Prepotente e orgulhoso, como a Globo

DERROCADA DA FALSA UBIQUIDADE
Arrogância e prepotência cultivada no oligopólio midiático conservador golpista da Rede Globo subiu à cabeça do brilhante profissional

VERDADE ESCONDIDA

William Waack denota, em “Não sou racista, minha obra prova”, na Folha de São Paulo, ser orgulhoso, prepotente e vaidoso.

Não fala do fundo da alma para explicar o que fez de odioso e errado e, com isso, redimir-se, pedindo desculpas.

Foge, utilizando desculpas esfarrapadas, como vítima de uma conjuração silenciosamente arquiteta pelos adversários.

Ataca indiretamente a Globo.

Cospe no prato em que comeu, dizendo ser ela prisioneira das redes sociais, capando sua ousadia, para voos mais altos.

Não fez nada disso, enquanto lá esteve, conduzindo programa de entrevistas, reduzindo-se ao figurino do patrão

Não tem humildade alguma, como destaca Paulo Moreira Leite.

Para se defender, recorre à opinião alheia(Glória Maria, repórter, e Carmem Lúcia, ministra, presidente do STF), quanto ao comentário fatídico, “seu merda…, isso é coisa de preto.”, caracterizando-o como piada de português.

Teria sido mera piada?

PIADA DE MAL GOSTO 

Não se pode separar William Waack do seu ex-habitat profissional, Rede Globo, para analisar seu deslize fatal, relativamente, ao racismo que praticou.

Ele objetivou fazer piada, naquele momento de tensão, de gravação de entrevista/comentário político com o jornalista/lobista, Paulo Sotero, sobre resultado da eleição americana, contrário, aliás, aos interesses da Globo, aliada de Hillary Clinton e do staff imperial por trás dela, na disputa eleitoral?

Ou produziu desabafo irado, nada engraçado, como, de fato, ocorreu: “Seu merda…”?

Seu estado de espírito, claramente, era outro.

Mais lógico supor que carregava em si, consciente ou inconscientemente, descontentamento, quanto ao fato objeto da notícia, a derrota do Partido Democrata, defendido, amplamente, pela mídia conservadora americana, à qual se alinha ideologicamente a Globo.

Intelectualmente, desonesto, não faz, no seu artigo, julgamento rigoroso de si.

Embalado pelo grande prestígio que alcançou como profissional de comunicação, a conferir-lhe áurea de autossuficiente, mostra-se incapaz de ser humilde, atributo e conquista humana suprema.

Orgulhoso, procura construir narrativa sobre sua própria trajetória profissional, fugindo do essencial, tomado, como se mostra, de sensação de ubiquidade.

Tenta separar-se, enquanto personalidade, amplamente, projetada pelo poder midiático oligopolizado conservador, desse mesmo poder, com o qual, no entanto, se identifica(va), ideologicamente, conscientemente.

LIXO TÓXICO 

O problema é que o oligopólio midiático brasileiro se tornou lixo tóxico, que lança toxinas capazes de produzir doenças degenerativa mentais em forma de ideologia arrogante, alienadora.

O objetivo, invariavelmente, é tentar inverter valores morais, sociais, econômicos etc, para se estabelecer como verdade, verdade oligopolizada, pretensamente, absoluta.

O ser humano, dominado por essa intoxicação, vira xerox do oligopólio midiático, conservador, preconceituoso: não pensa por si mesmo, criticamente.

Analogamente, lixo tóxico midiático é como lixo super-tóxico que se deposita no intestino grosso em decorrência de ingestão de alimentos inadequados e mal mastigados, a produzir fermentação, toxinas e, consequente, febre intestinal.

Eleva temperatura do corpo, cujas consequências, segundo médicos naturopatas, são destruição do fígado e da vesícula biliar, concorrendo para produção de doenças degenerativas(cânceres, Alzheimer, Parkson etc).

Waack, tal como a Globo, produto de conjuntura, no meio da qual se realiza, profissionalmente, acabou virando, também, lixo tóxico global oligopolizado.

