Guerra China-EUA pode desvalorizar reservas nacionais

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Desenvolvimento ou especulação?

Claudia Safatle, no Valor, diz que as reservas líquidas nacionais, descontadas despesas operacionais relativas a administração delas, está em torno de 320 bilhões de dólares contra os 381 bilhões brutos, acumulados na era desenvolvimentista lulista/dilmista.
Explica que como as taxas de juros externas hoje estão na casa do zero ou negativo, o custo delas é cadente, baixíssimo.
Ficar com elas paradas, portanto, seria negócio ruim, se fossem administradas por empresários, por exemplo, cujo espírito, essencialmente, é pragmático.
Estão sempre atrás do custo de oportunidade, para lucrar o máximo possível.
Por que, então, ficar com esse dinheirão parado, enquanto a economia abre o bico por falta de investimentos, na casa dos 15,5% do PIB, taxa mais baixa da história moderna brasileira, ou seja, depois da construção das bases do estado nacional por Getúlio Vargas?
A Alemanha contenta-se com nível de reservas cambiais na casa dos 90 bilhões de dólares.
Planejamento ou especulação?
Se fossem jogados 100 bilhões na circulação capitalista brasileira, de forma programada, claro, num espaço de 10 anos, que desenvolvimento, heim, minha gente!?
A economia não vive de expectativas?
Ao contrário, o BC, nas mãos do ultraneoliberal Roberto Campos, começa jogar as reservas no bolso de quem já esta cheio da grana, os banqueiros, cujas reservas de caixa alcançam cerca de R$ 1,4 trilhão.
É jogar dinheiro no ralo.
Não tem volta em termos de desenvolvimento sustentável.
Se, como argumenta Safatle, parte da valorização do dólar advém da fragilidade econômica, tocada pelo, também, ultraneoliberal Guedes, as reservas, jogadas no crescimento, não amenizariam o problema e viraria o jogo em favor do Brasil?
Os banqueiros inventaram o eufemismo “depósitos voluntários”, que os levam a jogar suas reservas no BC.
Em troca, recebem papéis, pagando juros, sempre, especulativos.
Se tivessem que aplicar, não no BC, mas na produção e no consumo, o juro despencaria e a economia cresceria velozmente.
Só falta decisão política… nacionalista!
O BC, comandado pela banca, antinacional, decisivamente, não está preocupado com o Brasil, mas com os especuladores.
Dívida e guerra
E tem mais: se a China, que tem 4 trilhões de dólares em reservas e está em briga comercial com os Estados, resolver desovar verdinhas na circulação global, como forma de retaliação, o baque cambial planetário seria estrondoso.
Nossas reservas, que, hoje, estão na casa dos 380 bi/dólares, poderia cair à metade, ou menos, 140 bi, por aí.
Não seria negócio antecipar essa previsível realidade, no ambiente da guerra entre potências, para a gente faturar desenvolvimento, antes que a moeda de Tio Sam vire papel pintado, tipo marco alemão da década de 1920/30?
A dívida pública, que mantém o dólar abalado, virou maior inimigo dele como moeda reserva internacional, exposta ao ataque chinês, obediente à estrategia de Sun Tsu de agir na hora certa.
Moeda não é, como querem os neoliberais, simples valor de troca.
É muito mais que isso.
Nunca é demais lembrar Colbert, ministro das Finanças de Luis 14: “A dívida é o nervo vital da guerra.”
 
https://www.valor.com.br/brasil/6413999/reflexos-do-juro-baixo-na-taxa-de-cambio

Dinheiro é vendaval