O Centro é direita radical envergonhada

Enganação centrista

O que é o centro político nacional?
Parece, a meu ver, que é a Constituição de 1988.
Ela continua sendo a expressão de uma convergência democrática, social democrata, colocada no lugar do que vigorava antes dela, a ditadura militar nacionalista getulista.
Essencialmente, representa, mais teórica que praticamente, conquistas sociais, econômicas e políticas, que não foram integralmente cumpridas, desde sua promulgação.
A social democracia, como se sabe, nasceu para evitar o socialismo, e sua materialização mais acabada se dá na Europa.
Lá, as populações têm educação, saúde e previdência consentâneas ao pensamento social democrata.
O modelo econômico social democrata, século 20, essencialmente, é keynesiano.
Antes do estouro revolucionário de 1917, Keynes havia visitado a Rússia, com sua mulher russa, e voltou apavorado com Lenin.
Defendeu, na sequência, alinhamento a Lord George, com sua pregação política social, para amenizar as radicalidades econômicas neoliberais, em franco declínio, como se verificaria, mais à frente, com o colapso do lassair faire, desembocando no crash de 1929.
De lá prá cá só dá Keynes, cuja essência, porém, é a economia de guerra, indispensável, na sua avaliação, para alcançar o que sua tese do pleno emprego propõe, como disse, em 1936, a Roosevelt:
“Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer minha tese – a do pleno emprego – salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos se INSENSIBILIZAREM para a preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força.”
O estado tem que jogar/queimar dinheiro – como Getúlio queimou, para salvar os fazendeiros de café, na bancarrota de 29 – no social para alcançar o que Malthus propunha: generalizar o emprego improdutivo, sem o qual não existe consumidor.
Sem consumidor, dizia, o capitalismo vai para o subconsumismo deflacionário destrutivo, abrindo brecha para a pregação leninista, como concluiu Keynes, malthusiano de carteirinha.
A social democracia keynesiana, portanto, requer o gasto público forte no social para contrabalançar o desequilíbrio econômico intrínseco ao movimento do capital, rumo à concentração e à desigualdade social.
Quando os tucanos estiveram no poder, em nome da social democracia, não fizeram dever de casa.
Puseram o Banco Central para promover desigualdade social, colocando taxa de juros acima do crescimento da economia.
Só fizeram importar capital especulativo, promovendo sobrevalorização cambial, para combater, artificialmente, a inflação, sem distribuir renda.
Não tiveram coragem de encarar programa social, relativamente, ousado.
Quem fez isso foi o lulopetismo.
Lula praticou a social democracia que os tucanos não fizeram.
Por isso, não conseguiram os sociais democratas tucanos de fachada ganhar mais nenhuma eleição.
Chegaram ao poder no golpe de 2016, apoiando programa ultraneoliberal do traidor-golpista Temer.
Em 2018, desmoralizados, não conseguiram eleger o “social democrata” Alckmim.
O PT e aliados da oposição, tampouco, agradaram o eleitorado, a partir de 2015, seguindo com Joaquim Levy, o receituário tucano.
Abriu espaço, em 2018, para a direita radical, que cresceu no vácuo da traição dilmista, com programa de Levy, e na descrença geral da sociedade nos tucanos, que, no poder, não cumpriram o que o seu programa defende, ou seja, a social democracia.
De modo que de social democrata, que a sociedade conhece, somente o PT e aliados no poder cumpriram, sendo, eles, na prática, o verdadeiro centro, que, agora, os falso centristas tentam resgatar.
Impossível, afinal, nunca foram de centro, porque, na verdade, o programa deles é o de Bolsonaro e Paulo Guedes.
O ideal desse falso centro é, portanto, um bolsonarismo sem Bolsonaro, porque Bozo, para eles, é indigesto, do ponto de vista estético.
Tentam esses falsos centristas, então, criar, no abstrato, o que não existe, um radicalismo lulopetista, quando, na verdade, ficou demonstrada, na pratica petista de governo, a mais pura social democracia.
Contra ela, os falso centristas atiram bala de canhão, para destruir a social democrática Constituição de 1988.
O Centro, envergonhado da direita bolsonarista, mas concorde com ela, relativamente, ao seu programa econômico, não passa, isso sim, de uma direita radical sem Bolsonaro.
Tentam enganar a freguesia.
 
https://oglobo.globo.com/brasil/politicos-especialistas-avaliam-caminhos-no-debate-politico-fora-da-polarizacao-lula-bolsonaro-24085109

 

Plebiscito no Brasil: Guedes(Pinochet) sai ou fica?