No Globonews Painel, que comandava, intoxicava o telespectador, à moda Globo.

Três eram seus convidados para debater situação nacional e internacional.

Três opiniões, sempre, absolutamente, convergentes.

Nenhum contraditório.

Não cumpria o mandamento número um do jornalismo: ouvir os dois lados da notícia.

Jamais tomava a realidade como ela é, dual, interativa, dialética, contraditória, a evoluir mediante contradição, negação.

NARCISTA EMPEDERNIDO 

Waack emergia, em meio às “certezas” exaladas pelos pontos de vistas absolutistas convergentes dos seus convidados, convicto de suas observações intercaladas de comentários, recheados de elogios a si mesmo, como comentarista internacional.

Puro narciso.

Como cultivar humildade, no ambiente da prepotência vaidosa?

Demonizava o que, pejorativamente, denomina populistas e patrimonialistas, desdenhando, especialmente, os sul-americanos.

Trotski, exilado no México, disse que o fenômeno populista latino-americano decorria da fragilidade dos partidos políticos.

O povo, explorado, sofrido, diante dessa fragilidade político partidária em democracias conduzidas por impérios coloniais, identificava, para além dos partidos, o líder que fala sua língua: Getúlio, Peron, Cárdenas, Chavez, Lula etc.

Em 1955, em Bandung, Indonésia, Perón defendeu “Tercera Posicion”, nem capitalismo nem comunismo, mas um sulamericanismo integracionista, como diz primeiro capítulo da Constituição brasileira.

Pecado mortal, no quintal dos Estados Unidos.

Intelectualmente, William Waack, é, como muitos, fruto da USP, construída, segundo Jessé Sousa, em “A elite do atraso – Da escravidão à Lava Jato”, para destruir Getúlio e o populismo.

Waack e seus correlatos combatem o populismo e o patrimonialismo, para demonizar a vontade popular.

São arredios a encarar as raízes do problema nacional, a escravidão, como formação do real concreto em movimento de negação dialética, como destaca Jessé.

Preferem se ater ao brasileiro cordial, distante da luta de classe, na linha conservadora determinada pela visão estabelecida, em “Raízes do Brasil”, por Sérgio Buarque de Holanda, ao qual se alinha tanta gente, entre outros, o sociólogo presidente FHC, servil ao Consenso de Washington.

RACISMO CONGÊNITO

A Rede Globo, na qual frutificou o brilhante conservador William, jornalista e cientista político uspiano, suprassumo da equipe global, é, embora diga o contrário, profundamente, racista.

Onde está a novela, cujo protagonista principal tenha sido, ou seja, um negro?

A Globo não é coisa de preto, nunca foi e está condenada a nunca ser.

Nos programas informativos, conta-se nos dedos, os profissionais negros, em posição de destaque, ao contrário do que se vê na TV americana, país onde tem tanto negro como no Brasil.

Alguém viu correspondente internacional negro na Globo?

Alguém viu, com regularidade, convidado negro ser entrevistado por Waack?

Qual a expressão cultural máxima brasileira, nacionalmente assimilada, comandada, em sua maioria, por negros e pobres?

Claro, o samba e o choro.

Cadê programa, na grade global semanal, a dedicar-se sobre o tema, como algo essencial, para fortalecer as raízes culturais do povo brasileiro?

A Globo não deixa a luta de classes, motor da história, fluir com naturalidade.

Pelo contrário.

FRUTO DE GOLPE MILITAR

As organizações Globo nasceram com o golpe militar de 1964, financiado pelos americanos.

Roberto Marinho, cafuzo da gema, que passava talco para ficar esbranquiçado, posicionou-se contra Castelo Branco, disposto, politicamente, a marcar eleições presidencial e parlamentares, em 1965.

Apelou ao Departamento de Estado americano, em comunicação conhecida, contra determinação castelista, democrática.

