Guedes fez Cintra de boi de piranha

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Negócio seguinte: Paulo Guedes, carioca esperto, é verdadeiro culpado pela demissão de Marcos Cintra. Ele assegurou a Claudia Safatlie, no Valor, que o presidente Bolsonaro apoiaria a CPMF. Safatle desconfiou. Mas ele já disse que não apoia, ressaltou ela. Guedes lembrou-lhe que Bolzo tinha se posicionado contra reforma da Previdência , mas acabou mudando de posição. O mesmo voltaria a acontecer em relação à CPMF, garantiu. Tratou o chefe do Planalto como mero joguete seu. Diante disso, Cintra estimulou seu pessoal na Receital ir adiante, jogar no ataque. Vazou detalhes das alíquotas que seriam aplicadas, inicialmente. Aproveitaram que Bolsonaro estava no hospital. Deu xabu. Bolsonaro reagiu aparentemente contra Cintra. Afinal, a corda arrebenta do lado mais fraco. Na verdade, o tiro bolsonariano foi para acertar Guedes. Ou não? O ultraneoliberal PG passou dos limites. Certamente, ele ficou por aqui na garganta do presidente. Abusou de sua confiança. Pode estar na alça de mira. Se não estava, ficou. O crédito ilimitado ao Posto Ipiranga parece estar secando. O intrigante nisso tudo é saber que Guedes é homem do mercado, adversário feroz da CPMF. Assim, a coisa só tem sentido, se a gente entender que a CPMF foi colocada para ser boi de piranha. Não era para acontecer. Cintra morreu pelo ardil maquiavélico de Guedes, em combinação com Bolsonaro? Tremendo xadrez! Mais uma vez se comprova que o poder real está com a banca, adversária da CPMF. O governo é puro office boy do mercado financeiro especulativo. Até quando Guedes continuará comandando a roleta russa?

Mexeu com cachorro grande, dançou

O imposto eletrônico sobre transações financeiras incomodou os banqueiros. Ficariam expostos demais. Todo mundo ficaria sabendo quanto movimentam sem pagar imposto algum. São tremendos sonegadores. A transparência excessiva transformaria eles nos grandes vilões . Mas, poxa, essa galera ganha os tubos e não paga tributos? Que privilégio é esse, minha gente? Ela, hoje, é a grande beneficiada pela política econômica neoliberal. O congelamento de gastos públicos não pega o orçamento financeiro da União. Pega, sim, os gastos não financeiros – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc. Essa discriminação se faz em nome da austeridade fiscal ultraneoliberal. Para os bancos, tudo descongelado, numa boa. Já para a sociedade, que depende dos gastos não financeiros, tudo congelado por 20 anos. Os casos de dengue, por exemplo, cresceram mais de 600% ao ano. Por que? Tudo congelado para os setores sociais. Nao importa que morra muita gente por conta da falta de vacinas, desde que não mexa no bolso dos tubarões. A renda disponível para consumo que gira a economia deixa de dinamizar produção, consumo, arrecadação, investimento. Só tem grana para pagar juros e amortização da dívida. Só sobra para a banca que registra lucros de 20% a cada trimestre, enquanto economia tá paradinha da silva. A queda de Marcos Cintra, que tentou laçar banqueiro para pagar imposto, dando freio à sonegação que pratica, tá explicada.

Cuidado com ela!