EXORCISMO NECESSÁRIO
O fantasma Paulo Guedes, representação de Pinochet, no Brasil, está sendo exorcizado no Chile. Por aqui, vai fazendo estrago na Constituição democrática de 1988, para impor a inconstitucionalidade pinochetista, que os chilenos vomitam nas ruas.

O Chile é aqui

“Tudo muda, só não muda a lei do movimento, segundo a qual tudo muda.”(Hegel)

Pois é.

No Chile, com as massas nas ruas, Sebastian Pinera, representante da elite endinheirada, desesperado, não teve outra alternativa: convocar plebiscito por nova Constituição.

Segue o caminho da Venezuela, quem diria!

Para atender as demandas da população contra o massacre econômico neoliberal venezuelano, Hugo Chavez mudou/remendou a Constituição, que, agora, é refeita por Constituinte em andamento, sob comando de Maduro.

Washington continuará apoiando Pinera, que toma posição semelhante à de Chavez-Maduro, diante da impossibilidade de continuar governando com Constituição que atende os interesses de Tio Sam?

As elites entregam os anéis, para não perder os dedos.

O modelo neoliberal, imposto por Pinochet/Chicago, na base da chibata, a portas fechadas, puro tacão de ferro, chegou aos estertores, sob pressão popular histórica.

Esgotou-se em suas possibilidades, pois exauriu a paciência do povo, retirando-lhe todos os direitos de cidadania.

A nova ordem, dada das ruas, é uma só: abaixo a ditadura constitucional pinochetista, promotora de concentração de renda, exclusão e desigualdade social.

Em abril, o plebiscito chileno representará nova etapa histórica sul-americana, cujas consequências deixarão Washington e seus seguidores de extrema direita, em todo o continente, em sinuca de bico.

Não deu – e continua não dando – certo, em nenhum lugar, o receituário neoliberal, ora sendo imposto, no Brasil, pelos discípulos de Pinochet: Bolsonaro e Paulo Guedes, com apoio de militar de direita.

Assim, por aqui, o que deveria ser feito, como ocorrerá no Chile é, também,  plebiscito, mas com sinal trocado: não para fazer nova Constituição, mas, sim, preservar a existente, que o governo Bolsonaro está destruindo.

O capitão presidente e o seu vice general Mourão prometeram cumprir o texto constitucional, ao tomar posse, na presidência da República.

Estão, flagrantemente, cometendo crime de responsabilidade, passível de impeachment.

As reformas neoliberais, trabalhista e da Previdência, ferem a Constituição e, principalmente, cláusulas pétreas, eliminando, às custas de corrupção parlamentar, em forma de gordas emendas legislativas, conquistas sociais e econômicas cravadas pelos constituintes de 1988.

A medida provisória 905, de 11 de novembro, representa atentado constitucional.

Joga por terra toda a legislação trabalhista, ao instituir Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, constitucionalizando arremedo de trabalho escravo.

Cai por terra a social democracia brasileira, marca registrada da Constituição de 1988.

Paulo Guedes, discípulo de Pinochet, leva o país, com seu ultraneoliberalismo, ao desmonte constitucional.

O negócio, então, é copiar os chilenos, em magnífica aula democrática: plebiscito, para saber se Guedes fica ou não.

Ou a Constituição cidadã ou Guedes, como diria Ulisses Guimarães, certamente, sentindo-se apunhalado por ditador de plantão.

O povo quer os diretos cravados na Constituição ou a destruição deles pelo ultraneoliberalismo pauloguedeseano-pinochetista?

Os chilenos querem se livrar de Pinochet, enquanto Bolsonaro e Guedes insistem em manter o demônio vivo no Brasil.

