Médicos cubanos vão embora. Lição socialista de Fidel é insuportável para neoliberais de Temer

Contribuição cubana inestimável que com a qual os neoliberais não suportam conviver porque ela é comprovação de que o SUS, que eles querem privatizar, é indispensável como conquista popular.
Contribuição cubana inestimável com a qual os neoliberais não suportam conviver porque ela é comprovação cabal de que o SUS, que eles querem privatizar, é indispensável como conquista popular.

 

A socialização da saúde

 

que estava sendo experimentada

 

com os médicos cubanos será

 

exterminada em nome da

 

privatização do SUS e da Previdência

 

O susto foi geral quando os dez mil cubanos desembarcaram no Brasil , há três anos, para atuar no atendimento à saúde das populações do interior. Surpresa maior agora é o retorno dos cubanos a Havana. O prazo deles no programa  Mais Médicos está terminando. A previsão é a de que até  novembro todos terão ido embora. Considerado hoje como uma das melhores iniciativas do governo Dilma, o programa foi recebido, entretanto,  com desconfiança.  Atitudes simbólicas da Presidente, sem vínculos direto com a saúde,  como o estreitamento formal de relações  com lideranças revolucionárias na América e na África e a omissão diante de tragédias de grandes proporções promovidas por grupos de esquerda armada  em todo o mundo, contribuíram para  aprofundar as suspeitas sobre as intenções do seu  governo.  Os médicos cubanos era vistos com uma tropa de choque do regime castrista.

          Lançado em 8 de julho de 2013, pelo Governo Federal, o objetivo do Mais Médicos era , contudo, suprir a carência de pessoal de saúde nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil. Centenas de municípios do interior, sobretudo da Amazônia, recebiam –ainda hoje – a visita de equipes de saúde, em barcos que transitavam pelos rios e por meio dos mutirões sazonais de saúde . Outros, nem isso.  A malária, a leishmaniose  e um sem número de epidemias  crônicas  na região ficavam sem o atendimento médico adequado, o que ocorria somente quando ameaçavam  chegar às populações dos centros maiores.Os poucos postos de saúde espalhados entre as centenas de  municípios sempre viveram tão cheios quanto os hospitais nas grandes cidades . No alto rio Negro, surgiam casos de doenças tropicais que ninguém conhecia. Presenciei no interior da Amazônia e no sertão do Nordeste  episódios dramáticos, relacionados com  ausência de assistência médica regular às populações que, certamente, nunca engrossaram as estatísticas da atenção básica à saúde das autoridades e governos.

