Trump joga balde de água fria no golpe midiático americano contra Putin

Namoro explosivo

O tiro saiu pela culatra.

A grande mídia americana quis fazer crer que Trump e Putin iam se esmurrar em encontro explosivo em Helsinque.
Que nada.

Não dá mesmo para acreditar na grande mídia de Tio Sam, como disse o próprio Trump, durante campanha eleitoral.

status quo midiático queria o que aconteceria se Hilary fosse presidente, ou seja, ampliar frentes de guerra.

Trump prometeu o contrário: tempo de distensão nas relações Washington-Moscou.
Era tudo o que os falcões do Pentágono não queriam.

As expectativas criadas pelas tensões aumentam, claro, produção armamentista financiada pelo governo junto à banca internacional.
Guerras e finanças são irmãs gêmeas no processo de expansão imperial.

Trump veio com outro discurso.
Ampliar o nacionalismo protecionista.

O Jogo de Trump

Argumentou que o endividamento americano, bancado pela especulação financeira poderia implodir, levando o mundo a novo crash, mais potente que o de 2008.
Esse perigo, claro, é permanente no ambiente de guerra, plataforma eleitoral dos derrotados democratas de Hillary, interessados em manter pressão insuportável sobre Putin.

Ficaram dois discursos no ar.
Um, o de Trump, American First, protecionista, nacionalista, de enfrentamento comercial com os dois maiores concorrentes americanos: a União Europeia e a China.
Outro, de Hillary, intensificar a guerra, promover cerco total a Bashar Al Assad na Síria, chamar os russos para o pau, criar expectativas de ampliação de produção bélico espacial nuclear, dívida pública financiando tudo com consequências imprevisíveis.

Venceu Trump.
Derrotado, os democratas criaram o discurso de que Putin espionou os democratas para fortalecer os republicanos e garantir vitória de Trump.
Violação da soberania da América, algo imperdoável, que, se provado, produziria impeachment de Trump, caso não rompesse com a Rússia.

Veneno do Pentágono

Essa acusação reiterada envenenou as relações Putin-Trump desde as eleições com objetivo evidente de inviabiliza-las.
Claro, se se viabilizarem boas relações Estados Unidos-Rússia na linha de promoção comercial do interesse da política de Trump, para atrair russos, os negócios se ampliariam para os americanos no entender do chefe da Casa Branca, um negociante nato. Mas, atrapalharia os planos de guerras dos falcões do Pentágono.

Por trás da acusação de espionagem russa nos Estados Unidos, portanto, emergiu tentativa democrata de inviabilizar o governo do republicano Trump, empenhado, por sua vez, em evitar namoro chinês-russo, objetivando bombear novo cenário comercial com a Eurásia como foco.
Isso representaria derrota comercial americana, praticamente irreversível com reflexo em todo o século 21.

As intrigas cresceram extraordinariamente e chegaram ao ponto limite nas últimas semanas com os democratas americanos blefando que 12 agentes russos foram os principais espiões a serviço de Putin para favorecer vitória eleitoral de Trump.

No encontro de Helsinque, os dois chefes de Estado desfizeram as intrigas, para desespero do pessoal de Hillary.
Putin disse que a Rússia jamais espionou eleições americanas para tirar partido político.
Seu país, reiterou, não faria uma coisa dessa, politicamente explosiva como de fato tem se revelado a exploração louca do assunto pela grande mídia americana, na qual Trump não acredita.

Confiança Mútua

O titular da Casa Branca, por sua vez, disse ter acreditado nas palavras de Putin e condenou energicamente os intrigantes de Washington, interessados em envenenar relações Washington-Moscou. Trump jogou balde de água gelada nos democratas e deixou claro que o pessoal de Hillary tudo faz para atrapalhar seus planos de se dar bem com Putin.

Na prática, o presidente americano quer acelerar o que já disse que pretende fazer: tirar as tropas americanas da Síria, onde não conseguirá alcançar o que Hillary prometeu, se eleita, conquistar: derrubada de Bashar Al Assad.

