Na guerra ao coronavírus, China desbanca hegemonia EUA

Resultado de imagem para jiping e trump

Pequim dá as cartas

A China, na esteira do novo coronavírus, já está no comando da política e da economia internacional.

Bastou os chineses anunciarem, na quinta-feira, que não houve, no país, novos afetados pelo novo coronavírus, para a bolsa, em todo o mundo, reagir, positivamente.

Sentiram?

O mercado, apavorado com perigo da recessão mundial, animou-se, mais ainda, depois que Pequim admitiu que, em 30 dias, no máximo, haverá retomada da produção chinesa, com as indústrias convocando, novamente, os trabalhadores.

O mercado depende do consumo chinês de matérias primas, partes, peças e componentes.

As bolsas, que haviam levado tombos monumentais, respiram aliviadas com as pernas quebradas.

Quem, portanto, está com a bola toda é o império do sol nascente.

Washignton, que se afoga na falta de infraestrutura nacional de saúde, para enfrentar a emergência do coronavírus, perde hegemonia global.

Sem chão, o império americano cuida de espalhar que a China criou o coronavírus em laboratório e o espalhou pelo mundo.

O deputado Eduardo Bolsonaro não faz outra coisa que cornetear a versão de Washington, para criar impasse na relação Brasil-China.

Trump sente que perdeu a guerra para os chineses, ao anunciar que a China é a culpada pela histeria internacional, ao criar o vírus chinês.

Verdade ou mentira?

Suponha-se que tudo foi programado por Pequim!

Teria sido construído todo o processo por etapas.

Primeiro, cria-se o vírus.

Em seguida, o seu antídoto e, por fim, o controle geral do processo.

O laboratório experimental, para não levantar revolta mundial, seria a própria China, por tempo devidamente, controlado, dado desenvolvimento de procedimentos capazes de evitar propagação incontrolável.

Ganhando asas globais

Criadas circunstâncias adequadas ao controle do invento maligno, operativo, geopolítico, maquiavélico, a China, como dá a entender Trump, deixou-o escapar para outros lugares, alcançando o mundo, pego, claro, de surpresa.

Até os povos, em geral, correrem atrás do prejuízo e dominarem a situação, os chineses, de posse de todo o processo, devidamente, protocolado, transformariam em senhores da situação.

Seria isso, mesmo, conforme imaginam os americanos e seus porta-vozes, como os Bolsonaro?

Imaginação diabólica, os chineses, diante das cogitações alardeadas pelo presidente dos Estados Unidos, destruiriam chances de Trump se reeleger em novembro?

Verdade ou mentira, o fato é que a China já controla o desastre e anuncia novos tempos, como senhores da nova situação, sinalizando, consequentemente, nova divisão internacional do trabalho.

Corrida contra tempo

Não há, de forma alguma, expectativa de, no curtíssimo prazo, os Estados Unidos, por exemplo, controlarem a situação e desenvolverem antídotos (vacinas) seguros.

Basta ver como os laboratórios americanos, sob pressão desesperada de Trump, tentam adaptar remédios para curar malária, a fim de servirem, também, para enfrentar o novo coronavírus.

Pura tentativa de acerto e erro, sem garantia de sucesso.

A presunção e a prepotência dos americanos de se posicionarem, sempre, na vanguarda, nessas ocasiões, estão, completamente, desmoralizadas.

Já, no campo comercial, a retomada da economia chinesa, em tempo recorde, se acontecer, mesmo, ocorrerá com amplo domínio da China, na cotação dos preços.

Imagine o desespero dos produtores brasileiros de soja, nesse momento.

Eles estão desesperados para desovar estoques do produto, cujo destino, por conta do coronavírus, é sofrer desvalorização de preços.

Ou seja, os chineses, na retomada do comércio, depois do desastre – ambiental ou artificial? –, comprarão barato, deslocando os concorrentes, especialmente, o maior deles, os americanos.

Supremacia comunista

O controle da macroeconomia chinesa, pelo governo, comandado pelo Partido Comunista, é a novidade que balança ideologicamente o mundo.

Os chineses seguem, na verdade, os conselhos de Marx e Engels, fixados no Manifesto Comunista, redigido, pelos dois, entre final de 1847 e início e 1848.

Trata-se, descrevem, de controlar a moeda, por meio de Banco Central sob domínio estatal(nada de BC independente) e de fixar a taxa de juros abaixo do crescimento da economia, para não impor restrição à ação monetária governamental.

Assegurado o controle estatal da moeda via Banco Central, faz-se necessário, diz o Manifesto, transformado em bíblia pelos herderios de Mao Tse Tung, taxar heranças e fortunas, como mandamentos tributários modernos.

Dessa forma combate-se, eficazmente, concentração de renda e aceleração da desigualdade social, fatores produtores de anarquia econômica, fuga de capital e desastre cambial.

A China, portanto, pós novo coronavírus, sob comando do Partido Comunista, tende a ampliar, ainda mais, sua dominação internacional.

Adeus, hegemonia de Tio Sam, com seu dólar furado, que o FMI, agora, quer espalhar por todos os países, para evitar maiores riscos para Washington.