SAÚDE E CONSCIÊNCIA POLÍTICA SÃO PECADOS PARA OS ENTREGUISTAS ANTINACIONAIS O neoliberal ministro da saúde, Ricardo Barros, do PPS-PR, rasgou o verbo: quer o fim do programa social de sucesso do governo Dilma, o MAIS MÉDICOS. Diz que não dá certo, porque tem de transferir recursos aos municípios, responsáveis por contratar os profissionais, cujos salários são maiores do que os fixados como teto em lei que são os rendimentos dos prefeitos. Conversa mole, para enganar o povo. O governo repassa dinheiro para banqueiro especulador adoidado, por meio da taxa de juro mais alta do mundo, maior responsável pelo buraco financeiro nas contas nacionais, e nenhuma autoridade fala nada. A taxa de juros se mantém em alta especulativa apesar de o governo estar implementando ajuste fiscal. O ministro Padilha tentou conter o juro, mas quem manda, realmente, no poder, os banqueiros, na pessoa do representante deles, no BC, Ilan Goldfjan, não deu pelota. Por que não fixar um teto para os juros, gasto financeira, como se faz para fixar teto para os gastos não financeiros. Pagar juros de agiota é o grande buraco financeiro do tesouro, que o ministro da saúde não reclama. Para ele, os pobres terão que entrar em plano de saúde popular, cuja cobertura, necessariamente, será insuficiente, enquanto o SUS deverá ser esvaziado, de modo a ampliar espaço do setor privado ao sistema de saúde nacional. O mesmo acontecerá com a Previdência Social, dependente do orçamento do SUS, a ser privatizada. É o que as grandes empresas pregam e pressionam o governo para fazer. O programa MAIS MÉDICOS, que se apoia em mais de 12 mil médicos cubanos, do total de 14 mil profissionais em ação, evidenciou que a saúde deve ser, fundamentalmente, pública, para educar a população por meio de uma assistência preventiva educativa e humana. Essa é a contribuição que os médicos cubanos, possuidores do pensamento socialista, desenvolvido na terra de Fidel, estão oferecendo ao povo brasileiro. Trata-se de conquista social indiscutível. Mas, como a palavra de ordem do governo golpista temerista é de privatizar tudo, saúde, educação, assistência social, segurança, infraestrutura etc, etc, não serve a contribuição humanitária, que empodera o povo na conscientização dos seus direitos. A jogada é manter a população alienada. Os cubanos ajudam a despertar para a defesa dos direitos populares. Não servem.
SAÚDE E CONSCIÊNCIA POLÍTICA SÃO PECADOS PARA OS ENTREGUISTAS ANTINACIONAIS
O neoliberal ministro da saúde, Ricardo Barros, do PPS-PR, rasgou o verbo: quer o fim do programa social de sucesso do governo Dilma, o MAIS MÉDICOS.
Diz que não dá certo, porque tem de transferir recursos aos municípios, responsáveis por contratar os profissionais, cujos salários são maiores do que os fixados como teto em lei que são os rendimentos dos prefeitos.
Conversa mole, para enganar o povo.
O governo repassa dinheiro para banqueiro especulador adoidado, por meio da taxa de juro mais alta do mundo, maior responsável pelo buraco financeiro nas contas nacionais, e nenhuma autoridade fala nada.
A taxa de juros se mantém em alta especulativa apesar de o governo estar implementando ajuste fiscal.
O ministro Padilha tentou conter o juro, mas quem manda, realmente, no poder, os banqueiros, na pessoa do representante deles, no BC, Ilan Goldfjan, não deu pelota.
Por que não fixar um teto para os juros, gasto financeira, como se faz para fixar teto para os gastos não financeiros?
Pagar juros de agiota é o grande buraco financeiro do tesouro, que o ministro da saúde não reclama.
Para ele, os pobres terão que entrar em plano de saúde popular, cuja cobertura, necessariamente, será insuficiente, enquanto o SUS deverá ser esvaziado, de modo a ampliar espaço do setor privado ao sistema de saúde nacional.
O mesmo acontecerá com a Previdência Social, dependente do orçamento do SUS, a ser privatizada.
É o que as grandes empresas pregam e pressionam o governo para fazer.
O programa MAIS MÉDICOS, que se apoia em mais de 12 mil médicos cubanos, do total de 14 mil profissionais em ação, evidenciou que a saúde deve ser, fundamentalmente, pública, para educar a população por meio de uma assistência preventiva educativa e humana.
Essa é a contribuição que os médicos cubanos, possuidores do pensamento socialista, desenvolvido na terra de Fidel, estão oferecendo ao povo brasileiro.
Trata-se de conquista social indiscutível.
Mas, como a palavra de ordem do governo golpista temerista é de privatizar tudo, saúde, educação, assistência social, segurança, infraestrutura etc, etc, não serve a contribuição humanitária, que empodera o povo na conscientização dos seus direitos.
A jogada é manter a população alienada.
Os cubanos ajudam a despertar para a defesa dos direitos populares.
Não servem.(CF)

A distribuição de médicos por mil habitantes nunca teve por aqui a um balanço justo entre as cidades maiores e os municípios do interior. Dados do Ministério da Saúde indicam a relação 1,8 profissional para cada grupo de mil habitantes, quantitativo menor que o registrado em países como a Argentina (3,2) e Uruguai (3,7). A desigualdade torna-se  ainda mais expressiva, se tomado,  na Europa, apenas Portugal, com 3,9 médicos por mil habitantes, e a Espanha, com quatro. Há carência de profissionais de saúde no Brasil?  Não. Esse é um indicador nacional. Milhares de especialistas são formados anualmente nas escolas de Medicina e Saúde, com dinheiro público, mas insistem em se instalar  nas cidades maiores e nas capitais.

           Portanto, foi no vácuo da insuficiente e precária assistência à saúde do brasileiro do interior e das periferias das grandes cidades que entraram os médicos cubanos. Eram eles, em sua maioria, especializados em Medicina Familiar e Geriatria, alguns dos quais com mais de 20 anos de experiência e atuação em vários países.    Mesmo consciente disso e  das dificuldades da interiorização de, as associações de profissionais e o próprio Conselho Nacional de Medicina condenou a vinda dos médicos cubanos. Chegaram a promover atos hostis  contra os visitantes.

                Os médicos cubanos foram instalados, sobretudo,  em municípios ignorados pelos  profissionais brasileiros, aos quais foi dada prioridade na escolha. A maioria desses municípios tem ainda hoje 20% ou mais dos habitantes vivendo em extrema pobreza, com as populações assoladas por doenças endêmicas. O programa revelara que 63 milhões de brasileiros não recebiam atendimento médico. Agora contavam com os técnicos cubanos, incluindo 34 distritos indígenas. Os cubanos começaram a trabalhar com  coisas básicas, saúde primária, preventiva, e a redução da incidência de doenças regrediu muito. Os casos mais comuns  e que poderiam se agravar passaram a ser tratados no local.

