Covarde, traidor, puxa-saco e incompetente

Partido Novo, pressão antiga

Filho da burguesia reacionária mineira, herdeiro comercial de empreendimento de sucesso, na rabeira da família, já que dizem ser ele incompetente para os negócios – herdeiro, quase sempre, é meio cabeçudo por não saber valor do dinheiro – o governador Romeu Zema(Novo de idéias velhas) tem sido um fracasso como governador de Minas Gerais.

Como filhinho de papai, só quer torrar patrimônio, especialmente, dos outros, público.

Doidinho para vender, na bacia das almas, as estatais mineiras, sempre encontrou, na população das Gerais, a resistência que o segura, na sua sofreguidão entreguista.

Tem-se que estar sempre de olho nele, senão…

Puxa saco terrível de Bolsonaro, foi o primeiro governador brasileiro a dar uma de quinta coluna entre seus pares para apoiar o presidente capitão na sua cruzada contra os executivos estaduais.

Concordou, tacitamente, com chantagem do presidente, revoltado por não obter o apoio deles ao fundamentalismo anticientífico bolsonarista, na guerra contra o novo coronavírus.

Sempre servil, inseguro, pangaré, Zema preferiu dar as costas à ciência, que em Minas é bastante desenvolvida, pelas suas famosas universidades e seus famosos cientistas.

Preferiu alinhar-se à obscuridade e ao fanatismo ideológico de Olavo de Carvalho, para negar a Covid-19.

Repetiu, sem criatividade a acusação do presidente de que o vírus não passaria de gripezinha, para justificar economia de gastos públicos, em favor de ajuste fiscal neoliberal, comandado pelo ultrarradical Paulo Guedes.

Traidor e puxa-saco 

Como Guedes, gosta, mesmo, é de economizar, para sobrar mais e mais dinheiro para a banca, servindo-a de juros e amortizações do capital fictício.

Traiu os companheiros governadores, para engrossar o discurso de ódio de Bolsonaro no ataque a eles, culpando-os, não só, pela pandemia, como pela crise econômica.

Preocupado, prioritariamente, com suas redes de lojas comerciais, espalhadas pelo estado mineiro, lixou-se para a saúde da população.

Puxou tanto o saco do presidente que acabou em primeiríssimo lugar, ganhando o campeonato sombrio e fúnebre de economia de gastos na pandemia.

Do orçamento disponível, gastou míseros 7,7% do seu total, com a saúde e preservação dos mineiros e mineiras diante da mortandade pandêmica.

Exibe, orgulhosamente, esse troféu que o coloca como genocida maior em Minas, junto com o genocida federal do Planalto.

A subordinação dele ao governo federal é total.

Renunciou, inclusive, à luta por Minas relativamente aos recursos a receber provenientes da isenção da cobrança de ICMS sobre exportações de produtos primários e semielaborados determinados pela imperialista Lei Kandir.

Desindustrialização mineira

O governo federal, desde 1996, Era FHC, isenta de ICMS as exportações, mas não compensa os Estados, sequestrando seus direitos tributários e não os devolvendo, conforme promessas vazias.

Resultado: comprometeu-se, irremediavelmente, a industrialização regional, no país.

Zema – não é a ema que bicou Bolsonaro, não – votou a favor do não recebimento integral de tais compensações prometidas pela União.

Satisfez-se com migalhas, em nome do austericídio fiscal, imposto por Guedes.

Trata-se, na verdade, de governador vendilhão da pátria.

Apagado que nem fósforo molhado, recusa-se a ir à luta pelo povo mineiro.

Esse ano, Minas faz 300 anos, debaixo da maior exploração colonial brasileira, que levou Tiradentes e os inconfidentes às rebeliões contra a exploração do ouro nas Gerais.

Ele, porém, não se mexe em torno de uma política de resistência à continuidade da colonização mineira debaixo do modelo neoliberal bolsonarista-pauloguedeseano.

Fala fino com as mineradoras que exploram e matam o meio ambiente e as populações.

Compactua-se com o jogo de empurra-empurra dos tribunais, para não peitar os poderosos, que desdenharam da segurança dos trabalhadores, na execução de barragens criminosas que se romperam e provocaram massacres e destruição ambiental.

Ao contrário, procura negociar, por baixo dos panos, dinheiro com as mineradoras para redimir-se, pagando salários do funcionalismo, com atrasos imensos, jogando famílias nas piores necessidades.

Não governa, desgoverna.

Desgovernador despudorado

Sobretudo, é um gestor incompetente, sem visão da criação de oportunidades de desenvolvimento sustentável a partir das imensas riquezas naturais de Minas.

Diante da incalculável produção contrabandeada de minerais e terras raras, como ouro, nióbio, lítio etc, disponíveis no território mineiro, o incompetente governador é incapaz de formular projeto de desenvolvimento para a industrialização estadual.

Sequer passa pela cabeça dele, por exemplo, capitalização dessa riqueza incomensurável com lançamento de uma LETRA OURO AO PORTADOR, em cima da qual se poderia levantar dinheiro para dinamizar a economia mineira.

Não sabe atuar diante da moderna economia monetária que se autocapitaliza na financeirização fictícia, nos mercados nacionais e internacionais.

Se fizesse isso, colocaria Minas na vanguarda da industrialização nacional.

Agora, na pandemia, revela-se um tremendo covarde.

Em vez proteger e ajudar os mais necessitados, diante do novo coronavírus, que caminha para matar mais de 110 mil pessoas, nos próximos dias, esse governadorzinho metido a playboy de meia tigela manda a polícia militar desalojar população de quilombolas de Campo do Meio.

Vergonha, crime!

Minas tem que ir à luta para tira-lo do governo, democraticamente, por meio de um plebiscito revogatório por anti-exercício de mandato, dada sua desclassificação como político despudorado.

É a anti-alma mineira.

Missa dos Quilombolas