Bolsonaro não cai: é chave do cofre dos bancos e militares

Quem aposta na queda de Bolsonaro faltou a importante aula sobre o pensamento de Maquiavel: “As fundações principais para todos os Estados, sejam novos, velhos ou mistos, são as boas leis e um bom exército.”

Como sabemos, as leis foram criadas com Dilma e Zé Cardozo sob os aplausos de uma falsa esquerda – concessão da elite que finge combater. Hoje, chorar de dor significa “ser terrorista”, pois ninguém pode protestar. Já com o “exército”, temos visto todos os dias, os militares venderam as Forças Armadas aos banqueiros e reduziram seu papel ao de milícias que oprimem o povo para que os bancos roubem trilhões de reais dos cofres públicos. Tudo dentro da legalidade das “instituições que estão funcionando normalmente”.

É preciso ser no mínimo ingênuo (aposto mais na má-fé e na preguiça) para achar que um político forjado na baixa política e no mundo do crime seja forçado a abandonar o cargo após doar trilhões aos donos do Brasil. As Forças Armadas preferem manter um fantoche para jamais terem que revelar este assalto aos cofres públicos, entrega das nossas riquezas e holocausto do povo que deveria defender.

Em tempos de pandemia, a promessa dos 600 reais é algo inacessível para a maioria. Pessoas em desespero estão divididas entre correr o risco de morrer no silêncio das suas casas e morrer nas ruas em busca de socorro. Morrer é a única certeza que temos ao nascer, mas devemos reconhecer que os bancos e as Milícias Verde-Oliva aceleram este processo para milhões de brasileiros.

Enquanto isso papéis acumulados há 15 anos na “carteira podre” dos bancos serão renovados para uma data recente nos sistemas internos dos bancos, sem limite de prazo dos papéis, nenhuma exigência de contrapartida do país, e pior: com pagamentos feitos através dos títulos da dívida pública (leia-se: no lombo do brasileiro).

O roubo não é “apenas esse”! Jair Bolsonaro aliviou a tributação sobre lucros de bancos. Através de uma redução de 20% para 15% da alíquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o país deixa de arrecadar R$ 4 bilhões somente das quatro maiores instituições financeiras. Usam a pandemia para um roubo que conduzirá o país à falência e o povo ao mais degradante nível de miséria e pobreza.

Fica cada vez mais fácil compreender a pressa de todos os setores da política e das instituições que “estão funcionando normalmente” para que ninguém tente mexer no sistema eleitoral. A eleição usada para ocupar a política com os empregados dos bancos – em todos os espectros partidários – não pode ser justa e transparente. Deve – quando muito – parecer livre.

Não temos uma oposição que enfrente os bancos e denuncie toda essa lama, pois são porcos que se alimentam dos farelos jogados pelos seus donos. Não há representação política que fale sobre a proteção da economia e da saúde do povo. O desemprego já era uma triste realidade antes da pandemia. “Oposição” (ao povo?) e imprensa ignoraram os debates mais importantes e preferiram dar eco ao festival de insanidades que zumbis de verde e amarelo praticam.

Os bancos venceram! Compraram e reduziram as Forças Armadas ao papel de milícias. Do país que tem cravado na sua bandeira o sonho de “ordem e progresso” só sobraram escombros e mortos sepultados em valas comuns. Que nasçam filhos revoltados e criem um exército de libertação tão perverso e sanguinário como este que hoje massacra o povo brasileiro.