              Avaliações recentes mostram que, apesar das dificuldades que encontraram,  os médicos cubanos foram uma redenção para aquelas populações do interior e das periferias, e até para eles mesmos. Alguns já estão totalmente integrados com as comunidades e começaram a criar raízes por aqui.

             A vinda dos médicos  cubanos funcionou não apenas como uma provocação mas, acima de tudo, como um desafio aos profissionais de saúde do Brasil. Espera-se que, com o exemplo dos cubanos, pelo menos as novas gerações das carreiras de saúde descolem-se das zonas de conforto das profissões  , e passem a enxergar um outro País.   Agora os cubanos se vão. Com eles ou sem eles, o governo pretende manter o Mais Médicos. Pode até mudar de nome . Anuncia-se que já tem  selecionados 18.240 médicos – brasileiros e estrangeiros –  para serem distribuídos entre 4.058 municípios, o que significaria  uma cobertura de 73% do território brasileiro. No mínimo, uma, última, talvez, lição de Fidel.

O ESTADO DESONESTO

Relação perversa: o cidadão começa a perder a obrigação de ser honesto com o Estado
Relação perversa: o cidadão começa a perder a obrigação de ser honesto com o Estado

A lei é um desastre e o Estado não é honesto.

“É mais fácil prender um menino com 10 gramas de maconha que um empresário por um golpe de R$ 10 milhões”. Quem diz isso é o  novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, numa entrevista para o jornal Correio Braziliense. Suas considerações conduzem a  muitas dúvidas e a uma única pergunta: o Brasil está diante de uma deterioração institucional ou está  sendo passado a limpo?  A confusão  emerge praticamente em todas as esferas do Poder , deixando perplexos os cidadãos.

            Na Justiça, inclusive no Supremo Tribunal Federal,  tramitam casuísmos em excesso, com  ganhos que nunca resultam em benefício para a Nação . Vive-se uma complexa trama de  oportunismos.  Fica-se sem saber se os tribunais atuam legislando ou julgando? Sem nunca se ter tido uma resposta precisa,  indaga-se se o direito de ricos e pobres  é igual, ou se o modelo do “trânsito em julgado” ou o “sistema recursivo” foram feitos somente para os ricos? A prisão domiciliar é um lixo ou um luxo?  Explicar a progressão de penas dá trabalho, mas endurecer o sistema custa mais caro. O que agrega para o País foro privilegiado ?  Para começar, só no Judiciário tramitam mais de 80 milhões de processos. No Supremo Tribunal Federal, cuja vocação é (quando interpelado)  julgar constitucionalidades , entram anualmente 50 mil novos processos. Um sem número trata  de questões políticas ou morais que se pretende sejam  judicializadas.   Os equívocos advém do desconhecimento, das omissões,  da fragilidade do rito processual, da  protelação de sentenças ou  se dão por  má fé mesmo. Brinca-se com a  Justiça,  gerando  uma quantidade enorme de interpretações  pessoais que se tornam em jurisprudência, passando a ser  aplicadas de maneira ampla, como se fossem leis emanadas dos céus.

         Com o peso da responsabilidade de substituir Joaquim Barbosa,  o novo  ministro do STF, (57 anos),  professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Centro Universitário de Brasília justifica as atitudes do Supremo  argumentando que ele age  no vácuo do Congresso. O Parlamento  tegiversa em suas responsabilidades, e elas terminam indo dar no tribunal. Para corrigir isso e muitas coisas mais, advoga de uma reforma política para mudança de paradigmas.  Que reforma que nada! O Congresso está atento, e age sempre em sentido contrário: como uma raposa que cuida dos ovos: não só os come, como, no dizer de Mário de Andrade, deglute-os prazerosamente.   No modelo de hoje, o eleitor  não sabe quem o representa. Todos, na esfera dos Três Poderes,  desvencilham-se fácil da responsabilidade. Sob um diáfano manto de democracia, ninguém parece sentir a necessidade de prestar contas aos eleitores. A representação como tal é letra morta.

         Crise de legitimidade? Ao falar sobre o impeachment, ressalta o minisrro que  o País está há trinta anos tentando consolidar as instituições e o poder civil , e  ”não se pode sacrificá-los no altar da política”. A presidente tem índices de popularidade abaixo de 10%; mas,  por outro lado,  menos 10% dos parlamentares foram eleitos pelo voto direto. Mais de 90%  dos deputados que estão no Congresso devido à transferência de votos de candidatos perdedores  dentro dos próprios partidos ou de partidos coligados, votos nulos, cancelados e abstenções. É o chamado voto proporcional. O Congresso que aí está foi eleito por menos da metade do eleitorado brasileiro. O eleitor não está nunca representado ali. Vota em um sujeito e elege outro. Daí Barroso defender o voto distrital e a cláusula de barreira para as coligações, de forma a amenizar ainda os efeitos das legendas de aluguel, partidos de ocasião e de conveniência. O foro privilegiado precisa também acabar, diz.