Putin costurou aliança Rússia-Irã-Turquia, fortaleceu base militar na Síria, fez Israel cair na real de que seria fria tentar desestabilizar Assad, ao mesmo tempo em que botou pra correr mercenários terroristas financiados pela Otan-Pentágono-Israel-Inglaterra.

Ficou claro o tipo de tratamento dado por Trump aos “líderes” ocidentais e ao líder Putin.
Para o líder russo, reverência total dado poder de fogo da Rússia, cada vez mais próxima da China, enquanto mantém condição de superpotência nuclear.

Para os líderes da União Europeia, desprezo.

Guerra Comercial em cena

Considerou União Europeia inimiga dos Estados Unidos por tentar se impor ao mercado americano, ao mesmo tempo em que se nega a enfiar a mão no bolso para financiar a Otan, deixando essa tarefa para Washington. Ao mesmo tempo, em Londres, Trump sugeriu à primeira ministra May processar a União Europeia por tentar enquadrar a Inglaterra em programa econômico neoliberal na linha de Berlim.

Para ele, a máxima de Merkel é impor arrocho neoliberal aos aliados, enquanto busca nos Estados Unidos facilidades para exportar manufaturas industriais no mercado de Tio Sam.
Trump tratou os europeus como capachos.
Quer, na prática, vender para eles gás de xisto, mais caro do que o que eles compram o gás de petróleo da Rússia. Não alcança sucesso, afinal os europeus não são burros de se chocarem tão bruscamente com os russos, dos quais dependem.

A complexidade das relações comerciais se intensifica com a impossibilidade de Tio Sam derrubar a China, que, ao lado da Rússia, impõe-se sobre a União Europeia atraindo-o para os planos da expansão eurasiática, quanto mais para ela vai sendo fechado o mercado americano.

Nesse contexto, Trump certamente não pode falar grosso, nem com Putin, nem com Jiping, como falou para os “liderecos” europeus, humilhando-os.

O contexto é contraditório e explosivo, quando o líder americano tenta taxar importações chinesas sobre volume comercial na casa dos 200 bilhões de dólares, sofrendo em contrapartida, retaliações na OMC.

Vai-se, portanto, confirmando a previsão de Marx de que o capitalismo, em sua fase de estresse global, acelera seu próprio desajuste estrutural final em forma de guerra comercial.

Extroversão mental lulista desperta o ódio psicanalítico no superego tupiniquim elitista

– OLHA, FREUD, É FODA. O BRASIL, COMO DIZIA O TOM JOBIM, NÃO É PARA AMADORES.
Diante de Lula, o superego conservador reacionário da elite tupiniquim vira-lata não consegue domar o seu “id”, reprimir seus instintos primitivos brutais, com base nos valores morais e culturais. O medo explode em ódio na emergência do que ele representa como mudança histórica.

Só Freud explica

Certa vez, ouvi de coleguinha, muito conceituado, da grande mídia, em cobertura de Lula na Europa, que sentiu vergonha diante da extroversão do ex-presidente, em entrevista coletiva, frente aos colegas, com os quais se reuniu, em evento internacional.

“Eu disse pro Bush que…”, “Eu falei com o Sarkozi …”, “Lembrei prá Merkel…”, “Reclamei pru Berluscolini…”, “Destaquei para o Tony Blair…” etc – temas relacionados às questões internacionais daquele momento.

O desembaraço lulista incomodou extraordinariamente o repórter, filho de oligarquia decadente nordestina, que, como toda oligarquia, na periferia capitalista, rende-se ao capitalismo cêntrico, desde sempre, em termos formais, com a excessiva reverência conhecida dos vira-latas.

Sabem ser obedientes, subservientes – como aquele tucano que tirou o sapato, para entrar no País de Tio Sam –, na condição de oligarcas subdesenvolvidos, sócios menores dos impérios, na prática da corretagem do patrimônio nacional, de forma sistemática, sangrando a bolsa popular.