Plebiscito brasileiro: Paulo Guedes sai ou fica?

 

 

Jiping dribla Trump e atrai Bolsonaro aos Brics

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Nova geopolítica sul-americana!

A China, na reunião dos Brics, mostrou, hoje, que não brinca em serviço: jogou o jogo do comercio multilateral, ao propor ao presidente Bolsonaro criação de área de livre comércio Brasil-China, como costura das duas partes, desde que o presidente brasileiro foi encontrar com o presidente Jiping, há três semanas, em Pequim; escanteou o unilateralismo de Washington, que, em vez de cooperação, exige rendição.

Os chineses colocaram o pé no pré sal, no último leilão, com uma participação de 10% no leilão do Porto de Santos, enquanto multinacionais petroleiras americanas fugiam da raia, receosas do risco Bolsonaro e seu fundamentalismo político que mantém o mundo político em transe.

Eles, também, entusiasmam os agricultores, em torno da Confederação Nacional da Agricultura, e da sua poderosa bancada no Congresso; estão eufóricos; em meio às incertezas internacionais, que rondam economia mundial, têm garantida demanda da produção do agronegócio nos próximos dez anos, no mínimo.

Trump deve estar se coçando, sentindo-se traído pelo aliado brasileiro: os agricultores americanos perdem negócio, milho e soja, em suas exportações, diante da insistência das taxações trumpianas dos manufaturados chineses, nos Estados Unidos.

Prisioneiro do discurso eleitoral de que protegerá a indústria americana e resistirá à investida chinesa em busca de ativos na terra de Tio Sam, Trump não pode voltar atrás, para não perder votos, em busca de reeleição em 2020.

Jogo do petróleo

Na área petrolífera, não está descartada investida chinesa em comprar/aliar-se à Petrobrás para tocar investimentos em refinarias, rachando negócio entre empresários dos dois países; mais uma vez, se isso acontecer, dança os sobrinhos de Tio Sam; afinal, no momento, os neoliberais querem exportar só óleo cru e importar refinado das petroleiras americanas; realpolitik comercial dá voltas; não está descartada virada nesse jogo.

O discurso multilateralista chinês passa a ser mais atrativo ao Brasil do que o unilateralista dos Estados Unidos; Jiping agita a bandeira dos bancos de investimentos chineses, para financiar negócios; são megas BNDES, no contexto da política comercial e financeira chinesa, em que se busca amarrar nova divisão internacional do trabalho, para além do dólar, como moeda de reserva internacional.

Com controle completo de entrada e saída de capital externo dentro da China e com política monetária centralizada, comandada pelo partido comunista, a orientar o capitalismo chinês, os bancos de investimentos da China, impulsionados pela filosofia das áreas de livre comércio, são muito mais negócio, para o Brasil, do que o FMI e Banco Mundial; estes, para emprestar,  exigem condicionalidades macroeconômicas, que inviabilizam cooperação, pois exigem submissão; o multilateralismo chinês é o novo discurso internacional, que Jiping põe na mesa, em Brasília.

Bolsonaro, com seu discurso pró-Trump, que não compra nem um grão de soja, nem de milho, nem um quilo de carne, do agronegócio brasileiro, porque, afinal, ele é concorrente do agronegócio americano, rende-se ao pragmatismo comercial global, em que a China desponta como potência mundial.

O partido comunista chinês exercita a NEP  leninista: o estado controla o crédito e bota a economia a andar com espírito empreendedor privado, a juro baixo; nesse ritmo, à lá Abba Lerner, não existe restrição para o exercício da autoridade monetária como variável econômica independente; a dívida pública avança a juro zero ou negativo, puxando demanda global, impulsionando colosso comuno-capitalista.

Nova dinâmica internacional

O governo brasileiro, nesse semana, sente a potência asiática, que se articula para transformar a Eurásia no novo centro internacional de negócio, impulsionado pela estratégica união China-Rússia, que reconstrói a rota da Seda, envolvendo Oriente e Ocidente, deixando Estados Unidos para trás.