Aliou-se a Tio Sam, como aliam-se a ele, hoje, contra a democracia, o judiciário e a PGR, na promoção da Operação Lavajato, com objetivos escusos, para detonar economia e a Constituição democrática de 1988.

Roberto Marinho queria a continuidade do golpe.

Afinal, a democracia impediria a construção, com apoio dos americanos e militares golpistas, da oligopolização midiática  imperiosa.

A Globo é, aparentemente, brasileira; essencialmente, é americana.

É só falar em democratização dos meios de comunicação, no Brasil, que, imediatamente, os globistas, como Waack, etc e tal, reagem: isso é populismo, patrimonialismo etc.

Waack esteve, profissionalmente, seguindo linha oligopólica midiática golpista, para detonar presidenta eleita com 54 milhões de votos.

AGENTE DA CIA? 

Competente, extrovertido, brilhante, super-informado, conservador, reacionário, acusado por Wikileaks agente da CIA, era o melhor quadro da Globo.

Aparentemente, antirracista, no comando do seu programa antijornalístico, embalava, sem o devido contraditório, falsas verdades neoliberais, cujas consequências ampliavam visões racistas, no plano político, econômico e social.

A direção da Globo, certamente, lamentou demitir o profissional exemplar, refém da sua alienadora linha editorial.

Quando Waack diz que sua obra desmente sua condição de racista, equivoca-se: o conteúdo do seu profissionalismo extraído nas determinações do oligopólio midiático, diz outra coisa, justamente, o que tenta negar.

Não percebe seu inconsciente comprometido com o conteúdo racista exercido pela Globo, onde se contaminou.

Demitido por racismo, fora da Globo, inteligente como é, fará reflexões.

Porém, seu artigo demonstra estar, ainda, cheio de ódio, orgulho machucado, ressentimento, convencido da incerteza do seu erro.

Sair da Globo pode lhe fazer bem, permitindo-o iniciar processo de desintoxicação ideológica.

Boa sorte, colega.

Desalento do cinismo neoliberal fracassado

O DESALENTO EM PESSOA
Resende, um dos país do Plano Real, rende-se à corrupção como promotora da eficiência capitalista, batendo de frente com seus colegas neoliberais moralistas segundo os quais a corrupção é o cupim que enterra o Brasil. Rasgou a máscara.

Fantástico cinismo do economista André Lara Resende, no Valor Econômico, nessa sexta feira, em que, no artigo “O que esperar do Brasil em 2018”,  diz que o dinheiro, a riqueza, se transformou no único valor a ser perseguido pela sociedade integrada nas redes sociais na qual o ato de corromper produz a eficiência. Viva a corrupção!

É o retrato total do desalento de quem sempre se filiou às correntes conservadoras das políticas econômicas neoliberais, concebidas no Império, ditadas às periferias capitalistas, como solução, mas jamais seguidas pelos imperialistas. Lara Resende, sempre piolho dos ideólogos do capital, mostra-se, agora, totalmente, cético, desalentado com seus mestres, como Olivier Blanchart e Lawrence Summers, oráculos dos confusos em geral.

Summers e Blanchard, embora, ainda, não tenham confessado o fracasso de suas proposições, tendem, pelo que têm escrito, insinuado não crerem mais na falácia neoliberal da neutralidade do dinheiro nas relações de troca capitalistas.

A desregulamentação dos mercados, depois dos anos 1980, de Thatcher e Reagan, dando sequência à descolagem do ouro do dólar, por Nixon, nos anos 1970, para fugir da desvalorização das verdinhas, decorrente do déficit público impulsionado pela guerra fria, criou outra realidade alheia aos manuais de economia neoliberal. Por isso, Blanchard e Summers, que fazem a cabeça dos Lara Resende etc e tal, desacreditam, embora, ainda, finjam acreditar, dos manuais que ensinam seus alunos na universidade.

