Geopolítica da dependência de Guedes é traição à pátria

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Tudo à venda

Vender no atacado todo patrimônio público para abater dívida, propor reforma tributária com redução de impostos para pessoa jurídica e física e criar CPMF, como cortina de fumaça, candidata ao descarte, pelos credores, eis nova geopolítica da dependência, expressa no projeto neocolonial do governo Jair Bolsonaro, tocado pelo ultraneoliberal Paulo Guedes, divulgado por Cláudia Safatle, no Valor Econômico.
Filé mingnon para o capital estrangeiro, especialmente, americano.
Vender é coisa rápida.
Guedes quer torrar tudo no atacado, com autorização do TCU e Congresso, manipulado pela caneta de Bolsonaro, como se observou na aprovação da deforma da previdência, na Câmara, e se observa, mesma coisa, no Senado.
As palavras chaves são desmobilização, desindexação e desvinculação, tudo por projeto de lei de maioria simples, detonando a Constituição social democrata de 88 e, de cambulhada, a Era Vargas.
O poder da caneta do presidente autoritário resolve tudo, rapidinho.
Agora, reforma tributária é conflito de classe, demora mais um pouco, arrasta-se e não se completa, salvo se houver conflitos sociais intensos, tipo guerra civil, como aconteceu, no segundo reinado, no século 19, ou em 1930 ou 1964.
Enquanto o conflito se arrasta, anos e anos, os ativos do estado são liquidados, aceleradamente, desnacionalização a mil por hora.
Se não haverá mais riqueza impulsionada pelos ativos estatais, privatizados, na bacia das almas, rapidamente, a reforma tributária, pensada para manter o poder do capital sobre o trabalho, aprofundará, consequentemente, colonização econômica nacional.

Descentralizar, desmontar, desunir

A descentralização pensada por Guedes para o pacto federativo deixa apenas 30% da arrecadação para o governo federal e 70% para estados e municípios, no compasso da desestabilização geral, que desmobiliza poder do estado nacional.
Pode implicar balcanização do território nacional, especialmente, com intensificação de brigas regionais pela distribuição dos royalties do petróleo, a ser, totalmente, privatizado.
Primeiro, não haverá efetivo controle da produção pelo estado nacional, em processo de desmontagem.
O setor privado, como se sabe, mente, estatisticamente, sobre o que produz e o que distribui, porque sua natureza histórica é dada pela prática da sonegação, como se observa pelo funcionamento do modelo tributário nacional.
Pagam impostos os mais pobres, sob tributação regressiva, acumuladora de renda e promotora de exclusão social.
A luta dos políticos brasileiros nacionalistas, mesmo os da oligarquia, defensores da unidade nacional, como aconteceu no Império, sempre foi a de manter e preservar a unidade nacional, ao contrário dos seus adversários da oligarquia aliada do capital externo, defensores da desnacionalização.
As guerras regionais, no tempo da independência, ao longo do período, ocorreram entre os nacionalistas e os entreguistas, como os saquaremas e os luzias, por exemplo, em torno do império.

Perigo separatista à vista

Guedes quer, com sua reforma tributária, o mesmo que as oligarquias antinacionalistas(luzias) desejavam, ou seja, 70% da arrecadação para as unidades federativas e, apenas, 30% para governo federal.
O choque de interesse regional se multiplica no compasso da descentralização do estado, favorecendo alianças entre os capitalistas regionais e o interesse internacional, por cima do estado nacional.
Por exemplo, a Amazônia, nesse pacto de Guedes, ganharia mais que autonomia, verdadeira soberania, para fazer, na mão das poderosas ONGs internacionais, o que quisesse, em matéria de desenvolvimento, diante de 70% da arrecadação de tributos em sua posse.
São Paulo, locomotiva nacional, mesma coisa.
Os estados do sul e sudeste, sempre arredios à centralização e fortalecimento dos estados, jogariam na mesa política o discurso separatista, com mais facilidade e, assim, por diante.
Desarticulação geopolítica estratégica se instalaria, como era o desejo dos ingleses, antes da independência nacional, em 1822, para tornar mais fácil a colonização brasileira pela Inglaterra, como aconteceu com a Índia.
A desconstitucionalização, a desindexação e a desvinculação radical, proposta por Paulo Guedes, é, na prática, a desnacionalização acelerada da economia e sua ampla dominação pelos interesses externos fortalecidos pela negociação em separado com cada unidade federativa.
Certamente, o Brasil se transformaria, como sempre desejou os colonialistas europeus, numa nova África tropical.

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