GREVE GERAL APRESSA CONSTITUINTE

Se for sucesso a greve geral programada pelas centrais sindicais, na próxima sexta, 28, contra recessão e reformas trabalhista e previdenciária, aceleradas pelo governo golpista, o resultado será desdobramento, no Congresso, da ideia de convocação de Assembleia Constituinte exclusiva, para votar reforma política. Apavorada com possibilidade de antecipação de eleições diretas já, a classe conservadora que domina o poder, totalmente, desmoralizada e sem credibilidade, em razão do repúdio popular ao golpe parlamentar que promoveu, com apoio de Washington, fará a clássica leitura de Dom João Vi ao seu filho Dom Pedro I: “Faça a revolução, antes que o povo a faça.” Aí, evidentemente, os conservadores, que têm rejeitado, insistentemente, verdadeira reforma, capaz de ampliar participação popular, no poder, perderão o controle da situação. E o que os conservadores mais temem na vida é isso aí: perda do controle do poder. Por isso, deram o golpe no PT e aliados, depois de dançarem em quatro eleições e sentirem perspectiva de perda da quinta em 2018. O medo de nova derrota evidenciou-se no apoio popular ao programa nacionalista distribuidor de renda, como pressuposto do desenvolvimento equilibrado. Por meio dele foram sendo gerados, ao longo dos 14 anos de governo petista, programas socialmente inclusivos, perigosos para a burguesia conservadora, dependente da poupança externa, aliada menor do capital internacional, completamente, submissa a ele. Abalou a burguesia concentradora de renda e promotora de exclusão social a ampliação, no governo do PT e aliados, de iniciativas populares que permitiram aos mais pobres ter acesso às universidades públicas, aos remédios mais baratos, à luz para todos, à casa popular, ao transporte aéreo, graças à valorização dos salários reajustados acima da inflação etc. Tudo isso, preparou campo para maiores reivindicações populares. Depois do programa Bolsa Família e outros, viriam, certamente, mais demandas econômicas, que redundariam, dialeticamente, em demandas políticas participativas. O modelo democrático meramente representativo caminhava, sob governo distribuidor de renda e promotor de inclusão social, para o modelo participativo. A lógica democrática implica, no contexto da participação, em distribuição, não, apenas, da renda, mas do poder. As classes conservadoras, minoritárias, sentiram o terreno abrir-se sob seus pés, no compasso da aceleração democrática participativa socialmente inclusiva. Nesse ritmo mais acelerado do avanço democrático, adeus pregação conservadora favorável às restrições de direitos, seja no campo previdenciário, seja no trabalhista. Perderiam os conservadores o controle do poder, no contexto do desenvolvimento científico e tecnológico associado ao fortalecimento das forças produtivas, comandadas politicamente, no parlamento, por orientação voltada ao aprofundamento do caráter social das leis no sentido de democratizar o capitalismo brasileiro, conferindo-lhe perfil, crescentemente, social democrata, socialista etc. As tentativas empreendidas pela ex-presidente Dilma, golpeada pelos conservadores, associados a Washington, no sentido de promover a Constituinte Exclusiva, foram sistematicamente rechaçadas pelas forças dominantes no Congresso, do PMDB e PSDB, hoje, aliados, na tarefa de tentar acelerar contra-reformas antipopulares da previdência e trabalhista, enquanto adotam programa macroeconômico, sustentado nas propostas conservadoras, reacionárias, constantes do “Ponte para o futuro”, que é uma pinguela para o passado. A greve geral visa frear a onda conservadora, neoliberal washingtoniana, cujo objetivo é seguir adiante com o que já está em curso pelo governo Temer: entregar de bandeja as riquezas nacionais ao capital estrangeiro,  desarticular, completamente, a Petrobras, para que as multis do óleo tomem conta da sua exploração e distribuição, sem restrições nacionalistas. A ordem conservadora, submissa às determinações externas, é uma só: parar o Brasil. Eventual sucesso da greve geral representará basta ao neoliberalismo de Temer-Meirelles, obediente ao Fundo Monetário Internacional, que voltou a dar as cartas na economia antinacionalista, com amplo apoio do seu maior pé de cabra: Rede Globo. Assim, diante de possível sucesso grevista, os conservadores e sua porta voz da comunicação acharão mais razoável aceitar a Constituinte, por meio da qual tentariam continuar manobrando o poder. Entregaria os anéis para não perder os dedos.