Cínicos, estão conscientes que o capital financeiro e não mais o produtivo é que dá as cartas. Atuam decisivamente na formação de preços, desmentindo falsa neutralidade. Afinal, a taxa de lucro deixou, no capitalismo especulativo, de ser realizada na produção, para se multiplicar na especulação, na bolsa. Nenhuma novidade. Marx, no século 19, dizia que o capitalismo padece de crônica insuficiência de consumo, sua própria danação.

A dupla de economistas americanos que faz a cabeça dos coleguinhas brasileiros não acredita mais nas suas próprias proposições. Mas fingem acreditar.

Como os capitalistas, orientados pelos Lara Resende, seguindo a lei dos rendimentos decrescentes, de Ricardo, perseguem, como ideal, o salário zero ou negativo, como racionalidade objetiva do capital, em seu processo de sobreacumulação, torna-se impossível materializar o silogismo característico do capitalismo: produção, circulação, distribuição, consumo. Não funciona, porque sempre falta consumo, por carência de renda, jogando o sistema na rota da deflação, da especulação, no ambiente do lassair faire.

Olhaí a política macroeconômica ricardiana golpista de Temer/Meirelles: congela, por 20 anos, os gastos sociais do governo, os que geram renda disponível para consumo, em nome de ajuste fiscal, enquanto deixa descongeladas as rendas do mercado financeiro, que são esterilizadas, não indo para a produção, mas para a pura especulação. Se o retorno da produção é inferior à taxa de juro, que remunera o capital especulativo, para que investir, se o dinheiro parado rende mais?

Lara Resende reclama que faltam os investimentos para superar o desalento. Claro, se as reformas neoliberais, como a trabalhista e previdenciária destroem renda, evidente que, somados seus resultados contracionistas, ao congelamento neoliberal, a sinalização que chega aos mercados, sempre rendidos às expectativas, é uma só: investir é caixão e vela preta.

A precarização do trabalho e o aumento das horas trabalhadas, com a reforma da CLT, é inimiga da produtividade. Se vai diminuir o consumo, com achatamento dos salários, por que os empresários comprarão máquinas, para aumentar produção e a produtividade dos fatores, se os estoques de mercadorias se acumularão sem consumidores?

A produtividade, somente, aumenta, repetindo Marx, se são reduzidas jornadas de trabalho e elevados os salários. Mais máquinas, mais produção e produtividade, demandam mais salários, para evitar deflação e destruição da taxa de lucro.

Quem é o culpado do déficit público, segundo previsão do Orçamento Geral da União(OGU), de acordo com dados do SIAFI, organizados pela Auditoria Cidadã da Dívida, coordenada pela auditora da Receita, Maria Lúcia Fattorelli: a dívida que cresce a partir de si mesma, especulativamente, no embalo de juros sobre juros(anatocismo), condenados pelo STF, sem gerar contrapartida de crescimento ou a Previdência, que não é gasto, mas investimento, a partir das rendas dos aposentados?

Já a reforma da Previdência deverá retirar da circulação capitalista, como esperam os neoliberais da Fazenda, R$ 750 bilhões, nos próximos dez anos. Seria renda disponível para o consumo para dinamizar produção, circulação, distribuição, arrecadação e investimentos, que Lara Resende reclama faltar no horizonte dos investidores. O capital não é burro, não vai na onda da grande mídia mentirosa de que o consumo está se ampliando, que os salários estão subindo, que a economia começa a ir de vento em popa, embalada pelo otimismo da economia mundial etc e tal.

A economia mundial está mesmo avançando, com consistência? Nesse início de 2018, o excesso especulativo embala as bolsas, como nunca, a ponto de os especuladores, como Ethan Harris, do Bank of America, no mesmo Valor, dizer que a expansão das bolsas, não representa formação de bolhas, candidatas à implosão, mas “exagero de otimismo”. Frente aos problemas explosivos, cria-se novo neologismo salvacionisa, super-otimismo no lugar de bolhismo. Afasta-se, assim, milagrosamente, evidências de catástrofes à vista.