Egoismo subdesenvolvido

São ligados aos próprios interesses individuais, em primeiro lugar, lixando-se, claro, para o caráter de classe, da sua condição de parte do coletivo social, atuando como sabujos do poder econômico imperial globalizado.

Naturalmente, desinibido, consciente do seu valor, Lula despertou ódios inconscientes.

Não se permite, culturalmente, no ambiente do superego oligárquico, a desibinição do pobre no ambiente do rico.

Escândalo, desrespeito.

Lula não se sentiu na obrigação de flexionar a espinha dorsal diante dos poderosos, como ocorreu, agora, com Temer, frente ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, mesmo estando em casa.

Imagine lá fora!

O inconsciente subdesenvolvido não se expressou no pernambucano de Garanhuns, porque se sentiu legitimado como fruto de democracia popular.

Tratou seus pares como iguais a si, do ponto de vista político.

Obama, por isso, reverenciou-o: “Esse é o cara.”

Era para despertar orgulho e satisfação e não vergonha em seus compatriotas elitizados.

Luta de classe

O posicionamento de Lula se explica, sobretudo, pelo caráter de classe social a que pertence, como homem de raízes populares, comprometido com demandas delas, não com as das oligarquias.

Mostrou-se, naturalmente, empoderado, politicamente, pela sua própria legitimidade política, cultural, histórica.

Eleito pelo povo, em meio à debacle neoliberal tucana fernandina(1994-2002), durante a qual o Brasil teve que se ajoelhar ao FMI, pedindo socorro, devido às barbeiragens econômicas expressas no populismo cambial desindustrializante, para combater inflação, expandindo, incontrolavelmente, dívida pública, Lula teve outro comportamento.

Sua postura irritou as oligarquias subservientes e a classe média conservadora manipulada por elas por meio de mídia oligopolizada, serviçal dos interesses externos.

A altivez lulista tornou-se insuportável a essa gente depois que ele liquidou dívida de 41 bilhões de dólares ao FMI, herdada de FHC, dispondo, em seguida, de recursos para emprestar 20 milhões de dólares  ao Fundo, do qual escapara, deixando de cumprir sua terapia neoliberal.

Audácia.

Repetiu gesto de JK, que dispensou conselho do FMI, irritado com sua decisão de construir Brasília, para promover integração do território nacional e alavancar desenvolvimentismo juscelinista-varguista.

O ápice da irritação oligárquica anti-lulista ocorreu quando desconsiderou terapia ultra-neoliberalizante, ditada pelo Fundo, logo depois da bancarrota neoliberal de 2008.

Empoderamento político

Combateu o crash global com desenvolvimento.

Colocou os bancos públicos para emprestar à produção e ao consumo; valorizou salários; fortaleceu programas distributivos de renda aos mais pobres, como bolsa família; promoveu programas de inserção destes ao ensino universitário; ampliou ofertas de bolsas de estudo para aqueles que nunca puderam estudar, aqui e no exterior; criou programas desenvolvimentistas como Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Farmácia Popular, Mais Médicos etc.

Inverteu, na cabeça dos pobres, o conceito de gasto público, conscientizando-os de que gastar no social não é despesa, é investimento que bombeia arrecadação aos cofres do governo, gerando mais investimentos.

Fortaleceu mercado interno, bombando capitalismo keynesiano, que fez a alegria da classe empresarial, consciente de que seu negócio requer existência de consumidores, sem os quais desenvolvimento não se realiza.

Lula, sobretudo, exercitou lição prática/didática de economia.

Demonstrou à população que a riqueza nasce do silogismo: consumo, produção, distribuição, circulação, arrecadação e investimento.

Em cada fase da circulação do dinheiro, principal mercadoria, no capitalismo, obtém-se o óbvio, arrecadação, sem a qual inexiste investimento.

Pela primeira vez, na história, o Brasil, com Lula, viveu o capitalismo com relativa distribuição de renda, à moda social democrata.

