Holocausto bolsonarista institucional programado

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Genocídio de caso pensado

Causa escândalo mundial estudo da USP, divulgado pelo El País, relacionando todas as medidas decretadas pelo governo Bolsonaro, objetivando não acelerar combate mas atrasar providências de combate à Covid-19; foi de caso pensado tais ações para acelerar disseminação do vírus, no entendimento de que assim procedendo ocorreria contagio de rebanho, positivo para a economia; a prioridade máxima foi dada não a salvação de vidas, mas a aceleração de mortes em nome da preservação das atividades econômicas; o confronto do presidente com governadores, autorizados pelo STF, a exercerem soberania federativa, no enfrentamento, da pandemia, seguindo métodos científicos e sanitários, foram, fanaticamente, combatidos pelo presidente, dominado pelo espírito fundamentalista, negacionista diante da expansão virótica.
O governo atuou criminosamente mediante “estratégia institucional de propagação do vírus”, segundo boletim “Direitos na Pandemia – Mapeamento e Análise das Normas Jurídicas de Resposta à Covid-19 no Brasil”, preparado pelo Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário (CEPEDISA) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) e a Conectas Direitos Humanos, uma das mais respeitadas organizações de justiça da América Latina, dedicada a coletar e esmiuçar as normas federais e estaduais relativas ao novo coronavírus.
Bolsonaro, segundo estudo, induziu a sociedade aos procedimentos inadequados diante da pandemia, o que acelerou contágios e transmissão da doença; desse modo, ampliou número de mortes que poderiam ter sido evitadas, se fossem seguidas as recomendações científicas e sanitárias; do estudo, amplamente, documentado, denota-se, claramente intensão governamental de acelerar contágio e disseminação da pandemia, enquanto os recursos que teriam de ser destinados ao combate ao vírus ficaram retidos na burocracia estatal.

Crime contra humanidade

Paralelamente, ocorreram barbaridades gritantes, como a não tomada de decisão para salvar vidas, com compras de vacinas e equipamentos, como agulhas, seringas e, principalmente, vacinas; tanto a Sinovac, laboratório chinês, que trabalhou em parceira com o Instituto Butantã, para produzir, no Brasil, a Coronavac, como a Oxford-AstraZeneca-Fiocruz-Serum, consórcio, igualmente, destinado à produção de imunizantes, tiveram rejeitadas ofertas de vendas de vacinas ao Brasil; Bolsonaro recusou todas, argumentando serem desnecessárias tais providências, confiante de que a pandemia ia passar com o correr dos dias e das semanas.
O resultado, como se sabe, foi escalada de mortes; mais de 212 mil óbitos, cerca de mil covas abertas diariamente, ao lado da insuficiência de atendimento nos hospitais, devido à falta de equipamentos, remédios, vacinas e pessoal qualificado para trabalhar; em nenhum momento, o governo recorreu a uma ajuda humanitária; precisou ser feitas ofertas, como a do governo venezuelano, que enviou oxigênio a Manaus, bem como, também, o governo chinês, que se dispôs a ajudar no que for preciso; sequer agradeceu ao presidente Maduro, bem como não deu resposta ao chineses; ao contrário, menosprezou vacina chinesa e apostou na oferta errada.
No momento do sufoco teve que voltar atrás e rever posições, cujas consequências redundam em prejuízos e mortes de brasileiros e brasileiras; Bolsonaro, totalmente, imprevidente, creditou as mortes ao acaso e culpou os mortos por não ter feito prevenção precoce por meio do remédio que recomendou, como a cloroquina, desconsiderada pela ciência e institutos nacionais e internacionais, especialmente, pela OMS; enfim, do relatório da USP, divulgado pelo EL PAÍS, da Espanha, evidencia denúncia gravíssima, que dá respaldo às acusações de que Bolsonaro atuou, praticamente, como criminoso de guerra; atuou, de caso pensado, estrategicamente, para disseminar a covid-19, graças à insensatez completa no exercício do cargo de presidente da República; em de ser o bombeiro, atuou como incendiário; produziu holocausto programado; um crime contra a humanidade.