            Reconhece o ministro ser necessário criar uma cultura de responsabilidade política e de boa fé que vá do cidadão comum ao presidente da república.  O modelo  “hiperpresidencialista”é um entrave. Centralizado em pessoas, reproduz entre os  súditos o estado de espírito e a insegurança dos governantes. O projeto de Nação é relegado a um segundo plano. Outro engano é a partidarização explícita do Estado. Vicia o sistema e desestabiliza as instituições.  No esteira dessa crise deveria ser aberta logo  a discussão em direção a um regime que fosse, no mínimo, semi-presidencialista. O  presidente é eleito diretamente pelos cidadãos, nomeia ministros, comandantes, embaixadores   e o próprio primeiro-ministro a quem seria entregue a gestão das políticas públicas . A nomeação de um chefe de governo  deveria ser, contudo, condicionada a aprovação pelo Congresso e, quiçá, também a sua destituição.  Cria-se uma corresponsabilidade  e  enfrenta-se esse “front  inóspito da batalha” política .     O modelo claudicante que aí está  não oferece essa  possibilidade. E assim apropriado oligárquica, privada ou partidariamente, o  Estado não consegue ser honesto com a população. Em contrapartida, o sujeito, cada vez mais consciente, não se sente mais na obrigação de ser honesto com o Estado. A relação entre o cidadão e o Estado torna-se perversa para a Nação.

Jornalista, Professor, doutor em História Cultural. Consultor da Catalytica Empreendimentos e Inovações Sociais

Parlamento Digital: Plebiscito Revolucionário

      

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Depois de mais de vinte anos debatendo inutilmente sobre como fazer a reforma política por meio da democracia representativa, essencialmente, manipulada contra os interesses populares, os políticos brasileiros demonstraram, na prática, indispostos a essa tarefa. Por que? Simples. Se forem fundo no assunto, derrotam-se a si mesmo, porque a sua representatividade não tem correspondência com a vontade da maioria da população. Esta, de saco cheio, resolveu ir às ruas reivindicar seus legítimos direitos, usurpados. A proposta do plebiscito, feita pela presidenta Dilma Rousseff, levanta falsas questionamentos por parte dos adversários da ideia. São eles favoráveis, apenas, a que, eles mesmos, continuem, agora, sob pressão das ruas, dando as cartas, para, posteriormente, o povo dizer sim ou não ao que decidirem, via referendo. Parece piada, quando a humanidade já vive plenamente na era digital, pronta para participar de parlamentos digitais, revolucionando completamente a democracia por meio da participação direta nos assuntos nacionais e globais, em velocidade nunca vista. Levantam os oposicionistas e, mesmo, os situacionistas, incomodados com a revolução comunicatativa, à vista, que são complicadas as maneiras de organizar o plebiscito sobre a reforma política, porque se trata de muitas questões etc e tal. Ora, não seria facílimo elaborar essas questões conforme são realizados concursos públicos, enumerando-as, didaticamente, colocar no ar, via internet, e solicitar à população que meditem sobre elas, num prazo de 15 dias, mais ou menos, ao final dos quais estariam prontas as respostas, plenamente, meditadas, no ambiente familiar, no trabalho, nas organizações de classe, nos clubes, nas ruas e esquinas, nos bares, nos estádios de futebol, nas praias  etc? Haveria intensa troca de informações, ideias, opiniões, para, ao final, o eleitor/eleitora, plenamente, identificado/a, digitalmente, conforme a lei determina, desse sua opinião. Qual a dificuldade, se, até, crianças, a partir de dois, três anos, já manipulam computadores de todas as variedades, aprendendo coisas até mais difíceis, como jogos de diversas formulações, tonalidade e complexidades, para adultos etc? As dificuldades que os políticos brasileiros altamente conservadores estão colocando, relativamente, às impossibilidades(falsas) que se apresentam para a realização do plebiscito, têm outra natureza, muito específica: querem preservar o poder em suas mãos, dando as cartas, na democracia representativa, viciada por modelo político eleitoral corrupto, regado a dinheiro pelos grandes empresários e banqueiros, que manipulam as finanças estatais em beneficio próprio, prejudicando a população. Teme esse pessoal ser varrido pela democracia direta, participativa, expressão de revolução pacífica da cidadania. O parlamento digital, global, instantâneo, é uma revolução midiática extraordinária que atende, perfeitamente, as demandas das massas que estão nas ruas, ávidas por participarem das decisões, tirando essa prerrogativa das mãos e mentes dos que perderam, no Congresso, credibilidade e utilidade para execução dessa tarefa cidadã.

