Lula, liga prá Jiping e cria o fato político BRICs!

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Nova geopolítica

Não vai ter jeito. Lula é o único político brasileiro capaz de resolver esse impasse. Os Bolsonaro, pai e 3 filhos, esse desastre político brasileiro e sulamericano, estão levando o Brasil ao buraco. Inviabilizam a convivência comercial com o maior parceiro comercial do país. Prestam serviço inestimável aos Estados Unidos. Estão a serviço da diplomacia americana, que interessa por confronto Brasil-China. Os americanos sabem que relação saudável chineses-brasileiros alavanca nova geopolítica internacional. O Brasil produz tudo o que é mais precioso para a China: alimentos, energia e minérios. São as matérias primas essenciais para dinamizar o colosso industrial chinês, que o capacita, hoje, a ser o maior produtor mundial de manufaturas. Os produtos industriais chineses se transformaram em metralhadoras que vão destruindo concorrentes em todos os cinco continentes. São altamente competitivos, por adotarem estratégia e planejamento, organizados pelo Partido Comunista, que tem sob seu controle a oferta monetária a juro zero e o Banco Central para executar esse serviço. Ao contrário dos demais países capitalistas ocidentais, em que os bancos centrais estão sob comando da banca privada, que atua de forma anárquica, no auge da crise capitalista, produzindo perigosas alavancagens monetárias especulativas incontroláveis, o BC chinês tem no seu comando o PC  todo poderoso, que atua, planejadamente, impulsionando os empresários chineses, como verdadeiros soldados do império em ordem unida a partir de Pequim. Não há briga entre si, como no ocidente. O PC chinês organiza o movimento, com BC e comércio exterior sob controles estratégicos, como ensina Henri Kissinger, “Sobre a China”(Objetiva, 2011). Nesse compasso, os chineses dominam, atualmente, o comércio internacional e preparam, diante do estrago provocado pelo novo coronavírus nas economias capitalistas desenvolvidas, europeias e americana, para darem as cartas, proximamente.

Aliado estratégico

Nesse contexto, o esforço americano é tentar, por enquanto, infrutiferamente, barrar a China dos seus potenciais aliados. O Brasil é um desses grandes. No poder, Lula articulou com os chineses a diplomacia adequada, por meio dos BRICs, visando expansão chinesa na Eurásia, em aliança com a Rússia e Índia. O golpe político de 2016, no Brasil, mudou a geopolítica nacional. Os neoliberais, com Temer e Bolsonaro, viraram para o lado dos Estados Unidos. Porém, com a bancarrota americana, agora, o mundo capitalista ocidental está de pernas para o ar. Com Bolsonaro, no Brasil, Trump tenta manobrar o potencial econômico brasileiro, adequado aos interesses da China, para ser submetido aos interesses de Washington. O problema é que com a crise do novo coronavírus, a economia americana, em bancarrota, não oferece mais nada aos aliados, como o Brasil, e corre risco de eles se descolarem dos Estados Unidos, especialmente, se houver fragilidade monetária de Tio Sam, nos próximos meses. A guerra diplomática dos Bolsonaro contra os chineses, orientada por Trump, visa, portanto, anular aproximação brasileira dos chineses, mas essa possibilidade encontra barreiras, dada a dependência econômica e comercial do Brasil da China. Faz-se, portanto, urgente, sustentação dos interesses brasileiros, nesse instante, algo que o presidente americano tenta evitar, como, por exemplo, ressurreição dos BRICs. Se Lula entrar em contato político com Jiping, nesse momento, estará criado fato político internacional que mela a relação Brasil-Washington, comandada por Bolsonaro.