Incorporou, ao sistema, o consumo, cuja insuficiência, como diz Marx, é a mãe das crises de sobreacumulação, que levam às deflações, subconsumismo etc.

Excetuando o nacionalista Getúlio, que priorizou o social, com legislação moderna e valorização dos salários, nenhum outro presidente tinha colocado o consumo como essencial à reprodução do capital.

JK alavancou desenvolvimento sem distribuir renda; os militares, com a teoria de Delfim, de, primeiro, acumular, para depois distribuir, idem; FHC fez pior, submetendo-se ao consenso de Washinton, repetido, hoje, desastrosamente, por Temer e cia ltda.

O lulopetismo nacionalista criou 41 milhões de novos consumidores e se ergueu como força política imbatível.

Golpe preventivo

Só caiu por meio de golpe parlamentar, jurídico, midiático, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos, apoiado por Washington.

Entrou no seu lugar presidente ilegítimo, que voltou com a receita fernandina do FMI de 2003-2012, com resultado desastroso.

É o que demonstra a impopularidade crescente do governo golpista, rejeitado por mais de 90% da população, um horror, inviável, eleitoralmente.

Os golpistas, como o momento histórico demonstra, fazem de tudo para evitar que Lula, aos 72 anos, volte ao poder pelo voto popular.

Lançam mão de todas as armas disponíveis, para mantê-lo preso, sem culpa formalizada, salvo suposições, conforme teoria jurídica nazista do domínio do fato.

Valem pressões militares dissimuladas e, especialmente, manobras jurídicas, culminando, agora, com proibição, até mesmo, de manifestação do candidato, monstruosidade anti-democrática.

O retorno de Lula é motivo de pânico para as oligarquias.

Elas sabem que ele representa imediato empoderamento político popular em decorrência do que já promete promover, se for eleito: convocação de nova Constituinte, da qual emergiria democratização do poder, isto é, remoção deste da própria oligarquia.

O medo e o ódio vêm daí.

 

Bossa Nova 60

Desafio dos candidatos: defender direito de Lula se expressar se desejarem se viabilizar

HÁ, HÁ, HÁ
Candidato pela (in)justiça silenciado condenado a sucesso inusitado

As pesquisas mostram que Lula, sozinho, acumula mais apoio(33%) do que, praticamente, todos candidatos juntos(36%), segundo o Ibope.

Barbada, no primeiro turno, se ele disputar, se ele falar, o que, até isso, agora, está proibido.

Sobretudo, o processo político eleitoral enfrenta o dilema da democracia estuprada por judiciário politizado a serviço de interesses antidemocráticos, expressos nas manobras protelatórias, quanto a aprovar ou não habeas corpus pela liberdade do ex-presidente.

Nesse sentido, o próprio judiciário se rachou em múltiplas formas contraditórias, sabendo ser o direito, não uma ciência exata, mas multifacetada, capaz de abrigar várias versões sobre um mesmo fato.

Especialmente, isso se dá, de forma acachapante, quanto tal fato não tem, para comprovar sua existência, prova cabal, registrada em cartório, como é o caso do tríplex do Guarujá, que Moro e seus seguidores insistem em afirmar ser propriedade do ex-presidente.

O juiz de Curitiba transformou-se, agora, em chacota internacional.

Emergiu como maior escândalo, nesse momento, a manifestação explícita do judiciário tupiniquim, completamente, desmoralizado, em cercear liberdade de opinião a um candidato à disputa eleitoral.

Todos podem falar o que bem desejar, menos Lula.

Condenado sem sentença tramitada em julgado, como exige a Constituição, ele se encontra ilegalmente preso, preventivamente, proibido, a partir dessa semana, por juíza da republiqueta jurídica curitibana, de falar, de dar entrevista, de ser questionado etc.

Pode falar o que quiser sobre ele, menos ouvir dele a sua própria versão.

Monstruosidade antidemocrática.

Jamais, pelo que se conhece, aconteceu isso na civilização, salvo nas masmorras fascistas, onde dominam a teoria do domínio do fato, importada pelos juízes de terra brazilis.