E, de cambulhada, tem a Índia, cuja população vai ultrapassar, até 2020, a da China; juntas, China-Índia, precisam de comida, que o Brasil tem de sobra; em terra brazilis, produz-se, com tecnologia de irrigação, até três safras anuais; integrantes da bancada do agronegócio, no Congresso, preveem que, até 2025, Brasil estará produzindo 450 milhões de toneladas de grãos; jogará poeira na produção americana.

Nesse contexto, em que os produtores nacionais poderão estar sendo financiados pelos bancos de investimentos chineses, a moeda de troca, certamente, deixará de ser, preferencialmente, o dólar; dará lugar à moeda chinesa, nos contratos, carregados de retórica comercial multilateralista, embalada pela nova potência global.

Urso nacional-capitalista

Putin, o urso nacional-capitalista, chega, igualmente, botando banca, como grande consumidor de carne brasileira, armado até os dentes, com a nova política armamentista, ancorada na tecnologia de mísseis intercontinentais; ao lado de Jiping, empenha-se, também, em plantar soja na Sibéria, nos próximos dez anos, para abastecer, tanto o colosso chinês, como o indiano; embora, a Rússia esteja registrando PIB baixo, na casa dos 1,7%, apresenta renda per-capita forte, de 11 mil dólares; semelhante à China e Índia, que crescem 6% ao ano; ambas, igualmente, registram invejáveis PIBs per capita próximos de 12 mil dólares.

Nesse contexto, o cacife brasileiro cresce, para impor novo discurso à União Europeia, que só quer levar vantagem, no Mercosul, empurrando, por aqui, manufaturados caros, para comprar produtos primários e semielaborados baratos, impondo, nesse jogo, deterioração nos termos de troca.

Bolsonaro, diante desse novo cenário, vai se mostrando ter duas faces: ataca os comunistas chineses, para agradar Trump, mas, por baixo dos panos, sabe que não tem saída, senão ir fechando negócios com Jiping, falando, abertamente, que o futuro brasileiro está amarrado à China.

Muito provavelmente, diante de Jiping e Putin, Bolsonaro e os militares não terão outro discurso senão aceitar a nova geopolítica, dentro da qual o Brasil, com eles, desempenhará papel mais soberano do que junto com Trump, cuja política é a de exigir rendição total aos interesses de Tio Sam.

Certamente, os rumos geopolíticos, ao lado dos Brics, exigem nova relação do Brasil com os vizinhos latino-americanos, Argentina e  Venezuela, principalmente, com os quais Rússia e China se relacionam em obediência a um novo status quo, incompatível com a Doutrina Monroe, em que Tio Sam exige América para os americanos; Putin e Jiping criticarão o golpe de estado contra Evo Morales; Bolsonaro os contestará, para não contrariar Trump?

A força militar americana é uma certeza; mas a força econômica e financeira dos Estados Unidos, como demonstra a guerra comercial em curso, não é mais aquela Brastemp; diante da China e seus bancos de investimentos, respaldados por reservas de trilhões de dólares, Trump não pode fazer o que quer.

Lula, ultradireita?

