Agente imperialista contra integração latino-americana

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O jogo do império

Época entrevista ex-embaixador americano, Thomas Shanonn, que serviu, no Brasil, na Era Lula. Ele coloca os pingos nos iiiis. Evidencia o que só agora a grande mídia começa a falar: que Moro é um tremendo entreguista antinacionalista, a serviço de Tio Sam e, sobretudo, descumpridor da Constituição, no exercício da sua tarefa de detonar Lula, candidato à presidência da República, em 2018. Shanonn segue as pegadas de Moro em suas relações com as autoridades judiciárias americanas, como garoto de recado, para traçar o enredo necessário às artimanhas de Tio Sam, para barrar os nacionalistas sul-americanos ao poder, inviabilizando, por meio da política democrática, o que determina a Constituição, no seu art. 4º, parágrafo único: “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.”

Moro trabalhou, incansavelmente, para cumprir o propósito essencial dos Estados Unidos, de fazer cumprir os ditames da Doutrina Monroe, baixada no início do século 19, objetivando transformar a América do Sul em quintal dos isteites, para todo o sempre. O juiz de Curitiba tem raízes fincadas na estratégia do departamento de estado americano, por meio da sua justiça imperialista, que estende seus braços por todos os cantos da terra, a fim de determinar o que interessa e o que não interesse ao imperialismo de Washington.

Os nacionalistas sul-americanos ganharam dimensão política, a partir do final do século 20, com as quedas das ditaduras, apoiadas pelos EUA, abrindo espaço ao poder civil, orientado por Constituições sociais democratas, como a brasileira, de 1988, cujo teor se centra na promoção do social como agente econômico, para melhor distribuir a renda, excessivamente, concentrada. Superar a desigualdade social extrema sul-americana e brasileira, em particular, virou foco da esquerda democrática, tendo como âncora texto constitucional, cuja ênfase é a pregação civilizatória da democratização do poder pelo voto. Tal experiência, na América do Sul, abalou as premissas determinadas pela Doutrina Monroe. Tio Sam, então, colocou em campo, depois do domínio do poder, por meio de ditaduras, o poder financeiro, ascendente, no contexto das crises das dívidas latino-americanas.

Como diz Marx, as bancarrotas capitalistas começam no capitalismo cêntrico e se espalham pelas periferias, desarticulando as superestruturas políticas e jurídicas. Os desajustes econômicos e financeiros do império de Tio Sam, pós guerra do Vietnan, que ameaçavam o dólar, abalado pela derrocada do padrão ouro, que levou Nixon, em 1972, a descolar o dólar do ouro, deixando a moeda flutuar, desorganizariam, completamente, as finanças periféricas. Os americanos espalharam dólar barato pelo mundo afora, desregulamentando regras financeiras, forçando endividamento da periferia. Quando ela estava loucamente endividada, eles puxaram, em 1979, em nome da saúde do dólar, a taxa de juros de 5% para 20% ao ano. Quebrou todo mundo, e a conta veio em forma de austeridade fiscal, que dura até hoje, mediante, terapias neoliberais, válidas, apenas, para os devedores encalacrados.

Todos, nesse século, foram subordinados à regra geral neoliberal segundo a qual a taxa de juros precisa ser superior ao crescimento da economia(PIB), para fazer superavit fiscal forçado em nome do combate à inflação. Isso dura até hoje, mesmo sendo desmoralizada pelo crash capitalista de 2008. As esquerdas latino-americanas reagiram, colocando no poder, governos nacionalistas, porém, dada a força do capital financeiro, avalizado pelas bombas atômicas de Tio Sam, não suportaram o tranco por muito tempo. Sucumbiram-se à força da grana, que, na periferia, graças às legislações eleitorais, irrigaram, à direita e à esquerda, governos antiéticos de coalizão, que acabaram na armadilha da justiça americana, comandada, na periferia, por seus títeres, tipo juiz Sérgio Moro. A missão morista, portanto, foi, está sendo, inviabilizar ascensão de líderes políticos  nacionalistas, que caíram na tentação da corrupção eleitoral.

A máscara de Moro caiu essa semana, depois de estar sendo desgastada pelos rabos deixados de fora pela sua relação com procuradores, na armação de sentenças judiciais condenatórias sem provas etc. A entrevista de Shanon é ilustrativa da história sul-americana recente, que ejetou a esquerda do poder, por meio da armação de Tio Sam, em crise comercial com China, para evitar emergência global de lideranças políticas capazes de atrapalhar o jogo de Washington, na cena global, em que, mais uma vez, o dólar ameaça, graças ao excesso de liquidez global, ir aos ares.

 

MORO, FANTOCHE DE TIO SAM, AGENTE DA DESINTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANAO projeto de poder do PT e oposições, que o…

Posted by Cesar Fonseca on Thursday, July 4, 2019

Maravilhosa América