Generais se rendem ao Centrão: + grana em circulação

Oficiais-Generais das Forças Armadas participam de encontro com o ...

Cardosão no poder bolsonarista

Dep. Roberto Cardoso Alves(MDB-SP), comandou Centrão na Constituinte e foi Ministro da Indústria e do Comércio, no governo Sarney. Depois dele, nunca mais Centrão saiu do poder nos governos neorepublicanos.

O falso moralismo udenista ultraneoliberal tupiniquim antimaquiavel dançou.

O Centrão(direita e centro direita) maquiavélico, articulado pelo deputado Maia, passou a dar as cartas.

Sem ele, não há governabilidade, e Paulo Guedes balança.

Está em cena articulação do Pró Brasil com apoio do Centrão, em troca de cargos no governo.

Evidentemente, as dezenas de pedidos de impeachment de Bolsonaro vão ficar engavetadas, depois dessa.

Abre-se possibilidade de flexibilizar teto neoliberal de gastos públicos?

O país está entre a moratória geral e irrestrita ou a flexibilização da radicalização ultraneoliberal de Guedes..

Bolsonaro e seus generais se rendem à realpolitik.

Ora, o que é pior, para o interesse nacional, o Centrão ou Paulo Guedes?

Centrão, expressão do conservadorismo interno, que participou de todos os governos neorepublicanos, depois da ditadura, é, como dizia o físico nacionalista criador do Proálcool, Bautista Vidal,  ladrão que rouba para dentro.

Paulo Guedes, voz da oligarquia financeira internacional, o contrário, ladrão que rouba para fora.

Tá certo que quando Centrão, por exemplo, toma conta de um Fundo Nacional de Saúde – Funasa –, poderoso fundo de investimento administrado pelo Ministério da Saúde, fica fortíssimo.

Vai poder, com ele, aumentar seu cacife político dentro do governo.

Paulo Guedes mandou fazer levantamento de todos os fundos financeiros dentro do governo.

Apurou grana preta: R$ 250 bi ou +.

Que pretendia fazer com esse dinheirão o ultraneoliberal liberal de Chicago?

Privatizar, passar o ouro ao bandido, à banca nacional e internacional, roubar para fora, diria Bautista.

Com o Centrão tomando conta do dinheiro, vai ter desvio?

Sem dúvida, vai.

Mudança de rumo

Trata-se de grupo de interesse político que vai administrá-lo, levando sua parte do quinhão.

Mas, vai roubar prá dentro.

O dinheiro da Funasa vai circular na economia.

Já, nas mãos dos banqueiros, o que aconteceria?

Esterilização do cacau.

Seria jogado não na circulação interna, para movimentar produção e consumo, mas nos títulos do governo.

Renderia juros sobre juros, juros compostos, anatocismo, considerado crime financeiro pelo STF, conforme Súmula 121, o que vem acontecendo há décadas.

Superacumulação de capital, de um lado, e desigualdade social, de outro.

Com os lucros fantásticos do giro nos títulos, que não gera emprego, renda, consumo, produção, arrecadação e investimento – o silogismo capitalista –, grande parte é, claro, sonegada.

O dinheiro do Estado, nas mãos de Guedes, não vai girar o silogismo capitalista.

Vai, opostamente, para especulação, fuga para a bolsa, para o dólar etc.

Especulador inveterado

O jogo de Guedes é manjado.

Ele queria dar, apenas, R$ 200 para renda emergencial, em plena pandemia sanitária deflacionária.

R$ 200!

A oposição pediu R$ 1,2 mil, um salário mínimo.

Na circulação, haveria multiplicação de, no mínimo, 4 vezes, percorrendo etapas da produção e consumo.

Resultaria em mais arrecadação, mais investimentos.

Conseguiu, no frigir dos ovos, R$ 600.

Governadores e prefeitos pediram $90 bi.

Ele liberou merreca de R$ 60 bi.

Em contrapartida, Guedes jogou R$ 1,2 trilhão nos bancos, por meio do BC.

Serão utilizados 25% do orçamento do tesouro para banqueiros comprarem papeis podres, confinados em suas carteiras, das empresas que estão entrando em bancarrota.

Onde os bancos enfiarão o dinheiro?

No crédito à produção e ao consumo?

Nadinha.

Comprarão, isso sim, mais títulos do governo, o porto seguro deles.

Centrão ou Guedes?

Se alguém do Centrão, pelo novo acordo político, com os generais de Bolsonaro, ocupa a Petrobrás ou o DNOCS, o que fará?

Usufruirá, financeiramente, da gestão do orçamento dessas duas potentes agências desenvolvimentistas estatais, sem dúvida, graças ao poder de influência a ser adquirido, na barganha política, natural no capitalismo, onde corrupção é institucionalizada.

Mas, uma vez ocupando essa posição, correrá para vender, na bacia das almas, a Petrobrás ou a Usina Hidrelétrica de São Francisco(Chesf)?

Ou vai administrá-la para gerar desenvolvimento, favorecendo a produção e o consumo, por meio de oferta de combustível ou energia mais barata, quando necessário, em vez de repassar preços especulativos aos produtores e consumidores, em obediência à política de preços ditada pelo mercado internacional, como faz Guedes?

O Centrão está no poder, no Brasil, desde que, na Constituinte, em 1987, o deputado Roberto Cardoso Alves(MDB-SP), o famoso Cardosão, articulou sua criação e ação, para barrar avanço da esquerda socialista.

Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma e Temer só conseguiram governar com o Cardosão do lado.

Bolsonaro, mesma coisa, caso contrário dança.

O capitão presidente pensou que, com discurso falso moralista, poderia dispensar Cardosão, patrono do toma lá dá cá.

Deu com os burros nágua, pois, até agora, não conseguiu governar.

Entrando para o poder, o Centrão, gastador keynesiano, ou colocará Guedes para fora ou transformará o ultraneoliberal Guedes no seu oposto: social democrata conservador.

Por via das dúvidas, Guedes já fala em “chuveirar” dinheiro na economia.

É a realpolitik dando as cartas.