Lara Resende mostra-se não acreditar mais nem no mercado nem no Estado como alocadores de recursos. Afinal, o mercado, cheio de liquidez, não faz lucro na produção, no compasso das recomendações reformistas neoliberais, cujos resultados são crônica insuficiência de consumo. Claro, a saída para salvar o capitalismo, agora, é excomungada: redução de jornada de trabalho e aumento de salários.

MARX E ENGELS, EM “O JOVEM MARX”, DEIXAM CLARO: A PRODUTIVIDADE DO PONTO DE VISTA DO TRABALHO DEIXA OS CAPITALISTAS DISPOSTOS A DESTRUIR LÍDERES TRABALHISTAS COMO LULA, CANDIDATO À EXECUÇÃO NO JULGAMENTO DITADO PELA MANIPULAÇÃO NO PRÓXIMO DIA 24 EM PORTO ALEGRECOMO LULA

Lara Resende, com seu cinismo, ao apostar na corrupção como solução às instituições democráticas, que, em frangalhos, deixaram de funcionar, no Estado burguês, tenta generalizar desalento da sociedade como se esta fosse ente abstrato, sem classes sociais antagônicas, na essência do funcionalismo do capitalismo. Resiste em reconhecer que a luta de classes, no ambiente do congelamento fiscal temeroso-meirelliano, está, mais do que nunca, em evidência.

” A história de todas as sociedades até agora tem sido a história das lutas de classe”, dizem Marx e Engels, entre um gole e outro de vinho, em “O jovem Marx”. Mas, dessa evidência foge Lara Resende para se situar no idealismo da economia ditada pela realidade virtual, digital, artificial, sem trabalhadores e sem patrões, como se tivessem desaparecidos, como passe de mágica, os antagonismo de classe, enquanto o desemprego continua cavalgando incontrolável no ambiente da era glacial neoliberal tupiniquim.

Tio Sam quer pré sal para fortalecer dólar. Por isso, Lula não pode voltar ao Planalto

POR QUE NOVO GOLPE EM PORTO ALEGRE?
O golpe político de 2016 e a tentativa de evitar volta de Lula em 2018, por meio de julgamento viciado no TRF-4, no próximo dia 24, em Porto Alegre, têm objetivo nada oculto: manter os golpistas para que acelerem mais ainda entrega do petróleo nacional às petroleiras, de modo a garantir lastro real ao dólar. A moeda de Tio Sam está ameaçada por nova estratégia monetária, expressa em união de moedas que se interligam para substitui-lo, como fazem, usando petróleo como lastro, os russos, os iranianos, os chineses, os venezuelanos e os árabes. Enquanto isso, os banqueiros americanos e ingleses, super-estocados de dólares, candidatos à desvalorização, tentam, desesperados, se salvarem com uma miragem, o bitcoim, cujo lastro real é zero. Washington tenta tirar o Brasil, dessa jogada dos resistentes ao poder de Tio Sam, com suas fantásticas reservas do pré sal, manipulando os golpistas neoliberais.

DESVIANDO ATENÇÃO

A mídia golpista tupiniquim, dominada pelo mercado financeiro internacional especulativo americano, cerra fileira para condenar o Irã e a Venezuela, onde, diz, estariam ocorrendo distúrbios sociais, devido à insatisfação política, organizada para derrubar os aiatolás e Maduro, populistas, patrimonialistas etc. Jogam no ar informações e imagens manipuladas. Na verdade, ela está vocalizando a geopolítica da direita do partido democrata, aliada de Wall Street, derrotada pelos republicanos de Trump, cujo objetivo é detonar Putin e, igualmente, Trump.

O mercado financeiro especulativo, braço direito dos democratas da derrotada Hillary Clinton, estava com o dedo dela no gatilho para prolongar a guerra na Síria, bombeando os terroristas de armas e fartos recursos. Trump não topou e juntou-se a Putin contra os terroristas. O poder midiático servil ao mercado e à indústria de guerra não perdoou o chefe da Casa Branca e move mundo e fundos para detoná-lo, enquanto, também, coloca Putin na sua alça de mira. Aliados de Putin, como o Irã, no Oriente Médio, e Venezuela, na América Latina, ricos em petróleo, viram, consequentemente, inimigos mortais dos falcões da guerra e da especulação financeira.

