Plebiscito no Brasil: Guedes(Pinochet) sai ou fica?

EXORCISMO NECESSÁRIO
O fantasma Paulo Guedes, representação de Pinochet, no Brasil, está sendo exorcizado no Chile. Por aqui, vai fazendo estrago na Constituição democrática de 1988, para impor a inconstitucionalidade pinochetista, que os chilenos vomitam nas ruas.

O Chile é aqui

“Tudo muda, só não muda a lei do movimento, segundo a qual tudo muda.”(Hegel)

Pois é.

No Chile, com as massas nas ruas, Sebastian Pinera, representante da elite endinheirada, desesperado, não teve outra alternativa: convocar plebiscito por nova Constituição.

Segue o caminho da Venezuela, quem diria!

Para atender as demandas da população contra o massacre econômico neoliberal venezuelano, Hugo Chavez mudou/remendou a Constituição, que, agora, é refeita por Constituinte em andamento, sob comando de Maduro.

Washington continuará apoiando Pinera, que toma posição semelhante à de Chavez-Maduro, diante da impossibilidade de continuar governando com Constituição que atende os interesses de Tio Sam?

As elites entregam os anéis, para não perder os dedos.

O modelo neoliberal, imposto por Pinochet/Chicago, na base da chibata, a portas fechadas, puro tacão de ferro, chegou aos estertores, sob pressão popular histórica.

Esgotou-se em suas possibilidades, pois exauriu a paciência do povo, retirando-lhe todos os direitos de cidadania.

A nova ordem, dada das ruas, é uma só: abaixo a ditadura constitucional pinochetista, promotora de concentração de renda, exclusão e desigualdade social.

Em abril, o plebiscito chileno representará nova etapa histórica sul-americana, cujas consequências deixarão Washington e seus seguidores de extrema direita, em todo o continente, em sinuca de bico.

Não deu – e continua não dando – certo, em nenhum lugar, o receituário neoliberal, ora sendo imposto, no Brasil, pelos discípulos de Pinochet: Bolsonaro e Paulo Guedes, com apoio de militar de direita.

Assim, por aqui, o que deveria ser feito, como ocorrerá no Chile é, também,  plebiscito, mas com sinal trocado: não para fazer nova Constituição, mas, sim, preservar a existente, que o governo Bolsonaro está destruindo.

O capitão presidente e o seu vice general Mourão prometeram cumprir o texto constitucional, ao tomar posse, na presidência da República.

Estão, flagrantemente, cometendo crime de responsabilidade, passível de impeachment.

As reformas neoliberais, trabalhista e da Previdência, ferem a Constituição e, principalmente, cláusulas pétreas, eliminando, às custas de corrupção parlamentar, em forma de gordas emendas legislativas, conquistas sociais e econômicas cravadas pelos constituintes de 1988.

A medida provisória 905, de 11 de novembro, representa atentado constitucional.

Joga por terra toda a legislação trabalhista, ao instituir Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, constitucionalizando arremedo de trabalho escravo.

Cai por terra a social democracia brasileira, marca registrada da Constituição de 1988.

Paulo Guedes, discípulo de Pinochet, leva o país, com seu ultraneoliberalismo, ao desmonte constitucional.

O negócio, então, é copiar os chilenos, em magnífica aula democrática: plebiscito, para saber se Guedes fica ou não.

Ou a Constituição cidadã ou Guedes, como diria Ulisses Guimarães, certamente, sentindo-se apunhalado por ditador de plantão.

O povo quer os diretos cravados na Constituição ou a destruição deles pelo ultraneoliberalismo pauloguedeseano-pinochetista?

Os chilenos querem se livrar de Pinochet, enquanto Bolsonaro e Guedes insistem em manter o demônio vivo no Brasil.

Plebiscito brasileiro: Paulo Guedes sai ou fica?