Bolsonaro se alia a Maia para esvaziar Moro

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Ciúme domina cena política

Bolsonaro tenta, mais uma vez, polarizar, politicamente, com Moro.

Dessa vez, esvazia o Ministério da Justiça com admissão de recriar Ministério da Segurança.

Por que?

Simples: é justamente a área de segurança que embala a popularidade de Moro, bombeando sua candidatura para 2022.

Nessa empreitada Bolsonaro se alia ao deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, empenhado, também, pelo mesmo objetivo, para atender demanda da classe política, estressada com o poder de Moro.

A identificação dele como homem da Lavajato, impulsionada por procuradores e polícia federal, aliados a ele, o fortalecem como o xerife nacional, devidamente, embalado pelo Rede Globo.

A classe média, por isso, transformou-se na sua principal base política.

Que acontecerá, se esvaziarem Moro?

Sairá fortalecido ou se enfraquecerá?

A burguesia financeira está de olho no popular ex-juiz da Lavajato.

Sente o cacife dele na classe média, e se entusiasma.

A Globo faz tudo por ele.

Quer sua candidatura.

Mancheteia-o, dia e noite, campeão da moralidade.

Pouco importa, para a classe média, que o adora, as evidências de que ele é quinta coluna do departamento de justiça dos Estados Unidos, na América Latina, como acontece com inúmeros outros magistrados latino-americanos, bem relacionados com Tio Sam.

Também, ela não dá credito algum às denúncias do Intercept Brasl de que participou, com Dallagnol, da armação para inviabilizar candidatura Lula em 2018.

Pelo contrário, ela o aplaude por ter acusado e inviabilizado o ex-presidente de disputar.

Moro x STF

Igualmente, a classe média, nas redes sociais, fecha com Moro na sua cruzada no STF contra o juiz de garantia, que viria para inviabilizar arbitrariedades de juízes de primeira instância, transformadas em condenação na segunda instância.

Tal estratégia foi sucesso para barrar Lula, demonizado por ela, na onda eleitoral anti-petista.

Nessa semana, Moro ficou mais forte, porque está no comando do STF seu aliado ministro Fux, que adiou sine die apreciação do juiz de garantias.

O prestígio elevado de Moro junto ao presidente em exercício do STF irritou o presidente capitão.

No contra-ataque, Bolsonaro tenta puxar tapete de Moro, na Segurança, onde vem fazendo e acontecendo.

Ali, multiplica seu prestígio popular, elogiado por prender figurões, mas acusado, também, de destruir ativos nacionais importantes, como as mais significativas empreiteiras nacionais, trabalho muito elogiado por Tio Sam.

Namoradinho dos militares

Os militares, por sua vez, estão de olho no ministro, porque, como homem de segurança, com prestígio popular, poderia ser a representação da direita civil perfeitamente compatível com a direita militar incomodada com os arroubos autoritários bolsonaristas, sinalizadores de propensões ditatoriais, incompatíveis com democracia.

Ressalte-se que o general Heleno, do GSI, elogiou a reação da sociedade contra manifestações nazi-fascistas bolsonaristas, na semana passada, que causaram comoção nacional.

Deu um claro puxão de orelha no capitão.

Bolsonaro se sente na corda bamba quanto mais Moro se sustenta, popularmente, como xerife da população, embalado pela Rede Globo.

O problema é que se esvaziar Moro, Bolsonaro antecipa o calendário eleitoral dentro das suas próprias forças, dividindo-as.