STF freia golpe bolsonarista bonapartista fascista

Uma epístola de Mussolini para Bolsonaro: 'os fascistas comiam com ...

Galope da ditadura

O Supremo Tribunal Federal se ergueu como poder moderador, para impor derrota política ao presidente Bolsonaro, que vinha se arreganhando como Napoleão Bonaparte bolsonarista fascista autoritário, ameaçando as instituições.

A prisão de bolsonaristas radicais pró-fakenews e, principalmente, do Queiróz, na casa do advogado da família Bolsonaro, pela PF, autorizada pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral da República, desmoralizou-fragilizou o presidente.

Perdeu espaço para a Corte Suprema, que fortaleceu movimento da direita democrática no parlamento com emergência do Centrão.

Bolsonaro se vê obrigado, então, a jogar água fria no bolsonarismo ultradireitista radical, fragilizando-se diante da sua base eleitoral radicalizada como estratégia de poder.

Nas mãos do Centrão, Bolsonaro tem de negociar todo o governo, mudando o discurso moralista fundamentalista autoritário fiscalista neoliberal.

A direita democrática tenta amansar Bolsonaro para evitar crescimento da esquerda, por sua vez, dividida quanto mais aprofunda a crise econômica e sanitária.

Eleição x austeridade fiscal

Austeridade fiscal neoliberal não ganha eleição, e o pessoal do Centrão sabe disso.

Por isso, o programa Guedes entra em baixa, abrindo espaço para propostas nacionalistas de investimento público feitas pelo general Braga Neto com seu programa neokeynesiano PRO BRASIL.

Direita democrática, agora, prega Keynes, para disputar com esquerda.

Se Bolsonaro não fizer isso, ela aponta duas armas contra ele: o impeachment e a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

Na Câmara, mais de 40 pedidos de impeachment por crime de responsabilidade esperam a disposição política do presidente Maia para andar.

No TSE, buscam-se as vinculações mais fortes entre o bolsonarismo cibernético e o presidente eleito pelos robôs divulgadores de fakenews na eleição de 2018.

A direita democrática, capitaneada pelo PSDB, vê Bolsonaro no buraco e tenta jogar-lhe corda, usando o STF, histórico aliado dos tucanos.

São abundantes as comprovações de crime de responsabilidade, tanto num caso, as fakenews, como no outro, o impeachment.

O presidente está dependurado na brocha sem escada.

Poder moderador dá cartas

O poder moderador, depois de prender Queiróz e os radicais fascistas bolsonaristas, tem em suas mãos o presidente da República.

As informações de que o ministro Gilmar Mendes se articula com o chefe das Forças Armadas armistício para livrar Bolsonaro de cassação demonstram que se negocia o destino do presidente.

Conseguirão amansar Bolsonaro dessa vez, ou ele vai só dar uma respirada para voltar bufando nos próximos dias?

A decisão dele de só demitir Weintraub, o ministro desastrado da deseducação, quando ele já se encontrava nos Estados Unidos, para assumir vaga no Banco Mundial, mostra que não desiste de dar murro em ponta de faca.

Acumulam-se, por isso, mesmo, os contenciosos Bolsonaro x STF.

Ao que tudo indica, o STF não consegue conduzir paz belicosa com o presidente incendiário.

A pedagogia jurídica aprofunda fracasso Bolsonaro perante opinião pública, expondo-o, ridiculamente.

Mas, o Centrão, engrossado pelos tucanos, nada faz contra ele, salvo se as ruas roncarem alto.

Se isso acontecer, difícil em tempo de isolamento social, nem o Centrão salva o presidente capitão.

 

Eleição frita Guedes

 

O desespero popular com a crise econômica e sanitária, que Bolsonaro-Guedes enfrenta com austeridade neoliberal, é o maior desafio do governo bolsonarista criado por ele mesmo.

Guedes não consegue entregar nada que promete em matéria de emprego, maior demanda social.

Pelo contrário, insiste em arrocho fiscal e salarial multiplicado pelo desemprego acelerado pelo coronavírus.

Tal política só engorda oposição.

Em meio à pandemia, quando todo o Congresso defende mais e mais auxílio emergencial, enquanto ela durar, Guedes fala em adia-lo e reduzi-lo de R$ 600 para R$ 300.

O verbo gastar de Guedes é cheio de ideologia.

A base eleitoral bolsonarista ultradical direitista fascista tenderia diminuir diante de fuga da direita democrática que a ela se aliou por conveniência em 2018.

A capacidade do STF e do Congresso de fugirem para frente diante do bonapartismo bolsonarista autoritário, porém, tem limite.

Ele perde rapidamente sua base se ampliar ocupação das ruas, pela população desesperada, com avanço do desemprego e das mortes na pandemia do coronavírus.

 

Monk, anti-coronavírus