Neoimperialismo midiático ditatorial global

MATERIALISMO DIALÉTICO HEGELIANO
IMPÕE-SE AO DEVIR UTÓPICO MARXISTA
NA GUERRA DO OLIGOPÓLIO PÚBLICO X
OLIGOPÓLIO PRIVADO NOS ESTADOS UNIDOS
Jack London, escritor socialista americano, em Tacão de Ferro, prefaciado por Trotski, diz que, no estertor capitalista, o grande confronto final se dará entre o oligopólio público versus oligopólio privado; este cuida do lucro; aquele, do interesse público; o Estado, por sua vez, no capitalismo, é, como disse Marx, o comitê executivo da burguesia financeira; como tal, o Estado é capital, poder sobre coisas e pessoas; quem vencerá a parada? A censura do oligopólio privado da informação se realizou, incontrastavelmente, sobre o Estado sob Trump, alguém, diga-se, do setor privado, amarrado ao oligopólio privado; a burguesia exercitou, portanto, como comitê executivo, o seu poder estatal pela força do capital.
Hegel disse que o Estado é o ponto final, na sua visão materialista da Fenomenologia do Espírito, encarnado como idealismo absoluto; Marx brigou com ele; contradiz que o Estado é a alienação do objeto que se sobrepõe ao sujeito, a sociedade civil, dominada, enfim, pelo objeto, o capital; Hegel põe o objeto como preponderante ao sujeito.
Tal polêmica levou o autor de O Capital a conceituar sociedade civil como agrupamento de classes de interesses contraditórios; lançou mão, então, do materialismo dialético e histórico de quem, mesmo? De Hegel, embora Marx tenha dito que Hegel colocou a realidade de cabeça para baixo, ao considerar a sociedade civil objeto em relação ao Estado, sujeito; List, economista nacionalista alemão, pregou Hegel, o Estado, contra o primado da sociedade de classe, conceituada por Marx, como saída para o desenvolvimento da Alemanha sob monarquia constitucional; essa briga se estende até hoje em todos os quadrantes da terra.
Marx, frente ao idealismo alemão, ancorado na força do Estado, deu, na Inglaterra, onde o operariado se desenvolveu, na revolução industrial, o salto qualitativo; pregou revolução socialista proletária, como arma para vencer o Estado burguês, para, depois, extingui-lo como propriedade privada do capital; ou seja, o proletariado, criação do capital, vira o seu antídoto, ao assumir(quando?) o Estado e extinguir a propriedade privada; Getúlio Vargas, em 1953, 1º de maio, em São Januário, disse aos proletários que “hoje sou eu que está no governo{ou seja, no comando do Estado nacionalista burguês]; amanhã, serão vocês”. Vargas, naquele momento, expressava menos Marx, pois o Estado era sua arma, e mais Hegel/List, o poder estatal, conforme o idealismo absoluto, na sua versão varguista.
Marx não queria, como Hegel e Getúlio, reformar, mas extinguir o Estado, assentado na propriedade privada; a reforma do Estado é fortalecimento do capital, que manda nele, como se vê, agora, os donos das plataformas sociais mandarem o chefe do Estado mais poderoso da terra ficar calado; por enquanto, ainda, manda no Estado o comitê financeiro da burguesia, no comando da financeirização econômica global.
Hegel é, portanto, o pé no chão; Marx, a utopia, erguida sobre o materialismo dialético hegeliano; Hegel é o aqui e agora; Marx, o devir.