PROGRAMA ECONÔMICO EMERGENCIAL NACIONALISTA DE LULA VISA POVÃO-CLASSE MÉDIA X NEOLIBERALISMO TEMER/MEIRELLES/FMI

O Brasil precisa de ajuste fiscal neoliberal draconiano, benéfico, apenas, aos rentistas especuladores, que mantem juros altos, câmbio sobrevalorizado, prejudicial às forças produtivas, afetadas pela recessão e o subconsumismo que se amplia com avanço do desemprego e miséria, ou de um projeto nacional soberano desenvolvimentista, capaz de mobilizar a sociedade para a cooperação cívico-militar, em vez da expansão do ódio, do xenofobismo, do machismo, da misoginia, enfim, da intolerância social, que espalha pessimismo e instabilidade social, econômica e política?

Em Brasília, na próxima segunda feira, 24, quatro dias antes da Greve Geral, sex 28, o ex-presidente Lula, líder de pesquisa de opinião, cujas consequências estão minando a base governista na Câmara, fazendo-a recuar de suas iniciativas reacionárias para as reformas da previdência social e trabalhista, apresentará propostas emergenciais capazes de superar a violenta recessão que o neoliberalismo de Temer/Meirelles/Washington impõe ao país, para desnacionalizar a economia, entregando-a de bandeja ao capital especulativo internacional, como está acontecendo, graças a uma maioria congressual bunda mole vendida por prato de lentilha.

Cassado, implacavelmente, pela Rede Globo, objetivando impedi-lo, a qualquer custo, de ser candidato à presidência da República, em conspiração com Washington e forças conservadoras internas, antinacionalistas, sócias menores, submissas ao império americano, que orientou o golpe parlamentar, colocando Temer, no poder, Lula virou tremendo fantasma para os neoliberais, que tentam, também, derrubar Maduro, na Venezuela, para fazer o que estão fazendo por aqui: tomar o petróleo e privatizar a Petrobras.

As propostas anti-recessivas, nacionalistas, desenvolvimentistas são composição de ideias suprapartidárias arregimentadas por cabeças diversificadas, evidenciando forças da esquerda e do centro, como as formuladas, no manifesto PROJETO BRASIL NAÇÃO, pelo economista Bresser Pereira, dissidente tucano, envergonhado pela posição que seus ex-companheiros golpistas abraçaram, ao lado do PMDB, traidor da aliança com PT, na formulação de um programa menor, entreguista como o Ponte para o Futuro, na verdade, ponte para o passado.

Essencialmente, as forças progressistas proporão alternativa substantiva, quantitativa e qualitativamente diferente,, em choque com o entreguismo em curso na economia, comandada pelos banqueiros que dominam o Ministério da Fazenda e o Banco Central, fazendo do ajuste econômico liberal radical, plataforma antinacional.

Para a direita radical governista, a causa da grande recessão atual é a irresponsabilidade fiscal; para o centro e a esquerda, ocorre armadilha de juros altos e de câmbio apreciado que inviabiliza o investimento privado.

A política macroeconômica que o governo impõe à nação apenas agravou a recessão.

Quanto aos juros altíssimos, alega que são “naturais”, decorrendo dos déficits fiscais, quando, na verdade, permaneceram muito altos mesmo no período em que o país atingiu suas metas de superávit primário (1999-2012), como diz o PROJETO BRASIL NAÇÃO.

O decálogo desenvolvimentista visa, portanto, tirar o País da armadilha da dívida em que se encontra, na qual todos perdem para somente um ator continuar ganhando com o avanço da miséria nacional: os rentistas especuladores.

Até quando?

EIS O DECÁLOGO DESENVOLVIMENTISTA PARA FORTALECER OS ASSALARIADOS, CLASSE MÉDIA E MILITARES A UMA ALIANÇA NACIONALISTA CÍVICO-MILITAR 

1 – Reservas internacionais para retomar desenvolvimento

2 – Fundo de Desenvolvimento e Emprego formado pelas reservas

3 – Reajuste de 20% nos valores do Bolsa FAmília

4 – Aumento real do salário mínimo

5  – Atuação contracíclica do gasto público com prioridade à saúde e educação

6 – Taxa básica de juro compatível com juro internacional

7 – Câmbio competitivo mediante conquisa de superavit em conta corrente do balanço de pagamento

8 – Retomada do investimento público para despertar espírito animal dos empresários

9  – Reforma tributária com impostos progressivos

10 – Fortalecimento do programa nacional de defesa

Mercado financeiro embala ditadura parlamentar para aprovar urgente reformas antipopulares trabalhista e previdenciária

Sintonia perfeita. Temer e Maia, submissos ao mercado financeiro, lixam-se para regimento e Constituição, na guerra parlamentar das reformas. Cunha faz escola.