Tentam fazer crer que não constitui fato jurídico novo a condição de Lula pré-candidato, como argumento capaz de produzir para ele habeas corpus salvacionista.

Mas, não é essa a questão essencial.

O fundamental é a censura à opinião de um candidato em disputa eleitoral.

Nem a ditadura agiu dessa forma.

Os militares, num determinado momento da obscuridade ditatorial, já saindo por uma luz no fim do túnel, durante a precária abertura política, permitiram campanha eleitoral sem a voz dos candidatos.

Apenas, aparecia, na telinha, o retrato deles/delas, com nome, inscrição e partido.

Grotesco.

Pelo menos, valia para todos.

Não ocorria seletividade.

O que se verifica, dessa vez, como fruto bastardo do golpe de 2016, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos, é a seletividade politicamente assassina.

HÁ, HÁ, HÁ
Defender Lula para ganhar voto

Todos poderão falar, menos um, o favorito absoluto nas pesquisas de opinião, Lula.

Mantê-lo em silêncio é objetivo dos golpistas, custe o que custar.

No entanto, o preço que estão tendo que pagar por essa atitude fascista é desconcertante e cômico, se não fosse trágico.

Todos os que estão falando vão se vendo, incomodamente, na obrigação de defender direito do candidato condenado ao silencio de falar, sob pena se contradizerem, correndo risco de perderem votos.

É o que passou a fazer, por exemplo, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, senador pelo PRN, de Alagoas.

Incômodo terrível para os que disputam, pois, se não falarem nada sobre o absurdo evidente, do qual, absurdamente, existem, ainda, defensores, estarão compactuando com a ditatura jurídica.

Nesse sentido, a mancada mais braba está sendo cometida por Ciro Gomes, fantasia de centro-esquerda, candidato do PDT, sem falar em Geraldo Alckmim, PSDB, de centro-direita.

Diante do ataque jurídico ao desembargador Favreto, por ter concedido liberdade ao ex-presidente, mediante argumento de que está com sua liberdade cerceada, Ciro perdeu oportunidade de alavancar sua candidatura, ao não fazer o que Collor, agora, faz.

Excluindo os candidatos de esquerda(Boulos, Manuela e Lula, claro), os demais, direita, extrema direita e centro direita, como Alckmim, mais Marina, Rede; Bolsonaro, PSC; Álvaro Dias, Prós e outros penduricalhos, ficam em sinuca de bico.

Veem-se obrigados a defender a essência democrática, que se constitui na liberdade de ter opinião, a favor ou contra etc, na disputa eleitoral.

É questão suprapartidária, elementar, do jogo democrático.

Caso contrário, serão taxados, pelos seus potenciais eleitores, de omissos.

O hilário, nisso tudo, é que o candidato forçadamente silenciado pela (in)justiça mostra-se, cada vez mais, imbatível, quanto mais estiver proibido de manifestar-se.

O temor dos adversários vai virando, sempre, a próxima pesquisa eleitoral.

Sai de baixo.

Globo tenta anular militares nacionalistas contra o desmonte neoliberal de Tio Sam

Criminalizar Geisel

1 – A Globo, porta voz do império americano, faz qualquer coisa para desgastar militares nacionalistas contrários ao desmonte neoliberal que o governo Temer, fantoche de Washington, promove, de forma acelerada.

2 – De repente, a família Marinho se empenha, desesperadamente, em criminalizar, especialmente, o governo Geisel(1974-1979), que incomodou muito os Estados Unidos, com seu nacionalismo econômico.

3 – Primeiro, ela divulgou documento da CIA dizendo que Geisel concordara com a política de perseguição implacável do governo Medici(1969-1974), de exterminar adversários do regime.

4 – Estranho, porque Geisel iniciou seu governo propondo abertura política, algo incompatível com extermínio de adversários.

5 – O documento da CIA diz que Geisel reiterou estratégia dos radicais do regime, de continuar torturando e matando os adversários, embora, diante da solicitação dos linhas-duras, tenha pedido tempo para analisar a questão.

