Narrativa terrorista midiática da Folha contra Lula

Esquerda sem narrativa

O problema da esquerda brasileira, segundo o jurista marxista Alysson Mascaro, é que ela não construiu ao longo da Nova República, pós ditadura militar, o instrumental necessário para conduzir sua narrativa política engajada com os interesses populares; depende, sempre, da narrativa alheia, invariavelmente, inimiga dela; veja essa vagabunda pesquisa armada pelo DataFolha, hoje, em que inicia a narrativa nova da direita contra a esquerda com claro objetivo de inviabilizar candidatura Lula; o que faria a responsabilidade honesta de veículo de comunicação que se diz independente como a Folha de São Paulo? Trabalharia em cima da realidade, ou seja, a tendência das pesquisas, como a Fórum, de grande credibilidade, cujos dados colocam Lula na frente de Bolsonaro numa disputa de segundo turno em 2022; essa tendência ficou clara com entrevista do ex-presidente depois da decisão jurídica do ministro Fachin, do STF, que liberou ele para disputar eleição; com base nos dados da Operação Vazajato, que deixou clara manipulação realizada pelo ex-ministro e ex-juiz, Sérgio Moro, com os procuradores, para forçar condenação de Lula e sua consequente inviabilidade eleitoral, apoiada na Lei da Ficha Limpa, Fachin decidiu favoravelmente ao ex-presidente; imediatamente, criou-se novo clima político no país; a farsa da Operação Lavajato caiu por terra e ficou evidente a necessidade de o STF declarar Moro suspeito pelo que fez; essa é uma evidência/exigênica clara reclamada, tanto no Brasil como em todo o mundo; as chances eleitorais de Lula explodiram e colocaram a direita e, principalmente, Bolsonaro em sinuca de bico; o que faz a Folha, dez dias depois da decisão de Fachin? Busca, com seu instrumental golpista, a Pesquisa Data Folha, distorcer os fatos e criar nova narrativa; 51% dos pesquisas acham Lula culpado; induz o leitor a concluir que Moro estava certo e que Fachin errou em liberar Lula; fica clara a torcida da Folha em provocar uma inversão falsa dos fatos.

Manipulação explícita

Por que isso tem, historicamente, ocorrido, no Brasil, especialmente, na Era Petista, que se iniciou em 2003 e terminou com o golpe neoliberal de 2016, dado pelas forças externas, aliadas à elite interna? Poderiam ser citados vários fatores como essa união do capitalismo internacional com as forças internas reacionárias golpistas, impermeáveis às mudanças estruturais no país onde se registra maior desigualdade social no planeta terra; o subconsumismo capitalista tupiniquim, devido à ultraconcentração da renda nacional, transformou-se em maior fator de fuga de capital/inflação/recessão, depois que o PT, Lula e Dilma, foi derrubado pelo golpe neoliberal; mas quem debate o problema? Só a mídia golpista, porque a esquerda não tem mídia; a população mais pobre que se beneficiou da distribuição da renda nacional durante PT no poder não leu nada disso numa mídia de esquerda; Lula e Dilma não operaram politicamente as mídias comunitárias; pelo contrário, puxaram tapete dela, fazendo o contrário do que fizeram Evo Morales, na Bolívia, e Hugo Chaves e Maduro, na Venezuela; também, na Argentina, Cristina Kirchner rompeu com o oligopólio midiátio argentino, comandado pelo Grupo Clarin, teleguiado de Washington, como são as mídias conservadoras brasileiras, com destaque para a TV Globo etc; resultado:, PT não cacarejou com mídia de esquerda a sua façanha política histórica; por isso, como diz o repórter da Telesur e da TV Comunitária, Beto Almeida, ninguém ficou sabendo das obras petistas progressistas, populares, educativas, revolucionárias; o PT virou partido globodependente;  consequentemente, não houve reação popular ao golpe de 2016, para desalojar as forças populares do poder; está, portanto, certo Alysson Mascaro ao dizer que a esquerda não tem o instrumental para o discurso socialista; fica dependendo da narrativa capitalista; quando sai para o debate, já sai derrotada.