Foi a reedição de um filme de horror antidemocrático em pleno Congresso. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, aprendeu, direitinho, a lição do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha, há seis meses preso em Curitiba. Na terça, à noite, o plenário havia rejeitado pressão do Palácio do Planalto, dada pelo presidente Temer, em favor de pedido de urgência, para acelerar reforma trabalhista. Esse é o desejo do mercado, das grandes empresas e dos grandes bancos, que financiam, por meio da legislação eleitoral corrupta, os mandatos parlamentares no Congresso. As forças governistas, maioria esmagadora, não atingiram o quorum de 257 votos. Naquele dia, a novidade política nacional fora a divulgação da pesquisa Vox Populi-CUT em que Lula, como foguete político eleitoral, alcançava preferência de 45% do eleitorado. Não tem pra ninguém, na atual conjuntura de desgaste total das forças governistas, tendentes à fuga em massa diante da opinião pública propensa à volta do ex-presidente operário. Era a resposta das ruas ao governo golpista em sua tentativa de massacrar trabalhadores com sua proposta neoliberal, na contramão do mundo. O impacto da pesquisa abalou geral os golpistas, dessintonizados dos anseios populares. Que fez o Planalto? Desconheceu o veredito do plenário. Mandou votar de novo. Corrompeu o regimento interno da Câmara. Repetiu comportamento que Eduardo Cunha adotara várias vezes. De onde vinha a ordem ao governo? Claro, do mercado financeiro. Nessa segunda tentativa, sob pressão intensa dos credores especuladores, alcançou-se maioria de 287 votos. Caso isso não ocorresse, Temer e sua base perderiam utilidade para o mercado, cujo comportamento se expressaria em volatilidade intensa. Por que continuaria apoiando um governo cuja força cadente não atenderia mais os interesses das classes proprietárias, financeiras, especulativas, entreguistas, antinacionais? Temer e seu ministério, alvos da Operação Lavajato, seriam rifados. Emergiria crise política. Ganharia força processo no Tribunal Superior Eleitoral(TSE), que propõe cassação da chapa Dilma-Temer. Entraria em pauta a eleição indireta. Porém, como as forças governistas não dispõem de credibilidade para escolher novo presidente, o Judiciário assumiria, politicamente, o País. Ou, caso não ocorresse isso, teria que ser antecipada eleição direta. Lula na cabeça seria a lógica eleitoral do momento. Eis porque Rodrigo Maia encarnou o espírito de Eduardo Cunha, nessa quarta feira triste para a democracia. Lixou-se para o regimento, para a Constituição, para a institucionalidade legal existente no Legislativo, de modo a seguir trâmites de matéria sobre a qual se desperta a atenção da população em grau máximo. Maia partiu para o gesto autoritário. Evidenciou-se a lógica do direito da força em substituição à lógica da força do direito. Instalou o titular da Casa, pura e simplesmente, a ditadura parlamentar, com aplauso do oligopólio econômico-financeiro-midiático que governa o País, nesse momento. A matéria segue para a Comissão especial da reforma. Lá, o rolo compressor do governo vai funcionar de novo, para mandar o assunto ao plenário. Como reagirá? Se a greve geral do dia 28, contra as reformas Temer, for sucesso, aí, serão outros quinhentos.

 

 

Lula esvazia base de Temer no Congresso

Temer precisava de 257 deputados do total de 513. Arregimentou 230. No café da manhã, reuniu 130 parlamentares, 100 a menos do que juntou há pouco mais de duas semanas, para tentar formar maioria capaz de aprovar reformas. O barco temerista balança em alto mar proceloso.

