Desastre neoliberal no Amapá é nacional

Protesto em Macapá pede regularização do fornecimento de energia no Amapá | Amapá | G1

Colapso da privatização

O apagão da privatização da energia elétrica no Amapá, Eletronorte, em plena campanha eleitoral que levou o ministro Luís Barroso, presidente do TSE, a suspender votação no próximo domingo é alerta máximo quanto ao desastre de entregar, de bandeja, patrimônio público para capital estrangeiro, na doce expectativa de que setor privado tem competência maior do que o Estado para gerir empresas cujo produto é de fundamental interesse social.
O capital privado pensa no lucro e não no interesse público.
Quando entra em colapso, como entrou em Macapá, produzindo revolta popular, com as pessoas, nas ruas, a protestar contra o poder público, conclui-se que representa alto risco à segurança nacional a fracassada estratégia neoliberal que Paulo Guedes tenta impor ao país, sucateando os principais agentes do desenvolvimento nacional, como são as estatais de energia, petróleo, gás etc.
Com panelaços e reações violentas que tocam fogo nas ruas, para mostrar insatisfação popular, na terra do presidente do Congresso, senador Alcolumbre, tão empenhado em privatizar as empresas estatais e o Banco Central, como prisioneiro do mercado financeiro, em que se encontra, vê-se que o perigo é real quanto à desorganização neoliberal.
Já pensou o que estaria rolando se esse apagão ocorresse em Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba, Brasília etc, em razão da política de privatização?
Os governos estaduais, nesse momento, empenham-se em privatizar em nome da eficiência na oferta de serviço, mas o que se vê é o contrário: o desastre neoliberal, como é o caso do desmonte da Eletrobrás e da Petrobrás.
A população ao final paga o pato em forma de pior oferta de serviços e aumento dos preços destes já que a primeira providência que os grupos econômicos e financeiros adotam ao exercitarem a privatização, são elevar os preços para realizar investimentos, já que entram no negócio não com capital próprio para expandir as operações, mas tentar expandi-las com a infraestrutura que já existe e que adquiriram na bacia das almas.
Isso está acontecendo em Goiás, com privatização da energia elétrica estadual; deverá acontecer, aqui, no DF, com a liquidação da CEB; em BH, com mesmo procedimento em relação à Cemig e outras estatais estaduais pelo Brasil afora.
E se o país inteiro tivesse que suspender as eleições municipais, por conta do que está acontecendo no Amapá?
O Amapá é o Brasil que se sucumbe à estratégia ultraneoliberal de Guedes.