Mentira, diversionismo e distração para enganar população

Resultado de imagem para bolsonaro e a petrobras

Olha o circo!

A população está sendo distraída, pela grande mídia, com dois fantasmas:

1 – Os hackers de Araraquara, que teriam, programadamente, bisbilhotado, os celulares do presidente Bolsonaro e do ministro Sérgio Moro, e;

2 – A liberação a conta gotas do FGTS dos trabalhadores, para pagarem suas dívidas aos bancos – mais um presente do governo neoliberal à bancocracia.

Enquanto isso, minimiza-se o grande estrago: o esquartejamento da Petrobrás, que segue acelerado, ferindo de morte a soberania nacional.

Não se tem provas de que o bisbilhotagem eletrônica visou destruir a Operação Lavajato, como tenta fazer crer as autoridades governamentais, para diminuir o impacto do conteúdo das mensagens veiculadas nos celulares atingidos.

A essência é deixada de lado: a armação entre Sérgio Moro e procuradores, a fim de forjarem provas para prender o ex-presidente Lula e inviabilizar sua candidatura à presidência, na eleição de 2018, favorita nas pesquisas eleitorais.

Usar o FGTS, também, faz parte da farsa.

Atarantado, o governo, sem programa para tirar a economia da recessão e do desemprego incontroláveis, lança mão da poupança dos trabalhadores, depositadas no FGTS, para criar ambiente de falsa euforia de retomada do consumo.

Na verdade, a grana visa liquidar dívidas deles financiadas pelos bancos a juros extorsivos nos cartões de crédito.

Na prática, mais uma enganação, venda de gato por lebre.

Esquartejamento da Petrobras

Já o grande assalto ao patrimônio público, que leva a população ao empobrecimento e o país à perda de sua soberania e de poder geopolítico, no cenário da guerra comercial global, deixa de merecer os holofotes.

Manipula-se a opinião pública com falsa modernidade econômica que viria com privatizações da Petrobrás, para permitir liquidação de suas dívidas.

Essencialmente, o governo inventou mentira para vender/entregar, sem licitação e transparência, 35% da BR Distribuidora, por R$ 9,6 bilhões, ficando a estatal, sócia majoritária, com, apenas, 37,5% do capital da empresa, transferindo seu comando para o setor privado,.

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás(AEPT) desmontou o argumento falso do endividamento da empresa: entre final de 2014 e de 2018, a Petrobrás reduziu sua dívida líquida de US$ 115,4 para US$ 69,4 bilhões e sua alavancagem de 4,25 para 2,20.

Nesse mesmo período, ela vendeu ativos no valor de US$ 18,72 bilhões.

Deste total, os valores, efetivamente, recebidos totalizaram US$ 11,81 bilhões.

Esta dívida poderia ser reduzida sem vendas de nenhum ativo, apenas, com resultado operacional da empresa, que, em 2019, registrou lucro líquido de R$ 477 milhões.

Ou seja, em 5 anos e meio, liquida-se a transação bilionária, ótimo negócio, já amortizado, para quem comprou e péssimo para quem vendeu.

As privatizações, segundo a AEPET, tiveram pouca relevância na redução do endividamento líquido da Petrobrás.

Entre 2015 e 2018, foram privatizados US$ 18,7 bilhões em ativos da Petrobrás, e, em 2019, alienou-se, também, praticamente, de graça, a subsidiária Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), por US$ 8,7 bilhões.

Assim, entre 2015 e 2018, auge do entreguismo neoliberal, que prossegue, os ativos privatizados somaram U$ 18,7 bilhões.

Sucateamento em marcha

A previsão do plano neoliberal bolsonarista é de continuar a doação do patrimônio popular, privatizando US$ 26,9 bilhões, entre 2019 e 2023.

Pretende-se vender, desnecessariamente, oito refinarias que respondem por 50% da atual capacidade de refino, além de gasodutos, terminais, fábricas de fertilizantes, participação na petroquímica e na produção de biocombustíveis.

A tudo isso se acrescenta a alienação de direitos de produção em reservas de petróleo e gás natural.

Vai o bolsonarismo antinacionalista entreguista contra a lógica predominante no mundo atual, em que petróleo representa, sobretudo, poder geopolítico, no espaço mundial.

Por essa razão, das 25 maiores empresas de petróleo e gás do mundo, 19 são estatais, controlando 90% das reservas e 75% da produção mundial.

As seis privadas restantes são dependentes das estatais na realização de parceiras estratégias, pois não conseguem autonomia que a condição de estatal adquire na comercialização internacional.

Péssimo negócio

No caso da privatização da BR, pode-se dizer que o negócio foi, mais que ruim, péssimo.

Levou-se em consideração, apenas, o valor tangível do patrimônio popular, a estrutura de distribuição espalhada por todo o território nacional, já, devidamente, amortizada.

Não se levou em consideração o valor intangível, a marca BR, com toda a sua credibilidade diante do consumidor.

Esse valor está indo de graça.

Qual o valor da marca BR?

Teria ou não que ser cobrado royalty sobre a marca?

Os idiotas da objetividade, como diria Nelson Rodrigues, vangloriam-se com afirmações pueris de que a BR não garantia vantagem ao consumidor.

Esquecem que a competitividade do negócio chamado Brasil depende das vantagens comparativas garantidas pela estatal petrolífera.

O agronegócio, por exemplo, sem preços competitivos dos refinados e do diesel, sofre grandes prejuízos.

Idem, os caminhoneiros.

Ambos viverão as instabilidades típicas do livre mercado, cujos preços são dados por oligopólios internacionais, no ambiente da geopolítica do petróleo e da variação especulativa do dólar, decorrente do excesso de oferta monetária produzida pela financeirização especulativa global.

A morte do Brasil