Conspiração das elites para salvar Moro

Articulam perdão a Moro

Há ou não uma conspiração das elites para passar panos quentes nos crimes de lesa pátria de Moro? O ex-juiz teria apenas prevaricado no exercício do cargo, segundo os que ajeitam uma saída nada honrosa para ele; tese construída para livrá-lo dos crimes de destruição nacional; o preço da destruição supera os R$ 172 bilhões, segundo estudos dos sindicalistas de diversos setores, do comércio e da indústria; a infraestrutura produtiva e ocupacional puxada pelos planos de investimentos da Petrobras foi sucateada com a Operação Lavajato; destruiu-se a engenharia nacional, a indústria e o mercado, nacional e internacional, de serviços que ela dominava; mais de 4 milhões de desempregados diretos.

Golpe internacional

A Operação Lavajato, direcionada pelo departamento de justiça dos EUA com os procuradores nacionais, especializaram na produção de narrativas divulgadas maciçamente pela grande mídia aliada ao capital externo parta transformar Moro em xerife justiceiro para combater a corrupção na Petrobras; o jurista e Hacker, Delgati, conforme Operação Spoffing, desmoralizou a Lavajato, que levou Lula à cadeia, inviabilizando sua candidatura em 2018. Os que querem passar o pano em cima dos crimes de Moro, juntando todos debaixo do guarda-chuva da prevaricação, foram os mesmos que passaram o pano em cima dos crimes de FHC na privataria tucana.

Julgamento exemplar

É preciso o julgamento exemplar da Lavajato para caracterizar sua origem no exterior das fronteiras nacionais para desestabilizar os governos petistas, a partir da narrativa de lawfare criminosa contra Lula. Tratou-se de operação internacional no contexto da guerra híbrida a partir de 2013, para desestabilizar governo Dilma; a guerra foi travada no terreno jurídico e as determinações de Moro e dos procuradores compuseram a narrativa previamente armada com Washington; a história já mostra o roteiro da ação imperialista, para desembocar nos golpes de 2016, contra Dilma, e 2018, contra Lula.

Primavera tupiniquim

Moro foi o condutor da primavera brasileira conduzida pelo governo Obama, cujo desfecho, se sabe agora, é o governo neoliberal de Bolsonaro, ao vivo, em bancarrota. Diante de tal estrago que destrói a vida do país, conduzido pelo xerife Moro, é possível dizer que ele apenas cometeu crime de prevaricação, como caracterizou Fernando Haddad? É ou não mais uma armação de Washington com as elites nacionais para conformar aquela velha fraude de reformar a sala apenas mudando os móveis de posição?