Os testes estão dizendo a verdade. Temer tentou dar urgência à reforma trabalhista, na Câmara. O tiro saiu pela culatra. Os comentaristas da Globo arranjaram uma desculpa para o fiasco. Disseram que foi interpretação errada de regimento. Os parlamentares teriam pixotado. Imagine! Ali só tem macaco velho. Não querem se queimar. Lula está bombando nas pesquisas. Essa é a forma de o povo dizer que as reformas de Temer não são boas para ele. Na sequência do desastre da tentativa da urgência, a base governista aprovou mecanismo de financiamento dos estados falidos em troca de arrocho fiscal. Detalhe: os problemas estão nos destaques. Nestes, a discordância emerge quanto ao entendimento sobre tal arrocho. Os estados querem prazo para pagar as dívidas, mas as contrapartidas exigidas por Temer/Meirelles/banqueiros são insuportáveis. Nenhum governador concorda. Seria suicídio, em meio à recessão, arrochar salários de servidores, demiti-los, impor mais cortes de gastos, privatizar empresas estaduais etc e tal. Quer dizer, Temer não tem segurança alguma que logrará sucesso na votação dos detalhes, dos destaques. Enquanto isso, aprofundam-se as divergências sobre os termos da reforma/desmonte neoliberal  da previdência. O que se vê em marcha é uma reforma seletiva. Valem regras gerais para uns, mas, para outros, não. Os policiais partiram para o quebra-quebra. Não aceitam o limite de idade de 65 anos. A estratégia funcionou. Poderão aposentar com 55 anos de serviço. Mas, e os operários que se desgastam nas máquinas o dia inteiro, como ficarão? Assim como os policiais correm riscos no combate aos crimes que se avolumam na crise recessiva, os trabalhadores veem desgastar, dia a dia, seus cérebros, nervos e músculos. Não poderão usufruir do mesmo tempo de serviço? Trabalhadores rurais, igualmente, ameaçados pelas máquinas modernas que, no campo, dispensam mão de obra, terão que trabalhar até os 65 anos, sabendo que quando chegar lá, não haverá emprego no campo? O que fazem outros povos, nesse momento?

Zebra total. O chefe do golpe não consegue reunir sua turma para atender as demandas dos credores que querem o estado mínimo e o fim dos consumidores.

Os chineses, relativamente aos trabalhadores rurais, facilitam aos agricultores vendas de suas terras, para que se tornem trabalhadores urbanos. Fazer o que no campo, desempregados, vendo as máquinas substituí-los? Nas cidades, as políticas sociais distributivas, bancadas pelo Estado, sustentam consumidores, assim como acontece com o bolsa família e outros programas do mesmo naipe que somente governo de trabalhadores tiveram coragem de colocar em prática, por aqui. Criam-se, na China, cidades para esse novo personagem urbano, o desempregado crônico consumidor. Na Europa, mesma coisa. Governos europeus defendem programas como os de Lula, recomendados, agora, pela ONU. Vive o mundo o fim do emprego. Mas, o consumidor precisa sobreviver. Vai-se antevendo que no mundo futuro do capitalismo socialmente excludente basta ter consumidor, comendo e cagando, para garantir o PIB. Saída: política social distributiva. O governo, no mundo sem emprego, dispensado pela tecnologia,  garante o consumidor que vai consumir para gerar tributo sem o qual não há governo, não há desenvolvimento etc. O estado mínimo que Temer/Meirelles/banqueiros quer impor detona previdência, arrecadação e desenvolvimento. Lula avança nas pesquisas porque o inconsciente coletivo percebe que a turma golpista é inimiga dele. A base governista no Congresso, sintonizada com essa percepção, não vai se suicidar, como dizia Tancredo Neves. Os caciques partidários, como Renan, sem disposição para o suicídio, já viu, né. Estão pulando fora do barco. Não é à toa que já se articula força política capaz de dar sustentação à onda que se forma em torno do ex-presidente, bafejado pela preferência popular. A direita golpista vê agora em que fria entrou. Depende, para sobreviver, politicamente, da ditadura. Os militares vão cair no conto do vigário, novamente?

Popularidade de Lula afunda reforma Temer. Golpista tenta fazer da derrota vitória com ajuda mentirosa da Globo