6 – Contraditoriamente, no entanto, Wernon Walter, homem da CIA, na América do Sul, na ocasião, encaminhou ao Departamento de Estado americano reclamação de que Geisel era o principal obstáculo à continuidade da radicalização contra os adversários da ditadura.

7 – Em que acreditar: no documento da CIA, de agora, de que Geisel mandou matar, ou no despacho de Walter de que o general presidente era contra tal determinação?

8 – Por que detonar Geisel, símbolo do nacionalismo militar brasileiro, nesse momento, senão para evitar manifestações nacionalistas nas Forças Armadas contra desmonte neoliberal Temer/Washington, especialmente, de empresas caras aos militares, como Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás e Embraer?

9 – Segundo, a Globo volta, nessa semana, a detonar, indiretamente, Geisel, ao divulgar, no JN, que a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), controlada por Washington, condenou o estado brasileiro[governado por Geisel] pela morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, durante a ditadura militar.

10 – A morte de Herzog levou Geisel a dar uma limpa nos calabouços da ditadura, demitindo militares, que se opunham à abertura política que empreendia.

Afastar Brasil dos BRICs

11 – O general presidente, sim, estava sob pressão do governo Jimmy Carter – e sua política fake News de direitos humanos – mas, não abriu mão de fechar acordo nuclear com Alemanha, irritando, com isso, os falcões do Pentágono.

12 – O objetivo maior dos militares nacionalistas brasileiros era alcançar o ciclo completo do combustível nuclear pela indústria nacional de defesa, que, como acontece nos países capitalistas desenvolvidos, protege soberania nacional e alavanca vanguardas tecnológicas, utilizadas em, praticamente, todas cadeias produtivas, no sistema capitalista, elevando produtividade geral da economia.

13 – Geisel, portanto, virou demônio para Washington, a partir do momento em que se empenhou, em 1975, na construção de plano nacional de defesa e estratégia de defesa nacional, aprovados, finalmente, em 2005 e 2007, durante governos Lula e Dilma.

14 – Eis porque Washington faz ligação direta entre Geisel e Lula-Dilma, já que os três potencializaram, keynesianamente, o desenvolvimentismo nacionalista, algo considerado inaceitável pelo império em terras sul-americanas, vistas, pelos gringos, como quintal de Tio Sam.

15 – Washington não está sossegado com o ambiente militar nacionalista brasileiro, reagente ao entreguismo neoliberal de Temer e cia ltda, razão pela qual criminalizar o assassino Geisel, histórico líder nacionalista, virou objetivo de seu porta-voz essencial, no Brasil, a Rede Globo.

16 – Geisel-Lula-Dilma nacionalista está na raiz da aproximação do Brasil dos chineses e russos, na construção dos BRICs, visão multilateralista, em contraposição ao unilateralismo neoliberal washingtoniano, na tarefa de construção de nova divisão internacional do trabalho, opção à dominação financeira global pelo dólar, desde o acordo de Bretton Woods, em 1944.

17 – O golpe neoliberal de 2016, articulado por Washington, tira o Brasil dos BRICs e o coloca na órbita de Washington, configurando vitória política geoestratégica de Tio Sam.

18 – Na sequência, o desmonte neoliberal.

19 – Estão indo para o sal, as estatais que os militares nacionalistas construíram, desde Getúlio Vargas: Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás, Embraer e bancos públicos, como BNDES, ao lado do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, todos estruturantes do desenvolvimento nacional.

20 – O golpe neoliberal em Lula e Dilma é, igualmente, golpe nos militares nacionalistas, agora, preocupados com possibilidade de verem ir para o buraco o que ajudaram a construir, ao lado de outras pepitas de ouro, como a Amazônia, a base de lançamento de foguetes de Alcântara, enquanto Tio Sam faz tremenda pressão para o governo neoliberal Temer apoiar invasão americana da Venezuela, para tomar seu petróleo.

