberal. Para os bancos, tudo descongelado, numa boa. Já para a sociedade, que depende dos gastos não financeiros, tudo congelado por 20 anos. Os casos de dengue, por exemplo, cresceram mais de 600% ao ano. Por que? Tudo congelado para os setores sociais. Nao importa que morra muita gente por conta da falta de vacinas, desde que não mexa no bolso dos tubarões. A renda disponível para consumo que gira a economia deixa de dinamizar produção, consumo, arrecadação, investimento. Só tem grana para pagar juros e amortização da dívida. Só sobra para a banca que registra lucros de 20% a cada trimestre, enquanto economia tá paradinha da silva. A queda de Marcos Cintra, que tentou laçar banqueiro para pagar imposto, dando freio à sonegação que pratica, tá explicada.

Cuidado com ela!

Lula racha economistas na Era Bolsonaro

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Dando as cartas da cadeia

O fato é que Lula está, mesmo preso, condenado sem provas, pela Lavajato, para inviabilizar sua candidatura em 2018, dando as cartas na economia, que enfrenta recessão e desemprego recordes. Os neoliberais querem torrar patrimônio para pagar dívida. Sem ele(as estatais agentes desenvolvimentistas, como Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES etc), não tem como gerar renda, desenvolvimento. Fica como aquele dono do taxi que vende o carro para comprar arroz e feijão, para dentro de casa. E o resto, como voltar a ganhar dinheiro? O carro é o governo que gasta combustível para ganhar a renda da família, como fez Lula, em pleno crash global, em 2008. O governo, sem o carro, ou seja, sem o gasto público, não arrecada. Portanto, não investe. Os economistas estão divididos. O ultraneoliberal Paulo Guedes é a favor de vender o carro, a despesa orçamentaria, que, segundo ele, dá prejuízo. Já outra versão econômica, surge com André Lara Resende. Investimento não pode ser considerado despesa, mas renda que se multiplica na circulação capitalista. Gastar é o jogo do governo. Por isso, como emite moeda, não precisa obedecer restrição orçamentária, para puxar demanda global. É o que o mundo capitalista está fazendo nesse momento. Os governos emitem para gastar, jogando juro e dívida no chão, no processo de desvalorização do endividamento público, sem o qual não há desenvolvimento sustentável. No Brasil, com Guedes e cia ltda, o jogo é o da austeridade radical antiquada. Tem que congelar gasto por vinte anos para equilibrar dívida/PIB, para só então diminuir juros, de modo a permitir setor privado transformar-se em carro chefe da economia. Ninguém mais segue essa receita maluca, que só produz desemprego, instabilidade política e social.

 

LULA JOGA LARA RESENDE CONTRA GUEDES O economista André Lara Resende, social democrata, está polemizando, abertamente,…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, September 11, 2019

Nem Chicago aguenta

 

Geopolítica da dependência de Guedes é traição à pátria

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Tudo à venda

Vender no atacado todo patrimônio público para abater dívida, propor reforma tributária com redução de impostos para pessoa jurídica e física e criar CPMF, como cortina de fumaça, candidata ao descarte, pelos credores, eis nova geopolítica da dependência, expressa no projeto neocolonial do governo Jair Bolsonaro, tocado pelo ultraneoliberal Paulo Guedes, divulgado por Cláudia Safatle, no Valor Econômico.
Filé mingnon para o capital estrangeiro, especialmente, americano.
Vender é coisa rápida.
Guedes quer torrar tudo no atacado, com autorização do TCU e Congresso, manipulado pela caneta de Bolsonaro, como se observou na aprovação da deforma da previdência, na Câmara, e se observa, mesma coisa, no Senado.
As palavras chaves são desmobilização, desindexação e desvinculação, tudo por projeto de lei de maioria simples, detonando a Constituição social democrata de 88 e, de cambulhada, a Era Vargas.
O poder da caneta do presidente autoritário resolve tudo, rapidinho.
Agora, reforma tributária é conflito de classe, demora mais um pouco, arrasta-se e não se completa, salvo se houver conflitos sociais intensos, tipo guerra civil, como aconteceu, no segundo reinado, no século 19, ou em 1930 ou 1964.
Enquanto o conflito se arrasta, anos e anos, os ativos do estado são liquidados, aceleradamente, desnacionalização a mil por hora.
Se não haverá mais riqueza impulsionada pelos ativos estatais, privatizados, na bacia das almas, rapidamente, a reforma tributária, pensada para manter o poder do capital sobre o trabalho, aprofundará, consequentemente, colonização econômica nacional.

Descentralizar, desmontar, desunir

A descentralização pensada por Guedes para o pacto federativo deixa apenas 30% da arrecadação para o governo federal e 70% para estados e municípios, no compasso da desestabilização geral, que desmobiliza poder do estado nacional.
Pode implicar balcanização do território nacional, especialmente, com intensificação de brigas regionais pela distribuição dos royalties do petróleo, a ser, totalmente, privatizado.
Primeiro, não haverá efetivo controle da produção pelo estado nacional, em processo de desmontagem.
O setor privado, como se sabe, mente, estatisticamente, sobre o que produz e o que distribui, porque sua natureza histórica é dada pela prática da sonegação, como se observa pelo funcionamento do modelo tributário nacional.
Pagam impostos os mais pobres, sob tributação regressiva, acumuladora de renda e promotora de exclusão social.
A luta dos políticos brasileiros nacionalistas, mesmo os da oligarquia, defensores da unidade nacional, como aconteceu no Império, sempre foi a de manter e preservar a unidade nacional, ao contrário dos seus adversários da oligarquia aliada do capital externo, defensores da desnacionalização.
As guerras regionais, no tempo da independência, ao longo do período, ocorreram entre os nacionalistas e os entreguistas, como os saquaremas e os luzias, por exemplo, em torno do império.

Perigo separatista à vista

Guedes quer, com sua reforma tributária, o mesmo que as oligarquias antinacionalistas(luzias) desejavam, ou seja, 70% da arrecadação para as unidades federativas e, apenas, 30% para governo federal.
O choque de interesse regional se multiplica no compasso da descentralização do estado, favorecendo alianças entre os capitalistas regionais e o interesse internacional, por cima do estado nacional.
Por exemplo, a Amazônia, nesse pacto de Guedes, ganharia mais que autonomia, verdadeira soberania, para fazer, na mão das poderosas ONGs internacionais, o que quisesse, em matéria de desenvolvimento, diante de 70% da arrecadação de tributos em sua posse.
São Paulo, locomotiva nacional, mesma coisa.
Os estados do sul e sudeste, sempre arredios à centralização e fortalecimento dos estados, jogariam na mesa política o discurso separatista, com mais facilidade e, assim, por diante.
Desarticulação geopolítica estratégica se instalaria, como era o desejo dos ingleses, antes da independência nacional, em 1822, para tornar mais fácil a colonização brasileira pela Inglaterra, como aconteceu com a Índia.
A desconstitucionalização, a desindexação e a desvinculação radical, proposta por Paulo Guedes, é, na prática, a desnacionalização acelerada da economia e sua ampla dominação pelos interesses externos fortalecidos pela negociação em separado com cada unidade federativa.
Certamente, o Brasil se transformaria, como sempre desejou os colonialistas europeus, numa nova África tropical.

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