FOGUETE ATÔMICO ELEITORAL

CUT-Vox Populi informa: Lula alcança 45%, ganharia no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, e arranca firme para os 50%. Imbatível. Enquanto isso, Temer empreende marcha à ré na reforma da Previdência. Será por que? Claro, porque Lula está subindo feito foguete atômico. O golpista, que reconheceu que o golpe não teve nada a ver com crime de responsabilidade de Dilma, mas porque o PT recusou votar em Cunha no Conselho de Ética, viu e sentiu tremendo atoleiro pela frente. Todo o governo está com medo da reação popular. As pesquisas de opinião alarmam galera oficial. Por isso… A estratégia do presidente vai ficando cada vez mais clara: quanto mais pressão popular sofre mais rejubila-se em dizer que o recuo que ela provoca representa vitória governamental. Há, há, há. Temer escreve o filme da reforma: “Quando a derrota é vitória.” ou “Avanço do recuo.” Os políticos da base aliada colocaram a lógica de suas bases na cabeça da razão tornando-a real. O real é racional e o racional é real, diz Hegel. A realidade evidencia o óbvio: os trabalhadores vomitam a reforma da previdência proposta pelos golpistas, que, antes de ser reforma, é desmonte de direitos. Racionais, os políticos governistas fazem da reação dos seus leitores sua própria realidade. Sem ter pra onde correr, o governo volta atrás em suas pretensões, e encara a realidade que lhe é desfavorável. Mudar de postura, volver! Não vale à pena enfrentar a opinião pública, dando murro em ponta de faca. Diante do veredito das pesquisas, melhor conectar-se com o populacho, enquanto ele ainda não reage, energicamente, contra a sacanagem que armaram para pegá-lo, destruindo-lhes os direitos constitucionais, para atender o mercado financeiro, ávido de lucros. Aliás, o mercado financeiro está começando a tremer as pernas. Parece que Palocci pretende delatar os bancos, o mercado, seus personagens. É de se perguntar: toda essa dinheirama da corrupção que foi para as contas dos corruptos no exterior passou ou não pelos bancos? Eles não sabiam de nada? Dá-lhe Palocci! Incrível, as grandes empresas de tecnologia, de engenharia e de vanguarda nas conquistas do mercado externo, graças aos impulsos dados pelo governo nacionalista de Lula e Dilma, algo praticado com grande extroversão pelo governo americano, em nome do interesse nacional, estão indo para o sal. Porém, os bancos, através dos quais elas movimentam seus capitais, ficam livres de qualquer cogitação quanto a serem investigados. Por que? Não seria normal, lógico e racional que a Rede Globo, tão ávida em expor os empresários da produção,  que fazem o nome e gloria do país, junto com a classe trabalhadora, buscasse investigar, também, os agiotas, que enriquecem, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, no giro dos juros mais altos do mundo, com esse dinheiro da corrupção que circula pelos seus caixas? Ganham sem trabalhar. Perguntinha inocente: não viria do rentismo o dinheiro que a Globo, em plena recessão, toma no BNDES, jogando-o nos títulos do governo, para obter renda capaz de sustentar seus elevados custos de produção?

Malhação implacável do judas da previdência na semana santa

Por que não discutir esse lado da corrupção, da multiplicação do dinheiro corrupto na circulação bancária aos juros extorsivos, cujas consequências são aumento exponencial da dívida pública, do déficit público, da inflação, da recessão? Na economia dominada pela especulação, inflação vem de onde, da produção ou da especulação? Agora que está se esgotando a fonte do lucro especulativo, diante do Estado falido, o pessoal do mercado quer amealhar as riquezas, tomando a previdência para eles, na exploração privatista e na exclusão dos direitos sociais inscritos na Constituição e na legislação trabalhista, em nome da produtividade. Como os países ricos estão aumentando a produtividade da economia? Reduzindo jornada de trabalho! Por aqui, os capitalistas não fazem isso para explorar mão de obra barata, a partir da terceirização na contratação, para elevar sua taxa de lucro. Evitam modernizar as relações trabalhistas por meio do incremento tecnológico das empresas. Preferem o velho arrocho salarial. Optam por destruir a previdência social que garante renda para consumo deles. Burrice anticapitalista. Temer está sob pressão do mercado financeiro que não é fiscalizado, para se saber se, também, está ou não mergulhado na corrupção. Sob perigo de perder votos e acumular derrota no Congresso, o titular do Planalto revê sua postura de confronto com a realidade ditada pela população, em oposição a ele, via pesquisas de opinião, e conecta-se, disfarçadamente, com a opinião pública, reconhecendo não ser possível marchar para a irracionalidade. Perdido, como cego em tiroteio, o governo Temer, sem um pingo de vergonha na cara, arma uma farsa: tenta fazer da derrota uma vitória triunfante. Volta atrás nos parâmetros dela, como tempo mínimo de contribuição, teto para a aposentadoria etc. Meirelles, cuja política econômica afunda a olhos vistos, tenta jogar o fracasso nas costas do Congresso, se ele recuar na Previdência. Mas, vai sentido que essa manobra escrota e fascista, embalada pela propaganda midiática, não dá resultado. Já se mostra, como Temer, conformado. Busca, agora, faturar politicamente, com o recuo estratégico. A fuga do fracasso é a palavra de ordem temerista.