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Judeu de fancaria

O jornalista, escritor e historiador judeu, Luis Mir, autor de “O paciente” e “Partido de Deus”, acusa-me de antissemita e me manda tomar no cu porque disse que lhe faltou coragem e caráter de verdadeiro judeu para publicar, no seu FB, resposta minha a uma controvérsia a partir de declaração dele de que a esquerda brasileira está na ultradireita.
Pedi-lhe que citasse alguém ultradireitista da esquerda, estava curioso.
Ele citou: “o encarcerado”.
Devolvi: “o imaginário não tem limite”.
Prosseguiu com a peroração já conhecida de que ocorreu na Petrobrás maior roubo da história mundial, durante governo do “encarcerado”, maior corrupto do mundo etc.
Não contestei a corrupção que se deu em governo de coalisão, nos moldes que se dá no Brasil desde inicio da Nova República.
Entre 94 e 2002, os mesmos partidos que se alinharam a Lula e Dilma, entre 2003 e 2014, estiveram ao lado do neoliberal enrustido FHC, agindo no limite da irresponsabilidade, como admitiram tucanos de alta plumagem, no processo de privatização das teles, da Usiminas, Siderúrgica Nacional e da Vale do Rio Doce, utilizando BNDES nas operações tenebrosas.
Nada mudou de 2016 até agora, com a volta do neoliberalismo, agora não mais com tucanos, mas com Bolsonaro/Guedes, na sequência do golpista Temer.
Ao contrário, intensificou o processo de corrupção.
O STF, ativo no processo do golpe neoliberal contra Dilma, autorizou venda de empresas estatais sem licitação, ao largo da lei.
Não é ele o guardião da Constituição?
Há corrupção maior do que essa, Sr. Luis Barroso, que capitaneou o processo?
Também, não se vê, nesse momento, o incorruptível presidente Bolsonaro obstruir a justiça para esconder provas que, teoricamente, o incriminaria no assassinado de Marielli?
Obstrução é ou não corrupção?
Assim, dizer, como faz Mir, que o maior corrupto do mundo, perigoso elemento de ultra-direita, é o “encarcerado” de Curitiba não passa de imaginação manipuladora irresponsável, a serviço do obscurantismo ideológico.
Depois que Intercep Brasil revelou transações de Moro e Dallagnol, na criação de armadilhas para pegar o “encarcerado” e inviabilizar sua candidatura, acabou-se o mistério.
A condenação ocorreu sem provas concretas, como já é sabido, aqui e além-mares, suscitando pressões de todos os lados para que o STF promova julgamento justo.
Não é corrupção moral a dos generais assessores de Bolsonaro pressionar juízes para não concederem ao “encarcerado” habeas corpus, ao qual já tem direito por lei?
Como, depois disso, acreditar que o “encarcerado” seja elemento de ultradireita, corrupto maior de todos os tempos etc?
No estado keynesiano, que dá as cartas no capitalismo desde o crash de 1929, argumentei com Mir, o gasto público, segundo o próprio Keynes, é necessariamente acompanhado de sobrepreço, super-faturamento, de modo a garantir lucratividade ampliada do capital como estratégia estatal para puxar demanda global.
Essa prática é antiga e implica, desde sempre, grossa corrupção.
César, para expandir Império Romano, marchava com a grana de Pompeu e Crasso, grandes banqueiros de Roma.
Os despojos eram divididos entre os generais, que corriam o risco da estratégia de dominação imperialista.
Os Borgias financiaram as cruzadas do Papa nas aberturas dos horizontes do Novo Mundo.
O estado, sempre ele, puxando demanda global, com dinheiro da banca.
Mesma coisa, sua majestade britânica: condecorava com ouro e títulos nobiliárquicos os piratas que ampliavam o poder imperial britânico da city.
Keynes disse a Roosevelt: “Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego –, salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos se INSENSIBILIZAREM para a preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força.”
Tio Sam e Wall Street, seguindo orientação de Keynes, jamais acreditaram em equilíbrio orçamentário; se tivessem caído na armadilha neoliberal, não seriam potência mundial.
O maior economista do século 20 sabia do óbvio: no âmago da macroeconomia capitalista está a guerra.
Os judeus, disse a Mir, armam-se com a grana de Tio Sam, para puxar a demanda capitalista, na tarefa de proteger o estado judaico contra seus adversários.
W. Bush protagonizou a guerra do Iraque e concedeu aos empreiteiros americanos, como Dick Cheyne, o direito de explorar petróleo iraquiano; agiu como imperador romano; Delfim Netto, no auge da ditadura, não negou fogo: “É preciso[o estado keynesiano] fazer chover nas cabeceiras, para a economia capitalista levantar voo.”
Todo esse processo de economia de guerra é encabeçado pelos interesses que movem a corrupção no centro do capitalismo global.
Não à toa, na terra de Tio Sam, a corrupção é legalizada pela lei do lobby.
Os falsos moralistas, que endeusam Moro e Luis Carlos Barroso, são, essencialmente, hipócritas, mais, alienados.
O império está em guerra contra o Brasil, para tomar dos brasileiros a Petrobrás, como Bush tomou o petróleo de Saddam Husseim.
Essa semana é decisiva.
É a economia de guerra, estúpido.
A Lavajato é mais do que pensam os ingênuos propagandistas da expansão imperialista, enquanto a guerra híbrida dos generais de Bolsonaro vai distraindo a população.
Mir não teve coragem de seguir a polêmica, quando disse que negava os verdadeiros judeus, como Marx, que não fogem da raia.
Entendeu que fui anti-semita.
Tenha paciência!
Ô Mir, vai estudar, antes de falar besteira.
Sou fã do maior judeu que a história produziu, o autor de O Capital.
Só é possível entender o capitalismo com o olho do capital, dizia o marxista Lauro Campos, autor de “A crise da ideologia keynesiana”(1980, Campus), e “A crise Completa – Economia Política do Não”(2012, Boitempo).
Judeu de fancaria, como você, tô dispensando.