Sobretudo, irrita o poder americano a disposição da Rússia, do Irã e da Venezuela, sem falar da China, de construírem, nesse momento, modelo monetário alternativo ao dólar, para fugirem do que estão sendo vítimas, ou seja, boicotes comerciais e financeiros, impostos por Washington.

BOICOTE TOTAL

A ordem de Tio Sam aos bancos e empresas norte-americanos é clara: não comprem títulos da dívida pública venezuelanos, iranianos e russos, com os quais giram seus negócios internos e externos, como é a praxe mundial, desde o pós-guerra, quando Estados Unidos, com o dólar forte, fixou nova divisão internacional do trabalho.

Não está sendo suficientemente eficaz a estratégia de Washington. Russos negociam com a China com suas próprias moedas. Da mesma forma, Irã usa petróleo como lastro para sua moeda nacional, negociando-a com chineses e russos, ao largo do dólar. E, agora, Venezuela, da mesma forma, cria o Petro, criptomoeda, lastreada em petróleo, ouro, gás e diamante, para fugir do boicote econômico e financeiro imperial, que desvaloriza o bolívar e joga inflação nas nuvens.

O pavor dos americanos é o de Arábia Saudita desistir do acordo que fez, depois de 1971, com eles de garantir lastro ao dólar com petróleo, depois de Washington acabar com o padrão ouro. Até então, os Estados Unidos garantiam, em ouro, compras em dólar.

O elevado déficit americano, acumulado na guerra fria e guerra do Vietnan, desvalorizou moeda de Tio Sam, colocando em risco sua hegemonia mundial, como valor de troca internacionalmente estabelecido pelo Acordo de Bretton Woods, em 1944. Ao descolar o dólar do ouro e deixar a moeda flutuar, para combater déficit público americano, o mundo, sob tacão de Tio Sam, passou a viver a desregulamentação financeira, com a qual a moeda passou a ser submetida às volatilidades incontroláveis produzidas pela especulação. A bancarrota de 2008, resultado disso, alertou, desde então, o mundo sobre o fim da hegemonia da moeda americana, deslastreada de valor real.

NEO PODER MONETÁRIO

Como os chineses adotaram políticas de compras de ouro e cobre em grandes quantidades, nos últimos anos, responsáveis por fortalecer sua moeda, o yuan, com prestígio crescente na Eurásia, os árabes, evidentemente, estão sendo atraídos por esse novo poder monetário, expresso no avanço da economia chinesa na cena mundial.

O Brasil, nesse cenário, está, com a política macroeconômica do golpista Temer, fazendo o jogo de Washington, entregando aos americanos, a preço de banana, os poços de petróleo do pré sal, as reservas de riqueza com as quais Rússia, China, Irã e Venezuela usam para criar e fortalecer suas próprias moedas.

Tal assunto não é sequer mencionado na mídia tupiniquim, totalmente, servil aos interesses do Pentágono e de Wall Street, empenhados em criar armadilhas para tentar derrotar seus adversários em nova guerra monetária que se aproxima.

Washington, claro, quer o petróleo brasileiro como lastro ao dólar tatibitate.

É como se os brasileiros fossem crianças embaladas por papai noel do norte, na tarefa de deixá-los entorpecidos para a realidade, enganados por mentiras segundo as quais o congelamento da economia, imposto pelos neoliberais, durante vinte anos, estivesse gerando poderoso crescimento na terra de Monteiro Lobato.

Santa ingenuidade.

INFORMAÇÃO SEQUESTRADA

Marx-Engels mantém aberta contradição capitalista que tenta anular Lula no TFR4

A PRODUTIVIDADE DO PONTO DE VISTA DO TRABALHO DEIXA OS CAPITALISTAS, NO ESTRESSE DO DESEMPREGO, DISPOSTOS A DESTRUIR LÍDERES COMO LULA.

