Golpista auto-confessa o golpe

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Mentira exposta

A deputada Janaína já tinha adiantado. Disse que houve maracatuaia para derrubar presidenta Dilma. A mídia continua dando uma de avestruz, mas já há comentaristas de peso, respeitadíssimos, dando mão à palmatória, como acaba de fazer o ex-presidente Michel Temer. Ele agora reconhece que sua ascensão ao poder se deu por golpe. O rei está nu.

Ninguém suporta por muito tempo narrativa falsa que não se sustenta juridicamente. O poder judiciário se abastardou no golpe fazendo ginástica para sustentar teses escapistas como a teoria do domínio do fato, para segurar, a pedido dos militares, Lula na cadeia.

Contra Dilma os golpistas atuaram para construir justificativas extraídas de suposições e hipóteses e, principalmente, espionagem. O ministro Gilmar Mendes engoliu a isca dos procuradores de apresentar uma gravação parcial para justificar cancelamento da indicação de Lula para ministério Dilma.

Tudo espionagem e guerra midiática na construção da primavera petista de se atuar nas abstrações contábeis, monetárias, jurídicas, políticas e econômicas, para incriminar a presidenta com garrote da Lei de Responsabilidade Fiscal, condenando suas pedaladas.

Janaína vem ao ar e informa que as pedaladas foram fabricadas pelos burocratas que ganharam ar de jurisprudência para viabilizar o impeachment sem crime de responsabilidade para justificá-lo. O golpe, como, agora, reconhece o golpista vice presidente Michel Temer, maior beneficiado pelo estupro da democracia, fica explícito.

Os derrotados de 2014 costuraram a narrativa – legislativo, judiciário e quinta coluna de esquerda –  do desastre Dilma e desconsideraram opinião pública, que elegeu-a em segundo mandato.

Estupraram democracia.

Não está dando certo. O país está mergulhado na recessão e no desemprego que as estatísticas oficiais se esforçam para mostrar positivos, mas a verdade diz o oposto, que a situação econômica está crítica.

Adversário eleitoral

O presidente Bolsonaro vai aprendendo que o maior adversário eleitoral dele é Paulo Guedes. A política econômica aprofunda recessão e aumenta impopularidade do titular do Planalto.

O golpe, reconhecido, publicamente, no Roda Viva, foi confessado pelo golpista. Toda edifício institucional decorrente do golpe que plasma, também, no governo Bolsonaro, que segue política econômica de Temer, sem autorização das urnas, derrete espetacularmente por uma confissão histórica.

Temer é a cara do prejuízo provocado pelo golpe: 13 milhões de desempregados, 63 milhões de inadimplentes, 30 milhões de desalentados.

Três anos depois, terra arrasada.

Não é à toa que o senador Tasso Jereissati, tucano, conservador, bilionário, privatista, considera que o maior erro do seu partido, PSDB, foi o de apoiar o golpe de 2016, que levou a Bolsonaro.