Maluco fake produz guerra híbrida homeopática

Maluco, cê foi longe de mais. Quer me lascar?

Veneno de cobra contra veneno de cobra

Notícia bomba se combate com notícia bomba.

Homeopatia política bombástica.

A declaração bomba do deputado Eduardo Bolsonaro(PSL-SP) de que AI-5 pode voltar se esquerda se radicalizar, tenta anular notícia bomba que abalou o presidente Bolsonaro, no caso do assassinato da vereadora carioca do PSOL, Marielle Franco.

A notícia bomba da Globo de que um porteiro do condomínio onde mora o presidente, no Rio, citou-o, para responder ex-policial Élcio de Queiróz, acusado do assassinato da vereadora, que fora ao endereço presidencial hora antes do crime, supostamente, para falar com ele, causou tanto impacto e levantou tantas controvérsias que somente poderia ser suplantada por outra notícia bomba.

O filho do presidente cuidaria dessa tarefa, abalando o mundo político.

Pressões de todos os lados, levaram o parlamentar boquirroto a dizer que se excedeu, intempestivamente.

Conseguiu, no entanto, desviar a atenção da opinião pública, do assunto incômodo: assassinato de Marielle, no qual o nome do chefe do Planalto fora citado.

O porteiro, realizadas as investigações, a jato, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, teria se enganado, em suas informações ao ex-policial.

Ele não ligara para a casa 58, do presidente, mas para a casa 65, do assassino, Ronie Lessa, ex-policial, a quem Élcio Queiróz desejaria encontrar, concluiu o MP do RJ.

Confusão geral.

Já se diz, no meio do nevoeiro, que turva visões gerais, que não havia interfone na portaria, que a ligação se dera entre celulares.

Naquela hora, 17,10, quarta feira, 14 de março de 2018, dia do crime, o presidente não estava no Rio, mas em Brasília, na Câmara dos Deputados.

Exercia seu mandato, conforme registros da Casa.

Mas, se, realmente, inexiste interfone, se a ligação teria se dado entre celulares, o presidente poderia ser contatado pelo porteiro, tanto no Rio, como em Brasília.

Verdade ou mentira?

Cadê o porteiro, para dizer?

Questão a ser checada pelos investigadores.

Registros das comunicações, nesse sentido, inexistiriam, para que tal checagem se realizasse, como confirmam investigações até agora realizadas pelo MP-RJ.

Como saber a verdade, se ela escapa pelos dedos, qual óleo espalhado no mar?

Até saber se focinho de porco é ou não tomada, o melhor, segundo a teoria do despiste, é a homeopatia de tratar veneno de cobra – declaração do porteiro – com veneno de cobra – declaração de Eduardo Bolsonaro.

Felizmente, o pai presidente considerou viagem na maionese a declaração do filho deputado.

Porém, o braço direito do presidente, general chefe do serviço de informação do governo, Augusto Heleno, deu asas à vampiresca imaginação.

Declarou ser preciso saber como fazer, se tiver de aplicar novo AI-5, admitido pelo deputado bolsonarista.

Enquanto se desenvolve essa guerra híbrida homeopática de governo fake, que distrai a população, os liberais correm para fazer o serviço essencial: liquidar o estado social democrata para instaurar o estado ultraneoliberal, a fim de vender tudo na bacia das almas.

Maluqueza