Governo apagou!

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Apagão governamental

Apagão do INSS, apagão do Enem, apagão do salário mínimo, da economia, da diplomacia, das contas externas, do emprego, está apagando, também, o Bolsa Família… pô! Governo apagado!

Dois milhões de pessoas na fila do INSS esperam pelos benefícios, aposentadorias, pensões; todo dia uma nova desculpa; não se assume o fracasso da administração do maior programa de distribuição de renda do país, configurado no sistema de seguridade social; o relaxo é claro: visa precarizar os serviços, para os trabalhadores deixarem de contribuir; desse modo, o governo, sem dinheiro, não pode garantir aposentadoria pública, nem pelo INSS, tampouco pelo regime dos servidores públicos; vai ocorrendo, dessa forma, deterioração geral da arrecadação, sem a qual não se consegue bancar benefícios de mais ninguém, no médio e longo prazo; se curto prazo, já está essa zona completa, imagine lá na frente, com deterioração das contas públicas, que estão se aprofundando com o ajuste fiscal; este, em vez de estar reduzindo déficit, ao contrário, está aumentando; também, pudera, desativados os agentes econômicos estatais, como ocorre em relação às estatais de energia, petróleo e gás, não há possibilidade de aquecer demanda global, sem a qual arrecadação perde fôlego; sem ela, os investimentos públicos, já congelados por vinte anos, entram em parafuso; apagão geral.

impeachment já

O caso do Enem é de caso pensado; estava em vigor um sistema educacional articulado, quanto ao ingresso de alunos no ensino superior, público e privado; o aluno aprovado no Enem se destinava a três opções: 1 – universidade pública, por meio do SISU; 2 – Prouni, ingresso nas universidades privadas dos aprovados, contemplados por bolsas de estudos, bancadas pela União e 3 – Fies – financiamento público, para alunos aprovados no Enem, que não foram nem classificados no SISU, nem ingressados por meio de bolsas, no Prouni, sobrando-lhes financiamentos a juros favorecidos, para estudar nas redes privadas; o que faz o ministro Veintraub, poço de vaidade e incompetência? Promove desarticulação geral do sistema, por meio de vazamentos criminosos de informações, que lançam desconfianças generalizadas no sistema por parte dos alunos; simplesmente, desmoralizou o MEC, responsável pelo Enem, que entra em bancarrota. O interesse oculto do ministro é indisfarçável:  lançar descrédito sobre o sistema, para acabar com ensino público, substituindo-o pelo ensino privado. Veintraub é candidatíssimo ao impeachment.

Massacre salarial

O apagão cobre, sobretudo, o poder de compra dos trabalhadores, depois da contrarreforma do trabalho, que destruiu a política de valorização do salário mínimo, ancorada na correção pela inflação, somada ao crescimento do PIB nos dois anos anteriores; por essa estratégia, o salário médio real deu um pulo, entre 2006 e 2014, elevando o consumo interno, que se favoreceu, ainda, com incremento dos programas sociais; os adversários dos petistas, que lograram essa estratégia de fortalecimento da renda interna, contrargumentam que o PT, nesse período, beneficiou-se das exportações para a China, sem a qual a economia não teria PIB médio de 4,7%; desconsideraram o fato político de que o país registrou aumento da renda média, ao longo desses oito anos; anteriormente, já ocorrerá surtos de avanço das exportações, como no tempo da ditadura, mas jamais se registrou distribuição concomitante de renda; com Lula e Dilma, a boa performance econômica combinou com justiça social; razão pela qual o PT ganhou 4 eleições consecutivas, saindo do poder, apenas, pelo golpe neoliberal de 2016.

 Bancarrota neoliberal

O apagão na economia, portanto, decorre da insuficiência relativa de demanda global, aprofundada depois do golpe, com arrocho salarial e congelamento dos gastos públicos, sem o qual inexiste renda disponível para o consumo; austeridade fiscal a qualquer custo,  para dívida, matando o consumidor, produziu o seu oposto; a vantagem restrita é a de que, para não implodir o endividamento governamental, tornou-se necessário derrubar os juros; isso, por si só, não aquece a economia, se a única variável econômica capitalista verdadeiramente independente foi anulada, qual seja, a quantidade da oferta de crédito que o governo joga na economia para girar consumo, produção, arrecadação e investimento.

Consequentemente, está na ordem do dia o apagão geral do governo Bolsonaro.