Intervenção na Petrobrás atrai PT e rechaça PSDB-DEM-MDB

Resultado de imagem para bolsonaro, lula e fhc

Explodem as contradições

As contradições explodem a cada momento; a intervenção na Petrobrás colocou o PT na condição de apoiar Bolsonaro, nesse gesto nacionalista, que, por sua vez, incomoda, profundamente, aqueles que o apoiaram, no segundo turno, em 2018, os neoliberais PSDB-DEM-PMDB; no primeiro turno, os neoliberais se deram mal; o banqueiro Henrique Meirelles, MDB, candidato de Temer, o grande entreguista, traidor e autor de Ponte para o Futuro, que leva o país para o passado, não ultrapassou 1,5% dos votos; já o candidato tucano, Geraldo Alkcmim, também, não ultrapassou essa marca; somados, PSDB-MDB-DEM, tocaram a tropa; a sociedade não engoliu o neoliberalismo tucano-emedebista-democrata; sem opção, os neoliberais, decididos a aprofundar o antagonismo com o PT, radicalizando a tendência antipetista, construída pela fraude da Lavajato, pularam para o barco bolsonarista; poder-se-ia(mesóclise temerista) afirmar que Bolsonaro, para ganhar votos, tivesse embarcado no neoliberalismo, naquele momento, como estavam posicionados MDB-PSDB-DEM? Fernando Gabeira, no Globo, no dia dos seus 80 anos, concluiu que o presidente fascista embarcou, espertamente, na causa neoliberal, para faturar segundo turno contra Haddad; ou melhor, os neoliberais, sem saída, embarcaram na canoa de Bolsonaro, porque não queriam o quinto mandato do PT; afinal, eles não derrubaram Dilma, justamente, para evitar essa possibilidade, de modo a favorecer seus interesses antinacionais, sendo o principal deles, privatizar a Petrobrás e acabar, como disse FHC, com a Era Vargas?

Morte de FHC

Esse embarque neoliberal no barco bolsonarista levaria à conclusão de que Bolsonaro estaria comprometido com a privatização da Petrobras, contra a qual está o PT, embora sem defender que se Haddad ganhasse reverteria privatizações já realizadas? É bom lembrar que Bolsonaro já havia defendido a morte de FHC por ter privatizado a Vale do Rio Doce; também, ele e seus pares militares não suportavam o líder maior do PSDB por ter defendido que as Forças Armadas, como prega Washington,  tivessem como missão mero papel de polícia, de capitão do mato, não de agentes de defesa da soberania nacional; em diversas ocasiões o jornalista tucano, Élio Gaspari, ligado a José Serra, promotor parlamentar do esquartejamento da Petrobras, ironizou pretensão dos militares, nesse sentido; vocalizava a voz tucana segundo a qual a missão das forças armadas, sob tucanato, fosse a de obediência a Tio Sam, pronto e acabou; portanto, jamais se pode dizer que Bolsonaro guardasse relação política de aliança com os tucanos, anti-militaristas, no seu entender;

PT e militares

FHC, sobretudo, combatia o PT por ter, em 2005 e 2007, aprovado, no Congresso, respectivamente, o Plano Nacional de Defesa(PND) e a Estratégia de Defesa Nacional(EDN); graças ao PND e a EDN, Lula atendeu reivindicações históricas dos militares; no Exército, implementou complexo cibernético, para defesa do território nacional; na Marinha, o submarino atômico, para proteção da Amazônia Azul e a costa marítima, e na Aeronáutica, os caças supersônicos, para defesa aérea, tudo configurado em contratos com fornecedores que implicam transferência de tecnologia; em 2016, em palestra, no CEUB, em Brasília, pouco antes do golpe contra Dilma, o então comandante do Exército, general Villas Boas, defendeu o nacionalismo como necessário à instalação, no país, da indústria de defesa nacional, proporcionada pela legislação aprovada no Congresso, com o empenho de Lula e do então ministro da Defesa, Nelson Jobim; Lula tem razão quando diz que se voltar ao poder quer ter um tete-a-tete com os militares para perguntar-lhes quem mais fez pelas forças armadas, ao longo da história do Brasil, do que ele e o PT; o fato, portanto, é que os militares, base de apoio de Bolsonaro, no governo, sabem quem os promoveram, para garantir defesa e soberania nacional; não foram os tucanos, mas os petistas, que, certamente, são contra o sucateamento da Petrobras; afinal a indústria de defesa defenderia ou não a Petrobras contra os abutres Paulo Guedes e Castello Branco?

Engajamento petista nacionalista

Toda a infraestrutura implícita no Plano Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional foi construída não para destruir, mas para construir e fortalecer a Petrobras; nos governos petistas, essa evidência se demonstrou com os investimentos da Petrobras que resultaram na descoberta do Pré-Sal, base nova política federativa; esta seria construída pelos royalties petrolífero, e da construção das refinarias, que transformaram a estatal petroleira em complexo oligopólico nacional competidor internacional, o que, agora, está sendo destruído pela política neoliberal dos tucanos, comandados por Guedes e seu fantoche, na presidência da empresa, Castello Branco; ambos tocam política entreguista que destrói maior agente do desenvolvimento nacional, inviabilizando sonho de independência nacional; certamente, PT. como está acontecendo com Bolsonaro, não aceitaria política de paridade de preços de importação, adotada pelos neoliberais na Petrobras; se o Brasil é autosuficiente na produção, graças ao Pré Sal, e possui infraestrutura produtiva e ocupacional para produzir barato e ser competitivo no mercado global, para que seguir preço externo, ditado pelas multis, se pode ter o seu próprio preço, com custo e margem de lucro, capaz de garantir abastecimento, lucro e novos investimentos no desenvolvimento nacional? Se Bolsonaro interfere, nesse momento, na Petrobras, levando a Globo, porta-voz de Washington, ao desespero, é porque se rebelou não contra o PT, mas contra os neoliberais do PSDB-DEM-MDB; a questão a saber, agora, é a seguinte: o Centrão, estrategicamente, negado por PSDB-DEM-MDB, para dominar Congresso, combaterá, em nome do mercado e da Globo, a intervenção de Bolsonaro, ou se alinhará ao presidente, que, no seu gesto nacionalista, atrai as simpatias  do PT? Centrão-PT-Bolsonaro se alinhariam, taticamente, contra os entreguistas que querem destruir a Petrobras?