“Para que os maus triunfem, basta que os bons não façam nada”(E.Burke). Se cada     

      cidadão repassar esta  mensagem para vinte pessoas, em três dias a maioria dos

      brasileiros tomará conhecimento do seu conteúdo.

         

democracia digitalForças armadas digitais, governos digitais, eleições digitais,   livros digitais, ciências digitais, comércio digital, igreja digital,  jornais e tvs digitais.

Ora, por que não Parlamento Digital ?

A expressão pretende caracterizar uma  sociedade viral com força política reprimida,  suficiente,entretanto,  para alterar o  status institucional de uma comunidade ou de um País,    atuando autônoma e independentemente da sociedade política.

Infere-se a existência de uma comunidade, representada por milhões de pessoas conectadas por  dezenas de redes digitais – Twitter, Facebook,  Linkden, App.net, Identi.ca etc. –  cujo poder potencial tem revelado  disposição bastante para cobrar a solução de problemas que afligem a sociedade: o fechamento da Wall Street; a Primavera Árabe a discussão da Constituição na Islândia, os serviços públicos no Brasil. 

          Ao abrigo das redes socias,  uma opinião solitária, inibida no contexto político, pode   inspirar mobilizações de grandes conseqüências.

São dois bilhões de pessoas conectadas no mundo.

democracia digital 2No Brasil,  as redes reúnem  67 milhões de  internautas, mais de 1/3 da população,  perto de 70% dos eleitores,  conforme a Hello Research, (FSP,14.12.2012).

Cerca de 47% dos internautas são pessoas politizadas.  

            As redes estão incrustradas em empresas, em governos, partidos, grupos sociais, tribos, clubes e até no Colégio dos Cardeais do Vaticano.

Os políticos tentam  se aproximar dessa comunidade,  com intuito maior de usá-la a seu serviço. Mantem-se ligados a ela por meio de sites próprios, emails  e assessorias que circulam incógnitas pelas redes monitorando preocupações correntes , para tentar  antecipar iniciativas e  imobilizar ações emergentes por meio da cooptação dos internautas   para o processo formal.

Acreditam ser isso um Parlamento Digital.  Qualquer sugestão legislativa da sociedade civil para ser encaminhada no Congresso precisa de 1,3 milhão de assinaturas, e só tramitam   via parlamentares.

O projeto Ficha Limpa foi contornado,   esvaziado e praticamente ignorado na sociedade política.      

democracia digital 3 Assim, em torno de reivindicações e frustrações comunitárias  , os cidadãos  estão se juntando informalmente para exigir mudanças.

As tecnologias ampliam seu poder, permitindo gerar   na sociedade civil correntes intermináveis de apoio. As pessoas estão procurando no mundo digital a recuperação do Poder que a natureza lhes outorgou,  e os políticos usurparam. 

Laços  eletrônicos  interativos vão se estabelecendo.

Com ações mobilizadoras,  em tempo real e no espaço virtual, abre-se a possibilidade de se   provocar enorme   rupturas   nos modelos institucionais, sem a interferência de ideologias ou partidos.

Age-se anônima, espontânea e independente .

         Nicholas Kulish (NYT,out 2011), observou que o cansaço, a desilusão e mesmo o desprezo pelo processo político democrático tradicional está levando cada vez mais cidadãos a  rejeitar as estruturas  petrificadas.

democracia digital 1São  queixas contra a corrupção, os corporativismos, a falta de moradia, do desemprego, os cortes em gastos sociais,a má distribuição de renda, problemas  que os governos não conseguem resolver.

Aparentemente, há uma grande desilusão com a política e os políticos.

Os cidadãos despertam-se da  letargia do seu silêncio, para decidir , em espiral, por conta própria, situações que afetam o seu cotidiano.

Como instrumentos de  mobilização e aglutinação de pessoas em torno de aparentes micro causas, as redes sociais demonstram enorme eficiência.

Para os políticos tradicionais, parece aterrorizante esse mundo da Midiosfera (Morin, 2005),  que desvenda e emula corações e mentes.

          O nome Parlamento Digital (Quintão,2005)nada tem a ver com o convencional, começa por sugerir distâncias cada vez maiores entre a sociedade civil e a sociedade política.

locus da ruptura efetiva desloca-se dos espaços analógicos e institucionais para os imaginários e digitais em rede, descolando da prática política tradicional.

São milhões de anônimos transitando inconformados pelas redes.

Os atuais políticos não tem resposta para as demandas dessa sociedade civil.

*Jornalista

(Professor de Jornalismo Político e Econômico, Doutor em História).

 

A força de um sonho

A garra, a força, a vontade , a perseverança de Daniel Dias mostrou aos brasileiros que o país dispõe da energia necessária capaz de mobilizar os interesses em busca de ideais edificantes para serem colocados como objetivos plenamente alcançáveis e realizaveis como fator de educação social, moral e ética. O Brasil encerrou os Jogos Paraolímpicos de Londres com 21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze, um total de 43 e na sétima posição do quadro geral de medalhas, sua melhor colocação na história.