Grande mentira

Os comunistas Karl Marx(1818-1883) Friedrich Engels(1820-1895) pegaram no pé dos capitalistas relativamente ao que estes consideram o mais importante para o capitalismo, do ponto de vista do capital.

Trata-se da questão fundamental do aumento da produtividade, a base da luta capital x trabalho.

Do ponto de vista dos capitalistas, sem aumento da produtividade, não há emprego, renda, consumo, arrecadação e consequentemente investimentos do capital.

Conclusão: mais produtividade significa mais trabalho, jornadas de trabalho mais longas, para aumentar produção, emprego, renda.

Somente, seguindo essa trilha, seria possível, algum dia, aumentar os salários, como reivindicam os trabalhadores.

E o ponto de vista do trabalhador, que fica obscurecido pelos meios de comunicação, todos nas mãos dos capitalistas?

Marx e Engels deram chave de galão neles: não, retrucaram, o aumento da produtividade capitalista depende, fundamentalmente, de redução da jornada de trabalho e aumento dos salários.

Como?

Com salários mais baixos e jornadas mais longas, o capitalista adia compra de tecnologia, ou seja, foge da sua própria pregação, evidenciando que tentam enganar o trabalhador com seus equívocos ideológicos, falando sobre produtividade.

Enquanto podem pagar salários miseráveis e estender as jornadas de trabalho, para que comprar novas máquinas, para aumentar a produtividade?

Melhor, para os interesses do capital, continuar sugando lucratividade na exploração da mão de obra, de onde sai a mais valia, o lucro.

Ao contrário, se os capitalistas forem obrigados, pela ação política dos trabalhadores, a comprarem mais máquinas, para alcançar o que eles, mesmos, capitalistas, defendem, como prioridade absoluta, ou seja, o aumento da produtividade, precisarão aumentar os salários.

Se não fizerem isso, quem vai comprar mercadorias aos borbotões lançadas no mercado pela máquina, muito mais eficiente do que a mão de obra?

O que um trabalhador faz em oito horas, a máquina faz em duas.

Portanto, é falsa a argumentação do capitalista de que é preciso aumentar produtividade, elevando quantidade de trabalho humano em mais horas trabalhadas.

Evidência-se, apenas, o desejo secreto dos donos do capital: continuar explorando o trabalhador, pagando-lhe salário baixo, piorando, consequentemente, sua qualidade de vida, em escala exponencial.

O capitalista não topa o ponto de vista do trabalhador para defender o aumento da produtividade do capital, que defende, insistentemente, como necessário.

As crises de sobreacumulação de capital, portanto, vêm daí, da recusa do capitalista de apostar na produtividade, via maiores investimentos em ciência e tecnologia a serviço da produção de bens e serviços.

Com isso, jogaria muito mais mercadorias na circulação e distribuição, que exigiriam mais consumo, via aumento de salário, para a produção não virar lixo descartável, queda da taxa de lucro, deflação etc.

Mas, do ponto de vista do trabalhador, haveria, com mais produtividade, possibilidade de organizar a produção e o consumo e evitar a anarquia da sobreacumulação de capital que ameaça o próprio capitalistas, com as crises recorrentes.

Ou seja, como diz Lula, o trabalhador não é o problema, é a solução.

Golpe neoliberal

O que o julgamento da condenação, sem provas, do triplex do Guarujá, no TFR 4, Porto Alegre, dia 24 de janeiro de 2018,  armado pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba, para inviabilizar candidatura presidencial de Lula, tem a ver com essa grande polêmica capital x trabalho, focada por Marx e Engels?

Em 13 anos de poder petista, Lula e Dilma(20l3-2014) inverteram, relativamente, incipientemente, a ordem neoliberal que predominou durante a Era FHC(1994-2002), comandada pelo Consenso de Washington.

