Porta-voz de Biden pra negociar com presidente capitão

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Porta voz de Tio Sam

Pode escrever: FHC já se exercita, com seu sabujismo, na tarefa de ser embaixador de Biden para negociar com o capitão presidente; disfarçadamente, joga com o radicalismo neoliberal que favorece a banca, mantendo o comando da economia com Paulo Guedes. Diz tudo que Tio Sam quer ouvir. Tá pra nascer um cara cínico como FHC; ele lamenta a desigualdade social e prega prosperidade, mas resiste à carapuça que a história a ele se impõe ao negar-se a fazer qualquer autocrítica sobre os erros fatais do seu governo, reconhecidos, hoje, por tucanos arrependidos, como André Lara Resende; de acordo Resende, o mais brilhante economista que serviu em seu governo, na montagem do real, o grande erro dele foi fixar a taxa de juro acima do crescimento do PIB, para atender credores; produziu, dessa forma, a imensa concentração de renda e desigualdade social, responsáveis, hoje, pela instabilidade cambial e consequente fuga de capital, graças à crônica insuficiência de demanda interna; o suposto marxista não prestou atenção no principal diagnóstico de Marx para caracterizar as crise capitalistas; também, contribuiu para que essa desigualdade e essa concentração se multiplicasse decisão dele de não taxar lucros e dividendos dos capitalistas; com essa benesse, o pessoal do andar de cima embolsa, anualmente, cerca de R$ 300 bi, quase 7 vezes mais o orçamento do programa Bolsa Família; igualmente, rendeu-se à recomendação do Banco Mundial para aprovar a Lei Kandir, legislação imperialista, ao lado da Lei de Responsabilidade Fiscal, que isenta de tributos exportação de produtos primários e semielaborados; consequentemente, inviabilizou industrialização e implodiu saúde financeira do sistema federativo, devido ao aprofundamento da deterioração nos termos de trocas.

Capitão do mato do capital especulativo

Ao falar, agora, da situação atual, dando uma de puxa-saco prá cima dos democratas americanos, aos quais se rendeu, vergonhosamente, é incapaz de argumentar que representou grande erro as determinações do Consenso de Washington, ancoradas na imperialista teoria monetária adotada pelo seu governo, imposta pelo FMI-BIRD, da qual todos, hoje, fogem; por que não fala em relação a ela o que, também, está dizendo Lara Resende, de forma contundente, ou seja, que se trata de equívoco, para fazer prosperar, tão somente, a bancocracia, a economia fictícia, especulativa, enquanto afunda a economia real, sob peso de dívida pública impagável, graças ao modelo que importou, acriticamente? Esta na cara que a teoria monetária restritiva neoliberal, que impõe teto de gasto em nome de ajuste fiscal a qualquer custo, já era, como fator de estabilidade econômica, social e política; mantê-la é tarefa de FHC, como capitão do mato da bancocracia, empenhado em escravizar população; todos os capitalistas desenvolvidos, depois do crash de 2008, lançam mão da nova moderna teoria monetária, que maneja a economia mediante finanças funcionais; por ela, como se vê nas economias realmente soberanas, não há restrição alguma aos gastos do Estado, se o governo emite moeda nacional, instrumento de desenvolvimento e não de extração forçada de renda da população para favorecer credores, enquanto o povo passa fome; FHC não faz considerações nesse sentido, para se manter submisso ao que deixou de ser útil, em matéria de política econômica; atém-se aos velhos mandamentos de que emissão monetária produz pressão inflacionária; com isso, satisfaz os que financiam seu partido, em defesa da mesma linha que segue Bolsonaro; no fundo, defende Paulo Guedes, que destrói as forças produtivas, como fez ele durante a privataria tucana, ao aprofundar dependência econômica nacional; rasgando a fantasia ideológica, atrás da qual se tenta esconder, FHC é puro Bolsonaro e vice-versa, com rédeas do neoliberalismo pauloguedesiano. Alias, FH, no governo, confirmou sua própria tese antinacional, vendilhã da pátria, expressa na teoria da dependência, que escreveu com Falleto, favorável à acomodação da periferia capitalista aos desmandos do imperialismo cêntrico; por isso, não é novidade que mandou seu ministro das Relações Exteriores tirar o sapato para entrar nos Estados Unidos; nesse momento, diante de Bolsonaro, dá o recado à população para sentar e se acomodar, porque o leão é manso; é novo porta voz de Biden junto ao capitão presidente.