      O esporte comprova em

plena crise global que

(London Bridge UCB News) Participaram dos jogos paralímpicos de Londres 168 países, 4.280 atletas, competindo em 20 modalidades por 503 medalhas de ouro.

Na última edição, em Pequim 2008, foram quebrados 279 recordes mundiais em competições disputadas por  4 mil atletas de 148 países , e os Jogos foram acompanhados  por 3,8 bilhões de expectadores no mundo e 3,44 milhões de torcedores as arenas dos Jogos.

São números fenomenais, considerando que, em cada edição, esses resultados vão estendendo os limites do ser humano.

 “Será a maior Paralimpíada realizada até hoje”, segundo Philip Craven, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, que prevê uma audiência mundial superior a 4 bilhões de pessoas.

               A confiança dos ingleses, a partir do coração do Estádio Olímpico, Stratford, a nordeste de Londres, tem duas origens: o êxito das Olimpíadas encerradas há quatro semanas  com também dezenas de recordes batidos, e o fato de ter sido a Inglaterra o berço dos Jogos Paralímpicos.

é a maior motivação capaz de

emoldurar as sensações humanas

Os primeiros jogos entre pessoas portadoras de necessidades especiais aconteceram no Hospital de Stoke Mandeville, em 1948, envolvendo lesionados da Segunda Guerra, que se recuperavam ali.

Foram disputadas uma ou duas modalidades esportivas com apenas 16 pacientes.

Ludwig Guttman, um alemão migrado para a Inglaterra, e responsável pela experiência, acreditava que o esporte seria uma grande terapia física e mental para pessoas lesionadas.

Ao promover sua competição ao mesmo tempo em que aconteciam em Londres, pela segunda vez, os Jogos Olímpicos , Guttman sonhou com uma uma Paralímpiada.

Seu sonho tornou-se realidade 20 anos depois, com ele ainda vivo.

Aconteceu em Roma em 1968 com a presença de 400 atletas representando 23 países.

Agora, 168 países estão em Londres competindo ou participando desse evento  altamente celebrativo .

Viva a tecnologia colocada a serviço do ser humano para que possa romper os seus limites e torná-lo consciente de que somente o exercício do conhecimento de si mesmo é capaz de transformar a realidade a seu favor!

em um quadro de utilidades

edificantes para se transformar

O movimento paralímpico se espalhou  pelo mundo.

A  função fisioterápica dos esportes foi sendo reconhecida gradualmente, acompanhando estudos surgidos no âmbito das organizações internacionais de direitos humanos, que chegaram à descoberta de que cerca de 20 por cento da população mundial detém algum tipo deficiência física ou mental.

Até Guttman, essas pessoas não existiam como cidadãos .

Não tinham qualquer direito, e viviam á mercê da caridade alheia, submetidas as mais vís condições de sobrevivência e discriminação.

Os Jogos Paralímpicos  descortinaram este outro mundo.

E o Brasil?

Estudos do IBGE revelam que  15 por cento dos brasileiros têm em família pelo menos uma pessoa com problemas de deficiência.

As motivações do Brasil para com o problema não têm relação direta com guerra,  mas com a pobreza e com a miséria, emergidas da discussão sobre Justiça Social.

Assim, na segunda edição dos Jogos, em 1972, em Heildeberg, Alemanha, o Brasil já estava competindo no arco, natação e no basquete em cadeiras de rodas.

em necessidade de cultivo permanente

como adubo poderoso para

solidificar a solidariedade universal

Os brasileiros amargaram um longo tempo sem medalha.

A primeira, de ouro, veio somente em 1984. Hoje, contudo, com as sucessivas participações, detém 164 medalhas, sendo 46 de ouro, ocupando o 28º lugar.

 Tudo indica que, como os ingleses, o Brasil vai dar um salto quantitativo e qualitativo no tratamento com as pessoas portadoras de necessidades especiais a partir das Paralimpiadas de Londres, onde compete, nesta edição dos Jogos, em 18 das 20 modalidades.

Os atletas paralímpicos  de uma maneira geral têm recebido reconhecimento interno, por meio da legislações sociais e trabalhistas,  patrocínios  privados e financiamentos públicos para o esporte.

O grande problema do mundo continua, entretanto, sendo a assistência aos não atletas.

Nessa área os recordes são quase imbatíveis.