Lula elevou salários e ampliou programas sociais, embora não avançasse na redução das jornadas de trabalho, porque fez política de acomodação com os capitalistas industriais e financeiros, pois, afinal, não tinha, no Congresso, correlação de forças a seu favor, sendo obrigado às concessões.

Essa ambiguidade político-governamental petista, no entanto, tendo representante trabalhador, no poder, foi suficiente para abrir picadas perigosas, do ponto de vista dos capitalistas, para empoderar trabalhadores, instrumentalizando-os, especialmente, com base na Constituição cidadã de 1988, às tarefas futuras urgentes:

1 – reforma política para democratizar o poder;

2 – aprofundar reformas sociais como instrumentos de política econômica via melhor distribuição da renda nacional;

3 – apostar, como fez Getúlio Vargas, no nacionalismo econômico via empresas estatais, como Petrobrás, Eletrobrás etc, esteios do desenvolvimentismo, garantidor da industrialização nacional;

4 – fortalecer mercado interno consumidor, aprofundando democratização política e distribuição de renda, adequadas às conquistas já existentes, como a legislação trabalhista e o sistema de seguridade social, atenuadores fundamentais, sociais democratas, do processo de concentração da renda, em prol do desenvolvimento sustentável.

O golpe de 2016, dado pela direita, adversária do aumento da produtividade defendida por Marx, Engels e Lula, explica-se, larga e profundamente, pela  política econômica dos golpistas, de tentar parar o Brasil, congelando produção e consumo, anulando conquistas dos trabalhadores e controlando o Estado para si, em nome do equilibrismo orçamentário, que a falsa tese capitalista da produtividade dissemina pelo poder midiático manipulador.

É claro que não é impossível equilíbrio orçamentário capaz de promover desenvolvimento, se amplia a continuidade da destruição dos direitos do trabalho, intensificando concentração de capital com a qual a taxa de lucro do capitalista tende a zero ou negativa por insuficiência de consumo.

Extraordinária parceria

O filme “O jovem Marx”, dirigido por Raoul Peck, com August Diehl(Marx) e Stefan Konarse(Engels), foca, com recursos hollywoodianos,  essa grande problemática, em 1844, quando Marx e Engels escreveram “O Manifesto Comunista”.

Nesse ocasião, as condições de trabalho, nas fábricas, eram deploráveis, com exploração brutal de crianças e mulheres, salários miseráveis e jornadas intermináveis de trabalho que chegavam às 16 horas diárias.

Crises de sobreacumulação de capital explodiam em meio às deflações e desempregos, que balançavam a Europa inteira.

Tal situação abria espaço ao avanço do pensamento socialista e comunista, na organização das suas associações, sindicatos e políticas contestatórias ao modelo capitalista do lassair faire.

Chegara ao estresse total as teorias de Adam Smith e Ricardo, cuja essência era proposição da expansão do capital via exploração intensa do trabalho humano na formação da mais valia(lucro) capitalista.

Os cenários de época são magníficos, música de orquestras dando ritmo intenso às ações, no acompanhamento da incrível vida dos amigos Marx e Engels.

Marx, alemão, renegado judeu, filósofo e jornalista, pobre, 26 anos, casado com uma mulher fantástica, Jenny(Vicky Krieps), aristocrata de uma Alemanha feudal, que o acompanha com entusiasmo, rumam ao exílio, Paris, 1844.

Engels, também, alemão, filho de industrial, sócio de capitalista inglês, promissor na Manchester inglesa, viram, no desenrolar das lutas políticas, amigos inseparáveis, aliados na causa comum do proletariado.

O rico ampara o pobre, nos momentos extremos, consciente da necessidade de garantir, para o futuro da classe trabalhadora, a obra intelectual, de investigação da era burguesa, que ambos desenvolvem ao longo de mais de 40 numa parceria intelectual, que culminaria com a obra máxima de Marx, O Capital.

Imperdível.

Eterna luta