Bye bye agronegócio

21 – No momento, Washington cuida, também, de levar o Brasil ao alinhamento com a OTAN, que contrapõe-se à estratégia dos BRICs e da Organização para a Cooperação de Shangai, operadora da montagem geopolítica estratégica de construção da Eurásia, nova fronteira do desenvolvimento global.

22 – Certamente, um dos grandes atrativos que a OTAN oferece aos militares brasileiros e da América do Sul – já está fazendo isso com Colômbia – é a substancial melhora na qualidade de vida deles.

23 – Alinhados à OTAN, teriam salários fabulosos, preço para deixarem nacionalismo de lado e sonho eurasiano, asiático, muito mais atrativo, por exemplo, aos exportadores brasileiros.

24 – O golpe de 2016 alinha-se o Brasil a Washington, sempre na condição de sócio menor, subserviente, mas não é bom negócio, especialmente, para o agronegócio, hoje, responsável por puxar o PIB nacional.

25 – O mercado para os produtos agrícolas brasileiros é, certamente, a China e Ásia, e não Estados Unidos, cujo agronegócio compete com o agronegócio nacional.

26 – Por isso, não é à toa que Washington, dando, agora, as cartas na Petrobrás, como se viu na política de preços suicida de Pedro Parente, impõe nova lógica à estatal petrolífera: exportar óleo cru e importar refinados, enquanto desarticula investimentos nas refinarias nacionais.

27 – Com preços internacionais das commodities agrícolas, principalmente, soja e milho, impactados pelo custo elevado do diesel e dos refinados importados, o agronegócio nacional perde competitividade para o agronegócio americano, no ambiente da guerra comercial China-EUA.

28 – Tomar conta da Petrobrás, submetendo-lhe à vontade de Washington, é fragilizar, consequentemente, o agronegócio brasileiro.

29 – Soma-se a isso o congelamento de gastos públicos, por vinte anos, como principal estratégia macroeconômica, em nome do ajuste fiscal neoliberal, que reduz renda disponível para o consumo, e tem-se a paralisia crescente da economia, que se verifica nesse momento.

30 – Nesse contexto, tem que ser anulada eventual resistência militar nacionalista contra o neoliberalismo militante de Temer/Washington, razão pela qual detonar o simbolismo nacionalista Geisel e seu sonho de construir Brasil Potência torna-se objetivo fundamental, tarefa na qual se empenha a Rede Globo.

Bancarrota financeira neoliberal de Temer joga banqueiros nos braços de Lula

PESQUISA IBOPE SINALIZA LULA SEGURANÇA DA GOVERNABILIDADE
A volatilidade incontrolável da economia, em meio ao caos neoliberal e financeiro do Ponte para o Futuro, de Temer/Washington, balança banqueiros para a defesa de Lula livre, como sobrevivência deles. Afinal, sem Lula, no páreo eleitoral, ganha a abstenção e prossegue o perigo de governabilidade que leva à convulsão social e aos calotes, maior pavor do mercado financeiro. Pesquisa Ibope, divulgada hoje, dá Lula com 33% e todos os candidatos juntos, 36%. Barbada. Cai expectativa de candidato de Plano B e sua incerta capacidade de governança. Banca pula fora. Afinal, Plano B envolve a direita que quer se salvar na garupa da esquerda. Esquerda vai aceitar a desmoralização de carregar o próprio veneno eleitoral, já que a direita, no governo, PMDB/PSDB/TEMER/WASHINGTON, não tem nenhum apoio popular e perdeu capacidade de governar. Esquerda toparia abraço de afogado?

Derrocada neoliberal

A derrocada do modelo neoliberal Ponte para o Futuro de Temer/Washington começou a apavorar os banqueiros, na Febraban, predispondo-os ao apoio a Lula, única arma capaz de estabilizar o caos econômico, social e político, com greve geral contra escalada do desemprego e da violência, como aconteceu, essa semana, na Argentina.

O modelo baseado no congelamento dos gastos públicos sociais, enquanto ficam descongelados os gastos especulativos, estressou geral a economia.