 

Espírito olímpico exige independência espiritual

O esporte é, sobretudo, um sentimento de superação que se sintoniza com a emoção de demonstração do que o ser humano é capaz de realizar no conjunto do seu existir que não exime, naturalmente, o individualismo. Mas, a promoção dessa individualidade e desse sentimento que emociona requer decisões políticas que se relacionam com projetos de desenvolvimento nacional, no qual se situam, harmoniosamente, satisfação do indíviduo, em sua totalidade espiritual, material, individual e coletiva. O Brasil e a América do Sul têm, historicamente, tido participações acanhadas nas Olimpíadas, simplesmente, porque não se desenvolveu, ainda, de forma suficiente e total, o espírito sul-americano independente, consciente de sua força, algo somente possível mediante tomada de consciências a partir de decisões voltadas para a promoção do desenvolvimento, ancorado nas energias internas sul-americanas e brasileiras, especialmente. Enquanto a América do Sul e o Brasil não se sentirem totalmente livres das forças que sempre os dominaram, de fora para dentro, manipulando suas riquezas, em favor de interesses alienígenas em detrimento do sentimento nacional, sul-americano, evidentemente, a austo-estima espiritual, continental, estará batizada de uma dominação psicológica externadora de complexo de inferioridade. A crise mundial do capitalismo em curso, que vai demonstrando o fracasso das potências imperiais de conduzir o mundo a partir da sua própria verdade evidencia que os demais povos têm que se ancorarem na sua própria capacidade de superar os seus problemas, construindo seu próprio espaço, que se expressa, ao final, na consciência de si para trabalhar por si para si mesmo na construção de um ideal maior, perfeitamente, factível, pelo exercício da própria vontade. Esse, essencialmente, é o espírito olímpico que fabrica o vencedores. A América do Sul, consciente do seu valor, sob orientações políticas nacionalistas, como o caso político brasileiro, sob orientação nacionalista dilmista, vai ganhando essa consciência que se agigantará, certamente, ao longo dos próximos anos, mudando e deixando para um passado remoto uma mentalidade colonizada, massacrada pela falta de confiança em si mesma.

Há atletas que vêm para semear

(London Bridge UCB News) “Tem gente que vem para plantar e preparar o palco, para que os próximos possam brilhar” , diz Ana Moser, ex-jogadora de voley da seleção brasileira, ao analisar o fracasso da equipe de ginástica nas XXX Olimpíadas de Londres. Diego Hipólito, Dayane Santos,  que, em tom de brincadeira, já se diz desempregada, dificilmente estarão na Olímpiadas de 2.016, no Rio de Janeiro, por causa da idade, e não por suas qualidades , já que foram ganhadores seguidos de várias medalhas. Mas ninguém pode contestar o fato de que  esses atletas semearam a geração de 2016.

Nossos principais representantes da equipe olímpica de Londres assim como Guga, Emerson Fittipaldi e  Ademar Ferreira da Silva, Éder Jôfre, Hélio Grace, Joaquim Cruz foram atletas que despertaram o Brasil do sonho imobilizador do carnaval, do futebol e das mulatas. Muito antes de promover a imagem do brasileiro, essa metaforização dava  um caráter folclórico e irresponsável à nossa identidade, só quebrado recentemente quando o Pib do Brasil (U$ 2,5 trilhões)  pulou para a sexta posição no mundo derrubando  o de alguns países considerados “molas mestres” da economia mundial como a Inglaterra, Itália, Rússia e Espanha . O Brasil também ajuda a mover o mundo.

É assim mesmo, tem gente que vem para semear, outros nascem para ser vitoriosos como indivíduos, como  Lula, Sena, Piquet, Aurélio Miguel, César Cielo, Scheidt, Maureen. Os citados no primeiro grupo tornaram-se ícones  da gerações que os sucederam, inspirando a implantação de milhares de academias de ginásticas, piscinas olímpicas, pistas de atletismo – mesmo improvisadas – escolas de educação física por todo o País; e o segundo  passou a idéia de que não existe sonho impossível.

            O Brasil não deixou de ser o país do futebol –  ainda está entre os dez melhores -, nem do carnaval ou das belas mulatas, atrás das quais desembarcavam no Rio de Janeiro príncipes e condes, estimulados pela idéia de, trezentos  anos atrás, dos “viajantes”estrangeiros à América de que abaixo do Equador tudo era possível. Mas esses dois grupos,  esses atletas no seu conjunto foram os grandes alavancadores  da visibilidade do esporte e da economia brasileira no mundo.  Os investimentos vieram atrás deles. A balança de serviços registra ser o Brasil o País maior exportador de jogador de futebol.  Temos mais de 600 jogadores no exterior, de tal forma que alguns chegam a disputar a Copa do Mundo por outros países, como Liédson, do Corinthias. O negócio carreia para o País cerca de R$ 1 bilhão de reais por mês.

