Bolsonaro repete Dilma-PT para garantir reeleição-2022

“Bolsonaro dilmou”, dizem executivos sobre intervenção de presidente na Petrobras

Tacada política

Muda tudo no cenário da eleição de 2022; Bolsonaro dá uma tacada política, a de conter a política de preços da Petrobrás, comandada por uma diretoria neoliberal, defensora dos concorrentes da Petrobrás, e abre espaço político para sua reeleição; repete PT-Dilma; vamos fazer um raciocínio simples: empresário está cheio de mercadorias indispensáveis ao consumo da população, feijão, por exemplo; tem produção própria, tem terra, tem insumos, tem adubos e, principalmente, tem mercado; por que ele deixa seu preço ser formado pelo concorrente que mora no exterior, se pode vender barato, ganhar a concorrência, ter lucro e realizar novos investimentos no seu negócio? O concorrente, com produto importado, está produzindo muito mais caro, porque, para vender no mercado do outro, precisa pagar fretes, impostos para internalização do feijão importado etc; desse modo, o produtor de feijão joga fora sua vantagem comparativa, que é ter preço competitivo, para dar preferência ao produto mais caro do concorrente; é racional uma coisa dessa?

Guedes em baixa

Até uma criança entenderia isso; mas, Paulo Guedes e seu pupilo, na Petrobras, resolveram fazer o contrário, com o preço do petróleo; por que? Simples, não trabalham para o Brasil, mas para os concorrentes do Brasil; em vez de trabalharem para vender o produto barato nacional, porque tem condições de fazer isso, não, faz o contrário, o jogo do concorrente; não levaram em consideração fatos óbvios: o país é autosuficiente em petróleo, domina a extração, a produção, a circulação e a distribuição do produto, pois comanda o circuito da cadeia produtiva, do poço ao posto, com custo baixo; Guedes e Castello desconsideraram esses fatos; preferem seguir a tal da  Paridade de Preços de Importação(PPI), para favorecer importador; mais de 300 importadores de derivados de petróleo estão cadastrados na Agência Nacional de Petróleo(ANP), para fazer esse trabalho ANTI-PÁTRIA; o resultado é aumento um atrás do outro sob justificativa de que lá fora o preço está aumentando, enquanto a desvalorização do real força a transferência dos custos importados para o consumidor no mercado interno.

Jogando contra povo

Os bonitos e ladrões neoliberais que tomaram conta da Petrobrás, a serviço das multis do petróleo, agem como se o Brasil, como a Arábia Saudita, a Noruega etc, não fosse produtor autosuficiente, para garantir o consumo interno, independente da política de preços internacionais; não levam em conta a vantagem comparativa brasileira; são vendilhões da pátria que reajustaram, nesse ano, a gasolina em 34% e o diesel em 27%, com essa desculpa esfarrapada lesa pátria; é claro que a inflação está subindo sem controle por causa de tal política que impacta sobre o consumo e a produção; são responsáveis pelo aumento do custo Brasil e da queda de competitividade geral da economia; afinal, os ladrões do povo estão importando combustível caro, sendo que se pode produzir barato aqui dentro, como fazem os árabes, os noruegueses, os russos etc.

Globo antijornalismo

A Globo deu quase meia hora de cobertura da decisão do presidente Bolsonaro de demitir o vendilhão Castello Branco e colocou para repercutir o assunto só gente ligada às multinacionais, porta-vozes da Esso, da Shell, da Total, dos institutos que eles criam aqui para fazer a cabeça da mídia etc; mais uma vez, o jornalismo da Globo se revelou antinacionalista, escuta, apenas, um lado da notícia; por que não ouviram especialistas engenheiros da Petrobrás, dos sindicatos dos trabalhadores, etc? Esse é o jornalismo independente? Combatem O PETRÓLEO É NOSSO. Bolsonaro deu uma dentro, tirando a raposa que estava tomando conta do galinheiro; agora, é saber se manterá ou não essa política de lesa pátria, que mata o povo de fome e reduz as possibilidades de crescimento econômico sustentável; se remover essa política lesiva ao povo e aos interesses nacionais, cria fato político que, naturalmente, influenciará na sua pretensão de alcançar segundo mandato; se for para continuar tudo como está, continuará afundando, com a política entreguista neoliberal de Guedes, aumentando fome, desemprego, inflação etc; aí, adeus, reeleição.