O modelo implodiu na Argentina deixou a banca de cabelo em pé.

País parado para protestar contra orientação de Washington/FMI.

O pior que os banqueiros estão prevendo é calote decorrente de desestruturação das cadeias produtivas internas, com a desnacionalização econômica.

A transferência das decisões da Petrobrás, para Washington, orientadas pelo mercado financeiro especulativo, com o dólar e com o petróleo, produz essa desarticulação econômica, de forma generalizada, visto ser a empresa estruturante do desenvolvimento nacional.

O mercado lê o futuro: cadeias produtivas desmoronando em meio à estratégia neoliberal de congelamento de gastos públicos sociais por vinte anos.

Já são 13 milhões de desempregados e mais de 30 milhões de desocupados, tensão social total com economia parada, banqueiros em polvorosa com possibilidade de quebradeira, com aprofundamento da especulação cambial.

Retrocesso histórico

O Brasil volta a ser exportador de matérias primas(óleo cru) e importador de produtos refinados.

Com bancarrota das cadeias produtivas do petróleo, que puxa a economia, e o congelamento dos gastos públicos, que inviabilizam investimentos e formação de expectativas econômicas, a economia brasileira virou perigo para os investidores.

O mercado internacional, dominado pelos fundos de investimentos, recomendam sair do Brasil.

Eles veem pela frente convulsões sociais, greves, quebradeiras econômicas e financeiras que levam aos calotes.

Nesse contexto, os candidatos que estão disputando eleições, salvo Lula, não são capazes de segurar o tranco da desestabilização econômica, que levariam aos radicalismos políticos.

Até o momento, os banqueiros tentavam uma aliança escalafobética entre centro-direita, PSDB-PMDB, que deu o golpe, com  com centro-esquerda, representada por alguém que seria, teoricamente, Plano B ao Lula, sem Lula na disputa.

Porém, estão chegando à conclusão que candidato eleito por Plano B em meio à bancarrota neoliberal não garante governabilidade.

Sem Lula, vence eleição abstenção, como mostrou eleição em Tocantins.

Pintaria segundo turno com Bolsonaro, ultra direita, com possivelmente alguém que seria indicado por Lula, mas sem a garantia de governabilidade que Lula representaria.

A instabilidade econômica incontrolável continuaria, com Brasil se transformando em campo de caça dos abutres, aprofundando crise cambial.

O espectro da Argentina invadiu a Febraban.

Lula é o equilíbrio que os banqueiros passaram a querer.

Ganharam muito dinheiro com Lula e Dilma e não tiveram que enfrentar terremotos cambiais, gerados pelo neoliberalismo ditado por Washington.

O Banco Central, no desgoverno neoliberal Temer, não está sendo capaz de segurar dólar com swaps.

Lança, agora, mão das reservas cambiais, que levantam radicalismos políticos, no Congresso.

Quem tem cu tem medo

Lewandowsk proibiu governo de vender patrimônio do povo sem apoio do Congresso.

As reservas cambiais de 380 bilhões de dólares são ou não são patrimônio do povo?

Não mereceria o mesmo tratamento?

Ou seja, usar reservas é sinal de aprofundamento da crise financeira neoliberal que desarma todas as expectativas positivas, disseminando instabilidade e medo dos banqueiros.

Quem tem cu, tem medo.

Portanto, não falou besteira a candidata do PT, no Rio de Janeiro, Márcia Tiburi, que discursou a favor do cu, que tem de ser, segundo ela, valorizado, como valor material e espiritual etc.

Os bancos estão com medo da quebradeira e das consequências: desemprego, desinvestimento, instabilidades sociais, aumento da violência…

Vale dizer, a pinguela – Ponte para o Futuro – rompeu, como já sabia que ia romper o cínico FHC, que deu apoio, apenas, de conveniência, ao jogo neoliberal especulativo antinacional.

Os banqueiros, com o cu não mão, tendem a apoiar Lula, com quem se deram muito bem, sem perigo de bancarrota.