Portanto, não tem fiasco, só sacrifício. Esses atletas vão entrar , de fato, no mercado de trabalho,  na idade em que a maioria dos não atletas já se realizaram profissionalmente. É preciso recebê-los com carinho. Eles serão responsáveis pela preparação da geração de 2016. Além disso,  as  Olimpíadas estão começando, os brasileiros são uma delegação, uma comunidade, e terão ainda muitas chances pela frente. No próprio atletismo pode-se sonhar ainda com medalha nas argolas masculinas, com Arthur Zanetti, que terminou a fase classificatória com a quarta melhor nota, e  Sérgio Sassaki  que se classificou para a final na prova individual geral.

Londres, a velha majestade, tenta,ainda impor sua lei, embora não tenha mais aquela força que a velha Albion exibia, com todo o seu orgulho, pelo mundo afora, expresso na potência monetária da libra esterlina, ultrapassada pelo dólar, a partir da segunda guerra mundial. Mas, como diz Ayle, quem foi rei acha que sempre será a majestade. Os jogos olímpicos de Londres, em meio à grande crise capitalista global, em que os britânicos se vêem diante de suas próprias fragilidades, expressas na depedência dos outros povos, para se afirmar, no contexto europeu e mundial, demonstram a emergência das novas forças, que colocam o poder colonial diante de novas alternativas, expressamente, expostas na simples verdade de que os poderes imperiais não têm mais a garantia de outra de que sua voz imperial será obedecida pelos súditos, porque os súdidos de ontem podem ser representantes do novo império de hoje, no contexto das novas relações de toca em que o forte se torna fraco e fraco, forte.

A majestade contestada em sua força

“Ser ou não ser”  (To be or not to be), esta foi uma das questões litúrgicas mais complicadas colocadas pelo cerimonial na abertura das Olimpíadas para  54 países soberanos colonizados pelos ingleses,  dezesseis dos quais ainda súditos da Rainha Elizabeth II da Inglaterra. Cada delegação deveria abaixar cerimoniosamente a bandeira ao passar em frente ao palanque oficial,  onde estava a chefe do Estado Britânico. Embora parte desse grupo, a representação olímpica dos Estados Unidos recusava-se a fazê-lo e outros a ignoraram.

               Isso não pode ser computado como uma indelicadeza, mas é inerente a recusa do reconhecimento, já em desuso, desta submissão colonial histórica,  que faz parte do imaginário dos britânicos – quem foi rei não perde a majestade – e pode causar ainda problemas diplomáticos.  Nesse sentido, os ingleses ficam a dever à comunidade olímpica,  ao trocar, por exemplo, a bandeira da Coréia do Norte pela a da Coréia do Sul, o que atrasou por uma hora o início do jogo das seleções femininas de futebol  norte-coreana e colombiana, em Camdem Park , o que esteve perto de gerar  um incidente diplomático. O episódio torna-se mais desagradável, porque Pyongyang preparava-se para celebrar, com desfiles militares, 59 anos do acordo que encerrou a feroz guerra fratricida na península coreana, e que fixou, no paralelo 38, os limites  territoriais do norte e do sul, sob a égide dos Estados Unidos e da Inglaterra,  que terminou por estigmatizar as duas partes como o lado comunista e o democrático liberal. Os comunistas nunca concordaram totalmente com essa divisão, e por isso aceitaram com ressalvas as desculpas dos ingleses, que já haviam tentado impedir o hasteamento da bandeira do norte na Copa do Mundo de 1966.

 Na abertura dos XXX Jogos Olímpicos  e até em conversas informais, mesmo discretamente ou em tom de brincadeira, o inglês não esquece  de que o sol não se poe no Império Britânico.  A expansão colonial inglesa até o século XIX foi tão extensa que os ingleses se faziam presentes nos territórios  mais distantes do globo, chegando a dominar 20% das terras do planeta e 25% de sua população. O Império estendia-se do Caribe (Honduras Britânicas e Guiana Inglesa) até a Austrália e ilhas remotas do Pacífico, passando por um terço da África (envolvendo a África do Sul, Nigéria, Egito, Quênia e Uganda), Índia, Birmânia e China.  O sol estava sempre  brilhando em pelo menos um deles.

             Na medida em que as colônias foram  tornando-se independentes,  surgiu a Comunidadade de Naçoes da Língua Inglesa ( Commonwealth), uma associação voluntária de 54 estados soberanos, embora dezesseis dos Estados-Membros tenham  ainda como chefe de Estado,  a rainha Elizabeth, da Inglaterra . Os membros dessa extensa Comunidade sao ex-colônias britânicas, que reúnem três países  na Europa,  doze  na América do Norte,  um  na América do Sul, dezenove na África, oito na Ásia, e onze na Oceania.  Somados as populaçoes  tem-se ainda hoje sob a influência cultural inglesa 2,1 bilhões de pessoas, quase um terço da população mundial. Entre as excentricidades está Moçambique , membro, ao mesmo tempo, da Commonwealth e da Comunidade de Língua Portuguesa, liderada pelo Brasil e Portugal.