Centrão afunda Bolsonaro e bombeia Lula c/ apoio de Delfim

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Incompetência aliada

A PEC Emergencial é escorregada política incompetente do Centrão; por ela, os governadores, base essencial dele , vão ter que entrar num arrocho fiscal sem paralelo na histórica econômica nacional, para que sobre dinheiro para servir à banca no pagamento de juros que alcançará esse ano mais de R$ 1 trilhão; a renda disponível para consumo cairá, acentuadamente, como teto de gastos; o subconsumismo produzirá queda adicional de arrecadação; afinal, sem esta os Estados e Municípios serão forçados a atrasar salários dos servidores, porque suas despesas ficarão acima de 95% das suas receitas, sendo obrigados a aprofundar cortes de gastos sociais, especialmente, saúde e educação em plena pandemia, conforme determina filosofia da PEC Emergencial; ou seja, Centrão dispara gatilho contra governadores e prefeitos, base que deveria proteger para ganhar eleição em 2022; o presidente da Câmara e do Congresso, deputado Arthur Lira(PP-AL) e senador Rodrigo Pacheco(DEM-MG) caíram como marinheiros de primeira viagem na armadilha dos banqueiros, que condicionaram o auxílio emergencial e esse arrocho fiscal desproporcional.

Gatilho contra Bolsonaro

O presidente, que, na pandemia, onde se posiciona como negacionista,  já está no pelourinho para ser surrado pela opinião pública, será o mais prejudicado, politicamente, pelos R$ 150 de Auxílio Emergencial, aprovado pelo Centrão, de modo a manter privilégios da banca; a contrapartida desse valor irrisório, será a perda de votos dos servidores e toda a cadeia social dependente deles; como Lula prega R$ 600, o presidente da República ficará tentado a pular fora do arrocho dos seus aliados, no Congresso; não foi o que aconteceu da última vez? Paulo Guedes propôs R$ 200, a esquerda contrapôs 1 salário mínimo, mas o Centrão aprovou R$ 500, com acordo da oposição; Bolsonaro, para diferenciar, optou por R$ 600; sua popularidade subiu feito foguete; se, agora, com a PEC Emergencial, o Centrão aprova R$ 150, que fará Bolsonaro diante de Lula que quer 3 x mais que isso, arregimentando a massa de socialmente excluídos, na miséria e na fome? Assistirá sua popularidade despencar, ao contrário do que ocorreu, no ano passado, para favorecer seu maior adversário? Até parece que o Centrão levantou a bola para Lula chutar na marca do penalty sem goleiro!

Bola nas costas

Bolsonaro levará essa nas costas, aprofundando impopularidade, agora, mais intensa, por conta da pandemia contra a qual perde de goleada, ou vai deixar de lado proposta de ultraneoliberal de Paulo Guedes e abraçar a de Lula favorável a uma emissão monetária de R$ 500 bilhões para bancar o auxílio, em vez de arrancar R$ 44 bilhões das costas dos trabalhadores, sem ter contrapartida de aquecimento econômico e geração de empregos? Vai dar de bandeja o jogo para o inimigo ou fugirá da ortodoxia monetária do BC que o condena à derrota por estar produzindo, artificialmente, inflação, secando a liquidez na praça para a taxa de juros ao crediário ficar nos 300% ao ano? A política de Guedes é, de um lado, garrote sufocante em Bolsonaro e, de outro, impulso à ascensão de Lula; Centrão entrou de gaiato na armadilha da banca e se lasca com a população; Bolsonaro vai acompanhar esses aliados politicamente suicidas ou seguirá lição de Lula, elogiada pelo ex-czar da economia na ditadura militar, Delfim Netto, pregador de voto no potencial candidato do PT?